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MANUAL DE UTILIZAÇÃO DO

PROGRAMA TPCTCA

REV. VERIF. APROV. DATA DESCRIÇÃO

C.R. GONTIJO ENGENHARIA DE PROJETOS S/C LTDA.

TÍTULO:
PROGRAMA TPCTCA

Conferência: Aprovação: Data: IDENTIFICAÇÃO: Rev.:


TPCTCA.DOC
05/12/00 ___/___/___ ___/___/___ 05/12/00
REV. VERIF. APROV. DATA DESCRIÇÃO

C.R. GONTIJO ENGENHARIA DE PROJETOS S/C LTDA.

TÍTULO:
PROGRAMA TPCTCA

Conferência: Aprovação: Data: IDENTIFICAÇÃO: Rev.:


TPCTCA.DOC
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C.R. GONTIJO ENGENHARIA DE PROJETOS S/C LTDA.

ÍNDICE

1. PREPARAÇÃO DOS DADOS........................................................................................................

1.1 PROGRAMA TPCTCA - CÁLCULO DAS TENSÕES E FLECHAS......................................................

1.1.1 EXPRESSÕES UTILIZADAS PELO PROGRAMA......................................................................................

1.1.2 DESCRIÇÃO DOS REGISTROS UTILIZADOS PELO PROGRAMA..........................................................

1.1.3 DADOS NECESSÁRIOS PARA A DETERMINAÇÃO DAS TRAÇÕES E FLECHAS MÁXIMAS NOS CABOS

1.1.4 EXEMPLO.....................................................................................................................................................
1.1.4.1 ARQUIVO DE DADOS DE ENTRADA (ARQUIVO.DAT)..................................................................
1.1.4.2 ARQUIVO DE RESULTADOS...........................................................................................................

Data: 05/12/00 - Manual de Programa PROGRAMA TPCTCA

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1.PREPARAÇÃO DOS DADOS
1.1PROGRAMA TPCTCA - CÁLCULO DAS TENSÕES E FLECHAS
Cálculo de tensões e flechas em condutores aéreos de subestação.

1.1.1EXPRESSÕES UTILIZADAS PELO PROGRAMA


a)Bibliografia utilizada
· Esforços e flechas em condutores aéreos de subestações.
Herbert Horugel - Mundo Elétrico - 09/1978
· Cálculo das flechas em barramentos de subestações.
Alexandre Bodak - Mundo Elétrico - 09/1972
· Short Span Sag Calculations With Insular Bells. Thomas E.
Leland - Journal of the Power Division Proceedings of the
American Society of Civil Engineers.
· Projetos mecânicos das linhas aéreas de transmissão.
Rubens Dario Fuchs e Márcio Tadeu de Almeida

b)Resumo das expressões


Equações que permitem determinar as variações de esforços e
flechas em função da temperatura e sobrecargas diversas nos
condutores aéreos de subestações, levando em consideração a
influência das cadeias de ancoragem.

b.1) Simbologia e unidades


a (cm) = Distância horizontal entre extremos da
cadeia;
b (cm) = Distância horizontal entre extremos do
condutor;
f (cm) = Flecha no centro do vão;
s (cm2) = Seção do condutor;
ti(ºC) = Temperatura do condutor;
E (kgf/cm2) = Módulo de elatisticidade do condutor;
G (kgf) = Peso da cadeia de isoladores;
P (kgf) = Peso do condutor;
Ra,Rb (kgf) = Esforço resultante da composição de esforços
verticais e horizontais na cadeia e no condutor;
Ti (kgf) = Tensão de tração no condutor;
Va, Vb = Esforço horizontal devido ao vento na cadeia
e no condutor;
 (ºC )-1
= Coeficiente de dilatação térmica linear do
condutor.

b.2) Flecha no centro do vão


f = fa + fb
a
fa = (G + P) - Cadeia de isoladores
2.s.t
b.p
fb = - Condutor
8.s.T
b.p + 4.a.(G + P)
f= - Flecha total
8.s.T

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Com ação do vento, substituir os seguintes valores:

P por R1 = P2 + Vb2
G por R2 = G2 + Va2

b.3) Tensões no Condutor

- Sobrecargas verticais uniformemente distribuídas (gelo);


- Substituir os valores de P e G por outros correspondentes
aos valores com sobrecargas;
- Sobrecargas horizontais (vento);
- A análise é feita com a resultante das forças verticais e
transversais.

b.4) Equação de mudança de estado

K T1 K © T2
2 - - q.Ti = - - q.T2
T1 E T22 E
1
K = 2
[b. P2 + 2. a. G2 + 6. a.(G + P)2]
24. b. s
1
K©= {b.(P2 + Vb2) + 2.a.[(G + P)2 + 6.a.( Va + Vb)2]}
24.b.s2

1.1.2DESCRIÇÃO DOS REGISTROS UTILIZADOS PELO PROGRAMA

Registro Tipo 1

Dados referentes ao cabo condutor ou pára-raios:

01:04 - ‘CABO’
05:05 - NCAB - Número de cabos por fase.
06:20 - CÓDIGO - Código identificador do cabo.
21:30 - PUNI - Peso unitário do cabo (kg/m).
31:40 - DCAB - Diâmetro do cabo (cm).
41:50 - SECAO - Área total da seção do cabo (cm2).
51:60 - ELAST - Módulo de elasticidade do cabo(kgf/cm2)
61:70 - DILAT - Coeficiente de dilatação térmica(ºC-1)
71:80 - RUPT - Carga de ruptura do cabo (kgf).
81:85 - ICREEP - Equivalente térmico do CREEP (ºC).
86:90 - ALFA - Coeficiente de arrasto do condutor.

Registro Tipo 2

Dados referentes à cadeia de ancoragem:


Serão utilizados 2 registros, um para cada cadeia.

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01:04 - ‘CAD’.
05:05 – NCAD - Número de conjunto de isoladores da
cadeia.
Cadeia simples = 1
Cadeia dupla = 2
06:20 – CÓDIGO - Código identificador da cadeia –
atualmente sem utilização.
21:30 – DIAM - Diâmetro do isolador - (cm).
31:40 – PASSO - Passo da cadeia de isoladores (cm).
41:50 – XXO - Comprimento da cadeia de isoladores(cm).
51:60 – PCAD - Peso da cadeia de isoladores (kg).
61:65 – NART - Número de articuladores da cadeia.

Atualmente o programa só considera cadeias iguais utilizando, para


o cálculo ,os dados do segundo registro de cadeias.

Registro Tipo 3

Dados gerais de cálculo para a condição de partida:

01:04 - ‘INIC’.
05:05 - Vento na condição de partida
‘V’ - temperatura inicial com vento
‘S’ - temperatura inicial sem vento
06:15 - TENSÆ - Valor da tensão no condutor na condição
de partida: temperatura inicial
(kgf/cm2)= T.(part)/S.
16:20 - PRESÆ - Valor da pressão de vento para a tração
inicial (kgf/m2).
21:25 – PRESSÃO - Componente da pressão de vento nos cabos
e cadeias (kgf/m2).
26:30 – DIREC - Ângulo formado pela direção do vento e o
cabo condutor (graus).
31:35 – ITEMP - Temperatura inicial (partida) (Cº).
36:40 – NTEMP - Número de temperaturas utilizadas para a
determinação das tensões e flechas £ 20.
41:140 - NTER(I) - Até 20 temperaturas com codificação de 5
em 5 colunas - 20I5.

Registro Tipo 4 - n registros

Dados do vão entre pórticos ou entre torres,utilizados no cálculo


das flechas e tensões

01:03 - ‘TOR’
04:05 - Número de identificação do vão.
06:20 – TORRE - Identificação alfa numérica dos pórticos
ou torres relativas ao vão.
21:30 – VAOH - Vão horizontal (m)- Retirar as semi larguras
dos pórticos.
31:40 – DESN - Desnível entre pórtico ou entre torres
(m).

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1.1.3DADOS NECESSÁRIOS PARA A DETERMINAÇÃO DAS TRAÇÕES E FLECHAS MÁXIMAS
NOS CABOS
a)Dados referentes às estruturas:
1) Comprimento do vão entre as estruturas.
2) Altura dos pontos de ancoragem dos cabos pára-raios e
condutores nos pórticos.
3) Localização geográfica da estrutura;
4) Desnível entre suportes de um mesmo vão;
5) Largura da viga do pórtico.

OBS:
- 2 e 3 são necessários para o cálculo da pressão de vento nos
cabos. Todos dados acima devem ser fornecidos pelo cliente.

b)Dados referentes aos cabos:


1) Tipo de cabo;
2) Peso;
3) Diâmetro;
4) Área total da seção transversal;
5) Módulo de elasticidade;
6) Coeficiente de dilatação linear;
7) Carga de ruptura;
8) Coeficiente de arrasto do condutor;
9) Máxima tração de esticamento por fase;
10)Número de cabos por fase.

OBS:
a) 1, 5, 6, 9, 10: Fornecidos pelo cliente.
B) 2, 3, 4, 7: Catálogo dos fabricantes.
c) 8: Encontra-se nas normas (ex: NBR 5422).
d) Foram usados o módulo de elasticidade inicial e o coeficiente
de dilatação térmica inicial para o cálculo das tensões e
flechas. Consideramos que os cabos foram tracionados pela
primeira vez, descrevendo características semelhantes às dos
cabos homogêneos que utilizam Ei e ai para o cálculo das
tensões e flechas.
e) O valor da tração máxima não deve ultrapassar 33% da carga de
ruptura do cabo para todas as hipóteses de cálculo e 20% da
carga de ruptura para a hipótese de condição de trabalho de
maior duração, caso não tenham sido adotadas medidas de
proteção contra efeito de vibração.
f) As flechas totais no centro do vão, são, no caso de
subestações, mantidas entre 1% e 3% do vão total.
a) O coeficiente da dilatação térmica e o módulo de elasticidade
podem ser obtidos na tabela da página 118 do livro de
projetos mecânicos das linhas Aéreas de Transmissão.

c)Dados referentes aos isoladores:


1) Número de cadeias;
2) Diâmetro do isolador;
3) Passo do isolador;
4) Comprimento de cadeia;
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5) Peso da cadeia;
6) Nº de isoladores.
OBS:- Os dados acima devem ser fornecidos pelo cliente.
d)Dados gerais:
1) Condições de partida inicial:
- Temperatura inicial;
- Tensão máxima de esticamento;
- Vento inicial.
2) Valores das temperaturas que deverão ser consideradas;
3) Equivalente térmico para o CREEP.

e)Observações:
f)Os dados acima devem ser fornecidos pelo cliente;
g)CREEP ou fluência é o escoamento ou deformação plástica
do material, que ocorre com o tempo, sob carga, após a
deformação inicial, resultante da aplicação da carga.

1.1.4EXEMPLO

Os registros listados a seguir constituem uma seqüência de dados


utilizados no cálculo de tensões e flechas.

CAB 1 CAA CURLEW 1.9795 3.162 5.9153 520300.0.00001818 15162 10 1.0


CAD11 CADEIA SIMPLES 25.4000 14.600 177.6000 45 10
CAD21 CADEIA SIMPLES 25.4000 14.600 177.6000 45 10
INI V 253.58 101 101 90 10 13 -5 0 5 10 15 20 25 30 35 40 50 60 70
TOR 2 VAO 59.00 m 58.50 0.00
TOR 1 VAO 66.23 m 65.73 5.50
INI V 253.58 101 50.5 45 10 13 -5 0 5 10 15 20 25 30 35 40 50 60 70
TOR 2 VAO 59.00 m 58.50 0.00
TOR 1 VAO 66.23 m 65.73 5.50
CAB 1 CAA DRAKE 1.6286 2.813 4.6842 611700. 0.0000180 13847 10 1.0
CAD11 CADEIA SIMPLES 25.4000 14.600 177.6000 45 10
CAD21 CADEIA SIMPLES 25.4000 14.600 177.6000 45 10
INI V 320.23 101 101 90 10 13 -5 0 5 10 15 20 25 30 35 40 50 60 70
TOR 2 VAO 59.00 m 58.50 0.00
INI V 320.23 101 50.5 45 10 13 -5 0 5 10 15 20 25 30 35 40 50 60 70
TOR 2 VAO 59.00 m 58.50 0.00
CAB 1 DIAM 3/8" HS 0.4060 0.952 0.5172 1860000. 0.0000120 3153 10 1.0
CAD12 CADEIA DUPLA 0.0000 0.000 0.0000 0.0000 0
CAD22 CADEIA DUPLA 0.0000 0.000 0.0000 0.0000 0
INI V 580.05 105 105 90 10 13 -5 0 5 10 15 20 25 30 35 40 50 60 70
TOR 3 VAO 36.00 m 36.00 0.00
TOR 2 VAO 59.00 m 59.00 0.00
TOR 1 VAO 66.23 m 66.23 5.50
INI V 580.05 105 52.5 45 10 13 -5 0 5 10 15 20 25 30 35 40 50 60 70

TOR 3 VAO 36.00 m 36.00 0.00


TOR 2 VAO 59.00 m 59.00 0.00
TOR 1 VAO 66.23 m 66.23 5.50
CAB 1 DIAM 3/8" HS 0.4060 0.952 0.5172 1860000. 0.0000120 0 10 1.0
CAD12 CADEIA DUPLA 0.0000 0.000 0.0000 0.0000 0
CAD22 CADEIA DUPLA 0.0000 0.000 0.0000 0.0000 0
INI V 966.74 105 105 90 10 13 -5 0 5 10 15 20 25 30 35 40 50 60 70
TOR 3 VAO 36.00 m 36.00 0.00
TOR 2 VAO 59.00 m 59.00 0.00
TOR 1 VAO 66.23 m 66.23 5.50
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INI V 966.74 105 52.5 45 10 13 -5 0 5 10 15 20 25 30 35 40 50 60 70
TOR 3 VAO 36.00 m 36.00 0.00
TOR 2 VAO 59.00 m 59.00 0.00
TOR 1 VAO 66.23 m 66.23 5.50

1.1.5CÁLCULO DE TENSÕES E FLEXAS


Para a execução do programa , o engenheiro deverá seguir os passos
mostrados abaixo:
a) Copiar o arquivo DEMO.DAT para o arquivo de trabalho SE.DAT
(poderá ser um nome qualquer com extensão.DAT);
b) Preparar o arquivo com a inserção dos dados necessários para a
execução dos serviços;
c) Executar o programa TPCTCA;
d) O resultado dos cálculos estará no arquivo SE.L19.

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