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FINALIDADE

NBR 15575-5:2013 Sistemas de Cobertura


“Os sistemas de coberturas (SC) exercem funções importantes nas
edificações habitacionais, desde a contribuição para preservação da
saúde dos usuários até a própria proteção do corpo da construção,
interferindo diretamente na durabilidade dos demais elementos que a
compõem.”

“Os sistemas de coberturas (SC) impedem a infiltração de umidade


oriunda das intempéries para os ambientes habitáveis e previnem a
proliferação de microorganismos patogênicos e de diversificados
processos de degradação dos materiais de construção, incluindo
apodrecimento, corrosão, fissuras de origem higrotérmica e outros.”

“Por esses motivos, os (SC) devem ser planejados e executados de


forma a proteger os demais sistemas.”
Funções da cobertura

a) Funções utilitárias: impermeabilidade, leveza, isolamento


térmico e acústico;
b) Funções estéticas: forma e aspecto harmônico com a linha
arquitetônica, dimensão dos elementos, textura e coloração;
c) Funções econômicas: custo da solução adotada, durabilidade
e fácil conservação.
Características desejadas em coberturas
1) Impermeabilidade
2) Resistência
3) Inalterabilidade (vento)
4) Leveza
5) Secagem rápida
6) Fácil colocação
7) Longa duração
8) Economia de custo
9) Facilidade de manutenção
10) Isolamento acústico
11) Isolamento ao calor
TIPOS DE COBERTURA
Classificação segundo as superfície da cobertura

 Curvas
 Planas
 Mistas
Abóbodas Superfícies curvas

Terminal multimodal de Niterói (projeto)

Dulles Internacional Airport - Estados Unidos


Cúpulas Superfícies curvas

Igreja Nossa Senhora de Aparecida


Cúpulas Panteão romano
Cascas Superfícies curvas

Rodoviária de Londrina/PR
Cobertura em casca (12cm) na forma de abóbada.
Fonte: Pisani, Maria Augusta Justi (2006)
Igreja de São Francisco BH
Superfícies planas
Lajes
Horizontal
Superfícies planas
Inclinada
Classificação das coberturas de acordo com o
sistema construtivo e/ou materiais utilizados

a) Minerais
b) Vegetais rústicas (sapé)
c) Vegetais beneficiadas
d) Com membranas
e) Em malhas metálicas
f) Cascas
g) Terraços
h) Telhados
a) Coberturas minerais

Com materiais de origem mineral

- pedras em lousas (placas) usadas antigamente na Europa.


- Atualmente, com mesmo efeito arquitetônico usa-se
ardósia.

Forte declividade: > 50%


Casas de telhado de ardósia e ruínas de castelo - Monschau/Alemanha

Fonte: "MonschauMitBurg" por © Túrelio (via Wikimedia-Commons), 2006


Ardósia

Polonia
b) Coberturas vegetais rústicas (sapê)
Muito usada em construções provisórias ou decoração.

Cape Coral, Flórida

Fonte: cantinhodacher.blogspot.com.br
Sapê

O sapê (Imperata brasiliensis) é uma gramínea cujos caules são, após secos,
utilizados para se construírem telhados de casas rústicas. É impermeável.
Sapê Praia do Forte/BA

Imbituba/SC

Russia
c) Coberturas vegetais beneficiadas
Podem ser:
 Em pequenas tábuas (telhado de tabuinha);
 Tábuas corridas superpostas;
 chapas de papelão betumado.
Tabuinhas
d) Coberturas com membranas

 membranas plásticas (lonas) em estruturas


metálicas ou de madeiras
 atirantadas com cabos de aço – tensoestruturas
 sistemas infláveis com motores insufladores;
Tendas infláveis
Atirantada com cabo de aço
e) Coberturas em malhas metálicas

Sistemas em estruturas metálicas articuladas,


com vedação de elementos plásticos, acrílicos
ou vidros.
Coberturas em malhas metálicas

Centro cultural Kauffman Center em Kansas City


f) Coberturas tipo cascas
Estruturas de lajes em arcos, em concreto
armado, tratadas com sistemas de
impermeabilização.
g) Terraço
Estruturas em concreto armado, painéis apoiados
em vigas, impermeabilizados, isolamento térmico
e com assentamento de material para piso, se
houver tráfego.
Terraço
O TERRAÇO JARDIM DE LE CORBUSIER
O arquiteto francês Charles-Edouard Jeanneret-Gris, Le Corbusier, é o
precursor dos terraços-jardins, com a intenção de compensar o impacto
ambiental causado pela construção e proporcionar mais qualidade de vida.

O conceito de terraço-jardim foi utilizado por Lucio Costa no projeto da sede


do MEC (ministério da educação), atual Palácio Gustavo Capanema, no Rio.

Terraço-jardim
Projeto: Burle Marx
Palácio Gustavo Capanema
Edifício Gustavo Capanema ou Palácio Capanema
Ministério da Educação e Saúde Pública

Um dos primeiros edifícios, em todo o mundo, a fazer uso do brise-soleil


(quebra-sol) a fim de evitar a incidência direta de radiação solar em sua
fachada norte.
h) Telhados

O sistema construtivo mais utilizado na construção


civil, especialmente nas edificações.

Composto de:
- Cobertura: elemento de proteção
- Estrutura: apoio à cobertura. São peças destinadas
a transferir os esforços da cobertura às vigas, lajes,
pilares e ou paredes.
- Condutores de águas pluviais: calhas e condutores
verticais
Uso de telha em cobertura

Menor peso
Maior estanqueidade
Maior durabilidade
Menor participação estrutural
Menos suscetibilidade às movimentações do
edifício

Necessita de forro, normalmente.


O mercado oferece vários tipos de telhas:

- cerâmica ao natural
- esmaltadas em várias cores
- vidro
- policarbonato
- concreto colorido

É importante considerar o aspecto estético e o funcional.


Exemplos:
- Para telhado com grande inclinação, escolher telhas que já tenham
saliências para os furos de amarração, a fim de assegurar
estabilidade ao telhado

- Se há necessita de alguns segmentos de telhas de vidro para


aumentar a iluminação no interior do ambiente, escolher tipos com
versão também em vidro, para se ter um telhado uniforme, sem vãos
que possam permitir a entrada de água.
Tipos de telhas
Aço galvanizado
Telha autoportante de concreto protendido
Chapa de policarbonato

Chapas compactas (tipo vidro) ou alveolares, transparentes ou


translúcidas, em cores, praticamente inquebráveis (resistência 250
vezes superior a do vidro), baixa densidade, resistentes a raios ultra-
violeta, flexíveis, material auto extinguível, não gerando gases
tóxicos quando queimado;

Instalação em qualquer tipo de perfil: de aço, alumínio ou madeira.

Necessita boa área de apoio e folga para a dilatação térmica.


Chapa de
policarbonato
Telha de plástico
Amianto - 24/08/2012 – Fonte: http://g1.globo.com

A única mina ativa de amianto no Brasil fica em Minaçu/Goiás.

Lei federal 9.055/95, permite o uso controlado do amianto no país.

Os ministérios da Saúde, do Meio Ambiente e da Previdência apresentaram


argumentos contrários ao uso do amianto. As pastas do Comércio Exterior e
Minas e Energia apontaram que a proibição do uso do produto prejudicaria
a economia.

Cimento-amianto
Grupo das Anfíbolas: efeitos nocivos do amianto muito maiores. Ele
é proibido em todo o mundo.

O amianto Crisotila é proibido em alguns países porém ainda é


amplamente comercializado.

O Rio Grande do Sul, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo e alguns


municípios brasileiros proibiram a industrialização e a comercialização de
todos os tipos de amianto, inclusive o crisotila.

Há um projeto em andamento para o banimento do uso do amianto em todo o


território brasileiro. O relatório sugere a desativação da única mina de amianto
ainda em operação no Brasil, localizada em Minaçu (GO). O projeto está para
ser votado.
Telhas de fibrocimento
Ondulada – Fibrocimento

De fibrocimento, sem amianto, com tecnologia CRFS


(Cimento Reforçado com Fios Sintéticos)
Fibrocimento ondulada
ABNT NBR 15210

Cores: Branca, Cinza.


Rendimento por m2: variável
Fibrocimento ondulada (canteiro de obras)
Peso reduzido, exige o
mínimo de mão de obra e
madeiramento leve. Reduz
Vogatex muito o custo da cobertura.
Telha de fibrocimento colorida
Vidro
Telha de Alumínio
Telha de Aço zincado
Telhas metálicas feitas
de Aluzinco/Galvalum
Telha termoacustica

Poliuretano
Telha de concreto
Tégula
Cores: Cinza, cinza grafite, areia, avelã, rubi e tabaco.
Características: Telha produzida em concreto (cimento de alta resistência,
areia classificada e pigmento sintético).
Rendimento por m2: 10 peças
Peso por m2: 46 Kg
Inclinação Mínima: 30%
Telha cerâmica

Telha feita nas coxas


Cada tipo de telha exige um caimento (inclinação)
mínimo para a água da chuva escoar com facilidade.
Tipos de cobertura

Francesa
Cores: Vermelha, branca e de vidro
Características: Telha cerâmica natural plana com duas cavidades
na longitudinal fazendo a função de canal.
Rendimento por m2: 16 peças
Peso por m2: 44 Kg
Inclinação Mínima: 35%
Paulista
Cores: Vermelha e de vidro
Características: Telha cerâmica natural com capa e canal
separados, curvos e diferentes entre si.
Rendimento por m2: 26 peças
Peso por m2: 57 Kg
Inclinação Mínima: 30%
Colonial
Cores: Vermelha, branca, palha, pêssego e de vidro
Características: Telha cerâmica natural curva onde as peças com as
mesmas características fazem a função de capa e
canal, bastando para isto invertê-las.
Rendimento por m2: 23 peças
Peso por m2: 55 Kg
Inclinação Mínima: 35%
Plan
Cores: Vermelha, branca e de vidro
Características: Telha cerâmica natural com capa e canal separados,
diferentes entre si e linhas predominantes retas.
Rendimento por m2: 26 peças
Peso por m2: 42 Kg
Inclinação Mínima: 27%
Romana
Cores: Vermelha, esmaltadas e de vidro
Características: Telha cerâmica natural com capa e canal retos conjugados.
Rendimento por m2: 16 peças
Peso por m2: 42 Kg
Inclinação Mínima: 30%
Portuguesa ou Colmar
Cores: Vermelha, branca, pêssego, mediterrânea e esmaltadas
Características: Telha cerâmica com capa em curva e canal reto conjugados.
Rendimento por m2: 16 peças
Peso por m2: 42 Kg
Inclinação Mínima: 30%
Americana
Cores: Vermelha, branca e esmaltadas
Características: Telha cerâmica natural com capa curva e canal em linha
reta, conjugados com semelhança em relação a telha
portuguesa, mudando suas dimensões e curvatura.
Rendimento por m2: 12 peças
Peso por m2: 38 Kg
Inclinação Mínima: 36%
Germânica, escama de peixe ou chapinha
Cores: Vermelha e esmaltadas
Características: Telha cerâmica natural plana com cavidades na
longitudinal fazendo a função de canal.
Rendimento por m2: 16 peças
Peso por m2: 44 Kg
Inclinação Mínima: 50%
Germânica, escama de peixe ou chapinha

As telhas Germânica, pré-furadas, devem ser pregadas ou amarradas às ripas.


Termoplan
Dupla camada: isolamento térmico e à umidade
Inclinação mínima: 30% Peso: 54kgf/m2 - seca
15 peças por m2 65kgf/m2 - saturada
Dimensões: 45 x 21,5 cm
Telha cerâmica

VANTAGENS DESVANTAGENS
Isolante térmico, queimada ou cozida Nem todos os tipos de telhas cerâmicas são
atua como isolante tanto para o frio boas quanto ao isolamento térmico, as tipo
como para o calor francesas são um exemplo disso.
Inibe a propagação externa de sons Se o clima for muito ensolarado este tipo de
aéreos. telha pode aquecer o ambiente durante a noite
Custo moderado
Ótima difusora de vapor
Não são inflamáveis
Instalação com certa facilidade
Telha fibrocimento
VANTAGENS DESVANTAGENS
Baixíssimo custo, Possibilita grande
Não é boa isolante térmica
variedade de formas
Muito resistente à flexão, o que possibilita Necessário ventilação inferior ou manta
grandes folhas para grandes vãos térmica
Não inflamável Isolamento acústico prejudicado
Fácil instalação Baixa durabilidade

Telha metálica
VANTAGENS DESVANTAGENS
Boa flexibilidade Péssimo isolante térmico
Durabilidade Péssimo isolante acústico
Ótima impermeabilização Custo elevado
Mão-de-obra especializada para a
Não inflamável
instalação
Telha vidro
VANTAGENS DESVANTAGENS
Possibilita a passagem de luz Péssimo isolante térmico
Fácil instalação Custo elevadíssimo
Não inflamável Certa fragilidade
Inflexível

Telha plástico
VANTAGENS DESVANTAGENS
Resistência mecânica excepcioinal
Leves. Custo muito elevado
Boa resistência química aos vapores industriais, petróleo,
detergente, óleo e quase todos os solventes mecânicos.
Resistência a temperatura. Não usual em residências
Fraca condutibilidade térmica, ou seja, bom isolante térmico.
Coeficiente de dilatação baixo.
Ecotelhado
(telhado verde, cobertura verde ou jardim suspenso)

Implementado em massa a partir dos anos 60 na Alemanha


(13,5 milhões de m2 aproximadamente)

Cidades como Vancouver, Chicago, Stuttgart, Cingapura e Tóquio,


criaram leis que exigem 20% dos terraços de edifícios com plantas.

Fonte: http://teturaarqui.wordpress.com
MEERA HOUSE | BY GUZ ARCHITECTS

Fonte: Tito Heiderer

Casa Meera
Na costa da ilha de Sentosa, em Singapura
Construída em torno de uma escada ao ar livre que inunda a casa
com brisas tropicais do oceano, permitindo a sua residência para
tirar o máximo proveito do clima de Cingapura.
MEERA HOUSE | BY GUZ ARCHITECTS
MEERA HOUSE | BY GUZ ARCHITECTS
Telhado verde
Vantagens

Isolamento acústico: absorve e isola ruídos.

Conforto térmico: isolador térmico e, por evapo-transpiração, perde energia na


evaporação d’água. Diminui a necessidade de energia para climatização de
ambientes e contribui para a diminuição da emissão CO2.

Qualidade do ar: Redução da emissão de carbono, através da fotossíntese e da


absorção dos poluentes ao substrato; atenuante da poluição do ar.

•Inclusão social: Aumenta a oportunidade de convívio com a natureza em


diferentes locais.

Produção de alimentos: pode-se usar p/ horticultura e habitat de espécies.


Telhado verde
Vantagens

Proteção estrutural: elimina a concentração de calor, evitando dilatação e trincas.


O substrato absorve as chuvas ácidas.

Proteção pluvial: Aumento da retenção da água da chuva na fonte (drenagem


urbana); Redução da velocidade de escoamento da água da chuva na fonte
(telhado).

Arquitetônica: Funciona como um jardim externo, mas no telhado ou cobertura;


tendência arquitetônica em um ambiente urbano saturado de concreto, metal e
vidro, fazendo um contraponto de cor, vida e renovação em uma área antes
inutilizável. Nova opção para indústrias, residências e fachadas devido à
variedade de plantas e folhagens possíveis.

Valorização do Prédio: Pelos benefícios da ao prédio maior valor venal e


transforma áreas planas em espaços de lazer.
Telhado verde

Desvantagens

- Custo de implantação do sistema e sua devida


manutenção;
- Caso o sistema não seja aplicado de forma correta, pode
gerar infiltração de água e umidade;
-Risco de entupimento da calha, quando mal instalada;
- Fácil instalação, embora a mão-de-obra tenha que ser
especializada.
Telhado verde
Categorias.
Intensiva: mais de 20 cm, exige reforço estrutural, são de um parque com
acesso fácil e pode incluir qualquer coisa a partir de especiarias para a cozinha,
arbustos e até árvores de pequeno porte. Exige muito trabalho, irrigação,
adubação e outros cuidados.

Extensiva: De 2 a 15 cm, destinam-se a exigir cuidados mínimos, capina anual


capina ou à aplicação de fertilizante com ação lenta para estimular o
crescimento. Eles podem ser cultivadas em uma fina camada de solo ou usar
um composto especialmente formulado ou até mesmo “lã de rocha”
diretamente sobre uma membrana impermeável.

Semi-intensiva: Entre 15 e 20 cm

Fonte: teturaarqui.wordpress.com
Telhado verde
CASA INTELIGENTE COM TELHADO VERDE
Fonte: http://ecotelhado.blog.br

Sky garden
Aislación: isolamento
Techo: telhado
Maior floresta vertical do mundo – MILÃO / ITALIA - 2014
Elementos de um telhado

(oitão)
Tipos de tesoura
Elementos de tesoura - terminologia
Estrutura em madeira
Elementos de telhado sobre laje
Estrutura em madeira
Elementos de tesoura - terminologia
Estrutura metálica
Terminologia – Tesoura e suas peças

1 - Tesoura: viga em treliça plana vertical, formada de barras dispostas de


madeira a compor uma rede de triângulos, tornando o sistema estrutural
indeslocavel.

2 - Perna: Cada uma das vigas inclinadas que compõe a tesoura.

3 - Linha: Viga horizontal (tensor) que, na tesoura, está sujeita aos esforços
de tração.

4 - Pendural ou montante: Viga vertical no centro da tesoura, que vai da


cumeeira à linha da tesoura.

5 - Mão francesa, escora ou diagonal: São peças de ligação entre a linha e


a perna, encontram-se, em posição oblíqua ao plano da linha. Geralmente
trabalham à compressão.

6 - Estribo: São ferragens que garantem a união entre as peças das


tesouras. Podem trabalhar à tração ou cisalhamento.
Terminologia – peças entre tesoura e telha
7 - Ripas: pequenas peças de madeira, apoiadas sobre o caibro para
sustentação das telhas.

8 - Caibros: Peça de madeira que sustenta as ripas. Nos telhados, o caibro


se assenta nas cumeeiras, nas terças e nos frechais.

9 - Terça: Viga de madeira apoiada sobre as pernas da tesouras ou sobre


paredes, para sustentação dos caibros, paralela à cumeeira e ao frechal.

10 - Cumeeira: Terça da parte mais alta do telhado. Grande viga de madeira,


que une os vértices da tesoura e onde se apoiam os caibros do madeiramento
da cobertura. Também chamada de "espigão horizontal".

11 - Frechal: Terça da parte mais baixa do telhado. Assentada sobre a


tesoura, na direção do topo da parede.

12 – Contra - Frechal: Terça assentada sobre o topo da parede, servindo de


apoio à tesoura.
Calhas
São destinadas a captar águas pluviais das coberturas e levá-las a
condutores verticais.
Calhas
Inclinação das coberturas

Ao se projetar um telhado deve ser consultado o fabricante ou especificações


de seu produto, tais como as inclinações máximas e mínimas.

A inclinação do telhado é geralmente uniforme em toda a cobertura, podendo


entretanto ser diverso, se a planta for de forma irregular.

Se a inclinação for uniforme, ela pode ser definida pela relação entre a altura (h)
e a largura (L) da cobertura.

i% = (h / L) x100
INDICAÇÃO GERAL PRÁTICA

Tipo Cobertura Inclinação (grau)


Laje de cobertura 1o a 3º (2%)
Telhas metálicas
10o a 23o
Fibro-cimento ondulada
Cerâmica colonial 18o a 30o
Cerâmica francesa 26o a 45o
Ponto de Cobertura ou Altura das cumeeiras

É a relação entre a altura máxima da cobertura e o vão.


O Ponto varia entre 1:2 a 1:8.
Inclinação
45o 100%

40o 83,9%

35o 70%
30o 57,7%
25o 46,6%
20o 36,4%
15o 26,8%
10o 17,6%
5o 8,7%

GRAUS PORCENTAGEM
INCLINAÇÃO

Inclinação acima de 45% exige amarração de telhas


Os telhados devem possuir uma inclinação mínima que depende da
extensão dos mesmos.

ALTURA DA CUMEIRA
Formas de telhado

 Uma água
 Duas águas
 Quatro águas
 Pavilhão
 Piramidal
 Mansarda
 Lanternim
 Shed
Águas

As coberturas são constituídas por uma ou mais


superfícies que podem ser planas, curvas ou mistas,
sendo as planas as mais utilizadas.

Essas superfícies (planos) são denominadas “água”, e


conforme o seu número, temos o telhado de uma água
(vulgarmente conhecido como alpendres ou meia-água),
os de duas, de três, de quatro, etc.
Uma água
Duas águas
Duas águas invertido
Quatro águas
Seis águas
PIRAMIDAL
SHED

1) Quando não é possível obter luz lateral, ou


2) É deficiente pela excessiva largura do edifício
LANTERNIM
Permite a renovação contínua do ar pelo processo de termossifão
Mansarda
(popularizado pelo arquiteto François Mansart - 1598-1666)
Mansarda: janela do sótão.
As mansardas permitem aproveitar o vão do telhado. As águas superiores, com
inclinação comum, formam o telhado propriamente dito e as inferiores, quase
verticais, constituem a parede do sótão

ALGUNS DEFINEM:
Sótão: um aproveitamento da área sob o
telhado, sem paredes.

Ático: um aproveitamento da área sob o


telhado, com paredes.
Mansarda
Beirais

Parte da cobertura que avança além dos alinhamentos das paredes externas
para proteger as paredes contra as intempéries. Largura: 60cm à 1,00m.
Platibandas
São a continuação das paredes externas para esconder as coberturas.
Oitão (empena)
É uma parede externa paralela às tesouras, que muitas vezes serve de
apoio para as terças.
Oitão (empena)
ELEMENTOS E INTERSECÇÕES DOS
PLANOS DO TELHADO
Projeto de uma cobertura
Consiste na projeção do telhado sobre um plano horizontal, de modo a conhecer
a sua forma através das linhas de cumeeira, espigões e rincões.

Rincão: ou água furtada é receptor de água inclinado.

Cumeeira: divisor de águas horizontal.

Espigão: divisor de água inclinado.


1. As cumeeiras são linhas paralelas a uma
direção das paredes e perpendicular a
outra direção.

2. Os espigões formam ângulos de 45º


com as projeções das paredes e
partem de cantos externos.

3. Os rincões ou águas furtadas formam ângulos de 45º com as projeções das


paredes e partem de cantos internos.
Projeção das paredes externas
Projeção das paredes externas com beiral de 80 cm
Cumeeira mais alta

Buscar, dentro da
figura ADJIPNKLFEA,
o retângulo ou
quadrado, que ao
projetar uma cobertura
de 4 águas, dará a
cumeeira mais alta.
Cumeeira mais alta

Analisando pela relação


p=h/L

p é constante
h = p x L daí:
quanto maior o L maior o h.

O retângulo que possui o


maior L é o L8 = 5.30m.

O retângulo BDHJ será


então a cobertura principal.

Todas as outros coberturas


irão penetrar nesta.
Como as projeções das
paredes externas
formam um ângulo de
90º, tirando a bissetriz
do ângulo teremos uma
linha com a inclinação
de 45º.

A cumeeira ab é a mais
alta de todas.
Após projetada a cobertura em quatro águas com a cumeeira mais
alta, projeta-se os outros retângulos da mesma forma (1, 2 e 3).
Se projetarmos no retângulo
ABFE uma cobertura de
quatro águas, teremos a
necessidade de colocar uma
calha.

Ao fazer uma vista frontal da


cobertura vê-se a calha, que
leva a uma má solução
econômica, estética e de
drenagem (aumento de calhas
– dificuldade de manutenção).
Projetando com três águas têm-se
a seguinte cobertura:
Se projetarmos no retângulo
HIPO uma cobertura de quatro
águas, teremos a necessidade
de colocar uma calha.

Ao fazer uma vista frontal da cobertura vê-se a calha, que leva a


uma má solução econômica, estética e de drenagem (aumento
de calhas – dificuldade de manutenção).
Projetando com três águas têm-se
No retângulo 3, projetando com três águas têm-se
Traçando as projeções
das cumeeiras, dos
espigões e rincões,
chega-se o traçado
definitivo do telhado,
pois existem linhas
que não devem figurar
por estarem em um
mesmo plano.
Neste caso, há uma
inclinação de 30%
EXERCÍCIO: Dado o contorno externo de uma construção, fazer o
projeto da cobertura, sem os cortes, considerando: beirais e caimento
das águas em todas as empenas.
Dados: Beiral = 60cm e Telha colonial i=30%.
Construção Gráfica de Telhados Tradicionais

- Usa-se o processo das bissetrizes dos ângulos das paredes da


edificação que é o único que atende simultâneamente às exigências de:
1 - águas com mesma declividade;
2 - beirais horizontais e nivelados; e
3 – ausência de calhas horizontais.

- Primeiramente desenha-se em linha tracejada, o contôrno mais externo


da edificação ou área a cobrir.

- A seguir, em linha fina e cheia, o contorno externo do telhado, o beiral a


50cm.

- Traça-se a bissetriz interna de cada um dos ângulos formados pela linha de


contorno externo do telhado. Estas bissetrizes devem se tocar no mesmo
ponto onde passa a linha das cumeeiras (que é a linha que divide o vão
transversal a vencer, em dois).

- Por último, é fazer uma "limpeza" das linhas não-existentes, através de uma
análise da coerência de cada plano inclinado.
- As concordâncias entre bissetrizes e linhas de cumeeiras vão originar
rincões (canais ou calhas - como se fora um riacho no fundo de um vale - nos
ângulos reentrantes) ou espigões (divisores de águas - ou cumeeiras
inclinadas - salientes), no encontro de dois planos inclinados.

- Facilita a visualização entender que haverá predominância das alas da


edificação que tiverem maior vão transversal, sobre as alas mais estreitas,
pois naquelas a cumeeira estará sempre mais alta.
GLOSSÁRIO NA ÁREA DE EXECUÇÃO DE COBERTURAS

Água – é o tipo de caimento dos telhados em forma retangular ou trapezoidal


(meia-água, duas águas, três, quatro águas).
Alpendre - cobertura suspensa por si só ou apoiada em colunas sobre portas ou
vãos. Geralmente, fica localizada na entrada da edificação.
Beiral – parte da cobertura em balanço que se prolonga além da prumada das
paredes.
Caibros – peças e madeira de média esquadria que ficam apoiadas sobre as terças
para distribuir o peso do telhado.
Calha – é canal ou duto em alumínio, chapas galvanizadas, cobre, PVC ou latão
que recebe as águas das chuvas e as leva aos condutores verticais.
Cavalete – é a estrutura de apoio de telhados feita em madeira, assentada
diretamente sobre laje.
Chapuz – é o calço de madeira, geralmente em forma triangulas que serve de apoio
lateral para a terça ou qualquer outra peça de madeira.
Clarabóia – é a abertura na cobertura, fechada por caixilho com vidro ou outro
material transparente, para iluminar o interior.
Contrafrechal – é a viga de madeira assentada na extremidade da tesoura.
Cumeeira – parte mais alta do telhado no encontro de duas águas.
Empena, oitão ou frontão - cada uma das duas paredes laterais onde se apoia a
cumeeira nos telhados de duas águas.
Espigão – interseção inclinada de águas do telhado.
GLOSSÁRIO NA ÁREA DE EXECUÇÃO DE COBERTURAS

Frechal – é a componente do telhado, a viga que se assenta sobre o topo da parede,


servindo de apoio à tesoura. Distribui a carga concentrada das tesouras sobre a
parede.
Platibanda – mureta de arremate do telhado, pode ser na mesma prumada das
paredes ou com beiral.
Policarbonato - Material sintético, transparente, inquebrável, de alta resistência, que
pode substituir o vidro, proporcionando grande luminosidade.
Recobrimentos – são os transpasses laterais, inferior e superior que um elemento de
cobrimento (telha) deve ter sobre o seguinte.
Rincão (água furtada) – canal inclinado formado por duas águas do telhado.
Ripas – são as peças de madeira de pequena esquadria pregadas sobre os caibros
para servir de apoio para as telhas.
Tacaniça – é uma água em forma triangular.
Terças – são as vigas de madeira que sustentam os caibros do telhado,
paralelamente à cumeeira e ao frechal.
Tirante – é a viga horizontal (tensor) que, nas tesouras, está sujeita aos esforços de
tração.
Treliça – é a armação formada pelo cruzamento de ripas de madeira. Quando tem
função estrutural, chama-se viga treliça e pode ser de madeira ou metálica.
Varanda – área coberta ao redor de bangalôs (casas térreas), no prolongamento do
telhado.