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QUADRO DE TIROCÍNIO

A) TÍTULO: Ética e Cidadania no âmbito da Docência do Ensino Superior

B) OBJETO: É um conjunto de normas e diretrizes que direcionam o


comportamento do docente enquanto orientador dos processos de construção do
conhecimento.

C) FINALIDADE: Observar o cumprimento do respeito mutuo entre ambas partes


que integram um grupo em busca do conhecimento e da construção do mesmo.

D) JUSTIFICATIVA: A Ética dentro da cidadania e no âmbito do Ensino Superior


tem grande relevância social para formação humana e profissional com relação a
sua existência em uma sociedade pretensamente igualitária.

E) MÉTODO:
COMO ONDE QUANDO QUANTO

Novas Imediato: Buscando Durante um período continuo,


Instituições de
diretrizes,
Ensino Superior, priorizar o estas organizações deverão
Metodologias e
Organizações e desenvolvimento ético estar passando pelo ciclo de
conteúdos
ONGs. do individuo. aprendizagem constante.
educacionais.

F) RECURSOS: Humanos e Materiais.


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AUTOR: POZZEBON, P.M Godoy. (org.) Mínima Metodológica. São Paulo: Alínea,
2004.

TEXTO RESUMIDO POR: COSTA, Ana.

ALUNA DA PÓS-GRADUAÇÃO DA FACULDADE DA CIDADE DO SALVADOR DO


CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DOCÊNCIA DO ENSINO SUPERIOR.

Ciência é um tipo especializado de conhecimento que em constante interrogação de


seu método, suas origens e seus afins, procura obedecer a princípios válidos e
rigorosos, almejando, especialmente, coerência interna e sistematicidade. O primeiro
ponto a levantar é que o conhecimento cientifico é diferente de nosso conhecimento
rotineiro acerca do mundo que nos cerca. O conhecimento científico é
necessariamente, reflexivo e deve ser experimentalmente, comprovado (pelo menos
no que se refere às ciências duras - física, química, biologia e etc.) para poder
preencher seu objetivo final, ou seja, a validade universal. Por sua vez, o
conhecimento de senso- comum basta ser útil ou tradicionalmente aceito para ser
válido. Talvez, seja aqui que se assenta o mais sério mal entendido nas concepções
de senso comum sobre ciência. As pessoas não afeitas às atividades cientificas
acham que a ciência produz verdades.Verdades estas que são , assim como as
verdades advindas da fé,incondicionais e permanentes. Já os cientistas
compartilham uma noção de verdade muito distinta dessa, na medida em que seu
predicado mais central e a refutabilidade, isto é, para um enunciado cientifico ser
considerado válido, ele deve ser passível de ser refutável, ou seja, ele deve poder
ser reconhecido como falso. Quando se reconhece que o paradigma científico não
dá conta de explicar o crescente número de “anomalias” que o contradizem,
sobrevém, por meio de um quadro de crise e instabilidade, uma revolução cientifica:
Surge uma nova ciência que se propõe a resolver problemas deixados em aberto.
Essa ciência revolucionária é testada exaustivamente pela comunidade científica. A
ciência que trabalha para estender suas explicações a todo tipo de fenômeno,
segundo os postulados do novo paradigma passam a ser também, considerado
normal. Científicas e verdadeiras serão as teorias que se coadunarem com o novo
paradigma. A questão é que também os métodos, os cálculos e as verificações
experimentais derivam e se inserem em um determinado paradigma, possuindo,
portanto, os seus próprios pontos cegos. A grande questão é que a dinâmica da
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ciência ou, pelo menos, da boa ciência é o constante refletir. Refletir sobre o mundo
natural ou o mundo social, como também refletir sobre os processos de
conhecimento que gerenciam esses processos de reflexões. Porém tais
conhecimentos não podem, para serem de natureza científica, recusar o uso de rigor
e protocolos que diferenciam o saber científico do senso comum.

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Palavras- chave: Ciências, Conhecimento, Verdades, Refutabilidade e Paradigmas.

TÍTULO: CIÊNCIA É O MESMO QUE VERDADE?


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AUTOR: POZZEBON, P.M Godoy. (org.) Mínima Metodológica. São Paulo: Alínea,
2004.
Ana Paula Gonçalves1

O conhecimento científico difere do conhecimento utilizado no cotidiano.


Conhecimento do senso comum é o conjunto de opiniões e ideais de determinado
contexto social que não tem validade contestada. Ciência é o conjunto de
conhecimentos especializados, testado, que tem procedimentos questionados com
objetivo de investigar sua procedência obedecendo princípios validos e rigorosos. O
conhecimento científico difere do senso comum, o mesmo deve ser
experimentalmente comprovado. O conhecimento do senso comum basta ser útil ou
socialmente construído. Pessoas não habituadas às atividades científicas distorcem
o significado de ciência. Acreditam que a ciência produz verdades incontestáveis,
imutáveis. Para os cientistas o conceito de verdade esta relacionado a
refutabilidade. Para Karl Popper (1993), o método central da ciência não é colocar
hipóteses confirmadas pelos dados empíricos “provas”, mas propor hipóteses que
possam ser refutadas por esses dados. Teorias científicas devem ser consideradas
hipóteses submetidas a testes, sobre as quais não se pode afirmar que sejam,
definitivamente, provadas ou, indiscutivelmente, verdadeiras. Não se chegou a uma
concepção final de ciência, pois a teoria de Popper (1993) foi refutada. Porém,
construímos a possibilidade de especificar o conceito de “verdade” científica, seja na
relação à intensidade dos fenômenos explicitados (a complexidade da realidade é
sempre superior aos fenômenos científicos) ou quanto a temporalidade (teorias
científicas não são eternas). Thomas Kuhn (1987) define a ciência normal da ciência
revolucionária dá-nos noção pertinente dos conceitos de precariedade e
contextualidade da verdade científica. Ciência normal é o modelo de fazer ciência
vigente em determinado período histórico. Submetendo-se acriticamente, a esse
padrão, tendem a considerar a ciência acabada e a desprezar como “não - cientifico”
o que é novo ou não condiz com o paradigma científico. Por intermédio da ciência
revolucionária nasce uma nova concepção que amplia a visão da realidade. Com
necessidade de inovar, uma ciência é criada e testada pela comunidade científica
para solucionar irregularidades. Atendendo a expectativa ela passa a ser aceita e,

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Aluna da Pós Graduação do curso de Docência do Ensino Superior da Faculdade da Cidade.
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aos poucos, assimilada. Conforme o novo paradigma a ciência que amplia as suas
investigações passa a ser considerada normal, científica. Como qualquer outra
forma de conhecimento, ciência também se constitui de emaranhados de
experiências o que permite que seja vista como fenômeno significante. A teoria e a
empiria (experiência) ciência e dados científicos tem processo de seleção não
controlado. Analisar a relação entre ciência e sociedade exige abordagem que
contemple duplos eixos que serão pontuados: Método, rigor e originalidade. Pierre
Papon, afirma que para progredir é necessário relacionar o rigor procedimental e a
“imaginação criadora” para se produzir a boa ciência. É preciso refletir, tanto sobre o
mundo natural (social) quanto sobre os processos de conhecimento. O filosofo
renascentista Montaigne (1987) defende o pensar sobre algo e sobre si mesmo para
desconstruir os conceitos do senso comum. Muito mais do que se valorizar apenas
os caminhos dos que já precederam, o cientista deve inquietar-se para produzir
novos conhecimentos. Porém os procedimentos (rigor) dos saberes científicos
devem ser conservado. Dentre outras funções, protocolos científicos servem para
organizar a estrutura coletiva, a partir das produções individuais.

Palavras- chave: ciência; “não - cientifico”; pesquisa; experiência; paradigma.

TÍTULO: CIÊNCIA É O MESMO QUE VERDADE?

AUTOR: POZZEBON, P.M Godoy. (org.) Mínima Metodológica. São Paulo: Alínea,
2004.
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TEXTO RESUMIDO POR: Carvalho, Aniele.

ALUNA DA PÓS-GRADUAÇÃO DA FACULDADE DA CIDADE DO SALVADOR DO


CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DOCÊNCIA DO ENSINO SUPERIOR.

O conhecimento científico é diferente de nosso conhecimento rotineiro acerta do


mundo que nos cerca. O Conhecimento de senso comum pode ser definido como
conjunto de opiniões idéias e concepções que prevalecendo em um determinado
contexto social, se impõem com naturais porque necessárias não evocando ou
gerando reflexões sobre suas próprias validades, ou seja, é aquilo que é de uma
determinada maneira, porque sempre foi assim. A ciência, por sua vez, é um corpo
de conhecimentos sistematizados, formulados metódica e racionalmente, ou seja, a
ciência é um tipo especializado de conhecimento que, em constante interrogação de
seu método, suas origem e seus fins, procura obedecer a princípios validos e
rigoroso, almejando especialmente coerência interna e sistematicidade. Visa
produzir um corpo de conhecimento validos necessariamente, reflexivos e deve ser
experimentalmente, comprovado Karl Popper (1993) sustentou que o mérito central
da ciência não é colocar hipóteses que são confirmadas pelos dados empíricos
colecionados enquanto “provas”, mas o de propor hipótese que possam ser
refutadas por contem afirmações (hipóteses) que podem ser testadas e,
eventualmente, contraditadas pelos fatos, teorias cientificas hipótese
constantemente submetidas a testes sejam incontestavelmente, verdadeiras. A
própria teoria da refutabilidade é possível de ser refutada e o foi, apesar da colhida
entusiástica e feita pelo cientista. Construímos a possibilidade de explicitar o
estatuto “verdade” cientifica, o qual necessariamente contextualizado e precário,
quer em relação e amplitude dos fenômenos explicados (a complexidade da
realidade e sempre superior aos fenômenos cientificamente compreendido), (as
teorias cientifica não são eternas como as verdade religiosas, mas estão sempre
sujeitas a superadas por outras teorias capazes abarcarem um maior numero de
suas considerações). Ciência normal e o modelo de fazer ciência vigente num
determinando período histórico, segundos os postulados do novo paradigma passam
a ser também, considerada normal. Cientificas e verdadeiras serão consideradas as
teorias que se coadunarem com o novo paradigma. Na relação de teoria e empiria
( experiência), entre ciência e dados científicos, a hum processo de seleção não
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controlado no qual os dados relevantes são recortados no universo complexo de


dados irrelevantes do ponto de vista da aquele teoria cientifica.Nossas visões do
mundo e de nós mesmos não conservam registros de suas origens (...) Daí que
tenhamos tantos e renomados pontos cegos cognitivos, que não ignoramos. Só
quando alguma interação nos tira do obvio (...) é que tornamos consciência da
imensa quantidade de relações que tomamos como garantias. Ao apontar a relação
entre o necessário rigor procedimental e a “imaginação criadora” para se fazer a boa
ciência, papos resumir desenvolvido no inter anterior. O os métodos cálculos e as
verificações experimentais derivam e inserem em um determinador paradigma
possuído, portanto, os seus próprios pontos certos a grande questão e que a
dinâmica da ciência ou, pelo menos da boa ciência e constantes refletir. Refletir
sobre o mundo natura ou mundo social, como também refletir sobre o processo de
conhecimento que gerencia esse processo de reflexões. O cientista deve procura e
questionar, constantemente, os saberes sistematizados de modo a produzir novos
saberes e conhecimentos tais conhecimentos podem para serem diferenciam o
saber de senso comum. O rigor dos protocolos científicos seve para permitir a
organização de estrutura coletiva na qual, a partir de esforços individuas o saber
científico e produzido em quanto agregado coletivo e múltiplo desses esforços
individuas.

Palavras- chave: Pesquisa , Ciência , Paradigma , Senso comum , Conhecimento .

Fábio Cruz Santos


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Ciência é o mesmo que verdade?

A ciência nos cerca em todas as atividades humanas, Cada vez mais, somos
científicos em nossa relação com o mundo natural e social. Ma o que, de fato [e a
ciência? O que caracteriza essa forma de saber frente aos outros saberes
existentes? A ciência procura descobrir os factos tais como são independentemente
do seu valor emocional ou comercial, a ciência não poetiza os factos. O
conhecimento científico produz fatos novos e explica-os. Parte dos fatos,
respeitando-os e sempre retorna a eles. Em todos os campos, a ciência começa por
estabelecer os fatos: isto requer curiosidade impessoal, desconfiança pela opinião
prevalecente e sensibilidade à novidade. Nem sempre é possível, nem sequer
desejável, respeitar inteiramente os fatos quando se analisam, e não há ciência sem
análise, mesmo quando a análise é apenas um meio para a reconstrução final do
todo. O senso comum parte dos fatos e atém-se a eles: amiúde, limita-se ao fato
isolado, sem ir muito longe ao trabalho de correlacioná-lo com outros, ou de explicá-
lo. Pelo contrário, a investigação científica não se limita aos fatos observados os
cientistas exprimem a realidade a fim de ir mais além das aparências; recusam o
grosso dos factos percebidos, por ser um montão de acidentes, selecionam os que
julgam relevantes, controlam factos e, se possível, reproduzem-nos. Inclusive,
produzem coisas novas, desde instrumentos até partículas elementares; obtêm
novos compostos químicos, novas variedades vegetais e animais e, pelo menos em
princípio, criam novas regras de conduta individual e social. Ha mais, o
conhecimento científico racionaliza a experiência, em vez de se limitar a descrevê-la;
a ciência dá conta dos fatos, não os inventariando, mas explicando-os por meio de
hipóteses (em particular, enunciados e leis) e sistemas de hipóteses (teorias). A
investigação científica é especializada, uma conseqüência da focagem científica dos
problemas é a especialização. Não obstante a unidade do método científico, a sua
aplicação depende, em grande medida, do assunto; isto explica a multiplicidade de
técnicas e a relativa independência dos diversos sectores da ciência. O
conhecimento científico é verificável deve passar pelo exame da experiência. Para
explicar um conjunto de fenômenos, o cientista inventa conjecturas fundadas de
algum modo no saber adquirido. As suas suposições podem ser cautelosas ou
ousadas, simples ou complexas; em todo o caso, devem pôr-se à prova. O teste das
hipóteses fácticas é empírico, isto é, observacional ou experimental. Nem todas as
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ciências podem experimentar; e em certas áreas da astronomia e da economia,


alcança-se uma grande exatidão sem ajuda da experimentação. A investigação
científica é metódica não é errática, mas planeada. Todo o trabalho de investigação
se baseia no conhecimento anterior e, em particular, nas conjecturas melhor
confirmadas. Mais ainda, a investigação procede de acordo com regras e técnicas
que se revelaram eficazes no passado, mas que são aperfeiçoadas continuamente,
não só à luz de novas experiências, mas também de resultados do exame
matemático e filosófico. O conhecimento científico é sistemático uma ciência não é
um agregado de informações desconexas, mas um sistema de idéias ligadas
logicamente entre si. Todo o sistema de idéias, caracterizado por um certo conjunto
básico mas refutável de hipóteses peculiares, e que procura adequar-se a uma
classe de factos, é uma teoria. O conhecimento científico é geral situa os factos
singulares em hipóteses gerais, os enunciados particulares em esquemas amplos. O
cientista ocupa-se do fato singular na medida em que este é membro de uma classe,
ou caso de uma lei; mais ainda, pressupõe que todo o facto é classificável, o que
ignora o fato isolado. Por isso, a ciência não se serve dos dados empíricos que
sempre são singulares como tais; estes são mudos enquanto não se manipulam e
convertem em peças de estrutura teóricas. O conhecimento científico é legislador,
busca leis (da natureza e da cultura) e aplica-as, insere os fatos singulares em
regras gerais chamadas "leis naturais" ou "leis sociais. a ciência factual descobre os
elementos regulares da estrutura e do processo do ser e do devir. Este é o modo
comum e corrente do conhecimento humano que se adquire no contato direto com a
realidade. Assim, o senso comum é este saber empírico e imediato que adquirimos
espontaneamente sem nenhuma procura sistemática ou metódica e sem qualquer
estudo ou reflexão prévia. A expressão senso comum designa, também, um conjunto
de saberes e opiniões que uma determinada comunidade humana acumulou no
decorrer do seu desenvolvimento. Sendo produto das experiências vividas por um
povo ou por um grupo social alargado, esse saber comum constitui um patrimônio
que herdamos das gerações anteriores e que partilhamos com todos os indivíduos
da comunidade a que pertencemos. Contudo, a especialização tende a estreitar a
visão do cientista individual. O conhecimento científico é claro e preciso, os seus
problemas são distintos, os seus resultados são claros. A ciência torna preciso o que
o senso comum conhece de maneira nebulosa. O conhecimento científico é
comunicável: não é inefável, mas expressável; não é privado, mas público. A
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linguagem científica comunica informações a quem quer que tenha sido preparado
para entendê-la. O que é inefável pode ser próprio da poesia ou da música, não da
ciência, cuja linguagem é informativa e não expressiva ou

Educando(a): Janilson Teixeira de Santana


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Ciência é o Mesmo que Verdade?

O conhecimento de senso comum e o conhecimento científico diferem em aspectos,


objetivos e concepção. A construção do conhecimento do senso comum se dá de
forma natural nas relações entre os indivíduos e sem o propósito específico de estar
construindo “um conhecimento novo”. Já o conhecimento científico é intencional,
sistemático construído a partir de uma relação dialética, as hipóteses são lançadas,
testadas, experimentadas, comprovadas, e passíveis de refutação, pois a verdade
absoluta não é preconizada na ciência, essa é a máxima da dialética científica a
inexistência da realidade absoluta, pois a realidade absoluta negaria a própria
ciência.Mas a concepção de verdades e a possibilidade de refutação de algo
estabelecido é algo também subjetivo no mundo científico, na concepção da ciência
normal, (categorização de Kuhn 1987) determinada dentro de um processo histórico,
constrói- se paradigmas científicos, e o que contrapõe ou diferencia desses
paradigmas são considerados de não científicos. Porém diante de diversos
questionamentos e situações não explicáveis pelo paradigma vigente, “caos
científico” nova ciência então surge com fins a dar respostas que são inexplicáveis
pelo paradigma, uma revolução científica, que dentro do processo dialético da
construção do conhecimento científico, torna-se um novo paradigma, com novas
perspectivas em relação a realidade, esse paradigma configura-se então como
ciência normal, até o surgimento de um novo paradigma. Assim a grande dinâmica
da ciência estabelece na relação da construção do conhecimento a partir das
reflexões, essa reflexão que desconstrói saberes sistematizados e constrói a
sistematização de saberes, mas tal construção e reconstrução devem estar
pautados numa sistematização metodológica e rigor científico, dentro da dialética do
conhecimento científico, do contrário está se construindo saberes do senso comum.
Outro traço marcante do conhecimento científico que apesar de ser fruto de ações e
reflexões em sua maioria individual, o seu processo de atuação perpassa na
coletividade, é na estrutura coletiva que o paradigma científico é construído e
reconstruído.

TÍTULO: CIÊNCIA É O MESMO QUE VERDADE?


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AUTOR: POZZEBON, P.M Godoy. (org.) Mínima Metodológica. São Paulo:


Alínea, 2004.

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Naiara Ferreira Santos

O conhecimento do senso comum pode se definido como conjunto de


opiniões, ideias e concepções que, prevalecendo em um determinado contexto
social, se impõem como naturais e necessárias, não evocando ou gerando
reflexões sobre sua própria validade. A ciência, por sua vez é um corpo de
conhecimentos sistematizados, formulados metódica e racionalmente, procura
obedecer a princípios válidos e rigorosos, almejando especialmente, coerência
interna e sistematicidade. O conhecimento científico é, necessariamente, reflexivo
e, deve ser experimentalmente, comprovado para poder preencher seu objetivo
fina, ou seja, a validade universal. Por sua vez o conhecimento do senso comum
basta ser útil ou tradicionalmente aceito para ser válido. Karl Popper (1993), o
propositor da concepção da refutabilidade sustentou quer o mérito central da
ciência não é colocar hipóteses que são confirmadas pelos dados empíricos
colecionados enquanto “provas”, mas o de propor hipóteses que possam ser
refutadas por esses dados. Somente a respeito da teoria refutada se terá certeza:
a de que é falsa. A própria teoria da refutabilidade é passível de ser refutada e foi
apesar da acolhida entusiástica feita pelos cientistas. Na medida em que um
cientista vê como sendo uma refutação pode ser, para outro cientista, apenas
uma anomalia dos procedimentos de verificações experimental adotadas no
programa de investigação em questão. Ciência normal é o modelo de fazer
ciência vigente num determinado período histórico. Os cientistas que a praticam
tendem a interpretar a realidade natural e humana, segundo pressuposições e
esquemas conceituais estabelecidos, então considerados paradigma científicos.
Quando se reconhece que esse paradigma não da conta de explicar o crescente
numero de anomalias que o contradizem, sobrevém, por meio de um quadro de
crise e instabilidade, uma revolução cientifica: surge uma nova ciência. Essa
ciência revolucionaria é testada, exaustivamente, pela comunidade cientifica.
Caso continue resolvendo problemas, ela passa a ser aceita, respeitada e, aos
poucos, é assimilada pela comunidade científica. Serão consideradas teorias
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Estudante do curso de Especialização em Docência do Ensino Superior da Faculdade da Cidade.
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verdadeiras aquelas que se coadunarem com o novo paradigma. A questão é que


também os métodos, os cálculos e as verificações experimentais derivam e se
inserem em um determinado paradigma, possuindo, portanto, os seus próprios
pontos cegos. A grande questão é que a dinâmica da ciência ou, pelo menos da
boa ciência é o constante refletir. Montaigne (1987) nomeava esse processo de
constante pensar sobre algo e pensar sobre si mesmo de crítica cética decorrente
da concepção axiológica da dúvida; destruição das “coisificações”. O cientista
deve procurar questionar, constantemente, os saberes sistematizados de modo a
produzir novos saberes e conhecimentos. Porém, tais conhecimentos não podem
recusar o uso de rigor e protocolos que diferenciam o saber científico do senso
comum.

Palavras- chave: ciência; senso comum; refutabilidade; experiência; paradigma.

4 ESQUEMA LOGÍSTICO

TEXTO: CONHECIMENTO, CIÊNCIA E PESQUISA


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TÍTULO ESQUEMATIZADO POR: CARVALHO, Aniele; COSTA, Ana; GONÇALVES,


Ana; MEDEIROS, Paulo; SANTANA, Janilson; SANTOS, Fábio; SANTOS;Naiara.

1 CONHECIMENTO

Apreensão intelectual de um fato ou de uma verdade como domínio (teórico ou


prático) de um assunto.

1.1 Tipos de conhecimento

1.1.1 Conhecimento Popular

Exemplos: Uso de medicamentos caseiros, conhecimentos na área de agronomia


(agricultor), conhecimento marítimo (pescador), conhecimento na área de obstetrícia
(parteiras).

1.1.2 Conhecimento Científico

Exemplos: Descobertas de vacinas, pesquisa de DNA, Células troncos, utilização do


Biodiesel.

1.1.3 Conhecimento Filosófico

Exemplos: Livros de Platão.

1.1.4 Conhecimento Religioso

Exemplos: A Bíblia Sagrada, O Alcorão, Os livros de Allan Kardec.

1.1.5 Conhecimento Artístico

Exemplos: Na Literatura: Os poemas de Carlos Drummond de Andrade, Na pintura:


Os quadros de Michelangelo. Na Fotografia: As fotografias de Pierre Verger.
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1.1.6 Conhecimento Técnico

Exemplos: Robótica, Nanotecnologia, Mecatrônica.

1.2 CARACTERÍSTICAS

1.2.1 Conhecimento Popular

Vulgar, Comum, Sensível (senso) ou ainda Empírico.

1.2.2 Conhecimento Científico

Racional, Metódico, Sistemático, Investigativo, Transcendentes aos fatos, Analítico,


Explicativo, Verificável, Falível, Geral, Comunicável, Explicativo, Preditivo, Aberto.

1.2.3 Conhecimento Filosófico

Idealismo, Materialismo, Positivismo.

1.2.4 Conhecimento Religioso

Teológico, Mítico. São verdades tratada de formas infalíveis ou indiscutíveis.

1.2.5 Conhecimento Artístico

Busca o sentir e não o pensar.

1.2.6 Conhecimento Técnico

A base é a profissionalização bem como a proporção dos meios de como realizar as


tarefas (organização, sistemas e métodos).
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2 CIÊNCIAS

Conjunto de proposições e enunciados hierarquicamente correlacionados, de


maneira ascendente ou descendente indo gradativamente de fatos particulares para
gerais e vice-versa comprovados com a certeza de serem fundamentados pela
pesquisa empírica (submetidos à verificação). Possuem os seguintes componentes:
Objetivo ou finalidade, Função e Objeto (material e formal)

2.1 Classificação das Ciências

Formais, Factuais, Naturais, Culturais, Sociais ou Humanas. Podem ser


classificadas também conforme a sua finalidade: Básicas, Aplicadas ou Técnicas.

3 Pesquisa

Designa o conjunto de atividades que têm como finalidade descobrir novos


conhecimentos.

3.1 Tipos de pesquisa

Classificadas de acordo com seus objetivos, sua forma ou seu objeto.

3.1.1 Pesquisa quanto aos objetivos

3.1.1.1 Pesquisa teórica

3.1.1.2 Pesquisa metodológica

3.1.1.3 Pesquisa empírica

3.1.1.4 Pesquisa prática ou pesquisa-ação

Caracteriza-se por uma interação efetiva e ampla entre pesquisadores e

pesquisados.

3.1.2 Pesquisa quanto à forma de estudo

3.1.2.1 Pesquisa exploratória


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Acontece na fase preliminar, antes do planejamento formal do trabalho.

3.1.2.2 Pesquisa descritiva

Observam, registram, analisam, classificam e interpretam os fatos. Ex: de opinião,

mercadológica, de levantamento socioeconômico e psicossocial.

3.1.2.3 Pesquisa explicativa

Vai além do registro, da análise, da classificação e da interpretação dos fenômenos

em estudo.

3.1.3 pesquisa quanto ao objeto

Ex: Bibliográfica, experimental ou de campo.

3.1.3.1 Pesquisa bibliográfica

Efetiva-se tentando resolver um problema ou adquirir conhecimentos a partir do

emprego predominante de informações provenientes de material gráfico, sonoro ou

informatizado.

3.1.3.2 Pesquisa experimental

Manipulam-se uma ou mais variáveis independentes (causas) sob um controle

adequado

3.1.3.3 Pesquisa de campo

O pesquisador, através de questionários, entrevistas, protocolos verbais,

observações etc, coleta seus dados.

5 PROJETO DE PESQUISA

TEMÁTICA: O Universo do Ensino Superior na Contemporaneidade.

TEMA: Avaliação Institucional ENADE e SINAES: validação e eficácia da prova


realizada no Centro Universitário Jorge Amado no ano de 2009.
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PROBLEMA / PROBLEMATIZAÇÃO: Frente à diversidade das Instituições de


Ensino Superior (IES) do país e a expansão da sua oferta, principalmente das
faculdades de graduação nas instituições privadas vê-se a necessidade de avaliar a
qualidade da educação superior, como são constituídas e qual a sua capacidade de
atendimento a comunidade acadêmica.

QUESTÕES PROBLEMATIZADORAS: A prova do ENADE e SINAES garanti a


eficácia da aprendizagem dos cursos de ensino superior?
As estudantes universitárias que realizaram a prova consideram essa avaliação
positiva para o processo de construção do conhecimento?
Até que ponto

OBJETIVOS:

GERAL: Demonstrar a validação da eficácia dos Projetos Institucionais;


Demonstrar a comprovação dos resultados obtidos pelo ENADE e SINAES no ano
de 2009.

ESPECÌFICO: Verificar a importância da avaliação realizada na turma de


Licenciatura em Pedagogia no Centro Universitário Jorge Amado no ano de 2009;
Perceber as contribuições das Avaliações Institucionais ENADE e SINAES na
formação profissional das alunas da UNIJORGE;
Analisar o processo de validação, comprovação e eficácia na instituição superior
citada.

JUSTIFICATIVA: Considerando a expansão das Faculdades de Graduação percebe-


se a necessidade de identificar o nível dos estudantes e consequentemente das
instituições de ensino superiores. Os projetos de avaliação institucional: Sistema
Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES) e o Exame Nacional de
Desempenho dos Estudantes (ENADE) ocupam-se com o desempenho dos
estudantes em relação aos conteúdos curriculares, competências e formação geral,
conhecimento de mundo, através de questões construídas por especialistas de
diferentes áreas do conhecimento que relacionam conteúdos profissionais e das
diretrizes nacionais para explorar a trajetória acadêmica do educando, não apenas
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no seu ingresso ou conclusão. A partir dos resultados produzidos pelo exame,


podemos identificar pontos de melhoria não somente nas IES, mas também
perceber as expectativas dos estudantes ao ingressarem na instituição de ensino,
uma vez que o ENADE inclui questões de diversas áreas como: ética, cidadania,
questionário sócio - econômico – cultural de maneira a reafirmar sua identidade e
ampliar sua visão de mundo. Espera-se que esse estudo possibilite maiores
esclarecimentos sobre a eficácia do ENADE.

METODOLOGIA DA PESQUISA: Dedutiva

TIPO DE PESQUISA: Exploratória, Bibliográfica, Análise de dados e Entrevistas e


Questionários.

LOCAL DA PESQUISA: Centro Universitário Jorge Amado

SUJEITO DA PESQUISA: Alunas da turma de Licenciatura em Pedagogia do Centro


Universitário Jorge Amado.

AMOSTRAGEM: 20% do total das alunas egresso No ano de 2009

INSTRUMENTOS DA PESQUISA: Entrevistas Estruturadas e Questionários


Redigidos, Gráficos e Tabelas.

COLETA DE DADOS: Questionários, Resultado do desempenho individual das


avaliações realizadas

TRATAMENTO DOS DADOS: Gráficos.

ANÁLISE DOS RESULTADOS: Interpretação de maneira objetiva onde será


utilizado método qualitativo tendo como base resultados apresentados.

APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS: Relatório da pesquisa.


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