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O Ano da Morte de Ricardo Reis

Epígrafe do romance

"Sábio é o que se contenta com o espetáculo do mundo,

E ao beber nem recorda

Que já bebeu na vida,

Para quem tudo é novo

E imarcescível sempre." Ricardo Reis

O Ano
O
Ano

da Morte de

História (Tempo histórico) O ano de 1936 em Lisboa e no mundo

Ricardo Reis

histórico) O ano de 1936 em Lisboa e no mundo Ricardo Reis Ficção (Obra pessoana) O

Ficção (Obra pessoana) O regresso de Ricardo Reis a Lisboa depois da morte de Fernando Pessoa

Representações do século XX

O espaço da cidade

Lisboa marcada pela presença do rio e da chuva

O "mau tempo" atmosférico como metáfora do tempo histórico

Os atributos da cidade metaforicamente associados às características dos seus habitantes

O tempo histórico e os acontecimentos políticos

Regimes políticos totalitários na Europa (Alemanha e Itália)

Crises políticas internacionais (França e Espanha)

A ditadura nacional: autoridade, propaganda, censura, vigilância (PVDE) e repressão das tentativas de insurreição

Alemanha: Hitler e o modelo nazista

Itália: O regime fascista de Mussolini; O Nacionalismo e as pretensões imperialistas - desejo de conquistar a Etiópia e, desse modo, unificar o seu

império na África Oriental; O drama etíope e a postura de não intervenção dos outros países

França: A vitória da esquerda e a frente popular

Espanha: Vitória da esquerda; Exílio de refugiados espanhóis em Portugal; Golpe de estado e inicio da guerra civil

O espetáculo do mundo em 1936: "Lutam as nações umas com as outras" (pg169) e "as nossas más notícias estão garantidas" (pg311)

Portugal:

A ditadura (desde 1926), o governo autoritário, a propaganda e a repressão

O controlo e a vigilância do Estado (Polícia de Vigilância e Defesa do Estado - PVDE)

As semelhanças ideológicas com o regime político da Alemanha

Hitler como grande modelo humano de Portugal - aproximação a Salazar

A aproximação aos discursos fascistas

A criação da Mocidade Portuguesa (pg431-432 da obra)

Os jornais comprometidos com o discurso do poder e a ideologia oficial (através da censura)

As revoltas falhadas (o navio recém-construído - pg395-397 da obra - e a insurreição nos navios de guerra - pg487-489 da obra)

Deambulação geográfica e a viagem literária

Deambulação geográfica:

Os passeios pela cidade de Lisboa

As digressões pelo espaço labiríntico da cidade (e do "eu")

pelo espaço labiríntico da cidade (e do "eu") Viagem literária: • As deambulações pela cidade como

Viagem literária:

As deambulações pela cidade como inspiração para a reflexão subjetiva de Ricardo Reis (Intertextualidade)

Intertextualidade: José Saramago, leitor de Luís de Camões

Camões enquanto símbolo da nação (o tom antiépico e a crise nacional)

Os Lusíadas: inspiração e modelo literário

A simbologia do Adamastor: luta contra os perigos e sofrimento amoroso

Intertextualidade: José Saramago, leitor de Cesário Verde

O carácter deambulatório

A visão da cidade na perspetiva do observador acidental

A representação literária do quotidiano físico e social da cidade

A descrição da capital como espaço conotado com o aprisionamento e a tristeza

A perceção sensorial da realidade

Intertextualidade: José Saramago, leitor de Fernando Pessoa

A poesia de Ricardo Reis (caracterização do protagonista)

Os textos do ortónimo e dos restantes heterónimos ( a "viagem literária" e as relações no seio da "família pessoana")

A poesia da Mensagem (valor simbólico)

Representações do amor

O

amor natural

 

Amor espontâneo, desprovido de artifícios e imune às convenções sociais

Personificado em Lídia, mulher marcada pela origem humilde, pelo vigor físico, pela simplicidade e pela sua sensualidade

O

amor convencionalizado

 

Amor enquadrado pelos rituais e preconceitos sociais

Personificado em Marcenda, mulher de perfil idealizado (ainda que fisicamente debilitada) e atuação conforme à das musas da poesia de Ricardo Reis

Linguagem e estilo

Uso peculiar dos sinais de pontuação:

Recurso apenas à virgula e ao ponto final

Discurso direto sem as marcações gráficas habituais: falas iniciadas por maiúscula e isoladas por vírgulas

Comentários e ironia do narrador (geralmente omnisciente)

Intertextualidade com obras e autores portugueses e estrangeiros, provérbios populares e expressões idiomáticas