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RECEITA FEDERAL

CONTABILIDADE AVANÇADA
Critérios de Avaliação do
Ativo – PARTE I

Livro Eletrônico
CONTABILIDADE AVANÇADA
Critérios de Avaliação do Ativo – Parte I
Prof. Cláudio Zorzo

SUMÁRIO
Critérios de Avaliação do Ativo – Parte I.........................................................6
Bases de Mensuração...................................................................................9
Instrumentos Financeiros........................................................................... 20
Duplicatas a Receber.................................................................................. 27
Estoque................................................................................................... 36
Questões de concurso................................................................................ 43
Gabarito................................................................................................... 57
Questões Comentadas................................................................................ 58

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Critérios de Avaliação do Ativo – Parte I
Prof. Cláudio Zorzo

CLÁUDIO ZORZO
Bacharel em Ciências Contábeis, pós-graduado em Análise Gerencial,
Docência para Nível Superior, Auditoria e Perícia Contábil. É ex-servidor
público do Executivo Federal – Ministério do Exército – e ex-servidor
público do Legislativo Federal – Assessor Parlamentar. Atualmente, é
professor de Contabilidade e Auditoria Pública e Privada.

Olá, pessoal!
Espero que todos estejam bem!
Uma bela frase que pode ajudar nos momentos de fraqueza:

“Aquele que não luta para ter o futuro que quer, deve aceitar o futuro
que vier”.

Nesta aula, vamos estudar os critérios de avaliação do ativo, começando pelas


bases de mensuração, para, aí sim, avaliar os instrumentos financeiros, as duplica-
tas a receber e os estoques.
Antes, porém, vou apresentar o cronograma do nosso curso de Contabilidade
Avançada:

Aula 1 – Critérios de avaliação do ativo: Bases de mensuração. Instrumentos financei-

ros. Duplicatas a receber; estimativas para inadimplência; baixa de créditos incobráveis.

Estoques: custo ou mercado.

Aula 2 – Critérios de avaliação do ativo. Investimentos; propriedades para investi-

mento; participações societárias: Coligada e controlada. Equivalência patrimonial. Ganho

e perda na equivalência patrimonial. Mais valia e menos valia. Fundo de comércio adquiri-

do e compra vantajosa. Exercícios de fixação.

Aula 3 – Critérios de avaliação do ativo: imobilizado. Benfeitorias e reparos. Deprecia-

ção normal, acelerada e incentivada. Exaustão recursos naturais e minerais. Intangível;

amortização. ANC mantidos para venda, operação descontinuada. Exercícios de fixação


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Aula 4 – Operações com mercadorias, fatores que alteram valores de compra e venda,

forma de registro e apuração do custo das mercadorias ou dos serviços vendidos. Contro-

le do estoque: inventário periódico e permanente. Preço específico, PEPS, UEPS e custo

médio. Exercícios de fixação

Aula 5 – Redução ao valor recuperável, mensuração, registro contábil, reversão. Teste

de recuperabilidade. Valor em uso, valor justo líquido. Exercícios de fixação

Aula 6 – Ajuste a valor presente: apuração dos ativos líquidos – conceitos envolvidos,

apuração e tratamento contábil. Exercícios de fixação.

Aula 7 – Critérios de avaliação do passivo: passivo oneroso e não oneroso, passivo

monetário e não monetário. Duplicata descontada registro e cálculos. Provisões passivas.

Arrendamento mercantil- Leasing, tratamento de operações de arrendamento mercantil.

Aula 8 – DLPA – Demonstração dos lucros e prejuízos acumulados e DMPL – Demons-

tração das mutações do Patrimônio Líquido – estrutura e composição. Exercícios de fixa-

ção.

Aula 9 – DFC – Demonstração do fluxo de caixa. Caixa e equivalente a caixa: obriga-

toriedade de apresentação, conceitos, métodos de elaboração e forma de apresentação

Método direto e indireto. Ajustes ao resultado. Exercícios de fixação.

Aula 10 – DVA – Demonstração de Valor Adicionado: conceito, forma de apresentação

e elaboração. Exercícios de fixação e DRA – Demonstração dos resultados abrangentes:

conceito, conteúdo e forma de apresentação. Estrutura e composição. Exercícios de fixa-

ção.

Aula 11 – Folha de pagamentos: cálculos, tratamento de encargos e contabilização.

Passivo atuarial, depósitos judiciais, definições, cálculo e forma de contabilização.

Note que, como em Contabilidade Geral, com base na divisão dos conteúdos, o curso

vai respeitar uma “hierarquia” de conhecimento. Com isso, pretendo ser o mais abrangen-

te e objetivo possível. Quem tem assistido às minhas aulas pode notar que busco destacar
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os pontos importantes de cada assunto, contudo, nunca me esquecendo de frisar a neces-

sidade de conhecer os conceitos básicos da disciplina.

Muito bem. Preparado(a)? Então vamos lá.

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Critérios de Avaliação do Ativo – Parte I

As contas que compõem o patrimônio bruto da empresa devem ser avaliadas de

tal forma que sejam divulgadas no balanço patrimonial com os valores mais próxi-

mos dos realizáveis.

Para conseguir avaliar o ativo, faz-se necessário o conhecimento sobre o que é

um ativo:

• Ativo é um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos pas-

sados e do qual se espera (provavelmente) que fluam futuros benefícios eco-

nômicos para a entidade.

Conforme o conceito apresentado, o ativo deve estar sob o controle da empresa,

assim, ela irá se beneficiar e correr os riscos com a utilização ou não do ativo. Outro

ponto destacado é o de que o ativo deve ser resultado de um evento passado, o que

quer dizer que ele já foi identificado, quanto a sua natureza, e mensurado. Neste

caso, pelo seu valor de entrada.

Contudo, com relação a esta aula, a terceira parte do conceito é a mais impor-

tante. Ao destacar que o ativo, provavelmente, irá gerar benefício econômico para

a empresa, é necessário que seja apresentado no balanço patrimonial “o quanto”

será este benefício econômico. Para estabelecer o valor esperado do benefício com

um item patrimonial, são aplicados os critérios de avaliação do ativo.

“A avaliação é o processo de determinação do valor monetário a ser dado a um item

incluído no Balanço. Para isso, é necessário selecionar a unidade BASE DE MENSU-

RAÇÃO e o MÉTODO pelo qual o item deverá ser avaliado”.

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A mensuração consiste em estabelecer, com base no preço de entrada, o preço


de realização (saída) de um bem, conforme o benefício econômico futuro esperado.
Na prática, a empresa deve respeitar os seguintes passos:
1º – Registrar o ativo pelo custo inicial, que é o custo CORRENTE no dia da com-
pra, da produção, da construção ou do recebimento como doação (valor de entrada);
2º – Depois de ser registrado, o ativo precisa ser ajustado ao seu valor atual,
pois vai ficando ultrapassado com o tempo e, assim, vai perdendo o seu poder de
gerar benefícios econômicos para a empresa. Esse ajuste exige a aplicação de cri-
térios técnicos;
3º – No final do exercício, ao elaborar o balanço patrimonial, a empresa deve
apresentar o ativo pelo seu valor correto, que normalmente é o valor de entrada
menos os ajustes, de tal forma que esteja de acordo com o potencial de geração de
benefícios esperado (valor de saída).

Para o ativo, os valores de entrada refletem o valor do primeiro registro, que pode
ser o custo histórico ou o custo corrente; já os valores de saída refletem os bene-
fícios econômicos da venda ou o montante que poderá ser obtido com a utilização
do ativo. Desta forma, não deve ser feito o reconhecimento de um ativo quando
ele não puder ser mensurado ou quando for improvável a geração de benefícios
econômicos no período contábil corrente.
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A Lei n. 6.404/1976, lei societária, trata do assunto no seu artigo 183 da se-

guinte maneira:

Critérios de Avaliação do Ativo

Art. 183. No balanço, os elementos do ativo serão avaliados segundo os seguintes cri-


térios:
I – as aplicações em instrumentos financeiros, inclusive derivativos, e em direitos e títu-
los de créditos, classificados no ativo circulante ou no realizável a longo prazo: (Redação
dada pela Lei n. 11.638, de 2007)
a) pelo seu valor justo, quando se tratar de aplicações destinadas à negociação ou dis-
poníveis para venda; e (Redação dada pela Lei n. 11.941, de 2009)
b) pelo valor de custo de aquisição ou valor de emissão, atualizado conforme disposi-
ções legais ou contratuais, ajustado ao valor provável de realização, quando este for
inferior, no caso das demais aplicações e os direitos e títulos de crédito; (Incluída pela
Lei n. 11.638, de 2007)
II – os direitos que tiverem por objeto mercadorias e produtos do comércio da compa-
nhia, assim como matérias-primas, produtos em fabricação e bens em almoxarifado,
pelo custo de aquisição ou produção, deduzido de provisão para ajustá-lo ao valor de
mercado, quando este for inferior;
III – os investimentos em participação no capital social de outras sociedades, ressalvado
o disposto nos artigos 248 a 250, pelo custo de aquisição, deduzido de provisão para
perdas prováveis na realização do seu valor, quando essa perda estiver comprovada
como permanente, e que não será modificado em razão do recebimento, sem custo para
a companhia, de ações ou quotas bonificadas;
IV – os demais investimentos, pelo custo de aquisição, deduzido de provisão para aten-
der às perdas prováveis na realização do seu valor, ou para redução do custo de aquisi-
ção ao valor de mercado, quando este for inferior;
V – os direitos classificados no imobilizado, pelo custo de aquisição, deduzido do saldo
da respectiva conta de depreciação, amortização ou exaustão;
VI – o ativo diferido, pelo valor do capital aplicado, deduzido do saldo das contas que
registrem a sua amortização. (Revogado); (Redação dada pela Lei n. 11.941, de 2009).
VII – os direitos classificados no intangível, pelo custo incorrido na aquisição deduzido
do saldo da respectiva conta de amortização; (Incluído pela Lei n. 11.638, de 2007)
VIII – os elementos do ativo decorrentes de operações de longo prazo serão ajustados
a valor presente, sendo os demais ajustados quando houver efeito relevante. (Incluído
pela Lei n. 11.638, de 2007) (Vide Lei n. 12.973, de 2014).

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Bases de Mensuração

A mensuração de ativos, que é o processo que determina os valores pelos quais

os elementos devem ser reconhecidos e apresentados nas demonstrações contá-

beis, envolve a utilização de uma base específica de mensuração e, a partir desta

base, serão feitos os ajustes necessários para que o ativo esteja com seu valor

correto.

Na contabilidade, usualmente, o registro de um bem deve ser feito, inicialmen-

te, pelos valores originais das transações, expressos em moeda nacional, denomi-

nado de histórico.

Após o reconhecimento inicial, a mensuração de ativo não é alterada para refle-

tir os aumentos no seu valor; mas, sim, será feito o ajuste do valor, de acordo com

a sua realização corrente pelo uso, por uma estimativa de perda ou pela desvalori-

zação e obsolescência de um bem.

Por outro lado, o montante do ativo pode ser aumentado para refletir o custo

das adições e aprimoramentos (excluindo aumentos de preço para os ativos sem

melhorias) ou outros eventos como, por exemplo, o incremento do valor de face de

ativo financeiro ou a troca de um motor em um caminhão.

Todo gasto que melhorar o potencial de uso ou otimizar os resultados esperados

com um ativo é considerado um custo e aumenta o valor do bem, contudo, este

aumento não é considerado um critério de avaliação do bem.

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Como no balanço patrimonial a empresa deve apresentar o valor de saída do


bem, são utilizadas, ao longo do tempo, algumas bases para demonstrar a variação
do custo histórico. Este registro busca reconhecer a limitação causada pela instabi-
lidade da unidade de medida (moeda), requerendo certos ajustes no uso de preços
de realizações em períodos diferentes.

Na contabilidade, um número variado de bases de mensuração é empregado em


diferentes graus e combinações para estabelecer o valor dos itens nas demonstra-
ções contábeis. Cada item terá um tratamento, vai depender da sua natureza. Por
exemplo: os estoques são mensurados ao valor de mercado; os valores a receber,
ao valor presente; o imobilizado é ajustado ao seu valor realizável etc.

Segundo a legislação contábil, atualmente, são utilizadas as seguintes bases de


mensuração do ativo:
a) Custo histórico
b) Custo corrente
c) Valor realizável
d) Valor presente

e) Valor justo
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a) Custo histórico

Custo histórico de um ativo é a importância fornecida para se adquirir ou de-

senvolver um ativo, o qual corresponde ao caixa ou o valor de outra importância

fornecida à época de sua aquisição ou desenvolvimento.

O custo histórico representa o valor original de negociação, o primeiro valor re-

gistrado. Para estabelecer o valor original é importante considerar que tudo o que

for gasto com o item até a sua disponibilização para a empresa é considerado um

custo. Assim, se a empresa comprar uma máquina por R$ 10.000,00 e gastar R$

5.000,00 com frete e seguro, o valor original da máquina é de R$ 15.000,00.

“Tudo o que for gasto com um ativo até a sua colocação em uso é um custo, os

descontos e devoluções são deduzidos”.

Valor original =

Compra bruta

(+) frete sobre compras

(+) seguro sobre compras

(+) carga e descarga de mercadorias compradas

(-) descontos e abatimentos obtidos na compra

(-) desconto comercial obtido

(-) devolução de compras

(-) compras canceladas

(-) impostos recuperáveis

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b) Custo corrente

Os ativos são mantidos pelos montantes em caixa ou equivalentes de caixa que

teriam de ser pagos se esses mesmos ativos ou ativos equivalentes fossem adqui-

ridos na data do balanço.

É o custo mais econômico (menor valor) exigido para a entidade substituir o

potencial de serviços de ativo (inclusive o montante que a entidade recebe a partir

de sua alienação ao final da sua vida útil) na data do relatório.

O custo corrente é conhecido como custo de reposição e, normalmente, é

utilizado para tomadas de decisão interna, considerando que os ativos são mensu-

rados pelo valor que seria necessário para adquiri-lo no momento.

O custo de reposição corresponde ao custo para substituir o potencial de servi-

ços do ativo. Ainda que, em muitos casos, a substituição mais econômica do poten-

cial de serviços corresponda à compra de ativo semelhante ao que é controlado, o

custo de reposição se baseia em ativo alternativo, caso forneça o mesmo potencial

de serviços, com custo menor.

Para os fins da informação contábil, é necessário evidenciar a diferença no po-

tencial de serviços entre o ativo existente e o ativo substituto, pois o custo corrente

não é o mesmo valor que seria necessário para comprar um novo produto.

c) Valor realizável (valor de realização ou de liquidação)

É o montante que a entidade pode obter com a venda do ativo, após deduzir

os gastos para a venda. O valor realizável líquido de venda é diferente do valor de

justo, uma vez que não exige mercado aberto, ativo e organizado ou estimativa de

preço em tal mercado e que inclua os gastos para a venda da entidade.

O valor realizável é o valor que o item apresenta nas demonstrações contábeis,

normalmente, pelo seu valor original deduzido do valor já realizado pela deprecia-

ção ou estimativa de perdas, ou das despesas de vendas.


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Essa base é útil quando a intenção da entidade, sob o ponto de vista de gerar

recursos, for vender o ativo. Esse é o caso quando o ativo não puder fornecer po-

tencial de serviços ou gerar benefícios econômicos ao menos tão valiosos quanto

seu preço líquido de venda.

Assim, os ativos são registrados pelos valores líquidos que seriam obtidos pela

sua venda no curso normal das operações da entidade. O preço líquido de realiza-

ção é calculado da seguinte forma:

Preço de venda

(-) impostos sobre vendas

(-) despesas de venda

(-) margem de lucro

(=) Valor líquido de venda

d) Valor presente

Representa o valor original (futuro) deduzido dos juros e correções embutidos

no seu montante. Os ativos são mantidos pelo valor presente, descontado, dos flu-

xos futuros de entradas líquidas de caixa que se espera que seja gerado pelo item

no curso normal das operações.

Representa o valor original (futuro) deduzido dos juros e correções (implícitos

ou explícitos) embutidos no seu montante. Desta forma, para determinar o valor

presente de um fluxo de caixa, três informações são requeridas:

• Valor futuro = VF

• Data futura da operação = N

• Taxa de desconto aplicável ou juros embutidos antes dos impostos = I


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Para calcular o valor presente, basta aplicar a fórmula:

VP = VF / (1+i)n

Os ativos monetários de longo e curto prazo, quando o valor for relevante, deve-

rão ser registrados pelo valor presente do fluxo de caixa líquido que se espera que

seja gerado ou consumido no curso normal das operações da entidade.

Os juros embutidos devem ser retirados do item ajustado e devem ser apropria-

dos pela fluência do prazo. Normalmente, as contas envolvidas são:

• JUROS ATIVOS A TRANSCORRER/INCORRER – redutoras do ativo

• JUROS PASSIVOS A TRANSCORRER/INCORRER – redutoras do passivo

Por exemplo:

Uma empresa concede um empréstimo de $100.000,00 para receber, em 4 meses,

o valor de $120.000,00. Qual o valor presente do direito depois de transcorrido 1 mês?

• Valor futuro: 120.000,00

• Data futura: 4 meses

• Juros embutidos: $ 20.000 ( $5.000 mensal)

a) Registro contábil na data da operação:

D – empréstimos a receber – 120.000

C – banco – 100.000

C – juros ativos a transcorrer – 20.000

• O valor presente na data da operação é:

Empréstimos a receber – 120.000

Juros ativos a transcorrer – (20.000)

VPL = 100.000
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b) Mensalmente é feita a apropriação da receita com juros transcorridos:

D – juros ativos a transcorrer – 5.000

C – juros ativos – 5.000

• O valor presente depois de transcorrido um mês é:

Empréstimos a receber – 120.000

Juros ativos a transcorrer – (15.000)

VPL = 105.000

O valor presente líquido vai aumentando na medida em que os juros embutidos

no valor futuro vão sendo apropriados.

e) Valor justo

Valor justo é o montante pelo qual um ativo pode ser trocado entre partes cien-

tes e dispostas, em transação sob condições normais de mercado. Na aquisição do

ativo, o valor justo e o custo histórico são os mesmos, caso os custos da transação

sejam ignorados.

O valor justo é uma mensuração baseada em mercado e não é uma mensuração

específica da entidade. Por isto, é útil para ativos que são mantidos para comercia-

lização, como, por exemplo, instrumentos financeiros; mas pode não ser útil para

ativos operacionais especializados, pois a utilidade do valor justo é questionável,

quando não se observa a premissa de que os mercados são abertos, ativos e orga-

nizados.

Os mercados abertos, ativos e organizados têm as seguintes características:

• Não existem barreiras que impeçam a entidade de realizar transações no

mercado;
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• Eles são mercados ativos e, assim, há frequência e volume suficientes de


transações para fornecer informação sobre o valor; e
• Eles são organizados, com compradores e vendedores bem informados, agin-
do sem impulsos, de modo a haver garantia de imparcialidade na determina-
ção dos preços correntes, inclusive que os preços não representem vendas
precipitadas.

Valor justo é diferente de valor presente. Valor justo é o valor pelo qual um ativo
pode ser negociado entre partes interessadas, conhecedoras do negócio e inde-
pendentes entre si, com a ausência de fatores que pressionem para a liquidação
da transação ou que caracterizem uma transação compulsória. Valor presente é a
estimativa do valor corrente de um fluxo de caixa futuro, no curso normal das ope-
rações da entidade.
• Valor justo é oriundo do mercado, não é específico para a empresa;
• Valor presente é apurado na própria empresa, é específico da entidade.

As bases de mensuração devem ser tratadas como informação de entrada ou


saída, se a informação é observável ou não é observável no mercado, e se a infor-
mação é especifica ou não para a entidade.
• Os valores de entrada estão relacionados com o registro inicial e os valores de
saída com a divulgação no balanço patrimonial;
• Valores observáveis são identificados em um mercado aberto, ativo e or-
ganizado, estão relacionados com a confirmação do valor em um ambiente
existente e aberto para todos. Os valores não observáveis não têm um lo-
cal específico para sua verificação. As medidas observáveis em mercado são
mais fáceis de serem compreendidas e verificadas do que as medidas não
observáveis e podem representar mais fielmente os fenômenos que estejam
sendo mensurados;
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• As medidas específicas são as oportunidades econômicas que não estão dis-

poníveis para outras empresas, são valores inerentes à empresa, bem como

os riscos de não realização. As medidas não específicas para a entidade refle-

tem as oportunidades e os riscos gerais de mercado.

1. (CESGRANRIO/PETROBRAS/CONTADOR JUNIOR/2012) Companhia de Aviação

Alta Linhas Áreas S/A, que adquiriu o direito de aterrissagem em aeroportos nacio-

nais, mediante subvenção governamental, informou:

• Custo nominal do direito de aterrissagem R$ 100.000,00

• Valor de negociação do direito, estimado em R$ 200.000,00

• Registro do contrato nos órgãos competentes R$ 20.000,00

• Gastos no preparo dos parques de estacionamento R$ 150.000,00

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Considerando-se exclusivamente as informações recebidas, esse intangível deve

ser registrado pela contabilidade, em reais, por

a) 100.000,00

b) 120.000,00

c) 200.000,00

d) 270.000,00

e) 350.000,00

Comentário:

A questão trata do custo histórico do ativo.

A regra básica é: “tudo o que for gasto com um ativo até a sua disponibilização para

o uso é um custo”.

Assim, o valor do intangível será o seguinte:

Custo = 100.000

(+) gasto com registro = 20.000

(+) gasto com preparo do parque = 150.000

Total = 270.000

R: D

Em 15/7/2015, uma empresa adquiriu, à vista, mercadorias para revenda no va-

lor unitário de R$ 7,00, contemplando todos os custos de aquisição. Em 31/7/2015,

o preço de reposição unitário das referidas mercadorias havia alcançado o valor de

R$ 7,80, ao passo que o preço de venda unitário estimado da mercadoria era R$

12,50, e o gasto estimado necessário para a concretização da venda era R$ 1,50

por unidade. Em uma transação sem favorecimentos, cada uma dessas mercado-

rias poderia ser trocada no mercado pelo valor de R$ 12,50 no último dia do mês

de julho de 2015.
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Com base na situação hipotética apresentada, julgue os próximos itens:

2. (CESPE/STJ/ANALISTA JUDICIÁRIO – CONTABILIDADE/2015) Em 31/7/2015, o

custo corrente unitário das mercadorias adquiridas era R$ 7,80.

3. (CESPE/STJ/ANALISTA JUDICIÁRIO – CONTABILIDADE/2015) Em atendimento

ao princípio do registro pelo valor original, que indica o custo histórico como a base

de mensuração a ser utilizada para o registro inicial dos componentes patrimoniais,

cada unidade da mercadoria adquirida deve ser reconhecida ao preço de R$ 7,00.

Comentário:

Esta questão é muito boa para contextualizar cada conceito apresentado.

Valor de aquisição = valor histórico = R$ 7,00

Preço de reposição = valor corrente = R$ 7,80

Preço de venda (-) custos de vendas = Valor realizável líquido = R$ 11,00

(12,50 – 1,50)

Valor de troca = valor justo = 12,50

Com base nos dados, as assertivas estão corretas, pois o valor corrente é de R$

7,80 e o valor histórico é de R$ 7,00.

R: 2 – Certo.

3 – Certo.

Muito bem, já vimos quais são as bases de mensuração, agora vamos tratar dos

critérios de avaliação dos ativos, começando com instrumentos financeiros.

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Instrumentos Financeiros

Instrumento financeiro é todo e qualquer contrato que gere um ativo financeiro

para uma parte enquanto, para a segunda, é gerado um passivo financeiro ou um

instrumento patrimonial.

Instrumento financeiro é o ativo que se transformará/realizará em dinheiro repre-

sentado por papéis emitidos por outras empresas, como investimento temporário

em: ações, quotas, bônus e subscrições de ações; um direito contratual de receber;

um contrato que pode ser liquidado em títulos patrimoniais da própria entidade e

valores mobiliários em geral.

Critérios de avaliação dos instrumentos financeiros segundo a Lei n. 6.404/1976

em seu artigo 183:

I – as aplicações em instrumentos financeiros, inclusive derivativos, e em direitos e títu-


los de créditos, classificados no ativo circulante ou no realizável a longo prazo: (Redação
dada pela Lei n. 11.638, de 2007)
a) pelo seu valor justo, quando se tratar de aplicações destinadas à negociação ou dis-
poníveis para venda; e (Redação dada pela Lei n. 11.941, de 2009)
b) pelo valor de custo de aquisição ou valor de emissão, atualizado conforme disposi-
ções legais ou contratuais, ajustado ao valor provável de realização, quando este for
inferior, no caso das demais aplicações e os direitos e títulos de crédito; (Incluída pela
Lei n. 11.638, de 2007).

A Lei n. 11.638/2007 e a lei n. 11.941/2009 alteraram alguns conceitos quanto

à avaliação do patrimônio bruto. A nova legislação estabeleceu, também, novos

critérios para a classificação e a avaliação das aplicações em instrumentos financei-

ros, inclusive derivativos. Em linha com a regra internacional, esses instrumentos

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financeiros são classificados em três categorias – destinados à negociação, manti-

dos até o vencimento e disponíveis para venda – e a sua avaliação pelo custo mais

rendimentos ou pelo valor justo será feita em função da sua classificação em uma

dessas categorias. Assim, antes da avaliação, é necessário classificar os instrumen-

tos em:

• Destinados à negociação;

• Disponíveis para venda;

• Mantidos até o vencimento;

• Destinados à negociação = são os instrumentos que a empresa quer ven-

der no exercício corrente. A operação não necessita da autorização da assem-

bleia dos sócios, pois a destinação deles é a venda.

Estes investimentos serão avaliados pelo valor justo, com reflexo no resultado

do exercício.

Primeiro devem ser reconhecidos os juros contratuais acordados como uma receita

financeira que aumenta o valor do instrumento financeiro; depois, deve ser compa-

rado o valor atualizado com o valor justo.

1º passo – reconhecer o juro contratual como receita

D – Instrumentos financeiros

C – Juros ativos

Este registro faz com que o valor original do instrumento financeiro seja atua-

lizado ao seu valor corrente.


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2º passo – apurar o valor justo

O valor justo é determinado pelo mercado e será apresentado na questão.

3º passo – comparar valor original ajustado pelos juros com o valor justo

Se o valor justo for maior, reconhece uma receita; se o valor justo for menor,

reconhece uma despesa.

Valor justo maior que o valor corrente do “IF”:

D – Instrumentos financeiros

C – Receita financeira

Valor justo menor que o valor corrente do “IF”:

D – Despesa financeira

C – Instrumentos financeiros

• Disponível para venda = são os instrumentos que, se aparecer um bom

negócio, a empresa pode vender. Neste caso, necessita da autorização da as-

sembleia dos sócios, pois a destinação inicial deles não era a venda.

Esses investimentos são avaliados pelo valor justo, com reflexo no patrimônio

líquido na conta AAP – Ajuste da Avaliação Patrimonial. A diferença registrada na

conta AAP é tratada como outros resultados abrangentes e serão apresentados na

DRA – Demonstração dos Resultados Abrangentes.

Se o investimento aumentou, aumenta o PL, receita abrangente; se diminuiu,

diminui o PL, despesa abrangente, em contrapartida da conta que representa o

investimento.
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1º passo – reconhecer o juro contratual como receita

D – Instrumentos financeiros

C – Juros ativos

2º passo – apurar o valor justo

O valor justo é determinado pelo mercado e será apresentado na questão.

3º passo – comparar valor original ajustado pelos juros com o valor justo

Se o valor justo for maior, aumenta o “PL” na conta “AAP”; se o valor justo for

menor, diminui o “PL” na conta “AAP”.

Valor justo maior que o valor corrente do “IF”:

D – Instrumentos financeiros

C – Ajuste da avaliação patrimonial – PL

Valor justo menor que o valor corrente do “IF”:

D – Ajuste da avaliação patrimonial – PL

C – Instrumentos financeiros

• Mantidos até o vencimento = são os instrumentos que a empresa não quer

negociar, serão mantidos até o seu vencimento.

Estes papéis serão registrados pelo seu valor original, acrescidos dos juros e

correções contratuais (receitas financeiras) ou ajustados pela possível perda (des-

pesa financeira). A contrapartida do ganho ou da perda no investimento será reco-

nhecida no resultado do exercício.

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Para fins de avaliação dos investimentos temporários, considera-se valor justo

dos instrumentos financeiros o valor que pode se obter em um mercado ativo, de-

corrente de transação não compulsória, realizada entre partes independentes; e,

na ausência de um mercado ativo para um determinado instrumento financeiro:

1) O valor que se pode obter em um mercado ativo com a negociação de outro

instrumento financeiro de natureza, prazo e risco similares;

2) O valor presente líquido dos fluxos de caixa futuros para instrumentos finan-

ceiros de natureza, prazo e risco similares; ou

3) O valor obtido por meio de modelos matemático-estatísticos de precificação

de instrumentos financeiros.

Os instrumentos financeiros mantidos até o vencimento serão ajustados pela

receita com os juros contatuais e, se for o caso, serão ajustados por provável perda.

1º passo – reconhecer o juro contratual como receita

D – Instrumentos financeiros

C – Juros ativos

2º passo – reconhecer a provável perda, se for o caso

D – Despesa com perda em instrumentos financeiros (despesa)

C – Estimativa para perda em instrumentos financeiros (redutora do ativo)

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Por exemplo:

1. Uma empresa aplica no mercado de capitais comprando de um título mo-

biliário por $1.000.000,00. O título é classificado como destinado à negociação e

tem juros contratuais de 1% ao mês. Passados 30 dias, o valor justo do título é de

1.100.000,00.

“IF” destinado à negociação é avaliado a valor justo com contrapartida no re-

sultado.

a) registrar a receita de 1% com juro mensal.

D – Instrumentos financeiros

C – Juros ativos – 10.000

Com este lançamento, o valor do investimento passou a ser $ 1.010.000,00.

b) ajustar o instrumento financeiro ao seu valor justo de R$ 1.100.000,00.

D – Instrumentos financeiros

C – Receita financeira – 90.000

Após este registro, o instrumento financeiro estará registrado no BP pelo seu

valor justo.

2. A Empresa aplicou em ativos financeiros, adquirindo, em 01/12/2015, 5 (cin-

co) títulos no valor de R$ 1.000,00 cada, classificando-os do seguinte modo:

• 2 (dois) títulos como ativos financeiros “destinados para negociação imediata”;

• 2 (dois) títulos como ativos financeiros “disponíveis para venda”;

• 1 (um) título como ativo financeiro “mantido até o vencimento”.

Sabendo-se que a taxa de juros contratual de todos os títulos era de 1% ao mês

e que o valor justo de cada título, 30 dias após a aquisição, era de R$ 980,00, qual

o valor total dos investimentos?


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a) registrar o juro de 1% ganho no investimento.

a) Destinados a negociação – $2.000 + 1% = $2.020,00

D – Investimentos –

C – Receitas financeiras – 20,00

b) Disponível para venda – $2.000 + 1% = $2.020,00

D – Investimentos –

C – Receitas financeiras – 20,00

c) Mantido até o vencimento – $1.000 + 1% = $1.010,00

D – Investimentos –

C – Receitas financeiras – 10,00

b) Efetuar a avaliação a valor justo unitário de $980,00.

Somente os instrumentos financeiros destinados a negociação e disponível para

venda.

a) Destinados à negociação $2.020,00 – valor justo = $1.960,00

D – Perda ao valor justo

C – Investimento – 60,00

b) Disponível para venda $2.020,00 – valor justo = $1.960,00

D – Ajuste da avaliação patrimonial

C – Investimento – 60,00

c) Mantido até o vencimento $1.010,00 – custo original ajustado $1.010,00

Com base nos valores apurados, o total a ser apresentado no investimento é de

$4.930,00.
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Duplicatas a Receber

As empresas realizam operações de venda de suas mercadorias, produtos ou

serviços. Quando essas vendas são efetuadas a prazo, para posterior recebimento,

elas geram um direito que é registrado no ativo, como clientes, duplicatas a rece-

ber ou contas a receber. Portanto, as contas a receber referem-se aos direitos dos

quais a entidade é titular, decorrente dos eventos econômicos de venda a prazo de

mercadorias, produtos e serviços relativos ao seu objeto social.

“Duplicatas a receber” representa um título de crédito junto à terceiro, oriundo

de vendas a prazo. São os recebíveis relacionados com o objeto social da empresa.

São ativos monetários que devem ser expressos em termos de entradas espe-

radas de caixa, ou seja, líquidos das estimativas de inadimplência.

A lei n. 6.404/1976, no inciso I do art. 183, estabelece que os recebíveis devam

ser avaliados pelo custo de emissão dos títulos, ajustados pelos juros contratuais

e pela estimativa de inadimplência, a fim de apresentar os créditos pelos valores

prováveis de realização.

b) pelo valor de custo de aquisição ou valor de emissão, atualizado conforme disposi-


ções legais ou contratuais, ajustado ao valor provável de realização, quando este for
inferior, no caso das demais aplicações e os direitos e títulos de crédito; (Incluída
pela Lei n. 11.638, de 2007)

A estimativa de créditos de liquidação duvidosa ou de devedores duvidosos

corresponde ao valor provisionado ao final de cada exercício social para cobrir,

no exercício seguinte, perdas decorrentes de não recebimento por inadimplência.

Assim, o normal é que a empresa faça a análise da estimativa ao elaborar o seu

balancete de verificação e, por consequência, o Balanço Patrimonial.


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CONTABILMENTE, o termo provisão, para contas redutoras do ATIVO, está sendo

adaptado para “perdas estimadas”, passando a se utilizar a expressão perdas es-

timadas para créditos de liquidação duvidosa (PECLD) ou perdas estimadas para

devedores duvidosos (PEDD) e não mais “provisão para créditos de liquidação du-

vidosa” ou “provisão para devedores duvidosos”.

A fixação de uma estimativa de perda é estabelecida por uma das seguintes

maneiras:

• Pela análise individual dos devedores com base na possibilidade de recebi-

mento futuro;

• Pela determinação da estimativa mediante a aplicação de uma percentagem

sobre vendas, com base na experiência anterior;

• Pela determinação da provisão mediante a aplicação de uma percentagem

sobre o saldo dos créditos a receber no fim do ano.

De acordo com as normas internacionais, somente poderá ser feita a estimativa

para inadimplência quando a perda for líquida e certa (provável perda) e não como

uma possibilidade somente.

O CPC-14 R1 não admite a constituição de provisões para perdas futuras que

ainda não estejam associadas a eventos passados, assim, a empresa não deve re-

gistrar uma estimativa de perda pela simples existência de um crédito.


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No caso das estimativas para créditos de liquidação duvidosa, por exemplo,

somente deve ocorrer o reconhecimento de provisão para perdas por impairment,

(perda do valor recuperável dos ativos) quando houver evidências de que o mon-

tante do crédito não mais será recebido, no todo ou em parte (provisões de perdas

incorridas).

São exemplos de evidências para o registro da estimativa de inadimplência:

a) significativa dificuldade financeira do devedor;

b) quebra de contrato, tal como descumprimento ou atraso nos pagamentos de

juros ou do principal;

c) torna-se provável que o devedor vá entrar em processo de falência ou outra

reorganização financeira.

A existência de garantias reais apresentadas pelo cliente deverá reduzir ou até des-

cartar o registro da estimativa para inadimplência.

O registro contábil da estimativa para inadimplência, normalmente, é feito no

final do exercício social, pois tem por objetivo apresentar as prováveis perdas no

exercício seguinte com relação às vendas a prazo que foram feitas no exercício

atual (competência). O lançamento envolve uma conta de despesa e uma conta

redutora do ativo “cliente”.

D – Despesa com estimativa para inadimplência

C – Estimativa para inadimplência

Um ponto muito explorado nas provas é a consecução do fato referente ao re-

gistro da inadimplência, pois, como é uma estimativa, não se pode afirmar que o

valor da perda será o registrado. Desta forma, a estimativa poderá:


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• Se efetivar pelo valor registrado;

• Se efetivar por um valor menor que o registrado;

• Se efetivar por um valor maior que o registrado;

• Não se efetivar.

Por exemplo:

• Uma empresa efetua a venda de R$ 100.000,00 de mercadorias, por R$

250.000,00 para receber em 30 dias. Com base em prováveis perdas, a ad-

ministração estima uma inadimplência de 10%.

a) O registro contábil da transação de venda é o seguinte:

D – Clientes 250.000

D – CMV 100.000

C – Estoques 100.000

C – Vendas 250.000

O fato é misto aumentativo e aumentou o ativo em R$150.000,00.

b) Registro da estimativa da inadimplência de 10%.

D – Perdas por estimativas

C – Estimativa para inadimplência – 25.000

O fato é modificativo diminutivo e diminui o ativo em R$25.000,00.

Os valores estarão apresentados no Balanço Patrimonial da seguinte forma:

Ativo circulante

Clientes – 250.000

Estimativa para inadimplência – (25.000)


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• Como é uma estimativa, a perda pode se efetivar ou não se efetivar; ou ainda

se efetivar a maior ou a menor.

a) A perda se efetiva nos R$25.000 provisionados:

A empresa vai registrar a entrada do valor líquido. Neste caso, a despesa foi

registrada no exercício anterior, respeitando a competência, pois a inadimplência

estava relacionada com as vendas passadas.

D – Caixa – 225.000

D – Estimativa para inadimplência – 25.000

C – Clientes – 250.000

O fato é permutativo e não altera o valor do ativo.

b) Quando a perda não se efetivar, a empresa deve reconhecer o recebimento

dos valores, em contrapartida de uma receita com reversão para estimativa de

perda.

D – Caixa – 250.000

D – Estimativa para inadimplência – 25.000

C – Receita com reversão de estimativa – 25.000

C – Clientes – 250.000

O fato é misto aumentativo e aumenta o valor do ativo em $ 25.000,00.

c) A perda se efetivou a maior; a empresa recebeu somente R$ 220.000,00 e a

perda foi de R$ 30.000,00.

D – Caixa – 220.000

D – Perda com inadimplência – 5.000

D – Estimativa para inadimplência – 25.000

C – Clientes – 250.000
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O fato é misto diminutivo e diminui o valor do ativo em $ 5.000,00.

d) A perda se efetivou a menor; a empresa recebeu R$ 230.000,00 e a perda

foi de R$ 20.000,00.

D – Caixa – 230.000

D – Estimativa para inadimplência – 25.000

C – Receita com reversão de estimativa – 5.000

C – Clientes – 250.000

O fato é misto aumentativo e aumenta o valor do ativo em $5.000,00.

Contabilmente, são aceitas duas formas de registro de novas provisões para

estimativa de perda por inadimplência no final do exercício: por complementação

da estimativa e por reversão da estimativa.

• A complementação do saldo da provisão constituída em Balanço Patrimonial

(BP) anterior.

Neste método, basta adicionar ou retirar o valor para complementar o montante

esperado de inadimplência.

Por exemplo:

a) A empresa tem clientes no valor de R$ 300.000,00 e estimativa de $15.000,00

registrada. Contudo, depois de nova análise, a estimativa de perda passou para

$25.000,00.

Neste caso, basta efetuar o lançamento complementando o valor:

D – Perdas por estimativas

C – Estimativa para inadimplência – 10.000


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b) A empresa tem clientes no valor de R$ 200.000,00 e estimativa de $20.000,00

registrada. Contudo, depois de nova análise, a estimativa de perda passou para

$15.000,00.

Neste caso, deve ser efetuada a reversão do valor a menor:

D – Estimativa para inadimplência –

C – Receita com reversão de estimativa – 5.000

• A contabilização da reversão do saldo não utilizado da provisão

Neste método, o montante registrado como estimativa de perda é revertido no

dia 31 de dezembro do ano corrente, em contrapartida de uma receita; e, no dia

01 de janeiro do ano seguinte, é feita a constituição da nova provisão com base no

saldo da conta clientes.

Por exemplo:

No dia 31 de dezembro, a empresa tem clientes no valor de R$ 500.000,00 e

estimativa de $50.000,00 registrada.

a) No dia 31/12 deve ser feita reversão da provisão:

D – Estimativa para inadimplência

C – Receita com reversão de estimativa – 500.000

b) No dia 01/01 deve ser feito o registro da provisão:

D – Perdas por estimativas

C – Estimativa para inadimplência – 50.000

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A justificativa para este procedimento é a de que a estimativa deve afetar o re-

sultado do exercício em que foi efetivada a venda e, assim, ao efetuar a reversão,

a empresa irá reconhecer, no exercício corrente, a perda efetiva.

4. (ESAF/CVM/ ANALISTA CONTADOR/2010) A empresa Modistas da Moda S/A,

tem um histórico de perdas no recebimento de seus créditos, por isto, não costuma

negligenciar a utilização de provisão para riscos de crédito.

Sob esse aspecto, verificamos que do balanço patrimonial de 2008 constou a con-

ta Provisão para Devedores Duvidosos com saldo de R$ 2.300,00. Ao longo do

exercício de 2009 foram comprovadas perdas efetivas no recebimento de créditos,

no valor de R$ 1.100,00, e a estimativa de perdas que se faz para 2010, monta a

R$1.800,00.

Com base nessas informações, pode-se dizer que a empresa deverá lançar na De-

monstração do Resultado do Exercício, relativa a 2009, uma despesa provisionada

para risco de crédito no montante de:

a) R$ 3.000,00

b) R$ 2.900,00

c) R$ 1.800,00 

d) R$ 1.100,00 

e) R$ 600,00

Comentário:

A movimentação foi a seguinte:

2008 – Saldo final = 2.300

2009 – Baixa por perda = (1.100)

2009 – Saldo ajustado = 1.200

2010 – Saldo inicial = 1.800


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A empresa deve complementar o saldo por meio do seguinte lançamento:

D – Perda com estimativa – 600

C – Estimativa para perda – 600

R: E

Caso o registro fosse feito utilizando o método da reversão, a análise seria a

seguinte:

Em 2009, a empresa reverte o montante da estimativa que não foi efetivado:

D – Estimativa para perda

C – Receita com reversão – 1.200

Em 2010, a empresa registra a nova estimativa:

D – Perda com estimativa

C – Estimativa para perda – 1.800

Desta forma, não teria resposta, pois, em 2009, a empresa vai reconhecer uma

receita com reversão de estimativa.

5. (ESAF/RECEITA FEDERAL/ANALISTA TRIBUTÁRIO/2009) No encerramento do

exercício social, quando ainda resta saldo não utilizado na conta Provisão para De-

vedores Duvidosos, necessário se faz contabilizar a reversão desse saldo. Nesse

caso, o lançamento de ajuste a ser feito deverá ser:

a) creditando-se a conta de Provisão e debitando-se a conta de Lucros Acumulados.

b) creditando-se a conta de Provisão e debitando-se a conta de Resultado do Exercício.

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c) debitando-se a conta de Provisão e creditando-se a conta de Lucros Acumulados.

d) debitando-se a conta de Provisão e creditando-se a conta de Resultado do Exercício.

e) debitando-se a conta de Provisão e creditando-se a conta de Despesa.

Comentário:

Nesta questão, a ESAF está cobrando o método da reversão. Outro ponto impor-

tante é que as bancas ainda têm tratado a estimativa para inadimplência como

provisão.

No dia 31/12 deve ser feita reversão da provisão por meio do seguinte lançamento

contábil:

D – Provisão/estimativa para inadimplência

C – Receita com reversão de estimativa – 500.000

R: D

Estoque

Os estoques são bens tangíveis ou intangíveis adquiridos ou produzidos pela

empresa com o objetivo de venda ou utilização própria no curso normal de suas ati-

vidades. Desta forma, a conta estoque representa os bens de venda (mercadoria),

os serviços de venda (prestadoras de serviço), os bens de consumo (almoxarifado)

e bens de produção (matéria prima/produto em elaboração).

O estoque intangível está relacionado com estoque de prestação de serviços.

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A lei n. 6.404/1976, no inciso II do art. 183, estabelece que os estoques devem

ser avaliados pelo custo de aquisição ajustado ao valor de mercado quando este foi

inferior.

II – os direitos que tiverem por objeto mercadorias e produtos do comércio da compa-
nhia, assim como matérias-primas, produtos em fabricação e bens em almoxarifado,
pelo custo de aquisição ou produção, deduzido de provisão para ajustá-lo ao valor de
mercado, quando este for inferior.
Art. 183 § 1o Para efeitos do disposto neste artigo, considera-se valor justo:
a) das matérias-primas e dos bens em almoxarifado, o preço pelo qual possam ser re-
postos, mediante compra no mercado;
b) dos bens ou direitos destinados à venda, o preço líquido de realização mediante ven-
da no mercado, deduzidos os impostos e demais despesas necessárias para a venda, e
a margem de lucro.

O valor original compreende o preço de compra, os impostos de importação

e outros tributos (exceto os recuperáveis junto ao fisco); bem como os custos

de transporte, seguro, manuseio e outros diretamente atribuíveis à aquisição de

produtos acabados, materiais e serviços. Os descontos comerciais, abatimentos e

outros itens semelhantes devem ser deduzidos na determinação do custo de aqui-

sição.
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Valor original =

Preço de compra

(+) frete sobre compras

(+) seguro sobre compras

(+) carga e descarga de mercadorias compradas

(+) armazenagem necessária ao processo de vendas/produção

(-) descontos e abatimentos obtidos na compra

(-) desconto comercial obtido

(-) devolução de compras

(-) compras canceladas

(-) impostos recuperáveis (Icms sobre compras)

Em uma indústria, os custos de produção/transformação de estoques incluem

os custos diretamente relacionados com as unidades produzidas ou com as linhas

de produção, como pode ser o caso da mão de obra direta. Também incluem a

alocação sistemática de custos indiretos de produção, fixos e variáveis, que sejam

incorridos para transformar os materiais em produtos acabados.

O custo de produção é calculado pela seguinte equação:

CPP = MD + MOD + GGF

• CPP = custo de produção do período

• MD = material direto (insumos)

• MOD = Mão de obra direta

• GGF = Gastos gerais de fabricação

Existem alguns itens relacionados com o estoque que devem ser reconhecidos

como despesa do período em que são incorridos, não afetando o custo da produ-

ção, por exemplo:


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• Valor anormal de desperdício de materiais, mão de obra ou outros insumos

de produção;

• Gastos com armazenamento, a menos que sejam necessários ao processo

produtivo entre uma e outra fase de produção;

• Despesas administrativas que não contribuem para trazer o estoque ao seu

local e condição atuais; e

• Despesas de comercialização, incluindo a venda e a entrega dos bens e ser-

viços aos clientes.

“As perdas normais durante o processo produtivo devem ter seus custos alocados

ao Custo dos Produtos Fabricados. As perdas anormais durante o processo produ-

tivo devem ser tratadas como perdas do período”.

O preço líquido de realização representa o montante líquido que a empresa

espera obter com a venda da mercadoria. Ele é calculado da seguinte forma:

Preço de venda

(-) impostos sobre vendas

(-) despesas de venda

(-) margem de lucro

(=) Valor de mercado

Por exemplo:

a) Em novembro, a empresa compra mercadorias no total de R$ 100.000,00,

com frete e seguro de R$ 30.000,00 e carga e descarga de R$ 20.000,00.

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b) No fim do ano, ao elaborar o “BP”, a administração levanta as seguintes in-

formações:

I – Preço de reposição de R$ 160.000,00;

II – Preço de venda, à vista, da mercadoria R$ 220.000,00; a margem de lucro

e os impostos estimados na venda R$ 40.000,00;

III – Se vender a prazo, o preço é de R$ 250.000,00;

IV – As mercadorias poderiam ser trocadas no mercado pelo valor de R$

180.000,00.

Com base nos conceitos apresentados nesta aula, os valores apurados com o

estoque seriam os seguintes:

• Custo original: 150.000,00

Compra=100.000

+ frete=30.000

+ carga e descarga=20.000

• Custo corrente: 160.000,00

É o mesmo que o preço de reposição

• Valor realizável líquido: 180.000,00

Preço de venda = 220.000

(–) despesa com vendas= (40.000)

• Valor presente: 220.000,00

Preço da venda a prazo = 250.000

(-) juros embutidos = (30.000)

• Valor justo: 180.000,00

É o preço de troca no mercado sem obrigatoriedade


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O estoque é avaliado pelo custo de aquisição ou valor de mercado, dos dois, o

menor; assim, quando o valor de mercado for menor que o custo de aquisição, a

empresa deverá registrar uma estimativa de perda no estoque, conta redutora do

ativo.

Estoque Valor original Valor de mercado ajuste Estoque final


Mercadoria 600.000 580.000 (20.000) 580.000
Almoxarifado 200.000 240.000 0 200.000
Saldo inicial 800.000 - (20.000) 780.000

Neste caso, como o valor de mercado é menor que o custo original, a empresa

deverá registrar uma provisão (estimativa) para desvalorização do estoque, conta

redutora, da seguinte forma:

D – Despesa com desvalorização do estoque

C – Estimativa de desvalorização do estoque – 20.000

A apresentação do ajuste no balanço patrimonial é a seguinte:

Estoque 800.000

(-) Estimativa para desvalorização – ajuste ao mercado – (20.000)

Prezados,

Separei 25 questões de provas para verificarmos como as bancas têm traba-

lhado em seus concursos os assuntos vistos na aula. Começo com questões estilo

Cespe, onde basta julgar se assertiva está correta ou errada. Depois são questões

de múltipla escolha, onde deve ser marcado o item correto.


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Neste material, comento o gabarito das primeiras 15 questões. Meus comen-

tários são objetivos e diretos, pois pretendo, com isto, ajudá-los a fixar o assunto

e não dar uma aula em cada questão. As outras 10 questões ficam como se fosse

um dever de casa, pois, assim, poderão avaliar o nível do conhecimento adquirido

na aula.

A identificação das questões é na seguinte ordem: Banca, órgão, cargo e ano

do concurso.

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QUESTÕES DE CONCURSO

Com relação aos critérios de avaliação de ativos e seus efeitos no patrimônio de

uma companhia aberta, julgue os itens a seguir.

1. (CESPE/TCE-RO/CONTADOR/2013) Um ativo financeiro classificado como em-

préstimos ou contas a receber deve ser mensurado pelo seu custo histórico amor-

tizado, que será atualizado pela taxa de juros efetiva da operação, devendo- se

reconhecer o efeito dessa atualização em contas de resultado.

Cada um dos próximos itens apresenta uma situação hipotética seguida de uma

assertiva a ser julgada em relação ao reconhecimento e à mensuração contábil, de

acordo com os pronunciamentos contábeis emitidos pelo Comitê de Pronunciamen-

tos Contábeis.

2. (CESPE/FUB/CONTADOR/2015) Após cinco anos de uso, foi realizada a venda de

determinado bem imobilizado pelo valor de R$ 400.000, para recebimento após um

ano da data da venda. A empresa considera que 6,5 % a.a. é uma taxa de juros

livre de riscos adequada para mensurar o ajuste em valor presente. Nessa situação,

no momento da venda, o ajuste em valor presente é igual a R$ 26.000.

3. (CESPE/FUB/CONTADOR/2015) Determinada indústria teve gastos extraordiná-

rios de estocagem no valor de R$ 4.000 e perdas anormais de matérias-primas

aplicadas na produção no valor de R$ 5.000. Nessa situação, o valor de estoque

desses produtos será reduzido em R$ 1.000.

4. (CESPE/TCE-RO/CONTADOR/2013) Os ativos financeiros classificados na cate-

goria disponíveis para venda estão sujeitos à avaliação pelo seu valor justo, deven-

do- se reconhecer o efeito dessa avaliação como outros resultados abrangentes,

enquanto os referidos ativos financeiros não forem baixados da contabilidade.


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5. (CESPE/PC-PE/PERITO CONTADOR/2016) Assinale a opção correta relativamen-

te ao princípio do registro pelo valor original.

a) Uma vez integrados ao patrimônio, os componentes patrimoniais ativos e pas-

sivos devem ser mantidos pelo seu custo histórico.

b) Descontando-se o fluxo futuro de entrada líquida de caixa que se espera seja ge-

rado pelo item no curso normal das operações da entidade, chega-se ao valor justo.

c) Quando da integração dos ativos ao patrimônio da entidade, estes devem ser

registrados pelos valores pagos ou a serem pagos em caixa ou equivalentes de cai-

xa ou pelo valor justo dos recursos que forem entregues para adquiri-los na data

da aquisição.

d) Valor realizável é a base de mensuração de itens patrimoniais segundo a qual

os passivos são reconhecidos pelos valores em caixa ou equivalentes de caixa, não

descontados, que seriam necessários para liquidar a obrigação na data do balanço.

e) Atualização monetária é um procedimento de reavaliação do item patrimonial,

visando o ajuste dos valores originais.

6. (CESPE/PC-PE/PERITO CONTADOR/2016) A loja Alpha vende uma geladeira por

R$ 2.500 à vista, podendo esse valor ser parcelado em quatro vezes sem juros. A

entrega é paga pela loja e custa R$ 50.

A loja adquiriu a geladeira, há três meses, por R$ 1.700, mas, hoje, ela já custa

R$ 1.800.

Um comprador verificou que a mesma geladeira poderia ser adquirida na loja Beta,

à vista, por R$ 2.200 e questionou o vendedor da loja Alpha, o qual assegurou um

desconto de R$ 300 para não perder a venda, mas com a condição de que o frete

fosse pago pelo cliente, que concordou com as condições oferecidas.

Nessa situação hipotética de compra e venda, o


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a) custo histórico da geladeira é de R$ 1.800.

b) valor justo da geladeira é de R$ 2.500.

c) valor realizável da geladeira é de R$ 2.250.

d) custo corrente da geladeira é de R$ 1.700.

e) valor presente da geladeira é de R$ 2.200.

7. (ESAF/MF/ANALISTA ADMINISTRATIVO/2013) A companhia empresária Hélvia &

Pélvia Limitada costuma precaver-se de prejuízos no recebimento de seus créditos,

provisionando as perdas prováveis. Em 2012, com créditos a receber no montante

de R$ 400.000,00, ela mandou fazer provisão de R$ 12.000,00, mas, durante o

exercício, contabilizou perdas de apenas R$ 7.000,00. Agora, no fim do exercício

de 2013, a empresa pretende fazer provisão nos mesmos moldes anteriores. Por

isto, como tem no balanço R$ 300.000,00 a receber, vai contabilizar em 2013 uma

despesa com devedores duvidosos no valor de

a) R$ 12.000,00.

b) R$ 9.000,00.

c) R$ 7.000,00.

d) R$ 5.250,00.

e) R$ 4.000,00.

8. (IF-TO/TÉCNICO CONTÁBIL/2015) As Normas Brasileiras de Contabilidade con-

sideram que os ativos podem sofrer variações em decorrência de alguns fatores

uma vez integrados ao patrimônio, como a seguir indicados:

I – Os ativos são reconhecidos pelos valores em caixa ou equivalentes de caixa,

os quais teriam de ser pagos se esses ativos ou ativos equivalentes fossem

adquiridos na data ou no período das demonstrações contábeis.

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II – Os ativos são mantidos pelo valor presente, descontado do fluxo de entrada

líquida de caixa, que se espera seja gerado pelo item no curso normal das

operações da Entidade.

Diante do enunciado, é possível classificar esses ativos como sendo, respectiva-

mente:

a) Custo Corrente e Valor Justo.

b) Valor Realizável e Valor Justo.

c) Valor Realizável e Valor Presente.

d) Custo Corrente e Valor Presente.

e) Valor Justo e Valor Presente.

9. (ESAF/ANAC/CONTADOR/2016) Define-se como “Valor Justo” o valor pelo qual

um ativo pode ser negociado, ou um passivo liquidado, entre partes interessadas,

conhecedoras do negócio e independentes entre si, com a ausência de fatores que

pressionem para a liquidação da transação ou que caracterizem uma transação

forçada.

Em relação ao denominado “Valor Justo”, indique a opção incorreta.

a) É o mesmo que “Ajuste a Valor Presente”.

b) É afetado por variáveis de mercado.

c) Utiliza-se para avaliar direitos destinados à negociação, ou marcados a mercado.

d) Aplica-se a derivativos.

e) Pode ser aplicado a ativos não financeiros.

10. (FCC/MPE-AM/CONTADOR/2013) A Cia. Negócios S.A. aplicou R$ 5.000,00 das

suas disponibilidades de caixa em ativos financeiros, adquirindo, em 01/12/2013,

5 (cinco) títulos no valor de R$ 1.000,00 cada, classificando-os do seguinte modo:


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2 (dois) títulos como ativos financeiros “destinados para negociação imediata” e

3 (três) títulos como ativos financeiros “mantidos até o vencimento”. Sabendo-se

que a taxa de juros contratual de todos os títulos era de 0,8% ao mês e que o valor

justo de cada título, 30 dias após a aquisição, era de R$ 990,00, é correto afirmar

que, em 31/12/2013, a Cia. Negócios S.A. reconheceu para todos os títulos

a) resultado financeiro negativo no valor de R$ 50,00.

b) resultado financeiro positivo no valor de R$ 40,00.

c) resultado financeiro positivo no valor de R$ 4,00.

d) resultado financeiro negativo no valor de R$ 14,00.

e) ajustes de avaliação patrimonial no valor de R$ 50,00 (saldo devedor).

11. (CESGRANRIO/TRANSPETRO/TÉCNICO DE CONTABILIDADE/2012) Segundo a

legislação societária atualizada até 2010, o critério de avaliação das contas a rece-

ber se dá pelo(s) valor(es)

a) justo dos títulos menos provisão para ajuste a valor de realização, quando estes

forem menores.

b) presente dos benefícios futuros, deduzido da perda provável que puder ser es-

timada com segurança.

c) dos títulos menos estimativas de perdas para reduzi-los ao valor provável de

realização.

d) atualizados até a data do balanço e ajustados por encargos e correção, deduzi-

dos de perdas prováveis.

e) conhecidos ou calculáveis deduzidos das estimativas de perdas efetivamente

realizadas no exercício.

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12. (ESAF/CVM/ANALISTA DE MERCADO/2010) Assinale a opção que não corres-

ponde à verdade.

Entre as definições contidas nas resoluções do Conselho Federal de Contabilidade

para o correto reconhecimento e mensuração de estoques encontramos a seguinte:

a) Valor realizável líquido é o preço de venda estimado no curso normal dos ne-

gócios deduzido dos custos estimados para sua conclusão e dos gastos estimados

necessários para se concretizar a venda.

b) Valor justo é aquele pelo qual um ativo pode ser trocado ou um passivo liqui-

dado entre partes interessadas, conhecedoras do negócio e independentes entre

si, com ausência de fatores que pressionem para a liquidação da transação ou que

caracterizem uma transação compulsória.

c) O valor realizável líquido refere-se à quantia líquida que a entidade espera rea-

lizar com a venda do estoque no curso normal dos negócios.

d) O valor justo reflete a quantia pela qual o mesmo estoque pode ser trocado en-

tre compradores e vendedores conhecedores e dispostos a isso.

e) O valor justo é um valor específico para a entidade, ao passo que o valor realizá-

vel líquido não é. Por isso, o valor realizável líquido dos estoques pode não ser equi-

valente ao valor justo deduzido dos gastos necessários para a respectiva venda.

13. (FCC/SEFAZ-PI/ANALISTA TRIBUTÁRIO/2015) A Cia. Vende a Prazo S.A apre-

sentava em seu Balanço Patrimonial de 31/12/2013 os seguintes saldos relativos

às suas vendas a prazo:

• Duplicatas a Receber de Clientes: R$ 500.000,00

• Estimativa para Perdas com Créditos de Liquidação Duvidosa (EPCLD): R$

25.000,00

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Em fevereiro de 2014, a Cia. Vende a Prazo S.A. foi informada de que um impor-

tante cliente não tinha condições de saldar a sua dívida no valor de R$ 20.000,00

que foi considerada incobrável.

Ao reconhecer este evento, a Cia. Vende a Prazo S.A.

a) reduziu o saldo total do Ativo.

b) reconheceu uma Perda com Clientes no resultado do período.

c) creditou a conta EPCLD e debitou o Resultado do período.

d) reduziu o Patrimônio Líquido.

e) reduziu o saldo de Duplicatas a Receber de Clientes.

14. (AOCP/TRE-AC/ANALISTA CONTÁBIL/2015) O valor de custo do estoque deve

incluir todos os custos de aquisição e de transformação, bem como outros custos

incorridos para trazer os estoques à sua condição e localização atuais. Em relação

ao assunto, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas.

I – O custo de aquisição dos estoques compreende o preço de compra, os impos-

tos de importação e outros tributos (exceto os recuperáveis junto ao fisco),

bem como os custos de transporte, seguro, manuseio e outros diretamente

atribuíveis à aquisição de produtos acabados, materiais e serviços.

II – O custo de aquisição dos estoques inclui as despesas administrativas mesmo

que não contribuam para trazer o estoque ao seu loca! e condição atuais.

III – Os custos de transformação de estoques incluem os custos diretamente re-

lacionados com as unidades produzidas ou com as linhas de produção, como

pode ser o caso da mão de obra direta.

IV – Os custos de transformação de estoques compreendem despesas de comer-

cialização, incluindo a venda e a entrega dos bens e serviços aos clientes.

V – Os custos de transformação de estoques incluem o valor anormal de desper-

dício de materiais, mão de obra ou outros insumos de produção.


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a) Apenas li e III.
b) Apenas I e IV.
c) Apenas II e IV.
d) Apenas I e III.
e) Apenas I e V.

15. (FCC/TCM-RJ/AUDITOR CONSELHEIRO SUBSTITUTO/2015) A tabela a seguir


apresenta as características de algumas aplicações financeiras que foram realiza-
das por uma empresa em 31/10/2014:
Valor aplicado (R$) Taxa de juros Data de vencimento Classificação pela empresa
2.000.000,00 0,9%a.m. 01/12/2016 Disponível para venda futura
2.000.000,00 0,8%a.m. 01/12/2018 Destinados para venda imediata
2.000.000,00 1,0%a.m. 01/12/2018 Mantidos até o vencimento

Os valores justos destas aplicações, em 31/12/2014, eram os seguintes:


• Classificação pela empresa Valor Justo (R$)
• Disponível para venda futura 2.040.000,00
• Destinados para venda imediata 2.010.000,00
• Mantidos até o vencimento 2.020.000,00

Sabendo que todas as aplicações remuneram juros compostos, os valores eviden-


ciados no Balanço Patrimonial de 31/12/2014 para os títulos disponíveis para venda
futura, para os títulos destinados para venda imediata e para os títulos mantidos
até o vencimento, foram, respectivamente, em reais,
a) 2.040.000,00; 2.010.000,00 e 2.020.000,00.
b) 2.036.162,00; 2.032.128,00 e 2.040.200,00.
c) 2.036.162,00; 2.032.128,00 e 2.020.000,00.
d) 2.000.000,00; 2.000.000,00 e 2.040.200,00.

e) 2.040.000,00; 2.010.000,00 e 2.040.200,00.


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16. (AOCP/UFGD/CONTADOR/2015) Quando uma empresa realiza vendas a pra-

zo assume o risco referente a eventuais perdas decorrentes do não recebimento

dos seus créditos e, para tanto, deve constituir a conta de Perdas Estimadas com

Créditos de Liquidação Duvidosa (PECLD). Assinale a alternativa INCORRETA sobre

PECLD.

a) A despesa gerada não é dedutível da base de cálculo do Imposto de Renda, tam-

pouco da base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido.

b) Quando é constituída a sua contrapartida é uma despesa que afetará o resulta-

do em que for registrada

c) É um ajuste constituído em respeito ao Princípio da Competência.

d) Seu saldo reduz pelos débitos e aumenta pelos créditos.

e) É uma conta de natureza credora que retifica o Ativo Circulante e/ou o Ati-

vo Não Circulante (Ativo Realizável a Longo Prazo).

17. (FUNCAB/CRC-RO/CONTADOR/2015) O objetivo da Norma NBC TG 16 é esta-

belecer o tratamento contábil para os estoques. A questão fundamental na conta-

bilização dos estoques é quanto ao valor do custo a ser reconhecido como ativo e

mantido nos registros até que as respectivas receitas sejam reconhecidas. Observe

as seguintes afirmações acerca da NBCTG 16.

I – O custo de aquisição dos estoques compreende o preço de venda, os impos-

tos de exportação e outros tributos (exceto os recuperáveis perante o fisco),

bem como os custos de transporte, seguro, manuseio e outros diretamente

atribuíveis à aquisição de produtos acabados, materiais e serviços. Descon-

tos comerciais, abatimentos e outros itens semelhantes devem ser incluídos

na determinação do custo de aquisição.

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II – Os estoques compreendem bens adquiridos e destinados à venda, incluindo,

por exemplo, mercadorias compradas por um varejista para revenda ou ter-

renos e outros imóveis para revenda.

III – Estoques são ativos: mantidos para venda no curso normal dos negócios; em

processo de produção para venda; ou na forma de materiais ou suprimentos

a serem consumidos ou transformados no processo de produção ou na pres-

tação de serviços.

Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s):

a) apenas l e II.

b) I, II e III.

c) apenas II.

d) apenas III.

e) apenas II e III.

18. (FGV/TCM-SP/AGENTE DE FISCALIZAÇÃO/2015) De acordo com as alterações

introduzidas pela Lei nº 11.638/2007, que alterou o artigo 183 da Lei nº 6.404/76

e, de acordo com o pronunciamento técnico CPC 12, o Ajuste a Valor Presente:

a) deve ser aplicado aos elementos integrantes do ativo que apresentem efeito

relevante;

b) deve utilizar o método das taxas efetivas de juros, antes dos impostos;

c) deve considerar o valor pelo qual um ativo pode ser negociado, ou um passivo

liquidado entre partes interessadas;

d) representa um sinônimo para ajuste de itens do ativo a valor justo;

e) deve ser realizado em base linear, refletindo os riscos específicos do ativo e do

passivo, a partir das Demonstrações Contábeis do exercício anterior.

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19. (FCC/TRT 3ª/TÉCNICO CONTÁBIL/2015) Em 31/12/2012, a empresa Credora

S.A. possuía R$ 150.000,00 em duplicatas a receber de clientes e uma estimativa

de perdas com créditos de liquidação duvidosa (EPCLD) no valor de R$ 7.500,00.

Em fevereiro de 2013, o cliente Caloteiro, que devia R$ 4.000,00, se tornou inco-

brável. Ao registrar este evento na contabilidade, a empresa Credora S.A.

a) reduziu o total do Ativo.

b) reconheceu um Passivo.

c) reduziu o Patrimônio Líquido.

d) reduziu o saldo da estimativa (EPCLD).

e) reconheceu uma Perda com Clientes, no resultado.

20. (CFC/CFC/BACHAREL EM CONTABILIDADE/2017) De acordo com a NBC TG 16

(R1) – ESTOQUES, após o reconhecimento inicial, os Estoques devem ser mensu-

rados pelo:

a) custo de reposição futura ou preço bruto de venda, dos dois o maior.

b) custo de reposição futura ou preço bruto de venda, dos dois o menor.

c) valor de custo ou pelo valor realizável líquido, dos dois o maior.

d) valor de custo ou pelo valor realizável líquido, dos dois o menor.

21. (ESAF/MF/CONTADOR/2013) A firma Pipiripaco S/A, prevendo prováveis perdas

no recebimento de seus créditos que, no balanço de 2011, eram de R$ 85.000,00,

mandou fazer provisão de 3% desse valor, mas, durante o exercício seguinte, con-

tabilizou perdas de apenas R$ 1.300,00. Em dezembro de 2012, pretendendo fazer

provisão nos mesmos moldes anteriores, para proteger o valor de R$ 100.000,00

que tem a receber, vai contabilizar uma despesa com devedores duvidosos no valor

de:

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a) R$ 3.000,00.

b) R$ 2.550,00

c) R$ 1.750,00.

d) R$ 1.300,00.

e) R$ 1.250,00

22. (IESES/MSGAS/ANALISTA CONTÁBIL/2015) Com relação aos Estoques, anali-

se as sentenças a seguir:

I – Os estoques são bens tangíveis ou intangíveis adquiridos ou produzidos pela

empresa com o objetivo de venda ou utilização própria no curso normal de

suas atividades.

II – Para fins de mensuração dos estoques, a regra é: valor de custo ou valor re-

alizável líquido, dos dois o menor.

III – Um débito na conta Custo das Mercadorias Vendidas e um crédito de mesmo

valor na conta Estoques de Mercadorias significa a baixa pela venda de mer-

cadorias.

IV – O Estoque de Produtos em Elaboração representa a totalidade das matérias-

-primas já requisitadas que estão em processo de transformação e todas as

cargas de custos diretos e indiretos relativos à produção não concluída na

data do Balanço Patrimonial.

Assinale a alternativa que contém as sentenças corretas:

a) Apenas as sentenças I, III e IV estão corretas.

b) Todas as sentenças estão corretas.

c) Apenas as sentenças I e III estão corretas.

d) Apenas as sentenças I e IV estão corretas.

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23. (CESPE/TCE-PR/AUDITOR/2016) Uma empresa adquiriu, por R$ 1.000.000,

um instrumento financeiro, destinado e classificado para alienação futura. Ao final

do exercício social, o ativo havia rendido R$ 15.000 e o seu valor de mercado era

de R$ 1.100.000.

Nessa situação,

a) será necessário contabilizar um ajuste de valorização patrimonial de R$ 100.000

no resultado.

b) o ajuste de valorização patrimonial será de R$ 85.000 e deverá ser realizado em

conta de patrimônio líquido.

c) ao final do exercício, o saldo do instrumento financeiro será de R$ 1.100.000, e

terá sido gerada uma renda no valor de R$ 100.000.

d) em decorrência do princípio da competência, a variação do valor de mercado de

títulos e valores mobiliários não será contabilizada.

e) o saldo de final de exercício da rubrica do ativo instrumento financeiro será de

R$ 1.015.000.

24. (CESPE/TRT-MT/CONTADOR/2015) Com relação a valor justo, assinale a opção

correta.

a) O critério para definição do valor justo de um terreno é o menor valor entre os

melhores usos possíveis para esse terreno.

b) O valor justo é um valor objetivamente construído a partir da observação dos

preços de mercado ou dos custos da empresa.

c) O valor justo de um ativo, com custo contábil de R$ 100 e sujeito a gastos de

comercialização de R$ 5 é, em função disso, R$ 95.

d) O modelo de precificação de opções de Black-Scholes-Merton busca determinar

o valor justo de uma opção por meio de uma abordagem de custo.

e) Pela abordagem de mercado o preço de cotação de um ativo é o seu valor justo.


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25. (FCC/TCM-GO/AUDITOR CONSELHEIRO SUBSTITUTO/2015) A Cia. Comercian-

te S.A. adquiriu mercadorias para serem comercializadas e pagou os seguintes

valores:

Fornecedores de Mercadorias: R$ 390.000,00

Frete para transporte até a empresa: R$ 17.000,00

Seguro das mercadorias: R$ 7.000,00

Nos valores pagos estavam incluídos tributos recuperáveis pela empresa no valor

de R$ 48.000,00 e tributos não recuperáveis no valor de R$ 24.000,00.

Com base nestas informações, o valor reconhecido como estoque referente às mer-

cadorias adquiridas foi, em reais,

a) 344.000,00.

b) 366.000,00.

c) 414.000,00.

d) 320.000,00.

e) 342.000,00.

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GABARITO

1. C

2. E

3. E

4. C

5. C

6. E

7. E

8. D

9. A

10. C

11. C

12. E

13. E

14. D

15. E

16. C

17. E

18. B

19. D

20. D

21. C

22. B

23. B

24. E

25. B
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QUESTÕES COMENTADAS

Com relação aos critérios de avaliação de ativos e seus efeitos no patrimônio de

uma companhia aberta, julgue os itens a seguir.

1. (CESPE/TCE-RO/CONTADOR/2013) Um ativo financeiro classificado como em-

préstimos ou contas a receber deve ser mensurado pelo seu custo histórico amor-

tizado, que será atualizado pela taxa de juros efetiva da operação, devendo- se

reconhecer o efeito dessa atualização em contas de resultado.

Correto.

A Lei n. 6.404/1976 destaca que serão avaliados pelo valor de custo de aquisição

ou valor de emissão, atualizado conforme disposições legais ou contratuais, ajus-

tado ao valor provável de realização, quando este for inferior, no caso das demais

aplicações e os direitos e títulos de crédito.

Os empréstimos e contas a receber são classificados como títulos de créditos e,

como são recebíveis, os juros que estiverem embutidos no valor a receber deverão

ser retirados. Assim, o ativo será mensurado pelo custo histórico amortizado com

a utilização da taxa de juros efetiva.

A contrapartida do reconhecimento da taxa de juros efetiva ocorre em conta de

resultado, no caso de recebíveis, como receita financeira.

Cada um dos próximos itens apresenta uma situação hipotética seguida de uma

assertiva a ser julgada em relação ao reconhecimento e à mensuração contábil, de

acordo com os pronunciamentos contábeis emitidos pelo Comitê de Pronunciamen-

tos Contábeis.

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2. (CESPE/FUB/CONTADOR/2015) Após cinco anos de uso, foi realizada a venda de

determinado bem imobilizado pelo valor de R$ 400.000, para recebimento após um

ano da data da venda. A empresa considera que 6,5 % a.a. é uma taxa de juros

livre de riscos adequada para mensurar o ajuste em valor presente. Nessa situação,

no momento da venda, o ajuste em valor presente é igual a R$ 26.000.

Errado.

O valor presente deve ser calculado considerando os elementos da equação de ju-

ros compostos.

• Valor futuro: 400.000

• Tempo = 1 ano

• Taxa de juros 6,5 % a/a = 0.065

Para encontrar o valor presente basta aplicar a fórmula:

VP = VF / (1+i)n

VP = 400.000/(1+0,065)¹

VP = 375.585,85

3. (CESPE/FUB/CONTADOR/2015) Determinada indústria teve gastos extraordiná-

rios de estocagem no valor de R$ 4.000 e perdas anormais de matérias-primas

aplicadas na produção no valor de R$ 5.000. Nessa situação, o valor de estoque

desses produtos será reduzido em R$ 1.000.

Errado.

As perdas anormais durante o processo produtivo devem ser tratadas como despe-

sas no período em que ocorreram, assim não afetam o custo do estoque.

Os gastos extraordinários de estocagem são tratados como custo do estoque e au-

mentam o seu valor.


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4. (CESPE/TCE-RO/CONTADOR/2013) Os ativos financeiros classificados na cate-

goria disponíveis para venda estão sujeitos à avaliação pelo seu valor justo, deven-

do- se reconhecer o efeito dessa avaliação como outros resultados abrangentes,

enquanto os referidos ativos financeiros não forem baixados da contabilidade.

Certo.

Conforme estabelece a lei, os instrumentos financeiros serão avaliados, de acordo

com sua classificação, pelo valor justo ou custo de aquisição ajustado.

Contudo, antes da avaliação, é necessário classificar os instrumentos nas seguintes

categorias:

• Destinados à negociação – valor justo com impacto no resultado;

• Disponíveis para venda – valor justo com impacto no PL – ajuste da avaliação

patrimonial;

• Mantidos até o vencimento – custo de aquisição ajustado.

Os instrumentos financeiros disponíveis para venda são avaliados pelo valor justo,

com reflexo no patrimônio líquido na conta AAP - Ajuste da Avaliação Patrimonial.

A diferença registrada na conta AAP é tratada como outros resultados abrangentes

e serão apresentados na DRA – Demonstração dos Resultados Abrangentes.

5. (CESPE/PC-PE/PERITO CONTADOR/2016) Assinale a opção correta relativamen-

te ao princípio do registro pelo valor original.

a) Uma vez integrados ao patrimônio, os componentes patrimoniais ativos e pas-

sivos devem ser mantidos pelo seu custo histórico.

b) Descontando-se o fluxo futuro de entrada líquida de caixa que se espera seja

gerado pelo item no curso normal das operações da entidade, chega-se ao valor

justo.
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c) Quando da integração dos ativos ao patrimônio da entidade, estes devem ser

registrados pelos valores pagos ou a serem pagos em caixa ou equivalentes de cai-

xa ou pelo valor justo dos recursos que forem entregues para adquiri-los na data

da aquisição.

d) Valor realizável é a base de mensuração de itens patrimoniais segundo a qual

os passivos são reconhecidos pelos valores em caixa ou equivalentes de caixa, não

descontados, que seriam necessários para liquidar a obrigação na data do balanço.

e) Atualização monetária é um procedimento de reavaliação do item patrimonial,

visando o ajuste dos valores originais.

Letra C.

Vou analisar item a item:

a) Os componentes patrimoniais são registrados inicialmente pelo custo histórico

ou valor justo e, posteriormente, serão ajustados para apresentar a real situação

do patrimônio. A assertiva está errada.

b) O conceito apresentado é o de valor presente e não de valor justo. Está incor-

reto o item.

Valor presente: Os ativos são mantidos pelo valor presente, descontado do fluxo

futuro de entrada líquida de caixa que se espera que seja gerado pelo item no curso

normal das operações da Entidade. Os passivos são mantidos pelo valor presente,

descontado do fluxo futuro de saída líquida de caixa que se espera que seja neces-

sário para liquidar o passivo no curso normal das operações da Entidade.

c) O item está certo. Segundo as normas contábeis, os ativos são registrados pelos

valores pagos ou a serem pagos em caixa; ou equivalentes de caixa ou pelo valor

justo dos recursos que são entregues para adquiri-los na data da aquisição.

São valores de entrada o custo histórico (valor pago ou a ser pago) e valor justo

(valor de mercado) dos recursos registrados inicialmente.


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d) Está errado o item, o conceito apresentado é o de custo corrente e não de rea-

lizável líquido.

Custo corrente: os ativos são reconhecidos pelos valores em caixa ou equivalentes

de caixa, os quais teriam de ser pagos, se esses ativos ou ativos equivalentes fos-

sem adquiridos na data ou no período das demonstrações contábeis.

e) A atualização monetária não é uma reavaliação. É apenas uma correção do valor

da moeda devido à perda do seu potencial de compra. O item está errado.

6. (CESPE/PC-PE/PERITO CONTADOR/2016) A loja Alpha vende uma geladeira por

R$ 2.500 à vista, podendo esse valor ser parcelado em quatro vezes sem juros. A

entrega é paga pela loja e custa R$ 50.

A loja adquiriu a geladeira, há três meses, por R$ 1.700, mas, hoje, ela já custa

R$ 1.800.

Um comprador verificou que a mesma geladeira poderia ser adquirida na loja Beta,

à vista, por R$ 2.200 e questionou o vendedor da loja Alpha, o qual assegurou um

desconto de R$ 300 para não perder a venda, mas com a condição de que o frete

fosse pago pelo cliente, que concordou com as condições oferecidas.

Nessa situação hipotética de compra e venda, o

a) custo histórico da geladeira é de R$ 1.800.

b) valor justo da geladeira é de R$ 2.500.

c) valor realizável da geladeira é de R$ 2.250.

d) custo corrente da geladeira é de R$ 1.700.

e) valor presente da geladeira é de R$ 2.200.

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Letra E.

Com base no enunciado, os valores apurados são:

• Valor de venda = 2.500

• Valor realizável liquido antes dos descontos = 2.450,00 (2.500 preço de ven-

da – 50 frete)

• Custo histórico = 1.700 (valor de compra)

• Custo corrente = 1.800 (valor de reposição)

• Valor presente = 2.200 (2.500 preço de venda – 300 desconto)

Neste caso, o valor presente na venda é o mesmo que o valor justo do bem.

7. (ESAF/MF/ANALISTA ADMINISTRATIVO/2013) A companhia empresária Hélvia &

Pélvia Limitada costuma precaver-se de prejuízos no recebimento de seus créditos,

provisionando as perdas prováveis. Em 2012, com créditos a receber no montante

de R$ 400.000,00, ela mandou fazer provisão de R$ 12.000,00, mas, durante o

exercício, contabilizou perdas de apenas R$ 7.000,00. Agora, no fim do exercício

de 2013, a empresa pretende fazer provisão nos mesmos moldes anteriores. Por

isto, como tem no balanço R$ 300.000,00 a receber, vai contabilizar em 2013 uma

despesa com devedores duvidosos no valor de

a) R$ 12.000,00.

b) R$ 9.000,00.

c) R$ 7.000,00.

d) R$ 5.250,00.

e) R$ 4.000,00.

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Letra E.

Em 2012, a empresa possuía $ 400.000,00 a receber e uma provisão de $12.000,00.

Assim, podemos inferir que a estimativa é na casa dos 3%.

No exercício, a empresa perdeu, efetivamente, $7.000,00. Desta forma, sobrou um

montante de $5.000.00 como provisão para inadimplência.

Em 2013, a empresa tem $300.000,00 a receber e contabiliza uma provisão nos

mesmos moldes, ou seja, de 3%, o que irá totalizar $9.000,00, com provisão.

Como a empresa já tem $5.000,00, basta complementar o restante de $4.000,00

como despesa com provisão para inadimplência.

D – Despesa com perda

C – Provisão para liquidação duvidosa – 4.000

8. (IF-TO/IF-TO/TÉCNICO CONTÁBIL/2015) As Normas Brasileiras de Contabilidade

consideram que os ativos podem sofrer variações em decorrência de alguns fatores

uma vez integrados ao patrimônio, como a seguir indicados:

I – Os ativos são reconhecidos pelos valores em caixa ou equivalentes de caixa,

os quais teriam de ser pagos se esses ativos ou ativos equivalentes fossem

adquiridos na data ou no período das demonstrações contábeis.

II – Os ativos são mantidos pelo valor presente, descontado do fluxo de entrada

líquida de caixa, que se espera seja gerado pelo item no curso normal das

operações da Entidade.

Diante do enunciado, é possível classificar esses ativos como sendo, respectiva-

mente:

a) Custo Corrente e Valor Justo.

b) Valor Realizável e Valor Justo.

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c) Valor Realizável e Valor Presente.

d) Custo Corrente e Valor Presente.

e) Valor Justo e Valor Presente.

Letra D.

Questão conceitual.

a) Custo corrente. Os ativos são reconhecidos pelos valores em caixa ou equiva-

lentes de caixa, os quais teriam de ser pagos, se esses ativos ou ativos equiva-

lentes fossem adquiridos na data ou no período das demonstrações contábeis. Os

passivos são reconhecidos pelos valores em caixa ou equivalentes de caixa, não

descontados, que seriam necessários para liquidar a obrigação na data ou no perí-

odo das demonstrações contábeis;

b) Valor realizável. Os ativos são mantidos pelos valores em caixa ou equivalentes

de caixa, os quais poderiam ser obtidos pela venda em uma forma ordenada. Os

passivos são mantidos pelos valores em caixa e equivalentes de caixa, não descon-

tados, que se espera que seriam pagos para liquidar as correspondentes obrigações

no curso normal das operações da Entidade;

c) Valor presente. Os ativos são mantidos pelo valor presente, descontado do fluxo

futuro de entrada líquida de caixa que se espera que seja gerado pelo item no curso

normal das operações da Entidade. Os passivos são mantidos pelo valor presente,

descontado do fluxo futuro de saída líquida de caixa que se espera que seja neces-

sário para liquidar o passivo no curso normal das operações da Entidade;

d) Valor justo. É o valor pelo qual um ativo pode ser trocado, ou um passivo liqui-

dado, entre partes conhecedoras dispostas a isso, em uma transação sem favore-

cimentos;

O primeiro conceito trata do custo corrente ou custo de reposição.

O segundo conceito é o de valor presente.

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9. (ESAF/ANAC/CONTADOR/2016) Define-se como “Valor Justo” o valor pelo qual um

ativo pode ser negociado, ou um passivo liquidado, entre partes interessadas, conhe-

cedoras do negócio e independentes entre si, com a ausência de fatores que pressio-

nem para a liquidação da transação ou que caracterizem uma transação forçada.

Em relação ao denominado “Valor Justo”, indique a opção incorreta.

a) É o mesmo que “Ajuste a Valor Presente”.

b) É afetado por variáveis de mercado.

c) Utiliza-se para avaliar direitos destinados à negociação, ou marcados a mercado.

d) Aplica-se a derivativos.

e) Pode ser aplicado a ativos não financeiros.

Letra A.

Vimos na aula que AVP não é o mesmo que valor justo, assim, está incorreta a letra

“A”. Por isso, valor presente e valor justo não são sinônimos.

AVP: tem como objetivo demonstrar o valor presente de um fluxo de caixa futuro.

Para determinar o valor presente de um fluxo de caixa, três informações são re-

queridas: valor do fluxo futuro, data do referido fluxo financeiro e taxa de desconto

aplicável.

Valor justo: tem como objetivo demonstrar o valor de mercado de determinado

ativo; por não ser específico depende das suas variáveis do próprio mercado.

10. (FCC/MPE-AM/CONTADOR/2013) A Cia. Negócios S.A. aplicou R$ 5.000,00 das

suas disponibilidades de caixa em ativos financeiros, adquirindo, em 01/12/2013,

5 (cinco) títulos no valor de R$ 1.000,00 cada, classificando-os do seguinte modo:

2 (dois) títulos como ativos financeiros “destinados para negociação imediata” e

3 (três) títulos como ativos financeiros “mantidos até o vencimento”. Sabendo-se

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que a taxa de juros contratual de todos os títulos era de 0,8% ao mês e que o valor

justo de cada título, 30 dias após a aquisição, era de R$ 990,00, é correto afirmar

que, em 31/12/2013, a Cia. Negócios S.A. reconheceu para todos os títulos

a) resultado financeiro negativo no valor de R$ 50,00.

b) resultado financeiro positivo no valor de R$ 40,00.

c) resultado financeiro positivo no valor de R$ 4,00.

d) resultado financeiro negativo no valor de R$ 14,00.

e) ajustes de avaliação patrimonial no valor de R$ 50,00 (saldo devedor).

Letra C.

Primeiro devemos identificar o critério de avaliação dos instrumentos financeiros:

• Destinado à negociação = valor justo com impacto no resultado.

• Mantidos até o vencimento = custo ajustado pelos juros.

Não esqueçam que, independentemente do critério utilizado, devem ser reconheci-

dos os juros contatuais de 0.8% ao mês com receita financeira.

1) registrar os juros ganhos no investimento.

a) Destinados a negociação – 2.000 + 0.8% = 2.016,00

D – Instrumentos financeiros –

C – Receitas financeiras – 16,00

b) Mantido até o vencimento – 3.000 + 0.8% = 3.024,00

D – Instrumentos financeiros –

C – Receitas financeiras – 24,00

2) Comparar o valor contábil com o valor justo, somente para os investimentos

destinados à negociação.
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Valor justo = 990,00 x 2 títulos = 1.980,00

Valor contábil = 1.008,00 x 2 títulos = 2.016,00

Nos dois títulos a empresa teve uma perda de $36,00; o registro contábil é o se-

guinte:

D – Despesa financeira –

C – Instrumentos financeiros – 36,00

Depois de efetuados os registros, a empresa irá apurar um resultado financeiro de

$ 4,00, pois ela teve $ 40,00 de receita financeira e $ 36,00 de despesa financeira.

11. (CESGRANRIO/TRANSPETRO/ TÉCNICO DE CONTABILIDADE/2012) Segundo a

legislação societária atualizada até 2010, o critério de avaliação das contas a rece-

ber se dá pelo(s) valor(es)

a) justo dos títulos menos provisão para ajuste a valor de realização, quando estes

forem menores.

b) presente dos benefícios futuros, deduzido da perda provável que puder ser es-

timada com segurança.

c) dos títulos menos estimativas de perdas para reduzi-los ao valor provável de

realização.

d) atualizados até a data do balanço e ajustados por encargos e correção, deduzi-

dos de perdas prováveis.

e) conhecidos ou calculáveis deduzidos das estimativas de perdas efetivamente

realizadas no exercício.

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Letra C.
Contas a receber representam parcela dos recebíveis da empresa.
A lei n. 6.404/1976, no inciso I do art. 183, estabelece que os recebíveis deverão
ser avaliados pelo custo de emissão dos títulos, ajustados pelos juros contratuais
e pela estimativa de inadimplência, a fim de apresentar os créditos pelos valores
prováveis de realização.

b) pelo valor de custo de aquisição ou valor de emissão, atualizado conforme disposi-


ções legais ou contratuais, ajustado ao valor provável de realização, quando este for
inferior, no caso das demais aplicações e os direitos e títulos de crédito; (Incluída pela
Lei n. 11.638, de 2007)

12. (ESAF/CVM/ANALISTA DE MERCADO/2010) Assinale a opção que não corres-


ponde à verdade.
Entre as definições contidas nas resoluções do Conselho Federal de Contabilidade
para o correto reconhecimento e mensuração de estoques encontramos a seguinte:
a) Valor realizável líquido é o preço de venda estimado no curso normal dos ne-
gócios deduzido dos custos estimados para sua conclusão e dos gastos estimados
necessários para se concretizar a venda.
b) Valor justo é aquele pelo qual um ativo pode ser trocado ou um passivo liqui-
dado entre partes interessadas, conhecedoras do negócio e independentes entre
si, com ausência de fatores que pressionem para a liquidação da transação ou que
caracterizem uma transação compulsória.
c) O valor realizável líquido refere-se à quantia líquida que a entidade espera rea-
lizar com a venda do estoque no curso normal dos negócios.
d) O valor justo reflete a quantia pela qual o mesmo estoque pode ser trocado en-
tre compradores e vendedores conhecedores e dispostos a isso.
e) O valor justo é um valor específico para a entidade, ao passo que o valor realizá-
vel líquido não é. Por isso, o valor realizável líquido dos estoques pode não ser equi-

valente ao valor justo deduzido dos gastos necessários para a respectiva venda.
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Letra E.

O valor justo não é específico para a entidade: é um valor estabelecido pelo mer-

cado. Desta forma está, errada a letra “E”.

O valor realizável líquido é um valor específico para a entidade, apurado a partir do

valor de venda deduzido das despesas de venda, dos impostos sobre vendas e da

margem de lucro.

13. (FCC/SEFAZ-PI/ANALISTA TRIBUTÁRIO/2015) A Cia. Vende a Prazo S.A apre-

sentava em seu Balanço Patrimonial de 31/12/2013 os seguintes saldos relativos

às suas vendas a prazo:

• Duplicatas a Receber de Clientes: R$ 500.000,00

• Estimativa para Perdas com Créditos de Liquidação Duvidosa (EPCLD): R$

25.000,00

Em fevereiro de 2014, a Cia. Vende a Prazo S.A. foi informada de que um impor-

tante cliente não tinha condições de saldar a sua dívida no valor de R$ 20.000,00

que foi considerada incobrável.

Ao reconhecer este evento, a Cia. Vende a Prazo S.A.

a) reduziu o saldo total do Ativo.

b) reconheceu uma Perda com Clientes no resultado do período.

c) creditou a conta EPCLD e debitou o Resultado do período.

d) reduziu o Patrimônio Líquido.

e) reduziu o saldo de Duplicatas a Receber de Clientes.

Letra E.

Nesta questão, a empresa deve reconhecer a perda efetiva com um cliente.

Como ela havia estimado uma perda de $25.000,00, deve diminuir a estimativa em

contrapartida das duplicatas a receber.


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O lançamento contábil é o seguinte:

D – estimativas para perdas

C – duplicatas a receber de clientes – 20.000

14. (AOCP/TRE-AC/ANALISTA CONTÁBIL/2015) O valor de custo do estoque deve

incluir todos os custos de aquisição e de transformação, bem como outros custos

incorridos para trazer os estoques à sua condição e localização atuais. Em relação

ao assunto, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas.

I – O custo de aquisição dos estoques compreende o preço de compra, os impos-

tos de importação e outros tributos (exceto os recuperáveis junto ao fisco),

bem como os custos de transporte, seguro, manuseio e outros diretamente

atribuíveis à aquisição de produtos acabados, materiais e serviços.

II – O custo de aquisição dos estoques inclui as despesas administrativas mesmo

que não contribuam para trazer o estoque ao seu local e condição atuais.

III – Os custos de transformação de estoques incluem os custos diretamente re-

lacionados com as unidades produzidas ou com as linhas de produção, como

pode ser o caso da mão de obra direta.

IV – Os custos de transformação de estoques compreendem despesas de comer-

cialização, incluindo a venda e a entrega dos bens e serviços aos clientes.

V – Os custos de transformação de estoques incluem o valor anormal de desper-

dício de materiais, mão de obra ou outros insumos de produção.

a) Apenas lI e III.

b) Apenas I e IV.

c) Apenas II e IV.

d) Apenas I e III.

e) Apenas I e V.
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Letra D.

O custo de aquisição dos estoques compreende o preço de compra, os impostos de

importação e outros tributos (exceto os recuperáveis junto ao fisco), bem como os

custos de transporte, seguro, manuseio e outros diretamente atribuíveis à aquisi-

ção de produtos acabados, materiais e serviços. Descontos comerciais, abatimen-

tos e outros itens semelhantes devem ser deduzidos na determinação do custo de

aquisição.

Já os custos de transformação de estoques incluem os custos diretamente relacio-

nados com as unidades produzidas ou com as linhas de produção, como pode ser

o caso da mão de obra direta. Também incluem a alocação sistemática de custos

indiretos de produção, fixos e variáveis, que sejam incorridos para transformar os

materiais em produtos acabados.

Vou analisar item a item:

I – Certo.

II – Errado.

Deve ser tratado como custo todo o gasto com o estoque até a sua disponibi-

lização para uso ou venda.

III – Certo.

IV – Errado.

Despesa com venda e com frete sobre venda são despesas operacionais, não

entram no custo da produção.

V – Errado.

Desperdício anormal é considerado despesa.

15. (FCC/TCM-RJ/AUDITOR CONSELHEIRO SUBSTITUTO/2015) A tabela a seguir

apresenta as características de algumas aplicações financeiras que foram realiza-

das por uma empresa em 31/10/2014:


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Valor aplicado (R$) Taxa de juros Data de vencimento Classificação pela empresa

2.000.000,00 0,9%a.m. 01/12/2016 Disponível para venda futura

2.000.000,00 0,8%a.m. 01/12/2018 Destinados para venda imediata

2.000.000,00 1,0%a.m. 01/12/2018 Mantidos até o vencimento

Os valores justos destas aplicações, em 31/12/2014, eram os seguintes:

• Classificação pela empresa Valor Justo (R$)

• Disponível para venda futura 2.040.000,00

• Destinados para venda imediata 2.010.000,00

• Mantidos até o vencimento 2.020.000,00

Sabendo que todas as aplicações remuneram juros compostos, os valores eviden-

ciados no Balanço Patrimonial de 31/12/2014 para os títulos disponíveis para venda

futura, para os títulos destinados para venda imediata e para os títulos mantidos

até o vencimento, foram, respectivamente, em reais,

a) 2.040.000,00; 2.010.000,00 e 2.020.000,00.

b) 2.036.162,00; 2.032.128,00 e 2.040.200,00.

c) 2.036.162,00; 2.032.128,00 e 2.020.000,00.

d) 2.000.000,00; 2.000.000,00 e 2.040.200,00.

e) 2.040.000,00; 2.010.000,00 e 2.040.200,00.

Letra E.

A questão parece complicada, mas não é. Basta lembrar que os instrumentos fi-

nanceiros destinados à negociação e disponível para venda serão avaliados a valor

justo. Desta forma, temos:

• Disponível para venda futura 2.040.000,00

• Destinados para venda imediata 2.010.000,00


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Com base neste conhecimento, limitamos as respostas nas letras “A” e “E”. Nem foi

preciso fazer cálculo.

Os instrumentos financeiros mantidos até o vencimento devem ser avaliados pelo

custo de aquisição ajustado. Desta forma, devem ser ajustados a valor corrente por

meio de juros compostos de 1 % ao mês, por um período de 2 meses.

Sabendo isso, já dava para marcar a letra “E”, pois a letra “A” reconheceu somente

os juros de 1%.

Aplicando os conhecimentos adquiridos em matemática financeira, encontraremos

o seguinte valor:

VF = VP . (1+i)n

VF = 2.000.000 .( 1+ 0,01)^2

VF= 2.000.000. 1,01^2

VF = 2.000.000. 1,0201

VF = 2.040.200,00

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