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PROVA ESCRITA DO CONCURSO PÚBLICO PARA O PROVIMENTO DO CARGO DE PROFESSOR

EFETIVO DE ENSINO BÁSICO, TÉCNICO E TECNOLÓGICO DO INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO,


CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA PARAÍBA

Edital Nº 334/2013, de 05 de novembro de 2013

CADERNO DE QUESTÕES
» CÓDIGO 79 «
MINERAÇÃO

OBSERVAÇÕES IMPORTANTES
 Este caderno tem um total de 50 (cinquenta) questões, distribuídas da seguinte forma:
Questões de 01 a 20: Língua Portuguesa;
Questões de 21 a 50: Conhecimentos Específicos.
 Verifique se este caderno está completo.
 Para cada questão são apresentadas cinco alternativas de resposta (a, b, c, d, e), sendo que o
candidato deverá escolher apenas uma e, utilizando caneta esferográfica azul ou preta,
preencher o círculo (bolha) correspondente no cartão-resposta.
 As respostas das questões deverão, obrigatoriamente, ser transcritas para o cartão-
resposta, que será o único documento válido utilizado na correção eletrônica.
 Verifique se os dados constantes no cartão-resposta estão corretos e, se contiver algum
erro, comunique o fato imediatamente ao aplicador/fiscal.
 O candidato terá o tempo máximo de 04 (quatro) horas para responder a todas as
questões deste caderno e preencher o cartão-resposta.
 NÃO HAVERÁ SUBSTITUIÇÃO, sob qualquer hipótese, deste caderno, nem do cartão-
resposta.
 Não serão dadas explicações durante a aplicação da prova.

BOA PROVA!

COORDENAÇÃO PERMANENTE DE CONCURSOS PÚBLICOS


IFPB » Concurso Público | Professor Efetivo de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico » Edital Nº 334/2013

LÍNGUA PORTUGUESA
Leia o Texto I e responda às questões de 01 a 15.

TEXTO I
Sobre técnicas de torrar café e outras técnicas
Ronaldo Correia de Brito

Já não existe a profissão de torradeira de café. Ninguém mais escuta falar nessas mulheres que
trabalhavam nas casas de família, em dias agendados com bastante antecedência. As profissionais famosas
pela qualidade do serviço nunca tinham hora livre. Cobravam caro e só atendiam freguesas antigas. Não era
qualquer uma que sabia dar o ponto certo da torrefação, reconhecer o instante exato em que os grãos
precisavam ser retirados do fogo. Um minuto a mais e o café ficava queimado e amargo. Um minuto a
menos e ficava cru, com sabor travoso. “Pra tudo na vida existe um ponto certo”, diziam orgulhosas do
ofício, mexendo as sementes no caco de barro escuro, a colher de pau dançando na mão bem treinada, o
fogo aceso na temperatura exata.
Muitos profissionais se especializavam na ciência de pôr um fim: os que mexiam a cocada no tacho
de cobre, os que fabricavam o sabão caseiro de gorduras e vísceras animais, os que escaldavam a coalhada
para o queijo prensado, os que assavam as castanhas. Nos terreiros de candomblé, onde se tocam para os
orixás e caboclos, os iniciados sentem o instante em que a toada e o batuque alcançam o ponto de atuação,
o transe que faz o santo descer e encarnar no seu cavalo.
Nenhum movimento é mais complexo que o de finalizar. Nele, estão contidos o desapego e a
separação, o sentimento de perda e morte. Sherazade contou suas histórias durante mil e uma noites,
barganhando com o esposo e algoz Sheriar o direito de continuar vivendo e narrando. Mil noites é um
número finito. O acréscimo de uma unidade ao numeral “mil” tornou-o infinito. Mil e uma noites se
estendem pela eternidade. Sobrepondo narrativas, entremeando-as com novos contos, abrindo veredas de
histórias que se bifurcam noutras, mantendo os enredos num contínuo com pausas diurnas, porém sem o
ponto final, Sherazade adiou o término e a morte. De maneira análoga, Penélope tecia um manto sem
nunca acabá-lo, acrescentando pontos durante o dia e desfazendo-os à noite. Também postergava o
momento. [...]
Uma artesã do barro de Juazeiro do Norte chora quando proponho comprar a cerâmica
representando uma mulher com muletas, uma criança no peito, o feixe de lenha na cabeça. Conta a história
que representou naquela peça simples, sente pena de separar-se de sua criatura. O xilogravador Gilvan
Samico me apresenta os mais de cem estudos e as provas de autor até chegar à gravura definitiva. Olha
para os lados e me confessa que se pudesse não venderia nenhuma das impressões. Confessa os dias de
horror vividos até chegar ao instante em que se decide pela prova definitiva, quando o trabalho é
considerado concluído e o criador experimenta a estranheza diante do que não mais lhe pertence.
Que valor possui o esposo de Sherazade, comparado à narrativa que a liberta da morte? Talvez
apenas o de ser o pretexto para o mar de histórias que a jovem narra ao longo de mil e uma noites. E o que
se segue a esse imaginário fim? O que ocupa a milésima segunda noite, supostamente sem narrativas? Eis a
pergunta que todos os criadores se fazem. O que se seguirá ao grande vazio? Deus descansou no sétimo dia
após sua criação. O artista descansa, ou apenas se angustia pensando se a criatura que pôs no mundo está
verdadeiramente pronta, no ponto exato de um grão de café torrado por uma mestra exímia?
Afirmam que a flecha disparada pelo arqueiro zen busca sozinha o alvo. Num estado de absoluta
concentração, arqueiro, arco, flecha e alvo se desprendem da energia do movimento e partem em busca do
ponto exato. Anos de exercício levam ao disparo perfeito. O escritor trabalha com personagens que o
obsedam, alguns chegando a cavalgá-lo como os santos do candomblé. Sonha os sonhos do outro, numa
entrega do próprio inconsciente à criação. Enquanto se afoga em paixões, com a mão direita tenta manter-
se na superfície e salvar-se; com a mão esquerda anota frases sobre ruínas. Nunca possui a técnica exata de
um arqueiro zen, nem a perícia de uma torradeira de café. Dialoga com a morte como Sherazade, mantém
a respiração suspensa, negocia adiamentos e escreve.
Num dia qualquer, sem que nada espere e sem compreender o que acontece à sua volta, um editor
arranca papéis inacabados de sua mão.
Disponível em:
http://www.opovo.com.br/app/colunas/ronaldocorreiadebrito/2012/03/03/noticiasronaldocorreiadebrito,2794944
/sobre-tecnicas-de-torrar-cafe-e-outras-tecnicas.shtml Acesso em 12 jun. 2013. (Texto adaptado).

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1. No TEXTO I, o autor

a) apresenta a atual situação dos artesãos no Brasil.


b) contesta a desigual valoração para as obras de arte.
c) argumenta em prol da necessidade de se fomentar o fazer artístico.
d) faz analogia entre o trabalho do artesão e o processo criativo do escritor.
e) defende o processo de construção literária como o único capaz de ser concluído.

2. Ao afirmar que “Sobrepondo narrativas, entremeando-as com novos contos, abrindo veredas de
histórias que se bifurcam noutras, mantendo os enredos num contínuo com pausas diurnas, porém
sem o ponto final, Sherazade adiou o término e a morte.” (parágrafo 3), o autor do texto retrata

a) o poder de sedução dos contos de fada.


b) a capacidade de inventividade narrativa como possibilidade de salvação.
c) a impossibilidade de se concluir uma produção literária em tempos modernos.
d) a indispensável interrelação entre ficção e realidade na concepção da obra literária.
e) a necessidade de se conhecer os clássicos da literatura, a exemplo de Mil e uma noites e a
Odisseia.

3. Todas as passagens a seguir se reportam à dificuldade do artista em separar-se de sua obra,


EXCETO:

a) “Uma artesã do barro de Juazeiro do Norte chora quando proponho comprar a cerâmica
representando uma mulher com muletas, uma criança no peito, o feixe de lenha na cabeça.”
(parágrafo 4)
b) “Olha para os lados e me confessa que se pudesse não venderia nenhuma das impressões.”
(parágrafo 4)
c) “Confessa os dias de horror vividos até chegar ao instante em que se decide pela prova
definitiva, quando o trabalho é considerado concluído e o criador experimenta a estranheza
diante do que não mais lhe pertence.” (parágrafo 4)
d) “Conta a história que representou naquela peça simples, sente pena de separar-se de sua criatura."
(parágrafo 4)
e) “O escritor trabalha com personagens que o obsedam, alguns chegando a cavalgá-lo como os
santos do candomblé.” (parágrafo 6)

4. A referência à técnica desenvolvida pelas torradeiras de café, apresentada no início do texto,

a) denota a predileção do autor por técnicas artesanais, em detrimento das industriais.


b) é uma forma de registrar o reconhecimento, por parte das novas gerações, à cultura popular.
c) surge como uma homenagem do autor aos trabalhadores que conseguiram manter viva uma
tradição popular.
d) representa um exemplo da capacidade de certas técnicas rudimentares se perpetuarem ao
longo das gerações.
e) constitui-se ponto de partida para a discussão acerca da difícil arte de finalizar uma tarefa, tema
retratado no decorrer do texto.

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5. A finalização do processo de produção artística é retratada no texto como algo

a) impessoal, em função das demandas comerciais.


b) definitivo, já que registra o momento tão desejado pelo artista.
c) angustiante e doloroso, por se tratar de uma separação entre criador e criatura.
d) complexo, pelo fato de ser toda obra de arte o resultado de um trabalho coletivo.
e) libertador, pois a conclusão de uma obra de arte instiga o artista a produzir sempre mais.

6. Considerando o texto, aponte, dentre as alternativas a seguir, aquela em que as expressões


apresentam relação sinonímica.

a) "fabricavam" – "escaldavam" (parágrafo 2)


b) "adiou" – "postergava" (parágrafo 3)
c) "estendem" – "bifurcam" (parágrafo 3)
d) "impressões" – "estranheza" (parágrafo 4)
e) "descansa" – "angustia" (parágrafo 5)

7. No final do texto, ao comparar o arqueiro zen ao escritor, o autor observa que

a) o arqueiro zen, diferentemente do escritor, dificilmente atinge seu objetivo.


b) o arqueiro zen, diferentemente do escritor, consegue, com exatidão, finalizar seu trabalho.
c) as ações do escritor e do arqueiro zen atingem, simultaneamente, o ponto exato de finalização.
d) o escritor, ao contrário do arqueiro zen, dedica-se com esmero ao processo de produção, antes
de finalizar seu trabalho.
e) o escritor e o arqueiro zen não conseguem finalizar seus trabalhos com êxito, por mais que se
esforcem.

8. A coesão de um texto se dá através da conexão entre vários enunciados e da relação de sentido


existente entre eles. Em relação à coesão presente no texto, o termo destacado encontra-se
devidamente justificado em:

a) “Ninguém mais escuta falar nessas mulheres que trabalhavam nas casas de família, *...+”
(parágrafo 1). O termo em destaque indica uma referência à expressão “freguesas antigas”
(parágrafo 1).
b) “Nele, estão contidos o desapego e a separação *...+” (parágrafo 3). O termo em destaque faz
referência a “nenhum movimento” (parágrafo 3).
c) “*...+ quando o trabalho é concluído e o criador experimenta a estranheza diante do que não
mais lhe pertence.” (parágrafo 4). O conectivo “e” indica uma progressão semântica que
acrescenta um dado novo.
d) “*...+ a jovem narra ao longo de mil e uma noites.” (parágrafo 5). O vocábulo em destaque
caracteriza uma referência mais específica em relação ao termo a que se refere: “Sherazade”.
e) “*...+ alguns chegando a cavalgá-lo *...+” (parágrafo 6). O termo destacado substitui a expressão
“santos do candomblé”.

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9. Em “Nos terreiros de candomblé, onde se tocam para os orixás e caboclos, os iniciados sentem o
instante em que a toada e o batuque alcançam o ponto *...+” (parágrafo 2), as vírgulas utilizadas

a) evidenciam a expressão vocativa.


b) indicam uma oração de valor comparativo.
c) demarcam uma explicação acerca do espaço.
d) determinam a introdução de expressão da fala do autor.
e) marcam a opinião do autor em relação à informação anterior.

10. Analise as proposições a seguir:

I. As palavras “desapego” e “separação” pertencem ao mesmo campo semântico.


II. O prefixo na palavra “infinito” exprime sentido de negação.
III. O termo sublinhado em “O escritor trabalha com personagens que o obsedam” tem como
referente a expressão “escritor”.

É CORRETO o que se afirma apenas em

a) I. b) II. c) III. d) I e II. e) I e III.

11. O termo destacado em “Enquanto se afoga em paixões, com a mão direita tenta manter-se na
superfície e salvar-se *...+” (parágrafo 6), pode ser substituído, sem alteração de sentido, por:

a) Porque
b) Para que
c) Porquanto
d) Contanto que
e) Ao mesmo tempo que

12. Os conectivos ou partículas linguísticas de ligação, além de exercer funções coesivas, manifestam
ainda diferentes relações de sentido entre os enunciados. Aponte, dentre as alternativas a seguir,
aquela em que a relação estabelecida pelo conectivo em destaque está CORRETAMENTE indicada
entre parênteses.

a) “Uma artesã do barro de Juazeiro do Norte chora quando proponho comprar a cerâmica”. –
(Proporção).
b) “Enquanto se afoga em paixões, com a mão direita tenta manter-se na superfície e salvar-se;” –
(Consequência).
c) “Dialoga com a morte como Sherazade, [...]” – (Comparação).
d) “Olha para os lados e me confessa que se pudesse não venderia nenhuma das impressões.” –
(Finalidade).
e) “Num dia qualquer, sem que nada espere e sem compreender o que acontece à sua volta [...]” –
(Adversidade).

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13. Por vezes, a omissão de palavras ou expressões não acarreta alteração no sentido de orações ou
períodos, já que tal omissão pode ser depreendida do contexto. Há, dentre as alternativas a seguir,
uma ocorrência assim caracterizada. Aponte-a.

a) "Mil e uma noites se estendem pela eternidade". (parágrafo 3)


b) "O que se seguirá ao grande vazio?" (parágrafo 5)
c) "Deus descansou no sétimo dia após sua criação". (parágrafo 5)
d) "Nunca possui a técnica exata de um arqueiro zen, *...+” (parágrafo 6)
e) "[...] a flecha disparada pelo arqueiro zen busca sozinha o alvo". (parágrafo 6)

14. Analise as proposições a seguir, acerca da pontuação, e assinale (V), para o que for verdadeiro, e (F),
para o que for falso.

( ) No trecho “De maneira análoga, Penélope tecia um manto *...+", a vírgula é utilizada para
separar uma expressão adverbial disposta no início do período.

( ) Em “Dialoga com a morte como Sherazade, mantém a respiração suspensa, negocia adiamentos
e escreve.”, as vírgulas são utilizadas para separar orações coordenadas.

( ) Em “Enquanto se afoga em paixões, com a mão direita tenta manter-se na superfície e salvar-
se; *...+”, não há razão linguístico-gramatical que justifique a presença da vírgula na sentença.
Assim, seu uso é facultativo.

A sequência que completa CORRETAMENTE os parênteses é

a) V V F
b) V F F
c) F V F
d) V V V
e) F F V

15. A regência verbal em destaque na frase “mulheres que trabalhavam nas casas de família” é a
mesma do verbo destacado em

a) “Anos de exercício levam ao disparo perfeito.”


b) “Deus descansou no sétimo dia após sua criação.”
c) “Muitos profissionais se especializavam na ciência de pôr um fim: *...+”
d) “O xilogravador Gilvan Samico me apresenta os mais de cem estudos: *...+.”
e) “*...+ o criador experimenta a estranheza diante do que não mais lhe pertence.”

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As questões de 16 a 18 referem-se ao TEXTO II, a seguir:

TEXTO II
Capítulo I

− Muito trabalho, mestre Zé?


− Está vasqueiro. Tenho umas encomendas de Gurinhém. Um tangerino passou por aqui e
me encomendou esta sela e uns arreios. Estou perdendo o gosto pelo ofício. Já se foi o tempo em
que dava gosto trabalhar numa sela. Hoje estão comprando tudo feito. E que porcarias se vendem
por aí! Não é para me gabar. Não troco uma peça minha por muita preciosidade que vejo. Basta
lhe dizer que seu Augusto do Oiteiro adquiriu na cidade uma sela inglesa, coisa cheia de
arrebiques. Pois bem, aqui esteve ela para conserto. Eu fiquei me rindo quando o portador do
Oiteiro me chegou com a sela. E disse, lá isto disse: “por que seu Augusto não manda consertar
esta bicha na cidade?” E deu pela sela um preção. Se eu fosse pedir o que pagam na cidade, me
chamavam de ladrão. É, mestre José Amaro sabe trabalhar, não rouba a ninguém, nã o faz coisa de
carregação. Eles não querem mais os trabalhos dele. Que se danem. Aqui nesta tenda só faço o
que quero.
REGO, José Lins do. Fogo Morto. Record: Rio de Janeiro, 2003.

16. Pelo disposto acima, é CORRETO afirmar sobre o Mestre José Amaro:

a) Mostra-se insatisfeito com os resultados de seus últimos trabalhos.


b) Prefere trabalhar para clientes de fora, pois estes valorizam seu trabalho.
c) Orgulha-se do esmero com que desenvolve seu trabalho e da qualidade que lhe imprime.
d) Embora se envaideça de seu ofício, preocupa-se com o fato de não poder mais executá-lo da
melhor forma.
e) Questiona a qualidade do trabalho de outros seleiros, mas reconhece o valor dos novos
materiais industrializados.

17. “É, mestre José Amaro sabe trabalhar, não rouba a ninguém, não faz coisa de carregação. Eles não
querem mais os trabalhos dele. Que se danem. Aqui nesta tenda só faço o que quero”. A fala final
de Mestre José Amaro revela

a) certa resignação diante das novas demandas do mercado.


b) revolta por desenvolver seu ofício numa região de parcas condições.
c) a decisão de não mais confeccionar produtos para o senhor Augusto do Oiteiro.
d) a sua disposição em manter-se fiel ao trabalho de qualidade que sempre desenvolveu.
e) a determinação por continuar tentando convencer os vaqueiros da qualidade de suas selas.

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18. Atente para a seguinte passagem: “Eles não querem mais os trabalhos dele.”

Agora, considere as seguintes afirmações acerca da expressão em destaque:

I. Retoma um termo expresso anteriormente.

II. Refere-se diretamente aos moradores e comerciantes da cidade.

III. Embora não se refira a nenhum elemento textual anterior, o contexto possibilita a recuperação
do termo referente.

Está(ão) CORRETA(S):

a) III apenas
b) I e II apenas.
c) I e III apenas.
d) II e III apenas.
e) I, II e III.

19. Leia a seguir:

I. “Declaração fundamentada em ponto de vista a respeito de um fato ou negócio.”

II. “É o instrumento pelo qual Ministros ou outras autoridades expedem instruções sobre a
organização e funcionamento de serviço e praticam outros atos de sua competência.”

III. “Modalidade de comunicação entre unidades administrativas de um mesmo órgão, que podem
estar hierarquicamente em mesmo nível ou em níveis diferentes. Trata-se, portanto, de uma
forma de comunicação eminentemente interna.”

As descrições dizem respeito, respectivamente, a

a) Parecer – Portaria – Memorando .


b) Ofício – Relatório – Parecer.
c) Parecer – Ofício – Portaria.
d) Memorando – Ofício – Declaração.
e) Portaria – Requerimento – Relatório.

20. Pela própria natureza, a redação oficial deve apresentar uma linguagem que obedeça a critérios
específicos. Todas as características a seguir devem compor a redação oficial, EXCETO:

a) Impessoalidade e clareza.
b) Uso da linguagem padrão.
c) Tratamento linguístico formal.
d) Concisão e transparência de sentido.
e) Presença de conotação e da criatividade do emissor.

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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
» MINERAÇÃO | CÓDIGO 79 «

21. Suspensões utilizadas na separação em meio-denso consistem de misturas de sólidos finamente


cominuídos em um líquido (normalmente água). Algumas propriedades são típicas dos referidos
tipos de sólidos. Assinale a alternativa que NÃO deve ser considerada como uma propriedade desses
tipos de sólidos.

a) Resistência à corrosão.
b) Resistência à degradação por abrasão.
c) Dificuldade de recuperação.
d) Baixa abrasividade.
e) Facilidade de recuperação.

22. A concentração gravítica de minérios utiliza as diferenças de densidades na separação de fases


minerais. Assinale a alternativa que NÃO representa equipamento de concentração gravítica.

a) Jigue Denver.
b) Mesa vibratória.
c) Jigue Batac.
d) Hidrociclone.
e) Separador eletrostático.

23. O critério de concentração (CC), originalmente sugerido por Taggart, fornece uma ideia da facilidade
de se obter separação entre fases minerais por meio de processos gravíticos, desconsiderando o
fator de forma das partículas. Quando o CC varia entre 1,70 e 1,20, significa afirmar que a separação
é

a) possível até ¼”, porém difícil.


b) eficiente para todas as faixas granulométricas.
c) eficiente entre 100 e 200 malhas.
d) eficiente até 100 malhas.
e) possível até 10 malhas, porém difícil.

24. A liberação mineral de grãos minerais é essencial para o processo de concentração mineral. Tal
liberação ocorre por meio de

a) jigagem.
b) separação magnética e eletrostática.
c) britagem e moagem.
d) flotação.
e) separação sólido-líquido.

8 | Código 79 « Mineração « Conhecimentos Específicos


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25. Os reagentes de flotação são compostos orgânicos ou inorgânicos utilizados com o objetivo de
controlar as características das interfaces envolvidas no processo de flotação. Qual dos itens a seguir
representa um dos tipos de reagente de flotação?

a) Acidificante.
b) Coletor.
c) Redutor.
d) Modulador.
e) Solubilizador.

26. A flotação é um processo de concentração mineral que utiliza as diferenças de propriedades


superficiais dos materiais. Os equipamentos básicos do referido processo são colunas de flotação e
células convencionais de flotação. Uma coluna de flotação difere de uma célula mecânica
convencional, a partir de:

a) presença de água de limpeza na camada de espuma.


b) muita agitação mecânica.
c) uso de grandes quantidades de reagentes.
d) inexistência de água de limpeza.
e) presença de água de limpeza abaixo da camada de espuma.

27. Os britadores giratórios, com um elemento móvel (cone) e um elemento fixo (manto), podem ser de
vários tipos. Assinale a alternativa que NÃO se refere a britadores giratórios.

a) Double giratório.
b) Cônicos standard.
c) Cônicos “short head”.
d) Inter-partículas.
e) Giratórios.

28. Um problema operacional que ocorre em britadores é quando o material da alimentação tem
grandes proporções de finos e está úmido, havendo uma tendência desse material grudar nas
mandíbulas. Quando esses finos são argilosos, tornam-se plásticos e não escoam para baixo. A cada
movimento da mandíbula, o material é amassado, mas não desce em direção à abertura de
descarga do britador. Isso descreve a situação de

a) entupimento.
b) engaiolamento.
c) empastamento.
d) atolamento.
e) afogamento.

Conhecimentos Específicos » Mineração » Código 79 | 9


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29. Escalpe é uma operação muito utilizada nos processos de britagem e pode ser definida como:

a) Eliminação de grandes seixos de material, evitando que esse material fique preso entre as
mandíbulas do britador.
b) Redução da relação de redução.
c) Aumento da relação de redução.
d) Eliminação do uso de alimentadores vibratórios.
e) Eliminação dos finos antes de uma operação de britagem.

30. A faixa granulométrica de materiais submetidos a processos de peneiramento (no tratamento de


minérios) varia dentro dos seguintes limites:

a) 50” a 10 m.
b) 10” a 5 mm.
c) 10” a 12 mm.
d) 18” a 130 m.
e) 5” a 10 mm.

31. As células convencionais de flotação trabalham com água e reagentes químicos adequados. Em uma
máquina de flotação a função do estator é

a) agitar o reagente para torná-lo mais homogêneo.


b) criar uma pressão negativa capaz de aspirar o ar necessário à flotação.
c) agitar a polpa para mantê-la em suspensão.
d) quebrar as bolhas de ar em inúmeras bolhas pequenas.
e) dosar a alimentação da célula de flotação.

32. Em um circuito de britagem necessita-se normalmente de uma sequência de máquinas, tais como
britador primário, britador secundário, britador terciário e britador quaternário. Assinale a
alternativa que indica CORRETAMENTE a razão dessa necessidade:

a) Pequena relação de redução dos britadores.


b) Preparar um material mais homogêneo para a moagem.
c) Reduzir gradativamente o material, evitando o desgaste excessivo de uma única máquina.
d) Proporcionar o fechamento de circuito com a moagem.
e) Evitar que ao final da britagem ocorram muitos finos.

10 | Código 79 « Mineração « Conhecimentos Específicos


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33. Dentre as alternativas a seguir, assinale a que NÃO é usual nos processos de moagem e/ou
britagem.

a) Uma regra básica no tratamento de minérios é a realização de moagem a úmido e britagem a seco.
b) A moagem normalmente é feita em mais de um estágio.
c) A britagem e a moagem são diferentes em termos de tamanho dos grãos envolvidos, bem como
nos mecanismos de redução de tamanho.
d) Normalmente têm-se vários estágios na cominuição (britagem e moagem).
e) Uma regra básica do tratamento de minérios é a realização da operação a úmido, na britagem e
a seco, na moagem.

34. A moagem normalmente é uma operação realizada após a britagem, podendo ser realizada a seco
ou a úmido. Qual das alternativas abaixo representa uma das características da moagem a seco?

a) Redução do desgaste abrasivo.


b) Redução da emissão de poeiras.
c) Não necessita de equipamentos periféricos.
d) Redução da temperatura da carcaça do moinho.
e) Facilidade de transporte do material moído.

35. A desativação de minas tem como objetivo, entre outras coisas, possibilitar a reutilização de áreas
após o encerramento das atividades mineiras. Qual das alternativas a seguir NÃO representa objeto
de desativação de mina?

a) Áreas de operações de lavra subterrânea e a céu aberto.


b) Áreas de disposição de resíduos, pilhas de estéril e capeamento.
c) Bacias ou barragens de rejeitos.
d) Sistemas de captação de água na comunidade onde se situa a mineração, sem influência dos
trabalhos mineiros.
e) Sistemas de gerenciamento e de tratamento de água.

36. As razões de desativação de minas são muitas. Algumas desativações são planejadas, mas outras são
precipitadas, devido a certos fatores. Assinale a alternativa que NÃO representa razão para
desativação de minas.

a) Exaustão das reservas.


b) Queda do preço internacional do bem mineral em questão.
c) Ruptura de barragem de rejeitos.
d) Explosão de minas subterrâneas de carvão.
e) Dificuldades operacionais na mineração.

Conhecimentos Específicos » Mineração » Código 79 | 11


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37. Em uma lavra, uma bancada dimensionada adequadamente não oferece problemas operacionais e
de segurança. Das alternativas a seguir, assinale aquela que NÃO se refere a uma bancada
adequadamente dimensionada.

a) Maior vida útil para a mina.


b) Maior rapidez nos serviços.
c) Maior área de serviço.
d) Maior geração de ultralançamentos.
e) Maior altura das bancadas.

38. O afastamento é um dos parâmetros básicos para a elaboração de um plano de fogo em uma
mineração a céu aberto. Define-se CORRETAMENTE afastamento como a distância entre

a) dois furos seguidos.


b) furos de bancadas sucessivas.
c) um furo e o pé da bancada.
d) um furo e a face livre da bancada.
e) uma seção de furos e a seção paralela a ela.

39. O carregamento de explosivos dentro de furos atende a certas exigências técnicas. Qual das
alternativas a seguir define a razão de carregamento?

a) Quantidade de explosivos necessários para preencher um metro linear de furo, em uma rocha.
b) Quantidade necessária de explosivo para o desmonte de 1m3 (um metro cúbico) de rocha (ou
uma tonelada de minério).
c) Quantidade necessária de explosivo para o desmonte de uma frente de lavra com 1000m 3 (mil
metros cúbicos).
d) Relação entre a quantidade de explosivo e a quantidade de tampão em um furo.
e) Relação entre o volume desmontado de rocha em uma perfuração secundária e o explosivo
gasto.

40. Na lavra existem equipamentos de carregamento e equipamentos de transporte. Dos equipamentos


listados a seguir, qual deles é utilizado exclusivamente para transporte na lavra a céu aberto?

a) Pá carregadeira.
b) Escavadeira elétrica.
c) Caminhão fora-de-estrada.
d) Motoniveladora.
e) Trator de esteiras.

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41. A Drenagem Ácida de Mina (DAM) ocorre quando há uma interação entre uma pilha de material
(normalmente rejeito) e água de chuva. A DAM pode ocorrer quando o material da pilha contém

a) fosfatos.
b) sulfetos.
c) silicatos.
d) óxidos.
e) hidróxidos.

42. Para evitar a geração de DAM, qual dos métodos apresentados, a seguir, deve ser utilizado?

a) Uso de reagentes químicos (ácidos).


b) Coberturas úmidas.
c) Drenagem na mina.
d) Revegetação.
e) Decapeamento.

43. Escorvamento é a operação de colocação de um iniciador (espoleta ou similar) em uma carga


explosiva, visando torná-la apta à detonação. Com relação ao processo de escorvamento, qual das
alternativas a seguir está CORRETA?

a) O estopim deverá estar conectado ao explosivo, com ou sem a presença de espoleta.


b) O explosivo deverá estar na parte mais exterior do furo, juntamente com a espoleta.
c) iniciador deverá estar firmemente atado ao explosivo, evitando ser arrancado de sua posição,
durante o carregamento .
d) O iniciador deverá ficar em uma posição intermediária, evitando ser arrancado de sua posição,
durante o carregamento.
e) O iniciador deverá ficar entre o tampão e a carga explosiva.

44. Empolamento pode ser definido como o percentual de acréscimo de volume que certo material
(rocha) sofre ao ser retirado de seu estado natural (maciço rochoso). Normalmente é expresso por E
= [(1/FC)-1] x 100, onde E = empolamento; FC = fator de conversão. Utiliza-se sempre o fator de
conversão quando se calcula o empolamento porque

a) as rochas têm idades diferentes.


b) as rochas têm estados de alteração diferentes.
c) as rochas têm coeficientes de dilatação diferentes.
d) as rochas são de natureza diferentes.
e) o FC deve ser maior que a unidade.

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45. O estudo do empolamento é essencial para quem trabalha em lavra a céu aberto ou lavra
subterrânea. Qual a principal utilidade do empolamento na mineração?

a) Entender as características geomecânicas das rochas.


b) Dimensionar frotas de carregamento e transporte.
c) Selecionar se a lavra será a céu aberto ou subterrânea.
d) Selecionar o método de lavra.
e) Calcular o volume de uma frente de lavra.

46. Extraiu-se um bloco de rocha ornamental cuja densidade é 3,0 t/m3. Sabendo-se que a base do
bloco mede 2,5 m x 2,0 m de base, qual deve ser a altura máxima do bloco, para que se tenha uma
massa de 30 t, capacidade máxima do caminhão que irá transportá-lo?

a) 2,0 m.
b) 1,8 m.
c) 3,0 m.
d) 3,5 m.
e) 2,2 m.

47. Sabe-se que existem relações entre largura das bermas (L); altura dos bancos (h); talude geral de
lavra (a); talude da berma (b), expressa pela fórmula L = h[1/tangente(a) – 1/tangente (b)]. Assinale
a alternativa que expressa CORRETAMENTE a condição necessária para que L = h?

a) a = 450; b = 900.
b) a = 300; b = 600.
c) a = 450; b = 600.
d) a = 900; b = 450.
e) a = 450; b = 450.

48. Uma empresa de mineração adquiriu um equipamento de carregamento por R$ 500.000,00, tendo o
mesmo um valor residual de R$ 100.000,00 e uma vida útil de 4 anos. A sua depreciação anual será
de

a) R$ 400.000,00.
b) R$ 200.000,00.
c) R$ 150.000,00.
d) R$ 300.000,00.
e) R$ 100.000,00.

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49. As reservas de um minério hipotético de uma mina são de 20.000.000 de toneladas, sendo 90%
lavrável. Sabendo-se que a produção anual desse minério por uma empresa de mineração é de
300.000 toneladas, qual a vida útil dessa mina?

a) 85 anos.
b) 45 anos.
c) 60 anos.
d) 35 anos.
e) 80 anos.

50. A altura da carroceria de um caminhão caçamba é de 2,00 m. Nesse caminhão pretende-se


transportar brita, cuja densidade in loco é de 2,95 t/m3 e com fator de conversão (FC) de 0,68.
Sabendo-se que a relação comprimento: largura da base da carroceria é de 2:1 e o caminhão deve
transportar 40 toneladas, quais devem ser as dimensões (em metros) da base da carroceria do
caminhão?

a) 5,00 m x 2,50 m.
b) 2,50 m x 1,25 m.
c) 4,46 m x 2,23 m.
d) 2,00 m x 1,00 m.
e) 3,50 m x 1,75 m.

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