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Resumo de Química

Leis ponderais
Lavoisier – lei da conservação da massa: “Em um sistema Modelo atual (de Broglie, Heisenberg e Schrödinger):
fechado, a massa total das substâncias antes da transformação  Modelo quântico do átomo;
é igual à massa total das substâncias após a transformação”.  Princípio da incerteza – é impossível determinar com precisão
a posição de um átomo e sua velocidade;
Proust – lei das proporções definidas: “Independentemente da  Princípio da dualidade partícula-onda – elétrons se
substância pura, ela é sempre formada pelos mesmos comportam como partícula (possuem massa) e como onda
componentes químicos e na mesma proporção em massa”. (emitem radiação);
 Orbitais são regiões probabilísticas no espaço nas quais
Dalton – lei das proporções múltiplas: “Quando dois elementos elétrons podem estar;
químicos formam vários compostos, fixando-se a massa de um  Princípio da exclusão de Pauli: cada elétron de um átomo
dos elementos, as massas do outro variam numa proporção de possui uma combinação única de 4 números quânticos.
números inteiros e, em geral, pequenos”.  Número quântico principal (n): está associado ao nível
energia do elétron e define o “tamanho” orbital (1, 2, 3, 4, 5, 6
Modelos atômicos e 7);
Modelo de Dalton:  Número quântico secundário (ℓ): está associado ao subnível
 Modelo da “bola de bilhar”; de energia e define o “formato” do orbital podendo ser s, p, d e
 Átomos indestrutíveis e indivisíveis; f (0, 1, 2 e 3);
 Todos os átomos de um mesmo elemento são idênticos;  Diagrama de Pauling:
 Átomos de elementos diferentes possuem diferentes massas
e propriedades;
 Átomos elementos distintos se combinam sempre na mesma
proporção para formar determinado composto químico;
 Átomos não são criados nem destruídos durantes reações,
mas são rearranjados;
 Átomos de um determinado elemento não pode se converter
em átomos de outro elemento.

Modelo de Thomson:
 Modelo do “pudim de passas”;
 Experiência com raios catódicos;
 Descoberta do elétron (o átomo passa a ser divisível);
 Núcleo composto por carga positiva distribuída
uniformemente com elétrons incrustrados;
 Descoberta da relação carga/massa do elétron.  Número quântico magnético (m): está associado às posições
possíveis do elétron em relação ao núcleo e define a
Modelo de Rutherford: “localização espacial” do orbital:
 Modelo “planetário”;  s: 0 (2 elétrons no máximo)
 Experimento de bombardeamento de uma folha de ouro com  p: -1, 0, 1 (6 elétrons no máximo);
partículas alfa;  f: -2, -1, 0, 1, 2 (10 elétrons no máximo);
 Descoberta do próton;  d: -3, -2, -1, 0, 1, 2, 3 (14 elétrons no máximo).
 O átomo é composto por um grande vazio;  Diagrama de orbitais:
 O núcleo pequeno e denso composto por prótons e partículas
desprovidas de carga; Subnível Representações de orbitais
 Elétrons orbitando o núcleo em órbitas circulares de
diâmetros muito maiores do que o núcleo (eletrosfera);
s □
p □□□
Modelo de Rutherford-Böhr
 As órbitas são circulares e possuem níveis de energia em d □□□□□
ordem crescente;
 Os níveis são quantizados;
f □□□□□□□
 Um elétron só passa para o próximo nível quando absorve um
determinado quantum de energia (salto quântico);  Número quântico de spin (s): está associado ao sentido do
 Quando passa para um nível superior atinge um estado campo magnético gerado pelo movimento do elétron (-1/2 e
instável (estado excitado); 1/2).
 Quando retorna ao estado de origem libera um quantum de  Há no máximo dois elétrons por orbital;
energia na forma de fóton;  Regra de Hund (princípio da máxima multiplicidade): cada
 A energia do fóton é inversamente proporcional ao orbital de um mesmo subnível recebe um elétron com o mesmo
comprimento de onda da radiação (ou diretamente à spin, para que depois cada um desses orbitais serem
frequência); preenchidos com elétrons de spins opostos.
 A diferença de energia entre 2 níveis consecutivos diminui  Exemplo: Fe
quanto mais distantes do núcleo os níveis estiverem;
 A espectroscopia de um átomo está relacionada à radiação
emitida pelos elétrons quando transitam entre os níveis.
Tabela periódica
Tabela periódica atual  Nas espécies isoeletrônicas será menor quanto maior for o
 Linhas (1-7): séries ou períodos; número atômico;
 Colunas (1-18): grupos ou famílias;  Para um mesmo elemento químico:
 Organização dos elementos em linhas em função do número râ > rá >rá
atômico crescente.

Propriedades físicas
 Metais: brilho característico, bons condutores de calor,
geralmente sólidos, elevada condutividade elétrica, são dúcteis
e maleáveis;
 Ametais: o contrário dos metais;
 Semimetais: características intermediárias;
 Gases nobres: altamente estáveis, possuem octeto completo
(com exceção do hélio), pouco reativos.  Energia (potencial) de ionização: energia armazenada pelo
átomo para ceder um elétron.
Localização e configuração eletrônica  Varia de maneira inversa ao raio atômico, pois quanto menor
 Sempre fazer a distribuição eletrônica e colocar em ordem o raio, maior a energia necessária para retirar um elétron.
geométrica;
 Sempre o nível de valência equivale ao período
correspondente;
 Subnível mais energético s (subgrupo A): o número de
elétrons na camada de valência corresponde ao número arábico
ou romano da coluna;
 Subnível mais energético p (subgrupo A): o número de
elétrons na camada de valência corresponde à unidade do  Afinidade eletrônica (eletroafindade): energia liberada pelo
número arábico ou ao número romano da coluna átomo para incorporar um elétron.
correspondente;  Varia de maneira inversa ao raio atômico, pois quanto menor
 Ex: 6 elétrons na camada de valência correspondem à família o raio, maior deve ser trabalho realizado pelo átomo para
16 ou VIA. superar a força eletrostática para incorporar o elétron;
 Subnível mais energético d (subgrupo B): soma-se o número  Gases nobres possuem afinidade eletrônica pouco
de elétrons no subnível d com os da camada valência, esse significativa.
número corresponderá ao número da coluna.
 O conjunto de todos os subgrupos A é chamado de elementos
representativos, enquanto o conjunto dos subgrupos B é
chamado de elementos ou metais de transição.

 Eletronegatividade: tendência relativa de um átomo a


receber elétron.
 De maneira geral, não metais, por estarem próximos ao
octeto na camada de valência, possuem maior tendência do que
metais;
 Segue a tendência da afinidade eletrônica e da energia de
ionização, ou seja, é inversamente proporcional ao raio.
 Gases nobres por serem estáveis, possuem
eletronegatividade pouco significativa.
Classificação das famílias
1 – metais alcalinos;
2 – metais alcalinoterrosos;
3 a 12 – metais de transição (dentro do qual estão contemplados
os metais de transição interna: lantanídeos e actnídeos);
13 – família do boro;
14 – família do carbono;
15 – família do nitrogênio;
16 – calcogênios;  Eletropositividade (caráter metálico): tendência inversa à da
17 – halogênios; eletronegatividade.
18 – gases nobres.

Propriedades periódicas
 Raio atômico: “tamanho” do átomo.
 Aumenta com o número de níveis nas famílias, e diminui com
o número atômico nos períodos (em função da maior interação
eletrostática exercida pelo maior número de prótons);
 Densidade (massa específica): relação entre massa e volume.  Formam aglomerados de íons denominados arranjos ou
estrutura cristalina;
 A estrutura cristalina resultante das ligações iônicas possuem
como características:
 São sólidos, duros e quebradiços em condições ambiente;
 Apresentam elevados PF e PE;
 Não conduzem eletricidade no estado sólido;
 São bons condutores quando fundidos ou em solução aquosa.
 A energia liberada para a formação da ligação a partir da
energia dos íons no estado gasoso, infinitamente separados, é
denominada entalpia de rede ou entalpia reticular. Quanto
 Volume atômico: volume ocupado por 1 mol de átomos. maior, mais intensa a ligação iônica.

Ligação covalente
 Ligação que ocorre pelo compartilhamento de elétrons entre
dois átomos. Se dá entre:
 Ametal-ametal;
 Ametal-hidrogênio;
 Hidrogênio-hidrogênio.
 A pouca diferença entre as eletronegatividades dos átomos
fará com que o elétron pertença simultaneamente aos orbitais
 Pontos de fusão e ebulição dos dois átomos (interpenetração ou overlap de orbitais).
 O compartilhamento será realizado de modo que os átomos
atinjam o número de elétrons que lhes conferem estabilidade
(em regra, segundo a teoria do octeto);
 A energia liberada após o estabelecimento da ligação a partir
dos átomos infinitamente separados é denominada energia ou
entalpia de ligação;
 Comprimento da ligação é distância média de equilíbrio entre
os dois átomos após a ligação ser estabelecida;
 Quanto menor o comprimento da ligação, maior a entalpia de
ligação;
 Quanto menor os raios atômicos dos átomos envolvidos,
menor o comprimento da ligação (e maior a entalpia de ligação);
Ligações químicas
 As ligações podem ser classificadas quanto:
 União entre átomos resultante da interação eletrostática
 À ordem: podendo ser simples, dupla ou tripla, dependendo
entre eles;
do número de pares de elétrons compartilhados.
 Resulta em um abaixamento da energia em comparação com  Ao tipo: sendo α (s-s; s-p ou p-p), se a interpenetração de
os átomos infinitamente separados; orbitais for longitudinal; ou π (p-p), se lateral (segundo a teoria
 Comprimento da ligação: distância média de equilíbrio entre da hibridização, há ainda outros tipos de ligação α como s-sp; s-
os núcleos. Em geral, quanto menor essa distância, maior a sp²; s-sp³; p-sp; sp-sp; etc.).
intensidade da ligação;  À origem do par eletrônico: normais, se houver
 Regra do octeto: tendência à dos átomos de alcançar a compartilhamento mútuo, dativas, se unilateral;
estabilidade com 8 elétrons na camada de valência, assumindo  A intensidade das ligações triplas > duplas > simples;
a configuração de um gás nobre (alguns elementos alcançam a  O tipo de ligação será, de acordo com a ordem:
estabilidade com 2);  Simples: 1α;
 Valência do átomo: número de elétrons a serem recebidos ou  Dupla: 1α e 1π;
cedidos (permanentemente ou por compartilhamento) para  Tripla: 1α e 2π.
adquirirem estabilidade.  Segundo a teoria da ligação de valência (TLV), as ligações se
 Podem ser iônicas, covalentes ou metálicas. dão entre por sobreposição (overlap) de orbitais que possuam
elétrons desemparelhados e de spins opostos;
Ligação iônica  A teoria da hibridização explica que átomos que não possuem
 Ligação que ocorre com cessão de elétrons de um átomo para elétrons desemparelhados (carbono, boro, berílio, ...) sofrem
outro, quando os átomos participantes são: hibridização entre orbitais de valência antes da ligação, dando
 Metal-ametal; origens a orbitais híbridos, nos quais os elétrons se apresentam
 Metal-hidrogênio. desemparelhados.
 A significativa diferença de eletronegatividade faz com que a
um átomo incorpore um elétron do outro, formando íons, que Ligação metálica
se mantêm unidos pela interação eletrostática entre as cargas  Ligação que ocorre entre metais.
iônicas;  Segundo a teoria do “mar de elétrons”, a baixa
 A proporção entre os átomos da ligação será dada segundo a eletronegatividade dos metais faz com que os elétrons dos
regra da “inversão das cargas”: átomos metálicos tenham um caráter itinerante (elétrons
livres), dando origem a uma rede cristalina que mantém unidos
os cátions originados desses átomos;
 São características dos retículos cristalinos originados pelas
ligações metálicas:
 A intensidade da ligação é proporcional às cargas dos íons e  São geralmente sólidos em CNTP;
inversamente proporcional aos raios atômicos;  Brilho metálico;
 Densidade alta;
 Altos PF e PE;
 Bons condutores elétricos e de calor;
 Resistência à tração;
 Maleabilidade;
2
 Ductibilidade.

Geometria molecular Angular


 Justificada pela teoria da máxima repulsão dos pares
eletrônicos de valência (RPEV); 5 (base)
 A geometria será dada de maneira que a repulsão entre as
nuvens eletrônicas no espaço seja máxima;
 São consideradas nuvens eletrônicas (cada item é
considerado apenas como 1 nuvem, e quando ligante, Bipirâmide
independe do tipo da ligação): trigonal
 Pares eletrônicos não ligantes (1 nuvem cada par);
 Ligações covalentes simples;
 Ligações covalentes duplas;
 Ligações covalentes triplas. 4
 Para determinar a geometria base, seguem-se os seguintes
Gangorra
passos:
1) Representar a molécula segundo a fórmula de Lewis;
5
2) Determinar o número de nuvens eletrônicas ao redor do
átomo central;
3) Determinar a geometria base com base no número de nuvens 3
eletrônicas;
4) Excluir os elementos não ligantes da geometria, sem alterar a Forma de T
estrutura restante;
5) Determinar a geometria molecular com base na estrutura
obtida no passo anterior.
2
Nº de Nº de átomos Geometria Linear
nuvens ligados ao
eletrônicas central 6 (base)

2 (base)
2
Linear Octaédrica

3 (base)

5 Pirâmide
Trigonal plana quadrada
3

2 6 4
Angular Quadrada plana

4 (base)

3
Forma de T
Tetraédrica
4

2
3
Linear
Piramidal

Polaridade das ligações e molecular


Polaridade das ligações
 Natureza eletrostática de uma ligação devido à diferença de
eletronegatividade entre os átomos;
 É caracterizada por um vetor momento dipolar orientado do (solvatação), diluindo-o no solvente (se o solvente é a água, esse
átomo menos para o mais eletronegativo (μ⃗); processo é chamado de hidratação).
 Fila de eletronegatividade decrescente: F, O, N, Cℓ, Br, I, S, C,
P, H;
 Ligações iônicas são sempre polares e sua polaridade é mais
acentuada do que nas covalentes;
 Ligações covalentes: serão apolares quando os elementos
participantes da ligação forem idênticos (por possuírem a
mesma eletronegatividade), caso contrário, serão polares.

Polaridade molecular
 Uma molécula será polar se a soma dos vetores momento
dipolar das ligações for nula (μ ⃗ = 0).
 Isso ocorre quando:
 Em moléculas diatômicas, se os elementos forem idênticos;
 O número de átomos idênticos ligados ao átomo central for
igual ao número de nuvens eletrônicas ao redor do átomo
central; Funções inorgânicas
 A geometria molecular for linear e todos os elementos ligados  São consideradas funções inorgânicas:
ao átomo central forem idênticos;
 Ácidos;
 A geometria molecular for quadrada plana e todos os  Bases;
elementos ligados ao átomo central forem idênticos.
 Sais;
 Óxidos.
Interações intermoleculares  Teoria de Arrhenius: substâncias podem ser classificadas
 Interações eletrostáticas que ocorrem entre moléculas; como eletrólitos ou não eletrólitos, conforme seu
 Quanto mais intensas são, mais estável tende a ser o estado comportamento quando dissolvidas em água.
de agregação de uma substância formada por essas moléculas  Eletrólitos: conduzem corrente, pois formam íons ao serem
(maior o ponto de ebulição e menor a volatilidade); dissolvidos em água (solução eletrolítica);
 São “rompidas” quando há mudanças de estado físico em  Não eletrólitos: a taxa de condução de corrente é desprezível,
substâncias. pois sua estrutura permanece praticamente inalterada ao serem
dissolvidos em água.
Forças de Van de Waals  Uma solução só será eletrolítica se a substância sofrer
 Dipolo-dipolo (dipolo permanente–dipolo permanente ou ionização ou dissociação iônica.
dipolo permanente): interação eletrostática devido à polaridade  Ionização: processo químico que ocorre quando substâncias
“permanente” das moléculas (dipolos permanentes). moleculares (aquelas que formam ligações covalentes) são
 Ocorre entre moléculas polares. dissolvidas em água formando íons.
 Pontes de hidrogênio: tipo de interação dipolo-dipolo mais  O dipolo elétrico permanente do composto molecular atrai as
intensa devido à diferença de eletronegatividade entre o átomo moléculas de água (que é polar), promovendo a separação do
de hidrogênio e flúor, oxigênio ou cloro; composto molecular, formando íon hidroxônio (H+ ou H3O+) e
 Ocorre entre moléculas que possuam pelo menos uma das ânion:
ligações atômicas abaixo:
H A → X H( ) + A( )
F ou
H A + X H O → X H O( ) + A ( )

H O
 Dissociação iônica: processo químico que ocorre quando
substâncias iônicas (aqueles que formam ligações iônicas) são
N dissolvidas em água ou fundidas.
 O processo é semelhante ao ocorrido na ionização, com a
 A diferença de eletronegatividade acentuada entre esses diferença de que não há formação de íons, apenas sua
elementos faz com que o único próton do hidrogênio fique separação (eles já existiam antes de serem dissolvidos, apenas
desprotegido, acentuando a diferença da distribuição de cargas são separados por solvatação).
na molécula.
 Dipolo induzido (dipolo instantâneo-dipolo induzido, A B → X A( ) + Y A( )
dispersões de London, força fraca de Van der Waals): interação
eletrostática devido à indução de polos em moléculas  Grau de ionização ou dissociação (α):
provenientes dos dipolos instantâneos nas moléculas apolares). nº de moléculas ionizadas ou dissociadas
 Ocorre entre moléculas apolares. α=
nº de moléculas dissolvidas
 Fortes: α% > 50%;
Interação íon-dipolo
 Moderados (semifortes): 5% < α% < 50%;
 Interação entre íons e moléculas polares;
 Fracos: α% < 5%.
 São observadas em soluções iônicas ou ionizáveis em
 Quanto mais forte, maior a condutibilidade do eletrólito.
solventes moleculares;
 Os íons provenientes de uma ligação iônica (interatômica)
Ácidos
atrai as moléculas apolares;
 Substâncias moleculares que em solução aquosa sofrem
 Quando um sal é dissolvido em um solvente (dissolução), as
ionização, dando origem a um ânion e a um íon hidroxônio (H+
moléculas do solvente circundam os íons que compõem o sal
ou H3O+).
 Classificação quanto ao número de hidrogênios ionizáveis:  Ácido nítrico – HNO3: depois do ácido sulfúrico, o é o mais
monoácidos (1H+), diácidos (2H+), triácidos (3H+), tetrácidos (4 fabricado e consumido na indústria, sendo muito utilizado na
H+); indústria de explosivos. Faz parte da composição de um tipo de
 Classificação quanto ao grau de ionização: “chuva ácida”, característica de ambientes poluídos.
 Hidrácidos (sem oxigênio): sendo fortes o HCℓ, HBr, HI;
moderado o HCℓ; e fracos os demais; Bases
 Oxiácidos (contêm oxigênio): segundo a regra geral:  Substâncias que em solução aquosa sofrem dissociação,
dando origem a um cátion e a um íon hidroxila (OH-).
nº de oxigênios – nº de hidrogênios ionizáveis  Classificação quanto ao número de hidroxilas:
 Monobases: possuem apenas 1 OH-;
0 – fraco; 1 – moderado; 2 – forte; 3 muito forte
 Dibases: possuem 2 OH-;
OBS: o H3PO3 possui 2 hidrogênios ionizáveis, H3PO2, possui 1; e  Tribases: possuem 3 OH-;
o H2CO3 é considerado fraco, pois mais se decompõe do que  Tetrabases: possuem 4 OH-.
ioniza quando em solução aquosa.  Classificação quanto à solubilidade:
 Classificação quanto à volatilidade: sendo fixos apenas H2SO4  Solúveis: hidróxidos da família IA (1) e NH4OH;
e o H3PO2, os demais são voláteis.  Parcialmente solúveis: hidróxidos da família IIA (2);
 Nomenclatura:  Praticamente insolúveis: todos os demais hidróxidos.
 Hidrácidos:  Classificação quanto ao grau de dissociação (α):
 Bases fortes (α > 50%): hidróxidos das famílias IA (1) e IIA (2),
com exceção do Mg(OH)2;
 Bases fracas (α < 5%): todos os demais hidróxidos que são
 Oxiácidos:
bases de natureza molecular ou de baixa solubilidade.
 Formulação:

 Principais bases
 Hidróxido de sódio – NaOH: É conhecido por soda cáustica; é
 Ácidos-padrão importantes: sólido branco e cristalino. São utilizadas na fabricação de sabões
e outros produtos;
H2SO4 ácido sulfúrico  Hidróxido de magnésio – Mg(OH)2: Conhecido também por
leite de magnésia; trata-se de um sólido branco, pouco solúvel
HNO3 ácido nítrico
em água. Muito utilizado na indústria farmacêutica como
H3PO4 ácido fosfórico regulador do pH do estômago;
 Hidróxido de cálcio – Ca(OH)2: É um sólido branco, pouco
H2CO3 ácido carbônico solúvel em água, conhecido como cal hidratada, extinta ou
HCℓO3 ácido clórico apagada. É utilizado nas pinturas a cal (caiação) e na preparação
de argamassa;
H3BO3 ácido bórico  Hidróxido de amônio – NH4OH: É um gás incolor, de cheiro
irritante, presente numa mistura chamada inalador de amônia;
 Ânions:
usada para restabelecer pessoas desacordadas. É obtido
-oso -ito borbulhando-se amônia (NH3) em água, o que origina uma
solução comercializada como amoníaco.
-ico -ato
-ídrico -eto Sais
 São compostos iônicos obtidos pela reação de um ácido com
uma base (reação de neutralização ou salificação).
 Principais ácidos
 Podem ser ácidos, básicos ou neutros, dependendo de como
 Ácido clorídrico – HCℓ: usado na limpeza de edifícios após a
se dá a reação.
sua caiação(pintura a cal), para remover os respingos de cal;
ácido presente no suco gástrico. É vendido no comércio com o  A reação sempre tem como produtos sal e água.
nome de ácido muriático. BASE + ÁCIDO → SAL + ÁGUA
 Ácido sulfídrico – H2S: é um gás venenoso, incolor, formado  Sais normais ou neutros: são sais obtidos por reações em que
na putrefação de substâncias orgânicas naturais que contém a quantidade de H+ do ácido neutralizado é igual à quantidade
enxofre. É responsável em grande parte pelo cheiro de ovo de OH– da base;
podre;  Não há resíduo de ácido ou base no composto formado.
 Ácido carbônico – H2CO3: é um ácido fraco, extremamente  Ex: Ba(OH) + 2 HCℓ → H O + 𝐁𝐚𝐂𝓵𝟐
instável, que se forma somente em equilíbrio dinâmico entre a  Hidrogenossal ou sal ácido:
água e o gás carbônico. É um dos constituintes dos refrigerantes  Obtidos em reações em que o número de H+ é maior do que
e da água gaseificada; o número de OH-.
 Ácido fosfórico – H3PO4: é usado na indústria de vidro, na  Ex: Na(OH) + H SO → H O + 𝐍𝐚𝐇𝐒𝐎𝟒
tinturaria, nas indústrias de alimentos. É utilizado na produção  Hidróxissal ou sal básico:
de refrigerantes à base de cola como acidulante, conservante,  Obtidos em reações em que o número de OH- é maior do que
realçador do sabor doce. o número de H+.
 Ácido sulfúrico – H2SO4: é o ácido mais importante da  Ex: Ba(OH) + HCℓ → H O + Ba(OH)Cℓ
indústria química; é utilizado nas indústrias petroquímicas, de  Sal duplo ou misto:
papel, de corantes, nos acumuladores de chumbo (baterias de  2 cátions diferentes (que não seja o H+ ionizável) ou 2 ânions
automóveis), etc.; diferentes (exceto a hidroxila OH-).
 Ex: 2 KOH + NaOH + H PO → H O + 𝐊 𝟐 𝐍𝐚𝐏𝐎𝟒
 Sal hidratado:  Nomenclatura
 São sais normais que ao se cristalizarem retêm água no
retículo cristalino.
 Ex: CuSO4 · 5H2O
 Nomenclatura:

 Sais ácidos ou básicos : deve-se informar o número de grupos  Principais óxidos


OH- ou íons H+.  Óxido de cálcio – CaO: É conhecido como cal virgem. Na
 Ex: NaHCO : carbonato (mono) ácido de sódio preparação da argamassa, a cal viva ou virgem (CaO) é
 Sais duplos ou mistos misturada à água liberando calor e dá origem à cal extinta
Ca(OH)2;
 Dióxido de carbono – CO2: A água mineral e os refrigerantes
gaseificados contêm gás carbônico, que reage com a água,
produzindo um meio ácido. O chamado “gelo seco” consiste de
CO2 congelado a uma temperatura de -78 °C. Na atmosfera, age
 Ex: Ca(Cℓ)CℓO: hipoclorito cloreto de cálcio como refletor de radiação sendo principal agente do efeito
 Sais hidratados: a quantidade de moléculas de água é estufa;
indicada, na nomenclatura do sal, por prefixos (mono, di, tri,  Peróxido de hidrogênio – H2O2: É vendido em drogarias em
tetra, penta, hexa, ...) solução aquosa a 3% e utilizado como antisséptico e alvejante e
 Ex: CuSO · 5 H O: sulfato de cobre II pentaidratado conhecido comercialmente com água oxigenada.
 Principais sais
 Cloreto de Sódio – NaCℓ: É obtido pela evaporação da água
do mar, conhecido como sal de cozinha. É a principal matéria
prima da soda cáustica;
 Fluoreto de sódio – NaF: É usado como anticárie, pois inibe a
desmineralização dos dentes;
 Nitrato de sódio – NaNO3: É conhecido como salitre do Chile
e é matéria prima da pólvora negra. Muito utilizado na
fabricação de fertilizantes;
 Carbonato de sódio – Na2CO3: É conhecido por barrilha ou
soda e é comumente é utilizado no tratamento de água de
piscina, na fabricação de sabões, remédios, corantes, papéis
etc.;
 Bicarbonato de sódio – NaHCO3: É o nome comercial do
carbonato ácido de sódio ou hidrogenocarbonato de sódio. É um
sólido de cor branca muito usado como antiácido estomacal de
neutralizar o excesso de ácido clorídrico (HCℓ) presente no suco
gástrico, utilizado como fermento de pães e bolos, usado como
componentes de talcos;
 Carbonato de cálcio – CaCO3: É encontrado em grande
quantidade na natureza, constituindo o calcário e o mármore;
 Sulfato de cálcio – CaSO4: O sulfato de cálcio hidratado é
utilizado na obtenção do gesso e, o anidro, na fabricação do giz;
 Hipoclorito de sódio – NaCℓO: é um sólido branco, utilizado
como alvejante, agente antisséptico e na limpeza de piscinas,
vendido sob o nome comercial de “cloro”.

Óxidos:
 Todos os compostos binários em que o oxigênio é o elemento
mais eletronegativo;
 Classificação quanto ao comportamento químico:
 Óxidos ácidos ou anidridos: comportam-se como ácido em
uma reação de neutralização em meio aquoso dão origem a um
ácido;
óxido ácido + água → ácido
óxido ácido + base → sal + água
 Óxidos básicos: comportam-se como base em uma reação de
neutralização e em meio aquoso dão origem a uma base;
óxido básico + água → base
óxido básico + ácido → sal + água
 Óxidos ácidos ou anidridos: comportam-se como ácido em
uma reação de neutralização;
 Óxidos anfóteros: comportam-se como ácidos ou como bases
em reações de neutralização, dependendo do meio e em meio
neutro não apresentam reatividade;
óxido anfótero + ácido → sal + água
óxido anfótero + base → sal + água
 Óxidos neutros: são óxidos indiferentes, não reagem com
ácidos, bases ou água. São óxidos gasosos de ametais.