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Desenvolvimento Psicossocial no

Início da Vida Adulta e no Adulto


Jovem
Continuação Cap. 14 - Papalia
Paternidade e
Maternidade

• O primeiro filho marca uma transição importante


na vida dos pais.
• Emoção, espanto e ansiedade frente à
responsabilidade.
• A gravidez e a recuperação do parto podem afetar
o relacionamento de um casal, às vezes
aumentando a intimidade e às vezes criando
barreiras.
Envolvimento
dos homens e
das mulheres
• Ainda que as mães trabalhem fora de casa, as
mulheres passam mais tempo cuidando dos filhos
que os homens.
• Os pais, hoje, sentem mais pressão para investir
tempo e energia na criação dos filhos.
• Mais necessidade de vigiá-los de perto.
• Os homens de hoje estão mais envolvidos do que
nunca nas vidas de seus filhos e no cuidado das
crianças e tarefas domésticas.
Como a paternidade/maternidade
afeta a satisfação conjugal
• Estudos revelam que a satisfação conjugal
diminui durante os anos de criação dos filhos.
• Quanto maior o número de filhos, menor a
satisfação que os pais tem com o casamento.
• A diferença é mais evidente entre mães de recém-
nascido.
• A felicidade do casal antes da gravidez e se esta
foi ou não planejada também parece afetar a
satisfação conjugal antes do nascimento de um
filho.
Famílias em que ambos os cônjuges
trabalham
• Nos EUA a maioria das famílias hoje são famílias de renda
dupla.
• Combinar trabalho e papéis familiares geralmente é bom
para saúde mental e física tanto dos homens como das
mulheres e para vitalidade do relacionamento.
• Os pais em 65 países – mas não nos EUA – tem licenças-
paternidade remuneradas.
• No Brasil a licença paternidade mudou de 5 para 20 dias nas
empresas com selo de “empresa cidadã”.
• Os EUA são a única nação industrializada sem licença
maternidade remunerada.
• No Brasil as mulheres tem de 4 a 6 meses de licença
remunerada.
Quando o casamento chega ao fim
• Por que os casamentos • Adaptando-se ao divórcio
fracassam? (respostas das • Terminar um casamento,
mulheres) mesmo infeliz, pode ser
• Incompatibilidade doloroso para ambos.
• As mulheres tendem a
• Falta de apoio experimentar de modo
emocional mais acentuado uma
redução econômica.
• Falta de apoio da • Pessoas que discutem com
carreira seus ex-parceiros ou que
• Agressão do cônjuge não encontraram um novo
parceiro sofrem mais.
– (3º lugar)
Alguns conceitos de Piera Aulagnier
Piera Aulagnier
Desejo de ter filhos ≠ Desejo de maternidade
Gratificação narcísica que
remete ao período anterior
a castração
• Sombra falada: tratam-se de “enunciados que testemunham
o desejo materno referente à criança, eles constituem uma
imagem identificatória que antecipa o que será enunciado
pela voz deste corpo, ainda ausente. (AULAGNIER, Violência
da Interpretação)
• Essa sombra comporta a história edipiana da mãe e seu
reprimido, o que induz por antecipação o reprimido da
criança.
• Traumatismo do encontro: a mãe não consegue ancorar a
representação anterior ao nascimento, ao corpo real do bebê
Pré-investimento
• Violência Primária: É o desejo e o discurso da mãe, que antecipa e
interpreta o conjunto das manifestações da criança.

• Porta-voz: É uma função atribuída ao discurso da mãe “[...] porta voz no


sentido literal do termo, pois é a esta voz que o infans deve, desde seu
nascimento, o fato de ter sido incluído num discurso que, sucessivamente,
comenta, prediz, acalenta o conjunto de suas manifestações, mas porta voz,
também no sentido de delegado, de representante de uma ordem exterior
cujo discurso enuncia ao infans suas leis e exigências.” (AULAGNIER, P.
Violência da Interpretação, p. 106) (remodelar a realidade com um índice
libidinal e significar a dor e o sofrimento)
• Violência Secundária: Significa a apropriação pela mãe da
atividade de pensar da criança. Ação desnecessária e
muito nociva ao desenvolvimento psíquico da criança.
Direito ao segredo, condição para poder pensar.
MÃE
Aulagnier traça um perfil do que seriam características fundamentais do
comportamento e das motivações inconscientes daquela que chamamos a
“mãe normal”

• A repressão bem realizada de sua própria sexualidade infantil;


• Um sentimento de amor dedicado à criança;
• Seu acordo com o essencial do que o discurso cultural do seu
meio dita sobre a função materna;
• A presença, a seu lado, de um pai da criança, a quem ela
dedica sentimentos positivos.
( AULAGNIER, P. Nascimento de um corpo, origem de uma história, p. 41)
PAI
Significação da função paterna segundo Piera Aulagnier:

• A interpretação que a mãe se deu a propósito da


função de seu próprio pai;
• A função que a criança atribui a seu pai e a função
que a mãe atribui a ele;
• O que a mãe deseja transmitir desta função e o que
ela pode querer interditar a seu respeito.
(AULAGNIER, P. A Violência da Interpretação, p. 137)
Contrato Narcisista
• “Pouco poderia ser dito sobre o efeito da palavra
materna e paterna, se não levássemos em conta a lei
à qual elas estão submetidas e o discurso que a
impõe”. (AULAGNIER, P. A Violência da Interpretação,
p. 146)
• Rompimento do Contrato Narcisista

Pelos pais

Pelo meio social.

Fernanda Fernandes da Silva CRP


06/74357
Realidade Histórica

• Aulagnier postula o conceito de realidade histórica como sendo


― “[...] o relato, feito pelo próprio sujeito ou por um terceiro,
através do qual tomamos conhecimento dos acontecimentos
que, efetivamente, marcaram a infância do sujeito. (A Violência
da Interpretação, p. 216)
• A autora identifica, especialmente na psicose, a repetição de
certos acontecimentos traumáticos relacionados a um discurso
inaceitável ou à ausência de discurso da mãe frente àquela
vivência da criança. Para Aulagnier, um acontecimento que
venha materializar em ato uma representação fantasmática
pode impossibilitar o processo de repressão e a reelaboração da
fantasia.” (A Violência da Interpretação, p. 217)
Fernanda Fernandes da Silva CRP
06/74357
Atividade
DOLTO, Françoise. A separação dos pais e o inconsciente da criança In
Quando os pais se separam. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed.. 2003.

1. Apontar uma situação problema com relação ao tema da


separação para ser discutido com base no texto.
2. Apresentar um ponto relevante para o grupo em relação ao
texto.
3. Como Dolto interpreta uma reação psicossomática da
criança diante do reencontro com o pai na visita quinzenal?
4. Como podemos problematizar a guarda compartilhada e a
alternada com os postulados da autora?
Referências Bibliográficas
• AULAGNIER, P. (1975). A Violência da Interpretação: Do Pictograma ao Enunciado.
Tradução de Maria Clara Pellegrino. Rio de Janeiro: Imago, 1979.
• DOLTO, Françoise. A separação dos pais e o inconsciente da criança In Quando os
pais se separam. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed.. 2003.
• LAPLANCHE, J. & PONTALIS, J. Vocabulário da Psicanálise. Tradução Pedro Tamen
– 4ª edição – São Paulo: Martins Fontes, 2001.
• PAPALIA, D.; FELDMAN, R. Desenvolvimento Humano. 12ª ed. Porto Alegre:
AMGH, 2013.
• ROUDINESCO, Elisabeth; PLON, Michel. Dicionário de Psicanálise. Rio de Janeiro:
Jorge Zahar, 1998.

Prof. Ms. Fernanda Fernandes da Silva


CRP 06/74357
psico.fernanda@gmail.com