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O MST

QUEM SÃO?
O Movimento Sem Terra está organizado em 24 estados nas cinco regiões do país.
No total, são cerca de 350 mil famílias que conquistaram a terra por meio da luta e da
organização dos trabalhadores rurais.

Mesmo depois de assentadas, estas famílias permanecem organizadas no MST, pois


a conquista da terra é apenas o primeiro passo para a realização da Reforma Agrária.

ORGANIZAÇÃO
LUTA PELA REFORMA AGRARIA: A luta pela Reforma Agrária consiste na
distribuição massiva de terras a camponeses, democratizando a propriedade
da terra na sociedade e garantindo o seu acesso, distribuindo-a a todos que a
quiserem fazer produzir e dela usufruir.

TRANSFOEMAÇÃO SOCIAL
A luta pela transformação social significa transformações na estrutura da sociedade
brasileira e um projeto de desenvolvimento nacional com justiça social. É a luta por
uma sociedade mais justa e fraterna, que solucione os graves problemas estruturais do
nosso país, como a desigualdade social e de renda, a discriminação de etnia e gênero, a
concentração da comunicação, a exploração do trabalhador urbano.

ALÉM DISSO
Sabemos que a solução para estes problemas só será possível por meio de um Projeto Popular
para o Brasil - fruto da organização e mobilização dos trabalhadores e trabalhadoras. E
confiamos que a realização da Reforma Agrária, democratizando o acesso à terra e produzindo
alimentos, é nossa contribuição mais efetiva para a realização de um Projeto Popular.

Por isso, o MST participa também de articulações e organizações que buscam transformar a
realidade e garantir estes direitos sociais. Nacionalmente, participamos do Fórum Nacional da
Reforma Agrária, da Coordenação dos Movimentos Sociais e de campanhas permanentes ou
conjunturais. Internacionalmente, somos parte da Via Campesina, que congrega os
movimentos sociais do campo dos cinco continentes.
Nossa produção
Uma das nossas principais contribuições para a sociedade brasileira é cumprir nosso
compromisso em produzir alimentos saudáveis para o povo brasileiro. Fruto da organização de
cooperativas, associações e agroindústrias nos assentamentos, procuramos desenvolver a
cooperação agrícola como um ato concreto de ajuda mútua que fortaleça a solidariedade e
potencialize as condições de produção das famílias assentadas, e que também melhorem a
renda e as condições do trabalho no campo.

Possuem: 100 COPERATIVAS, 96 AGROINDÚSTRIAS, 1.9 MIL associações, 350 MIL FAMÍLIAS
ASSENTADAS.

Assentamentos pelo Brasil


O assentamento é um espaço para o conjunto de famílias camponesas viverem, trabalhar e
produzir, dando uma função social a terra e garantindo um futuro melhor à população. A vida
no assentamento garante às famílias direitos sociais que não são garantidos a todo o povo
brasileiro, como casa, escola e comida.

O impacto da criação de um assentamento marca a vida de um município, tanto do ponto de


vista social como econômico. Em primeiro lugar, a terra ganha uma função social. Em segundo
lugar, um conjunto de famílias ganha instrumentos para a sua sobrevivência. Depois de um
período, constroem a casa, conquistam a escola e começam a produzir. A produção garante o
abastecimento de alimentos aos moradores das pequenas cidades e gera renda às famílias
assentadas.

Buscamos, em cada assentamento, desenvolver uma mentalidade e uma atitude de


Soberania Alimentar, compreendendo que a nossa função social é produzir alimentos, sendo
esta a nossa primeira tarefa histórica, eliminando a fome do meio das famílias camponesas.

EDUCAÇÃO
Durante os primeiros anos de luta, os Sem Terra reunidos sob a bandeira do MST tinham
como prioridade a conquista da terra. Mas eles logo compreenderam que isso não era o
bastante. Se a terra representava a possibilidade de trabalhar, produzir e viver dignamente,
faltava-lhes um instrumento fundamental para a comunidade de luta.

A continuidade a luta exigia conhecimentos tanto para lidar com assuntos práticos, como
para entender a conjuntura política econômica e social. Arma de duplo alcance para os Sem
Terra, a educação tornou-se prioridade do Movimento.

Possuem: mais de 2 mil escolas publicas construídas em assentamentos, 200 mil crianças,
jovens e adultos com acesso a educação garantida, mais de 100 cursos de graduação com
universidades publicas em todo o país.
Reforma agrária
A reforma agrária tem por objetivo proporcionar a redistribuição das propriedades rurais, ou
seja, efetuar a distribuição da terra para a realização de sua função social. Esse processo é
realizado pelo Estado, que compra ou desapropria terras de grandes latifundiários
(proprietários de grandes extensões de terra, cuja maior parte aproveitável não é utilizada) e
distribui lotes de terras para famílias camponesas.

Conforme o Estatuto da Terra, criado em 1964, o Estado tem a obrigação de garantir o direito
ao acesso à terra para quem nela vive e trabalha. No entanto, esse estatuto não é posto em
prática, visto que várias famílias camponesas são expulsas do campo, tendo suas propriedades
adquiridas por grandes latifundiários.

No Brasil, historicamente há uma distribuição desigual de terras. Esse problema teve início
em 1530, com a criação das capitanias hereditárias e do sistema de sesmarias (distribuição de
terra pela Coroa portuguesa a quem tivesse condições de produzir, tendo que pagar para a
Coroa um sexto da produção). Essa política de aquisição da terra formou vários latifúndios. Em
1822, com a independência do Brasil, a demarcação de imóveis rurais ocorreu através da lei do
mais forte, resultando em grande violência e concentração de terras para poucos
proprietários, sendo esse problema prolongado até os dias atuais.

A realização da reforma agrária no Brasil é lenta e enfrenta várias barreiras, entre elas
podemos destacar a resistência dos grandes proprietários rurais (latifundiários), dificuldades
jurídicas, além do elevado custo de manutenção das famílias assentadas, pois essas famílias
que recebem lotes de terras da reforma agrária necessitam de financiamentos com juros
baixos para a compra de adubos, sementes e máquinas, os assentamentos necessitam de
infraestrutura, entre outros aspectos. Porém, é de extrema importância a realização da
reforma agrária no país, proporcionando terra para a população trabalhar, aumentando a
produção agrícola, redução das desigualdades sociais, democratização da estrutura fundiária,
etc.

Questionamentos:
No Brasil, não é diferente. De cada dez alimentos que abastecem a mesa dos brasileiros, sete
vêm de propriedades pequenas, cujas produções modestas são da responsabilidade direta das
famílias que tocam a roça.

MST é o maior produtor de orgânicos do país. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem
Terra (MST) tornou-se o maior produtor de alimentos orgânicos do Brasil.

O MST e o maior exportador de orgânicos do país exportando pelo menos 30% desta
produção para demais países da América Latina, América do Norte, Europa e Oceania.

Dados do ainda inédito Atlas da Terra Brasil 2015, feito pelo CNPq/USP, mostram que 175,9
milhões de hectares são improdutivos no Brasil.

Levantamento feito pelo De Olho Nos Ruralistas, utilizando dados da Procuradoria-Geral da


Fazenda Nacional (PGFN), mostra que apenas 50 empresas ligadas ao agronegócio que mais
devem tributos à União acumulam R$ 205 bilhões em débitos. // enquanto isso o movimento
do MST paga todos os seus impostos em dia.