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CPS – Sistemas Pneumáticos

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 1


Conteúdo Geral

O curso aborda os seguintes tópicos principais:

✓ Preparação do Ar e Simbologia Pneumática;


✓ Vácuo e Elementos de Controle;
✓ Dimensionamento de Sistema Pneumático;
✓ Eletropneumática;
✓ Comandos Sequenciais e Métodos Sistemáticos Pneumáticos;
✓ Métodos Sistemáticos Eletropneumáticos;
✓ Eficiência Energética e Otimização de Sistemas;
✓ A digitalização da pneumática e a adequação à Indústria 4.0.

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Conteúdo Estruturado – Parte 1
Módulo 1: Produção, Preparação do Ar Comprimido e Módulo 2: Vácuo e Elementos de Controle
Simbologia Pneumática
✓ Tecnologia do vácuo na pneumática:
✓ Princípios básicos sobre o ar comprimido: produção, conceitos básicos;
preparação e distribuição; ✓ Dimensionamento e seleção de ventosas e
✓ Unidades de tratamento de ar: seleção dos principais válvulas geradoras de vácuo em sistemas
componentes que integram unidades de tratamento de ar pneumáticos de manipulação;
em circuitos pneumáticos; ✓ Componentes para o vácuo;
✓ Revisão de simbologia pneumática; ✓ Válvulas de controle;
✓ Tecnologia de válvulas direcionais;

Módulo 3: Dimensionamento de Sistema Pneumático

✓ Válvulas de controle – continuação; Módulo 4: Eletropneumática


✓ Dimensionamento e seleção de atuadores pneumáticos:
cálculos de vazão consumida, pressão de trabalho e ✓ Elementos e circuitos eletropneumáticos;
dimensões dos atuadores pneumáticos;
✓ Seleção de válvulas direcionais;
✓ Dimensionamento do diâmetro da tubulação e conexões;
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Conteúdo Estruturado – Parte 2
Módulo 5: Comandos Sequenciais e Métodos Módulo 6: Métodos Sistemáticos Eletropneumáticos
Sistemáticos Pneumáticos
✓ Desenvolvimento de circuitos eletropneumáticos
✓ Comandos Sequenciais; sequenciais com mais de um atuador: métodos
✓ Desenvolvimento de circuitos pneumáticos sistemáticos para elaboração de circuitos (parte
sequenciais com mais de um atuador: métodos 2);
sistemáticos para elaboração de circuitos (parte
1);

Módulo 7: Eficiência Energética e Otimização de


Sistemas
Módulo 8: A digitalização da Pneumática e a
✓ Eficiência energética em circuitos pneumáticos; Adequação à Indústria 4.0
✓ Análise de falhas em circuito pneumático;
✓ Concepção de comunicação e ação via interface ✓ Conceituação: Indústria 4.0;
EasyPort; ✓ Evolução tecnológica da Indústria 3.0
(Automação) à Indústria 4.0;
✓ Concepção de estruturação e comunicação via ✓ Exemplos aplicados em soluções pneumáticas.
CPX/CoDeSys;

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MÓDULO 1

Produção, Preparação do Ar Comprimido e


Simbologia Pneumática
✓ Princípios básicos sobre o ar comprimido:
produção, preparação e distribuição;
✓ Unidades de tratamento de ar: seleção dos
principais componentes que integram unidades
de tratamento de ar em circuitos pneumáticos;
✓ Revisão de simbologia pneumática;
✓ Tecnologia de válvulas direcionais;

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Produção do Ar Comprimido
O ar comprimido é produzido por meio de compressores. Estes compressores são acionados por motores
elétricos ou à diesel.
As aplicações são as mais variadas, permitindo conforto e agilidade nos diversos empregos da tecnologia
pneumática.

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Produção do Ar Comprimido – Tipos de Compressores

Pistões

Deslocamento
positivo

Rotativos

Compressores

Centrífugos

Dinâmicos

Axiais

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Produção do Ar Comprimido – Compressor de Pistões

Simbologia

✓ Bastante utilizado atualmente


✓ Suporta pressões acima de 10 bar
✓ Contamina o ar com óleo
✓ Compressão pulsante
✓ Baixo Custo

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Produção do Ar Comprimido – Compressor de Parafusos

Simbologia

✓ Compressão contínua
✓ Isento de lubrificação
✓ Alta vazão
✓ Baixa manutenção
✓ Custo elevado
✓ Grande aplicação na indústria

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Qual tipo de compressor escolher?

Simbologia

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Estimando a potência do compressor...

• Vazão nominal do compressor deve ser até 20% acima do consumo estimado.

• Para cada 4 pcm (pé cúbico por minuto) = 113,3 l/min o compressor consome
aproximadamente 1HP de potência.

Notas:

- 1 pcm  28 litros/min
- 1 HP = 745,7 W

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Distribuição do Ar Comprimido – Rede de Ar Comprimido

1. Compressor
2. Resfriador posterior ar/ar
3. Separador de condensados
4. Reservatório
5. Purgador automático
6. Pré-filtro coalescente
7. Secador
8. Purgador automático eletrônico
9. Pré-filtro coalescente grau x
10. Pré-filtro coalescente grau y
11. Pré-filtro coalescente grau z
12. Separador de água e óleo
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Distribuição do Ar Comprimido – Rede de Ar Comprimido (Simbologia)

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Reservatório de Ar Comprimido

Simbologia

✓ Estabilização da rede de ar comprimido

✓ Elimina as oscilações

✓ Garantia de Reserva

✓ Refrigera o ar (por sua grande superfície)

✓ Separa parte da umidade contida no ar por condensação

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Vantagens do Ar Comprimido

✓ Funcionamento seguro mesmo em situações térmicas extremas;

✓ Limpeza: Vazamentos eventuais não poluem o ambiente;

✓ Seguro: Não há riscos de explosão ou incêndio;

✓ Construção simples dos elementos;

✓ Altas velocidades de trabalho;


✓ Seguro contra sobrecarga;

✓ Quantidade ilimitada;

✓ Fácil armazenamento;
✓ Fácil transporte;
✓ Fácil regulagem.

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Desvantagens do Ar Comprimido

✓ O ar comprimido é econômico entre 6 e 7 bar de pressão.

✓ Ruído: o escape do ar é ruidoso, porém, atualmente os sistemas já estão mais confortáveis.

✓ Preparação: Impurezas e umidade causam desgaste prematuro dos elementos pneumáticos.

✓ Compressibilidade: Não é possível manter constante as velocidades dos atuadores.

✓ Custo: o ar comprimido é uma fonte de energia cara.

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Propriedades do Ar Comprimido
✓ Compressibilidade: Capacidade de reduzir o volume de uma certa quantidade de ar.
✓ Expansibilidade: Capacidade de retornar ao seu volume inicial.
✓ Difusibilidade: Capacidade de misturar-se homogeneamente com quaisquer outros gases.

Nitrogênio
77,00%

Outros Oxigênio A umidade contida no ar é um


Argônio
0,07% 20,70% grande desafio na preparação do
Água 0,90%
ar comprimido!
1,30%
Dióxido de Carbono
0,03%
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Secadores por Adsorção

✓ Redução do ponto de orvalho de -40°C e -70°C


✓ Pressão de entrada: 4 a 16 bar.
✓ Vida útil média: 5 anos.

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Secadores por Adsorção – Funcionamento

Principio: Adsorção é o processo no qual os


fluidos (gasosos e líquidos) são atraídos e ligados
a superfície de um material sólido.
Filtro saída
Funcionamento: O processo é regenerativo,
enquanto uma coluna esta secando o ar de
Material dessecante trabalho a outra está secando o material secante
para ser utilizado posteriormente.

Classificação do ar: Até x.2.x à vazão nominal e


até x.1.x para vazões abaixo do nominal

Ponto de orvalho definido! Não depende de


Válvula de valores de pressão, temperatura ou vazão.
controle
Filtro entrada

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Preparação do Ar Comprimido

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Preparação do Ar Comprimido

Você sabe o que está contido em um metro cúbico


de ar?

✓ até 180 milhões de partículas de sujeira


✓ até 80 gramas de água (50°C)
✓ até 0,03 miligramas de óleo
✓ vários contaminantes químicos como: cádmio,
mercúrio, etc...

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Preparação do Ar Comprimido

O ar comprimido como fonte de energia é mais eficiente quando as condições abaixo são cumpridas:

Pressão correta Menos condensados

Menos partículas Óleo correto


utilizado no
sistema

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Preparação do Ar Comprimido

Ajustes errados de pressão podem gerar: Partículas no sistema podem resultar em:

✓ Desgaste prematuro do equipamento; ✓ Desgaste prematuro do equipamento;


✓ Vibrações; ✓ Quedas de pressões;
✓ Vazamentos; ✓ Travamento de válvulas;
✓ Altos custos de operação. ✓ Bloqueios de ar;
✓ Mal funcionamento em geral.

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Preparação do Ar Comprimido

Condensados no sistema podem resultar em: Ajuste errado na lubrificação ou tipo de óleo
selecionado errado podem resultar em:
✓ Corrosão dos componentes;
✓ Ressecamento de vedações e tubulações; ✓ Desgaste prematuro do equipamento
✓ Hidrólise (danos nos polímeros gerados pela ✓ Remoção da lubrificação natural dos;
umidade); componentes (óleos e graxas especiais);
✓ Redução de velocidade. ✓ Dilatação das vedações;
✓ Manchas no produto.

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Umidade do Ar e o Ponto de Orvalho (Dew Point)

A umidade e o condensado se relacionam através do ponto de orvalho.


O ponto de orvalho é a menor temperatura em que o ar pode ser resfriado sem ocorre precipitação
de água (°C)

A quantidade de água que 1 m3 de ar pode conter depende da temperatura e da pressão:

quantidade de água temperatura do ar


quantidade de água pressão do ar

Temp. (°C) -20 -10 0 5 10 15 20 30 50 70 90 100


1 bar
g/m³ 0.9 2.2 4.9 6.8 9.4 12.7 17.1 30.1 82.3 196.2 472 588

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Condensado

O condensado se refere à uma parcela da umidade presente no ar. O condensado surge pela
aglutinação (condensação) da umidade em situações descritas anteriormente.

O condensado nada mais é do que a água no estado líquido.

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Influência da Qualidade do Ar nos Sistemas Pneumáticos

Porque nós precisamos preparar o ar para as aplicações?


Efeitos que podem ocorrer devido ao ar de má qualidade:
Partículas

• Abrasão precoce
• Acúmulo de sedimentos devido às particulas
+
• Corrosão
Umidade
• Redução de velocidade devido à umidade
+
• Deterioração da vida útil
• Aglutinação de partículas devido ao óleo

Óleo o Queda de pressão


o Manutenção
o Paradas de máquina CUSTOS!

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Influência da Qualidade do Ar nos Sistemas Pneumáticos

Consequências da má qualidade

✓ Oxidação (água);
✓ Danificação das vedações por partículas;
✓ Danificação de vedações internas;
✓ Atritos internos;
✓ Congelamento de válvulas.

Resultados

✓ Vazamentos;
✓ Baixa velocidade;
✓ Redução da durabilidade dos componentes;
✓ Redução da eficiência dos componentes;
✓ Funcionamento inadequado.

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Problemas Decorrentes da Falta de Tratamento de Ar

Filtros de saturados

Problemas:

1. Grandes quedas de pressão (devido ao mau


funcionamento).
2. Falha completa na filtragem (o particulado
atinge o sistema pneumático).

Razões:

Não foi feita a troca regular dos elementos


filtrantes.

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Problemas Decorrentes da Falta de Tratamento de Ar

Carretel das válvulas danificado

Problemas:

Vazamentos e/ou mau funcionamento.

Razões:

Danificação das vedações devido à contaminação


pelas partículas.

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Problemas Decorrentes da Falta de Tratamento de Ar

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Unidades de Tratamento

+ + =

Filtro de Regulador de Lubrificador


partículas e pressão
separador de
condensados

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Ajuste de Pressão

Qual a pressão correta que deve ser ajustada num sistema?

A mínima pressão possível para operar o sistema suavemente!

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Válvula Reguladora de Pressão

Simbologia

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Partículas e Condensado

Dreno automático

Dreno manual

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Tipos de Filtros

Cyclone separador Pré-filtro Micro-filtro Carvão Ativado Estéril

Água, pó Água, pó Água, pó, óleo Microorganismos


Odores
> 50 µm 40 ... 5 µm 0.01 µm

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Qualidade do Ar Comprimido

Classificação do ar comprimido conforme a ISO 8573-1:2010

Classificação [ X : Y : Z ]

Quantidade e concentração de partículas sólidas

Concentração de água / ponto de orvalho

Concentração de óleo

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Qualidade do Ar Comprimido

Classificação do ar comprimido conforme a ISO 8573-1:2010

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Qualidade do Ar Comprimido

Classificação* do ar comprimido para cada aplicação com baterias de filtros

Compressor Filtro [7:4:4]


40 μm

Filtro [6:4:4]
5 μm

Filtro
Filtro [5:4:3]
Fino
5 μm 1 μm
Filtro Filtro
Filtro [1:4:2]
Fino Coales.
5 μm 1 μm 0,01 μm
Filtro
Filtro Filtro Carvão
Filtro Ativ.
Fino Coales. [1:4:1]
5 μm 1 μm 0,01 μm

*Classificação do ar comprimido de entrada [ - : 4 : 4 ]


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Filtro de Partículas
Saída

Placa
Entrada
Defletora
Simbologia

Elemento
Filtrante
Filtro de Partículas Copo do
Filtro
✓ Remoção de partículas solidas contaminantes até 40µm ou 5µm
✓ Separação de líquidos (ex.: falha no secador) Condensado

✓ Utilizado em aplicações industriais onde a água, óleo e partículas de


Dreno
impurezas que prejudicam o sistema devem ser retirados
✓ Também é utilizado como um pré-filtro coalescente

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Filtro Coalescente Indicador de
Saturação

Saída

Simbologia
Entrada Filtro
Coalescente

Condensado Dreno
Automático
Filtros Finos e Micro-Filtros
Copo do
✓ Duas escalas de filtragem: 1µm e 0,01µm Filtro
✓ Especialmente desenvolvido para remover partículas solidas, água e vapores de óleo até 0,01µm
✓ Adequado para a filtragem de vapores de óleo até 0,1 mg/m³ (DIN/ISO classe 2)
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Filtro de Absorção

Indicador de
Pressão
Diferencial Saída Simbologia
Filtro de Carvão Ativado

✓ Utilizado para remover vapores de óleo e


odores
Entrada
✓ Quantidade máxima de óleo à uma
Filtro de Carvão
Ativado pressão de 7 bar: 0,003 mg/m³
0.0003 ppm ✓ O filtro de carvão ativado é normalmente
utilizado em conjunto com um micro-filtro
Copo do Copo ✓ Principais aplicações: Indústrias de
Filtro Transparente
alimento e embalagem, farmacêutica e
Dreno
eletrônica
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Lubrificação

Que tipo de óleo deve ser usado para lubrificar o


sistema pneumático?

O melhor mesmo é não usar óleo!


Porém, em sistemas onde o óleo é necessario,
utilizar:
Óleo hidráulico com viscosidade ISO VG 32.

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Lubrificador de Ar Comprimido

Câmara de
Simbologia
gotejamento

Válvula de
retenção

Tubo ascendente

Óleo

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Unidade de Tratamento

Lubrificador

Distribuidor

Filtro com regulador


Válvula de abertura e fechamento

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Válvula de Abertura/Fechamento para Exaustão

Trata-se de uma válvulas 3/2 vias NF para exaustão do ar quando necessario.

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Válvula de Abertura e Fechamento

Acionamento manual Acionamento elétrico

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Válvula de Alimentação Progressiva

Existem sistemas onde não é seguro


pressurizar o sistema instantaneamente.
Para prevenir isso, uma válvula de
alimentação progressiva é usada para
permitir um aumento gradativo da
presssão.

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Válvula de Alimentação Progressiva (Soft-start Pneumático)

Pneumática Elétricas

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Válvula de Alimentação Progressiva

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Secadores por Membrana – Funcionamento

1 6 1. O ar comprimido entra no secador de membrana

2. Atravessa as membranas capilares

3. É dividido em duas partes


Corpo
4. Parte do ar (máx. 15%) é exaurido para a
Orifício de exaustão atmosfera. Gera-se uma diferença de pressão
4
2 entre o ar no interior da membrana do ar fora dela
2
Membranas capilares 5. Parte do ar é canalizado para utilização

5 6. O ar comprimido sai com uma menor concentração


Bocal de água (menor ponto de orvalho)

A diferença de pressão entre o ar comprimido no interior das membranas capilares


(2) e o ar comprimido que está sendo exaurido (4) faz com que as moléculas de
3 água sejam expelidas, através das membranas capilares, para a atmosfera
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Secadores por Membrana – Aplicação

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EXERCÍCIO 1

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Revisão de Simbologia – Circuitos Pneumáticos

Como funcionam os circuitos pneumáticos?


O cilindro se move porque:
✓ A pressão do ar aplica uma força no
pistão do cilindro empurrando-o na
direção do avanço;

✓ A pressão do ar chega até o cilindro por


meio de uma válvula direcional;

✓ A pressão do ar chega até a válvula direcional


proveniente de uma unidade de tratamento;

✓ A pressão do ar chega até a unidade de


tratamento proveniente da rede de ar
comprimido.

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Atuadores – Simples Ação

Simbologia

Com retorno por mola

Cilindro de parada de simples ação com


avanço por mola

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Atuadores – Dupla Ação

Simbologia

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Especificando a Função de uma Válvula Direcional (Conforme Norma DIN/ISO 1219)

Exemplos de construção de válvulas:

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Funções de uma Válvula Direcional: Número de Posições e Vias
Símbolo Designação Composição

2/2 vias NF 2 vias e 2 posições normalmente fechada

2/2 vias NA 2 vias e 2 posições normalmente aberta

3/2 vias NF 3 vias e 2 posições normalmente fechado

3/2 vias NA 3 vias e 2 posições normalmente aberta

“nº de VIAS” / “nº de POSIÇÕES” vias


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Funções de uma Válvula Direcional: Número de Posições e Vias

Símbolo Designação Composição

4/2 vias 4 vias e 2 posições

5/2 vias 5 vias e 2 posições

5/3 vias 5 vias e 3 posições – centro fechado

5/3 vias 5 vias e 3 posições - centro despressurizado

“nº de VIAS” / “nº de POSIÇÕES” vias


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Válvulas Direcionais mais Comuns

Símbolo Designação

3/2 vias NF – Acionamento por Botão e Retorno por Mola

3/2 vias NF – Acionamento por Rolete e Retorno por Mola

3/2 vias NF – Acionamento por Simples Piloto

5/2 vias – Acionamento por Duplo Piloto

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Válvulas Direcionais – Designações dos Acionamentos
3 /2
2

12 10 12 = 1 p/ 2 10 = 1 p/ 0
Piloto
1 3

2
12
Solenoide
10 12 = 1 p/ 2 10 = 1 p/ 0
1 3

5/2 e 5/3
4 2
14 12
Piloto 14 = 1 p/ 4 12 = 1 p/ 2
5 3
1

14 4 2 12

Solenoide 14 = 1 p/ 4 12 = 1 p/ 2
5 3
1

14 4 2 12

Solenoide 14 = 1 p/ 4 12 = 1 p/ 2
5 3
1

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Válvulas Direcionais – Generalidades do Escape

10 12 Escape sem conexão (sem rosca)


1 3

12 10 Escape com conexão (com rosca


1 3 ou outra fixação)

4 2
14 12
Escape com conexão e silenciador
5 3
1

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Circuito para Movimento de um Atuador de Simples Ação Retorno por Mola

Atuador

Válvula direcional 3/2 vias


acionamento por botão
e retorno por mola NF

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Circuito para Movimento de um Atuador de Dupla Ação

Atuador

Válvula direcional 5/2 vias


acionamento por botão
e retorno por mola

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Tecnologia de Válvulas Direcionais Pneumáticas

A válvulas direcionais estão sempre atualizando suas funções, diante das exigências dos sistemas
pneumáticos:

- Trabalhar com vácuo


- Ter dominância
- Possuir alta vazão
- Possuir alta frequência de comutação
- Indicar grau de proteção IP
- Indicar faixa de temperaturas de trabalho
- Baixa potência
- Etc.

As próximas apresentações ilustram as mais notáveis atualizações.

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Válvula Direcional: Definições

Dados técnicos
Função 5/2 vias biestável-dominante
Tipo de acionamento Pneumático (piloto)
Conexão G3 / 4
Acionamento manual Não possui
Direção do fluxo Não reversível
Tipo de pilotagem Direto
Pressão do piloto 2-16 bar
Meio de operação Ar comprimido filtrado,
lubrificado ou não, grau de
filtragem 40 µm, vácuo

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Válvula Direcional: Definições

Dados técnicos
Função 5/2 vias simples solenóide
Tipo de acionamento Elétrico
Conexão G1 / 2
Vazão nominal 4500 Lpm
Tensão de operação 24 VDC
Princípio construtivo Carretel
Tipo de pilotagem Piloto interno
Acionamento manual Botão pulsante
Tipo de reposição Mola mecânica
Direção do fluxo Não reversível

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Válvula Direcional: Definições

Dados técnicos
Função 5/2 vias simples solenóide
Tipo de acionamento Elétrico
Conexão G1 / 2
Vazão nominal 4500 Lpm
Tensão de operação 24 VDC
Princípio construtivo Carretel
Tipo de pilotagem Piloto interno
Acionamento manual Botão pulsante
Tipo de reposição Mola pneumática
Direção do fluxo Reversível

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Válvula Direcional: Definições

Dados técnicos
Função 5/2 vias biestável (duplo
solenóide)
Tipo de acionamento Elétrico
Direção do fluxo Não reversível Escape dos pilotos
Tipo de pilotagem Interna
Acionamento manual Pulsante

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Válvula Direcional: Definições

Dados técnicos
Função 5/2 vias duplo solenóide -
dominante
Tipo de acionamento Elétrico
Direção do fluxo Não reversível
Tipo de pilotagem Piloto interno

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Válvula Direcional: Definições

Dados técnicos
Função da válvula 5/2 vias simple solenóide
Tipo de atuação Elétrico
Pressão de operação -0.9 – 16 bar
Tipo de reposição Mola pneumática
Direção do fluxo Reversível
Tipo de pilotagem Piloto externo

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Válvula Direcional: Exemplos de Características Técnicas – Parte 1

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 72


Válvula Direcional: Exemplos de Características Técnicas – Parte 2

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 73


Válvula Direcional: Exemplos de Características Técnicas – Parte 3

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 74


Válvula Direcional: Exemplos de Características Técnicas – Parte 4

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Válvula Direcional: Exemplos de Características Técnicas – Parte 5

Nota: Vácuo na conexão 4


e expulsão na conexão 2.

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Válvulas com Acionamento por Solenoide – Piloto Interno x Piloto Externo

Piloto interno (Aplicações gerais) Piloto externo (Aplicações com


sistemas de vácuo)

Simples piloto com


mola mecânica
Simples piloto com
mola mecânica

Simples piloto com


mola pneumática

Simples piloto com


mola pneumática

Duplo piloto

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Montagem de Válvulas Direcionais em Manifold

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EXERCÍCIO 2

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MÓDULO 2

Vácuo e Elementos de Controle


✓ Tecnologia do vácuo na pneumática: conceitos
básicos;
✓ Dimensionamento e seleção de ventosas e
válvulas geradoras de vácuo em sistemas
pneumáticos de manipulação;
✓ Componentes para o vácuo;
✓ Válvulas de controle;

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Tecnologia do vácuo

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Tecnologia de Vácuo: Conceitos

O que é Vácuo?

Vácuo é definido como um espaço totalmente


desprovido de matéria (vácuo ideal ou 100% de vácuo).

Na prática, se tem vácuo quando a pressão do ar no


espaço encontra-se abaixo da pressão atmosférica

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Tecnologia de Vácuo: Visão Geral

Na indústria o Vácuo é usado para:

Transporte de materiais sensíveis

Transporte de materiais pesados


Processos de embalagem de
produtos

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Tecnologia de Vácuo: Visão Geral

Vantagens da utilização do vácuo:

• Transporte suave de peças de trabalho;

• Sem “agressão” da peça manipulada;

• Componentes compactos, leves e “limpos”;

• Baixos tempos de comutação;

• Pouca necessidade de manutenção.

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Tecnologia de Vácuo: Visão Geral

O que considerar no momento da especificação?

• Características da peça; • Características do ambiente de trabalho;

• Posição da peça; • Temperatura de trabalho;

• Pressão atmosférica local; • Taxa de vazamento;

• Taxa de sucção; • Consumo de ar;

• Valores de vácuo necessários; • Eficiência.

• Tempo de evacuação;

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Tecnologia de Vácuo: Conceitos

Unidades de medidas

Existe um grande número de unidades nacionais e internacionais de medidas.

As unidades mais utilizadas para valores de pressão são o Pascal (Pa) e bar.

O nível de vácuo é frequentemente expresso como um valor de % (valores relativos).

( Pa )  N / m²  kg / m.s ²
(bar )  10 Pa 5

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Tecnologia de Vácuo: Conceitos

Unidades de Pressão:
Pressão

Patm = 1 atm
+ Pe
Patm = 1,013 bar
Faixa de
Patm = 1 kgf/cm² Sobre-pressão
Pressão absoluta

Patm = 101,3 KPa


Nível variável
da Pressão
Patm = 14,7 PSI Atmosférica
1,013 bar
Patm = 760 mmHg
- Pe

Faixa de depressão
0

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Tecnologia de Vácuo: Conceitos

Faixas de vácuo Podemos expressar os valores de vácuo de três maneiras:


p (bar)
1
• Com uma escala relativa de valores em bar (0 a -1);
Vácuo Baixo
0,5 • Através de %;
Vácuo Médio
• Através da pressão absoluta.
0,2

Vácuo Alto 0% de vácuo é definido como a pressão atmosférica ambiente e


100% de vácuo é definido como vácuo ideal.
0,15

Vácuo Ultra Alto Em um vacuômetro, 0% corresponde


a 0 bar de vácuo e 100% corresponde
a -1 bar de vácuo.
0,05

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 88


Tecnologia de Vácuo: Conceitos

Faixas de vácuo Pressão Pressão Pressão


Vácuo Vácuo Absoluta
(bar) (%) (bar)
0 0 1
− 0.1 10 0.9
− 0.2 20 0.8
Aplicações com − 0.3 30 0.7
Vácuo baixo − 0.4 40 0.6
− 0.5 50 0.5
− 0.6 60 0.4
− 0.7 70 0.3
− 0.8 80 0.2
− 0.85 85 0.15
Aplicações com
− 0.9 90 0.1
Vácuo ultra alto
− 0.95 95 0.05
− 1.0 100 0

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 89


Tecnologia de Vácuo: Conceitos

Faixas de vácuo

Faixa de vácuo Exemplos de aplicações


Vácuo baixo Aplicações diversas em handling industrial.
Vácuo médio Secagem de plásticos, secagem de alimentos, produção de lâmpadas.
Vácuo alto Fundição de metais, fabricação de eletrodos.
Vácuo ultra alto Pulverização e revestimento de metais.

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 90


Tecnologia de Vácuo: Conceitos

Pressão Atmosférica

m
100000

10000

1000

100
0 200 400 600 800 1000 1200 mbar

Curva da pressão atmosférica ambiente em várias altitudes acima do nível do mar.

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 91


Tecnologia de Vácuo: Conceitos

Influência da Pressão Atmosférica

• A pressão atmosférica ambiente pamb cai com o


aumento da altitude acima do nível do mar.

• O diagrama mostra pamb aproximadamente 0 a uma


altitude de 100.000 metros.

• No topo do Monte Everest (8.848 m) a pressão


atmosférica é de aproximadamente 330 mbar.

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 92


Tecnologia de Vácuo: Conceitos

Força de Sucção

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 93


Tecnologia de Vácuo: Conceitos

Generalidades da Sucção

Embora se costuma dizer que é o vácuo que segura a peça, o que realmente ocorre é que a pressão
atmosférica aplicada externamente na ventosa juntamente com o vácuo interno são responsáveis em
gerar a força de sucção.

patm

Vácuo

A medida em que se eleva a porcentagem de vácuo em


uma altitude constante, melhor é a aderência.

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 94


Tecnologia de Vácuo: Geração de Vácuo

Temos duas maneiras de gerar o vácuo: Válvula Geradora de Vácuo ou Bomba de Vácuo.

Válvula Geradora de Vácuo Bomba de Vácuo


(Venturi)

Vácuo alto e ultra alto (acima de -0,98 bar) ou


aplicações com baixo vácuo e alta vazão.

Obs.: As bombas hidráulicas e compressores também


Vácuo alto e baixa vazão geram vácuo, porém, suas aplicações são direcionadas para
Vácuo baixo e alta vazão a admissão de fluidos, com finalidades dedicadas...

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 95


Tecnologia de Vácuo: Geração de Vácuo

Geração por Venturi x Bombas de Vácuo

Geração de Vácuo
Venturi Bombas
Nível de vácuo Alto nível de vácuo (até 90%) Alto nível de vácuo (até 98%)
Capacidade de Menor capacidade com vazão limitada
Maior capacidade (até 12000m³/h)
sucção (aproximadamente 16m³/h)
Consumo de ar comprimido somente durante o
Funcionamento contínuo. O vácuo é liberado
Operação período de sucção. Pode-se manter o vácuo
por meio de válvulas
constante através de monitoração
Aplicações Pontuais, fim de linha em sistemas handling Segmentos industriais com muito consumo
Aspectos
Simples, leve, compacta e dinâmica Complexo, grandes dimensões
construtivos
Montagem Quaisquer posições Restrita
Manutenção Isenta Periódica
Consumo energético vinculado ao preço do m³
Custos de operação elevados, fruto do
Consumo energético do sistema. Pode apresentar altos custos se não
funcionamento contínuo
forem utilizados circuitos de energy savings
Custo de aquisição Baixo Alto

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 96


Tecnologia de Vácuo: Geração de Vácuo

Princípio de Venturi

1: Porta entrada
.
2: Bico ejetor
3: Bocal coletor Tudo de Venturi
4: Porta exaustão
5: Porta vácuo

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 97


Tecnologia de Vácuo: Geração de Vácuo

Válvula Geradora de Vácuo por Venturi

1 3

• Com este componente, o vácuo é gerado com base no


princípio de Venturi, resultante da passagem de ar de 1
para 3;
• As ventosas podem ser conectadas diretamente na
linha de vácuo em 2;
• A sucção se encerra quando o ar comprimido não é
mais fornecido em 1.

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 98


Tecnologia de Vácuo: Componentes

Ventosas Geradoras de Vácuo Vacuostato Vacuômetro

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 99


Tecnologia de Vácuo: Componentes

Filtro de Atuador de dupla ação


Silenciadores
vácuo com haste passante

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 100


EXERCÍCIO 3

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 101


Tecnologia de Vácuo: Ventosas

A utilização de ventosas em sistemas Handling é uma solução simples, eficaz e segura. A ventosa é
o link entre a geradora de vácuo e a peça a ser transportada.

Com ventosas torna-se possível lidar com peças de trabalho que possuam massas variando de
apenas algumas gramas até várias centenas de quilogramas.

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 102


Tecnologia de Vácuo: Dimensionamento de Ventosas

Para o correto dimensionamento de ventosas existem três principais critérios que devem ser
considerados:

• Características da peça: massa, superfície, tipo de material (poroso, não-poroso, liso, rugoso e etc);

• Força de retenção e a aceleração do sistema;

• Direção do movimento.

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 103


Tecnologia de Vácuo: Dimensionando e Especificando Ventosas

Dependendo da aplicação, algumas condições operacionais são importantes para especificar as


ventosas:

• Segmento industrial de utilização;

• Condições geográficas;

• Ambiente de operação: quimicamente agressivo, úmido, quente e etc.

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 104


Tecnologia de Vácuo: Dimensionando e Especificando Ventosas

Além disso...

• Coeficiente de atrito;

• Coeficiente de segurança;

• Força teórica de retenção;

• Força de rompimento da ventosa (limites mecânicos);

• Quantidade de ventosas;

• Posição da pega nas peças.

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 105


Tecnologia de Vácuo: Dimensionando e Especificando Ventosas

Exemplo Simplificado

Uma peça de trabalho com uma massa de 20 kg precisa ser levantada verticalmente com 4 ventosas
(extra fundas) com aceleração de 5 m/s².

A pressão de vácuo disponível é -0,7 bar.

Qual é o diâmetro necessário de cada ventosa?

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 106


Tecnologia de Vácuo: Dimensionando e Especificando Ventosas

Determinando a Posição de Trabalho

A massa do objeto e a aceleração são parâmetros para determinar a força de sucção necessária.

Caso 1 – Favorável Caso 2


Ventosa na posição horizontal e Ventosa na posição horizontal e
movimento vertical movimento também horizontal

Caso 3 – Menos favorável


Ventosa na posição vertical e
movimento também vertical

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 107


Tecnologia de Vácuo: Dimensionando e Especificando Ventosas

Cálculo das Forças


ONDE:

F - força de retenção [N]


m - massa [kg]
g - aceleração da gravidade [m/s² ]
a - aceleração do sistema [m/s²]

s - (coeficiente de segurança)
= 1,5 para movimentos de translação
= 2,0 para movimentos de rotação (materiais não
uniformes, porosos ou rugosos usar 2,0 ou mais alto)

 - (coeficiente de atrito para superfícies)


oleosa:  = 0,1
molhada:  = 0,2
vidro, metal, madeira, pedra:  = 0,5
rugosa:  = 0,6

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 108


Tecnologia de Vácuo: Calculando o Número de Ventosas

O número de ventosas a serem utilizadas é facilmente calculado, dividindo-se o valor do peso da carga
a ser movimentada pela força de levantamento da ventosa escolhida.

Fórmula para o Cálculo do Número de Ventosas:

Onde:
n = número de ventosas
P = peso da carga em N
Fv = força de levantamento da ventosa em N (força de grip)

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 109


Tecnologia de Vácuo: Dimensionando e Especificando Ventosas

Calculando o Exemplo Simplificado

Determinando a força de sucção para uma peça de


20 Kg de peso e aceleração de 5m/s²:

F = m . (g+a) . s
F =20 .(9,81+5) .1,5 = 444,3 N

Consequentemente a força de cada ventosa Fv:


Fv= P/n
Fv= 444.3/4 = 111 N

n  número de ventosas

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 110


Tecnologia de Vácuo: Especificando Ventosas

Tipos de Ventosas

Padrão Extra funda Fole Oval


Para superfícies Para peças com raios Para superfícies inclinadas, Para peças de trabalho
planas e levemente ou profundamente onduladas, peças de trabalho estreitas, tais como
onduladas. onduladas. flexíveis com grandes áreas perfis e tubos.
de superfície.

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 111


Seleção de Ventosas

Standard Fole 1,5/3,5 Oval

Faces lisas e Superfícies onduladas, fora de Para superfícies


retas nível e faces largas com áreas oblongas

Extra deep

Superfícies Faces em ângulos, peças cilíndricas e


arredondadas esféricas

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 112


Forma Adequada da Ventosa para o Tipo de Superfície da Peça

Ventosa Standard Ventosa em Fole

Superfícieplana
Superfície plana Superfície angulada

Superfíciepouco
Superfície pouco enrrugada
enrrugada Superfície muito enrrugada

Superfície pouco curva Superfície muito curva

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 113


Tecnologia de Vácuo: Especificando Ventosas

Selecionando Ventosas

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 114


Tecnologia de Vácuo: Especificando Ventosas

Selecionando o Material da Ventosa

Borracha nitrílica
Material Borracha nitrílica Poliuretano Vulkollan® Silicone Viton
(anti estática)

Temperatura
-10...+70 -20...+60 -10...+80 -30...+180 -10...+200 -10...+70
(°C)

Resistência
abrasão .. ... ... . .. ..
Resistência
água ... - - .. .. -
Condições
atmosféricas . .. .. ... ... ..
Aplicações Convencionais Ásperas Automotivas Alimentícia Vidros Eletrônica

•••altamente adequado ••bem adequado •adequado –inadequado ®Vulkollan marca registrada da Bayer
Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 115
Diâmetro do Tubo

O tubo deve ser selecionado para alcançar uma vazão otimizada para um determinado volume ser
evacuado.
Diâmetros de tubos recomendados:

Eficiência do Bico de Sucção Tipo do Tubo Diâmetro do tubo


até 15 l/min PUN-4x0,75 2,5 mm

até 40 l/min PUN-6x1 4,0 mm

até 80 l/min PUN-8x1,25 5,5 mm

até 120 l/min PUN-10x1,5 7,0 mm

até 270 l/min PUN-12x2 8,0 mm

acima de 270 l/min PUN-16x2,5 11,0 mm

Os valores listados representam a seleção otimizada para um comprimento de tubo de 1 metro entre o gerador de vácuo e
a ventosa. As distâncias maiores que 1 metro, devem ser alcançadas através de tubos adequados de diâmetros maiores.

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 116


EXERCÍCIO 4

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 117


EXERCÍCIO 5

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 118


Válvulas de Controle

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 119


Válvula de Bloqueio – Alternadora (OU)

Simbologia

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 120


Válvula “OU” – Aplicação

Simbologia

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 121


Válvula de Bloqueio – Simultaneidade (E)

Simbologia

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 122


Válvula “E” – Aplicação

Simbologia

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 123


Válvula de Bloqueio – Válvula de Retenção

Simbologia

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 124


Válvula de Bloqueio – Retenção Pilotada

Simbologia

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 125


Válvula de Retenção Pilotada – Aplicação

Simbologia

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 126


Válvula de Bloqueio – Escape Rápido

Simbologia

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 127


Válvula de Escape Rápido – Aplicação

Simbologia

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 128


EXERCÍCIO 6

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 129


MÓDULO 3

Dimensionamento de Sistema Pneumático


✓ Válvulas de controle – continuação;
✓ Dimensionamento e seleção de atuadores
pneumáticos: cálculos de vazão consumida,
pressão de trabalho e dimensões dos
atuadores pneumáticos;
✓ Seleção de válvulas direcionais;
✓ Dimensionamento do diâmetro da tubulação e
conexões;

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 130


Válvula de Pressão – Reguladora de Pressão

Simbologia

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 131


Válvula Reguladora de Pressão – Aplicação

Avanço com pressão


controlada

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 132


Válvula de Fluxo – Reguladora de Fluxo Bidirecional

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 133


Válvula de Fluxo – Reguladora de Fluxo Unidirecional

Simbologia

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 134


Válvula Reguladora de Fluxo Unidirecional – Aplicação

METER IN METER OUT

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 135


Controlando a Velocidade dos Cilindros
Tipos de montagem das válvulas reguladoras de fluxo

Montagem no cilindro Montagem na válvula direcional

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 136


Válvula Combinada – Temporizadora NF

Simbologia

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 137


Válvula Temporizadora – Aplicação

Simbologia

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 138


EXERCÍCIO 7

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 139


Válvula Combinada – Sequência

2(A)

(Z)12

1(P) 3(R)

Simbologia

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 140


Válvula Combinada – Sequência

2(A)

(Z)12

1(P) 3(R)

Simbologia

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 141


Válvulas 5/3 vias

5/3 centro fechado

5/3 centro pressurizado

5/3 centro em exaustão

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 142


Válvula de Retenção Pilotada

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 143


Válvula de Retenção Pilotada

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 144


Posicionamento com Válvula 5/3 Centro Fechado

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 145


Posicionamento com Válvula 5/3 Centro em Exaustão

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 146


Solução Completa

ou

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 147


Dimensionamento de um Sistema Pneumático

O correto dimensionamento dos sistemas desempenha um papel muito importante no consumo de


energia. O mal dimensionamento do sistema cria uma grande resistência contra o fluxo de ar que
provoca quedas de pressão no sistema e os movimentos ficam lentos.

Mas o que geralmente acontece é que os fabricantes de máquinas super dimensionam os sistemas para
assegurar seu funcionamento. Assim, em muitos sistemas, há sempre potenciais de otimização devido
ao excesso de dimensionamento.
Comparação Visual

4 2

5 3 4 2
1

5 3
1

A B

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 148


Dimensionamento da Rede
Para o bom dimensionamento de um sistema
pneumático é importante observar os elementos à
seguir:
1. Listar os consumidores por tipo e quantidade;
2. Listar ou estimar consumo de ar de cada consumidor;
3. Determinar o consumo médio de ar, levando-se em conta as
simultaneidades e reservas para futuras expansões;
4. Calcular a rede de ar comprimido pelo seu comprimento,
válvulas e conexões;
5. Converter a perda de carga em comprimento de tubulação da
rede;
6. Calcular a máxima perda de carga admissível;
7. Indicar o comprimento nominal da rede para obter o diâmetro da tubulação;
8. Definir o material da tubulação.

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 149


Definição dos Fundamentos Físicos
F
Pressão é a relação entre a força
dividida pela área onde está sendo
O
aplicada. R
Ç
A
F
p = ---- ÁREA
A

Onde:
F p  pressão (Kgf/cm²)
p A F  força/carga (Kgf )
A  área/superfície (cm²)

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 150


Elementos do Atuador

p

A = π x R²
Haste π  pi = 3,14
R= 
A 2
Êmbolo   Diâmetro

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 151


Exemplo de Dimensionamento de um Sistema Pneumático – Parte 1

ENUNCIADO: Um sistema tem que levantar pacotes entre 70 e 100 kg de peso e altura 400 mm. O
tempo de elevação do pacote necessário é para ser de 3 segundos e de retorno do atuador de dupla
ação deve ser obtido em 2 segundos. A pressão de operação é de 6 bar.

Considerar:

- F = 100 kgf
- p = 6 kfg/cm²

Obs.: Distância entre válvula e


atuador: 3 m

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 152


Exemplo de Dimensionamento de um Sistema Pneumático – Parte 2

1. Considerando a carga de 100 kg e a pressão de 6 bar, calcular a área do êmbolo do atuador;

A = 100 kgf A = 16,7 cm²


F 6kgf/cm²
p A

2. Em seguida, calcular o diâmetro do êmbolo;

A = π . R² R = 16,7 R = 5,3 R = 2,3 cm


OU 3,14
A = R²
R = 23 mm
π
OU
R² = A R = A Diâmetro Mínimo  = 46 mm
π
Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 153
Exemplo de Dimensionamento de um Sistema Pneumático – Parte 3A

3A. Selecionando o atuador no catálogo;

Acrescentamos pelo menos 25% a mais na medida e observamos que o que nos atende é o de  63 mm.

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 154


Exemplo de Dimensionamento de um Sistema Pneumático – Parte 3B

3B. Observando a seleção do atuador no catálogo – Ficha técnica;

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 155


Exemplo de Dimensionamento de um Sistema Pneumático – Parte 4

4. Selecionando a haste do atuador;

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 156


Selecionando a Haste numa Tabela

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 157


Exemplo de Dimensionamento de um Sistema Pneumático – Parte 5

5. Fazer o cálculo do volume de ar; Primeiro calculamos as áreas:


Aa = Área do Avanço Ahaste = Área da Haste
A V=Axh Aa = π x R² Ahaste = π x R²

h
Aa = 3,14 x 31,5²
Aa = 3,14 x 992,25
1 Ahaste = 3,14 x 10²
Ahaste = 3,14 x 100
 Êmbolo = 63 mm
 Haste = 20 mm Aa = 3115,66 mm² Ahaste = 314 mm²
Distância (h) = 400 mm
Aa = 31,16 cm² Ahaste = 3,14 cm²

Depois calculamos os volumes:


Va: Volume do Avanço Vr: Volume do Retorno Volume Total (VT):
Va = Aa x h 2 Vr = (Aa – Ahaste) x h
Va = 3115,7 mm² x 400 mm Vr = (3115,7 mm² – 314 mm²) x 400 mm VT = Va + Vr
Va = 3115,7 mm² x 400 mm Vr = 2801,7 mm² x 400 mm VT = 1,25 l + 1,12 l
Va = 1246280 mm³ Vr = 1120680 mm³ VT = 2,37 litros
Va = 1,246280 litros Vr = 1,12068 litros
Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 158
Exemplo de Dimensionamento de um Sistema Pneumático – Parte 6

6. Calcular a vazão necessária;

Segundo o enunciado: Consumo por minuto (Q):


- 3 segundos para o avanço
Q = NS x VT
- 2 segundos para o retorno
Q = 12 x 2,37 l
TOTAL: 5 segundos
Q = 28,44 l/min
Q = 1706,4 l/h
NS = 60 segundos = 12 x
Q = 1,7 m³/h
5 segundos

Notas:

NS  Número de Ciclos Portando, para o sistema desenvolvido, precisaremos


de um compressor que forneça no mínimo a vazão de
1 Ciclo = Ida e Volta do Atuador 1,7 m³ por hora.

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 159


Exemplo de Dimensionamento de um Sistema Pneumático – Parte 7

7. Selecionando a mangueira; Q = 28,44 l/min

1. Distância entre
válvula e atuador

2. Escolher
sempre vazão
acima do cálculo
3. Diâmetro
interno do
tubo

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 160


Linhas de Derivação
Número de derivações Linha distribuição

Diâmetro interno em mm

Exemplo: Quantas linhas podem ser derivadas de uma linha de distribuição com 51 mm de
diâmetro?

Resposta: 16 conexões de 13 mm; 8 conexões de 19 mm; 4 conexões de 25 mm; 2 conexões


de 38 mm; 1 conexão de 51 mm.

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 161


Exemplo de Dimensionamento de um Sistema Pneumático – Parte 8

8. Selecionando válvula e conexão; Q = 28,44 l/min

Obs.: É importante fazer as considerações específicas da aplicação para selecionar a válvula, principalmente o
ambiente, para determinarmos se pode ser elétrica ou outro acionamento e ainda outras variáveis.

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 162


Tabela de Força Teórica dos Cilindros em N

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 163


Tabela de Consumo Teórico de Ar Comprimido dos Cilindros

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 164


Consumo de Vazão de Atuadores de Dupla Ação

 .n
Q Vazão média.
  .D 2  . D2  d 2
s Curso útil do atuador.
Qatuador  s.  s. 
D Diâmetro do atuador.
 4 4 
d Diâmetro da haste.
n Número de ciclos por minuto.
RC Relação de compressão.   .D 2
 s.  s.

 . D2  d 2 .n.RC
Qaspirada 
 4 4 

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 165


Consumo de Vazão de Atuadores de Simples Ação

Q Vazão média.
  .D 2 
s Curso útil do atuador.
Qatuador  s. .n
D Diâmetro do atuador.
 4 
n Número de ciclos por minuto.
RC Relação de compressão.

  .D 2 
Qaspirada  s. .n.RC
 4 

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 166


EXERCÍCIO 8

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 167


Tubos e Conexões

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 168


Visão Geral das Conexões
POLÍMERO METAL
NPKA NPQP QS(M) QS(M)-B QS-V0 NPQM NPQH NPCK CRQS

Novo Novo Novo

Ar Ar Ar Ar Ar Ar Ar Ar
Meio de Ar comprimido,
comprimido, comprimido, comprimido, comprimido, comprimido, comprimido, comprimido, comprimido,
Operação vácuo, água*
vácuo, água* vácuo, água* vácuo, água* vácuo vácuo, água* vácuo vácuo, água* vácuo, água*

Temperatura
-10 ... 60 -20 ... 60 -10 ... 80 -10 ... 60 0 ... 60 -20 ... 70 0 ... 150 -20 ... 120 -15 ... 120
[°C]
Pressão [bar] -0,95 ... 10 -0,95 ... 10 -0,95 ... 14 -0,95 ... 10 -0,95 ... 10 -0,95 ... 16 -0,95 ... 20 -0,95 ... 12 -0,95 ... 10

Material do PBT e latão PBT e latão Latão Latão


POM e PA66 PP PBT Aço inoxidável Aço inoxidável
Corpo niquelado niquelado niquelado niquelado

Rosca G R M, G e R MeR GeR MeG MeG MeG MeR


Resistência
++ +++ + + + + ++ +++ +++
Química
Indústria +++ +++ +++ +++ +++
- - - -
Alimentícia FDA FDA FDA FDA EG 1935/2004

CRC 4 4 1 1 1 1 3 4 4

Compatibili- Resistência à Resistência à


Características Aprovação Ampla escolha Alta resistência à
dade com Economia fagulhas de Robustez altas Clean design
Especiais pelo FDA de variantes corrosão
cleanroom solda temperatu-ras

* Água e outros meios mediante análise.

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 169


Tubos para Engate Rápido
As mangueiras usadas como os transportadores de ar comprimido, devem possuir as características
ideais para cada aplicação. Geralmente o ambiente externo tem características próprias e isto deve ser
muito bem observado.

Os materiais mais comuns destas mangueiras


são o a Poliamida, o Poliuretano e o Polietileno.

PUN PEN
Suas composições garantem aplicações PLN
diversificadas nos mais exigentes ambientes.

A medida comum principal apresentada


geralmente é o diâmetro externo.
PUN-H PUN-V0-C PUN-CM

PAN PAN-V0 PFAN

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 170


Tubos para Engate Rápido 1

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 171


Tubos para Engate Rápido 2

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 172


Tubos para Engate Rápido 3

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 173


Tubos para Engate Rápido 4

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 174


Tubos para Engate Rápido 5

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 175


Tubos para Engate Rápido 6

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 176


Visão Geral dos Tubos
POLIURETANO PFA**
PUN/PUN-DUO PUN-H/PUN-H-DUO PUN-CM PUN-V0 PUN-V0-C PFAN

Ar comprimido, Ar comprimido, Ar comprimido, Ar comprimido, Ar comprimido, Ar comprimido,


Meio de Operação
vácuo vácuo, água* vácuo vácuo, água* vácuo, água* vácuo, água*
Temperatura [°C] -35 ... 60 -35 ... 60 -35 ... 60 -35 ... 60 -35 ... 60 -20 ... 150
Pressão [bar] -0,95 ... 10 -0,95 ... 10 -0,95 ... 10 -0,95 ... 10 -0,95 ... 10 -0,95 ... 16
Resistência
- + + + + +++
Química
Indústria +++ +++
- - - -
Alimentícia FDA FDA
Resistência à
+ ++ ++ ++ ++ +++
hidrólise
Não propaga
- - - UL 94 UL 94 UL 94
chama
Ausência de
+++ +++ +++ +++ +++ -
halogênio
Flexibilidade +++ +++ ++ ++ ++ +
Resistência à
Características Ampla escolha Alta resistência à Não propaga Alta resistência
Antiestática fagulhas de
Especiais de variantes hidrólise chama química
solda

* Água e outros meios mediante análise. **Perfluoroalcóxi.

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 177


Visão Geral dos Tubos
POLIETILENO POLIAMIDA
PEN PLN PAN PAN-R PAN-V0 PAN-MF

Ar comprimido, Ar comprimido, Ar comprimido, Ar comprimido, Ar comprimido, Ar comprimido,


Meio de Operação
vácuo vácuo, água* vácuo vácuo vácuo, água* vácuo
Temperatura [°C] -30 ... 60 -30 ... 80 -30 ... 80 -30 ... 80 -30 ... 90 -60 ... 100
Pressão [bar] -0,95 ... 10 -0,95 ... 14 -0,95 ... 19 -0,95 ... 35 -0,95 ... 12 -0,95 ... 31
Resistência
++ ++ + + + +
Química
Indústria
- +++ - - - -
Alimentícia
Resistência à
+++ +++ ++ ++ ++ ++
hidrólise
Não propaga
- - - - UL 94 -
chama
Ausência de
+++ +++ +++ +++ - +++
halogênio
Flexibilidade ++ + ++ + ++ +
Adequado para Capacidade de Adequado para Resistência à
Características Resistência à Certificação
uso com corrente suporte de altas pressões de até fagulhas de
Especiais intempéries automotiva KFZ
elétrica cargas 35 bar solda

* Água e outros meios mediante análise.

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 178


Importância da Seleção Correta dos Tubos

Ataque químico Ataque hidrolítico Tensões mecânicas

Ataque microbiano Rachadura por fadiga Ataque por raios UV

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 179


Seleção Correta dos Tubos

Dano Aplicação

Químico Exposição a meios ácidos ou alcalinos,


ex.: detergentes e agentes de limpeza
Rachadura por fadiga Exposição a solventes ou hidrocarbonetos
ex.: tintas e lubrificantes
Microbiano Áreas externas, subterrâneas, áreas de grande poluição, úmidas e
quentes (tubulações de cabos)
Físico Áreas externas, áreas expostas a radiação ultravioleta artificial
ex.: Indústria alimentícia (esterilização)

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 180


Seleção Correta dos Tubos

Material do tubo Dano químico Rachaduras por fadiga Dano microbial Dano físico

Poliéster uretano - 0 - 0
Poliéster uretano + 0 ++ +
Poliamida 0 0 0 0
Polietileno + + ++ +
Perfluoralkoaxy ++ ++ ++ ++

++ Dano impossível
+ Dano raro
0 Dano ocasional
- Dano frequente

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 181


Seleção Correta dos Tubos

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 182


Generalidades sobre a Vazão em Normal m³ ou Normal l – 1
Nm³: normal metro cúbico
Nl: normal litro

A diferença é relativa a altitude em que a vazão é requerida...

O ar, em seu estado normal, ao nível do mar (referência) e à temperatura de 0°C (273 Kelvin) registra
uma pressão de 1 atmosfera ou 1,013 bar (760mm de Hg experiência de Torricelli).

Sempre que for necessário calcular as mudanças de estado do ar comprimido ou o consumo nas
instalações de sistemas pneumáticos, no sistema físico, deve-se utilizar estas unidades.

No Sistema Internacional (SI) ficou convencionado que para o estado normal a temperatura seria de
20°C (293 K) e a pressão de 100Kpa (1bar).

Portanto 1 Nm³ de ar comprimido é um metro cúbico de ar comprimido a uma pressão de 100Kpa e a


20°C (293 K).

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 183


Generalidades sobre a Vazão em Normal m³ ou Normal l – 2
Podemos exemplificar com um compressor, que é fabricado segundo normas que admitem sua
referência de produção de ar comprimido com a pressão ambiental de 1 Atm (1 bar), além de outros
critérios como umidade e temperatura. Ocorre que, em locais de maior altitude, o rendimento será
diferente (menor) por conta da menor pressão atmosférica nestes locais.
Ou seja, o compressor precisa de uma adaptação na abertura de entrada para compensar esse efeito
do ar rarefeito, da mesma forma que o ser humano se comporta com dificuldades de respirar, quando
visita estes ambientes. Com esta adaptação (abertura maior), o compressor poderá obter o mesmo
rendimento de produção de ar comprimido por tempo, em relação às altitudes mais baixas.

Quando alguém especifica uma vazão em Nm³/h ou


Nl/min ou Nl/s, quer uma garantia que esta vazão
seja alcançada independente da altitude onde será
desenvolvido o trabalho.

Nossos estudos não sofrem variação expressiva para


esta postulação!

Os resultados quantitativos das grandezas desta


experiência não serão iguais em altitudes diferentes.
Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 184
MÓDULO 4

Eletropneumática
✓ Elementos e circuitos eletropneumáticos;

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 185


Introdução aos Elementos Eletropneumáticos 1
Fonte de Alimentação Tensão Contínua 24V

✓ Os bornes e cabos possuem cores específicas da seguinte forma: o vermelho é o positivo (+) e o
azul o negativo (–) ou 0V;

✓ Usaremos fonte de alimentação com saída de tensão


contínua de 24V. Esta fonte é protegida contra curto circuito
e pode ser ligada à rede de tensão alternada 110V ou 220V.

A fonte tem capacidade para 5A.

Seus bornes são para pinos banana de 4 mm, assim como as


outras placas e os componentes.

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 186


Introdução aos Elementos Eletropneumáticos 2
Contatos – Tipos
✓ NA e NF  Geralmente contatos acionados por botão;

✓ Comutador  Geralmente contatos acionados por botão, rolete ou relé.

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 187


Introdução aos Elementos Eletropneumáticos 3
Distribuidor Elétrico
✓ Esta placa possui 8 LEDs e 1 Sirene.

LED SIRENE

✓ Os bornes desta placa, possuem as seguintes cores:

- LEDs (borne preto positivo e borne azul 0V)


- Sirene (borne vermelho positivo e azul 0V)

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 188


Lógicas Elétricas Básicas

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 189


Introdução aos Elementos Eletropneumáticos 4 Mola de
Relé retorno Bobina
Âncora

Isolador

Núcleo

Contatos

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 190


Ligação de Relé

✓ Observe que o comum nos contatos (ligado ao positivo +) são os bornes de baixo...

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 191


EXERCÍCIO 9

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 192


Selo Elétrico

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 193


Selo Elétrico – Comparação (Funcionamento)

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 194


Introdução aos Elementos Eletropneumáticos 5A
Sensores Digitais
Os Sensores Digitais são elementos que tem a finalidade de identificar a presença ou ausência de uma
variação e enviar esta informação.

Magnético Indutivo

Capacitivo Óptico

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 195


Polarização de Sensores Digitais – NPN ou PNP?

Sensor +V

P (Positivo)  Vermelho (+V)


N (Negativo)  Azul (0V)
PNP Entrada do CLP +
0V

Obs.: As duas primeiras letras


Sensor
+V
indicam a alimentação do sensor, e a
última letra indica o tipo de sinal de
saída.
NPN
Entrada do CLP –

0V

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 196


Saídas de Sensores Digitais – NA ou NF?

Os terminais seguem as seguintes cores:

- Vermelho (+V)
- Azul (0V)
- Preto (Saída NA)
- Verde (Saída NF)

Sensor +V Sensor +V

PNP PNP
Entrada do CLP Entrada do CLP
NA NF
0V 0V

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 197


Pressostato Digital
Trata-se de um sensor (medidor) de pressão eletrônico com display digital, que pode ser programado e
possui uma saída analógica. Apresenta facilidades de montagem e comissionamento...

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 198


Pressostato Digital – Programando

Manômetro
Digital

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 199


Pressostato Digital – Ligação

B – Nome genérico para sensor


p – Entrada de pressão
RD – Alimentação positiva (vermelho 24V)
BU – Alimentação negativa (azul 0V)
WH – Saída analógica (branco)
BK – Saída digital (preto)

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 200


Fluxostato Digital
Com este instrumento podemos medir o fluxo e enviar sinal de baixa corrente, conforme comparação de
valores previamente programados ou monitorar a tensão através de sua saída analógica...

Características Elétricas

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 201


Fluxostato Digital

Características Pneumáticas

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 202


Fluxostato Digital – Display

Display Ligado/Desligado

Indicação de Vazão
Status das saídas
acima da máxima
(Out1 e Out2)

- Ativar modo de configuração Exibição sequencial das Exibição sequencial das


- Mudar modo de configuração configurações Out1 ou configurações Out1 ou
- Retornar ao Display (Vazão) adição de valores (UP) diminuição de valores
- Registrar valor de pico (DOWN)

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 203


Fluxostato Digital – Programação Básica

Sensor de intervalo ON com histerese. Neste


caso, define-se os valores de setpoints para ligar
e desligar – o sensor começa ligado.

Sensor de intervalo OFF com histerese. Neste


caso, define-se os valores de setpoints para
desligar e ligar – o sensor começa desligado.

Sensor começa ligado e desativa saída ao atingir


o valor de setpoint programado.

Sensor começa desligado e ativa saída ao atingir


o valor de setpoint programado.

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 204


Fluxostato Digital – Ligação

B – Nome genérico para sensor


q – Entrada de fluxo
RD – Alimentação positiva (vermelho 24V)
BU – Alimentação negativa (azul 0V)
WH – Saída analógica (branco)
BK1 – Saída digital 1 (preto)
BK2 – Saída digital 2 (preto)

Nota: Manual no Apêndice desta apostila.

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 205


Introdução aos Elementos Eletropneumáticos 5B
Ligação dos Sensores

Nunca ligar o sensor diretamente na carga. Devemos sempre ligar a saída do sensor à bobina de um
relé auxiliar, deste modo, fazendo a proteção.

✓ Os Sensores são elementos sensíveis com relação


a corrente de trabalho;

✓ Se ligarmos à saída do sensor diretamente numa


carga cuja corrente seja superior a sua nominal,
corremos o risco de queimar esta saída do sensor;

✓ Fazer a ligação do sensor, conforme


recomendação apresentada na figura.

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 206


DEMONSTRAÇÃO – SENSORES

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 207


EXERCÍCIO 10

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 208


Introdução aos Elementos Eletropneumáticos 6
Relé Temporizador – ON DELAY Relé Temporizador – OFF DELAY
Atraso na Ativação Atraso na Desativação

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 209


EXERCÍCIO 11

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 210


Introdução aos Elementos Eletropneumáticos 7
Relé Contador Digital

2 4

A1 R1

1
A2 R2

A1 / A2 - Bobina de contagem (pulsos)

R1 / R2 - Bobina de reset

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 211


Relé Contador – Apresentação

Inicia, cancela ou reseta o Tecla Up: aumenta o valor do


contador a cada toque parâmetro sendo programado

Tecla Down: diminui o valor do


Display de contagem com 4 dígitos parâmetro sendo programado
Acesso à programação

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 212


Relé Contador – Características Gerais

- Alimentação: 10 a 30VCC;

- Temperatura de operação e armazenamento: entre -


10°C e 60°C;
LED indicador de
saída ativada
- Entrada:
01 entrada digital PNP;
Frequência máxima 2kHz.

- Saída:
01 saída a relé (3A – 220VCA).

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 213


Relé Contador – Programação do Usuário

Pressione a tecla para ter acesso à programação e as teclas e para ajustar os valores
desejados de contagem.

Para confirmar o valor ajustado, pressione a tecla

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 214


Relé Contador – Programação do SETUP

✓ Para acessar a configuração do modo de trabalho do contador, pressione as teclas e ligando

a energia, ou seja, este procedimento começa com o contador desenergizado.

✓ Ao acessar a programação o display indicará solicitando a senha de acesso.

A senha padrão de fábrica é 1234. Se a senha estiver correta o display indicará

Se pressionar a tecla pode-se alterar a senha, ou pressionando a tecla pode-se

prosseguir com a programação.

✓ Caso seja necessário programar o contador sem saber a senha pode-se utilizar a senha mestre: 1700

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 215


Relé Contador – Programação de FUNÇÃO

✓ Uma vez dentro do ambiente de programação, utilize a tecla para mudar a função e as teclas
e para alterar o parâmetro da função:

Exemplo – Alteração de Parâmetro da Função F8-0:

✓ Após concluir a programação utilize a tecla para gravar os dados e retornar ao funcionamento
normal.

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 216


EXERCÍCIO 12

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 217


Generalidades do Acionamento do Motor DC 1

Partida e
Reversão de
Motor DC

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 218


Generalidades do Acionamento do Motor DC 2

Partida e
Reversão de
Motor DC

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 219


MÓDULO 5

Comandos Sequenciais e Métodos


Sistemáticos Pneumáticos
✓ Comandos Sequenciais;
✓ Desenvolvimento de circuitos pneumáticos
sequenciais com mais de um atuador:
métodos sistemáticos para elaboração de
circuitos (parte 1).

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 220


Identificação dos Componentes

Atuadores: Número sequencial + letra A – (1A ..., 2A ...)


Bombas e compressores: Número sequencial + letra P – (1P ..., 2P ...)
Válvulas: Número do atuador + letra V + número sequencial – (1V1 ..., 2V1 ...)
Botões: Letra S + número sequencial – (S1 ..., S2 ..., S3...)
Fins de curso: Número do atuador + letra S ou B + 1 p/ recuado e 2 p/ avançado
(1S1..., 1S2..., 1B1..., 1B2...)
Nota: S  com contato físico – B  sem contato físico

Solenoide: Número do atuador + letra Y + 1 p/ avanço e 2 p/ retorno (1Y1 ..., 1Y2 ...)
Relés: Letra K + número sequencial
Nota: KT  relé temporizador – KC  relé contador
Outros: Número do atuador + letra Z + número sequencial
Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 221
Métodos de Elaboração de Projetos Pneumáticos

Algumas aplicações da pneumática se deparam com a necessidade de “anular” contra sinais para a
execução das sequências pré-estabelecidas...

Observamos que este contra sinal, ocorre quando a sequência de movimentos seguidos do mesmo
atuador é necessária.

Os métodos de resolução mais conhecidos são:

- Intuitivo (convencional ou eletropneumático)


- Passo a Passo (convencional)
- Cascata (convencional)
- Sequência Mínima de Contatos/Cascata (eletropneumática)
- Sequência Máxima de Contatos/Cadeia Estacionária ou Passo a Passo (eletropneumática)

Obs.: O método intuitivo de resolução exige bastante experiência, quanto maior for a complexidade da aplicação...

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 222


Comandos Sequenciais – Representação dos Movimentos

Atuador 2A
Empurra a caixa

Atuador 1A
Eleva a caixa

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 223


Comandos Sequenciais – Representação Descritiva dos Movimentos
(Tabela)

Passo Movimento Movimento


de do do
trabalho cilindro “1A” cilindro “2A”
Parado
1 Avança recuado

Parado
2 avançado Avança

Parado
3 Recua avançado

Parado
4 recuado Recua

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 224


Comandos Sequenciais – Representação Gráfica dos Movimentos
(Diagrama Trajeto-Passo)

Avanço Parado
Avançado

Recuo Parado
Recuado

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 225


Comandos Sequenciais – Representação Algébrica dos Movimentos
(Forma Algébrica)

(+) Avanço ( - ) Recuo

1A+ 2A+ 1A- 2A-

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 226


Comandos Sequenciais – Aplicação 1 (Sem Contra Sinal)

1 2 3 4 5=1
S2

1A
S1

S2

2A
S1
141V1 142V1 121V1 122V1
1A+ 2A+ 1A - 2A -
S1 1S2 2S2 1S1 2S1

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 227


DEMONSTRAÇÃO – INTUITIVO SEM CONTRA SINAL
FluidSim – Convencional

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 228


EXERCÍCIO 13
Intuitivo Convencional

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 229


Comandos Sequenciais – Aplicação 2 (Com Contra Sinal)

1 2 3 4 5=1
S2

1A
S1

S2

2A
S1
141V1 142V1 122V1 121V1
1A+ 2A+ 2A - 1A -
S1 1S2 2S2 2S1 1S1

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 230


DEMONSTRAÇÃO – INTUITIVO COM CONTRA SINAL
FluidSim – Convencional

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 231


Métodos Sistemáticos de Elaboração de Projetos Pneumáticos

Para algumas aplicações de resoluções em circuitos pneumáticos, devemos recorrer aos métodos
sistemáticos:

- Passo a Passo (convencional)


- Cascata (convencional)
- Sequência Mínima de Contatos/Cascata (eletropneumática)
- Sequência Máxima de Contatos/Cadeia Estacionária ou Passo a Passo (eletropneumática)

Vamos iniciar, à seguir, resoluções com a presença de contra sinal para as aplicações convencionais da
pneumática. Primeiro o método Passo a Passo e depois o Cascata.

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 232


Exemplo de Resolução – Método Passo a Passo (Convencional)
Elaborar uma solução de comando Passo a Passo para a necessidade abaixo:

Obs.: Utilizar válvulas 5/2 de duplo piloto e roletes nas posições de recuado e avançado dos
atuadores.

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 233


Método Passo a Passo
Este método consiste na simultaneidade de habilitação de uma linha de pressão e bloqueio da
anterior. A A0 A1 B0 B1
B

A+ B+ B- A-
Cada movimento
4 2 4 2
representa um módulo
e uma linha de passo.
Módulo 5 3 5 3

1 1

1
2
3
4

1 2 1 2 1 2 1 2

2 2 2 2
1 3 1 3 1 3 1 3

1 1 1 1

2 2 2 2

A1 B1 B0
Último módulo
habilitado
1 3 1 3 1 3 1 3
manualmente, ou seja,
Confirmação do movimento ar na última linha.
anterior
Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 234
DEMONSTRAÇÃO – MÉTODO PASSO A PASSO
FluidSim – Convencional

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 235


Exemplo de Resolução – Método Cascata (Convencional)
Elaborar uma solução de comando Cascata para a necessidade abaixo:

Obs.: Utilizar válvulas 5/2 de duplo piloto e roletes nas posições de recuado e avançado dos
atuadores.

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 236


Método Cascata – Regras Gerais

1) Estabelecer a sequência algébrica dos movimentos.

Exemplo:

141V1 142V1 122V1 121V1


1A+ 2A+ 2A - 1A -
S1 1S2 2S2 2S1 1S1

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 237


Método Cascata – Regras Gerais

2) Dividir a sequência em grupos:


- Cada atuador só pode ter um movimento seu em cada grupo.

Exemplo:
Grupo I Grupo II
141V1 142V1 122V1 121V1
1A+ 2A+ 2A - 1A -
S1 1S2 2S2 2S1 1S1

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 238


Método Cascata – Regras Gerais

3) O número de linhas auxiliares é igual ao número de grupos;

Exemplo:
1
2

Grupo I Grupo II
141V1 142V1 122V1 121V1
1A+ 2A+ 2A - 1A -
S1 1S2 2S2 2S1 1S1

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 239


Método Cascata – Regras Gerais

4) O número de válvulas inversoras (5/2 vias) é igual ao número de grupos menos 1;

Exemplo:

1
2
4 2

14 12

5 3
1

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 240


Método Cascata – Regras Gerais

5) Verificação do último movimento:

- Se este pertencer ao primeiro grupo, desenhar o circuito com ar na


primeira linha, e o botão de partida acima das linhas auxiliares.

- Se este pertencer ao último grupo, desenhar o circuito com ar na última


linha, e o botão de partida abaixo das linhas auxiliares.

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 241


Método Cascata – Regras Gerais Com 3 grupos
1
2
Com 2 grupos 3
1 4 2

14 12 (e2)
2
4 2
5 3
14 (e1) 12 (e2) 4 1 2

5 3 14 (e1) 12 (e3)

1
5 3
1

Com 4 grupos Com 5 grupos 1


1
2
2
3
3
4
4
4 2 5
4 2
14 12 (e2)
14 12 (e2)
5 3
5 3
4 1 2
4 1 2
14 12 (e3)
14 12 (e3)
5 3
5 3 4 2
4 2 1
1
14 12 (e4)
14 (e1) 12 (e4)
5 3
5 3
4 1 2
1
14 (e1) 12 (e5)

Último movimento pertence ao primeiro grupo. 5


1
3

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 242


Método Cascata – Regras Gerais Com 3 grupos
1

Com 2 grupos 2
3
1 4 2

2 14 12 (e2)
4 2
5 3
14 (e1) 12 (e2) 4 1 2

5 3 14 (e1) 12 (e3)
1
5 3
1

Com 4 grupos Com 5 grupos


1
1
2
2
3
3
4
4
4 2 5
4 2
14 12 (e2)
14 12 (e2)
5 3
5 3
4 1 2
4 1 2
14 12 (e3)
14 12 (e3)
5 3
5 3 4 2
4 2 1
1
14 12 (e4)
14 (e1) 12 (e4)
5 3
5 3
4 1 2
1
14 (e1) 12 (e5)

Último movimento pertence ao último grupo. 5


1
3

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 243


Método Cascata – Regras Gerais

1
2
4 2

14 12

5 3
1
Grupo I Grupo II
141V1 142V1 122V1 121V1
1A+ 2A+ 2A - 1A -
S1 1S2 2S2 2S1 1S1

Para o exemplo em questão, o último movimento está no último grupo.

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 244


Método Cascata – Regras Gerais

6) O primeiro movimento de cada grupo é ligado diretamente na linha do grupo;

141V1 142V1 122V1 121V1


1A+ 2A+ 2A - 1A -
S1 1S2 2S2 2S1 1S1

Obs.: Caso o último movimento pertencer ao primeiro grupo, este será o primeiro
movimento do grupo.

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 245


Método Cascata – Regras Gerais

1A 1S 1 1S 2 2A 2S 1 2S 2

Exemplo:

4 2 4 2

14 12 14 12

5 3 5 3
1 1

4 2

14 12

5 3
e1 e2
1

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 246


Método Cascata – Regras Gerais

7) Mudanças de grupos:
- Os elementos de sinais (Botões e Roletes) que têm como função a mudança
de grupo ficam abaixo das linhas auxiliares.

141V1 142V1 122V1 121V1

e1 1A+ 2A+ 2A - 1A -
e1
S1 1S2 2S2 2S1 1S1
e2
Grupo 1 habilitado por (e1) e grupo 2 habilitado (e2) , sucessivamente.

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 247


Método Cascata – Regras Gerais
1A 1S 1 1S 2 2A 2S 1 2S 2

Exemplo: 4 2 4 2

14 12 14 12

5 3 5 3
1 1

4 2

e1 2
14 12

e1 5
1
3
e2
2
e2
1 3 2B 2

2 1 3

1S 1

1 3
2

1 3

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 248


Método Cascata – Regras Gerais
1A 1S 1 1S 2 2A 2S 1 2S 2

Exemplo: 14
4 2

12 14
4 2

12

1S2 2
5 3 5 3
1 2 1
1 3

2S1 1 3

4 2

14 12
2
5 3 2
e1 e2
1 2
2S 2
1 3 2B 2 1 3
2 1 3

1S 1

1 3
2

1 3

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 249


DEMONSTRAÇÃO – MÉTODO CASCATA
FluidSim – Convencional

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 250


EXERCÍCIO 14
Cascata Convencional

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 251


MÓDULO 6

Métodos Sistemáticos Eletropneumáticos


✓ Desenvolvimento de circuitos
eletropneumáticos sequenciais com mais
de um atuador: métodos sistemáticos para
elaboração de circuitos (parte 2);

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 252


Métodos Sistemáticos de Elaboração de Projetos Eletropneumáticos

Para atender as aplicações de elaboração de projetos eletropneumáticos, temos os seguintes métodos:

- Sequência Mínima de Contatos/Cascata (eletropneumática)


- Sequência Máxima de Contatos/Cadeia Estacionária ou Passo a Passo (eletropneumática)

Vamos apresentar as duas formas de elaboração de projetos, segundo estes métodos. Primeiro o
método Sequência Mínima e depois o Sequência Máxima.

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 253


Método Sequência Mínima/Minimização de Contatos ou Cascata
Método:

1. Escrever a sequência na forma algébrica;


2. Dividir em grupos (setores) – cada
atuador só pode ter um movimento seu
em cada grupo;
3. Quantidade de memórias = número de
grupos – 1;
4. Habilita é a confirmação do passo
anterior;
Nota:
5. Desliga é a transição para o grupo
Liga – Somente no primeiro bloco
seguinte; Habilita – É a confirmação do passo anterior
6. A linha do último movimento permanece Desliga – Desliga o passo e liga o seguinte
K1 – Memória
energizada (contato fechado).

Nota: Este método só se aplica para válvulas de duplo solenoide.


Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 254
Método Sequência Mínima/Minimização de Contatos ou Cascata
Estrutura

Estrutura para até 6 Grupos


(5 memórias) Último

Último Primeiro

Primeiro

Estrutura Básica

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 255


Exemplo de Resolução – Método Sequência Mínima
Elaborar uma solução de comando eletropneumático para a necessidade abaixo:

Obs.: Utilizar válvulas 5/2 de duplo solenoide e roletes nas posições de recuado e avançado
dos atuadores.

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 256


Exemplo de Resolução – Método Sequência Mínima
Inicialmente, desenhar o circuito pneumático:

1A 1S1 1S2 2A 2S1 2S2

1 V1 4 2 2 V1 4 2

1Y 1 1Y 2 2Y 1 2Y 2

5 3 5 3
1 1

0 Z1

1P

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 257


Exemplo de Resolução – Método Sequência Mínima 1
1. Escrever a sequência na forma algébrica;

1A+ 2A+ 2A- 1A-

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 258


Exemplo de Resolução – Método Sequência Mínima 2
2. Dividir em grupos (setores) – cada atuador só pode ter um movimento seu em cada grupo;

1A+ 2A+ 2A- 1A-

1A+ 2A+ 2A- 1A-


I II

G I: 1A+ 2A+
G II: 2A- 1A-

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 259


Exemplo de Resolução – Método Sequência Mínima 3 e 4
3. Quantidade de memórias (NK) = número de grupos menos 1;

NK = NG – 1
NK = 2 – 1
NK = 1
No nosso caso vamos trabalhar então com
apenas um contator (relé K1).

4. O rolete 1S1 é o Habilita porque confirma


o último movimento do ciclo. Notas:
- A linha 1 será responsável
pelos movimentos do grupo 1;
- A linha 2 será responsável
1A+ 2A+ 2A- 1A- pelos movimentos do grupo 2.

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 260


Exemplo de Resolução – Método Sequência Mínima 5
5. Desliga é a transição para o grupo seguinte;

Para o nosso desenvolvimento, o


elemento de transição é o rolete 2S2, que
confirma o último movimento do grupo I.

1A+ 2A+ 2A- 1A-

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 261


Exemplo de Resolução – Método Sequência Mínima (Apêndice)
Os solenoides responsáveis pelos primeiros movimentos de cada grupo são ligados
diretamente de suas linhas de grupo;

1A+ 2A+ 2A- 1A-


I II

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 262


Exemplo de Resolução – Método Sequência Mínima 6
6. A linha do último movimento permanece energizada (contato fechado).

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 263


Exemplo de Resolução – Método Sequência Mínima (Solução Completa)

Circuito Pneumático

Comando Elétrico

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 264


DEMONSTRAÇÃO – MÉTODO SEQUÊNCIA MÍNIMA
FluidSim – Eletropneumática

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 265


EXERCÍCIO 15
Sequência Mínima

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 266


Método Sequência Máxima/Maximização de Contatos/Cadeia Estacionária ou Passo
a Passo
Método:

1. Escrever a sequência na forma algébrica;


2. A quantidade de memórias é igual ao
número de passos, e ainda precisamos
acrescentar uma memória de reset (R);
3. Cada memória é responsável por um
passo;
4. Seguir os passos...

Nota: A diferença para o método anterior é que, neste caso, cada memória será responsável por um passo, e não
pelos movimentos de um grupo inteiro. Pode ser aplicado para o controle de válvulas de duplo, simples
solenoide e centrada por molas.
Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 267
Exemplo de Resolução – Método Sequência Máxima
Elaborar uma solução de comando eletropneumático para a necessidade abaixo:

Obs.: Utilizar válvulas 5/2 de simples solenoide e roletes nas posições de recuado e avançado
dos atuadores.

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 268


Exemplo de Resolução – Método Sequência Máxima 1
1A. Escrever a sequência na forma algébrica;
1A+ 2A+ 2A- 1A-
1A 1S1 1S2 2A 2S1 2S2

1A+ 2A+ 2A- 1A- 1 V1 4 2 2 V1 4 2

1Y 1 2Y 1

1B. Desenhar o circuito pneumático: 5


1
3 5
1
3

0 Z1

1P

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 269


Exemplo de Resolução – Método Sequência Máxima 2
2. A quantidade de memórias é igual ao número de passos, e ainda precisamos
acrescentar uma memória de reset (R), ou seja, mais um passo;

Descrever as ações no tempo e elementos responsáveis numa tabela:

Botão de
Partida

Elementos de entrada S1 1S2 2S2 2S1 1S1 R


Sequência de movimentos 1A+ 2A+ 2A- 1A-
Elementos de saída 1Y1 2Y1 1Y1 2Y1
Processamento (memória) K1 K2 K3 K4 K5
Passo 1 Passo 2 Passo 3 Passo 4 Passo 5
Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 270
Exemplo de Resolução – Método Sequência Máxima 3 (Passos)
1º Passo: Desenhar a 2º Passo: Repetir a linha padrão de comando na
linha padrão de quantidade de passos estabelecida:
comando:
+24V +24V

0V 0V

Passo 1 Passo 2 Passo 3 Passo 4 Passo 5


Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 271
Exemplo de Resolução – Método Sequência Máxima 4 (Passos)
3º Passo: Voltar na primeira linha de comando (Passo 1) e inverter o tipo de contato para
desligamento (NF): +24V

0V

Passo 1 Passo 2 Passo 3 Passo 4 Passo 5


Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 272
Exemplo de Resolução – Método Sequência Máxima 5 (Passos)
4º Passo: Identificar os contatores e contatos de retenção, respectivos de cada memória:

Passo 1 Passo 2 Passo 3 Passo 4 Passo 5


Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 273
Exemplo de Resolução – Método Sequência Máxima 6 (Passos)
5º Passo: Identificar os contatos que tem como função habilitar a próxima linha de
comando:

O primeiro contato pertence


ao último contator, da linha
de reset.

Passo 1 Passo 2 Passo 3 Passo 4 Passo 5


Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 274
Exemplo de Resolução – Método Sequência Máxima 7 (Passos)
6º Passo: Identificar os elementos de sinal, de acordo com a ordem da tabela e retirar a
retenção do reset (contato K5 NA):

Substituir o primeiro
rolete pelo botão de
partida S1.

Passo 1 Passo 2 Passo 3 Passo 4 Passo 5


Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 275
Exemplo de Resolução – Método Sequência Máxima 8 (Passos)
7º Passo: Desenhar a linha 8º Passo: Copiar o número de linhas de potência
padrão de potência: igual ao número de solenoides:

Para o nosso caso, utilizaremos


apenas dois solenoides,
portanto, construiremos 2 linhas
de potência.

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 276


Exemplo de Resolução – Método Sequência Máxima 9 (Passos)
9º Passo: Identificar as 10º Passo: Com base na tabela, localizar cada
solenoides pela ordem: solenoide e identificar quem liga e quem desliga o
mesmo:

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 277


Exemplo de Resolução – Método Sequência Máxima (Finalizado)

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 278


Exemplo de Resolução – Método Sequência Máxima (Solução Completa)

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 279


DEMONSTRAÇÃO – MÉTODO SEQUÊNCIA MÁXIMA
FluidSim – Eletropneumática

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 280


EXERCÍCIO 16
Sequência Máxima

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 281


MÓDULO 7

Eficiência Energética e Otimização de


Sistemas
✓ Eficiência energética em circuitos
pneumáticos;
✓ Análise de falhas em circuito pneumático;
✓ Concepção de comunicação e ação via
interface EasyPort;
✓ Concepção de estruturação e comunicação
via CPX/CoDeSys;

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 282


Equipamentos Industriais e a Relação com o Custo da Eletricidade

Muitos dispositivos industriais, tais como motores elétricos, compressores


ou bombas hidráulicas, consomem energia relacionada com a carga. Por
exemplo, uma pequena bomba hidráulica que consome 150 watts a 5 bar,
estará consumindo cerca de 250 watts a 50 bar. Portanto, não há nenhuma
potência fixa para esses dispositivos.

O mesmo é verdadeiro para um compressor. Um compressor começa a


funcionar com um baixo consumo de energia quando o reservatório está
vazio, e irá aumentar o consumo quando o reservatório começa a encher-se.
O motor do compressor irá rodar em relação ao ar comprimido que aumenta
a pressão no reservatório depois de cada ciclo.
Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 283
Especificação do Compressor Jun-Air

Dados Técnicos
- Tensão: 120 V
- Corrente Máx.: 6,2 A
- Potência: 0,4 kW
- Pressão Máx.: 8 bar
- Vazão (Q): 60 l/min

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 284


Quanto Custa o Ar Comprimido?

Sabe-se que de 10 à 30% das despesas com eletricidade é


resultado da geração de ar comprimido.

A eficiência de um sistema de ar comprimido pode ser baixa!


Como 10 à 25%, o que significa que o ar comprimido é uma
das fontes de energia mais caras de produção.

Mas há enormes potenciais de otimização!

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 285


Separando os Custos do Ar Comprimido

O custo do ar comprimido depende de muitas variáveis, como visto na figura.

preparação de ar manutenção

• O consumo de energia é de 60 à 70% do custo total

• Preparação de ar é de aprox. 10%

• Manutenção é de aprox. 5%
investimento

• Investimento, interesse, etc. aprox. 20%


elétrico
• O custo médio de 1 m³ de ar comprimido é de 15 centavos (R$0,15)

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 286


Calculando o Custo do Ar Comprimido

Calculando o custo anual da produção de ar comprimido do compressor Jun-Air:

Convertendo l/min para m³/h


Q = 60 l/min ou
60 l x 60 min (1 h) = 3600 l/h ou
Q = 3,6 m³/h

Custo por hora


Custo = 3,6 m³/h X R$0,15
Custo = R$0,54/h

Custo por dia (08 hs)


Custo = R$0,54 x 8 hs
Dados Técnicos Custo = R$4,32
- Tensão: 120 V
- Corrente Máx.: 6,2 A Custo por ano (340 dias)
- Potência: 0,4 kW
- Pressão Máx.: 8 bar
Custo = R$4,32 x 340 dias
- Vazão (Q): 60 l/min Custo = R$1468,80

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 287


EXERCÍCIO 17

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 288


Consumo de Ar de Ferramentas Conhecidas

Consumidor Consumo em l/s Consumidor Consumo em l/s


Furadeira 750 W 13 Motor pneumático 1400 W 36
Furadeira 1000 W 18 Motor pneumático 2400 W 60
Furadeira 1500 W 27 Motor pneumático 3500 W 84
Furadeira 2000 W 35 Soprador 8
Lixadeira 750 W 17 Elevador até 500 Kg 33
Lixadeira 1000 W 22 Martelo de forja 8
Lixadeira 1500 W 28 Parafusadeira de impacto 15 a 30
Parafusadeira pneum. 300 W 5 Pistola spray 10
Serra circular 22 Cortador 16

*Observar sempre os dados técnicos fornecidos pelo fabricante!

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 289


Vazamento de Ar Comprimido

Uma das perdas mais comuns e que devem ser evitadas nas redes de ar comprimido, nas mangueiras e
equipamentos é o vazamento.

Não devemos ignorar a possibilidade de pequenos vazamentos de ar comprimido na rede fazer


diferença na questão de rendimento dos compressores, possibilitando assim o trabalho excessivo dos
mesmos e desperdícios de energia.

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 290


Onde Encontramos os Vazamento de Ar Comprimido

Os vazamentos podem ser encontrados facilmente em conexões e engates rápidos de mangueiras e


ferramentas pneumáticas, tubulações aéreas onde há difícil percepção de barulho, filtros coalescentes
dos compressores, válvulas reguladoras de pressão e até mesmo as máquinas pneumáticas de
produção.

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 291


Custo dos Vazamentos de Ar Comprimido

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 292


Medidas de Eficiência Energética para Geração de Ar Comprimido

Escolha do método de suprimento de ar adequado para a demanda:

Compressores operaram de forma mais eficiente quando estão totalmente carregados, mas por causa
das flutuações constantes e a demanda de ar comprimido em toda a linha, operam parcialmente
carregados. A saída do compressor é regulada para coincidir com a necessidade deste tipo de sistema,
e a regulagem determina a eficiência da linha de ar comprimido. O ciclo de carga da instalação e o tipo
de compressor determina os critérios de seleção para o sistema de controle mais eficiente.

Quando falamos em regulagem de compressor, nos vem


logo a imagem do pressostato como elemento
“automático” deste processo.

Algumas aplicações podem ter o fornecimento controlado


por meio da rotação do motor, e com isto, sem
necessidade de reservatório.

Pressostato

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 293


Tipos de Regulagem de Operação de Compressores
Seguem abaixo as principais formas de regular o compressor pela demanda requerida:

Por descarga

Por fechamento

Intermitente

Controle de deslocamento variável

Inversores de freqüência

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 294


Regulagem por Descarga

Na saída do compressor existe uma válvula limitadora de pressão. Quando a pressão desejada no
reservatório é alcançada, ela se abre dando passagem e permitindo que o ar escape para a atmosfera.
Uma válvula de retenção impede o retorno do ar do reservatório para o compressor.

Reservatório

Rede de ar
Válvula de retenção

Válvula Limitadora de pressão


com piloto externo

Compressor
Motor elétrico

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 295


Regulagem por Fechamento

Neste tipo‚ quando o lado da sucção é fechado pelo sinal proveniente da rede ou do próprio
reservatório, a entrada de ar para o compressor é bloqueada e não é aspirado ar e, portanto o
compressor continua funcionando em vazio.

Reservatório
Rede de distribuição

Válvula de retenção

Motor elétrico
Compressor

Válvula Limitadora de pressão


com piloto externo

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 296


Regulagem Intermitente
Com esta regulagem, o compressor funciona entre uma pressão máxima e uma mínima. Ao alcançar a
pressão máxima, o motor do compressor é desligado e quando a pressão chega ao mínimo, o motor é
ligado novamente. A frequência de comutação pode ser regulada num pressostato e, para que os
períodos de comando possam ser limitados a uma média aceitável, é necessário um grande reservatório
de ar comprimido.
Rede de distribuição

Reservatório
Motor elétrico
Compressor Pressostato

Start
Solenóide

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 297


Regulagem por Controle de Deslocamento Variável (VDC)
Como em sistemas de modulação, a saída do compressor é regulada automaticamente de acordo com a
demanda do sistema. Todavia, nos sistemas VDC, a redução na produção é realizada através da variação
do deslocamento do compressor. Isto é feito através da variação da porcentagem de abertura dos fusos
do compressor que trabalham para comprimir o ar. Bem dedicado à compressores de parafusos.

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 298


Regulagem com Inversores de Frequência (VSC)
A principal função dos inversores de frequência é controlar a velocidade e o torque dos motores, ou
seja, a sua potência. Desta forma, o consumo elétrico do motor do compressor é otimizado. A
velocidade dependerá da demanda de ar informada por um pressostato.

Esta regulagem permite a partida suave do motor do compressor, com isto, conseguimos uma
excelente economia de energia.

Obs: A potência do motor depende da frequência e da tensão da rede.

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 299


Instalação do Compressor
Os compressores devem ser instalados em uma sala especialmente desenvolvida para eles. A sala deve
ser limpa, livre de poeira, seca e fresca. Se possível, a sala de compressor deve ser localizada no lado
do prédio com menor incidência de luz solar, pois é mais fácil para esfriar, e deve ser bem ventilado,
sempre a favor da ingestão de ar frio.

Um impacto importante sobre a eficiência do compressor, é a temperatura do ar de admissão mais frio.


A energia necessária para comprimir o ar frio é muito menor do que a necessária para comprimir o ar
mais quente. Ao mover a entrada do compressor para fora do edifício, tomando as medidas
necessárias, uma melhora significativa da eficiência do compressor será enxergada.

O ar frio é mais denso. Em cada curso (admissão) de


ar do compressor, mais volume de ar é tomado. No
caso o ar quente, tem uma densidade menor.

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 300


Instalação do Reservatório do Compressor
O ar no reservatório primário deve estar a uma pressão mais elevada do que a pressão na linha de
distribuição (sistema) para compensar as flutuações na demanda de ar comprimido. Mas para gerar
uma pressão mais elevada do que as necessidades do sistema, irá impactar negativamente na
eficiência. Por consequência, o tamanho correto do reservatório influencia na eficiência do sistema.

O reservatório deve ser instalado ao ar livre, no lado do


prédio com menor incidência de luz solar. Isto ajuda a
melhorar o arrefecimento do ar comprimido, o que
ajuda na separação do condensado.

A instalação de um reservatório antes do secador e


outro após, irá melhorar a eficiência do sistema.

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 301


Redução da Pressão de Entrega
Se um ou dois consumidores exigem pressões mais elevadas do que o resto da planta, considere
colocar essas operações com sua própria linha de ar comprimido, ou adicionar um reforço para a
aplicação, mantendo assim o sistema maior operando à pressões mais baixas, para que o custo do
funcionamento de um sistema de ar comprimido mantenha o mais baixo possível.

A operação de um compressor à 8 bar ao em vez de 7 bar, consome aproximadamente 10% a mais de


energia, bem como aumenta a porcentagem de vazamentos. Todo esforço deve ser feito para reduzir a
pressão do sistema e a operação do compressor para a configuração mais eficiente possível.

Note-se que a cada aumento de 2 psi na pressão de descarga, requer um adicional de 1% na energia.

2 psi  0,14bar

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 302


Gerar Diferentes Seções de Pressão
Caso seja necessário fornecer ar comprimido de baixa pressão, seguindo padrões técnicos, a linha de
alta pressão será fornecida separada aos respectivos consumidores. As reduções feitas por válvulas de
pressão são desperdícios de energia.

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 303


Instalação da Rede de Ar

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 304


Linha Principal
A linha principal (ou primária) transporta o ar comprimido para a linha de distribuição (ou secundária)
depois da sua produção (resfriadores, secadores, filtros).

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 305


Linhas de Distribuição

Circuito aberto

Circuito fechado (anel ou ring circuit )

Circuito em malha

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 306


Distribuição

Não deixe isso acontecer em sua planta!

Muitas ramificações, tubos muito longos ou emaranhados.

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 307


Ações de Melhoria
Podemos propor a melhoria da eficiência de um sistema pneumático com as seguintes propostas:

- Redução da pressão em pontos específicos;


Ganhos
- Redução do comprimento da tubulação; Reduções

- Redução do peso de trabalho;

- Redução das quedas de pressão;

- Redução das quedas de vazão;

- Redução dos vazamentos.

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 308


Ações de Melhoria – Redução da Pressão em Pontos Específicos
Num sistema pneumático, às vezes, nem todos os consumidores devem ser submetidos ao mesmo
valor da pressão de trabalho.

Por exemplo a pilotagem de uma válvula,


pode ter uma intensidade de pressão
diferente da via de trabalho que executará o
movimento/esforço diretamente no atuador. 4 2
Piloto Piloto

5 3
2 1 2

1 3 1 3
p = 3 bar

p = 6 bar

Trabalho

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 309


Ações de Melhoria – Redução do Comprimento da Tubulação
Em cada movimento, não só o volume do atuador precisa ser preenchido com ar comprimido, mas
também o volume do tubo. Ao manter a distância entre a válvula e o atuador o mais curto possível,
grande quantidade de ar comprimido é economizado. Garantindo o menor custo.

Isto também é importante para reduzir o tempo de resposta do atuador.

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 310


Ações de Melhoria – Redução do Peso de Trabalho
Quando fazemos o dimensionamento correto, principalmente dos elementos do processo de
automação, otimizamos os tamanhos e pesos do equipamento, e com isto, a eficiência e a economia de
energia vêm juntas.

Sobrecargas desnecessárias só exigem maior desempenho e desgaste dos equipamentos, gerando


desperdícios de energia.
Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 311
Ações de Melhoria – Redução das Quedas de Pressão
As quedas de pressão são causadas pelo atrito produzido pelo fluxo de ar comprimido em tubulações
dos próprios componentes do sistema. A pressão cai a medida que aumenta o fluxo. Para compensar
essas quedas, a pressão deve ser aumentada, o que provoca perda de ar comprimido. O principal efeito
da queda de pressão é a diminuição da velocidade do atuador.

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 312


Ações de Melhoria – Reduzindo as Quedas de Pressão
Qualquer redução, curva ou montagem é uma resistência contra o fluxo de ar, e todos eles provocam
quedas de pressão. As resistências desnecessárias contra o fluxo de ar devem ser evitadas. Por isso, é
uma boa ideia, inspecionar todo o sistema e remover os componentes desnecessários que causam
quedas de pressão, veja os exemplos:

O subdimensionamento de componentes (tubos) causam ainda mais queda de pressão, devido à


turbulência. Além disso, criam um grande desperdício de energia e diminuem o tempo de resposta.

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 313


Ações de Melhoria – Redução das Quedas de Vazão
Uma boa prática para implementar a redução das quedas de vazão (taxa de fluxo) em circuitos
pneumáticos, além da redução dos vazamentos, que veremos adiante, é a instalação de “pulmões” de
ar, que são reservatórios auxiliares prontos para compensarem a demanda quando esta aumentar.

Reservatórios
Auxiliares

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 314


Ações de Melhoria – Redução dos Vazamentos
Vazamento é o maior desperdício em sistemas pneumáticos. Os vazamentos contínuos de ar
comprimido não contribuem para a produção, mas causam enormes prejuízos para as empresas.

Fornecimento de ar
Perdas
Vazamentos
20%
30%

Uso para
operação
50%

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 315


Efeitos dos Vazamentos
Estudamos que vazamentos são desperdícios que, além de elevado custo, contribuem também para
outras perdas:

- Vazamentos causam queda de pressão no sistema, o que faz com que os atuadores pneumáticos
operem com menos eficiência, fazendo que as perdas de produção aumente;

- Devido às perdas de produção, os atuadores e válvulas têm que funcionar por mais tempo (alguns sob
altas pressões), que faz com que o equipamento se desgaste mais cedo (incluindo os compressores);

- O aumento do tempo de operação faz com que adicione mais paradas não programadas de
manutenção;

Para cobrir as perdas de desempenho causadas por vazamentos, pode ser necessário adicionar mais
compressores.

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 316


Onde Encontramos os Vazamentos
Os vazamentos podem ocorrer em qualquer parte de um sistema pneumático, porém os mais comuns
são:

- acessórios
- conectores rápidos
4 2
- acoplamentos
- mangueiras
- tubos 5 3
- juntas para uniões 1

- vedações de cilindros
- vedações de válvulas
- unidades de serviço
- secadores
- etc

Obs.: Mesmo quando não há nenhum problema de componente, alguns vazamentos podem ser
causados por falta de conhecimento técnico.
Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 317
Ações de Melhoria – Reduzindo os Vazamentos
Para minimizar a possibilidade de ter mais vazamentos, acessórios desnecessários ou uniões deverão
ser evitados. Abaixo estão alguns exemplos de uso de acessórios desnecessários. Todos esses
acessórios desnecessários são potenciais para vazamentos e também causam quedas de pressão.

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 318


Detecção e Medição de Vazamentos
Existem vários métodos para detectar ou medir vazamentos.

Os métodos de detecção mais comuns são:


• Ouvir o som dos vazamento quando a instalação está em uma parada completa;
• Detectando vazamentos com dispositivos de ultrassom;
• Detectando vazamentos com espuma.

Os métodos de medição mais comuns são:


• Medição do fluxo a partir do reservatório quando a unidade está em uma parada completa;
• Medição do fluxo de uma máquina pelo quadro de ar.

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 319


Detectando Vazamentos com Ultrassom
Um detector de vazamento por ultrassom é um instrumento especializado usado para detectar
vazamentos de gás ou vapor em lugares onde eles não podem ser vistos ou detectados pela audição ou
pelo cheiro.

Muitos detectores de vazamento


ultrassônicos são pequenos e portáteis o
suficiente para serem usados de forma
simples, diretamente no local com a
suspeita de irregularidade.

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 320


Detectando Vazamentos com Espuma

Vantagens Desvantagens
+ Barato - Não é adequado para aplicações industriais
+ Aplicação fácil e rápida - Não é adequado para lugares estreitos ou inacessível
+ Adequado para ambientes ruidosos - Não é profissional
+ Detecção rápida de vazamentos

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 321


Estudo de Caso 1 – Perdas com Vácuo
Uma concepção adequada do circuito pode economizar em mais de 70% o consumo.

Imagine um processo de manipulação por ventosas onde à todo momento de “peça presa”, a geradora
de vácuo está deixando o ar se perder pra atmosfera, de forma normal, conforme característica de
funcionamento de alguma válvulas...

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 322


Estudo de Caso 1 – Redução das Perdas com Vácuo
Pode-se reduzir as perdas com o escape, utilizando-se um
gerenciador de vácuo que monitora as condições seguras de
“peça presa” e deixa a geração desligada enquanto isto for
verdadeiro. Desta forma, o escape característico da geradora
de vácuo ocorrerá de forma intermitente, obtendo-se com isto
uma grande economia de energia pneumática e elétrica para o
sistema.

Este gerenciador de vácuo possui integrados uma válvula


geradora de vácuo, um vacuostato, conexões, indicadores e
terminais elétricos de saída de sinais.

Obs.: No entanto, esta aplicação requer um circuito elétrico


mais elaborado, e não poderá ser concebido de forma simples
em ambientes de área classificada quanto ao uso da
eletricidade.
Válvula OVEM da
Festo

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 323


Estudo de Caso 2 – Multiplicador de Pressão (Booster)
Um multiplicador de pressão é uma válvula e uma combinação de dois cilindros para comprimir o ar e
aumentar a pressão até ao dobro do valor da alimentação.

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 324


Estudo de Caso 2 – Vantagens do Multiplicador de Pressão (Booster)

VANTAGENS:

- Ganho da pressão em ponto específico


- Dispensa aquisição de compressor
- Ocupa pouco espaço
- Só precisa de ar comprimido
- Pode dobrar a pressão que recebe

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 325


Principal Método de Melhoria
A principal maneira que temos para chegar à eficiência do consumo energético é a conscientização de
todos!

É óbvio, que o conhecimento técnico é a outra parte do método.

Usando os recursos de forma consciente, melhoramos a economia financeira e poupamos a Natureza!

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 326


Interface de Comunicação EasyPort
+24V 1 2 3 4 5

2A 2S1 2S2 3
2S2 K1 K1
S1
KT1
A1
4
K1 KT1 3
2S1 A2

0V
0 1 2 3 4 5 6 7
4 2 Auto

2Y 1 2Y 2 3 FluidSIM Out
4 Module 1 - Port 1
5 3
Auto
EasyPort
1
FluidSIM In
Module 1 - Port 1
0 1 2 3 4 5 6 7
1A+ 2A+ (3s) 1A- 2A- 7

(1A Físico e 2A Virtual)

2Y 1 2Y 2

0V

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 327


Grau de Proteção IP

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 328


MÓDULO 8

A digitalização da Pneumática e a Adequação


à Indústria 4.0

✓ Conceituação: Indústria 4.0;


✓ Evolução tecnológica da Indústria 3.0
(Automação) à Indústria 4.0;
✓ Exemplos aplicados em soluções
pneumáticas.

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 329


Fase de concepção do projeto:
• Redução de complexidade;
Fase de construção e programação:
Indústria 4.0 • Redução dos custos de engenharia;
• Otimização de espaço na instalação;
• Padronização de equipamento;
• Montagem
Demandas reais da indústria
mais simples e limpa;
• Especificação de produto mais simples.
• Redução dos custos de programação
(aplicativos com funções pneumáticas já
pré-programadas).

Operação e Manutenção:
• Menor consumo de ar comprimido (sistema
auto ajustável);
• Ajustes mais simples (configuração e
programação remota, via software);
• Manutenção mais simples (menos
componentes).
Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 330
330
Agilidade e Flexibilidade | Objetivo da Indústria 4.0

Evento
Benefício / valor da adaptação

Conhecimento
sobre evento se
torna disponível

Análise concluída
(Contra)medida aprovada
Contramedida produz efeito

Fonte: Schuh et al. (2017) Tempo

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 331


Agilidade e Flexibilidade | Objetivo da Indústria 4.0
▪ Integração de sistemas
A
▪ Capacidade em tempo real
Evento

Conhecimento sobre evento se torna disponível


Benefício / valor da adaptação

Fonte: Schuh et al. (2017) A Tempo

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 332


Agilidade e Flexibilidade | Objetivo da Indústria 4.0
▪ Integração de sistemas
A
▪ Capacidade em tempo real
Evento

▪ Big Data Analytics


Conhecimento sobre evento se torna disponível B
▪ Machine learning e inteligência artificial
Benefício / valor da adaptação

Análise concluída

Fonte: Schuh et al. (2017) A Tempo

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 333


Agilidade e Flexibilidade | Objetivo da Indústria 4.0
▪ Integração de sistemas
A
▪ Capacidade em tempo real
Evento

▪ Big Data Analytics


Conhecimento sobre evento se torna disponível B
▪ Machine learning e inteligência artificial
Benefício / valor da adaptação

Análise concluída
▪ Sistema de apoio a decisão (visual)
C
(Contra)medida aprovada ▪ Tomada de decisão automatizada

Fonte: Schuh et al. (2017) A Tempo

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 334


Agilidade e Flexibilidade | Objetivo da Indústria 4.0
▪ Integração de sistemas
A
▪ Capacidade em tempo real
Evento
▪ Big Data Analytics
Conhecimento sobre evento se torna disponível B
▪ Machine learning e inteligência artificial
Benefício / valor da adaptação

Análise concluída
▪ Sistema de apoio a decisão (visual)
(Contra)medida aprovada C
▪ Tomada de decisão automatizada

Contramedida produz efeito


▪ Integração horizontal e vertical de
processos e sistemas D
▪ Sistema Ciber-Físico
D
C

Fonte: Schuh et al. (2017) A Tempo

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 335


Agilidade e Flexibilidade | Objetivo da Indústria 4.0
▪ Integração horizontal e vertical de
processos e sistemas D
▪ Sistema Ciber-Físico

✓ Comunicação em rede de toda a empresa com a produção


✓ Eficiência em pequenos lotes
▪ Big Data Analytics
B
▪ Machine learning e inteligência artificial

▪ Sistema de apoio a decisão (visual)


C
▪ Tomada de decisão automatizada

✓ Interfaces Homem-Máquina

▪ Integração de sistemas
A
▪ Capacidade em tempo real

✓ Processamento de dados na produção


✓ Comunicação Máquina-Máquina (M2M)

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 336


Aplicação 4.0
Evolução dos Processos x Tarefas da Produção

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 337


DEMONSTRAÇÃO VTEM

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 338


Festo Motion Terminal
VTEM

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 339


Motion terminal - Hardware
Dados técnicos

Módulo de Interface + Entradas digitais Largura da válvula: 28 mm


rede CPX Controlador Válvulas Vazão: 480 l/min
e analógicas
Conexão de trabalho: G1/8
Conexão de alimentação / G3/8
exaustão:
Tempo de comutação: <8 ms
Pressão de operação: -0,9 … 8 bar
Tipo de piloto: Interno ou
externo
Grau de proteção: IP65
Comando das válvulas: Apenas via
WebConfig
LABS free: Não
Graxa NSF-H1: Yes
ATEX: No
UL: cULus (2018)
Preparação de ar Ar comprimido: 40µm
para o piloto, com Temperatura: -5 … +50°C
Vias de trabalho regulador de Tensão de alimentação: 24 V DC
pressão e filtro (+/-10%)
Alimentação de Módulos de rede CPX PROFINET,
Base manifolds para
EtherCat,
pressão e exaustão 4 ou 8 posições de
Ethernet/IP,
válvulas CPX-CEC

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 340


Festo Motion Terminal
O futuro da pneumática – válvulas comandadas por aplicativos

Diversas funções
pneumáticas, mais de 50
componentes, em uma
única válvula!
Válvula direcional Reguladora de fluxo Reguladora de pressão

Sensor de pressão Válvula proporcional de pressão Válvula proporcional de vazão

Amortecedor de impacto Soft-Stop Controle de posição A primeira válvula


comandada por aplicativos!

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 2 341


Nova tecnologia em detalhes
Como
Comotanta
tantaflexibilidade
flexibilidadeéépossível?
possível?

Tecnologia atual – válvulas de carretel ou de assento Nova tecnologia do Motion Terminal – cada corpo de
válvula é composta por 4 válvulas de membrana
dispostas em ponte

4 2

5 1 3
4 2

- 1 modelo de válvula para cada função - 1 modelo de válvula que realiza as mais diversas
- Diversos modelos e códigos diferentes funções
- Apenas 1 part number!!
Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 3 342
Nova tecnologia em detalhes
Comentários
1. Válvulas com circuito em ponte, formado 2. Piloto piezo elétrico
por 4 válvulas de membrana 2/2 vias, cada
1. As válvulas do Motion
uma comandada por um piloto piezo elétrico
Terminal são extremamente
flexíveis. Uma única válvula,
um único part number, executa
Válvula as mais diversas funções
membrana pneumáticas.

Piloto 2. A inovadora tecnologia piezo


piezo elétrica proporciona tempos de
elétrico ciclo extremamente rápidos
(<8ms), baixo consumo de
energia e praticamente
nenhum aquecimento.
3. Cada válvula é equipada com sensores de 4. O VTEM possuí um controlador integrado
pressão, vazão, curso e temperatura que comanda a parte pneumática e os
aplicativos 3. Os sensores maximizam as
possibilidades de controle dos
atuadores uma vez que cada
canal da válvula pode ser
controlado de maneira
independente.

4. Poderoso controlador
[1] – Válvula de membrana integrado comanda os
[2] – Piloto piezo elétrico CPX Controlador Pneumática aplicativos. Parametrização
[3] – Placa eletrônica c/ sensores pode ser feita via Web ou CLP.
Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 343
Aplicativos de movimento
Comandam as válvulas e executam as mais diversas funções pneumáticas
Comentários

▪ É através dos aplicativos de movimento que as


válvulas executam as funções pneumáticas.
▪ Os aplicativos ficam registrados no controlador
1) Válvula 2) Regulador de 3) Reguladora 4) Válvula presente na interface.
direcional pressão (ECO) de fluxo proporcional de vazão
▪ Eles possuem parâmetros que podem ser
alterados on-line, com o terminal em
funcionamento. Essa configuração pode ser feita
via Interface Web ou via CLP.
▪ Ainda durante a operação do terminal é
possível trocar o aplicativo, fazendo com que a
5) ECO drive 6) Ajuste do tempo 7) Diagnóstico 8*) Reg. press. prop
de trajeto – baseado em
válvula execute uma nova função, tudo on-line.
Modo econômico de vazamento
componentes pre- ▪ Isso faz com que a válvula do Motion Terminal
definidos
seja extremamente flexível, se adaptando a
qualquer tipo de aplicação.
▪ Os aplicativos são vendidos junto com o
terminal ou podem ser adquiridos
separadamente.
9) Regulador de 10*) Soft Stop
pressão proporcional *Disponível em Q3/2018
Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 14.09.2015 344
Aplicativos de movimento
Válvula direcional

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 345


Aplicativos de movimento
Regulador de pressão

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 346


Aplicativos de movimento
Reguladora de fluxo

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 347


Aplicativos de movimento
Válvula proporcional de vazão

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 348


Aplicativos de movimento
ECO Drive – modo econômico

*acessórios são necessários: sensores magnéticos de final de curso

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 349


Aplicativos de movimento
Ajuste do tempo de trajeto

*acessórios são necessários: sensores magnéticos de final de curso

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 350


Aplicativos de movimento
Diagnóstico de vazamentos

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 351


Aplicativos de movimento
Reguladora de pressão proporcional – baseado em componentes pré-definidos*

*Disponível em 2018
Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 352
Aplicativos de movimento
Reguladora de pressão proporcional

Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 353


Aplicativos de movimento
Soft-Stop

*acessórios são necessários: sensores magnéticos analógicos (SDAP) de final de curso *Disponível em 2018
Didactic CPS – Sistemas Pneumáticos 354

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