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EDUCAÇÃO INCLUSIVA

CAPÍTULO 2 – O QUE DIZEM AS TEORIAS E A


LEGISLAÇÃO SOBRE O ENSINO DA PESSOA
COM DEFICIÊNCIA?
Miryan Cristina Buzetti

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Introdução
Ao longo da história, estudiosos desenvolveram teorias e ideias para explicar o desenvolvimento humano e a
aprendizagem, destacando as particularidades e os aspectos específicos de cada situação e faixa etária. Os
principais estudiosos desse campo foram Piaget, Vygotsky e Wallon, três autores que exerceram e exercem
influência significativa na formação docente em nosso país e na prática em sala de aula. Foram eles, inclusive,
que elaboraram conceitos fundamentais na prática de ensino, como a Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP),
em que o professor precisa fazer a mediação entre o aluno e o conteúdo.
Assim, conhecer o desenvolvimento da aprendizagem possibilita ao professor escolher estratégias e recursos
pedagógicos adequados para cada situação de aprendizagem, tendo à disposição diferentes possibilidades de
tecnologia assistiva — que pode ir desde uma ponteira até um mouse adaptado ou uma máquina em Braille. Isso
porque esses recursos favorecem a adaptação curricular e garantem a aprendizagem e o desenvolvimento dos
alunos, sejam eles deficientes ou que apresentam certa dificuldade ou transtorno de aprendizagem.
Considerando que a aprendizagem de todos é a premissa básica para a Educação Inclusiva, pautada na
acessibilidade, na adaptação e no desenho universal; busca-se assegurar o direito, oferecendo, na rede regular de
ensino, não somente a matrícula garantida por lei, mas uma educação de qualidade. Portanto, conhecer sobre
estratégias de ensino, possibilidades de adaptação e de acessibilidade é fundamental para o trabalho do
professor.
Vamos nos aprofundar melhor no assunto a partir de agora!

2.1 As abordagens segundo Piaget, Vygostky e Wallon


Piaget, Vygotsky e Wallon apresentam teorias diferentes sobre a aprendizagem e o desenvolvimento humano,
partindo de pressupostos e concepções diferentes, mas caminhando para a mesma direção: explicar como
aprendemos e evoluímos.
Os três autores apresentam ênfases diferentes para questões como influência do meio no desenvolvimento,
evolução por fases/etapas e influência da interação e das emoções. Para cada aspecto presente em sala de aula é
importante que o professor tenha conhecimento dessas teorias de maneira reflexiva, sempre planejando,
colocando em prática, refletindo e replanejando, na tentativa de colocar em prática os conhecimentos teóricos,
fazendo uma relação direta entre a teoria e a prática. Isso porque a intervenção pedagógica fica mais significativa
e favorável quando o professor consegue fazer a relação entre teoria e prática.
Vamos, então, começar nossos estudos com Vygotsky.

2.1.1 A abordagem de Vygotsky


A contribuição de Vygotsky para a educação é imensa, assim como sua influência na formação de professores
também é inegável. O sucesso se deu porque, além da educação regular, o autor também contribuiu com a
educação de pessoas com deficiência.

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VOCÊ O CONHECE?
Lev Semenovich Vygotsky nasceu na Rússia, em 1896, e faleceu em 1934. Apesar de uma vida
breve, fez pesquisas relevantes que contribuíram para compreender o desenvolvimento do ser
humano e a forma como este aprende. Suas teorias também contribuíram para entendermos
problemas relativos à Educação Especial, na busca de uma intervenção de ensino mais eficaz e
inovadora. Vygotsky foi, inclusive, um dos primeiros a declarar que as interações sociais
influenciam no desenvolvimento intelectual (MACHADO, 2018).

Vygotsky contraria alguns conceitos de sua época, uma, inclusive, das mais importantes, relacionada à concepção
de imutável. Antigos estudiosos acreditavam que o ser humano era estático, não passível de mudar. Essa crença
influenciava diretamente atitudes relacionadas à educação de pessoas com deficiência, pois se via na situação do
deficiente algo consolidado, sem possibilidades de melhoria. Assim, o conceito trazido por Vygotsky é de
plasticidade, que implica no entendimento de que a inteligência é dinâmica, podendo evoluir e se construir ao
longo da interação com o meio ao qual o indivíduo está inserido (BUDEL; MEIER, 2013).
Um dos principais itens da teoria de Vygotsky (2007) é a Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP), definida
como a distância existente entre o desenvolvimento real e o potencial, sendo que o primeiro é o que o aluno
consegue fazer sem a mediação do professor ou colega; e o segundo envolve as atividades e tarefas realizadas
com a ajuda e orientação do professor. Isso demonstra a importância do ensino e da mediação do professor para
o desenvolvimento do aluno, seja ele com ou sem deficiência.

VOCÊ QUER LER?


O artigo“A zona de desenvolvimento próximo na análise de Vigotski sobre aprendizagem e
ensino1, 2, 3”, de Seth Chaiklin, descreve sobre a concepção do conceito de Zona de
Desenvolvimento Proximal na área da educação, apontando os pontos positivos e negativos. O
conceito relata sobre a interação entre uma pessoa mais competente e outra menos
competente diante de uma determinada tarefa. No artigo, são apresentados alguns pontos
negativos, como o pressuposto de generalização, de assistência e de potencial. De maneira
geral, a leitura chama a atenção para a ideia de instrução, ou seja, do ensino no
desenvolvimento infantil tendo como objetivo as funções psicológicas que precisam ser
desenvolvidas. Leia o documento completo em: <http://www.scielo.br/scielo.php?
script=sci_arttext&pid=S1413-73722011000400016>.

A teoria de Vygotsky nos ajuda a compreender que alunos com deficiência intelectual, por exemplo, precisam de
um pouco mais de tempo para realizar suas atividades sozinhos, assim como a mediação e a intervenção do
professor se torna fundamental para o avanço e a aprendizagem desses estudantes.

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Figura 1 - A mediação é fundamental para a aprendizagem, principalmente do aluno com deficiência.
Fonte: oliveromg, Shutterstock, 2018.

De acordo com Budel e Meier (2013), Vygotsky ainda acredita que todas as crianças podem aprender e se
desenvolver, considerando que a oferta de ensino seja apropriada.
Agora que conhecemos a teoria de Vygotsky, iremos entender quanto a abordagem de Piaget.

2.1.2 A abordagem de Piaget


Para Jean Piaget, a principal característica do desenvolvimento humano é que ele se dá por fases ou etapas,
evoluindo sucessivamente do nascimento até a maturidade do indivíduo. Esse desenvolvimento possui uma
ordem fixa, acontecendo de forma progressiva a partir da assimilação e da acomodação (FERNANDES, 2013).
A assimilação se refere à tentativa que a criança faz para buscar respostas ou soluções para uma determinada
situação. Essa tentativa é realizada com base na estrutura cognitiva diante daquele momento. Já a acomodação
está relacionada com a capacidade de mudança, nas alterações que ocorrem na nossa maneira de pensar e tentar
resolver determinadas situações. É, então, os ajustes que fazemos ao longo do tempo e de nosso
desenvolvimento.

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VOCÊ QUER LER?
A abordagem de Piaget traz uma visão construtiva sobre o desenvolvimento humano, em que
se descreve as fases em que passamos e a relação destas com a aprendizagem. O autor também
faz apontamentos sobre como podemos melhorar nossa aprendizagem e qual é a visão de
mundo que nos cerca em cada momento da vida. Para se inteirar melhor quanto as teorias de
Piaget, o artigo “Aprendizagem, desenvolvimento e conhecimento na obra de Jean Piaget: uma
análise do processo de ensino-aprendizagem em Ciências”, de Laércio Ferracioli, é uma ótima
opção. Você pode ler no link: <http://rbep.inep.gov.br/index.php/rbep/article/view/1001
/975>.

Para Piaget (1994), a inteligência é construída através da interação entre o sujeito e o meio, e não simplesmente
relacionada a uma questão de hereditariedade. Portanto, o professor precisa saber que, quanto mais suscetível
for o ambiente em que o aluno estiver, mais ele poderá se desenvolver de maneira física, social, cognitiva e
afetiva. Além disso, o autor também menciona que a base biológica é o passo inicial para o desenvolvimento, mas
somente ela não determina como a criança irá se desenvolver, sendo, então, resultado de um conjunto de
interações entre a estimulação e a maturação (PIAGET, 1994).
Dessa forma, na Educação Especial, assim como no ensino regular, quanto mais a criança estiver em contato com
o meio, interagindo e sendo estimulada, mais conseguirá se desenvolver e construir novos conhecimentos.
Na sequência, vamos conhecer Wallon e seu pensamento a respeito da temática.

2.1.3 A abordagem de Wallon


Para Wallon, a evolução da inteligência é de natureza biopsicossocial e acontece por processo de conflitos e
rupturas, sendo que a dimensão biológica é social. É, portanto, uma teoria dinâmica que aborda a relação entre o
domínio e o meio, na qual as dimensões motora, afetiva e cognitiva estão ligadas entre si (FERNANDES, 2013).

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Figura 2 - Para Wallon o desenvolvimento acontece por conflitos e rupturas.
Fonte: Poznyakov, Shutterstock, 2018.

Temos, então, que é a partir da manipulação que as crianças desenvolvem o conhecimento de mundo. Assim,
quanto mais a criança explora o meio, mas desenvolve a dimensão cognitiva, adquirindo novos conhecimentos.
Sensações e o contato ajudam na percepção, que está ligada diretamente com a imitação. Esta, por sua vez, é um
conjunto de símbolos que possui representações e possibilidades.
De acordo com as ideias de Wallon, a imitação é uma prática importantíssima no trabalho com alunos com
deficiência, pois é através dela que a criança se identifica com os modelos sociais, adquirindo novos
comportamentos até incorporar e tomar posse deles (FERNANDES, 2013).
Além da imitação, o trabalho com emoções também é fundamental no processo de ensino e aprendizagem,
principalmente com alunos com deficiência, ou seja, precisamos fazer a diferença no meio em que estamos
inseridos, reagindo as experiências de maneira a modificar os nossos sentimentos e as pessoas que estão ao
redor. A emoção, então, é uma forma de linguagem que vai se modificando conforme a criança cresce.
Aliás, a emoção e a inteligência se relacionam frequentemente, sendo necessário um equilíbrio entre as duas.

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Figura 3 - A teoria de Wallon propõe que atividades sensitivas sejam trabalhadas na educação.
Fonte: Olesia Bilkei, Shutterstock, 2018.

Considerando isso, é importante que o professor realize diferentes tipos de atividades, explorando os sentidos e
a emoção do aluno, afinal, a prática de manter o estudante sentado todo o tempo em uma sala de aula, realizando
atividades repetitivas, não traz resultados positivos no processo de aprendizagem. Ele precisa ser estimulado
para explorar, pesquisar, interagir, emocionar-se e vivenciar o conteúdo (BUDEL; MEIER, 2013).
Ao trabalhar com alunos com deficiência, é necessário trabalhar de forma a considerar a integridade do sujeito,
visto que a emoção, o ato motor e a inteligência são campos funcionais que se cruzam e ajudam no
desenvolvimento. Nesse aspecto, a tecnologia dentro das salas de aulas pode ser de grande auxílio.

2.2 Estudos tecnológicos ao alcance de todos


Será que na Educação Inclusiva podemos manter o mesmo planejamento e plano de ensino dos alunos regulares?
Quais recursos e estratégias são necessários para ensinar em uma escola inclusiva? Em que a tecnologia pode
contribuir nessa situação?
Para assegurar a inclusão escolar, muitos conceitos foram desenvolvidos ao longo do tempo. Entre os mais
visados estão a acessibilidade, o desenho universal e a tecnologia assistiva, que buscam garantir o
desenvolvimento e a aprendizagem, tendo como foco o aluno, e não o sistema de ensino. Isto é, busca-se adequar
e atender à necessidade de cada estudante. Para isso, recursos e estratégias foram desenvolvidos ao longo do
tempo, como o aprimoramento da comunicação alternativa para situações em que o aluno não apresenta a
oralidade ou possui dificuldade para se comunicar; recursos como o Braille, o reglete, os adaptadores, os
acionadores, entre tantos outros que fazem diferença no processo de aprendizagem e auxiliam na ideia do
desenho universal.

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2.2.1 Acessibilidade
A proposta da Educação Inclusiva traz conceitos que favorecem a inclusão, como adaptação e acessibilidade.
Entende-se por acessibilidade a garantia do acesso e da permanência do aluno na escola, visando a qualidade e
eficácia da intervenção e da aprendizagem no sistema educacional (BUDEL; MEIER, 2013).
A escola inclusiva deve organizar espaços para que o aluno com deficiência tenha acessibilidade dentro da
escola, principalmente na aprendizagem. Dessa forma, o termo vai além de banheiros adaptados e rampas de
acesso. A maior barreira da escola tradicional é a falta de acesso ao conhecimento pela incapacidade de o
professor adaptar e flexibilizar o currículo.

VOCÊ QUER LER?


“Acessibilidade na Escola Inclusiva: Tecnologias, Recursos e o Atendimento Educacional
Especializado”, de Rosimar Bortolini Poker, Marcelo Tavell a Navega e Sônia Petitto, traz
aspectos relacionados à acessibilidade na Educação Inclusiva. Na obra, os autores mencionam
diferentes estratégias e práticas pedagógicas na busca por acessibilidade e inclusão para todos
os alunos, a partir de recursos, tecnologia e opções para o trabalho com alunos cegos, surdos,
com deficiência intelectual, entre outros. Vale a pena tirar um tempo para a leitura: <
https://www.marilia.unesp.br/Home/Publicacoes/af-v4_colecao_poker_navega_petitto_2012-
pcg.pdf>.

Nesse sentido, Rodrigues (2006) nos explica que o conceito de acessibilidade deve ser incorporado aos
conteúdos curriculares, visto que adaptações sempre serão necessárias. Essa adaptação, portanto, pode
acontecer em diferentes âmbitos — arquitetônico, metodológico, instrumental —, mas o importante é buscar
estratégias e recursos para garantir a aprendizagem desses indivíduos, visto que é o princípio da escola
inclusiva.
A adaptação também se relaciona aos conceitos de desenho universal e tecnologia assistiva. Vamos conhecer
sobre eles a partir de agora.

2.2.2 Desenho universal


A ideia do design universal surgiu nos Estados Unidos, na década de 1970, após a aprovação da Lei de
Reabilitação Profissional, que buscava proibir qualquer tipo de discriminação relacionada à deficiência. O
conceito ganhou aspecto educacional nos anos de 1980, ainda nos Estados Unidos, em uma organização sem fins
lucrativos formada por pesquisadores que exploravam tecnologias, a fim de oferecerem as pessoas com
deficiência uma melhor qualidade de vida (BUDEL; MEIER, 2013).

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Figura 4 - O desenho universal é uma possibilidade de os alunos com deficiência se desenvolverem a partir da
educação.
Fonte: ESB Professional, Shutterstock, 2018.

O desenho universal elimina do sistema educacional ideias advindas da segregação, que tenham caráter de tutela
ou separação. Assim, valoriza os ambientes e recursos que possibilitam a aprendizagem e o desenvolvimento,
sendo pautada na acessibilidade, buscando a participação de todos. Dessa maneira, o professor deverá buscar
alternativas pedagógicas e diferentes recursos para atender a demanda, oferecendo diferentes formas de acesso
ao currículo e estilos de aprendizagem (BUDEL; MEIER, 2013).

Na perspectiva do desenho universal, nenhum aluno pode ser segregado ou deixado para trás, pois todas as

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Na perspectiva do desenho universal, nenhum aluno pode ser segregado ou deixado para trás, pois todas as
diferenças (seja uma deficiência ou relacionada à ideologia, classe econômica, entre outras) devem ser
respeitadas e consideradas como parte do projeto educacional, quebrando a barreira do currículo único e do
aluno ideal.
Essas práticas, portanto, devem ser estudadas e conhecidas pelos educadores, bem como oferecidas em todas as
escolas que possuem como base a Educação Inclusiva. Assim, a tecnologia assistiva também possui papel
fundamental nessa mudança. Vamos conhecer mais sobre ela com o próximo item.

2.2.3 Tecnologia assistiva


As tecnologias assistivas se referem a serviços, recursos e práticas que auxiliam na acessibilidade da pessoa com
deficiência, garantindo a igualdade de oportunidade independente diante da sua limitação.

VOCÊ QUER VER?


O vídeo “Tecnologia assistiva”, da TV Brasil, traz uma entrevista com três convidados que
debatem a respeito da tecnologia assistiva na educação. O vídeo ainda apresenta a definição do
tema e exemplos práticos e reais sobre o conceito. Você pode assistir o vídeo completo em: <
https://www.youtube.com/watch?v=8z_HTGMxf6A>.

Um simples objeto pode ser considerado parte da tecnologia assistiva e auxiliar o aluno em sua aprendizagem.
Recursos como sensores, acionadores e tela touch screen também são opções nesse quesito. O importante é que
o recurso facilite a aprendizagem, principalmente dos alunos com deficiência, sendo compreendida como uma
ferramenta no auxílio da realização da atividade.
A tecnologia assistiva é um conceito interdisciplinar que envolve vários profissionais e aspectos, favorecendo
desde questões de saúde até educação, com o objetivo de promover a funcionalidade e garantir a participação do
indivíduo com deficiência nas atividades sociais. O uso do recurso pode trazer benefícios relacionados as
habilidades do cotidiano e até projetos arquitetônicos, recursos tecnológicos, órteses e próteses, adaptações,
entre tantos outros.

VOCÊ SABIA?
No Brasil, existe um site organizado com informações, pesquisas e sugestões pedagógicas para
livre acesso da população sobre a tecnologia assistiva, intitulado “Assistiva: Tecnologia e
Educação”. Além disso, a página também traz conteúdos para serem trabalhados com o aluno
com deficiência em relação à comunicação alternativa e ao desenho universal. Para saber mais
a respeito do site, acesse: <http://www.assistiva.com.br/index.html>.

A tecnologia assistiva é uma alternativa para garantir uma escola inclusiva, possibilitando equiparação na

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A tecnologia assistiva é uma alternativa para garantir uma escola inclusiva, possibilitando equiparação na
possibilidade de aprendizagem. Quanto mais simples e objetivo for o recurso, mas eficiente será o trabalho com a
pessoa com deficiência, minimizando a chance de fracasso ou o risco de erro na execução. Dessa forma, gera-se
um mínimo esforço, tendo todo o foco na aprendizagem.
Ao se falar de escola inclusiva, muitos conceitos estão envolvidos na tentativa de colocar em prática a inclusão e
assegurar o direito de todos, mas, além disso, normativas, pareceres e leis também são necessários. Por isso, o
educador precisa conhecer essas legislações para oferecer um ensino adequado.

2.3 Parâmetros curriculares nacionais: adaptações e


estratégias
A inclusão escolar é um conceito recente que o Brasil está buscando colocar em prática, a partir de legislações,
pareceres, capacitações docentes e discussões. A ideia é garantir não somente o acesso à rede regular de ensino,
mas a efetiva inclusão com a garantia de adaptações e estratégias adequadas para atender as pessoas com
necessidades especiais. Nesse sentido, alguns documentos podem ser considerados fundamentais para a
efetivação da escola inclusiva, como a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação
Inclusiva, de 2008.
Com essa perspectiva, podemos observar um aumento considerável de alunos com necessidades especiais
ingressando na escola regular nos últimos anos. Esse fato coloca em evidência as especificidades do trabalho
pedagógico diante das características do novo público.
Na Educação Inclusiva, o currículo pode ser adaptado e flexível, e a responsabilidade pela adaptação curricular é
de toda a escola, que deve dar suporte e apoio ao professor que atua diretamente na sala regular. Isso porque
cabe à escola organizar, adquirir recursos e dar possibilidades de aprendizagem ao estudante com deficiência,
embora essa adaptação se concretize na atuação do professor da sala regular.

2.3.1 O que é a adaptação curricular?


O currículo a ser desenvolvido com o aluno não deve ser diferente, visto que a adaptação se caracteriza pelos
ajustes que o aluno precisa para aprender de forma efetiva. Por exemplo, um aluno com deficiência física que
possui dificuldades motoras nos membros superiores pode não conseguir segurar o lápis para escrever, mas
pode usar um engrossador que facilite a preensão do objeto, um computador ou, ainda, trabalhar oralmente
enquanto outra pessoa escreve o que ele fala.

VOCÊ SABIA?
A adaptação é um direito do aluno, por isso, deve ser realizada pelo professor da sala de aula
regular, juntamente com o professor especialista. Existem muitas possibilidades e maneiras de
fazer as adaptações, dependendo da necessidade do aluno. Dessa forma, o professor poderá
recorrer aos recursos de tecnologia assistiva (recursos tecnológicos que garantem o acesso da
pessoa com deficiência) ou à comunicação alternativa (para alunos que apresentam alguma
deficiência na fala, existem estratégias que podem ser utilizadas, como o uso de figuras e a
elaboração de pranchas de comunicação com figuras específicas).

Dentro desse contexto, de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais, a adaptação curricular

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Dentro desse contexto, de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais, a adaptação curricular

[...] consiste em estratégias e critérios de situação docente, admitindo decisões que oportunizam
adequar a ação educativa escolar às maneiras peculiares de aprendizagem dos alunos, considerando
que o processo de ensino-aprendizagem pressupõe atender à diversificação de necessidades dos
alunos na escola. (BRASIL, 1997, p. 15).

Para adaptar um currículo é preciso conhecer o aluno, avaliar as competências dele (habilidades de
comunicação, sociais, para brincar, motoras, de processamento visual e auditivo, estereotipias ou aprendizagem
acadêmica), estabelecer metas e avaliar e reavaliar continuamente.

Figura 5 - A adaptação curricular depende do plano de ensino individualizado.


Fonte: Oksana Kuzmina, Shutterstock, 2018.

É fundamental pontuar que a adaptação curricular não significa desenvolver um currículo diferente com o aluno
público-alvo da Educação Especial (PAEE),

[...] mas um currículo dinâmico, alterável, passível de ampliação, para que atenda realmente a todos
os educandos. Nessas circunstâncias, as adaptações curriculares implicam a planificação pedagógica
e as ações docentes fundamentadas em critérios que definem o que o aluno deve aprender; como e
quando aprender; que formas de organização do ensino são mais eficientes para o processo de
aprendizagem; como e quando avaliar o aluno. (BRASIL, 1997, p. 33).

Sendo assim, adaptar o currículo significa fazer ajustes e modificações para atender as necessidades de cada
aluno, favorecendo a aprendizagem e garantindo o sucesso escolar.

A seguir, vamos conhecer os tipos de adaptações curriculares.

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A seguir, vamos conhecer os tipos de adaptações curriculares.

2.3.2 Tipos de adaptações curriculares


De acordo com as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica, as adaptações podem ser
de grande ou de pequeno porte.
As adaptações de grande porte se referem as instâncias político-administrativas de âmbito municipal, estadual
ou federal, que envolvem demanda financeira ou, até mesmo, mudanças arquitetônicas, aquisição de meios de
transporte ou outro recurso necessário para assegurar a presença do aluno em sala de aula. Já as adaptações de
pequeno porte se referem as questões pontuais e estão relacionadas a ações docente de ajustes no contexto da
sala de aula (BRASIL, 2001).

VOCÊ QUER LER?


A cartilha “Projeto Escola Viva: garantindo o acesso e permanência de todos os alunos na
escola: necessidades educacionais especiais dos alunos”, traz o conceito de adaptação
curricular, explicando detalhadamente a postura do professor diante dessa necessidade. A
cartilha também elenca quais aspectos o professor deve levar em consideração, como
flexibilidade e conhecimento do aluno. O material também traz ideias e sugestões para o
trabalho. Você pode ler através do link: <http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf
/construindo.pdf>.

Dessa forma, a adaptação curricular pode acontecer de diferentes formas:


• Adaptação do objetivo da atividade: adequar o objetivo da atividade realizada com a turma quanto as
especificidades do aluno PAEE. Por exemplo, ao trabalhar a escrita de frases com a turma, o educador
pode focar na escrita de palavras com o aluno que está no início da alfabetização.
• Adaptação do conteúdo: adequar a sequência em que o conteúdo é trabalhado. Por exemplo, o
professor pode trabalhar os componentes de uma história (personagem, narrador e enredo) com a
criança em início da alfabetização, ajudando-a a formar palavras que compõem a história.
• Adaptação da atividade: adequar a atividade ao aluno, desenvolvendo o mesmo conteúdo, só que de
forma diferente. Por exemplo, ao trabalhar interpretação de texto com a turma, ela pode ser realizada a
partir de um questionário escrito, em que o professor pode pedir ao aluno PAEE que ainda está no
processo de aquisição de escrita que responda as perguntas oralmente ou aponte as imagens ou palavras
do texto (BRASIL, 1997).
Além disso, as adaptações poderão ocorrer no Plano Municipal de Educação e no Projeto Pedagógico, no plano de
ensino ou, até mesmo, no programa de ensino individualizado. As adaptações que acontecem no Projeto
Pedagógico têm como objetivo a organização escolar e a busca por serviços de apoio para atender o aluno
público-alvo da Educação Especial. Assim, é possível proporcionar condições para que o estudante chegue até à
escola e permaneça, sendo capaz de aprender.
Antes de se pensar, portanto, nas adaptações do plano de ensino, é preciso garantir condições físicas adequadas,
mobiliário específico se for o caso e equipamentos e recursos adequados para a necessidade do aluno. É
necessário pensar, também, na formação continuada do professor e demais profissionais que se relacionam com
o estudante.
No decorrer das aulas é preciso considerar a forma como o aluno PAEE será avaliado, considerando as
necessidades de adaptação também na avaliação. Isso porque de nada adianta adaptar a aula (objetivo, conteúdo

e atividades) e oferecer ao estudante o mesmo tipo de avaliação realizada pelos alunos regulares. Também é

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e atividades) e oferecer ao estudante o mesmo tipo de avaliação realizada pelos alunos regulares. Também é
interessante considerar o ritmo de aprendizagem dos alunos com deficiência, visto que estes, muitas vezes,
precisam de um tempo maior para aprender e para realizar uma atividade, uma vez que necessitam de recursos
ou tecnologias assistivas.
A seguir, vamos compreender sobre as diferenças entre os transtornos, as deficiências e as dificuldades de
aprendizagem. Afinal, com esse conhecimento, é possível oferecer uma educação direta para as necessidades de
cada aluno.

2.4 Transtornos, deficiências e dificuldades de


aprendizagem
As dificuldades e os transtornos de aprendizagem são temas estudados por várias ciências, de abordagem pluri e
interdisciplinar, envolvendo concepções e teorias diversas. Contudo, de maneira geral, podemos afirmar que
ambos estão diretamente relacionados ao rendimento acadêmico insuficiente. É, portanto, um assunto presente
na vida dos professores, notado em sala de aula e nos índices das avaliações elaboradas pelo Ministério da
Educação (MEC), como a Prova Brasil e o Enem.
O baixo desempenho acadêmico pode ser causado por diferentes fatores, como uma dificuldade momentânea ou
uma deficiência ou alteração no sistema nervoso do estudante. Dessa forma, conhecer a origem do baixo
desempenho escolar é muito importante para o educador saber qual é o melhor direcionamento de intervenção.
Nesse contexto, ao longo dos anos, estudos foram realizados na tentativa de diferenciar a dificuldade de
aprendizagem, o transtorno de aprendizagem e a deficiência em si, não somente para rotular ou fechar um
diagnóstico, mas para buscar a elaboração de estratégias de intervenção mais eficientes para cada situação. Na
sequência, iremos analisar as características de cada tipo de dificuldade.

2.4.1 Dificuldade de aprendizagem


Diferentes olhares são possíveis para a dificuldade de aprendizagem, seja pela perspectiva psicológica,
neurológica, fisiológica e sociológica, seja a partir de abordagens com o aluno, seu ambiente familiar, social ou
escolar.
Nas décadas de 1960 e 1970, o olhar era voltado especificamente para o aluno, sendo ele o único responsável
pelo fracasso da vida acadêmica. No entanto, a partir dos anos de 1980, outros fatores passam a ser
considerados em relação à dificuldade de aprendizagem, como questões escolares, ambientais e o próprio
sistema de ensino. Patto (1999), inclusive, enfatiza em seus estudos a influência do sistema de ensino no fracasso
escolar, sendo consequência de um sistema inadequado e excludente.
Dessa forma, a compreensão das dificuldades de aprendizagem envolve a interação entre fatores intra e
extraescolares, como a intervenção pedagógica, a formação do professor e as questões sociais, ambientais e
familiares, além de aspectos políticos e econômicos.
A seguir, observaremos um caso prático que nos coloca frente a essas dificuldades no dia a dia do professor.

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CASO
Paula é professora em uma escola pública e leciona para o terceiro ano do Ensino Fundamental
I. Na turma, existem três alunos que ainda não dominaram o princípio alfabético. Em uma
conversa com a coordenadora pedagógica, Paula menciona que os estudantes apresentam
muita dificuldade e que ela não sabe se é uma deficiência, um transtorno ou somente uma
dificuldade de aprendizagem.
A coordenadora, então, orienta Paula a fazer uma avaliação para saber exatamente em que os
alunos apresentam dificuldade. Após essa avaliação, poderá ser traçado um plano de ensino
sistematizado para auxiliá-los. Além disso, a coordenadora irá chamar a família para uma
reunião, a fim de expor a situação dos alunos e conhecer um pouco mais sobre o histórico das
crianças (verificando rotinas de estudo, se realiza acompanhamento com outros profissionais
ou se houve alguma alteração no dia a dia dessas crianças nos últimos meses). Essa
preocupação se dá, inclusive, porque uma separação, por exemplo, poderá afetar por um
período a aprendizagem da criança, e esta precisará da ajuda de outros profissionais.
Quatro meses após o contato com a família e a realização da intervenção sistematizada,
percebeu-se que dois alunos tiveram uma excelente melhora e já estão quase acompanhando o
conteúdo no ritmo dos demais colegas. Dessa forma, pode-se verificar que eles apresentavam
uma dificuldade de aprendizagem. Contudo, o aluno que não apresentou melhoras, após uma
nova reunião com a família, foi encaminhado para uma avaliação médica e psicológica, a fim de
verificar a possibilidade de um transtorno ou deficiência.

A dificuldade de aprendizagem, então, pode indicar que existe alguma alteração no rendimento acadêmico do
aluno. No entanto, é importante ressaltar que a maneira como se aprende e o ritmo de aprendizagem varia de
acordo com cada estudante, dependendo da sua motivação, dos seus interesses e outros aspectos que podem se
tornar influência.
Há uma confusão terminológica em relação à dificuldade de aprendizagem e ao transtorno de aprendizagem,
gerada devido à complexidade de se diferenciar quando o problema do aluno é causado por um motivo cognitivo,
socioeconômico cultural, afetivo, de origem genética etc. Para compreendermos essa diferença, vamos para o
item a seguir.

2.4.2 Transtorno de aprendizagem


A dificuldade de aprendizagem é causada por condições extrínsecas à criança, como fatores ambientais,
metodologia de ensino, fatores afetivos e emocionais, condições socioeconômicas, entre outros. O transtorno de
aprendizagem, por outro lado, é causado por fatores intrínsecos à criança (fatores genético-neurológicos),
podendo ter como causa principal alterações do sistema nervoso central. Esses transtornos são capazes de
comprometer o desenvolvimento da criança, gerando uma inabilidade específica (ROTTA et al., 2016).
A sigla DSM–5 se refere aos transtornos de aprendizagem, como do neurodesenvolvimento, sendo chamados de
transtornos específicos de aprendizagem (American Psychiatry Association, 2014). Alguns sinais são
destacados nesse caso, como a leitura de palavras de forma lenta, imprecisa ou incorreta; dificuldade de
soletração, compreensão e inferências; dificuldade na ortografia (observando casos de adição, omissão ou
substituição de letras); erros de gramática e pontuação; e dificuldade para dominar senso numérico e raciocínio.

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VOCÊ QUER LER?
O “Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais: DSM-5” foi criado pela Associação
Americana de Psiquiatria. O livro está, atualmente, em sua quinta edição e tem por objetivo
classificar e determinar os critérios sobre os transtornos mentais, na tentativa de padronizar
os termos utilizados pelos profissionais. O manual também traz uma descrição dos principais
sintomas relacionados aos transtornos mentais. Você pode ler o manual na íntegra através do
link: <https://aempreendedora.com.br/wp-content/uploads/2017/04/Manual-Diagn%C3%
B3stico-e-Estat%C3%ADstico-de-Transtornos-Mentais-DSM-5.pdf>.

O principal período para observar os sintomas de transtornos é nos anos de escolaridade formal, quando o aluno
pode apresentar dificuldades persistentes e prejudiciais nas habilidades acadêmicas de leitura, escrita ou
matemática.
Agora que entendemos a diferença entre a dificuldade e os transtornos de aprendizagem, vamos nos aprofundar
quando a deficiência.

2.4.3 Deficiência
Entende-se que a deficiência é a condição da pessoa que tem um impedimento, como uma lesão no aparelho
visual ou uma parte do corpo faltante. Podemos perceber, então, que essa deficiência causa impedimento,
limitação, perda ou anormalidade. É importante ressaltar, contudo, que a palavra “deficiência” tem um
significado diferente de incapacidade ou desvantagem. A incapacidade se refere à restrição ou falta de habilidade
da pessoa para realizar determinada tarefa; já a desvantagem está relacionada a uma diferença de oportunidade
entre o indivíduo e o grupo no qual ele está inserido, ou seja, é a visão social de uma incapacidade ou deficiência.
A deficiência, por sua vez, é uma alteração nas funções psicológicas, fisiológicas ou anatômicas do ser humano.
A visão de que a deficiência é causada por um fator genético, de âmbito patológico, ficou conhecida ao longo dos
anos como o modelo médico para entender a deficiência, encarando-a como uma desvantagem natural, ou seja,
uma tragédia pessoal que impossibilita a pessoa de atingir a normalidade. Na década de 1980, esse modelo
começa a ser questionado, dando lugar à ideia da necessidade de ajustes e adequações sociais para acolher e
integrar todos na sociedade, vendo-a como opressora (FERNANDES, 2013).
O documento “Classificação Internacional de Deficiências, Incapacidades e Desvantagens: um manual de
classificação das consequências das doenças” é um dos mais importantes, o qual normatiza e direciona a
definição de deficiência, classificando as condições decorrentes de cada caso. Além disso, temos, também, a Lei
Brasileira de Inclusão (Lei n. 13.146/2015), que estabelece em seu art. 2: “[...] considera-se pessoa com
deficiência aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial,
podendo obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade”.
Para que as escolas sejam, de fato, inclusivas, de acordo com Rodrigues (2006), é preciso que assumam uma
postura de valorização das diferenças e que vejam na diferença a oportunidade de criar novas situações para o
desenvolvimento e a aprendizagem, a partir da utilização de recursos e estratégias.
Ao longo dos anos, o conceito de deficiência foi evoluindo e refletindo no trabalho e tratamento para com as
pessoas com deficiência. Isso mostra que a inclusão está acontecendo, e que, em muitos casos, essas pessoas são
capazes de levar uma vida sem barreiras e com situações adequadas para sua necessidade.

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Síntese
Compreender o processo de aprendizagem permite entender melhor quanto as estratégias e recursos para
utilizá-los na intervenção junto aos alunos. Assim, neste capítulo, pudemos compreender quanto as causas de
baixo rendimento acadêmico, como aspectos relacionados ao meio ou a maneira de ensino, assim como aspectos
relacionados à questão biológica do aluno.
Neste capítulo, você teve a oportunidade de:
• compreender as principais teorias sobre o desenvolvimento da aprendizagem humana;
• reconhecer a possibilidade do uso de diferentes recursos para o ensino do aluno com deficiência;
• entender as diferentes maneiras de fazer uma adaptação curricular;
• reconhecer as diferenças entre dificuldade de aprendizagem, transtorno de aprendizagem e deficiência.

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