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Sumário

INTRODUÇÃO.................................................................................................................... 3
INSTALAÇÃO DE BOMBA NO SISTEMA SOB COMANDO COM HIDRANTES ...................5
ESTIMATIVA DE DESCARGA NO SISTEMA DE HIDRANTES ............................................12
ESPECIFICAÇÕES DE BOMBAS CONTRA INCENDIO ....................................................... 17
INSPEÇÃO E TESTE DE BOMBAS DE COMBATE A INCENDIO ........................................ 22
INSTALAÇÃO DE BOMBAS DE COMBATE A INCENDIO ..................................................23
TIPOS DE BOMBAS DE COMBATE A INCENDIO ............................................................. 25
Bombas Jockey .......................................................................................................... 25
Principais benefícios ................................................................................................25
Principais características do projeto .................................................................... 25
CASA DE BOMBAS ..........................................................................................................28
Instalação elétrica da bomba .................................................................................... 28
Proteção do motor-bomba.......................................................................................28

Cabos de alimentação das bombas....................................................................... 28

Automação das Bombas .................................................................................... 29


Funcionamento das bombas ........................................................................... 29
Iluminação de emergência ........................................................................... 29
Válvulas da rede de incêndio .....................................................................30
Manutenção de bombas e casa de bombas ...........................................30
Bombas com motor a combustão ...................................................... 30
Motor à gasolina ............................................................................. 30
Reservatório de óleo diesel ......................................................... 31
Cuidados com o reservatório de combustível ......................... 31
Manutenção ........................................................................ 31
EXEMPLO DE NORMA DE COMBATE AO INCENDIO (APLICAÇÃO DAS BOMBAS) ....... 32
ALGUNS REQUISITOS PARA A INSTALAÇÃO DAS BOMBAS DE INCÊNDIO CONFORME
NBR 13.714/2000 ........................................................................................................... 38

2014
BIBLIOGRAFIA..................................................................................................................42

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INTRODUÇÃO

No Brasil, as bombas para combate a incêndio, em geral, obedecem às


prescrições da National FIre Protection Assossiation (NFPA); do Underwriter’s
Laboratories; do Fire Office’s Comitee (FOC); da Inglarerra; da ABNT e,
naturalmente, do Corpo de Bombeiros da Municipalidade. Podem ser
classificadas em:
- Bombas para Sistemas Móveis. São usadas nos carro-pipa ou em
embarcações especiais do corpo de bombeiros.
- Bombas para Sistemas Fixos. São as bombas usadas em edifícios
industriais, residências e comerciais.

 Rede de hidrantes;
 Rede de sprinklers;
 Sistema fixo de espuma adaptado à rede de hidrantes;
 Sistemas de prevenção e combate contra incêndio.

As bombas colocadas nos carro-pipa e embarcações são, via de regra,


centrífugas, como o número necessário de estágios para assegurar a pressão
prevista nas normas para combate ao incêndio, bem como a descarga
necessária em um número prefixado de mangueiras. Fabricam-se bombas de
incêndio para descargas de 500 até mais de 10.000 L/min.
Para compreendermos o funcionamento das bombas de incêndio em
instalações fixas, precisamos situa-las no contexto das instalações hidráulicas
do edifício, conjunto habitacional ou parque industrial, onde serão colocadas,
sem nos aprofundarmos contudo nos assuntos mais ligados a objetivos das
chamadas Instalações Prediais.
A instalação de combate a incêndio com o emprego da agua pode ser
realizada por um dos seguintes sistemas de funcionamento:
- Sob comando (regido pela NB-24/57). Quando o afluxo de água é
obtido mediante manobra de registros localizados em abrigos e caixas de
incêndio. Os registros abrem e fecham os hidrantes, também chamados de
“tomadas de incêndio”, e permitem a utilização de mangueiras com os
respectivos esguichos e requintes (pontas dos esguichos). Em arruamentos e
em conjuntos habitacionais, a rede de abastecimento público alimenta
“hidrantes de coluna” nos passeios, distanciados entre si no máximo em 90
metros, de modo a permitir o combate direto ao incêndio com a adaptação de
mangueiras (se a pressão for suficiente), ou a ligação à bomba do carro-pipa
do Corpo de Bombeiros.

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- Automático. Quando o afluxo de água ao ponto de combate ao incêndio
se faz independentemente de qualquer intervenção de um operador e ocorre
pela simples entrada em ação de dispositivos especiais que atuam ao ser
atingido determinado nível de temperatura ou de comprimento de onda de
radiações térmicas ou luminosas, ou ainda pela presença da fumaça no
ambiente. Os sprinklers ou aspersores automáticos de agua, também
conhecidos como chuveiros automáticos; os pulverizadores; os lançadores de
espuma; os nebulizadores e os sistemas de “inundação” são acionados por
dispositivos automáticos a cada tipo.
Simultaneamente com o lançamento da agua sobre o local onde se
iniciou o incêndio deve ocorrer o acionamento de um alarme sonoro e
luminoso, indicando, em certos casos num painel, o ponto onde o mesmo está
se verificando. Sistemas de detecção de início de um incêndio são, às vezes,
utilizados simultaneamente com recursos de combate a incêndio operados
manualmente.

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INSTALAÇÃO DE BOMBA NO SISTEMA SOB COMANDO COM
HIDRANTES

Proteção essencial em alto-mar ou em terra firme

(http://www.skf.com/br/industry-solutions/oil-gas/processing-and-refining/petroleum-and-petrochemical/fire-
suppression-pumps/index.html)

Apesar de condições rigorosas e dos ambientes hostis, as bombas de combate


a incêndios devem ser altamente confiáveis e de manutenção relativamente
fácil. As bombas de combate a incêndios em alto-mar, abastecidas pela água
do mar, precisam de resistência à corrosão. Mas as bombas em terra ou no
mar lidam com incêndios que se espalham rapidamente com altas taxas de
liberação de calor.

Consideremos primeiramente o caso de um edifício cuja instalação de combate


à incêndio prevê apenas caixas com hidrantes nos pavimentos.
Observemos que, nos edifícios, existem reservatórios: um inferior, de
acumulação de agua vinda da rede pública, e outro na cobertura, para
alimentação de distribuição dos aparelhos sanitários dos andares. Esses
reservatórios são geralmente divididos em duas seções, e a capacidade dos
mesmos deve atender ao consumo de pelo menos dois dias.

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Um sistema de bombas C e D, recalca a água do reservatório inferior para o
superior. Neste, segundo certos códigos, deve ser mantida uma reserva de
água para um primeiro combate ao incêndio, capaz de garantir o suprimento de
água, no mínimo, durante meia hora, alimentando dois hidrantes que trabalham
simultaneamente em locais onde a pressão é mínima.
A reserva para incêndio é fixada pela Legislação Estadual e depende do tipo de
prédio, do número de pavimentos e do sistema segundo o qual são
alimentadas as caixas de incêndio com hidrantes.

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Um barrilete de distribuição com a extremidade do tubo (ou dos tubos)
acima do fundo do reservatório assegura a citada reserva de agua para
combate ao incêndio e alimenta as colunas de descida da agua, das quais
derivam os ramais e sub-ramais que vão ter às peças de consumo (lavatórios,
vasos sanitários, etc).
Uma segunda tubulação, saindo do fundo dos reservatórios superiores
(ou do reservatório, se for um apenas), alimenta as “colunas de incêndio”, que,
em cada pavimento e normalmente nos halls, servem às caixas de incêndio.
Estas tubulações (ou tubulação) ao atingirem o teto do subsolo ou o pavimento
térreo, se não existir subsolo, seguem até o passeio em frente ao prédio, onde
é colocada uma caixa com um registro, chamado de “hidrante de passeio” ou
de “recalque”.
Na extremidade superior da coluna de incêndio existe uma válvula de
retenção que impede a entrada de água no reservatório superior, quando o
Corpo de Bombeiros liga a mangueira da bomba do carro-tanque ao hidrante
de passeio, recalcando água até as caixas de incêndio nos andares. Abaixo da
válvula de retenção, o Código de Segurança contra incêndio no Estado do Rio
de Janeiro obriga que seja colocado um registro de gaveta.
O emprego de uma “bomba de incêndio” de funcionamento automático
decorre da conveniência e mesmo da necessidade de:
a. Construir-se um reservatório superior de menor capacidade, cuja
reserva para incêndio seja de apenas 50% do total de água
necessária ao funcionamento de dois hidrantes simultaneamente.
Este reservatório deve ter no mínimo 10.000 litros de reserva para
incêndio, segundo a NB-24 da ABNT (Art 6.5.1.1). Mesmo usando a
bomba, o reservatório inferior deverá ter capacidade total, no mínimo,
de 120.000 litros, segundo a NB-24 (Art 6.5.2). O código de
segurança contra incêndio no Estado do Rio de janeiro, entretanto
estabelece reserva técnicas em função da natureza, finalidade e
características do prédio.
b. Obter-se pressão mínima de 1kgf x cm-2 e máxima de 4kgf x cm-2
nos hidrantes (Art. 27 do Dec. 897 de 21-9-76 do Estado do Rio de
Janeiro). Dependendo do caso, a pressão mínima poderá ser fixada
em 4gfx cm-2 (instalações industriais, por exemplo).
A pressão efetiva de 1kgf x cm-2 (10 m.c.a.) não será possível obter-se
nos três últimos pavimentos superiores com o desnível existente entre o
reservatório superior e as caixas de incêndio, uma vez que o “pe-direito” é de
apenas três metros ou próximo desse valor.
Portanto, torna-se necessária uma bomba de incêndio (A), recalcando a
água do reservatório inferior na própria tubulação de incêndio a que estamos
referindo, de modo a obter-se a pressão necessária ao jato, inclusive nos três

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pavimentos superiores. Uma válvula de retenção (R) impede que a água
bombeada alcance o hidrante de passeio, e a válvula colocada antes do
reservatório superior, que nele penetre. A bomba atenderá às caixas desde o
último pavimento até o subsolo, se este existir.
Quando, na irrupção de um incêndio, for possível usar-se caixas de
incêndio abaixo do antepenúltimo pavimento, pode-se contar com a pressão
proporcionada pela reserva de agua na caixa superior. Esgotada esta, ligar-se
ia a bomba de incêndio. Costuma-se entretanto, quando existe bomba,
executar a instalação de acionamento de modo que a mesma entre em ação
logo que ocorra a abertura de um hidrante em qualquer dos andares, e a água
para o combate a incêndio será proporcionada pelo reservatório inferior. A
reserva superior praticamente servirá para manter a escova da bomba e o
lançamento da água durante o pequeno espaço de tempo que a bomba leva
para entrar em regime após a ligação automática do motor.
Uma solução mais prática e econômica é permitida pelo Corpo de
Bombeiros do Rio de Janeiro. Consiste em alimentar os hidrantes dos
pavimentos abaixo do antepenúltimo pavimento com a reserva do reservatório
superior por pressão hidrostática apenas. Para os hidrantes dos três últimos
pavimentos, a pressão é obtida com uma bomba colocada na cobertura abaixo
do nível da agua no reservatório superior e que bombeia a água desse
reservatório na coluna de incêndio, logo abaixo de válvula de retenção.
As bombas a empregar nas instalações para combate a incêndio são
centrífugas, com um ou dois estágios, havendo a preferência pelas bombas de
um só estágio de carcaça bipartida horizontalmente e o rotor de entrada
bilateral. São acionadas por motores elétricos trifásicos. A alimentação de
energia para esses motores não deverá passar pela caixa seccionadora, onde
existem fusíveis, ou pelo disjuntor automático geral do prédio, mas derivar do
cabo de energia do prédio, antes desses elementos de proteção, de modo que
o corte da energia elétrica na ocorrência do incêndio não impeça as bombas de
funcionarem.

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A partida das bombas será feita automaticamente e disjuntor acionado por
pressoato ou sensor capaz de ligar a chave do motor elétrico ao ser aberto
qualquer hidrante, em virtude da queda de pressão devida ao escoamento que
se estabelece. Para maior segurança deve-se instalar uma outra bomba
movida por motor a combustão, geralmente diesel, ou empregar um grupo
diesel-elétrico de emergência capaz de suprir de energia os motores das
bombas no caso de falhas no fornecimento de energia pela rede pública. A
partida do motor diesel poderá efetuar-se automaticamente. Convém notar que
se instala apenas uma bomba acionada por motor elétrico e outra pelo motor
diesel. Não se instala bomba reserva. Na Fig. 27.1 acha-se também
representada uma bomba auxiliar “jockey” E, usada para pressurizar e manter
pressurizada a rede quando a instalação for de grande porte.
As fig. 27.2 a e 27.2b representam esquemas de instalações de bombas
contra incêndio previstas na citada regulamentação do código de Segurança
contra incêndio e Pânico.

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Na figura 27.2.a temos a bomba de incêndio acionada diretamente por
um motor elétrico, o qual pode também ser alimentado pela energia fornecida
por um grupo motor gerador (diesel-eletrico).
A segunda hipótese (Fig. 27.2b) supõe dois grupos independentes
recalcando numa mesma linha. Um é constituído por um grupo motor-elétrico-
bomba e outro, por um grupo bomba-motor de combustão interna (Fig 27.3).
Recomenda-se, sempre que possível, que as bombas sejam instaladas
“afogadas”. Quando isto não for possível, é necessário adotar dispositivos de
escorva rápida e segura.
A escorva, na realidade, está sendo permanentemente feita pela água
do reservatório superior, que, graças à reserva prevista no Código e à válvula
de pé, manterá a bomba superior cheia de água.
Deve-se, no início da tubulação de recalque, empregar um by-pass,
ligado ao reservatório inferior, para permitir que periodicamente se possam
testar as bombas.

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ESTIMATIVA DE DESCARGA NO SISTEMA DE HIDRANTES

Para a determinação de descarga da bomba, é preciso considerar a


natureza da ocupação do prédio e o risco de incêndio que deve ser previsto.
De acordo com a NB-24 da ABNT, temos a seguinte classificação:
- Classe A. Prédios cuja classe de ocupação na tarifa de Seguros de
Incêndio do Brasil seja 1 e 2 (Escolas, residências e escritórios).
- Classe B. Prédios cuja classe de ocupação seja 3,4,5 e 6, bem como
os Depósitos de Classe de ocupação 1 e 2 (Oficinas, Fábricas, Armazéns,
Depósitos, etc)
- Classe C. Prédios cuja classe de ocupação seja 7,8,9,10,11,12 e 13
(Depósitos de combustíveis inflamáveis, Refinarias, Paiois de iluminação, etc).

A descarga em litros por minuto em cada ponto da tomada de água será


determinada pela tabela 27.1
Para cálculo da capacidade da bomba, devem ser previstos,
funcionando simultaneamente no sistema sob comando, dois hidrantes com a
descarga na Tabela 27.1 e sob pressão mínima de 10 metros de coluna de
água no esguicho.
A velocidade na linha de aspiração da bomba não deve exceder a:
- 1.5 mxs-1 para bombas situadas acima do nível de agua;
- 2.0 mxs-1 para bombas “afogadas”
No sistema sob comando com hidrantes, é necessário observar a distinção que
o código faz entre “canalização preventiva” e “rede preventiva” conta incêndio.
“Canalização preventiva” é a que corresponde à Instalação Hidráulica
Predial de combate a Incêndio, para ser operada pelos ocupantes das
edificações, até a chegada do Corpo de Bombeiros. É empregada em prédios
de apartamento, hotéis, hospitais, conjuntos habitacionais.
“Rede preventiva” é o sistema de canalizações destinadas a atender às
descargas e pressões exigidas pelo Corpo de Bombeiros em edificações
sujeitas a riscos consideráveis em maiores dificuldades na extinção do fogo,
como ocorre nas fábricas, edificações mistas, públicas, industriais, escolares,
galpões, edifícios-garage e outros mais.
Os quadros 27.1 e 27.2 resumem o que o Código de Segurança contra
incêndio e Pânico, para o Rio de Janeiro, preserva relativamente aos itens
ligados ao problema do bombeamento de água.

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A tabela 27.2 de publicação da KSB Bombas, fornece a altura a (em
metros) alcançada por um jato de esguicho vertical; a máxima distância d (em
metros) alcançada pelo jato e a descarga Q (em litros por minuto), em função
da pressão P no esguicho e do diâmetro no requinte na extremidade do
esguicho.
Para pressões de 10 m.c.a até 30 m.c.a no esguicho, pode-se utilizar a
tabela 27.3, da NB-24.

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A fim de podermos calcular a altura manométrica a que a bomba deverá
atender, necessitamos calcular a perda de carga no equipamento e também na
mangueira, desde o hidrante até o esguicho. Existe uma divergência entre os
valores das tabelas dos hidrantes até o esguicho. Existe uma carga entre os
valores das tabelas dos Underwriters Laboratories e os que se encontram em
catálogos dos fabricantes de mangueiras, o que se deve, naturalmente, às
diferenças nas características do material e ao grau de impregnação da
borracha de fibras de lona ou de poliéster, material este exigido pelo Corpo de
Bombeiros do Rio de Janeiro. Costuma-se adotar os seguintes valores para as
perdas de carga nas mangueiras, tais como especificadas pela ESP-CB-002A
da ABNT:

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- Mangueira de 38mm = J= 0,4m.c.a/metro de mangueira para 250L/min;
- Mangueira de 63mm = J= 0,15m.c.a/metro de mangueira para
500L/min;
- J = 0,3m.c.a/metro de mangueira para 900 L/min.
Para descarga de 250 L/min e requinte de ½” é necessária uma pressão de
5,53 kgf x cm-2 e, usando requinte de 5/8”, apenas 2,26 kgf x cm-2, segundo a
tabela da NFPA. Segundo a tabela 27.2, seriam necessários 70 m.c.a.
Para 500 L/min e requinte de ¾” é necessária uma pressão de 4,2 kgf x
cm-2 e, usando requinte de 7/8”, apenas 2,4 kgf x cm-2.
Vê-se, por esses dados, que o diâmetro do requinte é fundamental para
se obter com uma dada pressão a descarga desejada.

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ESPECIFICAÇÕES DE BOMBAS CONTRA INCENDIO

A norma NFPA-20 e as prescrições dos Underwriters Laboratories


apresentam exigências para a qualificação de bombas centrífugas para
combate ao incêndio. Há dois tipos principais e que são: “Bomba standard” e
“Bomba toda em bronze”. O segundo tipo é o mais recomendado para
equipamento do Corpo de Bombeiros, instalações marítimas, instalações em
locais de ambiente salitrado ou submetidos à ação de gases e vapores
corrosivos.
A fig 27.3 apresenta uma bomba Whorthington 6.LG-1 de carcaça
bipartida horizontalmente, um estágio, sucção dupla, acionada por um motor a
diesel, para funcionar como reserva do grupo bomba-motor elétrico.
A Tabela 27.4 indica os materiais recomendados para várias partes das
bombas “tipo standard” e “toda em bronze”.
A Fig 27.4 apresenta um gráfico para escolha de bombas Sulzer de
carcaça bipartida, abrangendo larga faixa de valores de descarga ( 20m3/h até
10.000 m3/h) e de altura manométrica (10m até 350m). São bombas utilizáveis
em Serviços de Incêndio (SM), além de Saneamento Básico (SM), Agua de
Refrigeração (SM), Processo (SZZM) e Navios (SM, SZZM).

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A Worthington apresenta, em seus catálogos, vários tipos de bomba aplicáveis
a instalações de combate a incêndio, entre os quais os do tipo LN, cujo
diagrama de escolha se acha representado na FIg. 27.5. Fabrica um tipo
especialmente projetado para incêndio, que é a bomba modelo LGR, cujo corte
aparece na Fig 27.8.
Para bombas de incêndio de pequena capacidade, podem, por exemplo,
ser empregadas as bombas Worthington tipo 1011, cujos diagramas se acham
representados na Fig. 27.7.
O Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro prescreve em
muitos casos, como especificação básica para as bombas, o seguinte:
- A bomba deverá ser tipo centrífugo, a caraça bipartida horizontalmente,
ferro fundido, coletor em voluta. Flanges de aspiração e recalque fundidos com
a metade inferior da carcaça. Deverá ter furos rosqueados na boca de recalque
par adaptação do manômetro.
- O rotor, tipo fechado, dupla aspiração, deverá ser de bronze. Anéis de
vedação em neoprene ou bronze.
- Eixo de aço-liga torneado, polido e dimensionado a evitar a ocorrência
de vibrações. Luvas de bronze, protegendo o eixo e a ele, chavetadas.
- Mancais de esferas lubrificados a óleo ou graxa. Caixa fixada por
peças que se bipartam pela linha de centro de modo a permitir fácil remoção do
conjunto rotativo e dos mancais.
- Caixas de gavetas providas de anel de lanterna, evitando qualquer
entrada de ar. Selagem hidráulica de aspiração, com ligação à descarga da
bomba.
- Sobrepostas de bronze.

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INSPEÇÃO E TESTE DE BOMBAS DE COMBATE A INCENDIO

É exigido pelo Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro que:


“Antes do embarque, o grupo motor-bomba seja testado e inspecionado no
laboratório do fabricante. Os testes deverão ser feitos pelo fabricante e suas
expensas e incluirão uma hora de operação a 50% de carga e de 2 horas a
100% de carga, de acordo com a capacidade indicada na placa da bomba.”
“A inspeção e os testes deverão ser feitos na presença de um inspetor”
“Duas cópias autenticadas da folha de registro dos testes serão
submetidas ao contratante”.

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INSTALAÇÃO DE BOMBAS DE COMBATE A INCENDIO

Entre diversas soluções que têm sido propostas para a instalação de


bombeamento para combate a incêndio, acham-se indicadas
esquematicamente nas Figs. 24.5 e 24.6 instalações com acionamento das
bombas por motor diesel.
A Fig. 24.5 mostra uma bomba rotativa de óleo acionada por motor
diesel e um motor óleo dinâmico que movimenta a bomba de combate a
incêndio de eixo vertical colocada numa caixa cilíndrica de aço, tipo CAN,
localizada em nível inferior ao do mar. A bomba rotativa envia o óleo, vindo de
um reservatório de pressão, ao motor oleodinâminco, o qual é ligado
diretamente ao eixo vertical da bomba. A bomba terá o número de estágio que
se fizerem necessários para a obtenção da altura manométrica desejada.

A fig. 24.6 apresenta a bomba de incêndio de eixo horizontal ligada diretamente


ao motor diesel, o qual aciona também uma bomba rotativa de óleo. Um motor
oleodinamico, que recebe o óleo da bomba rotativa, aciona uma bomba booster

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para escorva da bomba de incêndio e se situa em nível suficientemente baixo
para estar sempre escorvada.
O motor diesel entrando em funcionamento atua sobre a bomba rotativa,
a qual envia óleo sob pressão ao motor oleodinamico responsável pela
movimentação da bomba booster. Esta bombeia água do mar à bomba de
combate à incêndio, escorvando-a e permitindo seu funcionamento.
É claro, que se fosse possível colocar o equipamento diesel-bomba
abaixo da água, seria dispensável o sistema auxiliar bomba-motor
oleodinamico, mas, em geral, não é viável instalar o equipamento na
profundidade desejada.
Existem sistemas mais aperfeiçoados que, ao invés da bomba booster e
do motor hidráulico, empregam uma bomba auxiliar e uma pequena turbina
hidráulica como elementos para a escorva. É o caso das bombas especiais CT
da Worthington.

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TIPOS DE BOMBAS DE COMBATE A INCENDIO

BOMBAS JOCKEY

Bombas de incêndio estão no coração do sistema de combate a incêndios. A


operação confiável em condições onde o tempo é crítico é um requisito
fundamental. Nosso sistema hidráulico e independente de acionamento da
bomba contra incêndio possui ótimo desempenho e recursos para garantir que
uma manutenção mínima seja necessária devido a longos períodos em standby.

Principais benefícios
Operação confiável em condições extremas
A manutenção necessária é mínima, mesmo durante longos períodos em
standby.
Em um módulo independente (container), o sistema Diesel- hidráulico para
combate a incêndio consiste de uma bomba "lift" vertical, motor hidráulico,
bomba booster e hidráulicas acionadas por motor diesel, e todos os outros
sistemas necessários ao funcionamento da unidade
Ausência de caixas de engrenagens angulares (90°) na linha de eixo de
transmissão da bomba ou cabos de alta voltagem associados a soluções
eletrossubmersíveis faz com que a unidade seja extremamente robusta numa
situação de emergência
O sistema é projetado para produzir a pressão total necessária no nível do
convés, dispensando a necessidade de um booster
A ausência de linhas de eixo de 30 a 40 metros de comprimento, com vários
mancais intermediários, é uma vantagem fundamental em termos de
manutenção e confiabilidade.

Principais aplicações

Unidade flutuante de armazenamento e transferência (FPSO)


Plataformas de produção
Navios-sonda

Principais características do projeto

Motor a diesel naval para serviços pesados, turbinado e refrigerado


Unidade de energia hidráulica (HPU) com design Sulzer-Rexroth
Container corta-fogo e protegido acusticamente (classificações A0, A60, H60,
H120)

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Sistema dedicado e completo para detecção e extinção de incêndio (CO2 ou
névoa de água)
Bombas booster e "lift" com seus projetos comprovados para serviços pesados,
fabricadas em aço inoxidável duplex ou super duplex

BPI 21 e 22 R / F

Bomba Centrífuga para prevenção contra incêndio, com bocais FLANGEADOS


2 ½"x 2 ½" (padrão corpo de bombeiros), corpo tipo caracol, monoestágio,
monobloco ou mancal, na cor vermelha.

* Vazão: 16 a 65 m³/h
* Altura: 14 a 66 mca
* Potência: 3 a 20 cv

BPI 92 J

Bomba Centrífuga para prevenção contra incêndio, com bocais IN LINE e


FLANGEADOS 2 ½"x 2 ½" (padrão corpo de bombeiros) monoestágio,
monobloco ou mancal, na cor vermelha.

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* Vazão: 5,6 a 25 m³/h
* Altura: 2 a 39 mca
* Potência: 1,5 a 3 cv

SH BPI 21 e 22

Bomba Centrífuga com sistema de acoplamento DIRETO especial (patente


requerida SCHNEIDER) em motor à combustão. O Bombeador utilizado tem
como base de desenvolvimento as bombas BC 21 e 22.

* Vazão: 29 a 92 m³/h
* Altura: 2 a 48 mca
* Potência: 5,5 a 20 cv (potência requerida nos motores)

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CASA DE BOMBAS

Não se pode utilizar qualquer bomba, para ser bomba de incêndio. Ela deve
atender uma série de quesitos, para que quando seja aberto um único hidrante
não possua pressão demasiada, e nem quando forem abertos vários hidrantes
não tenha a pressão bruscamente diminuída.

A bomba de incêndio deve satisfazer duas condições básicas de desempenho:

a- Em vazão zero, a pressão do recalque da bomba não deve


ultrapassar 140% de sua pressão nominal.
b- A 150% da vazão nominal, a pressão da descarga da bomba não deve
ser inferior a 65% da sua pressão nominal.

Instalação elétrica da bomba;

Para utilização de hidrantes em uma ação de combate a incêndio, todo o


circuito elétrico deve ser devidamente desenergizado evitando assim acidentes
posteriores, como choque e curto-circuito, caso não seja feito o bombeiro ou
brigadista podem ser eletrocutados, caso a água atinja algum equipamento
energizado.

Sendo assim, tratando-se de uma bomba elétrica, essa mesma precisará


continuar em funcionamento, por isso deve haver uma alimentação exclusiva,
fornecida pela própria concessionária ou por meio de um gerador.

Proteção do motor-bomba;

Nunca utilizar disjuntor térmico, pois em regime de vazão muito elevado, o


disjuntor térmico protegerá o motor, desligando a bomba e assim
interrompendo a alimentação hidráulica dos hidrantes, o correto é a utilização
de um disjuntor magnético contra curto-circuito.

Cabos de alimentação das bombas;


O cabeamento que for alimentar o motor-bomba, não pode está passando em
locais que sejam susceptíveis a incêndio, explosão, desmoronamento,

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alagamentos ou outro dano que impeça a alimentação elétrica do motor-bomba,
o trajeto dos cabos devem ser através de locais, que não estejam expostos a
riscos de incêndio (por exemplo, subterrâneos).

Automação das Bombas;

Para manter a rede de incêndio sempre pressurizada, pode ser utilizada uma
bomba jockey, que trabalha em capacidade reduzida, e uma vazão de 5 a 20
litros por minuto, com isso não e necessário que a bomba principal seja
acionada frequentemente, o que causa picos de pressão e de demanda de
energia, além do desgaste da bomba principal.

Caso a rede possa ser pressurizada por outros meios, por exemplo, por
gravidade, não é necessário à utilização da bomba jockey.

Funcionamento das bombas;

A rede de hidrantes, preferencialmente, deve conter o sistema de partida


automática da bomba. Em casos que o pressostato ou um sensor de fluxo, não
possam ser instalados, podem ser utilizados hidrantes com botoeiras instaladas
junto aos hidrantes para partida manual remota da bomba de incêndio.

Em qualquer sistema de pressurização, as bombas de incêndio só poderão ser


desligadas manualmente no próprio painel de comando das mesmas, não deve
haver nenhum intertravamento entre duas ou mais bombas para que as
mesmas possam sempre operar simultaneamente.

Iluminação de emergência

A casa de bombas de incêndio deve possuir iluminação de emergência, para


em caso de incêndio à noite, onde a iluminação é precária com o corte da
energia elétrica principal, a iluminação de emergência pode ser autônoma
através de baterias ou ligada ao gerador de emergência.

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Válvulas da rede de incêndio

As válvulas devem sempre estar abertas, e umas das principais falhas da casa
de bombas, é o fechamento dessas válvulas, para evitar tal inconveniente a
melhor forma é travar o volante das válvulas da rede de hidrantes na posição
de operação por meio de correntes e cadeados.

Manutenção de bombas e casa de bombas

Periodicamente deve ser feito inspeção em bombas e na casa de bombas, pois


pode haver vazamento de água, óleo podendo causar a queda do operador,
para evitar incêndio na própria casa de bombas, deve-se evitar o
armazenamento de materiais na mesma.

Motor à gasolina

Os motores de combustão à gasolina, jamais devem ser utilizados para o


acionamento de bombas de incêndio, por possuir menos confiabilidade e pelas
grandes dificuldades com a manutenção e controle da sua rotação.

Reservatório de óleo diesel

A capacidade do combustível no tanque deverá ser igual a duração de reserva


da água de incêndio, ou suficiente para uma hora de operação. O tanque deve
está localizado em posição que permita o reabastecimento de combustível
durante a operação, o reservatório deve sempre está no nível máximo.
Trava de Segurança

Diferente da bomba elétrica que possui rotação fixa, a bomba a diesel possui
uma rotação variada e controlada pelo sistema automático chamado
“governador” em caso de falha desse sistema, a rotação pode aumentar
descontroladamente, gerando risco de danos ao motor e a tubulação, por
esses motivos as bombas de maior porte, possuem válvulas de segurança.

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Cuidados com o reservatório de combustível.

O reservatório de combustível deverá sempre estar localizado do lado de fora


da casa de bombas, ser metálico e devidamente aterrado.
O reservatório deverá sempre estar em nível superior ao motor das bombas,
para que a alimentação de diesel seja feita por gravidade.

Manutenção

As instalações e equipamentos das casas de bombas de incêndio


deverão estar incluídos em um plano formal (escrito) de manutenção
preventiva.
Componentes sobressalentes, tais como: fusíveis, lâmpadas, piloto,
devem ser mantidos na casa de bombas de incêndio para
substituição imediata.
As bombas de incêndio devem ser regularmente submetidas aos
seguintes testes e inspeções:
Semanalmente:

• Inspeção visual;
• Teste da partida automática drenando-se a rede até que a pressão
diminua o suficiente para a bomba ligar automaticamente;
• Manter totalmente cheio o nível de óleo diesel no tanque;
• Teste operacional do motor e bomba. Sendo no mínimo 5 minutos
para a bomba elétrica e 20 minutos para a moto-bomba a Diesel. O
maior tempo de teste para a moto-bomba Diesel tem a finalidade de
realizar a recarga do sistema de baterias.
Mensalmente:

• Verificação dos itens requeridos pelo fabricante do equipamento.

Anualmente:

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• Teste de desempenho de cada bomba medindo-se a vazão no
hidrante mais desfavorável;
• Teste funcional dos painéis de controle e alarme;
• Para bombas ligadas a sistemas de sprinklers e que possuam
cavalete de testes faz-se também o levantamento da curva de
desempenho da bomba.

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EXEMPLO DE NORMA DE COMBATE AO INCENDIO (APLICAÇÃO DAS
BOMBAS)

CÓDIGO DE SEGURANÇA CONTRA


INCĘNDIO E PÂNICO DECRETO Nº
2.125-N DE 12 DE SETEMBRO DE
1985
Regulamenta a Lei nş 3.218-
78 e dá outras providęncias
CAPITULO V
Do Sistema Hidraulico Preventivo

Art. 76 - O projeto e a instalação do Sistema Hidráulico


Preventivo deverão ser executados obedecendo ao previsto na NB-24 da
ABNT e mais o estabelecido neste Capítulo.

Art. 77 - O abastecimento do Sistema Hidráulico Preventivo


(SHP) será feito, de preferência, por reservatório elevado.

Art. 78 - Poderá ser usado para consumo normal, o mesmo


reservatório destinado ao SHP, assegurando-se a Reserva Técnica para
incêndio mediante diferença de nível entre as saídas da rede preventiva e as
da distribuição geral.

Art. 79 - Do piso do último pavimento ao fundo do


reservatório, pela parte externa inferior, haverá uma altura mínima de 5,00
m (cinco metros), para risco de classe "A"; para os riscos de classes "B" e
"C", 7,00 m (sete metros).

Art. 80 - A canalização do Sistema Hidráulico Preventivo deve


partir do fundo do reservatório e a canalização de consumo predial de
preferência pela face lateral. Não sendo possível, poderá ser pela parte

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interna envolvida em uma boneca de concreto armado na lateral do
reservatório com uma proteção mínima para o tubo de sete centímetros de
concreto armado.

Art. 81 - Abaixo do reservatório, a canalização deve ter registro


de paragem e abaixo deste, uma válvula de retençăo invertida; as peças
devem ter o mesmo diâmetro da canalização.

Art. 82 - Os reservatórios elevados poderão ser do tipo castelo


d'água quando o edifício for construído no máximo com dois pavimentos;
altura mínima do Castelo d'água será de dez metros ou sete metros do piso
ao último pavimento.

Art. 83 - Os hidrantes de paredes serão dotados de registro


de paragem, tipo globo, com o diâmetro de sessenta e tręs milímetros,
ângulo de quarenta e cinco graus com junta storz e redução para trinta e
oito milímetros ( 1˝"), quando se tratar de edificações de risco classe "A" e
"B".

Parágrafo Único - Os hidrantes de parede (registro)


deverão estar localizados a uma altura máxima de l,30 m e a uma altura
mínima de 1,20m do piso acabado dos respectivos pavimentos,
oferecendo boas condições de visibilidade, acesso, manejo e que não fiquem
bloqueados pelo fogo.

Art. 84 - Em edificações que adotem áticos com área de


lazer ou ocupação residencial em cobertura (duplex) desde que inexista
área para circulação, será dispensada a exigência de hidrante de parede,
devendo no entanto, a área ser coberta pelo hidrante do pavimento ou
respectivo
Art. 85 - Os hidrantes devem ser instalados de forma a serem
localizados com presteza, e não podem permanecer obstruídos e nem
colocados nas escadas, preferencialmente nas circulações ou "halls", de
maneira que não reduzam a largura das saídas de emergência, ou nas
proximidades das portas externas, com acesso ŕ área a que se pretende dar
proteção.

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§ 1ş - Nos pavimentos elevados, os hidrantes deverão ser
localizados nas proximidades das escadas de saída.

§ 2ş - Os hidrantes não poderão ser instalados na antecâmara


nem nas escadas enclausuradas, protegida e ŕ prova de fumaça.

Art. 86 - Será exigida a instalação de hidrantes de coluna nos


casos de loteamento, agrupamento de edificações residenciais uniu
familiares com mais de seis casas ou lotes, agrupamentos multifamiliares e
de grandes estabelecimentos.

Art. 87 - Nos depósitos de inflamáveis (ou garagens) serão


adotados esguichos tipo universal.

Art. 88 - Os abrigos terão forma paralelepípedo, pintadas


em vermelho, com as seguintes dimensıes em metro:

LARGURA ALTURA PROFUNDIDADE COMP/MANGUEIRA


0,50 0,80 15
0,60 0,17 20
0,70 0.90 25
0,80 30

Art. 89 - O hidrante de recalque deverá ser localizado junto ŕ


via de acesso de viaturas, sob a calçada frontal e afastado da edificação de
modo que possa ser operado com facilidade e segurança.

Art. 90 - O hidrante de recalque, também, poderá ser instalado


na parede da edificação, com a expedição voltada para a rua, a uma altura
mínima de 0,50 m e máxima de 0,70m em relação à calçada e ao fundo
da caixa do registro.
Art. 91 - O hidrante de recalque será dotado de registro de
parede tipo GAVETA com sessenta e três milímetros de diâmetro, dotado
de rosca macho conforme normas da ABNT, e adaptadores para juntas
storz de sessenta e três milímetros com tampão.

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§ 1ş - O abrigo de hidrante de recalque deverá ser em
alvenaria de tijolo ou em concreto com as dimensões mínimas de 0,50 X
0,40 X 0,40 m, dotado de dreno ligado à canalização de escoamento pluvial
com uma camada de cinco centímetros de brita no fundo.

§ 2ş - A borda do hidrante de recalque não pode ficar abaixo


de quinze centímetros da tampa do abrigo, e o hidrante instalado com uma
curva de noventa graus deve ocupar uma posição que facilite o engate da
mangueira
§ 3ş - A tampa do abrigo do hidrante de recalque será
metálica com as dimensões mínimas de
0,40 X 0,30 m e possuirá a inscrição "INCĘNDIO".

Art. 92 - Em edificações residenciais é proibido o uso de


válvulas de retenção que impeça a retirada de água do sistema através do
hidrante de recalque.

Parágrafo Único - É permitida a interligação de duas ou mais


colunas em um único hidrante de recalque no caso de conjuntos
residenciais em blocos, desde que os reservatórios elevados se
apresentem na mesma cota.

Art. 93 - A Reserva Técnica de Incêndio será calculada em


função do número de hidrantes. Quando em reservatório elevado, o
dimensionamento da RTI será:

§ 1ş - Risco classe "A": para edificações com até quatro


hidrantes, a RTI será de seis mil litros;
será acrescida de quinhentos litros por hidrante excedentes a quatro;

§ 2ş - Risco classe "B": Para edificações com até quatro


hidrantes, a RTI de dez mil litros; será acrescida de mil litros por hidrante
excedente a quatro;

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§ 3ş - Risco classe "C": Para edificações com até quatro
hidrantes, a RTI de quinze mil litros;
será acrescida de mil e quinhentos litros por hidrante excedente a quatro.

Art. 94 - Admite-se o desmembramento da RTI, em


reservatório elevado, em unidades mínimas de cinco metros cúbicos,
interligados e abastecendo o mesmo sistema.

Art. 95 - Blocos de edificações poderão ter suas prumadas


alimentadas por um único reservatório elevado, desde que este comporte as
RTIs mínimas para cada um dos blocos.

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ALGUNS REQUISITOS PARA A INSTALAÇÃO DAS BOMBAS DE
INCÊNDIO
CONFORME NBR 13.714/2000

B.1.1 - A bomba de incêndio deverá abastecer exclusivamente o sistema


hidráulico de combate a incêndio.

B.1.4 - As bombas de incêndio devem ser protegidas contra danos mecânicos,


intempéries, agentes químicos, fogo ou umidade.

B.1.6 - A automatização da bomba principal ou de reforço deve ser executada


de maneira que, após a partida do motor, o seu desligamento seja somente
manual no seu próprio painel de comando, localizado na casa de bombas.

B.1.8 - O funcionamento automático é iniciado pela simples abertura de


qualquer ponto de hidrante da instalação.

B.1.12 - Não é recomendado a instalação de bombas de incêndio com


pressões superiores a 1 MPa.

B.1.13 - A automatização da bomba de pressurização (jockey) para ligá-la e


desligá-la automaticamente e da bomba principal para somente ligá-la
automaticamente, deve ser feita através de pressostatos... .

B.14 - Um painel de sinalização das bombas principal ou de reforço, elétricas o


de combustão interna deverá ser instalado onde haja vigilância permanente,
dotado de uma botoeira para ligar manualmente tais bombas, possuindo
sinalização ótica e acústica, indicando pelo menos os seguintes eventos:

B.14.1 - Bomba elétrica:


a) painel energizado;
b) bomba em funcionamento;
c) falta de fase;
d) falta de energia no comando de partida.

B.2.1 - A alimentação elétrica da bomba de incêndio deve ser independente do


consumo geral, de forma a permitir o desligamento geral da energia elétrica,
sem prejuízo do motor da bomba de incêndio.

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B.2.5 - As chaves elétricas de alimentação das bombas de incêndio devem ser
sinalizadas com a inscrição "ALIMENTAÇÃO DA BOMBA DE INCÊNDIO - NÃO
DESLIGUE".

B.2.18 - Para evitar o superaquecimento da bomba principal, quando estiver


em funcionamento sem vazão, um fluxo continuo de água deve ser previsto,
através de uma tubulação de 6 mm ou placa de orifício de 6 mm, derivada da
voluta da bomba e com retorno preferencialmente para o reservatório ou
tanque de escorva.

Sistema de detecção de incêndio


5.3 Todo sistema deve ter duas fontes de alimentação. A principal é a rede de
tensão alternada e a auxiliar é constituída por baterias ou no-break. Quando a
fonte de alimentação auxiliar for constituída por bateria de acumuladores, esta
deve ter autonomia mínima de 24 horas em regime de supervisão, sendo que
no regime de alarme deve ser de no mínimo 15 minutos, para suprimento das
indicações sonoras e/ou visuais ou o tempo necessário para a evacuação da
edificação. Quando a alimentação auxiliar for por gerador, também deverá ter
os mesmos parâmetros de autonomia mínima.

5.4 As centrais de detecção e alarme deverão ter dispositivo de teste dos


indicadores luminosos e dos sinalizadores acústicos.

5.7 A distância máxima a ser percorrida por uma pessoa, em qualquer ponto da
área protegida até o acionador manual mais próximo, não deve ser superior a
30 (trinta) metros.

5.8 Preferencialmente, os acionadores manuais devem ser localizados junto


aos hidrantes.

5.9 Nos edifícios com mais de um pavimento, deverá ser previsto pelo menos
um acionador manual em cada pavimento. Os mezaninos estarão dispensados
desta exigência, caso o acionador manual do piso principal dê
cobertura/caminhamento para a área do mezanino, atendendo o item 5.7 acima.

5.10 Nas edificações anteriores a 20 de março de 1983, o posicionamento dos


acionadores manuais
deverá ser junto aos hidrantes, neste caso, exclui-se a exigência do item 5.7
desta Instrução Técnica.

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Hidrantes.
5.3.1 Todos os sistemas devem ser dotados de dispositivos de recalque,
consistindo em um prolongamento de diâmetro no mínimo igual ao da
tubulação principal, cujos engates devem ser compatíveis com junta de
união tipo “engate rápido” de DN 65mm.
5.3.2 Quando a vazão do sistema for superior a 1000 l/ min, o dispositivo
de recalque deve possuir um registro de recalque adicional com as
mesmas características definidas em 5.3.1, sendo que o prolongamento
da tubulação deve ter diâmetro no mínimo igual ou superior ao existente
na tubulação de recalque do sistema.
5.4.1 As mangueiras de incêndio devem ser acondicionadas dentro dos
abrigos em ziguezague ou aduchadas conforme especificado na NBR
12779/92, sendo que as mangueiras de incêndio semi-rígidas podem ser
acondicionadas enroladas, com ou sem o uso de carretéis axiais ou em
forma de oito, permitindo sua utilização com facilidade e rapidez.
5.4.2 No interior do abrigo pode ser instalada a válvula angular, desde
que o seu manuseio e manutenção estejam garantidos.
5.4.3 Os abrigos podem ser construídos de materiais metálicos, de
madeira, de fibra ou de vidro, podendo ser pintados em qualquer cor,
desde que sinalizados de acordo com a Instrução Técnica nº 20 –
Sinalização de Emergência.
5.4.4 Os abrigos devem possuir apoio ou fixação própria , independente
da tubulação que abastece o hidrante ou mangotinho.
5.4.5 O abrigo deve ter utilização exclusiva conforme estabelecido nesta
Instrução Técnica.
5.4.6 Os abrigos dos sistemas de hidrantes ou de mangotinhos não devem ser
instalados a mais de 5 m da expedição da tubulação, devendo estar em local
visível e de fácil acesso.
5.4.7 A porta do abrigo não pode ser trancada.
5.4.8 As mangueiras de incêndio, a tomada de água e a botoeira de
acionamento da bomba de incêndio podem ser instaladas dentro do
abrigo desde que não impeçam a manobra ou a substituição de qualquer
peça.
5.5 Válvulas de abertura para hidrantes ou mangotinhos
5.5.1 As válvulas dos hidrantes devem ser do tipo angulares de diâmetro
DN65 (2 ½ “).
5.5.2 As válvulas para mangotinhos devem ser do tipo abertura rápida, de
passagem plena e diâmetro mínimo DN25 (1”).

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5.7 Distribuição dos Hidrantes e ou Mangotinhos

5.7.1 Os pontos de tomada de água devem ser posicionados:


a) nas proximidades das portas externas, escadas e/ou acesso
principal a ser protegido, a não mais de 5m;
b) em posições centrais nas áreas protegidas, devendo atender ao
item a) obrigatoriamente;
c) fora das escadas ou antecâmaras de fumaça; e
5.12.1 Esguichos
5.12.1.1 O alcance do jato compacto produzido por qualquer sistema
adotado conforme tabela 2 não deve ser inferior a 8 m, medido da saída
do esguicho ao ponto de queda do jato, com o jato paralelo ao solo.
5.12.1.2 O alcance do jato para esguicho regulável produzido por
qualquer sistema adotado conforme tabela 2 não deve ser inferior a 8 m,
medido da saída do esguicho ao ponto de queda do jato, com o jato
paralelo ao solo com o esguicho regulado para jato compacto.
5.12.1.3 Os esguichos são dispositivos hidráulicos para lançamento de
água através de mangueiras de incêndio, possibilitando a emissão do jato
compacto quando não reguláveis, ou sendo reguláveis possibilitando a
emissão de jato compacto ou neblina.
5.12.1.4 Devem ser construídos em latão ligas C-37700, C-46400 e C-
48500 da ASMT B 283 para forjados ou C-83600, C-83800, C-84800 e C-
86400 da ASMT B 584, liga 864 da ASMT B 30 para fundidos, ou bronze
ASMT B 62, para fundidos. Outros materiais podem ser utilizados, desde
que comprovada a sua adequação técnica e aprovado pelo órgão
competente.
5.12.1.5 Os componentes de vedação devem ser em borracha, quando
necessários, conforme ASMT D 2000.
5.12.1.6 O acionador do esguicho regulável, de alavanca ou de colar,
deve permitir a modulação da conformação do jato e o fechamento total
do fluxo.
5.12.1.7 Cada esguicho instalado deve ser adequado aos valores de
pressão disponível e de vazão de água, no ponto de hidrante considerado,
para proporcionar o seu perfeito funcionamento.
5.12.1.8 O adaptador tipo engate rápido para acoplamento das
mangueiras deve obedecer a 5.14.1.1.
5.13.1 Mangueira de incêndio

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5.13.1.1 A mangueira de incêndio para uso de hidrante deve atender às
condições da NBR 11861/98.
5.13.1.2 A mangueira de incêndio semi-rígida para uso de mangotinho
deve atender às condições da EN 694/96 para o sistema tipo 1.
5.13.1.3 O comprimento total das mangueiras que servem cada saída a
um ponto de hidrante ou mangotinho deve ser suficiente para vencer
todos os desvios e obstáculos que existem, considerando também toda a
influência que a ocupação final é capaz de exercer, não excedendo os
comprimentos máximos estabelecidos na tabela 2. Para sistemas de
hidrantes, deve-se preferencialmente utilizar lances de mangueiras de 15
m.
5.14.1 Uniões / Engates
5.14.1.1 As uniões de engate rápido entre mangueiras de incêndio devem
ser conforme a NBR 14349/99.
5.14.1.2 As dimensões e os materiais para a confecção dos adaptadores
tipo engate rápido devem atender a NBR 14349/99.
5.15.1 Válvulas
5.15.1.1 Na ausência de normas brasileiras aplicáveis as válvulas, é
recomendável que atendam aos requisitos da BS 5041 parte 1/87.
5.15.1.2 As roscas de entrada das vávulas devem ser de acordo com a
NBR 6414/83 ou NBR 12912/93.
5.15.1.3 As roscas de saída das válvulas para acoplamento do engate
rápido devem ser conforme a NBR 5667/80 ou ANSI/ASME B1.20.7
NH/98.
5.15.1.4 As válvulas devem satisfazer aos ensaios de estanqueidade
pertinentes, especificados em ª1.1 e A .1. 2 da BS 5041 PARTE 1/87.
5.15.1.5 É recomendada a instalação de válvulas de bloqueio
adequadamente posicionadas, com objetivo de proporcionar manutenção
em trechos da tubulação sem desativação do sistema.
5.15.1.6 As válvulas que comprometem o abastecimento de água a
qualquer ponto do sistema, quando estiverem em posição fechada, devem
ser do tipo indicadoras. Recomenda-se a utilização de dispositivos de
travamento para manter as válvulas na posição aberta.

Bibliografia
Bombas e instalações de bombeamento – Archibald Joseph Macintyre – 2ª Ed.
http://www.ebah.com.br/apostila-preventivo-incendio
http://braatzprevencao.com.br/2011/05/bombas-de-incendio-requesitos

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https://pt.scribd.com/doc/84959403/Casa-de-bomba-de-combate-a-incendio

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