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Universidade Anhanguera – Uniderp

Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo


Estudos de Comunicação – Atividade Discursiva (AVA)
Ariel Dorneles dos Santos – RA 204024013132

Atividade: “Discuta a história da/na comunicação, pensando as seguintes


questões: o que significa a expressão “não é possível”, no contexto acima? O
que o modo de entender, de significar a expressão, diz dos sujeitos (Dora,
Rodolfo e a diretora)? Ou seja: ao interpretar, o que cada um mostra sobre sua
personalidade, sobre quem é? O que significa, em termos linguageiros, o fato de
falas como as da diretora e de Rodolfo serem interditadas na nossa sociedade,
ou seja, que o modo como se colocam não é aceito hoje em dia? Analisando
esses pontos, é razoável considerar a língua(gem) como uma ferramenta
externa ao sujeito, e as palavras/expressões como uma espécie de “rótulos”
grudados nas coisas (como se houvesse uma relação termo a termo entre
palavra/pensamento/mundo)?”

A expressão “não é possível” apresentada no texto, remete a uma


manifestação de espanto diante de uma dada situação. Partindo da forma como
nossa atual sociedade compreende a questão apresentada no texto (a relação
de execução de alguns indivíduos e a legitimação pelo corte de gastos), a
expressão nos remeteria a pensar que a personagem Dora estivesse
contestando a hipótese de se trabalhar essa questão por não estar de acordo
com os princípios éticos/morais, principalmente com crianças de 7 anos, como
aponta a diretora no final do texto. Contudo, a expressão ali colocada remete,
assim como confirma a Diretora, a questão de se trabalhar uma matemática mais
complexa com as crianças que não estariam preparadas para tal. As
personagens em questão estão se baseando na questão do nível de dificuldade
matemático para solucionar o problema. Isso se torna perceptível pela reiteração
da personagem Diretora e Rodolfo ao alegar que o problema, na verdade, era
simples, mas ainda matemático e não de cunho social.
Essa posição de se importar com a particularidade aqui colocada permite
que olhemos essas personagens com certa hostilidade, pois em momento algum
foi levantada por elas uma questão social, ética/moral do ato, como seria
esperado na nossa atual sociedade. As personagens Diretora e Rodolfo, na
verdade, assumem um papel muito interessante na análise, pois a partir de seus
apontamentos podemos julgar não se importarem com a questão social
evidenciada pela semântica, ou seja, a produção do sentido que a questão
acarreta (mesmo sendo em uma situação hipotética em outro país).
A língua(gem) adotada ou praticada por essas personagens parece vesti-
las como determinantes de suas personalidade e/ou visão de mundo. O que não
configura uma exatidão, pois, como apresentado, as personagens discutem no
texto a problemática do grau de dificuldade da matemática, são personagens
relacionadas a uma escola, o que poderíamos compreender estarem, apesar de
informal, em uma discussão de questão curricular. Contudo, a ausência de
informações a despeito da questão, pode nos influenciar a tender para uma visão
mais tipificada dessas personagens.

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