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Teatro – A Rainha Ester

CENA I
Narrador: No tempo de Assuero, que reinava desde a Índia até a
Etiópia sobre cento e vinte e sete províncias, naqueles dias em que
ele ocupava o trono real de Susa, sua capital, no terceiro ano de
seu reinado, deu um banquete a todos os cortesãos e a seus servos.
Tinha reunido em sua presença os chefes do exército dos persas e
dos medos, os príncipes e os governadores das províncias, para
fazer manifestação, isto é, ostentação da riqueza e do esplendor de
seu reino, da rara magnificência de sua grandeza, durante um
tempo considerável, a saber, cento e oitenta dias."
Passado esse tempo, o rei ofereceu a toda a população de Susa, a
capital, desde o maior até o menor, um banquete de sete dias no
pátio do jardim, junto ao palácio.

Assuero: Quero que bebam e sem que nenhum de meus servos os


importune e incomode! Que bebam e façam o que quiserem fazer!
Narrador: Por sua parte, a rainha Vasti ofereceu o banquete das
mulheres no palácio de rei Assuero. No sétimo dia, Assuero já
estava ebriagado pelo vinho e ordenou:

(Assuero chama 2 servos e lhes diz o seguinte)


Assuero: Tragam-me a rainha Vasti pois quero ostentá-la ao povo!
(os servos vão até a rainha que estará fora da sala e só se ouvirá
sua voz gritando)

Vasti: Não vou, não vou e não vou.


(os servos voltam ao rei e lhes dizem a negação da rainha)
Assuero encolerizado se levanta e diz: Absurdo dos absurdos!
Como pode Vasti recusar um convite meu?
- apaga-se a luz, acende-se uma vela à mesa de Assuero que após
um silêncio, pega o celular e liga para os jurisconsultos:
Assuero: Alô? Sim é o rei Assuero. É o seguinte, preciso saber
como proceder com a rainha que se recusou a vir ao meu encontro
no banquete.
- ele faz um diálogo ao telefone e, concordando com os
jurisconsultos, diz:
Assuero: têm razão! Ela desvalorizou todo o principado e poder
real. Além disso, essas mulheres são umas “Maria vai com as
outras”; vão começar a desprezar seus maridos e as rainhas a
desprezar os reis... haverá só desprezo e irritação. Pois assim será!
Será decretado: Vasti não será mais rainha e jamais poderá
comparecer em minha presença. Procurarei outra mais digna. E
quando souberem desse decreto as mulheres respeitarão mais
ainda seus maridos, desde o maior até o menor, e verão que o rei
Assuero não tá pra brincadeira.
Narrador: Pouco depois o rei se acalmou, pensou em Vasti,
refletiu no que havia feito, mas não era possível voltar atrás. Seus
subordinados logo tomaram frente do caso e ficou decidido que se
procurassem donzelas virgens e belas em Susa à frente do rei e ele
decidiria quem seria a rainha conforme o seu agrado.

CENA II
Narrador: Havia em Susa um judeu chamado Mardoqueu, filho de Jair,
filho de Semei, filho de Cis, da tribo de Benjamim, que tinha sido trazido
de Jerusalém entre os cativos deportados com Jeconias, rei de Judá, por
Nabucodonosor, rei de Babilônia. Era o tutor de Edissa - isto é, Ester, -
filha de seu tio, órfã de pai e mãe. A moça era de belo porte e agradável de
aspecto; na morte de seus pais, Mardoqueu a tinha adotado por filha.
Logo que foi publicado o edito do rei, numerosas jovens foram reunidas
em Susa.

Ester também foi levada ao palácio e ganhou as graças do encarregado das


mulheres, servo do rei Assuero e dele recebeu perfumes e outras
regalias... Ester não disse nada sobre sua origem porque Mardoqueu
assim o havia ordenado.