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Roteiro

Júlio de Andrade Filho


Roteiro de quadrinhos é o termo
utilizado para descrever um
documento narrativo utilizado como
diretriz para histórias em quadrinhos
Dois modelos básicos – em T e
sequencial
Rough
Como ficou
Guia de cor
Como ficou
Aulinha de
roteiro da
Disney
Folha de Avaliação
Dicas para criar um
roteiro
• Estude técnicas de desenho e técnicas de roteiro. "Ah, mas
roteiro tem técnica? Não é só escrever?" Roteiro não é
redação.
• Precisa ser bem estruturado. Ninguém constrói uma casa sem
saber se vai ter um ou dois andares. A sua história precisa ser
planejada antes de se tornar desenho.
• O que o Cinema, a
Internet, a TV, o Rádio e
a Literatura têm em
comum? São meios de
comunicação.
• Os Quadrinhos também
são. Super-heróis e
cartum são apenas dois
gêneros dentro de um
contexto que é
imensamente maior que
eles.
• Então, quando for
escrever e desenhar,
pense nessa questão:
você tem uma
mensagem que quer
passar e que a HQ vai
ser o meio utilizado.
• Escolha o tema, quem é seu público, quanto espaço você vai
usar, os recursos visuais que você tem disponíveis.
• Vai ser comédia? Vai ser drama? Terror? Vai ser uma tirinha? Vai
ser uma saga dividida em várias partes?
• E os personagens? Como são? O quanto você vai aprofundá-los
no trajeto? E o universo em a história se passa, como é? O
quanto deles vamos conhecer?
• Estruture e deixe fluir naturalmente.
• Toda história pode ser dividida em 3 atos:
• Começo, Conflito e Resolução.
• Começo: É óbvio, é como sua história vai começar. Esta fase é crucial
porque ela serve para capturar o leitor, então vai apresentar o
protagonista e os elementos que vão gerar a identificação com
aquela história.
• Isso deve ser feito adaptando-se a cada formato.
• Se estiver fazendo apenas uma tirinha, a identificação pode estar
num primeiro quadrinho.
• Um exemplo: Calvin
• No primeiro quadrinho,
temos o problema:
"Cadê minha jaqueta?"
Quem nunca perdeu
algo e acabou
procurando igual
maluco por toda a
casa?
• Nessa hora o leitor
acaba se identificando,
já que é um problema
comum.
• Um personagem não é
legal só porque veste
uma armadura ou tem
garras, ele acaba sendo
legal porque as pessoas
veem alguma coisa que
provoca a identificação.
• Conflito: Nesta etapa, já estamos envolvidos com o protagonista, com o
universo e com alguns coadjuvantes e "figurantes" e já sabemos o que terão
que enfrentar.

• Que desafios seu personagem vai enfrentar? Por quê? Como ele vai ser
transformado durante a aventura? Que resultados isso vai ter no público?

• Quem? O quê? Como? Por quê? Quando? Onde?


• Resolução: Você preparou o público pra isso. Seu personagem
enfrentou diversos desafios para chegar a esse momento.
• Se um filme é bom, mas seu final for ruim, acaba estragando o
filme por inteiro. Quando alguém acompanha uma história,
acaba criando suas próprias expectativas enquanto se envolve
com os personagens.
• Se o leitor acompanhou os desafios do protagonista, é porque
quer vê-lo vencedor no final. Isso causa a sensação de
recompensa no público e deixa uma boa lembrança, uma
sensação de “quero mais”.
Livros de referência

Desenhando Quadrinhos,
de Scott McCloud
A edição dá uma visão geral e também um
pouco teórica da arte de fazer quadrinhos.
Uma das partes mais interessantes que esse
livro trata é a construção de mundo e de
personagens e como isso é diferente nos
quadrinhos do que na prosa ou em outras
mídias.
Livros de referência

Story,
de Robert McKee
McKee é um dos script doctors
mais famosos do mundo,
o que ele faz é consertar falhas
de roteiros de cinema
e aplicar estrutura, estilo
e substância neles.
Ele não apenas ensina a
estrutura dos três atos
no cinema, mas mostra como trazer valores para um
filme. Apesar de se tratar de um livro sobre cinema, é
interessante para o roteirista de quadrinhos, pois ele
ensinará como fazer o esqueleto de uma história e como
preencher esse esqueleto através de uma espinha dorsal
de valores positivos e negativos, buscando entender o
que o autor quer passar com sua história.
Livros de referência
Quadrinhos e
arte sequencial,
De Will Eisner
Will Eisner é um dos artistas mais
importantes do século XX,
um pioneiro das histórias em
quadrinhos. Este livro é baseado
no concorrido curso que Eisner
dava na School of Visual Arts
de Nova York, desenvolvido para
servir de guia prático para o estudante,
o profissional e o professor de artes gráficas. O
autor revela os fundamentos da HQ. Ele aborda
diálogo, anatomia, enquadramento e muitos
outros aspectos importantes. Foi atualizado e
revisado para incluir procedimentos e
tecnologias atuais, incluindo uma seção de
mídia digital.
Livros de referência

A arte de quadrinizar:
Filosofia e prática,
De Ivan Brunetti
Livro muito bom para
entender sobre os
elementos básicos de uma
história em quadrinhos e a importância
dos desenhos. Do começo ao fim,
Brunetti investiga os ritmos narrativos,
discute os elementos formais das HQs e
compõe páginas de quadrinhos com seu
estilo icônico, explicando como enxergar
o mundo através dos olhos de um
quadrinista.