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38b

Sócrates afirma q se tivesse recursos proporia uma multa de acordo com suas posses, não tendo talvez
possa pagar uma mina.

Platão, Criton, Critobulo e Apolodoro, presentes, insistem em pagar uma multa de 30 minas, sendo essa
a punição sugerida.

38c

Sócrates diz aos atenienses q serão acusados no futuro de executar um sábio, não q o seja mas assim o
chamarão para diminuir a cidade. Execução desnecessária dada sua idade. “tudo se resolveria por si
mesmo”.

38d

Os acusadores podem achar que Sócrates foi condenado por não ter argumentos, como se estivesse
decidido a fzr de tudo pela absolvição. Mas não, o foi por não estar disposto a falar e fazer qualquer
coisa pela absolvição (algo indigno e comum em outros réus)

38e

“(...) prefiro mil vezes morrer por me ter defendido como o fiz, a ficar vivo se tivesse falado de outro
modo.”

No tribunal e na guerra não se tem direito de tudo fazer para escapar à morte.

39a

“Porém o difícil, senhores, não é fugir da morte; muito mais difícil é fugir da maldade, porque esta corre
mais do que a morte.”

39b

Sócrates afirma q por ser velho e lento será apanhado pela morte e seus acusadores, arrebatados e
ágeis , pela maldade – estes julgados pela Verdade como maus e injustos e ele julgado pelos acusadores
merecedor da morte. Devem todos terminar conformados com nossas penas.

39c

Sócrates se propõe a profetizar aos acusadores o que virá depois, pois é quando os homens profetizam,
chegada a hora da morte.

Profetiza que chegará um castigo de Zeus muito mais grave do q o que lhe será infligido: se imaginam
que se livrarão dos questionamentos sobre seu proceder se enganam pois se dará o contrário.

39d
Sócrates afirma que em maior número serão aqueles que questionarão e censurarão por não viverem
em. Matar alguém para se livrar da censura não é nem efetivo nem honroso. “Para qualquer pessoa, o
modo mais nobre e fácil não consiste em incapacitar os outros, mas em esforçar-se para tornar-se
homem de bem.”

39e

Sócrates passa a falar com os q lhe deram seu voto, enquanto os magistrados estão ocupados. Como a
amigos exporá o significado do que passou.

40a – b

Sócrates alega serem estes realmente juízes e afirma que passou coisa maravilhosa.

Seu daimon sempre manifestou-se, mesmo em coisas menores, quando na iminência de um equívoco.

No entanto não foi advertido em nada ao sair de casa, dirigir-se ao tribunal, nem durante sua defesa.

Logo o que passou foi um bem, estando errados os que tem a morte como um grande mau.

O que ocorreu é argumento decisivo disso.

40c - d

Para Sócrates morrer é uma de duas coisas, ou quem morre nada é ou é a morte uma passagem da alma
para outro lugar.

Se a morte é um longo e tranquilo sono, nem por sonhos perturbado, considero-a um grande lucro.

40e – 41a – b - c

Se a morte é um trânsito e encontro com os mortos do passado, que bem maior pode haver?

Um encontro no Hades, livre dos que se dizem juízes e junto dos verdadeiros juízes, Minos e
Radamanto, Éaco e Triptólemo. Convivendo com Orfeu, Museu, Hesíodo e Homero. Palamedes e Ajax
Telamônio. E outros heróis vítimas de julgamento injusto.

Com eles conviveria indagando-os como fiz com os daqui, investigando se parecem sábios sem o serem.
De certo lá não matam por isso, além de serem mais felizes que os daqui são imortais.

41d

“(...) para o homem de bem nenhum mal pode acontecer na vida nem na morte, os deuses não
descuidam de seu destino.”

Sócrates afirma ser o melhor o que se lhe passa, livrando-o do cansaço. Por isso o silêncio do Daimon e o
seu contentamento com os acusadores que tinham a intenção de lhe prejudicar, o que merece censura,
mas não o fizeram.
41e

Sócrates faz seu último pedido. Que quando seus filhos crescerem lhes castiguem e importunem com
ele importunou os atenienses, sempre que os virem mais preocupados com riquezas do que com a
virtude e se pensarem ter algum valor quando realmente nào valem nada. Esse será o tratamento justo
a ele e seus filhos.

42a

“Mas está na hora de irmos: eu, para morrer; vós, para viver. A quem tocou a melhor parte, é o que
nenhum de nós pode saber, exceto a divindade.”

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