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APRENDA PORTUGUÊS

EM APENAS CINCO AULAS

COM O MÉTODO
DO CONCURSEIROS NOTA 10
VOCÊ CONSEGUE

DESCUBRA PORQUE ESSE MATERIAL


É CONSIDERADO UM MANUAL DO
CONCURSEIRO.

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AULA-1: MORFOSSINTAXE

ARTIGO NUMERAL

SUBSTANTIVO

ADJETIVO PRONOME

Verbo de açao x verbo de ligaçao

VERBO
Variaçoes do verbo,
por que isso ocorre.

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O adjetivo tem dois lugares dentro das frases.
Então vamos chamá-los de :

ADJETIVO 1 e
ADJETIVO 2

Vamos treinar, copie no espaço abaixo as questões passadas no


quadro pelo professor e faça a análise sintática e morfológica.

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O mundo encantado do “além verbo”.
Aprenda, agora, quais as funções sintáticas que tem lugar fixo na
estrutura da oração, se saírem do lugar precisam ser acompanhada pela
vírgula. Para marcar, chamaremos de: o mundo encantado do além
verbo.

Verbo

É hora de treinar com o verbo, utilize o espaço abaixo para copiar os exemplos
passados pelo professor na vídeo aula.

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ADVÉRBIO

MODIFICA TRES CLASSES GRAMATICAIS

FUNÇAO SINTÁTICA: adjunto adverbial

Exercite o advérbio

5
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PRONOME

Conceito:- ------------------------------------------------------------------------------------------------------------
-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Pronome adjetivo:- -------------------------------------------------------------------------------------------------


-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Pronome substantivo:- ---------------------------------------------------------------------------------------------


-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Classificaçao dos pronomes


RETOS: SUJEITO
Pessoais

OBLIQUOS: Sao objetos.

POSSESSIVOS

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DEMONSTRATIVOS

INDEFINIDOS

RELATIVOS

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PREPOSIÇAO

CONJUNÇAO

INTERJEIÇAO

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AULA 2: FUNÇÃO SINTÁTICA

SUJEITO

PREDICADO

PREDICATIVO

COMP. VERBAIS

COMPL. NOMINAL

APOSTO

AGENTE DA PASSIVA

ADJUNTO ADNOMINAL

ADJUNTO ADVERBIAL

VOCATIVO
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SUJEITO SIMPLES

SUJEITO INDETERMINADO

ORAÇAO SEM SUJEITO

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Comparando o C.N com os C.V

TIPOS DE APOSTO

AGENTE DA PASSIVA

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ADJ. ADNOMINAL ADJ. ADVERBIAL

PREDICADO PREDICATIVO

VOCATIVO

CONSIDERAÇOES

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HORA DE TREINAR O QUE APRENDEMOS.

Analisando as orações que seguem, procure indicar b) "... ou pedir-me à noite a bênção do costume"
a função sintática dos termos destacados, (objeto indireto)
tendo como subsídio a noção relacionada a
predicativo do sujeito e a predicativo do c) "Todas essas ações eram repulsivas: eu tolerava-
objeto: as..." (objeto direto)

d) "... que vivia mais perto de mim que ninguém"


a) Sempre a considerei uma excelente amiga. (objeto indireto)
b) Os convidados aparentavam eufóricos com a
demora da apresentação. e) "... eu jurava matá-los a ambos." (objeto direto)
c) Os convidados caminhavam maravilhados pelo
Assinale, entre as frases abaixo, o exemplo que
rol de entrada do salão.
mostra construção errada no emprego de “este
d) Ela certamente será uma boa esposa.
/ esta / isto”; “esse / essa / isso” e “aquele /
e) Todos o julgaram inocente.
aquela / aquilo” :
f) Julgaram incorreta a atitude dela.
a) passe-me esse livro que está perto de você;
O professor atravessou o pátio apressado”.
a- ( ) Neste período há um predicado verbo-nominal b) já lhe darei este livro que estou folheando;
com predicativo do objeto.
b – ( ) “atravessou o pátio apressado” = predicado c) são esses dias que estamos atravessando;
verbal
d) aos cinco anos entrei para a escola; desde esse
c – ( ) “o pátio” = núcleo do predicado.
tempo vivo estudando sem parar;
d - ( ) apressado = predicativo do sujeito
e – n. d. a e) Naquele tempo contava apenas uns quinze anos .
Era para _______ falar ______ ontem, mas “Agora publico as poesias ________ dei o nome de
não ______ encontrei em parte alguma. PRIMEIROS CANTOS”.
a) mim – consigo – o; b) eu – com ele – lhe; a) às quais; b) que; c) as que; d) à que; e) a
c) mim – consigo – lhe; d) mim – contigo – te que.
e) eu – com ele – o .

De acordo com a função desempenhada pelo


pronome em destaque, analise as orações e Assinale o único exemplo que não pode ser
atribua-lhes o código correspondente: completado com cujo, cuja ou cujos:

A) OBJETO B) OBJETO a) a dama em __________ casa estivemos é poetisa;


DIRETO INDIRETO
b) o funcionário por ___________ intermédio obtive
isso é meu parente;
a – ( ) Deu-me a mão e juntos prosseguimos o
passeio. c) o ídolo ante ___________ altares nos prostramos
é de mármore;
b – ( ) Desejo vê-lo o quanto antes.
c – ( ) Fê-los sair apressadamente. d) vamos falar com a pessoa _________ filhos são
nossos colegas;
d – ( ) Entreguei-lhe a encomenda.
e) eis os recibos de ________ lhes falei ontem.
Nas frases abaixo, o pronome oblíquo está
corretamente classificado, exceto em: Assinale a flexão verbal incorreta:
a) se vir o tal colega, falar-lhe-ei;
a) "Fugia-lhe é certo, metia o papel no bolso ..."
(objeto indireto) b) se eu pôr o verbo no plural, erro de novo;
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c) se eu vier cedo, aguardo-o; Analise os advérbios em destaque,
classificando-os de acordo com a circunstância
d) se a duplicata estiver certa, paguem-na; que a eles se referem:
e) se eu for tarde, esperem-me. a- Hoje fomos surpreendidos com a chegada dos
visitantes.
“Aqueles que ________ do interior _______ a b – Não me incomodo com sua impaciência.
cidade grande como um mundo que lhes c – Talvez eu compareça ao seu aniversário.
_______”. d – Estamos muito contentes com sua aprovação.
e – Alegremente Pedro se despediu de sua família.
a) veem - vêm - convêm;
Assinale a frase que não apresenta locução
b) vêm - veem - convém;
adverbial.
c) vem - vêm - convém;
a )“...a vista se perdendo no
d) veem - veem - convêm; horizonte...”

e) vêm - vem - convém. b) “ É mais seguro ir andando, passo a passo...”

O técnico _______ junto aos jogadores que se c) “... um homem que vivera nas
montanhas...”
______ tranquilos.
d) ”... o delicioso sentimento de dignidade e
a) interveio – mantessem; liberdade.”

b) interveio – mantivessem; Em “óculos sem aro”, a preposição indica


ausência, falta. Explique o sentido expresso
c) interveio - mantesse;
pelas preposições em:
d) interviu - mantessem;
a – “Cale-se ou expulso a senhora da sala”.
e) interviu - mantivessem.
b – “... interrompia a lição com piadinhas.”
Assinale a opção em que a forma verbal não
Em qual das opções abaixo” o uso da
tem valor imperativo:
preposição acarreta mudança total no sentido
a) “Lança teu grito ao vento da procela”; do verbo?

b) “Bandeira - talvez rasgue-se a metralha”; a) usei todos os ritmos da metrificação portuguesa. /


usei de todos os ritmos da metrificação portuguesa
c) “Ergue-te, ó luz! - estrela para o povo”;
b) cuidado, não bebas esta água./ cuidado, não
d) “Traze a bênção de Deus ao cativeiro”; bebas desta água;

e) “Levanta a Deus do cativeiro o grito !”. c) enraivecido, pegou a vara e bateu no animal./
enraivecido, pegou da vara e bateu no animal;

d) precisou a quantia que gastaria nas férias./


Em todas as alternativas há dois advérbios,
precisou da quantia que gastaria nas férias;
exceto em:
e) a enfermeira tratou a ferida com cuidado. / a
a – Ele permaneceu muito calado.
enfermeira tratou da ferida com cuidado.
b – Amanhã, não iremos ao cinema.
c – O menino, ontem, cantou desafinadamente.
d – Tranquilamente, realizou-se, hoje, o jogo.
e – Ela falou calma e sabiamente.

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Dê a função sintática dos termos assinalados c) Verbo-nominal.
pelas aspas: "O lucro", que é um dos incentivos d) Não há predicado
do sistema, foi "excelente".
“O toque dos sinos ao cair da noite era trazido lá da
a) objeto direto - adjunto adverbial. cidade pelo vento”. O termo grifado é:
b) sujeito - predicativo do sujeito.
c) sujeito - predicativo do objeto. a) sujeito;
d) predicativo do sujeito - predicativo do objeto. b) objeto direto;
"Pagam bem lá?" Nesta oração o sujeito é: c) objeto indireto;
a) oculto d) complemento nominal;
b) simples
c) indeterminado e) agente da passiva.
d) oração sem sujeito
A recordação da cena persegue-me até hoje. Os
"Em nossa terra não se vive senão de política." termos em destaque são, respectivamente:
Nesta oração o sujeito é:
a) objeto indireto, objeto indireto
a) indeterminado
b) complemento nominal, objeto direto
b) oração sem sujeito
c) oculto c) complemento nominal, objeto indireto
d) simples
d) objeto indireto, objeto direto
"Afinal, lá se está sempre contente." Nesta
oração o tipo de sujeito é: e) n.d.a

a) oculto Na oração "Você ficará tuberculoso, de


b) composto tuberculose morrerá", as palavras destacadas
c) determinado são, respectivamente:
d) indeterminado a) adjunto adverbial de modo, adjunto adverbial de
causa
"Anoitecia silenciosamente." Nesta oração b) objeto direto, objeto indireto
temos: c) predicativo do sujeito, adjunto adverbial
d) ambas predicativos
a) Sujeito simples
e) n.d.a.
b) Oração sem sujeito.
c) Sujeito indeterminado. Aponte a alternativa em que há adjunto
d) Sujeito oculto. adverbial de causa.
a) Compro os livros com o dinheiro.
"Não choremos, amigos, a mocidade." Qual é o
b) O poço secou com o calor.
tipo de sujeito desta oração?
c) Estou sem amigos.
a) Sujeito indeterminado. d) Vou ao Rio.
b) Sujeito oculto. e) Pedro é efetivamente bom.
c) Sujeito simples.
Marque (a) para adjunto adnominal ou (b)
d) Oração sem sujeito.
para complemento nominal
Flores me são os teus lábios. Qual é o tipo de ( ) A intervenção do diretor serenou os ânimos.
predicado desta oração? ( ) A compra do artilheiro foi comemorada pela
torcida.
a) Nominal. ( ) A alegria dos torcedores animava os jogadores.
b) Verbal. ( ) O fumo é prejudicial à saúde.

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( ) A construção do prédio foi demorada. j) NO MUSEU, vimos uma bonita exposição de arte.
( ) A construção do engenheiro foi elogiada.
l) A paisagem DO CAMPO surpreendeu os viajantes
Marque (a) para adjunto adnominal ou (b)
para predicativo do sujeito m) Foi morto A FACADAS.

n) Fez grandes investimentos EM TERRAS.


( ) Os inquietos meninos esperavam o resultado.
( ) Os meninos esperavam o resultado inquietos. o) Foi ao Shopping COM O AMIGO.
( ) O amoroso Orlando beijou Amanda.
p) Todos bateram palmas, EXCETO ANTÔNIO.
( ) Otávio estava confiante.
( ) As velhas casas foram reformadas. q) A mercearia DO SEU JOÃO foi fechada pelos
( ) As casas estavam velhas. fiscais.
( ) A feliz Lúcia saiu.
( ) Lúcia saiu infeliz. r) A assistência ÀS AULAS tem sido normal.
s) Quantas peças passaram BEM, NOS TESTES?
t) Ele era UM rapaz muito pobre.
Para os termos grifados, marque (a) para
predicativo do sujeito ou (b) para ajunto
adverbial

( ) Os alunos saíram da sala.


( ) Os alunos saíram tristes.
( ) Os convidados estavam na festa.
( ) Os convidados estavam animados.
( ) O professor está apreensivo.
( ) O professor está na sala.

Classifique o termo em destaque em adjunto


adnominal, adjunto adverbial ou complemento
nominal:
a) TALVEZ vá hoje ao Banco.

b) Nos dias de eleição é proibida a venda de


BEBIDAS ALCOÓLICAS.

c) Caiu a produção DE LEITE.

d) A produção DO OPERÁRIO aumentou este mês.

e) O encontro DOS AMIGOS foi emocionante.

f) A preocupação COM A JUSTIÇA deve ser um dever


DE TODOS.

g) Prezo muito a amizade DE MEU PAI.

h) A bebida ALCOÓLICA é prejudicial à saúde.

i) Ela tem orgulho DO FILHO.

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AULA 3: CONJUNÇÕES E ORAÇÕES

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ORAÇO ES SUBORDINADAS ADVERBIAIS

Pare as máquinas e respire, você vai precisar de atenção para entender esse assunto já na primeira
vez, por isso PARE TUDO e SÓ OLHE ESTA EXPLICAÇÃO se estiver concentrado. Se fizer isso, você
entenderá tudo em 5 minutos. Aceitou o desafio, então vamos lá.

Orações subordinadas
Adjetivas Substantiva

ADVERBIAL

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Construa o seu conhecimento, acompanhe
o vídeo e resuma aqui. Esse e o segredo.

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Identifique as conjunções dos períodos abaixo: Analise as orações demarcadas abaixo, classificando
as conjunções destacadas de acordo com o sentido por
Zé Brasil trabalhou muito, porém foi despedido. elas representado:
Minhas plantas não sobrevivem, pois não consigo matar as a – A menos que apresente uma justificativa plausível,
formigas. não poderá viajar hoje.

Ele não tem assistência médica; logo sofre de muitas b - Falou tão alto, que ficou com a voz comprometida no
doenças. outro dia.

Fique aqui, porque o coronel Tatuíra já vem e vai querer c – Você parece ser calma como sua irmã.
falar com você.
d – À medida que o volume do som aumentava, mais a
Tentou matar as formigas, mas não conseguiu. população reclamava.

Ele não sabia se trabalhava ou se tentava matar as e – Assim que chegou ao trabalho procurou iniciar as
formigas. tarefas a que lhe eram atribuídas.

Ele queria ter uma casa e plantar uma horta. f – Quando você desocupar, avise-me.

Era chamado de vadio, pois trabalhava pouco. g – Conforme me indicou, procurei o profissional de
saúde para tratar do meu caso.
Ele trabalhava pouco; logo era chamado de vadio.

“Estudando sem método, seremos reprovados.”, É


Assinale a sequência de conjunções que estabelecem,
oração reduzida de gerúndio, com valor de subordinada:
entre as orações de cada item, uma correta relação de
sentido. a) final;

1. Correu demais, ...... caiu. b) condicional;

2. Dormiu mal, ...... os sonhos não o deixaram em paz. c) concessiva:

3. A matéria perece, ...... a alma é imortal. d) conformativa.

4. Leu o livro, ...... é capaz de descrever as personagens e) consecutiva;


com detalhes.
Correlacione a segunda coluna de acordo com a
5. Guarde seus pertences, ...... podem servir mais tarde. primeira tendo em vista as circunstâncias indicadas
pelas ações subordinadas:
a) porque, todavia, portanto, logo, entretanto
1) Causa; 2) Condição; 3) Lugar; 4) Concessão; 5)
b) por isso, porque, mas, portanto, que Consequência; 6) Modo; 7) Tempo.

c) logo, porém, pois, porque, mas ( ) a verdade não está onde colocamos;

d) porém, pois, logo, todavia, porque ( ) tanta era a sua pureza, que o mal não a tocava;

e) entretanto, que, porque, pois, portanto ( ) chegando o momento propício, agiremos juntos;

No período - “Torna-se, portanto, imperativa uma revisão ( ) agiu sem consultar ninguém;
conceitual do modelo presente do processo de
desenvolvimento tecnológico de modo a levar em conta o ( ) como não estava preparado, não quis fazer a prova;
fator cultural como dominante”. A oração grifada traduz:
( ) sem ser propriamente bonita, ainda assim era uma
a) concessão; b) condição; mulher interessante;

c) consequência; d) proporção. ( ) sem observar tais cuidados, cometeria muitos erros;


Indique a ordem correta:
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a) 1 – 3 – 5 – 6 – 7 – 2 – 4; Classifique as orações em destaque:

b) 2 – 4 – 3 – 7 – 6 – 5 – 1; 1. Não só estudou, mas também trabalhou.

c) 6 – 1 – 2 – 7 – 4 – 3 – 5; 2. Choveu, pois eu me molhei.

d) 3 – 5 – 7 – 6 – 1 – 4 – 2; 3. O relógio é de ouro; não enferruja, pois.

e) 3 – 1 – 7 – 6 – 5 – 4 – 2. 4.Sai às dez, voltei às dez e meia.

O técnico berrou tanto, que ficou rouco: 5. Venha logo, pois está chovendo.

a) causa; d) finalidade; 6. Sinhá Vitória falou assim, mas Fabiano resmungou.”

b) consequência; e) concessão. 7. Ora chove, ora faz calor.

c) modo; As questões a seguir apresentam um período que você


deverá modificar, iniciando-o conforme se sugere,
Parece que quanto mais estudo menos sei: mas sem alterar a idéia contida no primeiro. Em
a) proporção; conseqüência, outras partes da frase sofrerão
b) tempo; alterações. Assinale a alternativa que contém o
c) modo; elemento adequado ao novo período:
d) alternativa.
e) explicação; Abraçou-me com tal ímpeto, que não pude evitá-lo.
Corre, saveiro, corre, que já brilham as luzes da Comece com: Não pude evitá-lo...
Bahía.
a) assim
a) concessão; b) quando
b) causa; c) à medida que
c) explicação; d) então
d) condição. e) porque
e) modo;
Junte as orações dadas em cada item, usando como Não se preocupe, que breve estarei de volta. Comece
ligação uma conjunção coordenativa; indique o tipo com: Breve estarei ...
de relação estabelecida
para que
1) O campeonato foi muito duro. Os atletas merecem um logo que
longo descanso. porém
logo
2) Você é um grande amigo nosso. Contamos senão
urgentemente com sua ajuda.

3) Ele é uma pessoa competente. É capaz de falhar CLASSIFIQUE AS ORAÇÕES SUBLINHADAS:


algumas vezes, como qualquer um de nós.
1-Todos querem o mesmo destino: que atinjamos a
4) Ele quer ficar rico. Deve trabalhar com muito afinco. felicidade.

5) Não desanime diante das dificuldades. A recompensa 2-O bom é que você não desconfia nunca.
vale o esforço.
3-Não veio nem telefonou.

4-Meu consolo era que o trabalho estava no fim.


6) O velho pai sofria com isso. Não chorava vem
maldizia a sorte. 5-Ivo tinha esquecido de que sua proposta não
agradara.
7) Aquela cidade não oferece muitas chances de trabalho.
Muitos jovens insistem em não sair de lá. 6-A estrada era perigosa, entretanto todos queriam
visitá-la.

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7-Alencar estava esperançoso de que tudo se 30-Vou sair, que aqui está muito abafado.
resolveria.
31-Lembro-me de que tu me amavas.
8- A nova máquina necessitava de que os
funcionários supervisionassem mais o trabalho. 32-Convém que não saias da classe.

9-Ora chama pela mãe, ora procura o pai. 33-Ele caminhava apressadamente, pois estava
atrasado.
10-Estou com receio de que não ocorra o jogo
34-Estude, ou não sairá nesse sábado.
11-Temo que Marcos saia ferido.
35-Estive à sua procura, mas não o encontrei.
12-Esse garoto não estuda nem trabalha.
36-Convém que façamos nossos deveres.
13-É necessário que façamos nossos deveres.
37-Informamos que os alunos sairão pela porta dos
14-Todos desejamos que seu futuro seja brilhante. fundos.

15-Argumentou durante duas horas, mas não 38-Sempre foi muito estudioso, no entanto não se
convenceu. adaptava à nova escola.

16-Penso que eles viajarão amanhã cedo. 39-Pedi que saíssem da sala.

17-Falta carne no mercado, portanto conheça a 40-Todo político que é honesto é capaz de causar
comida vegetariana. revoluções administrativas.

18-Nesse particular, você tem razão, contudo não me 41-Faça tudo o que quiser fazer, porém seja
convenceu. consciente de seus atos.

19-A babá ora acariciava o neném, ora beliscava-o. 42-O garoto que era risonho tornou-se um garoto
sisudo.
20-Paulo José observa que o anti-heroísmo é uma
característica forte dos personagens da cultura latino- 43-Todo aluno que é estudioso é digno de aprovação.
americana.
44-Tenho necessidade de que me elogiem.
21-Vivia zombando de todos; logo, não merecia
complacência. 45-Sabe-se que a situação econômico-financeira
ainda vai ficar pior.
22-É difícil que ele venha.
46-Simão não era rico nem pobre.
23-Conseguiu a aprovação, pois estudou como nunca
fizera antes. 47-Estude, ou não sairá nesse sábado.

24-Sabemos que eles estudam muito. 48-A verdade é que nunca nos satisfazemos com
nossas posses.
25-Sua falha trágica é a dificuldade de ser maleável
em relação à realidade. 49-Não acredito no médico do qual me falaste há
pouco.
26-Foi afirmado que você subornou o guarda.
50-Responda se conhece o novo time do Flamengo.
27-É possível fracassar.
51-Olha como tudo terminou bem!
28-Não só reclamava da escola, mas também
atazanava os colegas. 52-A juventude atual ora reclama ora atrapalha.

29-Amaral não sabia como realizar o sorteio. 53-O homem, que é um ser racional, tem perdido
suas características mais preciosas.

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54-A opinião de que Luís desistirá do estudo é a – (A) oração subordinada objetiva direta
conclusão precipitada. b – (B) oração subordinada completiva nominal
c – (C) oração subordinada objetiva indireta
55-O jovem obedeceu a todos que lhe são d – (D) oração subordinada subjetiva
superiores. e – (E) oração subordinada predicativa
56-Importa estudar continuamente. ( ) Ninguém desconfiava de que as decisões já
estavam tomadas.
57-A garota com quem simpatizei está à sua procura. ( ) Chegamos à conclusão de que nosso passeio não
acontecerá.
58-Londrina,que é aterceira cidade da região Sul do
( ) O problema é que não confio em você.
país, está muito bem cuidada.
( ) O barulho constante não permite que os
59-O mal é você ficar de braços cruzados. moradores vivam tranquilos.
( ) Decidiram-se que as novas mercadorias teriam
60-Ocerto é que Sérgio não se casará. um novo valor.

Reescreva os períodos acrescentando no lugar


da indicação entre parênteses uma oração de
sentido correspondente:
Aula-4 Concordancia
a – (oração subordinada adverbial Assunto fácil de entender, acompanhe.
proporcional) que o tempo passa, tornamo-nos
mais experientes.

b – (oração subordinada adverbial causal)


estava chovendo, não fomos ao passeio combinado.
c – Devemos sempre acreditar em um mundo melhor
(oração subordinada adverbial concessiva) a
paz pareça estar longe do nosso alcance.
d– (oração subordinada adverbial temporal)
você chegar, avise-me, pois precisamos conversar
sobre um assunto de seu interesse.
e – Precisamos nos qualificar sempre (oração
subordinada adverbial final) possamos
acompanhar as novas exigências do mercado de
trabalho.
AGORA EXERCITE!!!
Na frase: “Suponho que nunca teria visto um
homem”, a subordinada é: FAÇA A CONCORDÂNCIA CORRETA,
a – ( ) substantiva objetiva direta ASSINALANDO O TERMO INCORRETO.

b – ( ) substantiva completiva nominal 01 - Não temos (bastante / bastantes) razões para


impugnar sua candidatura.
c–( ) substantiva predicativa
02 - Estavam informados (bastante / bastantes)
d–( ) substantiva apositiva sobre toda a situação.

e–( ) substantiva subjetiva 03 - Aquela decisão me custou muito (caro /cara).

04 - Acolheu-me com palavras (meio / meias) tortas.


Procurando se ater ao código ora exposto,
relacione a segunda coluna de acordo com a 05 - Os processos estão (incluso / inclusos / inclusas)
primeira: na pasta.

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06 - As folhas trinta e (duas / dois) do processo, fez 30 - A sala tinha (bastante / bastantes) carteiras,
o juiz uma observação. mas era (meio / meia) escura.

07 - Seguem (anexo /anexos / anexa /anexas) as 31 - Eram moças (bastante / bastantes)


faturas. competentes.

08 - Permitam-me que eu as deixe (só / sós). 32 - As certidões (anexo / anexa / anexos / anexas)
devem ser seladas.
09 - Vocês estão (quite / quites) com a mensalidade?
33 - Suas opiniões são (bastante / bastantes)
10 - Hoje temos (menos / menas) lições. discutidas.
11 - Água é (boa / bom) para rejuvenescer. 34 - É (proibido / proibida) a entrada neste recinto.
12 - Ela caiu e ficou (meio / meia) tonta. 35 - Teresa e João chegaram (sós / só).
13 - Elas estão (alerta / alertas). 36 - Diz-se que (só / sós) eles não participaram.
14 - As duplicatas (anexo / anexa / anexas / anexos) 37 - Maria passeou (sós / só) pelo bosque.
já foram resgatadas.
38 - Vocês (só / sós) fizeram isso?
15 - Quando cheguei à escola era meio-dia e (meia /
meio). 39 - Está (incluso / inclusa) no total o seu percentual
de comissão.
16 - A lealdade é (necessária / necessário).
40 - Tenho uma colega que é (meia / meio) ingênua.
17 - Pedro e Maria viajaram (sós / só).
31 - Eram moças (bastante / bastantes)
18 - As meninas me disseram (obrigado / obrigada / competentes.
obrigados / obrigadas).
32 - As certidões (anexo / anexa / anexos / anexas)
19 - A porta ficou (meia / meio) aberta. devem ser seladas.
20 - (Anexo / Anexos) estamos enviando os 33 - Suas opiniões são (bastante / bastantes)
documentos. discutidas.
21 - O padre ficou a (só /sós) na igreja. 34 - É (proibido / proibida) a entrada neste recinto.
22 - (Salvo / Salvos) os doentes, os demais partiram. 35 - Teresa e João chegaram (sós / só).
23 - As camisas estão custando (caro / cara). 36 - Diz-se que (só / sós) eles não participaram.
24 - (Sós / Só), Pedro e Paulo abriram o cofre e 37 - Maria passeou (sós / só) pelo bosque.
fugiram com o dinheiro.
38 - Vocês (só / sós) fizeram isso?
25 - Escolhemos as cores mais vivas (possível /
possíveis) 39 - Está (incluso / inclusa) no total o seu percentual
de comissão.
26 - É (necessário / necessária) muita fé.
40 - Tenho uma colega que é (meia / meio) ingênua.
27 - As crianças não andam (só / sós), mas
acompanhadas. 41 - Ela apareceu (meio / meia) nua.

28 - Maçã é (boa / bom) para os dentes. 42 - Manuel está (meio / meia) gripado.

29 – [Excetos / Exceto] os dois vigaristas, todos 43 - As crianças ficaram (meia / meio) gripadas.
foram presos como suspeitos.

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44 - Nunca fui pessoa de (meio / meia) palavras. 75 - Seguem (anexo / anexa / anexas / anexos) três
certidões.
45 - Agora todos estão (salvos / salvo), exceto o
velho barqueiro. 76 - Para quem esta entrada é (proibido / proibida)?

46 - Os rapazes nos pagaram somente com muito 77 - Coalhada é (boa / bom) para a saúde.
(obrigados / obrigadas / obrigado).
78 - A coalhada dessa padaria é (bom / boa).
47 - A casa estava (meia / meio) velha antes da
reforma. 79 - Mais amor (menos / menas) confiança.

48 - Fiquem (alerta / alertas) rapazes. 80 - Suas Excelências estavam (acompanhadas /


acompanhados) de suas esposas.
49 - Eles (só / sós) chegaram às duas.
91 - Esta aveia é (boa / bom) para a saúde.
50 - A maçã é (bom / boa) para os dentes.
92 - Aquelas mercadorias custaram (caro / cara).
51 - É (proibida / proibido) a permanência de
veículos neste local. 93 - Os mamões sempre custaram muito (caros /
caro).
52 - Você é inteligente, de (maneiras / de maneira)
que vai aprender. 94 - Não tinham (bastante / bastantes) motivos para
faltar.
53 - Segue (anexo / anexa) a biografia que você
pediu. 95 - Estou (quite / quites) com a tesouraria.

54 - Está (inclusos / inclusas / incluso / inclusa) na 96 - Eles faltaram (bastantes / bastante) vezes.
nota a taxa de serviços. 97 - Suas opiniões são (bastante / bastantes)
55 - Estou (quite / quites) com as crianças. discutidas.

56 - Procure comer (bastantes / bastante) frutos. 98 - Há (bastante / bastantes) meses, falou-me do


seu grande amor.
57 - Todas as guarnições militares estavam (alerta /
alertas). 99 - Pimenta é (boa / bom) para tempero.

58 - Muito (obrigado / obrigada / obrigados / 100 - Emocionada a moça agradeceu. Muito


obrigadas) disseram elas. (obrigado / obrigada)!

59 - Você é estudante, (de modos / de modo) que 111 - João ficara a (sós / só).
pode cometer muitas asneiras. 112 - Aquelas mercadorias eram (barata / barato).
60 - A carne está (meia / meio) estragada 113 - Os gênios vivem (só / sós), (só / sós) os fracos
71 - Os cheques estão (anexo / anexos) aos vivem em bando.
documentos? 114 - Manoel e Virgílio estão (quite / quites) com o
72 - Examinamos (bastantes / bastante) planos. Serviço militar.

73 - Seus quadros eram os mais clássicos (possível / 115 - A menina me disse (obrigado / obrigada).
possíveis). 116 - Não tenho (meio / meios) para levar uma vida
74 - O governo destinou (bastante / bastantes) melhor.
recursos. 117 - Os mamões ficaram (caros / caro) de uma hora
para outra.

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118 - Você é perspicaz, (de formas / de forma) que 140 - Quero (meio / meia) porção de fritas.
entendeu o que eu disse.
141 - Esperava (menos / menas) pergunta naquela
119 - A pimenta é (bom / boa) para tempero. prova.

120 - A porta ficou (meio / meia) aberta. 142 - Vossa Excelência está (enganada / enganado),
Doutor Juiz.
121 - Esta questão tem sido apresentada (bastante /
bastantes) vezes. 143 - Bebida alcoólica não é (boa / bom) para o
fígado
122 - Ante ao perigo os guardas estavam (alertas /
alerta). 144 - As matas foram (bastante / bastantes)
danificadas pelo fogo.
123 - Meu filho emagrecia a (olhos vistos / olho
visto). 145 - Mãe viúva e filho moravam (junto / juntos)
numa casa modesta.
124 - Vai (anexo / anexa) a declaração solicitada.
146 - Não foi (necessário / necessária) ação da
125 - As certidões (anexos / anexas) devem ser polícia.
seladas.
147 - Seu pai já está (quite / quites) com o meu?
126 - Tudo depende delas (mesmos / mesmas /
mesmo). 148 - Cumpri minha obrigação, (de maneiras / de
maneira) que estou tranquilo.
127 - (Só / Sós) ela faria as lições (anexos / anexas).
149 - É (permitido / permitida) entrada franca a
128 - Alguns acham (possível / possíveis) navios de estudantes.
800 mil toneladas.

129 - São eles (mesmos / mesmo) responsáveis pela


derrota.

130 - Eles ficaram (sós / só) depois do baile.

131 - Nós (mesmo / mesmos) edificaremos a casa.


Acompanhem no vídeo as principais regras do
132 - Água tônica é (bom / boa) para o estômago. sujeito composto: CONCORDÂNCIA VERBAL
133 - Seguem (incluso / inclusos) na pasta a carta e
a procuração.

134 - As crianças estavam (bastante / bastantes)


crescidas.

135 - Os alunos (mesmo / mesmos) darão à redação


final.

136 - Elas (mesmo / mesmas) fizeram a festa.

137 - Ela não sabia disso (mesmo / mesma).

138 - Elas nunca saíram (juntas / junto), mas


almoçam sempre (junto / juntas).

139 - É (proibido / proibida) a caça nesta reserva.

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a) cabelo e pupila __________ (negros / negras);

b) cabeça e corpo __________ (monstruoso / monstruosos);

c) calma e serenidade _______ (invejável / invejáveis);

d) dentes e garras __________ (afiados / afiadas);

e) galhos e tronco ___________(seco / secos).

03. (ESAF) Assinale a opção em que a


mudança de pessoa verbal provoca erro.

a) Requeremos a pavimentação da rua Vicente de


Carvalho. - Requeiro a pavimentação da rua Vicente
de Carvalho.

b) Apesar do espaço pequeno, temos certeza de que


cabemos aí. - Apesar do espaço pequeno, tenho
certeza de que caibo aí.

c) Se não nos precavemos a tempo, seremos


ludibriados. - Se não me precavenho a tempo, serei
ludibriado.

d) Graças ao seu auxílio, reaveremos os documentos.


- Graças ao seu auxílio, reaverei os documentos.

e) Nós valemos tanto quanto acreditamos ser nosso


valor. - Eu valho tanto quanto acredito ser meu valor.

04. (CESGRANRIO) Tendo em vista as regras


Concordância com o “ SE”: ESSAS REGRAS VALEM de concordância, assinale a opção em que
OURO, anote aí. qualquer uma das formas entre parênteses
pode completar corretamente a lacuna do
enunciado.

01. (CESGRANRIO) Há concordância nominal a) olhos e cabeceira _________(negro / negros);


inadequada em: b) pastel e empada __________(esborrachada / esborrachados):

a) clima e terras desconhecidas; c) homens e mulheres _______ (fanático / fanáticas);

b) clima e terra desconhecidos; d) massa e carne __________ (estragada / estragados);

c) terras e clima desconhecidas; e) ditos e zombaria _________ (desnecessária / desnecessárias

d) terras e clima desconhecido; 05. (CESGRANRIO) Tendo em vista as regras


de concordância, assinale a opção em que as
e) terras e clima desconhecidos.
duas formas entre parênteses podem
02. (CESGRANRIO) Tendo em vista as regras completar corretamente a lacuna do
de concordância nominal, assinale a opção em enunciado:
que a lacuna só pode ser preenchida por um
a) atitudes e hábitos geralmente __________________
dos termos colocados entre parênteses:
(questionado / questionadas);

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b) vocabulário e fraseologia restritamente ___________ b) Nós possuímos casas e apartamentos
(utilizados / utilizadas); ___________ .
c) crítica e objeções inteiramente __________________ c) Ele defendeu ponto de vista e idéia ___________
(infundados / infundadas): .
d) grupos e pessoas linguisticamente _______________
d) Ela e ele ___________ fizeram o trabalho.
(diferenciados / diferenciadas);
e) Paulo e ela ___________ vieram receber me.
e) segredo e originalidade igualmente ______________
(desejados / desejadas). 08. (Unifor) Na frase: “A madrugada era
escura nas moitas de mangue, baixas, meio
trêmulas do ventinho frio”, a palavra meio
06. (ESAF) Assinale a opção que resulta correta apresenta se sob essa forma flexional porque:
após a mudança dos tempos verbais do trecho
a) é um caso de adjetivo que vem antes de vários
a seguir:
substantivos, concordando com o mais próximo.
“Se analisarmos o que aconteceu ao longo
deste século, vamos perceber que aquelas b) concorda com ventinho frio.
características sofreram uma reversão.” c) funciona como advérbio, com valor de um pouco,
a) Se analisamos o que aconteceu ao longo deste sendo, portanto, invariável.
século, perceberíamos que aquelas características d) a concordância se dá com a idéia que a palavra
sofreram uma reversão. moita encerra grupo de plantas.
b) Se analisássemos o que aconteceu ao longo deste e) se refere a mangue.
século, perceberíamos que aquelas características
sofreram uma reversão. 09. (CESGRANRIO) Tendo em vista as regras
de concordância, assinale a opção em que a
c) Se analisarmos o que aconteceu ao longo deste forma entre parênteses NÃO completa
século, iríamos perceber que aquelas características corretamente a lacuna da frase:
sofreram uma reversão.
a) São bastante _________ tais idéias e opiniões
d) Se analisássemos o que aconteceu ao longo deste sobre o computador. (difundidas)
século perceberemos que aquelas características
sofreram uma reversão. b) Serão _________ tanto os técnicos quanto as
pessoas menos qualificadas. (prejudicados)
e) Se analisarmos o que aconteceu ao longo deste
século, íamos perceber que aquelas características c) Tornam se muito _________ a área e os meios
sofreram uma reversão. de atuação dos funcionários. (limitadas)

d) Podem ser neste ponto _________a tarefa dos


antigos artesãos e a dos modernos operários.
07. (EFOA) “...sabe fugir da carrocinha pelas (comparadas)
próprias patas”.
e) Ficam _________ nas mãos de poucos todos os
Considerando a concordância nominal, o conhecimentos e habilidades. (concentrados)
vocábulo destacado na citação acima será
empregado no mesmo gênero e número para
preenchimento da lacuna em:
10. (CESGRANRIO) Tendo em vista as regras
a) Ele tem atitude e opinião ___________ . de concordância, assinale a opção em que a
forma entre parênteses NÃO completa
corretamente a lacuna da frase:

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a) Já foram _________ em várias partes do mundo recursos em um todo unificado, evitando o
graves desequilíbrios ecológicos decorrentes da desperdício da duplicação inerente à competição.
aplicação abusiva de agrotóxicos. (observadas)

b) Nem sempre são _________ em nosso país as


normas sobre o emprego de inseticidas industriais. 13. (CESGRANRIO) Tendo em vista as regras
(respeitadas) de concordância, assinale a opção em que a
forma entre os parênteses NÃO completa
c) Por interesses econômicos, têm sido _________ corretamente a lacuna da frase:
a segundo plano os meios biológicos de proteger a
lavoura contra a ação dos insetos. (relegados) a) Devem ser ____ engenho e habilidades daqueles
que integram uma mesma comunidade.
d) Deveriam ser melhor _________ entre nós os (coordenadas)
métodos e as técnicas de controle biológico de
pragas. (divulgados) b) Os países pobres e os países ricos possuem
recursos e necessidades muito ____ . (diversos)
e) Podem ficar irremediavelmente _________ tanto
a flora quanto a fauna das regiões em que se faz c) É preciso que Ciência e Tecnologia estejam ____
uso intensivo de inseticidas químicos. (prejudicadas) às aspirações da comunidade. (subordinadas)

11. (FURRN) “Meninas, avisem a _________ d) Em muitos países, estão intimamente ____ o
colegas que vocês _________ é que vão fenômeno científico e o social. (ligados)
dirigir os ensaios da peça.” e) Os mecanismos e intenções que determinam a
a) vossos – mesmos; pesquisa nos países ricos são erroneamente ____
para os países pobres. (transferidos)
b) seus – mesmas;
14. (CESGRANRIO) Tendo em vista as regras
c) vossos – mesmas; de concordância, assinale a opção em que a
forma entre parênteses NÃO completa
d) seus – mesma; corretamente a lacuna da frase:
e) vossos – mesmo. a) Nem sempre são _________ ao conhecimento do
12. (ESAF) Assinale a opção em que ocorre público as causas e consequências dos acidentes
erro de concordância verbal. nucleares. (levadas)

a) Em uma economia estatal ou centralmente b) Animais e plantas de determinada região podem


planejada, a responsabilidade pelas decisões ser acidentalmente _________ pela radiação
econômicas são centralizadas nas mãos do governo. atômica. (contaminados)

b)Os meios de produção com exceção da mão de c) Devem ser melhor _________ em nossa terra os
obra são de propriedade coletiva. recursos hídricos e outras fontes não poluentes de
energia. (exploradas)
c) A burocracia governamental decida quais são os
produtos e em que quantidade serão produzidos d) É preciso que a construção e o funcionamento de
de acordo com um plano nacional centralizado. usinas nucleares sejam _________ por rigorosas
normas de segurança. (controlados)
d)Os recursos são alocados entre unidades através
do sistema de cotas. e) Ainda não foram precisamente _________ as
vantagens e desvantagens da utilização do átomo
e) Os defensores desse sistema enfatizam os como fonte de energia. (avaliadas)
benefícios da sincronização e distribuição de

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15. (CESGRANRIO) Assinale a opção em que há e) Depois de tão pesadas ofensas, prefiro ficar a sós
ERRO de concordância em relação à norma culta da a conviver com essa agressiva companhia.
língua:
18. (NCE) Assinale a alternativa correta
a) O professor qualificou de inaceitável aquelas quanto à concordância.
gírias.
a) Artistas, escritores e desportistas, na Bahia,
b) Valorizem-se os estudos sobre as linguagens promove manifestação em favor do candidato.
especiais.
b) Dona flor e seus dois maridos, sucesso de
c) Eis as gírias de que se vai tratar nas próximas bilheteria, voltam à tela depois de vinte e cinco
aulas. anos.

d) Segue anexa a documentação pedida sobre a c) Companhias de cerveja deverão trocar amigos
linguagem dos estudantes. sertanejos e baixinhos por loiras e morenas, as
chamadas musas etílicas.
e) As gírias ouvidas neste colégio são tais quais as
que podemos observar em qualquer grupo de d) Com a queda do regime, as mulheres ficaram
jovens. meias perdidas com as novas regras.

e) O roqueiro e a artista conseguiu transformar o


evento num grande espetáculo.
16. (Unirio) Em “creio que tal qual aconteceu”, a
expressão tal qual não se flexiona. Assinale o
exemplo em que há ERRO na concordância de tal
qual: 19. (FEC) No trecho “O presidente Fernando
Henrique Cardoso viu derrotada (...) a
a) Eram pessoas tais qual você. proposta brasileira...” foi feita de modo
correto a concordância nominal. O mesmo
b) Era pessoa tal quais vocês. não se pode dizer sobre a frase:
c) Eram pessoas tal qual vocês. a) Devem ser melhor exploradas em nossa terra os
d) As duas pessoas sentiram tal qual fascinação. recursos naturais e outras fontes renováveis de
energia.
e) Quais leões famintos, tais eram as pessoas na fila
da merenda. b) Nem sempre são reveladas ao conhecimento do
público as razões e os procedimentos geradores de
problemas ambientais.

17. (Mackenzie) Indique a frase em que a palavra c) Animais e plantas de determinada região podem
só é invariável: ser acidentalmente contaminados pelos gases
poluídos da atmosfera.
a) Eles partiram sós, deixando me para trás
aborrecida e bastante magoada. d) É preciso que a construção e o funcionamento de
usinas termoelétricas sejam controlados por
b) Chegada sós, com o mesmo ar exuberante de
rigorosas normas de segurança.
sempre.
e) Ainda não foram precisamente avaliadas as
c) Sós, aquelas moças desapareceram, cheias de
vantagens e as desvantagens da utilização do
preocupações.
átomo como fonte de energia.
d) Aqueles jovens rebeldes provocaram sós essa
motivação.

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20. (Unisinos) O caso de concordância 23. (UFSM) Considerando a concordância nominal,
nominal inaceitável aparece em: assinale a frase correra:

a) Nunca houve divergências entre mim e ti. a) Ela mesmo confirmou a realização do encontro.

b) Ele tinha o corpo e o rosto arranhados. b) Foi muito criticado pelos jornais a reedição da
obra.
c) Recebeu o cravo e a rosa perfumado.
c) Ela ficou meia preocupada com a notícia.
d) Tinha vãs esperanças e temores.
d) Muito obrigada, querido, falou me emocionada.
e) É necessário certeza.
e) Anexo, remeto lhes nossas últimas fotografias.

21. (PUC) Assinale a seqüência que completa


estes períodos: 24. (NCE) O período “Vossa Excelência não
deve fazer prevalecer os seus interesses
I. Ela _________ disse que não iria. sobre os de vossos eleitores” foi usado por
II. Vão ________ os livros. um deputado para criticar um colega de
parlamento. Quanto aos pronomes que
III. A moça estava _________ aborrecida. compõem a forma de tratamento do período,
pode se afirmar que:
IV. É _________ muita atenção para atravessar a
rua. a) estão todos corretos;

V. Nesta aula, estudam a terceira e a quarta ____ b) está incorreto o emprego do possessivo vossos;
do primeiro grau.
c) está incorreto o emprego do pronome de
a) mesmo anexos meia necessário série. tratamento Vossa Excelência, para um deputado;

b) mesma anexos - meio necessária séries. d) está incorreto o emprego do possessivo seus;

c) mesmo - anexo - meio necessário séries. e) estão todos incorretos.

d) mesma anexos - meio necessário séries. 25. (UFF) Assinale a opção em que ocorre
ERRO de concordância nominal:
e) mesma - anexos - meia necessário séries.
a) Parecia meio aborrecida a mulher de mestre
22. (Fatec) Assinale a alternativa que completa
Amaro.
corretamente as lacunas da frase abaixo:
b) Pagando cem mil réis, ele estaria quites com o
“É ________ discussão entre homens e mulheres
velho.
________ ao mesmo ideal, pois já se disse
________ vezes que da discussão, ainda que c) O seleiro sentiu o papel e a nota novos no bolso.
________ acalorada, nasce a luz”.
d) Floridos montes e várzeas se sucediam na
a) bom voltados bastantes meio. paisagem.

b) bom voltadas bastante meia. e) Os partidos de cana mostravam tonalidades


verde-¬esmeralda.
c) boa - voltadas bastantes meio.

d) boa - voltados bastante meia.

e) bom voltadas bastantes meia.

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26. (Unirio) Assinale a opção em que a a) C – C – C.
concordância nominal contraria a norma culta da
língua: b) C – C – I.

a) Uso louça e copo velhos. c) C – I – I.

b) Uso louça e copo velho. d) I – C – C.

c) Uso copo e louça velhos. e) I – I – C.

d) Uso copo e louça velha.

e) Uso copo e louça velhas. 30. (UFF) Assinale a opção em que a norma
culta da língua admite só uma concordância
verbal:

27. (Unirio) Assinale o item em que se observa a) A maioria das pessoas, aqui, não sabe do que
incorreção no emprego do verbo: está falando.

a) Existiam em redor cavaleiros palradores. b) Um e outro protestaram contra a derrubada de


eucaliptos.
b) Devia haver sol e mormaço.
c) Defendiam o meio ambiente a comunidade e o
c) Haviam muitas aves e plantas. vigário.
d) Faz alguns momentos que eu descansara. d) Não faz falta nenhuma o eucalipto e os cupins.
e) Fazia cinco horas que eu estava viajando. e) Iam dar seis horas no relógio da praça.

28. (NCE) Assinale a opção em que a concordância 31. (Unirio) Em que item há um erro de
verbal está correta. concordância verbal:
a) Constatara que não havia dois navios iguais. a) Esta pessoa foi uma das que mais discutiu o
b) Era bastante impecáveis alguns barcos. caso.

c) Estava faltando apenas duas lanchas. b) Eu com o meu amigo Paulo entramos na
sociedade.
d) Vão fazer muitos anos que deixou a agência.
c) Fazem dois meses que o visitei.
e) Só lhe interessava cargueiros de grande porte.
d) Fui eu quem apresentei esta solução.

e) Não podem existir muitos candidatos a esse


29. (NCE) Coloque C ou I nos parênteses, ponto.
conforme a concordância nominal esteja
correta ou incorreta.

( ) Barcaça e veleiro novos. 32. (NCE) Quanto à concordância verbal, está


incorreta de acordo com o padrão escrito da
( ) Barcaças e veleiro novos. língua a frase:

( ) Veleiro e barcaça novo. a) Havia ainda duas pessoas para serem atendidas;

Marque a seqüência correta.

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b) Decorreram seis meses desde a contratação do a) Já é uma hora da tarde. - Já são duas horas da
último funcionário; tarde.

c) Já soou meio dia no relógio da torre; b) Deve haver alguma solução para o caso. - Deve
haver várias soluções para o caso.
d) Seguiu no mesmo malote as duas
correspondências extraviadas; c) Falta um dia para o início das aulas. - Faltam dez
dias para o início das aulas.
e) Cabem à pessoa interessada as novidades
publicadas sobre o concurso. d) A maioria dos alunos não reclamou do calor. - A
maioria dos alunos não reclamaram do calor.

e) Apareceu ao longe um vulto assustador. -


33. (UFF) Assinale a opção que preenche Apareceu ao longe vultos assustadores.
corretamente as lacunas da frase a seguir:

“Sempre _____________ pessoas que se


_____________ a _____________ o domínio 36. (UFG) Assinale a única frase que se
do cangaço.” preenche corretamente apenas com a
primeira forma verbal entre parênteses.
a) houve / disporam / refreiar.
a) Muitos de nós __________ pela alfabetização dos
b) houve / dispuseram / refrear. povos. (lutam lutamos)
c) houveram / disporam / refrearem. b) A maioria dos indivíduos __________ com uma
d) houveram / dispureram / refreiaram. vida digna. (sonha sonham)

e) haviam / dispunham / refrear. c) __________ se, antigamente a leis


extremamente severas. (Obedecia Obedeciam)

d) __________ da ignorância o subdesenvolvimento


34. (CESGRANRIO) Assinale a concordância e a miséria. (Nasce Nascem)
verbal ERRADA:
e) __________ se lado a lado a miséria e a
a) Já é uma hora da tarde, e ele ainda não chegou. doença. (Encontra Encontram)

b) Fazia três anos que ele viajara para Belém.

c) Na reunião só havia cinco representantes do 37. (FURRN) Ora, ______ meses que não
Sindicato. ______ na escola fatos como aquele que até
agora nos ______ .
d) Deve existir pelo menos mais de três
documentos guardados. a) faz – ocorrem – perturbam.

e) Qual dos três cientistas ganhará o prêmio este b) fazem – ocorre – perturbam.
ano?
c) fazem – ocorre – perturba.

d) faz – ocorre – perturbamos.


35. (PUC) Levando se em conta a NORMA
CULTA da língua, assinale a opção na qual e) faz – ocorrem – perturba.
uma das frases apresenta uma concordância
verbal INACEITÁVEL.
38. (UFPE) Marque a alternativa em que a
concordância verbal contraria a norma culta:

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a) Ouviram se as notícias mais
desencontradas.

b) Trata se de questões muito sérias.

c) Faziam anos que o país não escolhia


democraticamente o presidente.

d) Poderá haver comentários positivos quanto à


eleição.

e) Deveriam existir situações menos


constrangedoras.

39. (UEBA) A alternativa em que o verbo


entre parênteses deve ficar obrigatoriamente
na terceira pessoa do singular é:

a) (Chover) confetes na festa de aniversário de


Maria.

b) Tu não (dever) te preocupar com a vida dos


outros.

c) (Acontecer) coisas estranhas naquela festa.

d) No tempo de Cristo (haver) muitas pessoas


incrédulas.

e) Não (restar) mais dúvidas sobre a autoria do


crime.

40. (FURG) Indique a alternativa que


preenche adequadamente as lacunas da
frase:

“_________ anos que o homem se pergunta:


se não _________ medos, como _________
esperanças?”

a) Faz – houvesse – existiriam.

b) Fazem – houvesse – existiriam.

c) Fazem – houvessem – existiriam.

d) Faz – houvesse – existia.

e) Faz – houvessem – existiria.

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Aula 5: REGENCIA VISAR

nominal e verbal

SIMPATIZAR

Voce precisa saber:

1ª) verbo e preposiçao. ASPIRAR

2ª) preposição e
pronome relativo.
3ª)Paralelismo sintatico

MORAR

REGÊNCIAS QUE VOCÊ DEVE SABER.

QUERER

NAMORAR

AMAR

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SENTAR SAIBA DIFERENCIAR...

Onde:

Aonde:

Porquê:

PROCEDER

Porque:

PREFERIR

Por quê:

ACREDITAR

Por que:

NECESSITAR

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TERMOS PREPOSICIONADOS: C.N e O.I
A CRASE INDICA UM
DESSES TERMOS.

RESUMO DA CRASE.
O QUE E CRASE?

CRASE OBRIGATORIA

CRASE FACULTATIVA

CRASE PROIBIDA

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HORA DE EXERCITAR.

1. Em qual das alternativas o uso do acento 8. A alusão _____ lembranças da casa materna
indicativo de crase é facultativo? trazia _____ tona uma vivência _____ qual já havia
renunciado.
a) Minhas ideias são semelhantes às suas.
b) Ele tem um estilo à Eça de Queiroz a) às - a - a // b) as - à - há c) as - a - à // d) às - à -
c) Dei um presente à Mariana. à e) às - a - há
d) Fizemos alusão à mesma teoria.
e) Cortou o cabelo à Gal Costa. 9. Use a chave ao sair ou entrar __________ 20
horas.
2. "O pobre fica ___ meditar, ___ tarde,
a) após às // b) após as c) após das // d) após a
indiferente ___ que acontece ao seu redor".
e) após à
a) à - a - aquilo // b) a - a - àquilo // c) a - à - àquilo
d) à - à - aquilo // e) à - à - àquilo 10. _____ dias não se consegue chegar _____
nenhuma das localidades _____ que os socorros se
3. "A casa fica ___ direita de quem sobe a rua, __- destinam.
duas quadras da Avenida Central".
a) Há - à - a // b) A - a - a // c) À - à - a // d) Há - a
a) à - há // b) a - à // c) a - há // d) à - a // e) à – à. -a e) À - a - a

4. "O grupo obedece ___ comando de um 11. Fique _____ vontade; estou _____ seu inteiro
pernambucano, radicado ___ tempos em São dispor para ouvir o que tem _____ dizer.
Paulo, e se exibe diariamente ___ hora do almoço".
a) a - à - a // b) à - a - a // c) à - à - a // d) à - à - à
a) o - à - a // b) ao - há - à // c) ao - a - a // d) o - há // e) a - a - a
- a // e) o - a - a
12. No tocante _____ empresa _____ que nos
5. "Nesta oportunidade, volto ___ referir-me ___ propusemos _____ dois meses, nada foi possível
problemas já expostos ___ V. Sª ___ alguns dias". fazer.

a) à - àqueles - a - há // b) a - àqueles - a - há a) àquela - à - à // b) aquela - a - a


c) a - aqueles - à - a // d) à - àqueles - a - a c) àquela - à - há // d) aquela - à - à // e) àquela - a -
e) a - aqueles - à - há há

6. Assinale a frase gramaticalmente correta: 13. Chegou-se _____ conclusão de que a escola
também é importante devido _____ merenda
a) O Papa caminhava à passo firme.
escolar que é distribuída gratuitamente _____
b) Dirigiu-se ao tribunal disposto à falar ao juiz.
todas as crianças.
c) Chegou à noite, precisamente as dez horas.
d) Esta é a casa à qual me referi ontem às pressas. a) à - à - à // b) a - à - a // c) a - à - à // d) à - à - a
e) Ora aspirava a isto, ora aquilo, ora a nada. // e) à - a - a

7. O Ministro informou que iria resistir _____ 14. A tese _____ aderimos não é aquela _____
pressões contrárias _____ modificações relativas defendêramos no debate sobre os resultados da
_____ aquisição da casa própria. pesquisa.

a) às - àquelas _ à // b) as - aquelas - a a) a qual - que // b) a que - que // c) à que - a que


c) às àquelas - a // d) às - aquelas - à d) a que - a que // e) a qual a que
e) as - àquelas - à

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15. Em relação _____ mímica, deve-se dizer que ela c) aquele - comigo - à
exerce função paralela _____ da linguagem. d) aquele - por mim - a
e) àquele - para mim - à
a) a - a // b) à - à // c) a - à // d) à - aquela // e) a -
àquela 23. A lâmpada _____ cuja volta estavam mariposas
_____ voar, emitia luz _____ grande distância.
16. Foi _____ mais de um século que, numa
reunião de escritores, se propôs a maldição do a) a - à - à b) à - a - à c) a - à - a d) a - a - a e)
cientista que reduzira o arco-íris _____ simples à-a-a
matéria: era uma ameaça _____ poesia.
24. Aquela candidata _____ rainha de beleza,
a) a - a - à // b) há - à - a c) há - à - à // d) a - a - a quando foi _____ televisão, pôs-se _____ roer as
// e) há - a - à unhas.

17. A estrela fica _____ uma distância enorme, a) à - à - a / b) à - a - à c) a - a - à d) à - à - à e) a


_____ milhares de anos-luz, e não é visível _____ -à-a
olho nu.
25. Eis o lema _____ sempre obedecia: ódio _____
a) a - à - à // b) a - a - a c) à - a - a // d) à - à - a // guerra e aversão _____ injustiças.
e) à - a - à
a) à que - à - as b) à que - à - às c) a que - à -
18. Estava __________ na vida, vivia _____ às d) a que - à - as // e) a que - a - as
expensas dos amigos.
26. Faltou _____ todas as reuniões e recusou-se
a) atoa - as // b) a toa - à // c) a tôa - às // d) à toa - _____ obedecer _____ decisões da assembleia.
às e) à toa - as
a) a - a - as b) a - a - às c) a - à - às d) à - a - às /
19. Estavam _____ apenas quatro dias do início e) à - à - às
das aulas, mas ele não estava disposto _____
27. Expunha-se _____ uma severa punição, porque as
retomar os estudos.
ordens _____ quais se opunha eram rigorosas e
a) há - à // b) a - a // c) à - a // d) há - a // e) a - à destinavam-se _____ funcionárias daquele setor.

20. Disse _____ ela que não insistisse em amar _____ a) a - as - às b) à - às - as c) à - as - às d) à - às -


quem não _____ queria. às e) a - às - às

a) a - a - a // b) a - a - à // c) à - a - a // d) à - à - à 28. _____ alguns meses o Ministro revelou-se


// e) a - à - à disposto _____ abrir _____ discussões em torno do
acesso dos candidatos e dos partidos _____ televisão.
21. Quanto _____ suas exigências, recuso-me _____
levá-las _____ sério. a) A - a - as - à b) Há - a - às - a c) A - à - às - a d)
Há - à - as - à e) Há - a - as - à
a) às - à - a // b) a - a - a // c) as - à - à // d) à -
a - à // e) as - a – a GABARITO

22. Quanto _____ problema, estou disposto, para 1 C / 2 C / 3 D / 4 B / 5 B / 6 D / 7 A / 8 D / 9 B / 10


ser coerente __________ mesmo, _____ emprestar- D / 11 B / 12 E / 13 D / 14 B / 15 B / 16 E / 17 B / 18
lhe minha colaboração. D / 19 B / 20 A / 21 B / 22 B / 23 D / 24 E / 25 C / 26
B / 27 E / 28 E /
a) aquele - para mim - a
b) àquele - comigo - a

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MATEMÁTICA
BÁSICA

COM O MÉTODO
DO CONCURSEIROS NOTA 10
VOCÊ CONSEGUE

DESCUBRA POR QUE ESSE MATERIAL


É CONSIDERADO UM MANUAL DO
CONCURSEIRO.

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• 7>5
CONJUNTOS • -7<3
• -20<0
• -3>-8
NÚMEROS NATURAIS • -1<0

N = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6,...}
Os números naturais quantificam as coisas. Eles são
infinitos. O conjunto dos números naturais é
representado pela letra maiúscula N e estes números
são construídos com os algarismos: 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6,
7, 8, 9, que também são conhecidos como algarismos
indo-arábicos.

NÚMEROS PARES E ÍMPARES


Chamaremos de números pares aos números NÚMEROS RACIONAIS
múltiplos de 2, isto é: 0, 2, 4, 6, 8, 10, 12, 14,...

Chamaremos de números ímpares aos números Q = {...; -2; -½; -0,5; 0; ¾;...}
naturais não é pares, isto é: 1, 3, 5, 7, 9,...
Um número racional Q é um número que pode ser
escrito na forma de fração a/b, de modo que a e b
pertençam aos números inteiros e b seja diferente de
zero.
NÚMEROS INTEIROS
a
Z = {..., -2, -1, 0, 1, 2,...} Q = {x = / a ∈ Z , b ∈ Z ..e..b ≠ 0}
É o conjunto formado pelos números inteiros, ou seja,
b
aqueles números que não apresentam partes
quebradas.
OPERAÇÕES COM NÚMEROS RACIONAIS
Exemplo: 2; 125; 45;...
Soma
Contra Exemplo: 2,35; 1,7; 6,51;... Caso os números tenham o mesmo denominador,
repetimos este e somamos os numeradores.
RETA NUMÉRICA PARA OS INTEIROS
2 5 7
+ =
3 3 3
2 5 −3
− = = −1
3 3 3
Caso tenham denominadores diferentes devemos
primeiro calcular o (M.M.C) e depois proceder como
Observe que a reta tem uma seta que indica a ordem
de crescimento dos números, eles estão crescendo da no caso anterior.
esquerda para a direita e decrescendo da direita para
2 3 4+ 6−9 1
a esquerda. +1− = =
3 2 6 6
Quanto mais para a direita está um número, maior ele
será. Assim temos:
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Multiplicação NUMEROS FRACIONÁRIOS E DECIMAIS
Multiplicamos numerador por numerador e
denominador por denominador.
Suponha que temos uma pizza e a dividimos em 5
1  −3 −3
⋅ = pedaços iguais.
2  5  10

Divisão
Repete-se a primeira fração e multiplica-se pelo
inverso da segunda

2
3 = 2⋅2 = 4
5 3 5 15
2

Uma dízima periódica também é um número racional,


pois pode ser escrito na forma a/b.

Ex1: 2,333...
21 7
2,33... = = Cada pedaço representa 1/5 (um quinto) da pizza.
9 3
Logo 2 pedaços representam 2/5 (dois quintos).
Ex2: 1,6363...
Portanto uma fração significa uma parcela (ou várias
Colocamos a dízima para esquerda juntando-a com o parcelas) de um todo. Deste modo representaremos
número inteiro existente e subtraindo do inteiro uma fração como a/b, onde a é chamado de
anterior. numerador e b de denominador.

163,6363... TIPOS DE FRAÇÕES


Próprias: São aquelas em que o numerador é menor
Subtraímos o inteiro formado pelo inteiro anterior. que o denominador.
163 – 1 = 162

Divididos o número obtido por tantos nove quantos


forem o número de dízimas.
Impróprias: São aquelas em que o numerador é maior
34785 773
= que o denominador.
9900 220

Aparentes: São aquelas que constituem uma divisão


exata.

Mistas: São obtidas pela divisão de uma fração


imprópria resultando uma parte inteira e uma fração
própria.

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Divisibilidade por 9
Um número é divisível por 9 quando as somas de seus
algarismos formam um número divisível por 9.
Podemos também obter uma fração imprópria a partir
de uma mista, bastando para isso multiplicar o Ex: 567, 2124, 8739
denominador pela parte inteira e em seguida somar o
Divisibilidade por 10
resultado ao numerador conservando o denominador.
Um número é divisível por 10 quando termina em
zero.

Ex: 5800, 200, 1560, 120

Divisibilidade por 11
CRITÉRIOS DE DIVISIBILIDADE DE UM Um número é divisível por 11 quando a diferença da
soma dos algarismos de ordem par e a soma dos
NÚMERO
algarismos de ordem ímpar forem divisíveis por 11.

Ex: 121, 715, 919193


Divisibilidade por 2
Um número é divisível por 2 quando é par, ou seja,
quando termina em 2, 4, 6, 8 ou 0. NÚMEROS PRIMOS
Números primos são aqueles que têm como divisores
Ex: 12, 228, 360
ele mesmo e a unidade.
Divisibilidade por 3
Os primeiros primos são: 2, 3, 5, 7, 11, 13, 17, 19, 23,
Um número será divisível por 3 se a soma dos seus
29, 31,...
algarismos produz como resultado um número
múltiplo de 3. Qualquer número que não seja primo é composto, ou
seja, é formado por uma composição de números
Ex: 123, 72, 135621, 819
primos.
Divisibilidade por 4 Ex: 72 = 2³.3²
Um número é divisível por 4 quando os dois últimos
algarismos formam um número divisível por 4.
MDC e MMC
Ex: 800, 1244, 1996, 728
M.D.C (Máximo divisor comum)
Divisibilidade por 5
O máximo divisor comum entre dois ou mais números
Um número é divisível por 5 quando tem terminação
naturais é o produto dos números que os compõem
0 ou 5.
comuns e de menor índice.
Ex: 100, 35, 85, 200
M.D.C(12,36)
Divisibilidade por 6
Um número é divisível por 6 quando é divisível por 2 e
por 3 simultaneamente.

Ex: 714, 228, 25128, 36

Divisibilidade por 8
M.D.C (12,36) = 2².3 = 12
Um número é divisível por 8 quando os seus três
últimos algarismos forem divisíveis por 8.

Ex: 400, 1256800, 12240, 95880

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M.M.C (Mínimo múltiplo comum) d) m.m.c (24,30,45)
O mínimo múltiplo comum entre dois ou mais e) D (144)
números é o menor número que é múltiplo de todos
eles.
2) Dois carros partem juntos, a fim de dar voltas em
M.M.C (12,36)
torno de uma pista de corrida. O carro mais
rápido demora 3 minutos para completar uma
volta e o outro carro demora 5 minutos. Após
quanto tempo os carros irão se encontrar
novamente?
3) Tenho duas cordas, uma com 90 m e a outra com
72 m e desejo obter o maior número de pedaços,
M.M.C (12,36) = 2².3² = 36 de modo que cada pedaço seja o maior possível.
Então devo dividir as cordas em pedaços de
quantos metros? E qual o número de pedaços
DIVISORES DE UM NÚMERO
obtido?
Na prática determinamos todos os divisores de um
número decompondo-o em seus fatores primos.
Lembrando que um número primo é aquele que têm
como divisores apenas ele mesmo e a unidade.

Processos:

1. Fatore o número.
2. Trace uma linha vertical e escreva o número 1 RAZÃO E
no alto, pois ele é divisor de qualquer número
3. Multiplicamos sucessivamente cada fator PROPORÇÃO
primo pelos divisores já obtidos e escrevemos
esses produtos ao lado de cada fator primo
4. Os divisores já obtidos não precisam ser RAZÕES
repetidos Chamamos de razão entre dois números quaisquer a e
b (b # 0) ao quociente de a por b e representamos por
Ex: Determinar os divisores do número 72. a/b e dizemos que a está para b.

Sejam quatro números a, b, c, e d números inteiros e


não nulos. Dizemos que a, b, c, e d formam uma
proporção se a razão entre a e b é igual à razão entre
c e d e indicaremos a proporção por:

a c
=
Logo D (72) = {1, 2, 3, 4, 6, 8, 9, 12, 18, 24, 36 e 72} b d
Dizemos que a está para b; assim como c está para d.

Obs.: Chamamos também a e d de extremos da


PROBLEMAS
proporção e b e c de meios da proporção. Além disso,
dizemos que a e c são antecedentes da proporção; b e
d são conseqüentes da proporção.
1) Calcule:
a) m.d.c (100, 108, 120) Ex: Na proporção 1, 3, 4, e 12 temos:
b) m.d.c (250, 350, 400) 1= 4
c) m.m.c (9,15, 27) 3 12 46
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GRANDEZAS INVERSAMENTE
Dizemos que 1 está para 3 assim como 4 está para 12. PROPORCIONAIS

Antecedentes: 1 e 4
Duas grandezas são inversamente proporcionais
Conseqüentes: 3 e 12 quando o produto entre os valores que cada uma
delas assume é sempre constante.
Meios: 3 e 4
Exemplo:
Extremos: 1 e 12
Sejam as grandezas X e Y tais que cada uma delas
Ex: Calcular na proporção abaixo os valores de a e b,
assume os seguintes valores:
sabendo que a+b=4.
• X = 1, 2, 3.
a b a+b 4 1 •
= ⇒ ⇒ = Y = 30, 15, 10.
4 12 4 + 12 16 4
Portanto as grandezas X e Y são inversamente
Logo: proporcionais, pois o produto entre os valores que
elas assumem é sempre 30.
a 1
= ∴a = 1
4 4 PROBLEMAS
b 1
= ∴b = 3 4) Dividir o número 180 em três partes diretamente
12 4
proporcionais aos números 2, 3 e 4.

5) Dividir o número 650 em três partes inversamente


proporcionais aos números 2, 3 e 4.
DIVISÕES
PROPORCIONAIS
REGRA DE TRÊS
GRANDEZAS DIRETAMENTE
PROPORCIONAIS
SIMPLES E
COMPOSTA
Duas grandezas serão ditas diretamente proporcionais
quando a razão entre os valores de cada uma delas
assume é sempre constante. REGRA DE TRÊS SIMPLES
Os problemas que envolvem grandezas diretamente
Exemplo: ou inversamente proporcionais são chamados de
problemas de regra de três simples.
Sejam as grandezas X e Y tais que cada uma delas
assume os seguintes valores: Em geral temos uma variável a qual deve ser
comparada individualmente com todos os outros
• X = 1, 2, 3.
dados do problema.
• Y = 4, 8, 12.
PROBLEMAS
Portanto as grandezas X e Y são diretamente
proporcionais, pois a razão entre os valores que eles 6) Se 12 operários fazem um serviço em 40 dias. Em
assumem é sempre ¼. quantos dias 15 operários farão o mesmo serviço?

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7) Para proceder à auditoria, 6 técnicos previram sua
conclusão em 30 dias. Tendo sido observado a
ausência de um dos componentes da equipe, o CÁLCULO DO PERCENTUAL DE UM
trabalho agora poderá ser executado quantos NÚMERO
dias? Multiplicamos o número total pelo inteiro percentual
dividindo o resultado por cem.

REGRA DE TRÊS COMPOSTA Ex: Na loja uma televisão custa à vista R$500,00.
Obtive 15 % de desconto. Quanto paguei pela TV?

Os problemas de regra de três que possuem mais de • Logo obtive R$ 75,00 de desconto e paguei
duas variáveis serão chamados de regra de três pela TV R$ 425,00.
composta.
15
⋅ 500 = 75
Problemas: 100

8) Se 2/3 de uma obra foi realizada em 5 dias por 8


operários trabalhando 6 horas por dia, o restante
da obra será feito, agora com 6 operários,
trabalhando 10 horas por dia, em quantos dias?
SISTEMAS DE
9) Trabalhando 8 horas por dia, os 2 500 operários
de uma indústria automobilística produzem 500
MEDIDAS
veículos em 30 dias. Quantos dias serão
necessários para que 1200 operários produzam
COMPRIMENTO
450 veículos, trabalhando 10 horas por dia?
O comprimento nada mais é que a distância entre dois
pontos. É utilizado para medição o metro (m) que vem
do grego métron e significa “o que mede”.

PORCENTAGEM Foi estabelecido que o metro fosse à décima


milionésima parte da distância do Pólo Norte ao
Equador, no meridiano que passa por Paris.
Toda fração que tem denominador 100, representa
uma porcentagem, como diz o próprio nome, por ALÉM DO SISTEMA MÉTRICO DECIMAL
cem.
• Pé = 30,48 cm
Ex: • Polegada = 2,54 cm
• Jarda = 91,44 cm
15 •
= 15% Milha terrestre = 1609 m
100 • Milha marítima = 1852 m

17 Importante:
= 17%
100 • 1 pé = 12 polegadas
• 1 jarda = 3 pés
O símbolo % significa por cento.

Devemos lembrar que a porcentagem também pode


ser representada na forma de número decimal. QUADRO DE MEDIDA DE COMPRIMENTO

15 17 km hm dam m dm cm mm
0,15 = = 15% 0,17 = = 17%
100 100

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Ex: Calcular em mm quanto vale 2 dam e em hm Retângulo
quanto vale 3 cm.

ÁREAS
Assim como medimos comprimento, também
medimos superfícies planas. Quando falamos em
medir uma unidade plana, temos que compará-la com
outra tomada como unidade padrão e verificamos
quantas vezes essa unidade de medida cabe na
superfície que se quer medir. A = b.h

A unidade padrão para se medir superfície é o metro


quadrado (m²), que corresponde à área de um
Quadrado
quadrado de um metro de lado.

A = l.l ou A = I²

QUADRO DA MEDIDA DE SUPERFÍCIE

Km² hm² dam² m² dm² cm² mm² Losango

Ex: Calcular em mm² quanto vale 2 dam² e em hm²


quanto vale 3 cm².

ÁREAS DAS FIGURAS PLANAS


Paralelogramo

D⋅d
A=
2

A = b.h
Trapézio

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( B + b) ⋅ h
A=
2

A= p ( p − a )( p − b)( p − c)
Triângulo

Circunferência e Círculo
Circunferência: é um conjunto de pontos de um
mesmo plano que estão a uma mesma distância de
um ponto pertencente a um mesmo plano. Este ponto
é o centro da circunferência, e é chamado raio (r).

b⋅h
A=
2

Triângulo Eqüilátero

Círculo: É a região interna de uma circunferência.

O comprimento (C) de uma circunferência é dado por:

l2 ⋅ 3 C = 2π R
A=
4 Onde:

Para um triângulo qualquer é possível calcular a sua • C é o comprimento da circunferência;


área tendo apenas o seu perímetro. O perímetro é • π é a relação entre o comprimento e o
representado por “2p” e a sua metade que é o semi- diâmetro da circunferência
perímetro por “p”
C
π=
D
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• π ≅ 3,14159265358...
• R é o raio da circunferência.
• O diâmetro D = 2R

Sua área é dada por ‫ ܣ‬ൌ ߨ‫ ݎ‬ଶ

V = a.b.c
ALGUMAS MEDIDAS AGRÁRIAS

1 hectare (ha) = 1 hm² Cubo

1 are (a) = 1 dam²

1 centiare (ca) = 1 m²

VOLUME
Chamamos de volume de um sólido geométrico ao
espaço que ele ocupa. O volume é medido utilizando-
se uma unidade chamada metro cúbico (m³).
V = a³
A unidade de medida do metro cúbico é um cubo de
um metro de aresta.
TEMPO
A unidade padrão de medição de tempo é o segundo
cujo símbolo é (s).

Os seus múltiplos são:

Minuto: 1 minuto têm 60 segundos

Hora: 1 hora têm 60 minutos ou 3600 segundos


QUADRO DA MEDIDA DE VOLUME
Dia: 1 dia têm 24 h, 1440 minutos ou 86400 segundos
km³ hm³ dam³ m³ dm³ cm³ mm³

Outra medida relacionada ao volume é o litro.

1 litro = 1 dm³

Ex: Calcular em mm³ quanto vale 2 dam³ e em hm³


quanto vale 3 cm³.

VOLUME DE ALGUMAS FIGURAS


Paralelepípedo

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PROBLEMAS 14) Aline querendo renovar seu material escolar
destinou 4/5 de sua mesada para compra destes
materiais. Logo após a compra, gastou 1/2 do que
FRAÇÕES gastou em material escolar na compra de algumas
1) Paulo possui em seu sítio 40 porcos, 8 vacas e 60 revistas. Determine a fração da mesada gasta na
frangos. Determine a fração que representa os compra de revistas.
mamíferos.
15) Um estojo de R$ 2,40 custa tanto quanto 1ଵଶ
2) Se 2/3 dos 48 alunos de uma sala usam óculos, caderno. Qual o troco que recebo se pagar um
calcule o número de alunos que não usam óculos. estojo e um caderno com uma nota de R$ 5,00?
a) 4,00
3) Se forem decorridos 3/10 de um dia, que horas um b) 3,60
relógio marcará neste momento? c) 3,40
d) 2,40
e) 1,00
4) Determine a soma dos termos de uma fração
equivalente a 7/11 cujo numerador é 42.
16) Às 10h00min da manhã comecei a digitar um
5) Paulo gastou 5/7 do dinheiro que possuía em trabalho. Levei 3/20 do dia para digitá-lo. A que
compras e lhe sobrou 400 reais. Determine a quantia horas terminei?
que Paulo possuía antes da compara. a) 14h20min
b) 13h36min
6) Emerson comprou um moto, deu 2400 reais de c) 10h36min
entrada e o resto em 12 prestações iguais, cada qual d) 13h20min
correspondendo a 1/15 do preço da moto.
e) 13h48min
Determine o preço pago pela moto.

7) Numa certa cidade 3/16 dos moradores são de 17) Numa turma do colégio, 12 alunos gostam de azul,
nacionalidade estrangeira. Se total de habitantes é 1/5 da turma gosta de verde e 1/2 da turma gosta de
56400, calcule o número de habitantes brasileiros amarelo. Calcule o total de alunos da sala.
nessa cidade.
18) Douglas tem uma caixa de tomates. No domingo,
8) O colégio Barão possui 2940 alunos. Sabendo-se que
1/8 dos tomates da caixa estragaram; na segunda-
3/10 desses alunos praticam futebol e 2/7 praticam
natação, determine o número de alunos que não feira estragou 1/3 do que sobrou de domingo.
praticam nenhuma das duas modalidades Sobraram 70 tomates em boas condições. Calcule o
esportivas. total de tomates na caixa?

9) Calcule a soma entre o dobro de 3/5 com o triplo de 19) Júnior ganhou um pacote de bolinhas de gude. No
16/9.
primeiro dia perdeu 1/4 das bolinhas. No 2° dia
10) Nadia gastou 1/3 da farinha de trigo que possuía perdeu 1/3 do que restou e ainda sobraram 50
para fazer um bolo para suas amigas, mais tarde bolinhas de gude. Quantas bolinhas Júnior ganhou?
resolveu gastar 5/8 do restante da farinha para fazer
uma torta. Determine a fração da farinha que 20) Um número vale 3/7 de um número maior. Sabendo
sobrará. que a soma entre eles é 40, calcule o menor número

11) Determine a soma dos inversos dos números 10 e 21) Durante uma festa, as crianças tomaram metade dos
10/4.
refrigerantes, os adultos tomaram a terça parte do
12) A professora de matemática de Aline pediu uma que havia restado e ainda sobraram 120 garrafas
pesquisa informativa sobre os moradores do seu cheias. Qual era o total de refrigerantes?
bairro. Feita a pesquisa, Aline concluiu que: 1/2 dos
moradores são menores de 18 anos e 1/2 dos 22) Sabendo que 3/5 da idade de Roberta é 9 anos,
restantes são homens. Se as mulheres residentes determine a idade de Roberta.
nesse bairro são 130, determine o número de
moradores do bairro.
23) A diferença entre dois números é 4 e o maior é igual
13) Nilson construiu sua casa em 3/7 do seu lote. Dias a 5/3 do número menor. Calcule o número maior.
depois plantou frutas em 1/3 do restante.
Determine qual a fração do terreno destinada ao
plantio de frutas.

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RAZÃO, PROPORÇÃO E PORCENTAGEM
39) (PUC) Em uma corrida de cavalos, o cavalo vencedor
pagou aos seus apostadores R$ 9 por cada R$ 1
24) Sabendo-se que x + y + z = 18 e que, x/2 = y/3 = z/4, apostado. O rendimento de alguém que apostou no
calcule x. cavalo vencedor foi de:

25) Três números são proporcionais a 1, 3 e 5. Calcule 40) (FEI) O custo de produção de uma peça é composto
sua soma, sabendo-se que o seu produto é igual a por: 30% para mão de obra, 50% para matéria prima
960. e 20% para energia elétrica. Admitindo que haja um
reajuste de 20% no preço de mão de obra, 35% no
26) Humberto, Aline e Junior possuem uma livraria cujo preço de matéria prima e 5% no preço da energia
investimento foi de 9 mil reais. Humberto entrou elétrica, o custo de produção sofrerá um reajuste
com 2 mil reais, Aline com 3 mil reais e Nilson com 4 de:
mil reais. O lucro da livraria é dividido em partes
proporcionais ao investimento de cada um deles. O 41) (UNESP) Entre 10 de fevereiro e 10 de novembro de
lucro do mês de maio foi de 1800 reais, calcule 1990 o preço do quilograma de mercadorias num
quanto cada um vai receber neste mês. determinado "sacolão" sofreu um aumento de
275%. Se o preço do quilograma em 10de novembro
27) Nilson vai dividir 360 mil reais entre seus três filhos, era de Cr$ 67,50, qual era o preço em 10 de
proporcionalmente ao número de membro da fevereiro?
família de cada um deles. O primeiro tem esposa e 3
filhos, o segundo tem 2 filhos e é viúvo e o terceiro 42) (FUVEST) O salário de Antônio é 90% do de Pedro. A
tem esposa e 2 filhos. Quanto cada filho vai receber? diferença entre os salários é de R$ 500,00. O salário
de Antônio é:
28) Será distribuído entre dois atletas o patrocínio de 42
mil reais, o melhor classificado receberá sua parte 43) (FUVEST) Numa certa população 18% das pessoas
proporcional a 3 e o segundo, a 1. Determine quanto são gordas, 30% dos homens são gordos e 10% das
cada um recebeu. mulheres são gordas. Qual a porcentagem de
homens na população?
29) Pedro quer dividir uma régua de 42 cm em parte
proporcionais a 3, 5 e 6, quanto medirá cada parte. 44) (FGV) Se uma mercadoria sofre dois descontos
sucessivos de 15% e depois um acréscimo de 8%, seu
30) A diretora de uma escola recebeu 372 livros para preço final, em relação ao preço inicial:
repartir proporcionalmente entre duas turmas. A 5ª
A possui 32 alunos e 5ª B possui 30 alunos. Quantos 45) Determine a porcentagem pedida em casa caso.
cadernos cada turma vai receber? a) 25% de 200
b) 15% de 150
31) Divida 45 em partes inversamente proporcionais a 3,
4 e 6. c) 50% de 1200
d) 38% de 389
32) Divida 295 em partes inversamente proporcionais a e) 12% de 275
5, 1 e 9. f) 11,5% de 250
g) 75% de 345
33) Divida 435 em partes inversamente proporcionais a
h) 124% de 450
1, 3, 4 e 7.

34) Uma pessoa recebe R$ 10.000 por 25 dias de 46) Se 35 % dos 40 alunos da 5ª série de um colégio são
trabalho. Quanto receberia se tivesse trabalhando 8 homens, quanto são as mulheres?
dias a mais?
47) Aline foi comprar uma blusa que custava R$ 32,90, e
35) No mesmo instante em que um prédio de 4,5m de conseguiu um desconto de 12%. Quanto foi que
altura projeta uma sombra de 13,5 m, qual a sombra Aline pagou pela blusa?
projetada por uma torre de 130 m de altura?
48) Nilson decidiu compra um sítio e vai dar como
36) A razão das idades de duas pessoas é 2/3. Achar entrada 25% do preço total, que corresponde a R$
estas idades sabendo que sua soma é 35 anos. 25 000,00. Qual o preço do sítio?

37) A razão das áreas de duas figuras é 4/7. Achar essas 49) Ricardo comprou um terreno e, por ter pagado à
áreas sabendo que a soma é 66 cm². vista, ganhou 15% de desconto, fazendo uma
economia de R$ 2 250,00. Determine o preço deste
38) A diferença dos volumes de dois sólidos é 9cm³ e a terreno que Ricardo vai comprar.
sua razão é 2/3. Achar os volumes.
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50) Paulo recebeu a noticia de que o aluguel da casa 63) Uma grande cidade brasileira tem hoje 1.800.000
onde mora vai passar de 154 reais para 215,60 reais. eleitores. 15% pertencem à classe A, 45% a classe B,
De quanto será o percentual de aumento que o 40% a classe C. Um candidato P obteve 80% dos
aluguel vai sofre. votos da classe A, 32% da classe B e 25% da classe C.
O candidato R obteve 10% dos votos da classe A,
51) Na cidade de Coimbra 6% dos habitantes são 60% da classe B e 50% da classe C. Qual dos
analfabetos. Os habitantes que sabem ler são 14 100 candidatos ganhou a eleição?
pessoas. Quantos indivíduos moram nesta cidade?
64) Determine a comissão que deve receber um
52) Nádia teve um reajuste salarial de 41%, passando a vendedor que vende 1200 reais, sabendo que ele
ganhar R$ 4 089,00. Qual era o salário antes do ganha 5% de comissão sobre o total que vendeu
reajuste? durante o mês.

65) Em uma loja, o metro de um determinado tecido


53) Em certo trimestre as cadernetas de poupança
teve seu preço reduzido de $ 5,52 para $ 4,60. Com
renderam 2,1% de correção monetária. Paulo deixou
$ 126,96, a percentagem de tecido que se pode
R$ 1000,00 depositados durante três meses. Quanto
comprar a mais é de:
tinha no fim do trimestre.
a) 19,5%
b) 20%
54) Em um colégio 38% dos alunos são meninos e as c) 20,5%
meninas são 155. Quantos alunos têm esse colégio? d) 21%
e) 21.5%
55) Comprei um determinado produto por R$ 5100,00 e,
após um ano resolvi vendê-lo pó R$ 4200,00. 66) Em vez de aumentar o preço de uma barra de
Determine a taxa de desvalorização do meu chocolate, o fabricante decidiu reduzir seu peso em
produto. 16%. A nova barra pesa 420 g. O seu peso da barra
original é:
56) Comprei um terreno por R$ 5400, 00, depois de dois a) 436 g
anos, resolvi vendê-lo com 30% de lucro. Qual b) 487,20 g
deveria ser o novo preço do terreno? c) 492,30 g
d) 500 g
57) Uma salina produz 18% de sal, em um determinado e) 516 g
volume de água que é levada a evaporar. Para
produzir 125 m³ de sal, quanta água precisa ser 67) Se um dia corresponde a 24 horas, então 9/12 do dia
represada. correspondem a:
a) 8 h
58) Uma determinada empresa oferece 25% de b) 9 h
desconto no pagamento á vista. Comprei um c) 12 h
eletrodoméstico por R$ 375,00 a vista. Qual é o d) 18 h
preço do eletrodoméstico sem desconto? e) 20 h
59) Um pneu de qualidade A roda 3000 Km e custa R$ 68) (CESGRANRIO_PETROBRÁS_2010) Uma turma
36,00 o pneu de qualidade B roda 75% em relação preparatória para um concurso começou lotada.
ao de qualidade A e custa R$ 25,00. Qual deles é o Hoje, dois meses depois de iniciado o curso, 30% dos
mais econômico? alunos que o iniciaram já desistiram e trancaram as
suas matrículas. Estima-se que, até o final do curso,
60) Uma balconista ganha 6% de comissão pelo que 40% dos que estão, hoje, com matrícula ativa
vender até 1000 reais; 9% pelo que vender até 2000 venham a desistir e trancá-la. Nessas circunstâncias,
reais e 12% de comissão pelo que vender acima de ao final do curso, dos alunos que iniciaram a turma,
2000 reais, este vendeu 2400 reais. Quanto vai ainda estarão matriculados
receber? a) 60%
b) 58%
61) Um vinho tem 18% de álcool. Durante uma festa c) 54%
bebi 1/2 litro. Do que consumi, 40% vão para o d) 45%
sangue. Quantos cm3 de álcool terá em meu sangue e) 42%
neste minuto?
69) (CESGRANRIO_PETROBRÁS_2010) Em janeiro de
62) Numa cidade há 50.000 habitantes dos quais 42000 2009, certa mercadoria custava, em reais, P. Em
têm menos que 40 anos de idade. Calcule a junho de 2009, seu preço estava 30% mais barato do
porcentagem da população que tem mais que 40 que em relação a janeiro. Em dezembro de 2009,
anos? seu preço sofreu reajuste e ficou 20% mais caro do
que em junho, passando a custar R$ 336,00. É

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correto afirmar que P, em reais, é uma quantia 84) Decompor 1090 em partes inversamente
entre: proporcionais a 2/3, 4/5 e 7/8.
a) 330,00 e 350,00
b) 350,00 e 370,00 85) Dividir 380 em partes inversamente proporcionais a
c) 370,00 e 390,00 0,4; 3,2 e 6,4.
d) 390,00 e 410,00
e) 410,00 e 430,00 86) Dividir 560 em partes diretamente proporcionais a 3,
6 e 7 e inversamente proporcionais a 5, 4 e 2.
70) Uma mercadoria sofre dois aumentos sucessivos de
5% e 10%. Qual o aumento total no seu preço? 87) Repartir 108 em partes diretamente proporcionais a
1/2 e 3/4, e, inversamente proporcionais a 5 e 6.
71) José foi almoçar e gastou R$ 45,10, ocorre que neste
valor esta incluído a gorjeta de 10% para o garçom. 88) Se x + y = 60 e x e y são diretamente proporcionais a
Quanto foi a gorjeta paga? 5 e 3, determine o valor de x e y.
a) R$ 5,10
b) R$ 4,50 89) Três amigos formaram uma sociedade. O primeiro
c) R$ 5,00 entrou com 60.000 reais, o segundo, com 75.000
d) R$ 4,10 reais e o terceiro, com 45.000. No balanço anual
houve um lucro de 30.000 reais. Quanto coube do
lucro para cada sócio?
DIVISÃO PROPORCIONAL
72) Divida 24 em três partes diretamente proporcionais 90) Repartir uma herança de 460.000 reais entre três
a 1, 2 e 3. pessoas na razão direta do número de filhos e na
razão inversa das idades de cada uma delas. As três
73) Divida 45 em partes diretamente proporcionais a 5 e pessoas têm, respectivamente, 2, 4 e 5 filhos e as
10. idades respectivas são 24, 32 e 45 anos.

74) Reparta 28 em duas pares diretamente 91) Uma herança de 2.400.000 deve ser repartida ente
proporcionais a 1/2 e 3. três herdeiros, em partes proporcionais as suas
idades que são de 5, 8 e 12 anos. Quanto caberá ao
75) Divida 450 em partes diretamente proporcionais a 5, mais velho?
8 e 12.

76) Divida 102 em partes inversamente proporcionais a REGRA DE TRÊS SIMPLES E COMPOSTA
6, 8 e 20. 92) Determine o número de tacos de 6 cm de largura
por 24cm de comprimento necessário para assoalhar
77) Divida 112 em partes diretamente proporcionais a 2, uma sala de 3,6m de largura por 4,2cm de
3 e 9. comprimento.

78) Divida 780 reais em partes diretamente 93) Uma caixa d'água comporta 360 litros e tem uma
proporcionais a 1/2, 1/3 e 1/4. torneira que a enche em 15 horas e outra que a
esvazia em 20 horas. Abrindo-se as duas torneiras
79) Reparta 28 moedas entre dois amigos, de modo que simultaneamente, qual o número de horas
as partes recebidas sejam diretamente necessárias para encher a caixa?
proporcionais a 5 e 9.
94) Um pátio retangular tem 1,8dam de comprimento e
80) Dividiu-se certa quantia entre três pessoas em 75dm de largura. Para pavimentar o pátio foram
partes diretamente proporcionais a 4, 5 e 6. Tendo a escolhidos ladrilhos quadrados de 25cm de lado.
primeira recebido 600 reais, quais são as partes das Determine o número de ladrilhos gastos.
outras duas?
95) Determine o número de voltas que uma roda de
81) Divida 36 balas entre duas crianças de 4 e 5 anos, de 50dm de raio precisa dar, para percorrer uma
modo que o número de balas que receberá cada distância de 628km.
criança seja diretamente proporcional à sua idade.
Quantas balas receberá cada criança? 96) Uma lavoura de grãos com 100km2 de área plantada
fornece uma produção de 5 toneladas por hectare.
82) Dividir 21 em partes inversamente proporcionais a 9 Sabendo-se as máquinas usadas colheram 2000
e 12. toneladas por dia. Qual o tempo gasto para se fazer
a colheita desta lavoura?
83) Repartir 444 em partes inversamente proporcionais
a 4, 5 e 6.

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97) Um trem, com velocidade de 48 km/h, gasta 1 hora 111) Numa cidade, há 22410 estrangeiros. A razão entre
e 20 minutos para percorrer certa distância. Para o número de habitantes é de 18 para 100. Quantos
fazer o mesmo percurso a 60 km/h o trem gastaria habitantes há na cidade?

98) Uma turma de operários faz uma obra, cujo 112) Uma olaria produz 1470 tijolos em 7 dias, trabalham
coeficiente de dificuldade é 0,2 em 8 dias. Em 3 horas por dia. Quantos tijolos produzirão em 10
quantos dias a mesma turma faria outro trabalho, dias, trabalhando 8 horas por dia?
com coeficiente de dificuldade 0,25?
113) Oitenta pedreiros constroem 32m de muro em16
99) Para fazer um determinado serviço, 15 homens dias. Quantos pedreiros serão necessários para
gastam 40 dias; para fazer o mesmo serviço em 30 construir 16m de muro em 64 dias?
dias quantos novos operários têm de ser
contratados 114) Um ônibus percorre 2232 km em 6 dias, correndo 12
horas por dia. Quantos quilômetros percorrerão em
100) Numa viagem de automóvel, uma pessoa gastou 9 10 dias, correndo 14 horas por dia?
horas andando à velocidade de 80km/h. Na volta,
quanto tempo irá gastar, se andar com velocidade 115) Numa fábrica, 12 operários trabalhando 8 horas por
de 100km/h? dia conseguem fazer 864 caixas de papelão. Quantas
caixas serão feitas por 15 operários que trabalham
101) As dimensões de um tanque retangular são 1,5m, 10 horas por dia?
2,0m e 3,0m. Com uma torneira de vazão 10 litros
por minuto, qual o menor tempo gasto para poder 116) Vinte máquinas, trabalhando 16 horas por dia, levam
enchê-lo? 6 dias para fazer um trabalho. Quantas máquinas
serão necessárias para executar o mesmo serviço, se
102) Se a massa de 1000cm³ de certo líquido é 3,75kg, trabalharem 20 horas por dia, durante 12 dias?
qual a massa de 1,35m³ do mesmo líquido?
117) Numa indústria têxtil, 8 alfaiates fazem 360 camisas
103) Trabalhando 10 horas por dia, certa máquina faz um em 3 dias. Quantos alfaiates são necessários para
trabalho em 240 dias. Se a mesma máquina que sejam feitas 1080 camisas em 12 dias?
funcionar 8 horas por dia, em quantos dias ela fará o
mesmo trabalho? 118) Um ciclista percorre 150 km em 4 dias, pedalando 3
horas por dia. Em quantos dias faria uma viagem de
104) Um edifício projeta uma sombra de 12m no mesmo 400 km, pedalando 4 horas por dia?
instante em que um objeto de 2m de altura projeta
uma sobra de 80cm. Calcule a altura do edifício 119) Num internato, 35 alunos gastam 15.400 reais pelas
refeições de 22 dias. Quanto gastaria 100 alunos
105) Uma torneira enche um tanque de 100 litros em 1 pelas refeições de 83 dias neste internato?
hora, enquanto uma segunda gasta 2 horas. As duas
juntas encherão o tanque em quanto tempo? 120) Empregaram-se 27,4kg de lã para tecer 24m de
fazenda de 60 cm de largura. Qual será o
106) Para vender todos os ingressos de um cinema Aline comprimento da fazenda que poderia tecer com
gasta 15 minutos e Junior 30 minutos. Trabalhando 3,425 toneladas de lã para se obter uma largura de
juntos, então qual o tempo gasto para venderem os 90cm?
ingressos?
121) Os 2/5 de um trabalho foram feitos em 10 dias por
107) Para escrever um texto, usando 54 letras por linha, 24 operários, que trabalham 7 horas por dia. Em
foram necessárias 15 linhas. Quantas linhas serão quantos dias se poderá terminar esse trabalho,
necessárias para 30 letras em cada linha? sabendo que foram licenciados 4 operários e que se
trabalham agora 6 horas por dias?
108) Para fazer uma cerca, são necessários 80 postes
distantes entre si de 2,5m. Quantos postes serão 122) O consumo de 12 lâmpadas iguais, acesas durante 5
necessários, se a distância entre eles for de 2m? horas por dia, em 39 dias, é de 26 quilowatts.
Conservando apenas 9 dessas lâmpadas acesas
109) Uma vara de 5 m, colocada em posição vertical, durante 4 horas por dia, de quanto será o consumo
projeta no chão uma sombra de 3,5m. Calcule a em 30 dias?
altura de um prédio que, na mesma hora e o mesmo
local, projeta uma sombra de 12,6m. 123) Se 15 kg de papel correspondem a 3.000 folhas de
20cm de largura por 30cm de comprimento, a
110) Com 72 kg de lã, faz-se uma peça de fazenda de 63m quantas folhas de 15cm por 20cm corresponderão
de comprimento. Quantos kg de lã seriam 7kg de papel?
necessários para fazer 84m da mesma fazenda?
124) São necessários 1064 quilos de feno para alimentar
14 cavalos, durante 12 dias. Que quantidade de feno
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seria preciso para a alimentação de 6 cavalos, SISTEMAS DE MEDIDAS
durante 60 dias?
133) Determine a soma de 0,018 km + 3421 dm + 0,054
hm, dando o resultado em metros.
125) 30 operários gastam 15 dias de 8 horas para
construir 52m de muro. Quantos dias de 9 horas
gastarão 25 operários, para construir 39m de um 134) O perímetro de um triângulo é 0,097 m e dois de
muro igual?
seus lados medem 0,21 dm e 42 mm. Determine a
medida do terceiro lado, em centímetros.
126) 6 operários, em 15 dias, fizeram a metade de um
trabalho de que foram encarregados. Ao fim desse 135) Uma mesa tem forma quadrada e seu perímetro é
tempo, 4 operários abandonaram o serviço. Em 480 cm. Calcule a área dessa mesa, em metros
quanto tempo os operários restantes poderão quadrados.
terminar o trabalho?
136) Paulo comprou um sítio medindo 1,84 ha. Se cada
127) Uma frota de caminhões percorreu 3000km para metro quadrado custou 300 reais, quanto Paulo
transportar uma mercadoria, fazendo uma média de pagou pelo sítio?
60km por hora, e gastou 6 dias. Quantos dias serão
necessários para, nas mesmas condições, essa
137) Resolva a expressão dando o resultado em metros
mesma frota fazer 4500 km com uma velocidade cúbicos, 1425 dm3 + 0, 036 dam3 +165000 cm3
média de 50 km por hora?
138) O volume de um recipiente é 6500 cm3. Determine
128) A produção de 400 hectares onde trabalham 50 sua capacidade em litros.
homens sustenta 5 famílias. Quantas famílias
poderão ser sustentadas, nas mesmas condições, 139) Ana e Aline pesam juntas 78 kg. Se o peso de Ana é
com 600 hectares e 60 homens trabalhando?
42200g, qual será o peso de Aline?
129) Se 16 homens gastam 10 dias montando 32 140) José pagou por 2,5 toneladas de arroz a quantia de
máquinas, o número de dias que 20 homens 3000 reais. Determine o preço pago por quilo de
necessitarão para montar 60 máquinas é:
arroz.
130) Um veículo percorre certa distância trafegando com 141) Se 1kg de carne custa 3,25 reais, quanto pagarei por
data velocidade constante, durante 3 horas. Quanto
3200 g?
tempo ele gastaria para percorrer 2/3 daquela
distância numa velocidade constante que fosse 3/5 142) Usando azulejos quadrados de 10 cm de lado,
da anterior? deseja-se forrar as paredes laterais e o fundo de
uma piscina que tem 25 m de comprimento, 12 m de
131) Uma obra foi concluída em 60 dias usando-se 5 largura e 1,5 m de profundidade. A quantidade total
pedreiros e 10 aprendizes. Sabendo-se que o de azulejos necessária será de:
trabalho de dois aprendizes equivale ao de um a) 411
pedreiro, quantos dias seriam necessários para b) 4.110
concluir a mesma obra se dispuséssemos de 6 c) 41.100
pedreiros e 12 aprendizes? d) 411.000
e) 4.110.000
132) Para construir uma valeta de 200 m de comprimento
por 5 m de profundidade e 7m de largura, 100 143) Uma corrida de Formula 1 teve início às 2h 10min
funcionários da prefeitura municipal gastaram 2 42s. Se o vencedor faz um tempo de 3830s, a que
meses e meio trabalhando 7 horas por dia. Se
horas terminou a corrida?
aumentarmos em 40 o número de funcionários, que
continuarão trabalhando no mesmo ritmo dos 144) Calcule o número de minutos que equivalem a 1mês
anteriores por 10 horas diárias, em quanto tempo 4dias 5horas
construirão outra valeta que tenha o mesmo
comprimento, o dobro da largura e 3/5 de 145) No bairro Nova Viçosa, durante o mês de novembro,
profundidade da primeira valeta? choveu três vezes com as seguintes durações: 25min
(considerar 1 mês = 30 dias )
30s, 3h 42min 50s e 1h 34min 20s. Qual o tempo
a) 4 meses e 3 dias total de duração das chuvas neste bairro durante o
b) 2 meses mês de novembro?
c) 1 mês e meio
d) 6 meses 146) Para resolver 8 problemas Junior gasta 2h 48min
16s. Supondo que ele gasta tempos iguais em todos
os problemas, qual é esse tempo?

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147) (CESGRANRIO_PETROBRÁS-2010) Uma folha de
papel retangular, com 30 cm de comprimento e 21 156) Vamos calcular a área de um losango, sabendo que
cm de largura, será cortada em quatro partes iguais. sua diagonal maior mede 5 cm e a diagonal menor
Qual será, em cm2, a área de cada parte? mede 2,4 cm.
a) 157,5
b) 212,5 157) Sabendo que a base maior de um trapézio mede 12
c) 310,0 cm, base menor mede 3,4 cm e sua altura mede 5
d) 415,5 cm. Calcule a área deste trapézio.
e) 630,0
158) Sabendo-se que o lado de um quadrado mede 8 cm,
148) Determine a área de uma sala quadrada, sabendo calcule o seu perímetro.
que a medida de seu lado é 6,45 m.
159) Um retângulo possui as seguintes dimensões, 5 cm
149) Vamos calcular a área de uma praça retangular, em de base e 3 cm de altura. Determine o seu
que o comprimento é igual a 50 m e sua largura perímetro.
mede 35,6 m.
160) Determine o perímetro de um retângulo, sabendo
150) Calcule a área de um retângulo, em que a base mede que a base mede 24 cm e sua altura mede a metade
34 cm e sua altura mede a metade da base. da base.

151) É necessário certo número de pisos de 25 cm x 25 161) A praça de uma cidade possui a forma de um
cm para cobrir o piso de uma cozinha com 5 m de quadrado. Calcule quantos metros de corda deverá
comprimento por 4 m de largura. Cada caixa tem 20 ser gasto para cercar a praça para uma festa
pisos. Supondo que nenhum piso se quebrará sabendo que possui 45 m de lado, deseja-se dar 4
durante o serviço, quantas caixas são necessárias voltas com a corda.
para cobrir o piso da cozinha?
162) Para o plantio de laranja em todo o contorno de um
152) Quantos metros de tecido, no mínimo, são terreno retangular de 42 m x 23 m. Se entre os pés
necessários para fazer uma toalha para uma mesa de laranjas a distância é de 2,60 m, quantos pés de
que mede 300 cm de comprimento por 230 cm de laranjas foram plantados?
largura?
163) O perímetro de um triângulo eqüilátero corresponde
153) Na minha sala de aula, o piso é coberto com pisos a 5/6 do perímetro de um quadrado que tem 9 cm
sintéticos que medem 30 cm x 30 cm. Contei 21 de lado. Qual é a medida, em metros, do lado desse
lajotas paralelamente a uma parede e 24 pisos na triângulo eqüilátero?
direção perpendicular. Qual a área dessa sala?

154) Um pintor foi contratado para pintar uma sala 164) Numa sala quadrada, foram gastos 24,80 m de
retangular que mede 5,5 m x 7 m. Para evitar que a rodapé de madeira. Essa sala tem apenas uma porta
tinta respingue no chão ele vai forrar a sala com de 1,20 m de largura. Considerando que não foi
folhas de jornal. Quantos metros de folha de jornal colocado rodapé na largura da porta, calcule a
ele vai precisar? medida de cada lado dessa sala.

155) Determine a área de um triângulo, sabendo que sua


base mede 5 m e sua altura mede 2,2 m.

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GABARITO
Frações e) 33
1) 5/3 f) 28,75
2) 16 g) 258,75
3) 7h20min. h) 55
4) 108
46) 26
5) 1.000 47) 28,95
6) 12.000 48) 100 000
7) 45.825 49) 15 000 reais
8) 1.218 50) 40%
9) 98/15 51) 15 000 reais
10) 3/4 52) 2 900 reais
53) 1 021 reais
11) 13/5
54) 210 alunos
12) 520 55) 17,6%
13) 4/21 56) R$ 7.200,00
14) 4/10 57) 694,4m³
15) E 58) 500
16) C 59) O pneu “B”
60) R$ 198,00
17) 24
61) 36 cm³
18) 120
62) 16%
19) 100 63) O candidato “R”
20) 12 64) R$ 60,00
21) 360 65) B
22) 15 anos 66) D
23) 10 67) D
68) E
69) D
Razão, Proporção e Porcentagem 70) 15,5%
24) 4 71) D
25) 36
26) Humberto = 400, Aline = 600 e Nilson = 800 Divisão Proporcional
27) 1º 150.000; 2º 90.000 e 3° 120.000 72) 4,8 e 12
28) 31.500 e 10.500 73) 15 e 30
29) 9cm, 15cm, 18cm 74) 4 e 24
30) 5ªA 192 e 5ª B 180 75) 90, 144 e 216
76) 18, 24 e 60
31) 20, 15, 10
77) 360, 240 e 180
32) 45,225,25 78) 10 e 18
33) 252, 84, 63, 36 79) 16, 24 e 72
34) R$ 11.200 80) 750 e 900
35) 390 m 81) 16 e 20
36) 14 e 21 anos 82) 9 e 12
83) 180, 144 e 120
37) 24cm² e 42cm²
84) 420, 350 e 330
38) 18cm³ e 27cm³
85) 60, 150 e 350
39) 800% 86) 320, 40 e 20
40) 24,5% 87) 48 e 60
41) R$ 18,00 88) x=100 e y=60
42) R$ 5.000,00 89) 10.000; 12.500 e 7500
43) 40% 90) 120.000; 180.000 e 160.000
91) 1.152.000
44) Decresceu 21,97%
45) a) 50
b) 22,50
Regra de Três Simples e Composta
c) 600
92) 1050
d) 147,82
93) 60
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94) 2160
95) 20.000 voltas 143) 3h 14min 32s
96) 25 dias. 144) 49260 min
97) 1h 4min 145) 5h 42min 40s
98) 10 dias? 146) 21 min 2s
99) 5 147) A
100) 7h 12min 148) 41,60 m²
101) 15 h 149) 1780 m²
102) 5062,5kg 150) 578 cm²
103) 300. 151) 16 caixas
104) 30m 152) 6,90 m²
105) 40min 153) 45,36 m²
106) 10min 154) 38,50 m²
107) 27 155) 5,5 m²
108) 100 156) 6 cm²
109) 18m 157) 38,50 cm²
110) 96 158) 32 cm
111) 124500 159) 16 cm
112) 5600 160) 72 cm
113) 10 161) 720 m
114) 4340 162) 50 pés de laranja
115) 1350 163) 10 cm
116) 8 164) 6,5 m
117) 6
118) 8
119) 166.000
120) 4500 m
121) 21 dias
122) 12 KW
123) 2800
124) 2280 kg
125) 12 dias
126) 45 dias
127) 54/5 dias
128) 9
129) 15
130) 3h 20 min
131) 50
132) C

Sistemas de Medidas
133) 365,5 m
134) 3,4 cm
135) 1,44 m2
136) 5 520 000 reais
137) 37,59 m3
138) 6,5litros
139) 35800g
140) 1,20
141) 10,40
142) C

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RACIOCÍNIO LÓGICO - PRÁTICA GERAL
1. A negação da sentença aberta “Y ≥ + 5” corresponde a:
a) y ≥ -5 b) y ≤ +5 c) y < +5 d) y < -5 e) y ≤ -5

2. A sentença negativa de “Hoje é domingo e amanhã não


choverá” é:
a) Hoje é domingo ou amanhã não choverá.
b) Hoje não é domingo nem amanhã choverá.
c) Hoje não é domingo, então amanhã choverá.
d) Hoje não é domingo ou amanhã choverá.
e) Hoje não é domingo e amanhã choverá.

3. Em uma pequena comunidade, sabe-se que: “nenhum


filósofo é rico” e que “alguns professores são ricos”.
Assim, pode-se afirmar, corretamente, que nesta
comunidade:
a) Alguns professores não são filósofos.
b) Alguns professores são filósofos.
c) Nenhum filósofo é professor.
d) Alguns filósofos são professores.
e) Nenhum professor é filósofo.

4. No final de semana, Chiquita não foi ao parque. Ora,


sabe-se que sempre que Didi estuda, Didi é aprovado. Sabe-
se, também, que, nos finais de semana, ou Dadá vai à missa
ou vai visitar tia Célia. Sempre que Dadá vai visitar tia Célia,
Chiquita vai ao parque e, sempre que Dadá vai à missa, Didi
estuda. Então, no final de semana:
a) Dadá foi à missa e Didi foi aprovado.
b) Didi não foi aprovado e Dadá não foi visitar tia Célia.
c) Didi não estudou e Didi foi aprovado.
d) Didi estudou e Chiquita foi ao parque.
e) Dadá não foi à missa e Didi não foi aprovado.

5. Considere a proposição “Pedro é estudioso e


trabalhador, ou Pedro é bonito.” Como Pedro não é bonito,
então:
a) Pedro é estudioso e trabalhador.
b) Pedro é estudioso ou trabalhador.
c) Pedro não é estudioso ou não é trabalhador.
d) Pedro é estudioso e não é trabalhador.
e) Pedro não é estudioso e não é não é trabalhador.

6. As seguintes afirmações, todas elas verdadeiras, foram


feitas sobre a ordem de chegada dos participantes de uma
prova de ciclismo:
I- Guto chegou antes de Aires e depois de Doda.
II- Guto chegou antes de Juba e Juba chegou antes de Aires, se
e somente se Aires chegou depois de Doda.
III- Cacau não chegou junto com Juba, se e somente se Aires
chegou junto com Guto. Logo:
a) Cacau chegou antes de Aires, depois de Doda e junto com
Juba.
b) Guto chegou antes de cacau, depois de Doda e junto com
Aires.
c) Aires chegou antes de Doda, depois de Juba e antes de Guto.
d) Aires Chegou depois de Juba, depois de cacau e junto com
Doda.
e) Juba chegou antes de Doda, depois de Guto e junto com
Cacau.

7. Considere esta tabela-verdade, na qual as colunas


representam os valores lógicos para as fórmulas A, B e A v
B, sendo que o símbolo v denota o conector “ou”, V denota
“verdadeira” e F denota “falsa”.
A B AVB
V V
V F
F V
F F

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Os valores lógicos que completam a última coluna da tabela, de
cima para baixo, são:
a) V, F, V, V b) V, F, F, V c) F, V, F, V d) V, V, V, F
e) F, F, V, V

8. A proposição p q é equivalente a:
a) p v q
b) p Ʌ q
c) p q
d) q p
e) p v q

9. Dizer que “Pedro não é pedreiro ou Paulo ou é paulista” é


o mesmo que dizer que:
a) Se Pedro é pedreiro, então Paulo é paulista.
b) Se Paulo é paulista, então Pedro é paulista.
c) Se Pedro não é pedreiro, então Paulo é paulista.
d) Se Pedro é pedreiro, então Paulo não é paulista.
e) Se Pedro não é pedreiro, então Paulo não é paulista.

10. O rei ir à caça é condição necessária para o duque sair


do castelo e é condição suficiente para a duquesa ir ao
jardim. Por outro lado, o conde encontrar a princesa é
condição necessária e suficiente para o barão sorrir e é
condição necessária para a duquesa ir ao jardim. O barão
não sorriu. Logo:
a) a duquesa foi ao jardim ou o conde encontrou a princesa.
b) se o duque não saiu do castelo, então o conde encontrou a
princesa.
c) o rei não foi á caça e o conde não encontrou a princesa.
d) o rei foi à caça e a duquesa não foi ao jardim.
e) o duque saiu do castelo e o rei não foi à caça.

11. Se Vera viajou, nem Camile nem Carla foram ao


casamento. Se Carla não foi ao casamento, Vanderleia
viajou. Se Vanderleia viajou, o navio afundou. Ora, o navio
não afundou. Logo:
a) Vera não viajou e Carla não foi ao casamento.
b) Camile e Carla não foram ao casamento.
c) Carla não foi ao casamento e Vanderleia não viajou.
d) Carla não foi ao casamento ou Vanderleia viajou.
e) Vera e Vanderleia não viajaram.

12. Sabe-se que sentenças são orações com sujeito (o termo


do qual se declara algo) e predicado (o que se declara sobre o
sujeito). Na relação seguinte há expressões e sentenças:
1. A terça parte de um número.
2. Jasão é elegante.
3. Mente sã em corpo são.
4. Dois mais dois são 5.
5. Evite o fumo.
6. Trinta e dois centésimos.
É correto afirmar que, na relação dada, são sentenças APENAS
os itens de números:
a) 2 e 4 b) 3 e 5 c) 1,4 e 6 d) 2,4 e 5 e) 2,3 e 5

13. Duas grandezas x e y são tais que: “ se x=3, então y=7”.


Pode-se concluir que:
a) Se x ≠ 3, então y ≠ 7
b) Se y ≠ 7, então x ≠ 3
c) Se y = 7, então x = 3
d) Se x = 5, então y = 5
e) Nenhuma das conclusões acima é válida.

14. Maria é magra ou Bernardo é barrigudo. Se Lúcia é


linda, então César não é careca. Se Bernardo é barrigudo,
então Cesar é careca. Ora, Lúcia é linda. Logo:
a) Maria é magra e Bernardo não é barrigudo.
b) Bernardo é barrigudo ou Cesar é careca.
c) Cesar é careca e Maria é magra.
d) Maria não é magra e Bernardo é barrigudo.
e) Lucia é linda e Cesar é careca.

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15. Se Carlos é mais velho que Pedro, então Maria e Julia
têm a mesma idade. Se Maria e Julia têm a mesma idade,
então João é mais moço do que Pedro. Se João é mais
moço que Pedro, então Carlos é mais velho do que Maria.
Ora, Carlos não é mais velho do que Maria. Então:
a) Carlos não é mais velho do que Julia e João é mais moço do
que Pedro.
b) Carlos é mais velho do que Pedro e Maria e Julia têm a
mesma idade.
c) Carlos e João são mais moços do que Pedro.
d) Carlos é mais velho do que Pedro e João é mais moço do
que Pedro.
e) Carlos não é mais velho do que Pedro, e Maria e Julia não
têm a mesma idade.

16. Se Iara não fala italiano, então Ana fala alemão. Se Iara
fala italiano, então ou Ching fala chinês ou Débora fala
dinamarquês. Se Débora fala dinamarquês, Elton fala
espanhol. Mas Elton fala espanhol se e somente se não for
verdade que Francisco não fala francês. Ora, Francisco não
fala francês e Ching não fala chinês. Logo,
a) Ana fala alemão e Débora fala dinamarquês.
b) Ching não fala chinês e Débora fala dinamarquês.
c) Francisco não fala francês e Elton fala espanhol.
d) Ana não fala alemão ou Iara fala italiano.
e) Iara não fala italiano e Débora não fala dinamarquês.

17. Ou Anaís será professora, ou Anelise será cantora, ou


Anamélia será pianista. Se Ana for atleta, então Anamélia
será pianista. Se Anelise for cantora, então Ana será atleta.
Ora, Anamélia não será pianista. Então:
a) Anaís será professora e Anelise não será cantora.
b) Anaís não será professora e Ana não será atleta.
c) Anelise não será cantora e Ana será atleta.
d) Anelise será cantora ou Ana será atleta.
e) Anelise será cantora e Anamélia não será pianista.

18. Se Flávia é filha de Fernanda, então Ana não é filha de


Alice. Ou Ana é filha de Alice, ou Ênia é filha de Elisa. Se
Paula não é filha de Paulete, então Flávia é filha de
Fernanda. Mas acontece que nem Ênia é filha de Elisa nem
Inês é filha de Elisa. Com isso, podemos afirmar que:
a) Paula é filha de Paulete e Flávia é filha de Fernanda.
b) Paula é filha de Paulete e Ana é filha de Alice.
c) Paula não é filha de Paulete e Ana é filha de Alice.
d) Se Ana é filha de Elisa, Flávia é filha de Fernanda.
e) Ênia é filha de Elisa ou Flávia é filha de Fernanda.

19. Se é verdade que “Nenhum artista é atleta”, então


também será verdade que:
a) Todos os não artistas são não atletas.
b) Nenhum atleta é não artista.
c) Nenhum artista é não atleta.
d) Pelo menos um não atleta é artista.
e) Nenhum não atleta é artista.

20. Se a professora de matemática foi à reunião, nem a


professora de inglês nem a professora de francês deram
aula. Se a professora de francês não deu aula, a professora
de português foi à reunião. Se a professora de português foi
à reunião, todos os problemas foram resolvidos. Ora, pelo
menos um problema não foi resolvido. Logo:
a) A professora de matemática não foi à reunião e a professora
de francês não deu aula.
b) A professora de francês não deu aula e a professora de
português não foi à reunião.
c) A professora de matemática e a professora de português não
foram à reunião.
d) A professora de francês não deu aula ou a professora de
português foi à reunião.
e) A professora de inglês e a professora de francês não deram
aula.

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21. A negação da sentença “Ana não voltou e foi ao
cinema” é:
a) Ana voltou ou não foi ao cinema.
b) Ana voltou e não foi ao cinema.
c) Ana não voltou ou não foi ao cinema.
d) Ana não votou e não foi ao cinema.
e) Ana não voltou e foi ao cinema.

22. Todos os médicos são magros. Nenhum magro sabe


correr. Podemos afirmar que:
a) Algum médico não é magro.
b) Algum médico sabe correr.
c) Nenhum médico sabe correr.
d) Nenhum médico é magro.
e) Algum magro sabe correr.

23. Ou Celso compra um carro, ou Ana vai à África, ou Rui


vai a Roma. Se Ana vai à África, então Luís compra um livro.
Se Luís compra um livro, então Rui vai a Roma. Ora, Rui
não vai a Roma. Podemos afirmar que:
a) Ana vai à África e Rui não vai a Roma.
b) Celso não compra um carro e Luís não compra o livro.
c) Ana não vai à África e Luís compra um livro.
d) Ana vai à África ou Luís compra um livro.
e) Celso compra um carro e Ana não vai à África.

24. Considere as seguintes premissas:


“Cláudia é bonita e inteligente, ou Cláudia é simpática.”
“Cláudia não é simpática”.
A partir dessas premissas, conclui-se que Cláudia:
a) É bonita ou inteligente.
b) É bonita e inteligente.
c) É bonita e não é inteligente.
d) Não é bonita e não é inteligente.
e) Não é bonita e é inteligente.

25. Jair está machucado ou não quer jogar. Mas Jair quer
jogar. Logo:
a) Jair não está machucado nem quer jogar.
b) Jair não quer jogar nem está machucado.
c) Jair não está machucado e quer jogar.
d) Jair está machucado e não quer jogar.
e) Jair está machucado e quer jogar.

26. Assinale a alternativa que apresenta a negação da


seguinte sentença: “Nenhum pescador é mentiroso”.
a) Algum pescador é mentiroso.
b) Nenhum mentiroso é pescador.
c) Todo pescador não é mentiroso.
d) Algum mentiroso não é pescador.
e) Algum pescador não é mentiroso.

27. A negação da sentença “Todos os homens são


honestos” é:
a) Nenhum homem é honesto.
b) Todos os homens são desonestos.
c) Nenhum homem é desonesto.
d) Algum homem é desonesto.
e) Alguns homens são honestos.

28. Se a = b + p, então a = z + r. Se a = z + r, então a = w – r.


Por outro lado, a = b + p, ou a = 0. Se a = 0, então a + u = 5.
Ora, a + u ≠ 5. Logo:
a) w – r = 0 b) a ≠ b + p c) a = w – r d) z + r ≠ w – r
e) b + p ≠ w – r

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História do Município,, do Estado e da região
acerca de domínio de tópicos atuais e
nacionais e internacionais relevantes de
diversas áreas, tais como segurança,
transportes, política, economia, sociedade,
educação, tecnologia, saúde, cultura,
desenvolvimento sustentável e ecologia.

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HISTÓRIA DE SÃO BORJA

São Borja é um município brasileiro da região Sul, localizado no estado do Rio Grande do Sul. A cidade foi
fundada em 1682 pelos padres jesuítas, a primeira cidade dos Sete Povos das Missões. São Borja tem a
civilização mais antiga do estado, e uma das mais antigas do Brasil, sendo povoada ininterruptamente desde
sua fundação. Situa-se na fronteira oeste do estado, sendo banhada pelo rio Uruguai, que é
a fronteira natural com a cidade de Santo Tomé localizada na província de Corrientes, na Argentina.

A lei estadual 13.041/2008 declarou oficialmente São Borja "Terra dos Presidentes" por ser cidade natal de
dois ex-presidentes do Brasil: Getúlio Vargas e João Goulart.
Antigamente a cidade foi conhecida também como a Capital do Linho, devido ao forte cultivo da planta no
município nas décadas do início do século XX, além disso, o município é um dos maiores produtores de
arroz da região sul.

Em meados do século XVII, São Borja foi o primeiro dos chamados Sete Povos das Missões da Companhia
de Jesus, que abrigou em seu seio a nação guarani e foi o lar de Sepé Tiaraju.
São Borja foi fundada em 1687 pelo jesuíta espanhol Francisco Garcia. O nome é homenagem a São
Francisco de Borja, que foi o 3º geral ("general") da ordem dos jesuítas. Por estes motivos é que o brasão da
cidade ostenta, em campo vermelho (evocativo da terra vermelha das Missões e do sangue guarani),
uma Cruz de Lorena em ouro.

No início eram apenas 195 habitantes, oriundos da redução de São Tomé, foi a primeira reduções dos Sete
Povos das Missões. Em 1707, contava com 2.814 habitantes.
A adoção a Cruz de Caravaca, também conhecida como Cruz de Lorena e Cruz de Borgonha, é
uma relíquia cristã de origem espanhola utilizada pelos jesuítas. Nas Missões pode ser vista em vários locais
da região missioneira, inclusive nas Ruínas de São Miguel das Missões, principal sítio histórico dos Sete
Povos das Missões.

Geografia - Bairros

 Centro: Principal concentração populacional da cidade, onde encontram-se as principais lojas e os


moradores de maior poder econômico. Situam-se nessa região a prefeitura, a câmara de vereadores,
o museu Getúlio Vargas, museu João Goulart, o museu Missioneiro (junto a biblioteca pública municipal),
a praça XV de novembro (onde encontra-se o mausoléu do presidente Getúlio Vargas) e a Igreja Matriz
São Francisco de Borja, entre outros pontos turísticos importantes.

 Bettim: Bairro de classe média e sede do Instituto Federal Farroupilha (Campus São Borja). Conhecido
pela sua tranquilidade, segurança e boa vizinhança, é um dos melhores bairros para se viver em família
em São Borja. Excelente localização, padrão elevado de vida, vizinhança hospitaleira fazem a boa fama
do bairro.

 Passo: Bairro situado no extremo norte da área urbana de São Borja. O bairro é constituído por diversas
classes, possuindo desde casas luxuosas até trabalhadores e suas moradias populares, localizam-se o
prédio da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), o Centro Nativista Boitatá, a Receita Federal e
a Polícia Federal. Os moradores do bairro são conhecidos como "passianos". O bairro é o maior da
cidade, englobando muitas vilas, chegando sua divisa mais ao norte e até as margens do Rio

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Uruguai passando pelo Cais do Porto, um ponto de encontros ao ar livre e realizações de eventos
culturais diversos.

 Tiro: Bairro popular de moradias de classe média, situado em torno do parque de exposições, do
sindicato rural, da sede campestre, do clube comercial, da sede do clube recreativo Continente,
Ascomvilca (associação de moradores da vila cabeleira), Universidade da Região da
Campanha (URCAMP). Nas proximidades também se localiza o 2° BPAF da Brigada Militar de São Borja,
Batalhão de Policiamento de área de Fronteira. Bairro onde se localiza a sede da Associação Atlética do
Banco do Brasil de São Borja e onde ficam o Parque de Exposições Dr. Serafim Dornelles Vargas, onde
acontece a Fenaoeste, e a Sede Campestre do Clube Comercial. Nesse bairro encontram-se casas
populares e casas de classe média alta.

 Pirahy: Bairro de moradias populares. Além de unidades residenciais, neles situam-se a sedes do Poder
Judiciário Estadual; Poder Judiciário Federal; Ministério Público Estadual; em breve iniciará obras da
sede da Justiça Federal do Trabalho. Além dos poderes, o bairro conta com o Hospital Ivan Goulart.

Também nesse bairro está a rua mais arborizada da cidade (Rua General Canabarro) onde predominam
árvores como cibipirunas, plátanos, grevilhas e guajuvira.Reconhecido como o melhor bairro da cidade.
A denominação do bairro deriva da existência de uma fábrica de papel denominada Pirahy que operou até
a década de 70.

 Florêncio Guimarães: Bairro de moradias populares situado ao sudoeste da cidade, tendo como um de
seus destaques o Estádio Vicente Goulart, casa dos extintos Internacional e Cruzeiro e da Associação
Esportiva São Borja.
 Paraboi: Contam os antigos moradores que o nome Paraboi deve-se ao fato de que, antigamente,
quando os tropeiros (conduzindo suas boiadas para algum matadouro) estacionavam as tropas
exatamente naquele sítio. Ao decidirem pernoitar no local, os condutores supostamente gritavam
"páááára boiii". Neste bairro se localiza a rodoviária, a praça tricentenário e o monumento alusivo aos
300 anos de fundação da povoação jesuítica.
 Itacherê: Bairro de moradias populares. Itacherê é uma palavra de origem indígena que quer dizer "rio
de pedras".
 Maria do Carmo: Bairro formado pela classe média baixa, hoje considerado um dos bairros mais seguros
da cidade, e um dos lugares mais procurados para compra e alugueis de casas, segundo as agências
Imobiliárias. O Bairro recebeu este nome deviso ao túmulo da "Santa profana" Maria do Carmo - assim
chamada, neste bairro encontram-se o Museu Ergológico de Estância "Os Angueras" cuja história de
sua fundação confunde-se com a história do tradicionalismo e cultura gauchesca. No bairro morou até
seu falecimento o grande poeta Apparício Silva Rillo (um dos fundadores do Museu Ergológico de
Estância). Também está localizado neste bairro a sede da AFPM (Associação dos Funcionários Públicos
Municipais) local com belíssima natureza, campos de futebol, vôlei, basquete e áreas para lazer.
 José Pereira Alvarez (Várzea): Bairro formado por trabalhadores, onde encontra-se a antiga estação
ferroviária (futuro centro cultural do município), o mercado público municipal, o 2º RCmec, o Regimento
de Cavalaria Mecanizada, a Primeira Companhia de Engenharia de Combate Mecanizada Sousa Doca,
o presídio estadual, o aeroporto João Manuel, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), e o jóquei club.

Cultura
São Borja conta com várias instituições culturais públicas e privadas como museus, bibliotecas e outros.
Capital do Fandango
Em 2017, São Borja recebeu o título de "Capital Gaúcha do Fandango", por ser a cidade do estado que
concentra o maior número de bailes durante a Semana Farroupilha, período de 13 a 20 de setembro. São 4

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entidades tradicionalistas filiadas ao MTG, e inúmeros Piquetes que comemoram as noites da Semana
Farroupilha com muita dança e saboreando as comidas típicas gaúchas. O governador José Ivo Sartori
sancionou no dia 09/01/2018, a lei que declara o município de São Borja como Capital Gaúcha do Fandango.
O Projeto de Lei (PL), de autoria do deputado Lucas Redecker, foi aprovado pela Assembleia Legislativa por
45 votos favoráveis e nenhum contra, no dia 5 de dezembro de 2017.
Fandango é um estilo musical caracterizado por uma dança animada e marcada principalmente pelo
sapateado.
Museus
 Museu Casa de Getúlio Vargas: instituído na casa do ex-presidente Getúlio Vargas, guarda e dispõe ao
público acervos sobre Getúlio Vargas em disposições da Lei brasileira dos acervos presidenciais que é
a norma legal que dispõe sobre a preservação, organização e proteção dos acervos documentais
privados dos presidentes da República.
 Memorial Casa de João Goulart: é um museu memorial criado em São Borja na residência urbana que
foi do ex-presidente João Goulart.
 Museu Ergológico de Estância: com acervos temáticos diversos como peças vintages da lida
campeira:charretes, carroças, facas, máquinas antigas e outros objetos.
 Museu Apparício Silva Rillo: com acervos de cultura indígena e missioneira, arte santeira e objetos
religiosos.

Conhecer São Borja é requisito para descobrir mais sobre a história do Rio Grande do Sul e do Brasil. Muitos
afirmam que o Rio Grande do Sul começou por aqui, com Jesuítas Espanhóis e índios Guaranis, fundando
o 1° dos Sete Povos da Missões, em 1682.

Nesta terra ocorreu algo que jamais aconteceu em lugar algum, nativos e jesuítas criaram uma sociedade
justa, igualitária e autossustentável, trata-se das Reduções Missioneiras. O que filósofo francês, Voltaire,
chamou de “Triunfo da Humanidade”.

Em sua longa história, a tricentenária São Borja também foi cenário de importantes batalhas. O maior
combate de todos os tempos ocorrido na América do Sul, a Guerra do Paraguai, tem um de seus capítulos
escritos no município. Já em domínio Português, no ano de 1865, homens da Vila São Francisco de Borja
resistiram a um exército numeroso até chegar as tropas imperiais, tornando-se símbolos da valentia e
resistência, verdadeiros heróis da Pátria.

Neste chão em 1888, discutiu-se os destinos da nação, como o fim da monarquia e o início do Regime
Republicano, através da moção plebiscitária de autoria do Apparício Mariense da Silva. O documento propôs
que todas as maçonarias do país considerassem o atual momento e a necessidade do Brasil ter um novo
sistema de governo.

O São-borjense Getúlio Dornelles Vargas nasceu em 19 de abril 1882. Figura ao mesmo tempo amada e
odiada, Vargas foi o homem que por mais tempo presidiu o Brasil, de 1930 a 1945 e depois de 1951 a 1954.
Getúlio foi responsável pela criação da CLT (Consolidação da Leis Trabalhistas) e por estruturar o país
fundando a Companhia Siderúrgica Nacional (1940), a Vale do Rio Doce (1942), a Hidrelétrica do Vale do
São Francisco (1945) e Petrobrás (1953).

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Em São Borja, também nasceu o presidente João Goulart, que presidiu o Brasil de 1961 a 1964, deposto
pelo Regime Militar. João Goulart é conhecido como o presidente que queria fazer as chamadas reformas
de base, sendo o único presidente morto em exílio, sem retornar para sua terra natal.

Com um passado de glórias, a cidade reserva no presente um futuro promissor para quem almeja crescer
no agronegócio, turismo, comércio exterior e educação. Atualmente São Borja é uma terra de oportunidades,
pois, possui um dos melhores climas e solos do continente para a agricultura e está situada em uma área
geográfica privilegiada para o ramo da logística, tendo um dos serviços aduaneiros mais rápidos e eficientes
do Mercosul, através do Centro Unificado de Fronteiras (CUF).

Na cultura, a cidade disponibiliza atrações como o Museu Getúlio Vargas, a Casa e Memorial João Goulart,
Museu Missioneiro e Museu da Estância (acervo com artigos utilizados pelo homem do campo). Também
conta com o Mausoléu do Presidente Vargas, Cemitério Jardim da Paz que descansa João Goulart e Brizola,
Igreja Católica Matriz, Cemitério Paraguaio, Fontes de São Pedro e São João Batista e Túmulo da Maria do
Carmo (Santa e Profana). Além de promover a melhor Semana Farroupilha do Rio Grande do Sul, sendo
considerada a Capital do Fandango.

Hoje, São Borja tornou-se cidade universitária com a vinda da Universidade Federal do Pampa (Unipampa),
Instituto Federal Farroupilha (IFFar) e Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS). A Unipampa
disponibiliza os cursos de Ciências Humanas e Sociais, Ciência Política, Jornalismo, Publicidade e
Propaganda, Relações Públicas e Serviço Social. O IFFar oferece cursos técnicos em Cozinha, Informática
e Eventos, além das graduações em Matemática, Física, Gestão em Turismo, Gastronomia e Sistemas de
Informação. Já a UERGS, dispõem do curso de Gestão Ambiental.

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HISTÓRIA DO RIO GRANDE DO SUL

Bandeira Brasão

Lema: Liberdade, Igualdade, Humanidade

Hino: Hino Rio-Grandense

Gentílico: gaúcho; sul-rio-grandense

Rio Grande do Sul (pronúncia em português: [ʀˈiw ɡɾˈɐd ̃ ɘ du sˈul]) é uma das 27 unidades federativas do Brasil.
Está situado na Região Sul e tem por limites o estado de Santa Catarina ao norte, Argentina ao oeste
e Uruguai ao sul, além do Oceano Atlântico ao leste. É dividido em 497 municípios e sua área total é de
281 730,223 km², o que equivale a 3,3% da superfície do Brasil, sendo pouco maior que o Equador. Sua capital é
o município de Porto Alegre e seu atual governador é José Ivo Sartori. As cidades mais populosas são: Porto
Alegre, Caxias do Sul, Pelotas, Canoas e Santa Maria. O relevo é constituído por uma extensa baixada, dominada
ao norte por um planalto. Antas, Uruguai, Taquari, Ijuí, Jacuí, Ibicuí, Pelotas e Camaquã são os rios principais.
O clima é subtropical e a economia baseia-se
na agricultura (soja, trigo, arroz e milho), pecuária e indústria (de couro e calçados, alimentícia, têxtil, madeireira,
metalúrgica e química).
Com mais de onze milhões de habitantes, ou cerca de 5,4% da população brasileira, é o estado mais populoso
da Região Sul e o 5º do Brasil, podendo ser comparado com a Ruanda no número de habitantes. A população
gaúcha é uma das mais diversificadas do país e descende principalmente de italianos e alemães, que começaram
a emigrar para o país no fim do século XIX. Sua população é em grande parte formada por descendentes
de portugueses, alemães, italianos, africanos e indígenas, em pequena parte
por espanhóis, poloneses e franceses, dentre outros imigrantes.
Em 1627, jesuítas espanhóis criaram missões jesuíticas próximas ao rio Uruguai, mas foram expulsos
pelos portugueses em 1680, quando a Coroa Portuguesa resolveu assumir seu domínio, fundando a Colônia do
Sacramento. Os jesuítas espanhóis estabeleceram, em 1682, os Sete Povos das Missões. Os portugueses
chegaram em 1737 com uma expedição militar de José da Silva Paes. As lutas pela posse das terras entre
portugueses e espanhóis continuaram, e somente tiveram fim em 1801, quando os próprios gaúchos dominaram
os Sete Povos, incorporando-os ao seu território. É criada em 19 de setembro de 1807 a Capitania de São Pedro
do Rio Grande do Sul. Em 28 de fevereiro de 1821 torna-se a Província de São Pedro do Rio Grande do Sul, que
viria a se tornar o atual estado do Rio Grande do Sul, após a Proclamação da República do Brasil. Com a chegada
de outros povos a partir de 1824, a sociedade estancieira passou então a coexistir com a pequena propriedade
agrícola, diversificando a produção. Durante o século XIX, o Rio Grande do Sul foi palco de revoltas federalistas,
como a Guerra dos Farrapos (1835-45), participou da luta contra Rosas (1852) e da Guerra do Paraguai (1864-
70). As disputas políticas locais foram acirradas no início da República e só no governo de Getúlio Vargas(1928) o
Estado foi pacificado.
É o estado mais meridional da federação, conta com o quarto maior PIB, superado apenas por São Paulo, Rio de
Janeiro e Minas Gerais, o quinto mais populoso e com o sexto Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) mais
elevado do país.Em certos locais do estado, como a Serra Gaúcha e a região rural da metade sul, ainda é
possível ouvir dialetos da língua vêneta (talian) e do alemão (Hunsrückisch, Plattdeutsch). O Rio Grande do Sul foi
apontado em 2014 pelo jornal americano The New York Timescomo o lugar com mais traços europeus do Brasil.
Embora o estado esteja enfrentando uma crise econômica acentuada, é onde há o maior número de idosos e a
segunda maior expectativa de vida e onde os trabalhadores são mais bem remunerados, tendo uma das menores
taxas de analfabetismo, e mortalidade infantil do país.Mesmo com bons indicadores sociais, o Rio Grande
do Sul sofre com a disparidade econômica entre a metade norte, considerada industrial, e a metade sul,
considerada agrária.

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Etimologia
O nome do estado originou-se de uma série de erros e discordâncias cartográficas, quando se acreditava que
a Lagoa dos Patos fosse a foz do Rio Grande, que já era demonstrado em mapas neerlandeses, décadas antes
da colonização portuguesa na região. Pelo que se sabe até agora, o primeiro cartógrafo dos Países Baixos a
registrar a Lagoa dos Patos, ainda considerada o Rio Grande, foi Frederick de Wit, em seu atlas de 1670. Já o
primeiro registro cartográfico feito por um neerlandês a mostrar o suposto rio com um formato próximo ao que é
conhecido hoje da referida lagoa foi Nikolaus Visscher, em 1698. Apesar de ele não ter sido o primeiro a
mencionar os índios Patos que habitavam suas margens e boa parte do litoral do Rio Grande do Sul e de Santa
Catarina, foi ele quem associou o nome à lagoa. Por volta de 1720, açorianos vindos de Laguna vieram à região
de São José do Norte buscar o gado cimarrón vindo das missões, possibilitando a posterior fundação da cidade
de Rio Grande, no ano de 1737. A partir do nome do município, surgiu também o nome do estado do Rio Grande
do Sul.
Os habitantes naturais do Rio Grande do Sul são denominados gaúchos, rio-grandenses-do-sul ou sul-rio-
grandenses.[O gentílico no masculino do singular é gaúcho e no feminino do singular gaúcha.[É uma palavra
oriunda do castelhano gaucho, um adjetivo que, aplicado a pessoas pode significar "nobre, valente e
generosa" ou "camponês experimentado em pecuária tradicional", ou ainda "velhaco, astuto, dissimulado ou
ardiloso experiente",mas também pode ter o sentido de "vagabundo, contrabandista, desregrado e
desprivilegiado".

Povos indígenas
Um índio charrua retratado por Debret.

Na época do Descobrimento do Brasil, a região que hoje forma o Rio


Grande do Sul era habitada pelos índios minuanos, charruas e caaguaras,
que viveram há 12 mil anos a.C. Eram bons ceramistas e, na caça, usavam
as boleadeiras, até hoje um dos instrumentos do peão gaúcho.
Essas tribos viveram muito tempo sem contato com
os brancos colonizadores. As disputas entre Portugal e Espanhasobre os
limites de suas possessões na América fizeram com que a região só fosse
ocupada no século XVII. Os padres jesuítas espanhóis foram os primeiros
a se estabelecer no local.
Colonização europeia
As peculiaridades geográficas do atual estado do Rio Grande do Sul,
dividido em 11 diferentes regiões fisiográficas, influíram para retardar a
ocupação da terra, a leste, pelo conquistador europeu. Outro fator negativo
foi o Tratado de Tordesilhas, de 1494, que dividiu a soberania sobre os
descobrimentos entre Portugal e Espanha por um meridiano ideal. No caso
do Brasil, o meridiano estendia-se das proximidades da ilha de Marajó até
a baía da Laguna, em Santa Catarina. Ante as dúvidas surgidas sobre o
ponto exato em que deveria passar a linha convencionada e achando-se o
rio de São Pedro justamente na zona cuja confrontação se discutia,
nenhuma daquelas duas nações se apressou a ocupá-lo, pelo temor de novas dificuldades diplomáticas. Contudo,
em princípios do século XVII a Espanha penetrava na margem esquerda do Rio Uruguai, por intermédio dos
jesuítas que, a partir do Paraguai, estabeleceram suas reduções em vários pontos, chegando mesmo às cercanias
da futura cidade de Porto Alegre e, de modo geral, senhoreando-se de todo o oeste rio-grandense.
A seguir, os bandeirantes destruíram a província do Guairá, desceram à província do Tape, no coração do Rio
Grande, e à província do Uruguai, desbaratando as aldeias e aprisionando os índios, que levavam como escravos
para suas lavouras. Antônio Raposo Tavares foi um dos maiores chefes dessas expedições predatórias. As
aldeias foram arrasadas, seus habitantes mortos ou aprisionados, e os sobreviventes fugiram com os jesuítas,
para o sul, onde se fixaram junto à margem direita do rio Uruguai. Ao levar a catequese, o aldeamento,
as estâncias e os ervais a uma larga faixa do território, entre 1632 e 1634 os jesuítas estabeleceram reduções no
alto Ibicuí (São Tomé, São Miguel, São José, São Cosme e São Damião). Ampliaram a área de penetração,
alcançaram a bacia do Jacuí e fixaram outras reduções, inclusive para além da província do Tape (Santa Teresa,
Santa Ana, São Joaquim, Natividade, Jesus Maria, São Cristóvão).
A vitória alcançada contra os paulistas na batalha de Mbororé, em 1641, não foi suficiente para permitir a fixação
das reduções. O êxodo das populações indígenas—já iniciado depois do assalto da bandeira de Raposo Tavares,
em 1637—se intensificou, com a transferência dos jesuítas e dos índios para a margem direita do rio Uruguai, na
fértil mesopotâmia do Paraná.
Concluiu-se, por força de tais acontecimentos, a primeira fase da civilização jesuítica no território do atual Rio
Grande do Sul, com o abandono de terras abertas aos que primeiro chegassem para ocupá-las, aventureiros e

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colonizadores. Somente depois de 1680, com a fundação da Colônia do Sacramento, na margem superior do rio
da Prata, a região passou a ser objeto de disputa política por parte de portugueses e espanhóis.
Os Sete Povos
As ruínas jesuítas de São Miguel das Missões, na Região das Missões, no estado do Rio Grande do Sul.
São Patrimônio da Humanidade pela UNESCO desde 1983.
A pressão dos bandeirantes não pôs fim à presença dos jesuítas na margem oriental do rio Uruguai. Retornaram
os religiosos cinqüenta anos depois do êxodo, atraídos pelas disponibilidades econômicas da região, sobretudo
pelo gado. Inaugurou-se, na volta ao território perdido, a segunda fase da penetração jesuítica, que na realidade
só terminou com a fulminante ação militar de 1801—precedida de longas e indecisas ações diplomáticas --, a qual
incorporou definitivamente a região ao Rio Grande do Sul.
A segunda fase cifra-se na história dos Sete Povos das Missões, com o marco inicial de 1687 (São Francisco de
Borja, São Nicolau, São Luiz Gonzaga, São Miguel Arcanjo, São Lourenço Mártir, São João Batista, Santo Ângelo
Custódio). O perigo dos paulistas não cessara, embora se tornasse menos ameaçador, concentrada a ação do
poder dos portugueses na faixa litorânea, de que a Colônia do Sacramento seria o ponto extremo.
Situados em terras de domínio nominal da Espanha, sob o comando de Buenos Aires, os Sete Povos abrangiam,
as extremas dos grandes rebanhos de gado, que se concentravam nas vacarias—as Vacarias do Mar, que
alcançavam o extremo sul do atual Rio Grande do Sul, penetrando em território uruguaio, e a Vacaria dos Pinhais,
na região da hoje ainda chamada Vacaria, no nordeste do estado.
Ao fato da coincidência geográfica do território, acentuado por alguns historiadores para vincular a história do Rio
Grande do Sul às missões jesuíticas, agregam outros estudiosos o motivo econômico, sobretudo baseado na
expansão do gado. As duas fases das Missões assinalam diferenças qualitativas. Na primeira predominou o zelo
evangelizador, integratório dos indígenas na civilização espanhola; a segunda foi marcada pelo fundamento
econômico da expansão, de índole utilitária e dominada por preocupações agora marcadamente políticas, de
exclusivismo nacional, embora, em certo momento, arredia e até hostil à autoridade espanhola. O gado, de início
aclimatado na margem do rio Uruguai, é de origem paulista, introduzido em São Vicente, onde Martim
Afonso estabelecera o principal curral. Invadindo o Paraguai, depois de proliferar, irradiou-se pelas pastagens
vizinhas, com a distribuição, pelos jesuítas, de 99 cabeças para cada aldeamento, em 1634. A matança foi
proibida nos primeiros anos. Provavelmente, esse núcleo original se havia ampliado com cabeças vindas do Peru,
já a partir de 1569, acrescidas das manadas que se projetaram da atual província de Corrientes, na Argentina. A
bagualada já campeava livremente nos pampas, trazida pela expedição de Pedro de Mendoza, que em 1535
desembarcou no Prata 72 cavalos e éguas.
A Catedral Angelopolitana, em Santo Ângelo, erguida à semelhança da
antiga igreja de São Miguel

Os rebanhos, alimentados pelas pastagens naturais e protegidos pelos


acidentes das florestas e rios (os rincões), proliferaram com abundância,
espraiando-se nas Vacarias do Mar e prolongando-se na Vacaria dos
Pinhais, onde se localizou extenso depósito de gado para o abastecimento
das aldeias. Aos currais das aldeias somaram-se os das invernadas, os
campos de cria, alimentados com rebanhos nascidos em regiões mais
distantes. Ovelhas e cabras, de procedências várias, completavam o rico
plantel das Missões, que só começou a ser saqueado por elementos
estranhos, portugueses e espanhóis, depois da fundação da Colônia do
Sacramento, em 1680, e no segundo decênio do século XVIII, com a gente
de São Paulo e Laguna, que o explorou para satisfazer às necessidades da
população de Minas Gerais, durante o ciclo do ouro.
A civilização jesuítica, um caso de subcultura regional, mesmo na herança
fluida e fantasmagórica que deixou ao império lusitano, ao ser incorporada
definitivamente em 1801, foi apenas um corpo estranho, jamais absorvido
no processo histórico português e brasileiro. Tenazmente combatido pelas
armas e interiormente desintegrado, não deixou a permanente junção da
continuidade histórica. A conquista do Rio Grande e seu povoamento, de caráter luso, legado ao império
brasileiro, serão obra da gente portuguesa, paulista e lagunista de diversas procedências, gente de toda a colônia.
As Missões Orientais são um episódio malogrado da corrente que procurou o Atlântico, de Buenos Aires e, depois,
do vice-reinado do Prata.
Tal ponto de vista, acentuando essas razões e desfazendo equívocos, será confirmado em obra de 1945, de
autoria de Serafim Leite, insuspeito de antipatia à causa jesuítica. Para esse historiador, as Missões jesuíticas do
Rio Grande do Sul se incluem na história da Espanha e, por via desta, na do Paraguai. Seriam portanto desligadas
da futura história do extremo-sul, diretamente vinculado ao processo civilizatório do Brasil. O resíduo espiritual das
Missões tem significado irrelevante. Ao serem absorvidas pelo Brasil, já se haviam desintegrado; o próprio

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contingente de sua população praticamente nada representava: cerca de 14.000 pessoas numa área de
170.825km2, em 1801.
A expansão
O litoral do atual território do Rio Grande do Sul só foi explorado pela expedição de Martim Afonso de Sousa,
cabendo-lhe provavelmente a primazia na descoberta da barra do rio Grande ou rio de São Pedro. O mapa de
Martim Viegas, de 1534, consigna o local e o nome, aludindo ao Tratado descritivo do Brasil, de Gabriel Soares de
Sousa, em 1587, as relações comerciais entre os vicentinos e os indígenas do litoral sulino, referências
confirmadas por documentos posteriores.
O Tratado de Tordesilhas não impediu que a coroa portuguesa se atribuísse o território que hoje compreende o
Rio Grande do Sul e a República Oriental do Uruguai. Era a Capitania d'El-Rei ou província d'El Rei e figura num
mapa de 1562 com o nome "d'el Rei Nosso Senhor". Em 1676 o regente D. Pedro doou ao visconde de Asseca e
a João Correia de Sá duas parcelas de terra, desde Laguna até a foz do rio da Prata. Ainda em 1676 o bispado do
Rio de Janeiro se estendia até o rio da Prata, provavelmente em consonância com as reivindicações portuguesas.
As capitanias, não exploradas, reverteram, em 1727, ao patrimônio real, negando-se D. João V a confirmá-las. A
partir de meados do século XVII, sob o estímulo e o comando oficial, a expansão portuguesa para o sul tomou o
rumo da costa atlântica ou junto à margem oceânica, sempre com apoio marítimo. Em 1647 fundou-se Paranaguá,
com a fixação, sete anos depois, de Curitiba, em movimento que tornaria impossível, no futuro, um avanço capaz
de separar São Paulo e o Rio de Janeiro do extremo-sul. Em 1658 já existia São Francisco, como ponto de apoio,
plantado no território do atual estado de Santa Catarina.
A metrópole deliberou expandir-se para o sul, tendo por ponto de apoio a ilha do Desterro, em Santa Catarina.
Com uma pequena força, o governador do Rio de Janeiro, Manuel Lobo, construiu uma fortaleza, a Colônia do
Sacramento, no estuário dos rios Paraná e Uruguai, em pleno rio da Prata, de onde se iniciaria o processo de
consolidação da presença portuguesa na região. Com base no Tratado de Tordesilhas, o governador de Buenos
Aires, José de Garro, se opôs à ocupação e deu início a um conflito que só teria fim 150 anos depois, com a
criação definitiva de um novo país soberano, a República Oriental do Uruguai. Entre o Rio de Janeiro e a Colônia
do Sacramento, com os pontos intermediários de Paranaguá, São Francisco e a ilha do Desterro, a fundação de
Laguna seria decisiva para fixar as comunicações e estreitar o espaço da ocupação do solo. Suas bases
povoadas, com estrutura administrativa, seriam criadas em 1688, quando Domingos de Brito Peixoto, com seus
dois filhos, aí estabeleceu casais, agregados e aderentes, fazendo plantações e promovendo o convívio com os
índios. Laguna passou a vila em 1774, data em que, ainda por iniciativa oficial, se cogitou do caminho terrestre
para o rio de São Pedro. O hiato de 150 léguas, bloqueado pela costa carente de acessos naturais, iria fechar-se
no curso do século XVIII.
Capitania de São Pedro do Rio Grande do Sul em um mapa do Brasil
em 1709.

O General João Borges Fortes, em sua obra "Rio Grande de São


Pedro", observou que ao bandeirante Francisco de Brito Peixoto deve-
se o pioneirismo na ocupação das terras que ficam
entre Laguna e Colônia do Sacramento, dando início à presença luso-
brasileira no Rio Grande do Sul. A partir daí, colonos procedentes
de Laguna dirigiram-se ao Rio Grande, ocupando as regiões do
Viamão. Em 1732, são concedidas as primeiras sesmarias. Não há
dúvida de que antes da conquista e do povoamento, aventureiros de
procedências várias viveram das Vacarias do Mar, explorando o
comércio e o artesanato de couros, em precárias vias de trânsito, num
roteiro conhecido desde 1703. Dentre esses aventureiros—guerreiros
e empresários a sua custa—destacou-se Cristóvão Pereira, que se
dedicou à extração, compra e exportação de couros da Colônia do
Sacramento, penetrando as planuras e alcançando São Paulo por via
terrestre. A partir dessas duas linhas de penetração (Colônia do Sacramento e Laguna), fechou-se
progressivamente o intervalo territorial, praticamente terra de ninguém. As iniciativas pioneiras, ambas da primeira
metade do século XVIII, tiveram índole diversa. De Laguna partiu para o sul, sob o fascínio de grandes rebanhos
de gados e cavalos, a incursão povoadora de João de Magalhães, que em 1725 fixou invernadas até o rio Grande
(rio Guaíba), com a distribuição, mais tarde, de sesmarias aos colonizadores. Em 1727 abriu-se o caminho
chamado de estrada dos Conventos, de Araranguá a Lajes, daí alcançando os campos curitibanos até chegar
a Sorocaba, o grande entreposto, ainda nesse século, dos rebanhos de gado vacum, cavalar e muar. No seu
contingente e nas suas inspirações, foi essa uma obra dos paulistas.
Em seqüência ao impulso do norte, de povoamento e exploração do gado, que em breve se consolidaria nas
estâncias de criação, a metrópole incumbiu o general Gomes Freire de Andrade, governador da capitania do Rio
de Janeiro, de ocupar e fortificar o porto de Rio Grande. A chefia da empresa coube a seu substituto,
brigadeiro José da Silva Pais, que, dentro de um plano que envolvia a defesa da Colônia do Sacramento e a
tomada de Montevidéu, ocupou, em 19 de fevereiro de 1737, a barra do rio Grande. Desde alguns meses,

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aguardava-o em terra Cristóvão Pereira, com 160 homens. Construiu o forte Jesus-Maria-José, onde depois se
localizaria a cidade do Rio Grande. O comandante cuidou de colonizar as redondezas, com casais trasmontanos e
do Rio de Janeiro, fortificando-se com reforço de homens e munições. As concessões de terras fixaram as
populações no esboço da área urbana e nas regiões vizinhas, onde se iniciou o plantio, o recolhimento e a criação
de gado. Os dragões de Minas Gerais ali se estabeleceram, com regimento regular. Em 1743 chegou o
primeiro visitador apostólico (representante do Papa), o padre Antônio Pestana Coimbra. Em 1747 o aldeamento
fortificado se constituiu em vila.
Em 1750 o Tratado de Madri, entre Portugal e Espanha, pôs termo ao núcleo de expansão, cedendo a esta o
estabelecimento às margens do rio da Prata, que ficou desimpedido das incursões e embaraços lusitanos. Ao
domínio português passariam as Missões Orientais do Uruguai, que se trasladariam, com sua gente e bens, para a
outra margem do rio, continuando a reforçar econômica e militarmente o território espanhol. Embora o tratado não
respeitasse, quanto às Missões, o princípio do uti possidetis, depois consagrado como dogma nas disputas
territoriais, o grande ministro de D. João V, Alexandre de Gusmão, artífice principal das negociações entre as duas
coroas, estabeleceu uma variante: a fixação da fronteira tendo em vista os fatores naturais. O realismo prevaleceu
contra o mito da linha do Prata, insustentável com os recursos bélicos e humanos então possíveis.
A demarcação

Sepé Tiaraju, chefe indígena dos Sete Povos das Missões que liderou uma
revolta contra o Tratado de Madrid.
Na demarcação dos novos limites, Gomes Freire de Andrade, o conde de
Bobadela, governador do Rio de Janeiro e capitão-general da Repartição
do Sul, encontrou tenaz resistência dos jesuítas espanhóis e seus
catecúmenos aldeados. Estes—entre os quais se destacava o índio Sepé
Tiaraju, que o exagero e a inversão da perspectiva histórica quiseram
batizar de primeiro caudilho rio-grandense—enfrentaram as tropas
portuguesas e espanholas no sangrento Batalha de Caiboaté. No combate
pereceu Nicolau Neenguiru, herói de Mbororé, dias depois da morte de
Sepé Tiaraju, que a lenda popular elevaria à categoria de santo não
canonizado—o são Sepé.
Além de fixar populações, com a concessão de sesmarias, e de patrulhar o
território desde os campos da Vacaria dos Pinhais a Chuí, a incursão
demarcadora de Gomes Freire de Andrade conquistou e consolidou a
base hidrográficainterior, da barra do rio Grande até o extremo dos rios interiores. No futuro, essa ocupação
tornaria a região incólume às investidas castelhanas e forneceria as bases, já independente o país, ao resguardo
da autoridade central. Foi durante a incursão de Gomes Freire de Andrade que surgiu a tranqueira do rio Pardo,
em 1752, invicta nas lutas posteriores e que serviria de base para o domínio do território das Missões.
A par da empresa de conquista, a obra de colonização se acentuou pela introdução dos açorianos. Em sincronia
com o movimento militar que ocuparia as Missões, encaminharam-se estes para o porto de Dorneles, depois
Guaíba, para se entrosarem com os colonizadores dos Campos de Viamão. A ocupação açoriana, cujo
contingente não raro tem sido exagerado em sua quantidade, visou, numa primeira fase, de 1751 a 1759, a
finalidade precípua de substituir-se ao índio nas aldeias missioneiras; o povoamento metódico, com a distribuição
de glebas aos povoadores, só teria início mais tarde. O curso da distribuição seguiu o seguinte: Rio Grande;
Capela Grande do Viamão, compreendendo o porto de Viamão, mais tarde Porto Alegre; Triunfo; Santo Amaro;
e Rio Pardo. À margem da bacia fluvial formou-se o cinturão de lavouras que abasteciam as tropas responsáveis
pela colonização do território.

Marcelino de Figueiredo, governador da Capitania do Rio Grande de São Pedro.


Mais tarde, na segunda fase, caracterizada pela valorização do gado no mercado interno, o
trabalho agrícola foi substituído pela pecuária e a região se transformou em fonte de
abastecimento das minas em prosperidade galopante, no ciclo de ouro das Gerais. O
traçado inicial da conquista—do Rio de Janeiro (depois, de Laguna) à Colônia do
Sacramento—sofreu, a partir de 1750, uma retificação, com o eixo Rio Grande-Porto
Alegre-Rio Pardo. A inflexão para o oeste, com a base do Rio Pardo dominando a bacia
fluvial, configurou a fisionomia política e econômica do Rio Grande, agora
definitivamente. Em 1761, o Tratado de El Pardo anulou o Tratado de Madri, devendo a
Colônia do Sacramento e as Missões Orientais voltar aos antigos senhores. A Espanha, preocupada em combater
a influência inglesa, concertou em 1761 o "pacto de família", que permaneceu algum tempo secreto. Portugal,
vinculado à Inglaterra, não aderiu, contando que, somente com o amparo inglês, poderia proteger seu domínio
ultramarino.

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O primeiro golpe desfechado contra o extremo-sul do território português foi a tomada, ainda uma vez, da Colônia
do Sacramento, em 1762, pelo governador de Buenos Aires, Pedro de Ceballos Cortés y Calderón, que, depois de
atravessar a planície uruguaia, ocupou a vila do Rio Grande, em 1763, lançando uma cabeça-de-ponte em São
José do Norte. O governador do Rio Grande, coronel Elói Madureira, transferiu a sede do governo para Porto
Alegre, onde permaneceria definitivamente. Em 1763 o Tratado de Paris pôs termo à beligerância, mas veio a ser
desobedecido pelas autoridades do Prata, que apenas devolveram a Colônia do Sacramento.
Ao contrário da esperada paz, o novo governador de Buenos Aires, Juan Ortiz y Salcedo, chegou às portas da
tranqueira do Rio Pardo, em 1773, mas a resistência que teve de enfrentar, sob o comando do governador do Rio
Grande, coronel Marcelino de Figueiredo, conseguiu deter as posições-chave -- São José do Norte e Rio Pardo --,
graças a um elemento novo e surpreendente, os guerrilheiros locais, treinados nas estâncias, comandados pelo
primeiro caudilho rio-grandense, Rafael Pinto Bandeira, ex-coronel de milícias e grande proprietário rural. Contudo,
somente uma ação de grande envergadura, com a mais numerosa força militar já concentrada em território
brasileiro (6.800 homens), sob o comando do tenente-coronel João Henrique Böhm, conseguiu expulsar os
espanhóis do Rio Grande, em 1776, depois de 13 anos de ocupação.
As comandâncias
A expansão militar espanhola obedecia a um plano, documentado com o ato de criação do vice-reinado do Rio da
Prata, em 8 de agosto de 1776, abrangendo o território atual da Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia e Rio
Grande do Sul. O Tratado de Santo Ildefonso, de 1º de outubro de 1777, encerrou a atribulada história diplomática
do extremo-sul, que consolidaria em poder da Espanha a Colônia do Sacramento e as Missões Orientais. O
acertado no tratado já se mostrava patentemente anacrônico, diante do predomínio social da região em favor dos
portugueses. Na verdade, o território das Missões, encurralado pela criação de gado e pelos sesmeiros, tornara-se
um satélite do Rio Grande. Em 1801 uma manobra guerreira nativa, sob o beneplácito dos poderes oficiais,
incorporou, num golpe de audácia, toda a região ao Rio Grande. Na operação se destacaram os descendentes da
escola guerrilheira de Rafael Pinto Bandeira—o filho de estancieiro José Borges do Canto e o aventureiro Manuel
dos Santos Pedroso. A antiga civilização jesuítica não passava de uma sucessão de ruínas, de população
escassa, só realmente povoada e colonizada pela gente de São Paulo, que desceu de Curitiba e Lajes, ao lado
dos soldados aquinhoados, pelos seus títulos, com ricas sesmarias. Completou-se, assim, a integração geográfica
do extremo-sul.
A estrutura administrativa deu consistência e coesão à obra de conquista militar e de povoamento. Fundada a
fortaleza Jesus-Maria-José às margens do rio Grande, Gomes Freire instituiu um órgão de direção e coordenação,
que recebeu o nome de comandância militar, nos moldes das já existentes em Santos e na Colônia do
Sacramento. Instituiu-se assim a Comandância Militar do Rio Grande de São Pedro, subordinada à capitania do
Rio de Janeiro, guarnecida inicialmente pelos dragões, de gloriosa e tumultuada história, no núcleo inicial e no rio
Pardo. A administração do território cabia aos comandantes, como se fossem governadores-gerais. O regime das
comandâncias estendeu-se de 1737 a 1760, sob a chefia, sucessivamente, do brigadeiro José da Silva Pais, do
mestre-de-campo André Ribeiro Coutinho e do coronel Pascoal de Azevedo. Desde 1710, a administração do
extremo meridional subordinava-se à capitania de São Paulo, passando, em 1738, a constituir juntamente com
Santa Catarina uma comarca sob o comando da capitânia do Rio de Janeiro, com sede administrativa na Ilha de
Santa Catarina, onde ficava a residência do governador. Através da carta-patente de 9 de setembro de 1760 o
governo do Rio Grande de São Pedro se tornou independente do governo de Santa Catarina, permanecendo, no
entanto, como comarca do Rio de Janeiro.

Mapa do território em 1780


A autonomia de fato só ocorreu em 19 de setembro de 1807,
quando o regente D. João criou a capitania de São Pedro,
subordinada, como as outras, ao vice-rei e capitão-general do
estado do Brasil. A escolha do primeiro governador e capitão-
general recaiu no conselheiro e brigadeiro D. Diogo de Sousa
Coutinho, depois conde do Rio Pardo, que assumiu suas
funções em 1809. Os corpos de milícias, criados com o
recrutamento local, completaram a muralha militar que se
articulou, no pampa e nas regiões agrícolas, contra
o castelhano. Os chefes dessas forças, vinculados à estância e nomeados pelo rei, reuniam, pela lealdade e pela
dependência, a peonada, que se compunha de índios, brancos e mestiços. Essa foi a origem dos heróis
nativos Pinto Bandeira, Borges de Canto e Santos Pedroso, que deixariam, no curso da história futura, grande e
não raro turbulenta descendência.
Na base dos organismos militares, uma faixa de população se formou, à margem do trabalho agrícola e do
pastoreio organizado. Para abastecer as charqueadas, estabelecidas desde 1780, em busca da courama,
entregaram-se esses aventureiros à preia do gado sem dono na fronteira retrátil, em expedições chamadas
arriadas. Para a aventura do saque e da guerra, o regime do latifúndio enviou a legião nômade, os que seriam

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chamados de gaudérios, e depois de gaúchos, em sentido depreciativo. Matéria-prima das arriadas e guerrilhas,
sua colaboração limitava-se às incertezas do gado a arrebanhar, desligando-se das obrigações militares ao seu
arbítrio. Só no século XIX a expressão gaúcho perdeu o caráter depreciativo para adquirir índole respeitosa, na
medida em que desaparece o nomadismo e se organizam as estâncias.[29][45]
A integração

Um gaúcho retratado por Debret no início do século XIX


Um fator econômico, de relevância política e social, encerrou o processo de
integração do Rio Grande do Sul colonial ao território lusitano. As necessidades
prementes de muares e carne no ciclo do ouro exigiram a importação do extremo-
sul, o que incentivou a abertura de estradas. Cessada a febre do ouro, o
abastecimento das populações escravas e proletárias do café se fez à custa
de charque, estimulada sua produção depois que o Ceará reduziu suas
exportações, assolado pela seca de 1777. Encerrou-se o período de conquista
predatória do território e consolidou-se a estância como centro produtor,
complementada pela charqueada, servida esta com mão de obra escrava. O
comerciante de gado (muares, cavalos e vacas), o tropeiro, enriqueceu e adquiriu
relevo social.
A natureza econômica da região se definiu na economia subsidiária, com relação ao país, e na economia de
subsistência, baseada sobretudo no trigo e na colonização açoriana. A valorização dos muares e da carne levaria,
no entanto, ao abandono a cultura dos cereais. Em 1822, o Rio Grande, antes exportador de trigo para o mercado
interno, passou a importar o cereal dos Estados Unidos. A paisagem se modificou, com o florescimento da região
de São Francisco de Paula (depois, Pelotas), que desenvolveu uma próspera rede de charqueadas. O produto
sulino, baseado no trabalho escravo, só alcançaria, todavia, preços compensadores nos momentos de crise
no Prata, que, além disso, fornecia charque da melhor qualidade.
O caráter subsidiário da economia, cada vez mais relevante, criou uma unidade diferenciada de produção, ligada
ao mercado nacional, mas isolada dos interesses exportadores. Os grupos dominantes no país não se
associariam às reivindicações do extremo-sul, antagônicas aos seus objetivos de alimentação barata para a
escravaria. O grupo exportador de produtos de aceitação européia, sempre estimulado pelo centro político, no seu
exclusivismo, infundiria, à sociedade rio-grandense, a consciência de isolamento econômico, social e político, que
os componentes da formação militar tornariam, em certos momentos, explosiva.
Em 1807, quando da criação da Capitania de São Pedro, já se definira a sociedade rio-grandense, dissolvendo-se
a pequena agricultura, gradativamente, na expansão da grande propriedade estancieira, gerada sobre as
sesmarias prodigamente concedidas. A campanha, com seus núcleos pastoris, só encontrou, com outro espírito,
os centros urbanos e os evanescentes grupos agrícolas, pacíficos e situados a leste, em torno de Porto Alegre,
mais tarde, com as pequenas propriedades advindas com a colonização alemã, que se desenvolveu a partir de
1824.
Emancipação nacional e império
Aquarela de Antônio Parreiras de 1915, simbolizando
a Proclamação da República Rio-
Grandense em 1836 pelo general Antônio de Souza Netto.

Nas lutas em torno do domínio do Uruguai, que iriam redundar


na criação da Província Cisplatina e sua transformação em
país independente em 1828, sofreu o território rio-
grandense forte sangria de homens e recursos. A região das
Missões Orientais, ainda mal povoadas, servira de teatro às
incursões determinadas por José Gervásio Artigas, que nela
se abasteceria de cavalhada e gado. Para sustento dessa
campanha malograda, o Rio Grande mobilizou todos os seus recursos humanos e materiais. Ao lado das tropas
regulares que a corte enviou ao sul, os milicianos locais retemperaram nova camada militar, agora unida
estreitamente à estância, com suas reservas do proletariado rural, o gaúcho. Entre os chefes, surgiram nomes
gloriosos, que iriam influir no futuro: Bento Gonçalves da Silva, José de Abreu, João de Deus Mena Barreto, José
Antônio Correia da Câmara, Manuel Marques de Sousa.
Nos sucessos da independência, governava a capitania, como capitão-general, o brigadeiro João Carlos de
Saldanha, depois duque de Saldanha. Em 1821 criadas as províncias, em caráter provisório, por decreto das
cortes de Lisboa, nas quais deveriam eleger-se juntas governativas subordinadas a Portugal, Saldanha foi eleito
presidente. Os eleitores paroquiais, todavia, não cumpriram totalmente o decreto, considerando não escrito o
artigo que vinculava o governo a Lisboa. O vice-presidente, marechal-de-campo João de Deus Mena Barreto,
desconfiado da lealdade portuguesa de Saldanha, criou as condições para o bloqueio político do presidente, que

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em dezembro de 1822 se retirou para o Rio de Janeiro, sem articular a defesa da união dos reinos, com a
hegemonia portuguesa. Em seguida ao Fico, as câmaras municipais consolidaram o sentimento nativista,
impossibilitando a reação, já ocupado o governo por Mena Barreto. Firmaram-se, nessa ação, sobre a rala
camada militar portuguesa, o miliciano local, o estancieiro, a burguesia urbana e o gaúcho.

Carga de cavalaria Farroupilha, por Guilherme Litran.

Acervo do Museu Júlio de Castilhos

Cena de Batalha no Sul do Brasil, por Oscar


Pereira da Silva.

Garibaldi liderando a expedição a Laguna,


por Lucílio de Albuquerque. Acervo do Instituto
de Educação General Flores da Cunha, Porto
Alegre.

O Rio Grande expandira sua população e suas riquezas. Em 1780, segundo o primeiro recenseamento geral da
capitania, a população era de cerca de 18 000 habitantes, enquanto, em 1814, já alcançava a casa dos 71 000. O
número de escravos aumentou largamente no interregno desses 34 anos, de 5 000 para 20 000, concentrando-se
inicialmente nas zonas de produção de trigo, atingidas pela escassez de braços. Com a decadência do trigo, o
escravo se trasladou, em pequena proporção, para a estância, já transformada em unidade produtiva e não mais
de apropriação, e, em larga escala, para as charqueadas. A estância necessitava de pouca mão de obra, embora
se costume exagerar a exiguidade do número de escravos nela empregados.
No curso do século XIX, as charqueadas assumiram incremento crescente, ao ponto de desarticular a economia
de subsistência, que, pouco antes, tornava a estância um centro quase autárquico, servido pela chácara.
O pastoreio e o charque tomaram conta da economia e imporiam a importação de gêneros alimentícios, se a
colonização alemã não preenchesse, em breve, o hiato. Prosperaram, então, os núcleos comerciais, com a
ascendência de Porto Alegre, que centralizou as trocas das populações de leste, de origem açoriana, incentivando
focos redistribuidores até as Missões. Ao lado de Pelotas, projetou-se a abertura marítima da província, Rio
Grande, único porto da costa, embora de acesso difícil. Continuavam a ter relevo as vias terrestres, que levavam a
produção pastoril ao norte, por via da feira de Sorocaba, principal centro distribuidor de São Paulo, Minas Gerais
e Goiás. Boa parcela do progresso se deveu ao consumo dos efetivos militares, sem embargo dos confiscos
arbitrários, não raros em toda a região. Para uma população de 110 000 habitantes, no início do império,
o rebanho bovino elevava-se a 5 000 000 de cabeças, com 1 000 000 de cavalos. As Missões Orientais
povoaram-se com as sesmarias concedidas, em largas extensões, aos militares que se deslocaram na guerra e
aos aventureiros que desciam de São Paulo, avolumados pelo êxodo de Santa Catarina e Paraná, para o
pastoreio em glebas férteis.
Organizado o sistema político do império, ocupou a presidência do Rio Grande do Sul o desembargador José
Feliciano Fernandes Pinheiro, visconde de São Leopoldo, futuro senador do império. Inaugurou-se, como para
todo o país, o período das administrações curtas, incapazes de obra contínua, com 54 presidentes efetivos e 24
interinos, desde Fernandes Pinheiro a Justo de Azambuja Rangel, em 1889. No século XIX, os
índios caingangues que ocupavam as áreas montanhosas da Região Sul do Brasil foram desalojados
violentamente por ação de matadores de indígenas chamados de "bugreiros". Estes haviam sido contratados para
abrir espaço para a instalação, por parte do governo imperial brasileiro, de imigrantes europeus na região, visando
a um "embranquecimento" da população brasileira, até então majoritariamente negra e mestiça.
Em 1824, em virtude de plano elaborado nos conselhos da corte, desembarcaram em Porto Alegre os primeiros
imigrantes alemães, destinados à agricultura. Retomou-se, com essa medida, a experiência da pequena lavoura
açoriana (78 hectares para cada família), que, seduzida pela criação do gado, se rarefizera e fora atraída para a
grande propriedade. A partir da margem esquerda do rio dos Sinos, onde depois se situaria a cidade de São
Leopoldo, expandia-se, em levas contínuas, o mais importante impulso agrícola da época, assegurando a
economia de subsistência, já praticamente em abandono. Os imigrantes, que prosperavam na lavoura,

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no artesanato e na pequena indústria, equilibraram a paisagem pastoril com sua sociedade pacífica, sem vínculos
com o patriarcado militar e alheia às tensões da economia do gado. Porto Alegre, o centro administrativo, viu com
isso acentuada a sua posição de coordenadora da autoridade, subordinada à capital do império. Não obstante o
ingresso de imigrantes agrícolas, até que a sociedade se transformasse, no longo processo de aculturação,
predominavam as estâncias pastoris, cujos interesses, no curso do século XIX, já se haviam amalgamado ao
patriciado militar, que se "afazendara", na obtenção de sesmarias e gado.

Declaração do Barão de Caxias anunciando o fim da Revolução Farroupilha,


1845. Arquivo Nacional.
O dissídio entre o centro e a província, amortecido na Guerra Cisplatina, se
intensificou nas primeiras três décadas do século, até a Revolução Farroupilha de
1835. Produtores de charque e derivados do gado e fornecedores de muares, os
rio-grandenses não dispunham de meios para influenciar as linhas de conduta
político-econômica do centro. Incapaz de concorrer com a produção platina, mais
bem aparelhada e com custos inferiores, via-se a economia rio-grandense sujeita à
instabilidade, em detrimento dos criadores e charqueadores. A carga tributária
sobre a produção gaúcha tornou-se sufocante. As rendas fiscais, carreadas para o
centro, revertiam em parcela mínima para o sul. De outro lado, os presidentes da
província, agentes do Rio de Janeiro, não se mostravam solidários com os
interesses locais.
A revolução decorrente desse estado de coisas, exaltada com o nome de Farrapos ou revolução Farroupilha e
liderada pelo deputado provincial e coronel de milícias Bento Gonçalves da Silva, duraria dez anos—a década
heróica da história do Rio Grande do Sul: de 19 de setembro de 1835 até 1 de março de 1845, quando foi
assinada a paz com o governo de D. Pedro II, depois que Luís Alves de Lima e Silva, então barão de Caxias,
assumiu a província e o comando de suas armas. Cuidou Caxias, depois de pacificar os ânimos, de atender
algumas das mais urgentes reivindicações republicanas dos revolucionários, concernentes à instrução pública e
às comunicações terrestres. As campanhas nacionais que se seguiram, com o Rio Grande por cenário—a luta
contra Rosas, em 1852, e a guerra do Paraguai, de 1864 a 1870—fortaleceram a economia sulina. Enquanto a
revolução Farroupilha esgotou as reservas da principal riqueza da província, essas guerras, apesar dos sacrifícios
com soldados (33.803 soldados rio-grandenses na guerra do Paraguai, a quarta parte dos combatentes), exigiram
grande consumo de produtos agrícolas e pecuários, indenizados pelo justo valor. A agricultura, que a colonização
alemã tornara florescente, contribuiu amplamente para alimentar as tropas. O Banco da Província, fundado em
1858, e ainda existente, seria uma das fontes de estímulo da riqueza local.

Mapa da Província de São Pedro do Rio Grande do Sul em 1852,


por Herrmann Rudolf Wendroth.
Não obstante a recuperação econômica, mantinham-se as causas do
desequilíbrio regional, em desfavor da produção local. Também foi mantida
a política econômica, ditada pelo centro e considerada espoliativa pelos
estancieiros e charqueadores, acentuando o isolamento do Sul. A
exigência de redução dos direitos sobre os couros, de 15 para 5%, e sobre
o sal, de 240 para 50 réis por alqueire, permaneceu sem resposta. No que
se referia ao charque, a exportação se achava com direitos mais altos do que o similar platino; o sistema
escravocrata das charqueadas onerava a produção ao impedir a retração da mão-de-obra e exigir maior capital
fixo. Surgiu, então, um líder, Gaspar Silveira Martins, que, em 1861, se propôs, constituindo o Partido Liberal
Histórico, a criar uma base de operações políticas, de baixo para cima, nas estâncias e nos ranchos, com a
pregação de casa em casa. Queria libertar sua terra da "asfixiante, vergonhosa tutela do poder central". Depois de
11 anos de luta, após dominar a assembléia provincial, Silveira Martins levou à Câmara dos Deputados uma
bancada liberal, eleita sob gabinete conservador. Entre 1868 e 1878 o "Sansão do império", como era chamado,
tornou-se o ídolo dos liberais.
Imigrantes italianos na região de Caxias do Sul, no fim do século XIX.

Em 1874, foi instalado, em Porto Alegre, o Tribunal da Relação, libertando a


província da dependência do Rio de Janeiro. Ao elenco das iniciativas oficiais se
acrescentou o incremento das correntes migratórias -- entre 1875 e 1889
chegaram ao Rio Grande do Sul mais de sessenta mil italianos—que, sobre a base
agrícola, expandiram sua atividade no artesanato de produtos de couro e têxteis e
na produção do vinho. O carvão passou a ser explorado a partir de 1866. No
quadro do progresso, um desajuste interno perturbou a sociedade. A estância, cada vez mais estruturada como
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empresa lucrativa, limitadas suas necessidades a poucos braços, abandonou o excedente, sem que este se
adaptasse às zonas agrícolas — onde, de resto, não lhes davam terras. Uma camada nômade, que se engrossou
com os libertos, passou a errar pelos campos, vivendo das ocupações eventuais e do crime. O Partido Liberal,
como resultado paradoxal de sua política de vínculo com o centro, perdeu o ímpeto popular. Fundou-se, então,
o Partido Republicano, no qual desde logo se destacou, como jornalista, Júlio Prates de Castilhos.[29][52] A
oficialidade que servia no Rio Grande do Sul, entre a qual se contava Deodoro da Fonseca, ligou-se aos rebeldes,
sendo a união cimentada pelo positivismo, estuário comum de civis e militares. Tão veemente seria o vínculo que,
em 21 de março de 1889, os propagandistas traçaram, como linha de ação, o levante armado, na eventualidade
do terceiro reinado.
República
O ousado plano da rebelião armada frustrou-se por obra das circunstâncias, diante da surpresa da proclamação
da república por Deodoro, comunicada aos propagandistas e conjurados pelo telégrafo. Dias antes Silveira Martins
transmitira o governo a Justo de Azambuja Rangel. Este, por intimação de Deodoro, passou o cargo ao
marechal José Antônio Correia da Câmara, visconde de Pelotas, de extração liberal.

Mapa da Província de São Pedro do Rio Grande do Sul, 1877. Arquivo Nacional.
Gaspar Silveira Martins, então senador, chamado pelo imperador para organizar o derradeiro gabinete do império,
foi preso e deportado. Com o visconde de Pelotas tentou-se a conciliação local. Seus secretários, entre eles Júlio
de Castilhos e Ramiro Barcelos, rejeitaram a conciliação, mantendo a linha partidária. Entre os liberais e os
republicanos não havia meio-termo possível, definidos os últimos na carta estadual autocrática de 14 de julho de
1891, promulgada entre ásperas dissensões, que culminariam na revolução de 1893. Em pouco mais de três anos,
15 chefes do governo estadual, com o interregno de uma junta governativa, definiram a profundidade da instável
situação política. Somente em 25 de janeiro de 1893 Júlio de Castilhos assumiu a presidência do estado, para,
completando o mandato de cinco anos, transmiti-la a Antônio Augusto Borges de Medeiros, que, apenas com o
hiato de um qüinqüênio, governaria o Rio Grande até 1928. Já então o Rio Grande se dividia entre gasparistas -
- Silveira Martins retornou do exílio em 1892—e castilhistas—já com Júlio de Castilhos na chefia incontestável dos
republicanos. Ambas as facções se definiam pelo federalismo, bandeira que, depois de arvorada
pelos farroupilhas, se incorporou ao ideário gaúcho.
Aparício e Gumercindo Saraiva, líderes da Revolução Federalista,
aparecem nesta foto, sentados, no centro

A ferro e fogo, o Partido Republicano conquistou as bases eleitorais e o


controle político, reforçado, mais tarde, por uma poderosa milícia estadual,
a Brigada Militar. Na revolução Federalista, que se prolongou por trinta
meses, com dez mil mortos, na mais cruenta das guerras civis brasileiras,
o castilhismo impôs-se ao estado, abatendo a oposição, sem a aniquilar.
Os chefes, formados na tradição do cavalheirismo, não puderam deter a
onda de terror que invadiu os campos e extravasou, nas colunas
revolucionárias e legalistas, nos outros dois estados do Sul, Paraná e
Santa Catarina. A insurreição, apesar de mobilizar milhares de combatentes, limitou-se à guerrilha, incapaz de
assegurar posições estáveis. Tampouco conseguiu sensibilizar os imigrantes, seus descendentes ou a população
do leste, onde Porto Alegre avultara como centro econômico, político e administrativo.
A Revolução Federalista de 1893 revelou o extraordinário talento guerreiro de Gumercindo Saraiva. Sua coluna,
abandonando a orla da fronteira uruguaia, ao longo de 18 meses de combates, empreendeu uma marcha de
2.500 km até Itararé, onde se deteve, incapaz de penetrar no estado de São Paulo. No seu encalço, o chefe
legalista Pinheiro Machado combateu-o tenazmente, repelindo a surpresa do ataque com a surpresa do
revide. Morto o chefe rebelde em 10 de agosto de 1894, a guerra entrou em rápido declínio, limitada a irrupções
momentâneas e descoordenadas. A paz, assinada em 23 agosto de 1895, depois que os insurretos fracassaram
em Campo Osório, pôs termo ao dissídio, sem que o Partido Republicano pudesse ditar, sob o controle
de Prudente de Morais, os termos da vitória.
Presença de Vargas
Manifestações de rua em Porto Alegre em favor da Revolução de 1930.
Já estava quase no fim o longo consulado de Borges de Medeiros. O castilhismo,
de que se fizera continuador, perdera substância. Uma nova mentalidade exigia
reformas sociais e postulava mudanças de estrutura, não mais se contentando
com o simples jogo das influências partidárias. Foi nesse ambiente que Getúlio
Vargas, então modesto advogado de São Borja, começou sua carreira política.
Deputado estadual e federal, líder da bancada gaúcha na Câmara Federal e
depois ministro da Fazenda, acabou por eleger-se presidente do estado em 1928.
Sua primeira preocupação no governo foi pacificar os espíritos, para o que

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constituiu a Frente Única, integrada inclusive pelo Partido Libertador, herdeiro do Partido Federalista e em cujas
fileiras passariam a militar muitos dos revolucionários de 1923.
A habilidade de Vargas conquistou confiança e repercutiu de imediato em outros pontos do país, sensibilizando a
opinião e atraindo a simpatia de políticos como Antônio Carlos Ribeiro de Andrada, presidente de Minas Gerais,
que se uniu ao da Paraíba para lançar a Aliança Liberal, em favor da candidatura do presidente gaúcho à
sucessão de Washington Luís. A vitória de Júlio Prestes, candidato do oficialismo, num ambiente de opressão e
fraude, descontentou a opinião pública, levando-a a prestigiar a liderança que articulou a revolução de 1930.
Depois que São Paulo, por via revolucionária, tentara reaver o comando político da nação, em 1932, a vida do
país havia retornado à normalidade constitucional, com Getúlio Vargas à frente do governo, em 1934, até a
implantação do centralismo de 1937, o qual viria a afetar substancialmente a autonomia gaúcha, tanto quanto a
das demais unidades da federação. A nova estrutura nacional impunha assim sua configuração às mudanças
internas ocorridas no estado.
A tendência então era de superar o isolacionismo econômico e político em que até então se mantivera o Rio
Grande do Sul. A indústria e a agricultura conquistariam gradativamente relevo no confronto com a estância. A
criação do Banco do Rio Grande do Sul, durante o governo de Getúlio Vargas, reanimaria as atividades pecuárias
e agrícolas do estado.
Depois de 1930
Abertura da Exposição do Centenário da Farroupilha de 1935
em Porto Alegre.

O estado, embora sem veleidades hegemônicas, conquistara o


poder supremo da república. Por imposição de forças de
caráter nacional -- Exército, povo e indústria --, modificou-se
substancialmente a estrutura federal. Rivais de velha data, os
partidos tradicionais rio-grandenses, o Republicano e o
Federalista, este último depois denominado Libertador,
engajaram-se no movimento político decorrente da ação
revolucionária de São Paulo, ao passo que a massa popular
gaúcha se manteve fiel aos princípios de 1930. O
general Flores da Cunha, interventor federal no Rio Grande,
valeu-se desse choque de correntes para organizar, sob sua presidência, um partido local—o Partido Republicano
Liberal Rio-Grandense (PRL) --, no qual se reuniram dissidentes daqueles dois partidos, comandantes dos corpos
provisórios da milícia estadual e prefeitos municipais.
Na Assembleia Constituinte, de cuja atuação resultaria a Carta de 1934, quase toda a bancada gaúcha era
integrada por elementos do novo partido. Flores da Cunha, nessa data, eleito indiretamente, passaria a
governador do estado, mas sem dispor de maioria que lhe permitisse agir inteiramente livre da partilha do poder
com o adversário. Dissensões locais acabaram por atingir o PRL, quando o agravamento das condições de vida
política do estado chegou ao ponto de levar o governador a desavir-se com o presidente da república. Com
o golpe de 1937, Flores da Cunha renunciou. O estado, antes das eleições fixadas pela constituição de 1946, teria
sete interventores, inclusive um interino.
No setor das obras públicas, de 1930 ao início do Estado Novo, registrou-se sensível desenvolvimento
das rodovias e estradas de ferro estaduais; quanto ao fluxo do comércio marítimo, iria incrementar-se por meio da
aquisição, pelo governo, da frota rio-grandense. Uma política de continuidade e de planejamento, no tocante à
rede viária, só seria adotada a partir da criação, após 1938, do Departamento Autônomo de Estradas de
Rodagem (DAER). Reaberto o debate partidário em fins de 1945, os velhos partidos e os velhos políticos não
lograram restaurar as lealdades antigas e a bandeira de suas reivindicações anteriores a 1930. Somente resistiu,
limitadíssimo no número de partidários, o Partido Libertador (PL), sobrepujado pelo Partido Social
Democrático (PSD), que na primeira eleição elegeu quase a totalidade dos deputados federais, e pelo Partido
Trabalhista Brasileiro (PTB), de fulminante crescimento.

Passeata de abertura do Fórum Social Mundial de 2003.


O primeiro governador eleito seria Walter Jobim, do PSD, seguido pelo
general Ernesto Dorneles, do PTB. Em seqüência, elegeu-se o
engenheiro Ildo Meneghetti, sucedido pelo engenheiro Leonel Brizola, do
PTB, que, por sua vez, com a derrota de seu partido, não evitou o retorno
daquele. Na verdade, depois de 1945, o estado se dividiu em dois
partidos—o PSD e o PTB—coligados, eventualmente, aos menores.
Somente na década de 1960 prepararam-se no estado as bases para a
implantação da grande indústria, além da exploração, em moldes
capitalistas e modernizados, da pecuária e da agricultura, particularmente o arroz, o trigo e, mais tarde, a soja.

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O estado desempenhou importante papel na evolução da ordem política nacional, sobretudo a partir do movimento
militar de 1964, durante o qual três gaúchos, escolhidos pelo Exército Brasileiro, assumiram a presidência da
república: Arthur da Costa e Silva. Emílio Garrastazu Médici e Ernesto Geisel. No governo do estado, o
coronel Válter Peracchi Barcelos, eleito indiretamente em 1967, deu início à implantação de amplo programa
energético. Com a ajuda do poder central, as administrações de seus sucessores Euclides Triches, Sinval
Sebastião Duarte Guazzelli e José Amaral de Sousa construíram rodovias modernas e ampliaram o porto do Rio
Grande. Outro fator de progresso foi o reaparelhamento da Viação Aérea Rio-Grandense (Varig), que se tornou a
mais importante empresa aérea do país, extinta em 2006 e comprada em 2007 pela Gol Transportes Aéreos. Em
1983 assumiu o governo Jair de Oliveira Soares, sucedido por Pedro Jorge Simon e, depois, por Guazzelli foi
substituído em 1991 por Alceu Colares, que 1995 empossou seu sucessor, Antônio Britto.

Geografia

Cascata do Caracol, no Parque


Estadual do Caracol, em Canela.

Paisagem dos Campos de Cima da


Serra

O estado do Rio Grande do Sul ocupa uma área de 281 730,223 km² (cerca de pouco mais que 3% de todo
território nacional, equivalente ao do Equador) e com fuso horário -3 horas em relação a hora mundial GMT.
Todo o seu território está ao sul do Trópico de Capricórnio. No Brasil, o estado faz parte da região Sul, fazendo
fronteiras com o estado de Santa Catarina e dois países: Uruguai e Argentina. É banhado pelo oceano Atlântico e
possui duas das maiores lagoas do Brasil: a Lagoa Mirim e a Lagoa Mangueira, além de possuir uma das
maiores lagunas do mundo: a Lagoa dos Patos, que possui água salobra. Sua população constitui cerca de 6% do
número de habitantes do país.
Geologia e relevo

Pico do Monte Negro, o ponto mais alto do estado.

O estado do Rio Grande do Sul apresenta, em sua maior


parte, relevo baixo, com setenta por cento de seu território a menos de
300m de altitude. A única porção elevada, com mais de 600m de altitude,
no nordeste, compreende 11% da superfície total. Podem-se descrever
quatro unidades morfológicas no estado: a planície litorânea, o planalto
dissecado de sudeste, a depressão central e o planalto basáltico.
Planície costeira
Também conhecida como planície litorânea. Toda a fachada leste do estado é ocupada pela planície litorânea,
que consiste em terrenos arenosos com cerca de 500 km de extensão no sentido nordeste-sudoeste e largura
muito variável. Os areais se desenvolvem tanto nas margens orientais quanto nas ocidentais
das lagoas dos Patos e Mirim. Essas lagoas apresentam um desenho característico, com recorte lobulado, em
virtude das pontas de areia que de uma e outra margem se projetam para dentro delas. Ao contrário do que
acontece no interior das lagoas, a linha da costa apresenta traçado regular. A planície litorânea é constituída pela
justaposição de cordões litorâneos (restingas), que às vezes deixam entre si espaços vazios ocupados por lagoas
alongadas ou banhados (antigas lagoas colmatadas).
Planalto Dissecado de Sudeste
Coxilhas das Serras de Sudeste, no município de Morro Redondo.

Também denominado impropriamente Serras de Sudeste, o planalto


dissecado de sudeste compreende um conjunto de ondulações cujo nível
mais alto não ultrapassa 500 m. Trata-se de um planalto antigo, cuja
superfície tabular só foi preservada entre alguns rios. Esses terrenos pré-
cambrianos constituem o chamado escudo rio-grandense e ocupam toda a
porção sudeste do estado, formando uma área triangular cujos vértices
correspondem aproximadamente às cidades de Porto Alegre, Dom
Pedrito e Jaguarão. O conjunto está dividido, pelo vale do rio Camaquã,
em duas grandes unidades, uma ao norte e outra ao sul,
denominadas serras de Herval e Tapes, respectivamente. É o domínio
típico das campinas, cuja melhor expressão é encontrada na campanha gaúcha.
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Depressão Central
Constituída por terrenos da era paleozoica, a Depressão Central forma um arco em torno do planalto dissecado de
sudeste, envolvendo-o dos lados norte, oeste e sul. Forma um amplo corredor com aproximadamente
cinquenta quilômetros de largura média e 770 km de extensão, dos quais 450 no sentido leste-oeste, 120 no
sentido norte-sul e 200 no sentido oeste-leste. A topografia suave e a pequena altitude em relação ao nível do
mar (menos de cem metros), permitem classificar a depressão central como uma planície suavemente ondulada.
Planalto Basáltico
Representa a porção sul do Planalto Meridional do Brasil. O norte e parte do oeste do estado são ocupados
pelo Planalto Basáltico, que descreve uma meia-lua em torno da depressão central. Esse planalto, que tem como
traço marcante a estrutura geológica, é formado pelo acúmulo ou empilhamento de sucessivos derrames
basálticos (isto é, derrames de lava), intercalados de camadas de arenito. Alcançam espessura muito variável.
No nordeste do estado registra-se a espessura máxima, responsável pela maior elevação do planalto nessa área.
Cânion do Itaimbezinho, no Parque Nacional de Aparados da Serra.

A superfície do planalto apresenta uma inclinação geral de leste para


oeste. No nordeste, junto ao litoral, alcança sua maior elevação, entre
1.000 e 1.100m; em Vacaria atinge 960m; em Carazinho, 602m. Em Cruz
Alta, 469m; no extremo oeste do estado, junto à barranca do rio Uruguai,
não ultrapassa cem metros. A topografia é plana ou levemente ondulada,
mas os rios, que banham a parte mais elevada, abriram nela profundos
sulcos ou vales, isolando compartimentos tabulares.
Um aspecto saliente do planalto é a forma de transição para as terras
mais baixas com que se articula. A nordeste, cai diretamente sobre a planície litorânea, com um paredão íngreme
ou escarpa, de quase mil metros de desnível: são os chamados "aparados da serra". Os rios favorecidos pelo forte
declive abriram aí profundas gargantas ou taimbés. Nesse trecho, próximo à divisa com Santa Catarina, a escarpa
à borda do planalto corre paralela à costa. À altura de Osório, desvia-se bruscamente para oeste e a partir daí vai
diminuindo progressivamente de altura. Nesse trecho voltado para o sul, os rios que correm para a depressão
central abriram amplos vales. O rebordo do planalto basáltico recebe no Rio Grande do Sul, como nos demais
estados meridionais, a denominação de Serra Geral.
Ecologia
Cânion Fortaleza, no Parque Nacional da Serra Geral.

No Rio Grande do Sul, segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da


Biodiversidade existem 40 unidades de conservação, sendo 1 área de proteção
ambiental, 1 área de relevante interesse ecológico, 2 estações ecológicas,
3 florestas nacionais, 3 parques nacionais, 1 refúgio de vida silvestre e 29 reservas
particulares do patrimônio natural.
As unidades de conservação administradas pelo governo brasileiro são o Parque
Nacional da Serra Geral, o Parque Nacional dos Aparados da Serra, o Parque
Nacional da Lagoa do Peixe, a Floresta Nacional de Canela, a Floresta Nacional de
São Francisco de Paula, a Floresta Nacional de Passo Fundo, a Área de Proteção
Ambiental do Ibirapuitã, a Área de Relevante Interesse Ecológico Pontal dos
Latinos e Pontal dos Santiagos a Estação Ecológica de Aracuri-Esmeralda,
a Estação Ecológica do Taim, e o Refúgio de Vida Silvestre da Ilha dos Lobos.
O estado, que foi pioneiro do movimento ecológico no Brasil, hoje enfrenta uma
série de problemas ambientais graves e uma crônica carência de recursos
materiais e humanos para a área, e ostenta uma longa lista de espécies
ameaçadas. Por outro lado, muitos projetos do governo e iniciativas privadas estão tentando reverter este quadro
sombrio e difundir a conscientização ecológica entre a população, e já existe expressiva legislação ambiental.
Clima
Neve em Caxias do Sul em 2013

Dois tipos climáticos caracterizam o Rio Grande do Sul: o clima subtropical


úmido e o clima oceânico.[79] O clima subtropical úmido possui chuvas bem
distribuídas durante o ano e verões quentes (Cfa na escala de Köppen),
ocorrendo na maior parte do estado. Registra temperaturas médias anuais
de entre 18 °C e 20 °C. O clima oceânico (Cfb) também apresenta chuvas
bem distribuídas durante o ano, mas os verões são amenos. Ocorre nas
porções mais elevadas do território sul-rio-grandense, isto é, na porção
mais alta do planalto basáltico, e no Planalto Dissecado de Sudeste,
registrando temperaturas médias anuais entre 13 °C e 17 °C.

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Quanto ao regime pluviométrico, a zona mais chuvosa do estado é a Serra Gaúcha, com precipitações ao redor de
1.900 mm, enquanto que a parte onde menos chove no estado é o extremo sul, com pluviosidade média anual em
torno de 1.100 mm no município de Santa Vitória do Palmar. Dos ventos que sopram no estado, dois têm
denominações locais: o pampeiro, vento tépido, procedente dos pampas argentinos; e o minuano,
vento frio e seco, originário dos contrafortes da cordilheira dos Andes.
A temperatura mínima registrada no estado foi de -9,8 °C no município de Bom Jesus, em 1º de
agosto de 1955, enquanto a temperatura máxima registrada foi de 42,6 °C em Jaguarão, no sul do estado,
em 1943. Municípios como Uruguaiana, Lajeado e Campo Bom destacam-se em recordes de temperaturas altas
no verão, registrando valores que, por vezes, chegam aos 40 °C. O estado está ainda sujeito, no outono e no
inverno, ao fenômeno do veranico, que consiste de uma sucessão de dias com temperaturas anormalmente
elevadas para a estação.
Hidrografia
Salto do Yucumã, no rio Uruguai, a maior queda da água longitudinal do
planeta.

A rede de drenagem compreende rios que pertencem à bacia do Uruguai e


rios que correm para o Atlântico. Os rios Jacuí, Taquari, Caí, Gravataí, Lago
Guaíba e dos Sinos, entre outros, são razoavelmente aproveitados para
a navegação. Toda a região ocidental do estado e uma estreita faixa de
terras ao longo da divisa com Santa Catarinapertencem à bacia do Uruguai.
Compreende, além do rio Uruguai e seu formador, o Pelotas,
os afluentes da margem esquerda: o Passo Fundo, o Ijuí, o Piratini, o Ibicuí,
e o Quaraí.
À vertente atlântica pertence toda a metade oriental do estado, drenada por
rios cujas águas, antes de atingir o Atlântico, vão ter a uma das lagoas litorâneas. Assim, a lagoa Mirim recolhe as
águas do rio Jaguarão, a lagoa dos Patos, as dos rios Turuçu, Camaquã e Jacuí, as deste último por meio
do estuário denominado Guaíba. A lagoa dos Patos se comunica com a lagoa Mirim através do canal de São
Gonçalo, e com o Atlântico por meio da barra do Rio Grande. Além das duas grandes lagoas, há numerosas
outras, menores, na planície litorânea, entre elas a Itapeva, dos Quadros, do Peixe e Mangueira.
Vegetação
Araucárias, típica dos gelados Planaltos Rio-Grandenses.

Dois tipos de cobertura vegetal ocorrem no Rio Grande do


Sul: campos e florestas. Os campos ocupam cerca de 66%
da superfície do estado. De modo geral recobrem as áreas
de topografia regular, plana ou ligeiramente ondulada, ou seja,
a depressão central e a maior parte do planalto basáltico.
As florestas cobrem 29% do território estadual. Aparecem na encosta e
nas porções mais acidentadas no planalto basáltico, no planalto dissecado
de sudeste e, ainda, na forma de capões e matas ciliares, dispersas pelos
campos, que recobrem o resto do estado. Nas áreas de maior altitude, com mais de 400m, domina a
chamada mata de pinheiros, uma floresta mista de latifoliadas e coníferas, a chamada mata de pinheiros. Nas
demais áreas ocorre a floresta latifoliada.
Nos dois tipos de floresta está presente a erva-mate, objeto de exploração econômica desde o início
do povoamento do estado. Em cerca de cinco por cento do território ocorre a vegetação do tipo litorâneo, que se
desenvolve nos areais da costa.
De acordo com o censo 2010 o Rio Grande do Sul tinha uma população de 10 693 929 habitantes, sendo mais
populoso que Portugal.
Dez anos antes, segundo o censo demográfico de 2000, o Rio Grande do Sul tinha uma população de
10.187.798 hab. Em 1991, o estado contava com 9.127.611 habitantes. Esses números mostram que a taxa
de crescimento demográfico na última década foi de 1,2% ao ano, abaixo portanto da média do país como um
todo (1,33% anuais). Em 2010, segundo cálculos do IBGE, era 5º estado mais populoso do país, e efetivamente,
o mais populoso da Região Sul — abrigando cerca de 6% da população brasileira. Do total da população do
estado, 5.488.872 habitantes pertencem ao sexo femininoe 5.205.057 habitantes ao sexo masculino (dados de
2010).
O Rio Grande do Sul é um estado em que a população urbana supera a rural. Segundo o censo demográfico de
2000, 80,8% da população moram em cidades. Nesse mesmo ano a densidade demográfica do estado chegou a
36,14 habitantes./km², mais de duas vezes superior à do Brasil como um todo (19,92 habitantes./km²).
A área mais densamente povoada do Rio Grande do Sul está na Região Metropolitana de Porto Alegre, onde se
registram algumas densidades acima de 2.000 hab./km². Formada por trinta municípios, sua população é de

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aproximadamente 4 milhões de habitantes, a quarta maior aglomeração urbana do país. Seguem-se o litoral norte
e a encosta do planalto, a leste da serra Geral e o Vale do Taquari com densidades próximas de 50 hab./km². A
zona do alto Uruguai, a noroeste, e as áreas centralizadas por Passo Fundo e Iraí, apresentam densidades entre
30 e 40 hab./km². No sul do estado, as densidades raramente ultrapassam 10 hab./km². Somente em torno
de Pelotas a população aparece mais concentrada, chegando a mais de 20 hab./km². A capital do estado, é a
décima cidade brasileira em população. Situada à margem do rio Guaíba, Porto Alegre tem um
movimentado porto fluvial e é o mais importante centro industrial, comercial e cultural do Rio Grande do Sul.
Composição étnica
Casa de pedra e madeira do fim do século XIX, um exemplar típico da
arquitetura italiana da zona rural de Caxias do Sul.

O Rio Grande do Sul pode ser dividido em quatro regiões culturais, nas
quais predominaram etnias diferentes que, a partir da relação sociedade-
natureza e por meio de sistemas simbólicos que se materializaram na
paisagem via códigos culturais, formaram zonas com características
próprias. O estado pode ser decomposto, portanto, nas seguintes regiões:
região cultural 1 (individualizada pela presença das etnias nativa,
portuguesa, espanhola, africana e açoriana); região cultural 2 (formada
pela presença de alemães); região cultural 3 (marcada pela etnia italiana)
e a região cultural 4 (conformada pela presença de etnias mistas).
Atualmente, a população autodeclara-se da seguinte maneira quanto à raça: 82,3% como brancos, 11,4%
como pardos, 5,9% como pretos e 0,4% como amarelos ou indígenas.
Idiomas
Além do idioma oficial, o português, no Rio Grande do Sul outros idiomas também são falados por parte da
população, como o caingangue ou o mbyá-guaraní, de povos autóctones, e também o Portunhol Riverense em
regiões fronteiriças.
Considerável parte do povo gaúcho, em geral os descendentes de imigrantes alemães e italianos, dentre outros,
também falam os seguintes idiomas: Riograndenser Hunsrückisch (um idioma regional sul-brasileiro falado desde
há quase dois séculos pela maioria dos teuto-brasileiros no Rio Grande do Sul); o Plattdietch
ou plattdüütsch (junção dos dialetos do baixo-alemão a qual pertence o dialeto Pomerano falado em várias regiões
do sul do Brasil); Talian (versão sul-brasileira do vêneto); Castelhano (falado nas regiões fronteiriças do Brasil com
a Argentina e Uruguai, Paraguai etc.); e em menor escala, ainda existem vários outros núcleos de idiomas e
dialetos no Rio Grande do Sul, como polonês, lituano, árabe e iídiche.

Governo e política

O Palácio Farroupilha é sede da Assembleia


Legislativa do Rio Grande do Sul

O Palácio Piratini é a sede do governo estadual


O estado do Rio Grande do Sul, consoante os ditames contidos na Carta Constitucional da República Federativa
do Brasil, é governado por três poderes, o executivo, representado pelo governador, o legislativo, representado
pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, e o judiciário, representado pelo Tribunal de Justiça do Estado
do Rio Grande do Sul e outros tribunais e juízes. Além dos três poderes, o estado também permite a participação
popular nas decisões do governo através de referendos e plebiscitos.
A atual constituição do estado do Rio Grande do Sul foi promulgada em 1989.
O Poder Executivo gaúcho está centralizado no governador do estado, que é eleito em sufrágio universal e voto
direto e secreto pela população para mandatos de até quatro anos de duração, podendo ser reeleito para mais um
mandato. Sua sede é o Palácio Piratini, que desde 1921 é a sede do governo gaúcho.
A maior corte do Poder Judiciário estadual é o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, localizada
no centrode Porto Alegre. Há também um Tribunal de Justiça Militar.
O Poder Legislativo do Rio Grande do Sul é unicameral, constituído pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do
Sul, localizado no Palácio Farroupilha. Ela é constituída por 55 deputados, que são eleitos a cada quatro anos.
No Congresso Nacional, a representação gaúcha é de 3 senadores e 31 deputados federais.
O Rio Grande do Sul está dividido em 496 municípios. O mais populoso deles é a capital, Porto Alegre, com 1,4
milhões de habitantes, sendo a cidade mais rica do estado. Sua região metropolitana possui aproximadamente 4,1
milhões de habitantes.

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Subdivisões
Divisões do estado.

O estado do Rio Grande do Sul possui várias subdivisões, baseadas em


aspectos sócio/econômicos, com fins estatísticos, principalmente. O estado
é dividido em sete mesorregiões, 35 microrregiões e 497 municípios,
segundo o IBGE.

1. Mesorregião do Centro Ocidental Rio-Grandense


2. Mesorregião do Centro Oriental Rio-Grandense
3. Mesorregião Metropolitana de Porto Alegre
4. Mesorregião do Nordeste Rio-Grandense
5. Mesorregião do Noroeste Rio-Grandense
6. Mesorregião do Sudeste Rio-Grandense
7. Mesorregião do Sudoeste Rio-Grandense
O estado também é dividido a partir da regionalização do Conselho Regional de Desenvolvimento, criado na
primeira metade da década de 1990. Existem atualmente 24 regiões dos COREDE (Conselhos Regionais de
Desenvolvimento).

Economia

Porto Alegre, capital e um dos


maiores polos industriais do estado

Na Campanha Gaúcha pratica-se a


criação de ovinos.

Entre os principais produtos agrícolas gaúchos, destacam-se o arroz (5,2 milhões de toneladas), a soja (7 milhões
de toneladas), o milho (6 milhões de toneladas), a mandioca (1,3 milhão de toneladas), a cana-de-açúcar (1
milhão de toneladas), a laranja (2 bilhões de frutos) e o alho (24 mil toneladas). O estado abriga grandes reservas
de carvão mineral e de calcário. A extração de água mineral é também importante (aproximadamente 92 milhões
de litros anuais).
O Rio Grande do Sul é um dos estados com maior grau de industrialização no país. O parque industrial gaúcho
dedica-se principalmente aos ramos petroquímico, tabagista, de calçados, de construção,
de alimentos, automobilístico e indústria naval. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio revela que
em 2012 os principais produtos exportados pelo estado foram o Tabaco em Rama (12,60%), Soja (11,36%), Carne
de Aves (7,34%), Farelo de Soja (6,64%) e Polímeros de Etileno (4,30%).
Graças às paisagens diversificadas, o Rio Grande do Sul atrai turistas por diversos propósitos. Há, no extremo
norte, as praias de Torres, vizinhas ao Parque Nacional de Aparados da Serra, que tem se destacado como
importante destino de ecoturismo. Os turismos gastronômico (na região de Bento Gonçalves, produtora de vinho)
e histórico (na região das missões jesuíticas de São Borja e São Miguel) também são dignos de menção. A
capital, Porto Alegre, além de centro cultural de relevância nacional, tem servido de sede de grandes encontros
internacionais, especialmente para assuntos relacionados ao Mercosul.
O Rio Grande do Sul dispõe de extensa malha ferroviária, que serve todo o seu território. Além disso, destaca-se a
rede de estradas federais e estaduais, que soma aproximadamente 152,2 mil quilômetros. Porém, apenas 10,3 mil
quilômetros são pavimentados.
Turismo
Lago Negro na cidade de Gramado.

O Rio Grande do Sul é um estado com vastas opções de turismo. O


estado recebe anualmente cerca de 2,0 milhões de turistas de fora do
país. As praias do litoral norte nas cidade de Capão da
Canoa, Tramandaí e Torres são as mais conhecidas no estado, esta
última apresentando falésias. São três pedras que ficam na beira do mar,
sendo que uma delas avança mar adentro em uma altura de 30 metros.
No litoral sul destaca-se a praia do Cassino, em Rio Grande, constante
no Guiness Book como a maior praia do mundo. Também destacam-se as

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praias da Laguna dos Patos, principalmente as praias de São Lourenço do Sul, Tapes e Pelotas (Praia do
Laranjal).
As serras atraem milhares de turistas todos os anos, no inverno e verão. As cidades de Gramado e Canela são
conhecidas na época de Natal pela decoração das cidades, juntamente com os parques natalinos. No inverno, os
turistas visitam essas cidades juntamente com Caxias do Sul, São José dos Ausentes e Cambará do Sul, devido
às temperaturas baixas, muitas vezes negativas e com a possibilidade de queda de neve.
Torres.

Na serras do estado, também está a maior concentração de produtores de


vinho do país, na região conhecida como Vale dos Vinhedos (Bento
Gonçalves e Garibaldi). Mais ao sul, na região da Campanha, está situada
a segunda mais importante área produtora. As vinícolas gaúchas são
premiadas internacionalmente, em razão da alta qualidade de seus vinhos
e espumantes.
Nas mesmas se encontram os cânions de Itaimbezinho e da Fortaleza, os
quais são dos maiores do Brasil. Em Gramado acontece o Festival de
Cinema. Na conhecida como "Pequena Itália", em que se localizam as cidades de Caxias do Sul, Bento
Gonçalves e Garibaldi, pode-se encontrar as melhores vinícolas do Brasil. Ainda a oeste, se encontram
as Missões Jesuíticas, nas cidade de São Miguel das Missões e arredores.

Infraestrutura
Energia
Parque eólico de Osório.

Entre as principais usinas elétricas do estado sobressaem


as hidrelétricas de Passo Fundo (220 MW), no rio Uruguai; Passo Real
(125 MW), Leonel Brizola (antiga Jacuí) (180 MW), Itaúba (500 MW) e
Dona Francisca (125 MW) no rio Jacuí; e as termelétricas Candiota
II (126 MW), em Bagé, Charqueadas (72 MW), em São Jerônimo, Osvaldo
Aranha(66 MW), em Alegrete, e AES Uruguaiana (639 MW)
em Uruguaiana a primeira usina termelétrica a operar a gás natural no
Brasil. Recentemente foi construído o Parque eólico na cidade de Osório,
com capacidade instalada estimada em 150 MW.

Educação
Em 2008, estavam matriculados 1.598.403 alunos nas escolas de ensino fundamental do estado, das quais
740.749 eram municipais, 721.811 estaduais, 134.553 particulares e 1.290 federais. Quanto ao corpo docente, era
o mesmo constituído de 97.039 professores. O ensino de nível médio foi ministrado em 1.410 estabelecimentos,
com a matrícula de 429.349 alunos e corpo docente de 30.673 professores. Dos 429.349 discentes, 5.753
estavam na escola pública federal, 369.317 na escola pública estadual, 6.993 na escola pública municipal e
47.286 na escola particular.
Reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Em 2007, quanto ao nível de ensino superior, o estado administrava


através de 100 estabelecimentos, com 21.772 professores e 345.029
discentes. O estado conta com onze universidades públicas e vinte 24
universidades particulares, no total de 35 (ver lista de instituições de
ensino superior no Rio Grande do Sul).
Em 2004 a taxa de analfabetismo no estado era de 5,5%, uma das mais
baixas do Brasil. Da população, 16,8% dos gaúchos são analfabetos
funcionais. O Rio Grande do Sul é a quinta melhor educação do Brasil,
com um Índice de Desenvolvimento Humano de 0,921.
As principais universidades do Rio Grande do Sul são a Universidade Estadual do Rio Grande do
Sul, Universidade Federal do Rio Grande, o Instituto Federal Farroupilha, o Instituto Federal do Rio Grande do Sul,
o Instituto Federal Sul-rio-grandense, a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre,
a Universidade Federal de Pelotas, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a Universidade Federal de
Santa Maria, a Universidade Federal do Pampa, a Universidade Federal da Fronteira do Sul, a Universidade de
Passo Fundo, Universidade de Caxias do Sul, Universidade Feevale, Universidade do Vale do Rio dos
Sinos, Universidade de Santa Cruz do Sul e a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.

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Transportes
Trecho da BR-290 em Osório, próximo à Porto Alegre

O Rio Grande do Sul apresenta uma importante malha hidroviária,


concentrada nas bacias Litorânea e do Guaíba. Nessas bacias estão os
principais rios de rota rio Jacuí, rio Taquari e rio dos Sinos, além
do Guaíba e da Laguna dos Patos. Atualmente, a navegação no rio
Uruguai é de pequena importância, assim como de seu principal afluente,
o rio Ibicuí, o único que apresenta condição navegável. A principal rota
hidroviária do estado é Porto Alegre-Rio Grande, que apresenta calado de
5,2 metros. As principais cargas no sentido Rio Grande são produtos
petroquímicos, derivados de petróleo, óleo de soja e celulose. No sentido
Porto Alegre destacam-se os fertilizantes.
Porto de Rio Grande.

O Porto de Rio Grande é de grande importância para o Mercosul, e


também o principal ponto de multimodalidade do estado, fazendo com que
parte do sistema rodoviário e ferroviário tenham o Porto de Rio Grande
como foco. O Porto de Rio Grande, em 2005, chegou a 18 milhões de
toneladas, consolidado como o segundo maior porto com movimento
de containers do Brasil, e o terceiro em cargas. Os principais portos
são: Porto de Rio Grande, Porto de Porto Alegre, Porto de Estrela e Porto
de Pelotas.

Aeroporto Internacional Salgado Filho em Porto Alegre.


O Aeroporto Internacional Salgado Filho localiza-se em Porto Alegre e é o
mais importante do estado, tendo uma movimentação de 5,6 milhões de
passageiros ao ano (Infraero - 2009), envolvendo o movimento de 79 mil
aeronaves por ano. O Aeroporto Internacional de Pelotas é operado pelas
linhas aéreas NHT e localiza-se no sul do estado com voos até Erechim ,
Porto Alegre , Rio Grande e até mesmo para Montevidéu, no Uruguai.
Existe também o Aeroporto de Caxias do Sul, que é importante para o
estado, e conta com três voos diários para São Paulo (exceto
aos sábados, quando tem apenas um voo). É um aeroporto operado por
uma companhia aérea, a Gol, que opera com Boeing 737.
O Rio Grande do Sul, hoje, possui uma malha de 3.260 quilômetros de linhas e ramais ferroviários, utilizadas para
cargas. A maior parte apresenta bitola métrica, sendo que apenas cinco quilômetros apresentam bitola mista, com
objetivo de realizar a integração com as malhas argentinas e uruguaias. Atualmente, alguns trechos das ferrovias
não estão em operação regular e os terminais ferroviários que apresentam maior concentração de cargas
localizam-se nas proximidades da Grande Porto Alegre, Passo Fundo, Santa Maria, Cruz Alta e Uruguaiana.
O sistema rodoviário é responsável pela maior parte da carga transportada e pela quase totalidade do transporte
de passageiros no Rio Grande do Sul. O estado possui 153.960 km de rodovias, sob jurisdição nacional, estadual
ou municipal. A malha nacional estrutura a rede de transporte com rodovias longitudinais, diagonais, transversais e
de ligação. As principais rodovias são: BR-101, BR-116, BR-153, BR-158, BR-163, BR-285, BR-290, BR-386, BR-
392 e BR-471.
Saneamento básico
A qualidade de vida depende também de prevenção de doenças e tratamento confiável de enfermidades. O
estado dispõe de infra-estrutura ampla e qualificada, mas possui grande deficiência sobretudo no saneamento
básico. Segundo pesquisa recentemente realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), em parceria com
a organização não-governamental Trata Brasil em 2007, o estado é o último no país nesse quesito. Embora o
estado disponha de bons índices em vários setores, o acesso ao esgoto tratado é de apenas 15% da população.
A Região Metropolitana de Porto Alegre é a penúltima, entre 10 pesquisadas em 2007, no recolhimento e
tratamento de esgoto. Em Porto Alegre, apenas 27% do esgoto recebe tratamento. No Rio Grande do Sul, apesar
de não estar nas últimas colocações, apenas 14,77% da população tem esgoto canalizado e tratado. Isso significa
que os dejetos da grande maioria vão para os arroios e rios, contaminando as águas.
Porém, deverão acontecer obras de saneamento e, em cinco anos, a previsão é de que 77% dos porto-alegrenses
terão esgoto tratado.

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Cultura
O natural do Rio Grande do Sul é chamado de gaúcho. O Rio Grande do Sul apresenta uma rica diversidade
cultural. De uma forma sucinta, pode-se concluir que a cultura do estado tem duas vertentes:
a gaúcha propriamente dita, com raízes nos antigos gaúchos que habitavam o pampa; a outra vertente é a cultura
trazida pela imigração europeia, efetuada por colonos portugueses, espanhóis e imigrantes alemães e italianos.
Dança típica gauchesca.

A primeira é marcada pela vida no campo e pela criação bovina. A cultura


gaúcha nasceu na fronteira entre a Argentina, o Uruguai e o Sul do Brasil.
Os gaúchos viviam em uma sociedade nômade, baseada na pecuária.
Mais tarde, com o estabelecimento das fazendas de gado, eles acabaram
por se estabelecer em grandes estâncias espalhadas pelos pampas. O
gaúcho era mestiço de índio, português e espanhol, e a sua cultura foi
bastante influenciada pela cultura dos índios guaranis, charruas e pelos
colonos hispânicos.
No século XIX, o Rio Grande do Sul começou a ser colonizado por imigrantes europeus. Os alemães começaram
a se estabelecer ao longo do rio dos Sinos, a partir de 1824. Ali estabeleceram uma sociedade baseada
na agricultura e na criação familiar, bem distinta dos grandes latifundiários gaúchos que habitavam os pampas.
Até 1850, os alemães ganhavam facilmente as terras e se tornavam pequenos proprietários, porém, após essa
data, a distribuição de terras no Brasil tornou-se mais restrita, impedindo a colonização de ser efetuada nas
proximidades do Vale dos Sinos. A partir de então, os colonos alemães passaram a se expandir, buscando novas
terras em lugares mais longes e levando a cultura da Alemanha para diversas regiões do Rio Grande do Sul.
A colonização alemã se expandiu nas terras baixas, parando nas encostas das serras. Quem colonizou as serras
do Rio Grande do Sul foram outra etnia: os italianos. Imigrantes vindos da Itália começaram a se estabelecer
nas Serras Gaúchas a partir de 1875. A oferta de terras era mais restrita, pois a maior parte já estava ocupada
pelos gaúchos ou por colonos alemães. Os italianos trouxeram seus hábitos e introduziram na região a vinicultura,
ainda hoje a base da economia de diversos municípios gaúchos.
Acervo arquitetônico
As ruínas jesuíticas de São Miguel das Missões. Patrimônio da
Humanidade desde 1983.

O estado possui rico acervo arquitetônico e dispõe de inúmeros


monumentos tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico
Nacional (IPHAN), entre os quais se destacam a igreja de São Sebastião,
em Bagé, construída em 1863 e onde repousam os restos mortais
de Gaspar da Silveira Martins; o forte inacabado de Dom Pedro II,
em Caçapava do Sul; o palácio do governo farroupilha (hoje Museu
Farroupilha), o quartel-general farroupilha e a casa de Giuseppe Garibaldi,
em Piratini; a Catedral de São Pedro, em Rio Grande; as ruínas do Povo e
da igreja de São Miguel, em Santo Ângelo; os casarões, a Catedral, o Theatro 7 de abril(o mais antigo em
funcionamento no Brasil), o Teatro Guarany, Catedral no Centro, a Igreja do Porto, os Casaróes na praça Coronel
Pedro Osório, o Mercado Central e as Charqueadas em Pelotas; a igreja de Nossa Senhora da Conceição,
em Viamão.
Eventos
Dentre as festas religiosas do estado, destacam-se, na capital, a procissão fluvial de Nossa Senhora dos
Navegantespadroeira de Porto Alegre, em 2 de fevereiro; a festa do Divino, celebrada na igreja do Espírito Santo;
e a procissão de Corpus Christi
Ex-Presidente Dilma Rousseff e membros da comunidade ítalo-
brasileira durante a Festa da Uva, em Caxias do Sul.

Ainda na capital, realizam-se exposições anuais de animais e produtos


derivados (agosto), a Semana Farroupilha (14 a 20 de setembro) e a
exposição estadual de orquídeas (de 1º a 8 de dezembro); em Santana do
Livramento e São Borjarealizam-se exposições agropecuárias (outubro);
em Caxias do Sul, a famosa Festa da Uva (fevereiro); e em Gramado, a
Festa das Hortências (bienal) e a Feira Nacional de Artesanato (anual); em
todas as cidades da campanha gaúcha realizam-se rodeios (reunião de
gado para contagem, cura ou venda); em Pelotas acontece a Festa Nacional do Doce(Fenadoce), a maior feira do
Brasil de doces, o evento acontece entre os meses de junho e julho no Centro de Eventos Fenadoce; em Rio
Grande acontece a Festa do Mar, voltada aos frutos do mar, pescados em geral, acontecendo normalmente na
época da Páscoa, bom como a FEARG, voltada ao artesanato, comércio e etnias locais, e a Festa de Iemanjá,
realizada no dia 2 de fevereiro, recebendo umbandistas, fiéis e simpatizantes de várias cidades do estado e até de
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outros países. Em várias cidades do estado acontecem eventos literários conhecidos por Feira do Livro,
destacando-se as de Passo Fundo, praia do Cassino e, principalmente, a de Porto Alegre. Em Santa Rosa,
realiza-se a Fenasoja que atrai muitos visitantes de fora do país. Já em Ijuí - terra das culturas diversificadas,
realiza-se a ExpoIjuí, conhecida festa que reúne as mais diversas etnias do estado, são 12 atualmente.
A Califórnia da Canção Nativa é um evento musical considerado como patrimônio cultural do estado, ocorre a
cada ano em diversas cidades, com a final no mês de dezembro em Uruguaiana. Considerado pelo governo um
modelo de divulgação da música regional rio-grandense, onde através da triagem de mais de 500 músicas com
estilos regionais, na final é selecionada a melhor composição. Danças típicas do estado são o bambaquerê
(espécie de quadrilha), e congada (auto popular), a chimarrita (fandango), a jardineira (dança figurada e cantada,
de pares soltos) e a quebra-mana (dança sapateada e valsada). Nas zonas de colonização alemã, realizam-se
os kerbs, bailes populares que duram em geral três dias.
O evento "Grito do Nativismo Gaúcho" de Jaguari tem sua origem no próprio contexto histórico do movimento dos
festivais nativistas do RS. O festival ocorre anualmente no Clube de Caça e Pesca de Jaguari (Capejar) no mês de
janeiro. O último evento, em 2012, teve 427 canções inscritas, das quais 12 foram selecionadas. No palco do
Grito, convivem, democraticamente, todas as formas de manifestações da música sul rio-grandense. O festival
aceita trabalhos que se alinhem em qualquer das tendências que dominam o movimento nativista do RS levando
em conta somente a qualidade dos mesmos. Sem romper com as origens rurais, aproximam a realidade de um
estado urbanizado e contemporâneo, valorizando, ainda mais, a cultura como um todo.
Esporte

Estádio Beira-Rio, uma das sedes da Copa do Mundo


FIFA de 2014

Arena do Grêmio

Como exemplos de ídolos do esporte, o estado conta com Daiane dos Santos, vencedora das principais
competições na ginástica artística, como a Copa do Mundo de Ginástica; João Derly, campeão mundial de judô;
e Ronaldinho Gaúcho, eleito o melhor jogador de futebol do mundo duas vezes, e os três últimos treinadores da
Seleção Brasileira Dunga, Mano Menezes e Luiz Felipe Scolari. Também se destacam os atletas da Patinação
Artística, selecionados para representarem o Brasil nos últimos Jogos Pan-Americanos, Marcel
Sturmer (tricampeão Pan-Americano) e Talitha Haas(3ª colocada na competição). Em Erechim, no norte do
estado, é realizada a única etapa no Brasil do campeonato sul-americano de rally velocidade pela CODASUR.
O Rio Grande do Sul possui atualmente oito times de futebol pertencentes às divisões do Campeonato Brasileiro
de Futebol: Grêmio; Internacional; Caxias; Juventude; Brasil; Lajeadense de Lajeado e Ypiranga. O Sport Club Rio
Grande, do município de Rio Grande, é o mais antigo do Brasil e atualmente joga o Campeonato Gaúcho da
Segunda Divisão.
O Rio Grande do Sul também é referência nacional e mundial na prática do futsal, sendo o Inter/Ulbra de Porto
Alegre, a ACBF de Carlos Barbosa, o Atlântico de Erechim, o Ulbra de Canoas e o Enxuta de Caxias do Sul.
Devido às conquistas da ACBF, a senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS) apresentou em 2013 um projeto de
lei para declarar o município de Carlos Barbosa a capital do futsal no Brasil. Tal projeto foi aprovado pelo Senado
Federal em 27 de Maio de 2015,[105] e está atualmente na Câmara dos Deputados.
Culinária
A cozinha típica tem como prato principal o churrasco (pedaços de carne cortados de modo especial, colocados
em espetos e postos a assar em uma churrasqueira). A bebida típica é o chimarrão (chá de erva-mate quente e
amargo sorvido por meio de uma bomba). O vinho e o curtido de cachaça com butiásão outras
das bebidas preferidas dos gaúchos.
Mário Quintana, 1966. Arquivo Nacional.
Literatura
O Rio Grande do Sul tem grande destaque na literatura brasileira. Autores do romance de
30 gaúchos foram Érico Veríssimo (1905-1975), Dyonélio Machado (1895-1985) e Cyro
Martins (1908-1995).
A obra mais importante deste período é, sem dúvida, a trilogia O Tempo e o Vento, de
Veríssimo, que resgata duzentos anos da história do Rio Grande do Sul.
Mário Quintana (1906-1994), Augusto Meyer (1902-1970) e Raul Bopp (1898-1984) são
usualmente considerados a trindade modernista do Rio Grande do Sul , sendo
considerado o poeta Tyrteu Rocha Vianna o mais dotado dos primórdios da poesia modernista no estado.
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ATUALIDADES
Domínio de tópicos atuaisnacionais e internacionais relevantes de diversas áreas, tais como segurança, transportes,
política, economia, sociedade, educação, tecnologia, saúde, cultura, desenvolvimento sustentável e ecologia.

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TRANSPORTES: anotações do professor na vídeo-aula

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POLÍTICA: anotações do professor na vídeo-aula

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ECONOMIA: anotações do professor na vídeo-aula

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SOCIEDADE: anotações do professor na vídeo-aula

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EDUCAÇÃO: anotações do professor na vídeo-aula

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SAÚDE: anotações do professor na vídeo-aula

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CULTURA: anotações do professor na vídeo-aula

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TECNOLOGIA: anotações do professor na vídeo-aula

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DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E ECOLOGIA:
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LEGISLAÇÃO MUNICIPAL

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EDIFÍCIO PRESIDENTE GETÚLIO DORNELLES VARGAS

LEI COMPLEMENTAR Nº 005/95

"Institui o Regime Jurídico Único dos Servidores


Públicos do Município de São Borja e dá outras
providências".

O ENGº AGRº LUIS CARLOS HEINZE, PREFEITO MUNICIPAL DE SÃO BORJA.


Faço saber, em cumprimento ao disposto no artigo 50, inciso IV, combinado com o artigo 24, inciso V,
da Lei Orgânica do Município, que a Câmara Municipal aprovou e eu sanciono e promulgo a seguinte
Lei Complementar:

TÍTULO I
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 1º – Esta Lei institui o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos do Município de São Borja.
Art. 2º – Para efeitos desta Lei, servidor público é a pessoa legalmente investida em cargo público, de
provimento efetivo ou em comissão.
Art. 3º – Cargo Público é o criado por lei, em número certo, com denominação própria, padrão de
vencimentos representado por referência numérica ou símbolo, descrição sintética das atribuições,
qualificação mínima para o exercício e, se for o caso, requisitos legais ou especiais para o provimento.
Art. 4º – A investidura em cargo público depende de aprovação prévia em concurso público de provas
ou de provas e títulos, ressalvadas as nomeações para cargos em comissão declarados em lei de livre
nomeação e exoneração.
§ 1º – A investidura em cargo do magistério municipal será por concurso público de provas e títulos.
§ 2º – Somente poderão ser criados cargos em comissão ou funções gratificadas para atender
encargos de direção, chefia ou assessoramento.
Art. 5º – Os cargos em comissão serão exercidos preferencialmente por servidores ocupantes de
cargos de provimento efetivo, nos casos e condições estabelecidos em lei.
Art. 6º – É vedado cometer ao servidor atribuições diversas das de sua carreira, exceto encargos de
direção, chefia ou assessoramento e comissões legais.

TÍTULO II
DO PROVIMENTO E DA VACÂNCIA
CAPÍTULO I
DO PROVIMENTO
SEÇÃO I
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 7º – São requisitos básicos para o ingresso no serviço público municipal:
I – ser brasileiro;
II – ter idade mínima de dezoito; (NR) – LC 018/99.
III – estar quite com as obrigações militares e eleitorais;
IV – gozar de boa saúde física e mental, comprovada mediante laudo expedido por junta médica
designada pelo Município, acompanhado de exames comprobatórios;
V – ter atendido as condições prescritas em lei ou regulamento, para provimento do cargo;
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VI – ter-se habilitado previamente em concurso, ressalvadas as exceções previstas em lei.


Parágrafo Único – Para a investidura em acumulação, serão observadas, ainda, as condições
estabelecidas na Constituição Federal e legislação complementar pertinente.
Art. 8º – Os cargos públicos serão providos por:
I – nomeação;
II – readaptação;
III – reversão;
IV – aproveitamento;
V – reintegração;
VI – recondução.

SEÇÃO II
DO CONCURSO PÚBLICO
Art. 9º – As normas gerais para a realização de concurso público serão estabelecidas em regulamento,
atendendo o disposto nos artigos 4º e 13, vedadas quaisquer vantagens entre os concorrentes que não
sejam expressamente estabelecidas em lei.
Parágrafo Único – Além das normas gerais, os concursos serão regidos por instruções especiais, que
deverão ser expedidas pelo órgão competente, com ampla publicidade.
Art. 10 – Poderão inscrever-se em concurso público quem tiver o mínimo de dezoito e o máximo de
quarenta e cinco anos de idade, na data da inscrição, salvo se estiver fixada outra na especificação do
cargo.
Parágrafo Único – Não estarão sujeitos ao limite de idade os servidores ocupantes de cargo de
provimento efetivo ou servidores contratados, em exercício, que contem mais de três anos ininterruptos
de serviço público municipal até a data da inscrição.
Art. 11 – O prazo de validade do concurso público será de dois anos, prorrogável, uma vez, por igual
período.

SEÇÃO III
DA NOMEAÇÃO
Art. 12 – A nomeação será feita:
I – em comissão, quando para atender encargos de direção, chefia ou assessoramento, de livre
nomeação e exoneração, que, em virtude de lei, assim deva ser provido;
II – em caráter efetivo, nos demais casos.
Art. 13 – A nomeação em caráter efetivo obedecerá a ordem de classificação dos candidatos no
concurso público.

SEÇÃO IV
DA POSSE
Art. 14 – Posse é a aceitação expressa das atribuições, deveres e responsabilidades inerentes ao
cargo público, com o compromisso de bem servir e cumprir a legislação municipal, formalizada com a
assinatura de termo pela autoridade competente e pelo compromissando.
§ 1º – A posse dar-se-á no prazo de até quinze dias contados da data da publicação do ato de
nomeação, podendo, a pedido, ser prorrogado por igual período.
§ 2º – No ato da posse o servidor apresentará, obrigatoriamente, declaração sobre o exercício de outro
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cargo, emprego ou função pública, e declaração de bens e valores que constituem seu patrimônio.
§ 3º – Não haverá posse nos casos de promoção e reintegração .
Art. 15 – A autoridade que der posse deverá verificar, sob pena de responsabilidade, se foram
satisfeitas as condições estabelecidas em lei ou regulamento, para investidura no cargo.
§ 1º – A posse em cargo público dependerá de prévia inspeção médica, nos termos desta Lei.
§ 2º – Só poderá ser empossado aquele que for julgado apto física e mentalmente para o exercício do
cargo.
Art. 16 – A designação do local de trabalho onde o empossado deverá ter exercício será feita pelo
órgão competente, obedecendo as vagas existentes e a ordem de classificação no concurso.

SEÇÃO V
DO EXERCÍCIO
Art. 17 – Exercício é o desempenho das atribuições do cargo pelo servidor.
§ 1º – É de cinco dias o prazo para o servidor entrar em exercício, contados da data da posse.
§ 2º – Será tornado sem efeito o ato de nomeação, se não ocorrer a posse e o exercício, nos prazos
legais.
§ 3º – À autoridade competente da repartição para onde for designado o servidor, compete dar-lhe
exercício.
§ 4º – O início, a suspensão, a interrupção e o reinício do exercício serão registrados no assentamento
individual do servidor.
§ 5º – O servidor removido, quando legalmente afastado, terá prazo para entrar em exercício contado
da data em que voltar ao serviço.
§ 6º – O servidor que deva ter exercício em outra localidade terá trinta dias de prazo para fazê-lo,
incluído neste tempo o necessário para o deslocamento para a nova sede, desde que implique em
mudança de seu domicílio.
Art. 18 – Nos casos de reintegração, reversão e aproveitamento, o prazo que trata o § 1º do artigo
anterior, será contado da data da publicação do ato.
Art. 19 – A promoção, a readaptação e a recondução não interrompem o exercício.
Art. 20 – Ao entrar em exercício o servidor apresentará ao Departamento de Pessoal, os elementos
necessários para seu assentamento individual.
Art. 21 – O servidor que, por prescrição legal, deva prestar caução como garantia, não poderá entrar
em exercício sem prévia satisfação dessa exigência.
§ 1º – A caução poderá ser feita por uma das seguintes modalidades:
I – depósito em moeda corrente;
II – garantia hipotecária;
III – título de dívida pública;
IV – seguro de fidelidade funcional, emitido por instituição legalmente autorizada.
§ 2º – Não poderá ser autorizado o levantamento da caução antes de tomadas as contas do servidor.
§ 3º – O responsável por alcance ou desvio de material não ficará isento da ação administrativa e
criminal, ainda que o valor da caução seja superior ao montante do prejuízo causado.

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SEÇÃO VI
DO ESTÁGIO PROBATÓRIO
Art. 22 – Ao entrar em exercício, o servidor nomeado para cargo de provimento efetivo ficará sujeito a
estágio probatório por período de até dois anos, durante o qual a sua aptidão e capacidade serão
objeto de avaliação para o desempenho do cargo, observados os seguintes quesitos:
I – assiduidade;
II – pontualidade;
III – disciplina;
IV – eficiência;
V – responsabilidade;
VI – relacionamento.
§ 1º – Três meses antes de findo o período do estágio probatório, será submetida à homologação da
autoridade competente a avaliação do desempenho do servidor, realizada de acordo com o que
dispuser a lei ou regulamento, sem prejuízo da continuidade de apuração dos quesitos enumerados
nos incisos de I a VI deste artigo.
§ 2º – Verificado em qualquer fase do estágio, seu resultado totalmente insatisfatório por três
avaliações consecutivas, será processada a exoneração do servidor, observado o disposto em
regulamento.
§ 3º – Sempre que se concluir pela exoneração do estagiário, ser-lhe-á aberto vista do processo, pelo
prazo de cinco dias úteis, para apresentar defesa.
§ 4º – O servidor não aprovado no estágio probatório será exonerado ou, se estável, reconduzido ao
cargo anteriormente ocupado, observado o disposto no artigo 39 desta Lei.
§ 5º – O estágio probatório deve ser cumprido exclusivamente no cargo efetivo para o qual o servidor
for nomeado.

SEÇÃO VII
DA ESTABILIDADE
Art. 23 – O servidor nomeado em decorrência de aprovação em concurso público adquire estabilidade
após dois anos de efetivo exercício, ressalvado o disposto no artigo 19 das Disposições Transitórias da
Constituição Federal. .
Parágrafo Único – A estabilidade se refere ao serviço público e não ao cargo ocupado.
Art. 24 – O servidor estável só perderá o cargo em virtude de sentença judicial transitada em julgado
ou mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa.

SEÇÃO VIII
DA PROMOÇÃO
Art. 25 – As promoções obedecerão às regras estabelecidas na lei que dispuser sobre os planos de
carreira dos servidores municipais.

SEÇÃO IX
DA READAPTAÇÃO
Art. 26 – Readaptação é a investidura do servidor em cargo de atribuições e responsabilidades
compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental, verificada em
exame procedido por junta médica.

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§ 1º – A readaptação será efetivada em cargo de igual ou inferior padrão de vencimento.


§ 2º – Realizando-se a readaptação em cargo de padrão inferior, ficará assegurado ao readaptado
vencimento correspondente ao cargo que ocupava anteriormente.
§ 3º – Inexistindo vaga, serão cometidas ao servidor as atribuições do cargo indicado, até o regular
provimento.
§ 4º – Em qualquer hipótese, a readaptação não poderá acarretar aumento ou redução da
remuneração do servidor.
SEÇÃO X
DA REVERSÃO
Art. 27 – Reversão é o retorno do servidor aposentado por invalidez à atividade no serviço público
municipal após verificação, em processo, de que não subsistem os motivos determinantes da
aposentadoria.
§ 1º – A reversão será feita a pedido ou de ofício, atendendo sempre o interesse público e
condicionada à existência de vaga.
§ 2º – A reversão dependerá de prova de capacidade, verificada em exame procedido por junta
médica.
Art. 28 – Respeitada a habilitação profissional, a reversão será feita, de preferência, no cargo
anteriormente ocupado pelo aposentado, ou em outro de atribuições análogas e de igual padrão de
vencimento.
Parágrafo único – Não poderá reverter à atividade o servidor aposentado que conte com mais de
sessenta anos de idade.
Art. 29 – Será tornada sem efeito a reversão e cassada a aposentadoria do servidor que, dentro dos
prazos legais, não entrar no exercício do cargo para o qual haja sido revertido , salvo motivo de força
maior, devidamente comprovado.
Art. 30 – A reversão dará direito à contagem do tempo em que o servidor esteve aposentado,
exclusivamente para nova aposentadoria.
Art. 31 – O servidor revertido a pedido não poderá ser novamente aposentado, com maior
remuneração, a não ser a decorrente das revisões legais, antes de decorridos três anos da reversão,
salvo se sobrevier moléstia que o incapacite para o serviço público.

SEÇÃO XI
DA DISPONIBILIDADE E DO APROVEITAMENTO
Art. 32 – Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o servidor estável ficará em
disponibilidade remunerada.
Art. 33 – O retorno à atividade de servidor em disponibilidade, far-se-á mediante aproveitamento em
cargo equivalente por sua natureza e retribuição pecuniária àquele de que era titular.
Parágrafo Único – No aproveitamento terá preferência o que estiver há mais tempo em disponibilidade
e, no caso de empate, o que contar mais tempo de serviço público municipal.
Art. 34 – O aproveitamento de servidor que se encontre em disponibilidade há mais de um ano
dependerá de prévia comprovação de sua capacidade física e mental, por junta médica oficial,
nomeada pelo Município.
Parágrafo Único – Verificada a incapacidade definitiva, o servidor em disponibilidade será aposentado,
no cargo em que fora posto em disponibilidade, ressalvada a hipótese de readaptação.
Art. 35 – Será tornado sem efeito o aproveitamento e cassada a disponibilidade se o servidor não
entrar em exercício no prazo legal, contado da publicação do ato de aproveitamento, salvo doença
comprovada por inspeção médica oficial.
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SEÇÃO XII
DA REINTEGRAÇÃO
Art. 36 – Reintegração, decorrente de decisão judicial, transitada em julgado, é o reingresso do
servidor no serviço público, com ressarcimento das vantagens relativas ao período de afastamento.
Art. 37 – A reintegração será feita no cargo anteriormente ocupado; se este houver sido transformado,
no cargo resultante da transformação; e se extinto, em cargo de remuneração e funções equivalentes,
atendida a habilitação profissional.
Parágrafo Único – Reintegrado o servidor e encontrando-se provido o cargo, o seu eventual ocupante
será reconduzido ao cargo de origem, sem direito a indenização, aproveitado em outro cargo ou posto
em disponibilidade.
Art. 38 – O reintegrado, para entrar em exercício, será submetido a exame procedido por junta médica
e aposentado quando incapaz.

SEÇÃO XIII
DA RECONDUÇÃO
Art. 39 – Recondução é o retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado.
§ 1º – A recondução decorrerá de:
a) falta de capacidade e eficiência no exercício de outro cargo de provimento efetivo;
b) reintegração do anterior ocupante.
§ 2º – A hipótese de recondução, de que trata a alínea "a" do parágrafo anterior, será apurada nos
termos do art. 24 e somente poderá ocorrer no prazo de dois anos a contar do exercício em outro
cargo.
§ 3º – Inexistindo vaga, serão cometidas ao servidor as atribuições do cargo de origem, assegurados
os direitos e vantagens decorrentes, até o regular provimento.

CAPÍTULO II
DA VACÂNCIA
Art. 40 – A vacância do cargo decorrerá de:
I – exoneração;
II – demissão;
III – readaptação;
IV – recondução;
V – aposentadoria;
VI – falecimento;
Art. 41 – Dar-se-á a exoneração:
I – a pedido;
II – de ofício quando:
a) se tratar de cargo em comissão;
b) de servidor não estável nas hipóteses do artigo 24 desta Lei;
c) ocorrer posse de servidor não estável em outro cargo inacumulável, nos termos da lei que rege a
espécie.

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Art. 42 – A abertura de vaga ocorrerá na data da publicação da lei que criar o cargo ou do ato que
formalizar qualquer das hipóteses previstas no artigo 40.
Art. 43 – A vacância de função gratificada dar-se-á:
I – a pedido;
II – de ofício;
III – por destituição.
Parágrafo Único – A destituição será aplicada como penalidade, nos casos previstos nesta Lei.

TÍTULO III
DAS MUTAÇÕES FUNCIONAIS
CAPÍTULO I
DA SUBSTITUIÇÃO
Art. 44 – Dar-se-á a substituição de titular de cargo em comissão ou função gratificada durante seu
impedimento legal.
Art. 45 – O substituto fará jus ao vencimento proporcional do cargo em comissão ou valor da função
gratificada, se a substituição ocorrer por prazo superior a sete dias consecutivos.

CAPÍTULO II
DA REMOÇÃO
Art. 46 – Remoção é o deslocamento do servidor de uma para outra repartição, respeitada a lotação
dos cargos.
Parágrafo Único – Entende-se por lotação o conjunto de cargos distribuídos a cada órgão, pela
autoridade competente, atenta ao total dos cargos criados em lei.
Art. 47 – A remoção poderá ocorrer:
I – a pedido, atendida a conveniência do serviço;
II – de ofício, no interesse da administração;
III – por permuta.
§ 1º – A remoção será feita por ato da autoridade competente.
§ 2º – A remoção por permuta será precedida de requerimento firmado por ambos os interessados,
desde que seja conveniente para a administração.
§ 3º – No caso de haver mais de um candidato à remoção, terá preferência o servidor que contar com
mais tempo de serviço público municipal, e, no caso de empate, o mais idoso.
Art. 48 – A remoção de membro do magistério se processará em período de férias escolares, salvo
interesse do ensino.

CAPÍTULO III
DO EXERCÍCIO DE FUNÇÃO GRATIFICADA
Art. 49 – A função gratificada é instituída por lei para atender encargos de direção, chefia ou
assessoramento, sendo privativa de servidor detentor de cargo de provimento efetivo, observados os
requisitos para o exercício.
Art. 50 – O servidor ocupante de cargo de provimento efetivo, indicado para cargo em comissão,
poderá optar pelo provimento sob a forma de função gratificada correspondente.
Art. 51 – A designação para o exercício da função gratificada, que nunca será percebida
cumulativamente com o cargo em comissão, será feita por ato expresso da autoridade competente.
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Art. 52 – O valor da função gratificada será percebido cumulativamente com o vencimento do cargo de
provimento efetivo.
Art. 53 – O valor da função gratificada continuará sendo percebido pelo servidor nos afastamentos
remunerados previstos nesta Lei.
Art. 54 – Será tornada sem efeito a designação do servidor que não entrar no exercício da função
gratificada no prazo de dois dias a contar do ato de investidura.
Art. 55 – O provimento de função gratificada poderá recair também em servidor de outra entidade
pública posto à disposição do Município sem prejuízo de seus vencimentos.
Art. 56 – O exercício de função gratificada ou de cargo em comissão só assegurará direitos ao servidor
durante o período em que estiver exercendo o cargo ou função, ressalvados os casos de incorporação
previstos em lei.
Art. 57 – Afastando-se do cargo em comissão ou da função gratificada o servidor perderá a respectiva
remuneração.
Art. 58 – Os cargos em comissão e as funções gratificadas, com as respectivas atribuições e valores
remuneratórios, são criados e definidos por lei.

TÍTULO IV
DO REGIME DE TRABALHO
CAPÍTULO I
DO HORÁRIO E DO PONTO
Art. 59 – O Prefeito Municipal determinará, quando não estabelecido em lei ou regulamento, o horário
de expediente das repartições.
Parágrafo Único – O horário normal de trabalho de cada cargo ou função é o estabelecido na
legislação específica, não podendo ser superior a oito horas diárias e quarenta horas semanais.
Art. 60 – Atendendo a conveniência ou a necessidade do serviço, e mediante acordo escrito, poderá
ser instituído sistema de compensação de horário, hipótese em que a jornada diária poderá ser
superior à pré-estabelecida, sendo o excesso de horas compensado pela correspondente diminuição
em outro dia, observada sempre a jornada máxima semanal.
Art. 61 – Poderá ser concedido horário especial ao servidor estudante quando comprovada a
incompatibilidade entre o horário escolar e o da repartição, sem prejuízos do exercício do cargo e à
administração.
Parágrafo Único – Para efeito do disposto neste artigo será exigida a compensação de horários na
repartição, respeitada a duração semanal de trabalho.
Art. 62 – A freqüência do servidor será controlada:
I – pelo ponto;
II – pela forma determinada em regulamento, quanto aos servidores não sujeitos ao ponto.
Parágrafo Único – Ponto é o registro, mecânico ou não, que assinala o comparecimento do servidor
ao serviço e pelo qual se verifica diariamente, a sua entrada e saída.
Art. 63 – Serão abonadas as faltas, quando o servidor se achar impossibilitado de comparecer ao
serviço, por motivo de doença devidamente comprovada por atestado médico.
Parágrafo Único – O atestado médico deverá passar pelo crivo do setor competente do Município, e
ser encaminhado ao Departamento de Pessoal no prazo máximo de três dias a contar do retorno do
servidor ao trabalho.
Art. 64 – Considera-se falta justificada aquela que, por sua natureza ou circunstância, principalmente
pelas conseqüências no âmbito familiar ou particular, possa, razoavelmente, constituir escusa do não
comparecimento, sempre a critério do respectivo Secretário.
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§ 1º – O servidor requererá a justificação da falta, por escrito, no primeiro dia em que comparecer à
repartição, sob pena de ser considerada não justificada a ausência.
§ 2º – Não poderão ser justificadas as faltas que excederem a doze por ano, nem mais de duas no
mesmo mês, podendo ser exigida prova do alegado pelo servidor.
§ 3º – A autoridade competente decidirá sobre a justificação no prazo de três dias.
§ 4º – Decidido o pedido de justificação, será o requerimento encaminhado ao Departamento de
Pessoal para as devidas anotações.
Art. 65 – Independentemente de faltas abonadas e justificadas nos termos dos dispositivos anteriores,
serão justificados também os afastamentos do serviço durante o período de provas parciais ou finais
em estabelecimento de ensino oficial ou reconhecido localizado fora do município, em que o servidor
esteja matriculado, desde que requerido antecipadamente e comprovado o comparecimento.
Parágrafo Único – A vantagem será suprimida para o servidor que não for promovido de série em dois
anos letivos consecutivos, salvo se por moléstia devidamente comprovada.

CAPÍTULO II
DO SERVIÇO EXTRAORDINÁRIO
Art. 66 – A prestação de serviço extraordinário só poderá ocorrer por expressa autorização do Prefeito
Municipal, mediante solicitação fundamentada do chefe da repartição ou de ofício.
§ 1º – Salvo casos excepcionais, devidamente justificados, não poderá o trabalho em horário
extraordinário exceder a duas horas diárias.
§ 2º – O serviço extraordinário, excepcionalmente, poderá ser realizado sob a forma de plantões, para
assegurar o funcionamento dos serviços municipais ininterruptos.
§ 3º – O plantão extraordinário visa a substituição do plantonista titular legalmente afastado ou em falta
ao serviço.

CAPÍTULO III
DO REPOUSO SEMANAL
Art. 67 – O servidor tem direito a repouso remunerado, em dois dias de cada semana,
preferencialmente, aos sábados e domingos, bem como nos dias feriados civis e religiosos.
Parágrafo Único – A remuneração dos dias de repouso corresponderá a do dia normal de trabalho.
Art. 68 – Perderá a remuneração do repouso, o servidor que tiver faltado ao serviço, sem motivo
justificado, durante a semana, mesmo que por um dia.
Art. 69 – Nos serviços públicos ininterruptos poderá ser exigido o trabalho nos dias feriados civis e
religiosos, hipótese em que as horas trabalhadas serão pagas com acréscimo de cinqüenta por cento,
salvo a concessão de outro dia de folga compensatória.

TÍTULO V
DOS DIREITOS, VANTAGENS E BENEFÍCIOS ASSISTENCIAIS
CAPÍTULO I
DO VENCIMENTO, REMUNERAÇÃO E DOS BENEFÍCIOS ASSISTENCIAIS
Art. 70 – Vencimento básico é a retribuição pecuniária paga ao servidor pelo efetivo exercício do cargo,
correspondente ao padrão fixado em lei.
Art. 71 – Vencimento é a retribuição pecuniária paga ao servidor pelo efetivo exercício do cargo,
correspondente ao padrão fixado em lei, acrescido das vantagens a ele incorporadas para todos os
efeitos legais.
Art. 72 – Remuneração é o vencimento do cargo acrescido das vantagens pecuniárias, permanentes
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ou temporárias, estabelecidas em lei, exceto o Vale-Transporte e o Vale-Refeição. (NR) – LC 006/96)


Art. 73 – Em qualquer hipótese, o total dos valores percebidos como remuneração, em espécie, a
qualquer título, por servidor público municipal, não poderá ser superior aos valores fixados em lei como
remuneração para o Prefeito Municipal.
Art. 74 – A relação de valores entre a maior e a menor remuneração dos servidores públicos é a
estabelecida em lei.
Art. 75 – O servidor perderá:
I – a remuneração dos dias que faltar ao serviço, bem como dos dias de repouso da respectiva
semana, quando for o caso, sem prejuízo da penalidade disciplinar cabível;
II – a parcela da remuneração diária, proporcional aos atrasos, ausências ou saídas antecipadas,
superiores a quinze minutos, sem prejuízo da penalidade disciplinar cabível, quando não justificados;
III – metade da remuneração na hipótese prevista no caso em que a pena de suspensão for convertida
em pena de multa.
Art. 76 – Salvo por imposição legal, ou mandado judicial, nenhum desconto incidirá sobre a
remuneração ou provento.
Parágrafo único – Mediante autorização do servidor, poderá haver consignação em folha de
pagamento a favor de terceiros, até o limite de trinta por cento da remuneração, a critério da
administração e com reposição de custos.
Art. 77 – As reposições devidas à Fazenda Municipal poderão ser feitas em parcelas mensais,
corrigidas monetariamente e mediante desconto em folha de pagamento.
§ 1º – O valor de cada parcela não poderá exceder a vinte por cento da remuneração do servidor.
§ 2º – O servidor será obrigado a repor, de uma só vez, a importância do prejuízo causado à Fazenda
Municipal em virtude de alcance, desfalque ou omissão em efetuar o recolhimento ou entradas nos
prazos legais.
Art. 78 – O servidor em débito com o erário, que for demitido, exonerado ou que tiver sua
disponibilidade cassada, terá de repor a quantia de uma só vez.
Parágrafo Único – A não quitação do débito implicará em sua inscrição em dívida ativa e cobrança
judicial.
CAPÍTULO II
DAS VANTAGENS
Art. 79 – Além do vencimento-padrão fixado em lei, poderão ser concedidas ao servidor as seguintes
vantagens:
I – diárias;
II – gratificações;
III – ajudas de custo;
IV – avanços;
V – adicionais por tempo de serviço;
VI – Revogado. (NR – LC 029/2002)
VII – Revogado. (NR – LC 029/2002)
VIII – auxílio para diferença de caixa;
IX – Revogado. (NR – LC 029/2002)
X – Revogado. (NR – LC 029/2002)

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XI – Revogado. (NR – LC 029/2002)


XII – vale-transporte;
XIII – vale-refeição.
Parágrafo Único – As vantagens de que tratam os incisos XII e XIII deste artigo, serão concedidas na
forma da legislação específica.
Art. 79-A – Ao servidor municipal, ativo ou inativo, poderão ser concedidos os seguintes benefícios de
caráter assistencial: (NR – LC 029/2002)
I – auxílio assistencial para tratamento de doença grave; (NR – LC 029/2002)
II – auxílio assistencial para funeral; (NR – LC 029/2002)
III – auxílio assistencial natalidade. (NR – LC 029/2002)

SEÇÃO I
DAS DIÁRIAS
Art. 80 – Ao servidor que, por determinação da autoridade competente, se deslocar eventual ou
transitoriamente do município, no desempenho de suas atribuições, ou em missão ou estudo de
interesse da administração, serão concedidas, além de transporte, diárias a título de indenização das
despesas de alimentação e pousada, nas bases fixadas em regulamento.
§ 1º – Nos casos em que o deslocamento não exija pernoite fora do município, mas exija pelo menos
uma refeição, as diárias serão pagas por metade.
§ 2º – Nos deslocamentos para fora do Estado ou para o exterior, as diárias serão acrescidas,
respectivamente, de vinte e cinco por cento e cinqüenta por cento.
§ 3º – O valor das diárias será estabelecido em lei.
Art. 81 – O servidor que receber diárias e não se afastar do Município, por qualquer motivo, fica
obrigado a restituí-las integralmente no prazo de vinte e quatro horas.
Parágrafo Único – Na hipótese do servidor retornar ao Município em prazo menor do que o previsto
para o seu afastamento, restituirá as diárias recebidas em excesso, em igual prazo.

SEÇÃO II
DAS GRATIFICAÇÕES E ADICIONAIS
Art. 82 – Será concedida gratificação:
I – pela prestação de serviço extraordinário;
II – pela execução ou colaboração em trabalhos técnicos e/ou científicos e treinamento de pessoal, fora
das atribuições normais do cargo;
III – pela participação em órgão de deliberação coletiva designada pelo Prefeito Municipal;
IV – pelo exercício do encargo de membro de banca ou comissão de concurso público, ou seu auxiliar;
V – adicional noturno, insalubridade, periculosidade e penosidade;
VI – gratificação de um terço sobre o vencimento básico, pela prestação de serviços extraordinários
não eventuais;
VII – gratificação por nível cultural;
VIII – gratificação natal;
IX – dedicação exclusiva;
X – convocação especial;

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XI – incorporação de vantagens percebidas com continuidade;


XII – difícil acesso ou provimento.
Parágrafo Único – As gratificações e adicionais de que tratam os incisos VI a XII, serão concedidos na
forma da legislação específica.
Art. 83 – O servidor convocado para trabalhar fora de seu horário de expediente normal, terá direito a
gratificação por serviços extraordinários.
Parágrafo Único – O exercício de cargo em comissão ou função gratificada, exclui a gratificação por
serviços extraordinários.
Art. 84 – A prestação de serviços extraordinários só pode ocorrer com expressa autorização da
autoridade competente, mediante solicitação fundamentada do chefe da repartição, ou de ofício.
Parágrafo Único – A gratificação será paga por hora de trabalho que exceda o período normal, com o
acréscimo de cinqüenta por cento.
Art. 85 – A gratificação pela execução ou colaboração em trabalhos técnicos e/ou científicos e
treinamento de pessoal será arbitrada pela autoridade competente após a conclusão do trabalho, ou
previamente, quando assim for necessário.
Art. 86 – A gratificação pela participação em órgão de deliberação coletiva designada pelo Prefeito e
pelo exercício de encargo de membro de banca ou comissão de concurso público, ou seu auxiliar, será
fixada no próprio ato de designação, ou posteriormente, observados os limites previstos em
regulamento, ou justificadamente tendo em vista as características do encargo.

SEÇÃO III
DO ADICIONAL DE INSALUBRIDADE,
PERICULOSIDADE OU PENOSIDADE.
Art. 87 – Os servidores que executam atividades insalubres, perigosas ou penosas, fazem jus a um
adicional, na forma da lei.
Parágrafo Único – As atividades insalubres, perigosas ou penosas, bem como a classificação nos
graus máximo, médio e mínimo, serão definidas em lei própria.
Art. 88 – O exercício de atividades em condições de insalubridade, assegura ao servidor a percepção
de um adicional respectivamente de quarenta, vinte e dez por cento, segundo a classificação nos graus
máximo, médio e mínimo, na forma da lei.
Art. 89 – O adicional de periculosidade ou penosidade será de trinta por cento sobre o vencimento
básico.
Art. 90 – Os adicionais de insalubridade, periculosidade e penosidade não são acumuláveis, cabendo
ao servidor optar por um deles, quando for o caso.
Art. 91 – O direito ao adicional de insalubridade, periculosidade ou penosidade, cessa com a
eliminação das condições ou dos riscos que deram causa a sua concessão.
Art. 92 – A Administração Municipal cuidará da redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de
normas de saúde, higiene e segurança.

SEÇÃO IV
DO ADICIONAL NOTURNO
Art. 93 – O servidor que prestar trabalho noturno fará jus a um adicional de vinte por cento sobre o
vencimento básico do cargo.
§ 1º – Considera-se trabalho noturno, para efeito deste artigo, o executado entre as vinte e duas horas
de um dia e as cinco horas do dia seguinte.

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§ 2º – Nos horários mistos, assim entendidos os que abrangem períodos diurnos e noturnos, o
adicional será pago proporcionalmente às horas de trabalho noturno.
§ 3º – Em se tratando de serviço extraordinário, o acréscimo de que trata este artigo incidirá sobre o
valor da hora noturna de trabalho acrescido do respectivo percentual de extraordinário.

SEÇÃO V
DAS AJUDAS DE CUSTO
Art. 94 – A ajuda de custo destina-se a cobrir as despesas de viagem e instalação do servidor que for
designado para exercer missão ou estudo fora do Município, por tempo que justifique a mudança
temporária de residência.
Parágrafo Único – A concessão da ajuda de custo ficará a critério da autoridade competente, que
considerará os aspectos relacionados com a distância percorrida, o número de pessoas que
acompanharão o servidor e a duração da ausência.
Art. 95 – A ajuda de custo não poderá exceder o dobro do vencimento do servidor, salvo quando o
deslocamento for para o exterior, caso em que poderá ser de até quatro vezes o vencimento, desde
que arbitrada justificadamente.

SEÇÃO VI
DOS AVANÇOS
Art. 96 – Por triênio de efetivo exercício prestado ao Município, o servidor ocupante de cargo de
provimento efetivo terá direito a um avanço, até o máximo de dez, cada um no valor de cinco por cento
do vencimento básico do cargo em que estiver investido, ao qual se incorpora para todos os efeitos
legais.
Parágrafo Único – Será contado, para fins de avanço, o tempo durante o qual o servidor estiver no
exercício de cargo de provimento em comissão no Município, assim como todos os afastamentos
legalmente considerados como de efetivo exercício.

SEÇÃO VII
DOS ADICIONAIS POR TEMPO DE SERVIÇO
Art. 97 – O servidor, ao completar quinze e vinte e cinco anos de serviço público, contados na forma
desta Lei, passará a perceber, respectivamente, o adicional de quinze por cento ou vinte e cinco por
cento calculados sobre o vencimento básico do cargo em que estiver investido, ao qual se incorpora
para todos os efeitos legais.
Parágrafo Único – A concessão do adicional de vinte e cinco por cento fará cessar o de quinze por
cento anteriormente concedido.
Art. 98 – Para efeito da concessão dos adicionais será computado o tempo de serviço público
municipal, estadual e federal.
Art. 99 – Na acumulação remunerada, será considerado, para efeito de adicional, o tempo de serviço
prestado a cada cargo isoladamente.

SEÇÃO VIII
DO ABONO FAMILIAR
Art. 100 – Revogado. (NR – LC 029/2002)
I – Revogado. (NR – LC 029/2002)
II – Revogado. (NR – LC 029/2002)
III – Revogado. (NR – LC 029/2002)

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IV – Revogado. (NR – LC 029/2002)


§ 1º – Revogado. (NR – LC 029/2002)
§ 2º – Revogado. (NR – LC 029/2002)
§ 3º – Revogado. (NR – LC 029/2002)
I – Revogado. (NR – LC 029/2002)
II – Revogado. (NR – LC 029/2002)
§ 4º – Revogado. (NR – LC 029/2002)
§ 5º – Revogado. (NR – LC 029/2002)
§ 6º – Revogado. (NR – LC 029/2002)
§ 7º – Revogado. (NR – LC 029/2002)
Art. 101 – Revogado. (NR – LC 029/2002)
Art. 102 – Revogado. (NR – LC 029/2002)
Parágrafo Único – Revogado. (NR – LC 029/2002)
Art. 103 – Revogado. (NR – LC 029/2002)

SEÇÃO IX
DO AUXÍLIO-DOENÇA
Art. 104 – Ao servidor municipal, acometido de doença grave, diagnosticada por junta médica, será
concedido auxílio para tratamento de doença grave, no valor de cinqüenta por cento do vencimento
que o mesmo percebe em exercício. (NR – LC 029/2002)
§ 1º – O benefício que trata este artigo estender-se-á também ao servidor aposentado que venha a se
enquadrar nas disposições nele estabelecida.
§ 2º – Serão consideradas doenças graves, para efeitos deste artigo, a tuberculose ativa, alienação
mental, neoplasia maligna, cegueira, lepra, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia aguda, mal
de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia aguda, estados avançados do mal de Paget
(osteite deformante), síndrome da imunodeficiência adquirida – AIDS e outras com base na medicina
especializada. (NR – LC 029/2002)
§ 3º – O auxílio de que trata o presente artigo será deferido pelo Prefeito Municipal, à vista de laudo
médico, e terá duração de três meses, a partir do dia em que tenha sido constatada a moléstia
incapacitante da atividade regular e normal do servidor e, tão logo o laudo médico venha a ser lavrado,
concluindo pela gravidade da moléstia, na forma do parágrafo anterior, será providenciada
aposentadoria do servidor, que continuará a perceber o auxílio sob rigorosa inspeção médica trimestral
e o perderá pela cura, se houver, ou por morte.
§ 4º – Em todas as circunstâncias deverá ser constatada a situação financeira do servidor, que
merecerá o auxílio assistencial para tratamento de doença grave ora instituído, se não tiver outra fonte
de renda apreciável além dos vencimentos, se da ativa, ou dos proventos, se aposentado. (NR – LC
029/2002)
Art. 105 – O órgão competente do Município ficará incumbido de verificar, em cada caso, os requisitos
indispensáveis para que o benefício venha a ser concedido, e acompanhar, através de pesquisas
permanentes, devidamente cadastradas em fichas individuais, a situação dos beneficiários.

SEÇÃO X
DO AUXÍLIO PARA DIFERENÇA DE CAIXA
Art. 106 – O servidor que, por força das atribuições próprias de seu cargo, efetue pagamento ou

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recebimento, perceberá um auxílio para diferença de caixa, no valor de dez por cento do vencimento.
§ 1º – O servidor que estiver respondendo legalmente pelo tesoureiro ou caixa, durante os
impedimentos legais deste, fará jus ao pagamento do auxílio.
§ 2º – O auxílio de que trata este artigo só será pago enquanto o servidor estiver efetivamente
executando os serviços de pagamento ou recebimento e nas férias regulamentares.

SEÇÃO XI
DO AUXÍLIO ASSISTENCIAL FUNERAL
Art. 107 – O auxílio assistencial funeral é devido à família do servidor falecido na atividade, em
disponibilidade ou aposentado, em valor equivalente a um mês de remuneração ou provento, mediante
apresentação de certidão de óbito. (NR – LC 029/2002)
Parágrafo único – O auxílio será pago no prazo de quarenta e oito horas, por meio de procedimento
sumaríssimo, à pessoa da família que comprove ter custeado o funeral.
Art. 108 – Se o funeral for custeado por terceiro, este será indenizado, observado o disposto no artigo
anterior.
Art. 109 – Em caso de falecimento de servidor ocorrido quando no desempenho de suas funções, fora
do local de trabalho, inclusive em outro Estado ou no Exterior, as despesas de transporte do corpo
correrão à conta de recursos do Município.
Art. 110 – Em caso de acumulação legal, o auxílio corresponderá somente a remuneração do cargo de
maior valor, exceto professores com matrículas que perfazerem um máximo de 40 horas. (NR – LC
029/2002)

SEÇÃO XII
DO AUXÍLIO-RECLUSÃO
Art. 111 – Revogado. (NR – LC 029/2002)
II – Revogado. (NR – LC 029/2002)
§ 1º – Revogado. (NR – LC 029/2002)
§ 2º – Revogado. (NR – LC 029/2002)

SEÇÃO XIII
DO AUXÍLIO ASSISTENCIAL NATALIDADE
Art. 112 – O auxílio assistencial natalidade é devido à servidora, por motivo de nascimento de filho, em
quantia equivalente a cinqüenta por cento de sua remuneração, inclusive no caso de natimorto. (NR –
LC 029/2002)
§ 1º – Na hipótese de parto múltiplo, o valor será acrescido de cinqüenta por cento.
§ 2º – Não sendo a parturiente servidora do município, o auxílio será pago ao cônjuge ou companheiro,
servidor público municipal.

CAPÍTULO III
DO TEMPO DE SERVIÇO
Art. 113 – A apuração do tempo de serviço será feita em dias.
Parágrafo Único – O número de dias será convertido em anos, considerados de trezentos e sessenta
e cinco dias.
Art. 114 – Será considerado de efetivo exercício o período de afastamento em virtude de:

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I – férias;
II – casamento, até oito dias;
III – luto, até oito dias, por falecimento de cônjuge, pais, filhos, irmãos e companheiro(a);
IV – luto, até dois dias, por falecimento de tios, padrasto, madrasta, cunhados, genro, nora, sogro,
sogra, avô e avó;
V – exercício de cargo de provimento em comissão, no Município;
VI – convocação para obrigações decorrentes do serviço militar;
VII – júri e outros serviços obrigatórios por lei;
VIII – licença-prêmio;
IX – licença-gestante;
X – licença-paternidade;
XI – licença à adotante;
XII – licença para tratamento de saúde, inclusive por acidente em serviço ou moléstia profissional;
XIII – licença por motivo de doença em pessoa da família, quando integral ou parcialmente
remunerada;
XIV – licença para concorrer a cargo eletivo;
XV – licença para missão ou estudo, em outros pontos do território nacional ou no exterior, quando o
afastamento houver sido autorizado pela autoridade competente;
XVI – licença para exercer mandato eletivo no município;
XVII – licença para desempenho de mandato classista;
XVIII – faltas abonadas e justificadas;
XIX – doação de sangue, por um dia.
Art. 115 – Para efeito de aposentadoria e disponibilidade, computar-se-á integralmente:
I – o tempo de serviço público federal, estadual e municipal, inclusive o prestado as suas autarquias;
II – o período de serviço ativo nas Forças Armadas, contando-se em dobro o tempo de serviço
correspondente as operações de guerra, de que o servidor tenha participado efetivamente;
III – o tempo de serviço anteriormente prestado ao Município como extranumerário ou sob qualquer
forma de admissão ou contratação com vínculo empregatício;
IV – o tempo em que o servidor esteve em disponibilidade ou aposentado;
V – o tempo de serviço em atividade privada vinculada à Previdência Social, na forma da lei pertinente.
Art. 116 – O tempo de afastamento para exercício de mandato eletivo será contado na forma das
disposições constitucionais ou legais específicas.
Art. 117 – É vedada a acumulação de tempo de serviço prestado simultaneamente em cargos ou
funções públicas na administração direta ou indireta.

SEÇÃO I
DAS FÉRIAS
Art. 118 – O servidor terá direito anualmente ao gozo de um período de trinta dias de férias, sem
prejuízo da remuneração.
Parágrafo único – É vedado levar à conta de férias qualquer falta ao serviço.

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Art. 119 – O tempo de serviço anterior será somado ao posterior para fins de aquisição do período
aquisitivo de férias no caso de licença para prestar serviço militar.
Art. 120 – Não terá direito à férias o servidor que, no curso do período aquisitivo houver:
I – incorrido em mais de trinta faltas não justificadas ao serviço;
II – gozado licença por motivo de afastamento do cônjuge servidor ou militar, ou licença para tratar de
interesses particulares, por qualquer prazo, iniciando-se novo período aquisitivo quando retornar ao
trabalho.
SEÇÃO II
DA CONCESSÃO E DO GOZO DAS FÉRIAS
Art. 121 – A concessão das férias deverá ocorrer dentro dos doze meses subseqüentes à data em que
o servidor tiver adquirido o direito.
§ 1º – As férias dos membros do magistério municipal serão de trinta dias, coincidindo com o período
de férias escolares.
§ 2º – As férias somente poderão ser interrompidas por motivo de calamidade pública, comoção interna
ou por interesse do serviço mediante acordo com o servidor.
§ 3º – No caso de parcelamento das férias, nenhum dos períodos poderá ser inferior a dez dias.
§ 4º – Os membros de uma mesma família, terão direito a gozar férias no mesmo período, se assim o
desejarem e se disso não resultar prejuízo à administração.
Art. 122 – A concessão das férias, mencionando o período de gozo, será participada por escrito ao
servidor, com antecedência de no mínimo quinze dias, cabendo a este assinar a respectiva notificação.
Art. 123 – Vencido o prazo mencionado no artigo 121 sem que a administração tenha concedido as
férias, incumbe ao servidor, no prazo de trinta dias, requerer o gozo das férias.
§ 1º – Recebido o requerimento, a autoridade responsável terá de despachar no prazo de quinze dias,
marcando o período de gozo das férias, dentro dos sessenta dias seguintes.
§ 2º – Não atendido o requerimento pela autoridade competente no prazo legal, o servidor poderá
ajuizar ação, pedindo fixação, por sentença, da época do gozo das férias.
§ 3º – No caso do parágrafo anterior, a remuneração será devida em dobro, sendo o ônus de inteira
responsabilidade do Município.
Art. 124 – O servidor receberá durante as férias a remuneração integral, acrescida de um terço.
§ 1º – O servidor poderá optar pela conversão de um terço das férias em pagamento em dinheiro.
§ 2º – A conversão de que trata o parágrafo anterior, no caso do magistério, só poderá ocorrer no
interesse do serviço.
Art. 125 – Ao entrar em férias, será antecipada a remuneração do mês correspondente, a todo o
servidor.
§ 1º – Quando se tratar de servidor estável, a antecipação de que trata este artigo poderá ser
descontada em parcelas mensais, até o máximo de oito, iguais e consecutivas.
§ 2º – Para ter direito ao benefício de que trata o parágrafo anterior, é necessário que o servidor haja
liquidado sua dívida com relação à antecipação anterior.
Art. 126 – É facultado ao servidor gozar férias onde lhe convier, cumprindo-lhe, no entanto, comunicar
o seu endereço eventual, por escrito, ao chefe da repartição.
Art. 127 – O servidor removido durante as férias, não será obrigado a apresentar-se antes de terminá-
las.
Art. 128 – É proibida a acumulação de férias, ressalvado o prescrito no parágrafo único deste artigo.

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Parágrafo único – Somente serão consideradas como não gozadas por absoluta necessidade de
serviço, as férias que o servidor deixar de gozar mediante despacho escrito da autoridade competente,
exarado em solicitação escrita, dentro do exercício a que elas corresponderem.
Art. 129 – Nos casos de exoneração e aposentadoria, será devida ao servidor a remuneração
correspondente ao período de férias cujo direito tenha adquirido.
Parágrafo único – O servidor exonerado ou aposentado após doze meses de serviço, terá direito
também à remuneração relativa ao período incompleto de férias, na proporção de um doze avos por
mês de serviço ou fração superior a quatorze dias.
Art. 130 – Os benefícios de que trata o artigo anterior e seu parágrafo único serão concedidos aos
herdeiros ou sucessores do servidor falecido, mediante autorização judicial.

CAPÍTULO IV
DAS LICENÇAS
SEÇÃO I
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 131 – Será concedida licença ao servidor:
I – Revogado. (NR – LC 029/2002)
II – por motivo de doença em pessoa da família;
III – Revogado. (NR – LC 029/2002)
IV – para tratamento de doença profissional ou em decorrência de acidente de trabalho;
V – para prestar serviço militar;
VI – por motivo de afastamento do cônjuge servidor ou militar;
VII – como prêmio por assiduidade;
VIII – para concorrer a cargo público eletivo e para exercê-lo;
IX – para desempenho de mandato classista;
X – para tratar de interesses particulares;
XI – por motivo especial.
Parágrafo único – O ocupante de cargo de provimento em comissão só terá direito as licenças
previstas nos incisos I a IV.
Art. 132 – As licenças dependentes de exame médico serão concedidas pelo prazo indicado em
atestado ou laudo de inspeção, na forma estabelecida em regulamento expedido pela autoridade
competente.
Parágrafo único – Findo o prazo poderá haver novo exame, e o laudo ou atestado concluirá pela
prorrogação da licença, pela volta ao serviço ou pela aposentadoria.
Art. 133 – Terminada a licença, o servidor reassumirá o exercício do cargo, imediatamente, ressalvado
o disposto no parágrafo único do artigo 134.
Art. 134 – A licença poderá ser prorrogada de ofício ou a pedido.
Parágrafo único – O pedido deverá ser apresentado pelo menos cinco dias antes de findo o prazo da
licença; se indeferido, será contado como de licença o período compreendido entre a data do término e
do conhecimento do despacho, salvo se a demora ocorreu por culpa do servidor.
Art. 135 – As licenças da mesma espécie concedidas dentro de sessenta dias do término da anterior,
serão consideradas em prorrogação.
Art. 136 – O servidor não poderá permanecer em licença por prazo superior a dois anos, ressalvadas

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as seguintes hipóteses:
I – se estiver em licença para tratamento de saúde, inclusive de doença profissional ou acidente de
trabalho e for entendido recuperável em laudo de junta médica, pelo prazo fixado nesse laudo;
II – no caso de cônjuge, licenciado para acompanhar servidor ou militar transferido, quando a licença
pode ser prorrogada por mais dois anos, a requerimento do interessado.
Art. 137 – No decorrer da licença ou ao término do prazo estabelecido no artigo anterior, o servidor
poderá ser aposentado, na forma regulada neste Regime, se for considerado definitivamente inválido
em inspeção médica oficial.
Art. 138 – Revogado. (NR – LC 029/2002)

SEÇÃO II
DA LICENÇA PARA TRATAMENTO DE SAÚDE
Art. 139 – Revogado. (NR – LC 029/2002)
Parágrafo único – Revogado. (NR – LC 029/2002)
Art. 140 – Revogado. (NR – LC 029/2002)
Parágrafo único – Revogado. (NR – LC 029/2002)
Art. 141 – Revogado. (NR – LC 029/2002)
Parágrafo único – Revogado. (NR – LC 029/2002)
Art. 142 – Revogado. (NR – LC 029/2002)
Parágrafo único – Revogado. (NR – LC 029/2002)

SEÇÃO III
DA LICENÇA POR MOTIVO DE DOENÇA
EM PESSOA DA FAMÍLIA
Art. 143 – Poderá ser concedida licença ao servidor, por motivo de doença do cônjuge ou
companheiro(a), do pai ou da mãe, do padrasto ou da madrasta, de filho ou enteado e de irmão,
mediante atestado médico, provando ser indispensável sua assistência pessoal permanente e não
podendo esta ser prestada simultaneamente com o exercício do cargo.
§ 1º – A licença será concedida sem prejuízo da remuneração, até dois meses e após com os
seguintes descontos:
a) de um terço, quando exceder a dois meses e prolongar-se até quatro meses;
b) de dois terços, quando exceder a quatro meses e prolongar-se até seis meses;
c) sem remuneração, a partir do sétimo mês, até o máximo de dois anos.
§ 2º – Quando a pessoa da família do servidor se encontrar em tratamento fora do Município, será
admitido exame médico por profissional da localidade onde se encontre.

SEÇÃO IV
DA LICENÇA PARA AMAMENTAÇÃO E PATERNIDADE
Art. 144 – A servidora terá direito a afastar-se do serviço pelo período de uma hora diária, que poderá
ser dividida em dois períodos de meia hora cada um, para amamentar o filho, até que o mesmo
complete a idade de doze meses. (NR – LC 029/2002)
§ 1º – O tema de que trata o “caput” deste artigo poderá ser concedido no início, no decorrer ou no fim
do expediente, a requerimento da interessada. (NR – LC 029/2002)

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§ 2º – Revogado. (NR – LC 029/2002)


§ 3º – Revogado. (NR – LC 029/2002)
§ 4º – Revogado. (NR – LC 029/2002)
§ 5º – Revogado. (NR – LC 029/2002)
§ 6º – Revogado. (NR – LC 029/2002)
Art. 145 – Revogado. (NR – LC 029/2002)
Parágrafo único – Revogado. (NR – LC 029/2002)
Art. 146 – A licença paternidade será de cinco dias a contar da data do nascimento ou adoção do filho,
sem prejuízo da remuneração.

SEÇÃO V
DA LICENÇA PARA TRATAMENTO DE DOENÇA
PROFISSIONAL OU EM DECORRÊNCIA DE ACIDENTE DE TRABALHO
Art. 147 – O servidor acometido de doença profissional ou acidentado em serviço terá direito a licença
com remuneração integral.
§ 1º – Configura acidente de trabalho o dano físico ou mental sofrido pelo servidor e que se relacione,
mediata ou imediatamente, com as atribuições do cargo exercido.
§ 2º – Considera-se também acidente a agressão sofrida e não provocada pelo servidor no exercício de
suas funções ou em razão delas, bem como o sofrido no percurso da residência para o trabalho e vice-
versa.
§ 3º – Entende-se por doença profissional a que decorrer das condições do serviço ou de fatos nele
ocorridos, devendo o laudo médico estabelecer-lhe rigorosa caracterização e nexo de causalidade.
Art. 148 – No caso de incapacidade total resultante de doença profissional ou acidente de trabalho, o
servidor será, desde logo, aposentado.
Parágrafo único – No caso de incapacidade parcial e premente será assegurada a readaptação do
servidor em cargo compatível, assegurada a remuneração do cargo em que se incapacitou.
Art. 149 – O servidor acidentado em serviço que necessite de tratamento especializado, poderá ser
tratado em instituição privada à conta de recursos públicos.
Parágrafo único – O tratamento de que trata este artigo, recomendado por junta médica oficial,
constitui medida de exceção e somente será admissível quando inexistirem meios e recursos
adequados em instituição pública.
Art. 150 – A comprovação do acidente, imprescindível para a concessão da licença e direitos
subseqüentes, deverá ser feita no prazo máximo de oito dias, mediante laudo médico realizado na
forma da Seção II deste Capítulo.
SEÇÃO VI
DA LICENÇA PARA PRESTAR SERVIÇO MILITAR
Art. 151 – Ao servidor que for convocado para o serviço militar ou outros encargos de segurança
nacional, será concedida licença sem remuneração.
§ 1º – A licença será concedida à vista de documento oficial que comprove a convocação.
§ 2º – O servidor desincorporado em outro Estado da Federação deverá reassumir o exercício do cargo
dentro do prazo de trinta dias; se a desincorporação ocorrer dentro do Estado o prazo será de quinze
dias.
§ 3º – Idêntico tratamento será proporcionado ao servidor que, por ter feito curso para ser admitido
como oficial da reserva, for convocado para estágio de instrução previsto nos regulamentos militares.
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SEÇÃO VII
DA LICENÇA POR MOTIVO DE AFASTAMENTO
DE CÔNJUGE SERVIDOR OU MILITAR
Art. 152 – O servidor terá direito a licença não remunerada quando o cônjuge ou companheiro(a),
servidor público civil ou militar, for designado para exercer funções fora do Município.
Parágrafo único – A licença será concedida mediante requerimento devidamente instruído e durará
pelo tempo que durar a nova função do cônjuge ou companheiro(a), até o máximo permitido neste
Capítulo.

SEÇÃO VIII
DA LICENÇA-PRÊMIO POR ASSIDUIDADE
Art. 153 – Ao servidor que requerer, será concedida licença-prêmio de três meses, com todos os
direitos de seu cargo, após cada cinco anos ininterruptos de efetivo exercício no Município, observadas
as disposições desta Seção.
Parágrafo único – Será contado integralmente, para fins de licença-prêmio, o tempo de serviço
ininterrupto prestado anteriormente ao Município, sob qualquer regime de trabalho.
Art. 154 – Não terá direito à licença-prêmio o servidor que, dentro do período aquisitivo houver:
I – faltado ao serviço, injustificadamente, por mais de cinco dias consecutivos ou alternados;
II – sofrido pena de multa ou suspensão superior a cinco dias;
III – sofrido condenação à pena privativa de liberdade com sentença definitiva;
IV – gozado licença:
a) por motivo de doença em pessoa da família quando não remunerada;
b) por motivo de afastamento do cônjuge servidor ou militar por mais de noventa dias.
Art. 155 – No caso de licença para tratar de interesses particulares ou licença para prestar serviço
militar, o servidor passa a contar novo período aquisitivo a partir da data do retorno ao serviço.
Art. 156 – A licença-prêmio, a pedido do servidor, poderá ser gozada integral ou parcialmente,
atendido o interesse da administração.
Parágrafo único – No caso de parcelamento, nenhuma parcela poderá ser inferior a um mês.
Art. 157 – É facultado à autoridade competente, tendo em vista o interesse da administração
devidamente fundamentado, decidir, dentro de seis meses seguintes à aquisição da licença-prêmio,
quanto a data de seu início e sobre sua concessão por inteiro ou parceladamente.
§ 1º – É igualmente facultado à autoridade competente, se o servidor requerer e o erário permitir,
converter em pagamento em dinheiro a licença-prêmio a que tenha feito jus, com base na remuneração
vigorante na data da concessão.
§ 2º – As vantagens pecuniárias decorrentes da licença-prêmio a que o servidor tenha feito jus, em
caso de falecimento, serão deferidas a seus dependentes ou sucessores.
Art. 158 – Ao servidor que já tiver feito jus a um período aquisitivo de licença-prêmio, quando se
aposentar ou for exonerado a pedido, será assegurado o pagamento da licença-prêmio proporcional ao
tempo de serviço restante, observado o disposto nos artigos 154 e 155 desta Lei.
Art. 158 – Ao servidor que já tiver feito jus a um período aquisitivo de licença-prêmio, quando se
aposentar ou for exonerado a pedido, será assegurado o pagamento da licença-prêmio não gozada,
mais a licença-prêmio proporcional ao tempo de serviço restante, observado o disposto nos artigos 154
e 155 desta Lei. (ADIn nº 70032549073)
Art. 159 – O servidor aguardará em exercício o despacho permissivo para entrar no gozo da licença-
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prêmio.
Art. 160 – A licença-prêmio não gozada, nem paga em dinheiro, será automaticamente convertida em
tempo de serviço em dobro para fins de aposentadoria, disponibilidade, avanço e adicional por tempo
de serviço.

SEÇÃO IX
DA LICENÇA PARA CONCORRER A CARGO ELETIVO E EXERCÊ-LO
Art. 161 – O servidor terá direito a licença, sem remuneração, durante o período que mediar entre a
sua escolha, em convenção partidária, como candidato a cargo eletivo, e a véspera do registro de sua
candidatura perante a Justiça Eleitoral.
§ 1º – O servidor candidato a cargo eletivo no próprio Município e que exerça cargo ou função de
direção, chefia, arrecadação ou fiscalização, dele será afastado, a partir do dia imediato ao registro de
sua candidatura perante a Justiça Eleitoral, até o dia seguinte ao do pleito.
§ 2º – A partir do registro da candidatura e até o quinto dia seguinte ao da eleição, salvo se a lei federal
específica estabelecer prazos maiores, o servidor ocupante de cargo efetivo fará jus a licença
remunerada, como se em efetivo exercício estivesse.
Art. 162 – A licença para exercício de cargo eletivo será concedida na forma estabelecida na
Constituição Federal e legislação pertinente.

SEÇÃO X
DA LICENÇA PARA DESEMPENHO DE MANDATO CLASSISTA
Art. 163 – É assegurado ao servidor o direito a licença para desempenhar mandato em Confederação,
Federação ou Sindicato representativo da categoria, sem prejuízo da remuneração.
§ 1º – Somente poderão ser licenciados servidores eleitos para cargos de direção ou representação
nas referidas entidades, até o máximo de dois, por entidade.
§ 2º – A licença terá duração igual à do mandato, podendo ser prorrogada no caso de reeleição.

SEÇÃO XI
DA LICENÇA PARA TRATAR DE INTERESSES PARTICULARES
Art. 164 – O servidor estável poderá obter licença para tratar de interesses particulares, por período
não superior a dois anos, sem remuneração.
§ 1º – A licença será negada quando o afastamento do servidor, fundamentadamente, for
inconveniente ao interesse do serviço.
§ 2º – O servidor deverá aguardar em exercício a concessão da licença.
Art. 165 – Não será concedida licença a servidor nomeado ou removido, antes que assuma o exercício
do novo cargo.
Art. 166 – A licença poderá ser interrompida a qualquer tempo, a pedido do servidor ou no interesse do
serviço, devidamente justificado.
Art. 167 – O servidor não poderá obter nova licença antes de decorridos dois anos do término ou
interrupção da anterior.

SEÇÃO XII
DA LICENÇA ESPECIAL
Art. 168 – O servidor designado para missão ou estudo em órgãos federais, estaduais ou em outro
Município, ou no exterior, terá direito a licença especial.

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§ 1º – A licença poderá ser concedida, a critério da administração, com ou sem prejuízo do vencimento
e demais vantagens do cargo, segundo a missão ou estudo se relacione ou não com as funções
desempenhadas pelo servidor.
§ 2º – O início da licença coincidirá com a designação e seu término com a conclusão da missão ou
estudo até o máximo de dois anos.
§ 3º – A prorrogação da licença somente ocorrerá a requerimento do servidor, em casos especiais,
mediante comprovada justificativa por escrito.
Art. 169 – O ato que conceder a licença com ônus para a administração deverá ser precedido de
minuciosa exposição, que demonstre a necessidade ou o relevante interesse da missão ou estudo.

CAPÍTULO V
DO AFASTAMENTO PARA SERVIR A OUTRO ÓRGÃO OU ENTIDADE
Art. 170 – O servidor estável poderá ser cedido para ter exercício em outro órgão ou entidade dos
Poderes da União, dos Estados e dos Municípios, sem prejuízo em sua carreira, nas seguintes
hipóteses:
I – para exercício de função de confiança;
II – em casos previstos em leis específicas;
III – para cumprimento de convênio ou acordo.
§ 1º – Na hipótese do inciso I deste artigo, a cedência será sem ônus para o Município e, nos demais
casos, conforme dispuser a lei, convênio ou acordo.
§ 2º – A cedência será efetivada, com a concordância do servidor, pelo prazo estabelecido em acordo
entre as partes interessadas.
§ 3º – O membro do magistério só poderá ser cedido para entidade ou órgão que exerça atividade no
campo educacional ou cultural.
§ 4º – Terminado o período de cedência, o servidor retornará ao órgão de origem.

CAPÍTULO VI
DOS BENEFÍCIOS
SEÇÃO I
DA APOSENTADORIA
Art. 171 – Revogado. (NR – LC 029/2002)
I – Revogado. (NR – LC 029/2002)
II – Revogado. (NR – LC 029/2002)
III – Revogado. (NR – LC 029/2002)
a) Revogado. (NR – LC 029/2002)
b) Revogado. (NR – LC 029/2002)
c) Revogado. (NR – LC 029/2002)
d) Revogado. (NR – LC 029/2002)
Parágrafo único – Revogado. (NR – LC 029/2002)
Art. 172 – Revogado. (NR – LC 029/2002)
Art. 173 – Revogado. (NR – LC 029/2002)
§ 1º – Revogado. (NR – LC 029/2002)

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§ 2º – Revogado. (NR – LC 029/2002)


Art. 174 – Revogado. (NR – LC 029/2002)
Parágrafo único – Revogado. (NR – LC 029/2002)
Art. 175 – Revogado. (NR – LC 029/2002)
Art. 176 – Revogado. (NR – LC 029/2002)
Art. 177 – Além do vencimento do cargo, integram o cálculo do provento:
I – o valor da função gratificada se o servidor contar pelo menos cinco anos de exercício em postos de
confiança e desde que se encontre no seu exercício, na condição de titular por ocasião da
aposentadoria, pelo prazo mínimo de dois anos;
II – o adicional por tempo de serviço e os avanços trienais;
III – as gratificações ou adicionais percebidos por mais de cinco anos, consecutivos ou não, desde que
esteja percebendo na data da aposentadoria.
Art. 178 – Revogado. (NR – LC 029/2002)
Parágrafo único – Revogado. (NR – LC 029/2002)

CAPÍTULO VII
DA PENSÃO POR MORTE
Art. 179 – Revogado. (NR – LC 029/2002)
§ 1º – Revogado. (NR – LC 029/2002)
§ 2º – Revogado. (NR – LC 029/2002)
Art. 180 – Revogado. (NR – LC 029/2002)
I – Revogado. (NR – LC 029/2002)
II – Revogado. (NR – LC 029/2002)
III – Revogado. (NR – LC 029/2002)
IV – Revogado. (NR – LC 029/2002)
§ 1º – Revogado. (NR – LC 029/2002)
§ 2º – Revogado. (NR – LC 029/2002)
§ 3º – Revogado. (NR – LC 029/2002)
Art. 181 – Revogado. (NR – LC 029/2002)
I – Revogado. (NR – LC 029/2002)
II – Revogado. (NR – LC 029/2002)
§ 1º – Revogado. (NR – LC 029/2002)
§ 2º – Revogado. (NR – LC 029/2002)
Art. 182 – Revogado. (NR – LC 029/2002)
§ 1º – Revogado. (NR – LC 029/2002)
§ 2º – Revogado. (NR – LC 029/2002)
Art. 183 – Revogado. (NR – LC 029/2002)
I – Revogado. (NR – LC 029/2002)

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II – Revogado. (NR – LC 029/2002)


III – Revogado. (NR – LC 029/2002)
IV – Revogado. (NR – LC 029/2002)
V – Revogado. (NR – LC 029/2002)
Parágrafo único – Revogado. (NR – LC 029/2002)
Art. 184 – Revogado. (NR – LC 029/2002)
Art. 185 – Revogado. (NR – LC 029/2002)
Art. 186 – Revogado. (NR – LC 029/2002)

CAPÍTULO VIII
DA ASSISTÊNCIA À SAÚDE
Art. 187 – A assistência à saúde do servidor e de sua família compreende assistência médica,
hospitalar e odontológica, prestada mediante sistema próprio do Município, ou mediante convênio, nos
termos da lei.

CAPÍTULO IX
DO CUSTEIO
Art. 188 – A assistência a saúde serão custeadas com o produto da arrecadação de contribuições
sociais obrigatórias: (NR – LC 029/2002)
I – dos servidores municipais;
II – do Município, Câmara Municipal, autarquias e fundações.
Parágrafo único – Os percentuais de contribuição serão fixados em lei.
Art. 189 – Se a assistência a saúde for assegurada, conforme previsto no artigo 187, por sistema
próprio do Município, as contribuições serão estabelecidas pela referida entidade. (NR – LC 029/2002)
Parágrafo único – O Município assegurará, também, o pagamento integral dos benefícios de natureza
diversa, não constante no rol da entidade de previdência municipal. (NR – LC 029/2002)

TÍTULO VI
DA CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA DE EXCEPCIONAL INTERESSE PÚBLICO
Art. 190 – Para atender necessidade temporária de excepcional interesse público, a Administração
Municipal poderá efetuar contratações de pessoal, por tempo determinado na forma da lei ou quando
for de atendimento a Programas de Governo, quer estadual ou federal, pelo prazo do referido
Programa, desde que autorizado por lei específica. (NR – LC 025/2001)
Art. 191 – Consideram-se como de necessidade temporária de excepcional interesse público, as
contratações que visam a:
I – atender a situações de calamidade pública;
II – combater surtos epidêmicos;
III – atender outras situações de emergência que vierem a ser definidas em lei específica.
Art. 192 – Os contratos serão de natureza administrativa, ficando assegurados os seguintes direitos ao
contratado: (NR – LC 025/2001)
I – remuneração equivalente a percebida pelos servidores de igual ou assemelhada função no quadro
permanente do Município; (NR – LC 025/2001)
II – jornada de trabalho, serviço extraordinário, repouso semanal remunerado, adicional noturno,

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gratificação natalina proporcional e aos programas de auxílio dos servidores, nos termos desta lei; (NR
– LC 025/2001)
III – férias proporcionais, ao término do contrato; (NR – LC 025/2001)
IV – inscrição no Regime Geral de Previdência Social; (NR – LC 025/2001)
V – adicional de insalubridade, periculosidade e penosidade, conforme o disposto em legislação
específica. (NR – LC 025/2001)
Art. 193 – Revogado. (NR – LC 025/2001)
Art. 194 – Revogado. (NR – LC 025/2001)

TÍTULO VII
DO REGIME DISCIPLINAR
CAPÍTULO I
DOS DEVERES
Art. 195 – São deveres do servidor, além dos que lhe cabem em virtude de seu cargo e dos que
decorrem, em geral, de sua condição de servidor público:
I – exercer com zelo e dedicação as atribuições do cargo;
II – ser leal às instituições a que servir;
III – observância das normas legais e regulamentares;
IV – cumprimento às ordens superiores, exceto quando manifestadamente ilegais;
V – atender com presteza:
a) ao público em geral, prestando as informações requeridas, ressalvadas as protegidas por sigilo;
b) à expedição de certidões requeridas para defesa de direito ou esclarecimento de situações de
interesse pessoal;
c) às requisições para defesa da Fazenda Pública.
VI – levar ao conhecimento da autoridade superior as irregularidades de que tiver ciência em razão do
cargo;
VII – zelar pela economia do material e conservação do patrimônio público;
VIII – guardar sigilo sobre assuntos da repartição;
IX – manter conduta compatível com a moralidade administrativa;
X – ser assíduo e pontual ao serviço, nas horas de trabalho ordinário e extraordinário, quando
convocado;
XI – tratar com urbanidade as pessoas;
XII – representar contra ilegalidade ou abuso de poder;
XIII – apresentar-se ao serviço em boas condições de asseio e convenientemente trajado ou com
uniforme que for determinado;
XIV – observar as normas de segurança e medicina do trabalho estabelecidas, bem como o uso
obrigatório dos equipamentos de proteção individual - EPI que lhe forem fornecidos;
XV – manter espírito de cooperação e solidariedade com os colegas de trabalho;
XVI – freqüentar cursos e treinamentos instituídos para seu aperfeiçoamento e especialização;
XVII – apresentar relatórios ou resumos de suas atividades nas hipóteses e prazos previstos em leis ou
regulamentos ou quando determinado pela autoridade competente;

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XVIII – sugerir providências tendentes à melhoria ou aperfeiçoamento do serviço;


XIX – providenciar para que esteja sempre atualizada no assentamento individual sua declaração de
família.
Parágrafo único – Será considerado co-autor o superior hierárquico que, recebendo denúncia ou
representação a respeito de irregularidades no serviço ou falta cometida por servidor, seu subordinado,
deixar de tomar as providências necessárias a sua apuração.

CAPÍTULO II
DAS PROIBIÇÕES
Art. 196 – É proibido ao servidor qualquer ação ou omissão capaz de comprometer a dignidade e o
decoro da função pública, ferir a disciplina e a hierarquia, prejudicar a eficiência do serviço ou causar
dano à administração pública, especialmente:
I – ausentar-se do serviço durante o expediente, sem prévia autorização do chefe imediato;
II – retirar, sem prévia anuência da autoridade competente, qualquer documento ou objeto da
repartição;
III – recusar fé a documentos públicos;
IV – opor resistência injustificada ao andamento de documento e processo, ou execução de serviço;
V – promover manifestação de apreço ou desapreço no recinto da repartição;
VI – referir-se de modo depreciativo ou desrespeitoso às autoridades públicas ou aos atos do Poder
Público, mediante manifestação escrita ou oral;
VII – cometer à pessoa estranha à repartição, fora dos casos previstos em lei, o desempenho de
encargo que seja de sua competência ou de seu subordinado;
VIII – compelir ou aliciar outro servidor no sentido de filiação ou não, a associação profissional ou
sindical ou a partido político;
IX – manter sob sua chefia imediata, cônjuge, companheiro(a) ou parente até o segundo grau civil,
salvo se decorrente de nomeação por concurso público;
X – valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem, em detrimento da dignidade da função
pública;
XI – atuar como procurador ou intermediário, junto a repartições municipais, salvo quando se tratar de
interesse de parentes até segundo grau;
XII – receber propina, comissão, presente ou vantagem de qualquer espécie, em razão de suas
atribuições;
XIII – aceitar comissão, emprego ou pensão de Estado estrangeiro, sem licença prévia nos termos da
lei;
XIV – praticar usura sob qualquer de suas formas;
XV – proceder de forma desidiosa no desempenho de suas funções;
XVI – cometer a outro servidor atribuições estranhas às do cargo que ocupa, exceto em situações de
emergência e transitórias;
XVII – utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em serviços ou atividades particulares;
XVIII – exercer quaisquer atividades que sejam incompatíveis com o exercício do cargo ou função e
com o horário de trabalho;
XIX – deixar de comparecer ao trabalho sem causa justificável.
Art. 197 – É licito ao servidor, em trabalho assinado, criticar atos do Poder Público do ponto de vista

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doutrinário ou da organização do serviço.

CAPÍTULO III
DA ACUMULAÇÃO
Art. 198 – É vedada a acumulação remunerada de cargos públicos.
§ 1º – Excetuam-se da regra deste artigo os casos previstos na Constituição Federal, mediante
comprovação escrita da compatibilidade de horários.
§ 2º – A proibição de acumular estende-se a cargos, empregos e funções em autarquias, fundações
públicas, empresas públicas, sociedades de economia mista da União, do Distrito Federal, dos
Estados, dos Territórios e dos Municípios.

CAPÍTULO IV
DAS RESPONSABILIDADES
Art. 199 – O servidor responde civil, penal e administrativamente pelo exercício irregular de suas
atribuições.
Art. 200 – A responsabilidade civil decorre de ato omissivo ou comissivo, doloso ou culposo, que
resulte em prejuízo ao erário ou a terceiros.
§ 1º – A indenização de prejuízo causado ao erário poderá ser liquidada na forma prevista no artigo 77.
§ 2º – Tratando-se de dano causado a terceiros, responderá o servidor perante a Fazenda Pública, em
ação regressiva.
§ 3º – A obrigação de reparar o dano estende-se aos sucessores e contra eles será executada, até o
limite do valor da herança recebida.
Art. 201 – A responsabilidade penal abrange os crimes e contravenções imputados ao servidor, nessa
qualidade.
Art. 202 – A responsabilidade administrativa resulta de ato omissivo ou comissivo praticado no
desempenho do cargo ou função.
Art. 203 – As sanções civis, penais e administrativas poderão cumular-se, sendo independentes entre
si.
Art. 204 – A responsabilidade civil ou administrativa do servidor será afastada no caso de absolvição
criminal que negue a existência do fato ou a sua autoria.

CAPÍTULO V
DAS PENALIDADES
Art. 205 – São penalidades disciplinares:
I – advertência;
II – repreensão;
III – multa;
IV – suspensão;
V – destituição de função;
VI – demissão;
VII – cassação da aposentadoria e da disponibilidade.
Art. 206 – Na aplicação das penalidades serão consideradas a natureza e a gravidade da infração
cometida, os danos que dela provierem para o serviço público, as circunstâncias agravantes ou

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atenuantes e os antecedentes funcionais, apurados em sindicância ou processo administrativo


disciplinar.
Art. 207 – Não poderá ser aplicada mais de uma pena disciplinar pela mesma infração.
Parágrafo único – No caso de infrações simultâneas, a maior absorve as demais, funcionando estas
como agravantes na gradação da penalidade.
Art. 208 – Observado o disposto nos artigos precedentes, a pena de advertência ou suspensão será
aplicada, a critério da autoridade competente, por escrito, na inobservância de dever funcional previsto
em lei, regulamento ou norma interna e nos casos de violação de proibição que não tipifique infração
sujeita a penalidade de demissão.
Art. 209 – A pena de repreensão será aplicada por escrito, nos seguintes casos:
I – na reincidência das infrações sujeitas à pena de advertência;
II – de desobediência e falta de cumprimento dos deveres previstos nos incisos VII a XII da seção
correspondente.
Art. 210 – A pena de suspensão não poderá ultrapassar a noventa dias.
Parágrafo único – Quando houver conveniência para o serviço, a penalidade de suspensão poderá
ser convertida em multa, na base de cinqüenta por cento por dia de remuneração, ficando o servidor
obrigado a permanecer em serviço.
Art. 211 – Será aplicada ao servidor a pena de demissão nos casos de:
I – crime contra a administração pública;
II – abandono de cargo;
III – indisciplina ou insubordinação graves ou reiteradas;
IV – inassiduidade ou impontualidade habituais;
V – improbidade administrativa;
VI – incontinência pública e conduta escandalosa;
VII – ofensa física contra qualquer pessoa, cometida em serviço, salvo em legítima defesa;
VIII – aplicação irregular de dinheiro público;
IX – revelação de segredo apropriado em razão do cargo;
X – lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio municipal;
XI – corrupção;
XII – acumulação ilegal de cargos, empregos ou funções;
XIII – transgressão do artigo 196, incisos X ao XVIII.
Art. 212 – A acumulação de que trata o inciso XII do artigo anterior acarreta a demissão de um dos
cargos, empregos ou funções, dando-se ao servidor o prazo de cinco dias para opção.
§ 1º – Se comprovado que a acumulação se deu por má fé, o servidor será demitido de ambos os
cargos e obrigado a devolver o que houver recebido dos cofres públicos.
§ 2º – Na hipótese do parágrafo anterior, sendo um dos cargos, empregos ou funções exercido na
União, nos Estados, no Distrito Federal ou em outro Município, a demissão será comunicada ao outro
órgão ou entidade onde ocorre a acumulação.
Art. 213 – A demissão nos casos dos incisos V, VIII e X do artigo 211, implica em indisponibilidade de
bens e ressarcimento ao erário, sem prejuízo da ação penal cabível.
Art. 214 – Configura abandono de cargo a ausência intencional ao serviço por mais de trinta dias
consecutivos.
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Art. 215 – Considera-se inassiduidade, a falta ao serviço, durante um período de doze meses, por mais
de sessenta faltas intercaladas, sem justificativa.
Art. 216 – A demissão por impontualidade somente será aplicada quando caracterizada a
habitualidade de modo a representar séria violação dos deveres e obrigações do servidor, após
anteriores punições por advertência, repreensão ou suspensão.
Art. 217 – O ato de imposição de penalidade mencionará sempre o fundamento legal.
Art. 218 – Será cassada a aposentadoria e a disponibilidade se ficar provado que o inativo:
I – praticou, na atividade, falta punível com a demissão;
II – aceitou ilegalmente cargo ou função pública;
III – praticou usura, em qualquer das suas formas.
Art. 219 – A pena de destituição de função de confiança será aplicada:
I – quando se verificar falta de exação no seu desempenho;
II – quando for verificado que, por negligência ou benevolência, o servidor contribuiu para que não se
apurasse, no devido tempo, irregularidades no serviço.
Parágrafo único – A aplicação da penalidade deste artigo não implicará em perda do cargo efetivo.
Art. 220 – O ato de aplicação de penalidade é de competência do Prefeito Municipal.
Parágrafo único - Poderá ser delegada competência aos Secretários Municipais para aplicação da
pena de advertência.
Art. 221 – A demissão por infringência do artigo 196, incisos X e XI , incompatibiliza o ex-servidor para
nova investidura em cargo ou função pública no Município, pelo prazo de três anos.
Art. 222 – A demissão por infringência do artigo 211, incisos I, V, VIII, X e XI, incompatibiliza o ex-
servidor para nova investidura em cargo ou função pública no Município, pelo prazo de cinco anos, não
podendo retornar no caso de demissão qualificada com a nota "a bem do serviço público".
Art. 223 – A pena de destituição de função de confiança implica na impossibilidade de ser investido em
função dessa natureza durante o período de dois anos a contar da data da punição.
Art. 224 – As penalidades aplicadas ao servidor serão obrigatoriamente registradas em sua ficha
funcional.
Art. 225 – A ação disciplinar prescreverá:
I – em cinco anos, quanto às infrações puníveis com demissão, cassação de aposentadoria e
disponibilidade, ou destituição de função de confiança;
II – em dois anos, quanto à suspensão;
III – em cento e oitenta dias, quanto à advertência ou repreensão.
§ 1º – A falta também prevista na lei penal como crime prescreverá juntamente com este.
§ 2º – O prazo de prescrição começa a correr da data em que a autoridade tomar conhecimento da
existência da falta.
§ 3º – A abertura de sindicância ou a instauração de processo administrativo interrompe a prescrição.
§ 4º – Na hipótese do parágrafo anterior, todo o prazo começa a correr novamente no dia da
interrupção.

CAPÍTULO VI
DO PROCESSO DISCIPLINAR EM GERAL
SEÇÃO I
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DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 226 – A autoridade que tiver ciência de irregularidade no serviço público é obrigada a promover a
sua apuração imediata, mediante sindicância ou processo administrativo disciplinar, assegurada ampla
defesa ao acusado.
§ 1º – As denúncias sobre irregularidades serão objeto de apuração, desde que contenham a
identificação e o endereço do denunciante e sejam formuladas por escrito.
§ 2º – Quando o fato narrado, de modo evidente, não configurar infração disciplinar ou ilícito penal, a
denúncia será arquivada, por falta de objeto.
Art. 227 – As irregularidades e faltas funcionais serão apuradas por meio de:
I – sindicância, quando não houver dados suficientes para sua determinação ou para apontar o servidor
faltoso;
II – processo administrativo disciplinar, quando a gravidade da ação ou omissão torne o servidor
passível de suspensão, demissão, cassação da aposentadoria ou da disponibilidade.

SEÇÃO II
DA SUSPENSÃO PREVENTIVA
Art. 228 – A autoridade competente poderá determinar a suspensão preventiva do servidor, até
sessenta dias, prorrogáveis por mais trinta se, fundamentadamente, houver necessidade de seu
afastamento para apuração de falta a ele imputada.
Art. 229 – O servidor terá direito:
I – à remuneração e à contagem do tempo de serviço relativo ao período de suspensão preventiva,
quando o processo não resultar punição ou esta se limitar a pena de advertência ou repreensão;
II – à remuneração e à contagem do tempo de serviço correspondente ao período de afastamento
excedente ao prazo de suspensão efetivamente aplicada.

SEÇÃO III
DA SINDICÂNCIA
Art. 230 – A sindicância será cometida a uma comissão de três servidores, desde que dois deles
obrigatoriamente sejam estáveis, podendo estes serem dispensados de suas atribuições normais até a
apresentação do relatório.
Art. 231 – A comissão efetuará, de forma sumária, as diligências necessárias ao esclarecimento da
ocorrência e indicação do responsável, apresentando, no prazo máximo de quinze dias úteis, relatório
a respeito.
§ 1º – Preliminarmente, deverá ser ouvido o autor da representação, se for o caso, e o servidor
implicado, se houver.
§ 2º – Reunidos os elementos apurados, a comissão traduzirá no relatório as suas conclusões,
indicando o possível culpado, qual a irregularidade ou transgressão e o seu enquadramento nas
disposições estatutárias.
§ 3º – Figurará sempre nos autos, a ficha funcional do sindicado.
Art. 232 – A autoridade, de posse do relatório, acompanhado dos elementos que instruíram o
processo, decidirá, no prazo de dez dias:
I – pela aplicação de penalidade de advertência ou repreensão;
II – pela instauração de processo administrativo disciplinar;
III – pelo arquivamento do processo.

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§ 1º – Entendendo a autoridade competente que os fatos não estão devidamente elucidados, inclusive
na indicação do possível culpado, devolverá o processo à comissão, para ulteriores diligências, em
prazo certo, não superior a cinco dias.
§ 2º – De posse do novo relatório e elementos complementares, a autoridade decidirá no prazo e nos
termos deste artigo.

SEÇÃO IV
DO PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR
Art. 233 – O processo administrativo disciplinar será conduzido por comissão de três servidores, desde
que dois deles obrigatoriamente sejam estáveis, designada pela autoridade competente que indicará,
dentre eles, o seu presidente.
Parágrafo único – A comissão terá como secretário, servidor designado pelo presidente, devendo a
designação recair em um dos membros.
Art. 234 – A comissão processante, sempre que necessário e expressamente determinado no ato de
designação, dedicará todo o tempo aos trabalhos do processo, ficando os membros da comissão, em
tal caso, dispensados dos serviços normais da repartição.
Art. 235 – O processo administrativo será contraditório, assegurada ampla defesa ao acusado, com a
utilização dos meios e recursos admitidos em direito.
Parágrafo único – Figurará sempre nos autos do processo administrativo a ficha funcional do
acusado.
Art. 236 – Quando o processo administrativo disciplinar resultar de prévia sindicância, o relatório desta
integrará os autos, como peça informativa da instrução.
Parágrafo único – Na hipótese do relatório da sindicância concluir pela prática de crime, a autoridade
competente oficiará à autoridade policial, para abertura de inquérito, independente da imediata
instauração do processo administrativo disciplinar.
Art. 237 – O prazo para conclusão do processo não excederá sessenta dias, contados da data do ato
que constituir a comissão, admitida a prorrogação por mais trinta dias quando as circunstâncias o
exigirem, mediante autorização da autoridade que determinou a sua instauração.
Art. 238 – As reuniões da comissão serão registradas em ata, que deverá detalhar as deliberações
adotadas.
Art. 239 – Ao instalar os trabalhos da comissão, o presidente determinará a autuação da portaria e
demais peças existentes e designará o dia, hora e local para a primeira audiência e a citação do
indiciado.
Art. 240 – A citação do indiciado deverá ser feita pessoalmente e contra-recibo, com, pelo menos,
quarenta e oito horas de antecedência em relação à audiência inicial e conterá dia, hora e local e
qualificação do indiciado e a falta que lhe é imputada.
§ 1º – Caso o indiciado se recuse a receber a citação, deverá o fato ser certificado, a vista de, no
mínimo, duas testemunhas idôneas.
§ 2º – Estando o indiciado ausente do Município, se conhecido seu endereço, será citado por via
postal, em carta registrada, juntando-se ao processo o comprovante do registro e o aviso de
recebimento.
§ 3º – Achando-se o indiciado em lugar incerto e não sabido, será citado por edital, divulgado como os
demais atos oficiais do Município, com prazo de quinze dias.
Art. 241 – O indiciado poderá constituir procurador para fazer a sua defesa.
Parágrafo único – Em caso de revelia, o presidente da comissão processante designará, de ofício, um
defensor.

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Art. 242 – Na audiência marcada, a comissão promoverá o interrogatório do indiciado, concedendo-lhe,


em seguida, o prazo de cinco dias, com vista do processo na repartição, para oferecer alegações
escritas, requerer provas e arrolar testemunhas, até o máximo de cinco.
Parágrafo único – Havendo mais de um indiciado, o prazo será comum e de dez dias, contados a
partir da tomada de declarações do último deles.
Art. 243 – A comissão promoverá a tomada de depoimentos, acareações, investigações e diligências
cabíveis, objetivando a coleta de provas, recorrendo, quando necessário, a técnicos e peritos de modo
a permitir a completa elucidação dos fatos.
Art. 244 – O indiciado tem o direito de, pessoalmente ou por intermédio de procurador, assistir aos atos
probatórios que se realizarem perante a comissão, requerendo as medidas que julgar convenientes.
§ 1º – O presidente da comissão poderá indeferir pedidos considerados impertinentes, meramente
protelatórios ou de nenhum interesse para o esclarecimento dos fatos.
§ 2º – Será indeferido o pedido de prova pericial, quando a comprovação do fato independer de
conhecimento especial de perito.
Art. 245 – As testemunhas serão intimadas a depor mediante mandado expedido pelo presidente da
comissão, devendo a segunda via ser anexada aos autos, com o ciente do intimado.
Parágrafo único – Se a testemunha for servidor público, a expedição do mandado será imediatamente
comunicada ao chefe da repartição onde serve, com a indicação do dia e hora marcados para
inquirição.
Art. 246 – O depoimento será prestado oralmente e reduzido a termo, não sendo lícito a testemunha
traze-lo por escrito.
§ 1º – As testemunhas serão ouvidas separadamente, com prévia intimação do indiciado ou de seu
procurador.
§ 2º – Na hipótese de depoimentos contraditórios ou que se infirmem, proceder-se-á a acareação entre
os depoentes.
Art. 247 – Concluída a inquirição de testemunhas, poderá a comissão processante, se julgar útil ao
esclarecimento dos fatos, reinterrogar o indiciado.
Art. 248 - Ultimada a instrução do processo, o indiciado será intimado por mandado pelo presidente da
comissão para apresentar defesa escrita, no prazo de dez dias, assegurando-se-lhe vista do processo
na repartição.
Parágrafo único – O prazo de defesa será comum e de quinze dias se forem dois ou mais indiciados.
Art. 249 – Após o decurso do prazo, apresentada a defesa ou não, a comissão apreciará todos os
elementos do processo, apresentando relatório, no qual constará em relação a cada indiciado,
separadamente, as irregularidades de que foi acusado, as provas que instruíram o processo e as
razões de defesa, propondo, justificadamente, a absolvição ou punição do indiciado, e indicando a
pena cabível e seu fundamento legal.
Parágrafo único – O relatório e todos os elementos dos autos serão remetidos à autoridade que
determinou a instauração do processo, dentro de dez dias, contados do término do prazo para
apresentação da defesa.
Art. 250 – A comissão ficará à disposição da autoridade competente, até a decisão final do processo,
para prestar esclarecimentos ou providência julgada necessária.
Art. 251 – Recebidos os autos, a autoridade que determinou a instauração do processo:
I – dentro de cinco dias:
a) pedirá esclarecimentos ou providências que entender necessários, à comissão processante, marcando-
lhe prazo;

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b) encaminhará os autos à autoridade superior, se entender que a pena cabível escapa a sua
competência;
II – despachará o processo dentro de dez dias, acolhendo ou não as conclusões da comissão
processante, fundamentando o seu despacho se concluir diferentemente do proposto.
Parágrafo único – Nos casos do inciso I deste artigo, o prazo para decisão final será contado,
respectivamente, a partir do retorno ou recebimento dos autos.
Art. 252 – Da decisão final, são admitidos os recursos previstos nesta Lei.
Art. 253 – As irregularidades processuais que não constituam vícios substanciais insanáveis,
suscetíveis de influírem na apuração da verdade ou na decisão do processo, não lhe determinarão a
nulidade.
Art. 254 – O servidor que estiver respondendo a processo administrativo disciplinar só poderá ser
exonerado a pedido do cargo, ou aposentado voluntariamente, após a conclusão do processo e o
cumprimento da penalidade, caso aplicada.
Parágrafo único – Excetua-se o caso de processo administrativo instaurado apenas para apurar o
abandono de cargo, quando poderá haver exoneração a pedido, a juízo da autoridade competente.

SEÇÃO V
DA REVISÃO DO PROCESSO
Art. 255 – A revisão de sindicância ou processo administrativo disciplinar poderá ser requerida a
qualquer tempo, quando:
I – a decisão for contrária ao texto de lei ou à evidência dos autos;
II – a decisão se fundamentar em depoimentos, exames ou documentos falsos ou viciados;
III – forem aduzidas novas provas, suscetíveis de atestar a inocência do interessado ou de autorizar a
diminuição da pena.
§ 1º – A simples alegação de injustiça da penalidade não constitui fundamento para revisão do
processo.
§ 2º – Tratando-se de servidor falecido, desaparecido ou incapacitado de requerer, nos termos da
legislação vigente, poderá a revisão ser solicitada por ascendente, descendente, irmão(ã), cônjuge ou
companheiro(a).
Art. 256 – No processo revisional, o ônus da prova cabe ao requerente.
Art. 257 – O processo de revisão será realizado por comissão designada segundo os moldes das
comissões de processo administrativo e correrá em apenso aos autos do processo originário.
Art. 258 – As conclusões da comissão serão encaminhadas à autoridade competente, dentro de trinta
dias, devendo a decisão ser proferida, fundamentadamente, dentro de dez dias.
Art. 259 – Julgada procedente a revisão, será tornada insubsistente ou atenuada a penalidade
imposta, restabelecendo-se os direitos decorrentes dessa decisão.

TÍTULO VIII
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS, TRANSITÓRIAS E FINAIS
CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 260 – O Dia do Servidor Público será comemorado no dia vinte e oito de outubro.
Art. 261 – Os prazos previstos nesta Lei serão contados em dias corridos, excluindo-se o dia do
começo e incluindo-se o do vencimento, ficando prorrogado para o primeiro dia útil seguinte, o prazo
vencido em dia em que não haja expediente.

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Art. 262 – Consideram-se da família do servidor, além do cônjuge e filhos, quaisquer pessoas que
vivam às suas expensas e constem de seu assento individual.
Parágrafo único – Equipara-se ao cônjuge a companheira ou companheiro, com mais de cinco anos
de vida em comum, ou por menor tempo, se da união houver prole.

CAPÍTULO II
DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS E FINAIS
Art. 263 – As disposições desta Lei aplicam-se aos servidores dos Poderes Executivo e Legislativo,
das autarquias e das fundações públicas.
Art. 264 – Os servidores públicos municipais ficam submetidos ao regime desta Lei.
Art. 265 – Os atuais servidores celetistas não concursados e estáveis nos termos do artigo 19 das
Disposições Constitucionais Transitórias da Carta Magna, de 05 de outubro de 1988, constituirão
quadro especial em extinção, excepcionalmente regido pela Consolidação das Leis do Trabalho – CLT,
com remuneração e horário de trabalho estabelecidos em lei específica, equivalente à fixada para os
servidores estatutários, até o ingresso por concurso em cargo sob regime desta Lei.
§ 1º – Os servidores incluídos neste artigo perceberão avanços e adicionais por tempo de serviço, bem
como terão direito a licença-prêmio na forma estabelecida neste regime.
§ 2º – A licença-prêmio de que trata o parágrafo anterior poderá ser convertida em dinheiro até o limite
de cinqüenta por cento do benefício, levando em consideração a ordem de entrada dos requerimentos
no protocolo e a antigüidade do servidor.
§ 3º – Os empregos ocupados pelos servidores celetistas de que trata este artigo, ficam transformados
em cargos, conforme a respectiva função contratual, na data da publicação desta Lei.
§ 4º – O tempo de serviço dos servidores referidos neste artigo será contado como título quando se
submeterem a concurso para fins de efetivação, na forma da lei.
§ 5º – A pontuação, como título, nos termos do art. 19, § 1º do Ato das Disposições Constitucionais
Transitórias, corresponderá a três pontos por ano de serviço prestado ao Município, não podendo
ultrapassar sessenta pontos.
Art. 266 – Os contratos de trabalho dos servidores celetistas não portadores da estabilidade referida no
artigo anterior, serão rescindidos dentro do prazo de cento e oitenta dias a contar da vigência desta Lei.
Parágrafo único – Durante o prazo de que trata este artigo, o Município promoverá a realização de
concursos públicos para cargos iguais ou assemelhados aos empregos desempenhados pelos
referidos servidores, para oportunizar o ingresso dos mesmos no regime jurídico instituído por esta Lei.
Art. 267 – São isentos de emolumentos municipais os requerimentos, certidões e outros papéis de
interesse dos servidores ativos e inativos, para produção de direitos junto ao município, desde que
declinada e comprovada essa finalidade.
Art. 268 – Os quadros de cargos e salários, bem como os planos de carreira dos servidores e do
magistério público municipal, serão estabelecidos através de lei específica.
Art. 269 – Os planos de carreira ficam constituídos pelas leis e decretos vigentes nesta data, até o
cumprimento do estabelecido no artigo anterior.
Art. 270 – A legislação específica de que trata a presente lei continua a vigorar nos termos da já
existente, até que seja revisada e alterada, caso for necessário.
Parágrafo único – A legislação específica não existente será providenciada no prazo máximo de
noventa dias.
Art. 271 – Ao servidor é assegurado, nos termos da Constituição Federal, o direito à livre associação
sindical e os seguintes direitos, entre outros, dela decorrentes:
a) de ser representado pelo sindicato, inclusive como substituto processual;
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b) de inamovibilidade do dirigente sindical, até um ano após o final do mandato, exceto a pedido;
c) de descontar em folha, sem ônus para a entidade sindical a que for filiado, o valor das mensalidades e
contribuições definidas em assembléia geral da categoria.
Art. 272 – Aplicam-se as disposições desta Lei aos integrantes do Plano de Carreira do Magistério
Público Municipal.
Art. 273 – Ressalvados os direitos adquiridos, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada, são revogadas
as disposições em contrário, especialmente a Lei Municipal nº 829, de 31 de dezembro de 1975.
Art. 274 – Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação.

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LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DE SÃO BORJA - RS

TÍTULO I
DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS
Art. 1º – O Município de São Borja integra a União indissolúvel da República Federativa do Brasil e do Estado do
Rio Grande do Sul, organiza-se autonomamente em tudo a que respeite a seu peculiar interesse, regendo-se por
LEI ORGÂNICA PRÓPRIA e demais Leis que adotar, respeitados e admitidos os princípios estabelecidos nas
Constituições Federal e Estadual.
TÍTULO II
DA ORGANIZAÇÃO DO MUNICÍPIO
CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 2º – Mantém-se o atual território do Município, cujos limites só poderão ser alterados desde que preservada
a continuidade histórico-cultural do ambiente urbano e rural, nos termos da legislação.

Art. 3º – A cidade de São Borja é a sede do Município e dar-lhe-á o nome, não podendo ser objeto de
desmembramento territorial.
Parágrafo Único – Os distritos e subdistritos serão criados e extintos mediante iniciativa do Poder Executivo,
precedida de consulta aos eleitores da área abrangida.

Art. 4º – São Poderes do Município, harmônicos e independentes entre si, o Executivo e o Legislativo.

Parágrafo Único – Salvo exceções previstas nesta Lei Orgânica, é vedado a qualquer dos Poderes delegar
atribuições.

Art. 5º – São símbolos do Município de São Borja, a Bandeira Municipal, o Brasão e o Hino do Município.

Parágrafo Único – O dia vinte e um (21) de maio é a data Magna do Município de São Borja.

Art. 6º – A autonomia do Município é assegurada:


a) Pela eleição direta dos Vereadores;
b) Pela eleição direta do Prefeito e Vice-Prefeito;
c) Pela manifestação plebiscitária, na forma estatuída nesta Lei Orgânica;
d) Pela administração própria, no que respeite ao seu peculiar interesse.

CAPÍTULO II
DA COMPETÊNCIA DO MUNICÍPIO
Art. 7º – A competência legislativa e administrativa do Município, estabelecida nas Constituições Federal e
Estadual, será exercida na forma disciplinada nas leis e regulamentos municipais.
§ 1º – Ao Município compete, privativamente, legislar sobre os assuntos pertinentes à sua própria administração
e ao seu peculiar interesse.

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§ 2º – Ao Município compete, concorrentemente com o Estado e a União, legislar sobre as matérias autorizadas
nos institutos legais supra referidos.

Art. 8º – Os tributos municipais assegurados na Constituição Federal serão instituídos por lei municipal.

TÍTULO III
DA ORGANIZAÇÃO DOS PODERES
CAPÍTULO I
DO PODER LEGISLATIVO
SEÇÃO I
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 9º – O Poder Legislativo do Município é exercido pela Câmara Municipal, composta de Vereadores,
representantes do povo, eleitos no Município em pleito direto, pelo sistema proporcional, para uma Legislatura
de quatro (04) anos, compreendendo cada ano a uma Sessão Legislativa.
§ 1º – O número de Vereadores fica estabelecido em dez (10), podendo ser alterado, observados os limites
constitucionais.
§ 2º – Os Vereadores prestarão compromisso público, tomarão posse e tornarão pública sua declaração individual
e discriminada de bens, ao 1º dia do ano do início de seus mandatos, em reunião solene, na Câmara Municipal
de Vereadores.

Art. 10 – A Câmara de Vereadores reunir-se-á anualmente, em sua sede, de quinze (15) de fevereiro a quinze
(15) de dezembro.

Art. 10 – A Câmara de Vereadores reunir-se-á anualmente, em sua sede, de 2 de fevereiro a 17 de julho e de 1º


de agosto a 22 de dezembro.

Art. 11 – A Câmara Municipal de Vereadores poderá ser convocada extraordinariamente pelo


Prefeito, Presidente do Legislativo, por um terço (1/3) dos Vereadores, pela Comissão Representativa ou cinco
por cento (5%) dos eleitores do Município, sempre que a matéria for do interesse público e urgente a manifestação
legislativa.
§ 1º – As reuniões da Câmara Municipal de Vereadores serão ordinárias, extraordinárias, solenes, especiais e
secretas.
§ 2º – As reuniões extraordinárias terão a duração e o rito das reuniões ordinárias, e serão convocadas com
antecedência mínima de quarenta e oito (48) horas.
§ 3º – As reuniões serão públicas, salvo deliberação em contrário, adotado em razão de motivo relevante.
§ 4º – As deliberações serão tomadas por maioria de votos, salvo disposição em contrário.
§ 5º – Revogado.

Art. 12 – No dia primeiro (1º) de janeiro de cada legislatura, a Câmara Municipal de Vereadores, sob a presidência
do mais votado dos Edis presentes, reunir-se-á em reunião solene de instalação, às vinte (20) horas, com a
presença da maioria absoluta dos eleitos e dará posse ao Prefeito, Vice-Prefeito e Vereadores, prosseguindo a
seguir a eleição da Mesa, Comissão Representativa e Comissões Permanentes, ficando seus integrantes
automaticamente empossados para o mandato de um (01) ano.

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§ 1º – No ato da posse, os Vereadores prestarão o seguinte compromisso público:
"PROMETO DESEMPENHAR O MANDATO POPULAR QUE ME FOI CONFERIDO, NA DEFESA DESTA LEI
ORGÂNICA E DAS CONSTITUIÇÕES FEDERAL E ESTADUAL".
§ 2º – Não se verificando a posse do Vereador na reunião prevista neste artigo deverá ela ocorrer perante o
Presidente da Câmara, no prazo de quinze (15) dias, salvo motivo aceito pela Câmara, sob pena de ser declarado
extinto o mandato respectivo pelo Presidente do Legislativo.
SEÇÃO II
DAS ATRIBUIÇÕES DA CÂMARA
Art. 13 – Compete, privativamente, à Câmara Municipal de Vereadores, dentre outras, as seguintes atribuições:
I. – receber o compromisso dos Vereadores, Prefeito e Vice-Prefeito, dar-lhes posse, conhecer de sua
renúncia, afastá-los do cargo nos casos previstos em Lei;
II. – votar e reformar o Regimento Interno;
III. – eleger sua Mesa e destituí-la na forma regimental;
IV. – dispor sobre a criação, transformação de cargos, empregos e funções de seus servidores e a fixação
da respectiva remuneração;
V. – aprovar créditos adicionais, até o limite da reserva de contingência de seu orçamento anual;
VI. – fixar em cada legislatura em data anterior às eleições municipais, para ter vigência na subsequente, a
remuneração dos Vereadores e dos auxiliares do Poder Legislativo, juntamente com a verba de
representação do Presidente;
VII. – fixar em cada legislatura em data anterior às eleições municipais, para ter vigência na subsequente, o
subsídio e a verba de representação do Prefeito e Vice-Prefeito;
VIII. – Conceder licença ao Prefeito, Vice-Prefeito e Vereadores para afastamento do cargo.
IX. – Criar comissão parlamentar de inquérito sobre fato determinado mediante requerimento de um terço
(1/3) de seus membros.
X. – emendar a Lei Orgânica;
XI. – deliberar sobre o veto, podendo rejeitá-lo por maioria absoluta de seus membros;
XII. – autorizar a criação, através de consórcio, de entidades intermunicipais para realização de obras e
atividades ou serviços de interesses comuns;
XIII. – fiscalizar as contas dos Poderes Executivo e Legislativo, na forma da Lei;
XIV. – Convocar Secretários, Consultor Jurídico e Chefe de Gabinete do Município, para prestarem
esclarecimentos sobre assuntos de suas competências.

a) O comparecimento do convocado se dará no prazo máximo de (30) trinta dias.


b) O não comparecimento no prazo assinalado importará em crime de responsabilidade ao Chefe do Poder
Executivo, nos termos que dispõe o Art. 52 desta Lei Orgânica.

I. – julgar o Prefeito, o Vice-Prefeito e Vereadores nos casos previstos em Lei;


II. – autorizar o Prefeito a contrair empréstimos, estabelecendo condições e respectiva aplicação;
III. – conceder títulos e honrarias, cabendo a cada Vereador, a iniciativa de duas proposições com esta
finalidade, por sessão legislativa;
IV. – autorizar, pelo voto favorável de dois terços (2/3) de seus membros, a instauração de processos contra
o Prefeito e o Vice-Prefeito.
V. – Denominar ruas, praças, prédios e demais bens e ou logradouros públicos.
Parágrafo único. Os servidores mencionados no inciso XIV do presente artigo deverão atender as convocações
no prazo de 15 (quinze dias), após o recebimento do documento convocatório.

Art. 14 – Compete à Câmara Municipal de Vereadores, por iniciativa do Prefeito:


I. – dispor sobre matéria orçamentária, plano plurianual, diretrizes orçamentárias, orçamento anual,
operações de crédito e dívida pública.
II. – dispor sobre planejamento urbano, plano diretor, planejamento e controle do parcelamento e uso do
solo;
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III. – legislar sobre assunto de interesse local;
IV. – legislar sobre sistema tributário, arrecadação, distribuição das rendas, isenções, anistias fiscais e
débitos;
V. – disciplinar a armazenagem e transporte de substâncias perigosas à população e ao meio ambiente.

SEÇÃO III
DOS VEREADORES
Art. 15 – Os Vereadores são invioláveis por suas opiniões, palavras e votos no exercício do mandato e na
circunscrição do Município.

Art. 16 – Os Vereadores, no desempenho de seus mandatos, têm livre acesso aos órgãos da administração direta
e indireta do Município, não lhes podendo ser negadas quais quer informações.

Art. 17 – É vedado ao Vereador:


I – desde a expedição do diploma:
a) Firmar ou manter contato com o Município, com suas autarquias, fundações e empresas públicas,
sociedades de economia mista ou com empresas concessionárias de serviços públicos, salvo quando
obedecer a cláusulas uniformes;
b) Aceitar cargo, emprego ou função remunerada, no âmbito da administração pública direta e indireta
municipal, salvo mediante aprovação em concurso público e observado o disposto em Lei.
II – Desde a posse:
a) Ocupar cargo, função ou emprego, na administração pública direta ou indireta municipal, de que seja
exonerável "ad nutum", salvo o cargo de Secretário Municipal, ou qualquer função de confiança da
administração estadual, desde que se licencie do exercício do mandato, podendo optar pela remuneração
do cargo eletivo;
b) Ser proprietário, controlador ou diretor de empresa que goze de favor decorrente de contrato com pessoa
jurídica de direto público do Município, ou nela exercer função remunerada;
c) Ser titular de mais de um mandato público eletivo;
10) patrocinar causa junto ao Município em que sejam interessadas entidades de Direito Público Municipal.
Art. 18 – Perderá o mandato o Vereador que:
I. – infringir qualquer das proibições estabelecidas no artigo anterior;
II. – deixar de comparecer, em cada sessão legislativa, à terça parte das reuniões ordinárias da
III. Casa, salvo licença ou missão autorizada;
IV. – perder ou tiver suspensos seus direitos políticos;
V. – deixar de comparecer a quatro (04) reuniões ordinárias consecutivas, sem dispensa do Plenário;
VI. – sofrer condenação criminal transitada em julgado, com pena de reclusão superior a dois (02) anos,
decretando a cassação dos direitos políticos;
Parágrafo Único – no caso dos incisos I, II e IV, o procedimento será o da cassação e, nos incisos III e V, o
procedimento será a extinção, ambos previstos no Decreto Lei 201/67.

Art. 19 – A Câmara somente concederá licença ao Vereador:


I. – quando for investido em cargo exonerável "ad nutum" na administração pública;
II. – para desempenhar missões temporárias a serviço do Legislativo ou do Município;
III. – para tratar, sem remuneração, de interesse particular, desde que o afastamento não ultrapasse cento e
vinte (120) dias por sessão legislativa.
IV. – para tratamento de saúde, sem prejuízo de remuneração. 142
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Art. 20 – Dar-se-á convocação de suplente de Vereador nos casos de vaga ou licença de
Vereador titular.

Parágrafo Único – O suplente convocado deverá tomar posse no prazo de três (03) dias, contados da data da
convocação, salvo justo motivo, aceito pela Câmara, quando se prorrogará o prazo.

SEÇÃO IV
DO PROCESSO LEGISLATIVO
Art. 21 – O processo legislativo compreende a elaboração de:
I. Emendas à Lei Orgânica;
II. Leis Complementares;
III. Leis ordinárias;
IV. Decretos legislativos;
V. Resoluções;
VI. Proposições;
VII. Vetos.

Art. 22 – A Lei Orgânica poderá ser emendada por propostas:


I. de um terço (1/3), no mínimo, dos membros da Câmara;
II. do Prefeito;
III. da população, mediante subscrição de cinco (05) por cento do eleitorado do Município.
§ 1º – A Lei Orgânica não poderá ser emendada na vigência de Estado de Sítio ou de intervenção no Município.
§ 2º – A emenda a Lei Orgânica será discutida e votada em dois (02) turnos, com interstício mínimo de dez (10)
dias e aprovada por dois terços (2/3) dos membros da Câmara Municipal de Vereadores.
§ 3º – A emenda à Lei Orgânica será promulgada pela Mesa da Câmara Municipal de Vereadores com o
respectivo número de ordem.

Art. 23 – A iniciativa das Leis Municipais, salvo nos casos de competência exclusiva, cabe a qualquer membro
da Câmara Municipal de Vereadores, ao Prefeito ou ao Eleitorado na forma prevista nesta Lei Orgânica.

Art. 24 – São objetos de Lei Complementar, além dos casos expressos nesta Lei Orgânica:
I. – código de obras;
II. – código de postura;
III. – código Tributário;
IV. – plano diretor de desenvolvimento;
V. – regime jurídico dos servidores Municipais;
VI. – Sistema Municipal de Ensino;
VII. – Lei instituidora da guarda Municipal;
VIII. – demais leis que codifiquem ou sistematizem normas e princípios relacionados com determinada matéria.

§ 1º – Os projetos de Lei complementar serão examinados por Comissão Especial da Câmara Municipal de
Vereadores.
§ 2º – As emendas de iniciativa popular deverão ser apresentadas no prazo de quinze (15) dias, a partir da
publicação dos projetos.

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Art. 25 – São de competência exclusiva do Prefeito leis que disponham sobre:
I. – criação, transformação e extinção de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta e
autárquica e fixação de sua remuneração;
II. – servidores públicos, seu regime jurídico, provimento de cargos, estabilidade e aposentadoria;
III. – criação, estruturação e atribuições das secretarias ou departamentos equivalentes e órgãos da
administração pública;
IV. – matéria orçamentária e tributária e a que autorize a abertura de créditos ou concede auxílios, prêmios
e subvenções.

Parágrafo Único – Não se admitirão emendas que aumentem a despesa prevista nos projetos cuja iniciativa seja
da exclusiva competência do Prefeito.

Art. 26 – É da competência exclusiva da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Vereadores a iniciativa das Leis
que disponham sobre:
I. – abertura de créditos suplementares ou especiais, referentes às consignações orçamentárias da Câmara
Municipal de Vereadores;
II. – serviços administrativos da Câmara Municipal de Vereadores e criação, transformação ou extinção de
seus cargos, empregados ou funções e fixação da respectiva remuneração.

Parágrafo Único – Não se admitirão emendas que aumentem a despesa prevista nos projetos cuja competência
seja exclusiva da Mesa da Câmara.

Art. 27 – Os projetos de iniciativa do Prefeito deverão ser discutidos e votados dentro de noventa (90) dias,
contados do seu recebimento.

Art. 27. Os projetos de iniciativa do Poder Executivo Municipal deverão ser discutidos e votados dentro de 90
(noventa) dias e, em caráter de urgência, no prazo de 30 (trinta) dias; e, ambos os casos, contados do seu
recebimento pela Secretaria do Poder Legislativo.
§ 1º – Se o Prefeito julgar urgente o projeto, poderá solicitar que a sua apreciação seja feita dentro do prazo de
trinta (30) dias.
§ 1º. O Poder Executivo poderá solicitar a tramitação em caráter de urgência, fundamentando sua pretensão na
justificativa, cuja solicitação será votada pelo Plenário, necessitando de maioria simples para sua aprovação,
dispensada a discussão.
§ 1°. Se o Prefeito julgar urgente, poderá solicitar que a sua apreciação seja feita dentro do prazo de quarenta e
cinco (45) dias.
§ 2º – As solicitações de que trata este artigo e o parágrafo anterior, poderão ser feitas depois da remessa do
projeto e em fase de seu andamento, começando o prazo a fluir do recebimento do pedido que sempre deverá
ser expresso.
§ 2º. A solicitação que trata o parágrafo anterior, obrigatoriamente por expresso, poderá ser feita depois da
remessa do projeto e em fase de seu andamento, cujo prazo fluirá do seu recebimento.
§ 3º – Os prazos fixados neste artigo se aplicam a todos os projetos de lei, qualquer que seja o "quórum" para a
aprovação, exceto em relação aos projetos de codificação e são interrompidos durante o recesso parlamentar.
§ 4º – Não havendo deliberação sobre o projeto no prazo previsto, será incluído na ORDEM DO DIA, sobrestando-
se à deliberação de qualquer outro assunto, até que se ultime a votação.
§ 5º. Aprovado em plenário, o requerimento de urgência, entrará a matéria em discussão na primeira sessão
subsequente à votação do requerimento, ocupando o primeiro lugar na Ordem do Dia.
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§ 6º. Rejeitada a pretensão de urgência, a matéria terá tramitação normal no prazo constante no “caput”.
I – Urgência é a aceleração do processo legislativo no sentido de dispensa de exigências regimentais, salvo a de
“quórum” legal e a de parecer.
Considera-se motivo de urgência a apreciação de matéria cujo andamento torne inútil a deliberação posterior ou
importe em qualquer dano à coletividade.
Poderá ser requerida quando tratar-se de providência para atender a calamidade pública; visar à prorrogação de
prazos legais a se findarem, ou à adoção ou alteração de lei para aplicar-se em época certa e próxima ou
pretender-se a apreciação da matéria na mesma sessão.
Em caso de calamidade pública o requerimento de urgência pode ser apresentado em qualquer momento da
reunião e será votado imediatamente.

Art. 28 – Respeitada sua competência, quando à iniciativa, a Câmara Municipal de Vereadores deverá apreciar:
I. – Em noventa (90) dias os projetos de lei que contem com a assinatura de, pelo menos, um terço (1/3) de
seus membros;
II. – em quarenta e cinco (45) dias, os projetos de lei que contém com a assinatura de, pelo menos, a maioria
absoluta de seus membros.
§ 1º – A faculdade que trata o inciso II deste artigo só poderá ser utilizada duas vezes pelo mesmo Vereador em
cada sessão legislativa.
§ 2º – Esgotados os prazos previstos neste artigo, sem deliberação da Câmara Municipal de Vereadores, aplicar-
se-á o estatuído no § 4º artigo 27.

Art. 29 – A matéria constante de projeto de lei rejeitado ou não promulgado, assim como a emenda a Lei Orgânica
rejeitada ou havida por prejudicada, somente poderá constituir um novo projeto, no mesmo período legislativo,
mediante proposta da maioria absoluta dos membros da Câmara.

Parágrafo Único – Excetuam-se desta vedação os projetos de lei de competência exclusiva do Prefeito Municipal.

Art. 30 – Aprovado o projeto de lei, a Câmara Municipal de Vereadores o encaminhará, no prazo de cinco (05)
dias, ao Prefeito que, aquiescendo, o sancionará.
§ 1º – Se o Prefeito julgar o projeto, no todo ou em parte, inconstitucional ou contrário ao interesse público, vetá-
lo-á total ou parcialmente, dentro de quinze (15) dias úteis, contados a partir daquele em que o recebeu, e
comunicará ao Presidente da Câmara, dentro de quarenta e oito (48) horas, o motivo do veto.
§ 2º – Decorrida a quinzena, o silêncio do Prefeito importará na sanção do projeto.
§ 3º – Vetado o projeto e devolvido à Câmara Municipal de Vereadores, este será submetido a votação no prazo
de trinta (30) dias, em votação única e secreta. Em caso de rejeição, pela maioria absoluta dos Vereadores, será
enviado ao Prefeito para promulgação, observando o disposto no parágrafo 4º do artigo 27.
§ 3º. Vetado o projeto e devolvido à Câmara Municipal de Vereadores, este será submetido a votação no prazo
de trinta (30) dias, em votação única e nominal. Em caso de rejeição, pela maioria absoluta dos Vereadores, será
enviado ao Prefeito para promulgação, observando o disposto no parágrafo 4º do artigo 27.
§ 4º – Se a Lei não for promulgada dentro de quarenta e oito (48) horas pelo Prefeito, nos casos dos parágrafos
2º e 3º, o Presidente da Câmara o fará e, se não fizer em igual prazo, fa-lo-á o Vice-Presidente da Câmara.
§ 5º – Será obrigatório à autoridade que negar promulgação dar os fundamentos da negativa por escrito, devendo
a Câmara Municipal de Vereadores apreciar a justificativa, sob pena de responsabilidade.

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Art. 31 – Os atos administrativos de competência do Prefeito devem ser expedidos com observância das
seguintes normas:
I – decreto numerado em ordem cronológica, nos seguintes casos:
a) Regulamento de lei;
b) Instituição, modificação e extinção de atribuições não privativas de lei;
c) Abertura de créditos especiais e suplementares, até o limite autorizado por Lei, assim como créditos
extraordinários;
d) Declaração de utilidade ou necessidade pública ou de interesse social, para efeito de desapropriação ou
de servidão administrativa;
e) Permissão de uso de bens e serviços municipais;
f) Medidas executórias do plano diretor;
g) Criação, extinção ou modificação de direitos não privativos de lei;
h) Criação de efeitos externos, não privativos de lei.
II – Portaria, nos seguintes casos:
a) Provimento e vacância dos cargos ou empregos públicos e demais atos de efeitos individuais;
b) Lotação e relotação nos quadros de pessoal;
c) Autorização para contratar, quando a lei permitir;
d) Abertura de sindicância e processos administrativos, aplicação de penalidades e demais atos individuais
de efeitos internos;
e) Outros casos, de efeito interno, determinado por lei ou decreto.
§ 1º – A matéria referida no inciso I sofrerá exceção quando disse respeito à remuneração ou a qualquer título
de vencimento do funcionalismo.
§ 2º – Os atos constantes no inciso II deste artigo poderão ser delegados.

Art. 32 – Os projetos de lei com prazo de aprovação deverão constar obrigatoriamente na ordem do dia,
independentemente de parecer das Comissões, para discussão e votação, pelo menos nas duas últimas reuniões
antes do término do prazo.
SUBSEÇÃO I
DA INICIATIVA POPULAR
Art. 33 – A iniciativa popular, no processo legislativo, será exercida por, no mínimo, cinco (05) por cento de
eleitorado que tenha votado nas últimas eleições municipais e terá tramitação idêntica a de qualquer projeto.

SEÇÃO V
DA FISCALIZAÇÃO CONTÁBIL, FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
Art. 34 – A fiscalização contábil, financeira e orçamentária do Município será exercida pela Câmara Municipal de
Vereadores, mediante controle externo e pelo sistema de controle interno de cada um dos Poderes.
§ 1º – O controle externo da Câmara Municipal de Vereadores será exercido com auxílio do Tribunal de contas
do Estado e compreenderá a apreciação de contas do Prefeito e da Mesa Diretora; o acompanhamento das
atividades e financeiras e orçamentárias do Município; o desempenho das funções de auditorias financeiras e
orçamentárias, bem como o julgamento das contas dos administradores e demais responsáveis por bens e
valores públicos.
§ 2º – As contas dos Poderes Executivo e Legislativo, prestadas anualmente, serão julgadas pela Câmara dentro
de sessenta (60) dias após o recebimento do parecer prévio do Tribunal de Contas, considerando-se aprovado o
parecer se não houver deliberação dentro desse prazo.

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§ 3º – Somente por decisão de dois terços (2/3) dos membros da Câmara Municipal de Vereadores, deixará de
prevalecer o parecer emitido pelo Tribunal de Contas do Estado.
§ 4º – As contas relativas à aplicação dos recursos transferidos pela União e Estado serão prestados na forma
da legislação Federal e Estadual em vigor, podendo o Município suplementá-la sem prejuízo da sua inclusão na
prestação anual de contas.

Art. 35 – O Executivo manterá controle interno a fim de:


I. – Criar condições indispensáveis para assegurar eficácia ao controle e regularidade à realização da
Receita e da Despesa;
II. – Acompanhar as execuções de programações de trabalho e de orçamento;
III. – Avaliar os resultados alcançados pelos administradores; IV – Verificar a execução de contratos.

Art. 36 – As contas do Município ficarão durante sessenta (60) dias, anualmente, à disposição de qualquer
contribuinte para exame e apreciação, o qual poderá questionar-lhe a legitimidade, nos termos da lei.

Art. 37 – Prestará contas, também, qualquer pessoa física, jurídica ou entidade que utilize, arrecade, guarde,
gerencie ou administre dinheiro, bens e valores públicos, pelos quais o Município responda ou que, em nome
deste, assuma obrigações de natureza pecuniária.

Art. 38 – Todo cidadão brasileiro, partido político, associação juridicamente constituída ou sindicato poderá, e os
funcionários públicos deverão denunciar, perante o Tribunal de Contas do Estado e/ou à Câmara Municipal de
Vereadores quaisquer irregularidades de que tenham conhecimento.

SEÇÃO VI
DOS AUXILIARES DIRETOS DO PODER LEGISLATIVO
Art. 39 – São auxiliares diretos do Poder Legislativo Municipal:
I. – O Secretário Geral da Câmara Municipal de Vereadores;
II. – O Consultor Jurídico da Câmara Municipal de Vereadores.
§ 1º – Os auxiliares diretos do Poder Legislativo são de livre nomeação do Presidente da Mesa Diretora da
Câmara Municipal de Vereadores e farão declaração de bens no ato da respectiva investidura.
§ 2º – Os auxiliares diretos do Poder Legislativo são solidariamente responsáveis, com o Presidente da Mesa
Diretora da Câmara, pelos atos que assinarem, ordenarem ou praticarem.

DAS COMISSÕES
SUBSEÇÃO I - COMISSÃO REPRESENTATIVA
Art. 40 – A Comissão Representativa, constituída por número ímpar de vereadores, é composta pelo Presidente
e quatro membros eleitos, com respectivos suplentes, observando quando possível, a proporcionalidade da
representação partidária, funciona no recesso parlamentar da Câmara Municipal de Vereadores e tem as
seguintes atribuições:
I. – Zelar pelas prerrogativas do Poder Legislativo; II – Zelar pela observância da Lei Orgânica.
II. – Autorizar o Prefeito a se ausentar do Município, do Estado e do País;
III. – Convocar Secretários do Município, Chefe de Gabinete, Consultor Jurídico e o Assessor de Sistemas
de Informática, observada a legislação pertinente.
§ 1º – As normas e o desempenho das atribuições da Comissão Representativa serão estabelecidas no
Regimento Interno da Câmara.
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§ 2º – A Comissão Representativa deverá apresentar relatório dos trabalhos por ela realizados quando do reinício
do período de funcionamento ordinário da Câmara.

SUBSEÇÃO II
DAS COMISSÕES PERMANENTES E TEMPORÁRIAS
Art. 41 – A Câmara Municipal de Vereadores terá Comissões Permanentes e Temporárias, constituídas na forma
e com atribuições previstas nesta Lei Orgânica, no Regimento Interno ou no ato de que resultar a sua criação.
§ 1º – Na constituição de cada comissão será assegurada, quando possível, representação proporcional dos
partidos ou dos blocos parlamentares.
§ 2º – As comissões parlamentares de inquérito terão poderes de investigação, próprio das autoridades judiciais,
além de outros previstos no Regimento Interno da Câmara Municipal de Vereadores.
§ 3º – As conclusões das comissões parlamentares de inquérito serão encaminhadas, se for o caso, no prazo de
trinta (30) dias, ao Ministério Público, para que promova a responsabilidade criminal dos infratores.

CAPÍTULO II
DO PODER EXECUTIVO
SEÇÃO I
DO PREFEITO E DO VICE-PREFEITO
Art. 42 – O Poder Executivo Municipal é exercido pelo Prefeito, auxiliado pelos Secretários Municipais.

Art. 43 – O Poder Executivo Municipal, sempre que o Município sofrer condenação por sentença transitada em
julgado, no foro civil ou trabalhista, dará, no prazo máxima de trinta (30) dias, ciência à Câmara Municipal de
Vereadores e, “ex-officio”, determinará a abertura de sindicância ou inquérito administrativo.

Art. 44 – O Prefeito e o Vice-Prefeito tomarão posse no dia primeiro (1º) de janeiro do ano subsequente à eleição,
em sessão da Câmara Municipal de Veadores, prestando o seguinte compromisso: "PROMETO MANTER,
DEFENDER E CUMPRIR A LEI ORGÂNICA, OBSERVAR A LEGISLAÇÃO FEDERAL, ESTADUAL E
MUNICIPAL E EXERCER O MEU CARGO SOB INSPIRAÇÃO DA DEMOCRACIA E DO BEM COMUM DO
POVO SÃO-BORJENSE".
§ 1º – O Prefeito e o Vice-Prefeito, na ocasião da posse, apresentarão declarações de bens, que ficarão
arquivadas na Câmara Municipal.
§ 2º – Se, decorridos dez (10) dias da data fixada para a posse, não tiverem o Prefeito e o Vice-prefeito, salvo
motivo de força maior, assumido o cargo, este será declarado vago pela Câmara Municipal de Vereadores.

Art. 45 – O Vice-Prefeito exercerá as funções de Prefeito nos casos de impedimento do titular e lhe sucederá em
caso de vaga, não podendo se recusar em fazê-lo, sob pena de extinção do mandato.

Art. 46 – Em caso de impedimento do Prefeito e do Vice-Prefeito, ou vacância do cargo, assumirá a administração


municipal o Presidente da Câmara, não podendo se recusar em fazê-lo, sob pena de perda de função de dirigente
do Poder Legislativo, ensejando, assim, a eleição de outro membro para, como Presidente da Câmara Municipal,
a chefia do Poder Executivo.

Art. 47 – As incompatibilidades e os impedimentos declarados para os Vereadores na presente Lei Orgânica


estendem-se, no que forem aplicáveis, ao Prefeito e Vice-Prefeito.
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Art. 48 – Será declarado vago, pela Câmara Municipal de Vereadores, o cargo de Prefeito e Vice-Prefeito quando:
I. – Ocorrer falecimento, renúncia ou condenação por crime funcional ou eleitoral, com pena acessória de
perda do cargo;
II. – Deixar de tomar posse, sem motivo justo, aceito pela Câmara, dentro do prazo de dez (10) dias;
III. – Infringir as normas do artigo anterior;
IV. – Perder ou tiver suspensos os direitos políticos.

Art. 49 – Ao Prefeito, como chefe do Poder Executivo, cabe executar as deliberações da Câmara Municipal de
Vereadores, dirigir, fiscalizar e defender os interesses do Município e adotar, de acordo com a Lei, todas as
medidas de utilidade pública.

SEÇÃO II
DAS ATRIBUIÇÕES DO PREFEITO
Art. 50 – Compete, privativamente, ao Prefeito:
I. – Representar o Município em juízo e fora dele;
II. – Nomear e exonerar os Secretários Municipais, Chefe de Gabinete, Consultor Jurídico, Assessor de
Sistemas e Informática, Diretores de Autarquias e Departamentos, além de titulares de instituições de que
participe o Município, na forma da lei;
III. – Iniciar o processo legislativo, na forma e nos casos previstos nesta Lei;
IV. – Sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, bem como expedir decretos e regulamentos para a sua
fiel execução;
V. – Vetar projetos de lei, total ou parcialmente;
VI. – dispor sobre a organização e o funcionamento da administração municipal, na forma da Lei
VII. – decretar desapropriações por necessidade ou utilidade pública ou interesse social
VIII. – Expedir atos próprios de sua atividade administrativa;
IX. – Contratar a prestação de serviços e obras, observando o processo licitatório;
X. – Planejar e executar os serviços públicos municipais;
XI. – Prover os cargos públicos e expedir os demais atos referentes à situação funcional dos servidores;
XII. – Enviar ao Poder Legislativo o pano plurianual, o projeto de lei de diretrizes orçamentárias e as propostas
de orçamento, previstas nesta Lei;
XIII. – Prestar, anualmente, ao Poder Legislativo, dentro de sessenta (60) dias, após a abertura do ano
legislativo, as contas referentes ao exercício anterior e remetê-las ao Tribunal de Contas do Estado;
XIV. – Prestar à Câmara Municipal de Vereadores, dentro de quinze (15) dias, as informações solicitadas sobre
fatos relacionados ao Poder Executivo e sobre matéria legislativa em tramitação na Câmara, ou sujeita à
fiscalização do Poder Legislativo.
XV. – Resolver sobre requerimentos, reclamações ou representações que lhe forem dirigidas em matéria de
competência do Executivo Municipal;
XVI. – Oficializar, obedecidas as normas urbanísticas aplicáveis, as vias e logradouros públicos;
XVII. – Aprovar projetos de edificações e planos de loteamento, arruamentos e zoneamento urbano ou para
fins urbanos;
XVIII. – Solicitar auxílio da Polícia do Estado, para garantia de cumprimento de seus atos;
XIX. – Revogar atos administrativos por razões de interesse público e anulá-los por vício de legalidade,
observando o devido processo legal;
XX. – Superintender a arrecadação de tributos e preços, bem como a guarda e aplicação da Receita,
autorizando as despesas e pagamentos dentro das disponibilidades orçamentárias ou dos créditos
votados pela Câmara Municipal de Vereadores.
XXI. – Providenciar sobre o ensino público.
XXII. – Propor ao Poder Legislativo o arrendamento, o aforamento ou alienação de próprios municipais, bem
como aquisição de outros, mediante prévia avaliação, conforme o caso;
XXIII. – Propor a divisão administrativa do Município, de acordo com a Lei;
XXIV. – Contrair empréstimos mediante prévia autorização da Câmara Municipal de Vereadores;

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XXV. – Apresentar, anualmente, à Câmara Municipal de Vereadores relatório sobre o estado das obras e
serviços municipais;
XXVI. – Convocar extraordinariamente a Câmara Municipal de Vereadores quando o interesse da administração
o exigir, arcando com as despesas decorrentes; (NR – Emenda LOM nº 15, de 24 / 10/95)
XXVII. – Conceder auxílio e subvenções nos limites das respectivas verbas orçamentárias e do plano de
distribuição, prévia e anualmente aprovado pela Câmara Municipal de Vereadores;
XXVIII. – Praticar, enfim, todos atos que visem resguardar os interesses do Município, desde que não reservados à
Câmara Municipal de Vereadores.

Art. 51 – O Vice-Prefeito, além de outras atribuições conferidas por lei, auxiliará o Prefeito sempre que convocado.

SEÇÃO III
DA RESPONSABILIDADE E INFRAÇÕES
POLÍTICO-ADMINISTRATIVAS DO
PREFEITO E VICE-PREFEITO
Art. 52 – Importam em crimes de responsabilidade ou infrações político-administrativas os atos do Prefeito ou do
Vice-Prefeito que atentem contra a Constituição Federal, a Constituição Estadual, esta Lei Orgânica e
especialmente:
I. – O livre exercício dos Poderes Constituídos;
II. – O exercício dos direitos individuais, políticos e sociais;
III. – A probidade administrativa;
IV. – A Lei Orçamentária;
V. – O cumprimento das Leis e as decisões judiciais;
VI. – Exercer outra função pública ou particular de empresa privada que mantenha transações ou contratos
com o Município;
VII. – Firmar ou manter contratos com o Município ou com pessoas que realizam serviços ou obras municipais;
VIII. – Impedir o exame de documento em geral por parte de Comissão Parlamentar de Inquérito ou Auditoria
Oficial;
IX. – Deixar de atender, nos prazos legais, os pedidos de informação de Câmara Municipal de Vereadores;
X. – Ausentar-se do Município, por tempo superior ao previsto nesta Lei Orgânica, ou sem autorização,
quando necessária.

Parágrafo Único – Em ano eleitoral é vedado ao Prefeito no período de sessenta (60) dias antes da eleição, até
a data da posse do Prefeito eleito, tomar a iniciativa de lei que disponha sobre as seguintes matérias:
I. Planos e quadros de carreira dos servidores municipais;
II. Isenções e anistias fiscais;
III. Aumento de despesas previstas para o exercício financeiro seguinte;
IV. Concessão, não prevista em Lei anterior, de vantagens pecuniárias, adicionais e gratificações aos
servidores municipais, ressalvados os ajustes a título de reposição salarial.

Art. 53 – A cassação ou extinção do mandato do Prefeito ou do Vice-Prefeito obedecerá, quando não estabelecido
na Constituição Federal 201/67.

Art. 54 – O prefeito Municipal, acusado pelo voto de dois terços (2/3) dos Vereadores, será submetido a
julgamento perante o Tribunal de Justiça do Estado, nas infrações penais comuns ou perante a Câmara Municipal
de Vereadores, nos crimes de responsabilidade.
§ 1º – O Prefeito Municipal ficará suspenso de suas funções:

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I. – Nos ilícitos penais comuns, se recebida a denúncia ou queixa crime pelo Tribunal de justiça;
II. – Nos crimes de responsabilidade, após a instauração do processo pela Câmara Municipal de Vereadores.
§ 2º – Se dentro de cento e oitenta (180) dias o julgamento não estiver concluído, cessará o afastamento do
Prefeito, sem prejuízo do regular prosseguimento do processo.
§ 3º – A violação do princípio da moralidade caracteriza a improbidade administrativa, tendo como consequência:
I. – Suspensão dos direitos políticos;
II. – Perda da função pública;
III. – Indisponibilidade dos bens particulares;
IV. – Ressarcimento ao erário público;
V. V – Inelegibilidade.

Art. 55 – O Prefeito Municipal, ao final de seu mandato, deverá entregar ao seu sucessor relatório, em separado,
secretaria por secretaria, com assinatura do responsável, onde deverá constar:
I. – Número e nome dos funcionários lotados, função e salário;
II. – Material tombado e onde se encontra;
III. – Número de obras ou serviços prestados, discriminados, com data e favorecimento;
IV. – Destinação específica e descriminada, inclusive com data de todas as operações realizadas pelo
Executivo, que importem em despesas, com o nome do beneficiário.

SEÇÃO IV
DAS LICENÇAS E DAS FÉRIAS
Art. 56 – O Prefeito não poderá afastar-se do Município por mais de quinze (15) dias, do Estado por mais de dez
(10) dias ou do País por mais de três (03) dias, sem licença da Câmara Municipal de Vereadores, sob pena de
extinção do mandato.

Parágrafo Único – O Prefeito, regularmente licenciado, terá direito a perceber os subsídios e verbas de
representação nos seguintes casos:
I. Quando estiver impossibilitado de exercer o cargo, por motivo de doença devidamente comprovado;
II. Quando a serviço ou missão de representação do município; 30) em gozo de férias.

Art. 57 – O Prefeito gozará férias anuais de trinta (30) dias, sem prejuízo dos subsídios e representação.

Art. 58 – O Prefeito deverá solicitar licença à Câmara Municipal de Vereadores nos seguintes casos:
I. – tratamento de saúde;
II. – gozo de férias;
III. – afastamento do município, nos casos previstos nesta Lei Orgânica.

SEÇÃO V
DOS SUBSÍDIOS E DA VERBA DE REPRESENTAÇÃO
Art. 59 – O Prefeito receberá subsídios e representação fixados pela Câmara Municipal de Vereadores, no último
ano da legislatura anterior, antes da eleição, para vigorar por toda a legislatura seguinte, podendo ser fixados em
valores diferenciados para cada ano de mandato. Nas mesmas oportunidades e obedecidos os mesmos critérios,
serão fixados subsídios e representação ao Vice-Prefeito.
§ 1º – A verba de representação do Prefeito e do Vice-Prefeito não poderão exceder a cinquenta por cento (50%)
do valor dos subsídios ou da remuneração que lhes forem fixadas.
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§ 2º – Se a Câmara Municipal de Vereadores não fixar remuneração do Prefeito e do Vice-prefeito nos termos do
artigo, serão reajustados os valores da remuneração com base no coeficiente de correção monetária estabelecido
pelo governo federal, correspondente ao período transcorrido após o último reajuste.
§ 3º – O Vice-Prefeito receberá subsídios, assegurada em qualquer caso a representação.

SEÇÃO VI
DOS AUXILIARES DIRETOS DO PREFEITO
Art. 60 – São auxiliares diretos do Prefeito:
I – os Secretários Municipais, Chefe de Gabinete, Consultor Jurídico ou Diretores equivalentes;
II – os subprefeitos.
§ 1º – Os auxiliares diretos do Prefeito são de livre nomeação deste e farão declaração de bens no ato da
respectiva posse.
§ 2º – Os Secretários Municipais, Chefe de Gabinete, Consultor Jurídico ou Diretores são solidariamente
responsáveis, com o Prefeito, pelos atos que assinarem, ordenarem ou praticarem.
§ 3º. Aos Secretários Municipais, Chefe de Gabinete, Consultor Jurídico e Coordenadores, fica vedado, pelo
período de 01 (um) ano, após a exoneração, firmar ou manter contratos com o
Município ou com pessoas que realizem serviços ou obras municipais.

SEÇÃO VII
DOS SERVIDORES PÚBLICOS
Art. 61 – São servidores do Município todos os que ocupam cargos, funções ou empregos na administração
direta, nas autarquias e fundações públicas, bem como os admitidos por contrato para atender necessidades
temporárias de excepcional interesse do Município, definidos por lei.

Art. 62 – Os direitos e deveres dos servidores públicos do Município serão disciplinados em lei complementar
que instituir o regime jurídico único.

Art. 62 – Os direitos e deveres dos servidores públicos do Município serão disciplinados em lei complementar
que instituir o regime jurídico próprio.

Art. 63 – O plano de carreira dos servidores Municipais disciplinará a forma de acesso a classes superiores, com
a adoção de critérios objetivos de avaliação, assegurado o sistema de promoção por antiguidade e merecimento.

Art. 64 – É assegurada, para a aposentadoria, a contagem recíproca do tempo de contribuição previdenciária,


mediante certidão expedida pela Previdência Social Nacional.

Art. 65 – O Município poderá instituir regime previdenciário próprio ou vincular-se a regime previdenciário Federal
ou Estadual.

Parágrafo Único – Se o sistema previdenciário escolhido não assegurar proventos integrais aos aposentados,
caberá ao Município garantir a complementação, na forma a ser prevista em lei.

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Art. 66 – As diferenças nos níveis funcionais decorrentes de variação do mínimo legal deverão ser pagas pelo
Poder Executivo, independente de autorização legislativa.

Art. 67 – Os proventos da aposentadoria serão revistos, na mesma data, sempre que se modificar a remuneração
dos servidores em atividades, sendo também estendidos aos inativos quaisquer benefício ou vantagens
posteriormente concedidos aos servidores em atividades, inclusive quando decorrentes da transformação ou
reclassificação do cargo ou função em que se deu aposentadoria.

Art. 68 – É vedado ao Poder Público Municipal a cedência de funcionários às entidades particulares com fins
lucrativos.

Art. 69 – A investidura no serviço público de provas ou provas e títulos, ressalvadas as nomeações para cargos
de provimento em comissão e contratos na forma estabelecida pela Constituição.

Art. 70 – É vedado a atividade político-partidária, nas horas e locais de trabalho, a todos quantos prestam serviços
ao Município.

Art. 71 – Os cargos públicos serão criados por lei, que fixará sua denominação, vencimentos, atribuições,
condições de provimento e os recursos necessários às despesas decorrentes.

Art. 72 – O servidor municipal será responsável civil, criminal e administrativamente pelos atos que praticar no
exercício de cargo ou função, ou a pretexto de exercê-los.

Parágrafo Único – Revogado.

Art. 73 – A lei assegurará aos servidores da administração direta e indireta, fundações e autarquias, isonomia de
vencimentos para o cargo de atribuições iguais ou assemelhados do Poder Executivo e entre os servidores dos
Poderes Executivo e Legislativo, ressalvando as vantagens de caráter individual e as relativas à natureza ou local
de trabalho.

Art. 74 – O pagamento da remuneração mensal dos servidores públicos do Município da administração direta e
indireta, autarquia e fundações é realizado até o último dia útil do mês do trabalho prestado.

Art. 75 – As obrigações pecuniárias dos órgãos da administração direta ou indireta para com seus servidores
ativos e inativos ou pensionistas não cumpridas até o último dia da aquisição do direito, deverão ser liquidadas
com valores atualizados pelos índices de correção monetária e critérios de correção salarial emitidos pelo
governo Federal.
SEÇÃO VIII
DOS CONSELHOS MUNICIPAIS
Art. 76 – Serão instituídos Conselhos Municipais com a finalidade de auxiliar a administração na orientação,
planejamento, interpretação ou julgamento de matéria de sua competência.

Art. 77 – A lei especificará as atribuições de cada Conselho, sua organização, composição, funcionamento, forma
de nomeação de titulares e suplentes e prazo de duração dos respectivos mandatos.
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SEÇÃO IX
DOS ATOS ADMINISTRATIVOS
Art. 78 – Os atos municipais são legislativos e administrativos e sua publicação é obrigatória sempre que criem,
modifiquem, extingam ou restrinjam direitos.
§ 1º – A obrigatoriedade da publicação aplica-se:
I. – às leis, decretos legislativos e resoluções;
II. – aos decretos;
III. – aos balancetes e balanços;
IV. – aos atos normativos externos em geral;
V. – às prestações de contas de auxílios concedidos pelo Estado.
§ 2º – A publicação das leis e atos municipais far-se-á em jornal de grande circulação local, editado na sede do
Município e, caso não venha o Município possuir, será editado em outro que venha atender a região e a
localidade.
CAPÍTULO III
DA ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL
Art. 79 – A administração Municipal obedecerá às normas estabelecidas na Constituição Federal, Constituição
Estadual, Lei Orgânica e demais leis municipais.

Art. 80 – A Administração Pública Municipal obedecerá aos seguintes preceitos:


I. – Os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos
estabelecidos em lei;
II. – O prazo de validade do concurso público será de até dois (02) anos, prorrogável uma vez, por igual
período;
III. – Durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação, aquele aprovado em concurso público
de provas ou de provas e títulos, será convocado com prioridade sobre novos concursados para assumir
cargo ou carreira;
IV. – É garantido ao Servidor público municipal o direito à livre associação sindical;
V. – O direito de greve será exercido nos termos e limites definidos na legislação federal;
VI. – A lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de deficiência
e definirá os critérios de sua admissão;
VII. – A lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado para atender a necessidade
temporária de excepcional interesse público;
VIII. – A revisão geral da remuneração dos servidores públicos far-se-á sempre da mesma data;
IX. – A lei fixará o limite máximo e relação de valores entre o maior e a menor remuneração dos servidores
públicos, observados como base e limite máximo os valores percebidos como remuneração, em espécie,
pelo Prefeito;
X. – Os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo não poderão ser superiores aos pagos pelo Poder
Executivo;
XI. – É vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto quando houver compatibilidade de
horários;
a) A de dois cargos de professor;
b) A de um cargo de professor com outro de caráter técnico ou científico;
c) A de dois cargos privativos de médico.
XII – A administração fazendária e seus servidores fiscais terão dentro de suas áreas de competência e
jurisdição, precedência sobre os demais administrativos na forma da lei;
XIII – Somente por lei específica poderão ser criadas empresas públicas, sociedades de economia mista,
autarquias ou fundações públicas;

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XIV – A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter
educativo, informativo e de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que
caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos.

CAPÍTULO IV
DOS BENS MUNICIPAIS
Art. 81 – Cabe ao Prefeito a administração dos bens municipais, respeitada a competência da Câmara Municipal
de Vereadores quanto àqueles utilizados em seu serviço.

Art. 82 – A alienação de bens municipais, subordinada à existência de interesse público devidamente justificado,
será sempre precedida de avaliação e dependerá de autorização legislativa, mediante manifestação favorável de
dois terços (2/3) dos Vereadores e concorrência pública, dispensada esta nos casos de doação e permuta.

Art. 83 – O Município, preferentemente, outorgará concessão de direito real de uso, mediante prévia autorização
legislativa e concorrência pública.

Art. 84 – A aquisição de bens imóveis, por compra ou permuta, dependerá de prévia avaliação e autorização
legislativa.

Art. 85 – O uso de bens municipais por terceiros só poderá ser feito mediante concessão ou permissão de uso a
título precário e por tempo determinado, conforme o interesse público o exigir, sempre com autorização do Poder
Legislativo.

Parágrafo Único – A concessão de uso dos bens públicos, de uso especial e dominiais dependerá de lei e
concorrência e será feita mediante contrato, sob pena de nulidade do ato, ressalvada a hipótese em lei Federal.

Art. 86 – Constituem-se bens municipais todas as coisas móveis, imóveis, semoventes, direitos e ações que, a
qualquer título, pertençam ao Município.
§ 1º – Todos os bens municipais deverão ser cadastrados, com as respectivas identificações e de forma a permitir
o permanente controle das responsabilidades por sua guarda, uso, conservação e restituição.
§ 2º – Deverá ser feita, anualmente, a conferência da escrituração patrimonial com os bens existentes e, na
prestação de contas de cada exercício, será incluído o inventário de todos os bens municipais.

CAPITULO V
DAS OBRAS E SERVIÇOS MUNICIPAIS
Art. 87 – Nenhum empreendimento de obras e serviços do Município poderá ter início sem prévia elaboração do
plano anual respectivo, no qual, obrigatoriamente, conste:
I. – A viabilidade do empreendimento, sua convivência e oportunidade para o interesse comum;
II. – Os pormenores para a sua execução;
III. – Os recursos para o atendimento de respectivas despesas;
IV. – Os prazos para o seu início e conclusão, acompanhados da respectiva justificação.

Parágrafo Único – Nenhuma obra, serviço ou melhoramento, salvo caso de extrema urgência, será executada
sem prévio orçamento de seu custo.
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Art. 88 – A permissão de serviço público, a título precário, será outorgada por decreto do Prefeito, após edital de
concorrência pública para escolha do melhor pretendente, sendo que a concessão só será feita com a autorização
legislativa, mediante contrato.
§ 1º – Serão nulas, de pleno direito, as permissões, as concessões, bem como quaisquer outros ajustes feitos
em desacordo com o estabelecido neste artigo.
§ 2º – Os serviços permitidos ou concedidos ficarão sempre sujeitos à regulamentação e fiscalização do
Município, incumbindo, aos que o executem, sua permanente atualização e adequação às necessidades dos
usuários.
§ 3º – As concorrências para concessão de serviço público deverão ser precedidas de publicidade, mediante
edital ou comunicado resumido.

Art. 89 – As tarifas dos serviços públicos deverão ser fixadas pelo Executivo, tendo-se em vista sua justa
remuneração.

Art. 90 – O Município poderá realizar obras e serviços de interesse comum, mediante convênio e consórcio com
a União, o Estado, Municípios e entidades particulares.

CAPÍTULO VI
DA ORDEM SOCIAL E ECONÔMICA
SEÇÃO I
DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E ASSISTÊNCIA COMUNITÁRIA
Art. 91 – Compete ao Município, ainda que concorrente ou supletivamente à União, e ao Estado assegurar,
através de política própria, a integração socioeconômica e cultural de todos os segmentos da população.

Art. 92 – Para a consecução da política social, prevista nesta Lei, o Município poderá firmar convênios e
estabelecer soluções consorciadas de caráter regional.

Art. 93 – O Município, no campo da assistência social, proverá:


I. A integração do indivíduo ao mercado de trabalho e ao meio social;
II. O amparo à velhice, ao dependente de drogas, à criança, aos deficientes, à mulher, com prioridade ao
atendimento pré-natal e materno infantil;
III A integração das comunidades carentes.

Art. 94 – Todos os serviços de interesse público, dependentes de concessão ou permissão, ao serem contratados
pelo Poder Público, devem respeitar e priorizar:
I – Os direitos dos usuários;
II – As necessidades comunitárias;
III – O interesse social.

Art. 95 – O Município buscará a participação das associações representativas da comunidade, na formação e


desenvolvimento dos programas de assistência social.

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SEÇÃO II
DA HABITAÇÃO
Art. 96 – O Poder Executivo poderá instituir fundo habitacional, visando apoiar a população de baixa renda, na
construção de casas populares.

Art. 97 – A política habitacional do Município, integrada à União e ao Estado, objetivará a solução de carência
habitacional do Município.

CAPÍTULO VII
DA EDUCAÇÃO, CULTURA, DESPORTO E TURISMO
SEÇÃO I
DA EDUCAÇÃO
Art. 98 – A educação será promovida pelo Poder Público Municipal de acordo com o disposto na Constituição
Federal.

Art. 99 – O Município atuará, prioritariamente, no ensino fundamental e pré-escolar de acordo com o que segue:
I. – Garantirá o atendimento às escolas de Ensino Fundamental existentes e promoverá, no mínimo
trimestralmente, transferência de verbas às escolas públicas municipais, garantindo-lhes autonomia de
gestão financeira, através de sua competência para o ordenamento e execução de gastos rotineiros de
manutenção e custeio.
II. – Gradativamente, de acordo com o Estado, proverá cada bairro periférico e cada sede de distrito na zona
rural, com uma escola de 1º grau completo, com atendimento pré-escolar;
III. – Criará e manterá creches, jardins e maternais;
IV. – Proverá meios para que, gradativamente, seja oferecido turno integral aos alunos de ensino
fundamental;
V. – Criará e manterá centros de treinamento profissional para o atendimento profissional para o atendimento
de clientela marginalizada, com programas ligados à profissionalização;
VI. – Apoiará todas as iniciativas educacionais que correspondam aos interesses da comunidade;
VII. – Incentivará a publicação de obras e pesquisas no campo da educação e cultura popular;
VIII. – Manterá atendimento multidisciplinar aos alunos indicados pelas escolas para avaliação, diagnóstico,
prevenção e tratamento médico, pedagógico, psicológico, odontológico e social.

Art. 100 – Fica criada a Contribuição Sindical, “Salário-Creche”, como fonte adicional de financiamento da
educação infantil pública.

Parágrafo Único – Os recursos de que trata o “caput” deste artigo advirão de contribuições espontâneas de
pessoas físicas e jurídicas, obedecida a legislação pertinente.

Art. 101 – O sistema municipal de ensino compreende as instituições de educação pré-escolar, creches e jardins
de infância, ensino fundamental e médio da rede pública e privada, e dos órgãos do Poder Executivo responsáveis
pela política educacional e sua administração.

Parágrafo Único – Na organização do sistema municipal de ensino, serão consideradas profissionais do ensino
os professores e os especialistas em educação.

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Art. 102 – O Município assegurará ensino noturno regular, com metodologia específica, ao aluno que apresentar
vínculo empregatício ou que não realizou seus estudos em tempo hábil.

Art. 103 – É assegurado aos pais, professores, alunos e funcionários organizarem-se em todos os
estabelecimentos de ensino, através de associações e grêmios.

Art. 104 – Caberá ao Poder Executivo Municipal elaborar o Plano Municipal de Educação de duração plurianual,
definindo metas e programado as prioridades do setor em concordância com os Planos Nacional e Estadual.

Art. 105 – O ingresso no Magistério Público Municipal dar-se-á, exclusivamente, através de concurso público, de
provas e de títulos, independentemente do nível escolar em que venha a atuar.

Parágrafo Único – Haverá fixação de piso salarial para o Magistério Público Municipal através de lei
complementar.

Art. 106 – O Poder Executivo Municipal garantirá Educação Especial aos deficientes, em qualquer idade, bem
como aos superdotados nas modalidades que se lhes adequarem.
§ 1º – É assegurada a implantação de programas governamentais para formação, qualificação e ocupação dos
deficientes e superdotados.
§ 2º – O Poder Público Municipal poderá complementar o atendimento aos deficientes e superdotados, através
de convênios com entidades que preencham os requisitos do artigo 213 da Constituição Federal.
§ 3º – O órgão encarregado do atendimento ao excepcional regulará e organizará o trabalho de oficinas
pedagógicas para pessoas portadoras de deficiência, enquanto estas não estiverem integradas no mercado de
trabalho.

Art. 107 – Os professores municipais que exerçam suas atividades em escolas e classes de excepcionais, farão
jus a uma gratificação de cem por cento (100%) do vencimento básico.

Parágrafo Único – Os professores de Classe Especial receberão atualização específica pelo órgão competente
com a colaboração de outros sistemas.

Art. 108 – O Município estabelecerá normas específicas para o ensino na zona rural com base nos seguintes
princípios:
I. – Profissionalização através de cursos voltados para a realidade local, onde possa ser utilizado o
conhecimento prático das pessoas que moram no campo;
II. – Valorização do professor da zona rural, através de atualização pedagógica, boas condições de
transporte, salários dignos e cursos de habilitação específicos;
III. – Adequação dos conteúdos programáticos à realidade e ao contexto histórico e social.

§ 1º – Os conteúdos relacionados com atividades rurais e desenvolvidas pelas escolas deverão, após a teoria,
receber orientação prática.
§ 2º – Na medida do possível, as escolas rurais adotarão turno integral sob livre opção dos responsáveis pelos
alunos.

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Art. 109 – O Poder Executivo Municipal terá o prazo de cinco (05) anos para proporcionar ao professor da zona
rural conclusão da habilitação específica para exercício da profissão.

Art. 110 – O currículo do primeiro grau será reestruturado de acordo com o Sistema Estadual, assegurando um
conteúdo mínimo comum que permita ao aluno a continuidade dos estudos em outros sistemas educacionais.

Art. 111 – Os conteúdos da parte diversificada das escolas municipais de São Borja deverão conter noções
básicas sobre:
I. – Ecologia;
II. – Trânsito;
III. – Nutricionismo;
IV. – Prevenção a doenças como Câncer e alcoolismo e orientações sobre drogas, relações sexuais e
doenças sexualmente transmissíveis;
V. – Meio Ambiente;
VI. – Educação Sanitária;
VII. – Uso adequado do solo;
VIII. – Estudos sobre História, Geografia, usos e costumes, vultos históricos de São Borja e do Rio Grande do
Sul.

Art. 112 – Fica criado, no Município de São Borja, o “Fundo de Auxílio Bolsa de Estudo”, de acordo com lei
complementar, obedecendo aos seguintes critérios de distribuição:
I. – Alunos de 1º e 2º graus, matriculados em escolas particulares.
II. – Auxílios a estudantes universitários regularmente matriculados, residentes e domiciliados neste
Município;
III. – Alunos estagiários do Magistério;
IV. – Aos professores da rede municipal para realizarem cursos de aperfeiçoamento.

Parágrafo Único – O auxílio de que trata o presente artigo deverá ser dado àqueles que forem comprovadamente
necessitados.

Art. 113 – O professor ou professora que trabalhe no atendimento aos excepcionais poderá, a pedido, após vinte
e cinco (25) anos ou vinte (20) anos, respectivamente, de efetivo exercício de classe, completar seu tempo de
serviço em outras atividades pedagógicas no ensino público municipal, as quais serão consideradas como de
efetiva regência.

Parágrafo Único – A gratificação concedida ao servidor público municipal designado exclusivamente para exercer
atividades no atendimento a deficientes e superdotados, será incorporada ao vencimento após percebida por
cindo (05) anos consecutivos ou dez (10) intercalados.

Art. 114 – O Poder Executivo Municipal, dentro do prazo de um (01) ano, reestruturará a Secretaria Municipal de
Educação e Cultura, considerando as prioridades:
I. – De atendimento específico e efetivo aos problemas educacionais da zona rural;
II. – De atendimento multidisciplinar aos alunos necessitados;
III. – De educação especial;
IV. – De erradicação do analfabetismo;
V. – De aspectos físicos das escolas;
VI. – De criação de escolas;
VII. – De criação do Serviço de Orientação Educacional.
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§ 1º – A comunidade escolar participará com sugestões da reestruturação da Secretaria.
§ 2º – A reestruturação da Secretaria Municipal de Educação e Cultura preverá a criação de departamentos ou
subsecretarias.
§ 3º – Lei complementar disciplinará o disposto no presente artigo.

Art. 115 – O Poder Executivo Municipal criará, no interior do Município, uma escola técnicoagrícola de 1º e 2º
grau completo.
§ 1º – O Poder Público Municipal fica autorizado a assinar convênios para efetivação do previsto no “Caput”.
§ 2º – A Escola referida no “Caput” preverá atividades de geração de renda, como resultado do Ensino que
ministrará, sendo que os recursos serão aplicados na própria escola em benefício dos alunos.
§ 3º – Lei complementar disciplinará a presente proposta.

SEÇÃO II
DA CULTURA
Art. 116 – O Poder Executivo Municipal, com a colaboração da comunidade protegerá o patrimônio cultural, por
meio de inventários, registros, vigilâncias, tombamentos, desapropriações e outras formas de preservação.

Art. 117 – O Poder Executivo Municipal, dentro de sua competência, impedirá a destruição e descaracterização
de obras de arte e outros bens de valor histórico, artístico e cultural.

Art. 118 – O Poder Executivo Municipal utilizará todos os meios disponíveis para propiciar a popularização e a
interiorização da Cultura.

Art. 119 – O Município poderá, através de lei, conceder isenções, redução tributária e outros incentivos às
entidades que destinarem, pelo menos, quarenta por cento (40%) do espaço às manifestações regionais artístico-
culturais.
SEÇÃO III
DO DESPORTO
Art. 120 – O Poder Executivo Municipal terá que incentivar, dar amparo e participar ativamente das atividades
desportivas, de lazer e recreativas, considerando as mesmas como de direito de todos e priorizando:
I. – Instalação de quadras esportivas, praças e parques recreativos;
II. – Organização de campeonatos municipais e jogos interescolares em todas as modalidades;
III. – Destinação de recursos públicos, materiais e financeiros às entidades educacionais e ao Conselho
Municipal de Desportos (CMD).

Art. 121 – O Poder Executivo proverá os bairros da cidade de uma praça de lazer, com equipamentos para
recreação infantil.
SEÇÃO IV
DO TURISMO
Art. 122 – O Município instituirá política municipal de Turismo e definirá as diretrizes a observar nas ações
públicas e privadas, com vistas a promover e incentivar o turismo como fator de desenvolvimento social e
econômico.

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Art. 123 – No estabelecimento da política municipal de Turismo, serão considerados:
I. – As ilhas existentes no Rio Uruguai;
II. – A praia do Rio Uruguai, no território do Município;
III. – O cais do porto com seus bares e restaurantes;
IV. – As festas populares e histórico-culturais do Município;
V. – Locais que representam a história ou características dos usos e costumes do povo;
VI. – Intercâmbio comercial e cultural com os países do Cone Sul.

TÍTULO IV
DO SISTEMA TRIBUTÁRIO
CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 124 – O sistema Tributário do Município é regulado pelo disposto na Constituição Federal, na Constituição
Estadual e legislação pertinente.
Parágrafo Único – O Sistema Tributário compreende os seguintes tributos:
I. – Impostos;
II. – Taxas, em razão do exercício de polícia ou pela utilização efetiva ou potencial, de serviços públicos
específicos e divisíveis prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição;
III. – Contribuição de melhoria, decorrentes de obras públicas.

Art. 125 – Sempre que possível, os impostos terão caráter pessoal e serão graduados segundo a capacidade
econômica, financeira e zonal do imóvel do contribuinte.

Art. 126 – A concessão de anistia, remissão, isenção, benefícios e incentivos fiscais que envolvam matéria
tributária ou dilatação de prazo de pagamento de tributos, só poderá ser feita com autorização da Câmara
Municipal.
§ 1º – Revogado
§ 2º – Revogado
§ 3º – A contribuição de melhoria deverá ser cobrada dos proprietários de imóveis, valorizados por imóveis
públicos municipais, tendo como limite total a despesa realizada e como limite individual o acréscimo do valor
que da obra resultar para cada imóvel beneficiado.

CAPÍTULO II
DOS IMPOSTOS MUNICIPAIS
Art. 127 – Compete ao Município instituir impostos sobre:
I. – Propriedades predial e territorial urbana;
II. – Transmissão “inter-vivos”, a qualquer título por ato oneroso, de bens imóveis, por natureza ou acessão
física e de direitos reais os imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de direitos e sua aquisição;
III. – Vendas a varejo de combustíveis líquidos e gasosos, exceto o óleo diesel e gás liquefeito de petróleo;
IV. – Serviços de qualquer natureza, não compreendidos no artigo 155, I, B da Constituição Federal.
§ 1º – Serão divulgados, até o último dia do mês subsequente ao da arrecadação os montantes de cada um dos
tributos arrecadados e os recursos recebidos.
§2º. Ficam assegurados aos proprietários, cônjuges de proprietários já falecidos e seus herdeiros de um único
imóvel, utilizados para suas residências de seus familiares que não possuam outros bens de expressivo valor

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econômico, nem renda superior a um salário e meio (1 ½) salário mínimo, fica isento do imposto previsto no inciso
I.
§ 2º – O proprietário de um único imóvel, utilizado para sua residência e de seus familiares e, que não possua
outros bens de expressivo valor econômico, nem renda superior a um e meio (1 e 1/2) salário mínimo, fica isento
do imposto previsto no inciso I.
§ 3º. Ficam estendidas às entidades de cultura, recreativas, de lazer e esportivas, sem fins lucrativos, as
imunidades consagradas no art. 150, VI, “c”, da Constituição Federal.
§ 3º – Ficam estendidas às entidades de cultura, recreativas, de lazer, esportivas e comunitárias, sem fins
lucrativos, as imunidades consagradas no art. 150, VI, “c”, da Constituição Federal.

SEÇÃO I
DO ORÇAMENTO
Art. 128 – A receita e a despesa pública obedecerão as seguintes leis de iniciativa do Poder Executivo:
I – O plano Plurianual;
II – As diretrizes Orçamentárias;
III – Os Orçamentos anuais.
§ 1º – A lei que instituir o plano plurianual estabelecerá as diretrizes, objetivos e metas da administração pública
municipal para as despesas de capital e outras decorrentes e para as relativas aos programas de duração
continuada, podendo ser revistos quando necessário.
§ 2º – A Lei Orçamentária Anual compreenderá:
I. – Orçamento fiscal referente aos poderes do Município, seus fundos, órgãos e entidades da Administração
direta e indireta, inclusive Fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público;
II. – Orçamento de investimentos das empresas em que o Município, direta ou indiretamente, detenha
maioria do capital social, com direito a voto;
III. – Orçamento de Seguridade Social.
§ 4º – O projeto de lei orçamentária será acompanhado de demonstrativo do efeito sobre as receitas e despesas,
decorrentes de isenções, anistias, remissões, subsídios e benefícios de natureza financeira, tributária e creditícia.
§ 5º – A Lei orçamentária Anual não conterá dispositivos estranhos à previsão da receita e à fixação de despesas,
não se incluindo na proibição a autorização para a abertura de créditos suplementares e contratação de
operações de créditos, ainda que, por antecipação da Receita nos termos da lei.

Art. 129 – O Poder Executivo deverá apresentar ao Poder Legislativo, trimestralmente, demonstrativo do
acompanhamento das finanças públicas, considerando:
I. – As receitas, despesas e evolução da dívida pública;
II. – Os valores realizados desde o início do exercício até o último mês do trimestre objeto da análise
financeira;
III. – As previsões atualizadas de seus valores até o fim do exercício financeiro.

Art. 130 – Os projetos de lei relativos ao Plano Plurianual, às Diretrizes Orçamentárias, do Orçamento Anual e
dos créditos adicionais serão apreciados pela Câmara Municipal de Vereadores na forma do seu regimento.
§ 1º – Caberá a Comissão de Finanças e Orçamentos da Câmara Municipal de Vereadores:
I. – Examinar e emitir parecer sobre os projetos e emendas referidos neste artigo e sobre as contas
apresentadas anualmente pelo Prefeito Municipal;
II. – Examinar e emitir parecer sobre os planos e programas municipais, regionais e setoriais e exercer o
acompanhamento e a fiscalização orçamentária, sem prejuízo da atuação das demais Comissões da
Casa.
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§ 2º – As emendas aos projetos de leis orçamentárias anuais ou aos projetos que as modifiquem só poderão ser
aprovadas caso:
I. – Sejam compatíveis com o Plano Plurianual e com a Lei de Diretrizes Orçamentárias;
II. – Indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de anulação de despesas,
excluídos os que incidam sobre:
34) dotação para pessoal;
35) serviço da dívida.
III – Sejam relacionados com:
a) Correção de erros ou omissões;
b) Os dispositivos do texto do Projeto de Lei.
§ 3º – As emendas ao Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias não poderão ser aprovadas quando
incompatíveis com o Plano Plurianual.
§ 4º – O Prefeito Municipal poderá enviar mensagem à Câmara Municipal de Vereadores para propor
modificações nos projetos a que se refere este artigo enquanto não iniciada a votação, na Comissão Permanente,
da parte cuja alteração é proposta.
§ 5º – Os recursos que, em decorrência de veto, emenda ou rejeição do projeto de lei orçamentária anual, ficarem
sem despesas correspondentes poderão ser utilizados conforme o caso, mediante créditos especiais ou
suplementares, com prévia e específica autorização legislativa.
§ 6º – Os projetos de lei do Plano Plurianual, de Diretrizes Orçamentárias e dos Orçamentos Anuais serão
enviados ao Poder Legislativo, pelo Prefeito Municipal, nos seguintes prazos:
I. – O Projeto do Plano Plurianual, para vigência até o final do primeiro exercício financeiro do mandato
subsequente, até 15 (quinze) de junho do primeiro (1º) ano do mandato do Prefeito e devolvido para
sanção até 15 (quinze) de agosto;
II. – O projeto de lei de Diretrizes Orçamentárias até o dia 30 (trinta) de agosto e devolvido para sanção até
o dia 15 (quinze) de outubro;
III. – O projeto de lei Orçamentária até o dia 30 (trinta) de outubro e devolvido para sanção até o dia 15
(quinze) de dezembro.
IV. § 7º – Revogado.
V. – Revogado.
VI. – Revogado.
§ 8º – No ano da eleição municipal o prazo único para a remessa dos projetos referidos nos incisos II e III, será
o de 30 (trinta) de outubro, sendo imprescindível a participação do Prefeito eleito, a qual será regulada por lei
específica, na elaboração dos projetos, sendo os mesmos devolvidos para sanção até o dia 15 (quinze) de
dezembro.

Art. 131 – São vedados:


I. – O início de programas ou projetos não incluídos nas leis orçamentárias anuais;
II. – A realização de despesas ou a tomada de obrigações diretas que excedam os créditos orçamentários
ou adicionais;
III. – A realização de operações de crédito que excedam o montante das despesas de capital, ressalvada as
autoridades, mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pela
Câmara Municipal de Vereadores por maioria absoluta;
IV. – A vinculação de receita de impostos a órgão, fundos ou despesas, ressalvadas a repartição do produto
da arrecadação de impostos, a destinação de recursos para manutenção e desenvolvimento do ensino e
da pesquisa científica e tecnológica, bem como a prestação de garantias às cooperações de créditos por
antecipação da receita, prevista na Constituição Federal;
V. – A abertura de crédito suplementar ou especial sem prévia autorização legislativa e sem indicação dos
recursos correspondentes;

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VI. – A transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma dotação para outra de um
órgão para outro, sem prévia autorização legislativa;
VII. – A concessão ou utilização de créditos ilimitados;
VIII. – A utilização sem autorização legislativa específica, de recursos dos orçamentos fiscais e da seguridade
social para suprir necessidades ou cobrir déficit de empresas, fundações e fundos;
§ 1º – Nenhum investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro poderá ser iniciado sem prévia
inclusão no Plano Plurianual sem lei que autorize a inclusão, sob pena de crime de responsabilidade.
§ 2º – Os créditos especiais e extraordinários terão vigência no exercício financeiro em que forem autorizados,
salvo se o ato de autorização for promulgado nos últimos quatro (04) meses daquele exercício, caso em que,
reaberto nos limites de seus saldos, serão incorporados ao orçamento do exercício financeiro subsequente.
§ 3º – A abertura de crédito extraordinário somente será admitida para atender as despesas imprevisíveis ou
urgentes.

Art. 132 – A despesa com pessoal não poderá exceder os limites estabelecidos em lei.

Parágrafo Único – A concessão de qualquer vantagem ou aumento de remuneração, a criação de cargos ou


alteração de estrutura de carreiras, bem como a admissão de pessoal a qualquer título, só poderão ser feitas:
I. – Se houver prévia dotação orçamentária suficientes para atender as projeções de despesa de pessoal e
aos acréscimos dela decorrentes;
II. – Se houver autorização específica na lei de Diretrizes Orçamentárias, ressalvadas as empresas públicas
e as sociedades de economia direta.

Art. 133 – A proposta orçamentária do Poder Executivo, bem como as prioridades definidas na lei de Diretrizes
Orçamentárias e no Plano Plurianual, deverão ser encaminhados ao Poder Legislativo com antecedência mínima
de quarenta e cinco (45) dias da sua apreciação.

SEÇÃO II
DAS FINANÇAS PÚBLICAS
Art. 134 – A prestação de contas do Município, referente à gestão financeira de cada exercício, será encaminhada
ao Tribunal de Contas do Estado até trinta (31) de março do ano seguinte.

Parágrafo Único – As impugnações quanto a legitimidade e lisura das contas municipais deverão ser registradas.

Art. 135 – Fica vedado ao Poder Público Municipal repassar verbas públicas, a qualquer título, a entidades ou
instituições privadas.

Art. 136 – É vedada a destinação de recursos públicos para auxílios, subvenção, subsídios, bem como a
concessão de prazos ou juros privilegiados às entidades privadas com fins lucrativos.

SEÇÃO III
DA POLÍTICA URBANA
Art. 137 – O Poder Executivo Municipal executará a política de desenvolvimento urbano, objetivando ordenar o
pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o bem estar de seus habitantes.

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Art. 138 – O Município poderá promover a desapropriação visando:
I. – Urbanização;
II. – Renovação urbana;
III. – Implantação de programas habitacionais de natureza social.

Parágrafo Único – Para efeito de desapropriação de imóvel, o valor a ser pago será estabelecido por acordo ou
por avaliação judicial.

TÍTULO V
DA SAÚDE, ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE
CAPÍTULO I - DA SAÚDE
Art. 139 – O Município integra, com a União e o Estado, com os recursos da seguridade social, o sistema de
saúde, cujas ações e serviços públicos na sua circunscrição territorial são por ele dirigidos, com as seguintes
diretrizes:
I. – Atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem prejuízo dos serviços
assistenciais;
II. – participação da comunidade.
§ 1º – A assistência à saúde é livre à iniciativa privada.
§ 2º – As instituições privadas poderão participar, de forma complementar, do sistema único de saúde, segundo
diretrizes deste, mediante contrato de direito público ou convênio tendo preferência às entidades filantrópicas e
as sem fins lucrativos.

Art. 140 – A Saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante política social e econômica, visando
a medicina preventiva e curativa, ensejando a municipalização da saúde, com a criação do Sistema Único de
Saúde – SUS, cujos recursos financeiros serão repassados pela seguridade social, pela União, Estado e
Município.

Parágrafo Único – Lei complementar definirá prioridades por categorias de saúde.

Art. 141 – O Poder Executivo Municipal concorrentemente com o Estado e a União procederá:
I. – A exames de brucelose e tuberculose no rebanho leiteiro;
II. – A vacinação antirrábica, anualmente, nos cães;
III. – Inspeção sanitária nos matadouros, sempre que não tenha sido feita pelos órgãos federais ou
estabelecimentos federais ou estaduais.

Art. 142 – O Município dará assistência dentária, preventiva e curativa, gratuita, aos carentes, na faixa etária dos
sete (07) aos quatorze (14) anos.

Parágrafo Único – Fica o Poder Executivo Municipal autorizado a assinar convênios com a Secretaria Municipal
da Saúde do Estado e Seguridade Social para suprir suas necessidades, priorizando a assistência dentária
permanente à criança carente.

Art. 143 – O aborto legal será realizado às expensas do Executivo Municipal, quando a gestante for pessoa
carente.

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Parágrafo Único – Os critérios de aplicação deste artigo serão regulados por lei.

Art. 144 – Ficam autorizados, os médicos, a prestarem atendimento e utilizarem os dois estabelecimentos
hospitalares do Município de São Borja.

Parágrafo Único – O hospital que não cumprir o disposto no “Caput” deste artigo terá cassada sua autorização
para atuar no Município.
CAPÍTULO II
DA ECOLOGIA E DO MEIO AMBIENTE
Art. 145 – Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, impondo-se. ao Poder Público e a
coletividade, o dever de defendê-lo, preservá-lo e restaurá-lo para as presentes e futuras gerações.

Art. 146 – Fica proibido no Município de São Borja:


I. – O corte injustificado de árvores;
II. – O depósito de substâncias radioativas;
III. – O armazenamento de produtos agrotóxicos, sem o conhecimento da Secretaria Municipal de Saúde;
IV. – A instalação de usinas nucleares;
V. – A fabricação, comercialização e uso de produtos químicos e biológicos, inclusive agrotóxicos, cujo uso
de produtos químicos e biológicos, inclusive agrotóxicos, cujo uso tenha sido considerado nocivo por
organização de saúde;
VI. – A utilização de metais pesados em qualquer processo de extração, produção e beneficiamento, que
possam resultar na contaminação do meio ambiente natural;
VII. – A pesca predatória, a exceção da artesanal e de subsistência;
VIII. – A caça de aves e animais em extinção, durante cinco (05) anos a partir da vigência desta Lei;
IX. – A instalação e o funcionamento de fábricas e indústrias no perímetro urbano, que causem qualquer tipo
de poluição prejudicial à saúde humana e ao meio ambiente.

Parágrafo Único – As empresas que, pelo tipo de atividade que realizam, causem poluição ambiental e que já
estejam em funcionamento a data desta lei, terão o prazo improrrogável de um (01) ano a contar da respectiva
notificação pelo Poder Público Municipal para instalação de equipamentos anti-poluentes, sob pena de cassação
do alvará de licença até o cumprimento desta exigência.
Art. 147 – Para auxiliar a Administração Municipal, o Poder Executivo poderá instituir:
I. – Código de uso do solo agrícola;
II. – Fundo de Indenização do Meio Ambiente;
III. – Serviço Municipal de Controle de Caça e Pesca;
IV. – Serviço de guarda, vigilância, depósito e fiscalização de resíduos tóxicos, defensivos e inseticidas e de
transporte de substâncias radioativas e inflamáveis;
V. – Conselho de desenvolvimento da zona rural, com a finalidade de estabelecer a política agrícola, a partir
de planos plurianuais de desenvolvimento;
VI. – Serviço de cadastramento dos trabalhadores rurais sem terra.

Parágrafo Único – Os planos plurianuais de desenvolvimento da zona rural, serão aprovados pela Câmara
Municipal de Vereadores.

Art. 148 – O Município criará por Lei Ordinária áreas de proteção ambiental, objetivando preservar regiões que
detenham riquezas naturais cuja devastação possam gerar desequilíbrio ecológico.

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I. – A Secretaria Municipal da Agricultura coordenará e desenvolverá estudos para a produção de mudas
de árvores nativas, silvestres, ornamentais, frutíferas e de jardinagem;
II. – Fica a Secretaria Municipal de Agricultura obrigada a apresentar, no prazo de um (01) ano da
promulgação desta Lei Orgânica, estudos práticos para o fomento da piscicultura.

Parágrafo Único – Os banhados do território do Município de São Borja, são considerados áreas de preservação
ecológica.

Art. 149 – O Município criará normas de incentivo para o reflorestamento nas zonas rural e urbana.

Art. 150 – Para instalação de qualquer indústria no território do Município será exigido o Relatório de Impacto
Ambiental (RIMA), sem o qual não será fornecido o alvará de localização.

Parágrafo Único – O Relatório de Impacto Ambiental será publicado e colocado a disposição de pessoas e
entidades por prazo não inferior a trinta (30) dias.

Art. 151 – Será criado dentro do prazo de dois (02) anos a contar da publicação desta Lei, o Plano de Arborização
Rural e Urbana do Município.

Art. 152 – O Poder Público Municipal é corresponsável pela fiscalização e cumprimento da Legislação Federal e
Estadual que vise a proteção do meio ambiente.

Art. 153 – A Lei disporá sobre o controle e a fiscalização do processamento e a distinção do lixo doméstico, de
indústrias, de hospitais, de laboratórios de pesquisas e de análises clínicas e assemelhados.

Parágrafo Único – O Município estabelecerá política de incentivo à reciclagem do lixo doméstico e industrial.

Art. 154 – A comercialização de produtos agrotóxicos, assim definidos em Lei Federal, somente será feita por
empresa devidamente cadastrada no órgão competente do Poder Executivo Municipal.

TÍTULO VI
DA DEFESA DO CIDADÃO
CAPÍTULO I
DIREITOS INDIVIDUAIS
Art. 155 – O Município em consonância com o Estado e a União proverá a ação sistemática de proteção ao
cidadão de modo a garantir-lhe segurança, saúde e defesa de seus interesses econômicos, sociais e políticos.

Art. 156 – O Município, na defesa do consumidor, implantará política de produção e consumo com a participação
de entidades representativas do consumidor, do pequeno produtor, do empresário e do trabalhador.

Art. 157 – A política econômica de produção e consumo será orientada pelo Poder Público com a participação
de empresários e de trabalhadores dos setores de produção e industrialização, de comercialização, de
armazenamento, do transporte e dos consumidores.
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Parágrafo Único – Caberá à lei ordinária explicitar os princípios orientadores da política de produção e consumo
do Município.

CAPÍTULO II
DOS DIREITOS DA FAMÍLIA, DA MULHER E DA CRIANÇA
Art. 158 – O Município, isoladamente ou em cooperação com o Estado e a União, manterá programas destinados
à família, com objetivo de assegurar:
I – O acesso à informação sobre os meios e os métodos adequados ao planejamento familiar, respeitadas as
convicções éticas e religiosas do casal;
II – A orientação psicossocial às famílias de baixa renda.

Art. 159 – O Poder Executivo Municipal criará, nos distritos, subdelegados municipais de atendimento aos
cidadãos.

Parágrafo Único – Lei Complementar definirá a instalação, composição, abrangência e forma de atendimento das
subdelegacias.

Art. 160 – O Município poderá celebrar convênios com o Estado, a União receber auxílios espontâneos de
entidades públicas civis, comunitárias, assistenciais e manter um conselho de administração com a participação
paritária de representantes do movimento comunitário organizado na forma da lei.

TÍTULO VII
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS E DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS
CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 161 – Fica instituído o sistema de consulta plebiscitária à população como instrumento democrático para
viabilizar a manifestação da soberania popular em questão relevante aos destinos do Município.

Parágrafo Único – Para requerer a Justiça Eleitoral a realização do plebiscito previsto neste artigo, o requerimento
deve ser subscrito por um por cento (1%) dos eleitores do Município e sujeita-se à aprovação por dois terços
(2/3) da Câmara Municipal de Vereadores.

Art. 162 – A Prefeitura e a Câmara Municipal são obrigados a fornecer a qualquer interessado no prazo máximo
de até dez (10) dias, certidões de atos, contratos e decisões sob pena de responsabilidade de autoridade ou
servidor que negar ou retardar a sua expedição.

Art. 163 – A faixa de domínio das estradas municipais terão as seguintes metragens de largura:
I. – Nas estradas municipais de primeira categoria a faixa de domínio nunca será inferior a quarenta (40)
metros;
II. – Nas estradas de segunda categoria, a faixa de domínio nunca será inferior a vinte (20) metros;
III. – Nas estradas de terceira categoria a faixa de domínio nunca será inferior a dez (10) metros.
§ 1º – É vedada a aração e cultivo da faixa de domínio, nas estradas municipais.
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§ 2º – O proprietário ou arrendatário que cultivar até o limite da faixa de domínio deverá cercar a área plantada.
§ 3º – É vedado o escoamento das águas provenientes do terraceamento das propriedades particulares para a
faixa de domínio das estradas municipais.
Art. 164 – O Município assegurará a participação das entidades comunitárias e das representativas da sociedade
civil organizada legalmente constituídas, na definição do Plano Diretor e das diretrizes gerais de ocupação do
território, bem como na elaboração e implantação dos planos, programas e projetos que lhes concernentes.
§ 1º – O Plano Diretor, pela reavaliação do atual ou criação de novo, será enviado para aprovação do Legislativo,
no prazo de oito (08) meses, após a promulgação desta Lei.
§ 2º – O Executivo Municipal terá o prazo de três (03) anos, a partir da vigência do novo Plano Diretor, para criar,
fixar e dar condições de uso ao Distrito Industrial.

Art. 165 – É assegurada a participação de um representante do Sindicato dos Municipários de São Borja,
(SIMUSB), em toda a Comissão formada pelo Poder Público que tratar de assuntos referentes aos servidores
públicos.

Art. 166 – Na aquisição de bens de serviço, o Poder Público dará tratamento preferencial, nos termos da lei, a
empresa de capital nacional e municipal, em igualdade de condições.

Art. 167 – O órgão competente do Município será obrigado, independentemente de despacho de qualquer
autoridade, a abrir inquérito administrativo e a propor, se for o caso, a competente ação civil e penal contra
qualquer servidor, sempre que forem apresentadas denúncias por alcance ou extravio de bens municipais.

Art. 168 – A pessoa física ou jurídica que contratar com o Executivo deverá apresentar certidão negativa do órgão
responsável pela Previdência Social e do Município.

Art. 169 – Esta Lei Orgânica, aprovada e assinada pelos integrantes da Câmara Municipal, será promulgada pela
Mesa e entrará em vigor a data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

CAPÍTULO II
DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS
Art. 1º – Até um (01) ano após a promulgação desta Lei Orgânica, o Poder Executivo Municipal regularizará a
situação de seus imóveis nas áreas disponíveis e ocupados por populares, cadastrando o restante e definindo
sua utilização para os próximos cinco (05) anos.
Art. 2º – O Poder Executivo Municipal cederá ao Sindicato dos Municipários de São Borja dois (02) servidores
indicados pela assembleia, sem prejuízo de suas vantagens e proventos por exercício de cargo de direção.
Art. 3º – Até noventa (90) dias após a promulgação desta Lei Orgânica Municipal a Câmara Municipal de
Vereadores criará e regulamentará em seu Regimento Interno a TRIBUNA LIVRE, espaço que será usado por
representantes de entidades sindicais, associação de moradores, partidos políticos e demais associações
representativas da sociedade.
Art. 4º – No prazo de um (01) ano contado da promulgação desta Lei Orgânica, o Executivo Municipal procederá,
com vistas à preservação do Patrimônio Histórico e Cultural do Município, o tombamento do que segue:
I. – O Jazigo da Família Vargas, onde está inumado o ex-Presidente Getúlio Dornelles Vargas;
II. – O Jazigo da Família Goulart, onde está inumado o ex-Presidente João Belchior Marques Goulart;
III. – O Jazigo onde está inumado o repúblico e autor da Moção Plebiscitária de 13 de janeiro de
IV. 1888 , Aparício Mariense da Silva;
V. – O Jazigo do Barão de São Lucas;
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VI. – O Jazigo do General Francisco Rodrigues Lima;
VII. – Os popularmente nominados “Túmulo de Maria do Carmo”, no bairro do mesmo nome e “Túmulo do
Anjinho”, no Cemitério Municipal;
VIII. – A área onde se localiza a histórica “Fonte de São Pedro”, primeira cacimba comunal no núcleo urbano,
a contar de sua época como “Povo de São Francisco de Borja”;
IX. – O acervo histórico material do “Museu da Estância” de propriedade e administração de “Os Angüeras”,
Grupo Amador de Artes;
X. – O prédio existente na esquina das ruas Félix da Cunha e Presidente Vargas, de número 2033 e o prédio
situado na Granja São Vicente, subúrbios desta cidade, locais onde viveu o expresidente João Goulart.

Parágrafo Único – No mesmo prazo o Executivo Municipal oficilizará o “MUSEU DA ESTÂNCIA”, integrando-o à
rede de museus do Município.

Art. 5º – São mantidos os títulos e distinções já instituídos por lei e concedidos pelo Município, alterando-se a
denominação do “PRÊMIO CHICO MENDES” para “COMENDA CHICO MENDES”, criando-se ainda, o título de
“SÃO-BORJENSE ILUSTRE”.

Parágrafo Único – Conceder-se-á o título “SÃO-BORJENSE ILUSTRE” ao filho desta terra que se destaque em
qualquer setor da atividade humana, de modo a dignificar a terra onde nasceu.

Art. 6º – Ficam criadas as Secretarias Municipais do Trabalho e Ação Social e Indústria e Comércio.

Art. 7º – O Executivo Municipal construirá forno crematório, colocando-o à disposição da comunidade.

Art. 8º – O Poder Público Municipal terá o prazo de dois (02) anos, a contar da data de promulgação da Lei
Orgânica do Município, para criar o “ALBERGUE PÚBLICO MUNICIPAL”.

Art. 9º – Seis (06) meses antes de expirar o prazo do contrato havido com a CORSAN, o Poder Executivo
Municipal determinará a viabilidade técnica e econômica visando retomar a prestação dos serviços pelo
Município.

Parágrafo Único – A conclusão de estudo deverá ser enviada à Câmara Municipal para apreciação.

Art. 10º – No prazo de seis (06) meses a contar da aprovação do Plano Diretor, o Poder Executivo Municipal
encaminhará projeto ao Poder Legislativo, definindo a política habitacional do Município.

Art. 11 – Revogado.

Câmara Municipal de Vereadores de São Borja, Sala Aparício Mariense, em 03 de abril de 1990.
(Última atualização em 28.10.2008 – Emenda nº 39, de 17.04.2008 – Sujeito à conferência)

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ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
CÂMARA MUNICIPAL DE VEREADORES DE SÃO BORJA
EDIFÍCIO PRESIDENTE GETÚLIO DORNELLES VARGAS

LEI N.° 3.800, DE 6 DE JULHO DE 2007.

"Dispõe sobre o Quadro de Cargos de


Provimento Efetivo, estabelece o Plano de
Carreira dos Servidores Públicos da
Administração Direta do Poder Executivo do
Município de São Borja e dá outras
providências".

O PREFEITO DE SÃO BORJA. Faço saber que, em cumprimento ao disposto no artigo 50, inciso IV,
da Lei Orgânica do Município, a Câmara aprovou e eu sanciono e promulgo a seguinte Lei:

Capítulo I
Das Disposições Preliminares
Art. 1º Esta Lei dispõe sobre o Quadro de Cargos de Provimento Efetivo e Estabelece o Plano de
Carreira dos Servidores Públicos da Administração Direta do Poder Executivo do Município de São
Borja.

Art. 2º O Regime Jurídico dos Servidores Públicos Municipais, integrante do Quadro de Cargos de
Provimento Efetivos, é o constante da Lei Complementar nº 005/95, de 04 de novembro de 1995,
observadas as disposições específicas desta Lei.

Art. 3º O serviço público do Poder Executivo Municipal é integrado pelos seguintes Quadros:

I – Quadro de Cargos de Provimento Efetivo;

II – Quadro de Cargos em Comissão e Funções Gratificadas;

III – Quadro de Empregos Públicos.

Parágrafo único. O Quadro de Cargos em Comissão e Funções Gratificadas e o Quadro de


Empregos Públicos constarão de Leis específicas.

Capítulo II
Da Carreira do Funcionário
Seção I
Dos Princípios Básicos da Carreira
Art. 4º A carreira do servidor tem como princípios básicos:

I – Profissionalização e valorização através de sua formação e atualização constante, visando a


consecução dos objetivos da administração pública;

II – Progressão na carreira mediante promoções alternadas por tempo e merecimento, realizadas


anualmente.

Seção II
Da Estrutura da Carreira

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Art. 5º A carreira do Funcionalismo Público Municipal da Administração Direta do Poder Executivo é


estruturada em 05 (cinco) classes, dispostas gradualmente.

Art. 6º Para efeitos desta Lei, considera-se:

I – CARGO: O conjunto de atribuições e responsabilidades atribuídas a um servidor público, mantidas


as características de criação por Lei, denominação própria, número certo, nível e classe de
vencimento representado por referência numérica e alfabética, qualificação mínima para o exercício e,
se for o caso, requisitos legais ou especiais para o provimento, conforme constante dos anexos desta
Lei.

II – CLASSES: Os diversos estágios em que se encontra o servidor durante o desenvolvimento de sua


carreira profissional, nos termos definidos nesta Lei e serão designadas pelas letras de “A” a “E”, em
ordem alfabética;

III – PROMOÇÃO: A passagem do servidor de uma determinada classe para a imediatamente


superior dentro do mesmo cargo e nível, na forma da Lei e segundo os critérios aqui estabelecidos por
tempo de serviço e por merecimento.

Seção III
Dos Níveis
Art. 7º Os níveis correspondem ao conjunto de responsabilidades, atribuições e exigências, conforme
a natureza e complexidade do cargo ao qual o servidor estiver investido, de acordo com a carga
horária exigida.

Art. 8º Os níveis são designados pelos algarismos de “1” a “12”, e atribuídos de acordo com as
seguintes exigências:

NÍVEL 1 – Destina-se a servidores que ocupam cargos sem exigência de qualificação específica;

NÍVEL 2 – Destina-se a servidores que ocupam cargos para o qual se exige conhecimento culinário;

NÍVEL 3 – Destina-se a servidores que ocupam cargos para o qual se exige algum tipo de qualificação
específica para o desempenho da atividade profissional;

NÍVEL 4 – Destina-se a servidores que ocupam cargos para os quais se exigem algum tipo de
habilidade específica para a atividade profissional, agregado a necessidade de conhecimento técnico
ou habilitação legal;

NÍVEL 5 – Destina-se a servidores que ocupam cargos nas atividades administrativas básicas;

NÍVEL 6 – Destina-se a servidores que ocupam cargos para os quais se exige algum tipo de
conhecimento específico ou técnico e/ou sejam responsáveis pela operação, manutenção ou
condução de veículos, máquinas e equipamentos rodoviários;

NÍVEL 7 – Destina-se a servidores que ocupam cargos nas atividades de nível médio, e desenvolvem
serviços específicos em áreas técnicas, administrativas, tributárias, de fiscalização e técnica de saúde
humana;

NÍVEL 8 – Destina-se aos servidores que ocupam cargos para os quais se exige habilitação técnica
de nível médio, específica nas áreas de contabilidade, informática, segurança no trabalho e de
protética dentária; ( Redação dada pela Lei nº 4.954, de 05 de dezembro de 2014.)

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NÍVEL 9 – Destina-se a servidores que ocupam cargos para os quais se exige nível superior nas áreas
farmaco-bioquímico, nutrição, psicologia, biblioteconomia, fisioterapia, terapia, fonoaudiologia,
biomédia; (Redação dada pela Lei nº 4.954, de 05 de dezembro de 2014.)

NÍVEL 10 – Destina-se a servidores que ocupam cargos para os quais se exige nível superior nas
áreas de assistência social, engenharia civil, agronomia, mecânica, e de segurança no trabalho,
arquitetura, contabilidade, direito, medicina veterinária, enfermagem e odontologia, administração,
economia, gestão pública; (Redação dada pela Lei nº 4.954, de 05 de dezembro de 2014.)

NÍVEL 11 – Destina-se a servidores que ocupam cargos na área da medicina humana;

NÍVEL 12 – Destina-se a servidores que ocupam cargos nas áreas de auditoria médica.

Art. 9º Serão enquadrados em cada nível os seguintes cargos:

NÍVEL 1 – Servente e Serviços gerais;

NÍVEL 2 – Cozinheiro;

NÍVE 3 – Carpinteiro, Eletricista, Instalador Hidráulico, Pedreiro, Calceteiro, Telefonista e Músico II;

NÍVEL 4 – Atendente Recreacionista, Monitor, Músico I e Agente de Biblioteca;

NÍVEL 5 – Agente Administrativo Auxiliar, Secretário de Escola e Agente Operacional de Saúde;

NÍVEL 6 – Motorista, Operador de Máquinas Rodoviárias, Mecânico, Mecânico Eletricista, Soldador


Chapeador e Desenhista;

NÍVEL 7 – Topógrafo, Fiscal de Obras e Posturas, Fiscal de Rendas, Fiscal de Trânsito, Auxiliar de
Inspeção Sanitária, Fiscal Sanitário, Técnico de Enfermagem, Atendente de Consultório Dentário e
Agente Sanitário;

NÍVEL 8 – Técnico em Contabilidade, Tesoureiro, Técnico em Informática e Técnico em Segurança no


Trabalho;

NÍVEL 9 – Farmacêutico Bioquímico, Nutricionista, Psicólogo, Bibliotecário, Agente Administrativo e


Fisioterapeuta;

NÍVEL 10 – Assistente Social, Engenheiro Civil, Engenheiro Mecânico, Contador, Advogado, Arquiteto
Urbanista, Médico Veterinário, Engenheiro Agrônomo, Cirurgião Dentista, Enfermeiro e Engenheiro de
Segurança no Trabalho;

NÍVEL 11 – Médico Clínico Geral;

NÍVEL 12 – Médico Auditor.

Seção IV
Das Especificações dos Cargos
Art. 10 Especificação dos cargos, para os efeitos desta Lei, é a diferenciação de cada um
relativamente às atribuições, responsabilidades e dificuldades de trabalho, bem como, a qualificação
exigida para o provimento dos mesmos.
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Art. 11 A especificação de cada cargo deverá conter:

I – denominação do cargo.

II – nível de vencimento.

III – descrição sintética e analítica das atribuições.

IV – condições de trabalho, incluindo a carga horária semanal e outras específicas.

V – requisitos para provimento, abrangendo a escolaridade, a idade e outros especiais de acordo com
as atribuições do cargo.

Parágrafo único. A criação de novos cargos, conforme as necessidades do Município, deverá ser
através de Lei, contendo a respectiva especificação deste artigo.

Art. 12 As atribuições, condições de trabalho, requisitos para provimento e demais especificações dos
cargos criados pela presente Lei são as constantes no Anexo I, que é parte integrante desta Lei.

Parágrafo único. As atribuições, condições de trabalho e demais especificações dos cargos em


extinção relacionados no artigo 47, são aquelas constantes das respectivas leis que lhes deram
origem, bem como os demais regulamentos vigentes, em especial as normas desta Lei, para as
funções que houver algum tipo de semelhança.

Seção V
Do Quadro de Cargos de Provimento Efetivo
Art. 13 O Quadro de Cargos de Provimento Efetivo é integrado pelos seguintes níveis e respectivas
quantidades de vagas:
NÍVEL 1
Cargo Quantidade
Servente 60
Serviços Gerais 56

NÍVEL 2
Cargo Quantidade
Cozinheiro 41
(4.392)
Cozinheiro 1 42

NÍVEL 3
Cargo Quantidade
Carpinteiro 06
Eletricista 11

1 NR – Redação dada pela Lei nº 4.392, de 30 de maio de 2011

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Instalador Hidráulico 04
Pedreiro 03
1 (4.392)
Pedreiro 05
Calceteiro 02
Telefonista 03
Músico II 04

NÍVEL 4
Cargo Quantidade
Atendente Recreacionista 104
Monitor 15
1 (4.392)
Monitor 17
Monitor 2 (4.564) 18
(4.682)
Monitor 3 20
(4.728)
Monitor 4 22
Monitor 5 (4.754) 26
Músico I 17
Agente de Biblioteca 20

NÍVEL 5
Cargo Quantidade
Agente Administrativo Auxiliar 42
(4.392)
Agente Administrativo Auxiliar 6 49
Secretário de Escola 23
Agente Operacional de Saúde 30
2 (4.564)
Agente Operacional de Saúde 32

NÍVEL 6
Cargo Quantidade
Motorista 75
Operador de Máquinas Rodoviárias 31
Mecânico 11

2 NR – Redação dada pela Lei nº 4.564, de 24 de maio de 2012


3 NR – Redação dada pela Lei nº 4.682, de 28 de fevereiro de 2013
4 NR – Redação dada pela Lei nº 4.728, de 15 de julho de 2013
5 NR – Redação dada pela Lei nº 4.754, de 12 de agosto de 2013
6 NR – Redação dada pela Lei nº 4.392, de 30 de maio de 2011

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Mecânico Eletrecista 02
Soldador Chapeador 01
Desenhista 02

NÍVEL 7
Cargo Quantidade
Topógrafo 04
Fiscal de Obras e Posturas 12
Fiscal de Rendas 15
Fiscal de Trânsito 20
Auxiliar de Inspeção Sanitária 02
Fiscal Sanitário 02
7 (4.256)
Fiscal Sanitário 05
3 (4.682)
Fiscal Sanitário 07
Técnico em Enfermagem 12
Técnico em Enfermagem 8 (4.392) 14
(4.682)
Técnico em Enfermagem 9 20
Técnico em Enfermagem 10 (4.954) 31
Atendente de Consultório Dentário 04
Agente Sanitário 02

NÍVEL 8
Cargo Quantidade
Técnico em Contabilidade 03
8 (4.392)
Técnico em Contabilidade 06
Tesoureiro 01
Técnico em Informática 03
Técnico em Informática (Lei 4.954/2014) 04
Técnico em Segurança do Trabalho 01
Técnico em Prótese Dentária (Lei 4.954/2014) 01

NÍVEL 9

7 NR – Redação dada pela Lei nº 4.256, de 16 de julho de 2010


8 NR – Redação dada pela Lei nº 4.392, de 30 de maio de 2011
9 NR – Redação dada pela Lei nº 4.682, de 28 de fevereiro de 2013
10 NR – Redação dada pela Lei nº 4.682, de 28 de fevereiro de 2013

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Cargo Quantidade
Farmacêutico Bioquímico 03
Farmacêutico Bioquímico 11 (4.516) 03
12
Farmacêutico Bioquímico (4.779) 04
Farmacêutico Bioquímico 13 (4.790) 05
Nutricionista 03
Psicólogo 04
Psicólogo 8 (4.392) 05
Psicólogo 14 (4.564) 07
(4.682)
Psicólogo 08
Bibliotecário 01
Agente Administrativo 13
Fisioterapeuta 01
Fisioterapeuta 15 (3.864) 03
Fisioterapeuta (Lei 4.954/2014) 08
Terapeuta Ocupacional(Lei 4.954/2014) 02
Fonoaudiólogo (Lei 4.954/2014) 02
Biomédico (Lei 4.954/2014) 01

NÍVEL 10
Cargo Quantidade
Assistente Social 04
Assistente Social 8 (4.392) 05
Assistente Social 16 07
Assistente Social 17 09
Assistente Social (Lei 4.954/2014) 11
Engenheiro Civil 03
Engenheiro Civil 18 04
Engenheiro Mecânico 01
Contador 06

11 NR – Redação dada pela Lei nº 4.516, de 03 de fevereiro de 2012


12 NR – Redação dada pela Lei nº 4.779, de 04 de outubro de 2013
13 NR – Redação dada pela Lei nº 4.790, de 11 de novembro de 2013
14 NR – Redação dada pela Lei nº 4.564, de 24 de maio de 2012
15 NR – Redação dada pela Lei nº 3.864, de 20 de dezembro de 2007
16 NR – Redação dada pela Lei nº 4.682, de 28 de fevereiro de 2013
17 NR – Redação dada pela Lei nº 4.779, de 04 de outubro de 2013
18 NR – Redação dada pela Lei nº 4.516, de 03 de fevereiro de 2012

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Contador 19 08
Advogado 02
Advogado (Lei 4.954/2014) 03
Arquiteto Urbanista 02
Arquiteto Urbanista 20 03
(4.682)
Arquiteto Urbanista 04
Médico Veterinário 03
Médico Veterinário 21 05
Engenheiro Agrônomo 01
Cirurgião Dentista 04
Cirurgião Dentista 22 12
Enfermeiro 06
Enfermeiro (4.392) 08
Enfermeiro (4.682) 14
Enfermeiro (Lei 4.954/2014) 19
Engenheiro de Segurança do Trabalho 01
Tesoureiro (Lei 4.954/2014) 01
Administrador (Lei 4.954/2014) 01
Engenheiro Eletricista (Lei 4.954/2014) 01
Auditor Fiscal (Lei 4.954/2014) 02

NÍVEL 11
Cargo Quantidade
Médico Clinico Geral 05
Médico Clínico Geral (Lei 4.954/2014) 09
Médico Psiquiatra (Lei 4.954/2014) 01

NÍVEL 12
Cargo Quantidade
Médico Auditor 01

Art. 14 Ficam reenquadrados no Quadro de Cargos de Provimento Efetivo do artigo anterior, os


seguintes cargos, existentes atualmente:

19 NR – Redação dada pela Lei nº 4.564, de 24 de maio de 2012


20 NR – Redação dada pela Lei nº 4.392, de 30 de maio de 2011
21 NR – Redação dada pela Lei nº 4.728, de 15 de julho de 2013
22 NR – Redação dada pela Lei nº 3.864, de 20 de dezembro de 2007

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Cargos Reenquadramento Nível

Cozinheiro
Cozinheiro 2
Merendeiro
Auxiliar de Serviços Gerais
Serviços Gerais 1
Serviços Gerais
Atendente
Atendente Recreacionista 4
Recreacionista
Escrevente datilógrafo
Auxiliar de Almoxarife Agente Administrativo Auxiliar 5
Auxiliar Administrativo
Músico 1º Classe
Músico I 4
Músico 2º Classe
Músico 3º Classe Músico II 3

Parágrafo único. Os reenquadramentos na forma do caput deste artigo somente ocorrerão quando
houver compatibilidade entre o cargo de origem e o cargo de reenquadramento, conforme requisitos
constantes do Anexo I, da Lei nº 3.800 de 06 de julho de 2007. (NR) 23

Seção VI
Da Tabela de Pagamento dos Cargos de Provimento Efetivo
Art. 15 A tabela de vencimento básico dos cargos de provimento efetivo é a constante do Anexo II,
que faz parte integrante desta Lei.

Parágrafo único. Sobre o salário básico de cada cargo, conforme a classe a que servidor for
promovido, será pago os seguintes percentuais:

Classe Percentual

A 0%

B 8%

C 16%

D 24%

E 32%

Seção VII

23 NR – Acrescentado pela Lei nº 4.384, de 09 de maio de 2011


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Da Promoção
Art. 16 A promoção será realizada dentro do mesmo cargo e nível, mediante passagem do servidor de
uma determinada classe para a imediatamente superior.

Art. 17 Cada cargo terá cinco classes, designadas pelas letras A, B, C, D e E, sendo esta última em
final de carreira.

Art. 18 A promoção far-se-á por tempo de exercício em cada classe e por merecimento, mediante
avaliação nos critérios definidos nesta Lei.

Parágrafo único. As promoções a que se refere esta seção, para os servidores que possuírem direito,
ocorrerão sempre no mês de Janeiro de cada ano.

Art. 19 O tempo de exercício em cada classe para fins de promoção será de:

a) CLASSE “A”, seis anos;

b) CLASSE “B”, seis anos;

c) CLASSE “C”, seis anos;

d) CLASSE “D”, seis anos;

e) CLASSE “E”, final de carreira.

Art. 20 Merecimento é a demonstração positiva do servidor no exercício do seu cargo evidenciado


pelo desempenho eficiente, dedicado e leal das suas atribuições, avaliadas anualmente pelos
seguintes quesitos:

a) Qualidade do Trabalho;

b) Pontualidade;

c) Assiduidade;

d) Responsabilidade;

e) Relacionamento Interpessoal;

f) Zelo pelos Recursos Públicos;

g) Iniciativa e Criatividade;

h) Produtividade;

i) Cooperação com a equipe.

§1º A cada quesito deste artigo será atribuído os seguintes conceitos e pontuações:

Quesito Ótimo Muito Bom Bom Regular Insuficiente

Qualidade do Trabalho 15 12 10 06 04

Pontualidade 05 04 03 02 01

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Assiduidade 05 04 03 02 01

Responsabilidade 15 12 09 06 03

Relacionamento Interpessoal 10 08 06 04 02

Zelo pelos recursos Públicos 10 08 06 04 02

Iniciativa e Criatividade 15 12 09 06 03

Produtividade 15 12 08 06 02

Cooperação com a equipe 10 08 06 04 02

Total 100 80 60 40 20

§ 2º Fica prejudicado o merecimento, acarretando o aumento de mais um ano na contagem do tempo


de exercício para fins de promoção, sempre que o servidor, no intervalo entre uma avaliação e outra,
tiver incorrido nas seguintes faltas ou insuficiências:

a) somar uma penalidade, seja de advertência ou repreensão;

b) sofrer pena de suspensão disciplinar, mesmo que convertida em multa;

c) completar três faltas não justificadas ao serviço;

d) contar com dez atrasos de comparecimento ao serviço e/ou saídas antes do horário marcado para
o término da jornada, superiores a quinze minutos;

e) Obtiver avaliação conforme estipulado nesta seção, inferior a 59 (cinqüenta e nove) pontos.

Art. 21 A avaliação a que se refere esta seção, será realizada anualmente até o mês de outubro
através de Comissão Especial formada em cada Secretaria, Consultoria, Assessoria ou Gabinete,
composta pelo titular da pasta, pela chefia imediata e por no mínimo dois servidores estatutários nao
investidos em cargos em comissão, com respectivos suplentes.

§ 1º Os servidores integrantes da comissão de avaliação, serão substituídos por seus suplentes, e


vice-versa, quando avaliados.

§ 2º Nas Secretarias, Consultorias, Assessorias ou Gabinetes, que possuírem menos de 6 (seis)


servidores estatutários, será constituída uma única comissão entre si, composta pelos titulares das
pastas e mais um servidor de cada uma delas.

§ 3º As Comissões emitirão Boletins de Avaliação, que serão disponibilizados aos servidores


avaliados para que estes tomem ciência, os quais poderão interpor recurso à comissão no prazo de 05
(cinco) dias úteis, que se não acatados, serão remetidos de ofício a apreciação do Prefeito.

§ 4º Os recursos apresentados na forma do parágrafo anterior e remetido ao Prefeito, caso venham a


ser aceitos, serão apreciados por uma nova comissão avaliadora, com a substituição de no mínimo 02
(dois) dos membros da comissão anterior.

§ 5º Os Boletins de Avaliação, após homologados pelo Prefeito, serão remetidos ao Departamento de


Pessoal, para fins de lançamento e enquadramento do servidor, quando for o caso.

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Art. 22 As licenças e afastamentos sem direito à remuneração suspendem a contagem do tempo para
fins de promoção.

Parágrafo único. Aos representantes e servidores cedidos sem prejuízo de seus vencimentos, pela
administração municipal, às entidades associativas e sindicais que os representam, ficam
asseguradas as promoções por tempo de serviço, independentemente do critério merecimento.

Art. 23 Para todos os efeitos fará jus a promoção, o servidor que vier a se aposentar ou falecer, sem
que a promoção que lhe coubesse tenha sido efetivada, por razões que o mesmo não tenha dado
causa.

Capítulo III
Do Provimento
Seção I
Do Recrutamento de Servidores
Art. 24 O recrutamento para os cargos efetivos far-se-á para a classe inicial de cada categoria
funcional, mediante concurso público, nos termos disciplinados nesta Lei, no Estatuto dos Servidores
Municipais do Quadro de Provimento Efetivo, respeitando os dispositivos constitucionais.

Art. 25 Os concursos Públicos tem validade de até 2 (dois) anos, a partir da data da publicação dos
resultados finais, prorrogáveis por igual período quando do interesse da administração municipal.

Art. 26 Aos candidatos portadores de deficiência, aprovados em concurso público, serão reservadas
10% (dez por cento) do número de vagas para cada cargo, na forma da Lei Municipal nº 2.916, de 31
de outubro de 2001.

Parágrafo único. Uma vez aplicado o percentual sobre o número de vagas, os valores resultantes
acima de 0,5 serão arredondados para 1 ou para o número inteiro subseqüente.

Art. 27 O servidor que por força de concurso público vier a ingressar em outro cargo, será enquadrado
na classe "A", iniciando nova contagem de tempo de exercício para fins de promoção.

Seção II
Do Treinamento
Art. 28 A Administração Municipal promoverá treinamentos para os seus servidores sempre que
verificada a necessidade de melhor capacitá-los para o desempenho de suas funções, visando
dinamizar, qualificar e racionalizar a execução das atividades dos diversos órgãos e departamentos.

Parágrafo único. O treinamento será denominado interno quando desenvolvido pelo próprio
município, através da Escola de Desenvolvimento do Servidor Municipal, e externo quando executado
por órgão ou entidade especializada, atendendo as necessidades específicas.

Capitulo IV
Das Gratificações, Convoções e Incorporações
Seção I
Das Gratificações
Art. 29 Além das previstas no Regime Jurídico, serão concedidas aos Servidores as seguintes
Gratificações, calculadas sobre o vencimento básico de cada cargo:

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I – Gratificação pelo exercício da função de forma contínua e permanente em locais de difícil acesso,
enquanto o servidor permanecer nesta situação, desde que não esteja trabalhando em regime de
convocação especial, dedicação exclusiva, ou prestando serviço extraordinário. (NR) 24

a) Dentro da Zona Urbana em locais com distância superior a 01 (um) quilômetro da linha de
passagem do transporte coletivo, 10% sobre o vencimento básico;

b) Até 40 (quarenta) quilômetros fora do perímetro urbano, 20% sobre o vencimento básico;

c) Acima de 40 (quarenta) quilômetros fora do perímetro urbano, 30% do vencimento básico.

II – Gratificação por Nível Cultural, incorporáveis aos vencimentos, a ser paga aos servidores que
possuírem qualquer curso de graduação superior ou pós graduação, desde que estes não tenham
sido requisitos básico para o ingresso no serviço público, na forma das alíneas seguintes:

a) Curso de Graduação superior em qualquer área, 10% (dez por cento);

b) Curso de Especialização em qualquer área, com carga horária mínima de 360 horas, 15% (quinze
por cento);

c) Curso de Mestrado em qualquer área: 20% (vinte por cento);

d) Curso de Doutorado em qualquer área, 30% (trinta por cento).

III – Gratificação por Nível Cultural, incorporáveis aos vencimentos, a ser paga aos servidores que
possuírem curso técnico a nível de ensino médio, ou pós médio, de graduação ou pós graduação
específica para a carreira, desde que estes não tenham sido requisitos básicos para o ingresso no
serviço público, na forma das alíneas seguintes:

a) Curso Técnico 10% (dez por cento);

b) Curso de Graduação superior, 20% (vinte por cento);

c) Curso de Especialização, carga horária mínima de 360 horas, 20% (vinte por cento);

d) Curso de Mestrado, 40% (quarenta por cento);

e) Curso de Doutorado, 60% (sessenta por cento).

Parágrafo único. Para fins de pagamento das gratificações previstas no inciso I deste artigo,
considera-se trabalhos contínuos e permanentes, aqueles em que o servidor tenha sido formalmente
designado através de Portaria do Prefeito.

Art. 30 Os servidores detentores do cargo de Operador de Máquinas, no exercício da função, terão


direito a uma gratificação de 30% (trinta por cento) do valor do vencimento básico do respectivo cargo
pela dificuldade e complexidade de operação em máquinas pesadas, consideradas rodoviárias e
especiais, enquanto permanecerem nesta situação.

Art. 31 Os servidores detentores do cargo de Motorista, designado para desempenhar suas funções
nos serviços de transporte escolar, condução de ambulâncias, caminhões, ônibus e demais veículos
pesados, ou de motorista do Prefeito, terão direito a uma gratificação de 20% (vinte por cento) do valor
do vencimento básico do respectivo cargo, pela dificuldade, responsabilidade e complexidade da
função enquanto nela permanecer.

24 Redação dada pela Lei nº 3.830, de 04.10.2007


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Art. 32 Os servidores detentores dos cargos de Mecânico, Mecânico Eletricista e Lavador Lubrificador,
no exercício de suas funções, terão direito a uma gratificação de 10% (dez por cento), do valor do
vencimento básico do respectivo cargo, enquanto permanecerem nesta função.

Art. 33 O servidor detentor do cargo de Contador, designado como responsável pela contabilidade
municipal, pelos balanços, relatórios exigidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal e demais relatórios
contábeis e financeiros, perceberá uma gratificação de 30% (trinta por cento) sobre o valor do
vencimento básico, do respectivo cargo.

Art. 34 Os servidores detentores dos cargos de Fiscal de Renda, Fiscal de Obras e Posturas e Fiscal
de Trânsito, terão uma gratificação variável por produtividade, enquanto permanecerem na função,
calculada sobre o vencimento básico dos respectivos cargos, nos seguintes percentuais:

I – Produtividade Coletiva: até 20% (vinte por cento);

II – Produtividade Individual: até 30% (trinta por cento).

§ 1º Aos servidores que estiverem trabalhando em regime de dedicação exclusiva, convocação


especial ou, realizando serviços extraordinários, a produtividade será paga na proporção de 50%
(cinqüenta por cento).

§ 2º A produtividade a que se refere este artigo, deverá ser regulamentada por Decreto, o qual fixará
indicadores progressivos a serem alcançados pelos departamentos e pelos servidores
individualmente.

Art. 35 As gratificações de que trata esta sessão não integrarão a base para o cálculo de outra e
incidirão sobre o vencimento básico de cada cargo.

Parágrafo único. As gratificações de nível cultural, previstas no artigo 29, II e III, não serão pagas de
forma cumulativas, tendo o servidor direito a apenas a uma gratificação a este título.

Seção II
Da Graficação de Natal
Art. 36 Aos servidores ativos, inativos e pensionistas, regidos pelo Estatuto dos Servidores Públicos
do Quadro de Provimento Efetivo, será pago Gratificação de Natal equivalente a 100% (cem por
cento) do valor da remuneração fixa do mês de dezembro de cada ano, acrescida da remuneração
variável conforme a média perecebida nos últimos 12 (doze) meses.

§ 1º A Gratificação de Natal prevista neste artigo, será paga 50% (cinqüenta por cento) no mês de
junho, e o restante até o dia 20 de dezembro de cada ano.

§ 2º Ao servidor que entrar em exercício após o início do ano, ou que se retirar antes do seu término, a
gratificação prevista neste artigo, será paga proporcionalmente a fração de 1/12 (um doze avos) por
mês trabalhado, considerando-se como fração integral, os períodos iguais ou superior a 15 (quinze)
dias.
Seção III
Das Convocações
Art. 37 Os servidores ocupantes de cargos cujo regime indiquem 20 ou 30 horas de trabalho semanal,
poderão ser convocados para trabalharem em regime de dedicação exclusiva, ou por convocação
especial de 40 horas semanais, por ato expresso do Prefeito, mediante proposta fundamentada dos
Secretários Municipais ou equivalente.

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§ 1º Os ocupantes dos cargos cujo regime indique 40 horas de trabalho semanal, poderão ser
convocados apenas para o regime de dedicação exclusiva nos casos previstos nesta Lei.

§ 2º Para a convocação especial dos servidores para o regime de 40 horas semanais, e dedicação
exclusiva, deverão constar os motivos determinantes da medida, bem como o tempo necessário que
poderá ser de até 12 (doze) meses, prorrogáveis sempre que necessário ao interesse do serviço
público.

Art. 38 O regime de dedicação exclusiva é privativo das funções técnicas de nível médio e superior,
constantes dos cargos dos níveis 8 a 12, e outros definidas neste artigo, sendo incompatível com o
exercício cumulativo de cargos, empregos ou funções, bem como de qualquer outra atividade pública
ou privada.

§ 1º É considerada dedicação exclusiva a disponibilidade do servidor em tempo integral para o cargo


que exerce na municipalidade independente de dia e horário.

§ 2º O servidor convocado para trabalho em regime de dedicação exclusiva assinará termo de


compromisso em que declare vincular-se ao regime e cumprir as condições inerentes ao mesmo,
fazendo jús aos seus benefícios enquanto nele permanecer.

§ 3º Além dos servidores ocupantes dos cargos dos níveis previstos no caput deste artigo, poderão
também ser convocados para o regime de dedicação exclusiva, mesmo que o regime de trabalho seja
de 40 horas semanais, os servidores ocupantes dos seguintes cargos:

a) Agente Administrativo Auxiliar;

b) Motorista;

c) Mecânico;

d) Mecânico Eletricista;

e) Topógrafo;

f) Fiscal de Obras e Posturas;

g) Fiscal de Rendas;

h) Fiscal de Transito;

i) Escriturário;

j) Operador de máquinas;

k) Fiscal Sanitário;

l) Auxiliar de Inspeção Sanitária.

Art. 39 O servidor convocado para trabalhar em regime de dedicação exclusiva ou de convocação


especial de 40 horas semanais, perceberá sobre o vencimento básico do cargo que estiver investido, a
seguinte gratificação:

I – Em regime de dedicação exclusiva:

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a) 150% (cento e cinqüenta por cento), para o servidor que possuir regime de trabalho de 20 horas
semanais;

b) 80% (oitenta por cento), para o servidor que possuir regime de trabalho de 30 ou 40 horas
semanais.

II – Em regime de convocação especial para trabalho de 40 horas semanais:

a) 100% (cem por cento), para o servidor que possuir regime de trabalho de 20 horas semanais;

b) 50% (cinqüenta por cento), para o servidor que possuir regime de trabalho de 30 horas semanais.

Parágrafo único. Ao servidor que possua incorporações a mesmo título com base nesta Lei ou na Lei
1.359 de 11 de outubro de 1985, será pago apenas a proporção das frações ainda não incorporadas.
(NR) 25

Art. 40 O servidor convocado para qualquer dos regimes de trabalho de que trata esta seção, é
assegurado o direito à percepção da referida gratificação, proporcionalmente ao período trabalhado,
quando afastado por motivo de férias, licença para tratamento de saúde, nojo ou gala.

Parágrafo único. Proporcionalmente, entender-se-á tantos doze avos, quantos forem os meses que
o servidor esteve convocado para o regime especial, pagos por mês de afastamento.

Art. 41 O servidor convocado para qualquer dos regimes, quando entrar em licença prêmio, perceberá
somente o vencimento correspondente ao regime de trabalho do respectivo cargo, exceto quando
incorporado.
Seção IV
Das Incorporações
Art. 42 O servidor que contar 01 (um) ano, consecutivo ou não, de exercício em cargos em comissão
ou funções gratificadas, perceber gratificação por serviços extraordinários, por dedicação exclusiva ou
convocação especial para trabalho em regime de 40 horas semanais, terá incorporado ao vencimento
do respectivo cargo, como vantagem pessoal, a importância equivalente à fração de 1/25 (um vinte e
cinco avos) a contar da vigência desta Lei, conforme:

I – remuneração percebida a esses títulos;

II – diferença entre o vencimento do cargo excepcionalmente exercido, função ou serviço


extraordinariamente prestado e a do seu respectivo cargo.

§ 1º Computa-se para fins de incorporação, na forma do caput deste artigo, o período trabalhado pelo
servidor, anteriormente a esta Lei, desde que não tenha sido objeto de outras incorporações.

§ 2º As incorporações mencionadas neste artigo, serão efetuadas de ofício, pela administração


municipal, independentemente de solicitação do servidor.

§ 3º As incorporações de que trata este artigo terão por limite as frações ainda não incorporadas
através da Lei 1.359 de 11 de outubro de 1985, e não inclui as gratificações remanescentes que
poderiam ter sido objeto de atualizações conforme previsto no art. 7º da mesma Lei e que por opção
do servidor não foi efetuada. (NR) 26

25 Acrescentado pela Lei nº 3.830, de 04.10.2007


26 Acrescentado pela Lei nº 3.830, de 04.10.2007
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Art. 43 O acréscimo a que se refere o artigo anterior ocorrerá a partir do primeiro ano de desempenho
de funções, cargos, prestação de serviços extraordinários, percepção de gratificações incorporáveis,
trabalho em regime de convocação especial, ou de dedicação exclusiva, à razão de 1/25 (um vinte e
cinco avos) por ano completo de exercício até completar o vigésimo quinto ano.

Art. 44 As importâncias incorporadas acompanharão as oscilações legais da remuneração das


atividades mencionadas nesta Lei, não integrando a base de cálculo de outras gratificações, exceto a
do 13º salário e das férias.

Art. 45 O servidor beneficiado por esta Lei não poderá se eximir, sem justo motivo, do desempenho na
proporção já incorporada, de qualquer cargo, função ou regime de trabalho a que seja chamado,
desde que compatíveis com os que deram origem à incorporação.

Art. 46. Os servidores que até a data da promulgação desta lei, perceberam a gratificação prevista no
Art. 82, Inciso II, e Art. 85 da Lei Complementar nº 005/95, por período de no mínimo dez (10) anos
consecutivos ou não, terão incorporados à sua remuneração, a importância percebida a esse título.27
Capítulo V
Disposições Gerais e Transitórias
Art. 47. É declarado excedente, ficando automaticamente extinto, no momento em que vagarem, os
seguintes cargos criados anteriormente a esta Lei e que não atendam aos requisitos constantes no
Anexo I: (NR) 28

I – Docente Primário s/ habilitação;

II – Docente Primário com Habilitação Específica em Educação;

III – Contínuo;

IV – Jardineiro;

V – Coveiro;

VI – Lavador Lubrificador;

VII – Ferreiro;

VIII – Ajudante de Mecânico;

IX – Arquivista;

X – Protocolista;

XI – Auxiliar de Desenhista;

XII – Auxiliar de Fiscalização;

XIII – Oficial Administrativo;

XIV – Almoxarife;

XV – Tesoureiro Auxiliar;

27 Redação dada pela Lei nº 4.903, de 08 de agosto de 2014


28 NR – Redação dada pela Lei nº 4.384, de 09 de maio de 2011
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XVI – Auxiliar de Contabilidade;

XVII – Mestre de Obras;

XVIII – Escriturário;

XIX – Eletricista; 29

XX – Topógrafo; (4.384)

XXI – Operador de Máquinas Rodoviárias; (4.384)

XXII – Motorista; (4.384)

XXIII – Escrevente Datilógrafo; (4.384)

XXIV – Carpinteiro; 30

XXV – Mecânico; (4.384)

XXVI – Instalador Hidráulico; (4.384)

XXVII – Auxiliar de Serviços Gerais; (4.384)

XXVIII – Servente; (4.384)

XXIX – Recreacionista; (4.384)

XXX – Atendente; (4.384)

XXXI – Cozinheiro; (4.384)

XXXII – Merendeira; (4.384)

XXXIII – Fiscal de Trânsito; (4.384)

XXXIV – Músico Instrumentista de 2º Classe; (4.384)

XXXV – Tesoureiro; (Lei 4.954/2014)

Art. 48 Ficam extintos todos os demais cargos de provimento efetivo do Quadro Geral de Servidores
do Município, aqueles criados anteriormente à vigência desta Lei, observando-se o artigo anterior.

Art. 49 Fica assegurado aos ocupantes dos cargos relacionados no artigo 47 desta Lei, os mesmos
direitos a promoções, conforme previsto para as categorias funcionais constantes do Quadro de
Cargos do artigo 13.

Parágrafo único. Os níveis funcionais para fins de reenquadramento e promoções dos cargos
relacionados no artigo 47, é o constante da tabela seguinte:

29 NR – Acrescentado pela Lei nº 4.384, de 09 de maio de 2011


30 NR – Acrescentado pela Lei nº 4.384, de 09 de maio de 2011
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Categorias Funcionais Nível

Docente Primário s/ Habilitação 02

Docente Primário com Habilitação Específica em Educação 05

Contínuo 02

Jardineiro 02

Coveiro 02

Lavador Lubrificador 02

Ferreiro 02

Ajudante de Mecânico 02

Arquivista 03

Protocolista 03

Auxiliar de Desenhista 04

Auxiliar de Fiscalização 06

Oficial Administrativo 07

Almoxarife 07

Tesoureiro Auxiliar 07

Auxiliar de Contabilidade 07

Mestre de Obras 04

Escriturário 07

Eletricista 31 03

Topógrafo (4.384) 07

Operador de Máquinas Rodoviárias (4.384) 06

Motorista (4.384) 06

Escrevente Datilógrafo (4.384) 05

Carpinteiro (4.384) 03

Mecânico (4.384) 06

31 NR – Acrescentado pela Lei nº 4.384, de 09 de maio de 2011


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Instalador Hidráulico (4.384) 04

Auxiliar de Serviços Gerais (4.384) 01

Servente (4.384) 01

Recreacionista (4.384) 04

Atendente (4.384) 04

Cozinheiro (4.384) 02

Merendeira (4.384) 02

Fiscal de Trânsito (4.384) 07

Músico Instrumentista de 2º Classe (4.384) 04

Tesoureiro (Lei 4.954/2014) 10

Art. 50 Fica assegurado o enquadramento dos servidores inativos e pensionistas do município, na


classe "A" de cada cargo.

Art. 51 O valor referencial que atualmente é de R$ 380,00 (trezentos e oitenta reais), corresponde ao
salário básico, pago ao nível 01, CLASSE “A”, do quadro de carreira dos Servidores Municipais,
conforme constante do Anexo II.

Art. 52 Fica assegurada a irredutibilidade de vencimentos no caso dos valores estabelecidos na tabela
constante do Anexo II desta Lei serem inferiores ao vencimento básico percebido pelos atuais
servidores concursados do Município.

Art. 53 Fica assegurada revisão geral anual dos vencimentos dos servidores públicos municipais, sem
distinção de índices, com data base fixada para o mês de maio de cada ano.

Parágrafo único. A revisão de que trata este artigo, atualizará os vencimentos no mínimo em valores
que reponham as perdas salariais nos últimos doze meses.

Art. 54 O pagamento da remuneração mensal dos servidores públicos municipais será realizado até o
último dia útil do mês do trabalho prestado.

Art. 55 Todos os servidores serão enquadrados na classe "A" de sua categoria, na data em que esta
lei entrar em vigor.

Art. 56 O tempo de serviço em cargo de provimento efetivo prestado ao Município entre 05 de outubro
de 1988 e a data de publicação desta Lei será considerado para fins de promoção.

§ 1º A cada três anos será concedido um avanço de classe que contará com período de seis anos do
tempo de serviço indicado no caput deste artigo.

§ 2º Para fins destas promoções não serão exigidas as avaliações previstas nesta Lei.

§ 3º As promoções de que trata este artigo serão concedidas independentemente dos efeitos
decorrentes da aplicação do art. 19 desta Lei.

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Art. 57 Fica assegurado aos servidores celetistas estáveis na forma do artigo 19 das Disposições
Constitucionais Transitórias a equivalência salarial para fins de enquadramento conforme disposto
nesta Lei, e naquilo que couber.

Art. 58 As despesas decorrentes da aplicação desta Lei, correrão à conta das dotações orçamentárias
próprias, constantes das Leis Orçamentárias Anuais.

Art. 59 Revogam-se as Leis Municipais nº 504 de 29 de outubro de 1965; 520 de 14 de abril de 1966;
807 de 29 de setembro de 1975; 822 de 19 de dezembro de 1975; 845 de 26 de julho de 1976; 1.079
de 06 de abril de 1982; 1.093 de 12 de julho de 1982; 1.118 de 16 de dezembro de 1982; 1.119 de 16
de dezembro de 1982; 1.137 de 23 de junho de 1983; 1.359 de 11 de outubro de 1985; 1.409 de 19 de
setembro de 1986; 1.426 de 08 de dezembro de 1986; 1.575 de 23 de maio de 1989; 1.665 de 21 de
fevereiro de 1990; 1.715 de 25 de julho de 1990; 1.736 de 15 de outubro de 1990; 1.778 de 09 de
janeiro de 1991; 2.042 de 28 de junho de 1993; 2.097 de 04 de novembro de 1993; 2.135 de 27 de
dezembro de 1993; 2.144 de 28 de dezembro de 1993; 2.153 de 20 de janeiro de 1994; 2.160 de 18
de Fevereiro de 1994; 2.497 de 18 de abril de 1997; 2.657 de 31 de dezembro de 1998; 3.323 de 06
de maio de 2004; 3.546 de 23 de dezembro de 2005; 3.642 de 28 de agosto de 2006; 3.681 de 24 de
outubro de 2006.

Art. 60 Esta Lei entra em vigor em 01 de julho de 2007.

São Borja, 6 de julho do ano de 2007.

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