Você está na página 1de 82

Curso e Atualização em:

APLICAÇÃO DOS CONCEITOS DE SOLOS E IRRIGAÇÃO PARA


GESTÃO DE RECURSOS HÍDRICOS

ADASA
Agência Reguladora de Águas, Energia e
Saneamento Básico do Distrito Federal

Tema 3: Sistemas de irrigação.


Assunto: Sistemas de aspersão, uso de
água pela irrigação
Engenheiro Dr. Marco Antonio Jacomazzi
Fevereiro de 2017
Temas de estudo para curso solos e irrigação:
Semana 22 a 23/Fevereiro/2017
Tema 3: Sistemas de Irrigação. (quarta feira:22/02/2017 a quinta-feira: 23/02/2017)

1. Sistemas de aspersão:
i. Características gerais.

ii. Determinação da lamina de projeto.

iii. Bocais e emissores de aspersão

iv. Aspersão convencional e canhão hidráulico


v. Pivô central.

2. Sistemas localizados:
i. Principais tipos de sistemas localizados.

ii. Características gerais.

iii. Determinação da lamina de irrigação.

iv. Gotejamento enterrado.

3. Diferenças entre Sistemas por aspersão e localizados e aplicação para as principais culturas:
Temas de estudo para curso solos e irrigação:
Semana 22 a 23/Fevereiro/2017
Tema 4: Irrigação e a pratica na gestão de recursos hídricos. (quinta-feira: 23/02/2017)

1. Tipos de captação e de distribuição de água para irrigação :


i. Benefícios e externalidades negativas da prática da irrigação

ii. Sazonalidade da captação de água bruta para irrigação.

iii. Qualidade da irrigação – Uniformidade de aplicação de água em sistemas pressurizados.

iv. Captação de água para irrigação e vazões mínimas dos mananciais.

v. Captação direta.
vi. Captação em reservatórios de regularização.

vii. Captação em pequenos açúdes, regularização diária.

2. Outorga de água para irrigação:


Sistemas de irrigação.

• Conceito Clássico: “Irrigação consiste em aplicação forçada de água, em intervalos pré-


definidos e em quantidades suficientes para fornecer às espécies desejadas condições
hídricas ideais para seu desenvolvimento.”*

• “Conceito Conservacionista: Irrigação consiste na aplicação artificial de água ao solo,


através de métodos capazes de atender da melhor forma possível as condições do meio
físico (demanda de água da cultura, condições topográficas do terreno, capacidade de
retenção na água no solo, ...) e aos objetivos desejados (maximizar a produtividade,
maximizar os lucros, ...) com mínimo impacto ambiental.”*
*Prof. Dr. José Antônio Frizzone
Vantagens e desvantagens da prática da irrigação.

Vantagens:
 Aumenta a produtividade das culturas (ton/há; sc/ha; cx/há) e consequentemente a receita da
propriedade (R$/há);
 Permite até 5 safras cada dois anos de rotação (21/2 safras/ano) →(Aumento do número de
safras);
 Melhoria da qualidade dos produtos agrícolas;
 Expansão vertical da produtividade → “sobra” de área para conservação ambiental;
 Seguro agrícola do investimento, ou seja, minimiza riscos de perda de produtividade perante
intempéries climáticas;
 Uso intensivo da terra.

Limitações:
 Alto custo inicial do investimento → tanto no sistema quanto na infra estrutura da área
agrícola;
 Falta de mão-de-obra capacitada para manutenção e operação dos sistemas de irrigação;
 Alta demanda por recursos hídricos e energéticos → irrigação é uso consuntivo;
 Sistemas mal manejados ocasionam desperdício de água e de produtos:
Vantagens e desvantagens da prática da irrigação.

Limitações:
 Sistemas mal manejados ocasionam desperdício de água e de produtos:
1) Sistemas com operação deficiente:
Exemplo: falta de pressão nos emissores, baixa uniformidade, mal
dimensionados

Consequencia: Lâminas desuniformes, áreas com sub irrigação e áreas


super irrigadas

2) Lâminas de irrigação incoerentes, aplicadas em demasia ou insuficientes:


Consequencia: Perdas de produtividade →sub lâminas de irrigação

erosão, lixiviação → excesso de irrigação

3) Condições climáticas complicadas:


Exemplo: muito vento (deriva).
Sistemas de irrigação:
Questões clássicas e necessárias

 Quando Irrigar – Definição do momento, intervalos entre aplicação de água e


da época da paralisação das irrigações → frequência entre irrigações.

 Quanto Irrigar – Definição da lâmina de irrigação → Quantidade de água a


aplicar por irrigação.

 Como Irrigar – Seleção do sistema mais adequado.

 Assunto explorado no Tema I início do curso de capacitação: Tema 1: Sistema


Edafoclimático e demanda de água pelas culturas.

Depende das condições de solo e meteorológica durante a condução da


cultura
Necessidade de monitoramento e acompanhamento das condições
edafoclimáticas
Sistemas de irrigação.

1. Superfície: Sulcos

Tabuleiros

2. Aspersão: Convencional : Sistemas fixos

Sistemas móveis

Mecanizados: Autopropelidos

Pivô central / Sistemas lineares

3. Microirrigação: microaspersão

gotejamento
Sistemas de irrigação.
Irrigação por Superfície

Faixas Sulcos Inundação


Irrigação Localizada / Microirrigação

Gotejo Microaspersão
Irrigação Aspersão

Aspersão Convencional Pivô Auto propelido


Componentes do sistemas de irrigação por aspersão
Sistemas de aspersão:
Layout geral da irrigação
i. Sistema hidráulico pressurizado

ii. Manutenção de pressão final da linha lateral, suficiente para


operação do emissor;

iii. Rede hidráulica por tubulações de Aço (Az, FoFo); PEAD; PVC;
RPVC (reforço em fibra de vidro)

iv. Rede hidráulica: adutora, linha principal, linhas secundárias e


linhas laterais

v. Necessidade de adicionar potência aos sistemas hidráulicos, por


meio de bombas e motores (diesel / elétrico);

vi. Necessidade de manter uniformidade de distribuição da lâmina


almejada.
Emissores e bocais de aspersão

• Emissores são os dispositivos hidráulicos que controlam a saída de água e distribuem


sobre o terreno na forma de gotas;
• Funcionamento hidráulico de um bocal;
• Provocam a “chuva” artificial

• Características fundamentais de um emissor:


• Vazão Uniforme e Constante;
• Reduzida Sensibilidade à obstrução;
• Elevada uniformidade de fabricação;
• Resistência a agressividade química e ambiental;
• Estabilidade da relação pressão-vazão;
• Baixo custo de aquisição.
Emissores e bocais de aspersão

Definição

Possibilitam a distribuição de um fluxo de água com vazão


constante para determinada pressão (relação unívoca);

Responsável pela Uniformidade de distribuição de água;

Projetados para descarregar a água em forma de gotas, de fluxo


contínuo ou por micro aspersão, em pontos discretos ou contínuos.
Tipos de emissores de aspersão

Principais Diferenças entre Emissores

• Materiais Diferentes;
Metal Plástico

• Formatos Diferentes;

• Diferentes pressões de serviço;


Tipo Baioneta Tipo Bailarina

• Vazões Diferentes.

Pressão e Vazão Baixa Pressão e


“Intermediárias” Vazão
Alta Vazão e Pressão
Emissores de aspersão: Hidráulica do
dispositivo

Equação geral de um emissor:


(fornecido pelo fabricante)

𝑄𝑏 = 𝐶𝑑 ∗ 𝑝𝑠 𝛽
Emissores de aspersão: Hidráulica do
dispositivo
𝑄𝑏 = 𝐶𝑑 ∗ 𝑝𝑠 𝛽 Vazão vs Pressão Serviço Komet Twin 140
80
75
70

Vazão (m3/h)
65
60 26 mm
55
50 28 mm
45
40 4kgf/cm2-26mm
35 4kgf/cm2-28mm
30
2 2.5 3 3.5 4 4.5 5 5.5 6
Pressão de Serviço (kgf/cm2)

Alcance vs Pressão Serviço Komet Twin 140


60
55
Vazão (m3/h)

50
26 mm
45
28 mm
40
4kgf/cm2-26mm
35
4kgf/cm2-28mm
30
2 2.5 3 3.5 4 4.5 5 5.5 6
Pressão de Serviço (kgf/cm2)
Sistemas de aspersão

• A água é aspergida sobre superfície total do terreno, por sistemas pressurizados,


assemelhando-se a uma chuva;
• Os sistemas de aspersão são classificados segundo a tubulação usada, o modo de
instalação no campo, tipos de conexão ou engates entre tubos
• Os sistemas podem ser divididos em dois grandes grupos: Sistemas Móveis e Sistemas
Fixos.
• Sistemas de Aspersão Fixos
• Sistema de Aspersão Móveis • Fixo-portátil;
• Movimentação Manual: • Fixo-permanente;
• Portátil; • Movimentação Mecânica
• Semiportátil; • Pivô-Central;
• Autopropelido, com canhão hidráulico.
Sistemas de aspersão convencional

São sistemas móveis ou fixos, constituídos de tubulações portáteis, leves e


dotadas de juntas e conexões de acoplamento rápido, tanto na linha principal
como lateral.
Demandam muita mão de obra “bruta” para operação
A mão de obra não necessariamente precisa ser qualificada na operação
Sistemas móveis apresentam baixo custo de implantação
Sistemas de aspersão convencional

Áreas pequenas e irregulares;

Sistemas adaptados → horti fruit granjeiros

Operação consiste na rotação das linhas laterais:

Turno de rega = Intervalo entre irrigação*№ posições irrigadas por dia


Sistemas de aspersão convencional

Mudança continua das posições da rede


levam a fadiga do material, ocasionando
mal acoplamento das conexões e tubos

Problemas com os anéis de vedação

Boca das tubulações

Areia nas conexões

Resultado: Grande número de


vazamentos
Sistemas de aspersão convencional

Quando o custo de operação (custo da mão de obra) ou a operação de rotação das linhas
laterais, torna-se impeditivo → Sistemas de aspersão fixos

Áreas pequenas e irregulares;

Sistemas adaptados → horti fruit granjeiros; sistemas de pastos irrigados

Turno de rega = Intervalo entre irrigação*№ posições irrigadas por dia;

Custo de implantação aumenta bastante, podendo inviabilizar o sistema convencional,


tornado sistemas mais modernos (pivo ou microaspersão) mais interessantes.
Sistemas de aspersão convencional fixos
Sistemas de aspersão: Canhão hidráulico

Atualmente a fertirrigação na lavoura de cana-de-açúcar tem sido realizada


através da combinação entre carretéis autopropelidos e bicos ejetores. Esse sistema
possui as seguintes características:

1) Irregularidade de cobertura
2) Alta pressão
3) Alto consumo de energia
4) Perdas por evaporação (dispersão no ar)
5) Desperdício de adubo (potássio)
6) Baixa velocidade de aplicação
Know-how em Irrigação e Fertirrigação

 Sistemas Aspersão Mecanizados Autopropelidos: “Canhão”:


(a) Sistema Canhão + Autopropelido
(b) Sistema de recolhimento da mangueira
de PEAD

(c) Turbina hidráulica para “recolhimento”


mangueira
Know-how em Irrigação e Fertirrigação

A irrigação é uma prática agrícola que visa principalmente atender às necessidades hídricas das
culturas no momento e quantidade adequadas. Por ser um investimento elevado, a irrigação
deve ser manejada adequadamente e, sempre que possível, com a aplicação de fertilizantes
dissolvidos na água (fertirrigação).

Possibilidades de aplicação de sistemas irrigados no setor Sucro Alcoleiro:

12 a 18 meses
Plantio/Soqueira Colheita
Tratos culturais

Tratos culturais da produção:


 Adubação de cobertura; adubo líquido FERTIRRIGAÇÃO
 Irrigação;
 Aplicação de vinhaça; VINHAÇA CONCENTRADA FERTIRRIGAÇÃO
 Controle de pragas;
 Controle culturas invasoras
Know-how em Irrigação e Fertirrigação

 Sistemas Aspersão Mecanizados Autopropelidos: “Canhão”:

• Utilização simultânea de dois a mais sistemas;


• Operação demanda turnos de equipe de
irrigação 6 a 8 pessoas → “Operação de guerra”
Know-how em Irrigação e Fertirrigação

 Sistemas Aspersão Mecanizados Autopropelidos: “Canhão”:

• Problemas na distribuição de lâmina ao longo do raio irrigado;


• Problemas de distribuição de lâminas entre faixas → Baixa uniformidade da irrigação

Como fica a aplicação de adubos e efluentes?

Fonte:
Know-how em Irrigação e Fertirrigação

 Sistemas de aplicação de água:

 Pivô Central Alta Fertirrigação Sistemas de


 Gotejo enterrado Uniformidade Irrigação

 Autopropelido Baixa Robusto Distribuição


Uniformidade Flexível Efluente

 Vinhaça concentrada + Fertirrigação/Adubação líquida:


i. Sistema com uniformidade de aplicação;
ii. Robusto e flexível → permita irrigar grandes áreas;
iii. Competitivo com os sistemas convencionais;
iv. Permita grande variação de lâmina, taxa de aplicação;
v. Seja “mecanizável”, reduzindo equipe de operação;
Projeto de fertirrigação por vinhaça

Planta baixa da área do projeto


Projeto de fertirrigação por vinhaça

O sistema de irrigação misto canais e tubulações


N
O E
L = 334 m

L = 322 m

L = 282 m

L = 270 m

L = 226 m

L = 181 m

L = 112 m

31200
L = 48 m

L = 32 m

S
L = 48 m L = 24 m
Ø 200/125 Ø 150/125
T-100 T-99 T-98 T-97 T-96 T-95 T-103 T-104 D-8 T-105 T-106
97 2F 3F 4F 5F 97 5E 4E 4E 2E 2E 97
2E
L = 288 m L = 72 m 3E 3E 2E
Ø 8" AZ ER
m

Ø 6" AZ ER
07
L = 01

T-1
128

ER

L = 144 m L = 78 m
T-1
Projeto de fertirrigação por vinhaça

112 224 112 Ø 6" AZ ER


AZ

8m
Ø 6"

S-5
11

2
T-10
L=

1F
m 1E
79
D-3
T-1 3 m R

L= ER
44 Z E

1F AZ
Ø 6"
L = 6" A
08

6.118 m
Ø 200/125
L = 369 m

Ø
T-94

m
Planta do Projeto Executivo do Sistema de Irrigação Projetado

2
12
=

1E
L

09
T-1
L = 246 m

L = 340 m

L = 340 m

L = 340 m

L = 325 m

m
L = 230 m

0
L = 215 m

L = 135 m

10
= 1E 10
224

L T-1 m
83
L= D-3
L = 68 m

1E
T-00
L = 34 m

97
336

131 135
139 2x2" 2x2" 2x2"
T-A
T-1 97
336 128
T-2 31150
T-B T-1 672 T-2 D-7
L = 54 m L = 30 m L = 586 m
Ø 400/125
448

Ø 12" AZ K-10 Ø 16" AZ K-10


71.00

S-4
69.00

70.00

L = 340 m
72.00

73.00

L = 340 m

L = 340 m

L = 258 m
74.00

13.054 m
75.00

76.00

Ø 300/125
L = 369 m
77.00

T-3
78.00
L = 151 m

L = 138 m

L = 42 m L = 30m
Ø 200/125 Ø 250/125
L = 12 m
79.00

112 224 336 224 112


T-93 T-92 T-91 T-90 T-89 20CT-88
D-6 T-87 T-86 T-85 2x2" T-73
T-84 T-74 T-75 T-76 T-77 T-78 D-6
T-79 T-80 T-81 T-82 T-83 D-3
16C 17B 20A
17D 17D 19D 19D 20C 18C 18C 16C 17B 19B 19B 20A 18A 18A 16A 16A
97 16D 18D 18D 20D 20D 19C 19C 17C 17C 97 16B 16B 18B 18B 20B 20B 19A 19A 17A 17A 97
L = 288 m L = 72 m L = 288 m
D-2A
Ø 6" AZ ER Ø 8" AZ ER Ø 8" AZ ER L = 360 m L = 360 m
L = 130 m Ø 8" AZ ER Ø 6" AZ ER
D-3 Ø 6" AZ ER
336

16D
97
31100
L = 740 m
Ø 300/125
80.00

T-4
L = 254 m

L = 340 m

L = 340 m
S-3
T-4

15.184 m
L = 66 m L=6m 31050
Ø 200/125 Ø 200/125
L = 170 m

L = 340 m

L = 340 m

L = 55 m
112 224 224 112
T-50
D-3 T-72 T-71 T-70 T-69 T-68 T-67D-6 T-66 T-65 T-64 T-63 T-62 T-51
11B
T-52 T-53 T-54 T-55 D-6
T-56 T-57 T-58 T-59 T-60 T-61 D-3
10D 11D 12D 13D 14D 15C 14C 13C 12C 11C 10C 10B 12B 13B 14B 15B 15A 14A 13A 12A 11A 10A
97 97 15D 97 97
L = 360 m L = 360 m D-2B L = 360 m L = 432 m
Ø 6" AZ ER Ø 8" AZ ER Ø 8" AZ ER Ø 8" AZ ER
224
Ø 300/125
L = 740 m
L = 340 m

L = 340 m
T-5
31000
L = 156 m

S-2
L = 265 m

T-5
D-3
5D
97
14.702 m
2m R
13 Z E

T-49
L = 6" A
Ø

L = 60 m L = 12 m
L = 340 m

L = 340 m
5D
Ø 200/125 Ø 200/125
Ø 6" AZ ER

112 224 224 112


L = 74 m

T-48 T-47 T-46 T-45 T-44


D-6 T-43 T-42 T-41 T-40 T-39 T-27 T-28 T-29 T-30 T-31 T-32 9B
D-6
T-33 T-34 T-35 T-36 T-37 T-38 D-3
97 5D 7D 7D 9D 9C 8C 7C 6C 5C 4B 5B 6B 7B 8B 9A 8A 7A 6A 5A 4A
6D 6D 8D 8D 97 97 97
D-2A L = 360 m L = 432 m
Ø 8" AZ ER Ø 6" AZ ER
L = 65 m L = 216 m L = 72 m L = 288 m
Ø 6" AZ ER Ø 6" AZ ER Ø 8" AZ ER Ø 8" AZ ER

224
L = 340 m

L = 340 m

L = 340 m
30950

Ø 300/125
L = 740 m
T-6
97

L = 85 m
97 1A
D-3

L = 285 m
L = 340 m

L = 340 m

L = 340 m

L = 340 m

L = 340 m

L = 327 m

L = 156 m
97
T-17
S-1

AZ m
ER
6" 05
T-6

Ø =1
L
1A
9.743 m

AZ ER
Ø 6"160 m
T-16

L=
L = 30 m L = 40 m
Ø 200/125 Ø 200/125 112 30900
T-15 1A
112 224 224 L = 288 m L = 72 m D-6 L = 148 m
Ø 8" AZ ER Ø 8" AZ ER Ø 6" AZ ER m
T-18 2A 84 ER
D-3 T-26 T-25 T-24 3D T-23 T-22 4C
T-21 T-20 T-19 T-7 T-8 T-9 T-10 T-11 3B T-12 3A T-13 T-14 L = " AZ
1D 1D 2D 4D 3C 2C 1C 1B 2B 2B 3B 2A 6
Ø
97
97 1D 97 1B 3A 3A 3A 3A

L = 15 m
2D L = 144 m L = 216 m
D-4 D-6 Ø 8" AZ ER
D-5 Ø 8" AZ ER D-1

L = 82 m

L = 39 m
L = 216 m
Ø 6" AZ ER

L = 81 m

L = 150 m

L = 220 m

L = 290 m

L = 343 m

L = 342 m

L = 328 m

L = 304 m

L = 271 m

L = 225 m

L = 184 m

L = 122 m

L = 113 m
76800

76850

76900

76950
Projeto de fertirrigação por vinhaça

Proposta de irrigação em área total de cana

•áreas com irrigação com baixo déficit - Pivô e

•Irrigação de salvamento na área complementar


com “ocupação” das “calcinhas”
Know-how em Irrigação e Fertirrigação

 Alternativas aos sistemas apresentados:


i. Sistema de deslocamento linear por lateral rolante “Rolão”
ii. Apresenta os princípios do sistema mecanização pivô → sistema autopropelido;
iii. Linha de aspersores suspensa na linha lateral;
iv. Dificuldade de operação;
v. Não vingou no Brasil;

Fonte: Material aulas do prof. Dr. José A. Frizzone


Know-how em Irrigação e Fertirrigação

 Barra irrigadora: (Lembra o Uniport)


A barra de irrigação “HORTUS” é um modelo revolucionário que permite, de maneira automática,
realizar as operações de irrigação e pulverização sem necessidade de conectar e desconectar
mangueiras ou equipamentos, porque possui mangueiras de alimentação de água e defensivos
independentes.
Sistemas de aspersão: Pivô central

 Sistemas Aspersão Pivô Central: “360°”


 Um sistema hidráulico de alta vazão e pressão montado sobre estrutura
mecânica autopropelida;
 São dois sistema elétricos: Estação Elevatória e o Pivô
Conjunto Regulador Pressão + Emissor
(Nelsonn e Senninger) Esquema de Planta baixa do
Ficam Suspensos na estrutura metálica sistema de irrigação Pivô

Adutora PVC 600 a 2000m


EE-MB

Autopropelido por lance

Linha Aérea AZ
Lances autopropelidos
Moto-redutores
0,75 a 1,5 cv
Sistemas de aspersão: Pivô central

 Sistemas Aspersão Pivô Central: “360°”


 “coração do sistema hidráulico” → Regulador de pressão + Emissor

Fonte: Aula prof. Dr. Patrícia Marques


Sistemas de aspersão: Pivô central

 Sistemas Aspersão Pivô Central: “360°”


 “coração do sistema hidráulico” → Regulador de pressão + Emissor
Sistemas de aspersão: Pivô central

 Sistemas Aspersão Pivô Central: “360°”

 Vantagens:
i. Facilidade de operação e menor demanda de mão-de-obra;
ii. Flexibilidade das lâminas de projeto: 4 até 11 mm/dia;
iii. Sistema robusto e flexível, com manutenção simples;
iv. Irriga área circulares entre 40 a 150 (usuais), podendo expandir para > 200 há;
v. Podem ser projetados para operação conjugada de 2 a 3 máquinas;
vi. Fertirrigação;

 Desvantagens:
i. Pivôs Acima de 200 há não são operacionais, pois demanda muito tempo para fechar
a volta e, geralmente, são projetados para baixa lâmina de irrigação;
ii. Perdas de áreas devido a forma circular → “calcinhas”;
iii. Demanda energética e de água;
iv. Pode, mas não deve aplicar, vinhaça;
v. Somente fertirrigação → Alta lâmina provoca “lavagem” da superfície vegetal;
vi. Não se ajusta para qualquer área, sendo preferencialmente planas;
vii. Perdas por deriva → arraste pelo vento;
Sistemas de aspersão: Pivô central

 Sistemas Aspersão Pivô “Linear”:

 Vantagens:
i. Corrige a limitação de área e perdas pelas calcinhas;

 Desvantagens:
i. Abastecimento de água bruta ao sistema → ou por canal ou por mangueira de polietileno de alta densidade;
ii. Dificuldade operacional, exigindo equipes e turnos de operação;
iii. Exigência de topografias muito planas;
iv. Problemas de assistência técnica
v. Pode, mas não deve aplicar, vinhaça;
vi. Somente fertirrigação → Alta lâmina provoca “lavagem” da superfície vegetal;
vii. Perdas por deriva → arraste pelo vento;
Determinação da Lâmina de Projeto e Vazão do
Sistema de aspersão convencional
Disponibilidade Total de Água
𝐶𝑐 − 𝑃𝑚 Turno de Rega
𝐷𝑡𝑎 = ∗ 𝑑𝑎 𝐶𝑅𝐴
10 𝑇𝑅 =
𝐸𝑇𝑝𝑐
Disponibilidade Real de Água Vazão do Sistema
𝐷𝑅𝐴 = 𝐷𝑇𝐴 ∗ 𝑓 𝛴𝐸𝑇𝑐 ∗ 𝐴𝑖 ∗ 𝑇𝑅
𝑄𝑠 = 10 ∗
𝐸𝑓 ∗ 𝑃𝐼 ∗ 𝑇𝐷𝐹
Capacidade Real de Água
𝐶𝑅𝐴 = 𝐷𝑅𝐴 ∗ 𝑍

Irrigação Real Necessária Qs – Vazão, m3/h;


𝐼𝑅𝑁 = 𝛴𝐸𝑡𝑐 Ai – Área do Projeto, ha;
PI – Período de Irrigação, dias;
Irrigação Total Necessáia TDF – Tempo de Funcionamento por Dia
100 𝐼𝑅𝑁 (horas/dia)
𝐼𝑇𝑁 = Ef – Eficiência de Aplicação ~ 0.75 a 0.80
𝐸𝑓𝑖𝑐𝑖ê𝑛𝑐𝑖𝑎
Determinação da Lâmina de Projeto e Vazão do
Sistema de aspersão convencional

• Os valores de f da Tabela 1.1 se aplicam para ETc de aproximadamente 5


mm/d. Para outros valores de ETc, o valor de f pode ser ajustado pela
seguinte equação:
f = ftab + 0,04 * (5-ETc)
Tabela 1.1
Microirrigação
Sistemas de irrigação localizados

• Também conhecida em alguns lugares por microirrigação, a irrigação localizada caracteriza-


se por aplicar água:
• próximo ou dentro da zona radicular;
• por tempo relativamente grande;
• com alta frequência;
• com baixa pressão.
• Todas essas características do sistema de irrigação localizada fazem com que esse sistema
tenha uma alta eficiência do uso da água. Nesse sistema é mantido um alto grau de umidade
num pequeno volume de solo, onde geralmente está contido o sistema radicular das
plantas.
• Principais sistemas de irrigação localizada: Gotejamento e microaspersão.
Gotejamento
Sistemas de irrigação localizados
Nesse tipo de irrigação ocorre a formação de bulbo e faixa úmida;
A ação de cada gotejador cria uma zona úmida ao redor das plantas chamada bulbo
úmido, e com a junção de cada um dos bulbos cria-se uma faixa úmida seguindo a linha
das plantas;
Sistema de baixa vazão (1 a 20 l/h) com água aplicada gota a gota;
Pode ser utilizado de duas formas: na superfície ou enterrado.
Gotejamento enterrado
Sistemas de irrigação localizados
• O sistema mais utilizado ainda é o gotejamento na superfície, porém a adoção de
técnicas, como o gotejamento enterrado, é uma técnica alternativa para
aumentar os índices de produtividade.
Vantagens do gotejamento enterrado:
Flexibilidade do uso de maquinário agrícola;
Maior dificuldade na germinação de sementes de
ervas daninhas, uma vez que o solo se mantém
seco na superfície;
Maior disponibilidade de nutrientes, visto que o
ponto de emissão se encontra mais próximo da
raiz, fato importante no manejo da fertirrigação.
Desvantagens do gotejamento enterrado:
Apresentam menor área superficial molhada;
Ainda não se tem uma profundidade ideal para
a implementação do sistema
Operação de manutenção cuidadosa e
frequente.
Microaspersão
Sistemas de irrigação localizados
Nesse sistema, a água é aspergida em pequenos círculos ou setores.
Condução da água é feita por tubos que operam sob baixas pressões, porém
superiores a do gotejamento.
Vazões de 20 a 150 l/h com água aplicada de forma pulverizada.
Microaspersão
Sistemas de irrigação localizados

“Sistema anti-geada”
Vantagens do sistemas de irrigação localizados

Uso mais eficiente do recurso hídrico;

Maior uniformidade e precisão no fornecimento de água;

Não molhamento foliar;

Menor incidência de plantas daninhas nas entre linhas;

Maior eficiência em solos com baixa taxa de infiltração;

Não há interferência pelas condições de vento;

Não causa erosão no solo;

Não impede a execução de outros trabalhos simultâneos;

Menor consumo de energia;

Facilidade da fertirrigação;
Desvantagens do sistemas de irrigação
localizados
 Operação de limpeza e manutenção frequente e
constante;

 Demanda limpeza de arraste periódicas nas linhas


laterais;

 Suscetibilidade de entupimento dos emissores;

 Incrustação por raízes nos sistemas enterrados;

 Demanda mão de obra especializada para operação;

 Exigência de elevado nível de manejo para operação e


manutenção;

 Pode ocasionar salinização do bulbo molhado;

 Altamente dependente da qualidade da água bruta


(incrustação por ferro, matéria orgânica);

 Não é um Sistema para qualquer um!!!


Componentes do Sistema de irrigação localizada

Bombeamento
Filtragem
Distribuição
Emissores
Fertirrigação
Automoação
Componentes do Sistema localizado
Bombeamento
Conjunto motobomba:
Bombas do tipo Centrífuga;
Motores elétricos ou a diesel

• Sucção:
• Fixa
• Flutuante
Componentes do Sistema localizado
Cabeçal de controle

Manifold de Saída
Componentes do Sistema localizado
Sistema de filtragem

Proteção do sistema de irrigação

Tipos de filtro:
Tela
Disco
Areia

Escolha filtro: depende da qualidade da água

Manutenção
Componentes do Sistema localizado
Sistema de filtragem
Filtragem em Profundidade

Filtragem Superficial

Filtros de discos

Filtros de telas

Filtros de areia
Filtragem
Filtragem
Filtragem

Limpeza do Filtro:
Manual
Automática (Retrolavagem)

 Quando realizar?
- Quando a perda de carga no filtro for maior que 5 mca
Rede de distribuição de sistemas localizados
Dimensionamento de setores e parcelas de irrigação

Adutora
Linha Principal
Linha Secundária
Lateral (gotejadores ou
microaspersores)
Instalação da rede hidráulica

Rede Hidráulica
Instalação da rede hidráulica

Cavaletes
Tipos de emissores gotejadores

Tipos de Gotejadores
Autocompensado
Não autocompensado

Integral Autocompensado

De Inserção
Integral não autocompensado
(Não Autocompensado e
Autocompensado)
Tipos de emissores Microaspersores

Microaspersores
Tipos de emissores Microaspersores

Microaspersores
Tipos de emissores Microaspersores

Microaspersores
Fertirrigação

 Fracionamento da dose de fertilizante para suprir exigência nutricional


das plantas

 Aumenta eficiência de utilização dos fertilizantes

 Diminui lixiviação de nutrientes

 Fertilizantes prontos para serem absorvidos

 Reduz mão de obra;

 Melhor forma de aplicar N e K no Café (Santinato et. al. 1989)

 Necessita de fertilizantes específicos


Fertirrigação
Cuidados da Fertirrigação

Cuidados na fertirrigação:
Tempo de avanço
Tempo de injeção
Tempo de lavagem
Automação

Acionamento dos registros, através de dispositivo programável.

Deve ser decidido na concepção do projeto executivo.

Deve contemplar requisitos que viabilizem sua implantação com boa


operacionalidade.

Componentes da automação

Válvulas hidráulicas.

Pilotos.

Relés hidráulicos.

Teds.

Aquativ.

Controlador.
Determinação da Lâmina de Projeto e Vazão do
Sistema localizado

• Para expressar a máxima irrigação real necessária em L/planta, utiliza-se a


seguinte equação:

𝐼𝑅𝑁𝑚á𝑥 = 𝐶𝐴𝐷 ∗ 𝑓 ∗ 𝐹𝑊 ∗ 𝑆𝑟 ∗ 𝑆𝑝

em que:
• IRNmáx – máxima irrigação real necessária (máxima lâmina líquida de irrigação);
• f – fator de depleção ou de consumo de água do solo (Tabela 1.1);
• Fw – fração da área total que é molhada;
• Sr – espaçamento entre linhas de plantio (m);
• Sp – espaçamento entre plantas na linha;
• CAD – capacidade total de água disponível do solo, mm; 𝐶𝐴𝐷 = 𝜃𝑐𝑐 − 𝜃𝑝𝑚𝑝 ∗ 𝑧
• θcc – umidade do solo na capacidade de campo, m3 m-3 ;
• θpmp – umidade do solo no ponto de murcha permanente, m3 m-3 ;
• z – profundidade efetiva do Sistema radicular, m.
Sistemas de irrigação

É importante ter em mente que não existe sistema de irrigação


melhor ou pior do que o outro, mas existe sim um sistema de
irrigação mais adequado que o outro dependendo da situação.

Todos os sistemas tem suas vantagens e desvantagens.

Irrigação por superfície;

Aspersão convencional

Pivos

Canhão

Localizados
Aspersão versus Localizada
Espaçamento
Comparando culturas com espaçamento adensado com culturas mais espaçadas.
Espaçamento menos adensado: como é o caso do café, abacate e laranja, a irrigação
localizada é o sistema mais adequado.
Em espaçamento mais adensados (milho, soja), o sistema de localizada acaba ficando muito
caro devido ao maior número de plantas na área o que faz com que o sistema precise de mais
emissores.
Aspersão versus Localizada
Demanda de água
Quando comparando um sistema de irrigação localizada e aspersão para uma mesma área é
possível ver a diferença entre gasto de água que os dois sistemas utilizam.

Exemplo:
Uma cultura com os seguintes dados:

Dados Unidades Resultado Localizada


Ucc 0,25 kg/kg Fc 0,98 500 plantas/há
Upmp 0,18 kg/kg KL 0,98 19656 Litros/há*dia
Massa esp. do solo 1300 kg/m3 IRN 117,94 L/planta 100 hectares
Profundidade 0,6 m CAD 54,6 mm 93,6 m3/h
Fração de área molhada pelo emissor (Fw) 0,52 - IRNmax 283,92 L/planta
Fator de depleção de água no solo (f) 0,5 - Trmax 7,22 dias
Eto 4,2 mm/d
Espaçamento Sp 4 m
Espaçamento Sr 5 m 74L/pl.dia
Diâmetro da projeção da copa 5 m
TR 3 dias
Kc 0,9

Localizada = 176,4m3/h x Aspersão = 180m3/h


Aspersão versus Localizada
Demanda de água 𝜋. 52
𝐴𝑟𝑒𝑎 𝑃𝑙𝑎𝑛𝑡𝑎 = 𝐴. 𝑝𝑙 = → 19,64𝑚2
5 4
𝐸𝑠𝑝𝑎ç𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 = 5 ∗ 4 → 20𝑚2

19,64
𝐹𝑤 = → 0,98
20
4

𝐸𝑡𝑐. 𝑝𝑙 = 𝑘𝑐 ∗ 𝐹𝑤 ∗ 𝐸𝑇𝑜 → 0,9 ∗ 0,98 ∗ 4,2 = 3,704 𝑚𝑚 𝑑

Vol. 𝑝𝑙 = 𝐸𝑇𝑐. 𝑝𝑙 ∗ 𝐴𝑟𝑒𝑎 → 20𝑚2 ∗ 3,704 𝐿 𝑚2 𝑑 → 74 𝐿 𝑝𝑙.𝑑

𝑁. 𝑝𝑙 10000 10000 𝑝𝑙
= → → 500 ℎ𝑎
ℎ𝑎 𝐴𝑟𝑒𝑎. 𝑒𝑠𝑝𝑎𝑐𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 20

𝑝𝑙
𝑁. 𝑝𝑙𝑎𝑛𝑡𝑎 = 100ℎ𝑎 ∗ 500 ℎ𝑎 → 50.000𝑝𝑙𝑎𝑛𝑡𝑎𝑠
3 3
74𝐿 𝐿 3704,4𝑚 3704,4𝑚 𝑚3
𝑉𝑜𝑙𝑢𝑚𝑒 = 50.000𝑝𝑙 ∗ → ↔ → 𝑄 = 176,4
1000 𝐿 𝑚3 𝑝𝑙. 𝑑 𝑑𝑖𝑎 21ℎ𝑜𝑟𝑎𝑠 ℎ
Aspersão versus Localizada
Demanda de água 𝜋. 52
𝐴𝑟𝑒𝑎 𝑃𝑙𝑎𝑛𝑡𝑎 = 𝐴. 𝑝𝑙 = → 19,64𝑚2
6 4
𝐸𝑠𝑝𝑎ç𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 = 6 ∗ 4 → 24𝑚2

19,64
𝐹𝑤 = → 0,82
24
4

𝐸𝑡𝑐. 𝑝𝑙 = 𝑘𝑐 ∗ 𝐹𝑤 ∗ 𝐸𝑇𝑜 → 0,9 ∗ 0,82 ∗ 4,2 = 3,09 𝑚𝑚 𝑑

Vol. 𝑝𝑙 = 𝐸𝑇𝑐. 𝑝𝑙 ∗ 𝐴𝑟𝑒𝑎 → 24𝑚2 ∗ 3,09 𝐿 𝑚2 𝑑 → 74,24 𝐿 𝑝𝑙.𝑑

𝑁. 𝑝𝑙 10000 10000 𝑝𝑙
= → → 417 ℎ𝑎
ℎ𝑎 𝐴𝑟𝑒𝑎. 𝑒𝑠𝑝𝑎𝑐𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 24

𝑝𝑙
𝑁. 𝑝𝑙𝑎𝑛𝑡𝑎 = 100ℎ𝑎 ∗ 417 ℎ𝑎 → 41.700𝑝𝑙𝑎𝑛𝑡𝑎𝑠

74,24𝐿 𝐿 3096𝑚3 3096𝑚3 𝑚3


𝑉𝑜𝑙𝑢𝑚𝑒 = 41.700𝑝𝑙 ∗ → ↔ → 𝑄 = 147,5
1000 𝐿 𝑚3 𝑝𝑙. 𝑑 𝑑𝑖𝑎 21ℎ𝑜𝑟𝑎𝑠 ℎ
Aspersão versus Localizada
Vazão do sistema
Microaspersão e Gotejamento diferem entre si quanto a aplicação de água, no gotejo aplicam-se
vazões menores, de 1 a 20 L/h, gota a gota, e na microaspersão a água é aplicada de maneira
pulverizada de 20 a 150 L/h
Na aspersão, as vazões variam de menos de 1000 L/h, para aspersores de pequeno porte, à
mais de 6000 L/h para aspersores de grande porte
Aspersão versus Localizada
Pressão de serviço:
A pressão de serviço da maioria dos tipos de gotejadores está em torno dos 10 mca;
Já na microaspersão a pressão de serviço está na casa dos 20 mca;
A pressão de serviço nos aspersores está na faixa de 25 mca ≤ Ps ≥ 40 mca
Para os emissores dos pivos as pressões de serviço estão enter 10 PSI e 15 PSI;
Aspersão versus Localizada
Distribuição da lâmina:
No gotejamento a aplicação de água é feita sob forma de “ponto fonte” ficando a superfície
do solo com uma área molhada com forma circular e seu volume molhada com forma de
bulbo. Quando os pontos do gotejamento são próximos um dos outros, forma-se uma faixa
molhada continua.
Na microaspersão, a área molhada apresenta-se em forma de discos ou faixas molhadas em
baixo da copa das plantas
Na aspersão a agua é aplicada em forma de precipitação, ou seja, simula uma chuva sobre as
plantas, irrigando a área como um todo.
Aspersão versus Localizada
Condições climáticas:
Em casos onde há muito vento, baixa umidade relativa e temperaturas elevadas,
recomenda-se irrigação por gotejamento;
Em caso de muito vento, a uniformidade de distribuição de água pelo sistema de aspersão é
muito afetada;
Em caso de baixa umidade relativa e temperaturas elevadas, há muita perda de água por
evaporação.
Aspersão versus Localizada

Aspersão
Vantagens Limitações

• Dispensa preparo e • Elevados custos iniciais,


sistematização do Terreno; de operação e de
• Permite um bom controle manutenção;
da Lâmina de Água a ser • Distribuição muito
aplicada; afetada por fatores
• Possibilita a Economia de climáticos;
mão de obra; • Favorece o
• Possibilita a economia de Desenvolvimento de
água (maior eficiência); algumas doenças;
• Permite a aplicação de • Risco de Selamento da
fertilizantes e tratamentos Superfície do solo;
fitossanitários. • Imprópria para água com
altos teores de sais.
Aspersão versus Localizada

Localizada

Vantagens
Limitações
• Mais economia e
• Sensibilidade ao
eficiência na aplicação
entupimento;
de água;
• Desenvolvimento do
• Menor risco do efeito;
Sistema Radicular;
de sais para as plantas;
• Custos.
• Reduzida Mão de Obra;
• Adapta-se diferentes
tipos de solo e
topografia.
Aspersão versus Localizada

Aspersão Localizada

• A água é aplicada sobre a folhagem • Aplica-se água localizadamente sobre a


da cultura e sobre o solo; superfície do solo, sob a copa das plantas;
• Sistemas com média e alta pressão • Sistemas com baixa pressão de
de funcionamento; funcionamento;
• Lâminas maiores; • Lâminas menores;
• Maior frequência de irrigação • Menor frequência de irrigação
Sistemas Adaptados
As adaptações ou sistemas de irrigação feitos sem projeto e outorga causam muito prejuízos
que variam de falta de pressão para operação correta do sistema, que leva a uma baixa
uniformidade e eficiência da irrigação, à excesso de vazamentos devido a pouca manutenção.
Sistemas Adaptados

Você também pode gostar