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ANHANGUERA EDUCACIONAL S.A.


Faculdade Anhanguera de Campinas – Unidade 3
Curso de Engenharia de Produção

Hernandes Ferreira,
José Francisco de Lima Neto,
Juliano Henrique de Godoi
e Leandro Gomes Siriaco

Planejamento e Controle da Produção

Campinas
2011
ii

Hernandes Ferreira,
José Francisco de Lima Neto,
Juliano Henrique de Godoi
e Leandro Gomes Siriaco

Planejamento e Controle da Produção

Monografia apresentada, como exigência


parcial para a obtenção do grau de
Bacharel em Engenharia de Produção, na
Faculdade Anhanguera de Campinas –
Unidade 3, sob a orientação da profa. Esp.
Janaína Stella de Sousa.

Campinas
2011
iii

Hernandes Ferreira,
José Francisco de Lima Neto,
Juliano Henrique de Godoi
e Leandro Gomes Siriaco

Planejamento e Controle de Produção

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como exigência parcial para a


obtenção do grau de Bacharel em Engenharia de Produção da Faculdade
Anhanguera de Campinas – Unidade 3.

Aprovado em dia de mês de ano.

________________________________
Profa. Esp. Janaína Stella de Sousa
Faculdade Anhanguera de Campinas – Unidade 3
Orientadora

________________________________
Prof. ou Profa. Título (Dr, Ms, Esp) Nome do avaliador(a)
Faculdade Anhanguera de Campinas – Unidade 3
Avaliador(a)

________________________________
Prof. Msc. Adriano Chiotoli
Faculdade Anhanguera de Campinas – Unidade 3
Coordenador do Curso de Engenharia de Produção

Campinas
2011
iv

Este trabalho é dedicado a todos que acreditaram


em nosso potencial, e aos que acreditam que seus
sonhos podem se tornar realidade.
v

AGRADECIMENTOS

A Deus e ao Senhor Jesus Cristo, que nos supri com o que é necessário na dose
exata todos os dias, além de nos ajudar muito, e, sem o qual, nada seria possível.
Aos pais, que nos apoiaram desde sempre, dando a força e base necessárias para
que pudéssemos lutar pelos nossos objetivos.
Aos familiares e amigos queridos, pela presença, apoio e compreensão.
Aos professores, pela dedicação ao ministrar-nos o conhecimento.
A professora e orientadora Janaína Stella de Souza, pela paciência, disponibilidade
e orientação precisa e segura na concretização e desenvolvimento deste trabalho.
Em fim, a todos que, direta ou indiretamente contribuíram para a realização deste
trabalho, nosso MUITO OBRIGADO!!!
vi

“Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não


se esqueça que a felicidade é um sentimento
simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora
por não perceber sua simplicidade.”

Mário Quintana
vii

RESUMO

FERREIRA, Hernandes; NETO, José Francisco de Lima; GODOI, Juliano Henrique;


SIRIACO, Leandro Gomes. Planejamento e Controle de Produção. 2011. 35 f.
Trabalho de Conclusão de Curso de Bacharel em Engenharia de Produção –
Faculdade Anhanguera de Campinas – Unidade 3, Anhanguera Educacional S.A.,
Campinas, 2011.
Este trabalho tem por finalidade apresentar técnicas de planejamento e controle de
produção, suas características e a sua vital importância para as empresas. Estas
técnicas são usadas visando alcançar eficiência e eficácia na administração dos
recursos físicos e materiais (administração da produção) utilizados para a
concepção de um determinado produto, em outras palavras, o PCP atua sobre os
meios de produção com a missão de se produzir mais e alcançar plenamente os
objetivos de produção. Determinar o que, quanto, como, onde, quem e quando um
determinado produto será produzido são as informações que uma estratégia de
Planejamento e Controle de Produção se propõe a oferecer, baseada em
informações como os tempos de execução dos componentes envolvidos no produto,
a disponibilidade das máquinas a serem utilizadas para a execução do mesmo, a
capacidade de produção da empresa, etc. A área de PCP administra informações
vindas de diversas áreas da empresa: Engenharia de produto (lista de matérias e
desenhos por ex.), engenharia de processos (roteiro de produção e lead times),
compras (entrada de materiais), marketing (planos de venda, pedidos
concretos/efetivos), finanças (plano de investimento, fluxo de caixa), recursos
humanos (programa de treinamento por ex.) e manutenção (programa de
manutenção das máquinas).

Palavras-chave: técnica, administração da produção, estratégia, planejamento,


informação.
viii

ABSTRACT

FERREIRA, Hernandes; NETO, José Francisco de Lima; GODOI, Juliano Henrique;


SIRIACO, Leandro Gomes. Planejamento e Controle de Produção. 2011. 35 p.
Monograph of Bachelor in Production Engineering – Faculdade Anhanguera de
Campinas – Unity 3, Anhanguera Educacional S.A., Campinas, 2011
This paper aims to present techniques of production planning and control, its
characteristics and its importance for companies. These techniques are used in order
to achieve efficiency and effectiveness in the management of physical and material
resources (production management) used to design a product, in other words, the
PCP acts on the means of production with a mission to produce more and fully
achieve the production targets. Determine what, how, how, where, who and when a
particular product will be produced is the information that a strategy of Production
Planning and Control proposes to offer, based on information such as the execution
times of the components involved in the product, availability of machines to be used
for its implementation, the company's production capacity, etc.. The PPC manages
area information from various areas of business: Engineering Product List (eg
materials and designs.) Process engineering (screenplay and production lead times),
shopping (input materials), marketing (plans the sale, specific requests / effective),
finance (investment plan, cash flow), human resources (training program for ex.) and
maintenance (scheduled maintenance of the machines).

Keywords: technical, production management, strategy, planning, information.


ix

LISTA DE FIGURAS

Figura 1 – Formatação do Sumário automático no Word........Erro! Indicador não definido.


Figura 2 – Indicação de Estilos no Sumário automático no Word.......Erro! Indicador não
definido.
Figura 3 – Atualização de Sumário automático no Word..............Erro! Indicador não definido.
x

LISTA DE TABELAS

Tabela 1 – Disposição dos itens segundo a NBR 14724-2005 (ABNT, 2005)..............Erro!


Indicador não definido.
Tabela 2 – Estilos do Word usados na Capa da Monografia...Erro! Indicador não definido.
Tabela 3 – Estilos do Word usados na Folha de Rosto da Monografia Erro! Indicador não
definido.
Tabela 4 – Estilos do Word usados na Folha de Aprovação da Monografia..............Erro!
Indicador não definido.
Tabela 5 – Estilos do Word usados nos Elementos Pré-textuais da Monografia......Erro!
Indicador não definido.
Tabela 6 – Estilos do Word usados nos Elementos Textuais da Monografia.....Erro! Indicador
não definido.
xi

LISTA DE SIGLAS

ABNT Associação Brasileira de Normas e Técnicas


AESA Anhanguera Educacional S.A.
TCC Trabalho de Conclusão de Curso

SUMÁRIO
AGRADECIMENTOS..............................................................................................................v
RESUMO.............................................................................................................................. vii
ABSTRACT......................................................................................................................... viii
LISTA DE FIGURAS.............................................................................................................. ix
LISTA DE TABELAS.............................................................................................................. x
LISTA DE SIGLAS.................................................................................................................xi
Capítulo 1 - Revisão de Literatura.....................................................................................16
Capítulo 2 – Planejamento e Controle de Produção.........................................................24
2.1 – PCP e os sistemas produtivos...........................................................24
2.2 – Funções do PCP.................................................................................24
2.3 – Requisitos para o PCP..........................................................................24
Capítulo 3 – Previsão de Demanda....................................................................................25
3.1 – Técnicas para previsão da média móvel....................................................25
3.2 – Técnicas para previsão da tendência.......................................................25
3.3 – Técnicas para a previsão da sazonalidade.................................................25
3.4 – Manutenção do modelo........................................................................25
Capítulo 4 – Planejamento Estratégico da Produção.......................................................26
4.1 – Missão corporativa..............................................................................26
4.2 – Estratégia corporativa.........................................................................26
4.3 – Estratégia competitiva........................................................................26
4.4 – Estratégia de produção........................................................................26
4.5 – Plano de produção.............................................................................26
Capítulo 5 – Planejamento-Mestre de Produção..............................................................27
5.1 – Elaboração do plano mestre de produção..................................................27
5.2 – Análise da capacidade de produção do PMP...............................................27
Capítulo 6 – Programação da Produção...........................................................................28
6.1 – Seqüenciamento nos processos repetitivos em lote......................................28
6.2 – Regras de seqüenciamento...................................................................28
6.3 – Teoria das restrições...........................................................................28
6.4 – Emissão e liberação de ordens...............................................................28
Capítulo 7 – Acompanhamento e controle da produção..................................................29
7.1 – Funções do acompanhamento e controle de produção..................................29
Capítulo 8 – Gestão de Estoques......................................................................................30
xii

8.1 – Classificação ABC dos estoques..............................................................30


8.2 – Tamanho do lote de reposição...............................................................30
8.3 – Métodos de controle de estoques............................................................30
8.4 – Estoques de segurança.........................................................................30
Capítulo 09 – KANBAN.......................................................................................................31
9.1 – Desmistificando JIT e KANBAM...............................................................31
9.2 – O problema dos altos estoques...............................................................31
9.3 – Sistema MRP.....................................................................................31
9.4 – Os desperdícios.................................................................................31
Capítulo 10 – JIT – Just in Time.........................................................................................32
10.1 – A filosofia “Just in Time”....................................................................32
10.2 – Desperdicios...................................................................................32
10.3 – Ferramentas JIT...............................................................................32
10.4 – Objetivo do JIT................................................................................32
Capítulo 11 – Flexibilização da produção.........................................................................33
11.1 – Surgimento e definição de produção enxuta.............................................33
11.2 – A flexibilização da produção e o surgimento do trabalho em equipe................33
Capítulo 12 – Análises e Resultados.................................................................................34
Capítulo 13 – Considerações Finais..................................................................................35
Referências.......................................................................................................................... 36
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Introdução

Em um mercado cada vez mais competitivo, faz-se necessário atender as


necessidades dos clientes quando e onde eles desejam consumi-las, portanto,
atender um pedido de forma precisa, no prazo e na qualidade esperada é de
importância vital para uma empresa que deseja se manter no mercado. A empresa
INDISA S/A possui alguns problemas em sua linha de bombas hidráulicas, são eles:
estoque na montagem em níveis estratosféricos, falta de componentes de pouco
valor agregado (itens de almoxarifado), o que acarreta no atraso da entrega dos
pedidos. A empresa conta com um grande leque de produtos e pedidos com
quantidades pequenas.
Através do estudo do Planejamento e Controle de Produção (PCP), o
trabalho se propõe a resolver o problema com ferramentas de previsão,
planejamento, programação e gestão da produção. Visando ser fiel á proposta
estabelecida, o mesmo está estruturado da seguinte forma:
 Capitulo 1: revisão da literatura, é a introdução teórica, aborda os
principais conceitos que serviram de base para o trabalho.
 Capitulo 2: faz uma introdução sobre o que é PCP, suas principais
funções, os pré-requisitos para seu funcionamento e mostra a relação
entre PCP e os sistemas produtivos.
 Capitulo 3: descreve as principais ferramentas de previsão de
demanda, como elas funcionam e suas particularidades.
 Capitulo 4: estuda o Planejamento de Capacidade e explica a sua
importância para que o plano de produção seja executado dentro do
planejado.
 Capitulo 5: apresenta o conceito de Planejamento Estratégico de
produção, a primeira das funções em que se baseia o PCP.
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 Capitulo 6: apresenta o conceito de Planejamento Mestre da


Produção, a segunda das funções em que se baseia o PCP.
 Capitulo 7: trata da Programação da Produção, a terceira das funções
em que se baseia o PCP.
 Capitulo 8: estuda a gestão de estoques e a importância de se
entender a real necessidade de estoques entre os processos
produtivos.
 Capitulo 9: apresenta as funções de emissão, liberação,
acompanhamento e controle da produção.
 Capitulo 10: aborda sobre a ferramenta KANBAN e suas
peculiaridades.
 Capitulo 11: trata do sistema de produção Toyota JIT – Just in Time.
 Capitulo 12: análise dos resultados do trabalho executado.
 Capitulo 13: considerações finais.
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Capítulo 1 - Revisão de Literatura

A concorrência no mercado mundial e interno entre as empresas em geral


para se manter com as instalações em funcionamento e os produtos fabricados no
mercado consumidor se resume em um fator determinante que se chama
Planejamento da Capacidade. Segundo Moreira (2008) “Capacidade nada mais é
que á quantidade máxima de produtos e serviços que podem ser produzidos numa
unidade produtiva, numa quantidade de tempo”. Com a crescente demanda devido
ao crescimento da população mundial, muitas das empresas para atender a
demanda de produção, trabalham com todos os recursos possíveis que suas
instalações físicas e de mão de obra humana e automatizada suportam para atender
e manter os prazos dos clientes e fornecedores. Trabalhar com todos os recursos no
maximo para uma empresa não é planejamento, é arriscar perder clientes e prazos,
pois se sofrerem quaisquer problemas, seja de mão de obra ou de instalações
físicas, muito provavelmente não conseguiram consertar a tempo para retomarem o
planejamento desejado.
Planejar a capacidade de uma unidade produtiva não é um bicho de sete
cabeças, basta ter as ferramentas e conhecimentos certos para se calcular,
lembrando que um dos pilares do planejamento de capacidade é a previsão de
demanda, que visa prever e antecipar as necessidades dos clientes.
Entende-se como unidade produtiva tanto uma fábrica, como um
departamento, um armazém, uma loja ao ate mesmo um posto de atendimento
medico ou simplesmente uma maquina ou posto de trabalho. Como exemplo vamos
calcular a capacidade de montagens de uma determinada empresa que possui 5
empregados com carga horária diária de 8 horas, que realizam a montagem de um
componente á razão de 20 montagens por hora e por empregado, portanto em
números de montagens do componente por dia será de:
5 empregados x (8 horas/dia ) x (20 montagens/hora) = 800 Montagens/dia.
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Outro exemplo, em uma unidade de prestação de serviço como uma loja,


pode estar dimensionada para atender a 200 clientes em média por dia, mais
atualmente esta atendendo 120. Diz-se que o uso da capacidade é de 120/200 x 100
= 60%, ou seja, a loja está apenas usando 60 % da sua capacidade total. Outras
vezes encontra-se unidades produtivas trabalhando alem da capacidade, como
exemplo da mesma loja estive-se operando a 110%. Isso só é possível se a
referência básica de capacidade, ou seja, as condições nas quais foram planejadas
estiverem sendo violadas. Supondo que as informações planejadas desde exemplo
foram às seguintes: 8 horas diárias de trabalho, 10 atendentes e supondo certo
tempo para cada atendimento por cliente. Se algumas dessas informações
planejadas forem alteradas, seja, quantidade de vendedores, tempo de atendimento
ou ate mesmo as horas diárias de trabalho, sabe-se imediatamente que as
referencias foram alteradas. Com isso percebe-se que sem alterar o planejamento
da capacidade básica, não é possível ter uma capacidade superior a 110%
(MOREIRA, 2008).
Como se percebe facilmente há diversos fatores dos quais depende a
capacidade de uma unidade produtiva. Segundo Moreira (2008), se se deseja
aumentar a capacidade de uma unidade, deve-se alterar pelo menos um dos fatores
determinantes da capacidade. Algumas dessas mudanças não têm um alto grau de
dificuldade, enquanto outros dependem de mudanças que impõe um maior custo ou
que levara maior tempo para concretizar ou para dificultar mais pode-se ter os dois
casos ao mesmo tempo. Voltando no exemplo da loja podemos facilmente resolver o
problema contratando um funcionário ou ate mesmo liberar horas extras, mais
seguramente será mais complicado ampliar as instalações físicas da loja. Há outros
fatores mais importantes que influenciam na capacidade e são os seguintes:
instalações, composição dos produtos ou serviços, o projeto do processo, Fatores
Humanos, Fatores operacionais e Fatores externos (MOREIRA, 2008).
Com base na previsão de demanda, que tem como objetivo planejar e
controlar o processo de produção em todos os seus níveis, garantindo que suas
decisões operacionais sejam adequadas ás necessidades estratégicas
(CHIAVENATO, 2008), o PCP prove informações que suportam o gerenciamento
eficaz do fluxo de materiais, da utilização dos recursos produtivos, a coordenação
das atividades dos fornecedores e distribuidores e a comunicação com os clientes
17

no que se refere a suas necessidades operacionais, sendo assim, a obra escrita por
Tubino (2009) define o PCP como departamento de apoio, sendo responsável pela
aplicação dos recursos produtivos de forma a atender da melhor maneira possível
aos planos estabelecidos nos níveis estratégico, tático e operacional, com base em
quatro funções: Planejamento Estratégico da Produção, Planejamento-mestre da
Produção (PMP), Programação da Produção e Acompanhamento e Controle da
Produção.
Planejamento estratégico da Produção é um plano de produção para longo
prazo baseado em estimativas de vendas para o período, fornece a previsão dos
tipos e quantidades de produtos que se espera vender no horizonte de planejamento
estabelecido, e na disponibilidade dos recursos produtivos e financeiros, tendo em
vista que a capacidade de produção é o fator físico limitante do processo produtivo,
podendo ser incrementado ou reduzido desde que planejado a tempo pela adição de
recursos financeiros. O plano de produção gerado pelo Planejamento Estratégico da
Produção é pouco detalhado, tem por finalidade adequar os recursos produtivos a
demanda esperada dos mesmos, buscando atingir determinados critérios
estratégicos de desempenho como custo, qualidade, confiabilidade, pontualidade e
flexibilidade (TUBINO, 2009).
Planejamento-mestre de Produção consiste em produzir um PMP de
produtos finais, detalhado em médio prazo, período a período, com base no plano de
produção e nas previsões de vendas de médio prazo ou nos pedidos em carteira já
confirmados. Onde o plano de produção considera famílias de produtos, o PMP
especifica itens finais que fazem parte destas famílias, com base nos roteiros de
fabricação e nas estruturas dos produtos fornecidos pela engenharia. A partir do
estabelecimento do PMP, o sistema produtivo passa a assumir compromissos de
fabricação e montagem dos bens ou serviços. Ao executar o Planejamento-mestre
da produção e gerar um PMP inicial, o PCP deve analisá-lo quanto às necessidades
de recursos produtivos com a finalidade de identificar possíveis gargalos que
possam inviabilizar este plano quando da sua execução em curto prazo.
Identificados os potenciais problemas, tomam-se as medidas preventivas cabíveis e
o planejamento-mestre deve ser refeito até chegar-se a um PMP viável (TUBINO,
2009).
A Programação da Produção, com base no PMP, nos registros de controle
de estoques e nas informações da engenharia, estabelece no curto prazo quanto e
18

quando comprar, fabricar ou montar de cada item necessário á composição dos


produtos finais. Para tanto, são dimensionadas e emitidas ordens de compras para
os itens comprados, ordens de fabricação para os itens fabricados internamente, e
ordens de montagem para as submontagens intermediárias e montagem final dos
produtos definidos nos PMP. Em função da disponibilidade dos recursos produtivos,
a programação da produção se encarrega de fazer o seqüenciamento das ordens
emitidas, garantindo a melhor utilização dos recursos disponíveis. Se o plano de
produção providenciou os recursos necessários, e o PMP equacionou os gargalos,
não deverão ocorrer problemas na execução do programa de produção
seqüenciado. Dependendo do sistema de programação da produção empregado
pela empresa (puxado ou empurrado), a programação da produção enviará as
ordens a todos os setores responsáveis (empurrando) ou apenas ao setores clientes
dos supermercados montados (puxando) (TUBINO, 2009).
Por sua vez, o Acompanhamento e controle da produção através da coleta e
analise dos dados, hoje facilmente automatizada por coletores de dados nos pontos
de controle, busca garantir que o programa de produção emitido seja executado a
contento. Quanto mais rapidamente os problemas forem identificados, mais efetivas
serão as medidas corretivas visando o cumprimento do programa de produção. Além
das informações de produção úteis ao próprio PCP no desempenho de suas
funções, o acompanhamento e controle da produção normalmente está encarregado
de coletar dados (índices de defeito, horas/máquinas e horas/homem consumidas,
consumo de materiais, índices de quebras de máquinas etc.) para apoiar outros
setores do sistema produtivo (TUBINO, 2009).
Porém, entre os processos produtivos pode ocorrer a formação de estoques,
daí a necessidade de se entender o que é estoque e como controlá-lo, a obra escrita
por MOREIRA (2008) traz o conceito de gestão de estoque, segundo ele, estoque
nada mais é que quantidades de bens físicos conservados de forma improdutiva, ou
seja, foi guardado por um intervalo de tempo para futuramente ser usado, vendido
ou exportado. Estoque pode constituir de materiais acabados que aguardam a sua
venda ou entrega, ou ate mesmo matérias primas que fazem parte de um processo
de produção. Para muitos quando se diz estoque, imediatamente vem a idéia de um
lugar “galpão” cheio de coisas tumultuadas, aguardando para serem utilizadas, não
vamos descartar esse pensamento, pois estoque e um item de muito importância
para a companhia. Além da própria administração da empresa muitos fornecedores
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e setores estão interessados nos estoques, pois alem de fornecer peças para
processos de produção os estoques movimento um alto valor financeiro para os
setores e fornecedores. Segundo Krajewski e Ritzman perto de um trilhão de dólares
foram investidos em estoques na economia norte americana em 1987. Deste total,
37% pertenciam a industria de transformação, 22% ao comercio varejista, 21% ao
comercio atacadista, 12% ao setor agropecuário e 12% aos segmentos restantes da
economia (MOREIRA, 2008). Com os dados acima percebe-se a importância do
estoque tanto para indústria e como aos demais setores e fornecedores. Podemos
classificar os tipos de itens que engloba um estoque em alguns grandes grupos:
 Matérias primas
 Peças e outros itens comprados de terceiro
 Peças e outros itens fabricados internamente
 Material em processo (produtos semi-acabados ou montagens
parciais)
 Produtos acabados

Essa classificação, genericamente falando, é necessária, pois um estoque


pode ter uma diversidade enorme de itens, produtos e matérias primas.
Para manter um estoque em funcionamento seguro e econômico, duas
gestões devem ter cuidados especiais e estar alinhadas ao processo: o operacional
e o financeiro. No ponto de vista operacional os estoques permitem certas
economias na produção e ajudam a monitorar as diferenças de fluxos de uma
empresa, ou seja, no caso do ramo industrial: o fluxo de entrega de matérias-primas
e componentes, o fluxo de produção e o fluxo com que os produtos são
despachados para a distribuição e consumo. Na rotina de uma indústria com
freqüência a produção não consegue responder rapidamente a aumentos da
demanda, havendo a necessidade de criação de estoques de produtos acabados
para atender a esses aumentos, por ou lado também se a entrega de matérias
primas não acompanhar as necessidades da produção, também e necessário a
criação de estoques. Por outro lado, acumulam-se estoques sempre que as
demandas mostrarem se baixa das expectativas, por isso que de uma forma geral o
estoque faz o papel de elemento regulador de velocidade do fluxo da produção
(MOREIRA, 2008).
No ponto de vista financeiro, lembrando que o estoque é investimento e
conta como parte do capital da empresa, quanto maior o estoque maior é o capital
20

total. A taxa de retorno e computada como o quociente dos lucros brutos (antes da
dedução do imposto de renda) pelo capital, e certo que quanto maiores os estoques,
sendo as outras conduções iguais, menor será a taxa de retorno, que é o indicador
mais usado para gestão dos estoques. Outro conceito básico sobre a rotação dos
estoques é definido como quociente do valor da produção anual pelo valor médio
empatado em estoques de matérias-primas, componentes e materiais em processo.
Se o índice for de 20, como exemplo, indica que o estoque “gira” 20 vezes por um
ano. Um estudo intitulado “Manufatura de Classe Mundial no Brasil” conduzido pela
empresa de consultoria Ernst & Young e publicado em 1991 pela Câmara Americana
de Comercio para o Brasil mostra que a empresa brasileira não chega, em média, a
girar o seu estoque 10 vezes durante o ano. Por outro lado, o nível mundial de
classe C mostra 25 a 30 como índice de giro para as matérias-primas e material em
processo. Para as empresas de classe A esse numero chega a 80,100 vezes de giro
ao ano. (Moreira, 2008). Embora esse ponto não seja o único que as empresas
brasileiras levam desvantagens em relação aos padrões das empresas de outros
países, vemos que a gestão de estoque vem crescendo no país graças aos
conhecimentos trazidos pelas empresas multinacionais que se instalam no pais.
Podemos concluir com isso que a gerência de estoques é de fundamental
importância para essas empresas (MOREIRA, 2008).
Com base na idéia de se produzir exatamente o necessário, eliminando os
estoques desnecessários na linha de produção, a filosofia JIT se propõe a eliminar
qualquer tipo de desperdício, ou seja, tudo o que não agrega valor à produção. Os
principais desperdícios são:
 Desperdício de superprodução - o JIT considera um desperdício produzir
antecipadamente à demanda, caso os produtos sejam requisitados no futuro;
 Desperdício de espera - refere-se ao desperdício de materiais que fica
esperando para ser processado;
 Desperdício de transporte - transporte e movimentação de materiais não
agrega valor ao produto produzido;
 Desperdício de processamento - no próprio processo produtivo pode estar
havendo desperdícios que podem ser eliminados.
 Desperdício de movimentação - desperdícios de movimentação estão
presentes nas mais variadas operações que se executam;
 Desperdício de produzir produtos defeituosos - problemas de qualidade
geram muitos desperdícios,
21

 Desperdícios de estoques - estoque significa desperdício de investimento e


espaço (CORRÊIA, 1993).

Além dos esforços de eliminação dos desperdícios, a filosofia JIT tem a


característica de nunca aceitar a situação atual, a filosofia JIT é de sempre estar
mudando, e as principais metas são:
 Defeitos zero
 Tempo zero de preparação (setup)
 Estoques zero
 Movimentação zero
 Quebra zero
 Lead time zero
 Lote unitário (one piece flow).

A qualidade é outra característica muito importante no conceito JIT,


denominado de Controle de Qualidade Total, o principal conceito do controle de
qualidade total é atribuir a responsabilidade pela qualidade à produção, isso quer
dizer controle de qualidade na hora que está produzindo e não esperar produzir para
depois inspecioná-los (CORRÊIA, 1993).
Os principais objetivos da filosofia JIT é a melhoria continua dos processos
produtivos e redução dos estoques. O objetivo de reduzir os estoques é que os
problemas fiquem visíveis, podendo solucionar alguns dos principais problemas de
produção, que podemos classificar em três grandes grupos:
 Problemas de qualidade, algumas etapas do processo de produção que
apresentam problemas de qualidade e gerando refugo de forma incorreta;
 Problemas de quebra de maquina, quando uma maquina para por qualquer
tipo de problema, as próximas etapas teriam que parar, caso não houvesse
estoques suficientes para que o fluxo de produção continuasse.
 Problemas de preparação de maquina, quando tem vários componentes ou
itens que a mesma maquina produz, tem que preparar a maquina e essa
preparação representa custos referentes ao período que ela fica inoperante, à
mão de obra para esta preparação, à perda de material no inicio da
preparação, entre outros (CORRÊIA, 1993).

Umas das ferramentas mais conhecidas e utilizadas atualmente para o


controle de produção e estoques é o Kanban, termo japonês que significa cartão.
Este cartão é um disparador da produção de centros produtivos em estágios
22

anteriores do processo produtivo, coordenando a produção de acordo com a


demanda.
O sistema de Kanban atualmente é um sistema de dois cartões, um
denominado Kanban de Produção que dispara a produção de um lote de peças de
um determinado tipo e o outro denominado Kanban de Transporte que autoriza a
movimentação do material pela fabrica (CORRÊIA, 1993).
23

Capítulo 2 – Planejamento e Controle de


Produção

2.1 – PCP e os sistemas produtivos

2.2 – Funções do PCP

2.3 – Requisitos para o PCP


24

Capítulo 3 – Previsão de Demanda

3.1 – Técnicas para previsão da média móvel

3.2 – Técnicas para previsão da tendência

3.3 – Técnicas para a previsão da sazonalidade

3.4 – Manutenção do modelo


25

Capítulo 4 – Planejamento Estratégico da


Produção

4.1 – Missão corporativa

4.2 – Estratégia corporativa

4.3 – Estratégia competitiva

4.4 – Estratégia de produção

4.5 – Plano de produção


26

Capítulo 5 – Planejamento-Mestre de
Produção

5.1 – Elaboração do plano mestre de produção

5.2 – Análise da capacidade de produção do PMP


27

Capítulo 6 – Programação da Produção

6.1 – Seqüenciamento nos processos repetitivos em


lote

6.2 – Regras de seqüenciamento

6.3 – Teoria das restrições

6.4 – Emissão e liberação de ordens


28

Capítulo 7 – Acompanhamento e controle


da produção

7.1 – Funções do acompanhamento e controle de


produção
29

Capítulo 8 – Gestão de Estoques

8.1 – Classificação ABC dos estoques

8.2 – Tamanho do lote de reposição

8.3 – Métodos de controle de estoques

8.4 – Estoques de segurança


30

Capítulo 09 – KANBAN

9.1 – Desmistificando JIT e KANBAM

9.2 – O problema dos altos estoques

9.3 – Sistema MRP

9.4 – Os desperdícios
31

Capítulo 10 – JIT – Just in Time

10.1 – A filosofia “Just in Time”

10.2 – Desperdicios

10.3 – Ferramentas JIT

10.4 – Objetivo do JIT


32

Capítulo 11 – Flexibilização da produção

11.1 – Surgimento e definição de produção enxuta

11.2 – A flexibilização da produção e o surgimento do


trabalho em equipe
33

Capítulo 12 – Análises e Resultados


34

Capítulo 13 – Considerações Finais


35

Referências
CHIAVENATO, Idalberto. Planejamento e controle da produção. Barueri, SP:
Manole, 2008.

TUBINO, Dalvio Ferrari. Planejamento e controle da produção: teoria e prática.


São Paulo: Atlas, 2009 .

CORRÊIA, Henrique L. Planejamento, programação e controle da produção:


MRP II / ERP: conceitos, uso e implantação: base para SAP, Oracle
Applications e outros softwares integrados de gestão. São Paulo: Atlas, 2010.

CORRÊIA, Henrique L. Just in Time, MRP 2 e OPT, um enfoque estratégico. São


Paulo: Atlas, 1993.

MOREIRA, Daniel Augusto. Administração da produção e operações. São Paulo:


Pioneira, 2008.

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