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COLÉGIO PEDRO II - CAMPUS SÃO CRISTÓVÃO III

3ª SÉRIE – MATEMÁTICA II – COORDENAÇÃO: MARIA HELENA

Geometria Analítica – Circunferências – 2013 - GABARITO


1. Dê as coordenadas do centro e o raio das circunferências representadas pelas equações;
a) (x – 5)2 + (y – 4)2 = 1 b) (x + 2)2 + (y + 6)2 = 5 c) (x – 2)2 + y2 = 4 d) x2 + y2 =10
Solução. Considerando que a equação reduzida da circunferência de raio R e centro (c 1, c2) é
da forma (x – c1)2 + (x – c2)2 = R2, temos:

( x  5) 2  ( y  4) 2  1 ( x  2) 2  ( y  6 ) 2  5
Centro : (2,6) .
a)
2 Centro : (5,4) .
( x  5)  ( y  4)  1  
2 2
b)
(x  (2))  (y  (6))  5  
2 2
 2

Raio  1 Raio  5
( x  2) 2  y 2  4 x2  y2  10
c) Centro : (2,0) .
( x  2)  ( y  0 )  2  
2 2 2
d)
(x  0)  (y  0)  10  
2 2
 
Centro : (0,0) .
2

Raio  2 Raio  10
2. Determine a equação reduzida da circunferência que tem:
a) centro em C(2,5) e raio 3 b) centro em M(-1,-4) e raio 2
c) centro em Q(0,-2) e raio 4 d) centro em D(0,0) e raio 5
Solução. Substituindo as informações em (x – c1)2 + (x – c2)2 = R2, temos:

Centro : (2,5) 2 2 2 Centro : ( ,14)


  ( x  2)  ( y  5 )  3   ( x  ( 1) 2
 ( y  ( 4 ) 2
2 2
a) Raio  3 b) Raio  2
 .
 .

 : ( x  2) 2  ( y  5 ) 2  9  : (x  1)2  (y  4)2  4
Centro : (0,2) 2 2 2 Centro : (0,0) 2 2 2
  (x  0)  (y  (2)  4   ( x  0)  ( y  0 )  5
c) Raio  4 d) Raio  5
 .
 .

 : x 2  (y  2)2  16  : x 2  y 2  25
3. As seguintes equações representam circunferências. Determine as coordenadas do centro e o
raio, em cada caso:
a) x2 + y2 – 4x – 8y +16 = 0 b) x2 + y2 + 8x + 11 = 0 c) x2 + y2 – 4y = 0 d) x2 + y2 – 2x – 2y = 0
Solução. Há duas maneiras:
i) Utilizando o método de completar quadrados.
ii) Utilizando as fórmulas pela comparação:

a  b  0
c
  2c1  c1   c
2 2 c d e
ax  by  cx  dy  e  0  x2  y2  x  y   0 a 2a
 a a a  d d
x2  y2  2c x  2c y  (c 2  c 2  r2 )  0 a  2c2  c2   2a .
 1 2 1 2 
e 2 2 2 2 2 e
a  c1  c2  r  r  c1  c2  a

   
x 2  y 2  4x  8y  16  0  x 2  4x  4  4  y 2  8y  16  0  ( x  2) 2  ( y  4) 2  4 
a) i) Centro : (2,4) .
 ( x  2)  ( y  4 )  2 . 
2 2 2

Raio  2

 4 8
c1    ;2 c2    4 Centro : (2,4)
ii) a  1  2 2  .

r  22  42  16  4  16  16  4  2 Raio  2

 
x 2  y 2  8x  11  0  x 2  8x  16  16  y 2  11  0  (x  4)2  y 2  5 
b) i) Centro : (4,0)
 (x  (4))  (y  0)  5 . 
2 2
 2 .

Raio  5

 8 0
c1   2   ;4 c2   2  0 Centro : (4,0)
ii) a  1   .

r  ( )4 2  02  11  16  11  5 Raio  5

 
x 2  y 2  4 y  0  x 2  y 2  4 y  4  4  0  x 2   y  2  4 
2

c) i) Centro : (0,2) .
 ( x  0 )  ( y  2)   2  . 
2 2 2

Raio  2

 0 4
c1    ;0 c2    2 Centro : (0, )2
ii) a  1  2 2   .

r  02  22  0  4  2 Raio  2

   
x 2  y 2  2x  2y  0  x 2  2x  1  1  y 2  2y  1  1  0  ( x  1) 2  ( y  1)2  2 
d) i)
 ( x  1)  ( y  1)  2 . 
2 2
 
Centro : (1,1) 2 .

Raio  2

 2 2
c1    1; c2    1 Centro : (1,1)
ii) a  1  2 2   .

r  12  12  0  2 Raio  2

4. Os pontos A(4, – 2) e B(2,0) são extremidades do diâmetro de uma circunferência de centro (a,b)
e raio r. Determine a equação reduzida dessa circunferência.
Solução. Como A e B são extremidades do diâmetro, (a,b) é ponto médio. O raio será a
metade da distância entre os extremos.

4  2  2  0
i) C(a, b)   ,    3,1
 2 2 
d( A.B) (4  2)  (2  0)
2 2
44 8 2 2
ii) R       2 .
2 2 2 2 2
Centro : (3,1)
iii) 
2
 
  : ( x  3) 2  ( y  (1))2  2   : ( x  3) 2  ( y  1) 2  2
Raio  2
5. Determine a equação geral da circunferência com centro no ponto C(2,1) e que passa pelo ponto
A(1,1).
Solução. A equação reduzida é (x – 2) 2 + (y – 1)2 = R2. Se A(1,1) é ponto da circunferência,
então satisfaz à equação dessa circunferência. Substituindo, temos:

 : (x  2)2  (y  )1 2  R2 2 2 2 2 2 2
i)   (1 2)  (1 )1  R  R  (1)  R  1  R  1
A(1, )1   .

i)i (x  2)2  (y  1)2  1  x2  4x  4  y2  2y  1  1  x2  y2  4x  2y  4  0  Eq. geral


6. O centro de uma circunferência é o ponto médio do segmento AB, sendo A(2, – 5) e B(– 2, – 3).
Se o raio dessa circunferência é 2, determine sua equação reduzida.
Solução. Os pontos A e B são extremidades do diâmetro. O ponto médio de AB é o centro
C(c1,c2).

  2  ( 2 )  5  ( 3 ) 
C (c1,c 2 )  PM(A,B)   ,   0,4
  2 2    : ( x  0 ) 2
 ( y  (  4 )   2   : x 2  ( y  4 ) 2  4 .
2 2

R  2

7. Dados o ponto P e a circunferência λ, determine a posição de P em relação à λ.
a) P(-1,2) e λ: (x – 3)2 + (y +1)2 = 52 b) P(2,2) e λ: x2 + y2 –10x + 8y – 1 = 0
c) P(3,1) e λ: x2 + y2 – 8x – 5 = 0
Solução. Para verificar a posição de um ponto em relação à circunferência, substituímos no
1º membro da equação (x – c1)2 + (x – c2)2 3 – R2 = 0 ou, ax2 + ay2 + cx + dy + e = 0 as
coordenadas desse ponto. Considerando esse resultado como M, temos:
M > 0: ponto exterior; M = 0: ponto da circunferência; M < 0: ponto interior.

 : (x  3)2  (y  1)2  52  0
a)
  M  ( 1  3 ) 2
 ( 2  1) 2
 52  16  9  52  27  0  P int erior à  .
P(1,2)
 : x 2  y 2  10x  8y  1  0 2 2
b)
  M  2  2  10(2)  8(2)  1  4  4  20  16  1  3  0  P exterior à  .
P(2,2)
 : x2  y2  8x  5  0 2 2
c)
  M  3  1  8(3)  5  9  1  24  5  19  0  P int erior à  .
P(3,1)
8. O ponto P(5,-1) não pertence à circunferência x2 + y2 – 6x – 2y + 8 = 0, ele é interno ou externo a
essa circunferência?
Solução. Substituindo P(5,– 1) em x2 + y2 – 6x – 2y + 8, temos:
M  5 2  ( 1) 2  6(5)  2( 1)  8  25  1  30  2  8  36  30  6  0 . P é externo.
9. Dadas uma reta r e uma circunferência λ, verifique qual é a posição relativa de r em relação à λ.
Se houver pontos comuns (tangentes ou secante), determine esses pontos:
a) r: 2x – y +1 = 0 e λ: x2 + y2 – 2x = 0 b) r: x + y – 3 = 0 e λ: x2 + y2 – 2x – 2y – 3 = 0
Solução. Examinando o discriminante da equação do 2º grau resultante da interseção entre a
reta e a circunferência, temos:  > 0 (secante);  = 0 (tangente) e  < 0 (externa).

x 2  y 2  2 x  0
  x 2
 ( 2 x  1) 2
 2 x  0  x 
2 2
4 x  4 x  1  2 x  0  5 x 2
 2x  1  0
a) 2x  y  1  0  y  2x  1
 .

  (2)2  4.(5).(1)  4  20  16  0  r é externa

 x 2  y 2  2x  2y  3  0 2 2
i)   x  (3  x)  2x  2(3  x)  3  0  x  9  6x  x  2x  6  2x  3  0 
2 2

x  y  3  0  y  3  x
b)
 2x2  6x  0.   (6)2  4.(2).(0)  36  0  r é sec ante .

x1  0 y1  3  0  3
i)i 2x  6x  0  2x(x  3)  0     . Interseções : P0,3 e Q(3,0)
2

x 2  3 y 2  3  3  0
10. A reta r, de equação x + y – 3 = 0 e a circunferência de equação (x + 2)2 + (y – 1)2 = 10 são
secantes nos pontos A e B. Determine a área do triângulo cujos vértices são o centro da
circunferência e os pontos A e B.
Solução. O centro da circunferência é ( – 2,1). Encontrando os outros vértices, temos:

(x  2)2  (y  )1 2  10 2
i)   x  4x  4  (2  x)2  10  0  x2  4x  4  4  4x  x2  10  0  2x2  2  0 
x  y  3  0  y  3  x
 2 1 1  2 1 1 2 1 .

x1  1 y1  3  1  2 1 1 1
 x  1 0    
2
. Área : 1 2 1  1 2 1 1 1   4  1 4  2  8  1  4
x2  1 y2  3  ( )1  4 2  1 4 1 2  1 4 1  1 4 2
11. Considere a figura a seguir. Dê a equação geral dessa circunferência.
Solução. O raio é a distância entre (2,3) e (5,4).
i) R  (5  2) 2  ( 4  3) 2  3 2  12  10
ii)  : ( x  2) 2  ( y  3) 2  10  x 2  4 x  4  y 2  6 y  9  10  0  .
  : x 2  y 2  4 x  6 y  3  0  Equação geral