Você está na página 1de 2

20/11/2016 Memória sentimental ­ ClubeStum

(http://www.somostodosum.com.br/)

Buscar no Site OK

Home (http://www.somostodosum.com.br) > Autoconhecimento


(http://www.somostodosum.com.br/autoconhecimento)

Memória sentimental
por Andrea Pavlovitsch (usersite.asp?i=7365) | Publicado em 11/10/2016

  Tenho uma teoria de que temos memórias diferentes, assim como temos inteligências
diferentes. Algumas pessoas lembram de detalhe de um passado remoto, outras
lembram detalhes do que aconteceu ontem. Você pode ter uma memória intelectual
boa ou ruim, mas existe uma memória sensorial, assim como existe uma memória
emocional ou sentimental.

A memória sentimental é guardar a sensação dos sentimentos e emoções que já


experimentamos. Se você foi magoada em determinado ponto, pode ser que se
lembre daquilo a cada vez que a situação se repetir. É o caso de alguém que já amou
alguém e foi magoado pela pessoa. Todas as vezes que ele se aproximar de alguém que pode vir a amar, ou que ame de fato (porque isso
não é muito do controle racional) tende a se esquivar ou fugir, munido da memória sentimental da situação anterior. Algumas pessoas
são o oposto disto. Mesmo tendo sido magoadas por alguém, numa situação que é até bem clara às vezes, volta a cometer o mesmo erro.
Volta a confiar como se nada tivesse acontecido, como se a memória emocional simplesmente não existisse.

As duas situações são perigosas porque geram sofrimento. Sofrimento por não amar mais ou não se entregar aos sentimentos. Ou
sofrimentos por repetir os mesmos erros. Não estou falando somente de situações de parceiros ou casais, mas de todo tipo de
relacionamento, principalmente as relações familiares. Já vi gente que não perdoa o pai, por exemplo, pela separação de anos atrás. Mas
já vi gente que, mesmo tendo uma mãe abusiva, sempre volta a tentar um relacionamento, como se nada tivesse acontecido. O
problema é não ter consciência disso.

Agora, como resolver o problema? Sendo seletiva nas suas memórias e tendo consciência disso. É um treino. Se você está acostumado a
atrair sempre o mesmo tipo de relação afetiva, cuidado. Existe aí um padrão que, provavelmente, está vindo de questões mais
profundas. A memória é a maneira que o nosso cérebro tem de conscientizar ou não as nossas questões. Se você colocar a mão no fogo,
vai queimá‐la e isso vai doer. Algumas pessoas nunca mais chegam perto de um fogão, outras se queimam vezes seguidas.

Precisamos da consciência das coisas. Entender porque repetimos o padrão. Por que ainda deixamos aquilo acontecer conosco?
Possivelmente, como é uma memória emocional, está ligada às suas emoções. Às vezes o terrível medo de sofrer e não dar conta daquilo,
mesmo que tenha "dado conta, muito bem, obrigada". Ou falsas esperanças de que aquilo vá mudar um dia, como num passe de mágica.
Pessoas ruins vão continuar ruins, a menos que queiram uma mudança e isso não compete a você. E expor‐se a essa situação é a mesma
coisa que colocar a mão no fogo repetidas vezes, só para ver se queima.

É preciso que você tome uma decisão: ou se fortalece a ponto de não ligar ou abandona de vez. Por mais radical que isso possa parecer,
parar de ter contato com pessoas que lhe fazem mal repetidas vezes pode ser a melhor maneira. Mas aí, é preciso ter a consciência do
porquê disso.

Uma vez atendi um caso de relação abusiva. Uma jovem se relacionava com um homem que lhe humilhava repetidas vezes, mas ela
nunca se lembrava disso, até a próxima briga. Ela resolveu então anotar as coisas ruins que a pessoa fazia a ela, num caderno. Assim,
quando tivesse pena da pessoa, ou vontade de perdoar mais uma vez, teria um material para ajudá‐la nisso. A memória emocional dela é
curta. São pessoas mais intensas, que vivem as emoções até o final. Pessoas mais contidas emocionalmente costumam guardar mais e,
sim, acabam por se protegerem porque não esquecem jamais. Mas tudo é equilíbrio. Não podemos nos deixar machucar e nem deixar de
viver por causa do que os outros nos causaram ou causam.

http://somostodosum.ig.com.br/clube/artigos/autoconhecimento/memoria­sentimental­47905.html 1/3
20/11/2016 Memória sentimental ­ ClubeStum

A nossa vida é nossa responsabilidade. É nisso que precisamos nos focar. Ter alguém que a ajude a lembrar disso também pode ser útil,
alguém que o lembre das coisas ruins que o outro já lhe fez. Mas, de qualquer maneira, conscientize‐se e arme‐se para que você possa se
proteger de verdade. E não deixe de ser feliz por isso.

Texto revisado

Maionese
Capilar #…

R$ 19,90

Compartilhe

Autor: Andrea Pavlovitsch (usersite.asp?i=7365)    
Terapeuta porque adora ajudar as pessoa a se entenderem. Escritora pelo mesmo motivo. Apaixonada por moda, dança, canto e toda
forma de arte. Adora pão de queijo com café e não pretende mudar o mundo, mas, quem sabe, uma pequena parte da visão que
temos dele. Para mais informações: www.facebook.com/andreapavlo www.andreapavlovitsch.com  
E­mail: contato@andreapavlovitsch.com (mailto:contato@andreapavlovitsch.com) 
Visite o Site do autor e leia mais artigos. (usersite.asp?i=7365)

Veja também mais artigos em Autoconhecimento


(http://www.somostodosum.com.br/autoconhecimento)

http://somostodosum.ig.com.br/clube/artigos/autoconhecimento/memoria­sentimental­47905.html 2/3