Você está na página 1de 3

20152104241 Stefanny da Silva Siqueira

A BNCC traz o ensino de História no Ensino Fundamental – Anos Iniciais, com


dois pontos principais, a do aprendizado de se fazer dialogar passado e presente, no que ela
diz:

As questões que nos levam a pensar a História como um saber necessário


para a formação das crianças e jovens na escola são originarias do tempo
presente. O passado que deve impulsionar a dinâmica do ensino-
aprendizagem no Ensino Fundamental é aquele que dialoga com o tempo
atual. (BNCC, p. 397)

E o de se desenvolver, ao longo do Ensino Fundamental, uma visão crítica


dos fatos, no que ela cita: “transformar a história em ferramenta a serviço de um
discernimento maior sobre as experiências humanas e das sociedades em que se
vive” (p. 401)

Dessa forma, o que se propõe é que o ensino de História, não seja o ensino
dos fatos distantes, não seja feito de maneira separada, nem fora de contexto, eles
precisam dialogar entre si e com o presente.

A BNCC, além disso, traz a questão das diversas fontes e documentos


como fundamental para o ensino de História, visto que a utilização e a análise de
diferentes fontes tiram a dependência do aluno, do posicionamento do professor
acerca de algum assunto, e trabalha para que eles possam, sozinhos, interpretar as
informações expostas. Então, a mudança que se vê, é a mudança nos papéis,
professores que ensinam fatos que dialogam entre si e com o presente, e alunos com
uma postura crítica para construir um pensamento histórico, problematizando
presente e passado a partir do que aprenderem em sala de aula.

Para isso, a BNCC surge com cinco processos, o de identificação,


comparação, contextualização, interpretação e análise.

O processo de identificação de uma questão, o estudante deverá ser capaz


de reconhecer o objeto a ser estudado, a partir de perguntas como “De que material
é feito o objeto em questão? Como é produzido? Para que serve? Seu significado se
alterou no tempo espaço?

A comparação no ensino de História, permite ao estudante ver melhor o


Outro, percebendo suas semelhanças e principalmente, suas diferenças. Ao ser
apresentados a fatos históricos correlacionados, os alunos e alunas podem ampliar
seus conhecimentos em relação a outros povos.

Em meio a inúmeras combinações dessas variáveis - do Eu, do Outro e do


Nós -, inseridas em tempos e espaços específicos, indivíduos produzem
saberes que os tornam mais aptos para enfrentar situações marcadas pelo
conflito ou pela conciliação. (BNCC, p. 398)

A contextualização é uma ferramenta muito importante para o estudo de


História, ela evita muito dos deslizes anacrônicos.

Os estudantes devem identificar, em um contexto, o momento em que uma


circunstância histórica é analisada e as condições específicas daquele
momento, inserindo o evento em um quadro mais amplo de referências
sociais, culturais e econômicas.
Distinguir contextos e localizar processos, sem deixar de lado o que é
particular em uma dada circunstância, é uma habilidade necessária e
enriquecedora. Ela estimula a percepção de que povos e sociedades, em
tempos e espaços diferentes, não são tributários dos mesmos valores e
princípios da atualidade. (BNCC, p. 399)

A interpretação, acerca de qualquer conteúdo, é muito importante no


desenvolvimento do pensamento crítico, o que o texto da Base diz é que,
interpretações diferentes acerca do mesmo objeto, pode tornar mais nítida, mais fácil,
a relação entre o sujeito e o objeto e levar os alunos a levantar diversas hipóteses

A análise, segundo a Base, é um processo que não acaba nunca, mas no


estudo de História, o que se espera é que o aluno problematize a própria escrita da
História, considerando as pressões e restrições ao qual ela também pertence, que ele
compreenda que toda a história é contada a partir de uma determinada perspectiva e
que também se insere num dado período histórico e que portanto, algo sempre
escapa.

A BNCC traz a questão da autonomia e a capacidade de reconhecer que


indivíduos agem de acordo com sua época e seu lugar, tempo e espaço, tem papel
fundamental para a compreensão das civilizações.

Ela ainda traz a inclusão dos temas obrigatórios importantíssimos definidos


pela legislação, a História da África e das culturas afro-brasileira e indígena, como
fundamentais a compreensão do “papel das alteridades presentes na sociedade
brasileira”

Considerando esses pressupostos, e em articulação com as competências


gerais da Educação Básica e com as competências específicas da área de
Ciências Humanas, o componente curricular de História deve garantir aos
alunos o desenvolvimento de competências específicas. (BNCC, p. 405)

1ª Competência: Posicionar-se frente as questões contemporâneas, para


tal é necessário entender relações de poder e os mecanismos de transformação e
manutenção das estruturas, tanto sociais, quanto econômicas, etc. Em tempos e
espaços diversos.

2ª Competência: Entender o tempo histórico, relacionar acontecimentos e


processos e questionar a organização cronológica.

3ª Competência: Exercitar o pensamento crítico em relação a documentos


e contextos históricos, fazendo uso de diversas ferramentas, como a mídia,
trabalhando o respeito, a empatia, a resolução de conflitos.

4ª Competência: Um mesmo contexto histórico, pode e vai despertar


diferentes visões e interpretações, de diferentes pessoas, culturas e povos. Saber
posicionar-se de forma crítica, se baseando em princípios democráticos, inclusivos,
éticos, solidários e sustentáveis.

5ª Competência: Analisar e entender os diversos movimentos migratórios


ao longo da história e seus significados, respeitando as diferentes populações.

6ª Competência: Entender e questionar os conceitos e procedimentos da


produção historiográfica.

7ª Competência: Fazer uso da tecnologia não como ferramenta de


exposição de conteúdo, mas como objeto de aprendizado, produzindo, avaliando e
utilizando os meios digitais de forma crítica e de forma responsável, entendendo seus
significados para as diversas classes sociais.