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Aulas Teóricas

Regência de Paulo Otero

Identidade axiológica- configuração da constituição como sendo apelo de estado de direitos


humanos.
 Relevância da pessoa humana como alicerce deste estado. Portugal baseia-se na
dignidade humana (artigo 1º CRP).
1. Liberdade
2. Justiça
3. Solidariedade
 Poder politico humano, civilizado por imperativo constitucional. Estado de direitos
fundamentais. Artigo 1º dignidade humana. 1º elemento dentro da constituição são
dos direitos fundamentais e o primeiro dos direitos no artigo 24º é o direito à vida.
 Respeito pela tradição judaico-cristã (pico della mirandola).
 DUDH é acolhida pela constituição
 Dignidade como obrigação juridica universal: respeito, garantia, proteção e promoção.
 Valor absoluto: não é possivel derrogar ou criar exceção ao respeito pela dignidade. A
mesma se limita a si mesma, para não haver abuso de direito.

Preocupação da garantia e defesa da cultura da vida- primeiro direito fundamental do artigo


24º.
 Proibição de retrocesso arbitrário na garantia da inviolabilidade da vida humana,
atingindo um determinado nivel de proteção pelo que nao e possivel arbitrariamente
diminuir essa proteçao e nivel de garantia.
 Na dúvida se deve proteger a vida humana
 A proteção da vida nao é um valor absoluto: legitima defesa do próprio ou terceiro.
 Questão de saber se é legitimo tirar a vida para proteger a propriedade- questão penal
 Envolve o livro desenvolvimento da propriedade (26º/1)- impõem-se ao direito pela
pessoa e projeta-se mesmo após a morte
 Ideia da solidariedade que está na DUDH e clausula de bem estar social (9º alíena d) e
apelo às gerações vindouras (66º alíena d)
 Dever de garantir a vida e protegê-la.
1. É portugal um estado de direitos humanos perfeito?? Sim. Está habituado duplamente
(16º/2). Constituição subordinada à declaração. 2 interpretações podem ser
consideradas:
 Ela própria o considera submetida: autosubordinação.
 Opinião do Professor: a declaração heterovinculou a constituição, mesmo q
nao quisesse, ainda assim a constituição estaria submetida à DUDH (ius
cogens)
Eficácia reforçada das normas constitucionais aobre direitos fundamentais
 Artigo 288º alíneas d) e) h) e I) com os limites materiais da revisão constitucional
 Artigo 19º/6 há direitos que em nenhum caso podem ser suspensos. A crp, por via
deste artigo, estabelece uma hierarquia de direitos fundamentais: todos estes direitos
têm supremacia sobre todos os direitos. Todos os outros direito não podem ser
atingidos: superioridade axiológica, pois têm maior proximidade à dignidade da pessoa
humana.
 Principio da maxima efetividade interpretativa. Se uma norma tem dois sentidos, um
mais generosos e outros menos generoso, o interprete deve preferir o mais generoso.
 Proibição do retrocesso arbitrario (reforma de 1000 euros, não poderá o estado agora
dizer q só dá 800 euros)
 Não é possivel arbitrariamente o retrocesso
 É possivel quando existe fundamento lógico: situações de bancarrota

Conclusões: Ordem juridica axiologicamente justa, eficácia reforçada das normas de direitos
fundamentais e o poder politico está subordinado à dignidade------- Portugal é um estado de
direitos humanos perfeito. No entanto, o direito penal torna a crp refém de algumas normas.
As normas axiologicamente neutras fogem à ordem axiológica de valores da constituição.

 Estado de direito democrático (artigo 2º): estado social, democraticamente legitimo


O artigo 2º fala dos pressupostos:
 Soberania popular
 Pluralismo em termos de expressão e organização do poder
 Respeito e garantia dos direitos
 Separação e independecia de poderes
Instrumentos:
 Realização da democracia
 Democracia participativa

 Elementos de sintese q alicercam o estado de direito democratico


 Pluralismo: não há democracia sem pluralismo. Isto significa uma postura de
tolerância reciproca: consenso, igualdade de opurtonidades, podendo haver
divergência sobre o conteudo, mas necessita de haver consenso. Dois tipos de
democracia: baseada na vontade orgânica da maioria do povo (Rousseau) e
que conduz ao positivismo (10º1) e a legitimidade está na lei.
Vontade inorgância da razão de Hegel apelando ao costume (78º/2 alinea c)
 Juridicidade
 Bem estar

Unidade descentralizada baseada no principio rda subsidariedae (6ºcrp)


 Por um lado o estado tem um proposito de defesa da sua propria unidade, logo é
portador de interesses gerais da coletividade e circunstancia de ser portador desses
interesses determina em 1º lugar uma reserva de poderes a favor do estado, dado que
é o que vê o o interessa da globalidade. Poderes reservados ao estado: constituinte de
fazer e modificar a constituição. O estado tem poderes de soberania, dai que os orgaos
de soberania sao estruturas do Estado (governo, AR, e tribunais); Também matérias
legislativas em que o estado pode decidir. Também o exercicio da função jurisdicional
(tribunais).
 Prevalencia do direito do estado, ou seja, em que caso de conflito entre o direio
proveniente do estado e o proveniente de outras entidades internas, prevalece
sempre o do estado.
 205º/2º em que as decisoes dos tribunais prevalecem sobre sobre outras
entidades
 Estatutos das regioes autonomas
 Leis de bases são elas a expressao de que o estado pode definir principior
fundamentais (elaborada a legislaçao)
 Regulamentos do governo prevalecem sobre os regulamentos das autarquias
locais (241º)
 Principio da supletividade do direito do estado: quando uma entidade inferior ao
estado tem um espaço proprio para elaborar normas, e não as elabora, na falta dessas
normas aplica-se o direito do Estado (228º/2). A descentralizaçao está prisioneira da
lei.

 Identidade de estrutura da constituição:


 Compromissória: compromisso entre militares e politicos (socialista e social
democrata). Quatro vertentes:
 compromisso da génese da propria constituição
 compromisso entre normas (de vertente interna- direito à informação e
reserva privada)
 de aplicação alternativa
 de aplicação sucessiva
 compromisso entre ius cogens e a constituição (vertente externa)
 aplicativos (conduz à ponderação)
 natureza politico-procedimental: a crp remete para momentos futuros certas
decisoes impondo compromissos politicos futuros. A regra é que estes orgaos
deliberam por maioria simples, quando a crp impõe uma maioria absoluta então está a
impor um compromisso politico (168º/6º, 163º)
 Aberta- passivel de modificação, aberta a novas soluções que resultam da
interpretação constitucional. Cada norma nao tem uma interpretação fechada
(ex: a crp quando fala da igualdade entre filhos nascidos dentro e fora do
casamento, mas hoje é através da procriação natural também). Aos tribunais
compete a ultima palavra sobre a interpretação da crp.
 Abertura normativa da crp, estrutural e interpretativa. Normativa por
ser constituida por normas que nao tiveram uma genese
constitucional (8º, 29º/2, 7º)
 Não é facil intepretar a constituição dado haver clausulas abertas e
conceitos indeterminados (ex: dignidade humana). Existencia ainda de
conceitos pré-constitucionais- conceitos juridicos anteriores à
constituição.
 Transfigurada

1) Principio da Separação e interdependência dos poderes: os órgãos estão no


mesmo plano. Limites e exceções: Artigo 205º/2 decisoes dos tribunais
prevalecem sobre as decisões de qualquer outra autoridade. Competência
autorizada do governo está condicionada às leis da autorização legislativa.
Casos em que os orgaos estao sumbetidos a uma relação de hierarquia: os
agentes do ministerio publico estao subordinados ao procurador geral da
republica. 2º Chefias militares subordinadas ao governo e PR. 3º as forças
armadas que sao instituição prevista na crp.
2) Principio da pluralidade de vinculações institucionais: entre os orgaos
constitucionais há 3 tipos de relações institucionais marcada por uma
decrescente de intensidade:
 Solidariedade pois pressupões confiança politica (entre os membros
do governo há solidariedade-todos sao responnsaveis por aquilo que
foi decidido- 189º CRP). A sua quebra significa que a pessoa em causa
sai voluntariamente ou então a mesma é afastada.
 Cooperação pressupõe poderes entrecruzados. Envolve um dever de
não gerar obstaculos gratuitos e sem razao justificativa. Pode ser entre
PR e PM. Ou entre o Ministro da defesa e chefias militares.
 Respeito institucional decorre da igual legitimidade e dignidade dos
órgaos em causa. E decorre de um dever de relacionamento civilizado
e educativo. Não tem limites nem exceções (partidos da oposição têm
de respeitar os membros do governo). Dever de convivência
democrática. Fundamenta-se nas regras do trato social.
Há uma ordem descrescente de intensidade entre os orgãos como consequencia da
separação interdependente.
Depois dos titulares cessarem funções, só o respeito institucional, goza de uma
postura pós-eficácia (entrevista por um ex-PR deve ter contenção verbal)

3) Continuidade dos principios dos serviços publicos: organização de pessoas por


trás dos respetivos órgãos. Estao vinculados a este principio. 186/4º em caso
de demissão do governo- O PM do governo cessante é exonerado na data da
cessão do PM. Por força deste principio entende-se que os juizes nao podem
fazer greve
4) Princioio de autoorganização interna: todos os orgaos têm o poder de definir
regars internas para o seu funcionamento (ex: AR tem o poder de definir o seu
próprio regimento- 175º. O governo tambem 198º). Cada estrtura organica
tem o poder de definir regras proprias para o seu funcionamento (76º/2)-
universidades

5) Principio da responsabilidadE: todas as estrturas têm de prestar contas;


garantia da subordinação ao principio democratico. 117º E 271º.
-Responsabilidade politica concentrada (governo perante AR) ou difusa
(perante a sociedade em geral e opiniao publcia). Repsonsabilidade civil ocorre
sempre quando há produção de um dano e gera o dever de indemnizar e todas
as estrtura publicas estao sujeitas a esta repsonsabilidade (22º crp).
Responsabilidade criminal em que sempre q o titular de um orgaop pratica um
ilicito deve repsonder pela conduta cometida. Responsabilidade disciplinar
pressupõe um vinculo de hierarquia (não havendo dos titulares de cargos
politicos) e há uma ultima modalidade de responsabilidade que é a financeira
sempre que existam actos de manusear de dinheiro publico.
Limites: dos depiutados gozam de irresponsabilidade (157º); os juizes nao
podem ser responsabilizados pelas suas decisoes se cumprirem com a lei;
Responsabilidade disciplinar nnã é vinculante para os cargos publicos

6) Principio maioritário em que a maioria é a expressao democratica da vontade-


Rousseau. A força da maioria está na minoria. A maioria naõ é cirterio de
verdade, embora o seja de decisão. Os orgaos colegiais obedecem às regras do
artigo 116º crp (a maioria para poderem funcionar e outra maioria para
poderem deliberar).
ATENÇÃO: Procurar por principio da solidariedade governamental

7) Principio da imodificabilidade da competência e principio da competência


dispositiva : quando a competência é definida pela crp, só esta pode modificar
a mesma. 111º/2. Não pode portanto uma lei ordinaria sem habilitação
constitucional modificar as competencias conferidas pela crp dado ser rigida; a
crp permite a modificação da sua competencia na situação de delegação de
poderes (165º ou casos de substituição- sempre que um orgao age num lugar
ao invés de outro órgao- 111º/2). Quem te competencia dispositiva de defniri
um regime tem tambem o poder de revogar aquilo que anteriormente foi
feito. Esta regra tem limites: 1º podem exsistir rquisitos para o exercicio da
competencia dispositiva (O PR só pode demitir o governo quando o mesmo
não cumpre com as funções ou coloca em causa o regular funcionamento da
politica). Existem atos de emanação obrigatória (po PR utilizar o veto politico a
um diploma proveninete da AR e esta reaprova o diploma pela maioria
exigida). Atos de graça tendem a ser irrevogáveis.
8) OS EX presidentes da republica sao titulares vitalicios do conselho de estado
(renovação e legitimidade)
9) Principio da fidelidade à constituição com a subordinação dos titulares dos
orgaos politicos à crp (127º/3).
10) Principio da responsabilidade pessoal de natureza politica, financeira, criminal
e civil (22º crp)- <<

Poderes do Presidente da República: há poderes que o PR não tem. Tema da responabilidade


criminal: 186º; crimes praticados nos exercicios das funções. Supremto tribunal de justiça o PR
é julgadi (1º elemento essencial sobre o procedimento segundo a condenaçao do PR no
exercicios das funções conduz à cessação de funções). Poderes do PR vem revelada nos artigos
133º a 135º: 4 poderes: competemcia de exercicio condicionado; de exercicio livre;
competencia vinculado;competencias administrativas internas.
Vinculado: casos em que o PR não tem liberdade de recusar o ato (Se a AR aprova lei de
revisao constitucional o PR esta obrigado a aceitar essa lei nao podendo recusar promulgação);
Poderes de exercicio condicionado: Dependem de autorizqação em que o PR so decide com
base na declaraçao (o PR pode deslocar so aetsrangeiro desde q previamentre tenha
autorizaçao da AR; só pode decidir se alguem lhe apresentar proposta- Nomeação do PM);
existem atos do PR que carecem de referenda ministral onde se certifica que a proulgação foi
feita pelo PR num ato livre do proprio PR e que obedece aos rquisitos legais. A falta de
referenda determina inexistencia juridica do ato. (141º)
Poder administrativa interna: quando à casa civil e militar do PR.

Promulgação e veto: todos os atos legislativos da AR e do governo estao sujeitos a


promulgação do PR. Os decretos regulamentares (do governo) tmb sujeitos a promulgação
(artigos 134º alinea b). Promulgação é o ato atraves da qual o PR concede perfeição ao
diploma que exige essa mesma promulgação. Artigo 136º quando um ato lesgislativo ou DL
sao enviados para belem: o que pode o PR fazer perante o diploma enviado? Perante o
decreto? Pode 1- promulgar e vai para o PM para o memso referendar; 2- enviado para o PR e
ele tem duvidas sobre a constitucionalidade do diploma, sendo enviado para o tribunal
(fiscalizaçao preventiva da constitucionalidade); 3- veto politico devido a uma discordância
com a matéria ou solução legislativa apresentada. Confimação do veto: maioria absoluta
Aplica-se primeiro o 136º/3 e só depois se passa ao 136º/2
136º/5 que remete para os artigos 278º e 279º com o veto juridico em que o diploma chega
ao TC com a argumentação do PR que no seu entendimento o diploma viola a CRP, o tribunal
pode 1- não considerar que o meso seja inconstitucional; 2- o TC pode entender que o diploma
é inconstitucional pelo que o PR esta obrigado a vetar o diploma (competencia obrigatória)