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Livro Eletrônico

Direito

Processual

Civil

Videoaulas - Pós-Edital

Ricardo Torques

Aula 06

p/

TJ-AM

(Assistente

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Judiciário)

Com

Ricardo Torques

Aula 06

SUMÁRIO

1 - Considerações Iniciais

2 - Tutela Provisória

2.1 - Classificação doutrinária das tutelas provisórias

2.2 - Disciplina das tutelas provisórias no NCPC

2.3 - Tutelas de Urgência

2.4 - Tutela de Evidência

3 - Formação, Suspensão e Extinção do Processo

3.1

3.2

3.3

- Formação

- Suspensão

- Extinção

4 - Lista de Questões

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4.1 Lista de Questões sem comentários

4.2 - Gabarito

4.3 Lista de Questões com comentários

5 - Destaques da Legislação

6 - Considerações Finais

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TUTELA PROVISÓRIA E FORMAÇÃO, SUSPENSÃO E EXTINÇÃO DO PROCESSO

1 - CONSIDERAÇÕES INICIAIS

Na aula de hoje vamos nos ocupar com as tutelas provisórias, que foram totalmente reformuladas à luz do NCPC, o que exigirá grande esforço para compreendê-las na nova sistemática.

De todo modo, é importante registrar que não obstante a matéria seja menos extensa arts. 294 a 311 do NCPC a incidência nas provas recentes é grande. Note que a maioria das questões são, inclusive, elaboradas com base no NCPC.

Além disso, estudaremos sobre a formação, suspensão e extinção do processo art. 312 a 317, do NCPC.

Dessa forma, abordaremos os seguintes pontos do edital:

6 Tutela Provisória.

7 Formação, suspensão e extinção do processo.

Vamos lá, então?

Bons estudos!

2 - TUTELA PROVISÓRIA

2.1 - CLASSIFICAÇÃO DOUTRINÁRIA DAS TUTELAS PROVISÓRIAS

Antes de apresentar a classificação das tutelas provisórias, vamos, rapidamente, diferenciar a tutela definitiva da provisória.

Quanto à tutela definitiva 1 :

A tutela definitiva é aquela obtida com base em cognição exauriente, com profundo debate acerca do objeto da decisão, garantindo-se o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa.

Essa tutela definitiva poderá ser satisfativa, ou seja, poderá ser voltada para certificar direitos (ações declaratórias, constitutivas e condenatórias) ou para efetivar direitos (ações executivas).

Além disso, a tutela definitiva também poderá ser assecuratória (ou cautelar), cuja finalidade é conservar o direito do autor, neutralizando efeitos maléficos do tempo. A tutela cautelar caracteriza- se pela referibilidade e pela temporariedade.

1 JR. DIDIER, Fredie. Curso de Direito Processual Civil, volume 1, 18ª edição, rev., atual. e ampl., Bahia: Editora JusPodvim, 2016, p. 575.

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Ricardo Torques Aula 06 1313588 REFERIBILIDADE a tutela cautelar deve se referir a outro direito principal
REFERIBILIDADE a tutela cautelar deve se referir a outro direito principal (tutela acautelatória)
REFERIBILIDADE
a tutela cautelar deve se referir a outro direito
principal (tutela acautelatória)
TEMPORARIEDADE tem eficácia limitada no tempo, extinguindo-se com a obtenção do direito principal (tutela
TEMPORARIEDADE
tem eficácia limitada no tempo, extinguindo-se
com a obtenção do direito principal (tutela
satisfativa)

A tutela provisória, por sua vez, tem por finalidade antecipar o gozo de determinado direito ou assegurá-lo a fim de que possa ser gozado em momento oportuno.

A tutela provisória caracteriza-se pela sumariedade da cognição, pela precariedade e pela impossibilidade de sofrer os efeitos da coisa julgada.

pela impossibilidade de sofrer os efeitos da coisa julgada. COGNIÇÃO SUMÁRIA a decisão se assenta em
COGNIÇÃO SUMÁRIA
COGNIÇÃO SUMÁRIA

a decisão se assenta em análise superficial do objeto litigioso

PRECARIEDADE
PRECARIEDADE

poderá ser revogada ou modificada a qualquer tempo

IMPOSSIBILIDADE DE COISA JULGADA
IMPOSSIBILIDADE DE
COISA JULGADA

não poderá sofrer os efeitos da coisa julgada

Feito isso, vamos analisar a classificação das tutelas provisórias, com base na posição majoritária da doutrina.

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tutela antecipada

ESPÉCIES DE TUTELA PROVISÓRIA
ESPÉCIES DE TUTELA
PROVISÓRIA

tutela cautelar

tutela de evidência

Essas três espécies de tutela são chamadas de provisórias ou provisionais, o que significa dizer que não são definitivas, e se sujeitam a mudanças. De forma técnica, podemos afirmar que a tutela provisória não se estabiliza pela formação da coisa julgada.

A tutela antecipada é satisfativa e urgente. Além de ser provisória, nessa tutela antecipa-se a concessão da prestação jurisdicional à parte em razão de alguma situação urgente. A ideia é simples:

a parte precisa do bem da vida agora, caso contrário, não lhe será mais útil. Caso não receba o bem nesse momento, a parte sofrerá um dano irreparável ou de difícil reparação.

De acordo com a doutrina 2 , a tutela provisória satisfativa antecipa os efeitos da tutela definitiva satisfativa, conferindo eficácia ao direito afirmado.

Por exemplo, determinada pessoa precisa da liberação do SUS para o recebimento de determinado medicamento. Nesse caso, ajuíza a ação e pleiteia tutela antecipada para a concessão do medicamento, uma vez que corre risco de morte.

No exemplo:

PROVISÓRIA
PROVISÓRIA

pode ser que, ao final, o pedido seja julgado improcedente

ANTECIPADA
ANTECIPADA

confere-se o bem da vida de forma antecipada (fornecimento do medicamento)

URGENTE
URGENTE

demonstra-se risco de morte

do medicamento) URGENTE demonstra-se risco de morte É importante que você não confunda a tutela provisória

É importante que você não confunda a tutela provisória com julgamento antecipado da lide. Não temos um julgamento antecipado do processo, mas tão somente a antecipação da tutela jurisdicional.

Assim

2 JR. DIDIER, Fredie. Curso de Direito Processual Civil, volume 1, 18ª edição, rev., atual. e ampl., Bahia: Editora JusPodvim, 2016, p. 582.

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antecipação da TUTELA PROVISÓRIA tutela JULGAMENTO ANTECIPADO julgamento do mérito do processo concessão da
antecipação da
TUTELA PROVISÓRIA
tutela
JULGAMENTO
ANTECIPADO
julgamento do
mérito do processo
concessão da
tutela jurisdicional
definitiva

Além disso, as hipóteses de cabimento de uma e de outra hipótese são distintas e, no caso de julgamento antecipado, temos um julgamento definitivo, não provisório.

A tutela cautelar, tal como a tutela antecipada, é provisória e fundada na urgência. A diferença dessa tutela é que, nesse caso, ela é conservativa. Assim, não há concessão da tutela jurisdicional, mas conservação do interesse da parte a fim de que ela possa ser beneficiada posteriormente com a tutela jurisdicional.

De acordo com a doutrina 3 , a tutela provisória cautelar antecipa os efeitos de tutela definitiva não satisfativa (cautelar), conferindo eficácia imediata ao direito à cautela.

Por exemplo, bloqueio de bens da pessoa devedora para que, na execução, haja valores suficientes para pagar o valor devido.

A tutela de evidência, tal como a tutela antecipada, caracteriza-se pela provisoriedade e por ser satisfativa. A grande distinção em relação à tutela antecipada é que não há urgência. Nesse caso, a cessão antecipada da tutela jurisdicional não se funda na urgência, mas na evidência do direito pleiteado pelo autor.

Por exemplo, em um contrato de financiamento, a contratante não paga o financiamento e, após notificação extrajudicial sem manifestação do contratante, a financiadora ingressa em juízo com pedido de busca e apreensão do bem dado em garantia. Nesse caso, se o juiz conceder a tutela, não o fará em face da urgência, mas poderá determinar a medida constritiva em razão da evidência de que a contratante não pagou as mensalidades do financiamento.

Assim

não pagou as mensalidades do financiamento . Assim 3 JR. DIDIER, Fredie. Curso de Direito Processual

3 JR. DIDIER, Fredie. Curso de Direito Processual Civil, volume 1, 18ª edição, rev., atual. e ampl., Bahia: Editora JusPodvim, 2016, p. 583.

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antecipada

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cautelar

evidência

Torques Aula 06 antecipada 1313588 cautelar evidência provisória provisória provisória satisfativa conservativa

provisória

provisória

provisória

cautelar evidência provisória provisória provisória satisfativa conservativa urgente urgente satisfativa O

satisfativa

conservativa

provisória provisória provisória satisfativa conservativa urgente urgente satisfativa O quadro acima identifica

urgente

urgente

satisfativa

O quadro acima identifica claramente a distinção de elementos entre essas espécies de tutelas

provisórias no NCPC. Vistos esses conceitos gerais, vamos adentrar na disciplina específica da

matéria no NCPC.

2.2 - DISCIPLINA DAS TUTELAS PROVISÓRIAS NO NCPC

Antes de iniciar a análise dos dispositivos do NCPC em relação às tutelas provisórias, vamos destacar duas mudanças importantes que tivemos em relação ao CPC73.

A primeira delas refere-se à unificação do trato na parte geral. O NCPC unifica o tratamento da

temática referente às tutelas provisórias em um único título, a partir do art. 294. Essa disciplina é abordada na parte geral do Código, comum, portanto, tanto à fase de conhecimento como à fase de execução.

Além disso, temos o fim das cautelares em espécie. O NCPC não dispõe de um livro específico para tratar das cautelares em espécie, tal como tínhamos no CPC73. Não temos mais, portanto, dispositivos específicos para tratar do arresto, do sequestro, da caução, da busca e apreensão, da separação de corpos etc.

A supressão dessas cautelares específicas decorreu do fato de que o nosso sistema confere ao

magistrado o poder geral de cautela. Desse modo, não haveria necessidade de uma disciplina específica para temas cautelares. Isso não impede que essas cautelares específicas sejam concedidas, mas o fundamento será extraído do art. 301, do NCPC, que disciplina a temática em termos gerais.

2.2.1 - Disposições Gerais

O NCPC, ao contrário do que tínhamos em relação ao CPC73, consolida a disciplina relativa à tutela

de evidência e agrupa as tutelas de natureza urgentes sob o nome de “tutelas de urgência”.

Assim, essa é a classificação das tutelas adotada pelo NCPC:

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Ricardo Torques Aula 06 1313588 TUTELA PROVISÓRIA tutela de urgência tutela de evidência tutela antecipada tutela
TUTELA PROVISÓRIA
TUTELA PROVISÓRIA
tutela de urgência
tutela de urgência
tutela de evidência
tutela de evidência
tutela antecipada
tutela antecipada
tutela cautelar
tutela cautelar

O que justifica a denominação de tutela de urgência com dois subgêneros é o fato de que ambas estão condicionadas ao perigo da demora (periculum in mora). É justamente isso que trata do art. 294, caput, do NCPC.

Art. 294. A tutela provisória pode fundamentar-se em urgência ou evidência.

Parágrafo único.

antecedente ou incidental.

A tutela provisória de urgência, cautelar ou antecipada, pode ser concedida em caráter

Na sistemática do CPC73, a medida cautelar era antecedente. Assim, antes de ingressar com a demanda principal, a parte ajuizava uma ação cautelar preparatória a fim de obter a garantia do direito e, após, ajuizava a ação principal. Além disso, em relação à tutela antecipada, tínhamos o ajuizamento da ação principal e, em pedido preliminar, o pedido antecipado.

Essa distinção não existe mais no NCPC. Tanto no caso de tutela cautelar como nas hipóteses de tutela antecipada é possível o pedido antecedente, preparatório. No caso específico da tutela antecipada, uma vez concedida, confere-se à parte prazo para que ela possa emendar o pedido, a fim de tornar o pedido antecedente em pedido principal.

Há, portanto, uma sistemática específica em relação à forma de se apresentar os pedidos em juízo.

Nos arts. 295 a 299, todos do NCPC, temos algumas regras gerais específicas:

o art. 295 esclarece que as tutelas provisórias, quando requeridas incidentalmente, não dependem do pagamento de custas:

Art. 295. A tutela provisória requerida em caráter INCIDENTAL independe do pagamento de custas.

As despesas processuais têm por finalidade custear a obtenção da tutela jurisdicional final. Assim, eventual pedido incidente será isento de custas.

o art. 296 aborda o conceito de provisoriedade dessas tutelas, na medida em que podem ser revogadas ou modificadas a qualquer tempo:

Art. 296. A tutela provisória conserva sua eficácia na pendência do processo, mas pode, A QUALQUER TEMPO, ser revogada ou modificada.

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Parágrafo único. SALVO decisão judicial em contrário, a tutela provisória conservará a eficácia durante o período de suspensão do processo.

Apenas para esclarecer: admite-se, em determinadas situações, que as partes convencionem a suspensão do processo. Suspenso o processo, questiona-se: a medida provisória concedida mantém seus efeitos ou também será suspensa? O parágrafo único acima determina que, em regra, os efeitos da tutela provisória permanecem, a não ser que haja decisão expressa do juiz em sentido contrário.

Contudo, simplesmente conceder a tutela provisória poderá não ser eficiente, nesse caso, faz-se necessário dispor de instrumentos a fim de tornar a decisão executável, para garantir a efetividade

da tutela concedida. Nesse contexto, o art. 297 estabelece que o juiz poderá adotar as medidas que

entender necessárias para a efetivação da tutela provisória.

Art. 297. O juiz poderá determinar as medidas que considerar adequadas para efetivação da tutela provisória.

Parágrafo único. A efetivação da tutela provisória observará as normas referentes ao cumprimento provisório da sentença, no que couber.

O dispositivo acima não traz limitações às medidas aplicadas, ele prevê, de modo geral, a

possibilidade de que sejam utilizadas quaisquer medidas executivas, como, por exemplo, a fixação

de multas.

executivas, como, por exemplo, a fixação de multas. De acordo com a doutrina 4 , conclui-se

De acordo com a doutrina 4 , conclui-se que esse dispositivo concede ao julgador “um poder geral de cautela e de efetivação, com a adoção de todas as medidas provisórias idôneas e necessárias para a satisfação ou acautelamento adiantados”.

Veja como o assunto já foi explorado em provas:

”. Veja como o assunto já foi explorado em provas: (MPE-MS/2015/ adaptada ) Julgue: As astreintes

(MPE-MS/2015/adaptada) Julgue:

As astreintes não podem ser fixadas em decisão concessiva de tutela provisória antecipada, uma vez que visam punir a parte que desrespeita a sentença de mérito, podendo ser executada provisoriamente desde que o recurso eventualmente interposto não seja recebido com efeito suspensivo.

Comentários

A assertiva está incorreta, pois o art. 297, do NCPC, é expresso no sentido de permitir a ação de medidas necessárias ao cumprimento, inclusive astreintes (multas).

Sigamos!

4 JR. DIDIER, Fredie. Curso de Direito Processual Civil, volume 1, 18ª edição, rev., atual. e ampl., Bahia: Editora JusPodvim, 2016, 603.

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o art. 298 obriga o magistrado a fundamentar a decisão de tutela provisória de forma clara a precisa, aproximando-se do dever de esclarecimento extraído do princípio da cooperação, previsto expressamente no art. 6º, do NCPC.

Esse dispositivo tem por finalidade evitar decisões monocráticas que simplesmente concedem a tutela provisória com base nos pressupostos legais sem expor qualquer fundamentação mais aprofundada e completa.

Dessa forma, a decisão deve ser fundamentada de forma clara e precisa.

Art. 298. Na decisão que conceder, negar, modificar ou revogar a tutela provisória, o juiz motivará seu convencimento de modo claro e preciso.

juiz motivará seu convencimento de modo claro e preciso .  A tutela provisória poderá ser

A tutela provisória poderá ser concedida de forma antecedente ou no curso da ação. Nesse contexto, o art. 299 disciplina que se a tutela for concedida no curso da ação, naturalmente, deve ser requerida ao juiz competente para a causa. Quando se tratar de tutela provisória de caráter antecedente, deverá ser endereçada diretamente ao magistrado que será competente para analisar a futura ação principal.

Art. 299. A tutela provisória será requerida ao juízo da causa e, quando antecedente, ao juízo competente para conhecer do pedido principal.

Em relação aos processos que tramitam perante tribunais, estabelece o parágrafo único que, tanto nos processos de natureza originária (que começam perante o tribunal) como os processos que chegam ao tribunal por intermédio de recurso, se houver requerimento de tutela provisória, quem deverá analisar o pedido é o órgão responsável pela decisão de mérito da ação originária ou do recurso. Assim, se a competência para julgar o processo for de determinada turma, órgão especial ou do pleno do tribunal, a decisão de mérito competirá à turma, ao órgão especial ou ao pleno, respectivamente, a decisão de requerimentos de tutelas provisórias.

Parágrafo único. RESSALVADA disposição especial, na ação de competência originária de tribunal e nos recursos a tutela provisória será requerida ao órgão jurisdicional competente para apreciar o mérito.

Para fins de prova

competente para apreciar o mérito . Para fins de prova Direito Processual Civil p/ TJ-AM (Assistente

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DISPOSIÇÕES GERAIS

 

A tutela provisória divide-se em tutela de urgência (que engloba a tutela antecipada e cautelar) e as tutelas e de evidência. As tutelas de urgência (tutela antecipada e cautelar) podem ser antecedentes ou incidental.

As tutelas provisórias incidentais independem do pagamento de custas.

As tutelas provisórias podem ser revogadas ou alteradas a qualquer tempo. As tutelas provisórias conservam a eficácia durante o período de suspensão do processo, exceto decisão judicial em sentido contrário. O juiz poderá determinar as medidas necessárias para efetivação de tutelas provisórias concedidas, inclusive, os instrumentos previstos para o cumprimento provisório de sentença. As decisões que envolvem tutelas provisórias devem ser claras e precisas (princípio da cooperação).

Veja como o assunto já foi explorado em provas:

Veja como o assunto já foi explorado em provas: (TRT15ªR-SP/2015/ adaptada ) Acerca da antecipação dos
(TRT15ªR-SP/2015/ adaptada ) Acerca da antecipação dos efeitos da tutela, considere: I. É possível a

(TRT15ªR-SP/2015/adaptada) Acerca da antecipação dos efeitos da tutela, considere:

I. É possível a antecipação dos efeitos da tutela em sentença, desde que satisfeitos os requisitos legais.

II. Não é possível antecipação dos efeitos da tutela sem comprovação de periculum in mora.

III. O Código de Processo Civil admite expressamente a concessão de tutela antecipada ex officio.

Está correto o que consta APENAS em

a) I.

b) II e III.

c) I e III.

d) I e II.

e) III.

Comentários

O item I está correto. Embora não haja previsão específica no NCPC, o entendimento da

doutrina majoritária é no sentido de que o juiz poderá conceder a tutela provisória em sentença, até mesmo para impedir o efeito suspensivo da apelação.

O item II está incorreto, pois é admissível a antecipação dos efeitos da tutela na hipótese de

tutela de evidência.

O item III está incorreto, pois não há mais previsão para a concessão de ofício da tutela

provisória antecipada, embora possa sugerir à parte que o faça, em respeito ao princípio da

cooperação e da demanda.

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Portanto, a alternativa A está correta e é o gabarito da questão.

Confira mais uma questão.

nas disposições do Código de Processo Civil

aplicável, analise as assertivas abaixo.

O objetivo da antecipação dos efeitos da tutela é entregar ao autor a própria pretensão deduzida em juízo ou os seus efeitos.

Comentários

Está correta a assertiva. É exatamente esse o objetivo da tutela de urgência provisória.

(TRT-21ªR-RN/2015/adaptada)

Com base

Antes de passarmos adiante na análise da disciplina das tutelas de urgência no NCPC, vamos tratar de dois pontos doutrinários relevantes: requerimento e fungibilidade.

2.2.2 - Requerimento

Ao contrário do que tínhamos em relação ao CPC73, o NCPC não prevê a possibilidade de concessão de ofício da tutela provisória. Logo, não poderá o magistrado, mesmo que entenda presentes os pressupostos, conceder uma tutela provisória sem requerimento da parte (ou seja, conceder de ofício) 5 .

Portanto, o entendimento atual é no sentido de que a tutela provisória está circunscrita ao princípio da demanda, de modo que a parte deverá requerê-la expressamente.

Isso, contudo, não impede que o magistrado, ciente da situação fática envolvida no processo à luz do princípio da cooperação , consulte a parte interessada para que requeira a tutela. É o que nos ensina a doutrina 6 :

) (

a parte provisoriamente, consultá-la a respeito de seu interesse na obtenção de uma tutela sumária (art. 6º, CPC). Não pode o juiz, porém, antecipar a tutela de ofício (seja satisfativa, seja cautelar), dado o regime de responsabilidade objetiva inerente à sua fruição (art. 302, CPC), o qual a parte pode não ter interesse em submeter-se.

tem em conta a estrutura cooperativa do novo processo civil, pode o juiz, percebendo que é possível tutelar

2.2.3 - Fungibilidade

No CPC73 tínhamos regra específica de fungibilidade entre a tutela antecipada e a cautelar. Pela sistemática anterior, se a parte equivocadamente ingressasse com uma ação cautelar, mas o magistrado, ao analisar o pedido, entendesse que se tratava em verdade de pedido antecipatório, aplicava a regra da fungibilidade e, se estivessem presentes os pressupostos, concederia a tutela antecipada.

5 JR. DIDIER, Fredie. Curso de Direito Processual Civil, volume 1, 18ª edição, rev., atual. e ampl., Bahia: Editora JusPodvim, 2016, p. 606.

6 MARINONI, Luiz Guilherme, ARENHART, Sérgio Cruz e MITIDIERO, Daniel. Código de Processo Civil Comentado, 2ª edição, rev., ampl. e atual., São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2016, p. 377/8.

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No NCPC não temos essa regra, tal como disposta no Código anterior.

Contudo, o entendimento da doutrina 7 é no sentido de que é possível transmudar-se uma tutela em outra, não com fundamento em regra de fungibilidade, mas pela “necessidade de aproveitamento dos atos processuais por força do princípio da duração razoável do processo e da necessidade de promoção da economia processual dele decorrente e a necessidade de se privilegiar a proteção de decisão de mérito em detrimento de decisões puramente formais para a causa”.

Observe-se, ainda, que a fungibilidade é aplicada de forma expressa para as tutelas de urgência de caráter antecedente, com base no parágrafo único do art. 305, conforme veremos adiante.

2.2.4 - Legitimidade

Quando falamos em tutelas provisórias, pensamos sempre que ela será requerida pelo autor. Assim,

o autor, diante do risco da demora ou da probabilidade do direito, pode requerer uma das espécies de tutelas provisórias.

Contudo, como ressalta a doutrina 8 , “todo aquele que alega ter direitos à tutela jurisdicional

(definitiva) está legitimado a requerer a antecipação provisória dos seus efeitos”. Portanto, o autor,

o réu e os terceiros intervenientes possuem legitimidade para requerer tais tutelas. O mesmo ocorre em relação ao Ministério Público, tanto quando atuar como parte como na função de fiscal da ordem jurídica.

2.3 - TUTELAS DE URGÊNCIA

A tutela de urgência está disciplinada no NCPC entre os arts. 300 e 310. Nos primeiros dispositivos

temos algumas regras de caráter geral, após, o NCPC se ocupa de regrar a tutela de urgência

antecipada e, na sequência, a tutela de urgência cautelar.

2.3.1 - Disposições Gerais

Conforme já explicitado, a tutela de urgência é concedida sempre que houver elementos que evidenciem que a não concessão possa implicar perigo de dano, ou risco ao resultado útil do processo.

É o que dispõe o art. 300, do NCPC, veja:

Art. 300. A tutela de urgência será concedida quando houver elementos que evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo.

Veja como o assunto já foi explorado em provas:

7 MARINONI, Luiz Guilherme, ARENHART, Sérgio Cruz e MITIDIERO, Daniel. Código de Processo Civil Comentado, 2ª edição, rev., ampl. e atual., São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2016, p. 378.

8 JR. DIDIER, Fredie. Curso de Direito Processual Civil, volume 1, 18ª edição, rev., atual. e ampl., Bahia: Editora JusPodvim, 2016, p. 587.

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Ricardo Torques Aula 06 1313588 (MPT/2015) Com base no Código de Processo Civil, julgue: Na decisão

(MPT/2015) Com base no Código de Processo Civil, julgue:

Na decisão que conceder tutela de urgência, o juiz indicará, de modo claro e preciso, as razões do seu convencimento, mas não concederá a medida quando houver perigo de irreversibilidade do provimento antecipado.

Comentários

Está correta a assertiva em face do que prevê o art. 298, do NCPC, que declina que a “decisão que conceder, negar, modificar ou revogar a tutela provisória, o juiz motivará seu convencimento de modo claro e preciso. Além disso, de acordo com o art. 300, §1º, prevê que “a tutela de urgência de natureza antecipada não será concedida quando houver perigo de irreversibilidade dos efeitos da decisão.

Vamos aprofundar um pouco o conteúdo?

Primeiramente devemos lembrar que a tutela de urgência abrange tanto a tutela antecipada como a cautelar. De acordo com a doutrina, quando o NCPC se refere a “perigo de dano” está abordando a concessão da tutela de urgência de natureza antecipada (satisfativa); ao passo que quando se reporta à expressão “risco ao resultado útil do processo”, temos campo para tutela de urgência de natureza cautelar (conservativa).

Essa possível associação feita pelo legislador é criticada pela doutrina. Afirmam, em síntese, que a tutela de urgência antecipada não deve ser concedida apenas com a hipótese de dano. Além disso, critica-se o fato de associarem a tutela de urgência cautelar à necessidade de conservar o processo, quando deveria visar à proteção do direito. Como sucedâneo do conceito legal, sugere-se 9 :

A tutela provisória é necessária simplesmente porque não é possível esperar, sob pena de o ilícito ocorrer, continuar ocorrendo, ocorrer novamente, não ser removido ou de dano não ser reparado ou de reparável no futuro. Assim, é preciso ler as expressões perigo de dano e risco ao resultado útil do processo como alusões ao perigo da demora. Vale dizer: há urgência quando a demora pode comprometer a realização imediata ou futura do direito.

Nesse contexto, para a prova, que é o que realmente importa para nós, primeiramente devemos assinalar a alternativa que fizer referência à literalidade expressa do dispositivo. Se a questão se referir ao entendimento doutrinário, devemos considerar que a tutela de urgência decorre do perigo da demora (periculum in mora).

Assim:

decorre do perigo da demora ( periculum in mora ). Assim: 9 MARINONI, Luiz Guilherme, ARENHART,

9 MARINONI, Luiz Guilherme, ARENHART, Sérgio Cruz e MITIDIERO, Daniel. Código de Processo Civil Comentado, 2ª edição, rev., ampl. e atual., São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2016, p. 383.

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“perigo de dano” para a literalidade do NCPC “risco ao resultado útil do processo” TUTELA
“perigo de dano”
para a literalidade do NCPC
“risco ao resultado útil do
processo”
TUTELA DE URGÊNCIA
para a doutrina
“perigo da demora” (periculum
in mora)

Nesse sentido, segundo Fredie Didier Jr. 10 :

A tutela provisória de urgência pressupõe, também, a existência a de elementos que evidenciem o perigo que a demora no oferecimento da prestação jurisdicional (periculum in mora) representa para a efetividade da jurisdição e a eficaz realização do direito.

Esse perigo deve ser:

concreto, ou seja, certo;

atual, ou seja, que está na iminência de ocorrer; e

grave, vale dizer, com aptidão para prejudicar ou impedir a fruição de direitos.

Afirma-se, também, que toda tutela provisória depende de configuração da probabilidade do direito, vale dizer, há de se verificar a plausibilidade do direito a ser provisoriamente satisfeito ou realizado. Para tanto, inicialmente, deve-se verificar a verossimilhança fática do alegado e, em sequência, a plausibilidade jurídica.

Além do perigo da demora, da plausibilidade do direito, o último requisito apontado pela doutrina, que pode configurar a possibilidade de concessão da tutela de urgência, é a irreparabilidade do dano ou, pelo menos, deve o dano tratar-se de difícil reparação.

Em regra, portanto

periculum in mora; ou

PARA CONFIGURAÇÃO DA TUTELA DE URGÊNCIA
PARA CONFIGURAÇÃO DA
TUTELA DE URGÊNCIA

plausibilidade do

direito; e

irreparabilidade do dano ou de difícil reparação

10 JR. DIDIER, Fredie. Curso de Direito Processual Civil, volume 1, 18ª edição, rev., atual. e ampl., Bahia: Editora JusPodvim, 2016, 610.

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Como a concessão de tutela antecipada implica riscos, pois a cognição é sumária, poderá o magistrado exigir caução.

A cognição aprofundada depende do desenvolvimento do procedimento em contraditório e análise

aprofundada da matéria probatória pelo magistrado. Na tutela provisória, a urgência da demanda requer que seja concedido o direito à luz das informações apresentadas na peça inicial e, no máximo, com base na justificação da parte contrária. Logo, a decisão é denominada de precária.

Em face disso, exceto se tratar de pessoa hipossuficiente economicamente, o magistrado poderá exigir caução a fim de minimizar os riscos da concessão provisória da tutela.

1 o Para a concessão da tutela de urgência, o juiz pode, conforme o caso, exigir caução real ou fidejussória idônea para ressarcir os danos que a outra parte possa vir a sofrer, podendo a caução ser DISPENSADA se a parte economicamente hipossuficiente não puder oferecê-la.

§

O §2º prevê duas formas de concessão da tutela de urgência:

sem a oitiva da parte contrária (inauditera altera pars ou in limine); ou

com a notificação da parte contrária para apresentar pedido de justificação em face do requerimento provisório deduzido.

Veja:

§

2 o A tutela de urgência pode ser concedida liminarmente ou após justificação prévia.

A concessão da tutela de uma ou outra forma dependerá de decisão do magistrado, que irá se basear nas peculiaridades do caso concreto.

Para finalizar o dispositivo, note que o §3º impõe uma limitação à concessão de tutela de urgência de caráter antecipatório: a irreversibilidade dos efeitos da decisão. Essa limitação NÃO se aplica às tutelas de urgência de caráter cautelar, mas apenas às tutelas antecipadas.

§ 3 o A tutela de urgência de natureza antecipada NÃO será concedida quando houver perigo de irreversibilidade dos efeitos da decisão.

Assim, a tutela provisória antecipada concedida à parte deve poder ser revertida, ou seja, deve haver

a possibilidade de que as partes retornem ao status quo em caso de decisão definitiva que reverta a concessão provisória.

O art. 301 ratifica o que dissemos no início. Não existe mais regras específicas acerca das cautelares,

mas apenas a disciplina geral que estudamos nesta aula. Ao contrário do CPC73, que expressamente

abordava cautelares específicas, no NCPC elas não mais existem.

A tutela de urgência de natureza cautelar pode ser efetivada mediante arresto, sequestro,

arrolamento de bens, registro de protesto contra alienação de bem e qualquer outra medida idônea para asseguração do direito.

Assim

Art. 301.

idônea para asseguração do direito . Assim Art. 301. Direito Processual Civil p/ TJ-AM (Assistente Judiciário)

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A TUTELA DE URGÊNCIA DE NATUREZA CAUTELAR É UTILIZADA PARA • arrestos • sequestros •
A TUTELA DE URGÊNCIA DE NATUREZA CAUTELAR É UTILIZADA PARA • arrestos • sequestros •
A TUTELA DE URGÊNCIA DE NATUREZA CAUTELAR É UTILIZADA PARA • arrestos • sequestros •

A TUTELA DE URGÊNCIA DE NATUREZA CAUTELAR É UTILIZADA PARA

A TUTELA DE URGÊNCIA DE NATUREZA CAUTELAR É UTILIZADA PARA • arrestos • sequestros • arrolamento

arrestos sequestros arrolamento de bens registro de protesto contra alimentação de bem QUALQUER outra medida idônea para assegurar o direito

de bens • registro de protesto contra alimentação de bem • QUALQUER outra medida idônea para
de bens • registro de protesto contra alimentação de bem • QUALQUER outra medida idônea para
de bens • registro de protesto contra alimentação de bem • QUALQUER outra medida idônea para

Veja que a última hipótese traz uma regra geral, que amplia a possibilidade de concessão de cautelares, na medida em que forem identificadas as situações necessárias no caso concreto.

Além disso, é importante conhecer:

no caso concreto. Além disso, é importante conhecer: A RRESTO Medida cautelar que tem por objetivo

ARRESTO

Medida cautelar que tem por objetivo resguardar o direito à tutela ressarcitória, em razão de perigo de algum dano. Objetiva, portanto, resguardar futura execução por QUANTIA.

SEQUESTRO

Medida cautelar que tem por finalidade proteger o direito à coisa de um perigo de dano. Objetiva, portanto, resguardar futura entrega de COISA.

Objetiva, portanto, resguardar futura entrega de COISA . Medida cautelar que visa assegurar os frutos de

Medida cautelar que visa assegurar os frutos de determinada tutela em razão de um perigo de dano. Objetiva, portanto, EVITAR TRANSFERÊNCIA supostamente indevida de bem sujeito a registro.

ARROLAMENTO DE BENS

Medida cautelar que tem por finalidade apreender, descrever e depositar a universalidade de bens que está exposta a risco de dano. Objetiva, portanto, garantir futura PARTILHA DE BENS.

PROTESTO CONTRA ALIENAÇÃO DE BENS

Por se tratar de medida de caráter provisório, a concessão de tutela provisória gera responsabilidade do requerente. Veja:

Art. 302.

efetivação da tutela de urgência causar à parte adversa, SE:

I - a sentença lhe for desfavorável;

II - obtida liminarmente a tutela em caráter antecedente, não fornecer os meios necessários para a citação do requerido no prazo de 5 (cinco) dias;

III - ocorrer a cessação da eficácia da medida em qualquer hipótese legal;

IV - o juiz acolher a alegação de decadência ou prescrição da pretensão do autor.

INDEPENDENTEMENTE da reparação por dano processual, a parte responde pelo prejuízo que a

Parágrafo único. A indenização será liquidada nos autos em que a medida tiver sido concedida, sempre que possível.

De acordo com a doutrina, temos hipóteses de responsabilidade objetiva e subjetiva. Vamos sistematizar!

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Ricardo Torques Aula 06 1313588 RESPONSABILIDADE OBJETIVA  Não fornecimento de meios suficientes à citação

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RESPONSABILIDADE

OBJETIVA

Não fornecimento de meios suficientes à citação do requerido no prazo de 5 dias, após a concessão da tutela de urgência.

Veja que, nesse caso, basta o decurso do prazo para que haja configuração da responsabilidade da parte.

Cassação da tutela provisória de urgência.

Independentemente do motivo que levar à revogação, a cassação da liminar gerará responsabilidade da parte, de forma objetiva, a favor de quem fora concedida.

SUBJETIVA

Sentença desfavorável.

Nesse caso, inicialmente a tutela era provável, contudo, em cognição exauriente, conclui-se improcedente o pedido.

Sentença resolutória com mérito, em razão do acolhimento de prescrição ou decadência.

Caso o juiz, apreciando melhor a celeuma ao final do processo, conceda sentença desfavorável à parte autora (ainda que acolhendo a prescrição ou decadência), somente haverá responsabilização da parte se demonstrar dolo ou culpa ao pedir a tutela provisória.

Note que, nessas duas hipóteses de responsabilização subjetiva, a tutela provisória foi alterada em razão do exercício da atividade jurisdicional de forma que não justifica a responsabilização direta, objetiva.

2.3.2 - Tutela antecipada requerida em caráter antecedente

No CPC73, o requerimento de tutela antecipada era formulado de forma preliminar em ação ajuizada, com o objetivo de atingir a decisão final de mérito. Assim, o magistrado recebia a ação, analisava o requerimento de tutela antecipada e dava seguimento ao processo.

No NCPC há a tentativa de facilitar o requerimento da tutela antecipada, que poderá ser formulada em caráter antecedente. Logo, temos efetivamente o ajuizamento de uma ação inicial sumarizada (simplificada) cujo pedido principal é a concessão da tutela antecipada.

Para tanto, essa ação inicial sumarizada deve observar seis requisitos, declinados no caput, do art. 303, do NCPC.

Art. 303.

LIMITAR-SE ao requerimento da tutela antecipada e à indicação do pedido de tutela final, com a exposição da lide, do direito que se busca realizar e do perigo de dano ou do risco ao resultado útil do processo.

§

Nos casos em que a urgência for contemporânea à propositura da ação, a petição inicial pode

1 o CONCEDIDA a tutela antecipada a que se refere o caput deste artigo:

I - o autor deverá ADITAR a petição inicial, com a complementação de sua argumentação, a juntada de novos documentos e a confirmação do pedido de tutela final, em 15 (quinze) dias ou em outro prazo maior que o juiz fixar;

II - o réu será citado e intimado para a audiência de conciliação ou de mediação na forma do art. 334;

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III - NÃO havendo autocomposição, o prazo para contestação será contado na forma do art. 335.

2 o NÃO realizado o aditamento a que se refere o inciso I do § 1 o deste artigo, o processo será extinto sem resolução do mérito.

3 o O aditamento a que se refere o inciso I do § 1 o deste artigo dar-se-á nos mesmos autos, sem incidência de novas custas processuais.

4 o Na petição inicial a que se refere o caput deste artigo, o autor terá de indicar o valor da causa, que deve levar em consideração o pedido de tutela final.

§ 5 o O autor indicará na petição inicial, ainda, que pretende valer-se do benefício previsto no caput deste artigo.

§ 6 o Caso entenda que NÃO HÁ ELEMENTOS PARA A CONCESSÃO de tutela antecipada, o órgão jurisdicional

determinará a emenda da petição inicial em até 5 (cinco) dias, sob pena de ser indeferida e de o processo ser extinto sem resolução de mérito.

§

§

§

Portanto, a parte deverá peticionar com:

a informação de que se trata de uma tutela provisória de urgência de natureza antecipada;

a informação de qual a pretensão final, para que seja possível verificar a correspondência entre a tutela

inicial e final;

a indicação do conflito que surgiu;

a referência ao direito que se busca tutelar, denominado tecnicamente de fumus boni iuris;

a menção ao perigo de dano ou risco ao resultado útil do processo, denominado de periculum in mora; e

a indicação do valor da causa, a fim de que possa ser posteriormente emendada e se torne a ação principal.

Esses são, portanto, os requisitos para a postulação antecedente de pedido de tutela antecipada. Encaminhado o processo para o magistrado, podemos ter duas decisões:

CONCESSÃO DA TUTELA

Com a concessão da tutela, o autor será intimado para complementar a argumentação, juntar novos documentos e confirmar o pedido da tutela inicial no prazo de 15 dias.

Em seguida, cita-se o réu para comparecer à audiência de conciliação e de mediação. Se frutífera, o termo da autocomposição será homologado e o processo extinto com resolução de mérito.

Caso não haja autocomposição, o réu sairá intimado da audiência para apresentar a contestação no prazo de 15 dias.

Com isso, o processo seguirá o curso normal.

NÃO CONCESSÃO DA TUTELA

O autor será intimado para emendar a petição inicial no prazo de 5 dias, a fim de que seja dada continuidade à ação na forma regular.

Caso não haja aditamento, o processo será extinto sem julgamento do mérito.

Para a prova

será extinto sem julgamento do mérito. Para a prova Direito Processual Civil p/ TJ-AM (Assistente Judiciário)

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aditamento

prazo de 15 dias

emenda

prazo de 5 dias

aditamento prazo de 15 dias emenda prazo de 5 dias concessiva denegatória DA DECISÃO Não há
aditamento prazo de 15 dias emenda prazo de 5 dias concessiva denegatória DA DECISÃO Não há

concessiva aditamento prazo de 15 dias emenda prazo de 5 dias denegatória DA DECISÃO Não há lógica

denegatóriaprazo de 15 dias emenda prazo de 5 dias concessiva DA DECISÃO Não há lógica na

DA DECISÃO

emenda prazo de 5 dias concessiva denegatória DA DECISÃO Não há lógica na diferença de prazos

Não há lógica na diferença de prazos e expressões utilizados, mas essa é a disciplina do NCPC. Portanto, cuidado com questões literais.

do NCPC. Portanto, cuidado com questões literais. REQUISITOS DA INICIAL SUMARIZADA EM PEDIDO DE TUTELA

REQUISITOS DA INICIAL SUMARIZADA EM

PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA ANTECEDENTE

informação de que se trata de tutela provisória de urgência de natureza antecipada;

pretensão final (correspondência);

conflito

fumus boni iuris

periculum in mora

valor da causa

conflito fumus boni iuris periculum in mora valor da causa Direito Processual Civil p/ TJ-AM (Assistente

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PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA ANTECEDENTE
PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA ANTECEDENTE
CONCESSÃO aditar no prazo de 15 dias
CONCESSÃO
aditar no prazo de 15 dias
citar réu para audiência de conciliação e mediação em caso de autocomposição extingue o processo
citar réu para
audiência de
conciliação e
mediação
em caso de
autocomposição
extingue o processo
com julgamento de
mérito
infrutífera a autocomposição o réu sai intimado para contestar em 15 dias
infrutífera a
autocomposição
o réu sai intimado
para contestar em 15
dias
NÃO CONCESSÃO emendar no prazo de 5 dias
NÃO CONCESSÃO
emendar no prazo de 5 dias
não emendou extingue o processo sem julgamento de mérito
não emendou
extingue o processo
sem julgamento de
mérito
emendou segue o processo
emendou
segue o processo
sem julgamento de mérito emendou segue o processo No art. 304, do NCPC, passamos a tratar

No art. 304, do NCPC, passamos a tratar de uma novidade no direito processual civil: a estabilização da tutela antecipada com caráter antecedente.

Esse dispositivo intenta a estabilização das decisões provisórias. Por exemplo, determinada parte entra com uma ação e pede a tutela antecipada. Se após concedida pelo magistrado, não houver insurgência do réu e nenhum outro pedido da parte autora, a tutela antecipada se estabiliza e torna- se perene.

De acordo com o caput, do art. 304, a estabilização da demanda ocorrerá com a não interposição de recurso, o que implicará a extinção no processo na forma do §1º, do art. 304, do NCPC.

Veja:

Art. 304. A tutela antecipada, concedida nos termos do art. 303, TORNA-SE ESTÁVEL se da decisão que a conceder não for interposto o respectivo recurso.

§ 1 o No caso previsto no caput, o processo será extinto.

Assim, da concessão da tutela antecipada, o réu deverá interpor o recurso no caso o agravo de instrumento sob pena de estabilização da tutela antecipada. Como a tutela antecipada é provisória, admite-se, a qualquer tempo, que o réu ingresse com pedido revisional dessa tutela, a fim de modificá-la ou extingui-la.

Esse dispositivo é criticado pela doutrina, pois não atende a algumas situações específicas. De todo modo, para fins de prova, devemos nos pautar pela legalidade.

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(i) a estabilização ocorre apenas no pedido de tutela antecipada antecedente, pois não há previsão para a estabilização no caso de a tutela antecipada constar de pedido preliminar no bojo de ação principal ajuizada.

Além disso, é importante destacar que a estabilização da demanda não se aplica à tutela provisória de natureza cautelar, pois ela tem caráter conservativo e não satisfativo.

Do mesmo modo, por faltar previsão, não se fala em aplicação da estabilização da demanda em tutela de evidência.

Assim, não obstante as dúvidas que ainda pairam sobre o assunto, para a prova

as dúvidas que ainda pairam sobre o assunto, para a prova A ESTABILIZAÇÃO DA DEMANDA APLICA-SE

A ESTABILIZAÇÃO DA DEMANDA APLICA-SE APENAS À TUTELA PROVISÓRIA ANTECIPADA ANTECEDENTE.

(ii) outro ponto importante é o fato de que o caput afirma que o recurso impede a estabilização. Literalmente, o recurso cabível dessa decisão interlocutória que concede a tutela antecipada antecedente é o agravo de instrumento.

Contudo, e se a parte apresentar contestação à ação? Não haveria estabilização?

1ª CORRENTE apenas o agravo de instrumento é capaz de evitar a estabilização da tutela antecipada antecedente, muito embora sejam admitidos sucedâneos de insurgência, como o mandado de segurança ou a reclamação.

2º CORRENTE qualquer meio de impugnação, abrangendo além do agravo de instrumento a contestação.

Não há uma corrente dominante, de modo que, enquanto não houver posicionamento explícito do STJ, devemos seguir a literalidade e, portanto, a 1ª corrente, que não admite a contestação como meio de evitar a estabilização da lide.

Na sequência, vejamos os §§ 2º a 4º, que disciplinam a revisão da tutela antecipada:

2 o Qualquer das partes poderá demandar a outra com o intuito de rever, reformar ou invalidar a tutela antecipada estabilizada nos termos do caput.

3 o A tutela antecipada conservará seus efeitos enquanto não revista, reformada ou invalidada por decisão de mérito proferida na ação de que trata o § 2 o .

4 o Qualquer das partes poderá requerer o desarquivamento dos autos em que foi concedida a medida, para

instruir a petição inicial da ação a que se refere o § 2 o , prevento o juízo em que a tutela antecipada foi concedida.

A regra é que a tutela antecipada antecedente estabilizada é provisória e, por isso, poderá ser revisada a qualquer tempo pelas partes. A revisão da tutela antecipada estabilizada dependerá de uma ação, em autos apartados, podendo ser requerido o desarquivamento do processo anterior. Nesse caso, o juízo competente para essa ação será o mesmo juízo da decisão estabilizada.

§

§

§

será o mesmo juízo da decisão estabilizada. § § § Direito Processual Civil p/ TJ-AM (Assistente

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REVISÃO DE TUTELA ANTECIPADA ESTABILIZADA

 

ação a ser ajuizada a qualquer tempo pelas partes será feita em autos apartados

pode ser requerido o desarquivamento do processo anterior para ser usado na instrução

será distribuída ao mesmo juízo que foi competente para a concessão da tutela

Pergunta-se: a tutela antecipada poderá permanecer estabilizada para sempre, permitindo à parte requerer a revisão, a reforma ou a invalidação a qualquer tempo? De acordo com o §5º, do art. 304, a tutela PERMANECERÁ ESTABILIZADA PELO PRAZO DE DOIS ANOS. Decorrido o prazo de dois anos, a tutela antecipada torna-se definitiva.

§ 5 o O direito de rever, reformar ou invalidar a tutela antecipada, previsto no § 2 o deste artigo, extingue-se após 2 (dois) anos, contados da ciência da decisão que extinguiu o processo, nos termos do § 1 o .

Em razão do prazo acima, faz-se outro questionamento: após os dois anos, se não houver pedido revisional da parte interessada, há formação da coisa julgada?

Existem três correntes:

1ª CORRENTE não faz coisa julgada e, portanto, poderá ser revista a qualquer tempo. Registre-se que essa corrente contraria expressamente o §5º, do art. 304, acima citado, que fixa um lapso para a revisão.

2ª CORRENTE não há formação da coisa julgada e também não há possibilidade de ajuizamento de ação rescisória contra essa decisão. O legislador apenas definiu um prazo máximo para a ação revisional.

3ª CORRENTE findo o prazo de dois anos, há formação da coisa julgada material, com possibilidade de ação rescisória caso adentre nas hipóteses legais.

Novamente:

Qual posição adotar para a prova?

Não há consenso para fins de prova de concurso público, nem mesmo questões anteriores retrataram o tema de modo a nos conceder segurança. O entendimento que tende a se consolidar

é no sentido de que não é cabível ação rescisória nos casos de estabilização da tutela antecipada urgência, conforme o Enunciado 33 do Fórum Permanente e Processualistas Civis:

Enunciado 33 do Fórum Permanente e Processualistas Civis

Não cabe ação rescisória nos casos estabilização da tutela antecipada de urgência.

Assim, acreditamos que a 1ª corrente é a que deve prevalecer.

2.3.3 - Tutela cautelar requerida em caráter antecedente

A disciplina da tutela cautelar requerida em caráter antecedente está disciplinada nos arts. 305 ao

310 do NCPC. O caput, do art. 305, indica que a ação cautelar antecedente deve conter:

indicação do conflito e do fundamento;

exposição do direito que se pretende assegurar; e

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exposição do perigo de dano ou do risco ao resultado útil ao processo.

Veja:

Art. 305. A petição inicial da ação que visa à prestação de tutela cautelar em caráter antecedente indicará a lide e seu fundamento, a exposição sumária do direito que se objetiva assegurar e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo.

Parágrafo único. Caso entenda que o pedido a que se refere o caput tem natureza antecipada, o juiz observará o disposto no art. 303.

O parágrafo único alerta para a possibilidade de fungibilidade específica nas medidas antecedentes, não em relação à tutela antecipada e cautelar incidentais. De acordo com a doutrina 11 :

O legislador, ciente das dificuldades que podem surgir na diferenciação da tutela antecipada (satisfativa) e da tutela cautelar, foi cauteloso ao prever a fungibilidade dessas tutelas de urgência requeridas em caráter antecedente, exigindo a prévia e necessária adaptação procedimental.

Veja como o assunto já foi explorado em provas:

Veja como o assunto já foi explorado em provas: (MPE-MS/2015/ adaptada ) Julgue: O Código de

(MPE-MS/2015/adaptada) Julgue:

O Código de Processo Civil não permite a aplicação do princípio da fungibilidade entre a tutela provisória satisfativa e a tutela provisória acautelatória, a não ser na hipótese de concessão antecedente.

Comentários

Está correta a assertiva. Conforme o entendimento da doutrina e do que se extrai do parágrafo único do art. 305, do NCPC, a fungibilidade é específica e admissível tão somente no caso de tutela provisória antecedente.

Sigamos!

Distribuída a ação, o réu será citado para apresentar defesa e indicar as provas que pretende produzir no prazo de 5 dias. Caso não conteste, presumem-se verdadeiros os fatos alegados pelo autor e o processo será remetido à decisão do magistrado no prazo de 5 dias. Assim, a não apresentação da contestação constitui presunção das alegações de fato do demandante da probabilidade para a concessão da medida cautelar.

Confira:

Art. 306. O réu será citado para, no PRAZO DE 5 (CINCO) DIAS, contestar o pedido e indicar as provas que pretende produzir.

Art. 307. NÃO sendo contestado o pedido, os fatos alegados pelo autor presumir-se-ão aceitos pelo réu como ocorridos, caso em que o juiz decidirá dentro de 5 (cinco) dias.

11 JR. DIDIER, Fredie. Curso de Direito Processual Civil, volume 1, 18ª edição, rev., atual. e ampl., Bahia: Editora JusPodvim, 2016, p. 629.

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Parágrafo único. Contestado o pedido no prazo legal, observar-se-á o procedimento comum.

Portanto, desde já, tome nota em relação aos prazos referidos:

PRAZO PARA CONTESTAR E INDICAR PROVAS

5 dias
5 dias

PRAZO PARA O MAGISTRADO DECIDIR EM CASO DE NÃO

MANIFESTAÇÃO DO REQUERIDO

5 dias
5 dias

Se o pedido for contestado, o trâmite da ação seguirá o rito comum. Após o trâmite processual, será proferida sentença a fim de conceder, ou não, a ação cautelar.

Veja como o assunto já foi explorado em provas:

cautelar. Veja como o assunto já foi explorado em provas: (TRT8ªR-PA-AP/2015/adaptada) Sobre o processo cautelar,

(TRT8ªR-PA-AP/2015/adaptada) Sobre o processo cautelar, julgue.

No processo cautelar antecedente o requerido será citado, para, no prazo de 05 dias, contestar o pedido, presumindo-se verdadeiros os fatos alegados pelo requerente, na ausência de contestação.

Comentários

Está correta a assertiva, porque está de acordo com os arts. 306 e 307, ambos do NCPC.

Sigamos!

Concedida a tutela, a parte autora tem o prazo de 30 dias para ajuizar a ação principal, sem necessidade de adiantamento de custas processuais, podendo, inclusive, aditar pedidos na forma do §2º, do art. 308, do NCPC.

O §1º permite à parte formular o pedido principal conjuntamente com o pedido cautelar.

Veja:

Art. 308. Efetivada a tutela cautelar, o pedido principal terá de ser formulado pelo autor no prazo de 30 (trinta) dias, caso em que será apresentado nos mesmos autos em que deduzido o pedido de tutela cautelar, NÃO dependendo do adiantamento de novas custas processuais.

§ 1 o O pedido principal pode ser formulado conjuntamente com o pedido de tutela cautelar.

§ 2 o A causa de pedir poderá ser aditada no momento de formulação do pedido principal.

O dispositivo acima destaca a necessidade de que o pedido principal se refira à tutela cautelar

(referibilidade).

De todo modo, formulado o pedido principal, o magistrado determinará a intimação das partes, por intermédio dos respectivos advogados, para comparecimento à audiência de conciliação e de mediação, sem necessidade de citar o réu.

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Note que o prazo de aditamento da petição inicial é maior na tutela cautelar. O prazo será de 30 dias, enquanto que, na tutela antecipada antecedente, o prazo é de 15 dias para a aditar a petição inicial.

Se infrutífera a conciliação, a parte ré sai do ato processual intimada para contestar a ação no prazo de 15 dias.

3 o Apresentado o pedido principal, as partes serão intimadas para a audiência de conciliação ou de mediação,

§

na forma do art. 334, por seus advogados ou pessoalmente, sem necessidade de nova citação do réu.

§

4 o Não havendo autocomposição, o prazo para contestação será contado na forma do art. 335.

O art. 309, na sequência, arrola em quais hipóteses a eficácia da tutela cautelar cessará:

Art. 309. CESSA a eficácia da tutela concedida em caráter antecedente, SE:

I - o autor NÃO deduzir o pedido principal no prazo legal;

II - NÃO for efetivada dentro de 30 (trinta) dias;

III - o juiz julgar improcedente o pedido principal formulado pelo autor ou extinguir o processo sem resolução de

mérito.

Parágrafo único. Se por qualquer motivo cessar a eficácia da tutela cautelar, é vedado à parte renovar o pedido, salvo sob novo fundamento.

Assim:

CESSA A EFICÁCIA DA TUTELA CAUTELAR • não ajuizamento da ação principal no prazo de
CESSA A EFICÁCIA DA TUTELA CAUTELAR • não ajuizamento da ação principal no prazo de
CESSA A EFICÁCIA DA TUTELA CAUTELAR • não ajuizamento da ação principal no prazo de

CESSA A EFICÁCIA DA TUTELA CAUTELAR

CESSA A EFICÁCIA DA TUTELA CAUTELAR • não ajuizamento da ação principal no prazo de 30

não ajuizamento da ação principal no prazo de 30 dias não efetivação da medida conservativa no prazo de 30 dias improcedência do pedido principal extinção do processo sem resolução do mérito

no prazo de 30 dias • improcedência do pedido principal • extinção do processo sem resolução
no prazo de 30 dias • improcedência do pedido principal • extinção do processo sem resolução
no prazo de 30 dias • improcedência do pedido principal • extinção do processo sem resolução

Veja como o assunto já foi explorado em provas:

do mérito Veja como o assunto já foi explorado em provas: (TRT8ªR-PA-AP/2015/adaptada) Sobre o processo cautelar,

(TRT8ªR-PA-AP/2015/adaptada) Sobre o processo cautelar, julgue.

Cessa a eficácia da tutela provisória cautelar se a parte não intentar a ação principal no prazo de 30 dias, contados da efetivação da medida, se esta não for executada dentro de 30 dias ou se o juiz declarar extinto o processo principal, com ou sem julgamento do mérito, mas, cessada

a medida por qualquer desses motivos, a parte pode intentar nova ação e repetir o pedido com os mesmos fundamentos.

Comentários

Está incorreta a assertiva, uma vez que, na parte final contrária, o parágrafo único do art. 309, do NCPC, prevê que, por qualquer motivo, a eficácia da tutela cautelar cessará, sendo vedado

à parte renovar o pedido, a não ser que haja novo fundamento.

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Para encerrar o tópico, confira o art. 310, do NCPC:

Art. 310. O indeferimento da tutela cautelar NÃO OBSTA a que a parte formule o pedido principal, NEM influi no julgamento desse, SALVO se o motivo do indeferimento for o reconhecimento de decadência ou de prescrição.

Para a prova

não impede o ajuizamento da ação

não impede o ajuizamento da ação

principal

não impede o ajuizamento da ação principal
não impede o ajuizamento da ação principal
não impede o ajuizamento da ação principal

não influencia o

julgamento da ação

principal

exceto no caso de reconhecimento de

prescrição ou decadência

no caso de reconhecimento de prescrição ou decadência O INDEFERIMENTO DA TUTELA CAUTELAR Veja como o
no caso de reconhecimento de prescrição ou decadência O INDEFERIMENTO DA TUTELA CAUTELAR Veja como o

O INDEFERIMENTO DA TUTELA CAUTELAR

Veja como o assunto já foi explorado em provas:

CAUTELAR Veja como o assunto já foi explorado em provas: (TRT8ªR-PA-AP/2015/adaptada) Sobre o processo cautelar,

(TRT8ªR-PA-AP/2015/adaptada) Sobre o processo cautelar, julgue.

O indeferimento da tutela provisória cautelar não obsta a que a parte intente a ação principal, nem influi no julgamento desta, salvo se o juiz, no procedimento cautelar, acolher a alegação de decadência ou de prescrição do direito do autor.

Comentários

Está correta a assertiva, que está de acordo com o art. 310, do NCPC.

Confira outra questão.

(OAB/XVI Exame/2015/adaptada) Alan ajuizou ação provisória cautelar antecedente em face de Roberta, obtendo deferimento de pedido liminar para indisponibilizar a venda de veículos de propriedade da ré. De posse da decisão liminar, Alan protocolizou ofício junto ao órgão competente em 30 de janeiro, tendo a liminar sido efetivada em 10 de fevereiro, ou seja, quatro dias antes da citação de Roberta. As datas citadas eram dias úteis.

Com base na hipótese narrada, assinale a afirmativa correta.

a) O ajuizamento da ação principal dentro do prazo legal veda ao magistrado revogar a tutela

provisória antes da sentença de mérito.

b) O ajuizamento da ação principal no dia 14 de março acarreta a perda da eficácia da tutela

provisória deferida e a extinção da ação cautelar.

c) A eventual falta de diligência de Alan ao inobservar o prazo legal para execução da decisão

acautelatória acarretará a automática extinção dos processos cautelar e principal.

d) O indeferimento do pedido acautelatório formulado por Alan obsta o ajuizamento da ação

principal, por falta de interesse.

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Comentários

A alternativa A está incorreta, a tutela provisória poderá ser alterada ou modificada a qualquer

tempo, não havendo possibilidade de vedação ao magistrado quanto à possibilidade de revogá- la.

A alternativa B está correta e é o gabarito da questão, pois, se ajuizada apenas no dia 14 de

março, haverá transcorrido mais de 30 dias, o que implica a perda automática da eficácia da

cautelar e a extinção do processo cautelar sem julgamento do mérito.

A alternativa C está incorreta, pois não existe regramento nesse sentido no NCPC.

A alternativa D está incorreta, pois o indeferimento do pedido acautelatório não impede o

ajuizamento da ação principal.

Esquematizando o procedimento

da ação principal. Esquematizando o procedimento Direito Processual Civil p/ TJ-AM (Assistente Judiciário)

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TUTELA CAUTELAR ANTECEDENTE ajuizamento do pedido (conflito, fundamento, direito a ser conservado, perigo do dano
TUTELA CAUTELAR
ANTECEDENTE
ajuizamento do pedido (conflito, fundamento, direito a ser conservado, perigo do dano e risco ao
resultado útil do processo)
citação para
manifestar/provas em 5 dias
não apresentou defesa juiz decide em 5 dias prazo de 30 dias para o autor
não apresentou defesa
juiz decide em 5 dias
prazo de 30 dias para o autor
efetivar a eficácia da tutela
concedida
apresentou defesa o processo segue regularmente
apresentou defesa
o processo segue
regularmente
não efetivou efetivou cessa a eficácia da ação cautelar prazo de 30 dias para ajuizar
não efetivou
efetivou
cessa a eficácia da ação
cautelar
prazo de 30 dias para ajuizar
ação principal
ajuizada, as partes são intimadas para audiência e conciliação
e mediação

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em caso de autocomposição extingue o processo com julgamento de mérito
em caso de autocomposição
extingue o processo com
julgamento de mérito
infrutífera a autocomposição o réu sai intimado para contestar em 15 dias
infrutífera a autocomposição
o réu sai intimado para
contestar em 15 dias

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2.4 - TUTELA DE EVIDÊNCIA

A tutela de evidência trabalha com a ideia de que a probabilidade do direito do autor é alta e a

defesa possui pouca seriedade a fim de poder influenciar o provimento final. Desse modo, a concessão da tutela de evidência independe de demonstração do perigo de dano ou de risco ao resultado útil do processo.

A probabilidade do direito para a concessão da tutela de evidência deve ser altíssima, de modo que

a doutrina tem se manifestado no sentido de que a verossimilhança para a concessão da tutela de

evidência deve ser muito superior àquela verificada na prática quando do requerimento formulado

pela parte em tutelas de urgência.

Segundo a doutrina 12 :

É técnica que serve à tutela provisória, fundada em cognição sumária: a antecipação provisória dos efeitos da

tutela satisfativa. Aqui surge a chamada tutela provisória de evidência. Nestes casos, a evidência se caracteriza

com conjugação de dois pressupostos: prova das alegações de fato e probabilidade de acolhimento da pretensão processual.

Para nosso estudo é relevante compreender bem as quatro hipóteses descritas no art. 311, do NCPC:

Art. 311. A tutela da evidência será concedida, INDEPENDENTEMENTE da demonstração de perigo de dano ou de risco ao resultado útil do processo, QUANDO:

I - ficar caracterizado o abuso do direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório da parte;

II - as alegações de fato puderem ser comprovadas apenas documentalmente e houver tese firmada em julgamento de casos repetitivos ou em súmula vinculante;

III - se tratar de pedido reipersecutório fundado em prova documental adequada do contrato de depósito, caso

em que será decretada a ordem de entrega do objeto custodiado, sob cominação de multa;

IV - a petição inicial for instruída com prova documental suficiente dos fatos constitutivos do direito do autor,

a que o réu não oponha prova capaz de gerar dúvida razoável.

Parágrafo único. Nas hipóteses dos incisos II e III, o juiz poderá decidir liminarmente.

Antes de analisar cada uma dessas hipóteses, cumpre observar que não existe impedimento para que procedimentos específicos disciplinem outras hipóteses de tutela de evidência.

Vejamos as hipóteses do NCPC:

Abuso do direito de defesa ou de manifesto propósito protelatório do réu.

Nesse caso, é necessário ouvir o réu para a concessão da tutela de evidência, não podendo ser concedida liminarmente.

Trata-se de uma hipótese em que a tutela de evidência é concedida com intuito punitivo, como uma sanção à parte que agir de má-fé ou que provoque empecilhos ao regular andamento do processo, capazes de comprometer a celeridade e lealdade processuais.

12 JR. DIDIER, Fredie. Curso de Direito Processual Civil, volume 1, 18ª edição, rev., atual. e ampl., Bahia: Editora JusPodvim, 2016, 631.

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Cita-se, como exemplo, o fornecimento de endereços errados ou incompletos a fim de dificultar a intimação da testemunha. Outro exemplo referido pela doutrina é a retirada dos autos físicos do cartório e a não devolução pela parte, não obstante intimação para devolução.

Alegações de fato comprovadas apenas com documentos e tese firmada em julgamento de casos repetitivos ou em súmula vinculante.

Atenção aos conectivos!

ou em súmula vinculante. Atenção aos conectivos! fato comprovado documentalmente E tese firmada em

fato comprovado documentalmente

E

tese firmada em julgamento repetitivo

OU

súmula

vinculante

Importante destacar que, nesse caso, admite-se a concessão da medida em caráter liminar, em razão do que dispõe o parágrafo único do art. 311, do NCPC.

ação de depósito, quando quem está com algum bem em razão de contrato de depósito e não o entrega a quem de direito na forma e nos prazos devidos, poderá a parte demandar tutela de evidência com a cominação de multa em caso de não devolução no prazo fixado.

Do mesmo modo, também se admite a concessão da medida em caráter liminar, em razão do que dispõe o parágrafo único do art. 311, do NCPC.

petição instruída com prova documento suficiente dos fatos constitutivos sem oposição razoável do réu.

Note que, nesse caso, não é necessário haver entendimento jurisprudencial em caso repetitivo ou súmula vinculante para subsidiar o pedido.

Para concessão da tutela de evidência, conforme a referida hipótese, faz-se necessário:

prova documental;

incapacidade de o réu, documentalmente, causar qualquer dúvida à evidência do direito ou, muito menos,

de produzir contraprova suficiente a contrapor o autor.

Nessa hipótese também é necessário ouvir o réu para a concessão da tutela de evidência, não podendo ser concedida liminarmente.

Para a prova

não podendo ser concedida liminarmente. Para a prova Direito Processual Civil p/ TJ-AM (Assistente Judiciário)

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HIPÓTESES DE CABIMENTO DA TUTELA DE EVIDÊNCIA • Abuso do direito de defesa ou de
HIPÓTESES DE CABIMENTO DA TUTELA DE EVIDÊNCIA • Abuso do direito de defesa ou de

HIPÓTESES DE CABIMENTO DA TUTELA DE EVIDÊNCIA

HIPÓTESES DE CABIMENTO DA TUTELA DE EVIDÊNCIA
HIPÓTESES DE CABIMENTO DA TUTELA DE EVIDÊNCIA • Abuso do direito de defesa ou de manifesto
HIPÓTESES DE CABIMENTO DA TUTELA DE EVIDÊNCIA • Abuso do direito de defesa ou de manifesto
• Abuso do direito de defesa ou de manifesto propósito protelatório do réu ( liminar

Abuso do direito de defesa ou de manifesto propósito protelatório do réu (liminar). Alegações de fato comprovadas apenas com documentos e tese firmada em julgamento de casos repetitivos ou em súmula vinculante (liminar). Ação de depósito, quando quem está com algum bem em razão de contrato de depósito e não a entrega a quem de direito na forma e nos prazos devidos, poderá a parte demandar tutela de evidência com a cominação de multa em caso de não devolução no prazo fixado (liminar). Petição instruída com prova documento suficiente dos fatos constitutivos sem oposição razoável do réu (liminar).

Com isso, encerramos a parte teórica pertinente à aula de hoje.

Veja como o assunto já foi explorado em provas:

de hoje. Veja como o assunto já foi explorado em provas: (MPE-MS/2015/ adaptada ) Julgue: Não

(MPE-MS/2015/adaptada) Julgue:

Não há possibilidade de tutela provisória no processo civil brasileiro, sem alegação e comprovação de urgência.

Comentários

Está incorreta a assertiva. Com a previsão a tutela de urgência não só temos a antecipação de tutela como a concessão definitiva do direito à parte, nas hipóteses de cabimento. Além disso e o mais importante, independe da demonstração de urgência.

3 - FORMAÇÃO, SUSPENSÃO E EXTINÇÃO DO PROCESSO

3.1 - FORMAÇÃO

Conforme estudado na parte relativa às normas fundamentais do processo civil, o processo começa por iniciativa da parte (art. 2º, do NCPC). Assim, no exato momento em que ação é exercida há a formação do processo.

O exercício da demanda ocorre, de acordo com o art. 312, do NCPC, com o protocolo da petição

inicial em juízo. Veja:

Art. 312. Considera-se proposta a ação quando a petição inicial for protocolada, todavia, a propositura da ação só produz quanto ao réu os efeitos mencionados no art. 240 depois que for validamente citado.

É o único dispositivo que temos referente à formação do processo, porém, a correta compreensão é muito importante.

A existência do processo não está necessariamente condicionada à citação válida do réu ou ao seu

comparecimento em Juízo. Tanto o é que os arts. 330 e 332, do NCPC, disciplinam situações em que

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podemos ter o indeferimento da petição inicial (art. 330) ou a improcedência liminar do pedido (art. 332) antes mesmo da citação do réu. A regra, contudo, é que o processo se forme com o registro da petição inicial.

É importante que você perceba que o final do artigo faz referência ao art. 240, do NCPC. Para a parte ré, a integração à lide ocorre apenas com a citação válida. Para o autor, por sua vez, forma-se o processo com a protocolização da petição inicial.

Assim

processo com a protocolização da petição inicial. Assim FORMA-SE O PROCESSO com a citação válida aplicam-se

FORMA-SE O PROCESSO

FORMA-SE O PROCESSO
FORMA-SE O PROCESSO
FORMA-SE O PROCESSO
com a citação válida

com a citação válida

com a citação válida
com a citação válida

aplicam-se os efeitos do

processo ao réu após a citação válida

Como o assunto pode ser explorado em prova?!

válida Como o assunto pode ser explorado em prova?! (TCE-PA/ACE/2016) Acerca da formação, da suspensão e
(TCE-PA/ACE/2016) Acerca da formação, da suspensão e da extinção do processo, julgue o item a
(TCE-PA/ACE/2016) Acerca da formação, da suspensão e da extinção do processo, julgue o
item a seguir.
Considera-se proposta a ação somente após a citação válida do réu.
Comentários
A assertiva está incorreta. De acordo com o art. 312, do NCPC, considera-se proposta a ação
quando a petição inicial for protocolada, todavia, a propositura da ação só produz, quanto ao
réu, os efeitos de induzir a litispendência, tornar litigiosa a coisa e constituir em mora o
devedor, depois que for validamente citado.

3.2 - SUSPENSÃO

No que se refere à suspensão do processo, temos três artigos no NCPC. De acordo com a doutrina 13 , suspensão do processo é, apenas, a suspensão do curso do procedimento, a paralisação da marcha processual, com o veto a que se pratiquem atos processuais.

Não há, portanto, suspensão dos efeitos jurídicos do processo. O processo permanece litispendente

e não há suspensão da eficácia do processo. Há, apenas, suspensão do procedimento.

13 JR. DIDIER, Fredie. Curso de Direito Processual Civil, volume 1, 18ª edição, rev., atual. e ampl., Bahia: Editora JusPodvim, 2016, p. 749.

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3.2.1 - Hipóteses

Para fins de prova é importante conhecer as hipóteses previstas nos incisos do art. 313, do NCPC. Antes de começar, é fundamental deixar claro que, em todas as hipóteses que veremos, para que se efetive a suspensão, será necessário o pronunciamento judicial.

Desse modo:

NÃO há suspensão do processo sem decisão judicial que a declare

Veja:

Art. 313. SUSPENDE-SE o processo:

I - pela morte ou pela perda da capacidade processual de qualquer das partes, de seu representante legal ou de

seu

procurador;

II - pela convenção das partes;

III - pela arguição de impedimento ou de suspeição;

IV- pela admissão de incidente de resolução de demandas repetitivas;

V - quando a sentença de mérito:

a) depender do julgamento de outra causa ou da declaração de existência ou de inexistência de relação jurídica que constitua o objeto principal de outro processo pendente;

b) tiver de ser proferida somente após a verificação de determinado fato ou a produção de certa prova, requisitada a outro juízo;

VI - por motivo de força maior;

VII - quando se discutir em juízo questão decorrente de acidentes e fatos da navegação de competência do

Tribunal Marítimo;

VIII - nos demais casos que este Código regula.

IX - pelo parto ou pela concessão de adoção, quando a advogada responsável pelo processo constituir a única

patrona da causa; (Incluído pela Lei nº 13.363, de 2016)

X - quando o advogado responsável pelo processo constituir o único patrono da causa e tornar-se pai. (Incluído

pela Lei nº 13.363, de 2016)

Vamos analisar, objetivamente, cada uma das hipóteses acima mencionadas:

morte ou perda da capacidade processual das partes ou do representante legal.

No caso de morte da parte autora devemos, primeiramente, distinguir a natureza da ação. Se for ação intransmissível, haverá a extinção do processo na forma do art. 485, IX, do NCPC.

Na hipótese de se tratar de transmissibilidade do direito discutido em juízo, o juiz irá determinar a intimação do espólio, do sucessor ou dos herdeiros, a depender do caso, para que promovam a continuidade da ação, sob pena de extinguir o processo sem julgamento do mérito.

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Essa distinção em relação à natureza da ação na morte da parte autora está disciplinada no §2º, II, do art. 313, abaixo citado.

No caso de morte da parte ré, haverá intimação da parte autora para que, no prazo de, no mínimo, 2 e, no máximo, 6 meses, possa integrar à lide com o espólio, o sucessor ou os herdeiros.

Leia, na sequência, os §§ 1º e 2º, do art. 313, do NCPC:

§

1 o Na hipótese do inciso I, o juiz suspenderá o processo, nos termos do art. 689.

2 o NÃO ajuizada ação de habilitação, ao tomar conhecimento da morte, o juiz determinará a suspensão do processo e observará o seguinte:

I - falecido o réu, ordenará a intimação do autor para que promova a citação do respectivo espólio, de quem for

o sucessor ou, se for o caso, dos herdeiros, no prazo que designar, de NO MÍNIMO 2 (DOIS) E NO MÁXIMO 6 (SEIS) MESES;

II - falecido o autor e sendo transmissível o direito em litígio, determinará a intimação de seu espólio, de quem

for o sucessor ou, se for o caso, dos herdeiros, pelos meios de divulgação que reputar mais adequados, para que manifestem interesse na sucessão processual e promovam a respectiva habilitação no prazo designado, sob pena de extinção do processo sem resolução de mérito.

No caso de morte do representante legal, há a perda da capacidade processual da parte, uma vez que a parte permanece no processo, mas não possui capacidade processual. Nesse caso, devemos aplicar o art. 76, do NCPC, que prevê a suspensão do processo e a fixação de prazo razoável para que o vício seja sanado.

Em relação à morte do procurador da parte, haverá suspensão do processo pelo prazo de 15 dias, a fim de que a parte possa constituir novo mandatário.

Se o procurador da parte autora falecer, haverá suspensão do processo pelo prazo de 15 dias e, decorrido o prazo sem a constituição de novo procurador, o processo será extinto sem julgamento do mérito.

Se o procurador da parte ré falecer, haverá suspensão do processo pelo prazo de 15 dias e, decorrido o prazo sem a constituição de novo procurador, o processo seguirá à revelia do réu.

Confira a redação do §3º, do art. 313, do NCPC:

3 o No caso de morte do procurador de qualquer das partes, ainda que iniciada a audiência de instrução e julgamento, o juiz determinará que a parte constitua novo mandatário, NO PRAZO DE 15 (QUINZE) DIAS, ao final do qual extinguirá o processo sem resolução de mérito, se o autor não nomear novo mandatário, ou ordenará o prosseguimento do processo à revelia do réu, se falecido o procurador deste.

Em síntese

§

§

do réu, se falecido o procurador deste. Em síntese § § Direito Processual Civil p/ TJ-AM

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SUSPENDE-SE O PROCESSO

SUCESSÃO POR MORTE DA PARTE AUTORA: duas possibilidades. A) Serão intimados o espólio, o sucessor ou os herdeiros para promover a continuidade da ação sob pena de extinção do processo sem julgamento do mérito, se o direito for transmissível. B) Caso se trate de direito intransmissível, haverá julgamento do processo sem resolução do mérito.

SUCESSÃO POR MORTE DA PARTE RÉ: suspende o processo, intima-se a parte autora para que, no prazo

fixado pelo juiz (2 a 6 meses), haja integração à lide do espólio, ao sucessor ou ao herdeiro.

SUCESSÃO POR MORTE DO REPRESENTANTE DA PARTE: o juiz irá suspender o processo e fixar prazo para que possa constituir novo mandatário.

SUCESSÃO POR MORTE DO PROCURADOR DA PARTE AUTORA: haverá suspensão pelo prazo de 15 dias para constituição de novo advogado, sob pena de extinção do processo sem julgamento de mérito.

SUCESSÃO POR MORTE DO PROCURADOR DA PARTE RÉ: haverá suspensão pelo prazo de 15 dias para constituição de novo advogado, sob pena de revelia da parte.

convenção das partes.

O inc. II, do art. 313, do NCPC, prevê a suspensão do processo por convenção das partes pelo prazo de 6 meses. Após, o processo deverá ser retomado, a não ser que as partes novamente postulem a suspensão. Desse modo, de acordo com a doutrina 14 , são possíveis sucessivas suspensões do processo por convenção das partes.

Registre-se, por fim, que a suspensão do processo por convenção constitui uma espécie de negócio jurídico processual.

arguição de impedimento ou de suspeição.

Quando houver arguição do incidente de impedimento ou de suspeição, o processo será enviado ao tribunal, oportunidade em que o relator poderá decidir pelo efeito suspensivo ou não. Na hipótese de efeito suspensivo, teremos a paralisação do processo até o julgamento do incidente.

admissão de incidente de resolução de demandas repetitivas.

Com a admissão do incidente, os processos que tratam de matérias idênticas serão suspensos até o julgamento.

quando a sentença de mérito depender do julgamento de outra causa ou da declaração de existência ou de inexistência de relação jurídica que constitua o objeto principal de outro processo pendente.

Temos aqui uma situação de prejudicialidade ou de preliminaridade externa. Há um processo antecedente, prejudicial ou preliminar, que é determinante para o julgamento da causa. Nesse caso,

14 MARINONI, Luiz Guilherme, ARENHART, Sérgio Cruz e MITIDIERO, Daniel. Código de Processo Civil Comentado, 2ª edição, rev., ampl. e atual., São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2016, p. 398.

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esse processo externo deve ser julgado primeiramente e, portanto, justifica a suspensão do processo.

Uma causa será prejudicial quando possa afetar a análise do processo; será preliminar quando deva ser julgada primeiramente para que haja correta análise do processo. De todo modo, o que importa para fins dessa hipótese é constatar a subordinação entre as causas.

quando a sentença de mérito tiver de ser proferida somente após a verificação de determinado

fato ou a produção de certa prova, requisitada a outro juízo.

Na hipótese anterior, tínhamos um processo preliminar, aqui, temos uma questão preliminar. Antes de dar seguimento ao processo faz-se necessário verificar determinado fato ou a produção de determinada prova, o que indica a necessidade de suspensão do processo até a resolução da questão preliminar.

A suspensão por questões preliminares somente pode durar o máximo de um ano, conforme se

extrai dos §§ 4º e 5º, do art. 313, do NCPC. Confira:

§

que dependa de julgamento de outra causa ou de declaração de existência ou inexistência de relação jurídica, de produção de prova, por força maior, acidentes e fatos da navegação e força maior] e 6 (seis) meses naquela prevista no inciso II [convenção das partes].

§ 5 o O juiz determinará o prosseguimento do processo assim que esgotados os prazos previstos no § 4 o .

4 o O prazo de suspensão do processo NUNCA poderá exceder 1 (um) ano nas hipóteses do inciso V [sentença

força maior.

Suspende-se o processo por força maior.

O conceito de força maior é indeterminado, de forma que dependerá da análise do magistrado no

caso concreto. De toda forma, força maior caracteriza-se pelo evento imprevisto, insuperável, irresistível, inevitável.

quando se discutir em juízo questão decorrente de acidentes e fatos da navegação de competência do Tribunal Marítimo.

Para a prova, quanto a essa hipótese, é suficiente a compreensão do inciso.

demais casos que este Código regula.

Temos, aqui, um inciso de abertura, que não limita as hipóteses de suspensão do processo às analisadas acima. Cita-se, como exemplo, a suspensão do processo em razão da concessão de medida liminar em ação declaratória de constitucionalidade.

Além disso, a Lei 13.363/2016 trouxe algumas alterações no NCPC, para acrescentar duas outras hipóteses, que se aplicam aos pais que forem advogados.

parto ou concessão de adoção à advogada que é a única patrona na causa.

quando o advogado responsável pelo processo constituir o único patrono da causa e tornar-se

pai.

Em síntese

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Ricardo Torques Aula 06 1313588 SUSPENSÃO DO PROCESSO • Quando houver morte ou perda da capacidade
SUSPENSÃO DO PROCESSO • Quando houver morte ou perda da capacidade processual das partes, do
SUSPENSÃO DO PROCESSO • Quando houver morte ou perda da capacidade processual das partes, do

SUSPENSÃO DO PROCESSO

SUSPENSÃO DO PROCESSO
SUSPENSÃO DO PROCESSO • Quando houver morte ou perda da capacidade processual das partes, do representante
SUSPENSÃO DO PROCESSO • Quando houver morte ou perda da capacidade processual das partes, do representante
• Quando houver morte ou perda da capacidade processual das partes, do representante legal ou

Quando houver morte ou perda da capacidade processual das partes, do representante legal ou do advogado. Convenção das partes (máximo de 6 meses, podendo ser sucessivamente convencionado). Julgamento de impedimento ou suspeição. Admissão do incidente de resolução de demandas repetitivas. Prejudicidade ou preliminaridade de processos (subordinação entre processos) Questões preliminares, por, no máximo, 1 ano (verificação de fato ou produção de provas). Força maior. Para aguardar questão decorrente de acidente e fatos da navegação de competência do Tribunal Marítimo. Nas demais hipóteses previstas no NCPC. Parto ou concessão de adoção à advogada que é a única patrona na causa. Quando o advogado responsável pelo processo constituir o único patrono da causa e tornar-se pai.

3.2.2 - Vedação à prática de atos

No período de suspensão do processo é vedada a prática de quaisquer atos processuais. Essa é a regra que se extrai do art. 314, do NCPC. Excepcionalmente, alguns atos podem ser praticados. Isso ocorrerá quando envolver a realização de atos urgentes para evitar danos irreparáveis. A prática de atos urgente apenas não poderá ser praticada se o processo estiver suspenso em razão de arguição incidental de impedimento ou suspeição. Nesses casos, não faz sentido que o juiz, supostamente impedido ou suspeito, decida no processo, ainda que em relação a matérias urgentes.

Veja:

Art. 314. Durante a suspensão é VEDADO praticar qualquer ato processual, podendo o juiz, todavia, determinar a realização de atos urgentes a fim de evitar dano irreparável, SALVO no caso de arguição de impedimento e de suspeição.

3.2.3 - Verificação de fato na área criminal

Vamos analisar em separado essa hipótese, porque assim o faz o NCPC. De acordo com o art. 315, quando a análise de processo civil depender de averiguação de fato delituoso, ou seja, de conduta apurada no âmbito criminal, é possível a suspensão do processo para aguardar a decisão da Justiça Criminal.

Essa situação é corriqueira na hipótese de “ação civil ex delicto”, que busca, na esfera civil, reparação por ato ilícito penal. Se bem analisado, temos a hipótese de ação prejudicial, tal como delineada no art. 313, V, “a”, acima estudada. De todo modo, em razão de algumas particularidades, o legislador entendeu necessário colocá-la em separado. Leia:

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Art. 315. Se o conhecimento do mérito depender de verificação da existência de fato delituoso, o juiz pode determinar a suspensão do processo até que se pronuncie a justiça criminal.

1 o Se a ação penal NÃO for proposta no prazo de 3 (três) meses, contado da intimação do ato de suspensão, cessará o efeito desse, incumbindo ao juiz cível examinar incidentemente a questão prévia.

§

2 o Proposta a ação penal, o processo ficará suspenso pelo PRAZO MÁXIMO DE 1 (UM) ANO, ao final do qual aplicar-se-á o disposto na parte final do § 1 o .

§

Ciente do inquérito penal, o juiz poderá suspender o processo para aguardar decisão na esfera criminal. Suspende-se, assim, o processo pelo período de três meses, a fim de que seja proposta a ação penal.

Caso os três meses tenham decorrido sem julgamento da denúncia, o processo terá seguimento na jurisdição civil.

Caso proposta a ação penal, aguarda-se pelo período de até um ano para julgamento de mérito da ação penal. Ultrapassado esse prazo, se não houver análise de mérito, o processo terá seguimento na esfera civil.

Do dispositivo acima, você deve memorizar:

na esfera civil. Do dispositivo acima, você deve memorizar: Suspensão por 3 meses para ajuizamento da
na esfera civil. Do dispositivo acima, você deve memorizar: Suspensão por 3 meses para ajuizamento da

Suspensão por 3 meses para ajuizamento da ação penalna esfera civil. Do dispositivo acima, você deve memorizar: Suspensão por 1 ano para julgamento da

Suspensão por 1 ano para julgamento da ação penalSuspensão por 3 meses para ajuizamento da ação penal SUSPENSÃO DO PROCESSO ATÉ PRONUNCIAMENTO DA JUSTIÇA

penal Suspensão por 1 ano para julgamento da ação penal SUSPENSÃO DO PROCESSO ATÉ PRONUNCIAMENTO DA

SUSPENSÃO DO PROCESSO ATÉ PRONUNCIAMENTO DA JUSTIÇA CRIMINAL

SUSPENSÃO DO PROCESSO ATÉ PRONUNCIAMENTO DA JUSTIÇA CRIMINAL
SUSPENSÃO DO PROCESSO ATÉ PRONUNCIAMENTO DA JUSTIÇA CRIMINAL
SUSPENSÃO DO PROCESSO ATÉ PRONUNCIAMENTO DA JUSTIÇA CRIMINAL

Suspensão por ação prejudicial

3.3 - EXTINÇÃO

Em relação à extinção do processo, temos tão somente dois dispositivos no NCPC: os arts. 316 e 317.

Art. 316. A extinção do processo dar-se-á por sentença.

Art. 317. Antes de proferir decisão sem resolução de mérito, o juiz deverá conceder à parte oportunidade para, se possível, corrigir o vício.

Portanto, neste ponto da aula basta que você saiba que a sentença extingue o processo, com ou sem resolução de mérito. No caso de a decisão se dar sem análise de mérito, dada a norma fundamental que impõe o dever de o magistrado perseguir uma solução integral de mérito, é necessário que se intime a parte prejudicada para que, se possível, possa corrigir o vício. Somente se não for possível corrigir o vício teremos a extinção do processo sem julgamento de mérito.

A análise das hipóteses de extinção do processo com ou sem resolução do mérito são tratadas nos arts. 485 a 487, do NCPC. Esse assunto é detalhado no estudo de sentença e da coisa julgada.

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Concluímos, assim, o presente tópico.

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4 LISTA DE QUESTÕES

4.1 LISTA DE QUESTÕES SEM COMENTÁRIOS

CESPE

1. CESPE/TJBA/2019

De acordo com o CPC, o magistrado concederá a tutela de urgência durante o curso do processo se

a) ficar caracterizado abuso do direito pelo réu e as alegações fáticas puderem ser comprovadas apenas documentalmente.

b) houver manifesto propósito protelatório da parte contrária e probabilidade do direito.

c) as alegações fáticas puderem ser comprovadas apenas documentalmente e existir risco ao

resultado útil do processo.

d) for verificada a existência de risco ao resultado útil do processo.

e) houver constatação do perigo de dano e o réu não apresentar prova capaz de gerar dúvida

razoável acerca do direito discutido.

2. CESPE/EMAP/2018

Acerca do valor da causa, da tutela provisória, do Ministério Público, da advocacia pública, da defensoria pública e da coisa julgada, julgue o item subsequente.

Situação hipotética: Em ação proposta por Luísa, a petição inicial limitou-se ao requerimento da tutela antecipada em caráter antecedente e à indicação do pedido de tutela final. O julgador, entendendo que não havia elementos suficientes para a concessão da medida antecipatória, determinou a emenda da inicial no prazo de cinco dias. Assertiva: Nessa situação, se a autora não emendar a inicial, o pedido será indeferido e o processo será julgado extinto sem resolução de mérito.

3. CESPE/PC-MA/2018

Julgue os itens a seguir, a respeito do procedimento da tutela antecipada requerida em caráter antecedente.

I Concedida a tutela antecipada, o autor deverá aditar a petição inicial com a complementação de argumentação e confirmação do pedido de tutela final e, se for o caso, com a juntada de novos documentos.

II O aditamento da petição inicial deverá ocorrer nos mesmos autos, no prazo de quinze dias, mediante o pagamento de novas custas processuais.

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III O processo será extinto sem resolução do mérito quando não for realizado o aditamento à petição inicial.

Assinale a opção correta.

a) Apenas o item I está certo.

b) Apenas o item II está certo.

c) Apenas os itens I e III estão certos.

d) Apenas os itens II e III estão certos.

e) Todos os itens estão certos.

4. CESPE/PGE-PE/2018

A respeito da aplicação da tutela de urgência, assinale a opção correta.

a) Poderá ser deferida e efetivada contra o poder público antes do trânsito em julgado do

processo.

b) Cassada em sentença, somente poderá ser restabelecida mediante o deferimento de pedido

nesse sentido constante no respectivo recurso.

c) Será concedida sempre que caracterizado o manifesto propósito protelatório da parte

adversa ou o abuso do direito de defesa, independentemente de demonstração de perigo de dano.

d) Não poderá ser concedida nos processos sobrestados por força do regime repetitivo.

e) Não poderá ser concedida em incidente de desconsideração da personalidade jurídica.

==140b34==

5. CESPE/PGM-AM/2018

À luz das disposições do CPC relativas aos atos processuais, julgue o item subsequente.

Para a concessão da tutela de evidência, o juiz deverá verificar, além da probabilidade de direito, o perigo de dano ou de risco ao resultado útil do processo.

6. CESPE/STJ/2018

Julgue os itens a seguir, a respeito das ações no processo civil.

A ação de conhecimento ou cognição visa prevenir, conservar, defender ou assegurar a eficácia

de um direito.

7. CESPE/STJ/2018

Julgue os itens a seguir, a respeito das ações no processo civil.

A tutela provisória pode ser concedida em caráter antecedente a propositura da ação ou em

caráter incidental, quando proposta no curso da ação principal.

8. CESPE/DPE-AC/2017

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Uma criança necessita, com urgência, de internação em UTI. Alegando ser hipossuficientes, seus pais procuraram a DP e informaram que não havia leitos disponíveis nos hospitais da rede pública. Além disso, relataram que haviam perdido todos os laudos de exames da criança e que não poderiam aguardar a segunda via deles, tampouco submetê-la a novos exames, em razão do risco iminente de morte dela.

Nessa situação, a fim de garantir a pronta internação da criança, a DP deverá ajuizar

a) ação, qualquer que seja ela, apenas após a entrega dos laudos dos exames da criança.

b) mandado de segurança, com pedido cautelar em caráter antecedente.

c) mandado de segurança, com pedido de produção de prova pericial sobre o estado de saúde

dela, a ser realizada na fase de dilação probatória.

d) ação ordinária, formulando pedido de tutela de evidência.

e) ação ordinária, formulando pedido de tutela de urgência de caráter antecedente.

9. CESPE/TRE-BA/2017 Julgue os itens a seguir, com base no Código de Processo Civil. I.
9.
CESPE/TRE-BA/2017
Julgue os itens a seguir, com base no Código de Processo Civil.
I. É cabível a fixação de honorários de sucumbência na reconvenção, no cumprimento de
sentença, na execução e em grau recursal.
II.
A
legislação
processual
proíbe
que
a
tutela
da
evidência
seja
concedida
antes
da
manifestação do réu.
III. Somente para rescindir decisão de mérito, pode-se utilizar ação rescisória.
IV. A concessão do benefício da prioridade de tramitação de processo a parte idosa que figure
como beneficiado deve ser estendido em favor de seu cônjuge supérstite no caso de óbito da
parte.
Estão certos apenas os itens
a) I e II.
b) I e III.
c) I e IV.
d) II e III.
e) III e IV.
10.
CESPE/MPE-RR/2017

De acordo com expressa previsão do CPC, o fenômeno processual denominado estabilização da tutela provisória de urgência aplica-se apenas à tutela

a) cautelar, requerida em caráter antecedente.

b) antecipada, incidental ou antecedente.

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c) cautelar, incidental ou antecedente.

d) antecipada, requerida em caráter antecedente.

11. CESPE/Prefeitura de Belo Horizonte MG/2017

A respeito da tutela provisória, assinale a opção correta.

a) Em caso de tutela provisória antecipada requerida em caráter antecedente, as despesas

processuais de preparo serão comprovadas quando do aditamento do pedido de tutela

definitiva, momento em que a parte deverá indicar o valor atribuído à causa.

b) Estando o processo no tribunal para julgamento de recurso, a competência para analisar

pedido de tutela provisória será do juízo que tiver julgado originariamente a causa.

c) O juiz poderá exigir, para a concessão de liminar de tutela provisória de urgência, a prestação

de caução a ser garantida pelo requerente, salvo no caso de hipossuficiência econômica, situação em que tal garantia poderá ser dispensada.

d)

Concedida a tutela provisória antecipada em caráter antecedente, caso o autor não promova

o

aditamento da petição inicial com o pedido de confirmação de tutela definitiva dentro do

prazo legal, o processo será extinto sem resolução de mérito, e a liminar será revogada.

12. CESPE/Prefeitura de Fortaleza CE/2017

Julgue o item seguinte, com base no que dispõe o CPC sobre atos processuais, deveres das partes e dos procuradores e tutela provisória.

Com a consagração do modelo sincrético de processo, as tutelas provisórias de urgência e da evidência somente podem ser requeridas no curso do procedimento em que se pleiteia a providência principal.

13. CESPE/TJ-PR/2017

Ao receber a petição inicial de processo eletrônico que tramita pelo procedimento comum, o magistrado, postergando o contraditório, deferiu liminarmente a tutela provisória de evidência requerida e intimou o réu para cumprimento no prazo de cinco dias. Considerou o juiz que as alegações do autor foram comprovadas documentalmente e que havia tese firmada em julgamento de casos repetitivos que amparava a medida liminar. Posteriormente, o réu apresentou manifestação alegando a incompetência absoluta do juízo e equívoco do magistrado na concessão da tutela provisória.

Acerca dessa situação hipotética, assinale a opção correta.

a) O magistrado cometeu error in procedendo, porque viola a ampla defesa a concessão de

tutela da evidência antes da manifestação do réu.

b) Ainda que venha a ser reconhecida a incompetência absoluta do juízo, os efeitos da decisão

serão conservados até que outra seja proferida pelo órgão jurisdicional competente.

c) O magistrado agiu de forma equivocada, porque o CPC não autoriza a concessão de tutela

provisória da evidência pelos motivos indicados pelo juiz.

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d) Se reconhecer sua incompetência absoluta, o juiz deverá extinguir o processo sem resolução do mérito, justificando a medida na impossibilidade técnica em remeter os autos eletrônicos para o juízo competente.

14. CESPE/PGE-AM/2016

Acerca de tutela provisória, cumprimento de sentença e processos nos tribunais, julgue o item

a seguir.

A tutela provisória antecipada poderá ser concedida em caráter antecedente, liminarmente e

incidentalmente a qualquer tempo, ao passo que a tutela provisória cautelar só poderá ser concedida em caráter antecedente.

15. CESPE/TRF1ªR/2017

A respeito da petição inicial, da tutela provisória, da suspensão do processo e das nulidades, julgue os próximos itens à luz do Código de Processo Civil vigente.

Para concessão da tutela de evidência, é exigido que a parte demonstre o perigo de dano ao direito alegado.

16. CESPE/TCE-PA/2016

No que se refere à formação, extinção e suspensão do processo bem como à tutela provisória, julgue o item que se segue.

A tutela provisória requerida pela parte em caráter incidental depende de pagamento de custas.

17. CESPE/TCE-PA/2016

Julgue o item a seguir, referentes à tutela provisória e aos meios de impugnação das decisões judiciais conforme o novo Código de Processo Civil.

A denominada tutela provisória não pode ter natureza satisfativa, uma vez que essa modalidade de tutela jurisdicional se presta unicamente a assegurar a futura eficácia de tutela definitiva, resguardando direito a ser satisfeito.

18. CESPE/TCE-RN/2015

No que diz respeito às normas processuais, à função jurisdicional, à petição inicial e ao tempo

e lugar dos atos processuais, conforme o Novo Código de Processo Civil, julgue o item que se segue.

Com o objetivo de garantir valores fundamentais estabelecidos na Constituição Federal de 1988, é vedado ao juiz conceder tutela provisória de urgência contra uma das partes sem que ela seja previamente ouvida.

19. CESPE/TCE-PR/2016/adaptada ao NCPC

Com relação à tutela provisória, assinale a opção correta.

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a) Requerida após o protocolo da petição inicial, embora processada nos mesmos autos do

pedido principal, a tutela provisória de urgência incidental dependerá do pagamento de custas.

b) Diferentemente do que ocorre com a tutela de urgência cautelar, as regras de competência

para a concessão antecipada da tutela provisória são mitigadas.

c) Preenchidos os requisitos de probabilidade do direito alegado e comprovado o perigo na

demora da prestação jurisdicional, é vedado ao juiz exigir caução para a concessão.

d) Por ser a tutela provisória regra de exceção revestida de provisoriedade, os meios de sua

concretização são elencados taxativamente no CPC.

e) Poderá o juiz suspender a eficácia da tutela provisória concedida durante período de

suspensão do processo.

20. CESPE/TJ-PB/2015/adaptada ao NCPC

Com relação às tutelas provisórias acautelatórias, julgue o item seguinte.

A instrução probatória da ação cautelar deve ser feita juntamente com a produção de provas da ação principal.

21. CESPE/TJ-PB/2015/adaptada ao NCPC

Com relação às tutelas provisórias acautelatórias, julgue o item seguinte.

Cessada a eficácia de uma medida cautelar deferida, a parte pode repetir, com base no mesmo fundamento, novo pedido cautelar.

22. CESPE/TJ-PB/2015/adaptada ao NCPC

Com relação às tutelas provisórias acautelatórias, julgue o item seguinte.

O ajuizamento da ação principal mais de trinta dias após a efetivação da tutela cautelar implica perda da eficácia dessa medida, mas não extingue o processo cautelar.

23. CESPE/DPE-AL/2017

De acordo com o Código de Processo Civil (CPC), é passível de estabilização a tutela

a) cautelar de urgência requerida em caráter antecedente, mediante a negociação expressa

entre as partes.

b) antecipada concedida em caráter antecedente, se da decisão houver interposição de recurso

por assistente simples e o réu não se manifestar.

c) cautelar concedida em caráter antecedente, se da decisão não houver interposição de

recurso cabível.

d) antecipada de urgência requerida em caráter antecedente, mediante negociação expressa

entre as partes.

e) provisória concedida em caráter incidental, se da decisão não houver interposição tempestiva de recurso.

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24. CESPE/SEDF/2017

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Acerca do Ministério Público e da tutela de urgência, julgue o próximo item.

Concedida e efetivada a tutela provisória de urgência antecipada em caráter antecedente, se

o réu não interpuser recurso contra essa decisão, a tutela concedida se estabilizará mesmo que

o processo seja extinto sem resolução de mérito. Todavia, essa decisão poderá ser revista, reformada ou invalidada a pedido da parte interessada no prazo de dois anos, contados da ciência da decisão que extinguir o processo.

25. CESPE/DPU/2017

A

respeito da competência, julgue o item subsequente com base no entendimento doutrinário

e

jurisprudencial sobre o assunto.

Segundo o entendimento do STJ, ainda que possível o reconhecimento da conexão entre dois processos, será impossível a sua reunião quando isso puder implicar modificação de

competência absoluta, devendo-se, nesse caso, reconhecer questão de prejudicialidade entre

as demandas e suspender uma delas.

26. CESPE/TRF-1ªR/2017

A respeito da formação do processo, da penhora e do cumprimento de sentença, julgue o item

que se segue.

De acordo com o Novo Código de Processo Civil, considera-se proposta a ação quando a petição inicial for protocolada, sendo que o efeito da prevenção está vinculado à distribuição ou ao registro da petição inicial.

27. CESPE/TCE-PA/2016

No que se refere à formação, extinção e suspensão do processo bem como à tutela provisória, julgue o item que se segue.

A perda da capacidade processual do representante legal da parte configura hipótese de

suspensão do processo.

28. CESPE/TCE-PA/2016

Acerca da formação, da suspensão e da extinção do processo, julgue o item a seguir.

Quando da extinção do processo, o pronunciamento judicial se dará por sentença.

29. CESPE/TCE-PA/2016

Acerca da formação, da suspensão e da extinção do processo, julgue o item a seguir.

O juiz deverá conceder à parte oportunidade para corrigir vício que possa resultar na extinção

do processo sem resolução do mérito.

30. CESPE/TRF1ªR/2017

A respeito da petição inicial, da tutela provisória, da suspensão do processo e das nulidades,

julgue os próximos itens à luz do Código de Processo Civil vigente.

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Se a decisão de mérito depender da verificação da existência de fato delituoso, o juiz poderá determinar a suspensão do processo até o pronunciamento da justiça criminal.

Outras Bancas

31. FUNRIO /ALE-RR/2018

André, menor impúbere, beneficiário do plano de saúde coletivo Z, começa a sentir fortes dores abdominais, vomitando durante a madrugada, e é socorrido por seus pais que o levaram para o Hospital Y, credenciado ao plano de saúde. O pediatra que fez o atendimento inicial de André diagnosticou um quadro clínico muito grave, com risco de morte, sendo necessário o imediato encaminhamento do menor para o Centro de Terapia Intensiva (CTI) do hospital. Os funcionários administrativos do hospital entraram em contato com o plano de saúde Z, pedindo autorização para internação e cirurgia do menor, mas a autorização foi negada, uma vez que André ainda não havia cumprido o período de carência exigido em contrato. Ao saber a resposta do plano de saúde, a mãe, que é advogada, resolve elaborar uma petição de ação de obrigação de fazer com pedido de tutela provisória numa das varas cíveis da Comarca Capital do Tribunal de Justiça X.

Diante do caso hipotético apresentado e, levando-se em consideração o Código de Processo Civil no que tange à utilização do instituto da tutela provisória, assinale a alternativa CORRETA.

a) Devido à urgência do caso, contemporânea à propositura da ação, a petição inicial poderá

limitar-se simplesmente ao requerimento da tutela antecipada, com a exposição do direito que

se busca realizar e do perigo de dano ou do risco ao resultado útil do processo.

b) A petição inicial da ação de obrigação de fazer, que visa também à prestação de tutela

cautelar em caráter antecedente, indicará somente a exposição sumária do direito que se

objetiva assegurar.

c) Devido à urgência do caso, contemporânea à propositura da ação, a petição inicial que será

redigida poderá limitar-se ao requerimento da tutela antecipada e à indicação do pedido final. Concedida a tutela antecipada, o autor deverá aditar a petição inicial em 15 (quinze) dias ou

em outro prazo maior que o juiz fixar.

d) Para que o magistrado conceda a tutela de evidência em favor de André, autorizando sua

internação no CTI do hospital, bem como a cirurgia; a petição inicial deverá obrigatoriamente

demonstrar a existência de perigo de dano e risco ao resultado útil do processo.

32. CEBRASPE/PGM-Manaus/2018

À luz das disposições do CPC relativas aos atos processuais, julgue os itens subsequentes.

Para a concessão da tutela de evidência, o juiz deverá verificar, além da probabilidade de direito, o perigo de dano ou de risco ao resultado último do processo.

33. CS-UFG/TJ-GO/2017

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J.B foi aprovado no vestibular para medicina em uma instituição privada de ensino, quando ainda estava concluindo o segundo ano do ensino médio. A instituição, no entanto, não aceitou

a efetivação da matrícula de J.B, em razão da ausência do documento comprobatório da

conclusão do ensino médio. Obstinado a matricular-se no curso de medicina, e com receio de perder a vaga, J.B procurou advogado, visando a obtenção de medida liminar que lhe autorizasse a realização da matrícula, cujo prazo se encerraria em 5 dias. Nesse caso, J.B poderá

ajuizar:

a) ação de obrigação de fazer em face da instituição de ensino, requerendo a concessão de

medida cautelar, para autorizá-lo a efetivar a matrícula.

b) ação cautelar inominada antecedente, requerendo a determinação judicial à Universidade

para aceitar a matrícula, ante a presença dos requisitos fumus boni iuris e periculum in mora.

c) requerimento de tutela antecipada em caráter antecendente em face da instituição de

ensino, que se não for impugnada, tornar-se-á estável no mundo jurídico.

d) requerimento de tutela antecipada em caráter antecendente em face da instituição de

ensino que, se estabilizada, poderá ser desconstituída por ação autônoma no prazo de cinco anos, contados do trânsito em julgado.

e)

mandado de segurança, perante o Superior Tribunal de Justiça, sendo a autoridade coatora

o

Reitor da Universidade.

34. PUC-PR/TJ-MS/2017

Segundo o Código de Processo Civil, a estabilização da tutela provisória que ocorre se da decisão que a conceder não for interposto o respectivo recurso somente é possível na seguinte hipótese:

a) Tutela antecipada requerida em caráter antecedente.

b) Tutela antecipada requerida em caráter incidental.

c) Tutela cautelar requerida em caráter antecedente.

d) Tutela cautelar requerida em caráter incidental.

e) Tutela da evidência.

35. FAURGS/TJ-RS/2017

Sobre tutela provisória, assinale a alternativa correta.

a) O prazo para realização do aditamento da petição inicial e apresentação do pedido de tutela

final, em caso de tutela antecipada antecedente, é de 30 dias.

b) O prazo para apresentação do pedido de tutela final, no procedimento da tutela cautelar

antecedente, é de 15 dias, se o Juiz não conceder prazo maior.

c) No novo processo civil, o Juiz está restrito à concessão das seguintes medidas cautelares:

arresto, sequestro, arrolamento e protesto contra alienação de bens.

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Ricardo Torques

Aula 06

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d) Qualquer uma das partes poderá ajuizar, no prazo de dois anos, ação destinada a rever,

reformar ou invalidar a tutela antecipada antecedente já estabilizada.

e) Até que o recurso de apelação já interposto seja distribuído no âmbito do tribunal, a

competência para conceder a tutela provisória é do Juiz de primeiro grau.

36. FMP Concursos/MPE-RO/2017

De acordo com a previsão do Código de Processo Civil em relação às tutelas provisórias, assinale a alternativa CORRETA.

a) Independentemente da reparação por dano processual, a parte responde pelo prejuízo que

a efetivação da tutela de urgência causar à parte adversa, se a sentença lhe for desfavorável.

b) A parte não responde pelo prejuízo que a efetivação da tutela de urgência causar à parte

adversa se o juiz acolher a alegação de decadência ou prescrição da pretensão do autor.

c) A tutela provisória cautelar proposta em caráter antecedente tomar-se-á estável se da

decisão que a conceder não for interposto o respectivo recurso.

d) Em procedimento de tutela provisória cautelar proposta em caráter antecedente, não

poderá ser formulado o pedido principal conjuntamente com o pedido cautelar.

e) Não poderá ser concedida tutela de evidência em pedido reipersecutório fundado em prova

documental adequada do contrato de depósito, salvo se demonstrado perigo de dano ou de

risco ao resultado útil do processo.

37. Nosso Rumo/CREA-SP/2017