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Manual de Redação

Padronização de Normas

Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação


Universidade Federal de Juiz de Fora
Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação (CAEd)
Coordenação de Análises e Publicação de Resultados (CAP)
Equipe de Comunicação com a Escola (COMESC)

Manual de Redação
Padronização de Normas

Juiz de Fora, agosto de 2012


Sumário
Apresentação 07

Redação 11
2.1. Siglas e abreviaturas 13
2.2. Regras de estilo 15
2.2.1.  Redação de siglas 15

2.2.2. Números 16

2.2.3. Data e hora 16

2.2.4.  Padronizações diversas 16

2.2.5.  Palavras estrangeiras 16

2.2.6. Cargos 16

2.3. Diretrizes gerais 17


2.4. Orientações para textos técnico-científicos 17
2.4.1. Temas 19

2.4.2. Elementos pré-textuais 20

2.4.3. Elementos textuais 21

2.4.4. Elementos pós-textuais 23

Formatação 25
3.1. Estruturação geral 27
3.2. Referências bibliográficas 30

Glossário geral 31
Indicações para consulta 35
Padrão para Correção 39
1
Apresentação
O presente manual visa à padronização dos textos produzidos pelo Centro de Políticas Públicas e Avaliação
da Educação (CAEd), em busca da construção de uma cultura de uso homogêneo e correto da escrita,
adequado às questões linguísticas e pragmáticas que se relacionam aos produtos intelectuais e informativos
da instituição. Este documento torna-se relevante por levar em conta a produção e o fluxo de material
intelectual e informativo, que têm aumentado significativamente no CAEd, além da necessidade de registro
e documentação das atividades da instituição, cada vez mais numerosas e diversificadas. A produção deste
material justifica-se, ainda, pela necessidade de comunicação entre os diferentes setores da instituição e
também a que se estabelece com outros órgãos públicos e privados, nacionais e internacionais.
Entende-se que a linguagem, como meio de expressão e interação social, é dinâmica e sujeita às condições
do ambiente em que se encontra, ou seja, o contexto determina a constituição dos textos e atos de fala. No
âmbito da Educação e da Avaliação, há conceitos e terminologias próprios, que expressam a natureza de seus
sentidos. Por isso, é sempre importante o compartilhamento e o intercâmbio do conhecimento relacionado
aos recursos linguísticos. Nesse sentido, um manual desta natureza poderá fornecer subsídios para que os
colaboradores tenham autonomia no seu processo de escrita (com a garantia de um padrão de qualidade),
o que contribui para o aperfeiçoamento dos textos produzidos pelo CAEd, orientando a produção escrita,
esclarecendo dúvidas e oferecendo soluções.
Este Manual de Redação apresenta questões pertinentes aos aspectos redacionais característicos de
textos produzidos no ambiente do CAEd. Especialmente no que se refere a questões formais, as regras
são elencadas a partir de normas mais amplas, como as relativas à Associação Brasileira de Normas
Técnicas (ABNT).
Portanto, este manual configura-se como um empreendimento em aberto, uma vez que aguarda sugestões
de seus usuários, cujas contribuições poderão melhorar esta ação que se quer participativa.

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Redação
Neste tópico, seguem descritas as principais regras de redação para padronização dos textos produzidos.

2.1. SiglAS e AbReviAtuRASS


De acordo com o padrão da norma culta, há uma regra clara quanto às siglas, a qual segue descrita abaixo:
ƒƒCom até três letras aparecem em caixa alta. Ex.: FMI, ONU.
ƒƒSiglas com quatro letras ou mais, que formam palavras, vão em caixa alta e baixa. Ex.: Capes,
Unesco, Unicef.
ƒƒQuando se pronuncia separadamente cada uma de suas letras, ou parte da sigla, usa-se caixa alta.
Ex.: UFJF, BNDES.
No entanto, cabe ressaltar que determinadas siglas da Instituição não devem seguir tais determinações
– como a do próprio CAEd –, pois adquiriram ao longo do tempo uma identidade própria, devendo ser
respeitadas conforme foram implantadas. A seguir, estão listadas as principais siglas utilizadas no CAEd:

SetoReS
ƒƒCentro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação (CAEd)
ƒƒCoordenação de Análise e Publicações (CAP)
ƒƒCoordenação de Desenvolvimento da Gestão (CDG)
ƒƒCoordenação de Desenvolvimento de Sistemas (CDS)
ƒƒCoordenação de Gestão de Pessoas (CGP)
ƒƒCoordenação de Instrumentos de Avaliação (CIA)
ƒƒCoordenação de Material Didático (CMD)
ƒƒCoordenação de Medidas Educacionais (CME)
ƒƒCoordenação de Operações de Avaliação (COA)
ƒƒCoordenação de Orçamento e Finanças (COF)
ƒƒCoordenação de Planejamento e Controle (CPC)
ƒƒCoordenação de Processamento de Documentos (CPD)
ƒƒCoordenação de Produção Visual (CPV)
ƒƒCoordenação de Projetos Especiais de Avaliação (CPA)
ƒƒCoordenação de Relações Institucionais (CRI)
ƒƒCoordenação de Serviços Gerais (CSG)
ƒƒCoordenação de Suporte Acadêmico (CSA)
ƒƒCoordenação de Suporte e Implantação (CSI)
ƒƒCoordenação de Suprimentos e Transportes (CST)
ƒƒCoordenação de Tutoria (CTU)
ƒƒCoordenação do Escritório de São Paulo (CSP)
ƒƒCoordenação Geral (COO)
ƒƒUnidade de Administração (UAD)

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ƒƒUnidade de Avaliação (UAV)
ƒƒUnidade de Formação (UFO)
ƒƒUnidade de Pesquisa (UPE)
ƒƒUnidade de Sistemas de Gestão (USG)

Projetos - Estados
ƒƒPrograma de Avaliação da Aprendizagem Escolar (Paae)
ƒƒPrograma de Avaliação da Educação Básica do Espírito Santo (Paebes)
ƒƒPrograma Municipal de Avaliação Externa de Desempenho de Alunos da Rede Municipal de Ensino de
Campo Grande-MS (Promover)
ƒƒSistema de Avaliação da Educação da Rede Pública de Mato Grosso do Sul (Saems)
ƒƒSistema de Avaliação da Educação do Estado do Rio de Janeiro (Saerj)
ƒƒAvaliação Bimestral do Sistema de Avaliação da Educação Básica do Estado do Rio de Janeiro (Saerjinho)
ƒƒSistema de Avaliação da Educação Fundamental das Escolas da Prefeitura de Belo Horizonte (Avalia BH)
ƒƒSistema de Avaliação do Desempenho Educacional do Amazonas (Sadeam)
ƒƒSistema de Avaliação Educacional de Pernambuco (Saepe)
ƒƒSistema de Avaliação Educacional do Piauí (Saepi)
ƒƒSistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Rio Grande do Sul (Saers)
ƒƒSistema de Administração e Gestão Escolar de Alagoas (Sageal)
ƒƒSistema Estadual de Avaliação da Aprendizagem Escolar (Seape)
ƒƒSistema Mineiro de Avaliação da Educação Pública (Simave - Proeb e Proalfa)
ƒƒSistema Paraense de Avaliação Educacional (Sipave)
ƒƒSistema Permanente de Avaliação da Educação Básica do Ceará (SPAECE)
ƒƒSistema de Avaliação Baiano de Educação (Sabe)
ƒƒSistema Mineiro de Administração Escolar (Simade)
ƒƒAVALIABH EJA
ƒƒSistema de Avaliação Educacional do Estado de Goiás (Saego)
ƒƒPrograma Internacional de Avaliação dos Estudantes (Pisa)
ƒƒServiço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai)
ƒƒSistema para Administração e Controle Escolar (SisLAME)

Projetos - Gerais
ƒƒEntre Jovens: A Tutoria melhorando o Desempenho Escolar (Instituto Unibanco)
ƒƒProJovem: Programa Nacional de Inclusão de Jovens: Educação, Qualificação e Ação Comunitária
(Instituto Unibanco)
ƒƒPrograma Ensino Médio Inovador (ProEMI)
ƒƒProade: Programa de Avaliação de Desempenho dos Estudantes (Senai)

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Projetos de Mestrado:
Nome do contrato/ano Contratante
MESTRADO SETEC - 2011 SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA
MESTRADO MOÇAMBIQUE 2011 THE WORLD BANK
MESTRADO RJ 2011 SECRETARIA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO RIO DE JANEIRO
MESTRADO LIMEIRA 2011 PREFEITURA MUNICIPAL DE LIMEIRA
MESTRADO UNIBANCO 2011 INSTITUTO UNIBANCO
MESTRADO INEP 2011 INEP INST. NAC. DE ESTUDOS E PESQ. EDUCACIONAIS
MESTRADO RJ 2010 SECRETARIA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO RIO DE JANEIRO
MESTRADO JF 2010 PREFEITURA MUNICIPAL DE JUIZ DE FORA
MESTRADO MG 2010 SECRETARIA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS
MESTRADO BH 2010 PREFEITURA MUNICIPAL DE BELO HORIZONTE
MESTRADO CE 2010 SECRETARIA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO CEARÁ
MESTRADO BH 2012 PREFEITURA MUNICIPAL DE BELO HORIZONTE
MESTRADO MT 2012 SECRETARIA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE MATO GROSSO
MESTRADO UNIBANCO 2012 INSTITUTO UNIBANCO
MESTRADO ACRE 2012 SECRETARIA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO ACRE
MESTRADO PE 2012 SECRETARIA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE PERNAMBUCO
MESTRADO SETEC - 2012 SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA
MESTRADO JF – 2012 PREFEITURA MUNICIPAL DE JUIZ DE FORA
MESTRADO CE - 2012 SECRETARIA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO CEARÁ

2.2. Regras de estilo


Além de ser um instrumento de padronização, a implantação do estilo da língua escrita é importante para
tornar o texto mais limpo e objetivo, o que terá impacto direto na leitura, tornando-a mais agradável, uma
vez que os elementos estarão harmonizados em torno da identidade institucional.
A seguir, estão listadas algumas regras básicas que configuram o padrão do CAEd:

2.2.1.  Redação de siglas


Na primeira apresentação de uma sigla, ela deve estar acompanhada de sua descrição completa, sendo
que a sigla virá em seguida, entre parênteses, conforme o exemplo a seguir:
“O Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (CAEd/
UFJF) é uma instituição que elabora e desenvolve programas de avaliação sobre o rendimento escolar dos
alunos de escolas públicas. O CAEd também cria e promove cursos de formação, qualificação e aprimoramento
aos profissionais da Educação de diversos estados do Brasil”.

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2.2.2.  Números
O uso de numerais respeita a seguinte regra:
ƒƒDe 0 a 10: escrever por extenso. Ex.: Foram entregues dez boletins à escola.
ƒƒAcima de 10: escrever o numeral em algarismos. Ex.: No dia 1º, 18 coordenadores participaram
da capacitação.
ƒƒ numerais referentes às séries/anos devem vir em algarismos e não por extenso. Ex. 9º ano do
Os
Ensino Fundamental.

2.2.3.  Data e hora


Para apresentação de hora, optou-se por utilizar o seguinte padrão: 10h30. Quanto à data, deve ser
colocada por extenso, sendo que o número referente ao dia deve estar representado como numeral, conforme
o exemplo a seguir: no dia 5 de dezembro foi realizado o IV SIARE.

2.2.4.  Padronizações diversas


Os nomes das disciplinas avaliadas deverão vir com inicial maiúscula, bem como a etapa de escolaridade
e rede de ensino. Ex. Língua Portuguesa, Matemática, Ensino Fundamental, Ensino Médio, Rede Estadual,
Rede Municipal. Ocorrerá o mesmo com os termos específicos da Avaliação: Escala de Proficiência, Matriz de
Referência, Padrões de Desempenho, Domínios e Competências. Os tópicos/temas da Matriz de Referência,
bem como os domínios da relação Escala-Matriz deverão vir sem aspas e com apenas a inicial da primeira
palavra em caixa alta. Ex.: Apropriação do sistema de escrita; Coerência e coesão no processamento do texto.

2.2.5.  Palavras estrangeiras


Sendo palavras já agregadas ao vocabulário português brasileiro, não é necessário destacá-las. Do con-
trário, deve-se colocar em itálico, como site e layout, por exemplo. Site é uma palavra já incorporada à lin-
guagem cotidiana. Layout, por sua vez, tem um uso mais restrito aos domínios de produção visual; por isso,
deve estar destacada.
OBS. Para verificar se determinada palavra estrangeira foi ou não incorporada à nossa linguagem cotidi-
ana, tomou-se como referência o site da Academia Brasileira de Letras (www.academia.org.br/abl), onde há
uma busca ao vocabulário (VOLP). Se a palavra não constar nesse link, é porque não foi incorporada ao por-
tuguês e, portanto, deve vir em itálico.

2.2.6.  Cargos
A designação do cargo ocupado pelas pessoas deve vir sempre em primeiro lugar e não o seu nome: “A
coordenadora geral do CAEd, Lina Katia, ...”

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É em função do cargo ou atividade que, em geral, as pessoas são reconhecidas. A única exceção é para car-
gos com nomes (de instituições) muito longos: “A professora Dalva Silva Souza, coordenadora da Secretaria
de Educação do Estado...”

2.3. Diretrizes gerais


Embora não seja uma tarefa simples, redigir tem se tornado cada vez mais prático. Isso porque a redação
institucional tem abolido velhas regras e modernizado sua linguagem, a fim de facilitar tanto a vida de quem
escreve, quanto a de quem lê. O imperativo hoje, diante da sociedade da informação, reside na simplicidade:
é preciso ser claro, preciso, direto, objetivo e conciso. Frases curtas e diretas são sempre a melhor opção.
Abaixo estão listadas algumas características essenciais a um texto:
ƒƒImpessoalidade;
ƒƒObjetividade;
ƒƒClareza;
ƒƒConcisão;
ƒƒFormalidade;
ƒƒUniformidade.
Para finalizar, algumas sugestões:
A) Construa frases curtas: sua informação principal pode se perder no meio do uso excessivo dos
“que”, “pois”, “ademais” etc. se houver um exagero de frases longas.
B) Prefira o simples ao complexo: a naturalidade é sempre importante. Por isso, suprima palavras
desnecessárias e pensamentos complexos, que dificultam a compreensão.
C) Proponha ação nos verbos: dê preferência a verbos na voz ativa e ao tempo simples.
D) Associe-se à experiência do leitor: ao simplificar uma informação, certifique-se de que a compreen-
são do leitor não ficará prejudicada com a omissão de detalhes.
E) Escreva com objetividade, porém tome cuidado para não artificializar sua linguagem e deixe que a
naturalidade prevaleça.

2.4. Orientações para textos técnico-científicos


Para o desenvolvimento de projetos, apresentamos neste tópico um conjunto de orientações que expõe, de
forma clara e direta, alguns requisitos básicos de um projeto: objetivos, contexto, metodologia, planejamento
e execução. Espera-se também que, durante a elaboração e apresentação deste documento, estabeleça-se
uma discussão capaz de suscitar um consenso em torno de conceitos e objetivos a serem desenvolvidos no
trabalho, bem como agregar contribuições para seu conteúdo.

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Tratando-se especificamente de artigos, as diretrizes aqui presentes nortearão o processo de escrita, pois
haverá a delimitação do tema, da metodologia e da análise dos dados, facilitando a construção do texto de
acordo com os propósitos do CAEd.
Para a construção de um projeto de pesquisa ou artigo, sugere-se a seguinte estrutura:
ƒƒProblema de Pesquisa: tópico frasal que apresenta a questão a ser explorada ou estudada. Uma
ou duas frases são capazes de transmitir a ideia principal a ser explorada no projeto de maneira
sintética.
ƒƒObjetivos: apresentam em forma dissertativa os objetivos do projeto, explicando em um ou dois
parágrafos o problema, as variáveis relevantes para seu estudo (dependente e independentes),
hipóteses ou resultados esperados. Em caso de múltiplos objetivos, desenvolve-se a apresentação
dos mais importantes em sua ordem de realização ou relevância.
ƒƒVariável Dependente: o que vai ser explorado ou entendido através do projeto.
ƒƒVariáveis Independentes: o que vai explicar ou intervir (variável de teste) no entendimento da variável
dependente e o que pode concorrer com a variável de teste, ou o que seja necessário controlar para
entender o problema do projeto.
ƒƒReferência Bibliográfica: desenvolvimento de conceitos básicos da literatura de referência para a
realização do projeto. Não se trata de uma revisão acabada: apenas é necessário apresentar os
autores e seus conceitos mais importantes para situar a concepção do criador do projeto sobre o
seu problema, de maneira lógica e organizada.
ƒƒMetodologia: tipo de método – quantitativo, qualitativo ou ambos – citando a fonte necessária para
a realização do projeto (dados primários ou secundários, documentos escritos, entrevistas etc.), as
técnicas de análise dessas informações, e outros dados relevantes.
ƒƒMétodo: quantitativo, qualitativo ou ambos;
ƒƒFonte de Informações: de onde vieram os dados?
ƒƒTécnicas de Análise: uso de software quantitativo (SPSS, R – Regressão MQO, tabelas de contingência,
etc.) ou qualitativo (Atlas TI, NVivo – análise de conteúdo, grounded theory) etc.
ƒƒCronograma: um quadro das atividades necessárias à realização do projeto, com prazos para
cumprimento de etapas, a fim de facilitar a visualização das tarefas, o planejamento e a execução.

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2.4.1.  Temas
O CAEd elabora e desenvolve programas de avaliação sobre o rendimento escolar dos alunos de escolas
públicas, cria e oferece cursos de formação, qualificação e aprimoramento aos profissionais da Educação de
diversos estados do Brasil, além de desenvolver softwares para a gestão de escolas públicas. Neste contexto,
consideramos o desenvolvimento de artigos em três áreas principais, que abrangem os ramos de trabalho
desenvolvidos pela empresa:

I) Gestão Educacional
O CAEd desenvolve sistemas de monitoramento e auxílio aos gestores das escolas públicas. O objetivo é
oferecer subsídios para implantar programas mais modernos que atendam às necessidades dos alunos e dos
professores nas instituições de ensino.
Os projetos desenvolvidos pelo CAEd nessa área são: ProJovem, Projovem Urbano, o portal do Simade,
Simade Web e SisLAME. O ProJovem (Programa Nacional de Inclusão de Jovens: Educação, Qualificação e
Ação Comunitária) foi implantado em 2005, no governo Lula, e tem como público-alvo jovens de 18 a 24 anos,
não trabalhadores e que precisam concluir a 4ª série/5º ano do Ensino Fundamental. Esse programa oferece a
oportunidade de os jovens concluírem os estudos e se inserirem no mercado de trabalho de forma capacitada.
O ProJovem Urbano é um desmembramento do ProJovem, exposto acima, e objetiva contribuir para
o aumento da escolaridade dos jovens, bem como para a formação cidadã. Neste curso, oferecido em 18
meses, o estudante tem a oportunidade de concluir o Ensino Fundamental, capacitando-se, ainda, para o
trabalho e para as novas demandas sociais de acesso à informática. Ainda neste programa são oferecidas
oportunidades de participação cidadã e um abono mensal para alunos frequentes. Além dessa modalidade, o
ProJovem ainda se desmembra em: ProJovem Adolescente, ProJovem Campo e ProJovem Trabalhador.
O Simade (Sistema Mineiro de Administração Escolar) é um programa de armazenamento de dados que
atende às necessidades das escolas de Minas Gerais, facilitando o planejamento de projetos e políticas
públicas. Foi desenvolvido pela Secretaria da Educação e pelo CAEd.
O SisLAME também é um programa de armazenamento e manipulação de dados que agrupa diversas
informações da vida escolar dos alunos. É uma tecnologia avançada e inovadora que melhora o trabalho
pedagógico e oferece um suporte aos gestores.
Nesse tema interessam artigos cujo objetivo seja a dissertação de práticas educativas que visem
desenvolver a prática de gestão nas escolas, ilustrações de realidades administrativas bem-sucedidas, assim
como outras possibilidades.

II) Avaliação Educacional


Os programas de avaliação em larga escala têm o objetivo de verificar a qualidade da educação no Brasil.
O CAEd tem, como umas de suas atribuições, a tarefa de desenvolver tecnologias e implementar programas

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de avaliação que auxiliem estados e municípios a avaliar seus desempenhos e, assim, promover educação
para todos.
Nesse bloco temático sugere-se a produção de artigos que abordem assuntos relativos aos resultados das
avaliações em larga escala.

III) Formação Docente


O CAEd oferece cursos de pós-graduação Lato Sensu, além de capacitação de profissionais ligados à
área da Educação. O objetivo é contribuir para a qualidade educacional ao se implementar estratégias de
formação continuada, que é um importante meio para aprimoramento e atualização das práticas pedagógicas
dos profissionais. Considerando-se a relevância desse assunto, torna-se imprescindível refletir sobre o
desenvolvimento e a qualidade de programas com esse objetivo.

2.4.2.  Elementos pré-textuais

I) Título e subtítulo
O título e o subtítulo (quando houver) representam a informação inicial do texto, o primeiro contato do
leitor com o assunto a ser tratado. Como será uma primeira orientação para o leitor identificar o contexto
em que o artigo está inserido, deverá ser composto por poucas palavras e sintetizar de forma adequada o
conteúdo do texto.
O título e o subtítulo não devem conter abreviaturas ou informações entre parênteses, procurando sempre
explicitar o assunto de modo simples e claro.

II) Nome, Titulação e outras informações sobre o(s) Autor(es)


A autoria do texto permite uma aproximação do leitor ao assunto tratado, tornando conhecido aquele
que está articulando o conhecimento. Assim, um breve currículo deve ser apresentado em nota de rodapé
numerada, informando titulação, instituição com a qual o autor mantém vínculo profissional e endereço
eletrônico para contato.
No caso de haver mais de um autor, os nomes devem estar disponibilizados um abaixo do outro, em
ordem alfabética.

III) Dedicatória e Epígrafe (opcionais)


A Epígrafe constitui uma citação apresentada pelo autor. Geralmente é retirada de um texto, seja ele livro,
música, poema, seguida pela indicação de autoria e está relacionada ao assunto abordado no artigo. Este

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elemento é opcional no desenvolvimento de artigos e, quando presente, está disposto após os nomes dos
autores ou da dedicatória.

IV) Resumo e Palavras-chave em Língua Portuguesa


O resumo constitui um texto sucinto que apresenta o objetivo do trabalho, a metodologia utilizada, os
resultados encontrados e as conclusões do autor sobre a pesquisa realizada. Deve ser redigido em um único
parágrafo, de até 250 palavras, organizado em uma sequência de frases.
As palavras-chave devem ser apresentadas após o resumo, em um número mínimo de 3 (três) e máximo
de 5 (cinco) termos que representem o conteúdo do artigo desenvolvido, separados por ponto e vírgula. As
palavras-chave devem trazer ao leitor uma visão geral do assunto tratado.

V) Resumo e Palavras-chave em Língua Estrangeira


O resumo em língua estrangeira deve apresentar a versão do resumo, em língua portuguesa, para um idioma
internacional ( geralmente inglês, espanhol ou francês), de acordo com a área de abrangência, revista ou evento
a ser divulgado o artigo. As palavras-chave também devem ser a versão, para um idioma internacional, das
palavras-chave em língua portuguesa.
A formatação do resumo em português ou língua estrangeira segue o mesmo padrão, bem como a
formatação das palavras-chave em cada idioma.

2.4.3.  Elementos textuais

I) Introdução
A introdução de um artigo científico deve expor uma visão geral do trabalho para o leitor, apresentando:
ƒƒo tema abordado;
ƒƒo enfoque sob o qual o tema foi desenvolvido;
ƒƒtrabalhos anteriores que focalizaram o mesmo tema;
ƒƒa(s) justificativa(s) para a escolha do tema;
ƒƒo problema e a(s) hipótese(s) de trabalho;
ƒƒo(s) objetivo(s) da pesquisa;
ƒƒa metodologia utilizada para o desenvolvimento do estudo.

II) Desenvolvimento
O objetivo desta seção é apresentar o referencial teórico (teoria, autor, pesquisadores da área) que sustente
a análise de dados que estão presentes na pesquisa. O tema a ser tratado será mapeado teoricamente através
de citações de autores e de exemplificações, esses conhecimentos possibilitarão uma nova compreensão
do problema.
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Fazer referências por meio de uma literatura focada em Avaliação do Rendimento Escolar, Gestão
Educacional e Formação de Professores constitui o foco temático para o desenvolvimento de artigos.

Metodologia
É necessário explicitar o tipo de metodologia adotada no artigo. Isso significa descrever as técnicas e
os métodos que são utilizados como estratégias de pesquisa. A apresentação da metodologia permite
compreender quais elementos farão parte do processo de construção do texto e a importância dos dados
nesse processo.
Considera-se que, primeiramente, deve-se saber claramente se se trata de uma pesquisa qualitativa
ou quantitativa. Deve-se ter em mente que uma pesquisa qualitativa está focada fundamentalmente na
interpretação dos fenômenos e na atribuição de significados, em que os pesquisadores tendem a analisar
seus dados por indução. Já a pesquisa quantitativa considera que tudo pode ser quantificável e procura
exprimir em números opiniões e informações para classificá-los e analisá-los.
Apoiando-se em um desses tipos de pesquisa, busca-se desenvolver o artigo escolhendo os dados ou
outras fontes de pesquisa que serão utilizadas na análise.
Alguns dados podem ser encontrados em diversos endereços eletrônicos ou estão no domínio do CAEd,
dentre eles, os resultados de avaliações estaduais/municipais e de outros projetos realizados pela instituição.
Estas informações têm como objetivos obter resultados sobre a qualidade do ensino e fornecer subsídios
para formulação e monitoramento das políticas educacionais.

Análise de dados
A inter-relação entre dados e teorias constitui a análise dos dados de uma pesquisa, seja qual for a forma
de publicação. O autor, ao desenvolver um artigo, poderá se apropriar dos dados fornecidos pelo banco de
dados do CAEd ou utilizar referências textuais sobre o tema escolhido. É importante que o autor empregue,
nesse tópico, uma análise dos dados articulada com a teoria referenciada e argumente também acerca de seu
ponto de vista diante dos conhecimentos adquiridos.

III) Conclusão
Alguns artigos apresentam a conclusão da pesquisa embutida na discussão, sem um tópico separado.
Outros optam por inserir um tópico somente para explicitar aspectos da conclusão, o que muitas vezes mostra-
se favorável para o leitor que, ao fazer uma pesquisa, sabe quais artigos fornecem as informações requeridas.
A conclusão consiste no fechamento do trabalho estudado. Ela apresenta a resposta às hipóteses
enunciadas e aos objetivos do estudo, os quais foram apresentados na introdução. Relaciona-se às diversas
ideias desenvolvidas ao longo do trabalho, num processo de síntese dos principais resultados, com os
comentários do autor baseados na teoria utilizada.

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O autor, conforme o tipo e o objetivo da pesquisa apresentada, pode trazer também nesse tópico algumas
recomendações gerais acerca de novos estudos e caminhos por onde a investigação pode prosseguir.
Do mesmo modo, pode orientar os leitores sobre fatos importantes e sugerir decisões e práticas a serem
tomadas conforme os resultados da pesquisa.
Ressalta-se que, neste tópico, não se admite a inclusão de dados que já não tenham sido apresentados
no decorrer do artigo. Também não se deve trazer material, método e explicitação dos primeiros resultados
da pesquisa.

2.4.4.  Elementos pós-textuais

I) Referências
A listagem dos livros, artigos e outros elementos aos quais o autor fez referência ao longo do artigo deve
ser apresentada neste tópico. Deste modo, o leitor pode identificar quais fontes o autor utilizou para basear
sua pesquisa.

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Formatação
3.1. Estruturação geral
Instituem-se como padrão de formatação as recomendações (NBR 14724) da Associação Brasileira de Nor-
mas Técnicas (ABNT). Seguem informações sobre os principais elementos que compõem a estrutura do texto:
1. Editor de texto: Word for Windows 1997 ou posterior.
2. Papel tamanho A4 (21,0 x 29,7 cm).
3. Fonte Times New Roman (ou Arial) corpo 12.
4. Margem superior e margem esquerda de 3 cm, margem inferior e margem direita de 2 cm.
5. Espaçamento entrelinhas de 1,5.
6. Parágrafo com deslocamento de 1,25.

Título e subtítulo
Formatação do título
ƒƒFonte: Times New Roman
ƒƒEfeito: iniciais das palavras em letra maiúscula (com exceção das preposições, advérbios,
conjunções etc.)
ƒƒEstilo da fonte: Negrito
ƒƒTamanho: 16
ƒƒEspaçamento entre linhas: 1,5
ƒƒAlinhamento: Centralizado

Formatação do subtítulo (se houver)


Após o título, precedido de dois pontos
ƒƒFonte: Times New Roman
ƒƒEfeito: caixa baixa (palavras em letra minúscula)
ƒƒEstilo da fonte: Negrito
ƒƒTamanho: 16
ƒƒEspaçamento entre linhas: 1,5
ƒƒAlinhamento: Centralizado

Nome, Titulação e Situação do(s) Autor(es)


Formatação do(s) autor(es)
ƒƒFonte: Times New Roman
ƒƒEstilo da fonte: Normal
ƒƒTamanho: 12
ƒƒEspaçamento entre linhas: 1,5
ƒƒAlinhamento: à direita

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Formatação nota de rodapé para autores
ƒƒFonte: Times New Roman
ƒƒEstilo da fonte: Normal
ƒƒTamanho: 10
ƒƒEspaçamento entre linhas: simples
ƒƒAlinhamento: Justificado

Dedicatória e Epígrafe (opcionais)


Formatação da Epígrafe
ƒƒFonte: Times New Roman
ƒƒEstilo da fonte: Itálico
ƒƒTamanho: 11
ƒƒEspaçamento entre linhas: simples
ƒƒAlinhamento: Justificado com recuo do texto em 4 cm.
ƒƒNome do autor e ano de publicação: após o texto, entre parênteses, separados por vírgulas,
caixa alta

Resumo e Palavras-chave em Língua Portuguesa


Formatação da palavra “Resumo”
ƒƒFonte: Times New Roman
ƒƒEstilo da fonte: negrito
ƒƒTamanho: 12
ƒƒEspaçamento entre linhas: 1,5
ƒƒAlinhamento: Justificado

Formatação do texto do Resumo


ƒƒFonte: Times New Roman
ƒƒEstilo da fonte: normal
ƒƒTamanho: 12
ƒƒEspaçamento entre linhas: simples
ƒƒAlinhamento: Justificado

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Formatação da expressão “Palavras-chave”
ƒƒFonte: Times New Roman
ƒƒEstilo da fonte: negrito
ƒƒTamanho: 12
ƒƒEspaçamento entre linhas: simples
ƒƒAlinhamento: Justificado

Formatação dos termos da Palavra-chave


ƒƒFonte: Times New Roman
ƒƒEstilo da fonte: normal
ƒƒTamanho: 12
ƒƒEspaçamento entre linhas: 1,5
ƒƒAlinhamento: Justificado
ƒƒLetras iniciais dos termos em maiúscula
ƒƒTermos separados por ponto e vírgula

Ilustrações, Quadros, Tabelas, Fórmulas, Gráficos


Os quadros, tabelas, gráficos, ilustrações e outras inserções deverão vir acompanhados dos respectivos
títulos e legendas devendo estar no final do trabalho, com indicação do local em que devem ser inseridos no
texto publicado. 

Formatação do Título
ƒƒFonte: Times New Roman
ƒƒEstilo da fonte: normal
ƒƒTamanho: 12
ƒƒEspaçamento entre linhas: 1,5
ƒƒAlinhamento: Justificado

Formatação do texto da Legenda


ƒƒFonte: Times New Roman
ƒƒEstilo da fonte: normal
ƒƒTamanho: 10
ƒƒEspaçamento entre linhas: simples
ƒƒAlinhamento: Justificado

29

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3.2. Referências bibliográficas
Referências são o conjunto de elementos que identificam as obras utilizadas na elaboração do trabalho.
Todas as obras citadas (no corpo do texto, nos créditos de ilustrações e tabelas ou em notas de rodapé) de-
vem compor a listagem das referências.
As referências devem ser apresentadas em uma única ordem alfabética, independentemente do suporte
físico (livros, periódicos, publicações eletrônicas ou materiais audiovisuais) alinhadas somente à esquerda,
em espaço simples, e um espaço simples entre elas.
O título “REFERÊNCIAS” deverá ser justificado no alto da página, com letras em caixa alta e negrito.

Formatação
Citação longa (+ 3 linhas): com recuo de 4 cm.

Espaçamento
1. 1,5 em todo o texto;
2. Dois espaços de 1,5 – separando cada título e subtítulos do texto que os precede e os que sucedem;
3. Espaço simples para citação longa, nota de rodapé, referências, legendas;
4. Dois espaços simples - entre uma referência e outra.

Paginação
As folhas do trabalho devem ser numeradas sequencialmente em algarismos arábicos. A contagem será
feita a partir da folha de rosto. A numeração, no entanto, deve aparecer somente a partir da primeira folha
textual (Introdução) e sendo consecutiva até o final do trabalho. O número da página deve aparecer no canto
superior direito da folha, a 2 cm da borda superior.

Sumário
1. Baseado na NBR 6027, da ABNT;
2. A palavra ‘sumário’ deve ser centralizada e com a mesma tipologia da fonte utilizada para as
seções primárias;
3. A subordinação dos itens do sumário deve ser destacada pela apresentação tipográfica utilizada no texto;
4. Os elementos pré-textuais não devem constar no sumário;
5. A ordem dos elementos do sumário deve ser crescente;
6. Os indicativos das seções que compõem o sumário, se houver, devem ser alinhados à esquerda,
conforme a NBR 6024;
7. Os títulos e os subtítulos, se houver, sucedem os indicativos das seções. Recomenda-se que sejam
alinhados pela margem do título do indicativo mais extenso;
8. O(s) nome(s) do(s) autor(es), se houver, sucede(m) os títulos e os subtítulos.

Referências
NBR 6023 da ABNT.

Citações
NBR 10520 da ABNT.
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4
Glossário geral
Nesta seção, estão os principais termos e nomenclaturas relacionados ao CAEd.

ƒƒDescritores: têm origem na associação entre os conteúdos curriculares e as operações mentais desenvolvi-
das pelo aluno, que se traduzem em certas habilidades. É a matéria-prima para a elaboração dos itens. Como
o próprio nome sugere, constituem uma sumária “descrição” das habilidades esperadas ao final de cada pe-
ríodo escolar avaliado, em diferentes áreas do conhecimento.

ƒƒItens: são os elementos constituintes dos testes elaborados a partir dos descritores da Matriz de Referên-
cia. São compostos por enunciado, suporte, comando, gabarito e distratores.

ƒƒEnunciado: é a situação apresentada inicialmente, que contextualiza o problema. O enunciado deve conter
todos os dados e informações necessários à resolução do item.

ƒƒSuporte: é o recurso visual utilizado para ilustrar o item (charges, tirinhas, gráficos etc.).

ƒƒcomando: é a “ordem” estabelecida no item que, geralmente, vem antes das alternativas.

ƒƒgabarito: é a opção correta do item.

ƒƒdistratores: são as outras opções dispostas no exercício.

ƒƒEscala de Proficiência: é uma medida intervalar que aloca a proficiência alcançada pelas escolas, que tra-
duz as habilidades desenvolvidas pelos alunos. Assemelha-se a uma régua, onde estão dispostos os domínios,
competência e habilidades para cada etapa de escolaridade avaliada.

ƒƒMatriz de referência: resume o conteúdo da avaliação, pois é formada por um conjunto de descritores que
apresentam as habilidades que serão avaliadas por meio dos itens que compõem os testes. Ela não abarca
todo o currículo escolar; portanto, não pode ser confundida com procedimentos, estratégias de ensino ou
orientações metodológicas. A Matriz constitui um recorte feito a partir das propostas curriculares dos siste-
mas de ensino.

ƒƒPadrões de desempenho: representam o perfil das habilidades desenvolvidas pelos alunos na etapa de es-
colaridade avaliada. Eles apresentam, de forma sucinta, um quadro geral das tarefas que os alunos que estão
naquele padrão são capazes de fazer.

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ƒƒTeoria Clássica dos Testes (TCT): metodologia comum nas atividades docentes que, por ser uma ferramenta
de fácil manuseio, consiste no cálculo do percentual de acerto do estudante no teste, gerando uma nota
ou escore. A maioria das análises realizadas a partir da TCT é focada no escore obtido no teste. Assim, um
estudante que responde a uma série de itens e recebe um ponto por cada item corretamente respondido
obtém, ao final, um escore total (que é a soma desses pontos). Dessa forma, um estudante do 5º ano pode
ter como resultado no teste o percentual de 65% de acerto; logo, esse valor corresponde aos acertos que
esse estudante obteve no teste. Em uma avaliação em larga escala, avalia-se uma grande quantidade e varie-
dade de habilidades. Desse modo, questiona-se como interpretar os resultados obtidos considerando cada
uma das habilidades avaliadas e como comparar resultados de várias avaliações realizadas em períodos de
tempo sucessivos.

ƒƒTeoria da Resposta ao Item (TRI): procedimento com base em cálculos estatísticos que produzem informações
sobre as características/parâmetros dos itens – seu grau de dificuldade, a capacidade que o item tem de dis-
criminar diferentes grupos de estudantes, que acertaram ou não aquele item, e a probabilidade de acerto ao
acaso. Tais parâmetros, quando associados ao desempenho dos estudantes no teste, ou seja, à proficiência,
permitem que analisemos as habilidades desenvolvidas por eles. Um estudante que apresentou determinado
nível de proficiência teria a probabilidade de acertar itens que avaliam determinadas habilidades, o que per-
mite identificar, a partir do nível de proficiência, que habilidades ele desenvolveu. Já a comparabilidade entre
avaliações, realizadas em períodos diversos, é possível graças aos itens comuns a essas diferentes avaliações.

ƒƒTópico ou Tema: representa uma subdivisão de acordo com o conteúdo, competências de área e habilidades.

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5
Indicações para consulta
O presente manual, embora represente uma diretriz para o trabalho de produção textual, não abarca
todas as questões que possam vir a causar dúvidas no processo de escrita. Por isso, listamos abaixo algumas
gramáticas e dicionários que podem ser consultados quando houver necessidade.

Novo Dicionário Houaiss de Língua Portuguesa


Autor: Instituto Antônio Houaiss
Editora: Objetiva
Ano: 2010

Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa


Autor: Academia Brasileira de Letras
Editora: Global
Ano: 2009

Escrevendo pela Nova Ortografia


Autor: AZEREDO, José Carlos
Editora: Publifolha
Ano: 2009

Gramática Houaiss da Língua Portuguesa


Autor: AZEREDO, José Carlos
Editora: Publifolha
Ano: 2009

Dicionário Houaiss de Conjugação de Verbos


Autor: AZEREDO, José Carlos
Editora: Publifolha
Ano: 2012

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Nova Gramática do Português Contemporâneo
Autor(es): CUNHA, Celso e CINTRA, Lindley
Editora: Lexicon
Ano: 2011

Moderna Gramática Portuguesa – Atualizada pelo Novo Acordo Ortográfico


Autor: BECHARA, Evanildo
Editora: Lucerna
Ano: 2009

Novíssima Gramática da Língua Portuguesa


Autor: CEGALLA, Domingos Paschoal
Editora: Companhia Editora Nacional
Ano: 2010

Não Erre Mais!  


Autor: SACCONI, Luiz Antonio
Editora: Harbra
Ano: 2005

Dicionário Prático de Regência Verbal


Autor: LUFT, Celso Pedro.
Editora: Ática
Ano: 2005

Dicionário Prático de Regência Nominal


Autor: LUFT, Celso Pedro.
Editora: Ática
Ano: 1999

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Padrão para Correção
A revisão é uma etapa de suma importância, pois finaliza o processo. Assim, para garantir a efetividade das
correções identificadas, foi definido um padrão próprio para uso interno, conforme ilustra a figura a seguir:

Códigos de Revisão
SINAL AÇÃO

|–| BARRA DE ATENÇÃO

¢ SUPRIMIR, CORTAR

UNIR

TIRAR ESPAÇO

# ADICIONAR ESPAÇO

][ QUEBRAR LINHA

INVERTER

INVERTER LINHAS

n n SUB/SOBRESCREVER

RECORRER

[] CENTRALIZAR

][ ALINHAR

VO VER ORIGINAL
???
DÚVIDA

OK CORREÇÃO INDEVIDA
fonte
ALTERAR FONTE

corpo ALTERAR CORPO

it ITÁLICO

neg NEGRITO

CA CAIXA-ALTA

cb CAIXA-BAIXA

cAB Abx CAIXA-ALTA E BAIXA


  
Além do uso correto dos sinais, é preciso usar a caneta marca texto no ponto exato da alteração.

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