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Racionalização dos recursos e mais célere e adequada aplicação

da Justiça
2010-11-17

Intervenção do Ministro da Justiça na apresentação do OE2011 para a área da Justiça à Assembleia da República
Senhores Presidentes,
Senhores Deputados,
1 – Contexto sócio-económico de crise do País
O diálogo institucional com a Assembleia da República tem sempre o mérito de permitir a avaliação conjunta e a
discussão franca dos problemas relevantes para o País. O país atravessa um período difícil que exige do Estado e da
sociedade um especial e muito difícil empenho e contributo para a superação da actual conjuntura económico-
financeira.
Este esforço começa desde logo ao nível dos titulares de cargos políticos que foram os primeiros a assumir as
exigências desta conjuntura – mediante o corte salarial de 5%, levado a cabo a partir de Julho passado. Infelizmente,
não foi suficiente. Foi necessário alargar esta contenção salarial à administração pública, ao sector empresarial do
estado e aos órgãos de soberania. A todos se aplicará uma redução remuneratória prevista no orçamento do estado.
O Ministério da Justiça não poderia estar alheio ao esforço dos Portugueses e, por isso, o país pode contar com o seu
contributo para a necessária racionalização de recursos, tendo convocado para esta tarefa o esforço de todos aqueles
que, aos mais variados títulos, exercem funções sob a sua tutela.
2 – Evolução do orçamento do MJ até 2009
Para o Ministério da Justiça, a situação é ainda mais difícil, uma vez que o Orçamento deste Ministério se debate há
vários anos com uma diminuição das receitas e a proposta de Orçamento que aqui apresentamos para 2011 é mais um
passo importante na correcção desta tendência negativa das receitas correntes, em particular nos últimos anos, e dum
crescimento, embora moderado, da despesa.
Em virtude dos investimentos efectuados para promover um serviço público de Justiça mais simples e
desburocratizado, mais célere, acessível e transparente, entre 2008 e 2010 (OE) as despesas de funcionamento do MJ
cresceram 246 milhões euros, de 1342 milhões de euros para 1588 milhões de euros, o que representa um aumento
de 18,3%.
No mesmo período, o aumento das contribuições para a Caixa Geral de Aposentações no mesmo período, no valor de
15%, explica a maior parte deste aumento, tendo em conta que as Despesas com Pessoal representam cerca de 70%
da despesa total.
O aumento das despesas foi acompanhado pela já referida diminuição das receitas próprias, traduzindo-se numa
situação difícil que impede este Ministério em 2011 de aliviar os esforços de contenção de despesa e aumento da
receita.
No que se refere às receitas próprias, o decréscimo de cerca de 144 milhões de euros nas receitas dos registos e
notariado entre 2007 e 2009, resultante em parte da crise económica e em parte das medidas tomadas para redução
dos custos de contexto.
Para colmatar este desequilíbrio, o Ministério recorreu nos anos de 2008 e 2009 a receitas extraordinárias, na sua
maioria provenientes de depósitos autónomos, fonte de receita que entretanto se esgotou, conforme confirmado pela
auditoria do Tribunal de Contas recentemente divulgada.
3 – Orçamento do MJ em 2010
Após o diagnóstico da situação orçamental, o grande desafio, já durante o ano de 2010, foi o de combater esta quebra
de receitas, com medidas que permitissem reduzir a despesa e aumentar as receitas de forma sustentável.
Este diagnóstico será complementado com os resultados da Comissão para a elaboração do Programa para a
Eficiência Operacional da Justiça. O Programa de Estabilidade e Crescimento incluiu, entre os seus objectivos, a
elaboração de um programa de eficiência operacional da Justiça, com vista a aumentar a eficiência deste serviço
público, levando a cabo um conjunto de medidas que visem uma racionalização dos recursos e uma mais célere e
adequada aplicação da Justiça.
Na prossecução deste programa inclui-se, entre outros:
 O desenvolvimento de novas ferramentas e metodologias de trabalho visando, nomeadamente, a redução do
tempo médio para as fases de inquérito e de instrução;
 A optimização e flexibilização da alocação de recursos humanos entre tribunais;
 A criação de mecanismos de aferição da produtividade, monitorizando e divulgando os respectivos
resultados;
 A continuação do reforço da racionalização e capacidade de gestão dos tribunais.
Para a prossecução deste programa é, igualmente, necessário continuar o esforço de qualificação da Justiça e, em
particular, dos seus recursos humanos.
Para a elaboração deste programa foi criada uma Comissão. O resultado do seu trabalho será conhecido em breve.
3.1 – Medidas de contenção de despesa
Do lado da despesa, foram tomadas durante o ano de 2010 medidas de redução das despesas mais significativas do
IGFIJ, nomeadamente no melhor controlo das despesas com apoio judiciário, correio e despesas de funcionamento
das instalações. Esta redução reflecte-se, naturalmente, no orçamento para 2011.
Ao nível do Ministério da Justiça, e para além duma execução orçamental muito rigorosa, com eliminação ou
adiamento de despesas menos prioritárias, foram extintos os serviços sociais e integrado o subsistema de saúde na
ADSE. Tal foi possível por existir uma coincidência dos níveis de protecção existentes no âmbito do subsistema de
saúde da Justiça e da Direcção-Geral de Protecção Social aos Funcionários e Agentes da Administração Pública
(ADSE), designadamente no que concerne ao regime livre, ao Serviço Nacional de Saúde e à assistência
medicamentosa. A necessidade de obter inequívocas vantagens de gestão com a organização conjunta dos
subsistemas públicos de saúde, imperativa para garantir a necessária articulação dos regimes, aliou-se a uma maior e
melhor cobertura nacional dos serviços médicos da ADSE.
Ainda durante o ano de 2010, e no âmbito do Plano de Estabilidade e Crescimento III, foi feita uma selecção de um
conjunto de investimentos prioritários em infra-estruturas, nomeadamente, no que diz respeito a investimentos
prioritários.
Esta selecção reflecte-se nos investimentos inscritos ao orçamento de investimentos (PIDDAC) as receitas próprias
arrecadas pelo IGFIJ no passado permitem suportar as despesas de investimento previstas pelo IGFIJ para 2011, no
total de 67 milhões de euros, incluindo, entre outras:
 Início da construção da sede da PJ;
 Início da construção do novo EP de Castelo Branco:
 Início da construção da nova sede do INML:
 Continuação da construção do EP de Angra do Heroísmo:
 Conclusão do novo Palácio da Justiça de Gouveia.
3.2 – Medidas de aumento das receitas
No que se refere à receita, merecem destaque as medidas tomadas em 2010 para aumento das receitas dos registos,
cujo impacto mais significativo se irá reflectir em 2011, em particular:
 Portaria nº 426/2010, que revê os preços de certidões on-line de registo automóvel e predial;
 O DL nº 99/2010, que altera o regulamento emolumentar e permitirá recuperar uma parte da receita perdida
através duma melhor relação entre preço e custo dos serviços.
 Aumento das taxas do cartão de cidadão.
4 – Orçamento do MJ em 2011 – principais prioridades:
4.1 – Breve Caracterização Orçamento MJ 2011
Na proposta de orçamento para 2011, o total de despesa consolidada de 1536 milhões de euros, reflecte um exercício
representa um decréscimo da despesa de 5,6% em relação à previsão de execução de 2010.
Tendo em conta o efeito do aumento da contribuição da ADSE para 2,5%, esta redução significa na realidade um
esforço de redução de despesa de 7,4%.
Tal redução será assegurada apenas em parte pela redução das remunerações previstas na proposta de Orçamento
de Estado, as quais terão um impacto de cerca de 3,5% na redução da despesa total.
Para assegurar a redução global de 7,4%, serão tomadas outras medidas de redução da despesa, tais como:
a. A racionalização da rede de conservatórias;
b. A continuação da simplificação de processos e informatização de serviços, para aumento da eficiência e da
produtividade e contenção de despesas com pessoal;
c. A continuação da implementação do mapa judiciário;
d. Medidas adicionais de racionalização e rentabilização dos espaços utilizados pelo MJ;
e. Uma gestão rigorosa das remunerações acessórias;
f. Uma gestão rigorosa das aquisições de bens e serviços.
Ao nível da receita prevê-se:
a. Revisão do Regulamento de Custas Processuais com revisão de taxas e isenções;
b. Criação do Fundo de Modernização Judiciária, que recolherá novas receitas entre as quais uma percentagem dos
montantes recuperados em sede de processo tributário;
c. Criação dum Gabinete de Recuperação de Activos;
d. Agravamento das custas das injunções para grandes litigantes.
Isto é, o Orçamento do Ministério da Justiça para 2011 prossegue a política de modernização das instalações e é mais
um passo importante para o equilíbrio do orçamento de funcionamento deste Ministério, aumentando o grau de
cobertura da despesa por receitas próprias e contribuindo para a redução do défice do Orçamento de Estado.
4.2 – Reestruturação de serviços
Além das medidas já enunciadas de contenção de despesa e aumento da receita, 2011 continuará a ser um ano de
reformas estruturais no Ministério da Justiça, com reflexos positivos no seu orçamento.
Aprofundando a necessidade de prosseguir com reestruturação de estruturas orgânicas do Ministério, foi já anunciada
este ano a fusão da fusão da Direcção Geral de Reinserção Social com a Direcção Geral de Serviços Prisionais. Este
esforço de racionalização de meios e serviços não significa, naturalmente, que o Ministério da Justiça se vá demitir do
cumprimento das suas funções, nomeadamente de continuar a investir nas reformas estruturais no sector. Entre estas
não podem deixar de considerar-se as necessidades relativas ao parque judiciário.
Com a reforma de 2000, entraram em vigor a Lei Tutelar Educativa e a de Promoção e Protecção de Crianças e
Jovens em Perigo, traduzindo uma ruptura no modelo de intervenção em função das problemáticas inerentes às
crianças e jovens em perigo e aos jovens com comportamento delinquente.
A Direcção-Geral de Reinserção Social, que em 2007 sucedeu ao Instituto de Reinserção Social, adoptou um modelo
de organização e funcionamento adequado à especificidade da intervenção com jovens sujeitos à Lei Tutelar
Educativa, autónomo do modelo de intervenção assumido para a área penal.
Volvida uma década sobre a reforma do sistema dos menores, constata-se que um mesmo organismo desenvolveu as
suas atribuições em áreas distintas sem que ocorresse a contaminação de princípios, valores, regras e procedimentos,
resultado da adopção de estratégias de especialização dos profissionais e compartimentação de áreas de trabalho e
de formação.
A opção política de fusão da Direcção-Geral dos Serviços Prisionais e da Direcção-Geral de Reinserção Social assenta
em critérios de racionalização de meios, optimização de resultados e focalização nos destinatários da acção dos
serviços.
Sob o ponto de vista da organização e funcionamento, e dentro de uma mesma estrutura, serão claramente
preservadas as especificidades da intervenção inerentes à área tutelar educativa e à área penal, com pressupostos e
finalidades distintos, através da correspondente afectação de recursos humanos especializados em matéria de
delinquência juvenil, de assessoria técnica aos tribunais, da execução de penas alternativas à prisão e de execução de
penas e medidas privativas da liberdade.
É preciso não esquecer que a DGSP prossegue também funções de reinserção social e esta fusão propicia
importantes ganhos de eficiência na gestão de recursos humanos, financeiros e logísticos, bem como a execução
integrada dos objectivos próprios do novo Código da Execução das Penas e Medidas Privativas de Liberdade e dos
que decorrem da legislação que regula a reinserção social.
Devo salientar que, de facto, na maioria dos países europeus a reinserção social e os serviços prisionais estão juntos,
como, por exemplo, na Finlândia, na Suécia, na Itália, em França ou Reino Unido
Está também prevista a integração do Gabinete de Resolução Alternativa de Litígios na Direcção-geral de
Administração da Justiça, pois considerou-se que, estando criado um novo tipo de serviço para a resolução alternativa
de litígios é desejável integrá-lo na estrutura responsável pelos tribunais de todas as categorias.
4.3 – Fundo para a Modernização da Justiça
O Fundo tem como objectivos a modernização judiciária, o apetrechamento dos tribunais, a introdução de novos
processos e tecnologias, com o objectivo de aumentar a eficiência e a eficácia dos serviços, a modernização das
demais infra-estruturas do sistema de Justiça e a investigação e formação.
O Fundo para a Modernização da Justiça será financiado com vários tipos de receitas próprias, incluindo,
designadamente, uma percentagem dos montantes obtidos por força da acção do gabinete de recuperação de activos
resultantes de actividades criminosas, uma percentagem de montantes recuperados no âmbito de processos tributários
e uma percentagem do produto das infracções em infra-estruturas rodoviárias.
4.4 – Arbitragem tributária
A arbitragem tributária permitirá que os processos que opõem os contribuintes ao Estado, em matéria fiscal, possam
ser decididos através de estruturas mais ágeis – os tribunais arbitrais – que decidirão os litígios com os mesmos efeitos
e força jurídica que um tribunal tributário.
A arbitragem tributária é instituída com os objectivos de imprimir uma maior celeridade na resolução de litígios que
opõem a administração tributária aos contribuintes e reduzir a pendência de processos nos tribunais judiciais.
4.5 - A agenda digital
A agenda digital da justiça é objectivo central na promoção de uma Justiça mais simples e desburocratizada, mais
célere, acessível e transparente.
A utilização sistemática no sector da Justiça das tecnologias de informação e comunicação e o incentivo ao recurso a
vias alternativas de resolução de conflitos tem sido promovida. Estas reformas visam uma maior eficácia na
investigação e punição do crime e da corrupção, uma maior proximidade aos cidadãos e a redução dos custos de
contexto das empresas.
A reforma é abrangente:
 modernização dos serviços de registo, com serviços como o Casa Pronta, o e-certidões, a informação
empresarial simplificada;
 lançamento da Rede da Justiça de nova geração, baseada em fibra óptica, dotada de alto débito e elevada
segurança;
 Medida urgentes foram adoptadas para reforço da rede em 77 tribunais e conservatórias;
 o Citius Plus, com a participação de todas as entidades utilizadoras, que tem como objectivo o reforço da
segurança da tramitação dos processos e consolidação da arquitectura do sistema, abrindo portas á sua versão, em
curso;
 a Aplicação para Gestão do Inquérito-Crime (AGIC) com o reforço dos meios tecnológicos e informacionais
da investigação criminal dotando o Ministério Público de uma plataforma colaborativa com órgãos de polícia
criminal, em desenvolvimento;
 promoção de serviços electrónicos na propriedade industrial (no INPI), já com elevada adesão por parte das
empresas e utilizadores;
 mudança da governance (gestão) das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), com a centralização
das competências de desenvolvimento de aplicações no ITIJ (Instituto das Tecnologias de Informação na Justiça).
A semana passada na 8.ª edição do Prémio Boas Práticas no Sector Público, o Ministério da Justiça conquistou 4
distinções e recebeu ainda o Prémio Especial do Júri atribuído ao Instituto de Registos e de Notariado. Este ano
candidataram-se um total de 125 projectos. O IRN foi a entidade pública com o maior número de nomeações, tendo o
INPI e a DGSP recebido igualmente prémios pelos seus projectos.
Neste esforço de mudança de paradigma da Justiça, apostando numa gestão mais eficiente e na utilização das novas
tecnologias de comunicação, foi criada a Comissão para a elaboração do Programa para a Eficiência Operacional da
Justiça.
4.6 – Polícia Judiciária
Neste ano de excepcionais dificuldades, o Ministério da Justiça concentra empenhadamente os seus esforços e
recursos na modernização e qualificação da Polícia Judiciária, entidade por excelência de combate à criminalidade.
Este esforço vai ao encontro daquela que tem sido uma prioridade para o Ministério da Justiça e que se tem reflectido
no excelente trabalho que vem sendo desempenhado por esta Polícia, como as notícias mais recentes atestam sem
margem para dúvidas (lembrem-se, por exemplo, as apreensões de estupefacientes).
Queremos, em primeiro lugar, valorizar o papel central da Escola de Polícia Judiciária no recrutamento, formação e
transmissão de competências, e, desse modo, no reforço de capacidades e da eficácia da investigação criminal em
Portugal, mantendo a intenção de avançar, no próximo ano, com o projecto de qualificação e modernização das suas
instalações em Loures.
Entendemos que esta aposta nas condições de formação das mulheres e homens que compõem e prestigiam com a
sua acção esta instituição, é um investimento seguro e imprescindível. Porque são as mulheres e homens, funcionários
da Polícia Judiciária, o seu primeiro e fundamental recurso.
Importa assinalar que este ano, foram integrados, após o respectivo estágio, mais 142 inspectores, e foi autorizado o
concurso para mais 100 novos inspectores e 26 especialistas.
Em segundo lugar, porque mantemos como prioridade a construção de uma obra de grande envergadura e significado,
que será marcante para o futuro e na História da Polícia Judiciária: a nova sede nacional da Polícia Judiciária em
Lisboa.
E finalmente, porque não deixaremos de apostar na requalificação e melhoria das instalações nas delegações da
Polícia Judiciária no resto do país. Para 2011, está igualmente projectado investimento em instalações para a Polícia
Judiciária em Coimbra, Faro e Portimão.
4.7 - Combate à Corrupção
Objectivo prioritário da actual equipa ministerial tem sido, igualmente, neste domínio, o do combate à corrupção.
Quadro de Referência para os Códigos de Ética e de Conduta do sector público, administrativo e empresarial: a
proposta está já em circuito legislativo.
Greco:
 quanto ao 2.º ciclo de avaliação, o relatório referente a Portugal foi aprovado no início do mês de Outubro,
com significativas referências ao bom percurso feito pelo nosso País, mantendo-se apenas duas recomendações
como parcialmente cumpridas (uma que diz respeito aos códigos de conduta e de ética – e que está em vias de se
solucionar, com a aprovação do Quadro de Referência para os Códigos de Conduta e de Ética; outra relativa à
necessidade de se apostar numa formação contínua de magistrados nestas matérias – o que está a articular-se com
o Centro de Estudos Judiciários);
 quanto ao 3.º ciclo de avaliação (que diz respeito a algumas incriminações relativas à corrupção e à matéria
da transparência no financiamento partidário), os relatórios referentes a Portugal serão discutidos no início do mês
de Dezembro, tendo o Ministério da Justiça vindo a trabalhar com esta organização no sentido de adequar o nosso
ordenamento jurídico às suas recomendações.
GAFI: Portugal, em resultado da avaliação feita em 2006, foi, conjuntamente com a Bélgica, o único país europeu que
não ficou sujeito a um processo de acompanhamento, bastando um relatório de actualização – foi aprovado, no final de
Outubro passado, o relatório de actualização referente ao nosso País, demonstrando o alto grau de cumprimento das
recomendações desta organização;
OCDE: apresentamos em Junho passado o relatório oral de actualização e seremos submetidos a novo procedimento
de avaliação em Fevereiro de 2013;
Gabinete de Recuperação de Activos: a Comissão designada para a elaboração do anteprojecto de criação do
Gabinete de Recuperação de Activos está a ultimar o seu trabalho, esperando-se que, até ao final do ano, este seja
aprovado. Além da recuperação de activos propriamente dita – que visa a detecção e apreensão de bens relacionados
com a prática de factos criminosos –, está aqui igualmente em causa a gestão desses activos, até que, após decisão
final, esses bens ou o produto da sua venda possam ser declarados perdidos a favor do Estado ou, se for o caso,
devolvidos ao cidadão.
Em resumo, o Orçamento do MJ para 2011 é mais um passo importante para a sustentabilidade do orçamento de
funcionamento do MJ, aumentando o grau de cobertura da despesa por receitas próprias e deste modo limitando o
recurso às receitas gerais do OE.

Fonte:
http://www.governo.gov.pt/pt/GC18/Governo/Ministerios/MJ/Intervencoes/Pa
ges/20101117_MJ_Int_OE2011.aspx