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ÍNDICE

Sumário página

CAPÍTULO I ............................................................................................................................. 1

1. INTRODUÇAO .................................................................................................................. 1

1.1. Objectivos: .................................................................................................................. 2

1.1.1. Geral ..................................................................................................................... 2

1.1.2. Especifico ............................................................................................................. 2

1.2. Justificativa.................................................................................................................. 2

1.3. Problema...................................................................................................................... 3

1.4. Hipóteses ..................................................................................................................... 3

CAPÍTULO II ............................................................................................................................ 4

2. METODOLOGIA .............................................................................................................. 4

CAPITULO III ........................................................................................................................... 5

3. REVISÃO DA LITERATURA ......................................................................................... 5

3.1. Comunicação como ferramenta da gestão ou função de gestão .................................. 5

3.2. Comunicação organizacional ...................................................................................... 6

3.3. Evolução ...................................................................................................................... 7

3.4. Conceitos ..................................................................................................................... 7

3.5. Comunicação administrativa ....................................................................................... 8

3.6. Dimensões da comunicação organizacional ................................................................ 8

3.6.1. Comunicação Interna e Externa ........................................................................... 8

3.7. Processo de comunicação ............................................................................................ 9

3.8. O fluxo da comunicação na empresa e o seu retorno (feedback) .............................. 10

3.9. Princípios contabilísticos geralmente aceitos ............................................................ 11

CAPITULO IV......................................................................................................................... 13

4. ANÁLISE E APRESENTAÇÃO DE RESULTADOS ................................................... 13

CAPITULO V .......................................................................................................................... 15
5. CONCLUSÕES, CONSTATAÇÕES E RECOMENDAÇÕES ...................................... 15

5.1. Conclusões e recomendações .................................................................................... 15

5.2. Constatações .............................................................................................................. 15

5.3. Recomendações ......................................................................................................... 15

6. REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS............................................................................. 17
CAPÍTULO I
1. INTRODUÇAO

O sistema organizacional tem vindo a evoluir ao longo dos tempos, a departamentalização


das actividades tem vindo a tomar espaço no hemisfério organizacional, com vista
especializar as tarefas e criar um ambiente organizacional mais eficaz e produtivo.

A comunicação é uma das funções de gestão que dispõe como primazia a transferência de
informações, ideias, conceitos ou até sentimentos entre pessoas. Esta ferramenta pode ser de
uso poderoso dentro da organização entre os vários departamentos que compõem uma
organização.

Desta forma o presente trabalho, tem em vista abordar o impacto da comunicação entre os
departamentos comerciais e de contabilidade para a elaboração de demostrações financeiras
em tempo oportuno, contribuindo deste modo a uma maior eficácia e eficiência funcional dos
diversos departamentos interligados ao longo do processo produtivo da organização.

Tendo terminado a componente teórica no curso buscar conciliar a componente teórica com a
componente prática, pela exposição de tudo o que pude aprender ao longo do período de
estágio Académico Profissional.

Como forma de garantir maior compreensão do conteúdo apresentado, o presente trabalho


encontra-se estruturado da seguinte forma:

A primeira parte do trabalho (I capítulo) reservou-se a introdução, onde temos uma breve
contextualização do tema em apreço, apresentação dos objectivos gerais e específicos,
descrição e argumentação que formula o problema de pesquisa e sua relevância.

No segundo (II) capítulo é clarificado a metodologia usada para a prossecução dos objectivos
definidos. Na sequência a terceira (III capítulo) parte é reservada a apresentação do
referencial teórico que fundamenta as teorias a serem discutidas ao longo do trabalho. No
quarto (IV) capítulo é feita a análise e discussão dos dados colhidos a volta do caso em
estudo e são descritas as actividades levadas a cabo na Instituição de acolhimento, durante o
período de estágio em todos os Sectores e Departamento, que directa ou indirectamente,
contribuíram para a elaboração deste relatório.

A quinta (V capítulo) parte e última parte reservou-se as conclusões, constatações,


recomendações finais do trabalho e as referências bibliográficas.

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1.1. Objectivos:
1.1.1. Geral
 Avaliar o impacto da comunicação entre os departamentos comerciais e de
contabilidade para a elaboração de demonstrações financeiras em tempo oportuno.

1.1.2. Especifico
 Descrever o modo como se da o processo de comunicação dentro das organizações;
 Identificar os princípios contabilísticos geralmente aceites par a elaboração das
demonstrações financeiras;
 Apresentar e analisar o impacto que o processo de comunicação implantado na
organização visada pelo estudo.

1.2. Justificativa
As empresas buscam nas informações fornecidas pelos diversos departamentos que a
integram conhecer e embasar possíveis planeamentos e estratégias a serem seguidos no
sentido melhorar o seu desempenho e crescer, entretanto, pela actualidade do assunto, motiva
a desenvolver o presente trabalho, como forma de evidenciar aspectos inerentes a
comunicação organizacional que impactam a elaboração de demonstrações financeiras em
tempo oportuno.

A produção científica tem como objectivo apropriar-se da realidade para melhor analisá-la e,
posteriormente, produzir transformações, a discussão sobre os impactos da comunicação
entre os departamentos (comercial e contabilidade) para a elaboração de demonstrações
financeiras em tempo oportuno e contribuir deste modo para o avanço das explicações
relativas ao tema em questão, uma vez que a economia Moçambicana, é caracterizada por
diversas flutuações económicas, o que de certo modo trazem consigo risco nas decisões
financeiras devido as incertezas.

Dada a importância que vem sendo levantada sobre a comunicação interdepartamental nas
organizações, discutir esta temática pode vir a impactar a maneira como as empresas buscam
organizar o se processo de comunicação e assim vislumbrar um caminho para
sustentabilidade financeira, pela redução de custos tendo em conta que a comunicação
influencia de forma determinante o andamento das actividades nas organizações.

2
1.3. Problema
A elaboração das demonstrações financeiras é feita em conformidade com a documentação
circulante dentro da organização, na sua maior parte emitidos e recebidos pelo departamento
comercial para posterior contabilização, evidenciando-se desta forma uma dependência do
departamento de contabilidade, ou melhor, sem a documentação emitida no departamento
comercial é dificultoso fazer-se os lançamentos contabilísticos e elaborar as demonstrações
financeiras a tempo oportuno.

Assim sendo, o presente trabalho busca compreender: qual o nível de eficácia da


comunicação entre os departamentos comercial e de contabilidade para elaboração das
demonstrações financeiras em tempo oportuno?

1.4. Hipóteses
Pode-se perceber de acordo Lakatos e Marconi (2006), que a hipótese é uma proposição que
se faz na tentativa de verificar a validade de resposta existente para um problema, portanto, é
uma suposição que antecede a constatação dos factos e tem como característica uma
formulação provisória; deve ser testada para determinar a sua validade pelo que correcta ou
errada, de acordo ou contrária ao senso comum, a hipótese sempre conduz a uma verificação
empírica.

Hipótese nula:

 A comunicação entre os departamentos comercial e de contabilidade não é eficaz,


afectando negativamente deste modo a elaboração de demonstrações financeiras em
tempo oportuno.

Hipótese alternativa:

 A comunicação entre os departamentos comercial e de contabilidade é eficaz,


afectando positivamente deste modo a elaboração de demonstrações financeiras em
tempo oportuno.

3
CAPÍTULO II
2. METODOLOGIA

O presente capítulo aborda a metodologia usada para a elaboração do trabalho,


especificamente descreve o tipo de pesquisa, as técnicas de pesquisas, a técnica de
amostragem, a forma de análise e interpretação dos dados.

Quanto ao campo de actividade humana é monodisciplinar uma vez que a pesquisa é


realizada em apenas um campo de conhecimento científico (Lakatos e Marconi, 2006).
Quanto à utilização dos resultados, a pesquisa é aplicada devido ao seu interesse prático e,
importa que os resultados sejam aplicados, imediatamente, na solução de problemas reais
(Lakatos e Marconi, 2006).

Segundo os processos de estudo é monográfico; segundo a natureza dos dados é uma


pesquisa de dados objectivos ou de factos; segundo à procedência dos dados é primária;
segundo ao grau de generalização dos resultados é por amostragem, segundo a extensão do
campo de estudo é uma pesquisa monográfica ou de profundidade e; segundo as técnicas e
instrumentos de observação é directa.
Para a realização do presente trabalho recorreu-se à técnica de documentação indirecta
abrangendo a pesquisa documental e bibliográfica. A pesquisa documental foi efectuada
sobre as demonstrações financeiras da empresa e sobre a legislação comercial relacionada ao
tema. A pesquisa bibliográfica consistiu basicamente na consulta de manuais e artigos
científicos que versam sobre o assunto.

Foi usada a técnica de amostragem intencional e foi escolhida a empresa, Para a análise dos
dados recorreu-se ao uso das ferramentas do programa Microsoft Office e os resultados são
apresentados em forma de texto corrido e a interpretação dos resultados foi feita através da
verificação da relação entre a variável dependente e a independente.

Para a realização do presente trabalho, efectuou-se uma pesquisa bibliográfica e um estudo de


caso.

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CAPITULO III
3. REVISÃO DA LITERATURA

3.1. Comunicação como ferramenta da gestão ou função de gestão


A comunicação pode ser entendida como sendo o processo de transferência de informações,
ideias, conceitos ou sentimentos entre pessoas (CHIAVENATO, 2012).

Segundo Eduardo Simões (2008, cit in Devesa, 2016), a comunicação é nos dias de hoje
assumida como factor que facilita a dinâmicas de trabalho e, por conseguinte, o desempenho
de cada colaborador ou da equipa, na maior parte das actividades humanas em que a
interdependência é regra.

Actualmente a literatura evidencia, a necessidade dos gestores estarem atentos às pessoas e às


necessidades de mudança organizacional para responder às exigências do mercado, uma vez
os paradigmas são cada vez mais desenvolvidos, surge também o acréscimo da importância
dada à comunicação como elemento estratégico da gestão na gestão de uma organização.

Organização que pode ser entendido como um grupo de pessoas que trabalham em conjunto
para atingir um certo propósito, em que o gestor faz uso das funções da gestão para tal,
contudo, o conceito de organização pode ser percebido no âmbito geral1 ou económico2,.

a) Função Planear

É a função da gestão que clarifica e determinar antecipadamente o que deve ser feito e como
faze-lo. Este processo, envolve, para além da análise e monitorização sistemática do meio
envolvente contextual e transaccional (oportunidades e ameaças) e dos pontos fortes e fracos
da organização, a definição dos seus objectivos, formulação da estratégia destinada a sua
consecução e o desenvolvimento dos planos, programas e orçamentos tendentes a integração,
coerência e coordenação das actividades (CHIAVENATO, 2006).

b) Função Organizar

Processo da gestão que se ocupa da efectuação dos recursos organizacionais3 as diversas


actividades, tarefas e processos (identificados a quanto do planeamento) no sentido de
assegurar a consecução dos objectivos planeados.

1
Um grupo de pessoas constituído deliberadamente com o intuito de atingir determinados objectivos.
2
Dua ou mais pessoas, envolvidas no esforço sistemático e produção d bens/serviços.
3
Humanos, financeiros, materiais (equipamentos, tecnologia, know-how, infraestruturas, etc).

5
Um dos objectivos fundamentais desta função é assegurar que as pessoas certas, com as
qualificações certas, estão no local e no tempo certos para que melhor sejam cumpridos os
objectivos.

c) Dirigir/liderarz

De acordo com Chiavenato (2006) planear é definir as funções inerentes a cada elemento da
organização, quais os recursos disponíveis e como se distribuem e fundamentalmente, mas
por si só não traduz acção, tornando-se necessário fazer com que as pessoas façam, ou seja
dirigir.

Esta função da gestão pode ser definida como sendo o processo de comando e motivação dos
colaboradores, através do qual os gestores influenciam os membros da organização, no
sentido de assegurar que estes assumam os comportamentos de trabalho indispensáveis a
consecução dos objectivos estabelecidos. A direcção envolve a motivação, liderança e
comunicação (CHIAVENATO, 2006).

i. Motivação: é um impulso que faz com que as pessoas ajam para atingir seus
objectivos, pode ainda ser definido como o processo de estimular um indivíduo para
que tome acções que iram preencher uma necessidade ou realizar uma meta desejada.
ii. Liderança: é a capacidade de conseguir com que os outros façam aquilo que o líder
quer que façam. Pode ser posta em prática de diferentes formas4.
iii. Comunicação: é o processo de transferência de informações, ideais, conceitos ou
sentimentos entre pessoas.
d) Controlo

Segundo Chiavenato (2006) é o processo de comparação do actual desempenho da


organização com padrões previamente estabelecidos, apontando as eventuais acções
correctivas. Mais o descobrir culpados e puni-los, a prática da função controlo deve conduzir
a determinação correcta dos desvios verificados e definir a acções necessárias para que sejam
corrigidos e evitados no futuro.

3.2. Comunicação organizacional


De acordo com, Chiavenato (2004), ao existir uma boa comunicação organizacional entre
colaboradores, facilmente é construído um espirito de interajuda, que facilita a realização dos
trabalhos e o ultrapassar das dificuldades e obstáculos.

4
Autocrática, participativa, etc.

6
Estas relações estão na base da constituição de grupos, com um conjunto de capacidades e
competências diversificadas, que dificilmente se encontram num só individuo. Uma boa
comunicação organizacional contribui, ainda, para que o colaborador aceite com maior
facilidade, uma regra, ao invés daquelas que lhe são impostas sem a sua participação,
sentindo-se mais motivado para solucionar problemas, uma vez que ao fazer parte do grupo
que tomou a decisão, sente-se como se tivesse também feito parte desta (Almeida, 2013:99).
Chiavenato (2004:322) reforça esta ideia quando refere que, “nenhuma organização pode
funcionar sem um certo nível de comprometimento e de esforço por parte dos membros”.

3.3. Evolução
A comunicação empresarial surgiu nos Estados Unidos, no início do século 20. Em 1906 o
jornalista Lvy decidiu deixar o jornalismo de lado para montar o primeiro escritório de
relações públicas do mundo. O seu objectivo era recuperar a credibilidade do empresário
John D. Rockefeller acusado de combater as pequenas e medias organizações. Rockefeller
não media esforços em busca do seu objectivo: o monopólio, melhor, o lucro que o
monopólio acabava gerando.

Segundo Bueno (2003:49, cit in Teresa Ruão 2014):

A partir de 1990 a comunicação organizacional se desenvolveu a tal ponto que


passou a se vista de forma estratégica para as empresas, ou seja, se tornou peca
‘’chave’’ para os negócios. Ao mesmo tempo em que a comunicação nas
organizações rompe barreiras, os profissionais destinados a comandar esse
departamento, também tiveram algumas mudanças, passam a ser pessoas
capacitadas ‘’com visão abrangente’’ e com conhecimento na área de comunicação.

3.4. Conceitos
Os conceitos de comunicação organizacional têm evoluído desde a década de 1970. Esta
evolução esta estreitamente ligada à cultura organizacional. Machiori (2006:27 cit in Teresa
Ruão 2014) entende que:

A comunicação deve produzir conhecimento, definindo caminhos que levem a


organização a um processo de modernização, na busca de sua percepção e
consequentemente consciência comportamental. Sendo assim, a comunicação deve
agir no sentido de construir e consolidar o futuro da organização. As organizações
devem se preocupar com o monitoramento de informações e a abertura de diálogos
com seus diferentes grupos de interesse, entendendo que seu comportamento deve ir
muito além de informações. Um novo conhecimento possibilita a realização de novas
experiências e o crescimento de seu público e da propiá organização.

7
De acordo com Ribeiro (2008:7) este defende que a comunicação organizacional é uma
componente fundamental para a eficiência e eficácia, sendo que a eficácia é considerada a
capacidade de um indivíduo para produzir resultados responsavelmente e a eficiência
capacidade potencial que têm os sistemas, simples ou complexos, para produzir resultados.

O conceito Comunicação Organizacional, comporta consigo diversas abordagens teóricas,


engloba todas as formas de comunicação possíveis de existir numa organização, para que
possa interagir com os seus públicos internos e externos e seja responsável pela gestão de
comportamentos e acções dirigidos a esses mesmos públicos, isto é feita de uma maneira
eficaz e capaz de gerar resultados (Ribeiro 2008:8).

3.5. Comunicação administrativa


A comunicação administrativa é aquela que é voltada para pessoas que exercem as funções
administrativas de uma empresa. Segundo Kunsch (2003:152, cit in Teresa Ruão, 2014)
administrar uma organização consiste em planear, coordenar, dirigir e controlar seus recursos
de maneira que se obtenha alta produtividade, baixo custo e maior lucro ou resultados. Sendo
assim, a comunicação é uma aliada na área administrativa e auxília a organização no alcance
de seus objectivos, permitindo o funcionamento d sistema organizacional.

Na opinião de Chiavenato (1987:202, cit in Teresa Ruão, 2014):

A comunicação como actividade administrativa tem dois propósitos principais ‘’


Proporcionar informação e compreensão necessárias para que as pessoas possam se
conduzir nas suas tarefas’’ e ‘’proporcionar as atitudes necessárias que promovam a
motivação, cooperação e satisfação no cargos’’. Esta comunicação é composta pelos
canais, forma e informais classificados.

3.6. Dimensões da comunicação organizacional


3.6.1. Comunicação Interna e Externa
A comunicação organizacional, segundo análise de Kunsch (2003), apresenta diferentes
modalidades que permeiam as suas actividades: a comunicação institucional, a comunicação
mercadológica a comunicação interna e a comunicação administrativa. Sob essa perspectiva
pressupõe uma junção "estas comunicações formam uma mix, o composto da comunicação
organizacional” (idem, p.150).

A maneira de ser de uma organização, pode ser interpretada pelas diversas formas de
comunicar. Considerando essa perspectiva que a dimensão humana valoriza a comunicação
interpessoal e tem como objectivos a relação e o entendimento entre as pessoas, internas ou

8
externas à organização, sendo que deste modo a comunicação organizacional pode se
subdividida em dois subdomínios: A comunicação externa (dirigida aos públicos externos da
organização) e a comunicação interna (dirigida aos seus públicos internos). Na primeira,
estariam englobadas aquelas que Kunsch define como institucional e mercadológica e na
segunda estariam as que designa por interna e administrativa (Devesa, 2016).

Relembrando que as organizações são formadas por seres humanos, em vários contextos
(social, cultural, político, económico) estas visam atingir os seus objectivos, através de
processos de relação entre os indivíduos. Neste quadro, importa valorizar abordagens
interactivas da comunicação e não apenas como veículo de transmissão de informações
(Devesa, 2016).

3.7. Processo de comunicação


A comunicação empresarial evoluiu de seu estágio embrionário, em que se definia como
mero acessório, para assumir, agora, uma função relevante na política negocial das empresas.
Deixa, portanto, de ser actividade que se descarta, ou seja, relegada a segundo plano, em
momentos de crise e de carência de recursos, para se afirmar como ferramenta estratégica, de
que uma empresa ou entidade lança mão para idealizar clientes, sensibilizar multiplicadores
de opinião ou interagir com a comunidade (Bueno, 2000:50).

Em todo o processo comunicacional é importante que todo o contexto esteja em consonância


com a mensagem, ou seja, o tom, as posturas e os sentimentos. As teorias e abordagens da
comunicação estão na origem do conhecido esquema, cujos componentes são descritos na
figura abaixo.

Transmite Mensagem

Emissor Codifica Canal Descodifi Receptor


ção cação

Feedback

Recebe Transmite
Fonte: Stoner e Freeman (1999, cit in Silva e Gludece)

Neste processo o emissor é aquele que transmite a mensagem, essa mensagem para ser
Rrece
detonadora de significado deverá ser percetível pelo receptor, este deve estar sintonizado com

9
o emissor para compreender a mensagem, que corresponde ao conteúdo da comunicação, esta
é feita através de um canal que serve de suporte e veículo a uma mensagem.

A comunicação deve promover a proatividade, com efeito, segundo referem Tomasi e


Medeiros (2007:12 cit in Devesa, 2016), “se o destinatário é passivo, ele recebe a mensagem,
mas não a utiliza” e a mensagem que não é utilizada será de pouco valor para a empresa.
Referem também os mesmos autores “ se é activo, o destinatário recebe a mensagem e reage
a ela. Por isso se diz que seu comportamento é reactivo”. Pessoas envolvidas num diálogo
tanto emitem, como recebem mensagens. Assim, o mesmo indivíduo pode desempenhar a
função de emissor ou de receptor, da mesma forma, que a função de receptor ou emissor pode
não ser representada por uma única pessoa, por vezes, pode ser por um grupo, por uma
empresa ou por uma comunidade.

É de realçar que uma comunicação interna eficaz é considerada como uma ferramenta
essencial para o sucesso organizacional, é através desta que são conhecidos os objectivos a
atingir, corrigidos os desvios e dada relevância aos interesses e integração dos membros
(Devesa, 2016).

3.8. O fluxo da comunicação na empresa e o seu retorno (feedback)


Segundo Torquato (1986), a comunicação organizacional se realiza por meio de três fluxos,
os quais se movem em duas direcções:

 Fluxo descendente (direcção vertical): ocorre quando directrizes informações e


opiniões da alta administração da organização são enviadas aos subalternos, ou seja, a
comunicação é de cima para baixo e por isso a direcção vertical;
 Fluxo ascendente (direcção vertical): também a direcção e vertical, os subalternos
enviam revindicações, solicitações e informações aos escalões mais altos da
organização, Torquato (1986) acrescenta que por este fluxo a direcção pode verificar
se sua politica esta sendo aceita e cumprida.
 Fluxo horizontal ou lateral (direcção horizontal): a direcção do fluxo de
informações pode “movimentar-se entre iguais ou pares, no mesmo nível
organizacional”, isto é, a comunicação se processa entre departamentos, seções,
serviços ou pessoas situadas no mesmo plano da organização social” (Kunsch,
1986:36, cit in Devesa, 2016). Este tipo de comunicação fomenta a coordenação das
actividades e fomenta o desenvolvimento de interesses mútuos.

10
Direcção

Fluxo descendente Fuxo ascendente

Fluxo horizontal

Fonte: Santos, (2002 cit in Devesa, 2016).

3.9. Princípios contabilísticos geralmente aceitos


Os profissionais da contabilidade e os membros da comunidade económica têm vindo a
reconhecer a necessidade da existência de princípios, normas e procedimentos que sejam de
aplicação generalizada, apesar dos debates e criticas que suscitarem. Se bem que o Sistema
Nacional de contabilidade atenda ao vasto espectro dos organismos nela representados, baseia
a normalização em pesquisa fundamentada e numa perspectiva conceptual sustentada na
realidade económica. Os esforços para estabelecer essa estrutura conceptual, que actue como
orientação geral, conduzem a adopção de um corpo comum de princípios, normas e
procedimentos entendidos como os princípios contabilísticos geralmente aceites no
normativo contabilístico nacional.

A expressão geralmente aceites significa que um organismo contabilístico normalizador, com


autoridade e de larga representatividade, estabeleceu um princípio contabilístico numa dada
área ou aceitou como apropriado determinado procedimento ou prática, atendendo a sua
aplicação generalizada e ao seu enquadramento na estrutura conceptual e num dado ambiente
normativo.

Com o objectivo de obter uma imagem verdadeira e apropriada do activo, do passivo e dos
resultados das operações da empresa, os registos devem basear-se em princípios
contabilísticos geralmente aceites, designadamente o do custo histórico, quer a escudos
nominai, quer a escudos contantes.

11
Faz menção dos princípios a observar a fim de dar uma imagem correcta da situação
económica e financeira da empresa, a saber:

 Continuidade: pressupõe que a entidade continua em operação no futuro e, portanto,


a mensuração e a apresentação dos componentes do património levam em conta esta
circunstância.
 Consistência: a utilidade da contabilidade prense-se com a possibilidade de
comparação, no tempo e no espaço, das informações prestadas. Consequentemente,
deve haver consistência de métodos e citérios ao longo do período de vida da empresa
(tempo) e deve ser feita uma tentativa de harmonização de métodos e critérios entre a
generalidade das empresas (espaço).
 Prudência: determina a adopção do menor valor para os componentes do activo e do
maior para os do passivo, sempre que se apresentam alternativas igualmente validas
para a quantificação das mutações patrimoniais que alterem o património liquido.
 Especialização de exercícios: determina que os proveitos e custos sejam
reconhecidos quando obtidos ou incorridos, independentemente do seu recebimento
ou pagamento, devendo incluir-se nas demonstrações financeiras dos períodos a que
respeitam.
 Custo histórico: determina que o valor de um activo deve ser calculado com
referência ao seu valor de aquisição, e não com referência ao valor dos proveitos que
com ele se espera obter.
 Substancia sobre a forma: os elementos e fenómenos patrimoniais devem ser
contabilizados atendendo a sua substância e a realidade financeira e não apenas a sua
forma legal.
 Materialidade: a contabilidade deve registar aquilo que economicamente seja
relevante (a utilidade da informação é aferida por critérios de relevância, de
rentabilidade- capacidade de afectar decisões de utentes potencialmente interessados
na informação contabilística).

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CAPITULO IV
4. ANÁLISE E APRESENTAÇÃO DE RESULTADOS

Durante este período de estágio exerci tarefas relacionadas a:

 Arquivar documentos

Os documentos são arquivados por ordem cronológica apos se efectuar os lançamentos


contabilísticos em diversas pastas das quais destacam-se nomeadamente:

 Pasta de cheques

Canhotos e cópias dos cheques emitidos e recebidos são arrolados nesta pasta juntamente
com a requisição e o recibo para a conjuntura do processo.

 Pasta de fornecedores

São arquivadas todas as facturas e documentos correlacionados como guias de remessa e de


entrega do fornecedor Sul-Africano.

 Pasta de diversos

Documentação relacionada aos fornecedores de serviços e terceiros facturas e recibos de


água, energia, telefone e demais.

Pasta de caixa, de depósitos, e reconciliação bancária.

 Classificação dos documentos

Ao que diz respeito aos documentos é necessário classificar os documentos para melhor
controlo e realização dos lançamentos, usando do instrumento de contabilidade plano de
contas.

O plano de contas usado pelo Mpac foi criado com base no sistema de contabilidade para p
sector empresarial plano geral de contas (PGC NIRF/70), contudo existe sub contas criadas
para satisfazer a natureza da empresa da empresa devido a sua actividade comercial.

 Lançamentos contabilísticos

Os lançamentos são feitos de acordo com o previsto no PGC no sistema informático PHC
Software.

 Regularização de saldo de clientes

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Processo de anulação dos saldos da conta clientes existentes na conta corrente e na conta de
adiantamento levados a cabo pelos departamentos de contabilidade e departamento comercial
e de gestão de clientes, no decorrer deste processo de regularização das contas de clientes
feitos através da picagem ou outras ferramentas ao nosso dispor de nota-se uma certa
dificuldade no sentido de se prepararem as regularizações consolidadas em tempo oportuno
contudo no final sempre se apura o resultado final ou se regulariza a situação, o processo
inicia no departamento comercial e termina no departamento de contabilidade, onde a
posterior transita para a gestão confrangem contudo acredita-se, que os saldos da gestão são
os saldos da gestão são os mais correctos tudo inicia com o processo de integração das
facturas por parte do departamento comercial no sistema PHS a posterior são recebidos na
contabilidade e posteriormente contabilizados para efeito de elaboração do balanco o que se
nota é que maior parte existem facturas que não foram integradas ao longo do período que
surgem na fase da elaboração da regularização ou do balanco o que dificulta o processo de
elaboração das demonstrações financeiras em tempo útil.

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CAPITULO V
5. CONCLUSÕES, CONSTATAÇÕES E RECOMENDAÇÕES

5.1. Conclusões e recomendações


No ambiente de negócios a comunicação é fundamental no andamento do processo, pois um
mau entendimento entre as partes pode gerar grandes prejuízos para as organizações. A
comunicação é um dos ingredientes mais importantes de um processo de negociação. As
negociações se desenrolam com base em processos múltiplos de comunicação, independentes
ou não, na busca do melhor desfecho para o conflito em curso.

Desta forma concluímos que a comunicação é uma ferramenta indispensável para a


persecução de todas actividades empresariais e para que se tenham demonstrações financeiras
organizadas a tempo e horas e necessário que haja uma comunicação eficaz e circular com
direito a feedback desta forma serão respeitados os princípios para a elaboração das
demonstrações financeiras e posterior tomada de decisão.

5.2. Constatações
Falta de transparência e integridade no relatório apresentado da contagem física feita
mensalmente, visto que as estradas e saídas nunca estão de acordo com o apresentado na
contagem física como existência final.

Existência de itens no armazém mais que não constam na ficha de armazém itens avaliados
em cerca de 10 toneladas;

Falhas na coordenação entre o departamento de contabilidade e comercial visto que foi


implementado um sistema informático PHs com vista a automatizar a integração de facturas,
recibos normais e de adiantamentos, notas de crédito e notas de débito de clientes, mas
contudo, mensalmente existem diferenças nos mapas apresentados por ambos os
departamentos pois ocorre a falta de integração de algumas facturas a contabilidade e por
conseguinte obriga a contabilidade a efectuar o trabalho de forma manual embora tenha sido
solicitado um técnico para colmatar a situação o problema permanece.

5.3. Recomendações
 Criação de uma comissão de contagem física dinamiza e com profissionais inseridos;
 Umas confrangem física para apurar as reais existências no armazém;
 Melhoramento da actividade comunicativa interdepartamental e melhorias do
ambiente de trabalho, ou seja, relacionamento trabalhador colega de trabalho;

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 Recorrer-se a integração automática das facturas e recibos a posterior verificação dos
dados lançados e envio de uma duplicata como forma de confirmação a nível
interdepartamental.

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6. REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS

Almeida, L. (2013). Liderança e criatividade nas organizações. In Varela, Lopes Dias &
Lopes Costa (Eds.) Excelência Organizacional. (pp. 27-62). Lisboa. Bnomics.

Bueno, Wilson da costa. (2000). Comunicação empresarial: teoria e pesquisa. Malone.


Barueri.

Chiavenato, Idalberto. (2004). Comportamento Organizacional: A dinâmica do sucesso das


organizações. São Paulo: Pioneira Thomson Learning.

Devesa, Laura Moura. (2016). A importância da comunicação no contexto organizacional:


A comunicação organizacional como ferramenta de desenvolvimento e eficácia de uma
organização. Dissertação de Mestrado. Instituto Politécnico de Portugal, Escola superior de
Cineciências Empresariais.Setúbal.

Gil, A. C. (2005). Como elaborar projecto de pesquisa. 4ª Edição. Editora Atlas. São Paulo.

Ribeiro. J. (2008). Comportamento Organizacional. Acesso em 05/10/2016.


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