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Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – IFSC

Campus Criciúma
Disciplina: Fenômenos de Transporte
Profº Marcelo Dal Bó
Ano.Semestre – 2017.2

MECÂNICA DOS FUIDOS

1- LEI DE NEWTON E PROPRIEDADES DE ESCOAMENTO

1- Admitindo que necessita-se projetar um pistão para cair dentro de


um cilindro com velocidade constante de 3,2 m/s, entre o pistão e
o cilindro existe uma película de óleo de viscosidade cinemática 
= 10-2 m²/s e  = 8800 N/m³. Sendo o diâmetro do pistão 10 cm,
seu comprimento de 5 cm e o diâmetro do cilindro de 10,2 cm,
qual deve ser a massa do pistão? R: 46 kg.

2- Suponha que existe um eixo de 10 cm de diâmetro que


desliza com uma velocidade de 3,18 m/s em um
mancal de 20 cm de comprimento e 10,001 cm de
diâmetro interno. Se a força aplicada no eixo para obter
tal velocidade é de 40 kgf, qual é a viscosidade
dinâmica do lubrificante? R: 10-2 Pa.s

3- Sabendo que o tempo medido de queda do cilindro abaixo foi de


19,75 s, entre os pontos A e B, e que o cilindro tem massa igual a
115 g. Qual é a viscosidade dinâmica do fluido que preenche a
proveta sendo que as unidades estão em cm? R: 197,6 Pa.s

4- Numa tubulação escoa hidrogênio (k = 1,4; R = 4122 m²/s²K). Numa seção (1), p 1 =
3·105 N/m² (abs) e T1 = 30ºC. Ao longo da tubulação, a temperatura se mantém
constante. Qual é a massa específica do gás numa seção (2), em que p 2 = 1,5·105
N/m² (abs)? R: 2 = 0,12 kg/m³

1
5- São dadas duas placas planas paralelas à
distância de 2 mm. A placa superior move-se
com velocidade de 4 m/s, enquanto a inferior
é fixa. Se o espaço entre as duas placas for
preenchido com óleo ( = 0,1St;  = 830
kg/m³), qual será a tensão de cisalhamento
que agirá no óleo? Sabe-se que 1St = 10-4 m²/s. R: 16,6 N/m²

6- Uma placa quadrada de 1 m de lado e 20 N de peso


desliza sobre um plano inclinado de 30º, sobre uma
película de óleo. A velocidade da placa é constante e
igual a 2 m/s. Qual é a viscosidade dinâmica do óleo,
se a espessura da película é 2 mm? R: 10-2 Pa·s

7- O pistão da figura abaixo tem uma massa de 500 g. O


cilindro de comprimento ilimitado é puxado para cima
com velocidade constante. O diâmetro do cilindro é 10
cm e do pistão é 9 cm e entre os dois existe um óleo de
 = 10-4 m²/s e  = 8000 N/m³. Com que velocidade deve
subir o cilindro para que o pistão permaneça em
repouso? (supor diagrama linear e g = 10 m/s².
R = 22,1 m/s

8- Assumindo o diagrama de velocidades


indicado na figura ao lado, em que a
parábola tem ser vértice a 10 cm do fundo,
calcular o gradiente de velocidade e a tensão
de cisalhamento em y = 0; 5 e 10 cm. Adotar
 = 400 cP. Sabe-se que 1 cP = 1mPa·s R:
y = 0 (dv/dy = 50 s-1;  = 20 Pa); y = 5 (dv/dy = 25 s-1;  =
10 Pa); y = 10 (dv/dy = 0 s-1;  = 0 Pa)

9- A placa da figura tem uma área de 4 m² e


espessura desprezível. Entre a placa e o
solo existe um fluido que escoa, formando
um diagrama de velocidades dado por V =
20yVmax(1-5y). A viscosidade dinâmica do
fluido é de 10-2 N·s/m² e a velocidade
máxima do escoamento é de 4 m/s. Calcule:

a. O gradiente de velocidades junto ao solo; R: dv/dy = -80s-1


b. A força necessária para manter a placa em equilíbrio; R: 3,2 N

10- Um fluido escoa sobre uma placa com o


diagrama dado, calcule:
a. V = f(y); R: v = -3/4y² + 3y +2
b. A tensão de cisalhamento junto à
placa. R:  = 3·10-2 Pa

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2- EQUAÇÃO DA CONTINUIDADE PARA REGIME PERMANENTE

1- No escoamento laminar de um fluido em condutos circulares, o diagrama de


  r 2 
velocidades é representado pela equação V  Vmax 1     , onde Vmax é a velocidade
  R  
no eixo do conduto, R é o raio do conduto e r é um raio genérico para o qual a
velocidade é genérica. Verificar que Vm/Vmax = 0,5; onde Vm é a velocidade média na
seção.
2- No escoamento turbulento de um fluido em condutos circulares, o diagrama de
1
 r 7
velocidades é dado pela equação V  Vmax  1   . Verificar que Vm/Vmax = 49/60.
 R
3- Um gás ( = 5N/m³) escoa em regime permanente com uma vazão de 5 kg/s pela
seção A de um conduto retangular de seção constante de 0,5 m por 1 m. Em uma
seção B, o peso específico do gás é 10 N/m³. Qual será a velocidade média do
escoamento nas seções A e B? Adote g = 10 m/s². R: VA = 20 m/s; VB = 10 m/s
4- Uma torneira enche de água um tanque, cuja capacidade é 6 m³, em 1 h e 40 min.
Determinar a vazão em volume, em massa e em peso em unidades do SI. R: Q = 10-3
m³/s; Qm = 1 kg/s; QP = 10 N/s
5- No tubo da figura, determinar a vazão em volume, em massa, em peso e a velocidade
média na seção (2), sabendo que o fluido é água e que A1 = 10 cm² e A2 = 5 cm². R: Q =
1 L/s; Qm = 1 kg/s; QP = 10 N/s e V2 = 2 m/s

6- Um tubo admite água num reservatório com uma vazão de 20 L/s. No mesmo
reservatório é trazido óleo ( = 80 kg/m³) por outro tubo com uma vazão de 10 L/s. A
mistura homogênea formada é descarregada por um tubo cuja seção tem uma área de
30 cm². Determinar a massa específica da mistura no tubo de descarga e sua
velocidade. R: 3 = 933 kg/m³ e V3 = 10 m/s

7- Os reservatórios da figura abaixo são cúbicos. São enchidos pelos tubos,


respectivamente, em 100 s e 500 s. Determinar a velocidade de água na seção (A),
sabendo que o diâmetro do conduto nessa seção é 1 m. R: VA = 4,14 m/s

8- A água escoa por um conduto que possui dois ramais em derivação. O diâmetro do
conduto principal é 15 cm e os das derivações são 2,5 cm e 5 cm, respectivamente. O

3
  r 2 
perfil de velocidades no conduto principal é dado por V  Vmax1 1     e nas
  R1  
1
 r 
7

derivações por V  Vmax 2,3 1 


 R 
. Se Vmax1 = 0,02 m/s e Vmax2 = 0,13 m/s,
 2,3 

determinar a velocidade média no tubo de 5 cm de diâmetro. R: V3 = 0,064 m/s.

9- O tanque maior da figura abaixo permanece em nível constante. O escoamento na


calha tem uma seção transversal quadrada e é bidimensional, obedecendo à equação
V = 3y². Sabendo que o tanque (B) tem 1 m³ e é totalmente preenchido em 5 s e que o
conduto circular tem 30 cm de diâmetro, determinar:
a) A velocidade média na calha quadrada; R: 1 m/s
b) A vazão no conduto circular de 30 cm de diâmetro; R: 0,8 m³/s
c) A velocidade máxima na seção do conduto circular de 30 cm de diâmetro. R: 13,86
m/s

3- EQUAÇÃO DA ENERGIA PARA REGIME PERMANENTE

1- Óleo escoa em regime permanente no Venturi da figura abaixo. No trecho


considerado, supõem-se desprezíveis as perdas por atrito e as propriedades
do fluido constantes e uniformes. A área (1) é 40 cm², enquanto a da garganta
(2) é 10 cm². Um manômetro cujo fluido manométrico é mercúrio ( = 13,6
kg/L) é ligado entre as seções (1) e (2) e indica o desnível mostrado na figura.
Pede-se a vazão do óleo que escoa pelo Venturi. Dado Óleo = 0,8 kg/L.

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2- A pressão no ponto S do sifão não deve cair abaixo de 25 kPa (abs). Desprezando as
perdas, determinar:
a. A velocidade do fluido; R: 4,9 m/s
b. A máxima altura do ponto S em relação ao ponto (A). R: 6,3 m
Dados: Patm = 100 kPa;  = 104 N/m³.

3- Um tubo de Pitot é preso num barco que se desloca a 45 km/h. Qual será a altura h
alcançada pela água no ramo vertical? R: 7,8m

4- Quais são as vazões de óleo em volume, massa e em peso no tubo convergente da


figura, para elevar uma coluna de 20 cm de óleo no ponto (0)? Dados: desprezar
perdas por atrito;  = 8.000 N/m³; g = 10 m/s² R: 2,6 L/s; 2,1 kg/s e 21 N/s

5- Um túnel aerodinâmico foi projetado para que na seção de exploração A a veia livre de
seção quadrada de 0,2 m de lado tenha uma velocidade média de 30 m/s. As perdas
de carga são:
a) Entre A e 0 = 100 m;
b) Entre 1 e A = 100 m.
Calcular a pressão nas seções 0 e 1 e a potência do ventilador se o seu rendimento é
70% (ar = 12,7 N/m³). R: P0 = -734 Pa; P1 = 1806 Pa; Nv = 4,4 kW

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4- ESCOAMENTO PERMANENTE DE FLUIDO INCOMPRESSÍVEL EM CONDUTOS
FORÇADOS

1) Determinar a perda de carga por km de comprimento de uma tubulação de aço de seção


circular de diâmetro 45 cm. O fluido é óleo ( = 1,06·10-5 m²/s) e a vazão é 190 L/s.
R: h f  3,37m

2) Calcular a vazão de água num conduto de ferro fundido, sendo dados D = 10 cm, 
-6
=0,7·10 m²/s e sabendo-se que dois manômetros instalados a uma distância de 10 m
indicam, respectivamente, 0,15 MPa e 0,145 MPa ( H2O = 104 N/m²). R: 15,1 L/s

3) Na tubulação abaixo existem trechos de cano simples e algumas singularidades. Sendo a


tubulação de aço de diâmetro 5 cm, determinar a perda de carga entre 1-5, sabendo que a
vazão é de 2 L/s e que o comprimento total da tubulação é de 30 m. (  = 10-6 m²/s).
R: 1,28 m

Da tabela do fabricante tem-se:

Válvula de gaveta (5 cm)  Leq = 0,335 m


Válvula globo (5 cm)  Leq = 17,61 m
Cotovelo (5 cm)  Leq = 3,01 m

4) Na instalação da figura a água deve ser lançada por meio de um bocal no tanque da
direita. Determine a mínima potência da bomba para que isso aconteça.
Dados: D = 10 cm; tubo de ferro fundido; Ds = diâmetro de saída = 7,5 cm;  = 10-6 m²/s;  = 104
N/m³; Ks1 = 0,5;  = 0,75. Desprezar a perda singular no bocal. R: NB = 18,15 kW

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5) Na instalação da figura, a bomba B recalca água do reservatório R 1 para o reservatório R2,
ambos em nível constante. Desprezando as perdas de carga singulares, determinar:
a) A vazão na tubulação; R: 20 L/s
b) A potência da bomba em kW se o rendimento é 73%. R: 3,8 kW
Dados: D = 10 cm; L = 50 m (Comprimento total da tubulação); tubos de ferro fundido; hf = 4 m;
g = 10 m/s²;  = 10-6 m²/s;  = 104 N/m³.

6) Dada a tubulação da figura, cuja seção (2) está aberta à atmosfera, calcular:
a) A perda de carga entre (1) e (2); R: 3,64 m
b) A vazão em volume. R: 30,1 L/s
Dados: Escoamento laminar,  = 9000 N/m³;  = 0,5·10-3 m²/s; L1,2 = 30 m; D = 15 cm; p1 = 32,8
kPa.

7) Deseja-se conhecer o desnível h entre os dois reservatórios de água. Além disso,


determinar também a rugosidade do conduto e a altura h 0 para que a pressão efetiva na
entrada da bomba seja nula.
Dados: potência fornecida ao fluido N = 0,75 kW; diâmetro D = 3 cm; Q = 3 L/s; L 1,2 = 2 m;
L3,6 = 10 m; Ks1 = 1; ks4 = ks5 = 1,2; ks6 = 1,6;  = 10-6 m²/s; f = 0,02;  = 104 N/m³.
R: h = 13,3 m; k = 1,5·10-5 m; h0 = 3 m

8) Água a 10ºC escoa de um reservatório grande para um menor através de um sistema de


tubos de ferro fundido de 5 cm de diâmetro. Determine a elevação z 1 para uma vazão
desejada de 6 L/s. R: 31,9 m

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5- TEOREMA DE TRANSPORTE DE REYNOLDS (TTR)

1) Considere um fluido escoando no sistema abaixo, calcule a força horizontal exercida na


junta para mantê-la fixa no lugar. R: -668,4N

D1 = 30 cm

V1 = 1,5 m/s

D2 = 15 cm

Hipóteses:

- Regime permanente

- Fluido incompressível

2) Um cotovelo redutor é usado para defletir de 30º o escoamento de água a uma taxa de
14 kg/s em um tubo horizontal ao mesmo tempo que o acelera. O cotovelo descarrega
água na atmosfera. A área de seção transversal do cotovelo é de 113 cm² na entrada e
7 cm² na saída. A diferença de elevação entre os centros da saída e da entrada é de
30 cm. O peso do cotovelo e da água que há nele são considerados desprezíveis.
Determine (a) a pressão manométrica no centro da entrada do cotovelo e (b) a força de
ancoragem necessária para manter o cotovelo no lugar. R: a) P1man = 202 kPa; b) Fr =
2062,4N

3) O tanque abaixo está completamente cheio com um fluido 1 com massa específica (1)
e, a medida que o tempo passa, um fluido 2 é bombeado para dentro do tanque.
Encontre uma expressão que relacione a variação da massa específica do fluido com o
tempo e, outra, que possibilite calcular o tempo necessário para de alcançar uma
d  VA     i 
determinada massa específica () no tanque. R:
dt
 
 H2O

   ; t  l n  H 2O
VA   H 2O   f


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4) Considere o esquema abaixo, sabendo que as áreas 2 e 3 descarregam água na
atmosfera:
a. Encontre uma equação que relacione a força de ancoragem necessária para
manter a bifurcação no lugar. R:
Rx  V2 cos  V2  A2   V3 cos  V3  A3   V1 V1  A1   pman1  A1
b. Considerando que A1 = 100 cm²; A2 = 25 cm²; A3 = 25 cm²; a = 30º; b = 45º; V1
= 8 m/s e pman1 = 0,8 kPa, calcule a força de ancoragem em Newtons. R:
Rx  358,8 N

5) Calcule a força necessária para segurar o cotovelo redutor de 90º sabendo que p man1 =
120 kPa, A1 = 0,01 m²; A2 = 0,0025 m²; V2 = 16 m/s e a massa do cotovelo é de 2 kg.
R: FR = 1511 N

6) Sabendo que a perda de carga no trecho (1)-(2) é 3 m, determinar as componentes


horizontal e vertical da força aplicada pelo fluido nesse trecho de tubulação. Dados:  =
104 N/m³, Q = 6 L/s. R: Fsx = 28 N; Fsz = 126 N

7) O cotovelo da figura está preso por duas luvas elásticas para que não seja influenciado
pelo resto da instalação. Sendo a área de sua seção 20 cm² e a vazão 20 L/s, qual
será a força causada pelo escoamento do fluido se a perda de carga é de 1 m ( = 10³
kg/m³)? R: 820 N

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6- EQUAÇÕES DE NAVIER-STOKES E SUAS APLICAÇÕES

1) Dado o escoamento laminar, em regime permanente, de um fluido incompressível entre


duas placas planas, horizontais, fixas, de dimensões infinitas, determinar a expressão
do diagrama de velocidades e a perda de pressão ao longo do escoamento. R:
 z2  2Vmax
Vx  Vmax  1  2  ; P  P0  P  x
 h  h2

2) No exemplo anterior, admitir a placa inferior fixa e a superior móvel, com velocidade V 0.
dP V
Determinar o diagrama de velocidades supondo 0. R: Vx  0 z
dx h

3) Um líquido escoa num plano inclinado com escoamento laminar, em regime


permanente, dinamicamente estabelecido a uma certa distância do reservatório.
Supondo escoamento bidimensional e desprezando o atrito com o ar, determinar a
 gbh 3 sen
vazão em massa para uma largura b. R: Q 
3

4) Uma esteira larga move-se com velocidade vertical, esta atravessa um recipiente que
contém um líquido viscoso. Devido às forças viscosas a esteira "carrega” uma lâmina
de fluído com espessura “h”. Por outro lado a gravidade força o fluído para baixo.
Usando as equações de Navier-Stokes deduza uma expressão para a vazão do fluído
à medida que ela é arrastada para cima pela esteira. Assuma que o escoamento é
  h2 
laminar, permanente e uniforme. R: Q  h  V0  
 3 

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7- TRANSFERÊNCIA DE CALOR - CONDUÇÃO

1) Humanos são capazes de controlar suas taxas de produção de calor e de perda de calor
para manter aproximadamente constante a temperatura corporal em 37ºC sob uma
ampla faixa de condições ambientais. Supondo a temperatura corporal Ti = 35ºC,
considerando uma camada de gordura com espessura de 3 mm com condutividade
térmica efetiva k = 0,3 W/(m·K), a pessoa tem 1,8 m² de área superficial e está sem
roupa. A emissividade da pele é ε = 0,95. Calcule a perda de calor do corpo humano
supondo duas condições:
a. Estando a pessoa no ar em repouso a T = 24ºC, supondo que o coeficiente de
convecção natural do corpo para o ar é de h = 2 W/(m².K). R = 144 W
b. Estando a pessoa imersa em água a T = 24ºC, supondo que o coeficiente de
convecção natural do corpo para a água é de h = 200 W/(m².K). R = 1314 W

2) A distribuição de temperaturas ao longo de uma parede com espessura de 1 m, em


certo instante é dada por T(x) = a + bx + cx², na qual T está em ºC e x em metros.
Enquanto a = 900ºC, b = -300 ºC/m, e c = -50 ºC/m². Uma geração de calor uniforme,
q  1000W / m³ está presente na parede, cuja área é de 10 m². O material possui as
seguintes propriedades:  = 1600 kg/m³, k = 40 W/(m·K) e Cp = 4 kJ/(kg·K).
a. Determine a taxa de transferência de calor que entra na parede (x = 0) e que
deixa a parede (x = 1 m); R: qentra = 120kW; qsai = 160 kW
b. Determine a taxa de variação de energia acumulada na parede; R:
Eacumulada  30kW
c. Determine a taxa de variação da temperatura em relação ao tempo nas
T
posições x = 0; 0,25 e 0,5 m. R:  4,7 104 º C / s
t

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Considerações: Condução unidimensional (x); Meio isotrópico com propriedades constantes;
Geração de calor interna uniforme.

3) Um aparelho para medir a condutividade térmica emprega um aquecedor elétrico que é


posicionado entre duas amostras idênticas, com 30 mm de diâmetro e 60 mm de
comprimento. As placas superior e inferior estão a T 0 = 77ºC. Termopares espaçados
em 15 mm são instalados no interior da amostra e as superfícies laterais são isoladas.

a) Com duas amostras iguais, a corrente elétrica é de 0,353 A a 100 V, onde os


termopares indicam T1 = T2 = 25ºC e o fator de potência é de 0,5. Qual é a
condutividade térmica do material? E, consultando a Tabela A1 do Incropera (2011)
qual seria o material em estudo? R: k = 15 W/(m·K); Aço

4) Condução unidimensional, em regime estacionário, com geração de energia interna


uniforme ocorre em uma parede plana com espessura de 50 mm e uma condutividade
térmica constante igual a 5 W/(m·K). Nessas condições, a distribuição de temperaturas
tem a forma T(x) = a + bx + cx² e não há acúmulo de energia. A superfície em x = 0
está a uma temperatura T(0) = 120ºC. Nessa superfície, há convecção com um fluido a
T∞ = 20ºC com h = 500 W/(m²·K). A superfície em x = L é isolada termicamente.

a) Utilizando um balanço de energia global na parede, calcule a taxa de geração interna de


energia; R: q”ger = 1 GW/m³
b) Determine os coeficientes a, b e c da equação T(x); R: T ( x)  120  104 x  105 x²
c) Calcule a temperatura em x = L. R: 370ºC

5) Supondo um tubo cilíndrico, no qual escoa um fluido quente com temperatura igual a Ti
e temperatura na parte externa Te.

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a. Deduza uma equação da distribuição de temperaturas no interior de um tubo
T T r
cilíndrico com relação ao raio do tubo T(r). R: T (r )  i e ln  Te
ri re
ln
re
b. Deduza uma equação do fluxo de calor total q” (W/m²) em relação a posição
k Te  Ti
radial. R: q 
r
W / m² 
r
ln i
re
6) Uma barra cilíndrica, de diâmetro 12 mm, possui um revestimento isolante de
espessura 20 mm. A temperatura no interior e na superfície do cilindro são
respectivamente 800 K e 490 K. Determinar a perda de calor por unidade de
comprimento do cilindro, sendo que o isolante térmico é silicato de cálcio (k= 0,089
W/m.K). R: 118,16 W/m

7) Seja uma esfera oca cuja superfície interna se encontra a uma temperatura T s1 e a
superfície externa a Ts2, com Ts1>Ts2. Considere a transferência de calor
unidimensional, em regime permanente, sem geração interna no interior da esfera.

a) Partindo-se da equação da condução do calor em coordenadas esféricas deduza uma


Ti  Te  1 1 
expressão do perfil de temperaturas no interior da esfera. R: T (r )      Te
 1 1   re r 
  
 re ri 
k Ti  Te
b) A partir daí, deduza uma equação da taxa de calor. R: q W / m² 
r2  1 1 
  
 re ri 

8) The temperature distribution across a wall 0.3 m thick at a certain instant of time is T(x)
= a + bx+cx², where T is in degrees Celsius and x is in meters, a = 200ºC, b = -200
ºC/m, and c = 30 ºC/m². The wall has a thermal conductivity of 1 W/m·K.
a) On a unit surface area basis, determine the rate of heat transfer into and out of the wall
and the rate of change of energy stored by the wall. R: qin = 200 W/m²; qout = 182 W/m², Eg = 18
W/m²
b) If the cold surface is exposed to a fluid at 100ºC, what is the convection coefficient? R: h =
4.3 W/(m².K)

8- TRANSFERÊNCIA DE CALOR - CONVECÇÃO

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1. Segundo resultados experimentais o coeficiente de transferência de calor local h,
para o escoamento sobre uma placa plana com superfície extremamente rugosa
segue a relação:
h( x)  ax 0,1

Onde a é um coeficiente (W/(m².K)) e x(m) é a distância da aresta frontal da placa.


Desenvolva uma expressão matemática para a razão entre o coeficiente de transferência
de calor médio h x , em uma placa com comprimento x e o coeficiente de transferência
de calor local hx em x. R: hx  1,11hx

2. No escoamento sobre uma superfície, os perfis de velocidade e de temperatura


têm as formas:
u(y) = Ay + By² - Cy³

T(y) = D + Ey + Fy² - Gy³

onde os coeficientes de A a G são constantes. Obtenha expressões para o


coeficiente de atrito Cf e o coeficiente convectivo h em termos de u∞, T∞ e dos
2 A
coeficientes apropriados dos perfis e das propriedades do fluido. R: C f  ;
 u2
k f E
h
Ts  T

3. Água escoa com uma velocidade de u∞=1 m/s sobre uma placa plana de
comprimento L = 0,6m. Considere dois casos, um no qual a temperatura da água
é de aproximadamente 27oC e o outro para uma temperatura da água de 77 oC.
Nas regiões laminar e turbulenta. Medidas experimentalmente mostram que os
coeficientes convectivos locais são bem descritos por:
hlam(x) = Clam·x-0,5

hturb(x) = Cturb·x-0,2

onde x está em metros. A constante C depende da temperatura do fluido e do regime do


escoamento, como se mostra abaixo.

T = 27oC T = 77oC

Claminar 395 W/(m1,5·K) 477 W/(m1,5·K)

Cturbulento 2330 W/(m1,8·K) 3600 W/(m1,8·K)

Determine o coeficiente convectivo médio h x sobre a placa inteira nas duas


W W
temperaturas. R: h300 K  1620 ; h350 K  3710
m²  K m²  K

4. Um ventilador que fornece velocidade de ar de até 50 m/s é usado em um túnel


de vento de baixa velocidade com ar atmosférico a 25 oC. Se alguém desejar

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usar o túnel de vento para estudar o comportamento da camada-limite sobre uma
placa plana com números de Reynolds de até 108,
a) Que comprimento mínimo da placa poderia ser usado? R: x  31, 42m
b) A que distância da aresta frontal ocorreria a transição se o número de
Reynolds crítico fosse 5·105? R: x  0,1571m

5. Resultados experimentais para a transferência de calor sobre uma placa plana


com superfície extremamente rugosa puderam ser correlacionados por uma
expressão com a forma:
Nux  0,04Re0,9
x Pr
1/3

Onde Nux é o valor local do número de Nusselt na posição x, medida a partir da


aresta frontal da placa. Obtenha uma expressão para a razão entre os coeficientes de
C hx 1
transferência de calor médio h x e local h . R: h  C1  x0,1 ; h  1  x 0,1 ; 
0,9 h 0, 9

6. No escoamento sobre uma placa plana com comprimento L, o coeficiente de


transferência de calor local hx é proporcional a x-1/2, onde x é a distância da
aresta frontal da placa. Qual é a razão entre o número de Nusselt médio em toda
Nu
a placa ( Nu ) e o número de Nusselt em x=L? R: 2
Nu

7. Encontre:
a) O coeficiente de atrito médio para um escoamento turbulento sobre uma placa
1
isotérmica; R: C f , L  0, 074 Re 5
b) O número de Nusselt médio para um escoamento turbulento sobre uma placa
4 1
isotérmica; R: Nuturb , L  0, 037 Re 5 Pr 3

8. Ar, a uma pressão de 6 kN/m² e a uma temperatura de 300°C, escoa com uma
velocidade de 10 m/s sobre uma placa plana com 0,5 m de comprimento.
Determine a taxa de resfriamento, por unidade de largura da placa, necessária
para mantê-la com uma temperatura superficial de 27°C. R: q "  570W m

9. Exercício 7.10 (INCROPERA et al., 2008) pg. 286. Considere ar atmosférico a


25oC e a uma velocidade de 25 m/s escoando sobre uma placa plana com 1 m de
comprimento, mantida a 125oC. Determine a taxa de transferência de calor

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saindo da placa, por unidade de largura, para valores do número de Reynolds
crítico de 105, 5·105 e 106.

10. Para o escoamento de um metal líquido através de um tubo circular, os perfis de


velocidade e de temperaturas, em uma dada posição axial, podem ser
aproximados como uniforme e parabólico, respectivamente. Isto é, u(r) = C 1 e
  r 2 
T (r )  Ts  C2 1     , onde C1 e C2 são constantes. Qual é o valor do
  r0  
número de Nusselt NuD nessa posição? R: NuD  8

11. Vapor de água condensando sobre a superfície externa de um tubo circular de


parede fina, com diâmetro de 50 mm e comprimento de 6 m, mantém uma
temperatura na superfície do tubo externa uniforme de 100°C. Água escoa
através do tubo a uma vazão de m  0, 25 kg e suas temperaturas na entrada e
s
na saída do tubo são Tm,ent = 15°C e Tm,sai = 57°C. Qual é o coeficiente de
convectivo médio associado ao escoamento da água? R: h  755W
(m²  K )

12. Seja uma placa vertical com 0,25 m de comprimento que está a 70 °C. A placa
está suspensa em ar a uma temperatura de 25 °C. Estime a espessura da camada-
limite na aresta de saída da placa se o ar estiver quiescente. Como essa espessura
se compara a que existiria caso o ar estivesse escoando sobre uma placa com
uma velocidade na corrente livre de 5 m/s? R:  L  0, 024m ;  L  0, 0047m

13. Um anteparo de vidro, usado em frente a uma lareira para reduzir o arraste do ar
ambiente através da chaminé, possui uma altura de 0,71 m e uma largura de 1,02
m, e atinge uma temperatura de 232 °C. Se a temperatura da sala é de 23 °C,
estime a taxa de transferência de calor por convecção da lareira para a sala. R:
q  1060W

14. Um aquecedor elétrico de ar é constituído por um conjunto horizontal de finas


tiras metálicas que possuem, cada uma, 10 mm de comprimento na direção do
escoamento do ar, que é paralelo à superfície superior das tiras. Cada tira possui
0,3 m de largura, e 25 tiras são posicionadas lado a lado, formando uma
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superfície lisa e contínua sobre a qual o ar escoa a uma velocidade de 2 m/s.
Durante a operação, cada tira é mantida a 500ºC e o ar está a 25ºC. Qual a taxa
de transferência de calor por convecção na primeira tira? R: 53.8W/m²·K

15. Ar, a uma pressão de 1 atm e temperatura de 50ºC, encontra-se em escoamento


paralelo sobre a superfície superior de uma placa plana que é aquecida até uma
temperatura uniforme de 100ºC. A placa tem um comprimento de 0,2 m (na
direção do escoamento) e uma largura de 0,1 m. O número de Reynolds baseado
no comprimento da placa é de 40000. Qual é a taxa de transferência de calor da
placa para o ar? R: 17,6 W

16. Etilenoglicol escoa com uma vazão de 0,01 kg/s através de um tubo comparede
delgada e diâmetro de 3 mm. O tubo, em forma de serpentina, encontra-se
submerso em um banho agitado de água que é mantido a 25ºC. Se o fluido entra
no tubo a 85ºC, que taxa de transferência de calor e comprimento do tubo são
necessários para que o fluido saia a uma temperatura de 35ºC? Despreze a
intensificação da transferência de calor associada à configuração em serpentina
do tubo. R: q = -1281 W; 15,4 m

Exercícios do Livro (INCROPERA et al., 2008) que podem ser feitos, pg. 285: 7.16a;
7.21; 7.35a; pg. 376: 9.5; 9.8; 9.10; 9.17; 9.18

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