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ESCOLA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO

PROFISSIONAL Dr. ANTENOR


GONÇALVES PEREIRA – GETECO
TÉCNICO - BAGÉ CURSO TÉCNICO
EM ADMINISTRAÇÃO – CICLO III
APOSTILA DE EMPREENDEDORISMO

1. Empreendedorismo

A história do empreendedorismo se
confunde com a história do próprio homem, pois
se acredita que o “comportamento
empreendedor” sempre existiu e que foi esse
comportamento que nos impulsionou a criar,
construir e evoluir. Entretanto, a utilização do
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termo “empreendedorismo” é mais recente,
sendo Richard Cantillon, importante escritor e
economista do século XVII, considerado por
muitos como um dos criadores do termo, tendo
sido um dos primeiros a fazer a diferença entre o
empreendedor (aquele que assume riscos) e o
capitalista (aquele que fornecia o capital).
Já para o economista austríaco Joseph
Schumpeter, em 1912 , o empreendedor era
quase como um ser iluminado, não só dotado de
faro especial para detectar e aproveitar as
chances criadas por mudanças tecnológicas –
introduzindo processos inovadores de produção,
abrindo mercados, agregando fontes de
matérias-primas e estruturando organizações –
como capaz de criar um novo ciclo econômico.
Segundo o Dicionário Houaiss da Língua
Portuguesa (2001),
“empreender” é: decidir, realizar (tarefa
difícil e trabalhosa); tentar (empreender uma
travessia arriscada); pôr em execução; realizar
(empreender pesquisas, ou longas viagens).
Etimologicamente, ‘empreender’ vem do latim
imprehendo ou impraehendo, que significa ‘tentar
executar uma tarefa.
Do século XVII ao século XXI, muitos
autores se dedicaram a estudar e acrescentar

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contribuições científicas para o avanço do
empreendedorismo. Embora seja um tema
amplamente discutido nos dias atuais, seu
conteúdo, ou seja, o que ele representa, varia
muito de um lugar para outro, de país para país,
de autor para autor.
Uma das tendências observadas nas
definições acrescentadas ao longo do tempo é
que “empreendedorismo” deixou de ser um
termo exclusivamente ligado aos negócios e às
empresas, passando a ser visto como um
comportamento. Isso ocorreu, principalmente,
porque embora o termo tenha surgido a partir de
pesquisas na área da economia, ele passa a
receber contribuições da Psicologia e da
Sociologia, o que acabou gerando diferentes
definições para o termo.
O Empreendedorismo, como
“comportamento”, pode estar associado a um
negócio, uma empresa, mas também pode estar
associado a um projeto, a uma realização
pessoal.
É a partir dessa visão que surgem novas
“formas” de empreendedorismo. E o que era só
“empreendedorismo”, agora pode ser subdividido
em:

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“empreendedorismo de negócios”;
“empreendedorismo social” e
“intraempreendedorismo”.

1.1 Empreendedorismos de negócios.

O “empreendedorismo de negócios” pode


ser definido como o comportamento
empreendedor vinculado a um negócio, uma
empresa, um empreendimento. É quando você
tem uma boa idéia e a transforma em um
negócio lucrativo. Esse comportamento envolve
planejamento, criatividade e inovação.
Mas lembre-se: uma inovação nem sempre
quer dizer a criação de um novo produto ou um
novo serviço. Você pode oferecer ao mercado
um mesmo produto ou serviço, só que de forma
mais barata, mais rápida ou de melhor qualidade
em relação aos seus concorrentes. Isso é
empreendedorismo.

1.1.2 Empreendedorismo social

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O “empreendedorismo social” tem
características semelhantes ao
“empreendedorismo de negócios”. A diferença
está na missão social, cujo objetivo final não é a
geração de lucro, mas o impacto social.
Empreendedores sociais são como empresários,
utilizam as mesmas técnicas de planejamento,
mas são motivados por objetivos sociais, ao
invés de benefícios materiais. Ou seja: se para o
empreendedor de negócios o sucesso significa o
crescimento da sua empresa (e dos seus lucros),
para o empreendedor social o sucesso significa a
transformação de uma realidade social, a
melhoria da qualidade de vida das pessoas que
vivem naquele local.
Mas, fique atento. Isso não significa que o
empreendedor de negócios pensa somente nos
lucros, a qualquer custo. Um empreendedor gera
riquezas para si mesmo e para a sociedade.

1.1.3 Intraempreendedorismo

O intraempreendedorismo surgiu quando


grandes empresas começaram a identificar a
necessidade de incentivar o empreendedorismo
dentro dos seus departamentos. Pode ser
definido simplesmente como “empreender dentro

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das empresas”. Apresentar idéias, soluções,
projetos e colocar essas idéias em ação. O
intraempreendedorismo se aplica tanto ao
funcionário da iniciativa privada quanto ao
servidor público, por exemplo. É a pessoa
empregada que apresenta um comportamento
empreendedor, independente da função que
ocupa na organização onde trabalha, e é esse
comportamento que a leva a merecer destaque e
crescer profissionalmente.
A verdade é que nunca se falou tanto em
empreendedor e empreendedorismo. A figura do
empreendedor vem sendo elogiada por sua
coragem de se arriscar, de se libertar do
tradicional modelo do “emprego com carteira
assinada”. Para a maioria das pessoas, o
empreendedor é o indivíduo que se fez sozinho,
apesar das adversidades e que conquistou um
sucesso individual. Mas é preciso conceber o
empreendedor para além dessa perspectiva do
sucesso apenas individual. Fernando Dolabela,
criador de um dos maiores programas de ensino
de empreendedorismo na educação básica e
universitária no Brasil, a metodologia Oficina do
Empreendedor (utilizada em projetos do Instituto
Euvaldo Lodi – IEL, Confederação Nacional da
Indústria – CNI, SEBRAE, Conselho Nacional de

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Desenvolvimento Científico e Tecnológico –
CNPq e outros órgãos), lembra que:
[...] o empreendedorismo não pode ser um
instrumento de concentração de renda, de
aumento de diferenças sociais ou uma estratégia
pessoal de enriquecimento. No Brasil o tema
central do empreendedorismo deve ser o
desenvolvimento social, tendo como prioridade o
combate à miséria, oferecendo-se como um meio
de geração e distribuição de renda. Mais do que
uma preocupação com o indivíduo, o
empreendedorismo deve ser relacionado à
capacidade de se gerar riquezas acessíveis a
todos. Como geralmente a renda concentrada
teima em não se distribuir, é importante que ela
seja gerada já de forma distribuída. É disto que
cuida o empreendedorismo. (DOLABELA, 2008,
extraído da Internet).
Dolabela está falando do
empreendedorismo de forma geral, mas o foco
da sua discussão é o empreendedorismo de
negócios. Ele fala que o empreendedorismo não
pode ser uma “estratégia pessoal de
enriquecimento”, mas deve “gerar riquezas
acessíveis a todos”.
Isso significa que, ao optar pelo seu próprio
negócio, o empreendedor deve agir de forma

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ética. Uma empresa que gera novos postos de
trabalho também contribui para melhorar a
qualidade de vida das pessoas que estavam
desempregadas. Mais pessoas trabalhando
também significa mais clientes para o comércio
local do município e assim por diante. Mas, e se
essa nova empresa causar poluição ambiental?
E se os salários pagos aos trabalhadores
incluírem descontos abusivos? E se a empresa
sonegar impostos? Isso, com certeza, não é
empreendedorismo.

1.2. O Empreendedorismo no Brasil

No Brasil, o empreendedorismo começou a


ganhar força na década de 1990, durante a
abertura da economia. A entrada de produtos
importados ajudou a controlar os preços, uma
condição importante para o país voltar a crescer,
mas trouxe problemas para alguns setores que
não conseguiam competir com os importados,
como foi o caso dos setores de brinquedos e de
confecções, por exemplo.
Para ajustar o passo com o resto do mundo,
o país começou a mudar. Empresas de todos os
tamanhos e setores tiveram que se modernizar
para poder competir e voltar a crescer. O governo

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deu início a uma série de reformas, controlando a
inflação e ajustando a economia, em poucos anos
o País ganhou estabilidade, planejamento e
respeito. A economia voltou a crescer. Só no ano
2000, surgiu um milhão de novos postos de
trabalho. Investidores de outros países voltaram a
aplicar seu dinheiro no Brasil e as exportações
aumentaram. Juntas essas empresas empregam
cerca de 40 milhões de trabalhadores.
As habilidades requeridas de um empreendedor
podem ser classificadas em 3 áreas:

Técnicas:
Envolve saber escrever, ouvir as pessoas e captar
informações, ser organizado, saber liderar e
trabalhar em equipe.

Gerenciais:
Incluem as áreas envolvidas na criação e
gerenciamento da empresa (marketing,
administração, finanças, operacional, produção,
tomada de decisão, planejamento e controle).

Características pessoais:

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Ser disciplinado, assumir riscos, ser inovador, ter
ousadia, persistente, visionário, ter iniciativa,
coragem, humildade e principalmente ter paixão
pelo que faz.

Pesquisas recentes realizadas nos Estados Unidos


mostram que o sucesso nos negócios depende
principalmente de nossos próprios
comportamentos, características e atitudes, e não
tanto do conhecimento técnico de gestão quanto
se imaginava até pouco tempo atrás. No Brasil,
apenas 14% dos empreendedores têm formação
superior e 30% sequer concluíram o ensino
fundamental, enquanto que nos países
desenvolvidos, 58% dos empreendedores
possuem formação superior. Quanto mais alto for o
nível de escolaridade de um país, maior será a
proporção de empreendedorismo por
oportunidade.

1.3. Diferenças e Similaridades entre o


Administrador e o Empreendedor

“Administrar é uma arte e empreender é


transformar idéias em oportunidades.”

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Cada um tem seu perfil, seu valor e seu


papel dentro das organizações e dos negócios e
merecem estudos mais profundos e muita
reflexão.
No caso dos Empreendedores,
aprendemos que são aqueles que assumem
riscos, começam algo novo, criam empregos e
prosperidades, são propulsores da economia,
etc..
As características dos Empreendedores
também são bem distintas, são visionários,
tomadores de decisões, fazem a diferença,
identificam e exploram as oportunidades, são
determinados, dinâmicos, dedicados, otimistas,
constroem seu próprio destino, são líderes,
organizados, planejadores, tem conhecimento do
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que faz, são bem relacionados (networking) e
assumem riscos calculados.
Diversos autores colocam o Empreendedor
como um Administrador mais completo.
Porém, o Administrador é formado e orientado
para o planejamento e controle, é muito mais
centrado em como melhorar processos,
controles, informações, análises e qualidade,
enquanto que, o Empreendedor, é focado no
mercado, nas oportunidades, nos produtos, na
inovação, na criatividade; ele é ligado no negócio
presente e futuro.
São completamente diferentes, dificilmente
um Empreendedor que é visionário e dinâmico,
conseguiria ficar preso à hierarquia
organizacionais, a submissão de chefias ou
comandos, participar de reuniões enfadonhas,
como também ficar trancado em sua sala,
assinando, papéis, cheques, relatórios, etc..
Vimos que, não podemos mais ficar presos a
conceitos antigos, pois o mundo globalizado, e
competitivo já nos impõe, mudanças, adaptações
e novos conceitos.

1.4. Razões e Motivos para iniciar um


negócio próprio

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No Brasil temos algumas crenças que para


uns podem ser bobas, mas para outros são
praticamente um mantra.
Uma crença arraigada na cultura popular é
o sonho da casa própria. Todo brasileiro quer ter
sua casa própria e algumas vezes acaba
metendo os pés pelas mãos com o intuito de
conseguir esse objetivo.
Outro desejo, ou sonho de todo brasileiro,
diferente de outros povos, é ter seu próprio
negócio, pensando que ter um negócio proprio é
a solução para todos os seus problemas.
Começar um negócio próprio e ser um
empreendedor é um sonho que pode se tornar
um pesadelo se não for analisado sob um olhar
crítico e racional e como máximo de atenção.
Deve ser visto por todos os pontos de vista
e principalmente por alguém que não esteja
envolvido na “grande idéia”. Em primeiro lugar é
importante ter conceitos mínimos de
administração, conhecer o seu público alvo, o
mercado que quer atuar e saber os riscos e não
só os benefícios ou maravilhas que o seu futuro
negócio vai lhe proporcionar.
Em uma pesquisa com 462
empreendedores a revista Inc preparou uma lista

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com razões para você abrir um negócio próprio,
Confira algumas delas.

1. Você é capaz de controlar o seu próprio


destino Possuir um negócio faz com que você
não trabalhe para os outros. Você terá a
responsabilidade de assumir o controle da
empresa e tomar as suas próprias decisões. Isso
permite que você construa uma cultura
empreendedora capaz de fortalecer a marca da
empresa.
2. Você define os seus horários Ter uma
empresa própria garante flexibilidade. O dono do
negócio tem a possibilidade de determinar o local
onde quer montar a unidade, seja em prédios
comerciais ou dentro da própria residência. Além
disso, determina os horários em que irá trabalhar
e quais serão as suas prioridades.
3. Você escolhe os seus funcionários e
parceiros Trabalhar em uma empresa não
permite que você escolha quem serão os seus
colegas de trabalho. Isso se modifica quando se
resolve ser empreendedor. Dentre as demais
funções, o administrador do negócio deverá fazer
a seleção dos profissionais que irão trabalhar
para o crescimento da empresa. É interessante
buscar pessoas que tenham os mesmo

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princípios que você e que tenham afinidade com
o setor de atuação do negócio.
4. Você assume os riscos e colhe os frutos
Não há dúvida de que abrir o seu próprio negócio
é um investimento de risco. Mas, se a empresa
estiver bem estruturada e em um mercado
promissor, a iniciativa poderá gerar importantes
resultados. Caso isso aconteça, você assumirá
os lucros advindos de um bom trabalho. Para
atingir o sucesso, procure aprender com os erros
cometidos, acompanhar o cotidiano do negócio e
criar boas estratégias para superar os momentos
de dificuldade.
5. Você aprende a todo instante Ser
funcionário de uma empresa pode significar, em
alguns casos, executar o mesmo trabalho todos
os dias. Isso não acontece quando se decide
abrir o próprio negocio. A todo instante você
aprenderá algo novo, conhecerá o
funcionamento de todos os setores da empresa e
terá que tomar decisões importantes que podem
mudar o futuro do empreendimento.

1.5. Os Dois dos principais motivos que


levam ao empreendedorismo

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Basicamente existem dois motivos básicos
para as pessoas empreenderem (abrir o próprio
negócio) O Surgimento de uma Oportunidade
e por Necessidade
Entre a identificação de uma boa
oportunidade de negócios ou a necessidade de
aumentar o capital – dois dos principais motivos
que levam ao empreendedorismo – muitos
brasileiros que abrem uma empresa já se
espelham na primeira opção.
A pesquisa Global Entrepreneurship
Monitor (GEM 2010), elaborada pelo Instituto
Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP)
em parceria com o Sebrae, mostra que,
atualmente, para cada empreendedor por
necessidade no Brasil, existem dois por
oportunidade. Esse índice, que é o maior
alcançado pelo País desde 2000, quando foi
inserido na pesquisa, reflete um aumento da
capacidade empreendedora do brasileiro.

1.6. O Empreendedorismo e a Legislação


Brasileira

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Neste item serão apresentadas as
definições de MPEs e o atual cenário brasileiro,
com base no artigo de Luís Indriunas sobre o
funcionamento das Micro e Pequenas Empresas
brasileiras.
As Micro e Pequenas Empresas já são as
principais geradoras de riqueza no comércio no
Brasil (53,4% do PIB deste setor). No PIB
daindústria, a participação das micro e pequenas
(22,5%) já se aproxima das médias empresas
(24,5%). E no setor de Serviços, mais de um
terço da produção nacional (36,3%) têm origem
nos pequenos negócios.1
Em 2017, o número de MPEs ativas chega
a 15.954.751 representando 93,0 %do total de
empresas ativas no Brasil, em Bagé o número de
MPEs chega a 9.676 e representa 94,7 % do
total de mempresas ativas no município2.
Para o Sebrae, eles podem ser divididos
em quatro segmentos por faixa de faturamento,
com exceção do pequeno produtor rural. Tal
segmentação segue os critérios da Lei
1
https://www.sebrae.com.br/Sebrae/Portal%20Sebrae/Estudos%20e
%20Pesquisas/Participacao%20das%20micro%20e%20pequenas
%20empresas.pdf. Acesso em 09/03/2017.
2
http://empresometro.cnc.org.br/Estatisticas. Acesso em 09/03/2017

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Complementar 123/2006, também chamada de
Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas.
Resumidamente, os pequenos negócios
são divididos da seguinte maneira:
 Microempreendedor Individual -
Faturamento anual até R$ 60 mil;
 Microempresa - Faturamento anual até R$
360 mil;
 Empresa de Pequeno Porte - Faturamento
anual entre R$ 360 mil e R$ 3,6
milhões;
 Pequeno Produtor Rural - Propriedade com
até 4 módulos fiscais ou faturamento
anual de até R$ 3,6 milhões.3

Essenciais para a economia brasileira, as


Micro e Pequenas Empresas (MPEs) têm sido
cada vez mais alvo de políticas específicas para
facilitar sua sobrevivência, como por exemplo, a
Lei Geral para Micro e Pequenas Empresas, que
cria facilidades tributárias como o Supersimples.
As medidas, que vêm ao encontro da
constatação de que boa parte das MPEs morrem
prematuramente, têm surtido efeito: 78% dos
empreendimentos abertos no período de 2003 a
3
https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/estudos_pesquisas/q
uem-sao-os-pequenos-negociosdestaque5,7f4613074c0a3410VgnV
CM1000003b74010aRCRD
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2005 permaneceram no mercado, segundo
pesquisa do Sebrae realizada em agosto de
2007 (o índice anterior era 50,6%). Essa política
também espera tirar uma série de
empreendedores da informalidade no Brasil.
Segundo Indriunas, há algumas limitações
básicas para que uma empresa seja considerada
uma micro ou pequena empresa (MPEs) no
Brasil e, em função disso, algumas se
aproveitam de algumas vantagens desse status
como, por exemplo, a inclusão no Supersimples.
Atualmente, há pelo menos três definições
utilizadas para limitar o que seria uma pequena
ou micro empresa. A definição mais comumente
utilizada é a dada pela C E D E R J
Administração Brasileira | Empreendedorismo no
Brasil: a micro e a pequena empresa brasileira.
Principais empreendedores brasileiros que está
na Lei Geral para Micro e Pequenas Empresas.
De acordo com essa lei, que foi
promulgada em dezembro de 2006, as
microempresas são as que possuem um
faturamento anual de, no máximo, R$ 240 mil por
ano. As pequenas devem faturar entre R$
240.000,01 e R$ 2,4 milhões anualmente para
serem enquadradas.

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Outra definição vem do Sebrae. A entidade
limita as microempresas às que empregam até
nove pessoas no caso do comércio e serviços,
ou até 19, no caso dos setores industrial ou de
construção. Já as pequenas são definidas como
as que empregam de 10 a 49 pessoas, no caso
de comércio e serviços, e de 20 a 99 pessoas,
no caso de indústria e empresas de construção.
Já os órgãos federais como o Banco
Nacional de Desenvolvimento Econômico e
Social (BNDES) têm outro parâmetro para a
concessão de créditos. Nessa instituição de
fomento, uma microempresa deve ter receita
bruta anual de até R$ 1,2 milhão; as pequenas
empresas, superior a R$ 1,2 milhão e inferior a
R$ 10,5 milhões. Os parâmetros do BNDES
foram estabelecidos em cima dos parâmetros de
criação do Mercosul.

1.7.Taxa de Mortalidade Empresarial

1.7.1. Resultados no Âmbito Nacional

Tomando como referência as empresas


brasileiras constituídas em 2007, e as
informações sobre estas empresas disponíveis
na SRF até 2010, a taxa de sobrevivência das

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empresas com até 2 anos de atividade foi de
75,6%. Essa taxa foi superior à taxa calculada
para as empresas nascidas em 2006 (75,1%) e
nascidas em 2005 (73,6%).
Como a taxa de mortalidade é complementar à
da sobrevivência, pode-se dizer que a taxa de
mortalidade de empresas com até 2 anos caiu de
26,4% (nascidas em 2005) para 24,9% (nas-
cidas em 2006) e para 24,4% (nascidas em
2007).

1.7.2. Resultados no Âmbito Regional

Tomando como referência as empresas


gaúchas constituídas em 2007, e as informações
sobre estas empresas disponíveis na SRF até
2010, a taxa de sobrevivência das empresas
com até 2 anos de atividade foi de 75%.
Como a taxa de mortalidade é
complementar à da sobrevivência, pode-se dizer
que a taxa de mortalidade de empresas com até
2 anos foi de 25% (nascidas em 2007).

1.7.3. Resultados no Âmbito Municipal

Tomando como referência as empresas


Bajeenses constituídas em 2007, e as

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informações sobre estas empresas disponíveis
na SRF até 2010, a taxa de sobrevivência das
empresas com até 2 anos de atividade foi de
77%.
Como a taxa de mortalidade é complementar à
da sobrevivência, pode-se dizer que a taxa de
mortalidade de empresas com até 2 anos foi de
23% (nascidas em 2007).

Analisemos o texto abaixo:

Caxias do Sul tem maior taxa de


sobrevivência de empresas do RS 83% das
empresas da cidade passam dos dois
primeiros anos de atividade.
Setores com melhor desempenho
são indústria, comércio e construção
civil.
Do G1 RS

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Em Caxias do Sul, na Serra do Rio Grande


do Sul, de cada cem empresas que abrem as
portas, 83 sobrevivem aos dois primeiros anos
de atividade sem fechar. É o maior índice do
estado, de acordo com o estudo Sobrevivência
das Empresas, feito pelo Sebrae, e que
apresenta a taxa de duração dos novos
empreendimentos em todo o Brasil. O índice de
Caxias do Sul é 8% maior que a média estadual,
de 75%.
Na segunda colocação está Erechim, com
82%, seguida por Bento Gonçalves (79%), Santo
Ângelo (78%) e Bagé (77%).

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No estado, o setor que aponta melhor
desempenho é o industrial (80,8%), seguido do
comércio (77%) e da construção civil (72,8%).
Mas qual é o segredo para conseguir
passar pelos dois primeiros anos sem dor de
cabeça e com sucesso?
De acordo com o diretor de administração
e finanças do Sebrae RS, Marcelo de Oliveira
Ribas, um dos principais fatores que levam ao
insucesso é a administração das finanças.
“Uma das maiores dificuldades para
quem está iniciando um negócio é quando se
começa a misturar o dinheiro que entra na
empresa com as despesas pessoais. Você vai
até seu restaurante, pega o dinheiro do caixa
como se fosse próprio, mas não é.
Aquele dinheiro é para pagar despesas,
fornecedores e encargos do negócio”,
explica.
É preciso entender que lucro é diferente de
renda e que empresário não tem salário fixo.
Falta de planejamento, de divulgação da marca,
de conhecimento do mercado e da concorrência
também são outros pontos que podem
determinar o fechamento de um negócio.

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Esses riscos devem estar em um plano de
negócios, que ajuda e muito quem está
começando4.

4
http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/meu-negocio-meu-
emprego/noticia/2013/08/caxias-do-sul-tem-maior-taxa-de
sobrevivencia-de-empresas-do-rs.htmlacesso em 23/02/2014.

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2. Características do empreendedor

Vamos conhecer nesse item as principais


características do empreendedor, elencadas pelo
SEBRAE.

a) Busca oportunidades e tem iniciativa

• Faz as coisas antes de ser solicitado ou antes


de ser forçado pelas circunstâncias.
• Age para expandir o negócio a novas áreas,
produtos ou serviços.
• Aproveita oportunidades fora do comum para
começar um negócio, obter financiamentos,
equipamentos, terrenos, local de trabalho ou
assistência.

b) Corre riscos calculados

• Avalia alternativas e calcula riscos


deliberadamente.
• Age para reduzir os riscos ou controlar os
resultados.
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• Coloca-se em situações que implicam desafios
ou riscos moderados.

c) Exige qualidade e eficiência

• Encontra maneiras de fazer as coisas melhor,


mais rápidas, ou mais baratas.
• Age de maneira a fazer coisas que satisfazem
ou excedem padrões de excelência.
• Desenvolve ou utiliza procedimentos para
assegurar que o trabalho seja terminado a tempo
ou que o trabalho atenda a padrões de qualidade
previamente combinados.

d) Persistência

• Age diante de um obstáculo significativo.


• Age repetidamente ou muda de estratégia a fim
de enfrentar um desafio ou superar um
obstáculo.
• Assume responsabilidade pessoal pelo
desempenho necessário para atingir metas e
objetivos.
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e) Comprometimento

• Faz um sacrifício pessoal ou despende um


esforço extraordinário para completar uma tarefa.
• Colabora com os empregados ou se coloca no
lugar deles, se necessário, para terminar um
trabalho.
• Esmera-se em manter os clientes satisfeitos e
coloca em primeiro lugar a boa vontade em longo
prazo, acima do lucro em curto prazo.

2.1. Conjunto de planejamento

a) Busca de informações

• Dedica-se pessoalmente a obter informações


de clientes, fornecedores ou concorrentes.
• Investiga pessoalmente como fabricar um
produto ou fornecer um serviço.
• Consulta especialistas para obter assessoria
técnica ou comercial.

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b) Estabelecimento de metas (SMART)

• Estabelece metas e objetivos que são


desafiantes e que têm significado pessoal.
• Define metas de longo prazo, claras e
específicas.
• Estabelece objetivos de curto prazo,
mensuráveis.

c) Planejamento e monitoramento sistemático

• Planeja dividindo tarefas de grande porte em


sub tarefas com prazos definidos.
• Constantemente revisa seus planos, levando
em conta os resultados obtidos e mudanças
circunstanciais.
• Mantém registros financeiros e utiliza-os para
tomar decisões.

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2.2. Conjunto de poder

a) Persuasão e rede de contatos

• Utiliza estratégias deliberadas para influenciar


ou persuadir os outros.
• Utiliza pessoas-chave como agentes para
atingir seus próprios objetivos.
• Age para desenvolver e manter relações
comerciais.

b) Independência e autoconfiança

• Busca autonomia em relação a normas e


controles de terceiros.
• Mantém seu ponto de vista, mesmo diante da
oposição ou de resultados inicialmente
desanimadores.
• Expressa confiança na sua própria capacidade
de completar uma tarefa difícil ou de enfrentar
um desafio.5
5
Pernambuco (Estado). Secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio
Ambiente.Empreendedorismo e inserção no Mundo do Trabalho /
Secretariade Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente do Estado de
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3. Plano de Negócios

Tomando como referência as empresas


brasileiras constituídas em 2007, e as
informações sobre estas empresas disponíveis
na SRF até 2010, a taxa de sobrevivência das
empresas com até 2 anos de atividade foi de
75,6%. Essa taxa foi superior à taxa calculada
para as empresas nascidas em 2006 (75,1%) e
nascidas em 2005 (73,6%).
Como a taxa de mortalidade é complementar à
da sobrevivência, pode-se dizer que a taxa de
mortalidade de empresas com até 2 anos caiu de
26,4% (nascidas em 2005) para 24,9% (nas
cidas em 2006) e para 24,4% (nascidas em
2007).
Existem, basicamente, dois fatores
principais e determinantes quando analisadas: a
melhoria do ambiente econômico e a maior
qualidade empresarial, a saber:
No ambiente econômico ocorreram a
redução e o controle da inflação, a gradativa
diminuição das taxas de juros, o aumento do

Pernambuco,organizado por Alexandre Rodrigues Alves. – Recife:


SECTMA, 2011.v.2; p. : il.
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crédito para as pessoas físicas e o aumento do
consumo, especialmente das classes C, D e E.

Em consequência, tivemos um período


favorável ao desenvolvimento dos pequenos
negócios no Brasil.
Mas outros fatores, relacionados à melhora
da qualidade empresarial, tiveram importante
contribuição para o aumento da taxa de
sobrevivência das pequenas empresas. Os
empresários que têm curso superior completo ou
incompleto já são 79% do total, e aqueles com
experiência anterior em empresa privada
subiram de 34% para 51%. Em resumo, temos,
atualmente, empresários muito mais capacitados
para enfrentar os desafios do mercado.
(SEBRAE, 2007, p. 4).
Como podemos perceber, a taxa de
mortalidade das empresas nos dois primeiros
anos de vida no Brasil, no Estado e no Município,
tem diminuído consideravelmente, e isso se
deve, em grande parte, ao esforço e
planejamento de nossos novos empreendedores.

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3.1. Plano de Negócios, o que é e para
que serve?
Imagine que você deseja construir uma
casa, organizar uma festa, viajar para o campo
ou para o litoral. Com certeza, sua intenção é
que tudo dê certo, mas, para que isso ocorra, é
necessário fazer um cuidadoso planejamento.
Preste atenção nesta palavra:
PLANEJAMENTO. Ou seja, a casa, a festa e a
viagem não vão se realizar apenas porque você
assim deseja, mesmo que seja um desejo
ardoroso. Ideias assim nascem em nossos
corações, porém, para que elas se tornem
realidade, é preciso construí-las passo a passo.
Para que uma viagem aconteça, é
necessário escolher o local a ser visitado, decidir
o tempo da viagem, quanto dinheiro levar,
comprar passagens, reservar hotel, arrumar as
malas, entre tantas outras coisas.
Se, para uma simples viagem, precisamos
fazer tudo isso, imagine quando queremos abrir
um negócio.

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E empreender, muitas vezes, é uma
viagem para um lugar desconhecido.
Para você organizar suas ideias é que foi
criado o PLANO DE NEGÓCIO. Nesta viagem
ao mundo dos empreendedores, o plano de
negócio será o seu mapa de percurso.

“Um plano de negócio é um documento


que descreve por escrito os objetivos de um
negócio e quais passos devem ser dados
para que esses objetivos sejam alcançados,
diminuindo os riscos e as incertezas. Um
plano de negócio permite identificar e
restringir seus erros no papel, ao invés de
cometê-los no mercado”.

O plano irá ajudá-lo a concluir se sua ideia


é viável e a buscar informações mais detalhadas
sobre o seu ramo, os produtos e serviços que irá
oferecer, seus clientes, concorrentes,
fornecedores e, principalmente, sobre os pontos
fortes e fracos do seu negócio.

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Ao final, seu plano irá ajudá-lo a responder
a seguinte pergunta: “Vale a pena abrir, manter
ou ampliar o meu negócio?”.
Lembre-se de que a preparação de um
plano de negócio não é uma tarefa fácil, pois
exige persistência, comprometimento, pesquisa,
trabalho duro e muita criatividade.
Boa sorte, ou melhor dizendo, bom
trabalho! E tenha claro que começar já é a
metade de toda a ação6

Referências

http://www.sebrae.com.br/Sebrae/Portal
%20Sebrae/Anexos/Sobrevivencia_das_empres
as_no_Brasil=2013.pdf, acesso em 09/03/2017

6
www.sebrae.com.br/Sebrae/Portal/Sebra/Como_elaborar_um_plano
_de_negocios.pdf.
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