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0697 - LÍNGUA PORTUGUESA - COMUNICAÇÃO

Curso:
EMPRESARIAL

Ação 1: EMPRESA: APURAR MEDIDAS

Formador(a): LUCIANA PINTO

▪ Objetivo do Documento:

Este Manual foi concebido pelo Formador(a) do


Módulo referenciado. Pretende-se que seja usado
como elemento de Estudo e de apoio ao tema
Abordado. O Manual é um Complemento da
Formação e do Módulo, não substitui os objetivos das
Sessões de Formação mas sim complementa-as.

1
ÍNDICE

Índice…………………………………………………………………………………………………………………………p.3
Objetivos……………………………………………………………………………………………………….………….p.4
Benefícios e condições de utilização…………………………………………………………………………p.4
Manual:
I – Pontuação………………………………………………………………………………………………………….…p.4
II- Ortografia………………………………………………………………………………………………………….…p.5
III – Tipos e formas de frase………………………………………………………………………..………..p.6
IV – O que é a comunicação?.......................................................................p.6
• Métodos de construção de textos
• Deteção e correção de erros
• Construções frásicas
• Deteção e correção de erros
• Norma linguística
IV- Comunicação ao nível da empresa………………………………………………………….…………p.9
V- Comunicações externas…………………………………………………………………………………….p.11
• Técnicas de elaboração da documentação
VI – Tipos de carta………………………………………………………………………………………….…….p.15
VII – Comunicações internas………………………………………………………………………………..p.15
VIII – Textos funcionais………………………………………………………………………………….…….p.18
• Terminologia
• Abreviaturas
• Estrangeirismos e/ou neologismos
X – Exercícios………………………………………………………………………………….…….p.22
X – Bibliografia…………………………………………………………………………………………………….…p.26

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OBJETIVOS
A Língua Portuguesa, devido às suas especificidades, normalmente,
apresenta dificuldades quer para estrangeiros quer para falantes nativos. É
principalmente na escrita que se encontram as maiores dificuldades.
Se por um lado encontramos dúvidas de cariz estrutural, isto é, a
pontuação, a ortografia, a articulação das ideias. Por outro lado, defrontamo-nos
com a especificidade do vocabulário e do estilo da linguagem da administração que
nem sempre contribuem para uma compreensão inequívoca dos textos que se
produzem.
Esta ação de formação tem como objetivo sensibilizar os formandos para
esta temática, bem como orientá-los para a importância da escrita na comunicação.

BENEFÍCIOS E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO

O manual deve ser utilizado em todas as sessões de formação, uma vez que
contém suporte teórico e exercícios para consolidação de conhecimentos.
Por outro lado, servirá para consulta futura e esclarecimento de eventuais
dúvidas.

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I Pontuação

- Sinais fundamentais de pontuação: . , ; : …


- Sinais auxiliares de pontuação: « » - ( )
- Sinais de entoação: ? !

O Ponto Final Marca uma pausa prolongada, termina uma frase, delimita
uma ideia.
A Vírgula Equivale a uma pequena pausa, separa elementos de uma
enumeração ou substitui um verbo omitido.
O Ponto e Vírgula Marca uma pausa mais prolongada do que a vírgula, mas
não equivale ao fim da frase. Separa as partes que se ligam ou opõem num mesmo
período.
Os Dois Pontos Marcam uma pausa prolongada e usam-se, normalmente, antes
da enumeração de várias coisas ligadas entre si ou, então, para introduzir a fala de
uma personagem no discurso direto.
As Reticências Equivalem a uma pausa grande que corta a frase, deixando-a
em suspenso. Indicam uma ideia que fica inacabada. Sugerem sentimentos que
cabe ao leitor adivinhar.
As Aspas Empregam-se para indicar o início e o fim de citações textuais, para
salientar uma palavra ou expressão na frase ou, ainda, para referir o título de um
jornal, de uma revista, de um livro…
O Travessão Serve para indicar a mudança de interlocutor nos diálogos ou,
então, para isolar uma palavra ou expressão no texto.
Os Parênteses Marcam uma pequena observação intercalada numa ideia
geral.
O Ponto de Interrogação Exprime uma interrogação, isto é, indica que há uma
pergunta direta.
O Ponto de Exclamação Emprega-se para exprimir admiração, espanto,
alegria, dor. Usa-se ainda para indicar uma ordem ou um desejo forte (frases de
tipo imperativo).

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II Ortografia

REGRAS DE ORTOGRAFIA

Regra Exemplo
1. Só entre vogais se escreve -rr- e -ss-. Massa, terra, carro…
2. Antes de -p e -b e no fim da palavra escreve-se m. Campo, também, lombo,
tempo…
3. As palavras terminadas em -ação escrevem-se com ç. Negação, admiração,
variação…
4. As palavras terminadas em -oção escrevem-se com ç. Comoção, noção, loção…
5. As palavras terminadas em -eição escrevem-se com ç. Afeição, refeição,
eleição…
6. As terminações -aço e -aça escrevem-se com ç. Palhaço, cabaça, bagaço…
7. As terminações -oço escrevem-se com ç. Exceção: fosso, Caroço, tremoço,
colosso… pescoço…
8. As palavras terminadas em -unção escrevem-se com ç. Junção, função,
presunção…
9. As palavras terminadas em -iça e -iço escrevem-se com ç,
desde que antes do ç não haja m. Preguiça, nabiça, maciço…
10. As palavras terminadas em -issa e -isso escrevem-se com Missa, compromisso,
ss, desde que antes do i haja sempre m, excepto sumiço. omisso…
11. As palavras terminadas em -ice escrevem-se com c, sendo Burrice, pelintrice,
nomes próprios e palavras derivadas, exceto Clarisse. Eunice…
12. Os verbos terminados em -ecer e palavras da mesma família Conhecer, esquecer,
escrevem-se com c. arrefecer…
13. As terminações -ância, -ência escrevem-se com c, mas a Distância, ciência,
palavra ânsia (desejo forte) leva s. inteligência…
14. Nas palavras em que o som s (forte) se repete, escreve-se Processo, necessário,
primeiro c e depois ss. sucessivo…
15. As palavras começadas pelo som diss- escrevem-se com ss, Dissílabo, dissolver,
exceto dicionário, dicéfalo e seus derivados. dissipar…
16. As terminações ícia e ício escrevem-se com c. Malícia, polícia, sacrifício…
17. O grupo pens escreve-se sempre com s. Pensamento, compensa,
pensar…
18. As palavras começadas por des- escrevem-se com s, exceto Desastre, desordem,
dezembro e dez. deserto…
19. As terminações oso e osa escrevem-se com s, exceto gozo e Formosa, manhoso,
goza. receosa…
20. As palavras começadas pres+vogal escrevem-se com s, Presença, presépio,
exceto prezar e seus derivados. presente…
21. As palavras terminadas em -eza escrevem-se com z sendo Beleza, nobreza, riqueza…
nomes derivados de adjetivos.
22. Os verbos pôr e querer não têm z. Pus, puseste, pôs, quis,
quiseste…
23. As terminações -uzir escrevem-se com z. Conduzir, produzir,
reduzir…
24. O som u tónico escreve-se sempre u. Escudo, brancura,
formosura…
25. Nos verbos poder, pôr e noutros da mesma família, Pudesse, puser, puder…
escrevem-se com u as formas verbais em que o E é aberto.

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III Tipos e Formas de Frase

Frase é um enunciado com sentido completo, constituído por uma palavra ou


conjunto de palavras e com uma ordenação determinada.

Tipos de Frase:

Declarativa - o emissor declara o seu pensamento ou exprime uma ideia:


• As crianças foram passear no jardim.

Interrogativa – o emissor formula uma pergunta:


• Quem ganhou esse prémio?

Exclamativa – o emissor exprime um sentimento forte:


• Que excelente música!

Imperativa – o emissor exprime:


• uma ordem – Sai já daí!
• um conselho – Veste um casaco, porque está frio.
• um pedido – Dá-me um chocolate, por favor.

Formas de Frase

Os tipos de frase, vistos anteriormente, podem apresentar diferentes formas:

Afirmativa/Negativa:

• As crianças possuem imaginação. (Declarativa/Afirmativa)

• As crianças não possuem imaginação. (Declarativa/Negativa)

IV – O que é a comunicação?

1- Comunicação é o ato de transmitir e receber mensagens pela utilização


de sinais ou de símbolos.
1.1 Elementos intervenientes no processo de comunicação.

REFERENTE

EMISSOR MENSAGEM RECETOR

CANAL

CÓDIGO

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Emissor: envia a mensagem ao recetor.
Recetor: recebe a mensagem do emissor e interpreta-a.
Mensagem: é a informação enviada.
Canal: é o meio por onde circula a mensagem.
Código: conjunto de sinais ou signos convencionais que permitem ao
emissor enviar uma mensagem e ao recetor descodificá-la, compreendê-
la.
Contexto: circunstâncias que envolvem a comunicação.

1.2 Alguns tipos de comunicação:


A) comunicação unilateral – emissor recetor
B) comunicação bilateral – emissor recetor (diálogo)
C) comunicação multidirecional – comunicação num grupo (por ex.:
escola, família)
D) comunicação em presença – emissor e recetor no mesmo espaço
E) comunicação à distância – emissor e recetor separados por espaços
diferentes e/ou afastamento de tempo.
1.3 Eficácia na comunicação: para que a comunicação seja perfeita, torna-se
necessário afastar todos os obstáculos ou ruídos.

1.4 Ruído – é todo o obstáculo que afeta a transmissão e receção da


mensagem. O ruído pode ter origem:
a) No canal de comunicação: a altura do som; a intensidade, as
interferências numa conversa telefónica, um erro tipográfico( gralha).
b) No emissor: a gaguez, tom de voz…
c) No recetor: deficiência auditiva, atenção, memória.
d) No código: deficiente pontuação, erros ortográficos ou de sintaxe,
desconhecimento do significado das palavras.
1.5 OBSTÁCULOS À COMUNICAÇÃO
Extravio de informação
Esquecimento
Fraca capacidade cultural (há quem não saiba analisar o Diário da
República)
Avaria do telefone, do computador
Ideias pré-concebidas
Muitos níveis hierárquicos - dificuldade de circulação da informação
Poucos níveis hierárquicos - sobrecarga de doc. para o chefe
Falta de atenção, distrações
Falta de tempo
Falta de materiais
Boatos e rumores

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Boato - mecanismo de informação de opinião, mensagem que pode não ser
fundamentada em dados verídicos (factos), que circula normalmente através da
comunicação oral e à medida que circula vai sofrendo alterações.

Rumor - existe um facto que, ao circular, perde ou ganha pormenores. É uma


mensagem deturpada.

1.6 AJUDAS PARA SUPERAR OS OBSTÁCULOS:


Folhetos informativos, revistas, jornais da própria empresa. Funcionam como
reforço da comunicação para informar todos os que se inserem na empresa
(sócios, empregados).

2- Linguagem é qualquer sistema de sinais organizado tendo em vista a


comunicação, isto é, é aquilo que permite a comunicação entre as pessoas.

2.1 Tipos de linguagem:

a) Linguagem verbal (oral ou escrita) – é realizada comunicação por meio de


palavras.

b) Linguagem não-verbal: utiliza outros meios que não a palavra:


- sonora: usa os sons (sirene, toque de campainha, toque militar)
- gestual: usa os gestos (continência militar, piscar de olho, sinaleiro, dança,
linguagem dos surdos-mudos…)
- visual: usa a imagem (semáforos, sinais de trânsito, pintura, desenho)

c) Linguagem mista – usa ao mesmo tempo a linguagem verbal e a não


verbal (cinema, BD, televisão, ópera…)

3-Língua é um conjunto de elementos convencionais (signos) articulados


que permitem a faculdade da linguagem.

4- Fala é o uso individual da língua.

5 . REGRAS PARA UM BOA COMUNICAÇÃO


Direta
Objetiva e simples
Apresentação
Cortesia (as formas de tratamento)
Precisão, concisão e clareza (evitar palavras ambíguas)
Diversidade de vocabulário

6.Na comunicação oral


Tom de voz (simpática);
Não utilizar ironia;
Despida de todo o tipo de emotividade.

7.Na comunicação escrita


Prudência;
Escolha criteriosa das palavras;
Rigor ortográfico;
Construção gramatical correta;
Pontuação cuidada.
Atender ao assunto, tipo de comunicação, interlocutores e circunstâncias.

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Vocabulário
Frases simples e curtas
Palavras com significado preciso e não palavras ambíguas.

V- COMUNICAÇÃO AO NÍVEL DA EMPRESA

1 - TIPOS DE COMUNICAÇÕES NA EMPRESA


1. Comunicação vertical descendente
2. Comunicação vertical ascendente com. internas
3. Comunicação horizontal intraempresa com. externas
4. Comunicação horizontal empresa-exterior
1.1. Comunicação vertical interna
Estabelece-se entre níveis hierárquicos diferentes. Têm a finalidade de informar,
instruir, ordenar, convocar, solicitar informação ou serviço. As comunicações
internas valorizam os recursos humanos, motivam as pessoas a atingirem os
objetivos da empresa.
1.1.1. Comunicação vertical descendente
o emissor é o chefe, o recetor é o subordinado.
Faz-se através de:
Memorandos
Ordens de Serviço
Despachos
Reuniões
Circulares
Manuais de procedimento
Relatórios
1.1.2. Comunicação vertical ascendente
O emissor é o subordinado, o recetor é o chefe.
Faz-se através de: Relatórios
Informações
Exposições (oralmente)
1.2. Comunicação horizontal intraempresa
Informação que circula entre pessoas com o mesmo nível hierárquico.
Ex. entre 2 secretários, entre 2 diretores.
Faz-se através de: Reuniões
Exposições
Memorandos
Oralmente
E ainda:...
Comunicação oblíqua
Comunicação emitida de um chefe de um departamento para os subordinados de
outro departamento. Em termos de organograma a comunicação circula
obliquamente.
Comunicações informais São conversas espontâneas, comunicações orais,
surgem da necessidade de satisfação de algumas informações.
1.3. Comunicação horizontal empresa-exterior
também chamadas de comunicações externas.
Uma outra classificação mais simples é feita distinguindo comunicações internas de
comunicações externas.
1.4. Internas
Servem para transmitir diretrizes, ordens, solicitar serviços, fornecer e veicular
informações, requisitar material.
Memorandos
Convocatórias

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Atas
Relatórios ....
Circulares: São consideradas internas e externas. Informam sobre: Início de
atividade Fim ou suspensão de atividade
Modificação ou alteração
Iniciativas ocasionais
1.5. Externas
Cartas/ Ofícios
Circulares
Faxes

2 - NOÇÃO DE CORRESPONDÊNCIA
Conjunto de documentos internos e externos emitidos e recebidos por uma
empresa nas relações com os seus públicos. As comunicações da empresa são
importantes pelo facto de:
No interior operacionalizam seus serviços;
No exterior projetam uma imagem.

Empresa Exterior:
Chefias Autarquias
Níveis Médios Segurança Social
Subordinados Clientes
Fornecedores
Bancos Seguros
Sindicatos

3 - FUNCÕES DA CORRESPONDÊNCIA
3.1. Internamente
Transmitir instruções
Solicitar serviços
Fornecer os transmitir informações
Convocar reuniões
Veicular documentação
Requisitar material

3.2. Externamente
Pedir / Enviar informações, documentos;
Solicitar descontos, pagamentos, reformas;
Propor fornecimentos, produtos;
Responder a pedidos, propostas;
Apresentar orçamentos; propostas;
Resolver reclamações...

4 - NORMAS DE REDAÇÃO DA COMUNICAÇÃO ESCRITA


Quando escrever, pense no destinatário;
Escreva corretamente, com naturalidade e afetação;
Nunca repita a mesma palavra ou expressão desnecessária;
Forme frases curtas e escolha os termos mais apropriados à situação;
Utilize a expressão atenuada, evitando os superlativos, o exagero, as
expressões bombásticas;
Identifique e ordene convenientemente os trabalhos, sobretudo os longos;
Comece habitualmente pela função informativa e passe depois a apelativa;
Sempre que necessário explique as razões que originaram a comunicação ou as
finalidades com que ela é feita;
Estabeleça a sequência lógica ou cronológica entre os períodos e os parágrafos;

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Encerre a comunicação com a fórmula mais adequada à resposta que pretende
obter ou o objetivo a atingir.
4.1. Os acentos - função distintiva
O plural do singular - tem / têm
O tempo verbal - chegámos / chegamos
O masculino do feminino - avô / avó
O verbo da preposição - de / dê
O verbo duma conjunção - e/ i
O verbo dum adjetivo - originária / originaria
O verbo dum substantivo - intérprete / interprete

Para simplificar a redação recorre-se frequentemente à utilização de:


Correspondência normalizada;
Abreviaturas;
Códigos;
Formulários.

5 - ELEMENTOS PARA ELABORAR


AS COMUNICAÇÕES

do singular: Nas comunicações


centradas num responsável (gerente,
1ª Pessoa representante) “venho...”,
“agradeço...” do plural: Na
correspondência comercial “Somos...”,
“Pretendemos...”

do singular: Nas comunicações


socioprofissionais e administrativas “ A
3ª Pessoa firma vem convidar...” do plural: Nas
comunicações emanadas de grupos,
empresas, etc. “ As empresas x e y
têm o prazer de informar...”

Nos anúncios dos media Nas


Impessoal - se informações desprovidas de
remetente. “Avisa-se...”, “Comunica-
se...”, Faz-se saber...”, “Pede-se...”

Nas comunicações internas Nos ofícios


e anúncios de carater administrativo e
Impessoal - Voz Passiva socioprofissional - atas, comunicações,
etc. “Têm sido recebidos...”, “Foram
enviados...”

VI - COMUNICAÇÕES EXTERNAS

1- DEFINIÇÃO DE CORRESPONDÊNCIA COMERCIAL


Conjunto de cartas e circulares que são relativas à correspondência mantida entre
fornecedores e clientes. Para além da relação cliente/fornecedor, pode ser mantida
também entre outras entidades. A correspondência comercial tem linguagem e
estilo próprios.

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1.1. Carta
Dirigida de um emissor para um recetor. Diz respeito ao circuito comercial. No
entanto, pode ser mantida também entre outras entidades.
1.2. Circulares
De um emissor para vários recetores. Comunica um assunto de interesse geral. As
circulares podem ser de caráter interno e externo.
Interno: memorando, nota de serviço, ordem de serviço, comunicado
Externo: carta, cartão-postal, desdobrável, folheto, cartaz, anúncio
Uma circular pode encarar várias formas conforme o assunto que trata e a quem se
dirige.
Aviso de mudança de instalações
Promoções, concursos
Encerramento temporário
Alterações de preços
Feiras, exposições...

2 - VANTAGENS DE ENVIAR UMA CARTA


Registo permanente e legal (serve de consulta ou prova);
Documento pessoal e personalizado. A entidade a que se dirige vem
mencionada;
Obedece a uma estrutura (demonstra a seriedade, o cuidado e o interesse);
Dá tempo ao remetente para se preparar
Pode ser lida sempre que for necessário;
Promove a imagem institucional da empresa;
Mostra que há interesse no relacionamento;
Pode ser menos dispendiosa (do que o telefone, por ex.).
3 - RAZÕES PORQUE UMA CARTA NÃO É BEM SUCEDIDA
3.1. Em relação ao remetente
Falta de objetivo
Falta de confiança
Falta de tempo
Problema de tom
Não saber a quem escrever
Deficientemente estruturada
Como traduzir os pensamentos por palavras?
Incapacidade de se restringir ao assunto
Frases descontroladas

3.2. Em relação ao Destinatário


Endereço errado
Palavras complicadas
Impessoal
Intimadora
Disposição deficiente
Ausência de ação evidente
Ortografia deficiente
Erros gramaticais
Sem assunto
Pontuação deficiente

4 - AS PERGUNTAS BÁSICAS
Porquê? | Quem? | Quando? | Onde? | O quê?
4.1. Porquê
É o objetivo da carta:
Concretizar algo; Confirmar acordos, compromissos, contratos;

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Prestar informações;
Justificar uma atitude;
Pedir desculpas...

Lembre-se: Qualquer carta deve agir no sentido de nos promovermos a nós e à


empresa. Elas constituem anúncios gratuitos
4.2. Quem?
Quem é o destinatário? A pessoa certa? Nome?
Quem escreve a carta? Função? Conhecimento e autoridade?
4.3. Quando?
Prazos
Quando escrever

4.4. Onde?
O destino da carta: endereço exato; para o estrangeiro, método de despacho.
Onde escrever: Local calmo, sem interrupções.
5 - ESTRUTURA DA CARTA
Há vários tipos de disposição, vários estilos. A empresa opta por um estilo próprio e
deverá seguir sempre o mesmo estilo.
5.1. Cabeçalho ou timbre
É centrado ou à esquerda
Deverá conter: nome da empresa, nº de contribuinte, nº de registo, capital
social, endereço, apartado postal, nº telefone. Fax, e-mail, URL...

5.2. Endereço do destinatário


Colocado à esquerda
Deve conter: nome da empresa; departamento, secção, a pessoa à atenção de
quem vai a carta e o endereço.

5.3. Referências
Indicação impressa que permitirá identificar e localizar as cartas mais rapidamente.
É o espaço onde vão ser indicadas:
as iniciais do remetente, o nº da comunicação (N/ Refª)
os mesmos elementos referentes a uma comunicação anterior do n/
destinatário (V/ Refª:)

5.4. Data
Todas as cartas devem ser datadas.
Pode colocar-se do lado direito, por baixo do destinatário;
À esquerda a seguir ao cabeçalho e alinhado com o destinatário;
Não se usam abreviaturas ou formas numéricas: deve ser, por ex: 5 de Agosto
de 2000.
Deve também colocar-se o local antes da data: Lisboa, 5 de Agosto de 2000

5.5. Assunto
Trata-se de resumir o conteúdo da carta no menor nº de palavras, não deixando
contudo, escapar todos os fatores relevantes para a posterior identificação da carta.
5.6. Vocativo
É a forma de cortesia com a qual se inicia a carta.
Ex.mos Senhores; V. Exª; Ex.ª; Senhor; Caro ...
5.7. Introdução
O primeiro parágrafo da carta deve identificar claramente:
A receção de qualquer comunicação anterior (com referência à data);
Quem é o remetente;
A razão porque escreve a carta.
5.8. Corpo da carta

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Constituído por factos, explicações, opiniões que desenvolvem o assunto ordenados
de forma lógica.
5.9. Parágrafo de encerramento
É o modo de terminar a carta (fórmulas finais),
5.10. Assinatura
Por cima do nome e cargo escritos por extenso.
5.11. P.S.
Anotação na margem que podem dizer respeito a qualquer pormenor que, por
lapso, não foi incluído no corpo.
5.12. Anexos
Espaço reservado para referir os documentos que acompanham a carta.
5.13. Iniciais identificativas
De quem redige e de quem datilografou.
6 - REGRAS QUANTO À REDAÇÃO DE UMA CARTA
6.1. Escreve-se com maiúsculas
Abreviaturas de tratamento: Dr. Drª, Sr.;
Nomes coletivos referentes a instituições: Igreja, Senado, Parlamento;
Nomes de firmas à exceção dos artigos e preposições;
Nomes das avenidas, ruas, praças, alamedas (quando o nome - por ex. avenida
- não faz parte de um endereço não é com maiúscula);
Nomes dos países, cidades (quando começam por artigos começa o nome é
com maiúscula);
A 1ª palavra depois do vocativo;
A 1ª letra de cada linha de uma morada;
Nomes de departamentos, setores e cargos da empresa;
Nomes dos meses;
Títulos dos livros.

6.2. Escreve-se com minúsculas


Os dias da semana;
A maior parte das abreviaturas, exceto as de tratamento;
Os tratamentos ou formas de tratamento que não estejam abreviados ou não
sejam formas divinas ex: senhor;
Todas as palavras que não sejam nomes próprios nem estejam submetidas a
regras especiais.
6.3. A pontuação
Na data não se utiliza nenhum tipo de pontuação;
A seguir ao vocativo: dois pontos, vírgula ou nada;

VII- TIPOS DE CARTA

Numa relação comercial podemos considerar 3 fases e nestas fases incluir


os vários tipos de comunicação existentes:
1ª FASE: INFORMAÇÃO
Carta de envio
Acompanha o envio dos documentos. Identificam-se os documentos que serão
anexados.
Estrutura: 1º: Justificação do envio (ou relacionamento com comunicações
anteriores). Refere-se o que se vai enviar; "de acordo com o v/ pedido de ..., vimos
por este meio enviar..."
2º: fecho da carta com menção a futuras comunicações. "aguardando a v/
resposta..."

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Pedidos de informação
Pedido de informação através de uma carta sobre produtos, pessoas, serviços,
firmas, mercados. “Agradecemos informação acerca de...” Manifestar o interesse
especificando: condições quantidades se fornecimento regular ou constante.
No caso de informações sobre pessoas ou firmas, deve-se garantir a
confidencialidade.

OUTROS TIPOS DE CARTAS


Carta de agradecimento (convite, atenção)
Cartas de recusa (trabalho, convites...)
Carta de felicitações
Cartas de retificação de erros

VIII - COMUNICAÇÕES INTERNAS

MEMORANDO
Documento interno escrito de uma forma informal. Frequente nas grandes e médias
empresas e serve para dar corpo a uma ordem, instrução ou informação que deve
circular entre os vários departamentos. A mensagem deve ser sempre curta e
objectiva. Obedece a uma numeração.
Elementos
Referências;
De e para;
Assunto;
Data;
Assinatura.

Usa-se quando:
Se quer levar a muitas pessoas a mesma mensagem: informação, mudanças,
promoções, regalias, reuniões;
acompanhar relatórios;
estimular o pensamento ou ações dos indivíduos.

Data: Terça-Feira, 31 de Outubro


Para: (Nomes)
De (Nomes)
Assunto:
cc (Nomes) com conhecimento

ORDEM DE SERVIÇO
Tem uma redação mais formal e implica uma responsabilização do recetor. Parte de
um superior hierárquico para os subordinados. Muitas vezes é emitida em
duplicado, devolve-se o duplicado assinado pelo recetor com a indicação da hora e
dia em que foi recebida. Obedece a uma numeração

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Elementos
nº;
assunto;
de e para;
data;
assinaturas.

Ordem de Serviço nº n / ca / 96
Assunto:
De:
Para: O Conselho de Administração deliberou...
Lisboa, 2 de Fevereiro de 1999
O conselho de administração

Vogal Presidente

RELATÓRIOS
Comunicação organizada, fundamentada e comentada, sobre um facto ou conjunto
de factos ocorridos ou ainda a decorrer. Funciona como elemento de informação,
consulta ou prova e tem grande valor na análise e solução de problemas concretos,
na transmissão e apresentação de resultados de ações de pesquisa, de inspeção e
gestão, bem como no apuramento de responsabilidades.
1.TIPOS DE RELATORIO
Formal / Informal
Interno / Externo
De rotina / acontecimento específico

2.SITUAÇÕES EM QUE SE PODEM APRESENTAR RELATÓRIOS


Decorrer normal de um trabalho;
Exercício de gestão;
Estágios, estudos
Infrações, acidentes;
Vendas;
Inspeções, revisões;
Participações em congressos, conferências, seminários;
Anomalias, avarias;
Estudos de mercado;
Peritagem;
Relatório de contas.

3.FASES DE UM RELATÓRIO
1º - Planear, ou seja, combinar organizadamente o trabalho e o tempo. Um
relatório pressupõe duas fases: a preparação e a redação.
3.1. Preparação
Na preparação prévia devem ser considerados o redator, o leitor e a matéria.
3.1.1. Redator
Se é a pessoa mais indicada para escrever o relatório e porquê. O redator deve
definir o tema e qual a finalidade do relatório.
3.1.2. Leitor
Cabe ao redator identificar os leitores e deverá considerá-lo em todas as fases do
relatório.
3.1.3. Matéria

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O redator enfrenta uma série de questões: Qual o material que dispõe;
Onde o encontra? Do que precisa? Como vai dispor saber onde procurar
a informação, selecionar o que for necessário, saber como dispor a
informação

O redator deve recolher tudo o que disser respeito ao assunto: contactos, visitas
aos locais, consulta de documentos, reuniões, entrevistas, questionários, consulta
de relatórios anteriores. Posteriormente há que selecionar a informação conforme
os objetivos do relatório. Finalmente deve estruturar as ideias e fazer um esquema.
3.2. A redação
Para a redação do relatório há ater em atenção três aspetos:
Estrutura
Linguagem
Apresentação
3.2.1. Estrutura
Nos relatórios mais simples introdução, desenvolvimento do tema e conclusão.
Nos relatórios mais complexos:
1. Capa ou página de título- título do relatório, nome do autor, nome dos
destinatários, data e referência (nalguns casos);
2. Índice - Deve conter todas as secções do relatório com referência às páginas,
incluindo capítulos e subcapítulos;
3. Resumo - síntese geral para que o leitor tenha uma ideia geral do que trata o
relatório;
4. Introdução - Introduzir o leitor para dentro do relatório. Define-se o objetivo do
relatório (para que vai servir, o que deu origem). Explica-se a forma como vai ser
desenvolvido e explica-se a o ordenamento dos temas, a metodologia;
5. Corpo de desenvolvimento - Narração dos factos, apresentação de toda a
fundamentação para as conclusões e recomendações; o que se viu, o que se soube,
o que se fez, o que se encontrou, o que se concluiu.
6. Conclusão - Resumo de todas as ideias apresentadas. Não podem aparecer
dados novos. Num relatório muito longo, no fim de cada capítulo deve-se
apresentar uma breve conclusão;
7. Recomendações - Sugerir alternativas à matéria tratada. As recomendações
devem estar devidamente argumentadas e fundamentadas.
8. Anexos / Apêndice - documentos que podem vir a completar a informação do
relatório. Os apêndices funcionam como dados suplementares (essenciais para
completar os factos narrados) e como forma de atualizar o relatório. Glossário -
Pode ser de termos técnicos, uma listagem de abreviaturas.
9. Agradecimentos - No fim. Podem também vir no início a seguir ao índice.
10. Referências - Lista de material não publicado aos quais fomos recolher
informação.
11. Bibliografia - Livros ou outras fontes de pesquisa. Apelido, nome do autor,
nome do livro, nº de edição; local, editora, ano.
12. Glossário - Quando se trata de um relatório muito técnico deverá conter um
glossário de termos.
3.2.2. Linguagem
A linguagem do relatório depende dos objetivos e do destinatário.
Deve ser precisa, exata - verificar se está a usar a palavra certa no trabalho
certo;
Breve e concisa. Evitar construções complexas. Quanto mais simples, mais eficaz
é a comunicação e maior é o seu alcance;
Clareza - não deve deixar lugar a ambiguidades e ideias erradas;
Evitar palavras compridas;
Usar a voz ativa, deve dar-se a informação pela positiva porque agarra mais a
atenção do leitor;

17
Deve ser feito na 1ª pessoa do singular. Quando realizado por várias pessoas na
1ª pessoa do plural;
Ser concreto - usar termos práticos, evitar termos indefinidos (um certo,
alguns...)
Evitar a gíria;
Frases curtas. Parágrafos curtos e frequentes. Cada nova ideia um novo
parágrafo;
O relatório deve ser completo e não deixar espaço a dúvidas;
Deve-se ter em conta a pontuação, bem como a ortografia;
Quando é criado por um grupo restrito, utilizando palavras muito técnicas, no fim
do relatório deve-se criar um glossário.
3.2.3. Apresentação
A apresentação fica mais ou menos ao critério da pessoa. Se tiver de obedecer aos
critérios da empresa, no caso de existirem normas, o relatório é mais ou menos
pessoal, o que pode diversificar-se é o tipo de letra ou o aspeto.
Deve dar-se atenção às margens, não inferiores a 2,5 cm (espaço suficiente para
a encadernação);
Destacar cabeçalhos, títulos e subtítulos que devem manter sempre o mesmo
formato;
As entre linhas devem ser de 1,5 cm ou duplas;
Páginas numeradas.
Numeração com clareza, lógica e coerência.

QUESTÕES FINAIS A COLOCAR?


O relatório está bem apresentado? É legível, em termos de linguagem, estilo e
vocabulário? A matéria está apresentada da forma mais lógica possível? A
argumentação é fácil de ser seguida? Conduz persuasivamente às suas conclusões
e recomendações? É um documento convincente?

IX - Textos funcionais

I REQUERIMENTO

(Entidade a quem se dirige o pedido)

Ex.mo Sr. Coordenador do CEFOSAP


(…)

Identificação completa do requerente (Nome)


___________________________________, (estado civil) _____, (Profissão)
___________________, (idade) _____________________, (residente em
(Morada) ___________________, contribuinte nº _______________, Portador do
Bilhete de Identidade/ Cartão do Cidadão nº _______________________, válido
até _____________________. (Assunto/ motivo do pedido) Vem requerer a V.ª
Ex.ª que se digne a permitir-lhe ….___________________

(Fórmula de Pedido) Pede Deferimento

(data/local) Santo Tirso, _____ de _______ de 2011.

O Requerente
____________________
(Assinatura)

18
II A CARTA

A carta é algo pessoal, íntimo, intransmissível.


Tipos de carta:

* pessoal
Características:
correção gramatical, delicadeza, ordem e boa apresentação, manuscritas
(preferencialmente), frases e linguagem simples.

* comercial ou profissional (negócios, emprego)

Características:
Clareza: frases curtas, vocabulário cuidado, evitar expressões gastas e repetições;
Concisão: evitar expressões inúteis e pormenores sem interesse, ir diretamente ao
assunto;
Precisão: uso do termo próprio e apropriado, apresentar as explicações
necessárias;
Tom: deve ser pessoal, cortês, ponderado, positivo;
Atenção à ortografia, à sintaxe, à semântica, à pontuação, à acentuação, à
translineação, à margem de parágrafos…

III Convocatória

É um documento usado para convocar, chamar as pessoas para participarem em


determinada reunião.
Deve conter os seguintes elementos:
a) O título deve ser CONVOCATÓRIA

b) Quem é convocado

c) Para quê

d) Hora/dia/mês e ano

e) Local da reunião

f) Ordem de trabalhos

g) Data da convocação

h) Assinatura de quem convoca e carimbo

Exercício: Escreva uma convocatória de reunião de condóminos.

IV A ata

A ATA é um resumo do que ocorreu numa reunião, sobretudo das decisões aí


tomadas.

Como se faz?

19
A ata deve registar:
 o número de ordem (da ata);
 o quando e o onde da reunião (data, hora, local);
 quem presidiu e presenças/ausências;
 a ordem de trabalhos;
 a síntese das principais intervenções e as decisões tomadas;
 a fórmula de encerramento;
 as assinaturas do presidente e do secretário (ou de todos os presentes).

Notas:
• Numa ata, todos os números devem ser escritos por extenso.
• Os espaços em brancos devem ser trancados.
• Não deve haver rasuras, nem siglas ou abreviaturas.
• Em caso de omissão, no final, antes das assinaturas, devem escrever-se as
palavras “Em tempo” e, de seguida, a parte omissa.

Introdução
Ata número ______
Aos _______ dias do mês de __________ de
_______(ano) reuniram ______________(local)
___________(quem)______________(presiden
te), com a seguinte ordem de trabalhos:
Ponto
único:_____________________________
ou
Ponto um:
______________________________
Desenvolvimento
Ponto dois:
_____________________________

A reunião abriu
Encerramento
____________________________
____________________________________
____________________________________
________

Nada mais havendo a tratar, foi encerrada a


reunião da qual se lavrou a presente acta que,
depois de lida e aprovada, vai ser assinada pelo
Presidente e por mim que a secretariei.
O Presidente:
___________________________
O Secretário:
___________________________

20
V Ofício

É um documento utilizado pelas empresas, associações, autarquias, etc., para


troca de correspondência.
Estrutura:
a) Destinatário (canto superior direito)

b) Número do ofício (à esquerda)

c) Referência a cartas e/ou ofícios recebidos (ao centro)

d) Data de envio do ofício (à direita)

e) ASSUNTO

f) Corpo do texto (onde se expõe o assunto)

g) Fórmula de despedida (por exemplo: sem outro assunto de momento/ com


os melhores cumprimentos)

h) Assinatura do responsável pela empresa/entidade/autarquia/associação

21
CARTA FORMAL
Cabeçalho

Joana Fernandes
Av. do Brasil, 567, 4º Esq.
1700-023 Lisboa
Ex.mo Senhor: / Ex.ma Senhora:
Dr. Pedro Faria Magalhães / Dra. Manuela Fonseca
Instituto do Emprego e Formação Profissional
Av. 24 de Julho, 541, 7º
1200 - 034 Lisboa

Assunto: Envio de documentação

Lisboa, 5 Julho de 2007


Abertura e texto

Ex.mo Senhor: / Ex.mo Senhor Doutor: / Ex.ma Senhora,


• Junto envio a documentação referente ao...
• Venho enviar /Envio em anexo o meu Curriculum Vitae...
• Venho solicitar a V. Ex.a se digne conceder-me uma audiência...
• Solicito a atenção de V. Ex.a para o assunto que passo a expor:
• Em resposta ao anúncio publicado no jornal... do passado dia..., venho apresentar a V. Ex.as a
minha candidatura ao lugar de ...
• Na sequência da conversa telefónica com..., venho comunicar a V. Ex.a a minha
disponibilidade para...
• Venho informar V. Ex.a de que estou inteiramente ao vosso dispor para uma possível
colaboração com a vossa empresa.
• Como é do conhecimento de V. Ex.a, encontro-me actualmente a desempenhar as funções de...
Fecho
• Agradecendo antecipadamente a atenção de V. Ex.a, apresento os meus melhores
cumprimentos,
• Com os meus melhores cumprimentos,

Assinatura

22
XX - Exercícios:

A - Das seguintes afirmações assinale as corretas:

1. Os elementos que compõem a comunicação são: a realidade, as pessoas, a mensagem,


os signos e os meios.

2. O objetivo básico da comunicação não é comunicarmos para influenciar os outros com


uma intenção.

3. A comunicação é o fio condutor de todas as atividades e relacionamentos humanos.

4. O Feedback é a informação direta e clara que o indivíduo obtém sobre a eficácia do seu
desempenho na execução das atividades inerentes ao cargo que ocupa.

5. A falta de ambiente favorável ao diálogo e o receio de receber punições ou retaliações


são fatores que não dificultam o feedback.

6. Ouvir é um aspeto fundamental para uma boa comunicação nos negócios.

7. A concentração e observar o outro atentamente dificultam o ato de ouvir.

8. Para saber falar não é preciso saber escutar.

9. As nossas atitudes precisam de refletir as nossas palavras, se quisermos que acreditem


em nós.

10. A correspondência é a comunicação escrita, estabelecida entre pessoas, físicas ou


jurídicas, tratando de assuntos de mútuo interesse.

23
Acentuação

➢ “ar”, “lixo”, “reciclar”, “ambiente”, “universidade”… são palavras portuguesas e


cada uma delas se compõe de vários elementos que são pronunciados numa só
emissão de voz. Ao som pronunciado numa só emissão de voz dá-se o nome de
SÍLABA:
▪ ar
▪ li-xo
▪ re-ci-clar
▪ am-bi-en-te
▪ u-ni-ver-si-da-de
➢ Vê-se, por estes exemplos, que há palavras de uma, duas, três ou mais sílabas.
As palavras que têm uma só sílaba chamam-se MONOSSÍLABOS:
▪ ar
▪ pai
▪ tu
As palavras que têm duas sílabas chamam-se DISSÍLABOS:
▪ lixo
▪ pilha
▪ verde
As palavras que têm mais de duas sílabas chamam-se POLISSÍLABOS:
▪ reciclagem
▪ ambiente
▪ universidade

➢ Nas palavras dissilábicas ou polissilábicas há uma sílaba que se pronuncia com


mais força ou intensidade de voz: é a SÍLABA TÓNICA.
As palavras cuja sílaba tónica é a última chamam-se palavras AGUDAS:
▪ maré
▪ ar
▪ funil
As palavras cuja sílaba tónica é a penúltima sílaba chamam-se palavras
GRAVES:
▪ reciclagem

24
▪ fácil
▪ lixo
As palavras cuja sílaba tónica é a antepenúltima sílaba chamam-se palavras
ESDRÚXULAS:
▪ fábrica
▪ médico
▪ sábado

➢ A grande maioria das palavras portuguesas tem a sílaba tónica na penúltima


sílaba (palavras graves). Em virtude desta lei fundamental da nossa língua, a
acentuação das palavras graves só se faz excecionalmente, isto é, nos casos
em que a sua falta poderia levar a hesitação ou erro de leitura.

➢ ACENTOS GRÁFICOS:
▪ acento agudo (´)
▪ acento grave (`) – só se emprega nas seguintes contrações:
- à, às (contração da preposição “a” com o determinante artigo
definido feminino do singular “a” ou do plural “as”)
- àquele, àquela, àquilo, àqueles, àquelas (contração da preposição
“a” com os determinantes demonstrativos “aquele”, “aquela”,
“aquilo”)
▪ acento circunflexo (^)
▪ til (~)

1. Classifique as seguintes palavras quanto ao número de sílabas que as


compõem.
Natal____________ decoração ____________ dia ____________
menino __________ manjedoura ____________ palha ___________
estrela ______________ noite ____________ rei _____________

2. Coloque um X no quadrado respetivo.

Grave Aguda Esdrúxula


Quando o acento tónico recai na
penúltima sílaba da palavra, esta
chama-se…

25
Quando o acento tónico recai na
última sílaba da palavra, esta chama-
se…
Quando o acento tónico recai na
antepenúltima sílaba da palavra, esta
chama-se…

3. Classifique as seguintes palavras no que diz respeito à sua sílaba tónica.

jacaré __________ carácter __________ esdrúxula ____________


camisa __________ teste ____________ burguês ______________
trabalho ___________ ré ____________ câmara _______________

4. Das palavras que se seguem, umas são acentuadas, outras não. Coloque
o acento nas palavras que devem ser acentuadas.

docil oceanografo logicamente porem barometro

octagesimo helicoptero ruina saida util colossal

ninguem rainha provincia rapido principe

psicologico gramatica asteroide lingua textil

incendio diluir noticia frances ja inicio dolar

café andamos bebado ruim saindo ladainha pais

5. De acordo com o exemplo, em cada par de frases, acentue


graficamente uma das palavras salientadas, diferenciando o seu sentido.
Exemplo: Jantamos juntos, logo à noite?
Na semana passada jantámos em casa dela.

• Habito em Londres. • Vamos por aqui?


Têm o habito de viajar Vais por mais pimenta?
• Estás a fazer a copia do texto? • Aquela rua esta deserta.
Ele copia o texto Preferes ir a esta loja ou aquela?
• Ela estava muito seria. • Sentamo-nos já ou esperamos?
A conversa não seria fácil Ontem, sentamo-nos e esperamos.
• A saia está larga na cintura. • Ele só bebe água.
Ele saia sempre de madrugada. O bebe está a chorar.

26
6. O texto que se segue não apresenta nenhuma palavra acentuada graficamente.
Acentue-o de forma correta.

O Tiago ficou desconsolado, porque queria que o amigo provasse aquela mousse de

chocolate, tao boa! Que a avo fazia. Mas palpitou-lhe que ele tinha uma razao misteriosa para

nao querer ir e resolveu nao insistir mais.

Entao disparou a pergunta que desde a vespera nao lhe saia da cabeça:

- Ouve la, o que e que tu me querias dizer ontem?

- Eu? – estranhou o Joao, fingindo-se admirado.

- Sim. Quando me perguntaste quando e que eu me ia embora, tu ias dizer-me qualquer coisa.

O que era?

- E um convite que te quero fazer, mas so te digo amanha.

Isabel Bruma, O Contador de Histórias

7. Coloque os acentos agudo, grave ou esdrúxulo nas palavras dos seguintes textos.
TEXTOS
A. O caçador ia a caça com frequência. Saia de manha cedo, os cães atrás, em alvoroço. So
regressava a noitinha com uma duzia de perdizes a cintura.

B. O homem, alem do seu pais, percorreu tambem muitos paises desconhecidos onde
encontrou sempre alguem que o acolheu. Era tao simpatico que, a saida, deixava as pessoas
com lagrimas nos olhos.

C. Os miudos da rua nao sao faceis de educar porque as saidas constantes de casa criam neles
um caracter indisciplinado. Por vezes, ate a saude mental corre serios riscos de se tornar fragil.

D. O povo portugues e rico em lendas e lendas muito diversificadas. – Um dia hei-de le-las,
ouvi-las e conta-las. Conhecerei assim as raizes de todo esse maravilhoso imaginario.

E. O armazem de vinhos contem grande quantidade de garrafas. Mas ninguem duvida que o
vicio do alcool leva a ruina muita gente.

27
O caldo de pedra
Um frade andava no peditório. Chegou à porta de um lavrador, mas não lhe quiseram aí dar
nada.
O frade estava a cair de fome e disse:
- Vou ver se faço um caldinho de pedra.
E pegou numa pedra do chão, sacudiu-lhe a terra e pôs-se a olhar para ela, como para ver se
era boa para um caldo.
A gente da casa pôs-se a rir do frade e daquela lembrança. Diz o frade:
- Então nunca comeram caldo de pedra? Só lhes digo que é uma coisa muito boa.
Responderam-lhe:
- Sempre queremos ver isso.
Foi o que o frade quis ouvir. Depois de ter lavado a pedra, pediu:
- Se me emprestassem aí um pucarinho...
Deram-lhe uma panela de barro. Ele encheu-a de água e deitou-lhe a pedra dentro.
- Agora, se me deixassem estar a panelinha aí, ao pé das brasas...
Deixaram. Assim que a panela começou a chiar, disse ele:
- Com um bocadinho de unto é que o caldo ficava a primor!
Foram-lhe buscar um pedaço de unto. Ferveu, ferveu, e a gente da casa pasmada com o que
via.
O frade, provando o caldo:
- Está um nadinha insosso. Bem precisa duma pedrinha de sal.
Também lhe deram o sal. Temperou, provou e disse:
- Agora é que, com uns olhinhos de couve, ficava que até os anjos o comeriam.
A dona da casa foi à horta e trouxe-lhe duas couves. O frade limpou-as e ripou-as com os
dedos e deitou as folhas na panela. Quando os olhos já estavam aferventados, arriscou:
- Ai! Um naquinho de chouriça é que lhe dava uma graça!...
Trouxeram-lhe um pedaço de chouriço. Ele pô-lo na panela e, enquanto se cozia, tirou do
alforge pão e arranjou-se para comer com vagar. O caldo cheirava que era um regalo.
Comeu e lambeu o beiço.
Depois de despejada a panela, ficou a pedra no fundo.
A gente da casa, que estava com os olhos nele, perguntou-lhe:
- Ó senhor frade, então a pedra?
- A pedra... Lavo-a e levo-a comigo para outra vez.
E assim comeu onde não lhe queriam dar nada.

Teófilo Braga, Contos Tradicionais Portugueses

28
Após a leitura atenta do texto “Caldo de pedra”, responda às seguintes questões:

1. Diga se são verdadeiras ou falsas as afirmações que se seguem. Não se esqueça


de justificar as falsas.
V F
O texto “Caldo de Pedra” trata-se de um romance.
A personagem principal deste texto é o frade.
A acção do conto passa-se na igreja.
Em casa do lavrador só havia gente solidária.
O texto é rico em diferentes níveis de língua.
O nível de língua familiar é o que predomina nesta novela.

2. Indique um sinónimo para as palavras que se seguem:


Caldo ___________________________________________________________
Pucarinho _______________________________________________________
Horta ___________________________________________________________
Ripou-as ________________________________________________________
Insosso _________________________________________________________
Ao pé ___________________________________________________________

3. Identifique o nível de língua a que essas palavras pertencem. Justifique.


4. Volte a ler o texto com atenção e sublinhe todas as palavras que pertençam ao
nível de língua que referiu na questão número 3.
4.1 Indique os seus equivalentes no nível de língua corrente.
5. Certamente, já ouviu falar da importância da sopa para se ter uma alimentação
saudável. A partir da leitura do texto, retire a sua receita.

Exercício de reordenação

O texto apresentado está desordenado. Ordene-o de forma a obter um texto coeso e coerente.

29
Responderam-lhe:
- Sempre queremos ver isso.
A Foi o que o frade quis ouvir. Depois de ter lavado a pedra, pediu:
- Se me emprestassem aí um pucarinho…
Deram-lhe uma panela de barro. Ele encheu-a de água e deitou-lhe a pedra dentro.

- Agora se me deixassem estar a panelinha aí, ao pé das brasas…


Deixaram. Assim que a panela começou a chiar, disse ele:
- Com um bocadinho de unto é que o caldo ficava a primor!
B
Foram-lhe buscar um pedaço de unto. Ferveu, ferveu, e a gente da casa pasmada com o que
via.

Um frade andava no peditório. Chegou à porta de um lavrador, mas não lhe quiseram aí dar
nada.
C O frae estava a cair de fome e disse:
- Vou ver se faço um caldinho de pedra.

A dona da casa foi à horta e trouxe-lhe duas couves. O frade limpou-as e ripou-as com os
dedos e deitou as folhas na panela. Quando os olhos já estavam aferventados, arriscou:
- Ai! Um naquinho de chouriça é que lhe dava uma graça!...
D Trouxeram-lhe um pedaço de chouriço. Ele pô-lo na panela e , enquanto cozia, tirou do
alforge pão e arranjou-se para comer com vagar. O caldo cheirava que era um regalo.

E O caldo de pedra

Comeu e lambeu o beiço.


Depois de despejada a panela, ficou a pedra no fundo.
A gente da casa, que estava com os olhos nele, perguntou-lhe:
F
- Ó senhor frade, então a pedra?
- A pedra… Lavo-a e levo-a comigo para outra vez.
E assim comeu onde não lhe queriam dar nada.

O frade, provando o caldo:


- Está um nadinha insosso. Bem precisa duma pedrinha de sal.
G
Também lhe deram o sal. Temperou, provou e disse:
- Agora é que, com uns olhinhos de couve, ficava que até os anjos o comeriam.

E pegou numa pedra do chão, sacudiu-lhe a terra e pôs-se a olhar para ela, como para ver se
era boa para um caldo.
H A gente da casa pôs-se a rir do frade e daquela lembrança. Diz o frade:
- Então nunca comeram caldo de pedra? Só lhes digo que é uma coisa muito boa.

Resposta:

30
1. Leia cuidadosamente o texto que se segue:

Não quero ser grande

As pessoas grandes cansam. Cansam muito. As pessoas grandes dizem


mentiras, têm inveja umas das outras, não sabem chorar quando as coisas fazem
pena, ensinam às crianças que os homens não choram e acham que isso é ser forte.

As pessoas grandes estão sempre a falar de dinheiro e de guerras, de mortos e


de pancada. Outro dia, no jornal, vinha a dizer que uma mãe levou os filhos à Polícia e
a Polícia bateu muito nos filhos e depois ela agradeceu porque com pancada é que se
dá a educação. Outro dia, no jornal, também dizia que um rapaz matou a família toda
porque o pai ia dar um carro ao irmão e não lhe dava nenhum a ele. São estas coisas
que eu acho mal nas pessoas grandes; querem ter tudo, não se pode ser simpático
para ninguém, ficam logo chateadas.

(…) As pessoas grandes também aborrecem por causa do futebol. Há umas


que estão todo o dia sem ver os filhos e quando chegam a casa comem o jantar e só
quem pode falar à mesa é o senhor da televisão e mesmo que haja desenhos
animados ou telenovela, nos dias de jogo, ligam só para o jogo e não querem saber do
resto da família porque o meu pai é que é o chefe e quem manda é ele. Às vezes, está
a ver o jogo na televisão e ainda põe o rádio no ouvido e o cão pode ladrar, a minha
mãe chorar, as vizinhas baterem à porta, que ele não ouve nada.

(…) As pessoas grandes não sei para que é que cresceram: poluíram a Terra
toda, inventaram bombas, fazem guerras em tudo quanto é lado, sabem que há
crianças na Somália, em Moçambique e, bem vistas as coisas, até em Portugal, a
morrer de fome, a viver sem casa ou em casas-barracas, com ratos e outros bichos,
mas não se importam. Dizem logo que as vêem: “Desliga aí a porcaria da televisão! É
sempre à hora de comer que se hão-de lembrar da porcaria dos pretos com fome, até
uma pessoa fica sem apetite…”.

Eu não acho que ser grande sirva para alguma coisa.

(…) Por isso, amanhã, que é o dia dos meus anos, vai ser outra chatice.

Haverá algum remédio para eu ficar sempre criança?

(…) Ficarei como eles quando for grande?

Maria Rosa Colaço, Não quero ser grande

31
LINGUAGEM E COMUNICAÇÃO

1. Nas frases abaixo transcritas há formas incorretas. Descubra-as e corrija-


as.

a) Os pescadores trosaram de Santiago, mas foram os turistas quem admiraram a


grandeza do peiche.

b) Manuel veio contudo o que era presiso para corar o velho.

c) O Manuel perguntou ao velho: - Como fizestes tu para pescar tão grande


peixe?

d) Se Santiago volta-se a pescar, levaria consigo o seu amigo Manuel.

e) Após a chegada do velho, Manuel viu os objectos da pesca e disse: “Damos


que eu os distribuo também para o Pedrico”.

f) A notícia espalhou-se rapidamente: o velho tina pescado um grande peixe. Eis


a razão porque os pescadores vieram felicitá-lo.

g) Os pescadores tem muita coragem que lhes é necessária para enfrentar o mar.
Este contem uma quantidade infinita de peixes que eles vêm por vezes em
cardumes.

h) Santiago não caiu no dezespero; só caiem nesse sentimento os que


dezanimam facilmente. Os pescadores saiem sempre confiantes para a pesca.

i) Manuel sabia concerteza que Santiago venceria. As suas manhas eram tão
grandes que, se por ventura aparecesse algum obstáculo não calculado, seria
capaz de o vencer.

1. Leia atentamente o texto seguinte.

Meu amore,

Anrique muito estimo que ao receber esta minha carta te vá encontrar de


prefeita e feliz saúde na companhia dos nossos filhos que eu ao fazer desta fico bem
graças a Deus Anrique cá recebi a tua carta e nela vi todo quanto me mandavas dizer
e aonde vi que tinhas todos ficado de saúde foi o que eu mais estimei saber Anrique
quando te eu mando procurar alguma coisa tu não me respondes a isso eu tive aí uma
carta que dizias que estavas todo contente e eu mandei-te proguntar que me
dissesses por que era e tu nem me destes resposta agora com respeito a tu vires vem
quando quiseres que eu nunca mandei na tua bontade nem agora mando e nem quero

32
mandar Anrique mandastes me dizer que estavas doido da cabeça pois olha a minha
todos os dias me dói de cada vez que me alembro que inda faltam aquase quatro
meses para o brão Anrique vê lá se te deixas por aí imbrochar do Augustinho do
Tanque que ele é só para te desgraçar tu fala aí à Joaquina que essa tem o milho ou
se ela não to arranjar vai ao Luís pastor que se ele o não tiver ele lá to arranja que
quando era o primo comprar a casa ele também lho arranjava lá num pulícia amigo
dele (…). Anrique também te vou pedir uma coisa que não aboreças aí os nossos
filhos e tu ao Artur não o aboreças deixa o andar à vontade dele que não se estraga
por isso tu leva o com modo por bem tudo se leva e com isto termino muitos beijos aos
nossos filhos e tu de mim recebe um apertado abraço desta tua mulher que se assina

Estela

a Deus

Almeida Faria, A Paixão

2. Reescreva a carta de Almeida Faria, introduzindo-lhe as alterações


necessárias, relativamente:

- à ortografia;

- à pontuação;

- à construção frásica.

Exercícios sobre a Representação gráfica da Língua oral


1. Atente na seguinte frase: “O Presidente não vem à inauguração”

1.1 Reescreva a frase servindo-se dos sinais de pontuação que permitam


exprimir:

a) Surpresa

____________________________________________________________

b) Interesse em ser informado

____________________________________________________________

c) A ênfase dada a um elemento da frase

____________________________________________________________

33
2. Reveja o emprego das letras maiúsculas e, nas frases seguintes, corrija as
palavras mal ortografadas.
a) A serra do marão está coberta de neve; o mesmo acontece em outras
serras do norte de portugal.
____________________________________________________________
b) Um dos objectivos da disciplina de língua portuguesa é desenvolver a
capacidade de ordenação lógica das ideias.
____________________________________________________________
c) A ida à lua é um feito ainda relativamente recente, mas já se prepara a
viagem a marte.
____________________________________________________________
d) Às terças-feiras dos meses de julho e agosto a Televisão apresenta
Programas com muito interesse.
____________________________________________________________
e) O papa é o Bispo de roma.
____________________________________________________________

3. Preencha os espaços com ch, x, g, j, s, z:


te__ugo __eito ba__alto fortale__a
in__ar he__emonia ma__ela coe__a
en___ada ti__ela rego__ijo autori__ar
esgui__o gin__eira ti__ana anali___ar

4. Complete com i ou e:

men___ar ans__ar c___ar p___ar pass__ar manus___ar


ch__ar

5. Corrija os erros transcritos das informações contidas numa embalagem de


bolachas: “Têm entre os seus ingredientes acucar, amendoas,limao, e
levedantes quimicos além de uma proteina lactea.”

____________________________________________________________
____________________________________________________________

6. Complete as frases que se seguem com os elementos apresentados:


fala-se risse escreveram havia há ruído houve
falasse ri-se escreverão haviam à roído ouve

34
a) ______________ muito de solidariedade mas era bom que se
____________ menos e se agisse mais.
b) Ele ____________ muito mas não era mau que se _________ com mais
moderação.
c) Eles _____________ aos pais e prometeram que ______________ todas as
semanas.
d) ________________ um ano que ___________ feito a promessa de se
reunirem outra vez.
e) _____________ noite ______________ uma grande variedade de diversões.
f) Nas ruas perto dos locais de diversão sente-se muito ______________ .
Este fato foi ___________ pelas traças.
g) O meu avô _______________ mal e já _____________ ocasiões em que
não percebia o que dizíamos.

7. Pontue, adequadamente, esta notícia do jornal Público:

Professora sofre A DIRECTORA de uma escola básica de Cofax arrabalde norte de


Hollywood vai pensar duas vezes antes de fazer nova aposta tão certa estava do
desinteresse dos seus alunos entre os 6 e os 12 anos pela leitura que considerou
fracasso certo o projecto Ler É Giro quando ele chegou à sua escola lançou-lhes um
desafio era capaz de comer uma minhoca por cada livro que lessesm não é que os
diabretes aceitaram a aposta e cumpriram a sua parte na passada sexta-feira foi a vez
de Shirley DiRado cumprir a sua no ginásio diante de toda a escola foi um festival de
minhocas o que lhe valeu foi o sumo de laranja cuja qualidade é famosa na Califórnia

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Bibliografia

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