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Subsídios ao Professor - Escola Dominical - CPAD - Lição Nr 02 de 13 Out 19

O Nascimento de um Líder Profético em Israel


Nota Introdutória: Ainda hoje o grupo Logos canta: A mesma casa tem portas abertas. Pessoas certas, amigos e
irmãos. O autor fala da Igreja, um lugar com portas abertas, amigos e irmãos! Ana adorava a Deus no Templo,
tendo bom relacionamento com todos; Penina, ia para perturbar a fé e a comunhão dos outros. Querido aluno,
como tem sido a sua presença na Casa do Senhor? É de paz a tua vinda? És amigo? És irmão? Ana e Penina
entraram no Templo, uma agradou a Deus, a outra não! A Igreja é a porta do céu, mas só está aberta para os irmãos.
INTRODUÇÃO
“...Samuel já era consagrado diretamente ao Senhor...”. Os pais podem consagrar seus filhos ao Senhor
antes mesmo deles nascerem, como fez Ana. Também podem consagrá-lo ainda no hospital em que nasceram e,
devem apresentar a criança na Igreja, sob a benção dos ministros (pastores) do Senhor!
“... morando no Santuário...”. Cada cristão precisa entender que a Igreja é a sua segunda casa. Se por um lado
ele recebe instrução e cuidado do Pai Celestial, por outro lado, ele deve cuidar dos aposentos da Casa, limpando e
zelando por móveis e instalações; como por exemplo, não deixar bicas pingando no banheiro... A função de
Samuel, ainda como criança, era apagar as luzes do Templo (1 Sm 1.3). Cabe esclarecer melhor o que era esse
“apagar de luzes”. Como sabemos, a luz do candelabro devia permanecer continuamente acessa (Ex 27.20-21),
mas somente durante a noite, pois eram apagadas pela manhã e reacendidas ao fim da tarde (2 Cr 13.11). Se Deus
falou com Samuel enquanto as luzes estavam acessas, então Deus falou com ele à noite ou de madrugada!
“... criando filhos no temor do Senhor...”. É dever dos pais guiar os filhos no temor do Senhor. Uma coisa é
o pai não fazer isso, outra coisa, é o filho ser ensinado e se desviar do caminho (Ez 18.24). A palavra temor, aqui,
significa respeito e consideração. Não é temor no sentido de medo, pois onde tem medo, não há amor (1 Jo 4.18)!
Devemos ensinar nossos filhos a respeitarem a Casa de Deus, ensinando-os a não correr, não comer e não brincar
dentro do templo (nave principal). A respeitar a respeitar a Palavra de Deus, ficando de pé ou em atitude respeitosa,
durante a leitura. Não falar no momento dessa leitura, é uma outra forma louvável de respeito à Palavra de Deus.
“... não se afastarem da Casa de Deus.”. Muitas coisas podem afastar adultos e crianças da Casa de Deus. É
necessário que, além de obedecer à Palavra de Deus, sejamos vigilantes. O texto de 2 Co 2.7-11 mostra satanás
influenciando brigas e contendas na Igreja e, com isso, outros irmãos deixam de frequentar a Igreja.
I – O AMBIENTE FAMILIAR DE SAMUEL
1. Onde Samuel nasceu?
“... o lar onde Samuel nasceu não era perfeito...”. É insensatez e falta de maturidade tentar procurar perfeição
em criaturas imperfeitas. Pai, mãe, filhos, irmãos e parentes; todos somos imperfeitos em atitudes, pensamentos e
palavras. O que podemos fazer é nos policiar e nos corrigir quando for necessário. É aí que entra a importância de
estar na Igreja aprendendo a viver e manter a comunhão cristã, e isso inclui o nosso lar (Jo 13.13; Ef 4.32; Cl 3.13).
“... poligamia”. É o nome dado ao casamento ou união matrimonial entre um homem e três ou mais mulheres.
O caso de Elcana foi bigamia, isto é, relação entre um homem e duas mulheres (1 Sm 1.1,2).
“... Samuel vivia no território da tribo de Efraim...”. Efraim (heb. fértil, duplamente frutífero; aquele que
multiplica) era o nome da tribo em que Samuel vivia. É interessante ressaltar que qualquer crente que viva em
obediência a Deus e com espírito de vigilância, florescerá e produzirá frutos em qualquer lugar que esteja morando;
seja numa comunidade ou num bairro nobre. Essa frutificação significa o caráter da pessoa, e consequentemente,
as coisas boas que ela faz ou conquista. O embelezamento de uma pessoa é a sua frutificação. A Bíblia fala de
crentes que ornamentam tanto a Igreja (2 Tm 2.20,21) como a doutrina de Deus que ela prega (Tt 2.10).
2. A bigamia presente.
“...embora a bigamia fosse tolerada pela lei...”. A Lei de Deus é santa, pura e perfeita, ainda assim, nenhuma
coisa aperfeiçoou, pois essa não era a sua função (Hb 7.19; 10.1). O objetivo da lei era ser o aio (escravo; Gl 3.24)
para levar o homem a quem realmente pode aperfeiçoar, ou seja, Jesus (Hb 4.13; Hb 10.14). Enquanto isso não
ocorre, Deus tolera algumas coisas que fazemos, como costumes e contradições humanas (At 13.18; Rm 9.22).
Nos dicionários a palavra tolerar significa consentir, permitir; não impedir; mas no conceito bíblico divino, é algo
quase insuportável, que, se Deus não tolerar, Ele se afasta e nos abandona, deixando-nos a própria sorte (Nm 14.34;
At 7.14), ou Ele tem que nos destruir (Hb 3.7). Apesar de haver um alerta das coisas que Deus não suporta (Sl
101.5; Mt 23.14); há muitas outras coisas que Ele não aprova, como por exemplo, a bigamia, o adultério, a
prostituição. Dito isso, finalizo dizendo que uma vez que alguém saiba o que Deus quer, e o que Ele aprova, deve
arrepender-se e corrigir-se, enquanto há tempo (Lc 12.47; At 17.30). Cuidado! Não podemos brincar com Deus!
“...lares se tornam conflituosos devido à falta de prudência e sabedoria”. Querendo fugir de suas responsa-
bilidades diante de Deus e da sociedade, algumas pessoas dizem que a situação em que estão vivendo é por culpa
dos pais. Sim, muitas vezes, os pais são culpados pela pobreza e pelo local ruim, difícil, em que os filhos moram.
Mas uma coisa é o erro dos pais; outra coisa, é o filho saber dos erros paternos e cometer erros iguais ou até piores
do que eles. Se já é difícil lidar com filhos de um único casamento, imagine ter que unir e manter a comunhão de
filhos de várias relações! Se é difícil para irmãos legítimos viverem em harmonia, imagine com irmãos de outros
casamentos?! Por sabedoria e prudência, Samuel não foi bígamo! Sigamos o seu exemplo.
3. Uma família piedosa. “subiam todos”. É dever paterno ensinar aos filhos o temor ao Senhor, e levá-los,
enquanto criança, à Igreja. Se quando ele crescer não quiser mais ir, é culpa dele, não dos pais! (Pv 22.6; Ez 18.19).
“Siló... centro religioso...”. Em seu oficio sacerdotal, Samuel fazia um circuito anual em Betel, Gilgal, Mizpá
e Ramá, administrando justiça, orientando e ensinando ao povo a Lei do Senhor. Nessas cidades, ele passava boa
parte do seu tempo, mas nunca deixava de retornar à Siló, o centro religioso da nação e do seu ministério!
Independentemente de quão corrida seja a nossa vida, devemos ter a Igreja como centro de nossa vida espiritual.
“... distava de Betel, 18 quilômetros...”. Uma pessoa comum (não um idoso, ou uma criança pequena ou uma
mulher grávida) caminha cerca de 4 km/h. Então, Samuel caminhava cerca de 4 horas e meia até Betel. Às vezes
não queremos visitar um irmão, apesar de morar ali, tão perto de nós. Lembre-se da caminhada de Samuel...
“... Casa de Deus... ali, Deus fala conosco...”. Deus até pode falar conosco no deserto (Os 2.14).
Contextualizando para os dias de hoje, o deserto seria uma prisão, um leito hospitalar; uma situação de abandono
paterno ou de amigos... mas o lugar correto - ideal - para Deus falar conosco, é na Igreja! Se Ele precisar nos levar
para o deserto, é por que nós rejeitamos a Sua Palavra, quando nos foi ministrada na Igreja, pelos pastores.
“... não haverá... abandono dos filhos (aos pais) em sua velhice (1 Tm 5.4). O cuidado dos filhos aos pais
em sua velhice, deve ser algo natural; um cuidado retributivo: aquele que foi cuidado em sua infância, agora deve
cuidar de quem cuidava dele (Pv 23.22). Quem assim não faz, certamente está cometendo pecado (Pv 30.11).
II. SAMUEL: FRUTO DE ORAÇÃO
1. A humildade de Ana.
“...Penina... fazia de tudo para que Ana se irasse.”. O tempo todo, e em qualquer lugar, Penina perturbava
Ana. A Bíblia não diz que ela perturbava outras pessoas, apenas Ana. Era uma perturbação demoníaca, portanto,
orientada e motivada por demônios. Mas se Penina era assídua na Igreja; como satanás a usava? Infelizmente há
pessoas que frequentam a igreja, mas não são crentes, por isso, perturbam e satanizam (tiram a paz) os outros.
“Uma mulher espiritual... evita responder aos ataques...”. A vida espiritual de um crente pode ser vista, não
apenas no seu devocional diário (vida de oração, louvor), mas também no trato com outras pessoas (compaixão,
amor, perdão, compreensão, longanimidade). Ana era uma mulher espiritual e nos dá o exemplo de como devemos
lidar com pessoas que nos querem provocar ou nos fazer mal: entregava tudo a Deus em oração (1 Sm 1.12,13).
2. Ana e sua amargura de alma.
3. O pedido de Ana. “...Ana pediu um filho a Deus...”. É muito importante observar o contexto em que esse
pedido foi feito: havia muitas guerras carnais e espirituais! Precisamos saber identificar se a nossa luta é espiritual
ou carnal. Ana orou pedindo ao Senhor dos Exércitos um filho (1 Sm 1.11); mas porque ela não orou “apenas” ao
SENHOR? Ela entendia que vivia uma guerra espiritual. Sua esterilidade e as afrontas de Penina e as perseguições
sofridas até mesmo dentro do Templo, eram de origem espiritual; por isso, ela orou ao SENHOR DOS
EXÉRCITOS (heb. Jeová-Sabaoth)! Esse título divino significa que Deus guerreia as nossas guerras, com poder,
majestade e autoridade. Ninguém pode impedi-lo de responder a nossa oração! Louvado seja Deus por isso!
III. A DEDICAÇÃO DE SAMUEL
1. O nascimento de Samuel.
2. O cumprimento do voto.
“... com exceção de Ana...”. Por cerca de três anos, Ana não foi na Igreja, pois estava esperando o desmamar
de Samuel, que era bebê. Uma pergunta interessante: A quem Penina perturbava nesse período em que Ana não ia
à Igreja? Pessoas à serviço de satanás, sempre encontrarão um meio para tirar a paz de alguém. Essa perturbação
pode variar a quem, no como e no quando; mas, sempre volta a acontecer. O verbo hebraico satan significa ser
contra, fazer oposição! Se um “crente” é contra o ensino de pastores, líderes e professores da EBD devidamente
consagrados e inspirados por Deus, já está à serviço de satanás. Há situações em que um “crente” faz uma pergunta
para apimentar a aula; ou durante uma mensagem diz, em tom provocativo: “Fala, Deus!”. Esse “fala, Deus!” já
pode ser uma provocação demoníaca a um outro crente que também está no culto. Satanás tem muitos meios de
usar um “crente” para tirar a paz dos outros e a comunhão na Igreja. Sejamos vigilantes (Lc 22.31; 1 Pe 5.8)!
“... Samuel foi levado por seus pais à Casa de Deus”. Se numa classe infantil o número de alunos diminui
drasticamente, é porque os pais não estão levando os filhos para a EBD. O mesmo pode acontecer no culto.
3. Dedicação de Samuel.
“... o culto doméstico...”. Uma prática cristã válida, necessária e muito proveitosa para os crentes, ainda hoje.
CONCLUSÃO: “...voltarmos à sua Casa, conforme o exemplo de Ana”. Igreja é lugar de comunhão, de perdão,
de vida e paz! Entende isso, querido aluno? Consegue perdoar e amar? Não?! A mesma casa, além de ter amigos
e irmãos, tem a pessoa certa para te ajudar! São pastores, líderes e obreiros, irmãos e irmãs de oração, que unidos
à Cristo, possuem uma boa palavra. Não perca tempo, Ana retornou à Casa de Deus, retorne você também! Amém.
Undemberg S.S - professor e servo de Jesus Cristo.*ore pelo ministério que Deus me concedeu* tresberg@yahoo.com.br