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A Arte para en breve saber Latin (Salamanca 1595) de Francisco Sánchez de las
Brozas e a Arte de Grammatica, pera em breve saber Latim (Lisboa 1610) de
Pedro Sánchez

Chapter · January 2013


DOI: 10.1515/9783110300017.549

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1 author:

Gonçalo Fernandes
Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
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Gonçalo Fernandes (UTAD / CEL)

A Arte para en breve saber Latin (Salamanca 1595) de Francisco Sánchez


de las Brozas e a Arte de Grammatica, pera em breve saber Latim (Lisboa
1610) de Pedro Sánchez

1. Introdução

Francisco Sánchez de las Brozas (1523-1600), filho de Francisco Núñez e Leonor Díez,
sobrinho, por parte da mãe, de Rodrigo Sánchez, prior de Óbidos, capelão da rainha D.ª
Catarina da Áustria ou de Habsburgo (1507-1578), esposa do rei D. João III (1502-1557), e
mestre de Latim da infanta D.ª Maria Manuela (1527-1545), futura esposa do seu primo
Filipe I de Portugal e II de Espanha (1527-1598), sobrinho ainda de Pedro Sánchez
(ca.1511-ca.1580), “notável poeta novilatino” (Ramalho 1980: 237), e de Salvador
Sánchez, pai de Pedro Sánchez, nasceu numa aldeia da província de Cáceres, chamada Las
Brozas, terra natal de sua mãe, onde permaneceu até 1534.
Entre os 11 e os 20 anos, viveu em Portugal, como pajem1 da rainha D.ª Catarina e do
rei D. João III, estudou Humanidades em Évora até aos 14 anos e prosseguiu os estudos em
Lisboa, até aos 20 anos, para onde se havia mudado a corte portuguesa.
Em 1543 regressou a Espanha, acompanhando o séquito da infanta D.ª Maria para
Valladolid, mas, com a morte prematura da rainha, em 1545, Francisco Sánchez deixou a
corte e instalou-se em Salamanca, doutorando-se em Humanidades na Universidade de
Valladolid, em 1551. Em 1554 foi nomeado Regente de Retórica no Colégio Trilingue, em
1573 ocupou a Cátedra de Retórica na Universidade de Salamanca, em 1576 ficou também
com a Cátedra de Grego e só em 1593, com 70 anos, ano em que se jubilou, a de Latim,
não chegando, por isso, a exercer. O Brocense faleceu a 5 de Dezembro de 1600, em casa
do seu filho Lorenzo, médico em Valladolid.
Por seu lado, Pedro Sánchez (?-1635) era filho de Salvador Sánchez, sobrinho de Pedro
e Rodrigo Sánchez, com quem viveu em Óbidos e por quem foi educado (Machado 1752:
616), e, por isso, também sobrinho de Leonor Díez e primo de Francisco Sánchez de las
Brozas. Foi bacharel em Teologia, organista e compositor de músicas religiosas, professor
dos rudimentos de Latim em Óbidos e Beneficiado na Igreja de Santa Maria de Óbidos,
tendo falecido a 13 de Abril de 1635, em Lisboa, em casa de um primo, Pedro Sánchez
Farinha.
Apesar das dúvidas levantadas por Costa Ramalho sobre o grau de parentesco entre o
                                                                                                               
1
Há documentos na Torre do Tombo que referem um Francisco Sánchez como luveiro de D.ª
Catarina, mas, até esta fase das investigações, não foi possível sabermos se se trata da mesma
pessoa.
Gonçalo Fernandes

filho de Pedro Sánchez, irmão de Rodrigo e de Salvador Sánchez, e o Brocense, na análise


que fez a uma carta de 20 de Dezembro de 1559 de Pedro Sánchez a seu filho Luís, que, à
data, estudava no Colégio das Artes em Coimbra, em que se refere ao Brocense como “est
et Brocensis tibi sanguine iunctus auito”, que traduz por “é o Brocense teu parente pelo
sangue de antepassados” (Ramalho 1980: 238), parece-nos hoje seguro que Pedro Sánchez
e Francisco Sánchez são, de facto, primos em primeiro grau, e que o sintagma usado pelo
próprio, na dedicatória da gramática, “…Francisci Sanctii Brocensis, consanguinei mei”
(Sánchez 2008: 7) deve ser interpretado em sentido estrito, isto é, “…Francisco Sánchez
Brocense, meu consanguíneo”.

2. Arte para en breve saber Latin (Salamanca 1595)

Francisco Sánchez de las Brozas publicou uma gramática latina sintetizada, pelo menos
oito vezes, ao longo de 33 anos, entre 1562 e 1595, segundo Jesús María Liaño Pacheco, a
que deu o título mutatis mutandis de Verae breuesque grammatices latinae institutiones. Na
edição de 1595, o título é acrescido de caeteres fallaces & prolixae.

Estas Institutiones no reflejan la edición abreviada de 1576, sino la de 1566, aunque se


aprovechó la licencia dada entonces como consta expresamente en el párrafo que precede a la
aprobación (Liaño Pacheco 1971b: 203).

Com efeito, apesar de publicadas em 1595, oito anos, portanto, depois da Minerva seu de
causis linguae Latinae (Salamanca 1587), o Brocense segue a divisão das partes orationis
anterior, isto é, em seis classes:

Voces numeri participes sunt, Nomen, Verbum, Participium. Expertes numeri: Praepositio,
Aduerbium, Coniunctio. Quae partes orationis appelantur (Sánchez de las Brozas 1595a: 12r),

quando na edição definitiva da Minerva as partes do discurso eram apenas 3, nome, verbo e
partículas (Sánchez de las Brozas 1587: 10r.), dividindo estas em preposição, advérbio e
conjunção, retirando, por isso, o particípio como parte do discurso autónoma, que introduz
novamente nas Institutiones, como

Participium est vox particeps numeri casualis, tempus, & constructionem a verbo ducens:
Amans, amaturus, in actiua omnia tempora adsignificant; sicut Amatus, & amandus in passiua
(Sánchez de las Brozas 1595a: 13v).

Curioso é o facto de, nas Annotatiunculae, fazer referência à Minerva de 1587, por algumas
vezes:

Quoniam Minerva nostra dilucide, vere, atque ordine Grammaticorum tenebras discuit: &
praeceptorũ, quae hic traduntur, exactam reddit rationẽ: hic tantum aliqua, quae ad has
institutiones explanandas spectant, obiter percurremus (Sánchez de las Brozas 1595a: 27r).

Se dúvidas houvesse sobre a edição da Minerva, a que se estava a referir, as passagens


A Arte para en breve saber Latin

seguintes são muito elucidativas:

Datiuo sensu, vel sensui. Quam sit in vsu datiuus in V: abũde docet nostra Minerva lib. 3. cap.
9. vbi exploditur foetidum illud supinum in V (Sánchez de las Brozas 1595a: 27r);

Nam in magna Tarento deest vrbs: in molle Tarentum, deest oppidum, vide Ellipsin, causas
quare in Minerua. lib. I. cap. 8. (Sánchez de las Brozas 1595a: 28r).

Com efeito, o capítulo IX do Livro III da Minerva analisa o “Supinum in VM admittitur, in


V. excluditur” (Sánchez de las Brozas 1587: 141r) e o capítulo VIII do Livro I a “de
Declinatione” (Sánchez de las Brozas 1587: 23r).
Em síntese, as Verae breuesque grammatices latinae institutiones, caeteres fallaces &
prolixae são uma reedição das Institutiones de 1566, apesar de o Brocense ter aproveitado a
licença de 1576, embora com algumas anotações finais que refletem parcialmente o
pensamento linguístico da Minerva seu de causis linguae Latinae (Salamanca 1587).
Por outro lado, ainda que defendesse há muito a utilização do Romance no processo de
ensino-aprendizagem do Latim e de nas Verae breuesque grammatices latinae institutiones
expusesse em Romance os capítulos sobre as declinações e os verbos, com a tradução
inclusive dos tempos e das pessoas verbais, o Brocense nesta edição apresenta, entre os
fólios 44 e 48, uma Arte para en breve saber Latin, totalmente em Romance, com os
exemplos em Latim, e um excurso final, não paginado, de 4 fólios com uma síntese das
regras da gramática latina em verso (Ponce de León 2008: 257), que Pedro Sánchez
intitulou Breves quasdam grammaticae regulas Hispano carmine elaboratas in vulgus
(Sánchez 2008: 7) e cuja designação vamos adotar.
A Arte para en breve saber Latin está divida em apenas 3 capítulos. No primeiro,
acerca Del provecho que se faça de la Grammatica en Romance, o Brocense justifica que a
gramática latina para os primeiros anos de ensino, isto é, “en las escuelas de leer, i escriuir”
(Sánchez de las Brozas 1595b: 45v), deve ser escrita em Romance, porque

Mucho mejor se toma de memoria lo que se entiende, que no lo mal entẽdido, antes daña
mucho decorar lo que no se entiende por los malos accentos que se pengan, i el gran trabajo
con que se ganan.
Mejor se passa de la lengua sabida a la no sabida, que de la ignorada a la trillada (Sánchez de
las Brozas 1595b: 45r).

E acrescenta ainda que

La Grãmatica es para deprender Latin, i si esta en Latin, el niño ha menester maestro que se la
declare, de aqui nascen muchas difficultades, porque no siempre tiene el maestro a la mano, i
quando lo tenga, tiene mucho trabajo en percibir aquella estrañeza, i para retenerla otro maior, i
al fin faltando el maestro, el discipulo dexala lauor. I aun si esto se hiciesse seria suffrider o en
alguna manera, pero es lastima de oir lo que passa, i dolor de escreuirlo, que hazen al niño
decorar genero, i preteritos, i aũ toda el arte primero que le vengan a construir i declarar lo que
alli se contiene (Sánchez de las Brozas 1595b: 45r).

O Brocense argumenta, contra os que defendem a aprendizagem direta em Latim, que


até os gramáticos erram e usam de barbarismos vários:

(…) ninguna cosa se habla entre Grammaticos que sea Latin. Barbarismos son: Ego amo
Gonçalo Fernandes

Deum: homo bonus: agricola bona: dico quod: animaduertendũ est quod: teneor facere, per
casum quem quaeris per eundem respõdere teneris, i otras mil maldades que porque no se
quedẽ encaxadas no las digo (Sánchez de las Brozas 1595b: 45v).

No entanto, o Brocense vai mesmo mais longe e defende a escrita da gramática elementar
em verso, por forma a os alunos reterem melhor os conteúdos:

No es possible menos, que en algun genero de versos, escrevirse el arte para el Latin, porque
ansi se toma mas facilmente, i se retiene mejor. I no diga nadie que sera mas escura en verso,
porque para quien no entiende la sentencia, todo es vno. I pues ansi como ansi, toda arte (…)
tiene necessidad de maestro, mejor queda en verso que no en prosa (Sánchez de las Brozas
1595b: 45v – 46r).

O segundo capítulo das Verae breuesque grammatices latinae institutiones é dedicado


às regras de pronúncia do Latim ou Reglas para perfectamente leer, i pronunciar Latin
(Sánchez de las Brozas 1595b: 46v), onde o Brocense critica as pronúncias tradicionais
espanhola (e portuguesa) e italiana ou eclesiástica, defendendo a pronúncia clássica,
restaurada ou reconstituída, embora não lhe atribua esta designação, e a não utilização do
ípsilon grego em palavras latinas. Com efeito, para Francisco Sánchez,

(…) no hai Cha, che, chi, cho, chu. Ni ça, ce, ci, ço, çu. Ni ya, ye, yi, yo, yu (…). la consonante
no puede mudar el son que hiziere con la a: vt Ca, ce, ci, co, cu (…). Siempre se guarde el
sonido de Ga, como Ga, ge, gi, go, gu (…). Ta, te, ti, to, tu, se diga siempre, aunque tras la ti, se
siga vocal, vt gratia, iustitia (…). Los diphthongos han de sonar sus dos letras enteras en vn
sonido (…), ansi se ha de dezir en Latin magnae petrae, mui differente de, magne petre.
Coelum por el cielo, se ha de dezir (…), i quien bien lo pronuncia se escusa dos errores, el vno
de pronunciar la C, por ç, que es gran barbarie, i el otro de quitar al diphthongo su virtud
haziendo de oe, E (…). La letra y, es sola de los Griegos (…) i no se halla sino en nombres
Griegos (Sánchez de las Brozas 1595b: 46v – 47r).

No terceiro capítulo, o Brocense analisa as particularidades da terceira declinação,


incluindo as exceções e os nomes gregos.
Particularmente interessante é o excurso final, com 4 fólios, frente e verso, a duas
colunas, onde o Brocense apresenta uma síntese das regras gramaticais do Latim em verso
de arte menor, com cinco ou sete sílabas, e a justificação de ser mais fácil a memorização
por parte dos alunos. Começa assim:

En el nombre de Dios Padre


i Dios hijo celestial,
I Dios Espiritu sancto
comencemos a cantar
Canciones, que hasta agora
ninguno supo entonar (Sánchez de las Brozas 1595c: [49r]).

De seguida, apresenta uma definição de gramática e as suas partes:

La Grammatica es vna arte


de congruamente hablar
Quatro passos, o escalones
parra ellos has de passar.
A Arte para en breve saber Latin

Orthographia enseña letras,


Diphthongos, i su amistad
Valor de syllabas trata
la Prosodia, o Quantidad
Enseña la Analogia
declinar, i conjugar.
La quarta obra es Syntaxis
que es construir, i ordenar (Sánchez de las Brozas 1595c: [49r]).

Sobre as partes do discurso, o Brocense refere o seguinte:

Partes orationes sex sunt, Nomen,


Verbum, Participium, Praeposi-
tio, Adverbium, Coniunctio.
Todas vozes, o dictiones
en dos partes partiras:
Numero tienen tres dellas
sin numero las demas.
Dos numeros conocemos,
son Singular, i Plural
Petrus amat: hic docetur:
cernitis mysteria.
Nombre, Verbo, Participio
con cuenta, i Numero van,
Mas las otras tres postreras
sin numero quedaran (Sánchez de las Brozas 1595c: [49r]).

E, depois, apresenta cada uma das seis partes:

Nomen est vox particeps numeri


casualis, cum genere: Ex quibus
differentijs oritur declinatio.
Tiene el nombre Cuenta, i casos
Genero, i Declinacion
I es señal con que nombramos
todas las cosas que son (Sánchez de las Brozas 1595c: [49r]);

Verbum est vox particeps numeri


temporalis cum personis: Ex qui-
bus differentijs oritur coniugatio.
El verbo es voz que declara
las obras de nuestra action.
Por sus Numeros, i Tiempos,
Personas, Coniugation.
Tres tiempos hai naturales
praesente, i el que passò
I Futuro: mas en onze
Minerua los dividio.
Persona es mazcara, o cara,
por entrambos numeros,
Gonçalo Fernandes

Verbo Personal por ella,


O Impersonal se nombrò (Sánchez de las Brozas 1595c: [49r]);

Participios no diffieren
de Adiectiuos, sino es
Que rijen casos del Verbo,
con tiempos alguna vez (Sánchez de las Brozas 1595c: [49v]);

A estas praepositiones
Accusatiuo dare
Ad, apud, ante: cis, citra
contra, circa: Ergase (Sánchez de las Brozas 1595c: [49v]);

Aduerbio es como adiectiuo


del verbo, vt circiter.
Prope, proxime, vsque, procul,
pone, secus, pridie (Sánchez de las Brozas 1595c: [49v]);

Coniunction no ajunta casos,


mas ata sentencias,
Misi tibi, & ad amicos,
literas lepidulas (Sánchez de las Brozas 1595c: [49v]).

Sobre a Sintaxe, o Brocense refere

Construction es vn concierto
de las partes entre si
Que el Griego llama Syntaxis
i es concordar i regir (Sánchez de las Brozas 1595c: [51r]).

Curioso é ainda o facto de o Brocense não ter colocado em verso nem em Romance os
advérbios de lugar nem as figuras de construção e afirmar que estão bem nos fólios 25
verso e 26 recto, respetivamente, o que significa uma interrelação entre os dois textos, isto
é, as Institutiones, a Arte e as Regulae:

Las figuras de Construction no me parecio ponerlas en Romance, estan bien puestas en la Foja
26.
Los aduerbios locales bien estan en la foja 25 a la buelta (Sánchez de las Brozas 1595c: [52r]).

3. Arte de Grammatica, pera em breve saber Latim (Lisboa 1610)

Pedro Sánchez, por seu turno, primo do Brocense e educado pelo mesmo tio, Rodrigo
Sánchez, como vimos, publicou a primeira gramática latina em português com o título
sugestivo de Arte de Grammatica, pera em breve saber Latim: composta em lingoagem, e
verso Portugues. Com hun breve vocabulario no cabo, & algũas phrases latinas. Apesar de
só publicada em 1610, 15 anos depois, portanto, da do Brocense, esta já devia estar
A Arte para en breve saber Latin

concluída em finais 1605 ou no primeiro trimestre de 1606, pois a licença do S. Ofício,


assinada por Marcos Teixeira e Rui Pires da Veiga, é datada de 11 de Abril de 1606.
Com efeito, ao contrário da Arte para en breve saber Latin do Brocense, que assume
não ser a primeira gramática latina em Romance, mas a de Bernabé de Busto, publicada em
Salamanca em 1532 (Sánchez de las Brozas 1595b: 46r), a Arte de Grammatica, pera em
breve saber Latim de Pedro Sánchez é a primeira latina impressa escrita em português de
que temos conhecimento2, e o seu autor também afirma não saber de qualquer outra:

(…) non me latet viros aliquos doctissimos hanc institisse viam; quorum tamen vulgares
institutiones nullas adhuc ipse vidi, si vnas tãtum excipiam Francisci Sanctij Brocensis,
consanguinei mei (Sánchez 2008: [7]).

O título não deixa quaisquer dúvidas sobre a fonte de inspiração no Brocense,


especificamente a Arte para en breve saber Latin, mas Pedro Sánchez refere explicitamente
as Regulae, quando afirma:

quas [breues quasdam grammaticae regulas Hispano carmine elaboratas in vulgus] mihi im-
praesentiarum imitandas proposui: vt quemadmodũ ille iuuentuti Hispanae prodesse studuit, sic
& ego prodessem Lusitanae, & si non ea eruditione, ingenijue dexteritate (Sánchez 2008: [7]-
[8]).

Os fundamentos metodológicos e pedagógicos defendidos por Pedro Sánchez são,


efetivamente, os do Brocense, a saber, a utilização da língua materna dos estudantes no
processo de ensino-aprendizagem, a brevidade expositiva e a utilização do verso, para eles
memorizarem melhor os preceitos gramaticais:

Pello que cõ muita razão amoesta, & ensina Horacio na sua Poetica, ð toda a Arte seja breue; porð
assi se apprende com mais facilidade, & se conserua milhor na memoria (Sánchez 2008: [10]);

(…) ajuntey os preceitos, & regras de grãmatica ðme parecerão mais necessarios em verso, &
lingua vulgar pera mais claridade, & firmeza da memoria, cõ os exẽplos em Latim. Não
procurey buscar no verso muitos consoantes, porð como eu pretenda dar breues regras, &
claras; forçadamente o accarreto de consoantes, as farião prolixas, & escuras (Sánchez 2008:
[10]-[11]);

(…) quanto mais se accrecenta na arte, tanto menos fica na memoria, ainda dos estudantes
diligentes, como vemos por experiencia (Sánchez 2008: 15);

Erro grande he cuydar, que as regras de Grãmatica se ensinarão milhor em Latim ð o discipulo
não entende, ð na lingoa propria sua: donde vemos que pera milhor, & mais breue
entendimento da lingoa Grega, se faz a Arte em Latim, pera quem ja o sabe, cõ os exemplos em
Grego: & se tudo fosse Grego, seria nunca acabar. Nem basta dizer, que pois o discipulo ha de
saber Latim, que bom serà logo começar a entendello pellas regras da Arte (Sánchez 2008:
[11]-[12]);

                                                                                                               
2
O manuscrito Digby 26, de origem portuguesa do século XIV, da Bodleian Library da Universidade
de Oxford, tem entre os fólios 76r e 82v as Reglas pera enformarmos os menỹos en latin, que, não
sendo uma gramática completa, faz uma apresentação normativa, breve e simples, do
funcionamento linguístico do Latim.
Gonçalo Fernandes

Inda que a arte mais he pera o entendimẽto do Latim que se acha nos bõs authores, que não
pera o escreuer, nem fallar: porque pella imitação dos Oradores, Hystoriadores, & Poetas se
escreue, & falla milhor a lingoa Latina, ð pellas regras da Arte. Ia o fallar Latim de repẽte he
cousa muyto perjudicial, porque nem todo o Latim, que segundo as regras de grammatica se
falla, he verdadeiro Latim: porque como diz Quintil. Aliud est Grammatice, aliud Latine loqui.
Segundo as regras de grammatica, certas orações saõ Estas: Ego amo Deum. Dico quod hoc
facere teneris. Tu videris bonus homo. Mas não se dizem em bom Latim (…). O que importa
mais he entẽdello, & escrevello per imitação, como fizerão homẽs doctissimos de nossos
tempos, ð nunca, ou de maravilha o fallauão (Sánchez 2008: [12]-[13]).

Apesar desta influência explícita, a fonte principal relativa aos conteúdos linguísticos é
a De Institutione Grammatica Libri Tres do jesuíta madeirense Manuel Álvares (1526-
1583), também assumida por Pedro Sánchez, embora tenha introduzido as alterações que
considerou necessárias, especialmente por questões de natureza pedagógica:

Em quasi toda a Arte sigo ao Padre Manuel Aluarez, por me parecer boa ordẽ a da sua,
ajudandome tambẽ do nouo acrecentamento De modo (Sánchez 2008: [11]);

Nas conjugações mudey, tirey, & accrecẽtey algũas lingoajẽs (Sánchez 2008: [13]);

Dos modos (que fora milhor não pòr algum3) tirey o Optativo; acrecentando em seu lugar hum
segundo imperfeito no conjunctiuo: porque na verdade esta particula Vtinam, que significa ò si,
mais parece ser interjeyção, & cõjunção juntamente, do que parece aduerbio (Sánchez 2008:
[14]).

Efetivamente, a gramática de Manuel Álvares já tinha uma grande repercussão em


Portugal e seguia uma perspetiva mais tradicional, com menos ruturas epistemológicas que
a do Brocense, pelo que a Arte de Pedro Sánchez podia servir como propedêutica ao estudo
daquela, em anos mais avançados.
Se o Brocense tinha começado a utilizar a técnica da apresentação sinóptica da
morfologia latina, de modo a facilitar a aprendizagem do Latim, Pedro Sánchez oferece
esquemas das declinações e das conjugações e uma síntese final com sufixos
modotemporais, ensinando, dessa forma, aos estudantes que, sem terem de memorizar
todos os verbos, podiam formar todos os tempos a partir dos paradigmas apresentados:

Na formaçam dos verbos nam ha pera que cansar em mudar letras, & acrecentar syllabas: basta
regular todos os verbos, pellos que estam postos por exemplo das quatro conjugações,
aduertindo bem as letras que cada verbo tem no presente do Indicatiuo, pera dahi se deriuarẽ
todos os modos, & tempos, tirando o praeterito perfeyto do Indicatiuo, & os que delle nacẽ, que
sam o plusquam perfeito logo junto, & perfeyto do coniunctiuo, plusquam perfecto, & futuro,
& o perfecto do Infinitiuo ð se acabam em Ram, Rim, Ro, Sem, se, vt Legeram, Legerim,
Legero, Legissem. Legiste. O qual praeterito em muytos verbos muda a letra do presente, vt
Fero, Tuli, Ago, Egi, Tollo, Sustuli, & c. Do Supino, se formam os participios em Vius, & os
do praeterito passiuo (Sánchez 2008: [78]-[79]).

Também apresenta o esquema de alguns sufixos pessoais, quer da voz ativa, quer

                                                                                                               
3
Neste ponto, nota-se uma proximidade ideológica com o Brocense. Veja-se o Cap. VII e o Cap. XIII
do Livro I da Minerva, edição de 1562 e 1587, respetivamente.
A Arte para en breve saber Latin

passiva, fazendo corresponder “-o”, na primeira coluna, a “-r”, na segunda, como “amo” e
“amor”(1ª pessoa do singular do presente do indicativo); “-t” a “-ur”, como “amat” e
“amatur”(3ª pessoa do singular do presente do indicativo), “-a”, “-e” e “-i” a “-re”, como
“ama”, “doce”, “audi” e “amare”, “docere”, “audire” (2ª pessoa do singular do presente do
imperativo) (Sánchez 2008: [79]).
No entanto, um dos aspetos mais importantes da Arte de Grammatica, pera em breve
saber Latim de Pedro Sánchez é a utilização do verso de cinco e de sete sílabas, por forma a
os estudantes memorizarem melhor os conteúdos linguísticos, ou, pelas suas palavras, “pera
mais claridade, & firmeza da memoria” (Sánchez 2008: [10]). Não perpassam toda a
gramática, mas são predominantes no estudo da Sintaxe. Apenas a título de exemplo:

Adjectiuo, & substantiuo


Em tres cousas conuiràm,
Genero, Numero, & Caso,
Estas tres cousas serám (Sánchez 2008: [89]);

Todo o verbo pessoal


Que nam for do Infinitiuo,
Sempre quer antes de si
O caso Nominatiuo,
Claramente, ou escondido (Sánchez 2008: [141]);

Relatiuo, Qui, Quae, Quod,


Posto antes do Antecedente
Concordaràm juntamente
Em genero, & numero,
E em caso conueniente (Sánchez 2008: [143]);

Se dous nomes substatiuos,


De diversa pretensam
Se ajuntarem na oração,
O segundo, he Genitiuo
Denotando Possessam (Sánchez 2008: [145]);

Substantiuo referido
A louuor, ou a vituperio,
Genitiuo, ou ablatiuo
Tomarà por seu direito (Sánchez 2008: [147]);

Adjectiuos, que Sciencia,


Copia, Communicaçam,
E o contrario significam
Genitiuo tomaram (Sánchez 2008: [147]);

Partitiuo, & Numeral,


De partir, & de contar
Pera si deuem tomar
Genitiuo do plural (Sánchez 2008: [148]).
Gonçalo Fernandes

4. Conclusão

Por forma a auxiliar no processo de ensino-aprendizagem dos meninos de “las escuelas de


leer, i escriuir” (Sánchez de las Brozas 1595b: 45v), Francisco Sánchez de las Brozas
(1523-1600) redigiu alguns preceitos gramaticais em Romance nas Verae breuesque
grammatices latinae institutiones, caeteres fallaces & prolixae (Salamanca 1595), a que
apensou a Arte para en breve saber Latin e as [Breves quaedam grammaticae regulae
Hispano carmine elaboratae in vulgus], um suplemento escrito em verso e em Romance,
onde o Brocense reduz os preceitos gramaticais ao mínimo indispensável, para mais fácil
memorização dos alunos.
Inspirado nesta tripla obra, Pedro Sánchez (?-1635), o seu primo “português”, escreveu
a primeira gramática impressa latina em Português, a Arte de Grammatica, pera em breve
saber Latim: composta em lingoagem, e verso Portugues. Com hun breve vocabulario no
cabo, & algũas phrases latinas (Lisboa 1610), destinada também aos estudantes dos
primeiros anos de latinidade, aliando a clareza expositiva a uma metodologia de fácil
apreensão por parte do estudante, onde se destaca a apresentação das regras em verso,
especialmente as referentes à sintaxe, e os quadros sintéticos, na morfologia, mas sem
grandes ruturas epistemológicas, seguindo de perto a De Institutione Grammatica libri tres
(Lisboa 1572), já com uma grande repercussão em Portugal.

5. Referências Bibliográficas

5.1 Fontes Primárias

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5.2 Fontes Secundárias

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Estudos Linguísticos.

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