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APELAÇÃO CÍVEL. DIREITO CIVIL E DO CONSUMIDOR. PROCESSO CIVIL.

AÇÃO DE OBRIGAÇÃO
DE FAZER. SUSPENSÃO INDEVIDA DOS SERVIÇOS DE INTERNET. SEM AVISO-PRÉVIO.
RESTABELECIMENTO DOS SERVIÇOS. RESOLUÇÃO Nº 632/2014. DANO MORAL. CONFIGURADO.
SENTENÇA REFORMADA. 1. Às relações jurídicas surgidas de Contrato de serviços de Internet,
firmado entre a Prestadora e o consumidor comprador na qualidade de destinatário final, aplica-se o
Código de Defesa do Consumidor. 2. Com efeito, embora a Resolução nº 632/2014 da Agência
Nacional de Telecomunicações (Anatel) tenha seu regulamento especificamente para o setor de
telefonia, aplicam-se as regras, também, às empresas provedoras de Internet. 3. Tendo em vista que
a suspensão do serviço de internet somente ocorreu por defeito no aparelho e não havendo
informação de rescisão do contrato entre as partes, o restabelecimento do serviço é medida a qual
se impõe, porquanto inescusável a obrigação devidamente pactuada. 4. A fixação do quantum
indenizatório deve observar os Princípios da Razoabilidade e da Proporcionalidade, além do
panorama da causa, a capacidade econômica do ofendido e o patrimônio do ofensor. 5. Recurso
conhecido e provido. (Processo nº 20170810007416 (1055526), 8ª Turma Cível do TJDFT, Rel. Eustáquio
de Castro. j. 19.10.2017, DJe 25.10.2017)

APELAÇÃO CÍVEL - RESPONSABILIDADE CIVIL - PRESTADORA DE SERVIÇOS DE INTERNET -


SUSTAÇÃO INDEVIDA DOS SERVIÇOS CONTRATADOS - REPARAÇÃO POR DANO MORAL -
PREJUÍZO CONFIGURADO - OBRIGAÇÃO DE INDENIZAR. A pessoa jurídica prestadora de serviços
responde, objetivamente, por prejuízos decorrentes de falha na consecução das suas atividades, por
se tratar de responsabilidade oriunda do risco do empreendimento. A suspensão dos serviços
convencionados, sob o insubsistente argumento da inadimplência do usuário, além de gerar o
rompimento indevido e arbitrário da execução do Contrato, configura ilicitude deflagradora de dano
extrapatrimonial. No arbitramento da indenização devem ser observados os critérios de
proporcionalidade e razoabilidade em sintonia com o ato irregular e as suas repercussões. A
reparação pecuniária não pode servir como fonte de enriquecimento do indenizado, nem
consubstanciar incentivo à reincidência do causador da lesão moral. (Apelação Cível nº 5004485-
93.2016.8.13.0313 (1), 17ª Câmara Cível do TJMG, Rel. Roberto Vasconcellos. j. 28.03.2019, Publ.
02.04.2019).