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IMC – Instalação e Manutenção de Computadores 1

Sumário
Definições ............................................................................................................................................ 2
Capítulo 1 – Eletricidade Básica para Computadores ......................................................................... 2
Capítulo 2 – As principais partes externas do computador ................................................................ 9
Capítulo 3 - O Monitor de vídeo........................................................................................................ 14
Capítulo 4 - Impressoras................................................................................................................... 18
Capítulo 5 - O que é Interface? ......................................................................................................... 24
Capítulo 6 - Visão geral das partes internas do computador. ........................................................... 26
Capítulo 7 - Cabos Internos do Computador..................................................................................... 27
Capítulo 8 - Placa-mãe ...................................................................................................................... 30
Capítulo 9 – Processador................................................................................................................... 35
Capítulo 10 - Memórias ..................................................................................................................... 39
Capítulo 11 - Entendendo o BIOS, o Setup e o POST ........................................................................ 48
Capítulo 12 - Instalação do Windows 7 – Passo a Passo .................................................................. 52
Check-List p/ Formatação ................................................................................................................. 59
Referências Bibliográficas ................................................................................................................. 60

1º Módulo de Informática Etec – Matão - 2014


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IMC – I (Instalação e Manutenção de Computadores I)

Ao final deste módulo de IMC (Instalação e Manutenção de Computadores I), você


será capaz de:
 Identificar os principais dispositivos externos e internos de
microcomputadores (monitor, teclado, mouse, portas de conexão,
processador, placa-mãe, memória RAM, Chipset, fonte de alimentação,
placas de vídeo, rede, etc);
 Informar as principais funções de cada dispositivo e a relação de
interdependência entre eles;
 Identificar os diferentes padrões de barramentos existentes;
 Montar completamente, de forma segura e adequada, um
microcomputador a partir de peças novas e, principalmente, a partir de
peças em bom estado retiradas de computadores (antigos ou não) com
defeitos em outras peças;
 Realizar as principais configurações na BIOS;
 Particionar e Formatar um disco rígido;
 Instalar um sistema operacional;
 Reconhecer alguns dos problemas mais simples identificados
geralmente pela própria BIOS;

Definições
Hardware – É a parte física dos computadores. São placas, teclado, mouse,
monitor, processador, memória, impressora, etc

Software – É a parte lógica do computador. São os programas do computador

Capítulo 1 – Eletricidade Básica para Computadores


Falar sobre a Rede de Energia Elétrica pode parecer algo fora de um curso
de Instalação e Manutenção de Computadores, mas se a rede que for ligado o
computador não estiver bem preparada podem ocorrer choques ao usuário ou
danos ao equipamento.
Nas casas ou escritórios, normalmente, as redes de energia apresentam
dois fios. Um desses fios é denominado FASE e o outro é denominado NEUTRO.
A tensão é normalmente de 110/120 Volts, mas existem algumas cidades em que
a tensão pode ser de 220 Volts.
1.1 Eletricidade
A Eletricidade só existe quando há diferença de potencial. Por exemplo, se
temos dois fios, um com potencial 110V e outro com potencial 0V, então temos
uma diferença de potencial de 110V. Se tivermos dois fios com potencial 110V,
então não há diferença de potencial e a tensão elétrica obtida entre esses dois fios
será zero. A unidade de medida para tensão elétrica é Volt (V).

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Assim, a rede elétrica é formada por dois fios, um


chamado fase e outro chamado neutro. O fio neutro
possui potencial zero e o fio fase é por onde a tensão
elétrica é transmitida. Como haverá diferença de
potencial entre a fase e o neutro, haverá tensão elétrica.
Na rede elétrica a tensão é alternada, já que potencial
elétrico do fio fase é uma forma de onda senoidal, isto é,
varia ao longo do tempo.
Tensão Alternada

Computadores podem funcionar com tomadas residenciais. Entretanto


podem funcionar melhor ainda e ficarem protegidos de possíveis problemas
elétricos se for utilizada uma instalação apropriada para computadores. A
instalação é baseada no uso da "tomada de 3 pinos" (figura 1), também conhecida
como "tomada 2P+T". Possui três terminais: FASE, NEUTRO e TERRA.

Deve ser lembrado que o computador foi


projetado para operar com a tomada 2P+T, e não com
a comum. A maioria das empresas fabricantes de
equipamentos para computação proíbe a instalação de
seus produtos até que a tomada 2P+T esteja disponível
no local. Muitas outras anulam a garantia do
equipamento em caso de uso da instalação elétrica
incorreta.

Muitas vezes o usuário, na ansiedade de ver o computador funcionando,


não toma o cuidado devido com a instalação elétrica e usa adaptadores ou retira o
pino de terra da tomada do computador e utiliza uma tomada comum (própria para
eletrodomésticos) como indicado na figura:

Apesar de funcionarem, as instalações da figura acima podem causar a médio ou


longo prazo vários problemas ao computador:
a) O computador pode "dar choque" no usuário.
b) Pode ocorrer um curto circuito quando o computador for conectado a
outro equipamento como um monitor, uma impressora ou à linha telefônica
através de modem.
c) Em caso de defeito na fonte de alimentação, as placas podem ficar
definitivamente danificadas apesar da existência do fusível.

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1.2 Aterramento

Qualquer computador pode ser ligado a essas redes que funcionaram sem
problemas. Entretanto, os fabricantes de microcomputadores exigem que as redes
em que esses equipamentos serão ligados tenham um terceiro fio, denominado fio
TERRA.
Um bom sistema de aterramento elimina os efeitos destrutivos de descargas
elétricas em componentes dos computadores além de proteger os usuários de
choques elétricos. Infelizmente, a falta de um bom sistema de aterramento e, pior,
a inexistência deles é constantemente observada nas tomadas utilizadas nos
sistemas computacionais.

1.2.1 Como fazer o aterramento

Em casa é muito simples construir um bom terra, você precisa levar um


terceiro fio do local onde será lançada a barra de terra até a tomada de
alimentação do micro. A norma ABNT diz que o fio terra deve ser de cor verde ou
verde com uma listra amarela. Para um computador, a bitola de 1,5mm2 é
suficiente.

Localize um local onde você possa fincar uma barra de cobre de 2m e que
fique próximo à rede de eletrodutos onde se tenha acesso ao fio de terra. Se
necessário quebre o piso o suficiente para chumbar a
caixa de inspeção. Deixe uma ponta da barra saliente
onde você deverá conectar o fio terra. Para diminuir a
resistência do “terra” jogue um pouco de sal de
cozinha e molhe para que este penetre no solo.

Todo o material aqui descrito pode ser


encontrado com facilidade em casas de materiais
elétricos e o custo é baixo, justifica o investimento.

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1.3 Filtros de Linha, Estabilizadores de Tensão e Nobreaks

A rede elétrica pode apresentar vários distúrbios que acabam acarretando


problemas de funcionamento nos computadores. Podemos citar como um destes
problemas o travamento do computador, isto é, o computador não mais responde
a comandos e não executa mais nenhuma tarefa. Outro problema freqüente é o de
reinícios esporádicos, ou seja, de uma hora para outra o computador para de fazer
sua tarefa, desliga automaticamente e começa tudo de novo. Em qualquer destes
problemas o usuário pode perder horas de trabalho e portanto, é melhor evitá-los.
Para amenizar estes problemas podemos fazer uso de:

1.3.1 Filtros de Linha: protegem o computador de ruídos e surtos de tensão da


linha elétrica de alimentação. A maioria dos filtros de linha também utilizam um
fusível, que é um dispositivo que queima quando os níveis
detensão aumentam muito acima do normal, evitando que a
sobrecarga de tensão chegue até a fonte do computador.

1.3.2 Estabilizadores de Tensão: protegem, além dos ruídos e


surtos de tensão, de variações para cima ou para baixo que a tensão da rede
pode apresentar. Altamente recomendado para evitar problemas maiores
causados por distúrbios da rede elétrica

1.3.3 Nobreaks: protegem, além de realizar as funções dos dois


casos anteriores, de outros fatores mais específicos como por
exemplo, a falta de tensão na rede elétrica. Os nobreaks possuem uma bateria
interna que mantém o computador funcionando por alguns minutos
mesmo que a energia elétrica da rede acabe repentinamente.

1.4 Consumo de Energia dos Computadores


Para calcular o consumo do seu computador vamos precisar do
seguinte:

1 – Descobrir a potência do computador através do programa


LocalCooling.(disponível gratuitamente no site baixaki.com.br)
2 – Ter o total de horas no mês que o computador fica ligado.
3 – Valor do kWh (pode ser lido na conta de luz de sua casa).

1º Passo - Instale e execute o programa LocalCooling. e na aba “My Power” e


pegue o valor total estimado:

Obs: Pode variar muito de computador pra computador.

O valor lido em meu PC foi PPC= 164 Watts (para exemplificar)


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2º Passo - Calcular o valor de horas que o PC fica ligado no mês.


Em nosso exemplo vamos colocar: 12 horas por dia
12(horas) x 30 (dias) = 360 horas por mês.

3º Passo - Descubra o valor do KWh através da sua conta de energia.


Preço do KWh impresso em minha conta de luz é R$ 0,40 (Matão – SP – janeiro
de 2013)

4º Passo - Vamos aos cálculos

FÓRMULA

Meu computador consome em média = 164 W/h


Utilizado durante 22 dias, durante 8 horas diárias temos:
(22 dias x 8 horas x 164 W )/1000 = 28, 864 KW/h
O custo do KWH da empresa fornecedora de energia CPFL é de R$ 0,40422460 o
KWH (valor praticado em janeiro/2013)
Custo mensal de energia com o computador = 28,864 Kw/h x R$ 0,40422460 = R$ 11,67
(falta incluir 12% de ICMS = R$ 1,40)

1.5 Cuidados com a Eletricidade Estática


A eletricidade estática nada mais e do que o acúmulo de cargas elétricas
em diversos materiais, inclusive no nosso próprio corpo. Essas cargas podem ser
acumuladas em nosso corpo simplesmente pelo atrito da roupa ou do carpete, por
exemplo.
As cargas elétricas podem danificar facilmente componentes eletrônicos. É
por isso que devemos ter todo o cuidado ao manusear os componentes internos
de um computador, evitando sempre encostar na parte onde estão os circuitos
eletrônicos, como vemos na figura abaixo.
Além do cuidado no manuseio dos componentes, podemos ajudar nosso
corpo a descarregar a eletricidade estática. Para isso, o método mais eficiente é
utilizar uma pulseira antiestática conectada a um fio terra. O fio terra nada mais é
do que um fio conectado a uma barra de metal que fica a alguns metros embaixo
do solo. Ele funciona como uma espécie de para-raio, conduzindo as cargas
elétricas para a terra.
Porém, não é muito comum encontrar nas bancadas de trabalho pinos-terra
para conexão de pulseiras antiestáticas. Podemos então, mesmo que não seja
muito eficiente, conectar a pulseira em algum objeto de metal, como o próprio
gabinete do computador.

Pulseira antiestática

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Como manusear as peças:

Se você não possuir uma pulseira antiestática, você pode, antes de


começar a trabalhar com o computador, encostar por alguns segundos em um
objeto de metal, como janelas, portas, etc.
Alguns materiais, como lã, flanela, tecidos em geral, carpetes, tapetes,
vários tipos de plástico facilitam o acúmulo de cargas elétricas. Já outros materiais
como borracha, cerâmica e madeira dificultam o acúmulo de cargas e podem ser
utilizados em seu ambiente de trabalho, nas mesas e no piso.

Atenção! O ideal é ter um sistema de aterramento segundo exigem às


normas da companhia de distribuição. Caso seu laboratório possua um bom
sistema de aterramento, você pode aproveitá-lo e instalar um ponto de
aterramento em sua bancada de trabalho.

Exercícios do Capítulo 1

1) Por que devemos fazer o aterramento das tomadas onde serão ligados os
computadores?

2) Qual procedimento devemos adotar como o nosso equipamento (impressora,


micro, etc) caso haja uma queda repentina de energia?

3) O filtro de linha pode substituir o estabilizador?

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4) Instale o programa LocalCooling para medir o consumo do seu computador e


calcule o custo básico com energia elétrica durante um mês (uso diário de 8 horas,
30 dias no mês).

5) Faça o custo básico do consumo de energia de uma LAN House com 30


computadores ligados durante 12 horas por dia em 7 dias da semana.

6) Como configurar o computador para economizar energia quando está ocioso?

7) O que as cargas eletrostáticas podem ocasionar ? Como evitá-las?

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Capítulo 2 – As principais partes externas do computador


Se você olhar para o equipamento que está em sua mesa agora,
provavelmente verá pelo menos 4 partes. Podemos dizer que essas partes são
fundamentais para conseguirmos trabalhar com o computador:

 Computador: É o conjunto de circuitos eletrônicos (placa-mãe, processador,


unidades de armazenamento, memória) que fica armazenado dentro do
gabinete. O gabinete é a caixa onde as partes internas do computador
ficam encaixadas. Estas partes trabalham em conjunto e são responsáveis
por fazer as coisas acontecerem (processamento dos dados).

 Teclado / Mouse: São os principais dispositivos de entrada de dados no


computador, ou seja, através deles conseguimos enviar informações para
dentro do computador.

 Monitor de vídeo: É o principal dispositivo de saída de dados do


computador, ou seja, através do monitor, o computador nos envia
informações.
Todas estas partes estão conectadas (externamente) através de cabos.

Existem vários outros dispositivos que podemos conectar ao computador


para nos auxiliar em diversas tarefas, porém os principais são: o teclado, o mouse
e o monitor de vídeo. Estes dispositivos que conectamos no computador
chamamos também de periféricos. Podemos citar outros periféricos utilizados
como: impressoras, scanners, câmeras de vídeo (WebCam), mas que não são
essenciais para as atividades básicas e, portanto, não serão abordados nesta
primeira exploração.
Você observou que quando falamos do monitor de vídeo, do mouse e do
teclado nós falamos em entrada e saída de dados. Mas o que é isso? O que são
dados? Por que preciso saber isso?
Para um usuário de computador que apenas utiliza o computador para
auxiliar nas suas tarefas diárias, saber o que são dados e como eles “caminham”
dentro do computador talvez não tenha importância nenhuma. Mas para você que
deverá não só montar como, mais tarde, consertar um computador, é essencial
entender como o computador funciona por dentro.

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2.1 Entendendo o Fluxo de Dados entre as Partes Externas de um


Computador
Você sabe o que são dados? Em informática, dados são pedacinhos de
informação. Ou seja, quando os dados são trabalhados e agrupados de forma
correta eles servem para nos trazer alguma informação. Uma informação pode ser
um texto, uma imagem, alguma coisa que nos transmita uma idéia, um
conhecimento.
Esses pedacinhos de informação que chamamos de dados são
representados dentro do computador na forma de bits. Os bits são conjuntos de
zeros (0) e uns (1) que juntos representam alguma coisa, uma letra, um número,
um pontinho de uma imagem. O número 5, por exemplo, pode ser representado
pelo conjunto de bits 101. Cada conjunto de 8 bits, chamamos de byte, a principal
unidade que utilizamos para medir o “tamanho” de uma informação.
É através dos bits que o computador pode representar coisas do mundo
real em uma linguagem que ele pode entender e trabalhar. Mas por que o
computador só entende zeros e uns?
A resposta é porque o computador nada mais é do que uma “máquina”
elétrica. Como toda máquina movida à eletricidade, o que passa por dentro do
computador são apenas pulsos elétricos.
Pois os bits 0 e 1 são representados dentro do computador na forma de
pulsos elétricos. Pulsos de tensão baixa representam zeros (0). Pulsos de tensão
um pouco mais alta representam uns (1).
A todo o momento, bits estão indo e vindo de uma parte do computador
para outra, sendo transformados de pulsos elétricos para outras formas como, por
exemplo, para pulsos de luz (quando vemos uma imagem no monitor), ou para
campos eletromagnéticos (quando são armazenados ), etc. De qualquer forma,
em qualquer formato, a menor unidade de informação dentro do computador
sempre será o bit.
Para entendermos como os dados (bits na forma de pulsos elétricos) trafegam
entre os dispositivos, vamos utilizar um exemplo. Imagine alguém escrevendo um
texto usando o teclado e vendo o texto aparecendo no monitor de vídeo. Como será
que isso acontece? Vamos ver passo a passo:
1. Ao apertar as teclas, os dados saem do teclado em forma de pulsos elétricos
que representam bits. Cada conjunto de bits representa uma tecla que foi
pressionada. Esses bits chegam à placa-mãe através do cabo do teclado.

2. Dentro da placa-mãe os dados são trabalhados


utilizando os componentes internos do computador: processador,
memória, entre outros

3. Os dados trabalhados (processados) saem do


computador pela interface de vídeo e através do cabo do monitor
chegam até dentro do monitor de vídeo.

4. Dentro do Monitor os bits transformam-se em


“pulsos de luz” que preenchem a tela nos lugares corretos
permitindo que você veja as letras que você digitou.

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Percebeu que podemos dizer que esse processo ocorreu em três fases?
1. Entrada de Dados: quando as teclas foram pressionadas e os bits
chegaram até o computador.
2. Processamento: quando o computador coletou os bits que vieram do
teclado e trabalhou com eles para preparar a exibição das letras na tela.
3. Saída de Dados: quando os bits que saíram do computador, chegaram
ao monitor e foram exibidos na tela.
Toda tarefa realizada no computador segue esse fluxo. Têm sempre dados
chegando de algum dispositivo de entrada, que depois são processados pelo
computador e por fim são enviados para algum dispositivo de saída ou de
armazenamento.

2.2 Dispositivos de Entrada de Dados.


2.2.1 - O Teclado
O teclado é o principal dispositivo de entrada de dados dos computadores.
O teclado possui um circuito eletrônico que identifica quando uma tecla é apertada
e envia o código correspondente a tecla para o computador através de um cabo
que conecta o teclado ao computador. O sistema de conexão entre o teclado e o
computador pode ser DIN, mini DIN (PS/2) ou USB. A figura a seguir mostra os
padrões citados.

2.2.2 O Mouse
O mouse é um dispositivo apontador. Grande parte
da navegação nos programas aplicativos pode ser feita
com o uso deles. Internamente, o mouse funciona baseado
no giro de uma esfera que se move de acordo com o seu
movimento. O giro da esfera provoca a rotação de dois
eixos, um vertical e um horizontal, que “captam” o
movimento e através de um mecanismo transformam este
movimento em pulsos elétricos (bits) que são enviados à
placa-mãe.

Atualmente existem mouses que funcionam de forma óptica, ou seja, o


deslocamento do mouse é registrado não pelo movimento de uma esfera, mas sim
por um feixe de luz que é refletido pela superfície. À medida que o mouse se

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movimenta esse feixe é refletido em ângulos diferentes. No mouse existe um


sensor que capta em qual direção ocorreu a angulação, determinando para que
lado o mouse foi movimentado.

O sistema de conexão entre o mouse e o computador pode ser mini DIN (PS-2),
porta Serial ou USB. A figura a seguir mostra os padrões citados.

2.2.3 Outros Dispositivos de Entrada

Além do teclado e do mouse existem vários outros dispositivos de entrada.


Os mais comuns, além do mouse e do teclado, são o scanner e a câmera digital.

O scanner é um dispositivo que serve para captar


imagens que estão em folhas de papel e transformá-las em
imagens digitais que podem ser exibidas no monitor de vídeo e
gravadas em arquivos.

Já a câmera digital registra as imagens em arquivos e


não em filme como as câmeras comuns. Estes arquivos
podem ser transferidos para o computador, conectando a
câmera ao computador através de um cabo de dados.

2.3 Dispositivos de Saída de Dados


O monitor de vídeo é o principal dispositivo de saída do computador.
Através dele podemos ver imagens e textos que permitem que o computador se
comunique conosco.
Outro dispositivo muito importante de saída é a impressora.
Como existem vários tipos de monitores e impressoras, cada um será
tratado num capítulo em separado.

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Exercícios do capítulo 2

1) Ligue os pontos relacionando o evento à etapa do fluxo de dados


correta:

2) Identifique o tipo de mouse e teclado do seu micro

3) Faça testes na configuração de seu mouse quanto a velocidade e duplo


clique (Painel de Controle / Mouse)

4) Qual o caminho para alterar as configurações do teclado (tipos de


teclado)?

5) Cite alguns dispositivos de entrada de dados

6) Cite alguns dispositivos de saída de dados

7) Existem dispositivos que podem tanto fazer a entrada quando a saída de


dados? Cite exemplos.

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Capítulo 3 - O Monitor de vídeo


O monitor de vídeo é um dispositivo de saída que utiliza uma tela
semelhante à TV como meio de visualização das informações processadas.
Também são utilizados monitor com tela de cristal líquido em microcomputadores
portáteis (laptops, notebooks, hand-helds, etc). A informação relativa à imagem
que deve ser exibida é gerada no computador e transmitida (em formato digital,
isto é, bits) para a interface de vídeo, onde a imagem propriamente dita (sinais de
vídeo) é produzida

Todo monitor tem controles de imagem como brilho, contraste, posição, cor,
etc., assim como nas televisões. As dimensões dos monitores de vídeo
encontradas no mercado são de 14, 15, 17, 19, 20 e 21 polegadas. Esta medida é
feita na diagonal da tela.

Além do tamanho da tela, o monitor também possui outras duas


características importantes: resolução e freqüência.
A resolução que um monitor suporta é o número de pontos que formam a
imagem na horizontal e na vertical. É muito importante utilizar um monitor de vídeo
que suporte a resolução que você configurou em seu computador, caso contrário,
a imagem ficará distorcida.

As resoluções mais comuns, utilizadas pelos usuários e suportadas pelos


monitores são:
 640 x 480
 840 x 600
 1024 x 768
Essas medidas representam o número de pontos que compõe a imagem em
toda a tela do monitor na horizontal e na vertical
respectivamente.
Quanto maior o número de pontos, melhor será a
definição da imagem.
A freqüência diz respeito à velocidade de atualização da
imagem no monitor. Por exemplo, se um monitor está
operando em 60 Hz, significa que a tela é a atualizada 60
vezes por segundo (60 quadros por segundo).
Só pra você ter uma idéia, a televisão possui uma atualização de tela de 30 Hz
e no cinema, a tela é atualizada em 24 Hz. Geralmente os monitores possuem
uma faixa de freqüência que conseguem trabalhar numa determinada resolução.
Cabe a você configurar seu computador para que trabalhe numa freqüência
suportada pelo seu monitor. Caso contrário a imagem ficará distorcida. Essa
configuração é feita através de uma opção em seu sistema operacional.
Existem muitos fabricantes de monitores de vídeo, entretanto, todo fabricante
segue o mesmo padrão de conexão. O padrão estabelecido e seguido até o
momento é o VGA.

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Alguns Monitores de Vídeo mais antigos possuem uma chave de seleção


de tensão (110V – 220V) assim como nas fontes de alimentação. Faça uma leitura
da etiqueta fixada pelo fabricante (quando houver) na parte traseira do Monitor de
vídeo e verifique como é feita a seleção da tensão de entrada.
Nos Monitores de Vídeo mais modernos não há chave de seleção de
voltagem e assim, não é preciso se preocupar com isto quando for ligar um
monitor na tomada. Normalmente eles aceitam tensões na faixa de 90 a 240V, na
maioria dos casos.

O monitor de vídeo pode receber uma limpeza externa. Para isso,


inicialmente desligue o monitor da tomada. Limpe os frisos e os locais mais difíceis
de acesso com um pincel. Retire o pó (caso tenha um aspirador, melhor). Depois,
com um pano umedecido, limpe a tela e as partes plásticas com cuidado. Um
acabamento mais caprichado pode ser obtido com o uso de cotonetes umedecidos
nas partes mais difíceis.
Lembre-se sempre de retirar o monitor da tomada antes de efetuar a
limpeza.

3.1 Tipos de Monitores

3.1.1 Monitor CRT (Cathodic Ray Tube, sigla de Tubo de raios catódicos,
em inglês):

O monitor CRT está sendo gradativamente substituído


pelos monitores LCD e LED, mais modernos, isto é um fato.
Entretanto, ele possui algumas características que outros não
possuem, por exemplo, a fidelidade de cores é maior, ângulo
de visão aberto (é possível enxergar imagens mesmo paralelo
ao monitor), além de possuir um tempo de resposta muito
baixo, entre um comando e a sua posterior reprodução na tela.
Por este motivo, este tipo de monitor é mais recomendado para Gamers ou
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profissionais da área gráfica. Além disso, os monitores CRT são mais resistentes
e, apesar da vida útil média de 20.000 horas, costumam durar muito mais.

Os monitores CRT consomem muita energia, cerca de 100W (60% à mais


que os monitores LCD). Pesam mais, ocupam um espaço maior, dissipam mais
calor e, dependendo do modelo, resolução e taxa de atualização, prejudicam a
visão da pessoa. Por estes e outros motivos, este monitor deixou de ser
comercializado em grandes escalas, até porque, as suas qualidades aos poucos
estão sendo vistas em monitores modernos, como o LED.

3.1.2 Monitor LCD:

O monitor LCD mudou completamente a maneira de reprodução, em


comparação com o CRT. Este monitor não usa um tubo de
raio catódico, mas sim peliculas de cristal líquido, que quando
energizadas, produzem o espectro de cores na tela. Este
monitor têm se tornado o mais utilizado no mundo, pelas suas
vantagens em relação ao CRT: Peso reduzido, ocupa menor
espaço, consome muito menos energia e não possui telas
cintilantes (Efeito em que a tela parece piscar, que causa
problemas de saúde). Este tipo de monitor é recomendado
para todos os tipos de usuário, mas especialmente para aqueles que mantém o
computador por longos períodos de tempo ligados, levando-se em consideração a
economia de energia produzida por este monitor.

Um dos problemas deste monitor é o ângulo de visão fechado, ou seja,


você só consegue enxergar a imagem com perfeição se estiver olhando para o
monitor diretamente, caso tente visualizá-lo paralelamente (de lado), a imagem
tende a perder a definição e o monitor pareçe ficar escuro. Além disso, ele vem de
fábrica com uma resolução nativa, que também é a resolução máxima. Caso você
não utilize-a, a qualidade da reprodução é prejudicada, diferente dos monitores
CRT, que possui várias resoluções nativas.

3.1.3 Monitor LED:

O monitor LED nem sempre é LED de fato. Na verdade, a maioria dos


monitores ditos como “LED”, na verdade são monitores LCDs, que ao invés de
utilizarem lâmpadas fluorescentes para acenderem o monitor, utilizam LEDs.
Portanto surgem dos sub-tipos de monitores: Os monitores LCD-LEDs e os
monitores LEDs verdadeiros.

As principais vantagens de se utilizar estes monitores


LED, é a economia de energia (40% menos em relação ao
LCD), a qualidade de cores e uma maior emissão de luz,
aumentando significamente a qualidade de imagem. Os
monitores LED emitem uma luz mais forte em relação ao LCD,
consequentemente, as cores parecem mais vivas e o ângulo
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de visão torna-se aberto (é possivel ver nitidamente o monitor mesmo em âgulos


abertos ou paralelos), similar ao CRT, mais com uma vantagem: Não emite
radiação na tela.

Conclusões
Cada monitor tem um público, um foco, qualidades e defeitos, mas de todos, sem
dúvida nenhuma, o monitor LED sai na frente, por possuir praticamente as
mesmas qualidades dos anteriores, CRT e LCD e ainda superá-las, com economia
de energia e maior qualidade de imagem.

Exercícios do capitulo 3

1) Localize na etiqueta de seu monitor quais as tensões mínimas e máximas


suportadas e anote no espaço abaixo (Lembre-se que a letra que simboliza
a tensão é a letra V de Volt):
Tensão Mínima: _________
Tensão Máxima: _________

2) Altere a resolução do seu computador para 1280x768 e descreva o que


aconteceu com a imagem. Anote o caminhe para chegar nas alterações de
configuração.

3) Anote o caminho para alterar a frequência de seu monitor

4) Compare os 3 principais tipos de monitores (CRT, LCD e LED)

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Capítulo 4 - Impressoras

Além do monitor de vídeo existem vários outros dispositivos de saída. O


mais comum além do monitor é a impressora.
A impressora serve para registrar em papel imagens e textos que estão em
formato digital. Podemos dizer que faz a função contrária a do scanner.
Apesar de todo o avanço tecnológico que temos visto nestes últimos anos,
ainda não é possível dispensar a informação impressa. Os novos dispositivos para
ler e-books ainda estão longe de se tornar um meio interessante de exibir textos,
isso sem falar em seu preço quase proibitivo.
Quase todo usuário de micro possui uma impressora. Aliás, este é um dos
primeiros acessórios que compramos após a aquisição do computador
propriamente dito. E a operação básica de uma impressora é uma das coisas mais
simples que existe,. Simplesmente coloca-se o papel na mesma e pede-se ao
computador que mande o texto a ser impresso para a impressora. Algum tempo
depois o texto está disponível no papel.
Nesta seqüência de artigos vamos nós iremos discutir quais são as
principais tecnologias de impressão disponíveis atualmente. Isto porque, apesar
da impressão ser um procedimento simples, a tecnologia de impressão varia
bastante. Temos vários tipos de impressora no mercado: impressoras matriciais, a
jato de tinta, laser, laser colorida, multifuncionais, jato de cera e até impressoras
3D.

4.1 Impressoras matriciais

Quem possui micro há bastante tempo deve ter usado algum modelo de
impressora matricial. É aquela impressora que faz um barulho tremendo, trabalha
com um papel do tipo “formulário” (com uns buracos nos lados) e que usa uma fita
do estilo “máquina de escrever”. E ainda por cima a qualidade de sua impressão
deixa muita a desejar se comparada com impressoras que usam outras
tecnologias. Mas apesar disso tudo, este tipo de impressora ainda é encontrado
na maioria das empresas e comércio atualmente. E por uma razão bem simples: é
o único tipo de impressora que permite a impressão em várias vias com o uso de
“papel carbono”. Isto porque as impressoras matriciais também são conhecidas
como impressoras de impacto.
O nome “impressora de impacto” surgiu porque a impressão é feita através
do impacto mecânico entre partes da cabeça da impressora em cima da fita que
transfere a tinta para o papel. Na impressora matricial pequenas agulhas (em
inglês, chamadas de “pins”), batem na fita e marcam o papel. A cabeça de
impressão, que contém as agulhas, se move da esquerda para a direita linha a
linha, criando as letras ou gráficos através dos pequenos pontos impressos no
papel pelas agulhas.
As agulhas são impulsionadas por pequenos solenóides que existem dentro
da cabeça de impressão. Estes solenóides são energizados e criam um campo
magnético que impulsiona a agulha em direção à fita de impressão. Um outro imã
faz com que as agulhas retornem à posição original. Estes movimentos são feitos

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de maneira muito rápida o que produz uma quantidade enorme de calor na cabeça
de impressão. Quem já viu uma impressora matricial sabe que ela possui um
dissipador de calor em cima da cabeça de impressão. Devido à sua natureza
eletromecânica, as cabeças de impressão costumam possuir uma vida útil de
aproximadamente 250 milhões de caracteres, ou seja, após este número de
caracteres impressos, provavelmente a cabeça de impressão deverá ser
substituída. Como a cabeça de impressão é a “alma” da impressora matricial, esta
substituição costuma ser bem cara. Na verdade, a maioria dos usuários prefere
comprar uma nova impressora. A ilustração a seguir procura mostrar o princípio de
funcionamento da impressora matricial:

Em seguida, veja como os caracteres saem impressos:

A qualidade de impressão das impressoras matriciais depende do número


de agulhas de sua cabeça de impressão. As impressoras mais simples possuem 9
agulhas, enquanto que as mais sofisticadas trabalham com 24 ou até 48 agulhas.
Mesmo nestas últimas a qualidade não chega a ser próxima de uma impressora
com tecnologia laser.
A velocidade de impressão das matriciais é metida em cps, ou seja,
caracteres por segundo. Como já foi dito, a maioria das impressoras matriciais usa
um papel especial com furos do lado para ser tracionado pelo rolo da impressora.
É claro que existem alguns modelos que podem trabalhar com folhas soltas.
Atualmente o preço das impressoras matriciais está bastante alto devido à
diminuição da oferta e por estas estarem confinadas a um nicho de mercado. Além
disso, uma grande parte das impressoras matriciais ainda disponíveis para venda
no mercado brasileiro é do tipo “impressora fiscal” para ser usado em máquinas
registradoras que imprimem notas fiscais. Isso aumenta ainda mais o seu preço.

4.2 Impressoras a jato de tinta


As impressoras a jato de tinta usam pequenas gotas de tinta para produzir
as páginas impressas. A tinta fica armazenada em cartuchos e sai destes através
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de pequenos furos chamados de “nozzles”. O preço das impressoras a jato de


tinta é muito baixo, porque a sua produção é enorme. Na verdade, os fabricantes
das impressoras a jato de tinta não ganham com a impressora em si (ou ganham
pouco). Eles ganham dinheiro vendendo cartuchos! Ou melhor: vendendo tinta! É
por isso (e por outros motivos também!) que eles não estimulam a recarga de
cartuchos de impressoras a jato de tinta.
As pequenas gotas de tinta são jogadas no papel através de um método
que usa pressão e eletricidade. Normalmente a pressão no interior do cartucho de
tinta é diferente da pressão externa. Assim, depois que a eletricidade passa em
um pequeno resistor aquecendo o mesmo, é gerada uma pressão positiva dentro
do cartucho que expele uma pequena gota em direção ao papel. Um método
semelhante, porém sem o uso do conjunto resistor/calor, utiliza um pequeno cristal
piezoelétrico para gerar esta pressão.
As impressoras a jato de tinta podem usar papel comum, mas para obter
qualidade fotográfica na impressão a cores é necessária a utilização de papéis
especiais. Como a tinta é líquida, recomenda-se esperar um pouco antes de
manusear as folhas impressas, apesar da maioria das impressoras atuais
trabalharem com tintas de secagem rápida. A dica também é importante quando
se usar cartuchos recarregados.
A qualidade de impressão é medida em dpi (ou, ppp – pontos por
polegada). Impressoras de última geração podem
chegar a resoluções de mais de 2400 dpi. O
método de impressão quase não trabalha com
partes mecânicas (ao contrário da impressora
matricial), o que faz com que a velocidade de
impressão seja bem maior que a obtida nas
impressoras matriciais. A velocidade de impressão
é normalmente medida em ppm (páginas por
minuto).
A ilustração ao lado exemplifica a forma de impressão das impressoras a
jato de tinta:

4.3 Impressoras a laser


A maioria das grandes empresas prefere utilizar impressoras a laser. Elas
são ideais quando a demanda por impressão é levada, ou seja, precisamos de
velocidade, quantidade e qualidade.
De modo diferente dos métodos de impressão já apresentados, que
imprimem uma linha de cada vez, a impressão a laser uma página de uma vez só!
A página que vai ser impressa é tratada como uma coisa só que será processada
pela impressora. Deste modo, as impressoras laser precisam de memória RAM
para funcionar, pois nesta memória será armazenada a informação que será
impressa em cada página.

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É interessante notar que, dependendo da quantidade de memória RAM que


uma impressora laser possuir, pode ser impossível imprimir páginas com muita
informação, como gráficos, etc. Assim, se possível, na hora da compra verifique se
a sua impressora laser permite expansão de memória.Além disso, pergunte se a
expansão é fácil de encontrar e também eplo seu preço.
A página impressa por uma impressora laser é formada através de uma
série de pequenos pontos, por isso a qualidade de sua impressão é medida em
dpi (ou, ppp – pontos por polegada). Quando a impressora laser recebe a
informação que será impressa, ela a divide em uma série de pequenas faixas de
pontos. Aí o processo de impressão, conhecido como deposição eletro-fotográfica
começa. Ele consiste das seguintes fases:

a) Carregamento Eletrostático (Condicionamento) – Dentro da impressora a


laser o cilindro fotocondutor, que é capaz de armazenara cargas estáticas se não
for exposto à luz, gira e passa sobre um fio conhecido como “fio corona primário”.
Este fio corona deposita uma carga negativa uniforme no cilindro fotocondutor.
Assim que este processo estiver terminado, o cilindro fotocondutor está pronto
para receber a imagem. Algumas impressoras definem este processo como
“aquecimento”.

b) Escrita da Imagem (Exposição) – O cilindro fotocondutor é sensível à luz.


Então se um laser “desenha” na superfície cilíndrica rotativa uma “imagem”, o
cilindro vai perder carga negativa naqueles pontos que foram sensibilizados. Mais
tarde estes pontos vão absorver o toner. Como o cilindro fotocondutor é sensível à
luz, recomenda-se embalá-lo em um saco negro se este for mandado para revisão
ou conserto.

c) Impressão (ou Revelação) – Como o cilindro fotocondutor sensibilizado está


na hora de ele receber o toner. O Toner é constituído de minúsculas partículas de
um pó negro (tóxico!) que será usado na impressão propriamente dita. Colado ao
cilindro fotocondutor existe um cilindro de cargas que contém minúsculas
partículas de toner. As partes do cilindro fotocondutor que foram sensibilizadas
pelo laser receberão as partículas de toner que ficarão “grudadas” a este.

d) Transferência – Agora que o cilindro fotocondutor já está cheio de toner, ele


precisa transferir este toner para a folha de papel a ser impressa. Agora entre em
ação um segundo fio corona, chamado de “fio corona secundário”. Este fio é
responsável por carregar eletricamente o papel. Assim, o papel terá poder de
atração suficiente para descolar as partículas de toner do cilindro fotocondutor.
Finalmente um eliminador de eletricidade estática remove a mesma do papel.

e) Fusão – Esta é a última parte do processo de impressão. Na fusão as


partículas de toner são aquecidas e pressionadas de encontro ao papel de modo
que a impressão fique permanente. É por isso que o papel sai “quente” de uma
impressora a laser!

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f) Limpeza – Na fase de limpeza a impressão já terminou, mas ainda é necessária


uma limpeza do cilindro fotocondutor, para que o processo todo possa se repetir
com uma outra página. Esta limpeza é feita com a ajuda de uma lâmpada
fluorescente e com uma pequena lâmina de borracha que conseguem remover
todo o toner e cargas eletrostáticas presentes no cilindro fotocondutor.
Numa impressão a laser monocromática este processo de seis fases é
repetido para cada uma das páginas impressas. Já numa impressora laser a
cores, usam-se quatro toners (nas cores preta, ciano, magenta e amarelo) e os
seis passos se repetem para cada um dos toners.
A ilustração abaixo exemplifica o processo de impressão a laser:

As impressoras a laser gastam muito mais energia que as suas


“companheiras” jato de tinta e matriciais. Por isso recomenda-se o uso de um
estabilizador de, pelo menos, 1 KVA dedicado a cada impressora a laser. Apesar
do gasto de energia, as impressoras laser tem menor custo por página impressa
que as impressoras a jato de tinta ou matriciais. Apesar dos cartuchos de toner
custarem muito, eles duram até dez vezes mais que os cartuchos a jato de tinta,
por exemplo.

4.4 Multifuncionais
Tal como o nome indica, multifuncionais são equipamentos que reúnem
duas ou mais funções diferentes. Graças a isso, são uma excelente opção para
quem precisa economizar espaço físico na mesa ou para quem procura
praticidade.

Há, basicamente, dois tipos de multifuncionais: as que contam com as


funções de impressora e scanner; e as que, além destes recursos, oferecem
também fax. Normalmente, estes equipamentos também podem ser utilizados

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como copiadora: o usuário insere um papel qualquer no scanner da multifuncional


e, por meio de um botão ou comando, faz o equipamento imprimir uma cópia do
material digitalizado.

4.5 Outros tipos de impressão


Existem vários outros tipos de impressão, como por exemplo, por jato de
cera, impressão por margarida, dye-sublimation, etc. Na verdade estes tipos de
impressora são mais usados em tarefas específicas. As impressoras a jato de cera
são muito parecidas com as impressoras a jato de tinta. Só que ao invés de tinta,
são jogadas pequenas gotas de cera líquida em direção ao papel. No caso das
impressoras a jato de cera, as cores costumam ser mais brilhantes. Além disso,
funcionam melhor quando queremos transferir desenhos ou similares para
camisetas, etc. Impressoras de margarida só imprimem texto e podem ser
consideradas máquinas de escrever mais rápidas.

4.6 Tipos de Cabos de Conexão de Impressoras mais comuns:

Cabo Impressora Cabo Impressora USB


Paralela

Exercícios do Capítulo 4
1) Compare os seguintes tipos de impressoras: matricial, jato de tinta e laser,
considerando um modelo para uso em um pequeno escritório (800 impressões por
mês(

Tipo de impressora Matricial Jato de Tinta Laser


Modelo da imp.
Custo de Aquisição
Páginas por Minuto
Números de Cópias
por recarga
Custo de 3 recargas
(Custo de aquisição
+ custo de 3
recargas) / número
de cópias de todas
as recargas

2) Que tipo de impressora você indicaria para um escritório de contabilidade


que possui 3 computadores em rede e imprimi cerca de 100 páginas por dia?
Justifique.

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3) Cite aplicações práticas para uma impressora jato de cera

4) Quais itens devemos pesquisar antes de escolher uma impressora jato de


tinta?

5) Que tipo de impressora você indicaria para um usuário doméstico (poucas


cópias por mês)

Capítulo 5 - O que é Interface?


O que você viu ao desconectar e conectar os cabos do teclado, mouse e
monitor são apenas cabos e conectores. Na verdade isso é apenas a parte que
você enxerga do que chamamos de interface.
Interface é um termo que utilizamos para designar algo que serve de meio
de comunicação entre duas coisas distintas. Quando estamos falando de
hardware, interface é o conjunto de circuitos, cabos e conectores que fazem a
comunicação entre dois dispositivos ou entre um dispositivo e o computador.
Mas o que você precisa saber mesmo é que as interfaces são criadas
seguindo normas que são estabelecidas entre os fabricantes. Dessa forma, várias
marcas diferentes de teclados, mouses e monitores podem ser conectados ao
mesmo computador porque elas seguem o mesmo padrão. Desde o circuito
interno dos dispositivos, passando pelos cabos e chegando aos conectores, tudo
seguiu regras precisas de fabricação.
Você pode perguntar: O que eu tenho a ver com isso?
A questão é que à medida que a tecnologia vai se aprimorando, novas interfaces
(mais rápidas e mais baratas) vão sendo criadas e as interfaces mais antigas vão
caindo em desuso. Por esse motivo, um tipo de teclado pode ou não ser
conectado a um computador. Agora você pode perguntar: Como eu sei qual a
interface de teclado que devo utilizar para este ou para aquele computador? A
resposta é simples: Você pode geralmente conhecer a interface através do
conector. Os conectores seguem sempre um padrão de macho e fêmea. Basta
olhar atrás do computador para ver qual é o conector fêmea do teclado e você
saberá que para aquele computador somente
um teclado com um conector macho compatível poderá ser conectado.
Normalmente, na parte detrás do gabinete estão disponíveis os conectores
para estabelecer comunicação com diversos dispositivos externos. Podemos
encontrar conectores de comunicação serial (DB-9), paralelo (DB-25), USB, PS/2,
entre outros. Às vezes um mesmo computador aceita dois tipos de mouse
diferentes, por exemplo.
Computadores que trazem as interfaces do tipo USB e PS2 podem aceitar
tanto mouses com interface USB quanto PS2. Você escolhe qual utilizar. Veja na
figura abaixo os tipos mais comuns de interfaces e logo em seguida veja a
legenda explicando quais são e para que servem estas interfaces.

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1 – Interface de Som: Serve para reproduzir e capturar sons. Geralmente tem


três conectores: um para saída de som (caixa de som), outro para entrada de
microfone e um outro auxiliar para entrada de som.
2 – Interface de Vídeo (VGA): Interface apenas de saída de dados. Serve para
enviar imagens através de sinais de vídeo para o monitor.
3 – Interface Serial (RS-232): Interface para entrada e saída de dados. Tem
múltiplas funções. Através dela é possível enviar e receber dados do
computador para qualquer dispositivo que utilizar também esta interface. Pode
servir para conectar um mouse serial.
4 – Interface USB: Interface para entrada e saída de dados. É uma das
interfaces mais modernas e úteis. A maioria dos dispositivos, hoje em dia, são
fabricados utilizando essa interface, dentre eles mouses, teclado, impressoras,
scanners entre outros.
5 – Interface de Teclado (mini Din – PS/2): Interface apenas de entrada de
dados. Serve apenas para conectar teclados do tipo PS/2.
6 – Interface de Controle de Jogos (joystick): Serve apenas para conectar
joysticks (aqueles controles de videogame).
7 – Interface Paralela: Interface para entrada e saída de dados. Através dela é
possível enviar e receber dados do computador para qualquer dispositivo que
também utiliza esta interface. Muito utilizada para conectar impressoras.
8 – Interface de Rede (RJ-45): Interface para entrada e saída de dados. Através
dela é possível conectar o computador em uma rede de computadores ou
conectá-lo diretamente a outro computador. Muito utilizada para conectar o
computador à Internet (que nada mais é do que uma grande rede de
computadores).
9 – Interface de Mouse (mini Din – PS/2): Interface apenas de entrada
de dados. Serve apenas para conectar mouses do tipo PS/2.

Existem ainda adaptadores que permitem que um dispositivo de um tipo possa ser
conectado a uma interface de outro tipo.

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Exercícios do Capítulo 5

1) Identifique todas as interfaces do seu computador

Capítulo 6 - Visão geral das partes internas do computador.


Placa-Mãe: A placa-mãe é um dos principais componentes do
computador. Conecta todos os dispositivos internos, ou seja, tudo
que existe dentro do computador está conectado de uma forma
ou outra à placa-mãe. Na placa-mãe estão conectados também o
processador e a memória.

Fonte de Alimentação: A fonte de alimentação tem a função


principal de transformar a tensão que vem da rede elétrica em uma
tensão muito menor, contínua e apropriada aos componentes
internos do computador. Fornece energia a todos os dispositivos
internos do computador.

Disco Rígido (HD): A unidade de Disco Rígido (em inglês Hard


Disk) é o principal e mais comum dispositivo de armazenamento
encontrado nos computadores, pois é capaz de armazenar grandes
quantidades de dados, além de ter uma grande velocidade de
leitura/escrita. É popularmente conhecido como Winchester.

Drive de CD-ROM: O drive de CD-ROM é uma unidade de


armazenamento que tem a função de apenas ler dados gravados em
CDs. Porém, é cada vez mais comum encontrarmos drives de CD-
RW que também são capazes de gravar dados em CDs e também os
DVD-RW que lêem e gravam DVD´s.

Drive de Disquete: O drive de disquete tem a capacidade de ler e


gravar dados em disquetes. Já existiram drives de disquete de vários
tamanhos e capacidades, mas hoje em dia, praticamente só
encontramos dives de 3 1/2’’ (polegadas) e que suportam disquetes
de 1.44 MB (Megabytes) de capacidade

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Placas off-board: Off-board é um termo utilizado para se referir


a placas auxiliares que não estão integradas (embutidas)
diretamente na placa-mãe (chamadas de on-board). Estas
placas são conectadas perpendicularmente à placa-mãe através
do que chamamos de “slots”. Quando falamos em slot de uma
placa-mãe nos referimos ao conector próprio para receber placas auxiliares.

Existem placas off-board que realizam várias funções. As mais comuns são as
placas de Modem, Vídeo, Rede e Som.

Exercícios do Capítulo 6

1) Pesquise a diferença entre dispositivos on-board e off-board

2) Atualmente os drives de disquete são necessários?

Capítulo 7 - Cabos Internos do Computador

Agora que você já tentou identificar as peças internas, olhe com atenção
para os cabos que vão e vem de uma peça para outra. Quantos fios, não é
mesmo? Que bagunça! Na verdade, o que parece uma grande bagunça segue
regras bem definidas, que chamamos de padrões.
A primeira coisa que você deve entender é que existem basicamente dois
tipos de cabos dentro de um computador: Cabos de Energia e Cabos de Dados.

7.1 Cabos de Energia


Também chamados de cabos de força ou de alimentação. Todos os cabos
de energia saem da fonte de alimentação. Existem alguns tipos de conectores,
cada um para um tipo de dispositivo.

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1 – Conector de Potência: Só é necessário quando o


processador utilizado é Pentium 4. Esse conector é
ligado diretamente à placa-mãe próximo ao processador.
2 – Conector de 4 pinos (maior): Serve para fornecer
energia a diversos dispositivos de armazenamento, entre
os mais
comuns, o drive de CD-ROM e o HD.
3 – Conector de 4 pinos (menor): Normalmente é
utilizado apenas para fornecer energia para o drive de
disquete.
4 – Conector de 20 (ou 24) pinos: Serve para fornecer
energia a placas-mãe do tipo ATX.

Os conectores de 4 pinos fornecem duas tensões diferentes aos


dispositivos. Os cabos vermelhos são de 5 volts e os cabos amarelos de 12 volts.
São necessárias 2 tensões diferentes porque a maioria dos dispositivos precisa de
dois níveis de tensão para alimentar partes diferentes dos circuitos que exigem
tensões diferentes.
Todos os conectores de energia possuem chanfros, ou seja, a sua forma
possui recortes ou saliências que impedem que o conector seja conectado em
posição invertida e o dispositivo receba 12 volts onde deveria receber 5, por
exemplo. Se isso fosse possível seria muito fácil queimar os dispositivos.
O chanfro de um conector do cabo de energia corresponde ao mesmo
formato no conector do dispositivo para que o encaixe seja perfeito.

Você pode utilizar qualquer conector que estiver sobrando, que sirva em
seu dispositivo e que esteja mais bem posicionado. Dessa forma, quando for
conectar um cabo de energia a um dispositivo, utilize o que encaixar perfeitamente
e que estiver mais perto, evitando sempre esticar o cabo.
É muito comum e normal sobrarem conectores soltos dentro do computador
porque você possui menos dispositivos a serem alimentados do que cabos. Se
isso acontecer, simplesmente prenda os cabos em alguma parte do gabinete,
longe de ventoinhas, utilizando fitas plásticas ou elásticos.

7.2 Cabos de Dados


Também conhecidos como cabos lógicos, servem para transmitir dados
(bits) de um dispositivo para outro. Os cabos de dados mais comuns são os cabos
achatados (flat cables) que servem para conectar os dispositivos de
armazenamento à placa-mãe. Os cabos de dados também são conhecidos como
cabos lógicos.

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O cabo de dados de 40 vias (fios) serve para conectar os HDs e drives de


CD-ROM à placa-mãe. Já os cabos de 34 vias servem para conectar somente o
drive de disquete.

Geralmente, os cabos de dados possuem


conectores com uma saliência que se encaixa
perfeitamente nos conectores de dados com
chanfros da placa-mãe e dos dispositivos de
armazenamento. Esses chanfros impedem a
conexão do cabo do lado errado.

Quando o conector da placa-mãe, do dispositivo ou


do cabo, não tem chanfro a única maneira de saber qual é
o lado correto de conectar o cabo é através do que
chamamos de Pino 1.
Os cabos de dados possuem, em um dos lados,
um fio pintado de vermelho ou azul ou com algum tipo de
marcação que nos indica que este lado é onde está o
Pino 1.
Assim, fica fácil saber para que lado fica o Pino 1 do cabo. Mas, como
saber para que lado fica o Pino 1 no conector da placa-mãe e nos conectores dos
dispositivos?
Na placa-mãe, geralmente, há uma indicação impressa na placa, próxima
ao conector.

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No caso do HD e do drive de CD-ROM, este pino está quase sempre


localizado para o lado do conector de energia.

No caso do drive de disquete, não há padrão e, portanto, teremos que observar


no drive alguma indicação. Geralmente, está impresso em alguma parte próxima ao
conector um número 1 ou 2, ou algum símbolo que indica o lado correto.
Normalmente, o símbolo utilizado é um asterisco (*).

Exercícios do Capítulo 7

1) Usando o simulador da Cisco IT Essentials Virtual Desktop faça a


montagem de um PC

Capítulo 8 - Placa-mãe
Definição: Principal placa de circuitos impressos do computador. É responsável
em interligar todos os demais componentes do microcomputador, tais como o
processador, memórias, o disco rígido, etc. Conhecida também por Motherboard,
Mainboard ou placa de CPU.

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8.1 CHIPSET
É o controlador do tráfego de dados da placa-mãe.
Fabricantes: SIS, OPTI, VIA, Intel, etc.
Classificamos em:
a) Ponte Norte – Controla CPU, memória DRAM, barramento AGP/PCI
Express
b) Ponte Sul – Controla os barramentos mais antigos, canais e portas de
comunicação.

8.2 BIOS (Basic Input Output System)


O Sistema básico de entrada e saída tem como função identificar, configurar,
testar e dar boot (iniciar sistema) no PC.
O BIOS é dividido em:
a) POST (Power On Self Test)
Identifica e testa todos os componentes instalados.
b) SETUP (Settings Update)

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Programa gravado no BIOS que permite ao usuário a configuração do


hardware.
e) CMOS (Complementary Metal Oxide Semicondutor)
Memória RAM que através da bateria armazena as configurações feitas no
SETUP

8.3 Bateria
Tem como função manter a data/hora do sistema e as configurações do CMOS.
Todas as baterias operam a 3V.
Tipos:
a) Lítio (Moeda) – Padrão nas placas-mãe atuais. Fácil troca. Durabilidade de
3 à 4 anos.
b) Níquel (Tambor) – Encontrada nas placas-mãe mais antigas. Recarregável
e apresenta perigo de vazamento.
c) Circuito integrado – Encontrada em placas-mãe de Pentium clássico.
Durabilidade de 8 a 10 anos.

8.4 Barramentos

Podemos definir os barramentos como uma via de comunicação pela qual o


processador se comunica com o seu exterior (memórias, periféricos, etc.)

8.4.1 Slots
São conectores que permitem conectar placas de expansão na placa-mãe.

a) ISA (Industry Standard Architecture)


Utilizado por periféricos lentos, como a placa de som e a placa de modem.
b) PCI (Peripheral Component Interconnect)
Utilizado por periféricos que demandem velocidade
c) AGP (Accelerated Graphics Port)
Utilizado exclusivamente por placas de vídeo 3D (antigas) , trabalha a 66MHz e
32bits (Modo AGP 1x) o que faz que este atinja uma taxa de transferência de
264MB/s, o dobro da taxa do barramento PCI.
d) PCI Express
É bidirecional e funciona com quatro condutores divididos em dois conjuntos
(transmissão e recepção cada qual com seu aterramento). Este conjunto forma um
canal (1X) que opera a uma frequência de 2,5GHz garantindo uma taxa de
250MB/s, quase o dobro do PCI padrão. É o slot mais usado atualmente para as
placas de vídeo de alta performance.

8.4.2 Barramento USB (Universal Serial Bus)

Este barramento foi criado para resolver o problema de padronização


das portas dos dispositivos externos dos microcomputadores. Podemos
conectar em uma única porta USB até 127 dispositivos.

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Taxa de Transferências das Portas USB

Versão Velocidade
USB 1.1 1,5 a 12 Mbps
USB 2.0 480 Mbps
USB 3.0 4,8 Gbps (ou aprox. 4800 Mbps)

O USB 3.0 fornece uma taxa de transferência de dados (teórica) de até 4.8 Gbps,
e um fornecimento de energia 80% maior em relação aos padrões anteriores, o
que o torna ideal para gadgets de alta performance como pendrives e discos
rígidos mais velozes.

8.4.3 Barramento Firewire


Este barramento desenvolvido pela Apple segue o mesmo principio do USB,
sendo que suas taxas são superiores. Utilizados em dispositivos externos como
discos rígidos, câmeras de vídeo e fitas DAT.
Velocidade: 400Mbps
Fire wire IEEE 1394b: 800Mbps
Alcance – Até 4,5 metros de extensão.
Conexão – Até 63 periféricos

8.5 Jumper
Pequena peça de plástico com sua base interna
feita de metal que é utilizado para conectar
pinos na placa-mãe, permitindo assim a
passagem de corrente elétrica entre eles,
através dessa corrente configura funções como
ajustes de voltagem e frequência do
processador.

8.6 Canais de comunicação

a) IDE/ATA
A transmissão de informações do ATA é feita de forma
paralela, transmitindo, em média, 16 bits por vez. No entanto,
ele sofre uma série de interferências, o que causa perda de
dados. Serve para conectar discos rígidos, drives de CD-
ROM ou DVD-ROM à placa-mãe.

b) SATA (Serial ATA)


Substituto do ATA, este padrão realiza a transmissão dos
dados em série, como se os bits estivessem em fileira,
um atrás do outro, permitindo maior velocidade na
transferência de dados. Conecta discos rígidos padrão
SATA na placa-mãe.

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Exercícios do Capítulo 8 – Placa-Mãe

1) Qual a principal função da placa-mãe?

2) Para que serve o Chipset e quais os seus tipos?

a) ( ) Controlar o tráfego de dados. Ponte norte (Northbridge) e BIOS.


b) ( ) Controlar a voltagem da fonte. Ponte norte (Northbridge) e Ponte sul
(Southbridge).
c) ( ) Ajustar a freqüência do processador. Ponte norte (Northbridge) e Ponte sul
(Southbridge).
d) ( ) Controlar o tráfego de dados. Ponte norte (Northbridge) e Ponte sul
(Southbridge).

3) O que são encaixes (slots) de expansão? E qual a diferença do AGP para o


PCI?

4) Como identificamos o BIOS? E qual a função da bateria?

a) ( ) Pinos no circuito. Manter Data do sistema e as configurações do CMOS


setup.
b) () Selo do fabricante no circuito. Manter Data/hora do sistema e as
configurações do CMOS setup.
c) ( ) Selo do fabricante no circuito. Ajustar as configurações do CMOS setup.
d) ( ) Nome do fabricante na placa-mãe. Ajustar as configurações do CMOS setup.

5) Qual a voltagem da bateria de lítio CR-2032?


a. ( ) 2,5V
b. ( ) 5V
c. ( ) 3V
d. ( ) 1,8V

6) Qual a capacidade máxima de dispositivos podemos conectar em uma


porta USB?

7) Com relação à comunicação entre os dispositivos, assinale N para ponte


Norte e S para ponte Sul.
a) ( ) Memória RAM
b) ( ) Portas USB
c) ( ) Processador
d) ( ) Slot PCI
e) ( ) Slot PCI Express
f) ( ) Portas serial e paralelas
g) ( ) Serial ATA

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IMC – Instalação e Manutenção de Computadores 35

Capítulo 9 – Processador

Você já deve ter ouvido falar que o processador é o


cérebro do computador, a peça mais importante. Pois isso
tudo é verdade. Ele também é chamado de CPU (Central
Prossing Unit ou U.C.P. – Unidade Central de
Processamento)
O processador é um conjunto de circuitos
integrados complexos que possuem vários blocos
funcionais, ou seja, que realizam funções predeterminadas. Uma das principais
funções do processador é interpretar e executar as instruções que vem dos
programas e do sistema operacional. É ele quem coordena as ações entre os
dispositivos internos do computador para fazer as coisas acontecerem.
O processador funciona numa determinada velocidade. A velocidade, ou a
frequência de operação, do processador é medida em Hz (Hertz). Esta frequência
é alta e atualmente chega à ordem de 3 a 4 GHz.
9.1 Clock

Seria a “velocidade” do processador. Na realidade é o número de


operações executadas por segundo.
1 Hertz = 1Hz = 1 ciclo / segundo
1.000 Hertz = 1 KHz = 1.000 ciclos / segundo
1.000.000 Hertz = 1 MHz = 1.000.000 ciclos / segundo
1.000.000.000 Hertz = 1 GHz 1.000.000.000 ciclos / segundo
9.1.1 Diferenças de Clock entre Processadores

Os processadores da AMD e da Intel são completamente diferentes entre


si. Embora sejam usados com o mesmo propósito - processar informações em um
computador do tipo PC - interna e externamente funcionam de maneira
completamente diferente. É por esse motivo que o clock do processador não é
medida de desempenho. O clock é um sinal que serve para sincronizar os
circuitos do processador. Entretanto, se um processador A é capaz de efetuar
tarefas mais rapidamente do que um processador B, o processador A será mais
rápido do que o B, mesmo tendo um clock inferior.

9.2 Memória Cache

9.2.1 Caches L1 e L2

Quase todos os processadores modernos possuem caches L1 e L2. O


usuário não escolhe a quantidade de cache que quer no seu computador. Ela é
embutida no processador e não há como alterá-la.
A cache é uma pequena quantidade de memória super rápida e cara, que
serve para acelerar o desempenho da memória RAM (que por sua vez é maior,

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mais lenta e mais barata). Ela é necessária porque as memórias comuns não são
suficientemente rápidas para os processadores modernos.
Um dos fatores de velocidade dos processadores é a quantidade de
memória cache e também a sua velocidade.
Nos micros de hoje a memória cache é essencial, sem ela o seu
computador se tornaria super lento.

9.3 Encaixe (Soquete) do Processador

Deve observar o seguinte fator, cada processador exige uma Placa mãe
especifica, mesmo processadores do mesmo fabricante (Pentium 3 e 4 por
exemplo), exigem placa diferentes.
Para instalar o processador na placa mãe deve-se observar a posição
deste. O pino 1 do processador deve coincidir como o pino 1 do Soquete.

Soquete para encaixe de processador Slot para processador I7

Depois de encaixar o processador deve-se configurar sua velocidade no


Setup ou através de Jumpers. Nas máquinas atuais o processador é reconhecido
automaticamente.

9.4 OverClock do Processador

É uma técnica que consiste em “turbinar” o seu processador, isto é, faze-lo


trabalhar numa velocidade maior do que a indicada. Por exemplo um Pentium 3 de
700 MHz, colocado a 850 MHz. Essa técnica não é recomendada pelos
fabricantes, deve ser feita por conta e risco do dono.

9.5 O que é o “core”?

O “core” se refere ao núcleo do processador. Um


processador comum, como um Pentium 4 tem um único
núcleo (single core). Processadores com um único núcleo
processam uma única instrução por vez.

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9.5.1 O que é um processador com múltiplos núcleos?


A partir daqui, os processadores são compostos por dois ou mais núcleos
independentes, que são capazes de processar informações diferentes ao mesmo
tempo. Um Dual Core é um processador com dois núcleos, um Quad Core possui
quatro núcleos e assim por diante.

9.5.2 Por que eu preciso de um processador com múltiplos núcleos?

Com múltiplos núcleos, você pode executar vários programas ao mesmo


tempo e quando você executa um programa pesado (como uma varredura de um
antivírus, conversão de vídeo, gravação de CD etc.) você pode utiliza o outro
núcleo do processador para executar outras tarefas como abrir o navegador ou
checar o e-mail.
Alguns programas podem ainda se utilizar dos múltiplos núcleos ao mesmo
tempo para melhorar a eficiência do programa, como jogos e programas gráficos.
Então, se você utiliza softwares mais pesados ao mesmo tempo de outros e
gosta de jogos mais elaborados, é de bom tom que você utilize um processador
multi-core. Se você mais utiliza o PC para checar e-mails, acessar a internet e
ocasionalmente assiste a algum vídeo, você não precisa de um processador de
múltiplos núcleos.

9.5.3 Quantos núcleos têm os processadores i3, i5 e i7?

Os processadores i3 possuem dois núcleos, são Dual Core.

Os processadores i5 têm modelos com dois ou quatro núcleos (Dual Core e Quad
Core)

Os processadores i7 têm modelos com dois, quatro, seis núcleos ou até oito
núcleos(Dual Core, Quad Core e Hexa Core)

9.5.4 Eu preciso de um Dual/Quad Core ou de um i3/i5/i7?

Você deve saber que não é só o processador que define o desempenho do


computador, mas também a quantidade e velocidade de memória e tamanho do
HD, a qualidade da placa mãe, além de uma boa placa de vídeo para jogos e
softwares gráficos mais pesados. As dicas aqui referem-se apenas à escolha do
processador, de acordo com o uso pretendido. Geralmente se você comprar um
PC de marca com esses processadores, já terá uma boa configuração
acompanhando.
Então, se você quer:

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- Navegar na internet, checar e-mails, jogar ocasionalmente um jogo em


flash, pode escolher um single core.
- Utilizar um processador de texto e trabalhar com planilhas no PC, escutar
música, assistir a filmes, escolha um dual core ou i3.
- Jogar ocasionalmente e fica feliz com baixa resolução e gráficos de média
qualidade, ver filmes de alta definição etc., pode escolher um dual core ou um i5.
- Trabalhar com edição gráfica, criação musical, programação (e
compilação), ver filmes em alta definição e gosta de jogos com apelo visual, prefira
um Quad Core, i5 ou i7.

9.6 Cooler

O cooler é o responsável pelo refrigeramento do


processador, apesar de ser uma peça relativamente barata é
muito importante para o computador. Se ele não funcionar
direito pode causar travamentos e até a queima do
processador. Deve ser escolhido de acordo com o
processador a ser usado. Detalhe: os processadores da AMD costumam aquecer
muito mais do que os da Intel, exigindo, portanto coolers maiores.

Exercícios do Capítulo 9 - Processadores

1- Faça uma pesquisa de mercado e descubra quais são os processadores mais


rápidos da Intel e AMD e quais os seus preços (pode-se usar a Internet).

2- O que é overclock? O que muda no computador e quais as consequências?

3- Indique os Fabricantes dos Processadores abaixo(Intel e AMD):

Turion ( ) Pentium 4 ( ) Semprom ( )

Athlon X2 ( ) Celeron ( ) Xeon ( )

Duron ( ) K6-2 ( ) 486 ( )

I5( ) Phenon ( ) I3 ( )

4- O que é memória cache e para que serve?

5- Como funcionam os processadores “Dual Core”?

6- Descubra quais são os soquetes (local de encaixe do processador) dos


seguintes processadores: Athlon X2, Pentium Dual Cora, Pentium 4, I5 e
Semprom 64.

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7) Caso o cooler do processador não esteja funcionando corretamente, o que


pode acontecer?

8) Identifique o processador do seu computador com o Windows (botão direito em


Computador / Propriedades)

Capítulo 10 - Memórias
O papel processador é apenas um, pegar os dados e processa-los não
importando de onde vem ou para onde vão estes dados. Como os processadores
não possuem uma área de armazenamento grande, ele buscas programas de uma
área chamada de memória.

10.1 Memória RAM

A memória RAM (Random Access Memory, ou Memória de Acesso


Aleatório) é responsável por armazenar temporariamente os dados que o
processador está trabalhando. Praticamente todos os dados que trafegam pelo
computador vão primeiro para a memória RAM antes de seguir para o destino
final.
A memória RAM é a principal memória na qual são gravados os dados
para o devido processamento.
A memória Ram é uma memória volátil, ou seja, perdem-se os dados
gravados na RAM quando o computador é desligado.
Na linguagem de informática, quando falamos de memória estamos nos
referindo a memória Ram, ou seja, memória em que se pode ler e gravar
informações. Para que o processador possa executar o processamento dos dados
ele precisa ir buscar as informações ou na memória ram ou em memórias
secundárias de massa tais como os discos rígidos, Cd-rom, disquetes, porém não
devemos chamá-los de memória, pois uma classificação mais precisa seria disco
rígido e mídia de armazenamento de dados.
As memórias eletrônicas do tipo somente leitura ou leitura e gravação
precisam ser organizadas para que o processador possa saber onde buscar as
informações, como exemplo podemos fazer uma comparação a um prédio onde,
cada andar e cada apartamento tem seu endereço de localização.
Podemos comparar a memória RAM como a mesa de trabalho do
processador. É aonde o processador vai acumulando os dados para ir trabalhando
com eles conforme a necessidade.
Chamamos a placa de memória RAM de pente. Cada pente possui uma
capacidade de armazenamento, medida em bytes. Quanto maior a capacidade de
armazenamento, maior o espaço que o processador tem para trabalhar e melhor é
o desempenho do computador.

Mas porque a quantidade de memória RAM influencia no desempenho do


computador se quem trabalha é o processador e ela é só um espaço para
armazenar dados?

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Podemos comparar o processador a uma pessoa cujo trabalho é ler livros.


Essa pessoa (processador) abre os livros sobre a mesa (memória RAM) e vai
lendo todos os livros que conseguir abrir. Ela vai lendo uma página de cada livro
alternadamente. Uma hora o espaço na mesa acaba e ela tem que terminar de ler
os livros que estão sobre a mesa, para poder retirá-los de lá e sobrar espaço para
livros novos. Mas às vezes não dá pra terminar de ler um livro que está sobre a
mesa, porque chegou um livro mais importante para ser lido. Então a pessoa tem
que anotar em que ponto parou de ler o livro anterior, guardá-lo e abrir o livro mais
importante. Depois que acabou de ler o livro mais importante, a pessoa pega
novamente o livro anterior e volta a ler do ponto onde parou. Se essa pessoa
tivesse uma mesa maior, não precisaria ter que fechar um livro para abrir outro. E
é exatamente esse processo de anotar o ponto onde parou, fechar o livro e abrir
um novo que ocasiona a lentidão do trabalho dessa pessoa.
Com o processador e a com a memória acontece exatamente a mesma
coisa. Quanto maior a capacidade da memória, menos o processador tem que
parar o que estava fazendo e retirar dados da memória para processar dados mais
urgentes.

10.1.1 Tipos de Memória RAM

Existem no mercado vários tipos de memória com tamanhos, velocidades e


funcionamento bem diferentes. Geralmente, uma placa-mãe só aceita um tipo de
memória e de uma determinada velocidade de trabalho. Para saber qual é o tipo
aceito, somente verificando o manual da placa-mãe ou na própria placa-mãe.

a) Memória RAM tipoSIMM (Single In Line Memory Module) 72 vias


Possuem 72 terminais e operam a 32 bits sendo necessário a presença de 2
módulos para o funcionamento de processadores de 64bits (Pentium, Pentium
MMX, K5, K6,etc). São alimentados com 5V e encontrados em capacidades de
4MB, 8MB, 16MB, 32MB e 64MB. É mais antiga e fora de uso

Exemplo de módulo no formato SIMM 72 vias

b) DIMM (Double In Line Memory Module) 168 vias (antiga)


Possuem 168 terminais e operam a 64bits, sendo apenas um módulo necessário
para o funcionamento do PC. São alimentados com 3,3V e encontrados em
capacidades que variam de 16MB até 512MB.

Exemplo de módulo no formato DIMM 168 vias

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c) DDR (Double Data Rate) 184 vias


Módulos de 184 terminais onde o grande diferencial está no fato de que
elas podem realizar o dobro de operações por ciclo de clock (em poucas palavras,
a velocidade em que o processador solicita operações). Assim, uma memória
DDR de 266 MHz trabalha, na verdade, com 133 MHz. Como ela realiza duas
operações por vez, é como se trabalhasse a 266 MHz. São alimentados com 2,5V
e encontrados em capacidades que variam
de 128MB até 1GB.

d) DDR 2 240 vias


É uma evolução da tecnologia DDR trazendo melhorias para reduzir o consumo
(1,8V), aumentar o desempenho e a eficiência. Módulos com 240 terminais. Tem
módulos até 800 mhz

e) DDR 3 240 vias


Funcionam a 1.5 v , consomem bem menos energia , e rodam a clocks maiores
que DDR2 tipo 1066mhz (2x533) ou 1333mhz (2x667)

10.2 Memória ROM


É a memória somente para leitura (Read Only Memory) onde temos o
sistema básico do microcomputador: o BIOS. Neste o POST efetua o autoteste
assim que o PC é ligado. O Setup permite ao usuário a configuração do sistema
básico e a CMOS é uma memória mantida pela bateria da placa-mãe que
armazena essas configurações.
Tipos de memória ROM:
a) MASK-ROM
- Memória gravada na fábrica do circuito integrado.
- Não há como apagarmos ou regravarmos seu conteúdo.
b) PROM (Programable ROM)

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- Memória vendida virgem.


- Fabricante se encarrega de fazer a gravação do conteúdo.
Obs – Fabricante do periférico que gravará.
c) EPROM (Erasable Programable ROM)
- Igual à PROM.
- Porém, seu conteúdo pode ser apagado através da luz ultra-violeta.
d) EEPROM (Eletric Erasable Programable ROM)
- É uma EPROM onde a regravação é feita através de pulsos elétricos.
e) FLASH-ROM
- É uma EEPROM que utiliza baixas tensões de regravação e este é feito
em tempo bem menor.
- Regravação feita através de software.
- É empregada nos Pendrives, MP3, MP4, cartões de memória, etc.

10.3 Hard Disk (HD ou Disco Rígido)


O funcionamento do HD é baseado num disco rígido
magnético, assim como os drives de disquete. Os bits são
gravados, portanto, de forma magnética por uma ou mais
cabeças de leitura/escrita. É por isso que os bits são
mantidos mesmo que o computador seja desligado.
Existem HDs de diferentes capacidades, tempos de
acesso, dimensões físicas, etc. Os HDs possuem uma mecânica de precisão e
são relativamente frágeis a choques mecânicos e seus circuitos sensíveis a
descargas eletrostáticas. Este dispositivo integra uma parte mecânica controlada
por uma placa eletrônica programável. Portanto, o desenvolvimento dos HDs está
relacionado a três áreas do conhecimento: Mecânica, Eletrônica e Computação.
Todo computador exige o uso de pelo menos um HD. Por ter uma
capacidade de armazenamento grande em relação aos outros meios de
armazenamento do computador é nele que é instalado o sistema operacional.
Basicamente, existem três padrões de HDs: o padrão IDE, o padrão SCSI e o
padrão Serial ATA. Principalmente, por uma questão de custo a maioria dos
computadores usa o padrão IDE.
Os HDs também já foram chamados antigamente de Winchesters.
Este dispositivo é basicamente formado por um disco, ou um conjunto
deles, e de cabeça(s) de gravação e leitura. O tempo de acesso é maior do que o das
memórias RAM. Este tempo de acesso depende do tempo gasto para posicionar a
cabeça na trilha onde está a informação e do tempo que o setor demora em passar
pela cabeça. Portanto, quanto mais rápido o disco rodar menor será o tempo para
encontrar o setor e quanto mais rápido o sistema de posicionamento da cabeça menor
o tempo de acesso às trilhas. Tudo isso depende de uma mecânica fina e de precisão.
Portanto, quanto mais rápido e maior a capacidade de armazenamento de um HD
mais caro ele custará.
Veja abaixo um HD aberto (Lembre-se que você nunca deve abrir um HD, pois
irá comprometer o seu funcionamento)

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10.3.1 Tipos de HD
a) HD IDE ou PATA
Estes são os discos mais antigos e utilizam um cabo maior para a transmissão
de dados — cabos com 40 ou 80 vias. Os discos IDE utilizam cabos de energia de
quatro pinos, presentes na maioria das fontes padrão.

b) HD SATA
O novo padrão de HD é o SATA e reconhecê-lo é bem simples, porque ele utiliza um
cabo de oito vias bem fino. Relembra-se ainda que apesar de já existir os discos
SATA 2 (a segunda versão desses HDs), fisicamente não há diferenças. Na figura
abaixo há um exemplo de HD SATA e os respectivos cabos (de dados e de energia)
que ele utiliza.

c) HD SSD ("Solid State Disks" - discos de estado sólido)


O novo tipo de discos para armazenamento são bem compactos, ultrafinos e
leves. Um disco do tipo SSD é super simples e não tem partes eletrônicas visíveis. O
cabo dos SSD é exatamente o mesmo utilizado em HDs SATA, visto que ele tem o
mesmo padrão de transferência. Confira na imagem abaixo como identificar se o seu
disco é um SSD.

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Os SSDs são possivelmente a maior revolução dentro do ramo dos HDs, já


que eles utilizam um princípio de armazenamento completamente diferente, com
os discos magnéticos dando lugar aos chips de memória Flash:

A vantagem óbvia dos SSDs é que eles oferecem tempos de acesso muito
baixos, combinados com excelentes taxas de leitura e gravação em setores
aleatórios, onde mesmo os melhores HDs magnéticos oferecem apenas alguns
poucos MB/s. Isso melhora o desempenho consideravelmente em uma grande
gama de aplicativos e reduz bastante o tempo de boot, tornando o sistema muito
mais responsível.
Os SSDs também oferecem um consumo elétrico mais baixo (o que os
tornam um componente atrativo especialmente para os notebooks), são
silenciosos, resistentes a impactos e oferecem uma melhor segurança contra
perda de dados devido a defeitos de hardware, já que não possuem partes
móveis.
A grande desvantagem por outro lado é o custo por megabyte, já que em vez
de combinar 4 discos magnéticos de 500 GB cada um para criar um HD de 2 TB,
você precisa juntar 20 chips de memória Flash de 8 GB cada para criar um SSD
de apenas 160 GB. Quanto mais gigabytes, mais chips, o que leva os preços dos
drives de maior capacidade para as alturas.

d) Interno

Os três tipos de disco exibidos acima, são discos internos, que devem ser
instalados dentro do gabinete e não são portáteis. Não colocamos imagens dos
discos internos, pois você acabou de conferir exemplos de
cada um.

e) Externo

Para usuários que precisam levar dados para todos os


lugares e precisam de facilidade surgiram os discos externos.

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Os discos externos normalmente são conectados através da USB ou de uma porta


eSATA (external SATA), mas na realidade eles são idênticos aos discos internos,
com a diferença de que eles vêm protegidos numa “gaveta” — uma espécie de
caixinha onde você não enxerga o disco. São muito usados para fazer backup
(cópias de segurança) dos arquivos de outros computadores.

f) HD SCSI

SCSI é um padrão utilizado principalmente em Servidores (para melhoria do


desempenho).
Esses HD's operam geralmente a 15.000 RPM (os HD´s IDE e SATA operam
entre 5.400 e 7.200 RPM) e possuem tempo de vida bem maior que HD's Desktop,
por isso os HD's SCSI custam bem mais caro.
A interface, como o próprio nome já cita, é a SCSI que é diferente da SATA
II, tanto em plugues como em taxas de acesso. Se você quiser utilizar um HD
SCSI em uma mobo Desktop, precisará comprar uma controladora SCSI.

HD SCSI Placa Controladora Cabo SCSI

10.3.2 Mantendo o disco saudável

Quem pensa que cuidar do disco é bobagem, engana-se muito. O disco (excluindo
os discos do tipo SSD) é uma das poucas partes do computador que ainda possui
algo de mecânico, fator que reduz — e muito — a vida desses componentes de
hardware. Computadores que ficam ligados muito tempo e que são utilizados
constantemente necessitam de cuidados ainda mais especiais, por isso, vamos às
dicas.

a) Cuidado ao manusear

Para quem gosta de abrir o gabinete e realizar a


manutenção sozinho, alguns cuidados devem ser tomados.
Nunca pegue num HD ou SSD sem antes ter descarregado a
energia eletrostática. Tome cuidado ao encaixar o disco na
baia, pois qualquer batida pode gerar algum problema no disco.

b) Não balance muito

Os notebooks ainda não abandonaram os maravilhosos HDs, pelo menos a


maioria ainda utiliza o disco rígido. Portanto, a dica é perfeita para usuários que

1º Módulo de Informática Etec – Matão - 2014


IMC – Instalação e Manutenção de Computadores 46

utilizam um notebook, pois ao fazer movimentos muito bruscos, enquanto o HD


está funcionando, muitos problemas podem ocorrer, sendo que o principal e mais
crítico é a perda total do disco.

c) Não deixe seu disco próximo a imãs

Como você pode perceber pela explicação, os HDs IDE e SATA utilizam
eletromagnetismo para funcionar, portanto, nem pense em deixar imãs muito perto
do HD, porque isso irá prejudicar o funcionamento e provavelmente irá apagar
todos os dados do disco em pouco tempo. Esse procedimento é válido inclusive
para usuários que utilizem discos SSD, porque peças eletrônicas sofrem grande
interferência com a presença de imãs nas proximidades.

d) Mantenha seu gabinete bem refrigerado

Comprar um cooler para disco pode ser um exagero, mas não custa manter
o gabinete bem refrigerado e com uma corrente de ar apropriada para que a
temperatura não fique muito elevada nos componentes internos.

e) Monitore seu disco

Há vários programas que monitoram como está o desempenho e


temperatura do seu disco. O desempenho pode variar muito de acordo com a
marca e as características do seu disco, já a temperatura deve ser sempre
observada para que não ocorram problemas de superaquecimento. Se o seu disco
está esquentando muito, um cooler pode resolver o problema, mas nem sempre é
necessário comprar um cooler, apenas melhorando a refrigeração do gabinete, o
disco já deve esquentar menos.

f) Desfragmente!

A desfragmentação aumenta a performance geral do sistema, pois o disco


não demora tanto para acessar os dados solicitados, e de quebra ela mantém seu
disco mais saudável, porque não será necessário o disco perder tempo acessando
setores muito distantes para ler somente alguns arquivos.

10.4 Recuperação de dados apagados do HD

Quem nunca passou pela situação de apagar algum arquivo do computador


acidentalmente? É comum acontecer e no momento nos perguntamos se não é
possível fazer a recuperação. Em alguns casos é possível, porém vamos explicar
como o Windows trabalha com arquivos mesmo depois de excluídos.

10.4.1 Exclusão parcial

1º Módulo de Informática Etec – Matão - 2014


IMC – Instalação e Manutenção de Computadores 47

Quando enviamos arquivos para a Lixeira ou excluímos com o famoso


comando SHIFT+DEL, temos a certeza que ele foi deletado, porém o Windows
não apaga esse arquivo totalmente, apenas o “esconde” e libera o espaço para
que outros dados sejam gravados, da mesma forma acontece quando formatamos
um HD.

As imagens abaixo mostram com mais facilidade o que foi dito até agora.
Imagine que esses blocos representam o seu disco rígido, o que está em branco é
o espaço vazio e em azul, arquivos gravados. Quando você exclui uma música,
por exemplo, representado pela cor vermelha, o Windows libera o espaço, mais
deixa o arquivo invisível.

Arquivos gravados (azul), espaço livre (branco).

Espaço liberado pelo Windows (vermelho), após excluir um arquivo.

10.4.2 Como e quando podemos recuperar dados?

Um arquivo pode ser recuperado quando não é subscrito por outro. Pense o
seguinte: A música que foi “excluída” no exemplo anterior deixou espaço para que
outras músicas fossem adicionadas. Neste caso se você colocar mais músicas no
HD e uma delas ocupar o espaço deixado por aquela apagada, o arquivo antigo
será subscrito e parte ou toda informação dele será perdida.

Quando não perdemos totalmente as informações, podemos utilizar


programas como o Recuva ou PC Inspector File Recovery para recuperar o
arquivo.

Exercício do Capítulo 10

1) A memória RAM é uma memória:

( ) Volátil ( ) Retrátil ( ) Dinâmica ( ) Estática

2) A memória Ram é chamada de memória:

( ) Dinâmica ( ) Volátil ( ) Estática ( ) Retrátil

3) O disco rígido pode ser definido como qual tipo de memória?

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IMC – Instalação e Manutenção de Computadores 48

4) Qual é a definição de memória volátil ?

5) A memória RAM influência no desempenho do computador? Explique

6) O que é a memória ROM?

7) Quanto ao termo memória como se define o HD ?

8) Qual o tipo de HD mais vendido atualmente?

( ) HD IDE ( ) HD SATA ( ) HD SSD

9) Qual o tipo de HD abaixo é mais rápido?

( ) HD IDE ( ) HD SATA ( ) HD SSD

10) Qual a finalidade de um HD externo?

11) Onde normalmente é usado um HD SCSI ?

12) Quais os principais cuidados que temos que ter com o nosso HD?

13) O que é desfragmentar o disco?

14) Verifique no Windows o espaço disponível de seu HD e anote o “caminho”

15) Usando o programa Recuva, faça a verificação de dados que podem ser
recuperados de seu HD (aguarde instruções do professor)

Capítulo 11 - Entendendo o BIOS, o Setup e o POST


Talvez você não tenha percebido, mas quando ligou o computador ele
realizou algumas operações básicas como teste de memória e de componentes da
placa-mãe, verificou a existência dos dispositivos de armazenamento e procurou
por um sistema operacional (e não encontrou porque o HD estava desconectado).
Para que o computador possa realizar essas e outras operações ele conta com
três programas que ficam armazenados dentro da memória ROM da placa-mãe. A
sigla ROM vem do inglês Read Only Memory, que em português quer dizer
Memória Somente de Leitura. Isso significa que esses programas são gravados
pelo fabricante da placa-mãe e você só pode ler o que está escrito na memória.
Esses programas são o BIOS, o Setup e o POST. Cada um deles executa uma
função diferente, mas é muito comum ver técnicos experientes fazendo confusão
entre eles. Vamos então aprender pra que serve cada um?

1º Módulo de Informática Etec – Matão - 2014


IMC – Instalação e Manutenção de Computadores 49

BIOS: Basic Input/Output System. Sistema Básico de Entrada/Saída: Programa


responsável por “ensinar” o computador como operar com os dispositivos básicos,
encontrar e carregar o sistema operacional. Em outras palavras, é o BIOS que
guia o computador até o sistema operacional. Depois que o sistema operacional é
encontrado e carregado na memória RAM, ele passa a “tomar conta” do
computador, “dizendo” o que ele deve fazer.

POST: Power On Self Test: Programa que testa os componentes essenciais do


computador logo que o ligamos. O POST tem uma lista de verificações que varia
de placa-mãe para placa-mãe. Em algumas placas o POST testa o teclado
primeiro, em outras a memória RAM. Quando o POST encontra algum erro ele
emite sinais sonoros e para a verificação no ponto em que estiver. É por isso que
se houver mais de um problema, o POST só exibirá um erro de cada vez. Por
exemplo, se em seu computador houver 2 problemas, somente quando você
resolver o primeiro problema é que o POST continuará a verificação e lhe
mostrará a mensagem do segundo erro. Mais adiante veremos isso na prática.

Setup: Programa de configuração que nos permite ajustar alguns parâmetros da


placa-mãe em relação aos dispositivos instalados. Através do Setup é que
configuramos a placa-mãe para funcionar com este ou aquele tipo de processador,
memória, HD. Como o Setup fica armazenado dentro da ROM que é somente de
leitura, os parâmetros que configuramos precisam ficar armazenados em alguma
memória que permita a escrita, correto? Essa memória é chamada de CMOS,
também está na placa-mãe e é alimentada por uma bateria que guarda as
configurações mesmo que o computador esteja desligado da tomada.
O Setup é o único dos três programas que possui uma interface visível com
o usuário, ou seja, que possui uma tela com menus para podermos optar entre
várias configurações da placa-mãe.
Para entrar no Programa Setup, ao ligar o computador você deverá ser bem
rápido e prestar atenção em alguma mensagem que indica qual tecla deve ser
pressionada.

Geralmente as teclas DEL, F1 e F2 são as mais utilizadas. Se você não


conseguir ver a mensagem, logo que ligar o computador, fique apertando
repetidas vezes uma destas teclas para tentar entrar no programa. Outra forma é
verificar no manual da placa-mãe como proceder.

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Mãos à Obra
1. Ligue o computador e preste muita atenção no monitor para encontrar
uma mensagem, como por exemplo, “Pressione DEL para entrar no
SETUP”, ou “Press DEL to Enter Setup”. Se necessário, peça ao seu
professor que lhe ajude a encontrar a mensagem.
2. Essa mensagem aparece rapidamente e por alguns segundo. Depois que
ela desaparece não é mais possível entrar no Setup e você terá que
desligar e ligar o computador para tentar novamente.
Se você conseguiu entrar no Setup, estará vendo uma tela parecida com
essa:

Capítulo 12 – Por onde começar quando nos deparamos com um


defeito no computador

Seu computador está com um defeito!

O que você deve fazer agora? Por onde começar? Será que é melhor
começar trocando as peças do computador uma por uma até descobrir o
problema? Ou é melhor reinstalar o Sistema Operacional, pois pode ser que algum
arquivo esteja danificado?
Antes de qualquer coisa, o que devemos fazer é “escutar” o que o
computador tem para nos dizer. Assim como uma pessoa doente, um computador
defeituoso apresenta sintomas que nos levam a um diagnóstico, ou seja, à
identificação de uma doença e dos possíveis tratamentos.
Para começar a tratar do nosso “paciente”, vamos ligar o computador e com
bastante atenção verificar o que está acontecendo.

Mãos à Obra
1. Ligue seu computador.
2. Verifique se os LEDs do painel da frente do gabinete acendem.
3. Verifique se a sua ventoinha da fonte de alimentação está girando.
4. Verifique se mensagens de erro são exibidas no monitor de vídeo.
5. Diante das observações que você fez, tente descobrir qual dos
problemas abaixo está acontecendo com seu computador:
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 A placa de rede está danificada


 A placa-mãe está danificada
 O Processador está queimado
 O Drive de CD-ROM está queimado
 O cabo de dados do HD está desconectado
 O cabo de energia da placa-mãe está desconectado
 A Fonte de Alimentação está queimada
 Algum cabo de energia está desconectado
 A memória RAM está com mau contato
 O cabo de força da fonte está desligado
 O botão Liga/Desliga está danificado
 O Sistema Operacional está com arquivos danificados
 O computador está infectado com um vírus

Conseguiu dar um palpite? Será que está correto?


Você fez somente algumas verificações e já tentou descobrir qual é o
defeito. Assim fica difícil. Na verdade, o que você está tentando fazer é adivinhar o
problema. E tentar adivinhar qual é o problema de um computador não é a melhor
maneira de resolvê-lo. Daqui por diante, não vamos mais tentar adivinhar
problemas, mas sim, determinar quais são os problemas.
E para determinar os problemas devemos primeiro reduzir o número de
possibilidades. E como se faz isso?
No nosso caso, reduzir o número de possibilidades significa que diante de
um defeito em um computador, devemos descartar todos os componentes de
hardware e software que não tem nenhuma relação com o problema. Dessa
forma, ao invés de trocarmos todas as peças do computador até descobrirmos a
peça defeituosa, analisando os sintomas podemos chegar à conclusão que
somente duas ou três peças é que poderiam estar causando esse ou aquele
defeito.

12.1 Principais componentes de hardware de um computador

Apesar do hardware de um computador ser composto por diversas placas


de circuitos, nem todas são essenciais ao funcionamento básico do computador,
ou seja, são circuitos que adicionam funções ao computador.
Muitos destes circuitos eletrônicos são placas que podem ser encaixadas
na placa-mãe através dos slots (placas off-board). Alguns destes circuitos já vem
embutidos na própria placa-mãe (placas on-board).
Você também viu que para um computador ligar e apresentar sinal de vídeo
no monitor nem todos os componentes precisam estar conectados.
Apenas os componentes essenciais do computador é que têm que estar
conectados para que o computador comece a funcionar. Vamos recordar quais
são eles?

Mãos à Obra

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1. Assinale na lista de componentes abaixo, quais são os 5 componentes


essenciais de um computador:
( ) Placa de Rede
( ) Placa-mãe
( ) Processador
( ) Drive de CD-ROM
( ) Memória RAM
( ) Placa de Modem
( ) Placa de Vídeo
( ) Fonte de Alimentação
( ) Disco Rígido (HD)
( ) Drive de Disquete

Capítulo 12 - Instalação do Windows 7 – Passo a Passo

Mas antes de continuares o processo de instalação do Microsoft Windows 7, o teu


computador tem que cumprir os seguintes requisitos mínimos:

 Processador 1GHz (32 bits ou 64 bits)


 1 GB de RAM (32 bits) ou 2 GB de RAM (64 bits)
 16 GB de espaço no disco rígido (32 bits) ou 20 GB (64 bits)
 Placa gráfica 256 MB, com suporte DirectX 9

1. Fazer o boot pelo DVD do Windows 7.

2. Selecionar o idioma a instalar e as definições. Depois clica em Avançar.

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3. Clica em Instalar Agora.

4. Clica em Personalizada (Avançada).

5. Neste passo tens que selecionar a partição que deseja instalar Windows 7.
Caso já tenhas a partição criada vá para o passo 7. Caso contrário, no exemplo da
foto abaixo, o disco rígido tem 17GB, mas a partição ainda não está.
Você selecionar o espaço disponível (não alocado) e clicar em Novo.

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6. Selecionar o tamanho a usar na nova partição. Depois clica em Aplicar.


ATENÇÃO: para a versão de 32 bits são necessários no mínimo 16GB, e 20GB
para a de 64 bits.

7. Selecionar a partição onde queres instalar o Windows 7 e clica em Avançar.

8. Vai começar a instalação do Windows 7.

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9. Durante o processo de instalação do Windows 7, o computador vai ser


reiniciado automaticamente.

10. Depois de reiniciar vai concluir o processo de instalação do Windows 7.

11. Agora que o Windows 7 acabou de ser instalado, vai iniciar o processo de
verificação do hardware.

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12. Introduz o nome de utilizador e nome do computador. Depois clica em


Avançar.

13. Define uma password para a tua conta de utilizador. Depois clica em
Avançar.

14. Clica em Usar configurações recomendadas.

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15. Verificar se as configurações de data e hora estão corretas. Depois clica em


Avançar.

16. Terminou o processo de configuração do Windows 7. Seja bem-vindo ao


Windows 7.

Capítulo 13 - O que são drivers?


Quando falamos em instalar dispositivos de hardware em um sistema
operacional, não podemos deixar de falar dos drivers. Apesar do nome ser
parecido, os drivers não tem nada a ver com os drives.
Como você já viu, drives são dispositivos de hardware que servem para
armazenar dados, como, por exemplo, o drive de disquete ou o drive de CD-ROM.
Já os drivers são programas que servem para “ensinar” o sistema operacional a
conversar com os dispositivos de hardware. Mas, como assim, “ensinar o SO a
conversar com o hardware”?
Você já sabe que o SO é um programa que comanda as ações do
hardware, correto? Agora, você já parou para pensar que apesar dos fabricantes
de hardware seguirem certos padrões na construção das placas e dispositivos,
existem muitas diferenças entre eles? Então, como é que o mesmo sistema
operacional, que você instala em dois computadores totalmente diferentes,
consegue “conversar” com os dois?

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A resposta é o driver! Driver em inglês significa “aquele que guia”. Pois é


exatamente isso que o driver faz com o SO.
Quando um fabricante lança no mercado uma placa nova, ele distribui,
juntamente com a placa, um disquete ou um CD-ROM que contém os drivers, ou
seja, os programas que ensinarão o SO a conversar com esta placa. Geralmente,
o fabricante da placa tem que disponibilizar os drivers para os sistemas
operacionais mais utilizados. Isso porque, normalmente os drivers de um mesmo
dispositivo são diferentes para cada SO. Por exemplo, o driver de uma placa de
vídeo para Windows XP provavelmente não funcionará no Windows 7.
Para ficar mais fácil de entender, vamos imaginar o computador com as
partes que o compõem: hardware + software. Vamos dividir estas partes em
camadas que, de certa forma, são dependentes e prestam serviços umas para as
outras:

Observe que a primeira camada é o


hardware, que é quem realmente executa as
tarefas. Acima dele estão os drivers de todas as
placas do computador. Essa camada permite a
comunicação do sistema operacional com o
hardware. Acima do sistema operacional estão os
softwares, ou seja, os programas utilitários, jogos,
editores de texto, etc., que pedem para o sistema
operacional determinadas tarefas que ele repassa
para o hardware.

Como encontrar os drivers necessários, caso o Windows não instale


automaticamente?

1) Você poderá usar o Drivers Pack Solution (é um pacote de drivers)


2) Usar o cd de instalação do fabricante, que vem junto com a placa
adquirida
3) Pesquisar no site do fabricante os drivers necessários. Exemplo: Os
drivers dos micros da positivo estão disponíveis no site
www.positivoinformatica.com.br
4) Usar o programa AIDA para identificar o modelo da placa que está sem
o driver necessário para poder pesquisar o driver correto no google ou
outros sites

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Check-List p/ Formatação
Informações do Cliente

Nome: Mauro Verga Data: 22/01/2013


Telefone xxxx-xxxx

Endereço: Rua Jundiaí, 915 – Matão (SP)

Backup

Meus Documentos Área de Trabalho C:/ Outros: _______________________________________

Sistema Operacional
Windows XP Windows Linux
SP3 Vista Windows 7 Windows 8

Drivers
Rede
Vídeo (VGA) Áudio (Ethernet) Modem Outros:_______

Conexão com a Internet


Discada Discada
IG Itelefônica Speedy Modem 3G Via Rádio

Programas Básicos
Office Office Office PDF Adobe Codec
2003 2007 2010 WinRar Reader K-Lite

Antivírus Antivírus Antivírus USB Disk


Nero Avira Avast AVG Security Visio

Mozilla Google
MSN Photoshop Ares Photoscap FireFox Crome

Adicionais
Crackear o Crackear o
Windows Office

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Referências Bibliográficas

CAPRON, H. L.; JOHNSON, J. A.. Introdução à Informática. 8. ed. São Paulo:


Pearson Education, 2007. 350 p.

D'AVILA, Edson. Montagem, Manutenção e Configurações de Computadores


Pessoais. 17. ed. São Paulo: Érica, 2005. 238 p.

INTEL, Aluno Técnico. Manutenção de Microcomputadores. São Paulo: Intel


Corporation, 2005. 190 p.

INTEL, Aluno Técnico. Montagem de Microcomputadores. São Paulo: Intel


Corporation, 2005. 290 p.

RÉU JUNIOR, Evaldo Fernandes. Redes e Manutenção de Computadores. São


Paulo: Fundação Padre Anchieta, 2010. 251 p. (Centro Paula Souza).

VASCONELOS, Laércio. Expandindo o Hardware do seu PC. São Paulo: Pearson


Education, 2003. 357 p. (Rápido e Fácil).

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