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QUESTÕES - FIXAÇÃO

1. [Juiz do Trabalho – TRT 21 2010]

( ) "O Direito do Trabalho nasceu no final do século XIX como forma


de absorver os conflitos sociais que ora se instauravam em face das
tensões provocadas pela primeira revolução industrial [...]"
( DALLEGRAVE NETO, José Affonso. 'Novos contornos da relação de
emprego diante dos avanços tecnológicos'. Revista LTR Legislação do
Trabalho. Ano 67, n. 05. São Paulo: LTr, maio de 2003 ). O surgimento
do direito do trabalho se deu, portanto, numa época de flexibilidade
das relações entre trabalhador e empregador, que se apoiavam numa
linha de produção conforme a demanda.

2. [Juiz do Trabalho – TRT 21 – 2010]

( ) A criação do Direito, inclusive do Direito do Trabalho, advém de


dois processos: o heterônomo e o autônomo, que, por sinal,
correspondem, respectivamente, a dois seguimentos diversos, o do
chamado Direito necessário, e o do Direito voluntário. Na
heteronomia, as normas pertencem ao Direito voluntário e se situam
numa esfera de liberdade na qual os que querem obrigar-se com
reciprocidade podem fazê-lo livremente. O segundo processo
estabelece um conjunto de preceitos obrigatórios, impostos pela
vontade do Estado, independentemente de qualquer emissão volitiva
dos contratantes, e se aplica indistintamente a todos os que se
encontrarem na situação fática prevista em lei.

3. [Juiz do Trabalho – TRT 21 – 2010]

( ) De acordo com essa teoria, "não se mesclam cláusulas de


instrumentos coletivos diferentes, devendo prevalecer o acordo
coletivo como norma mais favorável, em sua totalidade" ( Tribunal
Superior do Trabalho, RR-130000-70.2005.5.03.0013, Rel. Min. Maria
de Assis Calsing, DJ-e 12.3.2010 ). Estamos falando da teoria do
conglobamento.

4 [PGE – SC 2010 – FEPESE]

( ) Em relação ao Princípio da Indisponibilidade dos Direitos


Trabalhistas, seria equivocado dizer sobre ele que admite a
possibilidade de transação de direitos, mesmo com prejuízo para o
empregado, desde que considere o ajuste como uma cláusula
liberatória ampla.

5 [PGE – SC – 2010]

( ) Em relação ao Princípio da Primazia da Realidade, seria


equivocado dizer sobre ele que deve-se observar a realidade dos
fatos em detrimento dos aspectos formais que eventualmente os
atestem.

6 [TRT 9 –JUIZ DO TRABALHO]

( ) No plano jurídico, fontes do Direito expressam a origem das


normas jurídicas, podendo-se classificar as fontes em dois grandes
blocos, designados de fontes materiais, enfocando o momento pré
jurídico, constituindo-se nos fatores que conduzem à emergência e
construção da regra de Direito e fontes formais, enfocando o
momento tipicamente jurídico, considerando a regra já plenamente
construída, os mecanismos exteriores e estilizados pelos quais essas
regras se revelam para o mundo exterior, ou seja, os meios pelos
quais se estabelece a norma jurídica.

7 [TRT 9 – JUIZ DO TRABALHO]


( ) As fontes formais justrabalhistas classificam-se em heterônomas
e autônomas. São consideradas fontes autônomas do Direito do
Trabalho: costumes, acordos coletivos de trabalho e convenções
coletivas de trabalho.

8 [TRT 9 – JUIZ DO TRABALHO]

( ) No Direito do Trabalho, em que um dos princípios é o "da norma


mais favorável", o critério orientador da hierarquia das normas
jurídicas é distinto do rígido e inflexível operante no Direito Comum,
implicando que no Direito do Trabalho a pirâmide normativa se
constrói de modo plástico e variável, elegendo-se para o seu vértice
dominante a norma que mais se aproxime do caráter teleológico do
ramo trabalhista.

9 [ TRT 9 – JUIZ DO TRABALHO]

( ) Pela hierarquia das fontes normativas, um decreto


regulamentador não poderia ampliar direitos, falecendo ao Chefe do
Poder Executivo poderes para alargar o comando legal
regulamentado. Todavia, considerando a especificidade do Direito do
Trabalho, no caso de conflito de regras jurídicas, a solução
jurisprudencial tem aplicado a regra da norma mais favorável, mesmo
nos casos em que o decreto regulamentador amplia direito
assegurado em lei.

10 [DPE – MA – FCC 2009]

( ) Considerando-se que todas as normas de direito do trabalho têm


natureza de tutela de direitos humanos, as Convenções da
Organização Internacional do Trabalho (OIT), adotadas pelo Brasil,
sob a vigente Constituição da República, com a redação que lhe deu a
Emenda Constitucional nº 45/2004 assumirão natureza de lei
ordinária federal, situando- se, hierarquicamente, abaixo das Leis
Complementares e da Constituição da República.

11 [TRT – SC – CETRO – 2008 – ANALISTA JUDICIÁRIO]

( ) "Em matéria de trabalho importa o que ocorre na prática, mais


do que aquilo que as partes hajam pactuado de forma mais ou menos
solene, ou expressa, ou aquilo que conste em documentos,
formulários e instrumentos de controle". A frase assim enunciada
refere-se, no campo do Direito do Trabalho, ao princípio da proteção.

12 [TRT 9 – CESPE – 2007 – TÉCNICO JUDICIÁRIO]

( ) Quando houver omissão nas disposições da legislação


trabalhista, nos contratos individuais ou nas convenções e acordos
coletivos de trabalho, o juiz do trabalho pode julgar por precedente
jurisprudencial, analogia ou por eqüidade, inclusive adotando o
Direito Comum como fonte subsidiária.

( ) Uma das premissas do Direito do Trabalho é a busca da norma


legal ou contratual pela melhoria das condições sociais do
trabalhador, sob pena de nulidade.

13 [SEFAZ – CE – ESAF 2007]

( ) São consideradas fontes autônomas do Direito do Trabalho


aquelas em cuja produção não se observa a imediata participação dos
destinatários principais das regras jurídicas geradas.

( ) As convenções da Organização Internacional do Trabalho,


quando ratificadas pelo Estado Brasileiro, tornam-se fontes formais do
Direito do Trabalho.
14. [TRT – 1 – JUIZ DO TRABALHO – 2006]

( ) Sob o pretexto de que a legislação trabalhista, além de onerar


demasiadamente o empregador, não permite flexibilizar a aplicação
das normas legais, dificultando a gestão empresarial, os neoliberais
têm insistido na tese de que a negociação coletiva de trabalho deva
prevalecer sobre as correspondentes leis. Assim, As razões invocadas
pelos neoliberais não procedem, eis que nosso sistema legal já
contempla a flexibilização de importantes aspectos da relação de
emprego, dentre outros, a utilização de trabalhadores de empresas
de trabalho temporário (Lei nº 6.019/74), ampla liberdade patronal
para despedir os empregados (Lei nº 8.036/90 do Fundo de Garantia
do Tempo de Serviço ) e a terceirização de serviços em determinadas
hipóteses (Súmula 331 do TST).

15 ( ) A conquista da autonomia confirma a maturidade alcançada


pelo ramo jurídico, que se desgarra dos laços mais rígidos que o
prendiam a ramos próximos, sedimentando via própria de construção
e desenvolvimento de seus componentes específicos.

16 ( ) A crise e transição do Direito do Trabalho, que desapontaram


na Europa Ocidental a partir de meados ou fins da década de 1970,
fizeram-se sentir tardiamente no Brasil, ao longo da década de 1990.
Essa coincidência temporal de processos – o de democratização, de
um lado, e, de outro, o de desarticulação radical do ramo
justrabalhista – torna dramática a presente fase e transição do Direito
do Trabalho.

17 [ JUIZ DO TRABALHO – 2006 – 1 REGIÃO]


( ) Se o art. 7º da Lei Maior relaciona os direitos do trabalhador,
"além de outros que visem a melhoria de sua condição social", e
somente em três deles admite a derrogação do comando legal pelos
instrumentos da negociação coletiva, o contrário-senso não permite a
pretendida flexibilização nas demais hipóteses, até porque ela está
autorizada nos dois aspectos da relação de emprego, quais sejam,
salário e jornada de trabalho.

18 [TRT 1 – JUIZ DO TRABALHO – 2006]

( ) Dispõe o art. 444 da CLT: " As relações contratuais de trabalho


podem ser objeto de livre estipulação das partes interessadas em
tudo quanto não contravenha às disposições de proteção ao trabalho,
aos contratos coletivos que lhes sejam aplicáveis e às decisões das
autoridades competentes". Tal preceito encerra um princípio do
direito civil aplicável no âmbito trabalhista, no caso o princípio da
autonomia da vontade.

19 [TRT – 16 REGIÃO – FCC – 2009]

( ) Lei ordinária, Medida provisória, sentenças normativas,


Convenção Coletiva de Trabalho e Acordo Coletivo de Trabalho são
fontes de origem estatal.

20 - TRT – 19 – CESPE 2007]

( ) Vigora, no Direito do Trabalho, o princípio do ato jurídico perfeito


para preservar o contrato firmado entre o trabalhador e o
empregador, não resultando força normativa de alteração posterior
do contrato, que é, assim, mantido incólume.
21– ( ) Pelo princípio do rendimento tem-se que o trabalhador deve
se esforçar ao máximo possível, contribuindo para a lucratividade da
empresa.

22 – ( ) O termo trabalho deriva do latim vulgar, tripaliare, que


significa “martirizar com o tripalium” (instrumento de tortura
composto por três paus aguçados quem também servia para que os
agricultores batessem trigo, milho e linho, para debulhar as espigas,
rasgar ou esfiar o linho). Também era utilizado como uma canga que
pesava sobre os animais. Por isso, os nobres, os senhores feudais ou
os vencedores não trabalhavam, pois consideravam o trabalho uma
espécie de castigo.

23 – ( ) As Constituições democráticas pós-45 da França, Itália e


Alemanha, Portugal e Espanha não só incorporaram normas
trabalhistas, mas principalmente diretrizes gerais de valorização do
trabalho e do ser que labora empregaticiamente para outrem. Foram
além: incorporaram princípios, constitucionalizando-os, além de fixar
princípios gerais de clara influência na área laborativa (como os da
dignidade humana e da justiça social).

24 – [ TRT 1 REGIÃO – JUIZ DO TRABALHO]

( ) A origem histórica do Direito do Trabalho está vinculada ao


fenômeno conhecido sob a designação de "Revolução Industrial". O
desenvolvimento técnico das máquinas acarretou mudanças no setor
produtivo e deu origem à classe operária, transformando as relações
sociais. Assim, o Direito do Trabalho surge no século XIX, na Europa,
em um mundo marcado pela desigualdade econômica e social. Pode-
se afirmar como principais causas de sua gênese no cenário da
época: a) o liberalismo político e a liberdade econômica sem limites,
com opressão dos mais fracos, gerando uma nova forma de
escravidão; b) O emprego generalizado de mulheres e menores
suplantando o trabalho dos homens, já que a máquina reduziu o
esforço físico, tornando possível a utilização das "meias-forças" não
preparadas para reivindicar; c) Salários ínfimos, jornadas desumanas
e condições de higiene degradantes; d) As lutas de classes; d) A
Encíclica Rerum Novarum (coisas novas), de Leão XIII, considerando o
trabalho como elemento da dignidade humana e preconizando o
salário justo.

25 – [TRT 9 – 2003 – JUIZ DO TRABALHO]

( ) A Constituição de Weimar, de 1919, embora texto avançado


para a sua época, não representou grande conquista no campo dos
direitos sociais.