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UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA

FACULDADE DE ENGENHARIA ELÉTRICA


CURSO DE ENGENHARIA ELETRÔNICA E DE
TELECOMUNICAÇÕES

RELATÓRIO DO PROJETO DE PESQUISA


Análise de Desempenho de Enlaces de
Satélites de Alta Capacidade.

Relatório Final Referente a Orientação de


Iniciação Científica Tecnológica - PIBITI
1. TÍTULO:

Análise de Desempenho de Enlaces de Satélites de Alta Capacidade.

2. AUTORES:

O presente projeto foi realizado pela discente Aline Mendonça Silva com
orientação do Prof. Dr. Éderson Rosa da Silva.

3. RESUMO:

A utilização de satélites de alta capacidade na banda Ka tem crescido


juntamente com o aumento da demanda. Aplicações típicas incluem serviços
de: VSAT’s (Very Small Antenna (aperture)Terminal) de alta taxa de dados,
TCP/IP sobre o satélite, IPTV (Internet Protocol TV), HDTV e distribuição de
vídeo. Um exemplo recente foi o lançamento em 2017 do satélite SGDC
(Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas – SGDC)
operando na banca Ka, com o objetivo de massificar o acesso à Internet
banda larga no Brasil. Além disso, sistemas de satélite de alta capacidade
terão um papel cada vez mais importante à medida que os sistemas de
quarta geração (4G) evoluem para quinta geração (5G). Assim sendo, o
estudo das principais tecnologias envolvidas, análise de desempenho do
enlace e ferramentas adequadas para o projeto do enlace desse sistema, se
mostra muito importante. Neste contexto, foram analisados e calculados
para um enlace de satélites parâmetros para apontamento de antena,
atenuação devido à chuva seguindo a recomendação ITU-R P 838
(International Telecommunication Union – Radiocommunicaton Sector),
perdas de percurso, largura de banda ocupada e relação portadora
densidade de ruído. Além disso foram testadas duas ferramentas de cálculo
de atenuação devido à chuva. Na segunda etapa do projeto, o foco foi a
análise do reuso de frequências e suas consequências, como a interferência
co-canal, além dos cálculos da relação portadora-ruído, portadora-
interferência e portadora-interferência + ruído. Para realização dos cálculos,
utilizou-se uma ferramenta analítica desenvolvida em MATLAB e os
parâmetros retirados de um exemplo teórico.

4. ABSTRACT:

The use of high capacity satellites in the Ka band has grown with increasing
demand. Typical services include: VSAT (Very Small Antenna Terminal
(aperture)) high data rate, TCP / IP over satellite, IPTV (Internet TV
Protocol), HDTV and video distribution. A recent example was the launching
1
in 2017 of the satellite SGDC (Geostrategic Satellite of Defense and
Strategic Communications - SGDC), with the aim of massing broadband
Internet access in Brazil. In addition, high-capacity satellite systems play an
increasingly important role as fourth generation (4G) systems evolve into the
fifth generation (5G). Therefore, the study of the main technologies involved,
the analysis of link performance and the tools for the link design of this
system, are very important. In this context, parameters for antenna pointing,
rain attenuation following the ITU-R Recommendation P.838-13
(International Telecommunication Union - Radiocommunications Sector),
path loss, occupied bandwidth and carrier to noise power density ratio. In
addition, two mitigation tools due to rain were tested. In the second stage of
the project, the focus was on the analysis of frequency reuse and its
consequences, such as co-channel interference, as well as carrier-noise,
carrier-interference and carrier-interference + noise calculations. To perform
the calculations, we used an analytical tool developed in MATLAB and the
parameters taken from a theoretical example.

5. INTRODUÇÃO:

A tecnologia de comunicações via satélite evoluiu ao longo de várias


gerações de desenvolvimento, resultando em aumentos significativos na
capacidade de transferência de informações e na vazão [1]. Os satélites de
primeira geração foram caracterizados por enlaces na banda C operando,
principalmente, em órbita geossíncrona e com antenas de cobertura
terrestre com feixe fixo. Posteriormente, uma segunda geração de
comunicações via satélite surgiu nos anos 80 com a implementação de
tecnologia de comunicações digitais e a extensão para as operações na
banda Ku, onde houve a implementação de antenas de feixe orientáveis e
dos primeiros transponders com processamento a bordo. Uma terceira
geração marcou a introdução do FSS (Fixed Satellite Service) na banda Ka
nos anos 90, causando uma explosão do número de transponders e da
capacidade de satélite em nível global. Além disso, a utilização da tecnologia
de múltiplos feixes juntamente com técnicas de reutilização de frequências,
e as comunicações por enlaces totalmente digitais proporcionaram amplos
aprimoramentos. Os satélites de comunicações atuais expandiram a
capacidade, tanto na banda Ku como na Ka, e evoluíram para capacidades
muito maiores com centenas de transponders e conjuntos de antenas de
feixes múltiplos e orientáveis. O termo satélite de banda larga tornou-se uma
designação mais comum para descrever estes satélites, particularmente

2
aqueles que operam em FSS da banda Ka. Mais recentemente, um
subconjunto específico de satélites de comunicações que fornecem um
aumento significativo na capacidade, por um fator de 20 ou mais, começou a
aparecer e recebeu a classificação de satélite de alta vazão, ou HTS (High
Throughput Satellite).

A designação inicial de banda larga por satélite foi utilizada para identificar o
serviço FSS que fornecem comunicações bidirecionais com taxas de dados
mais altas do que as redes FSS de banda C e de banda Ku de primeira
geração. Tipicamente, as taxas de dados que excedem 800 kbps, até várias
centenas de Mbps, estavam disponíveis. A maioria dos satélites de banda
larga FSS foram projetados para operar na banda Ka, onde existem
alocações de frequência adequadas.

Alguns provedores de banda larga começaram com transponders de banda


Ku para desenvolver o mercado, depois mudaram para a banda Ka
conforme a demanda aumentava.

Esse rápido crescimento destaca a necessidade de desenvolvimento e


lançamento contínuos de redes HTS, para estar pronto para essa demanda
crescente.

Um exemplo é o satélite SGDC, que possui dois objetivos principais:


prover comunicações seguras para o sistema de defesa nacional e para
as comunicações estratégica do Governo e promover o
desenvolvimento socioeconômico do Brasil [2], proporcionando a todos
os brasileiros um país conectado por meio da massificação da banda
larga no âmbito do PNBL (Programa Nacional de Banda Larga) [3].

Redes de satélite de banda larga consistem de um ou vários gateways (ou


hubs) e um número de terminais com capacidade de receber e transmitir [4].
Como exemplo, o SGDC, especificamente, possui 5 gateways (4 principais +
1 backup).

Para que taxas de transmissão cada vez mais altas sejam possíveis,
diversas estratégias são utilizadas. Neste cenário, podem-se destacar
operação na banda Ka, topologias multi-estrela, antenas multi-feixe,
reutilização de frequência, SIR (Signal to Interference Ratio), dentre outros.
A Figura 2 ilustra uma implementação possível de rede com topologia multi-

3
estrela, onde os gateways permitem que a relação G/T (figura de mérito) nas
antenas receptoras seja menor.

Figura 1 – Gateways operando através de conjuntos multi-feixe. [1]

Antenas multi-feixe são importantes para aumentar o ganho das antenas


transmissora e receptora, o que se traduz em EIRP (effective radiated
power) maiores do lado transmissor. Já a reutilização de frequência resulta
em um aumento da capacidade do sistema para alocação de uma banda de
frequência dada. Por outro lado, o fator de reuso de frequência, assim como
a potência e ganho do terminal transmissor aumentam a interferência nas
transmissões de feixes adjacentes com o mesmo plano de frequências.
Assim, o cálculo da SIR torna-se necessário para análise do enlace e deve-
se lembrar que na banda Ka vários fatores atmosféricos podem provocar
grandes atenuações na propagação.

A adição fundamental na arquitetura do HTS é, sem dúvidas, o uso de


antenas de múltiplos feixes para fornecer cobertura à área de serviço, em
vez dos feixes largos individuais ou feixes pontuais usados nas gerações de
satélites anteriores. O uso de múltiplos feixes, tipicamente com footprints de
100 a 250 km de diâmetro, trouxe dois benefícios imediatos para a rede de
satélites, sendo eles a reutilização de frequência e uma maior EIRP no lado
de transmissão e maior G / T no lado do receptor.

O uso de múltiplos feixes pontuais para cobrir a área de serviço permite que
vários feixes reutilizem a mesma banda de frequência, resultando em um
aumento de múltiplos níveis na capacidade do sistema para uma dada
alocação de banda de frequência. O efeito de reutilização de frequência é
semelhante ao aumento da capacidade disponível nas redes celulares, onde

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as células terrestres podem reutilizar a frequência da mesma maneira para
aumentar a capacidade do usuário.

Os feixes de antena mais estreitos fornecidos pelo sistema de antena de


feixes múltiplos resultam em valores mais altos de ganhos de antena de
transmissão e recepção nos enlaces de satélite, acima daqueles valores
para redes de feixe largo ou de cobertura total da terra. Isso se traduz
diretamente em maior potência efetiva radiada (EIRP) no lado da
transmissão e maior G / T no lado da recepção.

Como mencionado, a interferência gerada pelo fator de reuso de frequência


é inerentemente prejudicial para um sistema de comunicações. O tipo de
interferência que um designer de sistema deve conhecer depende do
sistema em referência e pode ser classificada como interferência intra-
sistema ou inter-sistemas. Emissões fora da banda de um sistema que
interfere com outro em uma faixa adjacente é um exemplo de interferência
entre sistemas, enquanto que, a interferência entre canais dentro de um
sistema é um exemplo de interferência intra-sistema.

Considerando um sistema de comunicação baseado em satélite, as


interferências intra-sistema, são de importância primária e podem ser
classificadas como interferências de intermodulação e co-canal. A
intermodulação é provocada devido à mistura não linear de duas ou mais
frequências diferentes que se enquadram na banda passante de um
receptor. Por outro lado, a interferência co-canal ocorre quando há duas ou
mais transmissões simultâneas no mesmo canal, sendo a mesma, inerente a
qualquer sistema que emprega uma metodologia de reutilização de
frequência.

Finalmente, conclui-se que é de extrema importância a análise de


desempenho de um enlace de satélite HTS levando-se em consideração os
principais fatores mencionados anteriormente. Adicionalmente, versões
recentes de recomendações do ITU-R (International Telecommunication
Union – Radiocommunicaton Sector) como, por exemplo, [5], [6], [7], [8] e [9]
auxiliam no cálculo de fatores que provocam atenuação e geração de ruídos
na banda Ka para satélites HTS. Além das recomendações, outras
ferramentas para análise de desempenho do enlace serão analisadas e
testadas, como por exemplo, o teste de uma ferramenta analítica
desenvolvida para quantificar a interferência co-canal baseado em um
sistema que emprega o reuso de frequência [15].

5
6. MÉTODOS:

Durante a primeira etapa do projeto, foram feitas buscas por referências na


área de satélites de alta vazão, para que pudesse ter maior conhecimento
do assunto e auxílio nas próximas etapas do mesmo. Em seguida, foi feita a
seleção do artigo Design of Ka-Band Satellite Links in Indonesia [10] devido
ao nível de detalhamento das especificações e conter análise semelhante
ao proposto no presente projeto. Na etapa seguinte utilizaram-se
ferramentas disponibilizadas nos sites Satbeams [11] e Google Earth [12]
para cálculos de apontamento da antena. Em seguida, foram realizados
estudos da recomendação para cálculo de atenuação devido à chuva ITU-R
P.838-13 [5], em que eram especificados os parâmetros e procedimentos
necessários para os cálculos.

Na sequência, foi feita a utilização do Excel para o cálculo de atenuação


devido à chuva com inclusão das equações contidas na recomendação ITU-
R P.618-13 e buscas por outras ferramentas para cálculo alternativo. Em
uma próxima etapa, buscou-se por outras ferramentas utilizadas para a
obtenção de dados não fornecidos na referência [10], como por exemplo o
Google Earth [12] para obtenção das altitudes de cada cidade utilizadas nos
cálculos, o Satbeams [11] para a obtenção dos ângulos de elevação e
azimute das cidades, além das recomendações ITU-R P.618-13 para auxílio
no cálculo de atenuação devido à chuva, P.837 para obtenção do parâmetro
𝑅𝑝 excedido em 0,01% e a P.839 para estimar o valor de ℎ0 .

Finalmente, as últimas etapas se basearam no cálculo da perda de percurso


4∗𝜋∗𝑟 2
através da fórmula 𝑙𝐹𝑆 = ( ) , além do cálculo da largura de banda
𝜆
ocupada e da taxa de transmissão considerando diferentes esquemas de
modulação, a saber, QPSK, 8-PSK e 16-QAM e do cálculo da relação C/N0
C G
através da equação = EIRP + − LTOT − 10logK.
N0 TSAT

Na segunda etapa do projeto, foram feitas buscas por referências ainda na


área de satélites de alta vazão, porém com um foco maior na área de reuso
de frequência e suas consequências, como a interferência co-canal, que
como mencionado, é inerentemente prejudicial para um sistema de
comunicações. As referências escolhidas para pesquisa foram livros e

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artigos, como [1], [16] e [15], que foi uma tese desenvolvida a respeito do
foco do trabalho, reuso de frequência usada como base para estudo do
mesmo.

Realizou-se a leitura das referências, procurando o entendimento dos


conceitos e teorias. Em seguida, foi utilizado o código em MATLAB
disponibilizado na tese [15] para que fossem feitos testes a respeito da
interferência co-canal e reuso de frequência, empregando conceitos como o
número de reutilização, a relação portadora-ruído CNR (Carrier to Noise
Ratio), relação portadora-interferência CIR (Carrier to Interference Ratio),
relação portadora-interferência + ruído (Carrier to Noise Plus Interference
Ratio), número de Spot Beams e também perdas atmosféricas, incluindo a
atenuação devido à chuva, foco de estudo da primeira etapa do projeto.
A tese escolhida como foco da segunda etapa do projeto [15] apresentava o
estudo das interferências e do reuso de frequência baseado em exemplos
teóricos presentes na referência [16], onde os mesmos foram adotados
também para a realização do presente projeto. O objetivo da mesma seria
demonstrar por meio de uma ferramenta analítica o cálculo e a análise da
interferência co-canal em enlaces de satélites que utilizam o reuso de
frequência.

Em sequência, foi escolhido o caso de interferências para satélites GEO


(geoestacionários) para um aprofundamento no assunto e para teste do
código em MATLAB disponibilizado em [15]. Após a execução do código e
sua verificação, constatou-se que o mesmo estava apto para análise de
outros critérios, além dos mencionados na tese, já que os resultados obtidos
foram bem próximos dos encontrados pelo autor da mesma.

Finalmente, foram realizados testes utilizando o código, onde vários


parâmetros foram sendo alterados baseados nas referências [1], [10] e [16],
para que fossem constatadas conclusões a respeito da influência do reuso
de frequência na interferência co-canal para satélites GEO após a geração
dos resultados. Apesar de variar-se vários parâmetros, optou-se pelo foco
em apenas três, nos quais foram o número de reuso, o número de Spot
Beams e as perdas atmosféricas, que incluía as perdas devido à chuva.
Assim, após a execução do projeto, pôde-se realizar as conclusões a
respeito da influência de cada parâmetro escolhido nas interferências
geradas pelo reuso de frequência.

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7. RESULTADOS:

No presente projeto foi tomado como base o artigo Design of Ka-Band


Satellite Links in Indonesia para que inicialmente servisse de referência para
os cálculos, ou seja, comparação dos resultados apresentados com os
valores obtidos através da aplicação de recomendações e equações
encontradas na literatura.

Inicialmente, foi utilizado o site SatBeams [11] para que os ângulos de


elevação e azimute fossem comparados com os das cidades citadas no
artigo. A partir do mesmo, pôde-se observar que os valores foram iguais, o
que permitiu concluir que o site pode ser considerado uma fonte segura de
pesquisa. As cidades cuja pesquisa foi realizada foram Balikpapan,
Bandung, Denpasar, Jakarta, Makassar, Medan, Padang e a comparação
dos resultados obtidos encontram-se na Figura 2.

Figura 2 – Comparação entre os ângulos de azimute e de elevação calculados e da


referência [10].

Em seguida, foi calculado a perda de percurso a mão e na ferramenta Excel,


4∗𝜋∗𝑟 2
através da fórmula para o cálculo do mesmo 𝑙𝐹𝑆 = ( ) , o que foi
𝜆
possível obter 212,487 dB para o uplink e 208,503 dB para o downlink, ou
seja, o mesmo valor contido no artigo. Também foi calculada a largura de
banda ocupada, que foi de 36 MHz.

Uma vez que na banda Ka o efeito da chuva é importante, foi dada atenção
especial para o cálculo da atenuação devido à chuva, usando, inicialmente,
a recomendação ITU-R P.618-13 (versão mais recente), onde continha
fórmulas e o passo a passo para a realização dos cálculos. A partir da
recomendação, foram coletadas as fórmulas que seriam utilizadas e
também houve a coleta dos dados contidos no artigo. Assim, inicialmente
foram realizados cálculos feitos a mão e em seguida os mesmos foram
conferidos da ferramenta Excel. Em comparação com o artigo, os valores

8
foram bem próximos, com diferença de menos de 1 dB nos cálculos de
atenuação tanto no uplink quanto no downlink, como pode-se reparar nas
Figuras 3 e 4 a seguir.

Figura 3 – Cálculo de Atenuação devido à chuva do uplink.

Figura 4 – Cálculo de Atenuação devido à chuva do downlink.

A pequena diferença nos resultados pode ter várias explicações, como o


fato de arredondamentos adotados, algum dado que o autor do artigo
considerou em seus cálculos e não mencionou, considerações feitas
também não mencionadas ou até mesmo a data da coleta de dados, ou
seja, o autor pode ter considerado dados mais antigos, que podem ter uma
pequena mudança para os atuais.

Além da ferramenta Excel, foram utilizados também um software


disponibilizado pelo site da ITU-R referente à bibliografia [13] e um site cujo
o objetivo foi realizar cálculos e fornecer informações a respeito dos
diferentes satélites e suas localizações, disponível na referência [14].
Através desses dois sites, foram feitos os mesmos cálculos realizados no
Excel. Contudo, não foi obtido sucesso nos valores, ou seja, não estavam
de acordo com o artigo ou com os mesmos gerados na ferramenta.
Certamente, mais estudos e cálculos devem ser realizados posteriormente
para que o motivo da discrepância seja encontrado e corrigido, afim de
gerar os mesmos valores corretos encontrados.

Finalmente, foram realizados os cálculos da relação portadora densidade


C G
de ruído, C/N0, que é dado pela equação = EIRP + − LTOT −
N0 TSAT

9
10logK, onde a EIRP, a relação G/TSAT e as perdas totais (LTOT ) são
parâmetros encontrados no artigo usado como base e K se define como a
constante de Boltzmann. Ao analisar os resultados dos cálculos e os
presentes no artigo, pode-se concluir que os mesmos tiveram uma
pequena divergência, que se deve ao fato de arredondamentos, e
diferenças nos valores colhidos para o cálculo, o que torna o método
utilizado e a forma como foi calculado, corretos, podendo ser usados para
futuros projetos.

Figura 5 – Cálculo da C/N0 para o Uplink.

Durante a segunda parte do projeto, foi tomada como base a tese An


Analytical Tool for Calculating Co-Channel Interference in Satellite Links
That Utilize Frequency Reuse, referente à bibliografia [15], para que
pudesse servir como ferramenta de cálculo para os valores de CNR, CIR e
CNIR. Inicialmente, estudou-se a tese, levando em consideração os
exemplos utilizados e citados pelo autor presente na referência [16], onde
os mesmos se tratavam de cálculos de enlaces de satélites.

Em sequência, após a leitura completa da tese, juntamente com a leitura


dos conceitos necessários a respeito dos cálculos que seriam realizados,
referentes ao tema de reuso de frequência, disponibilizados nas referências
[1] e [16], testou-se o código presente no mesmo, para todos os exemplos
citados pelo autor na tese. Assim, após o teste do código, e a comparação
dos valores de CNR, CIR e CNIR obtidos pelo autor e os valores obtidos no
presente projeto, foi constatado que o código estava apto para realizações
de novos cálculos.

Escolheu-se para foco do projeto, o exemplo e as análises envolvendo o


satélite GEO, onde ao gerar os valores de CNR, CIR e CNIR através do
código, pôde-se comparar com os resultados obtidos pelo autor.
Inicialmente, optou-se por variar o parâmetro número de reuso, para que
os valores gerados a partir dessas mudanças, fossem comparados com os
do autor e também para que pudessem ser analisados.
10
Além disso, sabe-se que a localização de um interferente co-canal é
aleatória, mas assim como na tese, investigou-se também os locais de pior
caso e de melhor caso, para que análises a respeito dessa comparação
fossem realizadas. A escolha pela variação dos valores aleatórios, pior
caso e melhor caso foi também adotada para o restante do
desenvolvimento do projeto, ou seja, na variação dos próximos parâmetros.
E por fim, como era-se esperado, variou-se juntamente, os valores
referentes ao uplink, downlink e no geral.

Os valores obtidos pelo autor da tese, referentes ao satélite GEO, foram os


seguintes:

Figura 6 - GEO: Distribuição Angular de Centros de Feixe de Co-canal para o


UPLINK & DOWNLINK para Reuso # 7, Spot Beams 127 e perdas atmosféricas
0,5 dB

11
Figura 7 - GEO: Padrão de Antena Normalizado das Antenas de Satélite UPLINK
e DOWNLINK para uma Iluminação Uniforme para Reuso # 7, Spot Beams 127 e
perdas atmosféricas 0,5 dB

Figura 8 – Valores GEO de CNIR para o melhor caso, pior caso e aleatório

Em seguida, nas Figuras 9 a 15, são mostrados os resultados obtidos no


projeto:

12
Figura 9 - GEO: Distribuição Angular de Centros de Feixe de Co-canal para o UPLINK &
DOWNLINK para Reuso # 7, Spot Beams 127 e perdas atmosféricas 0,5 dB (projeto)

Figura 10 - GEO: Padrão de Antena Normalizado das Antenas de Satélite UPLINK e DOWNLINK
para uma Iluminação Uniforme para Reuso # 7, Spot Beams 127 e perdas atmosféricas 0,5 dB
(projeto)
13
Figura 11 - GEO: Distribuição Angular de Centros de Feixe de Co-canal para o UPLINK &
DOWNLINK para Reuso # 3, Spot Beams 127 e perdas atmosféricas 0,5 dB (projeto)

Figura 12 - GEO: Padrão de Antena Normalizado das Antenas de Satélite UPLINK e DOWNLINK
para uma Iluminação Uniforme para Reuso # 3, Spot Beams 127 e perdas atmosféricas 0,5 dB
(projeto)

14
Figura 13 - GEO: Distribuição Angular de Centros de Feixe de Co-canal para o UPLINK &
DOWNLINK para Reuso # 13, Spot Beams 127 e perdas atmosféricas 0,5 dB (projeto)

Figura 14 - GEO: Padrão de Antena Normalizado das Antenas de Satélite UPLINK e DOWNLINK
para uma Iluminação Uniforme para Reuso # 13, Spot Beams 127 e perdas atmosféricas 0,5 dB
(projeto)

15
Downlink Uplink Overall
Reuse (CNR = 15.724 dB) (CNR = 11.355 dB) (CNR = 10.0 dB)
CIR 𝐶𝐼𝑅𝑊𝐶 𝐶𝐼𝑅𝐵𝐶 𝐶𝐼𝑅𝑅𝐷𝑀 𝐶𝑁𝐼𝑅𝑊𝐶 𝐶𝑁𝐼𝑅𝐵𝐶 𝐶𝑁𝐼𝑅𝑅𝐷𝑀
(dB) (dB) (dB) (dB) (dB) (dB) (dB)
3 9.185 5.201 49.320 7.582 2.820 6.560 4.030
7 16.336 12.028 54.952 14.386 7.310 9.090 7.970
13 21.233 16.990 51.151 19.671 8.950 9.690 9.270
Figura 15 – Valores GEO de CNIR para o melhor caso, pior caso e aleatório para Spot
Beams 127 e perdas atmosféricas 0,5 dB (projeto)

Após gerar-se os resultados e comparando as Figuras 8 e 15, nota-se que


os resultados das CNR, CIR e CNIR foram praticamente iguais, salvo
algumas diferenças decimais, que podem ser explicadas por questões de
arredondamento, além da marcação da localização do usuário de uplink e
downlink nos mapas de cobertura. Assim sendo, constatou-se que o código
presente na tese estaria apto para outras análises, variando-se outros
parâmetros.

Além disso, comparando as imagens dos mapas de cobertura e dos


padrões de antena normalizados, pôde-se fazer algumas ressalvas, como
por exemplo, quanto maior o número de reuso, menor serão as
interferências e as quantidades de células de co-canal, tanto no uplink,
quanto no downlink. Também pode-se notar que os valores de CNR
independem do número de reuso, enquanto que os valores de CIR no
downlink aumentam proporcionalmente ao mesmo. Quanto ao uplink, os
valores de CIR são maiores no melhor caso, e os valores aleatórios se
aproximam mais dos piores casos do que dos melhores.

Em seguida, após a realização dos testes e a constatação de que o código


estaria apto para realização de novos cálculos, utilizando a variação de
outros parâmetros, já que como foi visto, os valores de CNR, CIR e CNIR
da tese e gerados no projeto foram praticamente iguais, salvo algumas
ínfimas diferenças decimais, optou-se por alterar o parâmetro número de
Spot Beams, escolhendo um valor abaixo e um acima do utilizado na tese,
para melhor análise e constatações.

16
Figura 16 - GEO: Distribuição Angular de Centros de Feixe de Co-canal para o UPLINK &
DOWNLINK para Reuso # 7, Spot Beams 217 e perdas atmosféricas 0,5 dB (projeto)

Figura 17 - GEO: Padrão de Antena Normalizado das Antenas de Satélite UPLINK e DOWNLINK
para uma Iluminação Uniforme para Reuso # 7, Spot Beams 217 e perdas atmosféricas 0,5 dB
(projeto)

17
Figura 18 - GEO: Distribuição Angular de Centros de Feixe de Co-canal para o UPLINK &
DOWNLINK para Reuso # 7, Spot Beams 91 e perdas atmosféricas 0,5 dB (projeto)

Figura 19 - GEO: Padrão de Antena Normalizado das Antenas de Satélite UPLINK e DOWNLINK
para uma Iluminação Uniforme para Reuso # 7, Spot Beams 91 e perdas atmosféricas 0,5 dB
(projeto)

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Downlink Uplink Overall
Spot (CNR = 15.724 dB) (CNR = 11.355 dB) (CNR = 10.0 dB)
Beams CIR 𝐶𝐼𝑅𝑊𝐶 𝐶𝐼𝑅𝐵𝐶 𝐶𝐼𝑅𝑅𝐷𝑀 𝐶𝑁𝐼𝑅𝑊𝐶 𝐶𝑁𝐼𝑅𝐵𝐶 𝐶𝑁𝐼𝑅𝑅𝐷𝑀
(dB) (dB) (dB) (dB) (dB) (dB) (dB)
91 17.058 12.447 56.959 15.017 7.530 9.220 8.210
127 16.336 12.028 54.952 14.386 7.310 9.090 7.970
217 15.604 11.543 53.957 14.388 7.040 8.950 7.850
Figura 20 – Valores GEO de CNIR para o melhor caso, pior caso e aleatório para Reuso #
7 e perdas atmosféricas 0,5 dB (projeto)

Após gerar os resultados da CNR, CIR e CNIR para número de Spot


Beams diferentes, variando de 91, 127 e 217, ou seja, um valor abaixo e
um acima do exemplo da tese e comparando as Figuras 9 e 10 e 16 a 20,
nota-se que os valores de CNR são os mesmos e não variam com o
aumento ou diminuição do número de Spot Beams. Em relação ao
downlink, pode-se constatar que os valores da CIR não se alteram de
maneira significativa quando se muda o número, mesmo com uma variação
de quase 100 Spot Beams, ou seja, o mesmo varia em menos de 1 dB,
além de se notar também que o valor de CIR diminui com o aumento do
número de Spot Beams.

Em relação ao uplink e ao caso geral (overall) nota-se uma pequena


diferença quando comparado os valores de CIR para o melhor caso,
variando o número de Spot Beams (o mesmo é percebido em relação ao
pior caso e aleatório também), além de ser notado uma diminuição dos
valores de CIR com o aumento do número de Spot Beams.

Novamente, é possível inferir que os valores aleatórios se aproximam dos


piores casos, sendo os dois, bem menores quando comparados aos
melhores casos. Além disso, pode-se notar que quando menor o número
de Spot Beams, menor é a quantidade de células co-canal tanto no uplink
quanto no downlink, e o mesmo pode ser percebido em relação às
interferências, tanto para o melhor caso, pior e aleatório.

Finalmente, variando o último parâmetro escolhido, ou seja, as perdas


atmosféricas, aumentando o mesmo gradativamente em relação ao
exemplo presente na tese, onde as perdas atmosféricas eram de 0,5 dB,
pôde-se gerar os resultados a seguir.

19
Figura 21 - GEO: Distribuição Angular de Centros de Feixe de Co-canal para o UPLINK &
DOWNLINK para Reuso # 7, Spot Beams 127 e perdas atmosféricas 6 dB (projeto)

Figura 22 - GEO: Padrão de Antena Normalizado das Antenas de Satélite UPLINK e DOWNLINK
para uma Iluminação Uniforme para Reuso #7, Spot Beams 127 e perdas atmosféricas 6 dB
(projeto)

20
Figura 23 - GEO: Distribuição Angular de Centros de Feixe de Co-canal para o UPLINK &
DOWNLINK para Reuso # 7, Spot Beams 127 e perdas atmosféricas 15 dB (projeto)

Figura 24 - GEO: Padrão de Antena Normalizado das Antenas de Satélite UPLINK e DOWNLINK
para uma Iluminação Uniforme para Reuso #7, Spot Beams 127 e perdas atmosféricas 15 dB
(projeto)

21
Downlink Uplink Overall
Perdas (CNR = 15.724 dB) (CNR = 11.355 dB) (CNR = 10.0 dB)
Atmosféricas CIR 𝐶𝐼𝑅𝑊𝐶 𝐶𝐼𝑅𝐵𝐶 𝐶𝐼𝑅𝑅𝐷𝑀 𝐶𝑁𝐼𝑅𝑊𝐶 𝐶𝑁𝐼𝑅𝐵𝐶 𝐶𝑁𝐼𝑅𝑅𝐷𝑀
(dB) (dB) (dB) (dB) (dB) (dB) (dB) (dB)
0.5 16.336 12.028 54.952 14.386 7.310 9.090 7.970
Figura 25 – Valores GEO de CNIR para o melhor caso, pior caso e aleatório para Spot
Beams 127, Reuso # 7 e perdas atmosféricas 0,5 dB (projeto)

Downlink Uplink Overall


Perdas (CNR = 10.224 dB) (CNR = 5.855 dB) (CNR = 4.50 dB)
Atmosféricas CIR 𝐶𝐼𝑅𝑊𝐶 𝐶𝐼𝑅𝐵𝐶 𝐶𝐼𝑅𝑅𝐷𝑀 𝐶𝑁𝐼𝑅𝑊𝐶 𝐶𝑁𝐼𝑅𝐵𝐶 𝐶𝑁𝐼𝑅𝑅𝐷𝑀
(dB) (dB) (dB) (dB) (dB) (dB) (dB) (dB)
6.0 16.323 12.028 54.952 14.386 3.560 4.230 3.830
Figura 26 – Valores GEO de CNIR para o melhor caso, pior caso e aleatório para Spot
Beams 127, Reuso # 7 e perdas atmosféricas 6,0 dB (projeto)

Downlink Uplink Overall


Perdas (CNR = 1.225 dB) (CNR = -3.145 dB) (CNR = -4.50 dB)
Atmosféricas CIR 𝐶𝐼𝑅𝑊𝐶 𝐶𝐼𝑅𝐵𝐶 𝐶𝐼𝑅𝑅𝐷𝑀 𝐶𝑁𝐼𝑅𝑊𝐶 𝐶𝑁𝐼𝑅𝐵𝐶 𝐶𝑁𝐼𝑅𝑅𝐷𝑀
(dB) (dB) (dB) (dB) (dB) (dB) (dB) (dB)
15.0 16.323 12.028 54.952 14.386 -4.630 -4.530 -4.59
Figura 27 – Valores GEO de CNIR para o melhor caso, pior caso e aleatório para Spot
Beams 127, Reuso # 7 e perdas atmosféricas 15,0 dB (projeto)

Após a realização dos cálculos e testes utilizando a variação das perdas


atmosféricas foi possível inferir que, levando em consideração o caso
overall, os valores de CNR diminuem com o aumento das perdas
atmosféricas. Também pôde-se observar que os valores de CNIR quanto
para o melhor caso, quanto para os casos piores e aleatórios, diminuem
com o aumento do valor das perdas atmosféricas, como no caso da CNR.

Para o caso do downlink, os valores de CNR também diminuem com o


aumento das perdas, como no caso do overall, enquanto que os valores de
CIR se mantiveram os mesmos com a variação das perdas. No uplink
ocorreu de forma semelhante, os valores da CNR diminuíram à medida que
se aumentou as perdas atmosféricas, enquanto que os valores da CIR não
se alteraram com a variação das perdas, considerando o pior caso, o
melhor ou aleatório.

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Finalmente, em questão da relação do pior caso e o caso aleatório se
manteve, já que o pior caso fica sempre mais próximo dos valores
aleatórios, enquanto que no uplink o melhor caso a CIR tem uma grande
diferença em relação aos mesmos e no overall, a CNIR para os melhores
casos não possui uma diferença tão discrepante em relação aos outros
casos. Em relação ao mapa de cobertura e de padrão de antena
normalizado, nota-se uma grande semelhança, podendo dizer que os
mesmos são praticamente idênticos, ou seja, não se alteram com a
variação das perdas atmosféricas.

Por fim, através dos estudos das referências e principalmente da tese [15],
foi possível realizar algumas conclusões finais, como a quantidade de
interferência recebida no uplink por interferências distribuídas
aleatoriamente ser muito mais próxima daquela da distribuição do pior caso
do que a melhor distribuição de casos, como já citado, além de ser
possível constatar que a medida que o número de reuso aumenta, a
interferência co-canal diminui, e consequentemente, o CIR aumenta. O
nível mais próximo de interferentes co-canal contribui mais para o total de
energia de interferência em co-canal recebido. Em um sistema de satélite
GEO, o tamanho da antena é maior, de modo a proporcionar um ganho
maior, largura de feixe mais estreita e muito mais feixes pontuais na área
de cobertura do que nas contrapartes LEO ou MEO. O número de
interferentes co-canal é correspondentemente maior. E por último que a
interferência co-canal depende principalmente do padrão da antena, do
número de reuso e do número de feixes pontuais, e não da altitude do
satélite, ou seja, LEO, MEO ou GEO.

Realizando-se uma última análise em relação à variação das perdas


atmosféricas, é possível relacionar a primeira parte do projeto com a
segunda. Na primeira parte o foco foi o estudo das atenuações devido à
chuva, que é a que mais possui influência nas perdas atmosféricas, nota-se
que nas diferentes cidades analisadas, obtém-se valores distintos de
atenuações, assim, comparando com os valores de CNR ou C/N, calculado
posteriormente para as mesmas cidades, nota-se que quando há maior
atenuação, o valor de CNR é menor, sendo assim, a cidade de Denpassar,
que possui a menor atenuação, possui a maior relação C/N, e
consequentemente, a cidade de Padang que possui a maior atenuação,
tem a menor relação C/N.

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Assim, analisando a segunda parte do projeto, em que o foco era o reuso
de frequência e as interferências geradas pela mesma, mais uma vez
observa-se que a CNR diminui à medida que as perdas atmosféricas
aumentam, sendo assim, para perdas de 0,5 dB, a CNR é maior do que
para perdas de 15,0 dB, comprovando novamente a grande influência das
perdas atmosféricas na relação C/N, e consequentemente, a grande
influência das atenuações devido à chuva nas perdas atmosféricas.

8. DISCUSSÃO

Levando em consideração os estudos realizados, os cálculos e as


comparações, pode-se dizer que a pesquisa evoluiu bastante e que houve
sucesso na mesma, já que utilizando o artigo [10] como base, pôde-se
perceber que as recomendações seguidas e os cálculos realizados foram
corretos e coerentes, podendo os mesmos serem tomados como objeto de
estudo para trabalhos futuros, como cálculos referentes à outros satélites e
estudos de outras atenuações.

Além disso, levando em conta os cálculos, e a segunda parte do projeto,


onde considerou-se a tese presente na referência [15], pôde-se comprovar
ainda mais a sucesso dos cálculos e das simulações realizadas tanto na
primeira parte quanto na segunda do projeto. Através das simulações, foi
possível demonstrar a grande influência que as perdas atmosféricas,
principalmente levando em conta as atenuações devido à chuva, tem nos
valores da relação C/N.

Portanto, com o presente projeto realizado de forma eficaz e correta, pode-


se afirmar que futuramente é possível dar continuação ao estudo de
desempenho de enlaces de satélites de alta capacidade, acrescentando
pesquisas e projetos a respeito das características dos mesmos, como a
reutilização de frequência, capacidade, arquitetura de redes, fontes de
atenuação e ruído na propagação, entre outros. O presente projeto pode
servir de base para trabalhos futuros, pesquisas e até mesmo como material
para estudo na área de satélites de alta vazão.

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9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

[1] IPPOLITO, L. J. Satellite Communications Systems Engineering:


atmospheric effects, satellite link design and system performance, 2ª ed.,
Wiley, 2017.
[2] O Satélite SGDC, Telebrás. Disponível em
http://www.telebras.com.br/45anos/sgdc/. Acessado em 03/04/2018.
[3] DECRETO Nº 7.175, DE 12 DE MAIO DE 2010. Institui o Programa Nacional
de Banda Larga – PNBL.
[4] MARAL, G.; BOUSQUET, M. Satellite Communications Systems: systems,
techniques and technology, 5ª ed., Wiley, 2009.
[5] Recommendation ITU-R P.618, Propagation data and prediction methods
required for the design of Earth-space telecommunication systems, ITU-
R, 2017.
[6] Recommendation ITU-R P.676, Attenuation by atmospheric gases, ITU-R,
2016.
[7] Recommendation ITU-R P.840, Attenuation due to clouds and fog, ITU-R,
2017.
[8] Recommendation ITU-R P.452, Prediction procedure for the evaluation of
interference between stations on the surface of the Earth at frequencies
above about 0.1 GHz, ITU-R, 2015.
[9] Recommendation ITU-R P.372, Radio noise, ITU-R, 2016.
[10] HASANUDDIN, Zulfajri Basri. Design of Ka-band Satellite Links in
Indonesia, Journal of Electrical Computer Energetic Electronic and
Communication Engineering, vol. 8, no. 8, 2014.
[11] Satbeams, Disponível em: https://www.satbeams.com/ , acedido em 14 de
outubro de 2018.
[12] Apontamento da Antena, Disponível em: https://www.google.com/earth/ ,
acedido em 14 de outubro de 2018.
[13] Software ITU-R, Disponível em: https://www.itu.int/en/ITU-R/study-
groups/rsg3/Pages/iono-tropo-spheric.aspx , acedido em 14 de outubro de
2018
[14] Site de cálculos para satélites de alta vazão, Disponível em :
https://www.satellite-calculations.com/Satellite/Downlink.htm , acedido em 14
de outubro de 2018.
[15] Tese desenvolvida sobre o estudo de interferências, Disponível em:
https://vtechworks.lib.vt.edu/bitstream/handle/10919/35122/Thesis_Report-
Chhabra-FinalNov3-clean.pdf?sequence=1&isAllowed=y , acedido em 28 de
julho de 2019.
[16] PRATT, T.; BOSTIAN, C.; ALLNUT, J. Satellite Communications, 2ª ed.,
Wiley, 2006.

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