Você está na página 1de 25

ESTRADAS

Professor: Igor Bezerra


2

TALUDES
3

Introdução
• Definições Básicas:

• Taludes – São definidos como superfícies inclinadas de


maciços terrosos, rochosos ou mistos (solo e rocha). Pode
ser natural ou artificial;

• Ruptura – Ocorre quando a tensão cisalhante atuante no


maciço é maior do que a resistência cisalhante do solo;

• Deslizamento – Descolamento de massa de solo em relação


a uma superfície (superfície de ruptura). Atingida a ruptura, o
solo pode se deslocar por gravidade.
4

Situação 1 – Colapso Iminente


5

Situação 2 – Colapso Consumado


6

Tipos de ruptura
• Superficial – Quando a superfície de deslizamento fica contida
no talude, passando acima do pé do talude.
• Profunda – Quando a superfície de deslizamento não fica
contida apenas no talude, mas também atinge o solo abaixo do
pé do talude.

Superficial Profunda
7

Formato das superfícies de ruptura


• Existem diversas formas: reta, circular, logarítmica, etc.

• Por simplificação matemática, a maioria dos métodos de


análise de estabilidade adotam superfície circular ou reta.
• Em solos argilosos, a superfície é profunda e circular.
• Em solos arenosos, a superfície é reta.
8

Principais causas de deslizamento


• Mudanças no carregamento Externo:

a) Escavações no pé do talude;

b) Construções no topo do talude;

c) Elevação do lençol freático;

d) Carregamento devido ao preenchimento de fendas por água (empuxo).

• Redução da resistência ao cisalhamento do solo:

a) Por saturação do maciço (perda de sucção);

b) Variação cíclica da poropressão;

c) Intemperismo.
9

Tensões atuantes na superfície de deslizamento


10

Tensões atuantes na superfície de deslizamento


• Ponto 1: o talude é estável.
• Ponto 2: equilíbrio limite.
• Ponto 3: o talude é instável, não satisfaz.
11

Efeito do intemperismo na resistência ao


cisalhamento
12

Mudanças no carregamento externo


• Escavações no pé do talude:

• 1 – Sem corte;

• 2 – Projetando o corte;
13

Mudanças no carregamento externo


• Escavações no pé do talude:

• 3 – Após o corte;

• 4 – Saudades
do que foi cortado.
14

Mudanças no carregamento externo


• Escavações no pé do talude:
15

Mudanças no carregamento externo


• Construções no topo do talude:
16

Mudanças no carregamento externo


• Elevação do lençol freático:

• Aumenta as tensões do maciço terroso.

• Pode contribuir para a diminuição da resistência ao


cisalhamento de duas formas:

• Pode acarretar perda de sucção;

• Aumenta a poropressão e, consequentemente, diminui a tensão


geostática efetiva.
17

Mudanças no carregamento externo


• Carregamento devido ao preenchimento de fendas por
água (empuxo):

• Para solos impermeáveis, heterogêneos e com veios de material


fracamente permeável. Lacerda (1966) recomenda o uso de
drenos horizontais profundos (DHP).

• Solos residuais derivados de rochas granito-gnáissicas com veios


de pegmatito são bastante permeáveis após sua alteração.
18

Mudanças no carregamento externo


• Carregamento devido ao preenchimento de fendas por
água (empuxo):
19

Mudanças no carregamento externo


• Carregamento devido ao preenchimento de fendas por
água (empuxo):

• O uso de DHP podem ser utilizados em mais dois casos:

• Solos de permeabilidade de média a alta.

• Solos impermeáveis, sobrejacentes a solos mais permeáveis ou


mesmo rochas muito fissuradas e que contenham água sob
pressão.
20

Mudanças no carregamento externo


• Carregamento devido ao preenchimento de fendas por
água (empuxo):
21

Mudanças no carregamento externo


• Carregamento devido ao preenchimento de fendas por
água (empuxo):
22

Redução da resistência ao cisalhamento


do solo
• Saturação do maciço:
• Além de aumentar o peso próprio do solo e, consequentemente, as
tensões atuantes no maciço, a saturação pode:
• Ocasionar a perda de sucção que age na zona capilar.

Zonas de ocorrência
de água subterrâneas.
23

Redução da resistência ao cisalhamento


do solo
• Saturação do maciço:
• Equação de resistência ao cisalhamento de solos:

• τ = 𝑐 ′ + σ′ . tg ϕ′
• Onde:

•τ é a resistência ao cisalhamento dos solos

• 𝑐′ é o intercepto de coesão do solo

• σ′ = σ − u é a tensão geostática efetiva atuante

•σ é a tensão geostática total atuante

•u é a poropressão

• ϕ′ é o ângulo de atrito interno do solo


24

Redução da resistência ao cisalhamento


do solo
• Saturação do maciço:

• Se a sucção é uma tensão de tração, é negativa;

• Se a sucção age nos poros do solo, é poropressão;

• Logo, a sucção é uma poropressão negativa (- u ).

• σ′ = σ − (−𝑢)
• σ′ = σ + 𝑢  σ′ = σ∗
• τ = 𝑐 ′ + σ∗ . tg ϕ′
• Quando σ∗ é maior quando há sucção, τ aumenta.
• Quanto maior o τ, maior a estabilidade do talude.
25

Redução da resistência ao cisalhamento


do solo
• Variação cíclica da poropressão:

• Pode causar a ruptura em encostas com valores de


poropressão inferiores às que levariam o maciço ao colapso;

• A variação cíclica do nível piezométrico pode levar o solo a uma


espécie de “fadiga”, provocando deformações no maciço;

• O acúmulo de deformações pode causar a quebra da ligação


das partículas de solo, levando a perda da coesão.

Você também pode gostar