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Ogun Segredos Revelados

Babalorisa Robson de Sango


AxeOrixa.com

1 – Introdução
2 – Orikis e Adura de Ogun
3 – Orix Ogun
! – "itos
# – $amin%os de Ogun
&undamentos das 'ualidades
(b)s (s*ec+,icos
Assentamentos
-estimenta
 – Orin Ogun /tradu0idas
 – O,erendas
 – &ol%as de Ogun
4 – $omentrios Sobre o Odu (taogunda

Bônus
Ob5 – A &aca do Ritual.
Iroko – Seus "itos e &undamentos.
O,erendas de 6ogun (d5.
O,erendas 7ara 7ros*eridade
$onsulta $om Babalorisa Robson

 em nenhum momento será dito neste ebook, que este ou aquele
fundamento está errado.

 a compra deste ebook, não dá o direito de consultar o autor,


autor, para
esclarecer dúvidas.

Sabemos que não vamos acrescentar conhecimento a todos.  que nem todos irão
concordar com o conteúdo deste eBook.

!as nossa reali"a#ão estará naqueles que puderem


de al$uma forma se beneficiar com este e%livro.

&ara saber de novos lan#amentos, cadastre%se no site '(eOri(a.)om


'(eOri(a.)om,, e,
receba * +'-', por email: undamentos de /árias
/árias 0ualidades de
Ori(ás1 no )andombl2 3etu.
https:44555.a(eori(a.com

speramos poder a8udá%lo9a com este trabalho, orientado


principalmente pela na#ão 3etu. ;ão pretendemos ser o
dono da verdade, e conhecemos as tantas pol<micas e(istentes no
candombl2. Sabemos, que, cada casa 2 uma casa, porque não
e(iste uma cabe#a9ori i$ual a outra.

Se acrescentar al$o ao seu conhecimento, estarei


satisfeito e com a certe"a de estar dando a minha contribui#ão
para posteridade da reli$ião mais bela e rica em detalhes do
planeta: o candombl2..

;este trabalho, veremos que muitos caminhos de O$un,


 8á não são mais feitos
feitos por falta de fundamentos.
fundamentos.

undamentos
undamentos que Babalori(ás mais anti$os, não qui"eram ensinar
= nin$u2m.  desta forma, se ne$aram a contribuir para a continuidade
da nossa cultura...

>amentável? !as respeito, embora não concorde.

Ogun 6akaie
Osin Inmole
Ogun Alada me8i
O ,i Okan Sanko
O ,i Okan 9ena
O8o Ogun :ti Ori Oke B)
As%) Inan 6) mu Bora
(;u (85 6o ;o
Ogun Onile o;o
Olona Ola
Ogun Onile
<angun <angun
Orun
O*on Omi Sile
&i (85 =e
Ogun A;on
A;on 6e>in8u
6e >in8u
(gbe 6e%in Omo <an
Ogun "e8e :i Ogum "i
As%5 As%5 As%5
?radução
@omem ,orte do mundo. Orix enerado
Ogun o sen%or de dois ,acCes
'ue Duando usa um *ara cortar o mato
?amb5m usa o segundo *ara abrir o camin%o.
 :o dia em Due Ogum
Ogum desceu dada montan%a
(nrolouEse numa rou*a de ,ogo
-estiu rou*a de sangue.
Ogum dono da casa do din%eiro e da estrada da riDue0a.
@omem da %onra.
Ogun dono da casa ,eita no mato.
ADuele Due tem gua em casa
mas se ban%a com sangue.
Ogun Due tem ol%os bril%antes
7erigo *ara o ,il%o Due não o segue.
"eu Ogun são sete.
As%5 As%5 As%5

OBSF 5 recomendel re0ar o Oriki


Or iki de Ogum antes e de*ois de DualDuer 
o,erenda.

Oriki Ogun
GgHn Alr onir5 ni 8e a8a.
O *a sile *a soko.
6k ai>e GgHn Alr kJ laso.
"ori;J 6aso GgHn Alr.
IrK kL+ se ile GgHn Alr.
Alr.
(mu l) > mu nibe.
Ase. Ase. Ase.

2.1E Adura Ogun


Ogun da l5 k)
(ni ade ran
Ogun da l5 k)
(ni ade ran
Ogun to ;a do
(ni ade ran
Ogun to ;a do
(ni ade ran

?radução
Ogun ,a0 a casa so0in%o
7or ordem do Rei
Ogun ,a0 a casa so0in%o
7or ordem do Rei
Somente Ogun constroi nossa ila
7or ordem do rei
Somente Ogun constroi nossa ila

Ogun o tem*eramental sen%or das guerras e batal%as. Orix Due


re*resenta o ,erro o aço as ,erroias as rodoias e tamb5m todos os
minerais.

M tale0 dentre os Orixs o mais con%ecido e tamb5m o mais


temido e res*eitado.

Nm 8uramento ,eito em seu nome com uma ,aca entre os dentes 5 um


dos mais *ro,undos e s5rios otos Due a *essoa *ode ,a0er
inde*endente de ser seu ,il%o ou não.

?ido como ,il%o de Odudu;a e ,undador da cidade de Il I,5 ca*ital


religiosa dos 9oruba Ogun 5 um dos Orixs mais antigos sendo *ai de
Os%osi e Oranian.

7ertencia P um gru*o de Orixs Due se estiam de


"ari;o os Duais eram tão sanguinrios e negatios Due em
coseDuncia disto ,oram destru+dos *or Olodumare. &icando deste
gru*o a*enas o Orix Ogun no Dual Olodumare iu caracter+sticas
 *ositias ,undamentais ao ser %umano e a criação do unierso.

 "as mesmo assim Ogun tem muitas semel%anças com seus


irmãos Due ,oram destruidos.

Os ,il%os de Ogun são *essoas de gnio ,orte beirando as raias da


iolncia. Se enolem ,acilmente em brigas e demandas Duando são
contrariados.

$ontudo são dinQmicos %onestos e res*onseis *rocurando sem*re


,a0er o mel%or naDuilo Due l%e 5 con,iado. ?m tendncia ao alcolismmo e
deem ter cuidado *ara não se tornarem alco)latras.

'uando se cobre Ogun com mari;o 5 *ara *roteger a i>a;o a casa de


santo e todos Due estão ali deF bruxarias de egum e do *r)*rio Orix
Ogun.

O "ari>o Due 5 a ,ol%a de dende0eiro des,iada tem todas estas ,unçCes


sendo uma das *rinci*aisF a,astar egum.

7ortanto egum não gosta de dend.

end es*anta egum.


(ntão ser *ositio o,erecer *ad de dend *ara as entidades c%amadas
(xu na umbanda
-ou deixar essa *ergunta no ar mas oltaremos a ,alar numa outra
o*rtunidade.

-oltando ao tema do nosso ebook o Orix Ogun


re*resenta a eolução %umana em luta *ela sobreincia. ?endo como
 *rinci*ais caracter+sticasF a iolncia a intem*estiidade e a 8ustiça.

ObsF em muitas das lendas aDui descritas as diindades a*arecem como seres
%umanos e muitas 0es são estabelecidos laços de *arentescos. "as
sem*re nas entrelin%as de uma lenda encontramos a ex*licação de algum
ou alguns ,undamentos de Orix. ?amb5m obseramos rias ,ormas de
condultas diante das situaçCes as Duais serem de exem*lo *ara o ser 
%umano. (stando ressaltado em todas elas a im*ortQncia das o,erendas e das
oraçCes/TAduraOrikiO,o...

.6– )omo O$un se transformou num Ori(á


Ogun *ercorria a A,rica conDuistando cidades. Ao c%egar em Ire
destronou o rei e tomou o *oder.

"as não conseguia ,icar *arado. Sua missão era andar *elo mundo
lutando e dominando cidades.

 :o dia em Due ia ser coroado ele aceitou ser o rei mas negouEse a ser 
coroado.

"andou Due os seros ,i0essem uma outra coroa de mari;o.


(ssa sim deixou Due colocassem em sua cabeça.

"as não ,icou muito tem*o naDuela cidade. ( ao *artir deixou seu
,il%o goernando aDuele *oo.

"uitos anos de*ois Ogun resoleu oltar P Ir. Sabendo de sua decisão
seus soldados correram *ara cidade *ara combinar com o *oo uma
grande ,esta em sua %omenagem.

Ao c%egar sem saber o Due l%e aguardaa cum*rimentaa P todos Due


 *ara ,a0erEl%e uma sur*resa nada res*ondiam.

Ogun ,icou ,urioso com aDuele  e 8ulgou ser uma agressão P ele.
 :ão *ensou duas e0es brandiu a es*ada e começou a dece*ar as
cabeças de todos estaam a sua ,rente mesmo daDueles Due tentaam detElo.
$%egando ao *alcio real seu ,il%o ex*licou sobre a %omenagem e o
 *orDue do silncio.

eses*erado *or seu ato im*ensado Due tirou a ida de muitos inocentes
Ogun aDuele Due sem*re *rocuraa ser 8usto e não ,altar 
com a erdade mandou serir um banDuete com suas iguarias
 *rediletas.(m seguida des*ediuEse do ,il%o e de todos e entrou terra
Pdentro.

"arcando esse ato o ,im de um guerreiro e o nascimento de um Orix.


ADuele Due enceu a si *r)*rio e aos seus instintos.

.@% ' corrente da evolu#ão


Ogun andaa nos montes e estradas *rocurando um meio *ara alcançar 
o Orun 8 Due os %omens %aiam *erdido a comunicação com Olodumare.

e*ois de *ensar muito ,oi *ara ,or8a onde ,undiu uma imensa cadeia
de ,erro Due tin%a começo mas não tin%a ,im.

Seus elos re*resentaam a ancestralidade os %omens Due subiam *or ela


no camin%o da eolução.

Ao eri,icar o trabal%o de Ogun Olodumare considerou aDuela imensa


corrente de ,erro como o eixo do mundo ou se8aF o centro de eDuilibrio
da terra. 'ue *ermitia aos %omens alcançarem a diindade su*erior.

(ssa corrente est nos assentamentos do Orix Ogum 8untamente com


suas ,erramentas.

.A% O$un vence OCa e passa a ter acesso a sociedade $un$un.

Os %omens %aiam organi0ado uma sociedade secreta onde as mul%eres


eram terminantemente excluidas.

7or outro lado as mul%eres reuniamEse numa encru0il%ada sob o


comando de O>a. Sendo a ,inalidade dessas reuniCes %umil%ar seus
maridos.

(la dominou um grande macaco o estiu com rou*as assustadoras


colocandoEo ao *5 do tronco de uma rore.

O macaco obedecia todas as ordens das mul%eres. 9ansan o dominaa


com uma ara Due tra0ia nas mãosF o Isan.

e*ois da cerimUnia o macaco a*arecia ,a0endo coisas tão


aterrori0antes Due os %omens ,ugiam a*aorados.

"as um dia eles resoleram dar ,im PDuela situação. $onsultaram I,
Due indicou P Ogun *ara ,a0er uma o,erenda de galos uma rou*a uma
es*ada e um c%a*5u. 'ue seriam usados Duando as mul%eres
estiessem reunidas.

Ogun ,e0 a o,erenda e estiu a rou*a. 'uando as mul%eres c%egaram


 *ara a reunião encontraram aDuele %omem com rou*as tão
assustadoras Due 9ansan ,oi a *rimeira a ,ugir seguida do macaco e
das outras mul%eres.

e*ois disto os %omens *assaram P dominar as mul%eres e se tornaram


sen%ores absolutos da sociedade de (gungun na terra.

. – Orunmila cura O$un de uma $rave doen#a.


7or ser brigão iolento e sanguinrio Ogun ,oi acometido de uma
estran%a doença.

A doença era muito grae... era o resultado de muitas


 *ragas Due Ogum recebera de seus inimigos.

(ste ,eitiço ,oi ,eito com uma era Due s) os mais terr+eis ,eiticeiros
con%eciam.

Ogun não conseguia lirarEse *ois em todo lugar Due *assaa as eras
estaam *resentes em seu camin%o.

$ada dia Due *assaa a doença se agraaa mais. Ogun então resoleu
consultar um Babala;o Due l%e receitou um eb) *ara Orunmila al5m
de ter Due di,undir um I8ala/cQntico.

(ste cQntico ele cantaria em todas as cidades *ara celebrar as suas it)rias.

(ste cQntico ele cantaria em todas as cidades *ara celebrar as suas it)rias.
(naltecendo desta ,orma sua ,orça e sua magia mantendo a sua re*utação diante
do *oo Due o iu abalado com aDuele terr+el ,eitiço.

S) assim ele se liraria das *ragas e doenças Due o %aiam atingido.

Ogun seguiu as determinaçCes de I, e ,icou totalmente curado


continuando a ser res*eitado e admirado *or todos.

.D– ;anã não aceita o ferro tra"ido por O$un


 :anã não aceitou o ,erro e o aço tra0idos *or Ogun seu culto era ,eito
todo com madeira *ois ad5m de uma 5*oca em Due não existia o ,erro.
Ogum então l%e disse algumas *alaras desagradeis.

&oi então Due :anã rogou uma *raga Due enloDueceu Ogun.
Ogun *assou a mendingar andar su8o e rasgado *elas ruas e s) ,oi
curado *ela inter,erncia de Orunmila.

OBSF essa lenda nos mostra duas energias de tem*os di,erentes e Due *odem se
c%ocarF a de :anã /mais antiga... da 5*oca em Due o ,erro ainda não
existiaV e a de Ogun Orix Due trouxe uma noa era.

OBSF *ara mim Dualidades de Orix re,ereEse ao culto do Orix


em di,erentes regiCes. O Due lea a energia do Orix P se 8untar
com outras energias de acordo com a região Due ele est sendo
cultuado. "as a esscia da energia criada *or Olodumare 5 a mesma
inde*endente da Dualidade.

A i>a;o do Ogun 8 entra com um cac%orro o Dual ser sua com*ania


at5 o dia do nome.

 :o ronk) dee ser ,eita uma cabana de mari;o.

Inclusie toda roça dee estar en,eitada com esta ,ol%a Due 5 a
estimenta deste Orix.
Ao usarmos "ari;o estamos im*lorando P Ogum Due en%a brando e a*a0iguado.

O mari;o sere *ara abrandar a ira de Ogum.

 :a cumieira da casa de santo *CeEse um ebU *ara Oxal com uma
 bandeira branca em sinal de res*eito P Ogun.

$om todos os a*etrec%os Due serão utili0ados 8 *re*arados e estando a


i>a;o 8 irada e sentada no a*er. $ortEse um *ouco do *elo do
cac%orro e DueimaEse/de,umador/ou colocaEse um *ouco do *elo
Dueimado num acaç Due ,ica sendo *assado *or algu5m do ax5 *erto
do nari0 dando *ara Ogum c%eirar.

$obreEse o santo com o8 e mari;o. ( o cac%orro com outro o8 branco.
( neste momento sacri,icaEse o bode e o cac%orro e retirado *ara outro local da casa de
santo s) oltando de*ois Due a i>a;o der o nome.

Isto 5 na segundaE,eira Duando sai o carrego o cão 5 libertado ou se a i>a;o


dese8ar *ode ,icar com o cac%orro e tratar dele enDuanto ida tier./esta
segunda o*ção 5 mais aconsel%el. ( Duando o cac%orro morrer ou
sumir ,oi Ogun Duem leou.
ADuele Due lutou *elo reino de Ir e saiu itorioso.

-este a0ul branco erde e *rata. Sendo suas estes cobertas de mari;o
/broto do denden0eiro como todo Ogun.

Seu assentamento lea al5m do ,erro central *edaços de ,erro usadosF


rolamentos *ara,usos de lin%a de trem bil%as ,erraduras *edaços de
tril%o bigorna corrente bH0ios conc%as imãs moedas...

Antes do *re*aro da i>a;o deeEse dar comida P (s%u na rua ao (s%u


da casa e ao (s%u do *r)*rio Orix Due est sendo *re*arado/somente
 bic%os de *ena.

 :o ax5 deeEse ter bastante ebU/can8ica acaçs  a casa coberta com
 bastante mari;o. Isto *ara Due Ogun en%a brando sem ira.

O ebU do ax5 lea uma bandeira branca.

A *orta da casa de santo dee ter sem*re gua de can8ica e abU *ara ser des*ac%ada.

(ste Ogun não usa corUa. (m sua cabeça 5 colocada uma rodil%a e um
ad de ,orma masculina.

OBSF não se dee *isar em mari;o *ara não atrair a ira de Ogun.
O mari;o dee ser des,iado *or %omens ,il%os de Ogum ou Os%osi.

(ste Ogun 8unto com Ogum Alara sustentam as armas em de,esa do


reino de Oxal.

(sses Oguns não são comuns de serem ,eitos em i>a;o.


São reerenciados e utili0ados como guardiCes da casa de candombl5
 *rinci*almente *ara as casas de Oxal.

7or5m se *or DualDuer circunstQncia tier Due ras*Elo note bem os


seguimentosF este branco suas contas são a0ul marin%o sua
criação/bic%os 5 toda branca. $ome no a0eite doce e suas ,erramentas
são cromadas em *rata.

Suas comidas sãoF in%ame do norte ,ei8ão *reto ,radin%o acaçs


can8ica mil%o com mel...

Seu eb) *rinci*al 5F  bolas de ,arin%a  acara85s  ekurus  acaçs 


embrul%os de can8ica  *almos de morim branco in%ame do norte 1
 bandeira branca  elas  moedas 1 alguidar grande e *intado de
 branco/*intado com *emba branca.
Ao *assar tudo na *essoa e arrumar no alguidar. 7CeEse o in%ame
embaixo de seu *5 esDuerdo e a bandeira branca na mão direita.

( de*ois de tudo *assado e arrumado colocar o in%ame em cima com a


 bandeira ,incada. (ste ebU ai *ara o mato e o morim 5 *ara ,a0er uma
rodil%a e cobrir o eb).

 :a olta a *essoa Due leou o eb) dee tomar ban%o de abU.

D. A–
-este muito mari;o. As contas são erde leitosa. Suas rou*asF erde
claro *rata e branco.

i0 uma lenda Due este Ogun 5 es*oso de I>ema8 Ogunt5 ra0ão *ela Dual
as *essoas deste Ogun deem assentEla.

Assim como as *essoas de I>aogunt5 deem assentar este Ogum. &icando


desta ,orma o OrU mais com*leto.

Seus bic%os sãoF bode konken galos galin%as *ombo. Suas comidasF
in%ame do norte acaç ,ei8ão *reto ,radin%o e mil%o ermel%o.

Seu ebó Principal sem*re deer ser ,eito *ela man%ã de *re,erncia
no marF 3 *anelin%as de barro 3 Duartin%as com gua 3moedas
3*edaços de morim branco 3 acaçs 3 ekurus 3 oos 3 *ads de mel
3 *edaços de mari;o.
$olocEse a I>a;o de *5 de ,rente *ara o mar com as 3 *anelin%as P sua
,rente 8unto com as Duartin%as. 7CeEse o *ad nas *anelin%as e 1
moeda em cada.

O restante do eb) 5 *assado colocando uma unidade


de cada elemento em 1 das *anelin%as.

 :o ,inal *assaEse o morim e cada *edaço acom*an%a 1 das Duartin%as.


Bate com o mari;o e *Ce nas *anelin%as. A I>a;o *ula *or cima de tudo
entra no mar rom*e 3 ondas e sai.

'uando c%egar na casa de santo 8 deem estar *rontos o ban%o de


eras e a gua de can8ica.

A*)s tudo isso arriar uma can8ica *ara Oxal.

OBSF existe um instrumento es*ecial ,eito *ara c%amar Ogun *ara


comer ou *ara inocar sua *resença no ax5. (ste instrumento se
c%amaF kalakorU 5 semel%ante a um agogU de uma s) cQm*ula
amarrado com uma corrente curta e um ,errin%o redondo de
a*roximadamente 3W cent+metros com o Due o Xelador/a inoca o
Orix Ogun.
(ste camin%o de Ogun este branco suas contas são em a0ul marin%o
sendo seu delogum e kel ,ec%ados com ,irmas de I>eman8a e Oxal.

7or ser um Ogum muito Duente e ibrante *rocuraEse tratElo mais *ara
o lado do a0eite doce gua de acaç e ebU.
 :o momento da *re*aração cobreEse toda a I>a;o com mari;o/ broto
da ,ol%a de dende0eiro . Sem*re no sentido de a*a0iguar Ogun...
ameni0ar sua ira isto Due esta 5 sua energia constante.

$omo ,oi dito anteriormente o Orix 5 um s). Sendo as Dualidades


atrbuidas P ele deido aos di,erentes lugares onde o Orix 5 cultuado e
o Odu Due o Orix em.

$ada lugar *ossui seu clima seu ti*o de alimentação... ( o Orix 5 ali
cultuado de acordo com os costumes ancestrais daDuele lugar.

A ,erramenta do seu assentamento 5 em ,orma de guardaEc%ua com


correntes e *ingentes das ,erramentas em miniaturas das ,erramentas
Due usamos na laoura nas ,erroias nas estradas e nas guerras.

SãoF * ,oice *icareta ancin%o ,acão serrote bigorna...

Sendo o ,acão s+mbolo do Orix Ogum Due 5 o dono da ,aca.

OBSF *or isso não se dee amolar ,aca dentro da casa de santo ou
mesmo dentro das nossas casas sem antes lear esta ,aca ao
assentamento de Ogun onde colocamos gua da Duartin%a no c%ão e
colocamos a ,aca no c%ão em cima da gua e 8ogamos mais gua
 *edindo P Ogun licença *ara Due *ossamos amolar aDuela ,aca sem
tra0er *roblemas *ara nossas casas.

'uando não se sabe estas coisas somos *erdoados mas os ax5s antigos
 *reseram estes deeres e ensinam seus ,il%os o Due 5 tradição milenar 
nos ax5s.

'uando se *re*ara uma I>a;o *ara este santo deeEse assentarF


I>eman8 Oxum e Oxag>ian.

Ogun8a tem como comida *redileta o cac%orro do mato/Due 5 um


animal selagem Due na Y,rica l%e 5 o,erecido sem nen%um
acom*an%amento de aes. M somente o cão e o modo do sacri,+cio 5
com*letamente di,erente do Due ,a0emos aDui no Brasil.

 :o Brasil Ogun come bode acom*an%ado de bic%os de *ena e


existe o OrU de ,undamento Due consiste da I>a;o entrar acom*an%ada
de um cac%orrin%o como descrito no in+cio deste ca*+tulo.

Seu eb) *rinci*alF


1 *ote de barro sem alça
3 acara85s 3 acaçs 3 bolas de ,arin%a
3 *ires 3 ekurus
2 bandeiras um*ouco maior Due a *essoa
1 es*ada de madeira
2 metros de morimF branco ermel%o e *reto

7CeEse a I>a;o de *5 com uma bandeira branca em cada mão tendo P
sua ,rnte um *ote de barro sem alça. 7assaEse os morins tirando o suor
 *assaEtudo e de*ositaEse no *ote.
Os *ires são *assados e Duebrados e tamb5m de*ositados no *ote.
?amb5m a es*ada 5 Duebrada embaixo dos *5s e colocada no *ote.

A bandeira da mão esDuerda Duebra e coloca no *ote Due ai direto


 *ara a mata. ( a da mão direita a I>a;o corre com ela *ara o Duarto de
Oxal Due 8 dee estar com uma can8ica onde a I>a;o en,ia esta
 bandeira. (ste ebU/can8ica dee ser trocado de 3 em 3 dias at5 a sa+da
do uru*i.

(sse camin%o de Ogun tra0 muita resma *or isso deemos cuidar da
segurança da casa tomando algumas *roidncias *ara se *reenir do
Due *ode ir *ela ,rente.

$olocaEse na cumieira da casa um *ote com gua um ebU e um in%ame


do norte com uma bandeira branca tudo coberto com mari;o *ara
abrandar a ira de Ogun e a*a0iguElo *ara o bem de todos os *resentes
e da obrigação.

M um Orix raro *or5m ainda existe cabeças desse santo. :esta ,ase
est ligado P Oxum tanto Due sua origem em do I8ex.

Suas ,erramentas tanto as miniaturas do Iba como as usadas na salaF


são douradas di,erenciandoEse dos outros Oguns.

Suas estes são a0ul e dourado e seu kel 5 a0ul escuro intercalado com
,irmas de Oxum.

Sua criação 5 toda amareladaF bode galos /menos a konken e o *ombo Due são brancos.

$omo todo Ogun o mari;o *redomina. ( Duando em *ara a sala tomar 
Rum o seu toDue 5 I8ex e ,a0 OrU de Oxum.

Somente a*)s este OrU 5 Due ai dançar suas danças de guerra em ketu
com toDues em akida;is.
ADui Ogum camin%a com (s%u 5 um santo muito Duente. A segurança
da casa tem Due ser muito bem *re*arada adeDuandoEse *ara receber 
Ogun nesta ,ase.

$omo segurança colocamos ebU nos ! cantos do terreno e na cumieira


 *or uma bacia de ebU um *ote de gua e uma traessa com 21 acaçs
21 acara85s  ekurus e um in%ame co0ido tendo ,incado um abebe de
I>eman8 e uma bandeira branca.

Suas estes são mais *ara o erde e seu kel 5 erde escuro leitoso.

.AssentaEse tamb5m Osain I>eman8 e (s%u.

$ome bodes galos konken e *ombo.

OBSF 6ear um (ran 7atere cru *ara (s%u na encru0il%ada. &eito com
 bo,e ,+gado coração dend e sal. (ntregar acom*an%ado de
cac%aça c%arutos ,)s,oro e elas. $obrir a o,erenda com uma
,ran8a de mari;o.

(ste camin%o est ligado P O>a. Sua rou*a 5 a0ul marin%o branco e
 bodeau.

Suas ,erramentas de assento e das mãos são douradas.


(ste santo come com F O>a Oxum. I>eman8 e I>e;a.

Seus bic%os são brancos menos a konken Due 5 *intada.

Seu eb) *rinci*alF


1 alguidar grande
4 acara85s
1 acaçs
3 in%ames co0idos
2 metros de morim branco.
1 de,umador de mirra e elecrim
 elas.
"il%o co0ido com amendoim e bastante a0eite doce.
3 oos
3 maçãs ua 3*eras 3 goiabas

7or o alguidar na ,rente da I>a;o e cobriEla com o morim. Acender o


de,umador *assar o mil%o com o amendoim sobre a *essoa ir 
colocando e arrumando no alguidar.
'uando terminar de *assar tirar o morim e cobrir o alguidar Due sair
 *ara a mata.

A I>a;o segue *ara tomar ban%o de abU ta*ete de Oxal saião man8ericão
macaç ,ol%a de goiabeira e abre camin%o.

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Ogun a8o 5 mari;o


Alakoro a8o e mari;o
Ogun *a le *a lonã
Ogun a8o e mari;o
(l5 ki ,i 585 ;5
Ogun ia8a coberto de mari;o
O sen%or do AkorU ia8a coberto de mari;o
Ogun mata e *ode matar no camin%o
Ogun ia8a coberto de mari;o
M o sen%or Due toma ban%o de sangue.

A;a xir Ogun U


(ru 8o8o
A;a Zir Ogun U
Mru 8o8o 5ru 8585
 :)s estamos bricando *ara Ogun
com muito medo.
 :)s estamos brincando *ara Ogun
 :os com*ortamos calmamente mas com medo.

Ogun nita eu r5


Ogun nita eu r5
Ba Os%ossi okU ri na lUd
Ogun nita eu r5
Ogun tem Due ender as suas eras
Ogun tem Due ender as suas eras
(contraEse com Oxossi nos arredores da ,a0enda.
Ogum tem Due ender suas eras.

AlakorU elenum
AlakorU elenum U
reu reu reu
AlakorU elenum
O sen%or do Akoro angloriaEse.
O sen%or do Akoro angloriaEse.
O sen%or do Akoro
5 aDuele Due conta it)rias.

"e8i me8i Ogun me8


A logun me8 ir
O sen%or das duas es*adas
 :)s temos sete Ogun em Ir.

Za Za Za Ogun U
Ogun a8U e ku bal5
Ogun cortou cortou cortou
( ,oi bem recebido na terra.

Ogun onir
Onir Ogun
AlakorU Onir
Oba de Orun
Ogun sen%or de Ir.
O sen%or de Ir 5 Ogum.
7ro*rietrio do akoro 5 sen%or de Ir.
Rei Due c%ega do Orun.

Ogun ni alabed
"ari;o od5
Od5 mari;o
Ogun 5 o sen%or da ,or8a e caçador
'ue se este de ,ol%as noas de *almeiras
e ,ol%as noas de *almeiras ele se este.

Ogun d a rer
Ir Ir Ogun 8
AkorU ;a de a rer
Ir il Ogun 8 U
Ogun de lutas Due c%egue P n)s
Bem ,eli0 de Ir
Ogun de lutas Due nos *rotege.
$%egue P n)s e ,aça nossa casa ,eli0.

Ogun xekor und


Zekor
Ogun c%egou *ara ,a0er a col%eita.
(le recol%eu.

( onã korU
Nnxer idã
(le camin%a a*ressado *elos camin%os
Brincando com a es*ada.

A;a la si tu*ã
Si tu*ã
"e8i me8i Ogun
Si tu*ã
 :)s son%amos em acalmar de uma e0.
(m acalmar de uma e0.
ois a dois Ogum.
(m acalmar de uma e0.

( Ogun k) murele U
Ai oba nixa
Ogun dele ;a
ai oba nixa
Ogun não bebe em casa.
O rei da terra Duem escol%eu.
Ogun Due c%egou a nossa casa.
O rei da terra Duem escol%eu.

Ogun ob5 k) ia k) ia
Ogun ob5 ko ia ko ia
I8U i8U ,iri lãia
Ogun ob5 ko ia ko ia
Ogun o sen%or da es*ada não castiga.
Ogun o sen%or da es*eda não castiga.
'uem tem a dança liremente no *eito.
Ogum o sen%or da es*ada não castiga.

Ogun ;a olori
Ogun a lanu a k un8U
Ogun 5 nosso comandande.
M *ara Ogum Due abrimos a boca gritando e cantando.

(ru 8 olonã d
(ru 8 olonã d
Ogun akorU ki i8a
(ru 8 olonã d
?emos medo da briga do sen%or dos camin%os Due c%ega.
?emos medo do briga do sen%or dos camin%os Due c%ega.
Ogum usa akoro *ara lutar.
?emos medo das lutas do sen%or dos camin%os Due c%ega.

=ere ko mu a ;a ru ;er5
A;U A;U
O bom c%egou não se *erdeu na multidão.
$ondu0aEnos bom [-amos cultuElo.

Ogun 5 *o si da ka >a
Ogun 5 *o si da dU
A> Ogun 5 *o si da dU
Ogun condu0 trans,ormando cei,ando dilacerando.
Ogum l%e condu0 com*letamente isolado.
 :a terra Ogum condu0 com*letamente iendo isolado.
Nm in%ame do norte assado na brasade *re,erncia com dend. &a0er 
um *ad de ;a8i e arrumar numa traessa de barro com o in%ame *or 
cima. (n,eitar o in%ame com 21 taliscas de mari;o. Acender 1 ela e
arriar nos *5s do Orix ou numa estrada.

$o0in%ar a l+ngua com dend tem*erando com cebola ralada e *imenta


da costa. Arrumar numa traessa untada com dend e ,orrada com
,ol%as de abreEcamin%o. Arriar nos *5s do Orix ou na mata ou na
estrada.

&a0er o mesmo *rocedimento da o,erenda anterior s) trocando a l+ngua


 *or 2 <g de cu*im.

$o0in%ar se*aradamenteF mil%o e ,ei8ão ,radin%o. Re,ogar com camarão


mo+do cebola ralada e dend. Arrumar numa traessa ou alguidar
acender uma ela e o,erecer *ara Ogum.

Amassar um in%ame do norte co0ido e misturar com ori a,ricano e meio


<g de arro0 cru moldando  bolas.
$olocar mil%o torrado num alguidar com as bolas *or cima *or um grão
de *imenta da costa em cada bola.?em*erar com dend mel e melado
de cana. $olocar aos *5s do Orix ou numa estrada com uma garra,a de
gim ao lado e  elas acesas.

7re*arar uma ,aro,a de mel e distribuir em  *anelin%as de barro *or 


em cada *anelin%aF um acaç 1 c%ae de cera 1 moeda e 1 ela de cera
acesa ao lado de cada *anela. :uma estrada de moimento.
Abrir uma melancia ao meio no sentido %ori0ontal. Acender uma ela e
regar com melado de cana ,a0endo os *edidos.

?orrar mil%o com dend. $o0in%ar um in%ame do norte e amassar com


as mãos ,a0endo rias bolas. Nntar um alguidar com dend *or o
mil%o as bolas *or cima. Acender uma ela e regar com um *ouco de
mel. O,erecer P Ogun.

$o0in%ar ,ei8ão ,radin%o com sal. $o0in%ar um mHsculo inteiro e


re,ogar no tem*ero de camarão moido cebola ralada dend e uma
 *itada de sal.
Nntar o alguidar com in%o branco. 7or o ,ei8ão e *or 
cima o mHsculo. Arriar nos *5s de Ogum com 1 ela 0ul marin%o do
lado esDuerdo da comida/signi,icando Ogum na *a0 e do lado direito 1
ela erde/re*resentando Ogum na it)ria.

7re*arar um eran *ater comF bo,e ,+gado coração. Re,ogar no dend


camarão e cebola.
 :o *rimeiro canto da encru0il%adaF arriar uma cac%aça 1c%aruto e 1
caixa de ,)s,oro.
 :o segundo canto da encru0il%adaF arriar uma cere8a 1 c%aruto e 1
caixa de ,)s,oro.
7assar *elo terceiro canto sem arriar nada.
 :o Duarto cantoF arriar o eran *atere acender uma ela e o,ereceer P
Ogum. $om uma col%er de *au grande *egaEse um *ouco do eran e
 8oga na direção do *rimeiro canto di0endoF 8 dei comida aos
encru0il%adas.
\ogar uma col%erada na direção do segundo canto di0endoF 8 dei
comida aos camin%os.
?amb5m na direção do terceiro di0endoF 8 dei comida as estradas.

.mari;o
.(s*ada de Ogum
.abreEcamin%o
.akoko
.mangueira
.*eregum
.bredo sem es*in%o
.aroeira
.boldo
.eucali*to
.são gonçalin%o
.goiabeira
.o,icial de sala
.ca8a0eira

(taogunda 5 o Odu onde nasceu a ,aca e todos os ob8etos de ,erro. a+


Ogun est muito ligado a este camin%o /Odu. "as não s) Ogun DualDuer 
outro Orix *ode *assar *or este camin%o.

Os ,il%os deste Odu deerão sem*re agir em con,ormidade com a


 8ustiça caso contrrio terão dentro de si o seu maior inimigo.

?odo cuidado 5 *ouco 8 Due seus ,il%os tm tendncias P mentira e


c%egam ,acilmente a reaçCes iolentas.

(taogunda 5 o Odu da 8ustiça 5 o grande desa,io do com*ortamento.


 :ão tolera mentira sendo im*lacel nestes casos.

7ara a *essoa Due est sendo +tima de alguma in8ustiça 5 recomendel Due
inoDue este camin%o *ara suas o,erendas. ( er Due (taogunda não
,al%a nesses casos.

(ste Odu ensina Due a energia dinQmica 5 tão ,undamental *ara o


eDuil+brio da sociedade Duanto P doçura a caridade e a *acincia.

( Due essas Dualidades em exagero *ode ser loucura ou sinal de coardia.

( bom estar atento P esses ]extremos^ *ara não sermos *enali0ados *or 
isso.

Nm exem*lo *rtico do Due ensina o Odu (taogunda ,oi a atitude de


Bin 6aden ao atacar as torres gmeas dos americanos. 'ue como
sabemos se colocam como os donos do mundo. Sendo os res*onseis
 *ela ignorQncia mis5ria guerras e morte de inocentes e crianças na Y,rica e em
rios *a+ses do mundo.
 :ão %aia outra ,orma de combatElos ,a0endoEse neste caso nescessria a iolncia.
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PO poder da for#a de invoca#ão sempre estará no cora#ão daquele que ofertaQ.


;enhuma oferta ou pedido estará ao alcance de qualquer sacerdote se não reali"ada com
a pura inten#ão da reali"a#ão e o crescimento daquele Ser.

n$ana%se aquele que pensa que bastando ofertar Rs, ;8ila ou le$bara estarão satisfeitos
e reali"ando a tudo que se pede, ;TO.

O compromisso maior de uma oferenda 2 o pacto de fidelidade, o pacto da verdade, o


pacto da moral, o pacto da partilha.

;enhum UrVs=, /odun ou ;kisi abrirá mão dessa premissa, pois não arcará ele com os
defeitos amorais que os Seres Wumanos carre$am.

Sua missão maior está na orienta#ão para o bom caminho, para a felicidade e para o
crescimento. Rs, ;8ila e le$bara estarão sempre afrente para receber e aprovar ou não
tais oferendas para encaminhamento, assim tamb2m se fa" em caso de sacrifLcio a
observa#ão e a licen#a de U$ún, ;kosi e +, estes irão observar se tudo 2 feito dentro do
respeito, da ordem, do encaminhamento e principalmente da necessidade. Somente eles
t<m o poder na decisão do sacrifLcio, e somente eles são os que poderão dar autori"a#ão
do Sacro OfLcio. O poder da vida a eles pertence. 93'!B'!7

OS &O)*7!;XOS >')7O;'*OS )O! OS S')77)7OS 7XY'7S


7. /estir%se de maneira apropriada.
% >evar roupas rituais, ou roupas destinadas de antemão para estas ocasiZes. % Sempre
cobrirás tua cabe#a, e levarás em seu corpo os atributos que dão f2 de seu8uramento
sa$rado.

77. &reparar o local do ritual.


% >imparás, ordenarás e retirarás do lu$ar do sacrifLcio, todo elemento alheio ao SacrifLcio
que se vai oficiar.
% +aranta medidas para fechar o cLrculo do local doritual, de maneira que possa impedir
invasZes e interrup#Zes e(ternas.
% *emonstrarás dedica#ão e profissionalismo, $arantindo as condi#Zes adequadas para o
ritual.
% &odemos usar a faca de sacrifLcio, e depois utili"ar facas au(iliares, desde que
previamente consa$radas para esta finalidade, tomando a precau#ão de dispor de uma
faca de sacrifLcio apropriada, e de al$umas facas au(iliares para ele$er a mais adequada,
se$undo a opera#ão especLfica que estiver reali"ando.

777. &odes utili"ar faca de sacrifLcio e usar tamb2m como facas au(iliares, facas de serra, ou
outras com laminas apropriadas para cortar estruturas de corte difLcil, desde que estas
se8am de antemão consa$rados para este mister.
*esta maneira, tomarás aprecau#ão de dispor de uma faca de sacrifLcio adequada, ou
várias facas para escolher a mais adequada, sempre que o sacrifLcio e(i$ir.
&ara substituir uma faca, o 's[$ún deve limpá%la nocouro do animal, passar um pouco de
mel e colocá%la em repouso, recostada no al$uidar 9OberN que apara o 8\ com o cabo no
chão. *ali somente será retirada quando suspender aobri$a#ão.
Outra faca lhe deverá ser entre$ue enrolada num pano branco apropriado, se$ura com as
duas mãos e em reverencia. O 's[$ún a receberá desenrolará e saudará novamente o
dono de todas as facas 9Ọbẹ U$ún e continuará o sacrifLcio.

7/. . &ois não se concebe que no último momento, mandes buscar a faca de sacrifLcio que
se esqueceu em outro local, ou al$um outro elementonecessário ao ritual.

/. Oferecer á$ua fresca a terra.

/7. 7nterro$ar as divindades que vão receber o SacrifLcio itual.


% 'ntes do sacrifLcio, as interro$ará sobre o recebimento de seu oferecimento, mediante o
recurso divinatNrio do Oráculo do ObL.

/77. Sacrificar sempre em nome de U$ún.


% 'ntes de proceder ao sacrifLcio, renderás homena$em a U$ún, o spLrito da or#a,
louvando%o, ou oferecendo%lhe a mais humilde e simples de tuas re"as, mas sempre
a$radecendo e pedindo sua presen#a para observar.

/777. Ytili"ar a faca de sacrifLcio apropriada. % Xomarás a precau#ão de dispor de uma faca
de sacrifLcio apropriada.
% 'propriada, quero di"er Papropriada para voc<Q. 0ue a sinta cEmoda em suas mãos, que
não te cause incEmodo, e que se sintas se$uro ao empunhá%la.
% 'propriada, si$nifica que se8a apropriada para o animal destinado ao sacrifLcio. 0ue sua
l]mina brilhe devido ao seu poder de corte, bem afiada. &ara cortar sem dor, para secionar
as veias com rapide".
% 'propriada, si$nifica Ntima, eficiente, que não tenhas a necessidade de improvisar,
au(iliando%se de outra coisa que não se8a uma faca de sacrifLcio, porque isso seria uma
profana#ão.

7^. ;ão descuidar dos movimentos de suas mãos.


% 0uando suas mãos se movem, suas mãos falam, mesmoque não tenhas se proposto
falar com elas...
% 0uando suas mãos se movem, seus movimentos desenham e escrevem no espa#o em
que cru"am, uma lin$ua$em remota e poderosa, se$undo o revelado por 7fá no _du
_$beBára 98Lo$be % Obára.

^. ;ão se moverá a mão que sustenta a faca sem um propNsito?


% 0uando sustentas na mão uma faca, não moverás esta mão se não tens um propNsito
que o 8ustifique fa"er, porque a import]ncia da lin$ua$em de suas mãos ao mover%se de
potencia,e suas conseq`<ncias se multiplicam, quando a mão que se move no ar sustenta
uma faca desembainhada.

^7. ' che$ada da faca de sacrifLcio come#a a transformar o astral.


% ' faca de sacrifLcio 2 sN isso: faca de sacrifLcio, por2m somente isso, 8á 2 o bastante.
&orque quando uma faca 2 consa$rada para esta finalida de e aparece em cena, mesmo
que este8a descansando imNvel sobre o solo, come#a a $erar em torno dela uma for#a que
não se v<, estas passam a convocar a apro(imarse dolu$ar, ener$ias e evolu#Zes
relacionadas.

^77. 0uando uma faca aparece na mão, sN fala a faca.


% ;ão sustentarás em suas mãos, uma faca de sacrifLcio, se na continuidade não vais
e(ecutar o sacrifLcio ritual. 'o menos, não sustentarás esta faca desembainhada...
% 0uando tomar em suas mãos a faca de sacrifLcio, que se8a porque 8á vais e(ecutar o
sacrifLcio ritual.

^777. aca de sacrifLcio não sabe indicar ou apontar, semcausar dano.


% ;ão apontaras para pessoa al$uma com a faca de sacrifLcio. 'o menos com a faca de
sacrifLcio desembainhada. &orque uma faca de sacrifLcio não sabe indicar ou apontar, sem
causar dano.
% ;ão apontaras para o c2u, nem para a terra, nem para a representa#ão material da
divindade 97$b=, com a faca de sacrifLcio sustentada em suas mãos. 'o menos com a faca
de sacrifLcio desembainhada. &orque isso 2 profana#ão.

^7/. aca de sacrifLcio não 2 brinquedo, 2 instrumento de destrui#ão.


% ;ão tomará em suas mão a faca de sacrifLcio para brincar com ela, enquanto re"as a
*ivindade, ou enquanto falas com outra pessoa, ou enquanto fa#as al$uma outra coisa.
&rincipalmente, com a faca de sacrifLcio desembainhada.
^/. '$radecer aos animais destinados ao sacrifLcio.
% 'ntes do sacrifLcio, te apro(imarás de cada um dos animais cu8as vidas tomarás, os
sustentarás em suas mãos brevemente, os acariciarásse nada o impede, lhes falará com
vo" tranq`ila, lhes a$radecerá pelo sacrifLcio que vão fa"er por sua pessoa, ou para seus
interesses, e lhes aben#oará.
% )oncluirás entre$ando%lhe a mensa$em que quer fa"er che$ar ao UrVs=.  depois de
entre$ar%lhe sua mensa$em, a$rade#a tamb2m por isso?

^/7. >avar bicos 9focinhos, patas e anus dos animais que serão oferecidos aos deuses.
% 'ntes do sacrifLcio, lavarás as patas dos animaisque oferecerás ao UrVs=, para que elas
este8am limpas quando retornarem = !ontanha Sa$rada9 e pousem sobre a terra divina
do mundo invisLvel.
% 'ntes do sacrifLcio, lavarás o bico das aves, para que este8a limpo e disposto para falar
com o mundo espiritual, e transmitir sua mensa$em de a$radecimento, de solicita#ão, de
compromisso, ou de devo#ão, ao UrVs=.

^/77. ' morte che$a com rapide" e sem alarde.


% 0uando for oficiar o sacrifLcio ritual, tomarás afaca de sacrifLcio, somente no último
momento do ritual de sacrifLcio.

^/777. Yma morte piedosa honra a quem a provoca.


% Xomarás a precau#ão de que o animal destinado ao sacrifLcio, não ve8a a faca de sacrifLcio
sobre o solo, nem em sua mão.
% Xomará sua vida, por2m evitará medos e sofrimentos desneces
sários, respeitando sua nature"a delicada e temerosa, como sua prNpria nature"a...
% &orque tu tomarás sua vida em um ritual que adormecerá suas sensa#Zes para a8udar%lhe
a morrer bem, e a visão da faca em sua mão, pode interromper este adormecimento
relativo, e despo8ar%lhe de toda pa".

^7^. espeitar o direito de e(clusividade de Rs – le$bára.


% 0uando reali"ar um sacrifLcio recordarás que o primeiro sacrifLcio se fará = representa#ão
de Rs – le$bára.
% ecordar sempre que nenhuma divindade representada, nem mesmo Usun, o vi$ilante da
pessoa, receberá oferecimento antes de Rs – le$bára.
. &orque 2 profana#ão.

^^. &a$ar o tributo da terra por cada sacrifLcio de vida.


% 0uando fi"er sacrifLcio de vida animal, recordaráque as primeiras $otas de san$ue
devem ser derramadas sobre o solo. &orque cada vidaque toma, a podes tomar, $ra#as =
terra que alimentou e sustentou esta vida ate o tempo em que che$ou at2 tuas mãos para
ser tomada.  deves retribuir a terra pelo que tomas $ra#as ao seu bom trabalho.
%;ão esquecerás este mandamento, para que a adversidade não te se8a enviada, bem
como aos seus pais, seus filhos, ou de seus parentes, para cobrar o que não retribuLste, ou
o que não compartilhaste.

^^7. )om vida ou sem vida, a )'B-' sempre se respeita.


% Xoda cabe#a 2 sa$rada por conter e prote$er o OrL, o spLrito 7nterno, a forma de
consci<ncia de cada forma de vida, em qualquer nLvel de evolu#ão.
% &or isto, não maltratarás aos animais em vida, e 8amais lhes $olpearás na cabe#a, se isso
não for parte de um ritual de sacrifLcio.
% Xamb2m por isto, as cabe#as dos animais não devemser lan#adas ao chão,
ou se dei(ar cair por ne$li$<ncia. &orque fa"er isso, 2 uma manifesta#ão de desapre#o.
%  o desapre#o = cabe#a, 2 profana#ão.
% &or esta profana#ão, os profanadores poderiam serchamas a responder, perante aquele
que $arante e aplica a 8usti#a do Od Babá 8Lo$be.

^^77. Sacrificarás se$uindo o caminho desde a terra at2 oc2u.


% 0uando oficiar cerimEnias de sacrifLcio de animais quadrúpedes e de aves imolarás
primeiro os quadrúpedes, e imolarás por último as aves.
% &orque o san$ue dos animais que sN se movem na terra não devem cobrir o san$ue dos
animais que foram dotados de 's2 para deslocar%se entre a terra e o c2u.
% &orque toda ave 2 uma forma que representa o spLrito do &ássar o, que 2 uma
manifesta#ão especial de _d, o Se$undo !ist2rio e a !ãe &rimordial, e sN o poder o
spLrito do &ássaro pode alimentar%se de tudo, inclusive das más obras, e pode cobrir tudo
e redimir tudo.

^^777. ;enhum san$ue cobrirá as penas.


% &orque as penas ensan$`entadas representam uma ave que não pode voar, que não
pode escapar, que 8á não tem oportunidade.
% &orque as penas ensan$`entadas representam uma ave que esta mor ta, ou uma ave
ferida de morte.

^^7/. 's penas cobrirão o san$ue.


% &orque no corpo da ave que estava viva, antes do sacrifLcio, sua pluma$em lhe veste por
fora e seu san$ue circula oculto em seu interior.
%  assim sendo, com as penas limpas e secas, cobrindo o san$ue, reprodu"imos a
disposi#ão das penas e do san$ue da mesma forma que no corpo da ave..
% *esta maneira, as penas secas e limpas cobrindo o san$ue, representa uma ale$oria a
vida, simboli"ando: % a morte com esperan#a de vida% o triunfo da vida sobre a morte.
%  este rito tem a virtude de escrever esta promessa no 'stral.

^^/. Se entre$ar a faca, entre$as o poder.


% ecordarás que o que se fa" durante o ritual se escreve no )2u, e quando fi"er uma
pausa moment]nea no uso da faca de sacrifLcio, não a entre$arás a outra pessoa com a
inten#ão de que a se$ure um pouco para ti, para tomá%la de novo depois.
% &orque isso si$nifica que estás transferindo a esta pessoa a responsabilidade de
continuar com o ofLcio do sacrifLcio, e esta pessoaterá que continuar e(ecutando o
sacrifLcio, porque a aceita#ão da faca de sacrifLcio desde sua mão si$nifica que prometeu
fa"<%lo, e desde que o prometeu fa"er, 2 sua missão, não fa"er 2 profana#ão.
%  se a mão que recebeu a faca não fi"er correr o san$ue, e se os sacrificadores divinos
reclamam o cumprimento deste compromisso involuntário, al$um san$ue correrá da
maneira que se decidiu no )2u, por causa de quem descumpriu, para que o escrito no )2u
se leia na Xerra.
% &or isso, sempre que ha8a uma pausa, colocarás a faca de sacrifLcio sobre a terra firme, e
sempre perto de ti. &orque sN a terra 2 sua firme"a, sN a terra 2 sua confian#a.

^^/7. aca quente esquenta a mão. aca quente repousa na terra...


% 0uando terminar de utili"ar a faca de sacrifLcio,momentaneamente, ou definitivamente,
não demorarás em colocá%la sempre sobre o solo firme.
&orque no nLvel do solo, a terra se encarre$ará de absorver a ener$ia e(cedente que
esquenta esta lamina, refrescando%a em parte antes de devolver. &orque sN a terra 2 sua
firme"a, sN a terra 2 sua confian#a.
% 0uando oficiar sacrifLcios de muitos animais quadrúpedes repousarás a faca de sacrifLcio
sobre solo firme, e a substituirá por outra, por2m a manterá sempre no local do sacrifLcio,
para que esta testemunhe ate o final das imola#Zes.
% 0uando por qualquer ra"ão que se8a, não possas substituir a faca de sacrifLcio que se
esquentou muito com numerosas imola#Zes continuadasem uma mesma cerimEnia, fará
pausas entre os sacrifLcios, durante as quais a faca laboriosa se refrescará, sempre
repousando sobre solo firme, porque sN a terra 2 sua firme"a, sN a terra 2 sua confian#a.
^^/77. aca de sacrifLcio não 2 pedra para se lan#ar...
% &orque as coisas não se atiram as coisas não se lan#am principalmente uma faca, quanto
mais uma faca de sacrifLcio? Sempre a colocarás, nunca a 8o$arás. &orque 2 profana#ão.

^^/777. aca de sacrifLcio não se dei(a cair.


% &orque uma faca na mão si$nifica ataque, ou si$nifica defesa. epresentando tamb2m o
cair da mão de quem combate, quando quem a leva caiferido de morte, nunca dei(arás
cair com ne$li$<ncia de sua mão, uma faca de sacrifLcio, para que não chames com seus
atos a realidade que teus atos representam.

^^7^. aca que se moveu e mirou, mirando sentenciou.


% Se houver 8o$ado a faca de sacrifLcio, ou havendo%a dei(ado cair com ne$li$<ncia, e a
faca $irar e apontar para al$u2m dos presentes, ou a ponta de sua lamina terminar diri$ida
at2 voc<, deves saber que a faca está mirando a quem aponta.  deves saber que a faca de
sacrifLcio mira somente para sentenciar. % &or issodeves saber que se isto ocorre, um ebN
nunca deve demorar a ser feito.
%  o ebN que for feito por esta ra"ão, deve conteruma faca. >embre%se, porque se lembrar
te salvará a vida ou te poupará lamentos, para voc<ou parentes.

^^^. 9... )oncluLmos esta transcri#ão, lembrando que o 's[$ún quando concluir sua
fun#ão deve descarre$ar a faca ritual limpando%a nocouro dos animais sacrificados,
primeiro do lado direito passando o mesmo p2 por cima, depois virando%se os animais e
repetindo o ato do lado esquerdo, di"endo%se sempre: >opá ki sor[, lo pá... !asti$ando
Obi e a at=áre e soprando nos dois lados da faca, por A ve"es. a"endo o mesmo com o
otin e a omL.
)omo podemos observar há uma enorme quantidade de ener$ias sendo manipulado
nestes atos, o que nos remete ao fato de que somente um sacerdote qualificado, no caso o
1's[$ún1 au(iliado por seus Otn e OsL, 2 quem devereali"ar estas cerimEnias de
restitui#ão.
>o$o no inLcio deste trabalho afirmamos que os animais eram os1veLculos1 que levariam as
nossas mensa$ens aos UrVs=s, então acho apropriado assinalar que eles possuem suas
representa#Zes especLficas, o que tamb2m vale para os demais 1temperos1 utili"ados
nestes atos:
'*7 9$alinha % prosperidade, filhos e casamento
'3Y3O 9$alo % boa saúde, tirar des$ra#as, vencer
3O3! 9$alinha dan$ola % prosperidade
7+B7; 9caracol % placide"
> 9pombo % dinheiro, sorte, saúde, vida lon$a...
OB 'B'X' % 9ve$etal, vermelho e branco % *e uso fundamental no ritual, 2 considerado o
primeiro alimento do imonl\. Busca o seu poder oracular, al2m de fa"er uso de sua
finalidade principal. 1ObV e(iste para alimentar todo o ser 1. ObV proporciona for#a e vida
lon$a. –
UU+BU % 9ve$etal, branco  % Xamb2m utili"ado comoalimento do
imonl\, $arante a saúde e a for#a do ser . 1; 3g; 3  HO 7; UU+BU 1 ' doen#a
nunca entra 9mineral, branco 
% ' á$ua 2 a representa#ão da fertilidade feminina,veLculo de li$a#ão e omunica#ão com o
imonl\.  o que $arante a harmonia ou a calmaria. ;ão há oferenda sem á$ua.
OX7;% 9$in9ve$etal, branco  % Sua representa#ão refere%se a for#a do s<men
masculino.Xransforma#ão da mat2ria 9$ún$un
% &U % 9dend<9ve$etal , vermelho  % R o elementoapa"i$uador que representa a
fertilidade feminina, o poder de $esta#ão das g%g+B. ' for#a din]mica dos
descendentes. –
U7;%9ve$etal, vermelho % lemento de rique"a, de bele"a e de do#ura. 0uando mel,
san$ue das folhas recolhido pelas abelhas, atrav2s de um sistema de união e rL$ida
hierarquia.
;o caso do melado de cana, apesar de ser um elemento de rique"a, e de do#ura, está
intrinsecamente relacionado a descend<ncia por se tratar de um processo de
transforma#ão de mat2ria ori$inal .
% 3U% 9aca#á9ve$etal,branco% &asta branca preparada = base de farinha de milho branco,
simboli"ando a fecundidade e a descend<ncia $en2rica.
Sendo reunida para nova forma#ão, representa a mat2ria ori$inal transformada. )omo
oferenda identifica o S. –
U7% 9ve$etal, branco % /ite( *oniana /B;')' . ' m
adeira 2 marrom bem clara. Wá flores cabeludas, amareladas ou brancas com corola e
lNbulos a"ul%purpúreos. 's frutas maduras se assemelham a amei(as pretas. O le%af fervido
2 comido como um le$ume. –
OS;% 9ve$etal , vermelho% &N vermelho, e(traLdo da árvore *racena !annii '+'/')'
atrav2s da a#ão natural dos cupins ou da serra$em que representa a fecundidade e a
descend<ncia $en2rica.  uma árvore de abundantes ramos. 's flores são cheirosas e de
p2talas $randes. Wá frutas vermelhas. –
; % 9mineral , branco% +i" ou pN de $i" freq`entemente usado na adora#ão a Uris=ál=.
edondos bolos de $i" . eprese a a serenidade do amanhecer e a rela#ão do homem com
a terra . –
Hgj7, R> OY 'O % 9ve$etal , ne$ro% >onchucarpus )Canescens, tinta a"ul em forma de
pN petrificado de ori$em ve$etal o qual busca a representa#ão do san$ue ne$ro,
simboli"ando a noite e a rela#ão de ancestrais li$ados = prNpria escuridão. 's partes
frescas são contun
didas a uma polpa, fermentada, seca e vendida nestaforma, as folhas somente são secadas
ao sol e são usadas em um estado quebradi#o. –
RUS;% 9ve$etal , amarelo4avermelhado % &N produ"ido pelo trabalho de um tipo de
cupim ou da serra$em da árvore sa$rad
a B'&W7';X7*', >e$uminosae &apilionoideae .  neste pN que são riscados os sLmbolos
dos Odu, veiculando a sabedoria de 7f= compreendidapor OlNdum=r2. –
'Xg % &imenta da )osta. or#a4's\ de reali"a#ão determinante daquilo que se
pretende 1'Xg ; 3O !g' X' 7B7 3U di" que omal deve sempre ser afastado para
lon$e do meu caminho 1 –
3U% 9aca#á9ve$etal,branco% &asta branca preparada = base de farinha de milho branco,
simboli"ando a fecundidade e a descend<ncia $en2rica. Sendo reunida para nova
forma#ão, representa a mat2ria ori$inal transformada. )omo oferenda identifica o S.

&ara saber de novos lan#amentos, cadastre%se no site


'(eOri(a.)om, e ainda, receba 1de $ra#a1, por e%mail,
undamentos de /árias 0ualidades de Ori(ás no
)andombl2 IJ
7ku vivia perse$uindo Orunmila, que na beira do rio i$bo8are, cansado
encostou%se numa $rande árvore e fe" um pedido a Oloodumare,
quando 7ku estava perto de alcan#á%lo, no c2u apareceu um
arco%iris e, na cor branca do arco%Lris sur$iu 7Ce5a.

O espirito da árvore disse = 7Ce5a que fosse para beira do rio


e fin$isse estar lavando roupas e, que por ali passaria 7ku.

O espLrito daquela árvore, disse tamb2m = Orunmila, que seu nome era
7roko ;ai$ela, arriando todos os $alhos da árvore sobre Orunmila.

0uando 7ku che$ou ao rio encontrou 7Ce5a, que refletiu sobre


7ku a cor branca de O(alá. 7ku ficou momentaneamente
aturdido, e caminhando na dire#ão de 7roko, parou e per$untou =
7Ce5a se tinha visto al$u2m passar por ali. 7Ce5a, lhe per$untou sabe
quem sou eu le disse, sei, tu 2s 7Ce5a, esposa de O(umare.

7Ce5a, respondeu que viu sim, e que tinha ido por ali, indicando
o caminho errado a 7ku.

0uando 7ku deu um passo para tra", 7roko rolou sua $rossa rai" e derrubou
7ku no chão. ;este momento Orunmila trocou de esconderi8o, passando para
bai(o das saias de 7Ce5a.

7ku pensou ter trope#ado. 7roko o levantou 7ku.  7ku lhe disse: 7roko, pelo seu ato
de me levantar, atenderei um pedido seu. 7roko falou = 7ku, que debai(o dos seus
$alhos havia um encantamento que não deveria ser tocado por ele, nem por
nin$u2m.

7roko disse = 7ku, que deveria deitar%se no chão para não


esquecer o prometido.  assim 7ku fe".

ste era o momento esperado por 7roko, que o prendeu em suas $rossas raL"es.

Orunmila saiu do seu esconderi8o, e 7ku tentou a$arrá%lo, mas


não conse$uiu, pois estava bem preso nas raL"es de 7roko.

Orunmila, a$radeceu = 7Ce5a, que neste momento cria em


pensamento um $rande dese8o.

Orunmila lhe di" : 7Ce5a, tu serás mãe.  isto era 8ustamente o


que ela pensava e dese8ava.

7roko disse = 7ku, que tentava furioso, se libertar: sN te levanto


do chão, se retirar este Pi8u8uQ que tens em seu pesco#o e
amarrar no meu tronco.

&ara se libertar, 7ku atendeu ao pedido de 7roko, as raL"es se


abriram, e 7roko levantou a morte do chão.

7roko amarrou o Pi8u8uQ de 7ku, no pesco#o de Orunmila, para


lhe servir de prote#ão contra o prNprio 7ku.

7ku se afasta do rio. Orunmila e 7Ce5a encontram ObaluaiCe e


se$uem caminhando.

)om este poderoso feiti#o pendurado em seu pesco#o, Orunmila estava


livre das persse$ui#Zes de 7ku.

OBS:o Pi8u8uQ consiste num saco, contendo um poderoso feiti#o, que a


morte tra"ia pendurada em seu pesco#o.

O$un ao encontrar Oshumare, levantou seu facão para a$redi%lo...


;este momento, 7roko 8o$a todas as suas folhas sobre O$um e
Oshumare.

7sto, dei(ou O$un atordoado e ele acobou se confundindo,


dei(ando que Oshumare se enrrolasse nas folhas.

O$un saiu das folhas furioso e muito aturdido, por mais que
procurasse, não encontrava Oshumare no meio das folhas.

O$un se foi furioso.

'ssim, Oshumare escapou da fúria do $uerreiro do a#o, $ra#as a artimanha de 7roko.

Oloodumare disse = todos os Ori(ás, que para que pudessem se


estabelecer na terra, deveriam colocar dentro de um pote, um pouco de
cada a(2 pertencente = eles.

 oferecer estes potes, = 7roko.

'o fa"er a oferenda, a cada um seria concedido uma pomba branca de Oloodumare.
, a mistura desses a(2s permitiria a vida deles na terra.

7roko, pássaro que se transformou numa árvore, a última das


árvores do tempo em que elas andavam e falavam. Xempo dos primeiros
Ori(ás, como: O(alá e ;anã, aos quais os espLritos das árvores deram
vida, permitindo%lhes o crescimento e a multiplica#ão.

O Ori(á 7roko quando virado em seu ele$un, vai ao chão co#ando%se


todo e rolando sobre a terra, pedindo = O$boni para retirar dele as
formi$as e insetos que o atormentavam, picando seu corpo.

stando 7roko no oco da $rande árvore, muitos insetos lhe picam, por isso
7roko vive = se co#ar.

' árvore onde será acentada esta dinvindade, deverá estar


preparada para sua perman<ncia, e para que tra$a pa" e
harmonia.

Xodo equilLbrio da )asa de Santo ficará concentrado


nesta árvore.

)olocar um ferro com @ dentes9em arco apontados para


cima, fincado na terra. Sacrifica%se @ pombos brancos, dentro de
uma ti$ela branca, temperada com a"eite doce, dend<, á$ua, mel, vinho
doce, e uma pitada de sal.

'pNs o sacrifLcio tempera%se os pombos com: camarão, cebola e frita%se


no a"eite doce.

'rriar com todo a(2 no p2 da +ameleira, acompanhado


de acara82s, aca#ás, fei8ão preto, pipocas. *ei(ar o tempo consumir os
a(2s, retirando somente as comidas com A dias.

ntalhar numa $amela redonda, um busto na prNpria


madeira da $amela.
.Ym bastão confeccionado com bú"ios, que ele trará nas
mãos.
.Ym id2 de ferro no nari" da estátua
.!uitos bú"ios e moedas na cabe#a
.Seis ar$olas presas ao redor da $amela
.;o meio de cada ar$ola uma seta,apontando para cima
.ntremear correntes em cLrculo ao redor da $amela
.Yma panela de ferroou barro
.*e"esseis bú"ios
.Yma bola de ferro
.Yma $relha pequena
.Ym bastão pequeno
.Yma seta pequena
.Ym Otá

Se ficar difLcil fa"er a estátua na $amela, pode%se usar um


ferro, com G setas apontadas para cima.
.Yma faca $rande, com cabo de chifre de touro
.Xres porrZes são colocados no p2 dessa árvore, ficando o ibá
do Ori(á no meio.
.Se não se tem a +ameleira, pode%se usar outra árvore, de
prefer<ncia frutLfera e que não tenha espinhos.

OBS: não se usa na feitura de 7roko, banhos de folhas. Ysando%as


apenas para fa"er a cama, onde o Ori(á irá nascer.

O que será usado para os banhos são sementes e raL"es, piladas e


coadas para os banhos e o preparo de seus fundamentos. Os in$redientes
são coados num morim branco e colocados no porrão, onde ficará o 7bá
do Ori(á.

kumaru
imburana
iroko
ifá
nanã
obará
o(alá
(an$E
ObaluaiCe
o$um
lelekun
bikuiba
ariE
aridan
andaisu
oshumare
'tins de 7roko
nNs moscada
danda da costa
efum
iCerosun
5a$i
lelekun
s]ndalo em pN
erva doce
orobE

oriri
 8arrinha
barba de velho
mãe boa
crista de $alo
para raio
erva prata
ne$a mina
branda fo$o
folha de abil

 Xoda oferenda para >o$un pode levar um pei(e em


cima9 sempre que se limpa o pei(e para lo$un, as escamas e as
tripas irão para shu na encru"ilhada, oferecidas sobre uma folha
de prosperidade, com uma vela acesa.

*eve%se a$radar O(un, antes de fa"er a oferenda = >o$un. Os


pedidos a >o$un, devem ser feitos em vo" bai(a, sussurrando.

Bater K ovos e ir fritando em colheradas no Nleo de $irassol. )ortar


va$em bem fininha e refo$ar no camarão, cebola e dend<. )omo se
fosse fa"er panqueca, pZe um pouco da va$em refo$ada em cima
do omelete e, vai enrolando e arrumando na travessa. Ofere#a nos
p2s de >o$un, com flores e perfume.

alar G espi$as de milho e acrescentar coco ralado e a#ucar. a"er


trou(inhas com a palha do miho, amarrando com o fio da prNpria
palha. )olocar na á$ua fervente por al$uns minutos. etirare abrir
numa travessa, enfeitada com folhas de >o$un. 'rrumar sobre as
pamonhas, fatias de coco, e re$ar com bastante mel. Oferecer no
p2s do Ori(á, cachoeira, ou rio.
'rrumar num prato de barro, bananas ouro amassadas e
misturadas com mel. nfeitar com um favo de mel. 'rrumar em
outro prato de barro, uma farofa de mel. )olocar umao lado do
outro. 'scender 6 vela e fa"er os pedidos.

)o"inhar e pilar um inhame do norte, com mel. a"er uma farofa de


mel. 'rrumar meio a meio na travessa. e$ar com bastante mel.
'scender 6 vela e fa"er os pedidos.

Xorrar @ 3$ de fei8ão fradinho. 7r para a beira de um rio. 'scender 6


vela. , com o p2 esquerdo dentro da á$ua, e o direito na terra, ir
 8o$ando o 8ei8ão, sobre a cabe#a, dei(ando cair, tanto na á$ua,
quanto na terra. jo$ando, e fa"endo os pedidos.

&reparar um Omolokun, utili"ando a"eite de dend< para refo$ar os


temperos. &or numa travessa de barro, e enfeitar com Dovos crus.
'scender D velas em semi cLrculo, e oferecer ao Ori(á.

!ilho co"ido e socado com mel. 'rrumar numa travessa de lou#a


amarela. Oferecer com 6 vela acesa.

&reparar um Omolokun, arrumar na travessa, e enfeitar com D


$emas cruas. e$ar com bastante mel, e povilhar com acrista de
uma fava de aridan ralada. Oferecer com 6 vela acesa.
&ara abrir caminhos
)o"inhar um inhame do norte. 'massar a metade com mel, e outra
metade com dend<. arrumar na travessa meio a meio. 'scender 6
vela e oferecer.

&e$ue uma caba#a m2dia, e abra um pequeno buraco nela.


7ntrodu"a 6 $rãos de milho e feche o buraco, colocandoo peda#o
que retirou no lu$ar e vedando com uma fita adesiva ou
esparadrapo, de modo que fique bem fechada. irme seu
pensamento no quer. )omece a a$itar a caba#a, fa"endoseus
pedidos: prosperidade, dinheiro ,pro$resso, sorte.......... +uarde a
caba#a dentro de sua casa ou do seu com2rcio.

*escascar  batatas baroa, co"inhar com um pouco de sal. orrar


uma travessa m2dia de barro, com folhas de mostarda.'massar as
batatas co"idas, modelando uma cobra, que 2 colocadadentro da
travessa. )oloque mais folhas de mostarda em volta. Ofere#a numa
mata, no assentamento de Osumare, ou em sua prNpria
casa9 nesse caso, entre$ue no dia se$uinte na mata. 'scenda a
vela, concentre%se na ener$ia de Osumare, e vá fa"endo os seus
pedidos.
'se, 'se, 'se?

ssa oferenda e para ser feita na mata. )o"inhe 6 k$ de milho de


$alinha. )om o milho co"ido, fa#a um desenho de um Ofa no chão,
dentro da mata. m cada ponto do Ofa, acenda uma vela,coloque
um obi e um orobo. irme seu pensamento na ener$ia do ca#ador,
pedindo: caminhos de abund]ncia, de prosperidade, de rique"a...
'se, 'se, 'se?

ssa oferenda 2 para ser feita bem cedo, com o sol come#ando a
nascer. &rocure um lu$ar de planta#ão. orre o chão com meio
metro de morim branco, coloque uma ti$ela com ebE, eum copo
com á$ua. Se posicione de frente para o sol. 'scenda  velas em
linha reta, do lado direito da ti$ela, e  velas em linha reta, do lado
esquerdo da ti$ela. )oncentre%se no que dese8a. 'ssim como o sol
nasce todos os dias, clareando e fa"endo crescer essa planta#ão,
que assim fa#a com a minha vida, clareie o meu caminho,me tra$a
abund]ncia, sorte e prosperidade.
'se, 'se, 'se?

&repare uma farofa de dend< e ponha num obero9;D. )oloque


bastante frutas picadas, 6 ekodide, cubra com bastante bú"ios.
&e$ue um punhado de moedas, ponha mel nas moedas ainda na
sua mão, e ponha as moedas na oferenda. Ofere#a a su, numa
encru"ilhada de A caminhos. &e#a...9 a#a o Oriki de su, antes e
quando terminar a oferenda.
'se, 'se, 'se?

&ara esse encantamento, deve%se estar vestido todo debranco e


em um local a$radável. )oloque na boca um pouco de mel e uma
pitada de sal. m se$uida coma 6 obi de  $omos.

Se$ure um pombo branco nas mãos e, masti$ando pimenta da costa di$a:


O pombo está sempre bem.
!inha cabe#a, permita que eu este8a sempre bem,
0ue meu mundo este8a bom,
0ue meus caminhos se abram para a sorte.
oi O$bo quem pediu a voc<s que ouvissem a minha vo"
oi O$bo que pediu a voc<s para aceitarem as minhas coisas, me
tra"endo sorte.
0ualquer coisa vinda de 'la$emon,
 aceita por todos os Ori(ás do alto.
'bram meus caminhos para a sorte.
'ceitem os meus pedidos, tra"endo%me sorte. 9m se$uida, solte o
pombo.
'se, 'se, 'se?

&ara su: do lado direito do portão de entrada, coloque uma ti$ela com G aka#ás.
 do lado esquerdo, uma ti$ela com bastante dend< e G ovos crus para 7Cami.

)olocar dentro do obero G aka#ás, e sobre cada aka#á inserir: 6 $rão de milho torrado, 6 moeda
corrente, 6 $ota de mel, um pouco de dend<. &or nos p2s de su, numa se$unda feira.
;o dia se$uinte passar um $alo vermelho por toda a casa. >evantar a obri$a#ão de su, e sair com
o $alo vivo e a obri$a#ão para rua. &ercorrer G encru"ilhadas, dei(ando em cada uma: 6 aka#á9 com
o milho torrado, moeda, mel e dend<, 6 charuto, 6 cai(a de fNforo, 6 vela, e 6 $arrafa de cacha#a.
Sempre pedindo abertura de caminhos e...

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