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MANUAL DE FORMAÇÃO

Famílias e Redes Sociais de Apoio

"De todos os bens que a sabedoria nos ensina e que são necessários para a nossa sobrevivência, a amizade é
de longe o maior". (Epicuro, 341-270 a.C.).

Formadora: Adriane Alves

Novembro 2018
ÍNDICE REMISSIVO

A I

A rede social como instrumento de mudança, 4 Importância das redes sociais de apoio em Famílias e idosos,
As instituições de apoio na comunidade., 4, 12 4, 6

B O

Bibliografia Pesquisada, 4, 17 O conceito de redes sociais de apoio, 4, 6


Objetivos Específicos, 3

C Objetivos Gerais, 3
Os dadores de apoio, 4
Considerações finais, 4, 16
Conteúdo Programático, 4
R

F Redes de amigos e vizinhança como fator de proteção social,


4
Família e Redes Sociais de Apoio (mapa de rede social),
4
V

Volumes e tipos de apoio, 4

Objetivos Gerais

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1. Identificar a qualidade de ligação individual a família e a rede social de apoio
2. Analisar e mobilizar os recurso existentes da comunidade de pertença
3. Explorar e reconhecer as instituições de apoio na comunidade de pertença
Objetivos Específicos

 Analisar a ligação com os membros da família e comunidade.


 Identificar as formas de entreajuda entre família e comunidade
 Reconhecer as dificuldades entre a relação da família e comunidade num contexto de
entreajudas.
 Enunciar a importância das redes sociais de apoios em famílias e idosos
 Explicar a importância da adoção de uma atitude empreendedora como estratégia de
empregabilidade.
 Identificar os diversos tipos de apoio social.
 Reconhecer as instituições de apoio na comunidade.

3
Conteúdo Programático

Família e Redes Sociais de Apoio (mapa de rede social)


O conceito de redes sociais de apoio
Importância das redes sociais de apoio em Famílias e idosos
A rede social como instrumento de mudança
Volumes e tipos de apoio
Os dadores de apoio
Redes de amigos e vizinhança como fator de proteção social
As instituições de apoio na comunidade.
Considerações finais
Bibliografia Pesquisada

4
Família e Redes Sociais de Apoio

Capítulo I - O conceito de redes sociais de apoio

As relações sociais de apoio estão associadas à organização do vínculo entre pessoas e é


composta pela rede de relações formais e informais. As relações formais seriam os contatos com
profissionais como médico, dentista, professor, advogado, etc., e outras pessoas conhecidas. Por
outro lado, as relações tidas como de maior importância pessoal e afetiva são as relações sociais
informais, compostas por vínculos com todos os demais indivíduos (família, amigos, vizinhos,
colegas de trabalho, comunidade, etc) e têm como características marcantes a familiaridade e a
proximidade, com envolvimento afetivo.
O que se denomina apoio social, no âmbito das redes sociais, relaciona-se com os aspectos
qualitativos e comportamentais das relações sociais e compreende quatro tipos:
1) apoio emocional, que envolve expressões de amor e afeição;
2) apoio instrumental ou material que se refere aos auxílios concretos como provimento de

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necessidades materiais em geral, ajuda para trabalhos práticos (limpeza de casa, preparação de
refeição, provimento de transporte) e ajuda financeira;
3) apoio de informação que compreende informações (aconselhamentos, sugestões, orientações)
que podem ser usadas para lidar com problemas e resolvê-los; e
4) interação social positiva que diz respeito à disponibilidade de pessoas com quem se divertir e
relaxar (DUE, 1999).

Importância das redes sociais de apoio em Famílias e idosos

Do mesmo modo como as redes sociais de apoio mostraram influência sobre as condições de saúde
e mortalidade da população em geral, a presença delas tem sido fortemente associada com
desfechos positivos, também para os idosos.
- Efeitos sobre algumas medidas de saúde
Redes sociais diversificadas, ou seja, formadas por pessoas de diferentes relacionamentos ou
graus de parentesco e amigos foram consistentemente associadas com algumas medidas da saúde,
tais como capacidade funcional, melhor controle dos esfíncteres, auto-avaliação positiva de saúde
e melhor acuidade visual, em idosos (LITWIN, 2001).
- Efeitos sobre a mortalidade
Estudos epidemiológicos longitudinais realizados com idosos em diversos locais do mundo, Estados
Unidos, Europa, Ásia e na África, têm mostrado a relação entre redução no risco de mortalidade e
presença de relações sociais (DAVIS et al., 1997; LUND et al., 2000; CERIA et al., 2001; RAHMAN,
1999).
- Efeitos sobre a Saúde Mental
A literatura mostra estudos, específicos com idosos, sobre o efeito protetor das redes sociais sobre
sintomas depressivos (PALINKAS et al., 1990) e outros, que indicam que o suporte social pode
amenizar o efeito da incapacidade funcional dos idosos em quadros depressivos (WALLSTEN. et
al., 1999). Outros estudos relacionam altos escores de satisfação com a vida e melhor estado de
saúde na auto-avaliação de idosos - importantes preditores de mortalidade - com a freqüência de
contatos com irmãos (McCAMISHSVENSSON et al., 1999) e com outros familiares e amigos
(PINQUART; SÖRENSEN, 2000). Na população de idosos têm-se observado, também, a
associação positiva entre redes sociais formadas por grande número de amigos e escores de estado
de ânimo (LITWIN, 2001) e de auto-estima (LEE; SHEHAN, 1989).
- Efeitos sobre comportamentos alimentares
Outro grupo interessado em verificar os efeitos da integração social em comportamentos
alimentares, observou que os idosos que estavam satisfeitos com a freqüência de visitas recebidas
por parentes e amigos registraram menos problemas com suas dietas (LEARNER; KIVETT, 1981);
foi observado também que aqueles que eram mais ativos física e socialmente tinham dietas
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alimentares mais diversificadas e adequadas (KRONDL et al., 1982); constatou-se, ainda, que
amplas redes de amigos têm conseqüências positivas no apetite e na ingestão adequada de
nutrientes e além disso, que a magnitude dos efeitos negativos do estresse financeiro sobre o
apetite foi reduzida pelo relacionamento com amigos, pelo estado conjugal e pela presença de
companhia (McINTOSH et al., 1989).

- Efeitos da reciprocidade nas relações sociais sobre a saúde


Como outra importante faceta do processo envolvido nas redes sociais de apoio, as trocas sociais
são vistas, por diversos autores, como fator crítico para o bem estar, ou seja, os efeitos do receber
apoio, do oferecer apoio e os da reciprocidade sobre o bem estar são de crucial e decisiva
importância. Além das trocas sociais, outro conceito subjacente às redes sociais de apoio é a norma
da solidariedade nas relações próximas, tais como as encontradas entre membros de uma família.
A norma da reciprocidade e da solidariedade está refletida no compromisso das pessoas com entes
queridos e amados, apesar do custo ou do que vai retornar a elas. (LIANG et al., 2001; HUGHES;
WAITE, 2002). Esses autores mostram a importância de se manter o idoso no elenco de pessoas
cujo papel não é somente receber, mas também prover ajuda para os outros e que a percepção que
os indivíduos têm sobre o equilíbrio dos recursos e das demandas é o fator que tem mais
conseqüências sobre a saúde deles. Isso significa que o apoio informal, dentro das redes sociais
dos idosos, é governado também pelo critério da reciprocidade.
- Efeito das diferentes fontes de apoio social
Alguns estudos têm enfocado seus esforços para especificar se algumas fontes de apoio (cônjuge,
amigos, colega de trabalho e de profissão) são mais eficazes em proteger dos impactos de certas
situações estressantes. Em decorrência disso, algumas pesquisas gerontológicas têm se
debruçado a investigar a preferência dos idosos por diferentes fontes de apoio. Pinquart e Sörensen
(2002) observaram, numa população americana e canadense, que os idosos preferem apoio
informal e misto (formal/informal) para necessidades de cuidados em curto prazo e preferem
assistência mais formal para necessidades de cuidados de longo prazo. Um estudo realizado na
China, contexto cultural e econômico totalmente diverso do estudo anterior, evidencia resultados
guardando certa semelhança: enquanto os idosos chineses esperam que os programas de pensão
do Estado resolvam uma boa parte das suas necessidades financeiras, a família permanece
preferencialmente como fonte de apoio social e emocional, tanto nas áreas urbanas quanto nas
rurais (PEI; PILLAI, 1999). Esses estudos nos indicam que o contexto cultural do idoso e o tempo
de duração das necessidades são determinantes nas escolhas do provedor de assistências.

A REDE SOCIAL COMO INSTRUMENTO DE MUDANÇA

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O número de pessoas idosas aumentou substancialmente nas últimas décadas, estimando-se que
em 2050 vivam, no mundo, aproximadamente 2 mil milhões de idosos (ONU, 2007). Em Portugal,
as projeções do Instituto Nacional de Estatística estimam que em igual período vivam em território
nacional cerca de 3 milhões de pessoas idosas. Este cenário de envelhecimento humano e
populacional levou, “à criação de uma nova área de estudos multidisciplinar, a gerontologia”. Neste
sentido, têm sido desenvolvidos múltiplos trabalhos com vista a compreender o fenómeno de
envelhecimento e os processos subjacentes à velhice. A par de tantas outras variáveis, o domínio
das redes sociais tem sido progressivamente investigado, uma vez que os contactos interpessoais
mostram ter uma grande importância para o bem -estar e para a qualidade de vida das pessoas em
geral, e para as pessoas mais velhas, em particular. As redes de apoio social constituem um dos
elementos centrais da experiência individual de identidade, bem-estar, competência.
As redes sociais contribuem para um envelhecimento bem-sucedido, para o bem-estar, saúde física
e mental das pessoas seniores e traduzem-se em recursos indispensáveis a ativar em situações de
crise.
O significado que cada pessoa atribui à sua rede social está relacionado com a avaliação do tipo
de relação mantida com cada elemento, com o apoio prestado, com a quantidade de relações e
com o desejo de relacionamento e interação. O mapa de rede social é constituído por 4 quadrantes:
família, amigos, trabalho/estudo e comunidade.
No centro encontra-se o informante, no círculo interior são identificadas as relações que o sujeito
considera mais próximas de si; no círculo intermédio são identificadas “as relações pessoais com
um grau de compromisso menor” e no círculo externo as pessoas conhecidas e as “relações
ocasionais”. Esse modelo da rede social permite identificar, por um lado, as características
estruturais da rede do individuo, nomeadamente:
 o tamanho, que corresponde ao número de pessoas que o informante identifica como
significativas;
 a densidade que se refere à “relação entre membros independentemente do informante”;
 a composição ou distribuição, isto é, a forma como os membros são distribuídos nos diversos
quadrantes e círculos;
 a dispersão, ou seja, “ a distância geográfica entre membros”;
 a homogeneidade ou heterogeneidade de rede.
E por outro lado, permite identificar as funções que cada vínculo cumpre, ou seja, possibilita
perceber a ajuda e a assistência providas e recebidas por pessoas significativas. Assim, e no que
diz respeito às funcionalidades dos elementos que compõem a rede do informante, é possível
determinar se a mesma satisfaz funções de:
 companhia social,
 apoio emocional,

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 orientação cognitiva
 conselhos e/ou de regulação social.
Permite também perceber se as trocas, ao nível do apoio social são reciprocas, pois as trocas
assimétricas e desiguais podem gerar “sentimentos de solidão e insatisfação”, conforme defendem
vários autores.

VOLUMES E TIPOS DE APOIO

No momento atual da vida familiar encontramos 51% da população a não receber ajudas
quotidianas. Com uma ajuda apenas temos cerca de 19%, com duas 12%, com três 8%.
O ponto que acentuamos não é tanto o de existirem excluídos das redes de entreajuda, não
deixando esta de ser uma constatação central. O que está aqui em causa, não deixando de existir
toda uma diversidade de situações de entreajuda, é o facto de que, na maioria das situações, não
podemos encontrar um forte entr osamento de solidariedade, mesmo quando esta existe.
As ajudas são-no em diferentes espécies de apoio. Inquirimos as ajudas quotidianas actuais
separadamente para as de natureza financeira, material, doméstica, noutros serviços, moral e em
cuidados às crianças. São extremamente elevadas as percentagens de famílias que não têm apoio
de espécie alguma. Neste panorama de fraca intensidade das solidariedades para o momento
presente as ajudas que mesmo assim apresentam maior volume são o apoio moral e os cuidados
às crianças. Por ordem decrescente de importância, temos o apoio material, o financeiro, o
doméstico e, finalmente, noutros serviços.
No que diz respeito às grandes transmissões de capital ao longo da vida familiar, os níveis de
exclusão são também elevados, superando, na maioria dos casos, os 80% ou mesmo rondando os
90%. De todas as grandes ajudas, as mais comuns são as ajudas em grandes festas (como
batizados e casamentos) e o fornecimento de alojamento ou empréstimo de habitação. As grandes
ajudas menos frequentes são a oferta de carro ou de um negócio.

Não podemos, portanto, falar das entreajudas familiares como de algo generalizado na sociedade
portuguesa, pois, mesmo existindo redes de apoio que relativizam fortemente, pelo menos para o
nosso contexto nacional, as ideias de isolamento da família moderna, a desigualdade das situações
dá conta de uma forte diversidade social da vida familiar, apontando para situações maioritárias de
ocasionalidade do volume de apoios.

OS DADORES DE APOIO

Os apoios não são dados indiferenciadamente por todas as categorias de dadores potenciais. Todos
os estudos sobre as redes de entreajuda e solidariedade em contexto europeu atestam, por um
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lado, a força das relações de parentesco intergeracionais (verticais e directas, isto, é, entre
progenitores e descendência imediata), e, por outro lado, a força da participação feminina, ou por
via feminina, nas ajudas. De facto, globalmente, a primeira constatação é a de que as redes de
entreajuda são, na sua quase totalidade, redes de parentesco (são os parentes da mulher ou do
cônjuge os responsáveis por cerca de 90% das ajudas e grandes ajudas dadas).
A rede de apoio familiar é também, em grande medida, uma rede de entreajuda feminina. A
feminização das redes deve ser entendida em dois sentidos: preponderância dos apoios por parte
da família da mulher do casal e preponderância de apoios prestados por mulheres. Olhando para a
lateralização da rede de parentesco, verificamos que o apoio corre mais pelo lado da família da
mulher do que da do homem seu cônjuge, e mais ainda no caso das ajudas quotidianas do que no
das grandes ajudas ao longo do ciclo de vida familiar, mas em valores superiores a 60% em ambos
(no global de cada caso). De facto, se no caso das ajudas quotidianas a preponderância da linha
feminina da família é claríssima, no caso das grandes ajudas, mesmo havendo essa tendência,
verificamos às vezes existir uma partição igualitária de apoios entre a família da mulher e a família
do homem.
A exceção, no sentido de dar primazia às dádivas em linha masculina, é a oferta de negócio — o
que vinca que a transmissão e circulação da propriedade económica tendem a ser apanágio do
poder e da autoridade masculinos.
Diferenciando os apoios segundo o género dos dadores, a feminização, isto é, os apoios prestados
por mulheres, é mais uma vez forte. São elas as responsáveis por quase três quartos das ajudas
quotidianas — a excepção são os serviços como reparações, onde avultam, tipicamente aliás, os
homens, bem como, embora não contrariando a tendência maioritária, as ajudas financeiras e
materiais, onde o apoio dado em conjunto por casais (de progenitores na maioria esmagadora dos
casos) tem alguma relevância. No caso das grandes transmissões ao longo da vida, este panorama
altera-se, pois, se, globalmente, as mulheres continuam maiores dadores do que os homens, as
dádivas feitas em conjunto por casais tornam-se a situação modal. As excepções são a dádiva de
automóvel, negócio ou herança, que são mais masculinas, e as ajudas para a colocação
profissional, paritariamente divididas entre homens e mulheres em separado.

REDES DE AMIGOS E VIZINHANÇA COMO FATOR DE PROTEÇÃO SOCIAL


A rede de amigos e vizinhança tem um número significativo de pessoas, bem como uma
aproximação das pessoas idosas, principalmente em função dos novos grupos (e.g. associações,
clubes, entre outros). Na amizade está intrinsecamente associado o caráter da afetividade, sendo
que as relações de vizinhança podem unicamente limitar-se à assistência para o serviço.
Ao contrário das redes familiares, mais de carácter involuntário, as de amigos e vizinhos, assumem-
se como uma escolha voluntária, desempenhando um papel pequeno, mas fundamental na ajuda à
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pessoa idosa. Papel este muito associado a questões de relacionamento afetivo. Amigos e vizinhos
até podem parecer a mesma coisa, mas existem diferenças entre eles no que respeita às funções
e ao próprio processo de relacionamento. Neste sentido, existem tarefas específicas destinadas
unicamente aos amigos, nomeadamente as atividades instrumentais: fazer compras; auxílio nas
atividades domésticas, entre outras. Este tipo de relacionamento entre amigos só é possível uma
vez que os amigos partilham as mesmas dificuldades e limitações, gostos e interesses.
Quanto à relação com os vizinhos, os mesmos “facilitam a obtenção de ajuda informal e reduzem o
isolamento social contribuindo assim para o envelhecimento bem-sucedido” os longos períodos de
convivência com os vizinhos são marcados por atividades de ajuda mútua de modo que estes
indivíduos se tornam integrantes recíprocos da história de vida das pessoas idosas.
Com o processo de envelhecimento, o diâmetro de espaço de vida das pessoas idosas tende a
diminuir. Para estas, a sua vizinhança é o seu principal ou único suporte/retaguarda de vida e
segurança, podendo esta refletir-se em diversos efeitos, influenciando ao nível das condições
socioeconómicas, integração social da vizinhança, serviços e recursos. Os relacionamentos entre
vizinhos são marcados pela proximidade geográfica e ao mesmo tempo por uma troca habitual de
relações que se estendeu ao longo de anos de convivência.
É necessário valorizarem-se as redes de amigos e vizinhos, uma vez que o isolamento social
provocado por falta de contatos e de reconhecimento social está associado à solidão, à depressão
e até às doenças do foro mental.
Noutros tempos, as relações de vizinhança e de amizade eram mais vincadas e com um maior
número de indivíduos. Atualmente, devido à desertificação das aldeias, este tipo de relações denota
uma tendência a perder-se num futuro próximo.

As instituições de apoio na comunidade.

Liga Portuguesa Contra o Cancro

A Liga Portuguesa Contra o Cancro assume-se como uma entidade de referência nacional no apoio
ao doente oncológico e família, na promoção da saúde, na prevenção do cancro e no estímulo à
formação e investigação em oncologia.

A LPCC prossegue os seguintes objectivos:

Divulgar informação sobre o cancro e promover a educação para a Saúde, com ênfase para a sua
prevenção;
Contribuir para o apoio social e a humanização da assistência ao doente oncológico, em todas as
fases da doença;
Cooperar com as instituições envolvidas na área da oncologia, nomeadamente os Centros do
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Instituto Português de Oncologia Francisco Gentil e os Hospitais das Regiões Autónomas;
Estimular e apoiar a formação e a investigação em oncologia;
Estabelecer e manter relações com instituições congéneres nacionais e estrangeiras;
Desenvolver estruturas para as prevenções primária e secundária, tratamento e reabilitação,
isoladamente ou em colaboração com outras entidades
Defender os direitos dos doentes e dos sobreviventes de cancro.

Os voluntários e os profissionais que desenvolvem a sua atividade na LPCC regem-se


pelos princípios da Humanização e Solidariedade e pelos seguintes valores:

Sensibilidade;
Equidade;
Ética;
Respeito;
Compromisso;
Responsabilidade;
Transparência.

Cáritas Portuguesa

A Cáritas Portuguesa tem como missão o desenvolvimento humano e a defesa do bem comum,
através da animação da Pastoral Social, intervindo em ordem à transformação social, fomentando
a partilha de bens e a assistência, em situações de calamidade e emergência.
Valores
Caridade e Justiça Social
Compaixão
Espiritualidade
Gratuidade
Opção preferencial pelos mais pobres
Partilha
Subsidiariedade
Universalidade

A rede Cáritas é constituída, em Portugal, por 20 Cáritas Diocesanas e inúmeros grupos locais que
atuam em proximidade, nas paróquias e comunidades. Este trabalho em rede é uma característica
desta instituição e dá-lhe a capacidade de ter olhos e ouvidos em todo o território nacional. Com a
colaboração de profissionais, que são a âncora de um conjunto alargado de voluntários, a Cáritas
pode articular a sua resposta às mais variadas necessidades dos muitos que a procuram. Apesar

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disto cada Cáritas Diocesana tem a sua autonomia jurídica e canónica que quer dizer que, apesar
da existência de objetivos nacionais comuns, cada organização tem a sua identidade a nível local,
podendo estabelecer as suas prioridades e agir em função delas.

Cruz Vermelha Portuguesa

Instituição humanitária, nascida em 1865, sem fins lucrativos, com a missão de defender a vida, a
saúde e a dignidade humana.
Missão
Constitui missão da Cruz Vermelha Portuguesa prestar assistência humanitária e social – em
especial aos mais vulneráveis – prevenindo e reparando o sofrimento, e contribuindo para a defesa
da vida, da saúde e da dignidade humana.
Descrição
A Cruz Vermelha Portuguesa é uma instituição humanitária não governamental de carácter
voluntário e de interesse público, sem fins lucrativos, que desenvolve a sua actividade no respeito
pelo Direito Internacional Humanitário e em obediência aos Princípios Fundamentais e
recomendações do Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho.
Principais actividades:
- Apoio a Crianças e Jovens: amas e baby-sitters, creches, infantários, ATL, centros de
acolhimento;
- Apoio a Séniores e Dependentes: apoio domiciliário, academias sénior, centros de dia,
residências assistidas, cuidados continuados, serviço +Sénior (cartão CVP);
- Cuidados de Saúde
- Emergência

Comunidade Vida e Paz

Regidos por Princípios maiores que indivíduos:

Os princípios que regem a Comunidade Vida e Paz são universais e aclamados por indivíduos em
todos os cantos do Mundo. Aqui tentamos que se confundam com a prática de todos os dias. Para
a Comunidade nada é mais importante que o garante da Dignidade da Pessoa Humana, trabalhando
para o Bem Comum, em nome de uma Justiça Social baseada no princípio da Subsidiariedade.
Missão

Ir ao encontro e acolher pessoas sem-abrigo, ou em situação de vulnerabilidade social, ajudando-


as a recuperar a sua dignidade e a (re)construir o seu projeto de vida, através de uma ação integrada

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de prevenção, reabilitação e reinserção.
Visão

Pretende ser uma organização de referência e de excelência na criação e dinamização de respostas


às necessidades e potencialidades das pessoas sem-abrigo ou em situação de vulnerabilidade
social.
Valores

Inspira-se e orienta-se pela Doutrina Social da Igreja e sustenta-se nos seguintes valores:
Esperança
Comunidade
Equidade
Solidariedade
Verdade
Comprometimento
Tolerância
Espiritualidade

Alzheimer - Portugal
O Papel da Alzheimer Portugal na Sociedade

 Sensibilizar para a urgência de um Plano Nacional Alzheimer e disponibilizar o nosso


conhecimento e experiência, na sua criação e implementação;

 Desenvolver campanhas nacionais e locais de informação sobre a doença, as suas


características e formas de intervenção;

Alertar para a importância:

- do diagnóstico precoce;
- da valorização do papel dos clínicos gerais na deteção dos primeiros sinais da demência e
encaminhamento para consulta da especialidade (Neurologia ou Psiquiatria);
- da valorização do papel dos cuidadores, e do reconhecimento das suas necessidades e direitos
específicos;
- da integração do estudo da demência como matéria obrigatória na formação médica.

 Desenvolver ações de formação para cuidadores;

 Criação de serviços e equipamentos modelo com vista à aprendizagem e partilha das melhores
práticas.
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APAV - Associação Portuguesa de Apoio à Vítima

Apoio à vítima
A APAV tem como missão apoiar as vítimas de crime, suas famílias e amigos, prestando-lhes
serviços de qualidade, gratuitos e confidenciais.
É uma organização sem fins lucrativos e de voluntariado, que apoia, de forma qualificada e
humanizada, vítimas de crimes através da sua Rede Nacional de Gabinetes de Apoio à Vítima e
da sua Linha de Apoio à Vítima – 707 2000 77 (dias úteis: 10 – 13h / 14 – 17h).

Aquando de um crime, muitas pessoas, para além da vítima directa, serão afectadas directa ou
indirectamente pelo crime, tais como familiares, amigos, colegas. A APAV existe para apoiar.

Os serviços da APAV são GRATUITOS e CONFIDENCIAIS.

APOIO GRATUITO E ESPECIALIZADO

A APAV presta às vítimas apoio emocional e apoio especializado de forma gratuita e confidencial.
A APAV, reconhecendo que os utentes que recorrem aos seus serviços têm necessidades
específicas, que reclamam, por isso, intervenções especializadas, promove três tipos de apoio:

Apoio Jurídico
Apoio Psicológico
Apoio Social
Este apoio é prestado por um conjunto de Técnicos de Apoio à Vítima devidamente formados e
preparados para poderem prestar um apoio de qualidade e que responda adequadamente às
diferentes necessidades das vítimas de crime. A confidencialidade e a escuta activa à/ao utente
são essenciais num atendimento e apoio adequado a estas vítimas. Importa, acima de tudo, que a
vítima se sinta ouvida e compreendida, num espaço onde não sejam tecidos quaisquer juízos de
valor e onde a sua vontade e decisões são sempre respeitadas. Qualquer atendimento é
estritamente confidencial, pelo que quaisquer dados sobre a vítima e a sua situação de vitimação
não serão transmitidos a terceiros.

Considerações finais
Os mecanismos por meio dos quais o apoio social influencia a saúde ainda não estão
suficientemente esclarecidos e, o modo como o contexto social mais amplo, fatores
socioeconômicos, culturais, políticos e mudanças sociais, determinam diferentemente a distribuição
e a disponibilidade do apoio social ainda não foi satisfatoriamente investigado.
O "Envelhecimento Ativo", como um projeto de política de saúde, reconhecendo a importância do
ambiente social (membros da família, vizinhos, colegas de trabalho e amigos que rodeiam o idoso)
em que o envelhecimento ocorre o qual pode determinar um envelhecimento mais ou menos
qualidade de vida, indica o apoio social como um dos fatores determinantes do envelhecimento
ativo.
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Considerando-se esses dois aspetos, espera-se que, por um lado, novos estudos que incluam
dimensões qualitativas das redes sociais, como avaliações subjetivas do apoio, e aspetos
negativos, como conflitos e tensões, sejam realizados e, por outro, que o fato de existirem políticas
e programas que proporcionam condições propícias e estimuladoras de contatos e de relações
sociais positivas, os seus efeitos benéficos possam se traduzir na melhoria da qualidade de vida da
população em geral e da pessoa idosa especificamente.

Bibliografia Pesquisada

http://recipp.ipp.pt/bitstream/10400.22/10167/1/COM_Serr%C3%A3oCarla_2014.pdf

http://www.producao.usp.br/bitstream/handle/BDPI/14139/art_%20ROSA_As_redes_sociais_e_de
_apoio.pdf?sequence=1

file:///D:/1-%20IAFE%20-%20BRAGA/4%20-
%20FAMÍLIA%20E%20REDES%20SOCIAIS%20DE%20APOIO/REDES%20DE%20APOIO%20F
AMILIAR.pdf.

https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/polemica/article/view/19358/14153

http://www.paiefilhos.com/fotos.htm
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