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CÓPIA DO PROCESSO DE AFASTAMENTO DO

PREFEITO DO MUNICÍPIO DE TERESÓPOLIS E


DECISÃO QUE AFASTOU O PREFEITO DO
MUNICÍPIO DE NOVA FRIBURGO
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Uesllnaçao Final.
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CÓDIGO DE BARRAS .

11 Ellminàr em / _~ , _ _ '" >'....., ~-,,,,,,,

ESTADO DO RIO DE JANEIRO


PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
--_._----_._._._--
ETIQUETA DE LEITURA ÓTICA
COLE AQUI

1211212011· 14:16
0024146-34.2011.9.19.0061 DIslrlbuldor
C.rtórlo d.1' V.ra C/." .. F....,d. P6bU•• Solt.
Procedimento Ordlnárto • Umnor
Autor. JORGE MARIO 9EOlACEK
Adv: luiz Paulo de Barros Correia Viveiros de Cestro (R)073146)
Réu: MUNICfpIO DE TEReSOPOUs
R~u: CAMARA De VeReADOReS De TeReSOPOus
Adv:

CAf<TCIRIO DA I" VARA CIVEL DA COMARCA DE TERESOf'OLIS·


JUIZ TITULAR: CARLO ARTUR BASILICO
f~esp .. Exp.:: AI'[iELA F'A'mlCIA DE AlJ'IEIDA FERI'!I\Z

Etiquela PESSOA IOOSA

COLE AQUI

AUTUAÇÃO
DATA DA AUTUAÇÃO: -J-~ /4- / ,ãl "
REG DE SENT.: LIVRO FLS .

JUSTiÇA GFlATUITA: SIM LJ NÃO D

7535-651·1501

I
Viveiros de Castro - Advogados

EXCELENTÍSSIMO DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA


CÍVEL DA COMARCA DE TERESÓPOLlSIRJ

GRERJ Eletrônica nO
21804711633-03

JORGE MARIO SEDLACEK, brasileiro, casado, médico, portador da


carteira de identidade nO 81.365.238-5, expedida pelo DETRAN-RJ,
inscrito no CPF sob o nO 445.480.017-00, com domicilio na Rua Juruena,
123/501, Agriões, Teresópolis, vem à presença de Vossa Excelência propor
apresente

AÇÃO PELO RITO ORDINÁRIO


com pedido de antecipação de tutela,

~
em face do MUNICÍPIO DE TERESÓPOLlS e cÂMARA DE =
VEREADORES DE TERESÓPOLlS,ambas situadas na Av. Feliciano ~
Sodré, 645, Várzea, Teresópolis-RJ, pelos fatos e fundamentos a seguir
expostos. C",-rp'3. ""-~I,H t:('YlO ~ Tt~~)óWS. ;y;. 4?>'!... ?:kP;/OOC)1-rJ. i;;;

Dos fatos e do Direito


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I
I

Em meados de 2011 foi inaugurada uma Comissão Processante instaurada


pela segunda ré com a missão de investigar e provar quatro acusações
formalizadas contra o autor:

(I) fraude ao Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro;


(/l) contratação de advogado para defender o Município de Teresópolis
contra um seqüestro de verbas de R$ 11.000.000,00 (onze milhões de
reais);
(/lI) não comparecimento pessoal à sessão de CP/ em andamento; e
(IV) deixar de enviar documentos à CP/ em andamento, essa última com
arrimo no inc. /5, do artigo ]O do De.ereto Lei nO 20//67.

Av. Beira Mar, 200/6' andar - Rio de Janeiro - RJ - 20.021-060 - TellFax: 25103276125103278
E-mail: advogados@viveiros.adv.br
Viveiros de Castro - Advogados 2
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O aludido Decreto Lei nO 201/67 tem redação clara e não prescinde'çfé C/ ,~
maiores esclarecimentos quanto aos procedimentos que a ComissiÍ~> ,::J'!
Processante deve tomar no iter processual, ou seja: pautar-se com o'~1Qii} 'i §},/
cuidado necessário em garantir ao acusado o direito constitucional da
ampla defesa e do devido processo legal.

Em todas as uuidades da fedemção e em todas as câmaras legislativas, isso


tem sido observado, à exceção do que se viu em Teresópolis, cidade
serrana deste Estado do Rio de Janeiro. E quando essas exceções se fazem
presente, invariavelmente o Poder Judiciário é soberano e firme em
determinar a correção do rumo, sempre no intuito de fazer prevalecer as
garantias constitucionais asseguradas aos litigantes em geral.

Por isso, e para isso, o rito processual previsto pelo Decreto Lei nO 201/67,
em seu artigo 5°, determina uma séria de medidas rígidas e inflexiveis que
nunca foram tomadas pela Comissão Processante formada no âmbito da
segunda ré. Senão, vejamos:
Art. 5° O processo de cassação do mandato do Prefeito pela Câmara, por
infrações definidas no artigo anterior, obedecerá ao seguinte rito, se outro
nãofor estabelecido pela legislação do Estado respectivo:

IV - O denunciado deverá ser intimado de todos os atos do processo,


pessoalmente, ou na pessoa de seu procurador, com a antecedência, pelo
menos, de vinte e quatro horas, sendo lhe permitido assistir as diligências e
audiênetas:bem como formular perguntas e reperguntas às testemlmhas e
requerer o quefoI' de interesse do defesa.

v- concluído a instrução, será aberta vista do processo ao denunciado,


para razões escritas, no prazo de 5 (cinco) dias, e, após, a Comissão
processante emitirá parecer final, pela procedência ou improcedência da
e
acusação, solicitará ao Presidente da Câmara a convocação de sessão
para julgamento. Na sessão de julgamento, serão /idas as peças requeridas
por qualquer dos Vereadores e pelos demmciados, e, a seguir, os que
desejarem poderão manifestar-se verbalmente, pelo tempo máximo de 15
(quinze) minutos cada um, e, ao final, o demmciado, ou seu procurador,
terá o prazo máximo de 2 (duas) horas para produzir sua defesa oral;

Vi - Concluído a defesa, proceder-se-á a tantas votações nominais, quantas


I
forem as iTifrações articuladas na demíncia. Conviderar-se-á afastado,
definitivamente, do cargo, o demmciado que for declarado pelo voto de dois
terços, pelo menos, dos membros da Câmara, em curso de qualquer das
Ílifrações especificados na denúncia. Concluído o julgamento, o Presidente
da Câmara proclamará imedia.tamente o resultado e fará lavrar a.ta que
comigne a votação nominal sobre cada irifração, e, se houver condenação,
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expedirá o competente decreto legislativo de cassação do manelato qe


Prefeito. Se o re~11ltado ela votação for absolutório, o Presidente
determinará o arquivamento do processo. Em qualquer dos casos, "/
Presidente ela Câmara comunicará à Justiça Eleitoral o re~/ltado. ····Z'<'" , .. ,.' '.
~"'-Jc'··

Como antes referido, o artigo suso é de clareza solar e de fácil


interpretação, até mesmo para os não versados na ciência jurídica.

A segunda ré iniciou sua sequência de ilegalidades quando, sem maiores


explicações, não submeteu cópia da denúncia dentro do prazo legal de
cinco dias ao autor, preferindo a notificação do autor mediante publicação
em Diário Oficial, por certo, para não importuna-lo na residência que
mantém há anos na cidade de Teresópolis, já, desde o início, buscando
todos os holofotes que para si foram franciscanamente voltados.

Ademais, a publicação em Diário Oficial teve a intenção de fazer com que


o autor não oferecesse resposta às acusações que lhe eram imputadas,
dificultando propositadamente o acesso à intimação que deveria ter sido
feita pelos modos e meios convencionais, conforme regido pelo Decreto-
Lei nO 201167.

Mesmo assim, com muitas dificuldades, foi possível obter a denúncia e


apresentar sua Defesa Prévia esclarecendo todas as nefastas e
irresponsáveis acusações.

Assim, seja no âmbito judiciário, seja no âmbito administrativo,


apresentada a acusação e formulada a defesa, fecha-se o sistema pelo qual a
) matéria deve ser debatida, provada e decidida, sendo vedado a uma das
(;;) partes modificar seu pedido (ou as acusações) sem o prévio conhecimento e
consentimento da parte ex adversa.

Inusitadamente a segunda ré, por intermédio da Comissão processante,


resolveu por desistir da primeira acusação, fraude ao diário oficial, sem
nenhuma fundamentação adequada, pertinente ou legal, revelando desde
aquele momento su~ real intenção: afastar definitivamente o autor do cargo
eleito. .

Ora, neste ponto do processo de cassação, não poderia mais a Comissão


Processante ter determinado que fossem desconsiderados esse ou aquele
fato da denúncia, posto que todos os fatos haviam sido alvo de deliberação
e referendo pelo Plenário da Câmara!

Isso mesmo.
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. 05
Ao referendar o prosseguimento dos trabalhos da Comissão processante,~:>,. ~
Plenário da Câmara de Vareadores tomou ciência oficial das denúncias e ·'<L.. ·.·····
dos fatos e fundamentos da defesa, cabendo a este órgão, o Plenário, a
decisão de rejeitar ou acatar a investigação acerca das denúncias
apresentadas.

Em outras palavras, não poderia a segunda ré:

"Deixar de apreciar a demíncia relativa a possível fraude no Diário


Oficial, tendo em vista a complexidade do procedimento a ser realizado
para perícia técnica, o exiguo prazo e a falta de dotação orçamentária para
talfim, diante da possibilidade de não concluir a fase instnJtória dentro do
prazo compatível para a conclusão do rito previsto no Decreto Lei n°
201167. "

Ademais, é notório que a acusação de fraude ao Diário Oficial foi uma das
mais batalhadas pelos edis para formar a opinião pública em sentido
negativo à administração municipal da época, iniciando a campanha
difamatória ecoada na imprensa estadual e nacional. Também é notório que
os vereadores que aceitaram a denúncia da forma e do teor como ofertada
sabiam, desde o início, que deveria haver a garantia da produção de todos
os elementos de prova em favor do ora autor, de modo que dolosamente
decidiram por acatar a denúncia in totum, laborando em formidável
descuido em relação às garantias constitucionais antes mencionadas.

Ademais, para corroborar o aqui sustentado, basta a leitura dos votos


proferidos pelo plenário onde não apenas um, mas vários edis mencionaram
a suposta fraude ao diário como motivação suficiente para acatar o pedido
de afastamento do autor do cargo para o qual havia sido soberanamente
eleito.

A solércia e torpeza da Comissão Processante instituída pela segunda ré se


manifestam e são indelevelmente registradas quando ficam totalmente
paralisados os trabalhos da referida comissão durante dois terços de sua
existência, deliberando somente a perícia requerida após provocação do
autor para dar o resultado acima combatido.

Não há melhor exemplo de cerceamento de direito de defesa, violação ao


devido processo legal e vedação do contraditório.

Aliás, há sim.

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Noutra oportunidade, a Comissão Processante instituída pela segunda ré:' OÔ


conteve como integrante o Vereador Habib Someson Tauk, membro.::' ~
integrante de uma Comissão Parlamentar de Inquérito instituída para apurar '(:~'". ..'
os mesmos fatos apontados na denúncia que originou a Comissão '" ..
Processante.

Ora, trata de vício insanável aos trabalhos da Comissão Processante, pois


foi retirado do aludido vereador a isenção e a imparcialidade exigida para o
cumprimento das suas tarefas regimentais.

Veda a Constituição Federal a criação qe juízos ou tribunais de exceção


(art. 5°, XXXVII), considerados com estas qualidades aqueles tribunais
criados para julgar determinados casos, configurando violada a norma
constitucional quando designado Magistrado para atuar em designação
específica, casuística em determinado feito.

Mutatis mutandi, é o caso dos autos: Houve instauração de tribunal de


exceção para que um dos investigantes também fosse um dos julgadores!

Houve prova documental produzida nos autos das ações de mandado de


segurança impetrado pelo ora autor que, em seu legítimo direito, desistiu da
apreciação diante da perda de objeto da ação mandamental, provando a
atuação do vereador Habib como membro efetivo, tanto da Comissão'
Parlamentar de Inquérito quanto da Comissão Processante, sendo que nesta
última ainda, em flagrante bazófia, na qualidade de relator.

De acordo com o posicionamento assento na melhor e mais abalizada


doutrina, a participação de vereador na comissão especial de inquérito.
(natureza inquisitiva) e na comissão processante (natureza decisória)
macula a garantia constitucional do devido processo legal, porquanto retira
a imparcialidade, a neutralidade e a isenção do julgamento do processo que
pode resultar, como resultou, na cassação do mandato de Prefeito pela
Câmara Municipal.

Bem se sabe que não se confunde a natureza das comissões temporárias


instauradas. As comissões parlamentares ou especiais de inquérito têm
apenas natureza inquisitiva. Consoante Hely Lopes Meirelles:

"em qualquer caso, as conclusões do inquérito terão valor meramente


iriformativo para o processo político-administrativo, penal, civil ou
administrativo que se instaurar em forma legal, perante o órgão 011
autoridade competente para a responsabilização do infrator".
Direito Municipal Brasileiro", Malheiras Editores, 6" ed., p. 477.

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Já a comissão processante, ao final, poderá emitir parecer acolhendo ou nãp
a acusação, consoante o art. 5° do Decreto-Lei n° 201/67, daí a sua naturez~ ~:'.
0/./
-'- ~-..
decisória, razão pela qual deverá pautar-se pelo princípio do due process of
/aw, devendo os componentes ser imparciais e isentos de ânimo.

Assevere-se que o sistema adotado pelo Decreto-Lei nO 201/67, para a


constituição da comissão processante por sorteio, denota clara preocupação
em assegurar uma salutar isenção na composição da comissão, valorizando,
pois, o espírito de imparcialidade e justiça de que se deve revestir o parecer
por ela emitido.

Destarte, ao se permitir que o participante da CPI venha, igualmente, a


integrar a comissão processante, instaurada a partir dos elementos apurados
por ela (CP!), retirou-se do autor a possibilidade de obter um justo
julgamento político administrativo, comprometido pela absoluta falta
de isenção de seus membros.

A esse propósito, decidiu o Egrégio Tribunal de Justiça de Minas Gerais,


verbis:

CONSnTUCIONAL - ADMINISTRAllVO - CASSAÇÃO DO MANDATO


DE PREFEITO PELOS VEREADORES.
01. Inexistência de den6nciaformal, mas de mera "notitia", com pedido de
providências, firmada por pessoafísica, cuja qualidade de cidadão - eleitor,
restou incomprovada. Encampação da "denúncia" informal pela Câmara.
Instalação de C.E.I (Comissão Especial de Inquérito), com poderes
inquisitoriais. Simultaneidade de átuação .dos três integrantes daquela
comissão investigativa na ulterior sessão de julgamento. Impossibilidade de
os mesmos Vereadores serem, a um só tempo, inquisidores e julgadores.
Nulidade decretável por evidente interesse, parcialidade e suspeição, com
influência na formação do 'quorum' e no resultado do julgamento; 02.
Presidente do Câmara suspeito de parcialidade., pela pretensão, ainda que
oblíqua, na vacância do cargo de Prefeito, que veio a ocupar, por renúncia
do Vice-Prefeito; 03. Além do eventual interesse na cassação, o Presidente
da Edilidade, votando em primeiro lugar, teria inteiferido, ainda que
involuntariamente, mas a toda evidência, no resultado final; 04. Cabimento
e concessão do segurança, para anulação do viciado processo, com
reentrollização do Prefeita-impetrante em seu cargo, revogada a liminar.
MS I.0000.07.458511-8/000. Rei. Des. ROlley Oliveira, 2 a Câmara Cível.
Julgado em 15/04/2008, publicado DJ13/05/2008

Mas não é só!

0
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Viveiros de Castro - Advogados 1.,-'. O-;o"
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;,
A pantomima criada pela Comissão Processante, que nestas alturas apenas:- V'
se prestava a dar eco aos escritos malfeitos nos jornais de ampla circulação>-:( , . .' :)
ainda foi além em seu desiderato: Simplesmente deixou de notificar o autor '<":!..,y. -.
ou seus advogados dos demais atos praticados, como, por exemplo, o mais
importante deles: aquele contido expressamente no inciso IV do art. 5° do
Decreto-Lei nO 201167:

IV - O denunciado deverá ser intimado de todos os aios do processo,


pessoalmente, ou na pessoa de seu procurador, com a antecedência, pelo
menos, de vinte e quatro horas, sendo lhe permitido assistir as diligências e
audiências, bem como formular perguntas e reperguntas às testemunhas e
requerer o que for de interesse da defesa.

. Ora, todos os atos engloba também a possibilidade de estar presente na


~ sessão plenária realizada na Câmara, com a possibilidade de manifestação
oral do autor ou de seus procuradores.

Isso não foi feito!

o autor não foi intimado para estar presente em seu próprio julgamento!
Assim agindo, por óbvio que os edis esqueceram, talvez ofuscados pelos
holofotes~ dos comezinhos princípios processuais que regem e dão
sustentação ao sistema democrático neste país.

Esqueceram que há no pais mna Constituição Federal vigente que garante o


contraditório, a ampla defesa e o devido processo legal. No caso em apreço,
não houve contraditório na sessão de julgamento; não houve oportunidade
de defesa no momento do julgamento e não houve processo legal algum
observado na ocasião do julgamento.

Houve isso sim, um simulacro de julgamento, mn teatro de horrores


especialmente construído para as câmaras de televisão e folhas de jornais,
uma verdadeira peça teatral de segunda categoria encenada pela soberba
dos componentes das comissões, embasbacados de ansiedade em estar
cmnprindo apenas seus anseios próprios. Apopulação, ora, a população é
um mero detalhe...

Substitua "população" por "constituição" e nenhuma modificação o texto


acima terá!

É inegável o cerceamento do direito de defesa!

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É inegá~el,a.vedação .ao ~evi~o processo I:gal! ", \:Z> ~J


E os pnnclplOs constItuclOnms? Sempre tão elevados e engIdos a garantIa '-<.,."
do cidadão, os princípios constitucionais foram bisonhamente ''' ....
descumpridos por aqueles que, em tese, deveriam ter a missão de defendê-
los.

Ora, talvez nem soubessem de sua existência! Na Constituição Federal, por


exemplo, encontramos o princípio da legalidade expresso como
detenninação legal, de observação obrigatória, em dois momentos.
Encontra-se expresso no artigo 5°, inciso 11, garantindo a liberdade dos
cidadãos, quando prevê que ninguém será obrigado a fazer ou deixar de
fazer algo que não seja previsto em lei.

Aqui, temos uma disposição que é considerada uma das bases de nosso
ordenamento jurídico, com duas finalidades: uma, de regular o
comportamento dos cidadãos e dos órgãos do governo, visando a
manutenção da paz social e da segurança jurídica, o que é considerado
como fundamental para o Estado de Direito moderno l .

E no artigo 37, capul, CF, como o princípio que deverá ser obedecido por
toda a Administração Pública, em todos os níveis. Já neste momento,
vemos que a Administração Pública possui limites, que não está livre para
fazer ou deixar de fazer algo de acordo com a vontade do governante
somente, mas que deverá obedecer a lei em toda a sua atuação2 .

J Celso Ribeiro Bastos explica muito bem esta ~o dúplice do Principio da Legalidade: De um lado
representa o marco avançado do Estado de Direito, que procnra jugnIar os comportamentos, quer
individuais, quer dos órgãos e<tatais, às normas jruidicas das quais as leis são a suprema expressão. Nesse
sentido, o principio da Legalidade é de transcendental inljlOrtância para vincar as distinções entre o
Estado constitucional e o absolntista, este último de antes da Revolução Francesa. Aqui havia lugar para o
arbitrio. Com o primado da lei cessa o privilégio da vontade caprichosa do detentor do poder em
beneficio da lei, que se presume ser a expressão da vontade coletiva.

2 O Prof. Luis Roberto Barroso explica claramente a aplicação diferenciada do principio da Legalidade
para os individuos particulares e para a Admiuistração Pública: "Também por tributo às suas origens
liberais, o principio da legalidade flui por vertentes distintas em sua 3Jllicação ao Poder Público e aos
particulares. De fato, para os indivíduos e pessoas privadas, o principio da legalidade constitui-se em
garantia do direito de liberdade, e materializa-se na proposição tradicional do direito brasileiro, gravada
no inciso II do art 5° da Constituição da República: 'Ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fuzer
alguma coisa senão em virtude de lei. - Reverencia-se, assim, a autonomia da vontade individual, cuja
atuação somente deverá ceder ante os limites ÍDljlOStos pela lei. De tal formulação se extrai a ilação óbvia
de que tudo aquilo que não está proibido por lei é juridicamente permitido. Para o Poder Público, todavia,
O principio da legalidade, referido sem maior explicitação no caput do art. 37 da Constituição, assume
feição diversa. Ao contrário dos particulares, que se movem por vontade própria, aos agentes públicos
someute é facultado agir por ÍDljlOsição ou autorização legal. Inexistindo lei, não haverá atuação
administrativa legitima A simetria é patente. Os indivíduos e pessoas privadas podem fuzer tudo o que a
lei não veda; os Poderes Públicos somente podem praticar os atos determinados pela lei. Como
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O Princípio da Legalidade, no âmbito exclusivo da Administração Pública, '-.:::!y.5.- ..


significa que esta, ao contrário do particular, que pode fazer tudo que não
seja proibido em lei, só poderá agir segundo as determinações legais. Celso
Antônio Bandeira de Mello3 diz que:

"é o fruto da submissão do Estado à lei. É em suma: a consagração.da idéia


de que a Administração Pública só pode ser exercida na conformidade da
lei e que, de conseguinte, a atividade administrativa é atividade sublegal,
injralegal, consistente na expedição de comandos complementares à lei. "

A doutrina é unânime em afirmar que, em nosso Estado de Direito, a


Administração Pública está submetida à lei. Contudo, discute-se a forma
pela qual ocorrerá esta subordinação, seus limites e aplicações. Há três
concepções:

a) concepção restritiva - afirma que a finalidade da Administração Pública


é a realização do interesse público, e não o cumprimento da lei, e para
atingir sua fmalidade, só não poderia irrfringir a lei - aqui, igualando-se a
atuação estatal a do individuo particular;
b) concepção ampliativa - ao contrário da concepção restritiva, este prevê
que a Administração Pública só pode atuar como e no que a lei permitir;
c) concepção eclética - diz que a Administração Pública não atua de forma
homogênea, em alguns casos está completamente submetida à lei, em outros
há margens para um atuar livre do administrador, conseqüência do poder
discricionário.

O Professor Luis Roberto Barroso4 ressalta que o principio da legalidade,


na prática, apresenta-se de duas maneiras, as quais acabam por serem dois
principios autônomos:

"a) princípio da preeminência da lei, significando que todo e qualquer ato


injralegal que não esteja de acordo com a lei será considerado inválido,
por ser a lei afonte suprema do direito;

b) princípio da reserva da lei: aqui, significa que determinadas matérias


.somente podem ser reguladas por lei, ajastando-se quaisquer
regulamentações por Ol/tras espécies de atos normativos. "

decorrência, tudo aquilo que não resulta de prescrição legal é vedado ao adminislIador.· BARROSO, ob.
citada.

3Celso Antonio Bandeira de Mello, Curso de direito administrativo, cit, p. 45.


4Principio da Legalidade. Boletim de Direito Administrativo, Editom NDJ, São Paulo, Ano XIII, v. 01, p.
15-28.
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Carmem Lúcia Antunes Rocha já nos fala do princípio da juridicidade,·'<~~~L;:.;~: ..
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\:'. cv::.'
muito mais abrangente que a legalidade. No artigo 5°, inciso lI,
consubstancia-se em um direito, com base na liberdade dos indivíduos. No
caput do artigo 37, temos um dever, com fundamento na ausência de
liberdade da Administração Pública.

Ensina também que o Princípio da Juridicidade significa que a


Administração Pública "é o próprio Direito tomada movimento realizador
de seus efeitos para intervir e modificar a realidade social sobre a qual
incide", e que na realidade, quem está submetido à lei, ao Direito, é o
administrador público.

Com efeito, os princípios jurídicos podem estar expressamente enunciados


em normas explícitas ou podem ser descobertos no ordenamento jurídico,
sendo que, neste último caso, eles continuam possuindo força normativa.
Ou seja, não é por não ser expresso que o princípio deixará de ser norma
jurídica. Reconhece-se, destarte, normatividade não só aos princípios que
são, expressa e explicitamente, contemplados no âmago da ordem jurídica,
mas também aos que, resultantes de seu sistema, são anunciados pela
doutrina e descobertos no ato de aplicar o Direit06 . Como observa Luís
Roberto Barroso:

"os grandes principios de um sistemajuridico são normalmente enunciados


em algum texto de direito positivo. Não obstante, e sem pretender enveredar
por discussão filosófica acerca do positivismo e jusnaturalismo,tem':'se,' .
aqui, como fora de dúvida que estes bens sociais supremos existem forá e
acima das regras legais, e nelas não se esgotam, até porque não tem
caráter absoluto e se encontram em permanente mutação. No comentário de
Jorge Miranda, 'o Direito nunca poderia esgotar-se nos diplomas e
preceitos constantemente publicados e revogados pelos órgãos do poder ,,7.

De outra banda, a absoluta ausência de notificação para comparecimento do


autor na sessão de julgamento, ou a ausência da notificação formal de seus
procuradores, afrontou o princípio da publicidade dos atos processuais,
imposto pela Constituição da República no art. 5°, LX: a lei só poderá

5 Princípios Constitucionais da Administração Pública.!. Ed. Belo Horizonte: Editora Del Rey, 1994, p.
23.
6 ESPÍNDOLA, Ruy Samuel. Conceito de Princlpios Constitucionois. Revista dos Tribunais, São Paulo,
1999, p. 55.
7 Ob. cit., p.288.

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,,
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restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa


intimidade ou o interesse social o exigirem.

Não é o caso experimentado pelo autor. Muito embora a Comissão


Processante tenha esbanjado em publicidade não oficial, a realidade
demonstra o esquecimento laborado pelos edis no momento de promover a
publicidade oficial de seus atos. Ora, como visto pela leitura ao inciso LX
acima, apenas a lei, e em circunstâncias excepcionais, tem o poder de
suprimir a publicação oficial dos atos processuais; tal prerrogativa não se
estende nem mesmo para nossa já famosa Comissão Processante.

A arbitrariedade contida no processamento do pedido de afastamento do


autor representa não só violação aos princípios fundamentais insculpidos na
Constituição da República, como aponta para acadêmicos reconhecimentos
do cerceamento do direito de defesa.

Ora, constitui observância ao princípio do devido processo legal o justo


processar da conduta do autor na seara administrativa. Este princípio é
considerado uma garantia constitucional segundo a qual ninguém será
privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal (art. 5°,
LIV, CF).

Porém, muito mais do' que nina garantia, o devido processo legal é um
superprincípio norteador do ordenamento jurídico, tendo entre seus
objetivos ensejar a qualquer. pessoa, litigante ou acusada, em processo
judicial ou administrativo, o contraditório e a ampla defesa, bem como os
meios e recursos a ela inerentes (art. 5°, LV, CF).

o devido processo legal não está consubstanciado apenas em um princípio


constitucional, mas sim, num princípio que rege todo o sistema jurídico
pátrio, informando a maneira como se realizarão todos os procedimentos
processuais, assim como os adrilinistrativos.

Nelson Nery Júnior, na clássica obra Princípios do Processo na


Constituição Federal 8 leciona, com a perfeição de sempre:

o direito processual está subordinado aôs principios constitucionais gerais,


entre os quais ressaltamos o principio da dignidade da pessoa Immana, que
se apresenta como fundamento da República Federativa da Brasil (CF, 1",
/lI), tal a sua importância e magnitude no direito constitucional brasileiro.
Respeito e proteção da dignidade Immana como dever (jurídico)
fimdamental do Estado Constitucional (Vesfassingsstaat) constitui a

8 Ob. cit, ed. RT, 100000, 2010, p. 78.


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premissa para todas as questões jurídica-dngmáticas particular);f'.,.. 0 . 7 '
Dignidade humana cOflStitui-se a norma jimdamental do Estado, porém e~.,.kV .. '
mais do que isso: ela fundamenta também a sociedade constituída e ~,~,: '
eventualmente a ser constituída. Ela gera uma força protetiva
pluridimensional, de acordo com a situação de perigo que ameaça os bens
jurídicos da estrutura constitucional.

Discorrendo sobre esse fabuloso princípio, Nery Jr. ainda afirma que o
conceito do devido processo foi se modificando com o passar dos tempos,
alargando o âmbito da abrangência no sentido de prover, da forma mais
ampla possível, os direitos fundamentais do cidadão.

Assim, por exemplo, o fato de impor ã administração a atuação apenas


dentro dos limites delineados pela lei é a indicação clara da incidência da
'-'
1Jf:.,.'J
\.. ' ,
cláusula do due process no direito administrativo; cujo descumprimento
viabiliza a atuação do poder judiciário no controle dos atos administrativos.

Ainda, sobre o devido processo legal, agora no âmbito processual, o direito


norte-americano é lembrado por Nelson Nery Jr. para esclarecer que a
cláusula (procedural due process) significa o dever de propiciar ao
litigante:

a) comunicação adequada sobre a recomendação ou base da ação


governamental;
b) umjuiz imparcial;
c) a oportunidade de produzir defesa oralperante o juiz;
d) a oportunidade de apresentar provas ao juiz;
e) a chance de reperguntar às testemllflhas e de contrariar as provas que
serão produzidas;
f) o direito de ter um defensor no processo perante o juiz ou tribunal;
g) lona decisãojimdamentado, com base no que cOflSta nos autos.

Tendo em vista a ligação intrínseca do devido processo legal e do Estado


Democrático de Direito, o Estado não pode ser de direito e muito menos
democrático se não confere ao cidadão as garantias necessárias ao exercício
dos mais diversos direitos, sejam eles coletivos ou individuais, que a Lei
Fundamental consagra.

José Miguel Garcia Medina e Teresa Arruda Alvim Wambier9 apontam


que, sendo o processo método de solução de conflitos, deve oferecer aos
jurisdicionados os instrumentos de proteção necessários a defesa de seus

9 Processo Civil Moderno, EdRT, 2' Edição, 2011, 1° volume, p. 46


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interesses. Assim, buscando suporte na teoria das relações de status de


Georg Jellinek, os autores assestam que:

o status activus processualis tem importante papel, no Estado Democrático


de Direito, já que através deste se assegura a plenitude das outras formas
de status. Não se pode cifirmar ser "Democrático de Direito" o Estado,
caso o processo seja avesso à participação ativa das partes. Devem, pois,
todos os atos e fases do processo propiciar a participação procedimental
destas, a fim de que estas tenham condições de, ao pleitearem a proteção
jurídica adequada a um determinado direito material, poderem influir no
processo de formação da soluçãojurídica apropriada ao caso.

É de palmar clareza que a ausência de notificação do autor para comparecer


e defender-se na sessão plenária não observou a lição acima.

A esse propósito, o Eg. Supremo Tribunal Federal deu provimento à


medida cautelar no mandado de segurança n° 26.358-DF, em decisão
proferida pelo Ministro Celso de Mello, sob o seguinte argmnento:

EMENTA. 1RIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. PROCEDIMENTO DE


cARÁ.lER ADMINISTRA11VO. S/TUAÇÃO DE CONFUTUOSIDADE
EXISTENTE ENTRE OS fN1ERESSES DO ESTADO E OS DO
PARTICULAR. NECESsARIA OBSERVÂNCIA, PELO PODER púBuco,
DA FÓRMULA CONSTITUC/ONAL DO "DUE PROCESS OF LAW".
PRERROGA11VAS QUE COMPÕEM A GARAN11A CONS11TUC/ONAL
DO DEVIDO PROCESSO. O D/REITO À PROVA COMO UMA DAS
PROJEÇÕES CONCRE11ZADORAS DESSA GARAN11A
CONS11TUC/ONAL. MEDIDA CAULTELAR DEFERIDA.
- A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem reafirmado a
essencialidade do princípio que consagra o "due process of law", nele
reconhecendo uma insuprimível garantia, que, instituída em favor de
qualquer pessoa ou entidade, rege e condiciona o exercicio, pelo Poder
Público, de sua atividade, ainda que em sede materialmente administrativa,
sob pena de nulidade do próprio ato punitivo ou da medida restritiva de
direitos.
- Assiste, ao interessado, mesmo em procedimento de índole administrativa,
como direta emanação da própria garantia constitucional do "due process
oflaw" (CF, art. 5~ llV) - independentemente portanto, de haver previsão
normativa'nos estatutos que regem a atuação dos órgãos do Estado -, a
prerrogativa indisponível do contraditório e da plenitude de defesa, com os
meios e recursos a ela inerentes (CF, art. 5~ LV), inclusive o direito à
prova.
-Abrangência da cláusula constitucional do "due process oflaw".

Ademais, não há como esquecer que o devido processo legal está inserido
no capítulo dos Direitos e Garantias Fundamentais, condição que o toma
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imune a qualquer alteração constitucional, além de ter aplicabilida~~'. ~
imediata a todos do Estado.
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.'. .,~ ...... ",

Com a ampla defesa não é diferente!

Inerente ao direito de ação, que é o direito à tutela jurídica, está o direito de


defesa, que tem por objeto também a mesma tutela, embora o seu titular
seja aquele cujo interesse se contrapõe ao demandante. Garantido pela
Constituição da República (art. 5°, LV), o princípio da ampla defesa é uma
consequência do contraditório, porém, com características próprias.

Qualquer país que se proclame como democrático, deve assegurar à parte,


em litígio judicial ou administrativo, o direito e a garantia da ampla defesa,
conferindo ao cidadão o direito de alegar e provar o que alega, bem como,
em situações excepcionais, ter o direito de não defender-se. Optando pela
defesa, que o faça com ampla liberdade, ocupando-se de todos os meios e
recursos disponibilizados.

E a inobservância destes direitos fundamentais garantidos pela Constituição


da República constitui-se em nulidades de ordem absoluta, maculando o
resultado da malsinada Comissão Processante.

A esse respeito, assim manifestou-se a 9" Câmara Cível do TJRJ, na


Apelação Cível nO 0012050-89.2008.8.19.0061, Relator o Des. Roberto de
Abreu e Silva:

Demais, a Constituição da República Federativa do Brasil, em seu art.· 5~


inc. LV, dispõe que aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e
aos acusados em geral são assegurados o contraditório e a ampla defesa,
com os meios e recursos a ela inerentes.
Confira-se a doutrina de Alexandre de Moraes a respeito do tema:

... O devido processo legal configura dupla proteção ao indivíduo, atuando


tanto no âmbito material de proteção ao direito de liberdade, quanto no
âmbito forma, ao assegurar-lhe paridade total de condições com o Estado
persecutor e plenitude de defesa (direito a defesa técnica, à publicidade do
processo, à citação, de produção ampla de prova, de ser processado e
julgado pelo juiz competente, aos recursos, à decisão imutável, à revisão
criminal).
O devido processo legal tem como corolários a ampla defesa e o
contraditório, que deverão ser assegurados aos litigmltes, em processo
judicial ou administrativo, e aos acusados em geral, conforme texto
constitucional expresso (art. 5~ LV).

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Viveiros de Castro - Advogados 1S"~' ..
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16
Por outro lado, o exercício do amplo direito de defesa é corolário dJ;". n/
princípios da segurança jurídica e do devido processo legal, ass~~ .. " <

entendido pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do Mandado de ~, ,"


Segurança n° 24.268-MG, com nossos grifos:

EMENTA. Mandado de Segurança. 2. Cancelamento de pensão especial


pelo Tribunal de Contas da União. Ausência de comprovação da adoção
por instrumento jurídico adequado. Pensão concedida há vinte 'anos. 3.
Direito de defesa ampliado com a Constituição de 1988. Âmbito de
proteção que contempla todos os processos judiciais ou administrativos e
não se resume a um simples direito de manifestação no processo. 4. Direito
constitucional comparado. Pretensão à tutelajuridica que envolve não só o
direito de manifestação e de informação, mos tIlmbém o direito de ver seIlS
argumentos contemplados pelo órgão julgador. 5. Os princípios do
contraditório e da ampla defesa, assegurados pela Constituição, aplicam-
se a todos os procedimentos administrativos. 6. O exercicio pleno do
contraditório não se Umitll à garantia de alegação oportuna e eficaz a
respeito dos fatos, mas implica a possibilidade de ser ouvido também em
matéria juridica.
... (omissis).

o ministro Gilmar Mendes esclarece o alcance do direito de defesa:


Assinale-se, por outro lado, que há muito vem a doutrina constitucional
enfatizando que o direito de defesa não se resume a um simples direito de
manifestação no processo. Efetivamente, o que o constituinte pretende
assegurar - como bem aliota Pontes de Miranda - é uma pretensão à tutela
jurídica (Comentários à Constituição de 1967/69, tomo V. p. 234).

,
@ Não é dificil constatar que ()' comportamento adotado pela Comissão
Processante, ao negar ao autor o direito de ser regularmente notificado para
comparecer na sessão de julgamento atendeu a dois propósitos: (I) não
ouvir os argumentos de defesa, por certo consistentes e que reporiam a
verdade dos fatos tal como acontecidos e não historiados, e (11) manter os
holofotes da imprensa nos exemplares e comportados edis para cumprir
com o desiderato detalhado desde o início: afastar definitivamente o
prefeito do cargo democraticamente eleito.

No entanto, extasiados com os holofotes, os membros da inquisição


esqueceram-se de observar o rígido iter criado pelo Decreto-Lei nO 201-67
sob pena de nulidade dos atos da Comissão Processante; nulidade esta que
a lei prevê e, por isso, o autor requer seja decretada por este digno juízo,
descompromissado que é com a falsa opinião sedimentada nos diários
vespertinos.
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-

De volta à lei: O art. 5° do Decreto-Lei nO 201/67 dispõe: "\-0. c! ~i/


'-'~·:i';f ""\'"\c};;
' ...... -'... i) ...
.!1

IV - O delmnciado deverá ser intimado de todos os atos do processo. -


pessoalmente. ou na pessoa de seu procurador (..)

Esta intimação não existiu!

Não há um único elemento que possa ser alegado como matéria de prova
pelos réus que infirmem a ausência de intimação, e, por certo, vedada a
produção da prova diabólica, deverão os réus demonstrar, de forma
inequívoca e robusta, que procederam no correto iter processual descrito
pelo Decreto-Lei nO 201-67.
-,- .J
@' Após a contestação, e por certo ausente esta prova, haverá de ser
confirmada a antecipação de tutela abaixo pretendida para anular
definitivamente a pantomima que se transformou a sessão plenária da
Câmara de Vereadores de Teresópolis e que culminou com a vexatória
aprovação do relatório final de cassação do mandato do autor sem que
fossem observados os mais básicos princípios constitucionais acima
denunciados.

Diante disso, além da cristalina prova do descumprimento do iter


processual descrito pelo art. 5° do Decreto-Lei n° 201-67, a procedência do
pedido também se justifica pela farta prova da desídia dos réus em
submeterem-se aos ditames da Constituição Federal.

Não basta apenas a encenação muito bem ensaiada, o texto finamente


Ó decorado e o nem sempre sincero aplauso da plateia. É necessário talento,
muito talento.

Porém, os réus não foram agraciados com o óleo divino que lhes ungiria do
necessário talento para conduzir e decidir um processo com a envergadura
que uma cassação de mandato exige.

A antecipação da tutela

Não se pode perder de vista a segurança do processo, ou nas palavras de


Eurico Tulio Liebman, o objetivo de '... assegurar que o processo possa
conseguir um resultado útil' (Manuale di Diritto Processuale, 1968, Vol.
I, nO 36, p.92).

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Evidentemente não se assegura um resultado útil à lide
demora do processo na solução do litígio, perpetua-se uma situação dano 1/31
qUando'\),~)JaC!:~'"f
que tende a agredir a necessária igualdade entre as partes litigantes.

Objetivando exatamente o suprimento desta lacuna processual, o legislador,


através da Lei 8.952/94, dispôs no art. 273, incisos I e lI, c. c. art. 461, §3°,
do Código de Processo Civil, 'verbís ':

Art. 273. O juiz poderá, a requerimento da parte, antecipar, total ou


parcialmente, os efeitos da tutela pretendida no pedido inicial, desde que,
existindo prova ineguivoca. se convellfa da verossimilhança da alegací10
~:
1- haja (undodo receio de dano irreparável ou de dJflcil reparação: ou
j II - fique caracterizado o abuso de ...direito de defesa ou o manifesto
propósito protelatório do réu.

Art. 461. Na ação que tenha por objeto o cumprimento de obrigação de


fazer ou nãofazer, o juiz concederá a tutela específica da obrigação ou, se
procedente o pedJdD, determinará provitlPncias que assegurem o resultado
prático equivalente ao do adimplemento.

§ 3" - Sendo relevante o fundamento da demanda e havendo iustificado


receio de ineficácia do provimento final. é «cito ao juiz conceder a tutela
liminarmente ou mediante justifiCilCão prévia, citado o ré". A medida
liminar poderá ser revogada ou modificada, a qualquer tempo, em decisão
fundamentada.

Nesta linha e segundo os mestres de processo, o exame para a tutela


jurisdicional antecipatória prende-se à averiguação da presença da
verossimilhança do direito alegado, conjuntamente com a possibilidade da
ocorrência de dano de difícil ou incerta reparação, tudo a ser aferido em
cognição sumária.

Luiz Guilherme Marinoni, em sua esclarecedora obra sobre a antecipação


da tutela, assim assesta:

A antecipação fundada no art. 273, inciso I, pode ser concedida antes de


produzidas todas as provas tendentes à demonstração dos fatos
constitutivos do direito, o que não acontece no caso do mandado de
segurança. A illltecipacão é fundada na probabilidade de que o direito
afirmado, mas ainda não provado. será demonstrado e declarado.

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ot. vf:
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I':}
Vweiros de Castro - Advogtufos 18 I'..Iii l' 9.
A tutela fundada em cognição sumária, como já foi dito, é uma tlltela
baseada em prova não suficiente para o juiz declarar a existência do
\"~.
: . iY' '\~,
\'t,
direito. ..:..-?"
Luiz Guilherme Marinoni. .A Antecipação da Tutela na Reforma do
Processo Civil', Malheiros Editores, 1.995, págs. 24 e 67,

o art. 273, inciso I, do Código de Processo Civil, exige a prova ineqlÚvoca,


capaz de convencer o juiz da verossimilhança da alegação; todavia, esta
prova somente pode ser entendida como a 'prova suficiente' para o
surgimento do verossímil, entendido como o não suficiente para a
declaração da existência ou da inexistência do direito (Marinoni, ob. cit.,
pág.67).

j Para Carlo Fumo (in Teoria de la Prueba Legal, pags. 48 e ss.) é necessária
é,',
(" --;- uma noção de verdade suficiente. Ou seja, no caso, no qual "não se exige
um convencimento pleno, pois a certeza é apanágio da verdade real, nilo
de mera probabilidade" (paulo Monso Brum Vazo 'Antecipação da Tutela
em Matéria Previdenciária'. Revista Jurídica da Unísul. N" 1.1995. p. 20).

No caso em concreto, há necessidade e estão presentes os requisitos e


pressupostos para antecipação de tutela, nos termos do art. 273, inc. I e lI,
cumulados com o art. 461, §3°, do Código de Processo Civil, para anular a
sessão plenária que decidiu pela cassação do mandado do autor, diante da
insofismável ausência de observação aos rígidos caminhos descritos pelo
Decreto-Lei n° 201-67 e flagrante violação a quase todos princípios
constitucionais que garantem o minimo de legitimidade diante da
especificidade da matéria debatida.
,)
(J) A verossímilhança da alegação e a relevância da fundamentação estão
presentes através da narração fática e da demonstração do direito aplicável
à espécie; importante observar que este direito encontra suporte em normas
legais e na jurisprudência mansa e pacífica, sobre todos os temas, inclusive
no Eg. Superior Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal.

A prova inequívoca ou noção de verdade está mais do que evidenciada


através dos relevantes fundamentos jurídicos acima apontados, os quais
estão fundados, inclusive, em fatos notórios.

o fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação resulta da


iminente manutenção no ordenamento jurídico dos efeitos do ilegítimo e
ilegal ato de edição do decreto municipal de cassação do mandato, com o
afastamento engendrado mediante violação à lei e à Constituição Federal.

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Viuiros de Castro - Advogados f;}.'9 " ,"',\
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E mais: diante da possibilidade contida no Decreto-Lei nO 20l-67J~,há r..""l} 'fi)
fundado receio de que os vereadores municipais instaurem nova comi~ V .f~-;
processante para deliberação, investigação e julgamento dos mesmos faiõ~t''-:.J.:.:<!;';Y·
contidos na denúncia que gerou a sessão plenária nula sob todos os
aspectos, de modo que requer o autor seja lhe deferida medida acautelatória
para que não seja afastado do cargo em caso de nova instauração de
comissão processante acerca dos mesmos fatos já esclarecidos.

Por fim, enfatiza o autor as palavras do professor Galeno Lacerda


(Comentários ao Código de Processo Civil, Forense, 1980. p. 136): "A
prud2ncia aconselha, portanto, a que o Magistrado tenha em conta,
quanto possivel, as condiçiJes morais e econiJmicas das partes, sem
descurar, também, da neeessária rapidez no decidir, pois a razllo pode
, ,) ~tar:fuetivamendd~omo :1or. ~ :::"'.or~ na concessllo da providência
~ v r astrar a r 'zacllotura reito .

De qualquer forma, presentes os requisitos ensejadores da tutela cautelar, e


não entendendo Vossa Excelência pela presença dos elementos necessários
para deferir a tutela antecipada, requer o autor seja lhe deferido o beneficio
da fungibilidade prevista pelo § 7° do art. 273 e concedida a medida
cautelar para sustar os efeitos do decreto municipal originado de vícios
insanáveis na sua origem.

Muito embora os fatos e fundamentos sejam os mesmos, é pacífico ua


doutrina que a concessão da tutela cautelar não exige a comprovação
inequívoca do dano contido no inciso I do art. 273, confortando-se com o
periculum in mora previsto peloart. 798.

Ora, o atual sistema processual consagra através do art. 798 do Código de


Processo Civil, o instituto que a doutrina denomina amplo poder de cautela,
conferido ao juiz para determinar as medidas provisórias que julgar
adequadas, quando houver fundado receio de que uma parte, antes do
julgamento da lide, perpetue, ao direito da outra, lesão grave e de dificil
reparação, 'verbis':

Art. 798 - Além dos procedimentos cautelares especificos, que este Código
regula no CapÍtulo II deste Livro, poderá o juiz determinar as medidas
provisórias que julgar adequadas, quando houver fundado receio de que
uma parte, antes do julgamento da lide, cause ao direito da outra lesão
grave e de difícil reparação.

Logo se percebe que, ao instituir tal procedimento, o legislador ressaltou a


natureza acessória da medida cautelar que, pela conjugação com o previsto

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VWeJrOS de Castro-Advogados Ti' ,\:-
21. ' ,;'!
no § 7° do ~. 273, permite a concessão da tutela cautelar quando pedt~< ~ ,;
tutela antecIpada. -. /., ~'::~,
.~~~~

É que não se pode perder de vista a segurança do processo, ou nas palavras


de Eurico Tulio Liebman, o objetivo de '... assegurar que o processo possa
conseguir um resultado útil' (Manuale di Diritto Processuale, 1968, VoI.
I, nO 36, p.92).

E apenas será conseguido um resultado útil e efetivo com a procedência da


ação.

Pedido

Diante disso, requer:

a) seja antecipada a tutela e sustado os efeitos do Decreto Legislativo


n000212011 que determinou o afastamento do autor do cargo de prefeito
municipal de Teresópolis diante das nulidades e violações à lei de regência i
aos principios constitucionais acima alinhados; I

b) alternativamente, seja deferida tutela cautelar para sustar os efeitos do


Decreto Legislativo nO 00212011 e determinar o retomo do autor às
_atividades na Prefeitura Municipal de Teresópolis;

c) em qualquer das hipóteses, requer seja lhe tutela cautelar inibitória para
fi,,, . que as rés abstenham-se de deliberar, em nova comissão processante, sobre
\l<i;ii' o afilstamento do cargo sem autorização prévia deste MM. Juizo;

Requer também:

d) seja determinada a citação das rés para que tomem conhecimento dos
termos presentes, e querendo, ofereçam resposta no prazo legal, sob pena
de revelia e confissão;

e) seja ao final julgado procedente o pedido para reconhecer a violação à lei


e aos princípios constitucionais, anulando-se a sessão plenária que decidiu
pelo afastamento do autor do cargo de prefeito municipal;

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Viveiros de Caslro - Advogados c::
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f) a aplicação do princípio da sucumbência, condenando-se a rés i '{io ;- '/


pagamento de honorários advocatícios que Vossa Excelência entend~. V,.~
justos e condizentes com o trabalho realizado, as custas processuais, e~
demais verbas consectárias;

g) produção de todos os meios de prova em direito admitidos,


principalmente documental, inclusive a juntada de novos documentos,
realização de perícias, inclusive contábil, vistorias, oitiva de testemunhas
em audiência a ser designada, e depoimento pessoal da ré, sob pena de
confissão, sem renunciar a qualquer outro, que especificará no momento
oportuno.

Atribui ã causa o valor de R$ 50.000,00.


',~
(i!?t
'v' Pede deferimento.

Rio de Janeiro, 08 de dezembro de 2011.

Luiz Paulo Viveiros de Castro Glória Regina Félix Dutra


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PROCURAÇAo

JORGE MARIO SEDLACEK, brasileiro, casado, médico, no momento


em exercício do cargo de prefeito municipal do Município de Teresópolis,
portador da carteira de identidade n° 81.365.238-5, expedida pelo \.

DETRAN-RJ, inscrito no CPF sob o nO 445.480.017-0, residente e


domiciliado na Rua Juruena, 123 /501, Teresópolis, RJ, nomeia e constitui
seus bastantes procuradores LUIZ PAULO DE BARROS CORREIA
VIVEmOS DE CASTRO, brasileiro, divorciado, advogado, inscrito na
üABIRJ sob o n° 73.146, e GLÓRIA REGINA FÉLIX DUTRA,
brasileira, solteira, advogada, inscrita na üABIRJ sob o n° 81.959, com
escritório nesta cidade na Av. Beira Mar, nO 200/6° andar, para o:fim de, em
conjunto ou separadalIlente, representá-la em juízo ou fora dele, em
qualquer instância ou tribunal, em qualquer ação ou processo em que for
autora, ré, opoente, assistente ou, de qualquer forma, participante de
procedimentos, quaisquer que sejam, podendo requerer as medidas
necessárias, preparatórias, preventivas ou incidentes, variar de ações e
intentar outras, agravar, recorrer, usando dos poderes conferidos pela
cláusula adjudiem, mais os de acordar, desistir, transigir, receber quantias,
dar e aceitar quitação, firmar compromissos, acompanhando o feito em todas
as suas fases processuais, inclusive adotar as medidas necessárias ao
cancelamento e baixa de ações nos cartórios e serviços de dismbuição,
enfim, requerer o que for preciso para o fiel desempenho das obrigações
decorrentes deste mandato.

Rio de Janeiro, 22 de novembro de 2011. I


I

Av. Beira Mar, 200/6° andar - Rio de Janeiro - RJ - 20021-{)60 - Tel: 2510-32761 Fax: 2510-3278
E-mail: advogados@viveiros.adv.br
Viveiros de Cos/ro - Advogados

SUBSTABELECIMENTO

Substabeleço, com reservas, na pessoa de Miguel Jorge Zandonadi


Junior, brasileiro, advogado inscrito na OABIRJ sob o n° 106.486, os
poderes que me foram outorgados por JORGE MARIO SEDLACEK, nos
autos da Ação pelo Rito Ordinário com Pedido de Antecipação de Tutela
promovida junto ao cartório judicial de Teresópolis, RJ.

11.

Glória Regina Félix Dutra


OABIRJ 81.959

Av. Beira Mar, 200/6° andar - Rio de Janeiro - RJ -20.021..()60 - TeUFax: 25103276/25103278
E-mail: advogados@viveiros.adv.br
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C,AMARA MUNIC~PAL Ó·t=·.·,T~fif;S·ÓPOE.I$
PR~CE~SON0;~S /JQI! - A·:-·: . ".. ',' " qf\;~<02:"J}&;;~f({
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f/ ','QUERENTE: .:--fo~/' ~\ofÇ:'ds
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ILMO SR"".PRESIDENTE DA CÂMARA DOS VEREADORES
TERESÓr ISe

José leo
Di
C.M.T.

JOSÉ MARCOS LACK, brasileiro, casado,


empresano, portador da carteira de identidade nO 06416600-2 expedido pelo IFP,
inscrito no CPF sob o n 563.012.607-59, Título de Eleitor n036729940396, Zona 038,
seção 0033,residente e domiciliado a rua Oscar José da Silva, nO 596, Pimenteiras, nessa
cidade, vem, respeitosamente à sua presença, com base nos Arts 4° e 5° do Decreto-Lei
201/67, sem prejuízo dos demais permissivos legais pertinentes, apresentur

DENÚNCIA COM PEDIDO DE AFASTAMENTO DO CARGO

Em face do prefeito municipal, senhor JORGE MÁRIO SEDLACEK, o que


efetivamente o faz com base nos seguintes fatos e fundamentos de direito:

1. O denunciado é prefeito do município e


Teresópolis, sujeitando-se ao regime jurídico definido pelo Decreto-Lei 20 I, de 1967.
)
~ 2. Tal diploma legal, em seu Ali. 4°, assim prevê:

Art. 4° São in/rações político-administrativas dos Prefeitos Municipais


sujeitas ao julgamento pela Câmara dos Vereadores e sancionadas COlll a
t. cassação do mandato:
III - Desatender, sem motivo justo, as convocações ou os pedidos de
informações da Câmara, quando feitos a tempo e em forma regular
VII - Praticar contra expressa disposição de Le, ato de sua competência. ou
. omitir na sua prática.
VIII - Omitir-se ou negligenciar na defesa de bens, rcndas, direitos ou
interesses do Município sujeito à administração da Prefeitura:
X - Proceder de modo incompatível com a dignidade e o decoro do cargo

3. Em slla conduta como chefe do Executivo


Municipal, o denunciado infTing:u todos os incisos acima discriminados. Passa o
denunciante, agora a detalhar as condutas do denunciado feitas ao anepio da lei, as
quais autorizam a instauração de nma comissão processante, nos moldes do decreto-lei

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201/67. Tais condutas autorizam, ainda, seu afastamento liminar, bem como, ao final4.-<>~\c.ípa/~~'"
processo, sua cassação. Vejamos. ~ '\

4. Apesar de regularmente convocado, por ~a


e F'LS7 .g'
-?2.g
Com issão Parlamentar de Inqnérito, para prestar depoimento na Câmara, o prefeito ~
simplesmente ignorou essa convocação. Na carta enviada a Câmara, há uma explicação.
Mas esta está longe de ser uma justificativa. O que ficou claro é o desprezo do prefeito
pelo Legislativo, por seus integrantes, por sua função, por sua representatividade.
No dia OI de junho de 2011 foi protocolado junto ao município o Ofício do Gabinete da
Presidência da Câmara nO 67/11, convocando o prefeito Jorge Mário Sedlacek para
prestar esclarecimentos àquela comissão.
No entanto, o prefeito encaminhou uma explicaçãO, assinada por seu advogado, dizendo
que aquela comissão não teria poderes para convocá-lo. Invoca, de forma equivocada, a
separação dos poderes. Na verdade, o que invoca em sua defesa é justamente o que
firma sua necessidade de prestar esclarecimentos à Câmara. Cada Poder possui sua
atribuição especifica. E é dever do Legislativo fiscalizar os atos do Executivo.
O prefeito, na verdade, sente-se acima do bem e do mal. Eleito prefeito, imagina ter sido
empossado Imperador. Imagina-se ÍlTesponsável pelos seus atos, não sujeito a qualquer
tipo de fiscalização.
Prestar depoimento no Legislativo significa esclarecer aos representantes do povo.
Quem, em última instância, foi desrespeitado com essa atitude do prefeito, foi todo o
povo de Teresópolis.

Essa atitude configura infringência ao Art. 5°, inciso III do Dec. Lei 201/67.

Dentro da mesma Comissão Parlamentar de


Inqnérito, insta chamar a atenção para o ·depoimento da Procuradora Geral do
Município, quando inquirida pelo vereador Ademir Enfermeiro. No dia 05 de maio de
2011, as 16h45min, o vereador disse não haver dúvidas quanto a existência de fraude na
confecção de nm diário oficial. O silencio da Procuradora, diànte de tal afirmativa,
parece-nos uma confissão. Tal fato, qual seja, a adnlteração de um diário oficial, deve
também ser considerado por esta comissão processante com totalmente incompativel
com a dignidade e decoro que o honroso cargo de prefeito exige. E configura, também,
infração ao previsto no Art. 4°, VII do Dec. Lei 201/67.
'.
Tal adulteração foi confirmada pelo ex-Procurador
geral do Município, conforme depoimento à CPI. Transcrevemos, em caráter ilustrativo,
um trecho desse depoimento:
"(... )jiquei surpreso que afotocópia não batia com a do si/e. por a alegação
desse recorrente era verdadeira, esta questão aconteceu em um dia. eu
soube atra 'ves da rádio corredor. de que haveria outra fi·uade. constatado
isso imediatamente jiz contato com o prefeito. ao jinal do expediente. e o
Prefeito disse que iria resolver) afirmo que houve uma fraude, e que o
prefeito tontou conhecimento através da minha pessoa. até o momento que
eu estava na Procuradoria não houve providência"

Não temos conhecimento de lima medida


apuratária sequer tomada até hoje pelo Município. Há notícia, no entanto, de um
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;p "-O
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! .
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'>~4},r / r~
~~$~\"'Gl>"
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~ :
inquérito civi I em andamento no Ministério Público Estadual, assim corno Ut);l ~
procedimento investigatório penal, no mesmo órgão, apurando tal denúncia. ti f:J"-~ ~
E o-

Houve, ainda, outro pedido de infoanações nfo


'" "'~""
atendido pelo Prefeito. Este, no entanto, sem qualquer justificativa. A Coniissão
Parlamentar de inquérito apura o enriquecimento ilícito do Prefeito. E apura, também,
se houve uso do cargo para se beneficiar no caso de aquisição de um imóvel situado rua
JUllJena, 123, Agriões, Teresópolis-RJ. . '
No dia 20 de maio de 20 li, a CPI enviou, à prefeitura, pedido deinfõriilações sobre'a's
avaliações de todos os imóveis situados no mesmo prédio que o prefeito adquiriu seu
apartamento. O intuito era comparar o valor dos apartamentos, saber se houve
beneficiamento do prefeito no momento .de avaliar o imóvel para fins de imposto de
transmissão, e saber se o prefeito, efetivamente, dispunha de numerários para comprar
um imóvel em tal prédio.

Tal pedido, até hole, ainda não foi respondido.

Além de tipificar a conduta descrita no Art 4°, m,


do Dec. Lei 201167, a recusa em fomecer documentos, quando solicitado, dificulta a
apuração dos fatos, e justifica a necessidade de afastamento do prefeito. Mostra que se
permanecer no ex:ercício do cargo, o acesso a provas fundamentais para a apuração do
alegado contra o prefeito estará comprometida.

5, Da mesma forma vem o chefe .do Ex:ecutivo


Municipal negligenciando acerca do gerenciamento e correta aplicação das verbas
públicas do município. Há casos emblemáticos, como obras inacabadas, contratações'
reiteradas de empreiteiras que já se revelaram inidôneas para realização de tarefas.
anterioanente contratadas, e tentativa de contratação de pessoas jurídicas, sem licitação,
em flagrante tentativa de burla à lei.

6. Vamos nos ater em um fato c(lncreto,


ex:austivamente provado durante a Comissão Parlamentar de Inquérito instaurada por.'
essa Casa Legislativa, e que agora teve o reconhecimento, pelo Tribunal de Contas do .
Estado do Rio de Janeiro, de sua ilegalidade.

'. 7. No InICIO de 2009, através do ato de


inex:igibilidade de licitação nO 00212009, o Município contratou os serviços do senhor
ANDRÉ JOSÉ KüSLüWSKI. Advogado e· ex:-desembargador federal, o contratado
teria como missão impedir que as receitas municipais fossem comprometidas em virtude
do pagamento de precatórios judiciais.

8. Tal contratação, em sua gênese, começou


equivocada. Primeiro, foi publicado um contrato com um valor de R$ 50.000,00
(cinqücnta mil reais). Tal extrato foi publicado no dia 14 de fevereiro de 2009. Pouco
tempo depois, foi publicada uma cooeção, majorando esse contrato, agora sem citar as
palies envolvidas, ou o objeto do mesmo, para R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais). A
forma ardilosa como foi confeccionado, adiantava o que viria pela frente.

9. ü referido contrato passou pela apreciação do


Tribunal de Constas do Estado do Rio de Janeiro. Nos processos TCE_ RJ 211.804-7/09
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e 204.922-4/09, relatado pelo Conselheiro Julio Rabello, julgado na sessão de 12 de ~ f:l. S


abril de 2011, foi reconhecida a ILEGALIDADE DO ATO, e detenninada a aplicação~ ---. ~
de multa, ao Denunciado, no valor de 2.500 (duas mil e quinhentas) UFIRs, o i;;'
equivalente, hoje, a R$ 5.338,00 (cinco mil, trezentos e trinta e oito reais).

10. Multa extremamente modesta ante o prejuízo


sofrido pelo erário.

11. Tal ato configura o desprezo que o Denunciado


tem pelos recursos públicos. E tipifica a infração prevista no Art. 4°, VII do decreto-lei
201/67.

12. Contrata-se, de forma ilegal, um escritório de


advocacia pagando o valor de R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais).

13. Note bem: a contratação, por si só, já é ilegal


- conforme reconheceu o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro.

r 14. No entanto, o Denunciado foi além. Os


contratos administrativos, para seu pagamento, obedecem uma ordem prevista em lei.
Primeiro, o empenho, depois a liquidação, e finalmente o pagamento. Tal ordem não foi
observada.

Foi feito o pagamento sem que o serviço tivesse


sido efetivamente realizado. O contrato administrativo não pennite pagamento
antecipado. Não há sinal em contratos administrativos, nem nenhuma previsão legal
para que o recebimento possa ocorrer antes da efetivação do serviço.

15.. Salta aos olhos, ainda, a forma como o


pagamento foi efetuado. No momento da contmtação, foi pago o valor de R$
250.000,00 (duzentos e cinqüenta mil reais), e o restante em doas parcelas iguais, no
período de 15 dias e a segunda em 45 dias ",pós a éoritratação. Tais valores foram pagos,
confonne o expresso reconhecimento do Tribunal de Contas do Estado do Rio de
Janeiro, sem que a ordem seqüencial dos pagamentos fosse respeitada - ou seja: houve
a preferência imotivada desta pagamento, imoral ilegal e vergonhoso, em detrimento de
outras despesas regularmelltl' previstas e empenhadas.

Não era um produto, ou um s.erviço, que necessitasse sua aquisição ou prestação de


forma imediata. Não era uma situação de necessidade pública. Nem de interesse
público. Sequer utilidade pública seria. Mas foi contratado, sem licitação, e pago sem
que o serviço tivesse sido prestado.

Se tais atitudes não caracterizam negligência na


defesa de bens, rendas direitos e interesses do lllunicípio, teremos mnita
dificuldade para encontrar outro ato que possa exemplificar tal conduta.

16. Está perfeitamente tipificada a conduta prevista


no Art. 4°, VIII da decreto-lei 20 I/67. Deve o prefeito ser cassado por tal conduta.
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17. Não fossem suficientes os delitosanterionnen~~,}l;::,:.:;;:~"


descritos, o prefeito vem, por sua postura, mantendo comportamento incompatível cof. Fi. ~ / '~
a dignidade e decoro inerentes ao cargo. v~ g
,!\,
'" ...
18. Eleito com uma expressiva votação, vencendo
dois candidatos tradicionais na política teresopolitana, Jorge Mário significava a
esperança e a mudança. No entanto, as práticas de governo mostraram que ele
representava um sistema conhecido - e repudiado - em todo Brasil.

19. Começou com a tentativa de contratar, sem


licitação, empresas de lixo. Passou para a importação de pessoas sem qualquer ligação
com a cidade para gerir cargos chaves na administração. E culminou com o nome da
cidade ligado a denúncias de corrupção justamente no momento da maior tragédia
natural do país. E o maior desastre de nosso município.

20. Por duas semanas consecutivas o jornal O


Globo trouxe ao conhecimento do país as práticas desenvolvidas na administração Jorge
Mário. Propinas na escolha das empresas, na realização de obras e na liberação de
recursos. Contratação de empresas fantasmas, utilização de notas frias,
superfaturamentos. Denuncias feitas por empreiteiros que se disseram achacados,
relatórios do TeU que apontam irregularidades, e investigações da Controladoria Geral
da União que indicam fraudes.

21. Uma conclusão: efetivamente os recursos


destinados ao município não estão sendo bem empregados, A própria administração
municipal confessa isso, quando prorroga, por mais 90 dias, o estado de calamidade em
nosso município. Uma administração que não consegue, por si só, livrar o município do
Estado de calamidade, é uma administração que não pode ficar à frente do município.

E uma conseqüência trágica de todas as


irregularidades denunciadas, apontadas e investigadas: '0 risco de o nosso
municlplo, em virtude de todos esses escândalos e fraudes, ficar sem o repasse das
verbas federais destinadas à recuperação.

No momento da tragédia, o país se uniu para


Socorrer Teresópolis. Não'é.força de expressão. E todo o país significa o Poder Público,
nas três esferas da federação, e a sociedade civil organizada, em todos os estados do
Brasil. Alimentos, água, roupas, barracas de emergência, remédios, dinheiro. Tudo foi
enviado a Teresópolis, tudo foi disponibilizado para socorrer as vítimas da tragédia.

No entanto, boa vontade individual tem um limite.


Há um pOl)to_ onde quem tem quc comandar a aplicação desses recursos, bem corno
coordenar o planejamento para recuperação da cidade tem que ser o Poder Público local.
O Governo Municipal. A ele cabe o gerenciamento das verbas oficiais. Ele que deve
alocar os recursos recebidos. Ele deve planejar o assentamento das pessoas.

No entanto, no lugar de se preocupar com vidas, as


investigações revelam que o Governo local estava preocupado com verbas. Empreiteiros
confessaram, junto ao Ministério Público Federal um esquema para desviar os recursos
que chegariam para auxiliar na reconstrução. O TCU indicou, de forma idêntica, que
"

recursos foram aplicados irregularmente. E a Controladoria Geral da União recomendou


a devolução do dinheiro já destinado.

Se há recomendação para devolver o que já foi


enviado, porque mal gasto, qual a esperança que sejam destinados mais recursos,
enquanto as mesmas pessoas que geriram de forma equivocada os recursos já 'enviados
permanecerem à frente do governo?

o afastamento cautelar do prefeito encontra


amparo legal não apenas na possibilidade de dificultar o acesso às provas, mas também
para garantir a ordem pública e O clamor social.

22. A apuração de todas as fraudes, bem como a


possibilidade de reerguimento do município não pode se concretizar enquanto o
C.:
tJ;J Denunciado estiver a frente do Executivo municipal. Sua presença como prefeito
prejudica tanto a elucidação; por completo, de todas as denúncias, bem como impede o
município de se reerguer.

r"'
:.. 23. o afastamento imediato do prefeito, desta
forma, está plenamente justificado. Não pode ficar à frente do Governo porque sua
presença impediria a análise total dos documentos necessários a apuração de
irregularidades e fraudes na administração de Teresópolis.

E também porque hoje a atual administração se


mostra incapaz de tirar o municipio do estado de calamidade que se encontra - seja
porque as medidas tomadas até hoje se revelaram ineficazes, seja porque as
irregularidades e fraudes detectadas pelos órgãos oficiais ameaçam deixar os munícipes,
destinatários finais de todo esforço oficial - sem os recursos indispensáveis para o
reerguimento de suas vidas.

24. Desta forma, o Denunêiante se faz valer da


presente para pedir a instauração de uma comissão processante, nos exatos moldes
do Decreto-Lei 201167 para cassar o mandato do prefeito Jorge Mário Sedlacek,
determinando seu imediato afastamento do cargo.

DO AFASTAMENTO CAUTELAR

A presente comissão processante tem sua previsão


nO Dec. Lei 201/67. Em seu Art. 5°, ao definir qual o trâmite a ser seguido, o referido
diploma legal assim prevê:

"A"rl. 5" O processo de Cassação do mandalo do Prefeito pela Câmara, por


infrações definidas no arligo anterior, obedecerá ao seguinte rilo, se outro
não for estabelecido pela legislação do Estado respectivo":

Ou seja: o dec. Lei 201167 prevê as hipóteses de


infrações político-administrativas as quais o prefeito estaria sujeito, bem como
"
; . " ,

estabelece o rito a ser seguido para esse processamento, SALVO SE a legislação do


Estado respectivo não dispuser de forma distinta.

A Constituição do Estado do Rio de Janeiro, por


sua vez, é expressa em prever a possibilidade de afastamento cautelar do chefe do
Executivo, tão logo seja a denúncia recebida pela Assembléia Legislativa.

"Art. 147 - O Govemador do Estado. admitida a acusação pelo voto de dois


terços dos Deputados, será submetido a julgamento perante o Superior
Tribunal de Justiça, nas infrações penais comuns, ou perante a Assembléia
Legislativa, nos crimes de responsabilidade.
§ r -o Governador ficará suspenso de suasfunções:
I - nas infrações penais comuns, se recebida a denúncia ou queixa-crime
pelo Superior Tribunal de Justiça;
II - nos crimes de responsabilidade, após a instauração do processo pela
Assembléia Legislativa.
§ 2° - Se, decorrido o prazo de cento e oitenta dias, ojulgamento não estiver
concluído. cessará o afastamento do Governador, sem prejuízo do regular
'· '. prosseguimento do processo".
r--
É possível o afastamento cautelar do prefeito
municipal, desde que deliberado pelo quorum qualificado de 2/3 dos vereadores.

É oportuno lembrar, ainda, que a mesma


Constituição do Estado do Rio de Janeiro, ao dispor da autonomia municipal, traz o
balisamento desta autonomia, em sen Art. 345.

Art. 345 - O Município será regido por Lei Orgânica, votada em dois tumos,
com O intervalo mínimo de dez dias. e aprovada por dois terços dos
membros da Câmara Municipal, que a promulgará, atendidos os princípios
estabelecidos na Constituição da República, nesra Constituição e os
seguintes preceitos:
VIIJ - similaridade das atribuições da Câmara Municipal. de suas
Comissões Permanentes e de Inquérito. 110 que couber. ao disposto nesta
Constituição para o âmbito estadual.
~

Desta fonna, o Município tem autouomia, mas


precisa seguir princípios detenninados na Constituição Federal e na Constituição
Estadual. Há princípios implicitos, e explicitos. A detenninação que a Câmara
Municipal guarde simetria, tanto em atribuições gerais, como legislar e fiscalizar o
executivo, como nas próprias atribuições especificas de suas comissões - dentre elas a
que julga o chefe do Executivo por suas infrações politico-administrativas - é
a
princípio eXplicito ser segnido pela Lei Orgânica do MunicípIO..
A Lei orgânica do Município, no entanto, é silente
quanto ao procedimento. Afirma, apenas, em seu Art. 65:

"Art. 65 - São inFações político-administrativas do Prefeito as previstas em


Lei Federal.
Parágrafo único: O prefeito será julgado pela prática das infrações citadas
nesse artigo pela Câmara Municipal"
i

~-; .. t.
') : ~.

Acerca do direito materia I, a Lei Orgânica remete à


legislação federal afeita ao tema; e a única regra de procedimento mencionada na Lei
--~
Orgânica é a fixaçâo da competência pela Câmara Municipal.

)
o presente requerimento, consoante a norma
invocada, é dirigido à autoridade competente; e deve seguir o rito previsto na
) Constituição do Estado do Rio de Janeiro, complementado pelo rito descrito no próprio
\, Decreto-lei 201/67.

Dessa forma, pedimos, assim que recebida a


presente denúncia, e criada a comissão processante pertinente, seja determinado o
afastamento cautelar o prefeito municipal Jorge Mário Sedlaceck.

Não obstante a Constituição do Estado do Rio de


I~ Janeiro afirme ser imediato o afastamento - uma conseqüêncÚ direta do recebimento a
denúncia e instauração da Comissão processante -, prescindindo inclusive de
fundamentação, parece-nos coerente seja explicitado à sociedade a necessidade desta
medida cautelar.
{ É oportuno lembrar que a Constituição da
república, ao tratar do processo do Presidente da República por crimes de
responsabilidade, de responsabilidade do Senado Federal, determina que tão logo seja
instaurada a comissão processante pelo Senado, o Presidente fica suspenso de suas
funções.

Os documentos acostados aos autos mostram, de


forma inequívoca, a negligência com recursos públicos. Mostram, áinda, que a presença
do prefeito frente o Executivo municipal prejudicará não apenas o andamento da
presente comissão processante - dificuldade em 'acesso a documentos, bem como
desprezo com as convocações feitas pela Câmara - como dificulta o reerguimento do
próprio município. Órgãos de Estado - e não ligádos ao Governo - como o TCU e
, ,

CGU recomendam a devolução de recursos já entregues ao municipio,

o afastamento do chefe do exccntivo de seu cargo


atende ao bom andamento do processo, como medida cantelar, e também ao clamor
,(C.:_ . público, protegendo a ordem' social.
C Por derradeiro, é conveniente lembrar que a
Constituição Federal também prevê o afastamento cautelar do chefe do Executivo, de
forma automática, assim qne recebida a denúncia pela Câmara, autorizando o Senado a
processar o presidente por infrações político-administrativas. Ou seja: nenhuma-
legislação considera conveniente a pennanência do chefe do Executivo enquanto durar
o processo apuratório.

\
I.
o

,,
",

DO PEDIDO

Ante o exposto, é a presente para requerer:


I.

,
;
. a) seja instaurada. na fonna do Decreto-Lei 201/67, uma comissão processante para
~.
apurar a responsabilidade do prefeito municipal de Teresópolis, senhor JORGE
) MÁRIO SEDLACEK, nos fatos descritos na inicial aqui apresentada,
) notadamente o não atendimento da convocação feita pela Comissão Parlamentar
de Inquérito para que ele prestasse esclarecimentos; o não atendimento do
) pedido de fornecimento de documentos encaminhado pela CPI e não respondida
pelo MUlúcipio; a falsificação de diário oficial noticiada na CPI, afinnada pelo
) vereador Ademir Enfenneiro quando da inquirição de Procuradora Geral do
Munic!pio, e não desmentida por esta; a contratação e pagamento irregular do
) senhor André José Koslowski; e as denúncias de pagamento de propina feitas
,I
) '-.4) por empresários, as irregularidades apontadas pelo TCU, e as suspeitas de
)
fraudes indicadas pelo CGU no relatório que apura a aplicação de verbas
federais na reconstrução do muniç:ípio após a tragédia de 12 de janeiro de 2011.
Essa comissão processante será instaurada mediante o voto favorável de 2/3 dos
membros da Câmara.
b) Seja detenuinado o afastamento liminar do prefeito municipal de Teresópolis,
SENHOR JORGE MÁRIO SEDLACEK, ficando o mesmo suspenso de suas
funções de chefe do Executivo pelo praw máximo de 90 dias, por analogia aos
Artigos 147, § 1°, li da Constituição do Estado do Rio de Janeiro, e Art. 86, § 1°,
li da Constituição da República, eis que sua penuanência no cargo interfere na
apuração das denúncias aqui fonnuladas, bem como pode comprometer a
recuperação do município após as chuvas de 12 de janeiro de 2011. Frise-se que
a administração não conseguiu, 180 dias após a tragédia, tirar o munic!pio do
Estado de Calamidade Pública, e que a Controladoria Geral da União
recomendou o não repasse de verbas ao município, confonne noticiado pelo
jornal O Globo, o que pode comprometer ainda mais a recuperação. Esse
Afastamento deve ser aprovado pelo quomm de 2/3 dos membros da Cãmara.
c) Seja o presente feito processado na fonua do Art. 5° e seguintes do Decreto-lei
201/67, combinado com a Constituição do Estado do Rio de Janeiro, e ao final,
seja julgado procedente o pedido para cassar o prefeito JORGE MÁRIO
SEDLACEK.

Indica como provas do alegado os documentos ora acostados, e requer seja requerido ao
Tribunal de Contas da União e à Controladoria Geral da União os relatórios referentes a
atuação daqueles órgãos na aplicação de verbas públicas no município de Teresópolis
no periodo compreendido de julho de 2010 até junho de 2011, notadamente as
investigações referentes ao período pós tragédia de 12 de janeiro de 2011, bem como ao .
Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro no mesmo perí()d()" .,
Requer~ ainda, seJa'oficiado ao'Ministério púbjicoFederal para que envie cópia do
procedimento que apura as denúncias de pagamento de propina feito por empresários a
membros do govemo, confonne também noticiado pelo jomal O Globo.
Requer sejam as provas aqui indicadas e acostadas complementadas por lanlas outras
que a comissão processante regularnlente inslauradajulgue necessário.

N estes termos,
p.deferimento
u
C

~ ... ,

Teresópolis, 02 de agosto de 2011,

JOSÉ MARCOS LACl(

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DOCUMENTOS

( .•

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PESSOAIS ,
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DEPOIMENTO DA

PROCURADORA GERAL DO
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MUNICIPIO, ONDE DO
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.... VEREADOR ADEMIR
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ENFERMEIRO DISSE NÃO

HAVER DÚVIDA DE FRAUDE E


,

A PROCURADORIA SILENCIA

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Estado do Rio de Janeiro
Câmara Municipal de Teresópolis
Comissão Parlamentar de Inquérito.
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A
~ TERMO DE DEPOIMENTO • .

DEPOIMENTO DE: Or". ANA CRISTINA DA COSTA ARAUJO, brasileira,


-:>cl(;'~ divorciada, 43, anos, pOl1adora da carteira de Identidade n° 84723 OAB/RJ e CPF nO
\Y 977731077-34, residente e domiciliada Rua Papa Pio XII 50 - Jardim Cascata, -
Teresópolis - RJ CEP, depoente na instauração da Comissão Parlamentar de Inquérito.

DEPOIMENTO

PERGUNTA AO DEPOENTE:
Vossa Senhoria d~dara 'sob palavra de honra a promessa de dizer a verdade,
somente a verdade, nada mais a verdade do que souber ou lhe for perguntado?
A depoente respondeu:
Sim.

Qual o seu nome?


A depoente respondeu:
O.", ANA CRISTINA DA COSTA ARAÚJO,

.. Qu'al sua idade?


A depoente respondeu:
43 anos,

A onde a Sl~. reside?


A depoente respondeu:
Rua Papa Pio XII'!iQ .- Jardim Cascata, - Teresópolis.

Qual a sua profissão?


A depoente respondeu:
Advogada.

A senhora tem parente ou relação com algumas das partes envolvidas?


A depoente respondeu:
Não que tenha conhecimcnto.

A Senhora, por favor, só responda o que lhe for perguntado.

A senhora fica advertida que incolTera em crime de falso testemunho, previsto


no Código Penal no art. 342. se fizer afu'Il1ação talsa, não falando a verdade. ficando
obrigada a falar a esta comissão todos os fatos existentes ainda que impol1e em I
incriminar outras pessoas.
)

.'

Sr". tem qualquer receio de prestar qualquer informação a esta CPI?


A depoente respondeu:
Não.

Não tendo qualquer receio de prestar qualquer informação a esta CPI, a Sr".
abre mão espontaneamente do sigilo bancário, sigilo teletOnico, sigilo do cartão de
crédito.
A depoente respondeu:
Sim. ,.
ij
I,

Dr". Ana Cristina partindo do pressuposto que a senhora é advogada desde i'
quando a senhora atua na Procuradoria do Municlpio de Teres6polis, e se
posslvel descreva os seus cargos que ocupou ou ocupa.·
A depoente respondeu:
Eu entreina Procuradoria em agosto de 2003, como asscssora Jurídica,
depois passei 11 Sub-ProcurIldorll Judicial, posteriormente passei 11 subprocuradora
,geral, e hoje sou a procuradora desde novembro de 2010.
('
·t-;' Ora. Procuradora', a se'nhora foi subprocuradora no periodo que o DI'. Antonio \
I
Geraldo, era Procurador?
A depoente respondeu. 1-
Era subpi'ocuradol'a judicial.

Nessa época chegou ao seu conhecimento que o DI'. Antonio Geraldo, havia
sido informado.de uma fraude ou possivel fraude no diário oficial do Município?
A depoente respondeu:
. Não 'cu não tive conhecimento dessa comunicação.

A senhora poderia nos inf0111lar se o DI'. Antonio Geraldo e o DI'. Jorge Mátio, ,
I,

"
falaram alguma coisa a respeito dessa fraude?
A depoenterespondeu: I
Eu não sei infol'mar.

Não houve uma açâo contra o Município a esse respeito?


A depoente respondeu:
Não, que eu tenha conhecimento até esse momento não Ir'amita na
Po'ocuradol"Ía Geral nenhuma ação pelo Município ou qualquer oulJ'a pessoa.

Diziam que as publicações_ t~ria sidQ há respeito de fraude de produtos


diversos, a senhora não sabe quais os produtos?
A depoente respondeu: .
Não também, não sei, a tuiuha atribuição c.-a na parte judicial, ou seja, sÓ
tínha conhecimento das ações judiciais, por isso recebia os ofícios do Ministério
, Público.
A pál'te administrativa que era os processos administl'ativos eu não tinha
acesso a essas informações, s6 via o que estava ligada aos processos judiciais.

A senhora poderia nos informar se foi instaurado processo administrativo, para


apuração do ocol'I'ido, bem como da responsabilidade dos agentes públicos envolvidos.
)
)

I
i .:.~ / .,< .~,,'/
A depoente respondeu;
:1" Que eu tenha conhecimento, não.

! A senhora Procuradora sabe se houve algum comentário sobre


diário oficial na época, se a senhora sabe, quais foram?
A depoente respondeu:
Não tenho conhecimento.

Então a senhora'não sabe quais as providencias tomadas para apuração dessas


irregularidades?
A depoente respondeu:
Não.

o DI'. Antonio Geraldo declarou publicamente no depoimento dado aqui que


~ chegou a mostrar o processo ao Prefeito, a senhora trabalhava na Procuradoria na época
I
e não sabe?
J A depoente respondeu:
Trabalhava sim, mas como expliquei eu tl'abalhava na pal·te jurídica,
porque a Procuradoria .é dividida. Em Sub-procuradoria administrativi4 Sub- '
procuradoria Tributaria, e' Sub-procuradoria Judicial, então são equipes
separadas que é chefiada por um subprocurador (a) e os processos são divididos na
Procuradoria por atribuições, cntão os processos administrativos não passavam
por mim. Com cerieza passavam pela sub-procuradoria, administl'ativa.

A senhora pode não ter conhecimento oficial desse assunto, mas foi i
amplamente divulgado na empresa, a'senhora tomou conhecimento pela imprensa. !I
A depDente respondeu:
Exatamente. ,l
e
Na época havia uma briga interna entre o Prefeito o Vice, e esse assunto

r
foram amplamente divulgados. A senhor;i· sabe se houve comentário na Procuradoria
nas conversas de corredor?
A depoente respondeu:
Não,
i
FALA DO VOGAL DA CPL
lC
\ Sr". Procuradora a senhora, sabe nos informar quem era o subprocurador na
época responsável por esse expediente admi nistralivo?
A depoente respondeu:
Se não me engano era o Dl'. Fernando.

Ele era o subprocurador administrativo?


A depoente rcspondeu:
Sim, e na época eil era sub procuradora judicial, o subprocurador
administrativo era o DI'. Fernando, sub[)I'ocuradora tributária, se não me engano
era a OI'. Luciana.
Nesse caso esse assunto era submetido ao administrativo,
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, Então Sr. Presidente, eu sugiro que chamemoso subprocurador adl~inistrativo .'.... A l~
da epoca para que possa estar esclarecendo-nos a respeIto do fato, porque que houve a : (ol!
fraude nós já sabemos, nós precisalllos agora saber quais foram as providencias -,'>

)
- .
tomadas, e nada melhor do que esse profissional que era o titulara da pasta para nos
·esclarecer.

,, o Vice-Prefeito perdeu o gabinete por causa desse assunto a senhora não sabe
nada, na Procuradoria Não houve comentário sobre.esse assunto?
A depoente respondeu:
,
\
Não.

A senhora tomou conhecimento do contrato feito com o Dl'. André José


Kozlowski?
A depoente respondeu:
Sim.

A Procuradoria tinha condições de executar o serviço, para que não fosse


preciso contratar os serviços do Dl'. André José Kozlowski.
O DI'. Antonio Geraldo, falou aqui que devido o acumulo de serviço, a
Procuradoria não tinha condições de obstaculizar o seqüestro e quase não houvesse
traria prejuízo ao Município.
A senhora esta na Procuradoria, mas em outro setor, mas a senhora sabe se a
Procuradoria tinha qual idade técnica para não haver essa contratação?
A depoente respondeu:
Esse era o meu setor, porque o setorjudicial é também os dos precatórios.
O que. cu mC lemb.·o na época havia uma eminência de um seqüestro
judicial dos valores quc não haviam sido pago até o dia 31 de dezembro.'
"Então' estava na eminência de ocorrer um seqüestro e diante da situação
do gOVel'110 eu levei para o procurador a questão da eminência do seqüestl'o desses
valol'es, porque nos outros dois anOs anteriores havia o~orJ'ido o seqüestro da
mesma forma, ai ele perguntou o que foi feito, eu falei pat'a ele que foi feito uma
petição sobre o precatót'Ío ao Tribunal de Justiça, mas não houve uma medida que
tivesse sido eficácia para poder impedir o seqüestro nos anos anteriores e que
certamente ocorrel'Ía o seqüestro.

FALA DO VOGAL DA CPI

A senhora esta dizendo que não havia a capacidade técnica para estar
broqueando aquele seqüestro e por isso havia urgência. Porque o govemo açabava de
assumir, e havia essa possibilidade de' seqüestro que me pareceseria de sete milhões.
A depoente ,'espolldeu:
A eminência de scqiieslt·o cxistia porque tudo que tinha sido feito, nOS
. outros anos não havia obtido êxito•
. A Procuradont mesmo na época havia peticionado ao Tribunal, llIas não
havia obtido sucesso e o scqücs!l'o ocorreu, nos outros anos.
Então o meu papel quanto subprocuradora judicial, foi de infol'mar de
que isso estava para oconer dentro do mês de janeil'o e fevet'eit'o no máximo.
- ------. --~.~- ~- -. ,--"-",-<',.• _'--'.~-

" .'

DEPOIMENTO DO

EX-PROCURADORA GERAL

DO

MUNICÍPIO, DR ANTONIO

GERALDO, ONDE ELE AFIRMA

NÃO TER DÚVIDA SOBRE

FRAUDE NO DIÁRIO OFICIAL,


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E AFIRMA TER INFORMADO A

. FRAUDE AO PREFEITO,

QUE NADA FEZ

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Estado do Rio de Janeiro


Câmara Municipal de Teresópolis
ComIssão Parlamentar de Inquérito.

TERMO DE DEPOIMENTO

ANTONIO GERALDO CARDOSO VIEIRA, brasileiro, casado, portador da


carteira de identidade nO 24.708 OABIRJ, inscrito no CPF sob o nO 210.093.337-04, 64
anos, advogado, portador da carteira de Identidade n°. IFP e CPF nO. , residente e
domiciliado à Estrada Clube do Lago, I 10, Posse - Teresópolis, depoente no inquérito
que originou a criação da CPI através da portaria 068/20 I I.
. DEPOnwENTO

PERGUNTA AO DEPOENTE:

Vossa Senhoria declara, sob palavra de honra a promessa de dizer a verdade, I'
somente a verdade, nada mais a verdade do que souber ou lhe for perguntado?

o depoente respondeu:
Sim. '.
c>
{
Qual o seu nome? .
O depoente respondeu: Antonio Geraldo Cardoso Vieira.

Qual a sua idade?

O depoente respondeu:
64 anos.

A onde o Sr. Reside?


O depoente respondeu: ESh'ada Clube do Lago. 110 - Posse

Qual a sua Profissão?

o depoente respondeu:
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' •. ·~F .
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./ Advogado..

o senhor tem parente ou relação com algumas das partes envol vidas?
o depoente respondeu:
Não possuir parentesco com nenhuma das partes, no entanto já atuou
como advogado do Prefeito.

Qual o período que V,S," foi procurador geral da Prefeitura Murucipal de


Teresópolis?
O depoente respondeu que:
.Entre a posse, em 2009, até a metade do mês de junho de 2009.

O Sr, pode informar quantos funcionários existiam na procuradoria?

O depoente respondeu:
Advogados mais o menos treze, e entre advogados e funcionários, eu não
tenho esta relação, mas, eu me lembl'o que entre funcionários, cargos e advogados,
devia estar por volta de sess-enta, sendo que muitos estavam cedidos a outras
Secretal'ias.

Esse efetivo tinha capacidade técnica jurídica, para todos os problemas?


O depoente respondeu:
Todos os problemas da PMT, não, nós flzemos a estrutum da
proeUl'adoria da seguinte maneira:
(Documentos (01) anexado ao depoimento, contendo todo o teor da
Procuradoria criado pelo Dr. Antonio Geraldo).

. Dr. Antoruo Geraldo, na verdade' o Sr. Relatou toda estrutura da


Procuradoría,Q Sr. P()de me dizer se esta estrutura já existia, ou'foi criado pelo Sr?

O depoente respondeu:
A câmara técnica foi criada, até porque cra uma determinação judicial.
'-
Então na verdade·a Câmara Técnica, foi uma detenninação judicial, não foi
o Sr. Nem o Prefeito que criou?

O depoente respondeu:
Não, foi uma detel'minação judicial.

Essas U-citações que o 'Sr. Falou, grande partedeIas, nós já sabemos como
foi feito,
O Sr.' Sabe dizer se ·na geslão do Sr,Elas foram feitas de maneira
. presencial,ou foram através de pregão, ou cram foram feilas de maneiras emergenciais?

o depoente respondeu:
Que eu saiba só houveram duas únicas tentativas de licitação vi
pregão eletrônico, nma de remédio e ontra pal'a uniforme, mas ficaram fl'llstrad s,
em I'azão de certo caso, que já é couhecido na cidade, como sendo a fraud do
diário olicial. -.'--- \\r ~,
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Então o SI', Afirma que não houve nenhuma licitação emergencial, é/{)í.'so?
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O depoente respondeu: :. " '. <


Que eu tenha lembrança, a licitação não era feita na Pl'licuradof91
mas as grandes determinações judiciais vinham pat:a a Procuradoria, agenfêS", ",
mandava para a licitação, e eri óbvio tinha que comprar, não tinha jeito, ou
comprava, ou sofria seqüestro do dinheiro, ouentão era mandado de pl'isão contra
o Prefeito.

Eu também tenho recordação, que essas compras eram feitas pela


licitação.

Acho que todas as compras foram emergenciais, mesmo porque eram


determiuações judiciais. '

Eu não sei a onde eram feitas essas compras, se eraltl feitas aqui eu
também, não sei.
f
\
Dl'. Antonio Geraldo, diante do que V.S." expôs em tenuo de contingente de
material humano, especificamente ao que diz respeito ao pessoal jurídico.

A pergunta é bem objetiva, a estlUtura encontrada pelo Sr. Era capaz de dar
I"
conta de todas as demandas que o SI'. Descreveu?
,
o depoente respondeu: "

Não, o universo do questionamento jurídico, é enorme, não podemos


afirmar que em uma esh'utura, que sou capaz de resQlver todas as demandas,
ainda que com os meus quarenta anos de advocacia,

A especificidade, a especialização, requer que isso tenha pessoas,


competentes, e habituadas nesse tipo de demandas,

Então cu dil'ia úma I'esposta objetiva, não, nós não estávamos, nem nunca
vamos estar preparado para atender a todas as demandas dentro da
especificidade, que institui dentro do universo jurídico,

Falar do Presidente da CPI.

Dl'. Antonio Geraldo, eu tenho umas seres de perguntas, vou fazer todas, mas
se o SI'. Tiver alguma duvida, é só dizer que repetirei.

Vossa Excelência tem conhecimento da contratação de uma advogado,


estranho ao quadro funcional da Prefeitura Municipal de Teresópolis?

o depoente respondeu:
Sim claro quc tenho. Sr. prcsidentc essa questão da contratação do
escritório do Dl'. ANDRÉ JOSÉ ICOZLOWSKI,começa através dc um
memorando,saído da SecI'etaria de Controle Intel'no, dil'Í~Oa mi~L com ~:A
De posse desse memorando, imediatamente enviei a Dr.~ Ana
Cristina,Sub Procuradora do Município de Teresópolis, pam que ela lIzesse uma
análise, e que fizesse um parecer dizendo o Seguinte: (O teor estar anexado ao
depoimento atmvés do documento (3)).

O Senhor Era Procurador, quando foi feito o contrato, com o Dr. ANDRÉ
JOSÉ KOZLOWSKI,
,
:j O depoente respondeu:
Sim

Esse conirato foi feito com dispensa de licitação?

o depoente respondeu:
Quesim..

o lembra o Valor do contrato dessa contratação?


o depoente respondeú:
O valor da contratação foi de R$500.000.00, (quinhcntos mil reais).

. HQuve algum aditivo a este contrato?

o depoente respondeu:
-c# Que eu saiba não.
Houve Publicação no Diádo Oficial do Município de Tel'esópolis, desse
contrato.

o depoente respondeu:
Houve publicação

Dr. Geraldo a este valor, houve algum aditivo?

·0 depoente respondeu:
HOllve uma retificação do Edital.já que lia primcira pllbli 'o
saill o
. valor de R$ 50.000.00, sendo retificado para R$ 500.000,00, ato conf uo a se
verificar quc houvc um CITO.

De. Geraldo, o senhor sabe quanto foi pago desse valor?

o depoente respondeu: 7

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Não, porque dos quinhentos mil reais, o Município descontava '-'o Q,.gri?'
ISS,cu penso que foram trezentos e poucos mil reais, que era o valor liquido, que a j
municipalidade teria que despendcr,O I'estante e provido de recurso próprio. .
Pelo que eu saiba,de ter sido pago todos os valorcs de trezentos e
poucos mil rcais, dos quinhentos mil reais.

Havia necessidade do patrocínio de um advogado fora do quadro da


Prefeitura Municipal de Teresópolis? Uustifique)

o depoente respondeu que:


Sim, por sim só quauto o quantitativo de demanda existia sim a necessidade de
contratação do escritório de advocacia, por isso O Prefeito autorizou a contratação.

Qual a participação do Prefeito Jorge Mário,na contratação desse


escritório de advogado?

'.:~::
t:.:\··:' o depoenterespo,ndeu:
O Prefeito Jorge Mário, foi cientificado,primeiro a partir desta
questão, que era pra nós no inicio de Governo, uma questão crucial,porque caso
houvesse o seqüestro de alguns valores, o Governo ficaria totalmentc inviabilizado.
Onde, em varias reuniões achamos exatamente que deveria
enfrentar o problema, por isso optamos em não ser passivo.
Não tinha outra forma, já que se tratava de uma decisão jurídica,
.transitada e julgada,c Administmção anterior, já linha feito o que era possível
fazer,tanto que em 2007, já tinha ;Icontccido um seqüestm, e desse valor não tinha
mais o que recon·er.
A única forma de nós recorrcmos, foi cxatamente partimos pal'a uma
ação, afim de obstarmos isso; .
Esse tipo de ação, é muito cspccifico,e que além de ser uma ação
especifica,o tipo de prática que exigiria conhecimento jurídico dos mais .. i
requintados, diante disso, de fato não teríamos na Procuradoria,disponibilidade de
gente dcntro do quadro,c uem tempo para poder se dcdicar, até porque essa ação,
uão scria distribuída emteresópolis,já que seria uma ação origiuária da segunda
estância, onde repercutiria no Tribunal Judieiário,e no Supremo Tribunal
Fcderal.
Daí a necessidade de ter de fato um advogado espeeialista nessa
matéria.

PERGUNTAS DO PRESIDENTE DACPI'

Apesar do SR. Ter respondido, eu queria que .S ' respondesse de n


Ma maneira mais especifica.

Havia neccssidade do patrocínio dc do quadro da


Procuradoria?

o depoente respondeu:
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Por si só,pelo Caos de ações na P,"oeuradoria, as tais envolvendl-l ".$'}I
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ações judieiais, seria impossivel, nós termos uma gmnde quantidade de prestação ,li
de serviço,uma responsabilidade numa ação, onde não estaríamos h'atado de uma
ação de mil reais mais sim de oito milhões de reais,
Pois estaríamos tratando de um seqüestro, ·onde já estaria
transitado e julgado, alem do mais não se trata de uma cão normal, nem uma ação
corriqueira, cuja a capacidade da ProcUl"adoria já estaria exaurida pelos própríos
. problemas inerentes de todas ob.-igações já atribuídas a Procuradoria Geral.
Ai sím haveria necessidade, mas ·do que necessário, e era prudente
que se contratasse.
Nós pessoalmente, e o Prefeito JOI'ge Mario, entendeu dessa forma e
auto.-izou, tanto que acompanbou todo o proeesso,
Alem ter acompanhado todo o contado com o Sr. DI'. ANDRÉ
JOSÉ KOZLOWSIO,eomo também na finalização ao subscrever,portanto ele
tinha total ciência do risco de fazê-lo,eomo também tinha ciência de não o fa~ê-lo.
O risco de não fazê-lo, seria de chegar um seqüestro de um valor,
que traria grande conseqüência para todo o orçamento do caixa da Prefeitura, com
a· massa de dinheiro, que seria impossível de se governar, com aquele instrumento.

DR" Antonio Geraldo, novamente eu pergunto:Qual o valor e a forma de


pagamento do contrato feito com o escritório do DI'. ANDRÉ JOSÉKQZLOWSKI, e
se contrato foi quitado? .

° depoente responde:

.. Segundo a clausula scgunda dll eontrato: A contratante se ob,"iga a


pagar a9 contratado os honorários no valor de quinhentos mil reais,divididos da
seguiute . . .

Duzentos e cinqüenta mil nomomen.to da 'propositura da ação;


forma cento e vinte e cinco mil reais, no momento que for proferida a decisão
revogando o seqüesta'o;
Cento e vinte cinco mil reais, devido trinta dias após trinta dias do
vencimento do item "blZ dos valo,"es dcseritos de todas as despesas efetuadas desse
[ objeto do eontrato, inclusive custos judiciais,bem como deslocamentos, e ligações
tclcfônicas locais e internrbanas e outros.
Sendo que esses valores.são valo,'cs brutos por isso que cu tenha
dito quc o valor liquido seria em torno dc trezentos mil reais.

DI'. Antonio Geraldo o SI'. Tem conhecimento do andamento dcsse


Processo?

° depoente respondeu:

Sei que ainda estar tramitando, não tenho conhecim


já não eston na P,"ocuradoria há vários mCses.

FALA DO VERALDO MARCELO, VOGAL DA CP

T
Na época que o Sr. Fez esta contratação, eu entendi que o Sr. Esta
dizendo, que contratou essa empresa, para que o dinheiro da PMT,não fosse
seqUestrado, pois não tinha dinheiro,ademais teiÍa que fazer o pagamento dos servidores I
municipais, e que o valor do seqUestro seria em tomo de sete milhões o
Qual foi o êxito dessa Empresa no referido processo, já que o Sr.
Acompanhou quando era Procurador,os objetivos foranl alcançados?
I
o depoente respondeu:
Pelo período que eu estive lá, não saiu dinheiro para pagar
nenhum precatório. "

FALA DO PRESIDENTE DA CPI

Qual a participação da procuradoria nos procedimentos licitatórios?

(
00"0
...•.. ;. o depoente respondeu:
A Procuradoria, na época quc eu cheguei,verificando qual era
a prática anterior da Procuradoria, foi visto que a Sub-procuradoria
adminish'ativa, representada pelo Subprocurador Dr. Fernando, que alias foi
mantido POI' mim,competia a esta sub-procuradoria,fazer analise da licitação.
Analise da seguinte forma: Verificar o aspecto formal daquela
licitação se foi publicado editais, se os contratos estavam de acordo, se as
documentações estavam corretas, e o que havia mais no processo.
Mais isso quando praticamente, já estava decidida a licitação,
, era só um~ questão de formalização da Procuradoria.

Quanto à terceirização do serviço do Iixo,o de quem foi a solicitação


do serviço, e quem determinou a dita contratação?
O depoente respondeu:

A solicitação dc contração foi dete."minada pelo governo.


,
As consultas formadas a Procuradoria, pelo Executivo Municipal,
tem caráter detenninativo ou consultivo?

O depoente respondeu:
Quem determina 110 Muhicípio chamasse Plocfeito, os demais,
. são consultores do Prefeito.

Então não existem casos de pareceres consultivos, nem


determinativos?

O depoente respondeu:

Toda administI°ação Pílblica, preta consultor' a ao efe do poder


Executivo, então são consultivas sim, mas quem determina befe do Poder
Executivo.
A pergunta é o seguinte, em quais casos os pareceres são
consultivos?

o depoente respondeu:
Eu diria todos os pareceres são consultivos.

Falando da contratação do escritório de advocacia contratado. Quais


os casos eram abrangidos por tal escritório?

o depoente respondeu:
Atendendo a solicitação de nossa, foi marcada uma reunião com
o Prefeito, onde na ocasião foi lida uma carta do Dl'. André, endereçada ao
Prefeito. (o teor do refCl'ido documento está anexo ao depoimento).

FALA DO VEREADOR MARCELO OLIVEIRA, RELATOR DA CPI.

Sr. Presiderite, vou tentar emendar a minha pergunta anterior feita.


Embora, não tenha sido pago nenhum precatório, o advogado
conseguiu com sua ação sustar a cobrança dos mesmos.
Ou seja, o não pagamento dos precatóIios, OCOlTeu precisamente por
causa da ação do advogado?

O depoente respondeu:
Só complementado e ratificando a ininha resposta anterior. Eu .
não sei se este pagamento houve, ou se houve seqüestro, àpós a minha saída.
O que eu sei, é que até a minha saída, não houve qualquer
pagamento que tenha sido feito.
Em relação a resposta ao Ilustre vereador, eu diria que foi
fundamental, e que era fundamental que se entrasse com esse tipo de expediente
judicial, no TJ,para que houvesse bloqueio inicial desse precatório, por que já
havia um auto de expedição já inserido na determinação da Presidência do TJ.
'-
Então foi fundamental sim.

FALA DO PRESIDENTE DA CPI.

O Sr. Teve conhecimento de algum vínculo de sua excelência o


Prefeito, ou de algum Secretário, oú mesmo de algum advogado com escritório?

O depoente respondeu?

Que eu saiba não, a vinculação seria uma viuculação minha, por


eu couneeel' o Dl'. André, há muitos anos, já que o mesmo foi meu colega de escola
de faculdade, essa é a minha vinculação eom ele.
Eu fazia indicação para o Dl'. André de easos qUI de
Teresópolis e de outros casos, que eu atuava, onde era fundament ,já qu cn
sabia da competência dele.

FALA DO VEREADOR MARCELO OLIVEIRA RELAT


"j)
~•.

Então em questão de escolha, partiu de Vossa Excelência.

o depoenterespondeu:
Sem duvida, até porque esse tipo de escolha não se faz deforma
aleatól'ia você escolhe o melhor, você tem que ter uma razão de ser, de deCidir, e a
minha razão de decidir, é a mesma passava pela confiança e pela competência do
Pl"ofissional.

FALA DO PRESIDENTE DA CPI

. A Secretaria de AssuÍ1.tos Jurídicos, já estava ativa nessa época


da citada contratação?

o depoente respondeu:
Não sei, eu penso que sim, creio que sim.

Em algum momento, tanto o SI. Ou o Prefeito cogitaram a


anulação desse contrato?

o depoente respondeu:
Nos meses que eu fiquei na Procuradoria não.

Qual era a secretaria que a comissão. de licitação era


subordinada?
o depoente respondeu:
A comissão de licitação estava subordina a Secretaria de
Adminish"ação.

Quem era o presidente da Comissão?

O'depoente respondeu:
Não me rccordo do Presidentc, eu mc lembro quc cxistia o
diretor de licitação, que era o Sr, Cesar Augusto, e que o pregoeiro chamava IGO,
e não me lembro mais os nomes das pessoas Até por que nós na Proclll"adoria, não
estávamos ligado diretamente à licitação, que era subordinada a Secretaria de
AdministmçAo.

Quem escolheu o presidente?

O depoente respondeu:

Que eu saiba isso é competência do Prcfeito


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Desde escolha de uma Empresa vencedora de uma licitação, c,f"
até o recebimento efetivo do dinheiro, referente li essa obra ou serviço, Qual o percurso
que o processo percorre?

o depoente respondeu:
A parti dessa escolha de licitação, ou dispensa de licitação
ele é remetido para a Secretaria de Planejamento, para se faze o controle do
orçamento, Secretaria da Fazenda, mas antes desses tramites, o processo vais para
o Prefeito para dar ciência, essa ciência é. ciência, seria a seqüência desse
processo.depois para a Secretaria de Administração, qne envia Procuradoria para
I
fazer a minuta do contrato.Feito a minuta do contrato retorna a Secretaria de I
Administração,para as anotações de pra ClIe, daí por diante.
I
No caso da escolha de obras Pública, conforme da Barra ou
do Processo da Feria do alto, Qual o procedimento desde escolha, até recebimento do
dinheiro? r,
II

r· o depoente respondeu:
Não me lembro especificamente desses contratos, no
!
I

entanto a Procuradoria, no caso de contratação de uma pl'estadora de serviço ou


de um fornecedor.
A única ingerência que a Procuradoria tem é de fazer
analise do edital de licitação, com posterior analise do contrato, ou seja mandar a
minuta do contrato, para a Secretaria de Administração,para que seja feita
adequação dê preços, essa é única ingerência que a Procuradoria pode fazer, não
tem outl"a. '

A Procuradoria não a competência ou obrigação de saber se


essas Empresas são idôneas, se tem competência para executar tal obra?

Q depoente respondeu:
. NãO tem, quando o Processo chega a PI'ocuradoria, já vem
com esse tipo de serviço feito pela licitação, onde A Secretaria de Administração, já
fez a pré analise da idoneidade da empresa, através das certidões negativas, que foi
objeto basicamente que eslava no edital.

o SL Dr. Antonio Geraldo, Ex Procurador geral, o Sr, chegou a


detectar em detalhe-, ou-avisou ao Preíeito,-sobre alguni compoitament eito dentro
da estrutura do Governo?

o depoente respondeu:
Sim.

Quais seriam?

O depoente responde: ,
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Foi especificamente de dois episódios que acidentalmente de "'''';;5-:[ )'r
atos continuos, que eram duas licitações; dois pregões eletrônicos, alias, seriam a c,f.. .
primeira vês que o Município, iria realizaI' pl'egões eletrônico e esse seria através
de pregão, Pregão de uniforme no valor de três milhões e uns quebrados me parece
, e pregão de I'emédio,no valor de vinte milhões me parece. '.
Esse pregão eletrônico foi feito para que desse maior nitidez a
licitação, até porque era questionado no inicio da administração, de que na'
administração anterior os pregões presenciais, poderia ser objeto disso, ou daquilo.
. Foi quando e consenso da administração, e por orientação do
Prefeito Jorge Mario, resolvemos fazer o pregão eletrônico.
&lIif~ito.~s$,jl.tjp.o.deaferto pela Secretaria de ADM, com a
CF, viu-se que se devia cumprir varias regras, está publicação não deveria ser feita '
no iJiário oficial do Município, poderia se fazer uma adequação ao diário Oficial do
Município, no entanto a condição [que fosse no Diário Oficial do Estado, no
entanto chegou na Procuradoria um recurso fitrnecedor de uniforme,por' volta de
junho me chega a Procuradoria um I'ecurso fazendo alusão ~e que não tinha
conseguido encontrar no site da CEF-Caixa Econômicá Federal, 'o pregão, por
curiosidade fui aósite do Diário Oficial RJ,~!,*,#OO_~~~~ão
batia com a do site,P9f a alegação .desse tç;~llt,l)nte'era'v'llr'illli1étrai" esta ql!estão •
aconteceu em' Um di~, eu. soube atnlVés d,~r~~g9Ji,~f.~iq~ebaredaAmt~ . ~
fral!J'!~kçJUwt~(I\!lPi"1S~WJ!!I.!~~~f!,Z>eo1l, 0 ' « 1 . , ... ~-!!l do
-expediente, .e o PrefeIto 1ffi's~ 'q, ,.",,;;.:. r,. " il,"'e
q~e ~.~~~~elt~tomol~~~ .?~~~~~~ .l.l..t através da ml?ha p.essoa, até om,.omento que
l~~iíV~ na Procurador.!!1.. :_~V.M~~D'\Irdel1éta. Mas eu penso que
posteriorjJ1tinte sim, porq'ti'e ambos .Wh.4\"jlg~cs... ;-f()ranl suspensos,já que não
acoIltecel'a~IP.e. p-~o,;(lR,":pJ'ovidenc1i11C .....,

Sr. Dr. Antonio Geraldo, vou tentar sin'tplificar as perguntas afim


de que fique gravado.

o Sr. Era Procurador, quando foi detectado a falsificação?


,
o depoente respondeu: .
Sim,

o Prefeito foi infonnado de tal fato?


o depoente respondeu:
o Prefeito foi informado de tal fato,
Que providencia o Prefeito tomou sobre tal fato?

o depoente respondeu:
Que eu saiba o Prefcito tomou as pl'ovidencias poste . I,
porquc as licitações não acouteceram.

Foi feita a apuração da responsabilidade pela falsificaçã


oficial? ária \'\ ..

/~
o depoente respondeu:
Pelo que cu saiba, naqueles dias, não tive conhecimento desse
exped ien te.

Qual a explicação que foi dada pelo setor responsável peja


confecção do edital? .

o depoente respondeu:
Se houve esta explicação, ela foi dada diretamente pelo
Seeretá.-ío da Secretaria de Administração ao Prefeito, eu não tomei conhecimento.
Até porque não deu tempo de tomar, porque foi coisa de dois
ou três dias, eu já estava fora do Governo.

o Sr era Procurador, quando foi feita a primeira indicação da


.Vital Engenharia, e quando foi feito a sua dispensa de licitação, assim como que dentro
do Governo indicou, que 11 Vital Engenharia Poderia Fazer os Serviços de obras?

o depoente respondeu:
. Isso foi feito uma pesquisa, peal Seéretaria de
Administração, em via, de regra era que fazia esta cotação de preço, alem de
I"ealizar analise dos potenciais dos fornecedores ou pl'estadores de serviço, e dentro
do melhor pa~a o Município, o Secretario faz a indicação.

Houve alguma justificativa da pessoa que indicou a Vital, para


que os serviços fossem feitos especialmente por ela, a Vital?

o depoente respondeu:
Denh"o das cotações de preços em condições atendidas, foi a
que, mas atendia satisfatol"Íamente aos interesses do Município.
Pó'r isso, que penso, e acredito que o Secretario de
Admiuistração da Época ao apontar a Vital, fez baseado nas informações que tinha
que devem estar dentro do Processo Admiuistrativo.

FALA DO VEREADOR MARCELO, RELATOR DA CPI.

Segundo informação de Vossa Excelência, quando diz que


novamente tentou se fazer uma nova fraude.
Houve um 6rdenamento do Prefeito para executar esse segundo
Pregão,

O depoente respondeu:

Eu soube no dia X, eu penso que el"a no meio da s a a,


constatei, quando chegou à minha mesa o processo de impug açã, essv~
conconentc, creio que era de São Paulo, nesse mesmo dia nz a visu iza ~ ,a fim .
. . cf) "
de verificar se tinha consistência, foi qnando vel"Ífiquei nO sai-te, e vi que de fato -.."
existia alguma coisa irregular.
No final de expediente, na Procuradoria, nós fiçamos até
tardéLn\lSsa noite o Prefe~tQ passou pela Procuradoria, com'o fazia sempre, 'pois ele
elltraY"f~~áia pela porta lateral que da exatamente p~ra a Procuradoria, e por isso
era comum ele passar por lá para dar um' abraço ou boa noite, foi quando ell
informei ao Pref~ito Jorge Mario da irregularidade, assim como também informei
qlle tinha tonlllrló conhecimento através da rallio de corredor, que provavelmente
iria acontecllr ou~rl.lfrj\!!,dl)~e.ele responilcu que Iria'ver.

Quando o Sr, Informou ao Prefeito Jorge Mário da Fraude o Sr.


Acha que ele já sabia da irregularidade?

o depoente respondeu:
'., J~liíp, s",l, não posso, aru'mar vel'eadol' não posso afirmar
nem·que sim Ilem:;~ire~u~~;;-"'~:-~~':-' '~r(-:!_~'''-<''-'t-i';'; ';i:'-:'~~-'tj~~~_;.-:S:t:1>-.~_&~_j,:,,:"":":_:':::':U-?~",,:_:
, ,." S'ósei que quando coloquei parl;\.,o,:~t9••.ele>seílíõ~ou
claro para mim que parecia Sllrpreso. ". '

urtifi~fííãe';~~:~~~:q~~~~:I~::~~c~~~:.à.d~;:~ite4~i;;~uilo era
o Sr. tem mais alguma coisa a acrescentar, a título de
colaboração com esta CPI?

o depoente respondeu:
A título de colaboração, eu me pl'é disponho, toda vês que
. a CPI, me convocar estarciaqui para prestar esclal'ecime!!to ou depoimento.

Por favor, o,'Sr. Acompanhou o Dr. Jorge Mário durante toda


campanha,foi advogado dele;

Q Sr. Trabalhou do lado dele, para alcançar vitória;

c.··
-.", '.
'.' .' ." .{J' Sr. Esleve do J1\.49· de~,;íi,$nPtê~'~'ltítat"·parachegar. ao
'governo, e justaU\!Jllte.fiú exercício do mandato, o Sr. Saiu, porque da para detalhãt.a
SUi! saidlMo'GovôfliÔ':'iÍ~jili;'~de tanto trabalho?

o depoente respondeu:
Sem duvida, uma das razões, foi exatamente a questão dai'
falsificação do Diário Oficial. :~
~",.,l}\',Rl!.Yi\,ínULA~<V9ssa :E;xcelência devel'ia
incisivo,cnérgico,rápidôiilàe\ucidação dessa questão!
~::_ t:: E--;';~
i/I.) 'J .. ~'j:'.\
(~. 1l\
i'_-~_ ~"- :~-';
\;;. ~
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"

"
,..\

~.:

"
.
E até pOl'que o Govel'llo já me apresentava muito tíbio . "'/
em algumas questões que eu achava que deveria ser mais incisivo e deveria ser vê
emente.

FALA DO VEREADOR MARCELO, RELATOR DA CPI

O Sr. Sabe quem era_o Secretario de AdrnÍ1ústração da


época?

o depoente respondeu?
""'iÇã'ali'l·lõoss"Elill1l1'd:Q.Ribeiro, Secretá!'io Municipal de
. Administração.

Tel'esópolis, 5 de abril de 2 11.

I
I

. MEMBROS DA CPI I.
I

I
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I
I
MARC
,,-
,

GERALDO ADEI~[-í5ÔSSÀ~'
VOG
REQUISITADA
-
PELA CPI E NAO
/.

PRESTADA PELO II
I

(:.~.-:
.GOVERNO
'.
't.: "

.----------- . --MUNI-€-IPAL
Estado do Rio de Janeiro
Câmara Municipal de Teresópolis
Comissão Parlamentar de Inquérito.

Teresópolis, 16 de maio de 2011.


I
otic;io CPI 0.41
Exceleotissimo Sr. Vereador
ARLEI DE OLIVEIRA ROSA
Presidente da Câmara Municipal de Teresópolis
ReI.: Solicilação (FAZ);

E'~I."""";m" "'"'m P'""t..


I
I
r."
[- -
Em razão da denúncia requfrimento populnr apresentada a esta Casa
Legislativa, contendo milhares de assinatyras, que redundaram na criação da Comissão
Pa~'I~mentar de .h~q~lérito" alt'll~és .da pOlltnria 068/20 11, que foi publicad'l no Diário
aliciai, do MUl1lclplO de 1 eresopohs, de 14 de março de 2011.

.. 1 a V ossa E''xcc I'encra


V ·Imos pe Io presente so 1'c'lar . que requell'a . 'lO
excelentíssimo, ·~r. Pret'eito ~~ Município de T~resópolis, atrnvés. da Se.cretaI:la
MUlllclpnl de )'azenda do MUIlIClpIO. doc~mentos re/erente no Condonllnlo Residencial.
f
Península Ibérica, situado a Rua .J uruellla. 123, Agriões. Teresópolis, listados abaixo:
I .
I· Copias dos Impostos de Transmissão de Bens Imóveis -ITRl de todos os
imóveis que compõe o Condomínio; \

11 . Cópias do espelho do IPTU [e todns as unidades,


~ "-
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len iosatnenle:
,
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I
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.,, I
~, ~;~~Ó.:{~I?,~
~ ~{.-: .~!.;
Estado do Rio de Janeiro
Câmara Mimi'cipal de Teresópolis
~~~ Gabinete do Presidente

OfíCIO G,P, N° 059/201"


Solicitação (Faz)

Teresópolís, 19 de maio de 2011

Excelentíssimo Senhor Prefeito:

Venho através do presente solicitar ao


Excelenlíssimo Senhor Prefeito do Município de Teresópolis, através da
f" Secretaria Municipal de Fazenda do Munidpio, venha nos fornecer documentos
referentes ao Condomínio Residencial Península Ibérica, situado a Rua Jurema,
na, 123, Agriões, Teresópolis, listados abaixo:

,I
.I

I - Cópias dos Impostos de Tr"lIlsmissão de Bens Imóveis - IT81 de todos os


imóveis que compõe o Condomínio;'

11 - Cópías de espelrlo do IPTU de todas as unidades,


j,
i
i
I
,

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Aterj(,josamente,

'-.-/
/
•. ()l //1 -----,.
L ÀA" ~/ /\..'-.f.- I J.-.---
rlei de Oliveira ')0
Presidente t-

Ao Excelenlíssimo Senhor:
OH, JOHGE MARIO SEOLACEK
DD Prefeito Municipal de Teresópolis
,
:'
.". r,. .
...> -:', r- ...... .( L-

CONVOCAÇÃO

DO PREFEITO

FEITA PELA CPI


",,",-/ ,..
Y E NAOATENDIDA
. .
" " -" "PELO-PREFE-IT-B "
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- lo, .. "';':,.. {

Destinatário... . ..t9.j?(.:L f.:?...... .. ..k.A ;..


Rua ; .
:s . '.' . ///J ;I r· DlSCIUUJNAj'ÃO I 1
RECEBIDp emZ .. .ft!!Çj./.(... ..J~W .....(i;:;L::..a.f./f?.-?!1t. .. REGEBIDOem
(. .c?~iJ 'Y.'~..~ .. ~ .
............... , ~........
BOO~.,~
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I ',r Estado do Rio de Janeiro
Câmara Municipal de Teresópolis
Gabinete do Presidente

OFíCIO G.P. N° 06712011


Solicitação (Faz)

Teresópolis, 27 de maio de 2011

Excelenlíssimo Senhor Prefeito:

Tendo em vista a convocação do EXCELENTíSSIMO


SR. DR. JORGE MARIO SDLACEK, Prefeito do Municipio de Teresópolis

pela CPI -Comissão Parlamentar de Inquérito (cópia em anexa), há de ressaltar


que poderá se fazer acompanhar por advogado. Solicitamos a Vossa

Excelência as providências cabíveis. Oitiva agendada para o dia 16 de junho de

2011 às 16:00hs, no Plenário da Câmara Municipal..

/
/)
'

R7~~i}6Samente,

f
.~_.
I
Ih '
c.../fArj" dOI' . R(/-/'
\ el e Ivelra K?;r
11 -----------.-
Presidente{/

Ao Excelentíssimo Senhor:
DR. JORGE MARIO SEDLACEK
DO Prefeito Municipal de Teresópolis
Estado do Rio de Janeiro
Câmara Municipal de Teresópolis
Comissão Parlamentar de Inquérito,

Teresópolis, 27 de junho de 2011.

Ofício CPI n.5712011


Excelentissimo Sr. Vereador
ARLEI DE OLIVEIRA ROSA
h'c l Presidente da Câmara Municipal de Teresópolis
\.E1 Ret.: Solicitação (FAZ);

Excelentissimo Senhor Presidente.

Em razão da denúncia requerimento popular apresentada a esta casa


Legistativa, contendo milhares de assinaturas, que redundaram na criação da Comissão
Parlamentar de Inquérito. através da portaria 068/2011, que foi publicada no Diário
Oficial, do Município de Teresópolis, de 24 de março de 2011.

Vimos pelo presente solicitar A Vossa. excelê!lcia que CONVOQUE


Excelentíssimo .Sr, 0.,. Jorge MárioSedlacck, Prefeito do Município de
Teresópolis, A prestar esclarecimento à CPf sobre os fatos narrados no
requerimcnto popular.

Há de ressaltar, que Vossa excelência deverá inlarmar ao Sr. Dr. Jorge


Mário Sedlacek, que ele julgando necessário poderá se làzer acompanhar por
advogado,
Atenciosamente?' '.

A reunião ocorrera no dia 16 de junho do COITente. no Plenário da Câmara


Municipal às 16h.

Aproveito o ensejo. para externar os votos de alta estima e consideração.

'a~: ,

AUK ~ J '

ENTE DA CPI

,.
, ,

Estado do Rio de Janeiro


Câmara Municipal de Teresópolis
Comissão Parlamentar de Inquérito.

TERMO DE DEPOIMENTO

Dr. ANDRÉ JOSÉ KOZLOWSKI. brasileiro, casado, 60 anos, advogado,


portador da carteira de Identidade n°. IFP e CPF nO., residente e domicil iado à Rua
Sernabetiva - Teresópolís - RJ CEP 25955-050, depoente no inquérito que originou a
criação da CPI através da portaria 068/20 lI.
DEPOIMENTO

PERGUNTA AO DEPOENTE:

Vossa Senhoria declara, sob palavrd de honra a promessa de dizer a


verdade, somente a verdade. nada mais a verdade do que souber ou lhe for perguntado'?

O depoente respondeu:
Sim.

Qual (> seu nOl1lç?

O depoente respondeu:
ANDRÉ JOSÉ KOZLOWSKI.

Qual a sua idade? I


O depoente respondeu:
64 AN<.)S.
i
A onde o Sr. Reside~ "

O depoente r"spondcu
Na Annida Serllubetiva, n" 2430. Bloco </uatl'o, apartamento
</02. Tij uell.

Qual H sua Profissão?


O depoente respondeu:
Advogado.
!
O senhor Item par"llle ou ré/ação com algumas da; partes
envolvidas?
O depoente respondeu:
Não tomei conhecimento das partes, nem sei quais são 'IS partes
ctlvoll'idas. só sei quc "ceehi UIII fax ontem solicitando que aqui estivesse c aqui
estou.
f,
I .,
,,~~nlcltJ~/
O nobre advogado é sócio do escritório de advocacia KOZLO Wfk c~t
Associados? ~, (ç,!;'
o . .-?~ ','
O depoente respondeu: .,,::!?
Sim senhor.

O Sr. Poderia nos dizer quais as áreas de atuação do reterido


escritório de advocacia?

O depoente respondeu:
Basicamente Direito }'úblico.

o senhor poderia nos dizer qual a prefeitura queo citado escritório


Prestou serviço referente ao serviço prestado à Prefeitura Municipal de ·Teresópolis?

O depoente respondeu:
Nunca prestei ser'viço semelhante ao contr'atado com o
Município de Teresópolis.

De quem ou de onde partiu a indicação do nobre advogado, para


esta contratação no Município de Teresópolis'}

O depoente respondeu:
Eu fui procur'ado pelo cntão Procurado,' DI'. Antonio Ger~ldo
Cardoso Vieira, pois já nos conheciamos a muito anos, até porque fizemos
faculdade juntos,c nós nos aproximamos recentemente, já que ficamos muito
tempo afastado depois de ter trabalhado junto uo Tribunal de Contas do Estado do
Hio de Janeiro.

A refeIida Contratação se deu em nome do nobre advogado, ou


em nome da Sociedade em que V.S.' é sócio, ou seja, na pessoa tisica ou jurídica?

O depocnte respondcllry
A- ~onlr'atação foi feita cu pesso'l física.

oSI'. Pode nos informar qual o valor do contrato, se houve


aditamento a este contrato, e qual o valor que o SI'. Recebeury

O depoente respondeu:
..O---"ontnlto--foi--únicl>,-- sem·--aditamento. no -"\'J1fof'--<!e- .
quinhentos rC'lis. leu "ecebi integralmente pelo serviço.

O Prefeito Jorge lvlririo. Participou· pessoalmente da contrataçào


dos seliS sen·iços·}

o depoente respondeu:
Fui apresentado (leio [lr. Antonio Geral, me contactoll logo no início de
janeiro de 2009, que existi:1 UIII problema muito g,'ande de seqüestro de preeatódo,
c que j,í havia Processo no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de .Janeiro, do lIno
de 2008. E que dentro de alguns dias iria ocorrer o segundo seqüestro já 110 [nicio
r. ~
n
, . ~~~ffiuln~1
u~ .-\\.'
_-
no inicio do mandato dele, então o DI', Antonio Geral, marcou uma reunião, par'l\~ f
ele mc conhecer, e nós acabamos 1I1moçando ou juntando, não me lembro, num
rcstuurante, ncssa oportunidade, ele me cxpôs o p/'oblemll e cu ache que poderia
ajudá-lo.

Depois eu passei na P/'efeitura de Teresópolis, verifiquei os


documentos c constatei a meu vcr que os precatórios estavam abusivos, e que eu
poderia entrar com medidas judiciais cabiveis.

Hoje devo confessar que houve regatiamcnto de preço, haja vista que
os valores chegavam a sessenta milhões de ,'cais.

E a º,~dem dos advogados. normalmente não pe/'mite que os


lId\'ogados tenham algum abate em determinados percentuais, mas atendendo um
apelo dele, c do Antonio, Gerllldo, eu resolvi fazer um contrato não vinculado ao
\'llIor, mas algo que pudesse rcsolver UIII problema do Municipio de Teresópolis.

Houve participação de algum outro agente público, como Secretários,


lIdvogados, ou estranhos a Administração I'ública, nessa contratação.

o depoente respondeu:
Que me lembro na conversa tinha mais uma pessoa na mesa, maS cu . !'
não sabc/'hl dizer o nome dessa pessoa que cstava na mesa.

Eu IlIC lem h "O também qu,c no Gabinete, c que me parece nma coisa
normal que no Gabinete de Prefeito esteja sempre com muita gente.

E quando o contmto foi discutido no Cabinctc do Sr. P,'cfcito, havia


mais gente lá, nias eu não saberia dizer, hoje que estava na mesa.
Nobre advogado poderia nos informar a todos se houve pagamento por
parte da Prefeitura referente ? ~ ~ontrato?

o depoenie respondeu:
Sim, houvc pagamcnto integral do contrato, a Prefeitul'a cumpriu
todas lIS clausulas do contrato,

Quantos advogados. ou prol1ssionais foram deslocados para se dedicar


cxciusi VOilos-casos {]e-'[-{''f'Cs0ptli i5'1------- - --- - _.. . . -----.- ..

o Depoente respondeu:
Não hou\'c casos dc Tc,'csópolis, Eu fui contratado apenas para
impedir o seqücstro relativo li dois Processos cnvolvendo dUlls clllprcsllS, um
primeiro envolvendo de p!'intciro dono chamado vivcndas, c outra senão me
engano chamadll de G,'anllda, lIpenas esses dois casos que fui cxclusivamentc
coutratado,

I
\. i
/:.:-;
/ .. ,:"
1'- 69"
\:~, () ~ (. '.

'. ,~. l...rt;(\,jnJQ~

<~l:("0'f&.
f.'<. . . -.--
\)'

E eu trabalhei pessoalmente, ajudado por colegas do escritório, mas ' ~J


a ,'esponsabilidade era toda minha, e o trabalho foi meu, com todas as peças pOl' .:,'
mim redigidas.

Dr. Ad vogado o seu esefl tono, chegou a realizar alguma tarefa, ou


atuou em algum Processo da Prefeitura Municipal de Teresópolis.,
Qual foi o resultado?

Eu atuei na área dos Processos dos precalól'Íos, junto a Presidênci;'


do TI'ibunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro.

Os Preitos do Municipio foram negados, eu fui obrigado a entra r a


ingressar com mandato de segurança a favol' do Município, contra o Presidente do
Tribunal. de Justiça, por entender que cometendo uma inconstitucionalidade.
.

O Tribunal confirmou como válido () ato do Presidcnte, razão pcla


qUlll, entrei eom recurso ordinário constitucional, com egrégio ao Superior
t. . Tribunal de Justiça.

Hoje o Processo, cslar indo pura o Superior de Justiça,

o nobre advogado poderia informar ~e possui parenle, ou amigos que


trabalhe, ou trabalham no Governo Municipal do atual Prefeito')

o depoente respondeu:
Não cu não conhcço ninguém aqui cm TCl"Csópolis.

Tcrcsópolis, não é a minha base dc 11'ahalho, eu não th'e a


oportunidade de passllI' o l'cl'llneio aqui em Teresóplllis, que' apesar de todos
dizercm que é lima época muito bonita, mas realmente conheço muito pouco d:1
cidadc.

Basta '<Jizc/' quc aqui em Teresópolis, além do Antonio Geraldo,


tcnho apenas mais om 011 dois conhecidos, visto quc tem dois colcgas que sc
formaram comigo, DI'. Jo,'ge Bragança, mais eonhcço poucas pessoas CI1l
Tel'csópolis.

o Senhor Poderia nos dizer se algum servidor ou advogado da


Prefcilura~tuava~cm conjunto;~coftl-o-&enhllr-Ad"()gaduTontratadu'~--~'

o dqlOcnte respondeu:
Não, ninguém d;l Prefeitura atuou comigo,

Alguma pcssoa, ou até mesmo slIa Excelência Sr. Dr. Jorge Múrii\
Scdlacá, pediu alguma espécic de participação linanceira, com relação ao valor
contratado?

o depoente respondeu: ,
II
..

Isso nunca foi cogitado.


I
o Sr. Alguma vez foi advogado do Dr. Antonio Geraldo em algum
Processo. ou ele foi seu advogado?
I
o depoente respondeu:
Sim fui advogado, Dl'. Antonio Geraldo, quando ele foi acusado
injustamente pela justiça Federal, de ler cometido um fato que ele nunea poderia
ter cometido.

Eu ingressei eom Hábeas Corpus no Tribunal de Justiça, e o


Hábeas Corpus, foi t.oncedido por unanimidade.

o Sr. Já foi sócio do Dr. Antonio Geraldo em alguma ação?


o depoente respondeu:
Não nunca fui sócio, agora recentemente,' a questão de dois
meses, se não me falha a memória, ele me consultou sobre um uso Ca pião em
tramite aqui em Teresópolis, mais foi coisa de dois meses, três meses atrás, antes
disso nunca trabalhamos juntos.

[<'ALA DO VEREADOS MARCELO DE OLIVEIRA RELATOR nA crI.

O Sr. Confinna na verdade que nào obteve sucesso na ação


impretada. Vossa Excelência, porém já recebeu este valor total?

O depoente respondeu:

Confirmo sim, porque o acor'do foi feito, já que houve esta


redução muito grande,'por que na realidade a parecia que recebi no início, apenas
denominava pl'ó-labore, e normalmente quando há um êxito, só recebe um
ç:;::" percentual desse, ou seja, quando eu conseguissc ganhllr esse Mandato de
Segurança, eu deveria I'ccebel' um percentual, mas diante das ponderações do Dl'.
Antonio Geraldo t' do Sr. I'I'cfeito, naquela época, resolvemos cortai' a segunda
parte do contrato, então o contrato tem um (ll'á-Iabore, mas uão tel'á êxito, quando
__. Jermilllll'o.rr.o('C~so,-nãH-rceeberei·nllda-lIlais. ----- --- -- ----- .------.

Mas essc pró-Iabure que Se. Disse e oS quinhentos mil reais. que o
Se. Recebeu pela inicial, para pedir a suspensão do pagamento?

O depoente respondw:
Claro

o Se Recebeu como c íS$(1 l1otltinJI?

O depoente respondeu:

nO r'\1 f.::L\
coisa detrônica.

o Sr. Tem como comprovar isso, até porque uma vez co certeza
o que o fez, porque a (jeclaração desse valor foi declarado no imposto de renda?

o depoente respondeu:
Claro que tenho.

Teresõpolis, OS de abril de 201 I.

Dr. ANDRÉ JOSÉ KOZLOWSK[


DEPOENTE

MEMBROS DA CPI

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I

GERALDO AnEIVÍm
VOGAL DA C)'l
D~JT)
i
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,
I
"
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TCE-RJ \;\\lnicip"
PROCESSON°21~1ç7/09 "'A
RUBRICA ;'1' FCif:<;~56 0

TJWJUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO


I" GINETE DO CONSELHEIROJUUO L. RABELLO

VOTO GC-6 43.090/11

PROCESSOS: TCE-RJ 211.804-7/09 e 204.922-4/09


ORIGEM: Prefeitura Municipal de Teres6polis
ASSUNTO: Ato de Inexigibilidade e respectivo Contrato

i.'
Trata o presente processo de Ato de inexigibilidade de licitação n°
00212009, fonnalizado pela PREFEITURA MUNICIPAL DE
TERESÓPOLIS em favor do Sr. André José Kozlowski, com fundamento
no inciso 11 do artigo 25, da Lei 8.666/93, para contratação de serviços
advocatícios, no valor de R$ 500.000,00, pelo prazo de 5 anos ou até que
alcançado o objeto descrito.

Em razão da correlação da matéria será proferido um único Voto


neste processo do Ato de Inexigibilidade e no seu respectivo Contrato nO
003.01.2009 (TCE nO 204.922~4/09 - em apenso).

Retoma o processo em face de Notificação e Comunicação ao


Prefeito Municipal éonforme decisão Plenária de 03.08.2010.

Em atendimento foram encaminhados os does. nOs 28.726-9/10 e


30.470-8/10. "
( •..
o Corpo Instrutivo após analisar toda a documentação sugere às fls.
251/253: Rejeição das Razões de Defesa, Ilegalidade do Ato e do Contrato
e Aplicação de Multa ao Sr. Jorge Mario Sedlacek (Prefeito de
-----Teresóp()lisJ~ - ----

o Ministério Público Especial, representado pelo Procurador


Henrique Cunha de Lima, manifesta-se no mesmo sentido (fls. 255).

É O RELATÓRIO.

Concordo com o proposto. As razões apresentadas pelo notificado


são praticamente as mesmas já enviadas quando da primeira decisão do
Trihllnol Mn 1" 00 ')()()Q
~~ 1~ ~.;J>~
,,4\. "ri'-'
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TCE-RJ , "~ )
PROCESSO N° 21 L80tI~gt:·
RUBRICA l!LS: 257 " >~

PO' O""" lado, a docum<atação ~,tada ,omenle <arrobo,:n


serviços judiciais não justificaram o afastamento de licitação ou mesmo, ~~
q~~;'
exercício da defesa judicial do Município por seus Procuradores.

Estes nada têm de notório, excepcional, singular ou único, onde um


assessor jurídico municipal após estudos e pesquisas sobre o tema, poderia
perfeitamente desenvolver e acompanhar os processos objeto do presente.

Ocorreu ainda a infringência aos artigos 62 e 63, inc. IH ambos da


Lei n° 4.320/64, onde a ordem seqüencial da realização das despesas
públicas não foi atendida, tendo em vista houve o desembolso de R$
250.000,00 no momento da contratação e do valor restante em duas
parcelas de R$ 125.000,00 - 15 e 45 dias após a c~lebração do contrato,
antes do empenho ou da liquidação da despesa. (úv-lwiu -tA->1 cx-\. f O\.M.ioj

___>;> Por estas razões a contratação do escritório advocatíciosinfringiu as


regras da Lei de Licitações e a Lei Federal nO 4.320/64, devendo ser o
mesmo declarado ilegal e penalizado os responsáveis.

Assim, considerando:

- a ilegalidade na contratação direta para os serviços sem a devida


caracterização dos requisitos de admissibilidade exigíveis, no inc. H do art.
25 da Lei nO 8.666/93;

- que nã~' ficou caracterizada a notória especialização do Dr. André


José Kozlowsk:i;

- que não restou comprovada a impossibilidade da Procuradoria


.. ._ __ _.Mll~i()iral ~m'p!es~r_os_~up()~.!()~ s~lviç()s;

- a infiingência aos artigos 62 e 63, mc. IH ambos da Lei n°


4.320/64;

- que aquele que der causa a prática de ato com grave infração à
norma legal deve ser penalizado ( inc. Il e IH do art. 63 ambos da Lei
Complementar n° 63/90);
'.,f:;-' .;' V4"ii'~~~
5 ",-,

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i7 ".

~
TCE-RJ ....~
PROCESSO N° 211. ~
RUBRICA 'il'LS: (: II

- que foi oferecido ao responsável o contraditório e estabelecida ~/


ampla defesa com os meios e recursos a ela inerentes e que, em respeito ao
artigo 65 da Lei Orgânica do Tribunal foi levado em conta, na fixação da
multa, entre outras condições, as de exercício da função, a relevância da
falta, o grau de instrução do servidor e sua qualificação funcional, bem
assim se agiu com dolo ou culpa.

Parcialmente de acordo com o Corpo Instrutivo e com o parecer do


Ministério Público,

. VOTO: i
I

~ I - Pela REJEIÇÃO DAS RAZÕES DE DEFESA apresentadas


pelo Sr. Jorge Mario Sedlacek - Prefeito do Município de Teresópolis; I.

.'i> fi - Pela ILEGALIDADE deste Ato de Inexigibilidade e do


respectivo Contrato de TCE n o 204.922-4/09 pelas seguintes
irregularidades:

1) ter contratado o escritório do Dr. André José Kozlowski sem


a devida caracterização da natureza singular dos serviços contratados,
nem o patrocínio otidefesa de causas judiciais conforme exige o art.
l3c/c art. 25 da Lei nO 8.666/93;

I
2) prática de ato ilegal e antieconômico;

3) ter lnfringido as normas dos artigos 62 e 63, inc. 111 ambos


da Lei n° 4.320/64;

4) não ter acometido o objeto do presente Ato a sua própria


assessoria jurídica, tendo em vista não restar comprovada a
singularidade, notoriedade ou excepcionalidade deste, implicando. em
·----viola~o--ao-prineípio-da-i'1tzoabHidadeimoralidadeiprobid1tde-eem
desvio de finalidade;

f i - Pela APLICAÇÃO DE MULTA, mediante acórdão, no valor


de R$ 5.338,00 equivalentes, nesta data, a 2.500 (duas mil e
quinhentas) UFIR-RJ ao Sr. Jorge Mario Sedlacek - Prefeito do
Município de Teresópolis à época da contratação com base nos incisos rI e
III do artigo 63 da Lei Complementar n° 63/90, multa esta que deverá ser
recolhida, com recursos próprios ao erário estadual, e comprovada
perante esta Corte no prazo de 15 dias, ficando desde já autorizada a
" ~.
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l, '_ : I ..

rCE-RI \{::'9/1I •~
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PROCESSO N" 21 L8M:7
RUBRICA FLS: 259 r
I
, '\:[/1 I
r
IV - Pela EXPEDIÇÃO DE OFíCIO ao escritório do Dl'. An\\~~<{'
José Kozlowski - CPF 075.221.857-34 contratado através da presente
Inexigibilidade, dando-lhe ciência da presente decisão;

v - Pela EXPEDIÇÃO DE OFÍCIO ao Ministério pdblico


Estadual, acompanhada de cópia integral dos autos, para que tome ciência
dos fatos apurados neste processo e adote as medidas que julgar pertinente;

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GC-6, 12 DE ABRIL DE 2011

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I,
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JlJLIO L. RABELLO
RELATOR I~
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oderhá 12 anos,
'. Procuraãores. investigamesqyema d$ corrupç~o. eQquanto morador$s ainda vivem sob riso
.. .' ,.~ . .' "''Í.' : 'h"",: '" -,"'.' '., ,~,,,"',, ,".':~ '. ". '.'- , .• ';.. . '. .1'. '. ' .
.dente·do' PV le- .• Em depolmentq,a,o MInlst~oPúbl!co·Fede' . 'revela1n os repórteres ANTONIO WERNECK e instaurqu mais .de dez ínqljéritos ciVis pút
3àlda de' Mama I
_cumula polêlni- . ····ráI'(MP.F); O dono de]Jlliaconstrutora'i:eVe1ou wA±ÉsKA: BORGE$,EmFriburgo: o. municlpio cos paM apurar denúncias decorrupçã
lVestigaÇÕes 50- . qu~na cliuVà qúe· hâ:seis mes.es matou maiS mais' atingido, uma emp~aganhou contrato UNingu! da prefeitura ,apareceu para ofel
.' de 900, pessoas na RêglãQ'"SeiTana, um acerto .demais de R$900 mil para prestação çle ser- . cer um acode cimento", disse Josias Si!põ~
1do fundo par- entreeínp~eirase áUtoiidá.oei;deTeresópo- . viços, apesar cteestar proibida de pàÍticipar.morado de Teresópolis;que vive numa ca
. ,Págiriá 15
. lis·subiu a taxa' da propiD.à de 10% Para 50%, dêllcttações. Até agora, o MPF da cidade já parcial. ente soterrada. Pági nas 16 e 1
. ' . . ' I .

;é Perrella
19a de Itamar,' o' .' i ,I

IOVO senador
,LegislatiVo mi-
preside o Cru~
·E.stataf das ferrovia;
Dee~p'ção eerise
responde a in- ..
i por lava~:ell) ..
leiro.Págjna.14 ". "-,.' .1 < • •
acumuJa denúncias i .

Seleção empata e Robinnó, barrado, está insatisf.erto.· Grupo ligado ~ escândalo no Ministério c
RAR BEM
,'o>"b"'~~"~'"
,., ""~lI
. Qmar - ""';AFP Tri:t'J~portes controlava verba da Norte-SI
Tlost~a qúaissão '\;,;;;I',
_ _ .l. •• _1_...l_ ..l_l..l_
: <"1(',(',"" _ •• ~"- •• nc- .; "";L.:1L.
,------~~:_ .. ".:";';':.'-"'---
...
.·fJ~\. : l~~;i;;:~", Antônio Wemeck

Depois da te.mpesta
wemeck;@oglobo.com.br
,
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1:'- '-<,e"( $~Ó
, ~ m J;melro deste ;mo,' as lma·
i....... 0., I _ gens do maio:r desastre natu-:.,
,~ '" , ral já ocorrido no pafs como-
\~ ",', veram os brasUOiros, provo-
:~ %.."" candoumaondadE;solidarledadeem . " ," v0
direção à Regiào ~ do Rio., Pas-
. ...,p " ::'/.
, ~ Si .' <I> ' sados seis meses das enxurradas. que . ' ,,'. I' ~ ,

vemacorrupçao
"'fl . ,~ataram mais de 900 pessoas, uma [n-
vestigação protegida por slgllo de Jus·
ti@ eI1! curso no MInIstério Público
F~,:.revela o pior do ser humano: .".
enquanto equipes tJ:aba1l)avam dia," w
noite nas buscas por sobrev1veUtes.;
um grupo,defundonártos púbUcos e
.:~:=~~=~Q':d=. "lnv%Sti~ª~Od() MPF revela~qtle,. ria época das enfurradas,.·fundonários E
. , sem lidtação. embo~do-~ U!Je.. .' _• ;.. , . I ". ,. .' " ". ,.' , ' • •

i
~:S~ftà~6~'iarln~~;:a~=. empresaselev?ramde 10,% para 50crc·a-propJnâ para contratos sem Ilcltaç
. que.o percentual da,propJna. quenor· - ;,!,~
, mal1Il;enteera de 10~. na tr9-gédia .
quint)lpllco\l, passando'para 50%.
H.UUS::

I As, (nvestlgaçQes começaram com,a'


relato de um enipresarlo ao MPF.,de "
,j Ter~6polis. Disposto a contar tud()6 '..
que sabia em troca de perdão jUdldal ,
e proteção para sua familla. ele recor-
reu 'à delaÇão premlada' (quando'Um
crlm1noso faz acordo com a Justiça.
i, ajudando nas investigações) para re-'
velar um suposto esquema de corrup-.'
çào que funcionava naPreteftura,en-".'
volvendo. empresas que atuaram·em .,"
pelo menos quatro munidplOs daRe-" .
, glão Serrana na, época datragédla.
,Segundo ele, na serilana das enxur-
radas - ocorridas em 12 pe.janelro
-, empresários e secre\ários munid-
páis se retinlIom num gabinete da pro'
feitura. administradapeio PT, para·di· .
vidir os contratos.sem .licitação e os ..
recursosfederaJs. O dinbelro'-um total
RS ioo milhões, foi enviado ao Estado
do, Rio pelo M1nJstério da Integração
NadonaJ, por determlnaçãoda presl- .
de;lte Dilma Rousseff.
O empresarlo.reveloiJ' ainda. que
secretários de TeresppoU. lia época .
:.- -; José Alexandre (Governo) e Pau,.
• i lo Marqueslne (Obras)-; com o au-
,
!
.~
'XllÍo do então presidente da Comi., ...
, ,.ãode Ucltação do.. munlclpla, ouv
, preenderam ao impor' outro'valor
de propina. "Em
-> • .. "" - '''OJ
2010. eles.. exigiam
..:.._ ..
,_~ __ .........
• ' 'õ"- '~"'='= _.=_~_".-,.~ . ,..,.".,....,..,...,""'0.•...,...,..%., ',' ~.' . , ,,.. .......... _""'f/?'~A-: '·''--J,t;;;·mt~··,~·, 'V")''' ,;.:,."".'"~ ---'.:. __ ._-~ jJ:.:;:t.~

r~'· de Teres6polis ria épÔC;


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".1.-secretáz10s
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José Alexandre (Govemo) e Pau-:
Marqueslne (Obras)-, com oau-:
.....~ " xllio do então prestdenteda Comls-. '
, Z. r são de Licitação do município, sur'
, i):' .' 'N preenderam, ao Imp.or 'outro valor ..
~--:l' J~" li;,' de propina. "Em ~OIO, eles: exigiam'
"-17ft ~, "'I:;' ',c de S% a 10%, ped,am presentes. e .
""'--:~..:~_. -' ;I~ adiantamentos para escolher as em'"
: presas que venceriam a concorrên·
! ela Na semana da tragédia anuncia;. .
ram um reajuste: o valor cobrado'
passaria para 'SO%", contou <l em- ' _ __ __ ' , _" _ _ ' _ ____'__ , _ .
presário em depoimento ao MR J~ SEIS MEsES depois da tragédia na,Regiáo Serrana r o .~nário 'no bairro Campo Grande. em Teres6poliS", continua re~leto de escombros das casas ,;masadas pela enxur
, sé Alexandre e Paulo Marquesine f~ . Edltoria.de Arte
ram procurados pelo GLOBO. mas
não foram e'ncontrados. '
t • .
.TRECHOSRO,!,~EPOIM~N~Q AO MPF ~~ . Irregularidade
Três empresas seriam Aos 22 (vint~ e d~is) dias do mês de marÇo. do ano'de 201 I, ,omparcccu na sede 'da i
são negadas
as mais beneficiadas ~roc~radoria da República no Mun-iciplo de Tcresépolis, estado do Rio de .Janeiro. .., v .... ..x:.:
por prefeitura~
• Segundo o denundante, três empre-
,sas (Jl.W de Teres6polisConstrutorae '. Aí. prefeituras de Teresó,
Consultoria Ltda; VrtaLEngenharla. lis e Nova Friburgo negar,
Ambiental S/A, do grupo' Queiroz Gal; qualquer Irregularidade j
vão: e Terrapleno Te(l'~plana8em e [ apllcáçào dos rec.ursós (
Construção Ltda) seriam as princJ- União. A procuradora--geral ,
pais .ç,enef1cladas. Airida de acordo - I Teres6polls. Ana 'Cristina (
com o seu relato, a RW e a Vital Dca- Costa Araújo, entretanto,.i
riam encarregadas da retlrada de en-
tulho e da desobstrução de ruas. Já a ~ de, piopina..l.t. -"'~.
.. ·C·-~~'::;I."':'
., .
.............---.~~ ..~l""l' '
formou que, se lar conlinna,
a denúnc,ia do empresár
Terrapleno Dcaria com a coleta.de'li-
xc, com auxllio da Vltal, que culdaria. ___
,:,'. '.
F
:1B .~c
.
d~c' cpntmo de RS 5.600,000,00, II RW ficou!com
! ~,
'(
apontando cobrança de pro!
nai vai determinar a Instam
da ínstalaçã<l de um aterro, Uma quar- - -\ lU 1.500,000,00 'c o restante coql'a V.ital Engenharia; Que primeiramente foi feita uma reunião no) ção de uma sindlcãncia
. ' • , ' i
ta empresa. a Contem Construções e ~gabinetc do José Alexandre, aonde estavam pres,entes o depoerite e o ~ono da Terraplcno, conhjcídO Ana CristinaescJareceu a!
Comérc1o Ltda de São Panlo,.tambélil
· teria,recebldo recurs()S do municlpio,
l com:_H. .: ' oportunidade: em que ficou acordado que os valo~' c ti ;xecUÇão do serviço, Tm da que o,autor das denúnd<
foi ouvido no mês passado.p
~.'
inas não é dtada pelo empresár1o. '
/
::di~dido~,c~~.trC:s,emprCsas,.yitali 'RW e.Tç~pl~~ 1~nd; a"Sr. J9~'Alex~dre en~tizadf dt: los veresdores na Cãmara (
As deilúnclâs foram feitas na sede. i\.formamanifes~qti.e quem havia coJ0cado ele ali seria 9 dono da. TcrrapJ.eno; Teresópolis,'Segundo a pr~
, da Procuradoria da Rep6blica de Te- radorà" ele negou que tenn
res6polis, aw,lientando o número de procurado o Mlnlstérlo Públic

~
informações de um JnquérJto cJvfl i::"",~n~tm~,~to-doJ:L~i,~o~,~om-q~U~e·'"'CT~om-p~,~",ro~",,~,"'~~~a~~~' I Federa! pedindo para ser ben,
público que já apurava O suposto .ficlado pela delação premiad,
• desvio de.dlnheiro público e a não . Quo ' _..<I:. 1<' ro,UnUlo. fO,ram,' "rep.....~~" d. ~ omp'<= _,' ".,. do José AJ'~"'d"1 propina de 50%, Já o secretàrlo de Govem
reali.~ção de obras contratadas na . aonde foram,'. m,ontadas plaOl1has e os ,,'
tIS ::dItai; de eorrttataçZ'Q; Que m:~~ I'tu,"~o fo~ , i de Friburgo, José Ricard
cidade, O procurador da República di,glda a COI1~partida de própin4 'de ~..~po . , . e,em que. õ:dep;,ente frisou que, pllry .1 '~' i. ;,u::u;;:c;q;;upw1 Carvalho de Lima, garanti'
Paulo cezar. Calandrlnl, qlle cultla. .CJnpt'ClllAdc: $critI ifA~ Ql'a\r' com.:o _to de UIlUl coml~o tao oJtli. quando ele n!lo via 030 ter conhecimento de iTrE
do caso. disse que nAo poder1a'fal~" " "..... t.,'~...,:;;'MW ,. $ . . . . . . (\.~ Q ie. ' ;111'..,........,.. gUlarldades na prestação clt
• do assunto porque. O lI\quérlto cor- . ' . . contas da ·cldade. Segundl
ria em segredo de'Justlça. .._ ." . . . ., . _ _ .,
.... . ., .I ele, depois' de apresentada:
D,~núnclâs
· s\lspeltas d,e',ll1:é$UJ,·'fTleiaqes. e.... no, m,)JIl1,cl IO, d~C,Obr1ram, ,~,''',_~,
P :,: PI'·~ procur,adores ,d,a' obras.e"d,eAss,lst,êncla'SO~al, e,Direi-
'd~ cor~pção também. ~ Spec!J1l:já tinlla'veliAido,em. 2010, .~liça,~béni descobriram que' : tos Humanos do 89verno o estado:.
atuam.
", ()s,
todas as informaç~ ao Mi
nistério 'Públlco Federal, a<
• atl~ Nova RrIb~9~,0.,!,uni~_': uma·~d"paràP~.l>asI-. as.compràs foranraJrtorizw"<ern . Os dois '~"gãos flc'aram ncarrega- Tribunal de Contas da UnJã(
· pio que mais sofreu, em área!Jl'bana,: •cam,el
com o 'temporal do Inlclo' do 'ano, . teilção
~esmos~Ç("'ptanl\- : um· pedido prévio do chefe c
~u1pamE ,JI4j>ltaIa-. xarlfadó.central da !:'MS. ,"
dos· ": 'li:::~ nos municl los ·serra-
·nos .?;;;;rda ordem déiRS 70 ml•
JJ . (TCU) e à Controladoria Ge
r:ll·,b ni-dEí,.., ,.., mll~; .... rn;,.., '"ti
.. __ .l~'-,.J_,,... .. ,,' ... - "
-'.",p., ':"""""""""~","JI" '""M!!ltm·y '·'·,.'erenW' , • ,....,,'. '"<T''''' ':~it'i","','!:l:'f"") )~t<,.tJ" ,.,.. ~ ""'Y"t,'mr3!l!ffiWl"f!'.'~>:~r"""" ..~.,,!-.':1'ii!'f1.•.,)""
~ .. ~J .; ''''. -.:;ç,. ..i.à:
o ..:-..:. ....

'~préSã:ã Cõn~ern'CoriStíííçõêS e . #gábiriae aõ'j~xa:rnn-~tr~ente:lO (J Y"i~""'''' v ........ w __ • • • • •• ~.

'. q~
mérci°bLtldda; de São Padulo'unltamcl~ ~ cO'~_lr$,l n' oporrunidade em'quc ticou acordado ~c O~ valores. c a execução do serviço $criarri ~' d.a que o aUtor Ud:) ucuw............

~
> a rece
..
o recursos o m . piO,
não ~ citada pelo ermJresárloo·.
',~ denUIl:ciaSforam. feltas na sede
~ divididos entre lres empresas. Vlta!. RW e Terrap\cno. tendo OSr. Jo,é Alexandre enfotiZildo de
; ... . . o· o· o

fonna manifesta que·quem havia cOI.ocado ele ali seria o dono da..Torrapleno' l~,'
t.< foi ouyido no mês passado Pt:"
los vereadores na C~d\!'
Teres6polls. SeguIÍd~procu­
\?,. '? : 1:( (ja Procuradoria da Repúbli~ade Te-
J :...

'. . . o . ,... " ," radora. ele negOU#ie~a


\~~ ~'>w' "res6polis.aumentando On1lmerod: ~~"""~'_'~"T0",--,o __ .,'l.-",. ~.... . •• ._......,..... procurado o Mlnlst";o Púb o
~..!"0L;, ,Q!ormações de· um lnqu~to civil COlltl':110 do LIXO, em q~e ,a 1errapleno fa~ o recolhlmenlo e a Vital fica ~pons;jvcl- pelo Ule'70;.,~, • ~..."'\ federal pedindo pàiii>. s
nclado pela delaçáO~ada.
~Ub.l~c.odq~d~nh'Já;,~!,ur~vabllosupost~
esVJO e. =0 pu co e a nao
Que letmi~da tal reunilto. forom 03 tep~tanleS dá tté.~ empresôlS pc.m 1), s:aJa do Jo~c Alexundr;'.
. d fo.· ~__ I 01""_ o. o. o . . .. .I
prOpIna de 50%
. , Já o secretário de vemo
realização' de obras, ~ontratadaS .na 30n .1: _ ~ mQn~'-'U tIS p am IUQ e os. n ~ :.Q.il~iS de con~; Que oc:>sa.reunh1o rOl de FrU>urgo. José R, do
cidade. ,O' procurad.or da República exig~dll. a contrapartida de prOp.i:nn de ~A. oport,' e em. quc...o',depocmte frisou quepll'Mt a Carvalho. de LIma, ·garantiu
Paulo '·Cezar Calandrini, que cuida' emPresa dele 3CrilI,impossiycr llJ'CQT cOm o 'pu I) de uma comisstlo tão Dltll. qU4ndo ele nào vIa não ter conhecimento de irre-
do caso, disseque não poder1a falar . . gularidades na prestação de
• do .assunto porque o Inquérito cor·. ' , , contas da Cidade. Segundo
·.r,laemsegredodeJustlça. o ,-, .... ' ' - . . . . , ; . ., " . ' . . . i eie, depoi~ de apresentadas
';, .
Del)ún ..;~~iU:i~.~!i~.,..e."atuam.
.... das d,e,olrJ; ".0 J.'9: lj),unl·.d.Pi.O dos<;obriram°,~:J~.:.,.'MS.•~::",
• o suspélta&tde oo~pçãEJ'tarilb'ém ·a'?'pectl;\I já.tlnha venpe!o, em20l0,'":Rejjúbnca. também descobriram que
.... ,proc.urad.ores da Obras. e de. Ass.lstêncla. SaCI.1'1 e Direi,
tos Humanos do goyerno dp estadoo
todas·as InJormaç6es ·ao Mi·
nlstério Público Federal; ac
I
.. :. àtlng1ram Nova Fribuigoi o,munlci-· umáconcorrênclà M prestar ~i, as' cOIl!l\ras foram autortzadás, sem,
pio'que mais sofreu, em área urbàila,. ·camenteoOs mesmo~ 5erviç6s-(manu- UIÍ\ pedido préVio do chefe dO alma--
. Os dois órgãos ficaram encarrega-
dos de aplicar. nos municípios serra·
Tribunal. de Contas ·da Uniãc
crCU) e à Controladorla GE>
co:m o tempo~ 90 infci.o 'do ,ano,.. tenção.·de·eq~lpaJÍlentos hosplta)a~ xaI'ifaqo centz:al da'~:' • . . nos r~cursos d'a ordem de)\$ 70 ml- ral da União, o município atÉ
• tendo recebido R$ 10 mlJhoes -a . res} por,um .terço do valor t.otal. O ' -A grossO modo, é o mesmo que lhôes enviados pela·Unlão.) Segundo recebeu elogios, '
maior fatia das verbas federais en- processo seletivo acabou anuladO. você ir ao supermercado e· encher. procuradores do MPF que atuam da A Terrapleno, citada em de
viadas às cidades c\a região. Àté ago- ... porqueempresas·particlpantes prova, um carrinho de compras sem antes regiM, somenté na última ~exta-feira . poimento pelo empresário
disse em nota "que não est:

I~' .
ra, o MPF na cidade já;iristaurou· ralIl na,Justiça que. a 5pectruestavá saber o que realmente e,s\ã faltàndo 'o govemoeStadual enviou Informa-
mals de dez inquéritos clvlspúbUcOs·. lIÍlpedlda da conCorrer'em qualquer u.:' eDIsua cqsa' ....: disse o procurador ções sobre os. serviços q~e contra- envolVida em nenhumtlpo di
e promete outros, cobrando explica· citação no estado - por não ter.CUID- . Marcelo Borges de Mattos Medina. . tou. Esses dados alnda serão analisa· esquema em relação às,licita
çôes da prefeitura. O caso mais sra· pi'ido'os temlOS do contrato de ,outra As sUspeitas de fraudes éom o di:' dos. Já os mun1cfplos nâõ ~restaram çOes de que participou'em TE
,I ve aponta para funcionários da Fun· cdrn:orrêDda·. nheira público recaem' ainda.sobre informações satisfatórias." res6polis". A empresa dis$'
daçaoMunlcipaLde Saúde (FMS), . Emabril,oMPFdeFriburgoJáhavia oUP-Qs cincq milniçfpios dà regiao ' . não entender como seu nom
, que autorizaram; no melo tragé<lla, o. !nstallradoWll Inquéritoc;ivil pú~licO atingidos pélas en:xurradas:'Petrópa-- i 10 NA INTERNET .., foi citad~ na denúncia, J~a'y'
, pagamento. sem licltaçaq, de mais ·o.Q.$,ápurara.ientldão da prefêitura lis, S)lIIli<!O?,Ó,. AréaJ'Bom Jardim e D
'Moradores da Serra 'm~stram a tal Engenharia informou já te
de' R$ 900 mil a uma emptesa do Ri", pata Informar como °estava:usa,ndo São José· do Yaie ,do Rio Preto, que ," reaJi ad.e em que vivem sais ;meses' após prestado todos os esclarec
aSpeetrulnstrumentalCjelltljlcoLt· ~f~nomunlclpio.Nomês .-(er1am recebldo.um total R$ 13m!- .tragédiao Confira ' mentosà população, lric!lts
da. Ocontrato previa que a empresa'· passado, em putraaçã.o ~ MP, a Jus. ihoes elo governo fed~aJ, jtlas até celobo.com.br/r!o ve numa.CPl instalada.em 1:(
faria a manutenção e a conservação ,tlça·detenninou qUe,a FundaçáooMu- hoje não prW'arilln contas de como res6polls. AVliaI. -negou·iah
.• I. d" equipamentos da rede munlclpàl onicjpal de ~úde sU$pandesse o paga- . gastaram a verba. As 'lnYestigaçóes . • AMANHÃ: Relatórloodo Teu bém qualquer tip6.de âcus'
• .. de saúde atit)giàos pela,enxurráda.. mE!!'to de qua.5e R$ 2,9 milhões ~ qua- sobre pôsslvels: irregularidades res· . também aponta irregulariJades em ção de favorecimentO".
Os proçuradores°daRepúbne<. queo tr~ empresasyaraobter material mê- pingam ainda nas secretarias de ) . o, obrai na Serra I

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Antanlo W.rnéck , . 4 &JeU11'6"
wemeek@oglobo.eom.br. Apps o temporl
elo menos uma Vez. em 2010. a corrupção
·P o pagamento de propina' à
f;lnctonárlos "pl1bUco, de Te-
resópolls foi feito dentro de·
'um ,banheiro na, própria prefell)lra,
revelou em depoimento ao Mlnlirté-
• Sei~ meses depois do ma
des-astre' natural ocorrido
pais. na i)egiao- Serrana'
,Rio. uma investigaçaocome
rio' Público Federal uma adInlnlstra- , a revelar um esquema de CI
dorade empresas. Encarregada do rupção que pode ter opera
i setor·de administração de uma cons,':' por trás da tragédia que n
ir trotora e múll:ler.do empresáriQ" que' tou mals de 900 pessoas. O
." , denunciou a exlst!ncla c:(e ~ sup~,
to esquema de ·pagamento de propl.
vantamento,' que corre em
gilo de Justiça. mostra q
, nas a secretários mwiiclpals. ela afir·' "I ~m grupo de funcionários,
mou que. tratou do assunto em duas . blicos e empresários te!
", ·oportunJdades.'por e-mail. Dlsse a1I1- acertado o reajuste de pro
!
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da que tem ,cópias 'das mensagens'
eletrõillgs e que pode fomecê-las à
nas para aprovar contrat
sem llcltaçào. embolsan,
: !
Justlçà. A denúnclante reconhece(i'" verba llberada para desot
11 queagora teme porsUa,vlda. pela do.' , truir vias e ajúdar desabri!
martdo e,pelá dps filhos! ' dos: Um.empreiteiro disse,
,No. depoimento. ela lnf0rJ<l0U que depoimento ao MPF que
. cuidava de toda a aâmlnlstração da· . percentual da propina, n<
'empresa Em 20io.: quando passpU'a ma(mente de 1-0%. passou
. .'-',." tratar pessoalmente da contabllidade ' ser de 50% após a enxurrac
,com autoridades ae Tetes6PoJts;. sOW' .. As Investigações começ
~I ,
be que a empresa do martdo-terta ,qÚe .. ram como relato de um e'
pagar uma prop\IÍã de5%a '10%'aos. '. presário ao Ministério Públl,
então'secretários JOsé Alexanclie (çle, Federal de Teres6polis. un
Governo) e Paulo Ma:que,slne(llê'.• das cidades atlngldas.Disp<
[' Obras). tambél;l cttados pelo empre:. . to a contar tudo o que .ar
I1 sário em depoimento ao Minlstérlo N· em troca de perdão judicial
. boco Federal em março. Amulheroorr, proteção para sua farnfila. ,
1/' ,'
:, 1i,. tou, que. em determinado momento, recorreu à delação premia'
..• 1, i
foi bastante pressionada por JOSé Ale. (quando um criminoso f;
xanclie para fazer o pagamento. Ela' acordô com a Justiça,' ajuda
dlsse. "ter ficado cORSlernada, extre'- do nas investigações) para d
mamente cOlÍStrangl<fu com a 1nt1m1•. nunciar o suposto esquen
dação de JOSé Alexandre, exortando:..: que funcionava na prefeitura
ao pagamento lie UmaobrtBaÇAo lllclta . ~voiVer1a empresas que atu
·com·uma pressàO de emparedameDl:o. ram em pejo menos outn
· que parecla a de um ~., . três munléfpios da Serra.
A ádmlnlstradora dépôs em abril. .\\pO'IlTlnf"l f"l flpl"'ol"'llmp.ntn r
._,.~~_ ~., .. _,. ".' ._.__
. _. _'~_'~'~'_--''''-',,,c-'·~'·.·' .,.,"".,.. -.". ,I_r" '" __ '"-""'0."""',,,, "11'"""0:,''''''-'' .-~'

/',," \'" . -Ela afirmou que o suposto reajuste na . denunciante, nãO-s'emã~a


,.
.'•
::~ .
cobrança de propina na prefeltura foi.
acertadodolsdlasápõs as enxurra:dâS.:'
de janeiro. Contou aindá que 101 a uma' .
. . a. enxurradas-oc~-"

!l',.L.:~. smi!liitil
janeir.o -, resárl'
§I,

...;;,;tl reunião na .ededo Executivo munld-' ItH~''''nl\-am' nurog~in


betáJ:fõ.
,'d'"
I.t. !,J,'! pai onde estartam·represei>tanteO 'das'"' '.fura.. 'admlnl"ii.aa dd"'!!·
...
• , empresas VItal e Terrapleno. Depois -: ." passada pelo~; par .
,~o encontro, foi' Inlormada peló'lIlaI'i-', os confiátos s& Hei . .
do que.e1e havia pago propina dentro recurs~s·. feder.à'ft/.lfA§ ~~ll.
do banhelro da prefeitura. .. Investigadas são Jfu!d'W
,. . passesieltos ao··Estado,d,(:
:\.~.pelo Mlnlstério·.da·inte8l"
Inquãritninvestiga '.i!'~rl'-',
.'. ."....... Naclonai,·.por
. - de.terminaçã
' .•'

desvio de verbas' '. ê, .;.. presi~ente DliItl~ Roussd,/


IJ,: .. (RW ,...ues..elnpresas investi~
de Teresópolls CO"J;
• o inquérito..do Ministério Público tora; e ConsultOria Ltd'!)?)
federalJoilnstauraoo para apurar o... ;:ngenharia Ambiental Sl"f.
suposto desvio de recursos federaiS . grupo.Queiroz Galvào; 'ê;j
:1 ·enviados ao'Estado dõRlo, pelo·Mi- . rapleno. Terraplanagê'
.nlstérlo da Integração 1!laclona:l; Construçao Ltda) serlan
após as enxurradas. Dó um total de . principais beneficiadas,.,
lU 100 mllhôe5destlnados a ajUdar o da de acordo com· o relà~(
na reconstrução da Região Serrana. empresàrlo. a RW e a vii,
Teresópolis.recebeu R$ 7milhoéS.. ·· carlam encarregadas da
Como OGLOBO noticiou dôJ;lllD8O,' rada de entulho e da d;;ii,
o empresário denundou ã Justiça 'Fe- truçao de ruas. Já a Terra
deral um suposto esquema de propi- no ficaria com a coletade. I
na 'na prefeitura de Teresópolis, en-, com auxílio, da Vltai, que
.. volvendo se<:retátios murilcipais. e daria da Instalação de
funcibnàrlos públicos. Um acerto'en- aterro. Uma quarta· empr'
tre em[ÍteftelfiiS e autoridades' ele- a Contem' Construçoos e
vou. de 10% para..50%, a·tai!lt:aapro- mércio. deSãoPaulo. tam!
pIna para a aptQVàção de' contrató. teria recebido recursos
de serviços. Na tragéclia do·lnfdo. dó munlclplo. mas não foI. clt
ano,maisde:900pessoas'mo~ .~.__ . . . _0_.__ _ pelo empresàrio.
· Aprefeitura de teresópolls, emn"': .. SEtSii!$;s<!epi# ~as ~da.dej.nel",,'moiadoles observam os escomblosno bajrtó"COmpo Glande, emlTeresópolis
ta, negou todas~actJSa?~es,maS In: o.~
·. formou qUe abnu. sindlcancla para '. . ,. ";\~.""
apurar o caso. ProclIrados, os dois ..:': . . ,
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ex-secretàrlos munlclpals citados
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que as medições não se ence


atestadas pelosflscais dosre
vos contratos e tampouco
nos:d.epolrnentos não foram locaJiza~ i " . - .' ....'.' .,r, ~ ,.:. , .... '. '''''-':'~.'.'' . "'-~'---:'~':-'~,.' ~'' . .' ,'''''' _ .,"'~;
..... acompanhadas dos diários e
dos para responder às·ac~ações. I .~ n&:o ~'~,Q ~.~ valor, t~do oo~~id. 01~~o.~!1Jt',iÍltr:\,H~J,SIy.. ~ de vistorias", Em outro trech~

• OMJlllstérlodelntegraçãoNaclonal "
·informou que deverà pedir uma inves- . !. o" " .
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+u?ifíliii . .. '."
1~1ll8;'''''''''
' . •. . . .
, '."
mam a atenção para um ato d,
nheclmento de.d!Vida' asslnad
·ligação ao prOcUrador-gera!'da ReRú- .' • "";;:--:'l"." :',
~':, .. p~efeltura com a empresa, ç,

==. ..' .
~"~'J~:"1'",;, ..
blica e ao dlretor'gerai da Poffda"Fe-" l"
" • ,...<.'. .' ,
Que a c!epoenle·ressalta <llle'ciurantetodo esse tempo etliQUe:a'prefeitUIil.atrasou os ConstruÇàóe Comércto Ltda:~~
• creial. caso Orelatório que está sendo • ,. -. ~ _ , ~ ~_. _ _. _ . f.'Io"':,;'· • .. so entender, esse procedimenl


~.:o;~": opel~:~.~.PO.g~.~~d.':n.S
: nota,.que, com a· filtalldade de acom-
panbar e fIscalI2ar·as·aÇôesa <;argo do
.J>.. . ,.:,.~.....
.
.,&.f•.'.
:.:~. "~,,
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??'''''.i...... ~_ ... " .
... ...il'
eiVado de ilegalidade". Nas ptu
respostas ao TeU, a prefeitura
resópolls disse que havia 41
contratos apenas com'as eml

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o'. " ' . • .' ." ." •• '

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goverI)OdO'lstac!oe dQs.lIlim1clplos ··:f'.'.'. ;;,: ; ~ "'.:" "'?".''''''''f;rl·~~ RW de Teresópolis Construtora
a\lng1do~.péla.tragédla. a Secretaria. ',';;'" or.:·' ,. "..., .. . ' ":' . .... .. i sultoria LTDA (no vaior de R$ .
Naclonal de Defes.a Cblil:já reaIlzou.: .' "i;~~ .. ~,~ ~~~n~<lCaSlão,senfi9.~en8l\Jlll,na ól~semana de ~ezo;mbro lhão) e Vital Engenharia Am!
~, I duasInspeç~, tendoagen~01llIla-'. r"" '<....
o\ ! ..!1 ~.. ?5..,.4. '. " . ..,r !l5.JbJ ..i!l!lPiIIi'::,I"!k.· I • ,,~ S/A (R$ 3.S mJ1hóes), pilraat;ua,í
nova para 'agosto ·"A prtme1ia:Vlstorla . : 1 ' . ... .' . ' .'. ).' . .. "".., .u~peza da cldade. As. duas ~I
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restllIul1u--se à CO~atae.:io to 1000o' d;l opnnil m.-~t;uln rh. .:l.lTrlrl~n.:l. nÍlhll_ ....... """+c.·••:" ,..".............+~ ........... \......i._x_ I~ .-l_~ ._,;,, __ :.: ~ ..11 ... _ ,.." ....... ,..; ......
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.irregularidades l I

:emcontratos ,I
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paraóbras
Relatórios mostram problemas nas
: ~o'ritas de Teresópolise Friburgo
• o .Tribunal de Contas . Relatórios apontaram "

da União (TCU) e,a Con-falhas nas planilhas


---- ttolJf(\o ri ~FtTeTa I ' d a'-oride-éitão discr4miRa-
, União (CGU)detecta- das as obras em que I
ram indícios de irregu" há suspeita de corrup- ,! '
laridades em contratos ção, O prefeito de Te-
,sem licitação assinados resópolis, Jorge Mário,
,pelas prefeituras da Re- negou tudo, mas aguar-
gião Serrana e pelo go- da resultado de sinoi-
,Vemo do estad() com cância para pagar a
aura; ,n~ V\tória sobre o Fluminense por 1 à ri .." empresas chamadas pa" urna das empreiteiras,
-, Ta socorrer as cidades Ele foi expulso pelo PT
o dois sáo os únicos invictos di> ca,rn- atirjgidas pelas chuvas, local. Páginas 10 e 11
'e peonato'",O :tricolor e!i~á, ernngllo, . .
, ,
Em Salvador, o Botafogó empátQu
" n. '_l~. _ ~_ 1 ~ 1 ~ __ ~ .... : ••'r1 ..... '
GqnIr(jtCsSOD.sus~ana
~

Relatórios de órgáOls federais apontam irregul~ridades entrepref~ituras e empresas


, j • " • __ / ' " ' , .,.' ' . I,'. - . " _
·~l ..

,2
PabloJaeob n
Ant6nlo Wemeck ll)1les Pal'll o estado e os outros:R$,3Q .1{ ,

werneck@oglobo,com.br para Frlbmgo (R$ 10 milhlles), T~ '?


Waleska Borges , sópolis e 'PetrópoUs (com R$ 7 '~" ,b
wale~ka;borS'&5@o8'Jobo.eom .br
. ;th6es~ mna)-eorestante,dIy.1~:;, ~ .,i;)
, em,cotas de It$ 1,5 mll!lao parasiiJi!l" <' 'I"
'elat6rlOS elaborados por téc· doUI'Q, Areal, Bom ,Jard1m e Vale ,do ,: u'

R
"'
nlcos do Trlbunal de Contas
da União (TC,\!) e, da Contro- '
~dorla-<JeraI da União (CGU) ,
desde JaneJro.quando ocorreu "tragé-
dia provocada'pelas chuvas. enc0ntra~
Rio Preto. Nennuma prefeltura,ol1.;l)','~~ n
'estado prestaram contas satlS,lat,"'&;,',"~,
rias. apesar dos pedIdos do M!nlst~'"'' S'
rio Público F~eral, TCU e da AGtJ":'" i '.
. /;;;~ :~
ram Indlcios de irregularidades em
contratos sem I1clta~o assinados pe-
' C','n,·s'es "'pO''11',tl·C'as e'm' ,' X,', ,,:,,"
",~,:, "~
las prefeituras e pejo governo do es· - d ., ,.,". '" a -:'!~'$
tado com empresas chamaliaspaia 'o'' OIS mUmClplOS ",L''(,11 '
socorrer cidades da Região Serrana. " . '.' ' . .;." . ' , (j.?J,Z-~~; ::,\'f?
Os técn1cos Identificaram falhas prln- , .Frlbmgo:eT~es6pol1s c~~{!".,~,
cipalmente no preenchJmento das pIa- ,com graves crtses polltlca e, ""i.'! #J
nilhas onde estão disérinl1nadas as tI1ltlVlL"O prefeito ,da primeira d~.- ;,~l:t
obras; Ó documento é usadO como 00- ' ' Heí'6doto'de Mello, de 83 anos,: i~')f: "
se plrra o cálculo do serviço executa· ' aiastado'do"cargo desde ,o anO,plISi!if'!:m ' :1
do e o pagàmento, posterlormente, ' do, com problemas de saúde. Em Seu1i1:" '
Em reJáção a Teres6polis, ,os técni· lugar asSumiu o vice, Dermeval B~~,I!'
cos do TCU' escreverlrm, em março: za Moreira Neto (pMDB), que troêQ,i ; 'I '-1:',
"Anallslrndo as pllrnilhas, poreebe-se secretárlos e passOU a travar umabn- ':'
que as medições rião se e n c o n t r l r r n g a p o u t l c a , c o m a n t l g O s a l 1 a d 0 5 . E m J l > ' : ' : ' j i i
atestadas pelos fiscais dos respectl- ,res6poJ!s, o governo JorgeMáilo,~':: 1,
vos contratos e, tampouco, estão ,". ' , .' " d l a c e k (1'T) enfrenta não apenas d"',',:,
acompanhadas dos diários e laudos OMO~ADOR de Teres6polls José Luiz dos Santos, vitima da enxu""da:preteltura é alvo' de,protestos por J)3rteda,poptilação ' núndas decOJ:rup~o; O d1retórloo.llo"', h-
de vistorias', Em outro trecho. c h a · , . " ' ,~ " ' partido pede sua salda e quatro::ê!\;s '
rnam a atenção para um ato de reco- sIdo s~postamente beneliciadas por ' atendia ao município de Teres6polis 43 dias an'es.em 19 dejanelro. O pro-, ,15,sé<:retái1os pedlram.exoneraçãil,:'''' "I "
ohecimento de divida assinàdo pela um es uema de pagamento de propi- - no valor ~eR$' 4;3 mlIhões, em 19 blema ,é ljUe oproprlo munldpio In' " EIn 15 de, março,a po~ula~'19~'If di:
m~ntado co:b~a fo~ara a~ 'Con~as'~~r o~~a, }~!,~~",
Ih
prefeitura com a empresa Contern na na prefeitura local. Os . de Janeiro.. sem contra..,· 1)ibunaI de rua. em mOV1Il)entos .
:onstni~o e ComércJo Ltda: "No nos· técnlc?sdo TCU estranhlrrlrm 'quando tual". O técnico aponta outras falhas ,corivocado tres.~, entre elíis, dals,plmlpi'QlesW oontraa~,,,
;c entender, esse procedimento estã os ad~adores do municlpio in~' na elaboração de contratos: Como a Terràpleno, p",a uma pesqulsa deJD!!Illdpal em:TeresQpolls;, A ~ "
>Nado de !legalidade", forma'i"m que deviam, cerca de R$ 3,5' exemplo de'lmpropI:iedade; OTCUct- , preço,-em ~ de janeItp. PortantOI~ , dos Vereadores chegou a ser ~"
Nas primeiras respostas ao TeU, a 'm!l~ô<:J; tlrmbém à' Contem e que o ta o procedimento de contratação da 'dias após ter assinado Ocontrato com jacta; No dia 23 de ffil<rÇO, uma i::P'i4l~ ~ ',t~;-}i1"">
orefellUra de Te>:es6poiis disse que.' serviço executado pela empresa acon- empresa Terrapleno rerraplenagam e a empresa Para o TCU, "não há como instalada ~o munlel'plo para in " ' f!'i!:.-. .!,
ia\lla'fin'n,ado contrato apenas com'" teceu ~o mesmo dIa e nos mesmos lo- , Constru~o LIda - outra dtacla em aIastar a Jntempestlvidade da avença contratos llrmados dUl'ante a ',. .I 4:;-
~mpresas .. RW de Teres6potis con.stru- cais o~de a.Y1tal Eng.eDharta atuava de . olmento de um empresári.'0 como e nem: as inêongruêndasdas inlonna- da. Alguns cimtr"tos chesatal!>.,,"'. . . . ~'"
P 00 <'
;o~'e CoIlsUltorla Ltda '(no valor de Em 1"ova Frlbmgo, o TC(j observou benellciãria de um esquema de piopl- çlles passadas'peIa prefeitUra". suspensos por uma '1Imlnar, ~"'" :" ~ ~
~ '. ão~ com a Vrtal EngeDha· que os contratos s6 loram enviados na moritildo em Téres6polls. Recursos federais foram repaSsa- da no dla seguinte. 'Entre as ~~':.. ", ...:,. ,
ia .entaJ.S1A (R$ 3;5'nl1lhlles) pa- em março e. mesmo asslm;incompl,e- Ainda sobre Frlbmgo. segundo-rela- dos pejo MJnistérlo de lntegra~õNa- enxun:ada em Téres6polis está" ' , . ~ ~
.". ;r% limpeza da cidade, A$ tos" sem fiscalização e, laudos de ,vis- t6rlo do TCU; a prefeltura informara cional BaTa ~ontasdo governo do esc 'torlsta.José LuIz dos SantOs, ,que "" ..' ,", !!. ~'
luas as são as'mesmas que torla, Também chamou a atenção d~s ter. fmnadocontrato coma1'erraple- ta.dO e ,de sete muni.á.pios da.ser<.a. deuparent. ... es,E1ereclama,que o' .
.un~ esário a1lrrnou, como revelou técnicos o contrato assinado com a no em 24 de teverelro, acresclmtando- atingidos, pelaschllvaS de janeiro. 'A balho'da'preteltura narecu~ , ~~
<g :J ~,~'!'-
) GLbBO na edição de ontem. terem Vital Engenharia Ambientai - que que a prestação do serviçocomeçal:a ,verOO>fol~artida~assin1:R$ .70 "II;J.~~,Ol1dt>J)10,;0"está lento:~r";:' .' ," ,
~,~~-- ---:--:,7.".--:--: .~- ..'..', ,.•IÚ""'Mi·>~AiJiiliiíiii;;;;;",
,.,.,... ~ r::::!'f""~"'. ..... ." .' '. .' "6':~;
",r-. .' . ..tJ.rê~.~la de l00!<>,ara50 Yóii~:
Lembranças
.
dolorosasquemnaaassombraw>·.':'·.'
. I . . . '.' . ..•..... '. ... . " Como ,notiçlO~ODteJ!1 o. GLo- ~,meio à lrligédla, o~to ..
. . .... p . " . I,,/-'
. _. , ' . _ . . ... ,". . ,. . BO, l!JD.empJ:e8áíio, benef!clado .. lf/:llaI'ãO; de.maIs, de,~ .9!!9',~
Morador conta nao ter se recuperado da perda da mae e de outros parentes . PeJa'delaÇão pl'eDllada,.revelorl·umaempresadollJo;~Sp~ ....
. , I . . . .' . ao Ministério ,fúbliw léderàl, trumental Clentlllco LIda O c~'
• Desde a tragédia do dia 12 de janeiro, 'o moto~ . !@nda estava em co~trução e os nossos mqvels os- . . que.,na s~~ ~aque· .. toprev!aqueaempresal!'rta:~
José LuJz dos Santos, de 45 anos, não cOnsegue ter tavam lodos guardados na casa da mlnha'mlie, que .• matol!'mats.'êIõ'OOO .pesso~· na,. ,nutenÇão ea conserva~deeqi!l
uma noite de sono tranqulla: Ele acord~ constante- foIdestrufda.,:... ': . 'serra,um aCer!oentreemprettej-' ,'pamentos.·da rede muillcipal,<l:
mente e seus pensamentos ficam presof no dia em Mesmo com o cenãrio de devastação no bairro onde' ···ras e Iluloridades de Teres6polls' .' smide, atingidos pela enxurr8dà:.
que perdeu a mãe, a avó, dois sobrinhos ,i uma cunha- . mora"- ainda há dezenas de pedris entulhadas'e'c;r eleVOU' a tàJi:asJa, propina paràa' .·Em.Teres6po1ls,as Invest ..
da e uma prIma. José Luiz é morador de dampo Gran- sas destruldas -, José Luiz dJZ que vaI permane,çer no.· . aprovação'de conliatos de, servi- começaram .çollÍ o,reJato.
de, em Teresópó1!s, uma das áreas mai~ aretadas pe- ~ocaJ porque não tem' para onde' ir com a famOi.al' ·',ç<?s: 'Passou 4e t~ -p8r8 50%. .' ~o ao'iCfp fe9eral." ElI ','
las chuvas. As casas onde estavam os· parentes lo, - Me 7adastreJ no pl'Q8l:ama Aluguel SocIal; mas O ;.J)enÚl1das.si>bre,l>regíiIartdades le\l a delação .premiada (q~i!
ram soterradas'por. uma avalanche de pedras. beneficio velo·há apenas uma semana Recebi algumaS" e,Sl3Sjle\taS de corrupçlio.também allDlnosolàz acordo com a.lúS1
- ~aquele diá; socorri muita gente. iTambém vidoaçôes, ,Outras coisas eu'comprel'a prestaÇão, lÍiiIiglram Nova Friburgo, .mtnitc[.· ••'lJudanas 'Investigações) pal'li
muitos mortos. Eram mulheres, homens" ,crianças, e .' José Luiz não está satislelt~.com a açãO' ela
até uma grávida, com a barrIga aberta, Procurei pelo turapilrá recuperação da região onde mqra, De acpr,. .
"rei... '
pio que.mais ~ com o tempo.. 'velar um suposto esquema.de ci
ral, tendo reeebjd9.R$ 10 mllhões.·· rupçãoentré a preleltUrae eml '
corpo da minha mãe com as próprias mãbs, mas não do comele;:ápenas .~a semana passada, a preleltUra ' - amalor ta:tia das VerbOs federaiS sas ',que at1Íàram em Pelo.
o encontrei.. Acho que ela, foi 'enterrad~ como lnd!- :Começou'a dren~em de mna J;l8Scente que:.surgl~ ,~o... .' en~ ,aos munlcIPlos: ?\té:ãgo. :q'i1at:z:l:i munidpl~ .qa'~.
gente - conta José, enquanto observa..ra o terreno . jljeid-da rtiá.ap6s a.tragédia:· .... ' , : ·;b.. ; :ra..6;MPfed~ lá lljStauiou.na ~i"'clo'ele, na semanadlís C1l1lvas,:,
onde a mãe .fol criada e morreu. I ' . - : AInda não sabemos ao certo quantos-morado- . .dade inais-de dez lnquél'ltos clvlS pz:ésárlos e secretárlos mtÍilid.
José' Luiz, os filhos e.a mulher consellulram eSca- . res morrerain em campo Gt~de, inas;res,,1Vi an~ ... : públlcO!í e.promé\el!UtriiS,.rol?ran: .sereuDlramllapl'e1#a;ai .
par. No dia'da trllgéclla, ele. estava num i Im6vel, em mim papel os nomes dlls pessoas que eu conhecia e , do e>JPl\t:ações.da prefefturà '. , Irada pelo PT, paTa dividir:
construção, bem pr6xImo às casas dos ~arentes: ' que morreram nai'egião.Foram.l63 pessoás, AgOra, ,. màis 8mve.ilponta' para' tos ~ néltação e os ~1; ocaso
'"-Aminha mulher comprou a casa com o dInheiro s6 quero eS9uecer o passado. Toda vez que chove, funcionários dá fundação MunId· .derais, Unrtotal R$ 100 mllhilê
de herança de um sitio, que ela vendera, IMas, a casa lembro de tudo e entro em deséSpero. ' . pai de Saúde, que atilorlzaram,,em envjado.aQ estado pela UniãO; ,'r;
: ' o . . , '_,~_._ .._ ... "

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,ira, 11 de juiho de 2011 \ o GLOBO RIo·n


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" TRAGÉD1A NA SERRA


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leli·elO n/eg~pro?pil~n,amas:aiêre. 8,li'll ICliR'C,13·
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Mário diz desconhecer irrekularidades nos contratos com empresas q~e trabalham na recu,peração de Teresópolis

Ibíola Gerbas! para retirar Omuni~PiO dõ es· biental S/A e Terrapleno Terra· para decidir um novo rumo.'
:erbase@oglobo.com.or tado de calamidade, Jorge. Mã· planagem e..Constrnção LIda .Vice-presidente dO·dir.etórlo.
rio se limitou a dizer que a pre- ~ receberam algum pagamen· municipal do PT, o vereador de
Micar como rnentiro-- feitura fezo. pagam nto relati· to por parte da prefeitura. Teres6polis Cláudio Mello, con·
lúncias sobre o paga w vo ao serviço pres do em lo- ,~, ta que a expulsão incluiu dois.
.prõplna para a apro- cais onde se verífic0p o "resul· . Diretório municipal do outros vereadores: Ademir En··
contratos sem licita· tado adequado", I ' PT expulsa Jorge Mário fermeJro e Clayton Valentim, que
)ras de reconstrução - O montante a ser pago à Na última sexta-feira, o dire- são da base do prefeito.' Segun.
polis, o prefeito da cio RW pelo serviço err!ergencial tório municipal do PT votou um .do Uma nota: no blog do diretó-
le Mário (PT), disse ainda não foi Iiberi\do, Esta· reiatórlo de sua Comissão de rio munlcJpal, "a presença do
rda o resultado/de mOS águardando aJ'Sindicãn. Ética que pedia a expillsao de presidentedo·diret6riO'l'egional,
icâncía aberta pelo cia Interna para ap rar o que Jorge Mário c.om a apr.esenta- Jorge FlorênciO. observador·
para apurar os serviw foi feito por ela, Sdbre a de- ção de irregularidades em sua atentodareunião,fofumlndica·
.dos por uma das em· núncla de propina; desconhe- administração. Os 19 presentes livo de que haverá dificuldades .,
iiúratadas, a RW de ço Irregularidades, até por·. foram favorãveiS ã'expulsão do para o retorno' do lriQ,ao PT'; "
í~'C0llS'tMóra e Con· que hã um controle semanal prefeito, que pode recorrer aOs - Rompi com o Prefetto em
rDA EJ~. éap<l.ntada feito peio TCU - deciarou o diretórios estadual e nacional. janeiro, quando apareceram os
"'das fa\!brecldáS no prefeIto, sem explicar por Para ele, a salda do partido foi prlmelro,indIcios de irreguJari.
h,vel~"' pelo d;!(O. qual razão foi aberta sindi· "um caminho naWal": dades na contratação de,empre-
tníu f", ónárioso.:pú- c ân c ia e m re Ia ç â o à RW e - Não tinha mais como per· sas. Começamos a buscar apolQ
OlprÜ~ par~'ll!vJ. quando Isso ocorreu: tencer ao quadro ein Teresópo- ,para uma CP! sobre a situação e
tõsSeIl\luc as;.~, Eie não informou ~e, as duas lis. Houve um acordo pata a sal· os vereadores Ademir e C1ayton
io se <;Al\§ ;'fou .sa· outras empresas apontadas da e continuo com apolo' regio- . se negaram a assinar' o pedido,
o trablilhõ realizado como participantes do esque- nal e nacional do PT. Estou eon· apesar de uma notlflcação d o . . '.. ' . ., __ . "_~
presas contratadas ma - Vi-t-a·IE'ngenha·ria Am· ·versando com cinco partidos partido --explica Mello.. O PREFEITO Jorge Mãriof"Há um controle semanal feito pelo TC'til-Q,

.-=....,,-'C'---------, ~--.- -.,- -.--.--............... '·il"<;';'.k;·' ,." 'k" " , '.,.".' .,., ,., ,.<.. X.;,'.
'''''·''',: ••• _.~ ,_.. ,.=.,.~ = _.. __ ==$=
o =::O' ,
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Ll( ]·:e·eum riJ&
1" i"'o, d'~" ,
···c .lama··, ({lI Vice"
,.li.' . ' .".. ::~.
Suspeita motivou ;ação i:') . " ..,.. ",-,.'

Segundo Roberto Pinto, havia contratos suspeitos já aos 3 meses.deg().x~~.


Empresa não teria equipament9s próprios
.1
• Uma ação popular, movida em Janeiro pelo ~eputado esta- .
jual Nilton Salomão (PT) epelo vereador de Teresópolls Clau·
.. .. - .
1.b;ol• .gerb.se@oglobo.com.br
tos, uniforme escolar e outros Jorge Márió,e que,. desde en- mento de
itens. Pedi informações à Se- .tão, despacha da rua. Sobre a perguntas
próp~lli~:~\~
genérl~
,a ..."...•.,
jjo MeDo (P1), tentou barrar a contratação d~'empresas RW . cretarla de Governo e aojun· hipótese de renunciar ao car, fol.Óuvido. ... ,:.. '
je Teiesópolis Constnrtora • ConsultOria IID e VItal Enge- • Rompido com o prefeito ·de dico, mas sempre fuHgnorado. go, ele diz.que prefere ficar no O relatório da'CPI Ji. '
1harla Ambiental para prestar serviços de d obstruçlío de Teres6poUs desde outubro de Tentei esclarecer os fatos com governo p~a ter o -minimo de . estar pronto, 'mas ,~"
nas de Teresópolls. Em relação à RW, os par. .ntares ques· 2009.'0 vice, Roberto ~Into (PR), Jorge Mário, mas não consegui capoacidade de Intervir na si· grantespedlram prorfo . . '1'.
, ....
ionaram se ela, uma micro-empresa Imposslb tada de ter um diz não se surpreender.com as e decidir romper com ele pu- 'tuação·e incomodar.·Em abril, do pt= por 90 di"S' Ell ",
aturamento anual supérior ã R$ 240 mil, teria estrutura para denúncias de.lrregularidadesna . blicamente. Levei a questão. foi criada uma CPI na Câmara tras denúncias qu~,fl!z,:~ " ,9:
(er!r o serviço orçado em R$ 1,5 milhão. SegUndo os dois, a contratação de empresas para ao Ministério Público e ouvi deVereadores.paraapurarde- prefelto,'RobertoPlniod 'l;\>
'ede da RW fundona num Imóvel residencial. FIara Salomão, a· prestar serviços emergendals que eu não tinha provas. Isso núnclas de irregularidades no a comp"" de um apartam~
~W não j,em caminhões ou máquinas próprios para desobs- depois das chuvas. Segundo ele, porque eu não tinha acesso governo. Pinto diz que os no Condomínio Ibérico, "r.{ij ..,.
ruir vias. Sobre a Vital, a ação afirma que sua cQntrataçào fere" indlclos de superfaturamento aos documentos. O governo membros da CPI protegem o - O imposto de.~ :;
) principIo da moralidade administrativa, PO~' s a tentativa do em'contratos começaram junto exala um cheiro ruim, A clda- prefeito: pago por outros proprtetáf!6$l
>refeito Jorge Mário de contratá·la em outra asião havia 51, com a gestão de Jorge Mário: de é um' mar de lama. Fala-se - Eles não ouviram figuras se baseou no valor de un"~ .
lo vetada pela Justiça. O valor do contrato co a VItal era de - Após o terceiro mês de em propina nos quatro cantos centrais, como o o ex-secretá- lamento de R$ 800 mlL Oimpo*: . ,
($ 3,5 milhões. Após aceita em pr!J)leira instâr)c1a; a ação foi governo, Comecel,.a perceber da prefeltura rio de governo, José Alexan- to pago pelo Pref~o ~~w.m(ti'
lerrubada por uma liminar. os contratos for~ mantidos. contratos suspeitos de com: '0 vice conta que teve o ga· .. clre Almeida (um dos denun·. base o valor de apenas.'F($,'2fJQ .
.pTa de'medIcamentos, al1men- binete fechado, por ordem de dados, no esquema de pagaa mll. Chequei as infQnnações,;;~~
, ,.~ '.~' ,. _.' - t >~, ·,:,;,;.t;':',?,' f

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\.\$ -R1ãv,v
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~~. ",,!:. "li
• AtrepldglÇ40 poUUca Pfov.bCà~· :'
da,.p~l~ ,~~n~n~t~§L~qJ1tra,~' ".:J"
prefeJWa do T~õP<>ll. anl<>- .
tlpoU, a campap,h;l: etclroraJ na
c1da'le. Elollo elÍ!2Q96 .CO'"
45:~1%'~ VQt~v@~q$. o p~
fel~? Jprge Máfia ~ac~ foi
e>pnlso, do IT "~,'i1~I!1" ~'
feff~o,JI~o_~~~o<iliU~ írJ"#p1r<:.n"" 14
camente etnoVUriet1fâ o tabÜ1cl~
lO, <I~ dlsp1-Jta ,eI~tQr~1 (h> 3110
A melhor
..,'.' .. ' re14çlo
. . -...... .
Qlsto..benetkJo.
q~eve.~.'Na Cãffi,#i:+',a o~i.
~ ~~ta Illsta~rary,lN ~~n·
. da,CPI para InvesUgât ~ denOn·
. elas relaclona(jas ao .proc~so
:;tr~ ..."1_~r:~1..
~"Wd;"ji$i49,~QWn).>rO.~~~
dereestnituraçao,' ;:J~,. d~ad~, ~:·~l?o;·~~r"'>$~~(.op<e-:
~!~(Jit:li ~~Y~':flW~ 9~pen· .f<!:t!'~~~'~!'~. -'
d~f~~e lJfm\,~§!"aI4ra.
.'~I#~~eóce-13
Ço", ori" dlYldld~;gl\t\ll' lor- ·~ll;4~~sIc~.·"
.çà um,antlgo cofifl~tdo dácena •4 Cll t;I{l ~. o!~ri9ldO.u:!zo G8
Ioc"" r.Uoo Trlcollo. que 1<\ 101

~~~~~·I
deç'~ado ineleghie.l, em cinco
PllXe5SOs dlferen~~ do Trlbu·
oa!flc!lIOoa! Eleitoral ÇfRE) olá
teve () ~OfI1e ligado ~o JOgo do .
bl~Q. ~odo cO~:~9 na:s ú~­
"41.' ~ (w"'~1.4~% dos· •
vnW), 'frll;ano foll>Wf'/to p')C


U:ê$o(:aslõ~:Ta1l1U~ sal ga·
nhan~o o grupo d(qQSé Carlos
f'ária. Pro: e do ~tyal4~ptJlado
est~d!-Jal Nilton ~~th~o. Pl:·No ,., .. . .
úIY11iQ pl\'iIQ. ,iosé.l®'loso ~i1­
ttlfi ~nCQrreran1j:u,nto:fa p~cl­
toe a yjcN>relei~(r~O PMDU,
licaru.o na terceira cq1óc~~o_
-EX-alia~o de Jorge Mátlo. o
deputa~q Nilton _S~Jpm,~o' não
ne«a'esJ~ de olho na prefeitura
Suacelação com opre(~to co..
m~ou a aze(lcu:nóitllll passa<!9;- ,
qUôJ.f!JÍo Jorg~'~M~Q-:deçjdhn_: o:;
apoiar outws canãidatos:para-a: 't@McAfee'
Alerj_ Triçano já-iUiléçf~u que
será candld?tQ no- M!o.q~e vem:.:
embora tenha si~~ col)denado·
empdmelra inslâiiCla por abuso
de poder econômlc9 o~ e1el..
ções de 2008_ Em 94. ele foi p-re,-
50 por contravenção, sonegação
fiscaJ e eruiquecimento ilícito.
- Na minha avaliação, ele
(Jorge Mário) não tem ambiep.--
. teoem para morai na cidade ligue 0800 722 3478 o.u ac~sse deU,com.br Ou compre via· chat ontine com especiati!
_ _ _ ~-=--p.roVOCOlLTr:iCanO •
Pela Lei da ficha Umpa. Tri-- '
cano só:;eria elegível em 2016. A
questão. no entanto. é contro-
versa no Tribunal Superior Elei· "-
toraJ (TSh). Um eventual pedido
de candidatura terá que ser
• apreciado por um juiL O prelei-
to Jorge Mário não retomou on'
tem. as
~ .
ligações
O_\-.
do GLOBO.•

.---------------- ~ -~-. -------- ------_.


. "
'~. ,
v~·
,

• 'O Tilbunal·t(e-C'(Jntá~,
Uf)lã~ qçU) também PO.l!$
váTlas·lnVd;lIgaçõe$ envolV(
do o destino dQS R' 100·11.
Il:tõeset!viados pelo go~en

Ii
fedeial para socorrer as ele
de,s da Região Serrana deYl
t8<ias pelas chuvas de JaneJl
Do lotai da verba, R$ 70 n
IhOes' foram liberados para
gover.oo estadual, R$ 10 n
ih.oes para a·prefellura de N
va Fril,tu.'iQ e R$ 7. rnUhóes p
ra a c!e Teresópolls.
· Relatórios I~ apontavar
de$de Janeiro, Irregularidadl H
em cqntrc1t9s firmadOs sem
-eUaçãopelas duas pre~eltur.
, e pelo estado com empres.
qué realizariam açÕes eme
gendab ~pós a Uagédk ...
.' ent~e o~ princlpaj(,:' :;1'
mas Idenllflcados pelos tikn
cós; estavam falhas rio Preel
'chlmento das planilhas ond
estão discriminadas as obra:
Esse documento é usado e(
mo bas~ para o cálculo do se
M,ijiCÃs'P~~:~~~;~'~d'#~iiêtll'~~~i~~~
pdúem súViStas ein CàmP.!Í Grinde. viço execu'ado e, depois, paI
paraf?-mpa:~as desc~ Pú~lJco fedei~';;,l'~ntM
o pagamento.
passe qe" rec\lrsos oe DescooOados. 05 lé<:lIlcos . tudo quê Iiwesllgaçào do Mlnlstérl
fachadA._.,.s.I;l.Pqstamente 0.p.!:!.radas br,itarn ~u~ a R1N, até ~vefllbro de sabla sobr~o~9~ii.,de c0!WPç~. PúbllcÇl F.ederal (MPF) apol
por "1~ral)I.ü'" serão com,unltados 2009. eq uma locado~ 4e vfdeo no em troca, de peftf~ ~lclal_e prole- tatalllbém que 'houve UI

Mãll dll SUP~stl) sócio Cetllro ~ munleíplQ; a VirtU<ll de Te-


esta sefll~~"~~ Mrllls,léIlo Públlço ção J>arasH~ f~l~(ro~lsm~~ha. .a<:~r:d9:enlre$eeret.i.rlo~ ml
fede(ate, _~ .Poj(çJa f~~· resÇpQlJ$VJ~eo Locacma U1lA. Oes· mado de!aÇàoiJ:~). nlçlpals e empresários par
. -.:- \ámé!HtlooM:oS meioS compe- cobriram alilda que o capItalsQClaI da fio depol~lwô,to;~le revelou que q!le o.pereelltual da proplnt
recebe BoISáfàlURia tentes para InvejSUgai rlgofosainente
ocaso -e PUnir OS culpados. ~pri-·
empresa na Reéeita Fedetal é de ape-
oas R$80mil, que o sOOoadinÚll:;tra-
vencia as cOllf:Orr~l,lçlas porque
parl!c1pava de qín $IJP~$to e~quema
normalmente de 10%. foss
elevado para 50%: As prlne
,. Segun40 luiz Çlá.udloFreitas. coor· meirOs'(uas da tr~la. OOS desloca· dOf" tem 21 anos e, até 2009.exerda a, de corrupção napr~feltura deTere- p(ils ~eneflcladas seriam JlV
deoaçlor~ <leAu4ltorlâda Área de mos. ~ I~ Região %:TiUW. ~roonta. (unçãO qe: lIlonfador df:; ~ui,;am{',n- s9p~Jis., tuntocC;)Ip. ~~presa~ l:j;lie tJe""'~re$QpolJs Construtor,
Inl~ ~ ~~q:;!J, léo1I<oo ,mos ~-a:~~~~~.~ QoJ)teUvo tOs'eJ~l5nlcos na Castil4 fikh4b1a e aluarám em pef<», 'renos quatrocl· e Ç()llsultorla Ltda; Vital En
ob~~rvara.m q~~ apjiJ'éfllemêflte. a er~ socorrtr~:Y!ttlJlase~com~ar- eomé@:ldê Equipamentos de ~ dadesda R.egi~~ ~rrélna naépo<:a gecihárla AOlbiental S/A, ~h
prefeitura de:Teresópotls Jentou d16· o'usodo ~ro Mblloo --:- ~s.e o U'DA'~roaec!o sócio mocaotlmaca- da tragédla;Olsse ainda que passou grupo Queiroz Galvão; e Tel
cult~ o ras~efItó dos recursoi. ao coronel Humbecto V1ana.·~ecretário Sol tiu~ e está cadastrada para re- a.'p,agir proplqa·a dois ex·secretá· rap'eno Terraptanage.m ,
repassar ôlnheiro a ~iversas contas:. nacional de Oetesa avil. ceber dinheiro do Bolsa famflia. rios. munlc.lpal!i e a~ chefe do pro-- Construção LIda.
- A movimentação fitianceJra da Segu04.o técnicos da eGO, apesar- AvkIooJocadora virou a COflstruto-- cesso ~e Ilclt~ção dq tJ1unlcfplo em Só quatro meses após oi Ira
PI"'"· 'q'a de,~il-1i com OS Te-. de ll,Ulclo~s municipaIs de Tere- rol RW tm20LO, ano em que pasSou a 2010. segundo révelóLi, os vencedo- gédla é que o goveino do·esta

~
t tr~dos l>clo governo fe.. s6polis .tentaI~m.ellc~rir supost"!'s f~r~Ursos da prefeitura de Te-" res eram conheclQos antes' dI.'; as · doenviOliaoTCUos docilmen
:"""~ .»atfP!ca:Non.ll~m~te.apenas fraudes, fói possível rastrear o dl-
·:,}ta banCárlá espednca é aber~ nhelro. ~es. co~~a.lP~. por ~em~
CéSópoUs, vencendo Ii(itaçôes para concorrênelas ~eren.llançadas.• ~os referentes às ações emer
~tVrr~ ~r'7' 1101 c~~q~ supos· ge.ildills pagas eom dinheln
"'~." n~'q\JM)§·~~mll­ pio, que. dos R$ lmllhoes.a empresa tauiéil(ê nunca foram coodutdas oU /Í; ~ijAlffTERHEr da União. Até o Melo 4<' mês
nlclj)áls tentaram diUcuHar, com v~­ RW de TereSópoiis Coostrutora e apfesenlaram problemas lécnicos. ~ ernm' Ouça "o' pm- de autoMade. outros cinco munld~ ...~ di
ria'! transferêndas ê usando diversas ConsuUorla lIDA ficou coql64%: cer- Corno OGLOBO notklou há uma se- sobe uu>.açaode ~ma de serra não tinham prt:'siad(
·'S. o raslreaJTlento do dinheiro. ca. de R$ 4,5 rnllOões: A emp~a já te- mana, lD.n emj}resácio ~ o verdadeiro tomlPl;.lo ap&s tragédia na seH3 conta das verbas reccl>ld3s.
~_jÍlovimeilláçÁi> atfplcã e o re-- ria rece~ldo R$873 mil desse total. dO{lo!4 RW - procurou o Ministério _-"""Mo
VlYt!Ü.OS de CIlStro - Advogados

c::?'5 Exmo.Sr.
/:Te;;)::: Veftlii,dor Arlei de Oliveira Rosa '
,y Ql
S'~~esidente da Câmara Municipal de Teresópolis
4,..' . ,
. v~... Â
"S $ - \<,-"'>:-
'{J /lrd\O\"

JORGE MARIO SEDLACEK, Prefeito MUnicipal, vem, através de seu


advogado, encaíniphar cópia de Escritura Declaratórilj. registrada em'
cartório, onde '6S' Srs, José Ricardo de Oliveira e Elisângelàde Fátima
Silva de Oliveira,representaritesda empresa RW Construtora de
Teresópolis,esclarecem a fraude' da qual participamm e que tanta
repercussão obteve na mídia nacional.

Por oportuno, requer que essa Câmara Municipal tome as providências


cabíveis ante o COmportamento dó vereador Claudio Melo, um dos
mentores e articuladQres da fraude que jantos prejuf;ws trouxe à imagem e
à economia del\ossa cidade. "

Av. Beira Mar, 200/6· andar - Rio de Janeiro - RJ - 20021~ - Tel: 2510-3276/ Fax: 25HI-3278
, 'E-m!llI: !ldvngadoS@Yivelros.ady.br
.Y
! • A irepldaç~~.. .
da petas denl1nd~~oontTa a
~l:::tr~~~ádl~r~~~· .·t
cidade. Eleito em ~008 com
45.?1% 4~ votos vMldgs. o {ire-
feltº Jºr~e Máriº Sedlacek Ioi
expÚlso do PT ~ liltlma 'seJdil.-
feira, o que o enJt"olquece poUU-
Insplro o"'14
camente emovlrilepta {) tabulel-
A mdhor retaçioW$~o.benefldo.
. r(J da dlspu!a. ~tóral do ano
"
e
que v~ Naqpwil. a o~t· oe~por. " I
I-
n
~ tenta I",~'" 'uma S<g\ln-
da CPI para'ti1V~~~ar <;lS deriím- R$1.499.,.;. .~
cJas relaclonad~ ~o processo (I<l10l(de fl$149/~Q~tJtot:lJOS~ __.
de reestJi.!.tlJtaçJ..,9 da "cld~de, ~~4-';';';~'-~~f.qn#
depois das ch4~. que ~pen. ~$lAf';:'-· ~ -~-
de apenas de Uf!13: a5$inatura ,
o. Com o P1' 4M<I1l:io, ganha for- -:~~=~~~I~
.'
e,-
ça'um antigo conh~do da cena
locllJ: Mário ll!!"Í'\O, que Já 101
4~t,!ra4o ln~~veJ ém cl~co
... Gáde ~.pi$.;o ligkl'ode'300G6
~eo<,1a:~~$10Xd~R$20-'----
c.:.omtnod>b.
~Is., Il:Veo~-14
processos dlfmlHes do Tribú· hnQe lmesesJiHco\le<l; ~t)"CetlUt·
eltnO~ PUoaõe:~S:8AJko:~~~
na! Reilion~ l'Jeltoral (fRE) e lá
teve o nome
ltga,dó. ao Jogo do
predw, um I~ oe!,~ at~ ~ sua aW"'.
bicho. 5egutldo: cplocado nas úl-
""'_lUU"-
. .


Umos elelções (com 27,49% dos . ,.
v~los), Trtcanofol prdelto por
três oca$l~. 'fanlbém sal"ga·
nhan.do o gru~ deojosé Carlos ' . NOVO Notebook Insplron"'15R.
Faria, P!lT. e de>ái.tjal
deJÍUtado
, ,..... _.'~ Com capas removivelS-. ticoU1.<l o *,u util.ol
eStadual NlltonSâlomão, rT. No
úJ,tlmo pleJto~ José Callos e N'.II-
too concorrefM\ juntos a prefel-
to e a vlee.pr~ellO pelo. PMDB\ .- _._---. -.-- ----
"-

<><> 10x de R$199.90 ..... ......,<<><>l-r.~M ...


ficando na t~r~ colocação. ~~<r .!;:~-;.;;-;:;;;:;~.-~;[;.~>"
'ExillladQ .~. ~~.~,M$Jio, o f:.~;-~pot~!~-=_=--·-·· ---y'---
deputado NjJ~()n Salomão não
neJa estar dêó)fio na preleitura
Sua relaçâo com o prefeito co-
meç<>ua aied....J!P.""'o ~;:
quando Jorge Mátlo :decldhit
avolar out(QS Canittlia.to~-paraa~­ :--~-i\I\cAi~~-:-·~··----·---~;;;;:;.:::;.~~~~~~~::;.:e,:;~~,~~~;::O,---·~'ll
Alerj. TtiÇ;lno·já.'an.t@pooque
será can41dãt,~ no:.i\(l04ue vem; •Quais as Val}ta,gens de adquirir seu de cOl1figUlaçáodÔ usuãrlo;'

. li . . :::~J~:U~~~I'~~~~W~ " DeU corri M~A-fee Security Center? • Seucomputapm livTe de ameAçAs, hackers. f'AUdeSe vi,us.

de poder econômico nas elei- --~---------'-.'~.--------'-_. ..-------~-_._----~-----, .. _--._-_.-


ções de 100U:I" '4. eié !oi pre-
so p<?r cQOII_aven~o, sonegação
(IsCa! e enrkl'ued{fleoto lIícito_
- N", minha ~valiaçâo, ele
(Jorge Mário) não tem ambien-
te nem para morar na Cidade Ugu,\ 0800 n2 3478 Ou acesse' deU.com.br Ou compre via chat online com esp'
- provocou Trlcano .. ú>
Pela Lei da Rcha Umpa. Tri-
c~o só seria elegi vel erri 201K A
questão, rio entanlo. é contr()-
---.~·~-__vetSa-no__fribtmaJ_SupeHQf-Elci=-----
. toral (fSE). um eventual pedido
• de candidatura terâ que ser ,.
apreciado por um juiz. O prde\.: 1
to JOIge Mário não retomou on-
tem as ligações do GWBO.•
i.Oc .ipo:
-'

_
-_._. .. "----.. - .-- _._~,--~ -. _._-~ ---_._,.-~ ----_.

I~/o t

Senhor Presidente.
·t:f.-

CARLOS CESAR GOMES, Vereador do PMDB com assento neste


legislativo, vem requerer a V. Excia, que após a leitura das denúncias, e ouvido
o plenário, seja Instaurada uma Comissão·Processante contra o Prefeito Jorge
Mario Sedlacek.
t "'; .'-
Considerando a gravidade dos fatos apresentados pelo eleitor e nolicias
sobre a administração muniCipal, tais como, contratação do advogado Andre
José Koslowski , através da farta documentação em anexo; ...
". .?
Considerando que as denuncias versam sobre atos praticados que
estão configuradosco'mo infrações polftico-administrativas, conforme Ar!. 4 o
Incisos 111, VII, VIII e Xdo Decreto Lei n° 201/1967.

REQUER à Mesa, a abertura de uma Comissão Processante,


conforme art. 5° do [lecreto Lei n° 201/1967, para investigação das
I,.
denuncias fi para adoção de providências necessárias, com as
conseqüentes reprlnllmdas previstas em LeI.

Teresópolis, 02 de agosto de 2011

i' ,.. , . ' <'i-

c -PMDB ;:

r.' -.--
t. '1;'" -'.,:,. '.,

. 'I ~
" ;..
lO;
Estado do Rio óe .JancinJ
C'lnllll'a Municipal de Tc,'csúpolis
t:XI ". di.- 111<' ,
I i

PORTARIA li
~'
(
o Vcrcador ARLEI I)E OLIV~:mA ROSA, Presidente da !f:
"

Cllmara Municipal de Teresópolis, no LiSO dus prerrogativas legais que lhe são
cnnl~ridas pela Leg,isla~'ào em vigor, rcsc>lvc baixar a seguinte:
,
I'
pon,TARIA

DESIGNANI)O, confonne sOI'leio em plcnárjo, os


Vcreadorcs: Anderson da Conccil,:ão SilvlI - I'RB, OI'. l-IabilJ Someson Tauk - 1'1'
l' Cleylon Silva Valentim, para compol'em II Comissão Processante, de acordo
com o Decreto Lei nO 201/67, com I'eferêncill ao !ll'Oce,;so administrativo nO
1')512011 A, dispondo de alé 90 (noventa) dillS, a parlir de sua publieação,panl
('OnclUSlIn dos seus trablllhos,

Apús o sorleio em plcnál'io, Ilcou decidido el1tre os


membros, li composiçllo da comissão:

Anderson da Conceição SilvlI - PRESIDI~NTI':


,h. Hllhih Som('son Tauk - RELATOlt
Clertou Silva Valenlil!! - MI':MBRO

CÂM/\IZA MUNICIPAl. OIC TrRR"SCWOLIS---


Em O'i de agllslo de 20 I I

~.Ú?~~/~;?
/1\IU.U [)I~ OLl VL:II~K ROSA
l'n:siL!L'llll'
".'!!"~""~!!'"~'~OI~I · -º.p~~I4l!(!.e~_~.L- _

qnhned Il

EXTRAVIO DEALVARÁ
\·''''T~''·~''1l''·l "",i@@ di 1'I"""!ll.fOO!!I1!llI1~lW'·l!ff'?!:~"';-.~.".-t"","$·l'"~",,.t~_'.""·,_lIll!Ei l2 ; 19.." . _;,L221clEl..4·#'lI"@'··'-'~"'!?* ,l#flWjii1i@,····."n's~_"",'''''''''"'''''''x''l.'.)' ·..,'I!ol!l.~l~~;",'f\~-;""'" '1':.V~( _'__'::::~~ __,----,:,::: _.~ '~'"""'.'-~

2t}T;w"""'<W"wp~;:::;,r_1', :,j~~S$$tft'lt",,~:~;~;.44~:~~1 seleti\lCSpétraestt.Kl~tesd~Q<l~'l'f


~v ~,
,',
·'~~~~;~:e~~~;cm~f9\)~~mtdi.,t~~~')!#i~Ç!l6aj~'ró4o:~;~:~W1nO~darnental ,Aguarda votação na Co~ d.oprojetoj~j\1;
, liic,â~4t;lX>~~'l!#:',.,:'~ t-i~!/' 'i'l1~#~;qM"t~ ,',H6~1#:i~qOnyl~cOí:ll o, mlssão de Educação, Cultura slçõesnoSen:

lJ#doii;~~sii~M~i;".';" :"""";:':":''':''';*'' ",i :t~~,mform?~;~·!!i'~~:~jI'li1~::indi.~~~:';;:;~~~::l:~~~i~~~~~s~~ ~~~~~n~~:


CR"C1RJ10285710-O ,LeÍiMaf,i~ftaPerthlt(U ,34W~ 1:arll:b<mJ que 59"10 das mu- escolas públicas, gratuidade correlatos j),lI'<
O,6-f~,~~j(~rnôu.lllaiSri gOt9c " lh~, atcndidas d~dararam das taxas de it1 '-<: ri ção em pro.. das uc 200 1a •
-'---'--'----"'''--'-=-'--'----''--''7",7",__ ""'+"'-,.;,....'-',. .S~iiw;pj~çÕ~~.q~m aglti., ",[lãodependerfmancciramente cessos seleti V()~ para. admis- dorohserva aiI

~;rres.m.: .~:.'.:ib.':3~:doq~~ ':~~g~.ª~~;d:;:':~(~~ ~~(~~~l1~';é~m~dcSpúblí- f;~cl;~r~i~}~~~


c • •, , " , '' : ". .' ._ ,_

\1 . '._.'.'.'·
..• , , · ,·.·J.J·,,·,;tO·DEAttÃÂA.·,'•;.•.· """'.".·jl."
, '" , ' '. "', . ' . . ' , , ,taldaS'ligações, , a:tendimentosregIstmramque tem como emelJVCrS3Slm i\ pmposta
I '~Vem~.l0'.cmEM l~DUSTR1AE, CO!",!;ER;CIO,J:)E ' iDlll7Jmte osomcoanos>lie, (}5% dos filhos presenciam a relator o senador Waltcr Pi- derais.
SOR ·,SLfPA !v:!E. Sl:uada na RUllTupl:uqplllS·~I,- I· , vj,liênci:fdalegiSiação,forám violênciaelO%s6fi-emviolên·
Ii' Meudoll.,CNPJ q".00::149.7J9/0001-3'l');,comumcao,extraVlo·, '. "".'. ',,' •""1"
do alVa' Ú lo a1i2:áÇãQ ",""
,',' . c,,'.
' .,' '1 regtStrlld°s 237,27reJatos Clajuntocomamae.
. -
nhciro (PT-BA), cujo vote é
- '
pela aprovaçl\O da matena,
, '
Wai1cr ['in
..
que oC\mara.
'1 ra" c. ,, . . . deylQi~lJiC,ía, ~ndo 141.838 ' Emnínncrosabso\utos,São com emendas quc () ajustmTI çauo na diseut
i Teresopólís,05 de Agosto. de 2011. . '. som\ii.o~lci:tffSi~6~.~26 paufo ,1~dera. ornnking com ,\ legisb,:óioi:\ existen:e.~) c;ãodobcncfic
sobre vlolenclapslcolog1cal. 44.499 lrgaçocs, segUido pela pt").IClO 8sseguraillscnçao ao que demonsu
..__. 23A56 sobre Violência mo- .. Báhia,cOlh32.044,cpor Mi- laX3S para ínsc!'ição em pro- capita família
duridO LEIl.ÃqJUOlClAL. .' ral:3c780 sobre Violênc;ía nas Gerais.com 23.430. Quan· cessos :ickrh'oô;de acesso aos !ári()~mínjm(!
m.'/.·'0
. " . ,. 'êiraiTi"
.'..... ......
___I T'·ERIaSil':,P'GLl'S' . paiiim-ociaJ;4.686 sobre vio. do Ctlllsiderados os números cursos de graduaçiio das in.s" a competêncÍ2
. ",.;.;....~~ • .",,~~~;';;,. " .... "••., . ' :2 lêti.ciase.icial; 1.02:1 sobrccar: relàtivosàpopulaçãotemillina ti:"i,õcs i~~dcJ':tis de ~d:ça': editar nom>as
4~~......G~~ TI:õR,,~,'J;I,E ~77SI1N cere pt1vado; e 164 sobre de cada estado. aBahia apare" Ç8,' superIor. A conl1lçao c cação $uperw
e... :~~':~IlJ.;;~::ot::;,r~:,:.r:;;;~~
;~~;:'~:.co,,;. tráficod~mu1her~s.. ce. ~m primeira lugar, com .. q\;e os candidatos ,compro' sem que l1it
'OÔ'!lj>;'",,",,"'_'_~_do: Z",..,"'.
bani'<"""~,~,~<l:í,~_.
.~'·de:'~,o",O:~ iqju$'l1flÇOOPor grande pi$cinil,'-(I"/;i~""" "', . '.
. A"'i:uas en,treJanelro eJu~ 224,315 atendImentos para c..1.d.a '>cm ler c\lrs :Jd n toe o o em1- ~ sta so pod c k
ção ao ,CLI pró
'..:, ' t ' , . "'. ," " . " . ,
c.ttidoeon.~;iJi;"~..,, """oi do ,.oi.o~.o_; . '.• , , ' .." nhod,i;2Qll,ós~rviço rcgê~ 5Q milmulhcres, seguida por 110 medioem escolas públicas
. . , '.. '." ..... V5N.O E1'!AEMt,.EILACO:.' ,,' '·.":';'d'" '.' trou.'293·;708.atendiment~", Sci'gipc' (215,1) e pelo Parà Ouc,).. mb<.,Isaintcgralcmes- ensino.
Terça4~;09do'lI9stP de,'2011,.,. 14~Oo.·~"""s.. no"Atrl" o'O'1t\?d't I:' ". J'" '~J'4' q)' , ,.[", ·'''d'·'' " 1 ()" I'
Fónl1""'~ â'Av. Er.",mo'8raglt; j15- TarréQ _ Centro. . j • \J~, ce cs,oram re atOS . \_ .' .,"_' ,I.l "S p, ,\oI ",s, C qur_ lCll1am I" SCf)"L "1
.v~.$tt:A:CÃ{):::,Mate.t:eott".:t~r~;.M
..nOoI!"ef:!O tQr':·$83:6,.GoO~;'. dc,y~olência.' Desse total', . Dados do Conseiho Nac1- re,n da Cam i i;. ar per esse Ü)i (\ cn1
·,{,.,(2").':3~26-204'1 r 9114:Z~'ll~!lS" .; . li).90(ise,ref\:riam à viorêri~ anal deJustiçadivulgadoscrn capita inferior ou ig,.tala ires próprio ',li".i,
mkl'ICl !1)/ícpm - www.a.;unllldoes.CóI.Il;bt.. cia,ft~;ica;.7.205.à violência marçq deste ano indicam que, saláriDs minirn,-", ç,ií.o ao cnvi;~r
psieológica;3J10à vio1êti.~ até julho de 2010, J31.796 Ao justtlicllr :) projeto, Nacional o P
~~7---C. ;!I.':""" ..' .' , "', . ,.. . . . .... ciam9Ial; sq à violêl1()ia p,ro.cessos relacionados à Lei EWlícioOIi\icirasu$t'~nta quc rd()nna uni\'
.. ' .. " ' . : ' MANUTeNÇÃQli,MépiQRIANA,REPE;;. patrimoniil1;S1l9àviolência MariadaPCnhaforamdistri- acobrançadctu>:aporains- artigo 46. c]l.1C
".....
ampiil .. COM'.INTERRV~.'.!'lOR>~.1'!ECJt,{.
. . DHNERCIAElÉTRICA E~r.
..:, .,.'.'. Í>.'.;.'.'."'::. '... ,':..... ..... ,. (). '..
.
.• a1;1$3. ap
seXu .eárcere PriV'a.,-...
db~e26aotráfic:odemulhe-
buídos em.todo o país - des-
ses,110,998foramsentencla-
criçilo- t:.m vestibulare.'s,c
soma aos motlvosde ordem
das de. d.crnc
:I"CSSO a cdu,
\íioandoPnlst~~"" "lV~oomol/lOt'll'alIdatla;a"AIM'J.iA.~;C;"'~i I, rê$;. " ,.: . . dqs:))urante omesmoperio- cconôm ica que impedem os no flmbito da:·
,e.II~;<wi>~:"i!Of<\!l~",Od(l).ti~;i;'i~~:l1"!Í'\'~in;:j,.;' . )~~d,O"CIi!maSeCJie"', 00', foram decretadas 1.577 jovcnscarcntes brasileiros,em kderais, esta.
·""""'''·'''l1oob-''·'l1líiI_'I1o·r_''''''''''''''II*'''''~._''.
1."~~"~i';#D8".3llii ,." ....,,".'\,.." " ' . ,'.zlIc .... , '., ... '. '9715 . . , d d ·1 ..
.... ~~i:iiil;i:.~~~&d~iáliill<ja;' ;~!\!i\l:r.Q1?-~Paraas!X~I1";·~s~sprevcntlvas e··,'. Sl:arrymonaool.1n a .eesco a gratllltaa InS'
•. llii>ciimbti.~~'."li.\:mI:l011,Qà;,~;j;;'11:JlO/:i,'Mtiuir\i.itio ....vál••FOnz:. Ihétes;ü'rna1orpi\rtedas mll- .. pnsoes em ,flagrante. alem de publlca. de prossegUir os es.. o, candIdato,·
,<,.
~~"Fri\lUigo 'adjil<:êOO .. Dos08;3Ohàli=h,A1~·
i~_~7CWGffi6,,?'lw. ..~.'if:'.'''',ti\ii'\k~~i5i~'íl;;;iíi';:. '.' ·Ih············ . .....
•>~t~,~entrou~centa:t« ',.. """,~as
rl.....;~";l 12:1 il d'- .
. fi au ImCIaS, I .' 1 '
tu"osemmve SUper10l". nos processo'
i;;~~41'~~'i5iri\1;i#..~Ü~~i.fllloi:~~'·~; ;,·p~~<~·~~r;180 é Pary!\i:93;1?4,mp"i~aspro~c?~as. Ol'dator'.'.rgummtaqlteO ,:ursos de g,t
'~~~~~"'~""':.~""":'; .. ">\"'. ..···J"i (·(4Ji~~~',~fte·20 e ~~\ $1;~ 11l .' )ttos PObCllillS e earatentlovadordapropostll [onue nonna
,q~!i!il,~",,~,de ""ergr.'pod""''''lIía!','''1!!'''.<I'''~P'!''''~ ':' o"",.,{i'[J1\lt,) ,;,''''''''' rulrtP. 1'\1'1- 1~ 7ffJ ,1cl\i;.:,nel1~t" nerl11an,'TC. <lmda aue o teor c (!Jvull2adas r
.~:
CJ'"

- ...
i'..

Estado do 1lj.Q"4i(l,,Janeirp' ,
Câmara Municipal de TeresóP!l.Hs ..

,-_.- '.~ .

.PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO


'~:":__ "t_·,.
, "
N°_ :";_001l201L
o ••"",. .... ~ o', • •;.

EMENTA: DETERMINAR O AFASTAMENTO


DO CJlEfRDO EXECUTIVO M:UNICIPAL DR.
JORGE MÁRIo SEDLACEKPELO PERíODO DE
~ :"""'~'-,-.:
.:" :4'.:;_":1((~ 9O(N . E NTA) DI....
.. O V ASu"'c..-;a._·.·. .~..

' .. ~ .. \ : A CÂMARA MUNICIPAL DE TERESÓPOLIS dccrctn:

Art. 10 Fica afastado de suas funções o Chefe do Poder Executivo


MunicipIV de Teresópolis, Dr. Jorge Mário Sedlacek, p.elo período de,90 (noventa) dias, a
partir desia publicação, sem prejuÍzo de sua remuneração, para conclusão dos trabalhos da
;Comissão Processante criada' nesta Casa, com a finalidade de apurar'infrações político-
administrativas. .

Art. 20 Será empossado o Viée'Prefeito de 'Teresópolis, para o refel"ido


período.
. "

Art. 3° Entra o presente Decreto Legislativo. em vigor na data de sua


publicação.
(/ ,I'
VEREADORES
";;," ....-.,.,.<.-_.,.

-
'~
"~@j
" .' ••
Estado do"'Rrir~e Janeifo
Câmara Municipal de Teresópolis
~/. .
• ••• v - ,.', "':~ '•• " ••••• - •

EDIT AL

o VEREADOR ARLEI DE OLIVEIRA -ROSA,


Presidente da Câmara Municipal de Teresópolis, usando das atribuições legais que lhe
siÍo conferidas, toma público que-a reuniãO Extraormriáriá-de:i'"diá'OZ'de ágo'Sió'de 2011,
'. ~.:."- "
. .,:~~rá a seguinte: .,~.:400-!-"':f~ ~.:r.: . ~:;yi'" ';"~., .·1· .~-".,"
ORDEM DO DIA

.....
DISCUSSÃO EVOTAÇÃO FINAL DA PROPOSIÇÃO ABAIXO:
-, "
'. "
PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO N' 001//2011 - de
autoria dos Vereadores - Determina o afastamento do Chefe do Poder Executivo
.....:, tI1unicipal de Teresópolis pelo periOdo ~e 90 (noventa) dias..

·':·.V '·
.......

\
CÂMARA MUNICIPAL DE TERESÓPOLlS
02 de agosto de 2011.-'

RLEI DE OLIVEIRA
Presidente

,o, •.

, >.~.,'.- ••

-"'---_._--_._~--
- --

.",'" .'.
·--_ .
..
.,

Ii:stado do Rio de Janeiro


Câmani Municipal de Tcrcsópolis
/;;Xpedienle
RELAÇÃO I>ARAPlJIJLlCACÃO- 2112011

O Vereador i\RLEI DE OLIVEIRA ROSA. Presidente da Câmara


Municipal de Teresópolis, no uso das prerrogativas legais que lhe são conferidas pela
Legislação em vigor, resolve baixar a seguinte:
;
,t :
DECRI'TO LEGISLATIVO N"UOI/2011 .- (DOCUMENTO EM ANEXO)

(,
~.
aos; I'AVOR PUBLICAR ESTE DOCUMENTO COM URGÊNCIA

Tcrcsópolis, 03 de agosto de 2011.

José Leo o Vasco nce 11 os


Diretor Geral·

I
i
, J}-""
,~"i1o;~...;.~

.. \f.~Jh(.~;j.
~'t; 'i/

"" .. "'~'. ! ~. ç"X;


DECRETO LEGISLATIVO N° 001120n J <:~!l'
I .
. .' ~o. ;
. If :
EMENTA: DETERMINAR' O'AFASTAMENTO
DO ,ÇI;IEFE DO EXECUTIV..o .JtWNlCIPAL DR.
JORGE MÁRIO SEDtACEK PELO PERíODO DE
. 90 (NOVENTA) DIAS.

.... ,~- ,~ ,.~-~" '··· ..~f··.,:~·"~·, '!

"~""~'l'A CÂMARA MUNICIP ~,D~T&RESÓPOLIS decreta:

Art. 10 Fica afastado de suas funções o Chefe do Poder Executivo


Nu~~iP~1 de T~resópol!~lJ?~;J~rgeM~iq Sedlacek, pelo perlodode~O (noventa) dias, a
partir (lesta pubhcação, sem preJulzo de sua remuneração, para conclusão dos trabalhos da
Comissão Processante criada nesta Casa, com a finalidade de apurar infrações político.
administrativas.
., .-', '" ',. '·i·, ,-, ...•• !:-

Art, 2 0 Será.empossado o Vice·Prefeilq.•s1e Teresópolis, para o referido i·


perlodo. II
I'
. publicação.
Ar!. 3° Entra o presente Decreto Legislativo" em vigor na data de sua l
UNICtPAL DE TERESÓPOLlS
m 02 de agosto de 2011
....... ' . . ::. ~

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RECEBiPO
E",:.D.;~-'O'í5i.J:.QJA
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Estado do Rio de Janeiro


câ1ífál'â Munidpal de Teresópolis"""'}F"~;··
\lx\lníclp~
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lO ,<:-.
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OFíCIO Comissão Processante na 0011201 t

~~
Teresópolis, 09 de agosto de 20 [ I

ASSUNTO: Notificação
l\-.'."

Excelentlssimo Sr.:
C',,'

",-,'"'!_:,

Em conformidade com as disposições do Item IlI, do


artigo 50 do Decreto Lei na 201 de 1.7 de fevereiro de 1967 (Di,p\'ie
sobre a responsabilidade dos Prefeitos e Vereadores, e dá outras
providências), na qualidade de Presidente desta Comissão (I'on, .. iu "
109/20/ I), NOTIFICO Vossa Excelência, encamiOhando em an(:.~u as
denuncias e documentos que a instruem:

• , {' -'; I.; •. ~

--'---"'---

AO
DR. JORGE MÁRIO SEDLACEK
Em mãos
:,
,

..
Estado do Rio de Janeiro
Câmara Municipal deJer~sópol.is . . '.~ t, '. .

~.-~,::
f1 .
o'," ••

OFíCIO Comissão Processante nO 00112011

Teresópolis, Q9 d,l(agosto de 20 [ 1
.~

ASSUNTO: Notificação

:t;·,
~;'.
-:.-,
E~celentíssimo Sr::' ".

- ~\~~'7"~'-~"?\ h , , _ ~ _. ." -. .
Em confonnidade com áS"aisposições do Item IJ f, di!
artigo 5° do Decreto Lei nO 201 de 27 de fevereiro de 1967 (Disp<ic
sobre a responsabilidade dos Prefeitos e Vereadores, e dá ,;iltl'~"
providências), na qualidade de Presidente desta Comissão (I',",,,,-;,, "
109/201/), NOTIFICO Vossa: Excelência, el)caminhando em anexo as
denuncias e documentos que a instruem.

ÇÁ.o.SILVA
.te da Comissão Processante

AO
DR. JORGE MÁRlO SEOLACEK
Em mãos
• .,

I
Estado do Rio de Janeiro
Câmara Munlclpàl de Teresópolls

li
f

CERTifiCAÇÃO DE RECEBIMENTO DE NOTIFICAÇÃO


• o',,' _, > , _,_ '_','.'. . ., _

C~~TIFICO, qlJe re~~I?' a NOTIFIC.AÇÃq acompanhada da


der14nQia,~ docYt:11ento§. CJ~e. ~.. instruem, exgedidá pelo
Presidéhte' da' Comissão Processante (constituída através'
da PORTARIA N° 109/2011), Vereador AND~RSON DA
i
I'
I

CONCEiÇÃO SILVA, estando plenamente ciênte dos


termos da mesma e dos documentos qu~ a acompanham, a l.
I'

partir da presente data. .".

Teresópo'i~,O~ de a9()stod~2011.

...... ~ ~ ..•.••.......••.•........•.•
~JORGE
.
~~
MÁRIO SEDLACEK
Estado do Rio' de Janeiro
Câmara Municipal de Teresópolis

CERTIFICAÇÃO DE RECEBIMENTO DE NOTIFICAÇÃO


11
I'
"
,~

CERTIFICO, que recebi a NOTIFICAÇÃO acompanhada da


denúncia e documentos que a instruem, expedida pelo
Presidente da Comissão Pr9cessant~ (constituída através
da PORTARIA N° 109/2()11), Vereador ANDERSON DA
CONCEiÇÃO SILVA, estando plenamente ciente dos
termos da mesma e qos documentos que a acompanham, a
partir da presellte çJàta.

Teresópolis, 09 de agosto de 2011 .

.......•......•....................................... .. .....................•
~ ~ .
JORGE MÁRIO SEDLACEK
';,o,.; \';.: "

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• H.'I1Ei;
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Estap,o do ~Io de Janeiro


CâtrillráMliniélpal (fe Teres6polis

CERTIEICACÃÔ'ÔEREceSiMENtÕ'OE'NOTiFICAêÃ()
:j \~~ o-o' ", ';\"" ':.:/< i, '.' (" .,,',<:,"

CER,TIF~CO, que reçe~i~ ~&>JI~!~,~~,~O af?ompan.hada qa


denuncIa e docum~l1.to~ q4: a' ln~true'PIe..1<pedlda pelo
Presidente da Comil;t$ãdProces$ant~. r(Côn~tituída ~través
~a PORT~RIAN° 109/2011), V~reador ANDER90N DA ,
CQNCEIÇAO SILVA, estando plenamente ciénte /
dos
, .
!
termQs da mesma e dos documentos que a acpmpanham, a
partir da presen~e data.

Teresópolis, 09 de agosto cte 2011.

...•....•...•••.•..•••.•.•. . r·
~
r
, JORGE
. MÁRIO
. SEDLACEK I)
I
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Estado do Rio de"Janeiro
Câmara Municipal de Teresópolls

CERTIFICAÇÃO
.
DE RECEBIMENTO DE
! .
NOTIFICAÇÃO

CERTIFICO, que recebi .~ N9TIFICAÇÃOacomp~nhada da


denúncia e documentos gúe a Instruem, expedida pelo
Presidente daComjssãQ Proçessant~ (constituída através
d~ PORTARIA N° 109/2011), vereador ANDERSON DA
CONCEIÇÃO SILVA, estando' plenamente ciente dos
termos da mesmé\.é dos documentos que a acompanham, a
partir da prese!]té data.
.' .f\}. .", '..'. .
T~r~~fÍR~h~I~9 ?~~~p~to de 201.1.
. , ','
. ,. '.:

........................................................................................
JORGE MÁRIO SEDLACEK
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*1* Estado do Rio de Janeiro
Câmara -Munieipal de l'~resópolis
~C/
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.,
~"~'
.,
I
\~\c\paj Cf.
<$-""
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EDITAL E f:LS
~
,<'".~ (r VEREADOR ANbERSON ~A CONCEiÇÃO
SILVA, Presidente da Comissão Processante, onde apura responsabilidades di) h::k,lll
do Município de Teresópolis Dl'. Jorge Mario Sedlacek, usando das atribuiçiie" iegai,;
que lhe são conferidas, toma público o Editalll,baixo: . , . '

';F" ". 'IH ~;~~""""'.'-~


EDITAL DE NOTII'TCAÇAO '.
Em cumprimento do Decreto Lei nO 201167, o Presidente da Comissão Procl'ssantl',
tentou durante 5 (cinco) dias, NOTIFICAR o Prefeito Dr. Jorge Mario Sfdiasel(. ,
, o mesmo não obteve sucesso.
l·i"·~."'--- ' . ' 1:;:-.. . -. "',, ;.;

Considerando certidão lavrada no mandato de notificação, subscrita por duas


testemunhas, que não foi possivel notificar o Prefeito,Dr. Jorge Mario Sedlacl'k.
"
Fica NOTIFICADO o Prefeito DR .JORGE MARIO SEDLACEK. "
comunica que a CópilLda denúncia e documentos que instru,
. ... 'ram'para abertura da
~,~: ~

Comissão processante (processo nO 195/2011-A), estã'o a disposição de Voss"


Excelência, na Câmara Municipal de Teresópolís, sediada na Av. I'ellclallo Sod-é,
nO 645, Teresópolis-Rj, das 13:0n às 18:00 horas.

O Prefeito Dr. Jorge,Mario Sedlacek. querendo. apresente no prazo de IO (J~/ I di,'.


DEFESA PRÉVIA, por escrito. indique as provas que pretende produzir e :"'1'01.-
testemunhas. até o máximo de dez. perante a Comissão Processante que irá funciDnar o,'
prédio da Câmara Municipal de Tercsópolis, de lanna ininterrupta pelo prazo "''" i,1<'
de 'até 90 dias, à contar da presente nolificação.

o presente' ED1TAt"bE NOTIFICAÇÃO deverá seq'lUblicado por duas WUs. «'IIi


intervalo de pelo menos três (3) dias, em jornal de ampla circulação no Munidj'i... d•.
Teresópolis e afixado na Câmara Municipal.

"-""".TeresóPolis"Ode:r;gO
d,e2011 .

""''''n I~L Q.
~~)N~ONn çÃO SILVA
Presidente da Comissà(\ Pr'.lcessante
" ...

Estado do Rio de Janeiro


Câmara Municipal de TeresõPQJ!s

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~~~ ~ ).
EDIT A L .'l> ~ ir
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Fl.Stf: .'J
t) o'
o
VEREADOR ANDERSON DA CONCEIÇÃO #,
. SILVA, President~.p.JI,Ç9missão Processante, onde apura responsabilidades do PrefciK.
do Município de Teresópolis Dr. Jorge Mario Sedlacgk, usando das atribuiçôe' lega;';
que lhe são conferidas, toma público o Edital abaixo:

- . >-l;;r- ,.-., . . '.1,.

EDITAL DE NOTIFICAÇÃO
", "', ,"'
Em cumprimento do Decreto Lei nO ZO 1/67, O Presidente da Comissão Pr(lel''''~lI k.
tentou durante 5 (cinco) dias, NOTIFICAR o PrereitoDr. Jorge Mario Sedbsel(. c·
o mesmo não obteve sucesso.

Considerando certidão lavrada no mandato dc notificação, subscrita ,por dua;;


testemunhas, que não foi possível notificar o Prefeito, Dr. Jorge Mario Sed hH·á. ,.
I
Fica NOTIFICADO o Prefeito DR .JORGE MARIO SEDLACEK, ,.
comunica que a cópia da denúncia e documentos que Instrulram para Ilb"rtllra ,h
Comissão processante (processo nO 195/2011-A), estão a disposição de VOSSI,
Excelência, na Câmara' Municipal de Teresópolis, sediada na Av. Feliciano ju(h',
nO 645, Teresópolis-Rj, das \3:00 às 18:00 horas. /

o Prefeito DL Jorge Mario Sedlucek, querendo, apresente no prazo de 10 (dei) di.l·


DEfESA PRÉVIA, por escrito, indique as provas que' pretende produzir l' .,n·(."
testemunhas, até o máximo de dez. perante a Comissão Processante'que irá fUHe;' ·"ar 1 .
prédio da Câmara Municipal de Teresópolis. de Illlma ininterrupta pelo pra/" k : \ . l l '
de até 90 dias, à contar da presente lIotificação,

o presente EDITAL DE NOTIFtCAÇÃO deverá ser publicado por duas \'.?'l". c",,·
intervalo de pelo menos três (3) dias. em jornal de ampla circ\llação no Município d~
Teresópolis e afixado na Câmara Municipal.

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·RS ~N('f" ,'AOSILVA


Presiden c da Comissão j1ltlceS$ante

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RECEBIDO
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a
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Estado dqJ;U9,ge Janeko
Câmara Municipal de Teresópolis
-., o.
,

EDITAL

o VEREADOR ANI>ERSON DA CONCEIÇÃO


SILVA, Presidente da Comissão Processante, onde apura responsabilidades do I'rdc,h'
d9 Município de Teres6polis Dr. Jorge Mario Sedlacek, usando d{lS atribuiçõe, iegais
que lhe são conferidas, toma público o Edital abaixo:
=l.;

EDITAL DE NOTIFICAÇÃO

Em cumprimento do Decreto Lei nO 201/67,0 Presidente da Comissão ProceSs~lIte,


tentou durante 5 (cinco) dias, NOTIFICAR o Prefeito DI'. Jorge Mario Scd",sell. l'
':0 mesmo não obtevesôéesso. •• '

Considerando certidão lavrada no mandato d(' notificação, subscrita po" i111~'


testemunhas, que não foi possível notificar o Prefeito, Oro Jorge Mario Se"".. , (,.

Fica NOTIFICADO .• '." . : ~


o Prefeito OR JORGE 'I"' ,
MARIO SEDLACÚ.K,. l'
comunica que a cópia da denúncia e documentos que instruíram para abertll ra j" I~
Comissão processante (processo nO 1951201 l-A), estão a disposição de Voss>'
Excelência, na Câmara Municipal de Teres6polis, sediada na Av, Feliciallo ;""li 'l'
nO 645, Teres6polis-Rj, das 13:00 às 18:00 horas.

O Prefeito Dr. Jorge Mario Sedlncek, querendo, apresente no prazo de 10 Id~i) di 'I"
DEFESA PRÉVIA, por escrito. indique as prov~s que' pretende produzi,. t' ,1';',,1·
testemunhas, até o máximo de dez, perante a Comissão Processante que irá fllllê,."al 1
prédio da Câmara Municipal de TercsÓpolis. 'de lürma 'ininterrupta pelo praz" ",,";11.
de até 90 dias, à contar da presente notificação,

O presente EDITAL ElE NOTIFICAÇÃO deverá ser publicado por duas \ez..:';. ,,,,,
intervalo de pelo menos três (3) dias. em jornal de mpla circulação no MUlliuf·i" c,,'
Teresópolis e afixado na Câmara Municipal.

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""'·:"':?fr,r"'m'X"~''tt'r,m.~.'1{t·:;li~;H4'"::' ,..~') Ú'<;,· . '.'," "',r" ... '. "

~J~-+11D'A=O"2011 og~ -~-_._-----._.-_._---_ ..._-_.-,

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I ' .",., ,"
I CÂMAAAMuNIClPAL:.DE TERESÓPOUS
,.:tt?~t~l,,·?:tTrt r~~'~'r" Im] ti. « . ~.~-
mesmo MO·Qb1evc. s u c e s s o : . >
'- ;, -------.-~----:-:-:-:-:-:-;.-.-,.~.:":y;.- ...~---
, ': ....,.. ,:;:.:.
, .' '.
DEFESA PRtVIA. POI' escrito., if1díqÍJeas prOW:l.u. que prete1
--~-...-
'S':O:J TA .t,t': " . ' . , .'. . " CQnslder:~ln'~o certkUio lavrada no ,manamo da' notifica.ção•. stlb.tcrlta:p,Q,r.;d:\1as test.emunhas. att'! o má.xIr.'K) d~ deZ. poran16 a ComisMO
O ~V~A;E:AOOR ·ANOE.RSON DA CONCêfÇAo SILVA.. Pr&!'llderiteda Camisdo testomunhas. que nãl:;l·'foi pcss1vel. notltlear." Prefeito. Dr.JÁ':irge:.Ma-rlo sedt~8k; .. ' funcionar noptódio d~.'C€L~a~ Murnçipel de Teresopoíis. det<

I ~S$l!tn,t&.:'.oo-4e:.8P.U!a.responsab1Ijdad"s-do P.to1eitodO Murncfplo-d&.T~r~


Dr:':Jcc96 Mario- SedlacfJk, usando das atribuições legais qUe! me sao coJ')for'fdas.
tom~ pobtfco·o Edllalàbmxo;
,·Rça NOT~FfCA00 o F7-ateito OR :'JORGE';~AR~SEOL:AC,EKi' .-e"c:omunIÔá"-cf6,'G.: a
cóPia tfu:-de~úllcia c doOJmenlo.sque1Msln..tfr~pl.lr3 ,)bertJ.,Jra da.Comlssão proc!estô~('I,ta
(Proc;:es,sc n" 19.5J2011~A),.estão.a d~j'r.:i0,g\l VO$$l! .ExCéJól"l.~'&J:"qfTh1r:~Mitl'1'tcJpal
prazo mil;.:imo do afê 9.0 dl~"'à contar da ol'(IsorrhJ notl1ica~
O presente ,Et)(TAL DE NOTIFICAÇÃO dever.~ ser publIcado
lI"l!or....aJo dG polo mf)n~s'1.r&$:(3},dj.M.,.~mjotn1ll1,d~am·p!.<l Órc.ul
de·.TéYé&ópOJis, '3adiada na'Av: FGliciano'S~rtt n"'645. T(trttsópolfs-R-j: da;~:a:o:O:~& Toto!.Ópollfl e f.lIlX,ado ti,.) Câ~rl!l MunieiP<l!.

Ii
>. E;orrA-l.DE:-NOf:IF10AoÇ÷O .
4
Enteumpriment,o'ljoOf"l'Cn:lIQ lfJi n ·2Q1167. 'o:Pre-siderite daJ=iomiu4o ProCO$$8r,lte:. 18:OQ·boras. . . .;; . :, " '. ...,,' :'."':., 'TerosópoJi:;, 10 d~,ag(JS10·:d~"20.i1
1emQu,dur,arite S,('Olrii:O'.c:ffae. NOTrF1CAA. O Prefeito D'r. JO(.g8 Mgrlo.Sedla$Elk:.~'o O·PrefMo·Dr. JOl"ge Mer.o Sed1acc!c:. Que!1l'ó-t1o . .;lore~Mte "0 pra<zo·:de:.10 (Ôf.lz) 'dl]:ls. ANDE'RSON DA,CON.Cl:rrv:A:o SllVA~ Pr"i':!J\d~n1t;J ri::; ComiS$,
'. . . '" ..' ._ . _ __.__._ _
$H"NA

êf.ÜJAIS DECASAMmO
CA~~ÓRro DO RCPN DO 3° DIS"fRITO DA
COMARCA DE TERESÓPOLISIRJ, _HELON AR- .
·1

RAISAMARAL MORAES, TABELIAO OFICIAL,


"1 FAZ SABER QIJE PRETENDEM CASAR-SE:
MAICON BRANCO DE FARIA E LUANA.
\ CORTÁ:ZIü DE SOUZA - Ele, oolteÍro, superviSor de·
I produção; rosidentc.c domiciliado na Estrada Teresópolis
I
Fri:burgo;'slno. km 15, Venda Nova, neste distrito, CPF nO
120.97.2.357-35.;.E.la,solte'lra, gerente.,residenteedomiciliad.a
( na RuaVendaNova, sinO, Venda No.va, néstedistrilD,CPFoo
!18. _125,~27-44.Processo nO 4839"":Tombo2665;
I GETULIODOSS~~TOSMOURAEGERUZADE
QUEIROZ NOGUEIRA - Ele, soltciro, trabalhador rural,
residente e domiciliado naEstradadoCalado, s/no, Viejra,neste
distrito. CPF nO 023.145.737-57; Ela, solteira, traballiadora
rural, rcsidentee domiciJiadanaEstrada doÇalado, s/no, Vieira,
neste dístritO,.CPF n° 148.859.197-03. Processo nO 4840- -:;. ~',: ,.\\t. .,;:.
TomOO2668,
QUEMSQüBERl)EALGUM lMPEDIMENTO,ACU-

i,;~~~
<oJo-ONA FOR]\'lA DA LEI NO ENDEREço pESTA .... "",:.~-,..-.

F~~:J&~~~t~~:u~~S~~r :rnRESOPOLIS ". -~-

01
~ ~.,
. Teresôpolis, 10 de agosto de 2011. ~_ .. ~~ 1/'
,TAMARADA SILVEIRA MlYADA -.L. \
SllbstitlltadoTabelião - Mal. 94/13268
.j __ .~ .. _.,... _~. __ ,>J._.,•• .,v.'.v. ""'.'11 I"..... g~r::\j
____ . "'_'_~." _;' _ . . . . . .~. ,,~'V'

i AMANDAAMüRlM DOS SANTOS (Carteira prJ;:


. SiOMj nO 81070 - Série 135 ! RI), solicitamos o seu co~ . ·FI··,···
. ..•. I.IIR:·
'" ·:1··· . .~ ti··., M'
'·.'1· ::U''·0"'..~'
'.' ...., 1·1':100'·0'4; 11,'

~L . •. \i \~ ...•..~ ...•. '. ...,~.p. .', ",.,..


]I cimento ao seu kx:a.í de trabalho (Rua Amapá, 33 '.- Araras- ;e:' ' ,
~i!~ . . • • •, . ,• •
. 1·~;:~~f?Jj~n~o~7~~~~~j~â~r:d~·~~~~~:~:;·
de m.balho na função de doméstica eJustificar sua ausênci",
· • . . . . . . • . •:

Ii tendo ~m vistaas sua_ fàltas ao trabalhodesde J2/07120 11, sob


pcml descrreconhecido oahandonD de emprego (art. 482, i.da
• Cabral, Pezão e o ministro Alexandre Padilhaparticiparam da abertura do evento
o governador sérgio Cabral;'<lcompa. dísponibilízavaR$5 milhõesparaemprésti. verba, para obras em diversl
! CLT). ·nhado do vice·governador e sectetário de mos e agora oferece até R$ 2 bilhões. ressaltou V lccnte Guedes.
t .-'-._......-,<- .
l' Obras, LU.ízFernando Pe7.âo. e db prefeito' . Também vamosfll1lU1ciar a construção dc Até esta quinta·feira o eve
dó Rio, Ediiardo Paes, participoÍJ hoje da . creches e.escolas. Aprovaremos ainda {\ dUllsmilpessoas,entreautorids
I abertura do 2° Congresso Fluminense de deerctoem re!açãoaorecoihim~n(odo ISS esferas de poder: acadêmico~
j :PROtfÊSTO:' ··"'nTULOS
'I >/: .·:)~:-:,~~~.,:,i;,.~.L~~~~~~'~_" ~~u
Municípios,noPíerMauâ.Prornovidopela.. (llT)posto sonre Serviçosôe Qua!qU(T Na- Ul:,~tcs de ~tltarqUlas e empresa
/1 Assoc~EStadu~de MunicijJipsdoRio turet:al no nll>l)ieipioondc foi feito obras - tras :omtttlõ,~relevantesp~
. d~ l~~I~(Mtner]), em parcetla q;n}oafj~Qu9ID'Y~i;lpr; .. . ..' '>" .... ...• tl;açocs .mJ!r;lClpal~ e eSt:l\,dcs (
......_"_

j .govemo~ál, a!'!:el~ 11iJl'a"<f()"Rioc a '.. 'S~guridt)(rpref:e!tc>deVa!el),ç:a.e. prc". .OC:SjU'\'Jço$esohJy()esparaame


· Assémbleia Legislativa (Aled)~ o evento sidente da Acmerj, Vicente Gllcde.s. i> das prcJeiruras c cámaras muni
Tll.A.VfiSSARANULFO Ff,O, 3.''tSAl.~!2:
TERESÓPO~
i
I ajudará no d~nvolv]men.to socjoeco- cventoservtrá·para fnostra'raosmunicfpi~ n":'progralm-:ção do (;ongr~s~o.

I FUNCIONAMENTO: 09:00 A.'; 18:00


nõmicodosmunicípiosf1uminenscs.atcn.
dendo suas necessidades c prioridades.
. Na inauguração do evento. o goveITla-
os as ações que O Governo do Estado
realizapal"a o crescimento du Rio de
importância e fortalecimento (
Janeiq).~ara
GueiJes, as cidades preei- municipaJisjJl$ para o desenvo)
grcssofltll11menscdeMuOlclpl

S eJi:t:i . t ea lei' saro esiarante~~ e apro,:eitar o bom adminisrraçãopubJica..


doraprovou-1rêsreivindicaçõesda::AemeIj: ,
9,*:~l;T~1~fiX:~OS n~t~ •. ~:s:~~~m ~:::Stâdos' op~lm;tent?ématé60mesesdemlllta.smoment?eCOnOp~lco que.v~ve () estad? - Quero destacar a 1I11r-()~
: .'. .. <.

; . ·.·iJ~;iati#~PA<fJ~"ffl:i19sdirespiJ~~abilidade e debltOsJl;f~nores acerca de ~1'l'Ollmll ~ quepossame~ maIs Integrada;. aen~ntro. Nossos pr~bkmassa
i~e'~_;il() SacadolDevedqr • Data Emissão " Título! dos mUntClpl?S na Pfocu~dona~llrál do s?cled;ad.e, D~~I1~.econ?resso,~erao n:c1dos,e.assJn1 pocemos cnc(
"I'Ddi:ii~ .~ No.:rriltQ~Olj)'(· . '.' . .~do no Rio ~Janelro í'PGWi~;~dl~t.T~l!I'.'EroJlttl:1li;~l~~:CC:S ery ~~ .çoes para1Jnpass~-s em ta,d~s as
"';;"";"~"""""" ','! jarltação:dQ p~aRlO M~tQ CQmo~~Ção,s~d"" :as5lstencla soe.,· encontro aumenta aposslblhela
.:t. .'. . '.' ..,-- _ ]
··lia~~~~~l~~~~i~~~V~~J.t~gc-.·. ~:~tl~=od.~;:. ···:Ji~;:_~n~iuinistraçãÔPÚbllca =~~8::~~t~I~~fr;~~~~
ú3Q~4~;:9:$7.,60 >Portador: PAULQRQBERTO PRATES. . sos junto à Agêilciade FomentQi}W Rio '\farn9s:fa\~~d~visão do~ royafties te:n essa oportunidade· disse o
19~:!)â6';;Y:1l!or.:Z2,034,47+Çustos,: 118,9(,);=22.153,37 .,..
(Investe Ria); a.Cria,ção de d~ que dopre,sal;Síl>tem~j§:mC()deSaude(S!JS), RIO de Janeiro, Ed~ardo Pac
;i~S~QlJEZEI'I'UNE~.22106/20U ~ proponha que 00 pagamento de ol>ras rea· Progl"amaRenda'Melhor, tecnologIa da dlscurso de boas·vmdas aos
I,"[aFó1'~'~No.:02pl0J0,l' Vi;~ç;;27/07I1r::Ol;132.132{ . ~nos~iCíPll!l$,Seexijaacelfulãode info~açàQeproj~s de gestão que de-t1uminen~e~.
0fl'9:11!;l~~.R'Clrtador. BANCO ~E$COSA'l9921O -. ·qmtação-dOstributosfederats. Sé(lvo!veID0S com',ogoverno estadual, .Os mml&"tTos da Pesc,.." e A
Val~H1~W5+Cus:os.:, 100,83 ~:~9:!),08 . . '.' . ·.CQI11Qpemü opresidente da AçmeIj, c;OrnOOHe<:Ilcia~~ll~Qall)bientaJ ,:,a qua· L.uJzS.érgio,e de Saúde, Alexanc
. '~:ALYES PEREl:RA;\lnBEIRO-Z7/0 l/201]· V~G:uê4~",provamoso au~todo hf.jcação:pIlra.I.i~~rar a gestao dos o pres.denteda Assemblel3 Lcg
T~~J;-l;~O:iPY'001730-Vep;ç,?Z7.iOl:1]1~701.168;066 •. '..~Jami:nli>dedébitos das ciqàdes namunicíplQ~'Clnre.~l:>aosgaslos com a Estado do Rio de Janeiro (Ali
.n~.:J>~or;SERGfO W1Z.:~"N'ASçIME!,nO DE. . PGE,cornoaconll:cecomasempt(;SaSemeduQçãO;A's,cid~precÍsam executar Melo, prefei~ e secretário d.
·ti..
~D'JQt1Q2;3 -\\alor;:3P2;6íl.\oBP!JS1:Os;9~,6~"F399,,28..........• ~~Çãoao INSS. ~;çriação do Pr9grat11a;pólítjcas\Oêals,N~se sentido; o Estado cidades flUminenses e:-outras a
. ' ·..;:;;:;~~:p'J9~~1t~~~~~~~~ "'O@/fj5l:~ff)'Mllnicípíp~paI'Mji;iílDcial?en~o. 1'tl#l1as,aj~da:dl$~~m,op,rograma .So- partic;ipanunda a~ado 2° (
··.. :~if'ml~':~'"·l%!;o,~~J·.~M~;26105fH.
'I ,i55:~moO'1-90 - Porfuaor:BANCOBRADESCO SA-
. jetos.por·meloda TnvesreRlo, qoo'antcs'mando Forças,atraves do repasse de FlummcnsedcMunlclploS,
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19S525-Valor.:519.32+Custos.: 114,73'~634,05 p'" • . eM' .. I . <1' J d h . I
I !lltimo-os a.pagarcm ou darem as razões por que não o ·.roJet-o eRa . USlC31sera uras· oc eque espeaa :
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Teresopohs, 10 dedia útil seguinte
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I, !'AELO·l <J<:2023 . Valor.: 302,60 +Custos.: 96,68 ,= 399,28 rda(;ào ao INSS, a criaçào d<' programa "t' ':0 IOdll
•t)OlllC":IS '''', "d',.), {.','~L':II.,J(
" '.. . , N"c;SS.,,:. . Sl::HL rL'1 ti' '~;Idildcs 11urn!net1SCs CCjutr~
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Rio M111licipios pa@financiamentodepro-
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!ntimo·\.,s J p.::.tg.~lrc;n (lU d.o.r~m :JS mzões por que não o Projeto Cena Musical será Juros do cheque especi(
íúzcm, atéü primeiro d'i:J. útil seguinte a esta publiC<lçào.
Tcrcsópoli:-:. I(} ,k agosto de 20 ] 1
Tnbe1í.50 de r'ro1.Csto
lançado nesta sexta-feira os mais altos desde 260
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Ç!' ,;~ ~~ mcnto dt~ '(\~na \'1usica'!' \lunicinai (I\vçnida i~cliciano
ça~; (A,nch",,;'j, r'(:\q\~"~íl :'·::'..:11() :) ;;Tt,rm
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C~I)"" r",;..ic;;:. dd f;.n4ftlr. pda Cll tid.:Kk '.TlC:~·: r'~:t qUl: ".:, L.j..\'~ ~;;,:' in ',::~ ('Jn
"I'''rt~"iQ..... h:...ml.. O projeü> 0desenvolvido pelo "Es[l1mos buscando ações m~di,1 desse 1ipi> ,ic npc)';"l,,;,;·,io l1'i·~::; ~A~12. Ui r\1.c. ,,\
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peridesitamal@)Jol.com.br n ""oi,
",,~", ':",'P;'f",'t"I""
..• l_lI.,. ·"tr"'·/"·
• V·_' '''' .... ,u. .... ,) ~~v cidade. E. corn b~lse nc~;t(:, '::00.:" ~~, ~~ ';:'>í; :i ': :. ; n C~; \1 ~ l! '''~ )';'~{I ',k'·';:l.ll'lk,(.k
DIREÇÃO: d:J SeC1":.:'tar1:.l de CI~ltur:;L objetivo, surgiu o Ccr1et ;1,1[[, ;.h) ;lDi)~'. j)i~ ;-;,'1;':- . d~\ :dJ) ~;p: i~':,
PÊR1Cl..ES ITAMAR O pr0.1G10 é voltado ex,· sicaI. que ccna-tncnt:~~ \"aí mo,· t~tX.l !Tl~n:,:.lÍ di" d~ ,.'(1 i.!,,~ ""\>'''.''.. ~;ll '1':" .;; lU (on!p;
SOLUçA0 INTELIGENTE PARA o.SEU FU1'URO c.]USi\':;imcnt,ç par;; e01Ttposi· vimentaro setor da tnúSlc;.l. no ;':\.H\KTíli,'J1.i í ,1\ j~' (l'H:'!," < !1.:'11 \<~
~orcs de TcresópoJis e visa lnanicipio, revelando talentos rkacr:rJ: ;~:.'J'}"!:;:\ !\n(;j;'~c.':~ ':]l~l :'·~,.:guml,,~
.. '

SUPLETIVO:
,

inccnú ','~,~:::~ produç;lo auto- ,; dando vj,ibi 1.;1.130" 'lix" nos, ~,q).UlU t<:1:'-.!.\.,;!l,_'j:,1 \'.\1 . . ~i· .l:j :.: f< ',;::m .~::; : il~;'(
COM TURMAS
ral, dando palcl) (; possihil1" ~;,os artistas. VUlC;l pena cnn- lr:CHk\nil.'~iUnl~ii,,\ IsUn(() ',;"J\ (:I)\r~11v('lH
. TAMBÉM AOS SÁBADOS
ENSINO FUNDAMENTAL tando que C::,SCS c\)lnpc.lsito- fcrir~', convida osccrctúíio de d.:: c, ,nSlll', I :..Ji "In>, \.1, I;Pí ~ de l'!:'i- \':1,.,''/( i :lbro p;:rr:~:

ENSiNO MÊDIO Atã·'~f1,1.?ÚIIIISsES' rcs aprcSCl1tcrrl seu trabalho CulrÚG. Rl)iJaluo Fiaiho. :"'rl.~\d',;~ i.~~->, ;,q:>lt:LJ qU!.:
:.', la\',;.1 ;JC.:Ul\\S nk:Ul::\ I,.t;l~, \.;p~ra­
1,';1IJk:O(;,ll11
pc:::'·"'~.in_ n B~\J
ao público. A ideia é que $e· Após os dois shows de
Ç{)CS de CrCdll(l r';Jr~;l pes~i.m:, t1"ICnhlU {'.cn
OUTROS CURSOS: jam re31izadosdoisshows pLlr agosto, () 'CcnuMusical' já
fisiGl~ nC\~U pí<·r.lkalnr.::'ltet·:~tá­ P:"·f<.:cnlua! a ta
mês, scmprenoTcatro Muni- rem data marcada para os vel. (~01n alt;J de ap't.'n;,l:-; 0.04 ros da CL~onOI"
• OESENHO:IMNGÁ EHQ • INFORMÁTICA cipal. Os tiois primeirO$ aCLln- dois próximos meses: dias 9c }1ünto pcn.:~rn1.lal dl.~.funh(i p;.lm l\}::) i:"':J p;J.r~:J I
tecem nesta scxta~ dia 12 de 10 de scten1bro c di~s 7 c g julhu (6.W~"~:lP(·Hi.1 h,8..V~·'(,'1(1 nH~~ j, !'<n /ni:::-;mo
• SHIATSU • DANÇA DE SAlÃo agosto~ com o cant.ore com- de outubro. O proJeto Cena D~lS ~;cb lin'h:Js (k . .:r,:dilo ao :r;édj3dl;~juros
(AULAS PRÁTICAS) • PREPARATÓRIO positor Femando Mello, c no Musical tem apoio ;\inda do C,in S1J111 idor i)C'S(1U iS~Kbs, (' Inco ~\ pt.":ó()(L-;l l:i!(:';,l..

• pÁnNA ETEXTURA PORTUGUÊS EMATEMÁTICA diuscS'uinlc, sábado, dia 13 . Sindicato dL1S l\1 ú:.~ij;:os do ti"".:mm;:dl.:.lr;(l\ ' j:«;:t,:di:\y"jo. :'"i j~J,.:rc(.:ntu;:t'l,,;

con1 '.. ü grupo ~~Janga Estado do Rio {lc3anciro c d.~~ Cl'çdü(, "!?l .~ i ..:1 r ;!:;~'\ ~\

Brothcrs. Os ingr~s$os para :\ssociaçàü C011:tt~rçjal. In- (·lX·,ii..'r~,:,:. j:l.'!< :";::'.,.':<'" ~:<:::!: , P;'I! :.1;
CONSUlTE.NOS SOBRE OUTROSCURSOS EHORÁRIOS '~adasbow c.ustmn RSl 0,00 dUStrial' ç Agricola de elnpn~stü1·!C. P(:''':·;lji.~; 1,::'1 1iXln,",\)~;, di.: ,~ .. S~ p(',;\I~;,:;
crnpréSltmO pC'~):~n;l.! I,'rn I!i"ian- ~6."·\Sl~/~paf'8
.~._-------

(inteira) e RS 5,00 (meia cn' TeresópoJi' 'AClAn, 6,


lli
,;,1.
'&'
Viveiros de Castro - Advogados

Exmo.Sr.
Vereador Anderson da Conceição Silva
M.D. Presidente da Comissão Processante
Câmara Municipal de Teresópolis

JORGE MARIO SEDLACEK, Prefeito Municipal, vem, através de seus


advogados e em atendimento ao Edital de Notificação publicado no jornal O
c:
-.~ -,
Diário de Teresópolis na data de hoje, requerer a juntada do instrumento de
procuração em anexo, solicitando que todas as comunicações referentes ao
trabalho da Comissão Processante criada pelo Decreto Legislativo n°
00112001 sejam feitas nas pessoas dos advogados, que a receberão por meio
do fax ou endereço eletrônico indicados abaixo.

Requer, ainda, cópia da íntegra de todo o processado, para que possa


preparar sua defesa.

() Pede deferimento.
. .

Viveiros de Costro - Advogados

PROCURAÇÃO

JORGE MARIO SEDLACEK, brasileiro, casado, médico, no momento li


em exercício do cargo de prefeito municipal do Município de Teresópolis,
portador da carteira de identidade nO 81.365.238-5, expedida pelo
I
I
I
DETRAN-RJ, inscrito no CPF sob o nO 445.480.017-0, residente e t
domiciliado na Rua Juruena, 123/501, Teresópolis, RJ, nomeia e constitui
seus bastantes procuradores LUIZ PAULO DE BARROS CORREIA
VIVEmOS DE CASTRO, brasileiro, divorciado, advogado, inscrito na
OABIRJ sob o n° 73.146, e GLÓRIA REGINA FÉLIX DUTRA,
brasileira, solteira, advogada, inscrita na OABIRJ sob o nO 81.959, com
escritório nesta cidade na Av. Beira Mar, nO 200/6° andar, para o fIm de,
em conjunto ou separadamente, representá-la em juízo ou fora dele, em
qualquer instância ou tribunal, em qualquer ação ou processo em que for
autora, ré, opoente, assistente ou, de qualquer forma, participante· de
procedimentos, quaisquer que sejam, podendo requerer as medidas
necessárias, preparatórias, preventivas ou incidentes, variar de ações e
intentar outras, agravar, recorrer, usando dos poderes conferidos pela
cláusula adjudicia, mais os de acordar, desistir, transigir, recebei" quantias,
dar e aceitar quitação,
.
fIrmar compromissos, acompanhando o ·feito .
em
todas as suas fases processuais, inclusive adotar as medidas necessárias ao
cancelamento e baixa de ações nos cartórios e serviço~ de distribuição,
enfim, requerer o que for preciso para o fIel desempenho das obrigações
decorrentes deste mandato. .

(: . ~ Rio de Janeiro, 03 de maio de 2011.


llo
Viveiros de Castro - Advogados

SUBSTABELECllJENTO

Substabeleço, com reserva, na pessoa do ilustre advogado Miguel Jorge


zandonadi, inscrito na OABIRJ sob o nO 106.486, os poderes que me foram
conferidos por Jorge Mario Sedlaceck.

Rio de Janeiro; 11 de agosto de 2011.


I
I
I
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~ ...

t! ~. • I
l.L .1.

Estado do Rio de Janeiro


Câmara Municipal de Ter'esópolis

COMISSAO
-
PPROCESSANTE COM A
FINALIDADE DE APRECIAR DENÚNCIÀ COM
PEDIDO DE AFASTAMENTO DO PREFEITO
JORGE MARIO SEDLACEK.
RELATÓRIO
Teresópolis, agosto de 2011

INTRODUÇÃO.

(. o Sr, JosÉ MARCOS LACK, apresentou a esta Câmara denuncia contra o


Prefeilo Dr. Jorge Mario Sedlacek, onde foi protocolado sob o processo n°
195/2011 - A de 02/0S/2011.
Nas razões apresentadas foi embasado do DECRETO LEI FEDERAL N°
201/67(Dispõe sobrl? a responsabilidade dos Prefeitos e Vereadores, e dá
outras providências).

DO ATO DE CRIAÇÃO DA COMISSÃO.


Em 02 de agosto de 2011, o vereador Carlos Cesar Gomes deu entrada
junto à Mesa Diretora ao Requerimento n° 053 - A 12011, para abrir uma
Comissão Processalite para investigação das denuncias, sendo aprovado por
unanimidade de vereadores. .
Logo em seguida foi feita Portaria n° 109/2011, publicado em jornal oficial do
Município do dia 06 de agosto de 2011, com prazo regimental de até 90
(noventa) dias para a conclusão dos trabalhos

DA COMPOSiÇÃO DA COMISSÃO.
Conforme preceitua o Decreto Lei Federal 201/67. a comissão foi sorteada em
plenário, e ficou composta com vereadores abaixo:
ANDERSON DA CONCEiÇÃO SILVA - Presidente
DR HABIB SOMESON TAUK - Relator
CLEYTON SILVA VALENTIM - Membro !'

O Vereador Cleyton Silva Valentim, pediu seu afastamento, tendo em vista que
assumiu a presidência da Câmara Municipal de Teresópolis, em virtude do
presidente desta Casa Sr. AleI de Oliveira Rosa ter assumido a prefeitura

Feito sorteio em reunião plenária 16 de agosto, ficou o nome do vereador


CLAUDIO DE SOUZA MELLO com membro .
',"

Estado do Rio de Janeiro


Câmara Municipal de Teresópolís

A COMISSÃO PROCESSANTE FICOU ASSIM:

ANDERSON DA CONCEiÇÃO SILVA - Presidente


DR. HABIB SOMESON TAUK - Relator
CLAUDIO DE SOUZA MELLO - Membro

DOCUMENTAÇÃO DE AFASTAMENTO DO PREFEITO.


Projeto de DeCrefo Legislativo n° 001/2011, onde se transformou em Decreto
Legislativo n° 001/2001.

DOCUMENTAÇÃO EXPEDIDA.
.
- Edital para discussão e votação do projeto de .decreto legislativo sobre
afastamento do prefeito.
- Decreto Legislativo aprovado em plenário n° 001/2011
- Ata das reuniões 02 de agosto de 2011, ordinária e extraordinária
- Ofício da comissão processante n° 001/2011 - Notificação do Prefeito !
~
- Certificado de recebimento da notificação. I
I.
- Edital de notificação do Prefeito Jorge Mario SedJacek - publicado no jornal o
diário de Teresópolis dia 11 de agosto de 2011.

DOCUMENTAÇÃO RECE61DA PEl-A COMISSÃO.


Procuração do advogado do Prefeito Jorge Mario Sedlacek, Dr. Lujz Paulo
Viveiros de Castro em atendimento a notificação publicada no jornal o Diário
de Teresópolis.

ÀNDERSON DA CONCEiÇÃO SILVA


Presidente da Comissão Processante
Estfldo du l~io (k ,hwciro
CftlllHra M lInicip,ll de Tcrt.'~úpolis
FXj)edienft.'

PORTARIA N° 170/2011

o Vereador CLEYTON SILVA VALENTIM, .,


.~

J
Presidente da Câmara Municipai de T~resópolis, no uso das 5
prerrogativas legais que lhe são conferioas pela Legislação em
vigor, resolve baixar a seguinte:

PORTARIA

Conforme sorteio em ~Ienário, Substituir o


Vereador Cleyton Silva Valentim pelo <> Vereador Claudio de
Souza Mello na Portaria 109/201 L l-
,.
I

i
I
I:;
CÂMARA
-.
tJ1 UNICIPAL DE TERESÓPOLIS
" Em 20 de agosto de 20.11
".c ••

.;.:..'C~~

~;::s~~
. eLE TON SILVA VALENTIM
Presidente
......

. ...
~. ~'
'~-
.r
~ :~. .
", _" .~~,_.~' . :"., ;~;;)~.l~~?~:~,.\. _ ,'. '.
:' ; :~~JP.§:taQQ ·&q:)~RiJl:'deJaneiro.···-
CÂMA·IA.: ·:Mu.·NleJ·p~L .DE ·TER]~~~S::OPOLIS·:.:
_ ~ •.. ' " . :"";~.J:" -..... '. -,:~ :~:.. -.';-~-' ~ .•' . - .:.. - . .,.~, ' . " ' ~' .. ':" , -

00214/2011 22 08 2011
I ~_.~~:j;.~:,~:, _'. ;
REQUERENTE: .
• •- '.'" :.~ ~ 0:'-. - -,. ____ JORGE MARIO SEDLACEK

..-
ASSUN-TO;'
. ',-.-.- APRESENTA DEFESA PREVIA
\~ .

.~ . CPm\~740
~~~:fJ~

i-

'---+~~------+"~~--~-;-7b--+~.,----~~---;------t--~~~-------+---~----
Viveiros de Castro - Advogados

EXCELENTÍSSIMO VEREADOR PRESIDENTE DA


PROCESSANTE
VEREADOR MAJOR ANDERSON

, .
o~.Mdtau<-

l.
j1i~f~"
JORGE MÁRIO SEDLACE~ já qualificado nos autos Q9
presente procedimento, vem, perante vossa Excelência, por seus advogados,
com arrimo no artigo 5°, 111 do Decreto Lei 201/67, apresentar
'( '.....

DEFESA PRÉVIA
aos tennos da denúncia apresentada por JOSE MARCOS LACK para tanto,
passando o Defendente a aduzir questões de fato e direito, lastreado no principio
constitucional da AMPLA DEFESA, bem como o inafastável princípio do
DEVIDO PROCESSO LEGAL, insculpido no artigo 5° do Dec Lei 201/67,
assim como no artigo 5°, LV, da Constituição Federal.

1- BREVE RESUMO DAS ACUSAÇÕES.

C:.
A denúncia apresentada por JOSÉ MARCOS LACK aponta para o cometimento
de supostas irregularidades cometidas pelo defendente, e que, em sua míope
visão, seriam bastantes para afastar-lhe preventivamente do cargo, e, após o
regular processamento por Comissão da Câmara de Vereadores, cassar-lhe o
mandato. .

Requer, ao fmal, seja instaurada na forma do Decreto-Lei 201/67, uma comissão


processante para apurar aresponsabil idade do prefeito municipal de Teresópolis
pelos seguintes fatos:

.,. o não atendimento da convocação feita pela Comissão


Parlamentar de Inquérito para que ele prestasse
esclarecimentos;
. ~
Viveiros de Castro - Advogados ~~:
...2'\.t,,~·pq' .'
I_\~"" "l;é,
"
....
i'i)'..
..... "p..J
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..
.z
~.
l'
"
,~. ".(;.~

""fi'!
(cl

O
... o não atendimento do pedido de fomecimento de
documentos encaminhado pela CP] e não respondida pelo \.3f.
MUNICÍPIO,' (grifo nosso)

... a falsificação de diário oficial NOTICIADA na CPl,


AFIRMADA pelo vereador Ademir Enfermeiro quando da
inquirição de Procuradora Geral do MUNiclpio, e não
desmentida por esta; (grifo nosso)

... a contratação e pagamento irregular do senhor André


José KoslºW~ki;
l
... e as denúncias de pagamento de propina feitas por
empresários, as irregularidades apontadas pelo Teu, e as
suspeims de fraudes indicadas pejo GCU no relatório que
apura a aplicação de verbas federais na reconstrução do
município após a tragédia de 12 de janeiro de 201 J. (grifo
nosso)

Estribada exclusivamente nestes fatos, a.denúncia postula a cassação do prefeito


por entender haver sido cometidas as infrações politico-administrativas previstas
nos incisos m, VII, VIII e X do art. 4°, do Decreto-Lei n°. 20l/67. Todavia,
conforme se passará a demonstrar, a denúncia não encontra qualquer respaldo
jurídico, merecendo, assim, ser arquivada.
I"
t,)··

l .. 11- DA OBRIGATORIEDADE DE INTIMAÇÃO DO DENUNCIADO OU


DE SEU PROCURADOR

É de se observar a obrigatoriedade de se dar ciê~cia ao denunciado, assim como


".

de S'eu procurador, de todos os atos do processo, para que se possa participar"


em contraditóriode todo o procedimento até o seu finàl. . ..

Ressalte-se que há previsão desta determinação no artigo 5°, IV do Decreto Lei


201/67:

"A rI. 5°...

IV ~ o denunciado deverá ser intimado de todos os atos do


processo, pessoalmenteJ ou na pessoa de seu procurador,
com a antecedência, pelo menos, de vinte e quatro horas,
. ' ..."

Jliveiros de Castro - Advogados 3 c c •

:'~r0>·~·-·-i" ......' lj"~ ~ .


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. ;:::- "
g olS9fJ;
sendo-lhe permitido assistir às dilígências e audiência~} bem ~'i f
c

como formular perguntas e reperguntas às testemunhas e et>.

requerer Q que for de interesse da defesa; ,.

Portanto, torna-se evidente a necessidade de se dar ciência ao denunciado,


pessoalm~Ii~, ou na pessoa de seu procurador, de todos os atos do processo,
em respeito ao devido processo legal e ao contraditório, sob pena de se tomar
nulo quaisquer atos praticados sem a observância deste comando normativo.

111 - DA TEMPESTIVIDADE.

A fim de af~tar qtFllquer dúvida quanto à tempestividade da presente defesa


prçyía, iºsm, meºçio~êlT. qlle o ora defendente foi surpreendido com uma
publicação no Diário Oficial do Município de Teresópolis, em 11 de agosto de
2011. I
i'
No dia seguinte, dirigiu-se à Câmara de Vereadores e obteve ·a cópia da I
denúncia e dos poucos documentos que a instruem.. Neste. ponto; importante
°
gizat que Defendente não mudou de endereço, tampouco. foi procurado para
receber a notificação.

Assim, dispemdo do prazo de 1O (dez) dias para apre~entar a pre'sente defesa


prévia, por força do que se contém no art. 5°, m, do. Decreto·LeLn°. 201/67,
tem-se que o prazo começou a contar no dia 12 de agosto de 2011~ terminando
no dia 21 de ag()sto, DOMINGO. Como não há expediente no legislativo
j
Municipal nesse· dia, cunípre-se o prazo, tempestivamente, no dia 22 de agosto ~
de 2011, SEGUNDA-FEIRA. F
,

IV- NECESSÁRIA DIGRESSÃO SOBRE O TEMA, ACERCA DA


DOUTRINA~PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS E NORMAS LEGAIS.

Pede vênia o Defendente para, antes de oferecer sua contradita às acusações que
lhe são imputadas, tecer breves digressões sobre as principais nonnas legais que
regem o tema, bem como alguns dos princípios que devem nortear os
procedimentos da Comissão Processante. Senão, vejamos.

o Decreto Lei 201167, prevê em seu artigo 1°, caput, que:


Art. 10 São crimes de responsabilidade dos Prefeitos
Municipais, sujeitos ao julgamento do Poder Judiciário,
(
.,. -

. i2-:t
Vweiros de Castro ~ Advogados 4

independentemente do pronunciamento da
Vereadores: (GRIFO NOSSO)

Ato contínuo~ o mesmo Decreto Lei 201167, em seu artigo 20 , estabelece.o rito
a ser adotado pelo MAGISTRADO, quando em julgamento os crimes previsto
no artigo primeiro. In verbis:

Art. 2° O processo dos crimes definidos no artigo anterior é o


comum do juízo singular, estabelecido pelo Código de
Processo Penal, com as seguintes modificações:
I :- antes de receber a denúncia o Juiz ordenará a notificação
de acusado para apresentar defesa prévia, no prazo de cinco
dias. Se o acusado não for encontrado para a notificação,
t· . ser-lhe-á nomeado defensor, a quem caberá apresentar a
\:.:.. ::
defesa, dentro do mesmo prazo;
1/ - ao receber a denúncia, o Juiz manifesÚlr-se-d,
obrigatória e motivadamente, sobre a prisão preventiva do
acusado, nos casos dos itens I e II do artigo anterior, .e sobre
o seu afastamento do exercicio do cargo durante a
instrução criminal, em todos os casos; (GRIFO NOSSO)

Note-se, désdejá; que SOMENTE O JUIZ DE D~ITO PODE AFASTAR


PREVIAMENTE O PREFEITO DO CARGO! E até mesmo o Juiz de Direito,
está obrigado a'·conceder prazo para a apresentação de defesa, e DEVERÁ
MOTIVAR SUA DECISÃO. Tudo isso em sede de ação judicial.
'.
Não foi isso que aconteceu!
t;.·
A Câmara de Vereadores, por sua Comissão Processante, faz tábula rasa do
PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA SEPARAÇÃO DE PODERES, bem
como ignorou sobejamente a COMPETÊNCIA DO ·PODER JUDICIÁRIO para
impor as penalidades -previstas-no Decreto Lei 201167. Extrapolou, -assim, sua
competência e, como conseqüência direta, violou o DEVIDO PROCESSO
LEGAL.

Nesse ponto, retomemos à redação do Decreto lei 201167. Sem maiores esforços
interpretativos, percebe-se que o texto legal em comento trata, no ARTIGO 10 e
seus incisos, de CRIMES que serão objeto de julgamento PELO PODER
JUDICIÁRIO~ e, em seu artigo 4°, de INFRAÇÕES POLITICO-
ADMINISTRATIVAS, sujeitas ao j uJgamento da Câmara de Vereadores.
12'.1/
Viveiros de Castro - Advogados 5 !__, / . .
\t\\,\'(\iCJt:--~·i
,,'11 .

Para tanto, estabelece, no artigo 5°, o RITO PROCESSUAL a ser seguido pel~
il:z ~I
Edis Municipais. G
O Decreto Legislativo 001/2011, repita-se a não mais poder, votado na sessão
ordinária do dia 02 de agosto de 2011, traz uma séria interminável de
ilegalidades que aviltam o direito do Defendente e o Estado Democrático de
Direito. Só por exemplificar: ausência de ampla defesa, invasão de competência
do poder judiciário, violação do princípio da legalidade, entre outras.

Não podemos esquecer que a emanação de qualquer ato - seja pelo Estado, seja
pelos indivíduos - é regulada pelo Direito. As normas determinam seu
conteúdo e efeitos.

Não se compreenderia que o órgão incumbido de elaborar a lei dispusesse do


privilégio de desrespeitá-la impunemente, desde que o fizesse sob o manto da
independência dos poderes.

Assim, além das acusações que pesam sobre ora Defendente, lhe foi imposta
PENALIDADE DE AFASTAMENTO PRÉVIO DO CARGO, SEM
PREVISÃO LEGAL. Apenas para que não se alegue que o ato ilegal de
afastamento prévio é ato interna corporis, vejamos:

Os interna corporis são da exclUSiva apreciação das


Câmaras naquilo que entendem com [1s regras ou disposições
de seu funcionamento e de suas prerrogativas
institucionais, atribuídas por lei. (Direito Administrativo
Brasileiro, Ed. Malheiros, 26. ed., págs. 670/671).
'.
Embora, a valoração dos atos dos Vereadores constitua ato interna corporis,
como tal insuscetível, em princípio, de exame pelo Poder Judiciário, é admissível,
com apoio no artigo 5Q, inciso XXXV, da Constituição Federal, a revisão judicial
do ato levado a termo fora das previsões regimentais, para confrontá-lo com as
normas constitucionais, legais ou ,'egimentais disciplinadoras da matéria.
Esse é o caso!

A propósito, vale lembrar o sempre citado ensinamento de HELY LOPES


MElRELLES\ no ponto, '1nterna cO/paris ':

"Os interna cO/paris das Câmaras também são vedados à


revista judicial comum, mas é preciso que se entenda em seu
exato conceito, e nos seus justos /imites, o significado de tais

1 apud, Carlos Ari SI1lldleId, in Fundamentos do Direito Público. Malheiros Editores: 2002. São Paulo, pag.
159/160.
120"'
.... -. /~

Viveiros de Castro - AdvoglUÚJS 6 ..-'

;:?~i"Ç;<.i1 ú~; ;-';:~",


atos. Em sentido té~nico-jurí~icol interna corporis não é tu4P. FLb~J.
que provem do selO da Camara ou de suas deliberaçõe$; f
internas.

Interna corporis são só aquelas questões ou assuntos que


entendem direta e imediatamente com a economia interna da
corporação legislativa, com seus privilégios e com a formação
ideológica da lei, que, por sua própria natureza, são
reservados a exclusiva apreciação e deliberação do Plenário
da Câmara. Tais são os atos de escolhia da Mesa (eleições
internas), o§J!.e verificação de poderes c incompatibilidades
de seus membros (cassação de mandatos, concessão de
licenças, etc.) e os de uti/izaçao de suas prerrogativas
institucionais (modo de funcionamento da Câmara, elaboração
( de regimento, constituição de comissDes, organização de
serviços auxiliares, etc.) e a valoração das votações. fi

Daí não se conclua que tais assuntos afastam, por si sós, a revisão judicial. Não é
assim, data venia. O que a Justiça não pode é substituir a deliberação da
Câmara por um pronunciamento judicial sobre o que é da exclusiva competência
discricionária do Plenário, da Mesa ou da Presidência. Mas pode confrontar
sempre o ato pra ticado com as p~escrições constitucionais, legais ou
regimentais que estabelecendo condições~ forma ou rito para seu
cometimento.

Tal é a doutrina que prevalece para todas as corporações legislativas, como


bem infonna Francisco Campos ao cuidar dos interna corporis do Congresso
Nacional, em erudito parecer:
'"

"Contexto, com efeito, assim ao Poder Judiciário, como a


qualquer outro Poder, afaculdade de entrar na indagação do
processo interna COlPOriS de fonnação da lei. Esta faculdade
não se confunde com a outra, desde sempre pacifica no
Direito americano, que cabe ao Poder Judiciário, de,'
contrastando os atos do Congresso com as di~posições
constitucionais, verificar se tais atos se encontram na esfera
de competência traçada pela Constituição aos Poderes por
ela instituídos no próprio alo da instituição definidos e
limitados. 11

Esta faculdade ~ prossegue °


saudoso publicista - reconhecida ao Poder
Judiciário decorre, inquestionavelmente, da natureza do nosso Governo, que e um
Governo de poderes limitados; cada um dos Poderes, de que se compõe o
·'. '". '·'1

.l.. ~. .f
Viveiros de Castro - Advogados 7 I
../

~.(..,eipai ti? .)- ~


Governo, tem a sua competência demarcada no instrumento constituciona!ie .~'% ~
assim., os seus atos só se terão por válidos se compreendidos na esfera demar<idfLS,toa
pela Constituição_ São duas questões distintas, como se vê: uma que se refeF-ê à .} 1
competência do órgão, isto e, a legitimidade dos seus poderes;· outra que,
liquidada a questão da competência, se refere à obs,ervância das formalidades,
ritos ou processes prescritos ao órgão no exercício de suas funções.

Nesta ordem de idéias, conclui-se que é lícito ao Judiciário perqwnr da


competência das Câmaras e verificar se há inconstitucionalidades,
ilegalidades e infringências regimentais nos seus alegados interna corporis,
detendo-se, entretanto, no vestíbulo das formalidades, sem adentrar o conteúdo
l
i.
t
de tais atos, em relação aos quais lhe é defeso.

Quem pode mais, pode menos. É o brocardo. Se é possível ao Poder Judiciário


julgar os atos ditos interna corporis, o que dizer, então dos atos externos,
aqueles que pretendem produzir efeitos concretos.
I
Data venia de outros entendimentos, não há que se falar em ato interna
corporis ou impossibilidade de julgamento pelo Judicário, pois as ilegalidades
perpetradas pela Câmara de Vereadores estão claras e insofismaveís: a r-
realização de sessão ordinária onde foram ignorados v~os princípios
constitucionais e as disposições processuais previstas no artigo .5 0 , do· Decreto I.
Lei 201/67 e AFASTARAM PREVIAMENTE O PEFENDENTE!

Na Constituição Federal encontramos o PRINCíPIO DA LÉGALlpADE


expresso como de observação obrigatória, em dois momentos. Encontra-se
expresso no nrtigo 5°, inciso lI, aonde garante a liberdade dos cIdadãos, quando
prevê que ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer algo que não seja
.. previsto em lei. Aqui, temos uma disposição que é considerada uma das bases de
C.. nosso ordenamento jurídico, com duas finalidades:. uma, de regular o
comportamento dos cidadãos e dos órgãos do· governo, visando a
manutenção da paz social e da segurança jurídica, o que é considerado como
fundamental para o Estado de Direito modem02 .

No artigo 37, caput, CF, o encontramos como o prinClplO que deverá ser
obedecido por toda a Administração Pública, em todos os níveis. Já neste
momento, vemos que a Administração Pública possui limites, que não está livre
l'
2 Celso Ribeiro Bastos explica muito bem esta função dúplice do Principio da Legalidade: "De um
lado representa o marco avançado do Estado de Direito, que procura jugular os comportamentos, quer
individuais, quer dos órgãos estatais, às normas juridicas das quais as leis são a suprema expressão.
Nesse sentido, o princípio da Legalidade é de transcendental importância para vincar as distinções
entre o Estado constitucional e o absolutista, este último de antes da Revolução francesa. Aqui havia
lugar para o arbítrio. Com o primado da lei cessa o privilégio da vontade caprichosa do detentor do
poder em beneficio da lei, que se presume ser a expressão da vontade coleti va,
Viveiros de Castro - Advogados

para fazer ou deixar de fazer algo de acordo com a vontade


somente, mas que deverá obedecer a lei em toda a sua atuação 3 .

o Princípio da legalidade~
no âmbito exclusivo da Administração Pública,
significa que esta - ao contrário do particular, que pode fazer tudo que não seja
proibido em lei - só poderá agir segundo as detenninações legais. CELSO
ANTÔNIO BANDEIRA DE MELL04 diz que:

"é o fruto da submissão do Estado à lei. É em suma: a


consagração da idéia de que a Administração Pública só
pode ser exercida na confonnidade da lei e que, de
con~eguinte, a atividade administrativa é atividade sublega/,
infralegal, consistente na expedição de comandos
complementares à lei. 11
L'-'
\:.1...
CARMEM LÚCIA ANTUNES ROCHA 5 já nos fala do princípio da
juridicidade, explicando que em ambas as previsões constitucionàis da
legalidade, temos o Princípio da Juridicidade, muito mais abrangente que a
legalidade. No artigo 5°, inciso li; consubstancia-se em um direito, com báse na
liberdade dós indivíduos. No caput do artigo 37, temos um dever, com
fundamento na ausência de liberdade da Administração Pública.

Ensina também que o Principio da Juridicidade significa que a


Administração P~blica "é o próprio Direito tomada movimento realizador de
e.
seus efeitos para intervir. modificar a realidade sociàl sobre a qual incide", e
que na realidade,· :quem está submetido à lei, ao Direito, é o administrador
público.

3 O Prof. Luís Roberto B.arroso e;q,lica claramente a aplicação diferenciada do princípio da Legalidade
para os indivídu,Os particulares e para a Administração Pública: "Também por tributo às suas origens
liberais, o prIncipio da legalidade flui por vertentes distintas em sua aplicação ao Poder Público e aos
particulares. De fato, para os indivíduos e pessoas privadas, o princípio da legalidade constitui-se em
garantia do direito de liberdade, e materializa-se na proposição tradicional do direito brasileiro,
gravada no inciso fi do art. S' da Constitúição da República: 'Ninguém será obrigado a fazer ou deixar
i
de fuzer alguma coisa senão em virtude'. de lei: Reverencia-se, assim~ a autonomia da vontade
individual, cuja atuação somente deverá ceder ante os limites impostos pela lei. De tal formulação se
extrai a ilação óbvia de que tudo aquilo que não está proibido por lei é juridicamente pennitido. Para o
Poder Público, todavia, o princípio da legalidade, referido sem maior explicitação no caput do art. 37
da Constituição, assume feiçâo diVersa. Ao contrário dos particulares, que se movem por vontade
própria, aos agentes públicos somente é fucultado agir por imposição ou autorização legal. Inexistindo
le~ não haverá atuação administrativa legítima. A simetria é patente. Os indivíduos e pessoas privadas
podem fazer tudo o que a lei não veda; os Poderes Públicos somente podem praticar os atos
detenninados pela lei. Como decorrência, tudo aquilo que não resulta de prescrição legal é vedado ao
administrador." BARROSO, oh. citada.
1 Celso Antonio Bandei1a de Mello, Curso de direito adminisrralívo. cíl, p. 45.

5 ROCHA, Carmen Lúcia Antunes. Princípios Constitucionais da Administração Pública. 1.


Ed. Belo Horizonte: Editora Del Rey, 1994, p. 23.
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Ainda que se tenha o ato de AFASTAMENTO PRÉVIO no DEFENDENTE,
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COMO ATO POLITICO, melhor sorte não o acometerá, sendo .


absolutamente necessária a intervenção do Poder Judiciário para
restabelecer a ordem legal e constitucional Tudo para que seja corrigida a
violação do direito liquido e certo do Defendente.

ATO POLÍTICO. CONCEITO. DESVIO DA SISTEMÁTICA no


ORDENAMENTO JURÍDICO. CONTROLE JUDICIAL. POSSmILIDADE.

Diante do acontecido, não se espera que os Nobilíssimos Edis se det~~am na


análise dos conceitos doutrinários do Ato Politico. Contudo, como esse é o
momento processual oportuno para deduzir toda a matéria de defesa, pedimos
vênia aos membros dessa Casa de Leis para trazer aos autos doutrina sobre o
assunto.

Ao se abordar, agora, a questão do controle jurisdicional dos atos políticos, cabe


uma advertência de que não se pretenderá, aqui, dissecar-lhe a teoria e a natureza,
senão abordá-los pela ótica pertinente ao que aqui se pretende, no sentido da
possibilidade ou não de o ref~rido controle se estender sobre eles.

No cumprimento das missões· que lhe são outorgadas, o Estado, na sua esfera
executiva, edita atos administrativos que) como se sabe, se fundamentam na lei.
De outra parte, edita uma outra natureza de atos que se submetem diretamente à
Constituição e que a doutrina, de modo geral, costuma distinguir dos atos
administrativos, denominando~s atos políticos. A doutrina, todavia, enfrenta
grande dífic~ldade não só na exata conceituação dos atos ditos políticos, como
ainda na possibilidade, em algum grau, de controle jurisdicional sobre eles.
Parcela da doutrina propõe, assim, em principio, a dicotomia das atividades
politicas do Estado de suas tarefas tipicamente administrativas. Suas dimensões
qualitativas seriam de tal modo diversas que nada justificaria estender o controle
que exercem sobre uns em relação a outros. Não haveria, portanto, que confundi-
Los e sujeita-los ao mesmo regime jurídico.

Entre nós, SEABRA FAGUNDES6 , ao analisar a questão dos atos políticos,


procedia a uma divisão metodológica: o ato administrativo como gênero, o
ato político como espécie e o ato exclusivamente político como subespécie.

o ato exclusivamente político, que se distinguia não só pela sua finalidade, como
ainda, e sobretudo, pelo seu conteúdo, caracterizar-se-ia, portanto, por conter
uma finalidade exclusivamente política e, ainda, ci rcunscrever-se ao âmbito

6 Seabra Fagundes, O controle dos atos administrativos, ciL, p. 162-5.


Viveiros de Castro - Advogados

interno do mecanismo estatal sem tocar direitos individuais,


interesses.

Para Seabra Fagundes será supérflua, de certo modo, a discussão sobre o


estabelecimento do cot)trole jurisdicional e os limites sobre tais atos. Todavia,
como admitira o mestre de sempre, hipóteses haverá em que o ato político, ainda
que indiretamente, tocará direito subjetivo. Em suas palavras:

"Acontece, no entanto, que, o ato exclusivamente polltico,


que não afeta, de imedÚlto, direitos subjetivos, pode em
certos casos, implicar na prática de outros sobre Úlis
direitos. "

Assim, ainda que de maneira limitada a aspectos extrínsecos, sua doutrina


sempre admitiu algum grau de controle sobre os atos políticos, quando de
alguma fanua tocarem direitos subjetivos e não meros interesses, como, aliás, é o
caso em tela.

Merece destaque também a lição de OSWALDO BANDEIRA DE "MEL07 , parà


quem nada justificava, na vigência do Estado de Direito, a oposição entre ato~
políticos e atos administrativos, par~ subtrair os primeiros" do controle
jurisdicional. Dirá, então, o respeitado administrativista:

"Se dizem respeito à manifestação da vontade indi~idual,'" I

concreta, pessoal do Estado, enquanto pode"r pu~l!co, na j:


consecução do seu fim, de criação da utilidade public;a, de
modo direto e imediato, para produzir efeitos de direito,
constiíuem atos administrativos. Se violarem a ""lei e
ofenderem direitos de terceiros ou lhe callsarem danos,
cumprem estar sujeitos à apreciação do Judiciário. No
Estado de Direito, torlla-se inadmissivel atividade "
insuscetivel de cOlltrole do Judiciário, quando viola direitos
e causa danos~"" -Grifo "nosso.

CELSO ANTONIO BANDEIRA DE MELLO s, por sua vez, expõe a questão


de modo um tanto diverso, embora com a expressa ressalva de que os atos
políticos também se sujeitam a controle jurisdicional:

7 Oswaldo Aranha Bandeira de Mello, Principios... , cit., p. 417 e 418.


8 Celso Antonio Bandeira de Mello, Curso de direito administrativo, cit., p. 270.
••~ J l .

Jliveiros de Castro - Advogados 11 ~ ~/


~~~J,rtiGiPV.
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AI....t$< V r~~
" .
"...atos políticos OU de governo, praticados com margem de . . ::te:
discrição e diretamente em obediência à Constituição, no _.
exercício de junção puramente polltica, tais o .indulto, a
iniciativa de lei pelo Executivo, sua sanção ou veto, s.ub colar
de que e contrária ao interesse público. "

Em conclusão, não podemos deixar de observar que, lastreado na doutrina, os


atos da Câmara de Vereadores e Comissão Processante não podem ser
desvinculados da Lei e dos Principios Constitucionais, sob pena de apreciação e
nulidade a ser decretada pelQ..I>.qder Judiciário.

v- DA VERDADE DOS FATOS.


{'...•....
t."
Após colacionar aos autos o posicionamento doutrinário sobre a natureza dos
atos da Comissão Processante, passará o Defendente a enfrentar as acusações
que lhe são imputadas pela denúncia. Senão, vejamos.
,.
Quanto à acusação do não atendimento da convocação feiÚl pela Comissão i

Parlamentar d,e Inquérito para que ele prestasse esclarecimentos, tal conduta i.
foi claramente esclarecida aos ilustres mtegrantes daquela CPI que aceitaram tal I.
esclarecimento. ji,

Sobre o tema, nunca é demasiado relembrar entendimento jurisprudencial que ,


resguarda o princípio da separação dos poderes: ,.i.
I

"Convocação . .de Prefeito Municipal para prestar esclarecimentos em


c'· plenário ou em"comissiJo permanente ou de inquérito - Violação ao
princfpio constitucional da separação dos Poderes - Ausência de
simetria com a Constituição Federal - Inconstitucionalidade
declarada - Precedentes do SUPREMO TRiBUNAL FEDERAL -
Entendimento que se estende à convocação de ex-Prefeito, por
comissão parlamentar de inquérito, para prestar esclarecimentos
sobre fatos ocorridos sob a égide de seu mandato.
É inconstitucional a nonna que preceitua a convocação do Chefe do
Poder Executivo Municipal por comissão de inquérito instaurada no
âmbito do Poder Legislativo, porque além de não guardar simetria
com as regras encartadas na Constituição, fere o princípio
constitucional da separação dos Poderes. "
Viveiros de Castro - Advogados
, ;. ',;.t~~-:;ti:i;1
;.,~ i"~

.~~..j • . ~~,

O ~esmo entendimento se encontra em decisão do nosso TJRJ, 128 Câmara Cível, Des,~~~,Ó'11J ~y
GUImarães Neto, AI 0044690-66.2010.8.19.0000: ;ti ~ :8'
",>::

"Ementa - Agravo de Instrumento - Decisão Monocrática - Mandado de


Segurança - Convocação de Prefeito pela Câmara Mtmicipal com vistas à
prestaçl10 de contas acerca de seu mandato - Suspensão da aludida convocação
detenninada em decisão liminar - Interlocutória que não merece reparos, quer
em razão da ofensa à autonomia municipal perpetrada pelo Poder Legislativo
local, quer porque referida convocação vioia o Princípio da Separação dos
Poderes"

o Órgão Especial do Tribunal de Justiça de nosso Estado também já decidiu, em caso


análogo:

C
"o: ÓRGÃO ESPECIAL
REPRESENTAÇÃO POR INCONSTITUCIONALIDADE N°
3112007
RELATOR: DES. SERGIO CAVALIERI FILHO.
LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO.

Simetria Principiológica Com a Carta Estadual e Com a Constituição


Federal. Respeito aos Principios Estabelecidos. Convocação do
Prefeito peja Ct1mara. Nonna da Lei Orgânica Municipal. Que Não o

Guarda Simetria Com a Constituição EstaduÇlI. Violação do Princípio


da Independência e Harmonia dos Poderes. Embora ocupe posição
superior na hierarquia das leis municipais, a Lei O~gânica do
Município guarda simetria principiológica com a Carta Estadual e
com a Constituição Federal, estando, assim, subordinada aos
principias constitucionais estabelecidos. Destarte, não pode submeter
o Poder Executivo Municipal ao controle administrativo do
o

Legislativo local, sob pena de violar o prmcipio °da independência e


harmonia dos poderes. Procedência da representação.

Assim;-- o não comparecimento à citada CPI não pode ser considerada uma
infração político-administrativa sujeito ao julgamento pela Câmara de
Vereadores, tal como previsto no citado artigo 4° do Decreto-lei 201/67.

Quanto ao não atendimento do pedido de fornecimento de documentos


encaminhado pela CPf e não respondida pelo MUNICÍPiO; percebe-se, sem
maiores esforços interpretativos que o Denunciante tenta levar os nobres Edis a
erro, pois mistura dois conceitos diferentes, com princípios diferentes e
conseqüências diferentes.
" ,. "-
,- ...
",

lJ3/ .~ /

Viveiros de Castro - Advogados H -L<;


o', o' t'.,;'
:/- . i'~
.0. f....... l"

Os docwnentos não foram requisitados pelo Poder Legislativo, e soment~ fai~V1


requisições documentais possuem a proteção do artigo 4, l i do Dec Lei 2 0 1 l 6 7 . í~
°
Vejamos que diz o referido artigo, verbis: jl~;:.j,·

Art. 4° São infrações polftico-administrativas dos Prefeitos .


Municipais sujeitas ao julgamento pela Câmara dos
Vereadores e sancionadas com a cassação do mandato:

(..)

( 1/1 - desatender, sem motivo justo, as convocações ou os


pedidos de informações da Camara, quandoJeitos a tempo e
em forma regular; (Grifamos).
Jo
{~,>"r

Da leitura do texto legal suso defIui lídima conclusão que de somente as


requisições feitas de FORMA REGULAR podem ser objetos de inquirição pelo
Decreto Lei 201167. No 'caso presente, a FORMA REGULAR exigida é a
prevista no REGIMENTO INTERNO DA cÂMARA, nos artigos 38 e 39,
verbis:

Seção 111 - Das Atribuições EspecifICas dos Membros


daMesa· .

Ar! 38. O Presidente da Câmara é a mais alta autoridade da


Mesa, diiigindo-a e ao Plenário, em conformidade com as
atribuições que lhe conferem este Regimento Interno.

Ar! 39. Compete ao Presidente da Câmara:

(..)

XXVI - praticar os atos essenciais de intercomunicação com.


o Executivo, notadamente;

(..)

c) solicitar ao Prefeito as informações pretelldidas pejo


Plenário e convidá-lo a comparecer ou fazer que
compareçam à Câmara os seus auxiliares para explicações,
quando haja çonvocação da Edi[jdade em forma regular;
Viveiros de Castro - Advogados

Antes, poré~ do Edil Presidente do Legislativo exercer sua obrigação ~e.


e
requisitar as informações ao Chefe do Executivo, cabe ao PLENÁRI9t'f) A i;;.""
A. _ (~d)

CAMARA VOTAR TAIS REQUISrçOES. Isso, nos termos do artig§' ~i ~ 11 \~


Regimento Interno. In verbis: . ~ ~ ~T
~

Art. 47. São atribuições do Plenário, entre outras, as


seguintes:

( ...)
(
vrn - solicitar informações ao Prefeito sobre assootos de
administração quando delas careça;

Não se pode esquecer que as informações a que se refere a denúncia foram


engendradas pela COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO em
. andamento paralelo com esta Comissão Processante. Assim, fica fácil entender
que o não atendimento pelo Defendente ao pedido de informações feito pela CPI
+
. da câmara de Vereadores em nada se mistura com o pedido de infonnações I
I
previsto no Dec-Lei 201/67; não se prestando, portanto, ao embasamento da j.

lI
denúncia. t·

Mesmo sendo desnecessário, posto que a situação, nesse ponto, está aclarada, a
. informação requerida foi requisitada diretamente ao cártório do Registro Geral
de Imóveis, não acarretando prejuízos aos trabalhos da CPL

Para concluir esse ponto da denúncia, o pedido de informações não atendido


pelo Defendente NÃO· CUMPRIU FORMALIDADE PREVISTA NO
REGIMENTO INTERNO, pois foi formulado pela Comissão Parlamentar de
Inquérito. Ass~ não se pode inquinar de irregular o seu não atendimento pelo
Defendente.

Quanto à acusação de falsificação de diário oficial NOTICIADA na CPf,


AFIRMADA pelo vereador Ademir Enfenneiro quando da inquirição de
Procuradora Geral do Município, e não desmentida por esta; (grifo nosso). É
forçoso acrescentar que a acusação NÃO APRESENTA NENHUMA PROVA.
Para tentar sustentar suas aleivosias o Denunciante traz como "prova" o
depoimento da Ora. ANA CRISTINA DE ARAÚJO COSTA, e lança ao mundo
jurídico o novel princípio da afinnação de vereador. Proh pudor!! ! ! !
·: J ••

.i"j,J / .
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Vrveiros de Castro - Advogados 15 \ :/
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A peça acusatória deve trazer ao menos índicos de materialidade dos delitos~ :sob <..,~/ {J ~ 'i
pena de prejudicar a defesa. Esse é o caso. Cabe à acusação apresentar as provas If-'~ l-
nas quais se baseiam as denúncias. Frise-se que até mesmo o Ministério Público, .
por ocasião do oferecimento da denúncia em sede de processo criminal, não
pode ser valer exclusivamente c4t sua AFIRMAçÃO. Mesmo que a parte
denunciada se cale diante dela1!! !

A total ausência de provas é prejudicial à defesa e~ portanto, carece de revisão


judicial. Somente para ilustar, mutatis mutandis, pedimos vênia para colacionar
aos autos doutrina acerca da obrigatoriedade de apresentação de provas ou fortes
indícios de materialidade. Frise-se que não se presta ao libelo acusatório simples
afirmação, como descrito na denúncia. ...... '

Como já afirmamos anteriormente, o ato dimanado do Poder Legislativo é, antes


de tudo um ato administrativo, que, em sua essência deve ter MOTIVAÇÃO
para sua prática.

Com tintas fortes, Adilson Abreu Dallari 9, indignado, faz forte coro contra essa
conduta:

"Não é possível instaurar-se um processo administrativo I.


disciplinar genérico para que, no seu curso se apure se, h
eventualmente. alguém cometeu falta funcional.

Não é dado à Administração Pública nem ao Ministério


Público, simplesmente molestar gratuitamente e
imotivadamente qualquer cidadão por alguma suposta
eventual infração da qual ele, talvez, tenha participado.
'"
Vale também aqui o princípio da proporcionalidade inerente
ao poder de polfcia, segundo o qual só é legítimo o
constrangimento absolutamente necessário, e na medida do
.
necessário. /I

A seguir, o já nominado mestre arremata:

/IRepugna a consciência jurídica aceitar que alguém possa


ser constrangido a figurar como réu numa ação civil pública
peifeitamente evitável. Configura abuso de poder a

9 Adilson Abreu Dallari, Umftaçães à Atuação do Ministério Público, Malheiros, 2001, p. 38.
Viveiros de Castro· Advogadbs 16
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1

propositura de ação civil temerária, desproporcional, :~ã~I..&"l.lJ~~.


precedida de cuídados mfnimos quanto à sua viabilidade. " '''v (..
'M

AssÍIl4 deverá haver um mínimo de prova do cometimento de transgressão por


parte do servidor público. Não basta apenas existir um fato ou uma suspeita,
pois se toma necessário o fumus boni iuris para o inicio do procedimento
disciplinar contra quem quer que seja.

Esse juíZo de valor, mesmo que em sumaria cógnito, ao Julgador é obrigado,


sob pena de cometer excesso de poder. Não seri(J razoável crer que seria possível
ao Ministéri.QP'.úblico ao acusar ou ao Magistrado ao julgar, basear-se apenas e
tão somente em suas "afirmações". Por óbvio que tal possibilidade não é
acolhida pelo ordeI1.aJ.Ilento jurídico pátrio. Continuemos, pois.

Os procedimentos disciplinares entram também nessa escalada, pois é


vedada a instituição de procedimento disciplinar genérico, onde acusações
vagas servem para iniciar uma devassa na vida do agente público, no afã de
encontrar-se prova de pseudo conduta ilícita.
i-
A sociedade clama por uma justiça administrativa séria e que, antes de mais I.
i
nada, respeite os direitos e prerrogativas dos acusados. I.
h
Não é licito e nem factível que ainda ocorram acusações genéricas contra a b
honra de quem quer que seja. O direito não pennite J?rocedimentos de caráter II
aberto, sem que haja justa causa, contra agentes públicos que renderão ou não i
espaço na mídia contra seus nomes 10 . 1,

I

Essa garantia de inviolabilidade da intimidade, da honra e da imagem das


'-.

pessoas retira do administrador a discricionariedade de instaurar procedimento


disciplinar contra servidor público sem um mlnimo de indíci0 ou plausibilidade
de acusação. Não se admite a acusayão genérica, sem justa causa:

"Com efeito, a necessidade de justa causa para a


procedibilidade da· denúncia . tem o propósito de não·
submeter o indivíduo a uma situação que expõe sua
reputação e imagem se não houver elementos suficientes
consistentes que indiquem sua necessidade. ,,11

lO "O jornalista transforma, de bom grado, °


inquérito judiciário num duelo simbólico entre o juiz
de instrução e o acusado, no qual o arbitro não é mais o juiz, mas sim o jornalista." (Antoine
Garapon, O Juiz e a Democracia, Editora Revan, 1996, p. 80)
11 Luis Roberto Barroso, Temas de Direito Constitucional, tomo li, Renovar, 2002, p. 553.
Viveiros de Castro - Advogados

; ""'-
A denunciação caluniosa é crime capitulado no artigo 339 do Código ~enâl(~'>j
conjugado com o artigo 648, também do Código Repressivo, dá azo aO''' ... l
trancamento de inquéritos natimortos, sem justo motivo:

"Art. 339 - Dar causa à instauração de investigação policial,


de processo judicial, instauração de investigação
administrativa, inquérito civil ou ação de improbidade
administrativa contra alguém. imputando-lhe crime de que o
sabe inocente:

Pena - reclusão, de 2(dois) q 8 (oito) anos, e multa. "

''Art. 648 - A coação considerar-se-á ilegal:

1- quando não houver justa causa. 1/

A falta de justa causa afasta a figura do possível delito, tendo em vista a


ausência do ato ilícito. O STF vem retirando dó Ministério Público o poder ~
I
de instaurar inquérito policial sem um mínimo de plausibüidade ou de justo
motivo, trancando-o: i·
I
I
j.

"Habeas Corpus. Inqu~rito policial instaurado pelo fato de j-


I
I

vereadores terem·. recebido importâncias em virtude de lei


municipal que veio a s~r considerada inconstitucional pelo r
,I
Tribunal de Contas do Estado, conhecimento parcial, coro
~
"base na letra d do inciso. i do artigo 102 da Constituição, já
que, no caso, não há sequer conexão detefll?inadora do
deslocamento da competência. Sendo o fato que deu margem
à instauração dó inquérito policial manifestadamente atípico,
é de trancar-se esse inquérito por falta de justa causa.

Quanto a IDêlis·essa acusação que é assacada contra o Defendente, temos que não
pode prosperar posto que lastTeada apenas na AFIRMAçÃO DE UM
VEREADOR, que, data máxima vênia, não possui condão de ser admitida como
prova em qualquer que seja o procedimento.

Quanto à denúncia de contratação e pagamento irregular do senhor André José


Koslowski mais uma alegação de cometimento de ilegalidade que, data vênia,
não resiste a uma análise mais acurada.
.
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Viveiros de Castro - Advogados

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~\-,;~"" I C"~~

Nos termos do art. 31, caPJIt, da Constituição da República., a fiscaIiza9~qt1JQ ~


Município será exercida pelo Poder Legislativo Municipal, mediante êôntro1s:~/t71r
externo, o qual será auxiliado pelo Tribunal de Contas do Estado em que é ",f 1
situada a ComW1a, que emitirá parecer prévio sobre as contas do Chefe do Poder
Executivo. I~
"

A idéia acima transcrita delimita bem a competência de cada órgão: ao


Tribunal de Contas compete apreciar as contas anuais do Prefeito
Municipal, emitindo parecer prévio ao julgamento exercido pela Câmara
Municipal sobre as contas do Chefe do Poder Executivo; à Câmara Municipal
( compete julgar as CORtas do Prefeito mediante análise do parecer emitido
pela Corte de Contas.

Em outros tennos: o Tribunal de Contas aprecia as contas do Prefeito e emite


parecer sobre as mesmas; a Câmara Municipal julga as contas do Prefeito, tendo
por base o parec~r emitido pela Corte de Contas.

De outro lado, não se pode olvidar que, conquanto o julgamento das contas
pela Câmara Municipal seja um ato político, o parecer emitido pelo
Tribunal de Contas constitui manifestação técnica, impedindo, assim, que o
jogo político p.revaleça ante ao efetivo cumprimento da legalidade na
Administr~ção Municipal, inclusive com reconhecimento da legalidade pela
Corte de Contas.
. .
Não por outro motivo que o §2° do art. 31, da Constituição da República, dispõe
que o parecer p~évjo, emitido pelo órgão competente sobre as contas que o
Prefeito deve anualmente prestar, só deixará de prevalecer por decisão de dois
terços dos membros da (âmara Municipal.

Melhor explicando: o parecer prévio, emitido pelo Tribunal de Contas~ a


respeito das contas anuais do Prefeito vincula a Câmara Municipal, salvo se os
seus membros, por decisão motivada, sempre motivada, e observado o quorum
especial, decidirem em sentido contrário, o que não é o caso deste processo
porquanto esta Casa Legislativa -aprovou as contas-tio -exercício de 2009 do ora
defendente, adotando plenamente o parecer prévio emitido pela Corte de Contas.

Demais disso, é de se ver que o julgamento das contas pelo Poder Legislativo
implica em verdadeiro ato revestido de coisa julgada. É dizer: não se tem
como pretender que a Câmara Municipal rediscuta fatos que dizem
respeito à execução orçamentária devidamente aprovada pela própria
Câmara Municipal.
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Vweiros de Ca.<tro _Advogados ~ ~


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Toda esta ordem de idéias demonstra a impossibilidade de a Câmara Munic~~~t~J/


revolver a análise de fatos que dizem respeito à execução orçamentária do 71·.
L.
Município e que foram devidamente analisados pelo Tribunal de Contas e
aprovados pela própria Casa Legislativa de Teresópolis, haja vista a ·ocorrência
da imutabilidade do julgamento das contas.

Destmte~ não se afigura correta a afrrmação de que o ora defendente teria agido
de forma contrária à lei e com indignidade ao cargo que, depois de
legitimamente eleito pelo povo~ ocupa. Definitivamente não. Muito pelo
contrário. A lega6dade dos atos praticados restou confirmada pelo parecer
(
c:'. prévio do Tribunal de Contas do Estado e por esta própria çª.~.a
Legislativa, quando, diante do parecer prévio da Corte de Contas, julgou
aprovadas as contas do Chefe do Executivo.

"':.:. .. "
Não se pode infinnar que a contratação em questão maculou a LEGALIDADE
DA GESTÃO FINANCEIRA do defendente, pois se assim o fosse, o Tribunal
de Contas não aprovaria a prestação de contas anuais do Prefeito. Aliás, nem a
~
I
!
Câmara de Vereadores. Fica a pergunta: se, por ocasião do julgamento das
contas, a dita contratação não foi considerada irregular, por que agora os nobres
Edis achariam que é? Qual o fundamento? Qual a motivação? Por certo, repita- I,
se, a irregularidade apontada pela Egrégia Corte de Contas, não retira a correção I.

da gestão do Defendente.
I,
De forma bastante objetiva: se os fatos narrados configuram, em tese, i,
irregularidade administrativa, a Câmara já descartou tal hipótese quando
aprovou as contas do Poder Executivo, seguindo parecer do TCE.
,I
I

Por fim, tem-se a segu~te pérola da leviandade, com denúncias fimdamentadas


em outras denúncias jamais comprovadas - e até mesmo negadas pelos
denunciantes -, além de "irregularidades apontadas" e "suspeitas de fraudes
indicadas", o que toma impossível o exercício do contraditório e do direito à
ampla defesa com os meios e recursos a ela inerentes:

..... e as denúncias de pagamento de propina feitas .por


empresários, as irregularidades apontadas pelo TeU, e as
suspeitas de fraudes indicadas pelo GCU no relatório que
apura a aplicação de verbas federais na reconstrução do
município após a tragédia de 12 dejaneiro de 2011.

Como é do pleno conhecimento de todos os integrantes dessa Casa Legislativa,


"as denúncias de pagamento de propina feitas por empresários" jamais se
referiram ao ora Defendente e, ainda, foram negadas em depoimento à CPI pelos
Viveiros de Castro - Advogados

mesmos empresários, o que fizeram na condição de testemunhas


juramento.

Ao mesmo te.mpo, as irregularidades apontadas pelo Teu, e as suspeitas de


fraudes indicadas pelo CGU, não passam exatamente disso: irregularidades
apontadas e ainda não investigadas e suspeitas de fraudes indícadas pelo CGU,
sem a devida comprovação. Aliás, algum ser acusado de suspeitas de fraudes é o
máximo da ausência de justo motivo para se iniciar um procedimento punitivo, a
não ser que se r~tome aos tempos ditatoriais quando o fato de alguém ser
meramente suspeito era o suficiente para sofrer os rigores da repressão.
l VI- DAS PROVAS.

o Defendente pretende produzir as provas docwnentais, testemunhais e periciais


abaixo elencadas e justificadas, pois, se negadas estar-se-á caraçterizado o
cerceamento de defesa.

Requer, assim, o Defendente, posto que retirado do cargo para o qual foi sufragado,
seja expedido oficio ao Egrégio Tnbunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, a i-
fim de se comprovar nos autos o julgamento das contas do Defendente d0 ano de f,
2009;
[;
Requer venham aos autos cópia da ATA DA SESSÃO da câmara que aprovou as
contas do Defendente, relativas ao ano de 2009~

Requer seja realizada PERÍCIA TÉCNICA para que comprove a ocorrência ou não
de fraude no Diário Oficial alegado, posto que a prosaica afirmação de um vereador
não se presta, sequer comg indicio de qualquer irregularidade. Protesta o Defendente
pela indicação de assistente-técnico por ocasião da realização da perícia~

Requer seja ouvida como testemunha a Ora. ANA CRISTINA DA COSTA


ARAÚJO~

. Por total impossibilidade, devido ao seu afastamento da chefia do Executivo'


Municipal, requer o Defendente seja oficiado ao Município de Teresópolis, para que
venham aos autos a LEGISLAÇÃO MUNICIPAL onde se façam ver as obrigações
do Procurador Geral do Município, posto que este, em seu depoimento, afirma
taxativamente que identificou uma fraude. Entretanto não se tem notícias de que o
referido causídico tomou qualquer providência para identificar seus supostos autores;

Como na Denúncia o denunciante requer venham aos autos documentos outros,


protesta o Defendente por nova manifestação acerca destes, sob pena de incorrer esta
VIVeiros de Castro - Advogados

Comissão Processante em CERCEAMENTO DE DEFESA, o que, por


ensejará pedido de correção por via judicial.

VII- DOS PEDIDOS.

Pelo exposto, o Defendente JORGE MARIO SEDLACEK; requer que esta


Comissão Processante, nos tennos do que preceitua o artigo 5°, m do Dee-Lei
201167, após analisadas as provas constantes do autos, detennine o
ARQUIVAMENTo DA DENÚNCIA.
c Caso assim não entenda a Comissão, que prossigam os trabalhos, nos tennos do .
inciso IV,do art. 5°, do Dec-Lei 201/67, produzindo-se as provas requeridas e
ouvindo-se as testemunhas apresentadas pela defesa.

Pede deferimento.

Do Rio de Janeiro para Teresópolis, em 21

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Câmara Municipal de Teresópolis
Comissão Processante

Teresópolis, 23 de agosto de 2011.

OFÍCIO COMISSÃO PROCESSANTE N° 00212011.


Assunto: Comunicação (Faz)

Ilustríssimo Senhor Prefeito:

Conforme determinação legal no Decr~lO Lei ,Federal n~ 201/67, llelll


IV do art. 5°, que diz: "o denunciado deverá ser inlin1lldu de /odo:s' os ttlo,s- do processo. . ",
comunico que esta comissão esta apreselllando parecer relativo ao prosseguimento ou
arquivamento da denuncia, para a deliberação do plenário, que ocorrerá em sessão ordinária
dia 25 de agosto de 20 I I. r

Atenciosamente,

'.

ANDERSON DA CO 'EIÇÃO SILVA


Presioellle ' )issão Processante

~E/). f/ //-/-417/c~ f.c::5?'>7


JrCk.flgO(é d)7tr;;g3 pré:- Pc

EXMO SR.
JORGE l',,{ARIO SEDLACEK
t'>AD. Prd'cilO do tvtunicípio de Terc:sópolis.
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pá~~a I de~, /
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CMT

De: "CMT" <cmteresopolis2@bol.com.br>


Para: <advogados@viveiros.adv. br>
Enviada em: terça-féira, 23 de agosto de 2011 21:47
Anexar: OFICiO COMISSÃO PROCESSANTE OÜ2-2Ü11.doc
Assunto: comunicação comissão processante - 195/2011-A

comunicaçlio comissão processante - 195/2011-A

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Estado do Rio de Janeiro


Câmara Municipal de Teresópolis

EDITAL

o VEREADOR CLEYTON VALENTIM.


Presidente da Câmara Municipal de Teres6polis em çxerciciQ, usando das atribuições
legais que lhe são conferidas, torna público que a reunião Extraordinária do dia 25 de
agosto de 20 li, terá a seguinte:

ORDEM DO DIA

DISCUSSÃO E VOTAÇÃO FINAL DA PROPOSIÇÃO ABAIXO:

PARECER DA COMISSÃO PROCESSANTE SOBRE O


PROSSEG UIMENTO DA DENÚNCIA COM REFERÊNCIA AO PROCESSO Nq
195/2011-A (Denuncia contra o prefeito Dr. Jorge Mario SedJacek)

CÂMARA MUNICIPAL DE TERESÓPOLlS


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CLEY ON VALENTIM
Presidente em exercício

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Câmara Municipal de Teresópolis

EDITAL

o VEREADOR CLE YTON VALENTIM.


Presidente da Câmara Municipal de Teresópolis em exercício, usando das atribuições
legais que lhe são conferidas, torna público que a reunião Extraordinária do dià 25 de
agosto de 2011, terá a seguinte:

ORDEM DO DIA

DISCUSSÃO E VOTAÇÃO FINAL DA PROPOSiÇÃO ABAIXO~

PARECER DA COMISSÃO PROCESSANTE SOBRE O


PROSSEGUIMENTO DA DENÚNCIA COM REFERÊNCIA AO PROCESSO N°
195/20 Il-A (Denuncia contra o prefeito Dr. Jorge Mario Setllacek)

CÂMARA MUNICIPAL DE TERESÓPOLlS


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Presidente em exercício

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Estado do Rio de Janeiro


Câmara Municipal de Teresópolis

EDITAL

o VEREADOR CLEYTON VALENTIM,


Presidente da Câmara Municipal de Teres6polis em exercício, usando das atribuições
legais que lhe são conferidas. torna público que a reunião Extraordinária do dia 25 de
agosto de 20 11, terá a seguinte:

. .
ORDEM DODIA

DISCUSSÃO E VOTAÇÃO FINAL DA PROPOSIÇÃO ABAIXO:

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PARECER DA COMISSÃO PROCESSANTE SOBRE O


PROSSEGUIMENTO DA DENlJNCIA COM REFERÊNCIA AO PROCESSO N°
195/2011-A (Delluncia contra () prefeito DI'. Jorge Mario Sed/acek)

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Estado do Rio de Janeiro
Câmara Municipal de Teresópolis

PARECER DA COMISSÃO PROCESSANTE


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PROCESSO 195/201 l-A. r'

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A COMISSÃO PROCESSANTE, no uso das atribuições
que lhe são conferidas pela legislação em vigor, têm por parecer, após
análise da defesa prévia com referência ao processo n° 195/20 I I - A
(denuncia contra o Prefeito Dr. Jorge Mario Sedlacek), pelo prosseguimento
(. ".•.. .
...:...::.~

da denúncia, solicitando aprovação do plenário desta egrégia Câmara.

COMISSÃO PROC SSANTE


Em 23 de agost e 201·1

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Comissão Processante

INICIOS DE PROCEDIMENTOS A SEREM ADOTADOS


PROCESSANTE.

ATOS DACOMISSÃO PROCESSANTE . '


Oficio ao Executivo Municipal - Cópia do contrato de contratação do advogado André José /'
/'
koslowski.
- Certidão de inteiro teor do processo de pagamento da
contratação do advogado André José koslowski.
- Cópia do ato de inexigibilidade nO 002/2009 da
contratação do advogado André José koslowski.
- Cópia dos precatórios judiciais em execução com risco de
seqüestro imediato que foi resolvido pelo advogado contratado.
- Cópia de todos os precatórios em execução que tinham
nesta época na prefeitura.

- Cópia do rTBI do apartamento comprado pelo Prefeito Jorge Mario.

. Solicitar ao Tribunal de Contas da União, Controladoria da União e Tribunal de Contas do


Estado do Rio de Janeiro os relatórios referentes ao uso de verbas da prefeitura de
Teresópolis com a tragédia.
- Solicitar a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, cópia dos depoimentos
que apura denuncias de pagamento de propina envolvendo a prefeitura de TeresÓpoJis.
- Solicitar cópia dos depoimentos a Comissão Parlamentar de Inquérito desta Câmara, com
referência a esta denuncia.
- Solicitar ao Tribunal de Contas do RJ o parecer do julgamento das contas do ano 2009. .:;.-
- solicitar ao Executivo de Teresópolis a legislação sobre as obrigações do Procurador
Geral.
- Solicitar a CPl da Câmara de Teresópolis cópias dos depoimentos do advogado Dr. Andre
José koslowski, empkesa RW, Vital ex-procurador Dr. Antonio Geraldo e Ora. Ana.
-.
-=,,"-'-r

HORÁRIO DAS OlTIV AS


Terças feiras - 17:00 horas
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I--
I,:
CMT

De: "CMT' <cmteresopolis2@bol.com.br>


Para: <advogados@viveiros.adv.br>
Enviada em: sexta-feira, 16 de setembi'ode 201113:52
Anexar: procedimentos da C OM PROCESSANTE.doe
Assunto: COMUNICAÇÃO atos comissão Processante

COMUNICAÇÃO

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l'zitl Estado do Rio de Janeiro


Câmara Municipal de Teresórolis
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Comissão Processante A \).~,.,­
I Itl,)
V.'
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I ~'YJ-r I:
Ofício CMT/CPJno 004/20 I I Teresópolis, RJ: O$desetembrode2011 I,
i.
Exmo. SI' Deputado Presidente da ALERJ,

Cumprimentando-o, na qualidade de Presidente da Comissão Processante.


instaurada por esta Casa, solicitamos a documentação abaixo de. forma a possibilitar a lo
·..
instrução e o bom andamento da Comissão. f
1-.,'

A cópia dos depoimentos prestados à esta Assembléia, que tiveram como


escopo a apuração das denúncias de pagamento de propina envolvendo a Preleitura de
Teresópolis. .

Certo de que Vossa Senhoria tem plena ciência da importância da celeridade


do envio de tal documentação, agradecemos antecipadamente apresentando noss(}s vOtos
de elevada estima e consideração.

~amel1le.
i
I,.
f

I
i
Vereador Anders (la Conceição Silva ,.
om issão Processante
[
1-

EXllIo. Sr. Deputado Paulo Melo


P...esidcnte da ALERJ
.~I i-. .
.1J.(..
./

E:C''[" ., i-}W. :3:~À:i. CORi~no;; f. Tf.:Lf:t/R {!FO:'}


~~~'0iiê'~1 .. RCr fEUf.iAI-W !S0fif\~
AI) rD. te d:~(j :if!DR;: 113 VMiTIi
TWF.f;Df'ílU 1; .. i,,l .. ~;'9ó3

Di1j~I:, .~JH?Mf;!iJf).~~ I,e~.: :._iE....JHJJ.Zja2..


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i(Í'l,'i~;l:!'141;!/l:jR ., CAinA RUI 'U,filADA COI-IE:RCIl'lL
DU'l: Pi:{U. o ~iF! l.[I
l;t:y: 2~~ 1.0 'S~Hl'~\tll O~ JAflEnW"R.!
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Estado do Rio de Janeiro
Câinara Municipal de Tcresópolis }i

Comissão Processante

Oficio CMT/CP/no 005/201 I

Teresópolis, RJ, 06 de setembro de 201 I

Exmo. SI' Prefeito em exercício de Teresópolis,

Cumprimentando-o, na qualidade de Presidente da Com issão Processante,


instaurada por esta Casa, solicitamos a documentação abaixo de forma a possibilitar a
....... instrução e o bom andamento da Com issão.
i..:~.'
A Certidão de inteiro teor do processo de pagamento referente â contratação
do advogado Dl'. André José Koslo\vski.

A cópia do alo de Inexigibilidade nO 002/2009 referente â cOlllrataçào <.lo


advogado DI'. André José Koslo~ski.

A cópia dos precatórios judiciais em execuçào com ou sem risco de


seqüestro irnediato, que estiveram sob a responsabilidade do advogado Dr. André José
Koslowski.

A cópia do 11'81 referente ao apartamento comprado pelo Prefeito Jorge


Mario Sedlacek.

A cópia da legislação sobre as obrigaçães/alribu içóes do Procurador Geral.

Certo de que Vossa "Senhoria tem plena ciéncia da importància da celeridade


do envio de tais doctll)lentos, agradecemos antecipadamente apresentando nossos votos I"
de elevada estima e cOIlsideraçào.
i'
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.l.'"

;.

Exmo. Sr. Vtl'cador Arlci de Oliveira Rosa


Prefeilo em exercício
Estado dQ RiQ de Jal1eiro
Câmara Ml1ni~ipal de Tercsópolis
Comissão Processante

Oficio CMT/CP/n° 006120 I I

Teresópolís, RJ, 06 de setembro de 20 I1

Se Gerente,

Cumprímemando:'o,"i)a qualidade de Presi<!ente da Comissão Processante,


instaurada por esta Casa, solicitamos a documentação-abaixo 'de forma a possibilitar a
instrução e o bom andamento da Com issão.

Cópia do contraIo de financiamento do imóvel situado a Rua Jurutma n°


123. Bairro Agriões, Município de Teresópolis. em nome do Dr. Jorge Mario Sedlacek.

Cerlo de que Vossa Senhoria tem plena ciência da importância da celeridade


do envio de lais documentos, agradecemos antecipadamente apresentando nossos votos !,
de elevada estima e consideração. ,..

~.

"

Exrno. SI'.
Cerenlc da Clli,a Econômic,l fedenll dc Tercsópolis-RJ
.'0,'

Estado do Rio de Janeiro


Câmara Municipal de Teresópolis
Comíssão Processante

Ofício CMT/CP/n° 007/2011

Teresópolis, RJ, 06 de setembro de 2011

Exmo. Sr Prefeito em exercício de Teresópolis,

,
Cumprimentando-o, na qualidade de Presídente da Comissão Processante,
instaurada por esta Casa, solicitamos a documentação abaixo de forma a 'possibilitar a
instrução (; o bom andamento da Com issão.

Cópia de todos os IT81s (Imposto sobre a Transmissão de BeHs Imó\ci,»


dos imóvci~ da Rua Juruema n° 123, Bairro Agriões, Teresópolís-RJ.(Apart:'lmentús)

Cópia da escritura do i móvel locHI ilado na Rua JllrucmH 11" I 23,Agriôes.


em nome de JORGE MARIO SEDLACEK.

Certo de que Vossa Scnhoria tem plena ciência da importância da celeridade


du envio I.k tais documentos, ag.radccemos antecipadamente apresentando nOsstls votc)S
de elevada estima e consideração.

"

.:....

Ve...e or An crson da Concei ão Silva


~. ·-P(~sidente da Comissão Processante

Exmo. Sr. \'enador Arld de OlheirJl Rosa


I'r-deilo em exercício

"
·.··,~elftl TRI~UNAl DE CONTAS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Data: 10/08/2011 06:10:07 "
• •PlJlJ Sístema de Controle e Acompanhamento de Processos Página: 1 ~~n'cípli.l o.:
", (
~ e,....
Q4i~ I;~~rna de Onclos (mãos próprias) ~.

N~ GuJa:21819/2011 Orlgem:CSO Data de Salda: 10/08/2011 06:09:29 PM


'.,

ml!nfllmmô~lflíilÍl~IiÚlr~lIr~lllllllIlllllllllllll" II~I~I I ~I~~


.'-\.
~~,

OFfcIO DE COMUNICAÇÃO
~S()"280~6J2011
CLEYTON SILVA VAlENTIN
~EM PRAZO Processo TCE: 215638-1/2011
Total dE;} Qffcios na guia: 1

Emitidapor : LUIS CARLOS DA COSTA ~


.... ~." . ,~~.
_ MatrIcula: 02/002922
Recebida em: -iLJ-L1 /1 -__...A.~~J~"*,,_:;,,,--:-=-=:=:-'=
.=-- . _
rik"
j"--J
sponsável CPF

MatrIcula

PREEt
EMCA"
·i
:z- 1:
PROCESSO'TRIBUNAL DE CONTl\S/RJ
( ) Sue:
( ) Fal.'
.-~
{ } ,MUI
Obsel'.: ,

ASSUNTO: RELATÓRIO DE AUOrfORIA GOVEHNAMENTAL - .


PREEt LEVANTAMENTO ESPECIAL - IDENTIFICAÇÃO DE ORIGEM --"
EMCA. MONTANYE DESTINIl,çAo DE: RECURSOS PREVISTOS EM"
3" 1 AÇÕES PLANEJADAr; E GESTORES RESPONsA VEm PELA
REALIZAÇÃO DE DESP:::Si\S COM A RECUPERAÇÃO DOS
( ) Sue MUNiCípIOS _DA REGIÃCLSERRANA REFERENTE' AO PROCESSO.
TCE/RJ N° 104.481-812011.

PREENCHEREM LETRA DE FORMA,


EM CAS() DA pp<:AO NÃO PROCURADO, POR FAVOR, JUSTIFICAR NA OBSERVAÇÃO,

PRIORIDADE
Entrega em Mão Própria
Regimento Interno TCE-RJ
l.C. nO 63/90, Art. 26, inciso 'li
111111 11111 111111 IJlJI 11111 1II1111fll 11111 11111111111111111111111111111 ••• ", ••• 11 lU .. ~ •• I ...... ".,. , ••. _._0' ...... ,_. , •• ,
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~
...
TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ~~ " <' a
()
4!lI
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-tJ~

OFÍCIO PRS/SSE/CSO 28026/2011 Rio de Janeiro, 10 de. agosto de 2011.


....
~-

Prezado Senhor,

Comunico a V.S.a que, em sessão plenária de 09/08/2011, nos termos do


voto do Conselheiro José Gomes Graciosa, que examinou o Processo TCE/RJ
215.638-112011, o Tribunal decidiu dar-lhe ciência do inteiro teor do voto em tela,
conforme cópia anexa.
.. ' .. ~. ."

i
~

Atenciosamente,

0:lcknia de ~a~ '-&fct !


r
i/ GARDÊNIA DE ANDRADE COSTA I
Secretária-Geral das Sessões
~

"

MP'
W~lIdUllllmmll~mll)IIDmm~WllmIIlIMlllllr~lln~~
ILl\10. SR.
CLEYTON SILVA VALENTIN
PRESIDENTE EM EXERCÍCIO DA C..tMARA MUNICIPAL DE TERESÓPOLIS
AVENIDA FELICIANO SODRÉ, 645
CENTRO - TERESÓPOLISIRJ CEP 25.963-000
REF.PROC.TCE/RJ 215.638-112011
OFicIO PRS/SSE/CS028026/20 11
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..~r
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... ( TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO 00 RJO DE JANEIRO
~ ~J SECRETARIA GERAL DE CONTROLE EXTERNO
TCE·RJ o.:
Ü\.\)(\ c PlI/
Processo nQ 215.638:412011 ~
Rubrica ,§ FI 51 'a
' .. s . u
UI .g-
.
O
'!e~

Processo: 215.638-1/2011
Origem: TRlBUNAL DE GONTAS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Setor:
Nillureza: RELATÓRIO DE AUDITORIA GOVERNAMENTAL - LEVANTAMENTO-
ESPECIAL
Interes$ado : SGE
Observêl9ão : RELATORIO lJ2VANTAMENTO P/IDENTIFICAR ORIGEM-
MPNTANTE ~ DESTINACAQ RECURSOS PREVISTOS ACOES PLANEJADAS E
GESTORES RESP P/ REALlZACAO DESPESAS RECUPERACAO MUN REGIAO
SERRANA REF PROC TCE'104.487-8/11

RELATÓRIO DE AU·DITORIA GOVERNAMENTAL


:,
.-:, .... :
DADOS DA FISCALIZAÇÃO

Número da Fiscalização (PAAG): 053/2011.


Modalidade: Levantamento Especial (decorrente de Acompanhamento Especial,
processo TCE-RJ 104.487-8/11).
'. Jurisdicionados: Órgãos estaduais e municipais envolvidos com a recuperação da
Região Serrana do Estado do Rio de Ja~eiro.
AJo originário: processo TCE-RJ 304.864·4/10 - PAAG.
Objetivos da Fiscalização: 1) identificâr-á origem, o mo"ntante e a destinação dos
recursos previstos; 2) identificar as ações emergenciais e de recuperação planejadas;
3) os gestores responsáveis pela realização das despesas.

Período ~br~ngido pela auditoria: 12.01.2011 a 12.07.2011.


Período de reaHzação:_.14.02.2011 a 12.07.2011.
Composição da equipe:
I"
• Alexandre Anglada Rodrigues, matrícula 02/3734.
• Erivaldo Pereira de Paula, matrícula 02/2992.
• Paula Jacqueline de A. Freitas, matrícula 02/2723.
Supervisão:
• Carlos Alberto Novelino de Amorim, matrícula 02/3083.

I'
I
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'0' ..L J;j


7

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• \tI; -l;J
. O 00 RIO DE JANEIRO
TRIBUNAL O!= CONTAS 00 ESTAP
SECRETARIA GERAL DE CONTROLE EXTERNO
~/~ .<

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C
~---------:--------------------,-------~CJJt~
Atos de designação (tis. 03/63):
.Oficio
ÓRGÃOJMUN,cfpIO GAP/SGE
DATA
281 2&.03.2011
Secretaria de Estado de Obras·(Sf;OB.RAS)
399 19.04.2011
"284 28.03.2011
Fundação Departamento de Estradas de Rodagem (DER/RJ)
397 19.04.2011
Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos 282 28.03.2011
~EMDffi . 428 03.05.2011
Instituto Estadual do Ambiente (INEA) 429 03.05.2011

Empresa de Obras Públicas (EMOP) 283 28.03.2011


278 28.03.2011
Prefeitura Municipal de AREAL
426 03.05.2011
....

398 19.04.2011
Prefeitura Municipal de BOM JARDIM
280 28.03.2011
274 28.03.2011
Prefeitura Municipal de NOVA FRIBURGO
379 07.04.2011
276 28.03.2011
Prefeitura Municipal de PETRÓPOLIS
427 03.05.2011
277 28.03.2011
Prefeitura Municipal de SÃO JOSÉ DO VALE DO RIO PRETO
380 07.04.2011
279 28.03.2011
Prefeitura Municipal de SUMIDOURO
381 07.04.2011
275 "28.03.2011
Prefeitura Municipal de TERESÓPOLlS
425. 03.05.2011

'· · :·~ ·
I
I
....
9,..!rr;-·· TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
• "lil~ SECRETARIA GERAL DE CONTROLE EXTERNO

SUMÁRIO

I
1 INTRODUÇÃO " 154 I~.,.
)
1.1 Visão geral 154
1.2
1.3
Objetivo
Metodologia
: 155
155 ~;
li,
2 RESULTADO DA AUDITORIA 156 1'.1,

2.1 Dados estimativos da tragédia 156 f!.·.:.:,·.

2.1.1 Areal 156 t'


2.1.2 Bom Jardim 157
2.1.3 Petrópolis , 158
2.1.4 São José do Vale do Rio Preto 159
'Iii··\
~-.;" 2.1.5 Sumidouro 160
2.1.6 Teresópolis 161
2.1.7 NovàFriburgo 161
2.1.8 Resumo dos danos materiais : 161
2.2 Recursos disponibilizados para a Região Serrana 162
2.2.1 Recursos Fed~rais - R$ 230.925.947,49 162
2.2.2 Recursos Estaduais - R$ 199.181.548,09 : 163
2.2.3 Recursos Municipais - R$ 14.773.494.35 164
2.3 Obrigações ass\Jmidas ria Região Serrana 165
2.4 Órgãos estaduais envolvidos 167
2.5 Criação de órgãos e entidades 169
2.5.1 Subs.ecr~taria Extraordinária da Região Serrana.! 169
2.5.2 Consórcio Intermunicipal : 169 I',
.. ~.;

2.5.3 Comitê·Especial de Reconstrução Rural da Região Serrana 169


2.6 Destaques
2.6.1
:.:
Licitação para elaboração de um Plano de Reestruturação
, 169
169
l';.i
",
I~

2.6.2 EmprésH~o de R$ 1 bilhão com o BJD 170


2.6.3 EmpréstImo de cem milhões de dólares com o CAF 170
2.6.4 Desapropriação de áreas para construção de unidades habitacionais 170
2.6.5 frente PRO-RIO 171
2.7 Parcerias 173
2.8 Ações de outros órgãos de controle 173
2.8.1 Congresso Nacional : 173
2.8.2 Câmara·dos Deputados 173
2.8.3 Assembleia Legislativa 174
2.8.4 Tribunal de Contas da União_ _ __ .. _ _ 174
2.8.5 Ministério Público Federal __ __ _.. 175
2.9 Sonegação de documentos _ _176

3 CONCLUSÃO 178

I'
i
i
< /

.,.
";(tJ;...,;...!
r( TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO 00 RiO DE JANEIRO TCE-RJ
~.,

• l SECRETARIA GERAL DE CONTROlE EXTERNO Processo 0° 215.63B.tI~~f\lclpaJ


Rubrica ~~rs. 154 .A
~ \SI
l........-------f~P4~,..__-.J ~

~~.ri-
. Q
~~
1 INTRODUÇÃO
1.1 Visão geral
.....
Em virtude das fortes chuvas que se abateram sobre a Região Serrana do Estado do
Rio de Janeiro na madrugada do dia 12 de janeiro de 2011, foi decretado Estado de
Calamidade Pública 1 pelos Prefeitos dos municípios de Areal, Bom Jardim, Nova
Friburgo, Petrópolis, São José do Vale do Rio Preto, Teresópolis e Sumidouro. Esses
decretos foram prontamente homologados pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro e
reconhecidos pelo Ministério da li'ltegração Nacional por meio da Secretaria Nacional
de Defesa Civil (SESDEC), dada as dimensões do desastre e seus impactos social,
>::: econômico e ambiental.
.. -
Imediatamente após esses trágicos acontecimentos, três linhas de atuação foram
adotadas pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro.

A primeira, de caráter emergencial, quando, em auxílio às ações de socorro e de


assistência às vítimas da tragédia, seis engenheiros civis lotados na Subsecretaria de
Auditoria e Controle de Obras e Serviços de Engenharia (S80) deste Tribunal atuaram
como voluntários junto à Defesa Civil e aos demais órgãos em atuação na região,
durante o período de 17 a 28 de Janeiro.

A segunda, de caráter educativo, quando o TCE-RJ, por meio da Escola de Contas e


Gestão (ECGfTCE-RJ), promoveu cursos de orientação aos Prefeitos e Técnicos dos
sete municrpios mais afetados pelas chuvas. Os encontros ocorreram em Petrópolis
(02/02), Teresópolis (04/02), Nova Friburgo (08102), São José do Vale do Rio Preto ["
(1 0/02) e Areal (15/02), e 243 profissionais participaram destes Cursos, onde foram I'
II
abordados temas relacionados a compras, serviços e obras em situação de
emergência, gestão de convênios, contratos sociais, subvenções, aluguel social e I·'
contratação de pessoal por prazo determinado para atender à necessidade temporária
de excepcional interesse público.

A terceira. de cunho fiscalizatório e com prevlsao de duração até 31 .12.2011, foi


aprovada no Processo TCE-RJ 304.864-4/10. e tem por objetivo garantir a correta
aplicação dos recursos destinados ao auxílio dos Municípios atingidos.

A modalidade de fiscalização adotada foi o ACOMPANHAMENTO, instrumento de


AUDITORIA GOVERNAMENTAL previsto no Manual de Auditoria deste Tribunal,
destinado ao controle seletivo e concomitante das atividades executadas pelos órgãos
elou entidades jurisdicionadas.

I o estado de calamidade vem sendo prorrogado pelos Municípios (fls. 64,76).


'''I; ttJ
,.,..rr( - TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO 00 AlO DE JANEIRO
SECRETARIA GERAL DE CONTROLE EXTERNO
TCE·RJ
Proc~sso n~ 215.638-1/2!lJJ..\CJp.e/
Aubnca fitS:'rS5
~~

1.2 Objetivo
o presente relatório é resultado do Levantamento (atividade desempenhada dentro da
Auditoria de Acompanhamento) realizado pela Equipe de Auditoria com o objetivo de
identificar: a) a origem, o montante e a destinação dos recursos previstos; b} as ações
.....
emergenciais e de recuperação planejadas; e c) os gestores responsáveis pela
realização das despesas.

1.3 Metodologia
A metodologia adotada no Levantamento compreendeu duas fases distintas: interna e
externa. Na fase interna foram coletadas informações nos seguintes meios:

• Diários Oficiais dos Municípios, do Estado (OOERJ) e da União


(DOU);
• Sistema de Administração Financeira para Estados e Municípios
(SIAFEM/RJ);
• Sistema de Informações Gerenciais (SIG) da Secretaria de Estado de
Fazenda;
• Sistema de Controle e Acompanhamento de Processos (SCAP) do
TCE-RJ;
• Sites oficiais dos Municípios atingidos e dos órgãos estaduais
envolvidos nas ações de socorro e recqnstrução da região;
• Rede mundial de computadores (INTERNET), em especial, na
Agência Brasil, Portal de Notícias mantido pelo Governo Brasileiro e
administrado pela ESC (Empresa Brasil de Comunicação).

Por sua vez, na fase "externa foram desempenhadas as seguintes ativid ades (nessa
fase participou o servidor Luiz Antônio Lage Rosa, matrícula 02/3671, da
Coordenadoria de Estudos e Análises Técnicas - CEA):

• Contato direto entre a equipe e os órgãos jurisdicionados (municipais


e estaduais) com indicação, em cada caso, de um servidor
responsável para atender às solicitações da equipe de auditoria;
• Apresentação e instrução de preenchimento da "planilha de controle"
criada pela equipe de auditoria para assegurar o controle tempestivo
dos gastos realizados na região, fls. 77/111. .
• Confirmação e/ou complementação das informações eofetadas na
fase interna.
• Identificação visual das áreas afetadas pelas chuvas (relatório
fotográfico, fls. 112/145).

Cabe ressaltar que o município de Nova Friburgo não apresentou resposta à


solicitação de informações e esclarecimentos efetuada durante a fase externa.

I.:
I
"'... '
....... /
';CE.(: ..
• I
TRIBUNAL DE C()~TAS DO ESTADO DO AlO DE JANEIRO
~ SECRETARIA GERAL DE CONTROLE EXTERNO
TCE·RJ
Processo n~ 215.636'1/2011
Rubrica Fls. Xitelp~1
,~~ 'C!

(" .

2 RESULTADO DA AUDITORIA

2.1 Dados estimativos da tragédia

Os dados apresentados a seguir foram colhidos dos documentos AVADAN (Avaliação


de Danos) e NOPAED (Notificação Preliminar de Desastre), os quais se destinam ao
registro inicial do desastre e à estimativa da intensidade do mesmo. Tais documentos
são preenchidos no prazo máximo de 12 horas após a ocorrência do desastre e
encaminhados aos órgãos de coordenação do SINDEC (Sistema Nacional de Defesa ~
1
,!
Civil). De ta! forma, é"importante salientar que os dados informados a seguir são
estimativos.

" ,L-'
. " ":.'
, 2.1.1 Areal
Tabela 1. Dados estimativos do desastre: município de Areal.

População I 11 .009 habitantes I Orçamento R$ 33.895.509,00

l
Danos Humanos (número de pessoas)
Levemente Gravemente
Desalojadas Desabrigadas Deslocadas Mortas Afetadas
feridas feridas ,
1031 1469 80 15 - . 7000
Danos materiais
Danificadas Destruídas Total
Edificações
Quant I Mil R$ Quant MiIR$ (Mil R$)
Residenciais Populares 300 6.000 500 18.500 24.500
Residenciais - Outras 200 8.000 10 3.000 11.000
;

'. Públicas de Saúde 1 500 - - 500 ;j


Públicas de Ensino - - - . -
Obras de Arte '- 2 500 1 1.000 1.S00
Outras (pontes de madeira) - - - - .
Estradas (Km) 20 128 - - 128
Pavimentação de Vias Urbanas (Mil m2) 10 400 - 400
Particulares de Saúde - - - -
Particulares de Ensino 2 200 - . 200 r.
Comunitárias - - - - -
Industriais 2 1.000 - - 1.000
Comerciais 100 6.000 - - 6.000
Total (danos materiais) 45.228
fonte: SINSDEC, AVADAN/NOPRED. 1'-,
/

'Ji"J;i~ SECRETARIA GERAL DE CONTROLE EXTERNO


'lfl!~;. TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO 00 RIO DE JANEIRO TCE·RJ
Processo nO 21 S. 638 -1120 11
Rubrica fls. 157

2.1.2 Bom Jardim


Tabela 2. Dados estimativos do desastre: município de Bom Jardim.

População I 26.546 habitantes I Orçamento R$ 58.085.300,00


Danos Humanos (número de pessoas)
Levemente Gravemente
Desalojadas Desabrigadas Deslocadas Mortas Afetadas
feridas feridas
1186 632 . 423 - - 12380
.... -... Danos materiais
Edificações Danificadas Destruídas Total
Quant I Mil R$ Quant I Mil R$ (Mil R$)
Residenciais Populares 930 6.510 422 21.100 27.610
Residenciais· Outras 102 1.020 47 3.760 4.780
Públicas de Saúde 3 30 - - 30
Públicas de Ensino . - - - -
Obras de Arte 9 90 2 160 250
Outras (pontes de madeira) - · - . -
Estradas (Km) 1 75 10 6.380 6,455
Pavimentação de Vias Urbanas (Mil m 2) 400 1.280 120 5.160 6.440
Particulares de Saúde · - - - -
Particulares de Ensino - · - - .
Comunitárias - · . - -
Industriais 76 4.506,8 30 2.658 7.164,8
Comerciais 6 60 . . 60
..
Total (danos materiais) 52.789,81
Fonte: SI NSD EC. AVADAN/NOPRED.
'.

.."ri'~ SECRETARIA
."1; TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
GERAL DE CONTROLE EXTERNO
TCE-RJ
Processo n Q 215.638-112011
Rubrica Fls. 158

2.1.3 Petrópolis
Tabela 3. Dados estimativos do desastre: munlciplo de Petrópolis.

População I 277.816 habitantes , Orçamento R$ 391.600.887,00 (2009}


Danos Humanos (~úmero de pessoas)
Levemente Gravemente
Desalojadas Desabrigadas Deslocadas Mortas Afetadas
feridas feridas
48 44 - 6 1 3 4000
...... Danos materiais
Edificações Danificadas Destruídas Total
.,. Quant I Mil R$ Quant Mil R$ (Mil R$)
Residenciais Populares 2 5 - - 5
Residenciais· Outras - - - - -
Públicas de Saúde . . · · ·
Públicas de Ensino - · - -
Obras de Arle - 7,9 - 71,5 79,4
Outras (pontes de madeira) - - - - -
Estradas (Km} - - - · ·
Pavimentação de Vias Urbanas (Mil m )2 1200 477,1 - - 477.1
Particulares de Saúde - - - - ·
Particulares de Ensino . - - · ·
Comunitárias - . · - -.
Industriais - - - - -
Comerciais 3 2
.. · - 2'
Total (danos materiais) 563,5
Fonte: SINSDEC, AVADANINOPRED.


I·,
..
"~ ;

I"
<.

l
,-
i
i
!
,
,"'
'fíC..r (.'-
i
JJ}
TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
SECRETARIA GERAL DE CONTROLE EXTERNO
TCE-RJ
Processo n 9 215.638·112011
Rubrica Fls. 159

.. ..:.\~,\ciP-"!1
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.'/ p., $:

2.1.4 São José do Vale do Rio Preto c" t ' -. J t1 '"'o


p
~:~ ~"'Q I E.. ~
~ "~ô ,'8"
Tabela 4. Dados estimativos do desastre: município de São José do Vale do Rio Preto. . i.;f;

População I 20.682 habitantes I Orçamento R$ 38.623.489,00


Danos Humanos (número de pessoas)
Levemente Gravemente
Desalojadas Desabrigadas Deslocadas Mortas Afetadas
feridas feridas
- 1274 1067 160 3 3 20682 ~.
Danos materiais
I
1I
Danificadas Destruídas Total
Edilicações !~
Ouan! I Mil R$ Quan! MiIR$ (Mil R$)
Residenciais Populares 329 7.300 274 6.000 13.300
Residenciais· Outras 73 250 68 400 650
Públicas de SaÚde 1 50 . - 50
Públicas de Ensino 4 200 1 150 350
Obras de Arte 5 2.012 5 3.405 5,417
Outras (pontes de madeira) - - - - -
Estradas (Km) 10,4 1.004 2 740,5 1.744,5
Pavimentação de Vias Urbanas (Mil m l ) 7,8 1.028,7 - - 1.028;7
Particulares de Saúde 1 200 - - 200
Particulares de Ensino " - · -
Comunitárias 5 500 - · 500
Industriais - - - · .
Comerciais - . - - ,

I Total (danos materiais) 23.ÚO,2'!


Fonte: SINSDEC, AVADAN/NOPRED.

c'~:
. .:-~

.,.,.er",
• '-I; J.i). TRIBUNAL DE CONTAS 00 ESTADO DO RIO DE JANEIRO
SECRETARIA GERAL DE CONTROLE EXTERNO
TCE·RJ
--c-

Processo n Q 215.638-1/2011
Rubrica Fls. 160

2.1.5 Sumidouro
Tabela 5. Dados estimativos do desastre: município de Sumidouro.

População I 14.768 habitantes I Orçamento R$ 42.072.790,00 (2010)


,-

Danos Humanos (número de pessoas) I


I
I
Levemente Gravemente l~
Desalojadas Desabrigadas Deslocadas Mortas Afetadas
feridas feridas í\
200 127 10 3 22 15000 1f
311
Danos materiais
Danificadas Destruídas 'Total
Edificações i~
Quant I Mil R$ Quant Mil R$ (Mil R$) I
,l
Residenciais Populares 479 2.395 82 2.050 4.445 j
Residenciais - Outras 17 170 15 1.200 1.370
Públicas de Saúde 2 40 - - 40
Públicas de Ensino 5 150 - - 150
Obras de Arte . -
27 3.000 3.000
Outras (pontes de madeira) 10 50 25 375 425 ;

Estradas (Km) 659 11.250 - - 11.250 I


c_

Pavimentação de Vias Urbanas (Mil m )2 6000 400 12000 6.000 6.400 t


I
Particulares de Saúde - .
- . - I

Particulares de Ensino - - - . -
Comunitárias 1 50 - .. 50
Industriais 2 100 - - ·100 I
j
Comerciais 17
Total (danos materiaisl
170
. - - 170
27.400 f

Fonte; SINSOEC, AVAOAN/NOPREO.

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TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO AIO DE JANEIRO
SECRETARIA GERAL DE CONTROLE EXTERNO
TCE·RJ
Processo n· 215.638-1/2011
Rubrica Fls. 161

2.1.6 Teresópolis

Tabela 6. Dados estimativos do desastre: município de Teresópolis.

População I 165.000 habitantes I Orçamento R$ 256.113.490,00


Danos Humanos (número de pessoas)
Levemente Gravemente
Desalojadas Desabrigadas Deslocadas Mortas Afetadas
feridas feridas
6210 5058 - 761 76 304 49000
Danos materiais
Danificadas Destruídas Total
Edificações
Quant I
Mil R$ Ouao! Mil R$ (Mil R$)
Residenciais Populares 1100 77.000 1500 210.000 287.000
Residenciais· Outras 100 30.000 70 21.000 51.000
Públicas de Saúde 4 1.600 3 2.400 4.000
Públicas de Ensino 6 2.400 4 3.200 5.600
Obras de Arte 12 3.000 20 10.000 13.000
Outras (pontes de madeira) - . . - -
Estradas (Km) 50 15.000 70 56.000 71.000
Pavimentação de Vias Urbanas (Mil m 2 ) 50 3.500 30 3.000 6.500
Particulares de Saúde - - - -
Particulares de Ensino . - - - -
Com unitárias - - 1 300 300
Industriais 1 200 1 600 800
Comerciais 100 15.000 20 6.DOO 21.000
Total (danos materiais) '460.200 I
Fonle: SINSOEC, AVADANINOPREO.

2.1.7 Nova Friburgo "


~---.

l~' Tabela 7. Dados estimativos do desastre: município de Nova Friburgo.


Os dados do município de Nova Friburgo não foram disponibilizados a este Núcleo de ,
;1
Auditoria até a presente data.
i-
I.

2.1.8 Resumo dos danos materiais

A Tabela 8 consolida os danos materiais sofridos pelos municípios.

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I'
I
i
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TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO 00 Rro DE JANEIRO
~ SECRETARIA GERAL DE CONTROLE EXTERNO
TCE·RJ
Processo nO 215,638-1/2011
Rubrica Fls. 162
• I

Municfpio
Araal
Bom Jardim
Petrópolis
São José do Vale do Rio Preto
Sumidouro
Teresópolis
Nova Friburgo
I TOTAL . I 609.421.500.00 I

('.
2.2 Recursos disponibilizados para a Região Serrana

Até 12.07.2011, data de fechamento do presente Levantamento, os recursos


efetivamente destinados à Região Serrana foram da ordem de R$ 444.880.989,93
(quatrocentos e quarenta e quatro milhões, oitocentos e oitenta mil, novecentos e
oitenta e nove reais e noventa e três centavos), conforme demonstrativos a seguir.

2.2.1 Recursos Federais - R$ 230.925.947,49

Os recursos federais destinados à Região Serrana. originaràm-se. do Ministério da


Integração Nacional (MIN), do Ministério da Saúde (MS) e d~ Ministério da Educação
(MEC).

Tabela 9. Recursos federais destinados à Região Serrana.


MÊS VALOR'- . ORIGEM VALOR DESTINO
70.000.000,00 ."SEOBRAS
10.000.000,00 PM NOVA FRIBURGO
7.000.000,00 PM PETRÓPOLIS
7.000.000,00 PM TERESÓPOllS
100.000.000,00 MIN 1.500.000,00 PMAREAL
JAN 1.500.000,00 PM BOM JARDIM
PM SÃO JOSÉ 00 VALE 00 RIO'
1.500.000,00
PRETO
1.500.0ÕO.00 PM SUMIDOURO
2.161.969.60 PM FRIBURGO
8.925.947,49 MS 4.782.773,70 PM PETRÓPOLIS
1.981.204,19 PM TERESÓPOllS
- .-
MAR 48.000.000,00 MIN 48.000.000.00 SEOBRAS
MAiO 74.000.000.00 MEC 74.000.000,00 SEEOUC
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• " . .'..:,) SECRETARIA GERAL DE CONTROLE EXTERNO Proc?sso nO 215.638-1/2011 i _ l...
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Nos dias que sucederam a tragédia, foram veiculadas inúmeras notícias nos princiPais' ó:>~
jornais do pafs informando sobre a destinação bilionária de recursos aos municípios
atingidos. Parte dos ubilhões" divulgados, no entanto, referiam-se a recursos do
Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), (cerca de R$ 1.77 bilhão que será
investido em drenagem e contenção de encostas, cuja liberação ocorrerá até o final de
2014) ou a beneffcios elou direitos, cujo pagamento foi apenas "facilitado" para os
moradores dos municípios atingidos, tais como:
'~.

• antecipação do pagamento do BOLSA FAMfuA, estimada em R$ 1,9


milhão;
• liberação dos saques do FGTS, estimado em R$ 492 milhões;
• antecipação do pagamento do beneffcio do INSS, estimado em
R$ 114 milhões.

2.2.2 Recursos Estaduais - R$ 199.181.548,09

Tabela 10. Recursos estaduais destinados à Região Serrana.


MÊS VALOR ORIGEM VALOR. DESTINO
500.000,00 PMAREAL
500.000,00 PM BOM JARDIM
220.226,31 PM CACHOEIRAS DE MACACU
SECo PM NOVA FRIBURGO
9.000.000,00
22.000.000,00 ESTADUAL DE
SAÚDE 6.000.000,00 PM PETRÓPOLIS
JAN
500.000,00 PM .SÃO
, JosÉ 00 VALE DO RIO PRETO
500.000,00 PM SUMIDOURO
4.779.773',69 'PM TERESÓPOLlS
TESOURO ..
2.942.180,00 2.942.180,00 SEASDH
ESTADUAL
1.883.084,82 DER-RJ
4.450.000;00 SEOBRAS
1.902.879,48 [NEA
TESOURO 2.821.902,94 INEA
MAIO 17.193.159,98
ESTADUAL 2.293.257,00 INEA
220.002,00 INEA
3.473.145,01 SEPLAG
148.888,73 INEA
6.200.000,00 DER-RJ
37.620.000,00 SEOBRAs
TESOURO 49.980.693,60 SEOBRAS
JUN 157.046.208,11
ESTADUAL 7.698.467,36 SEOBRAS
52.339.447,15 SEOBRAS
3.207.600,00 DER-RJ

Quanto aos R$ 6 milhões destinados pelo Governo Estadual ao município de


Teresópolis, observamos que R$ 4.018.795,88 (quatro milhões, dezoito mil, setecentos
e novenla e cinco reais e oitenta e oito centavos) encontram-se incorporados ao Fundo
Especial de Calamidade Pública, contrariando o artigo 2º da Resolução SESOEC
1484, de 17.01 .11, que determina que tais recursos sejam transferidos diretamente do
Fundo Estadual de Saúde para o Fundo Municipal de Saúde de cada município.
· ...
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TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTApO DO RIO DE JANEIRO TCE·RJ


SECRETARIA GERAL DE CONTROLE EXTERNO Processo n Q 215.638·l/20 11
Rubrica

2.2.3 Recursos Municipais - R$ 14.773.494,35


Tabela 11. Recursos municipais destinados à Região Serrana.
MÊS VALOR ORlGE:M VALOR DE:STINO
\ AREAL 19.970,00 PMAREAL
t
PETRÓPOLIS 9.569.313,19 PM PETRÓPOLIS
JAN 14.773.494,35 SÃO JOSÉ VALE AIO PRETO 163.587,45 PM SÃO JOSÉ VALE AIO PAETO
SUMIDOURO 134.400,00 PM SUMIDOURO
FUNDO ESP. CALAMIDADE PUBLICA
TERESÓPOLlS 4.886.223.71
TEAESÓPOLlS
NOTA: Apenas o munlclplo de Teres6polls criou desllnacão específica para os gastos de recuperação. os demais usam recursos
de seus próprios orçamentos.
} (~-.
.
'

J . ~' Os recursos arrecadados pelos municípios com doações somam R$ 6.327.478,29,


conforme descrito na Tabela 12.

Tabela 12. Recursos arrecadados por doações destinados à Região Serrana.


MÊS VALOR ORIGEM VALOR DESTINO
.~
72.907,86 PMAREAL
80.509,00 PM BOM JARDIM
2.037.003,99 PM PETRÓPOLIS
JAN 6.327.478,29 DOAÇÕES
73.348,55 PM SÃO JOSÉ DQ VALE DO RIO PRETO
1.440,00. PM SUMIDOURO
4.062.268,89. PM TERESÓPOUS
;

O gráfico a seguir demonstra os recursos destinados à Região Serrana no período de


janeiro a junho.

Figura 1. Recursos destinados à Região Sêrrana. Janeiro a Junho 2011.

250.000.0G-J.C{i 1
200.000.000.00 ----.--.-----~---------

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1(10 TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
SECRETARIA GERAL DE CONTROLE EXTERNO
TCE-RJ
Processo n 9 215.638·112011
Rubrica Fls. 165

2.3 Obrigações assumidas na Região Serrana

A Tabela 13 demonstra obrigações assumidas na Região Serrana por ente federativo.

Tabela 13. Obrigações assumidas na Região Serrana.


Município Federais Municipais Estaduais Somatório
Areal 1.112.126,42 19.970,00 74.305,01 1.206.401,43
Bom Jardim 698238,19 0,00 0,00 698.238,19
Nova Friburgo 4.320.136,08 0,00 0,00 4.320.136,08 ij
Petrópolis 7.149.886,89 9.569.313,19 85.205,68 16.804.405,76
Sáo José do Vale do Aio Preto 643.620,29 163.587,45 0,00 807.207,74 r:

I
Sumidouro l.418.337,40 134.400.00 0,00 1.552.737,40
Teresópolis 6.330.436,40 4.886.223,71 2.477.791,57 13.694.451,68
SEASPH 21.000.000,00 0,00 2.942.180,00 23.942.180,00
SEOBRAS 62.969.0q9,69 0,00 152.088.608,11 215.057.617,80
0,00 0,00 11.290.684,82 11.290.684,82
DER
OUTRO (SEPLAG) 0,00 0,00 3.473.143,0 I 3.473.143,01 li
INEA 0,00 0,00 7.386.933,29 7.386.933,29
ITOTAL 105.641.791,36 1 14.773.494,35 1 179.818.851.491 300.234.137,20 I
Fonte: municlpios e estado.
NOTA: O Município de Nova Friburgo náo apresentou as informações solicitadas.

Considerando que cabe ao Tribunal de Contas da União (TeU) a fiscalização dos


recursos fedf3rais, apresentamos, a seguir, resumidamente, apenas os gastos estadual
e municipais na Região Serrana. o' detalhamento destes gastos encontram-se na
planilha de controle, fls. 77/111 .. e é réferente ao período de janeiro a 31 de março de
2011, à exceção do município de Tere$ópolis; que forneceu a relação das obrigações
assumidas até 15.04.2011 (Tabela 14) ..··
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TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO TCE-RJ
SECRETARIA GERAL DE CONTROLE EXTERNO Processo nO 215.638-1/2011
Rubrica Fls, 166

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~ . . ~j SECRETARIA GERAL DE CONTROLE EXTERNO
TCE-RJ
Processo nO 215.638-1/2011
Rubrica Fls. 167

2.4 Órgãos estaduais envolvidos

Em consulta aos sistemas de informação disponíveis, identificamos


desempenhadas pelos seguintes órgãos estaduais:

• DEPARTAMENTO DE ESTRADAS DE RODAGEM (DER) - Desobstrução e


liberação das estradas; Serviços de limpeza de pista, acostamento e
retirada de barreiras; Obras de restauração, pavimentação e
contensão de encostas;

• DEPARTAMENTO DE RECURSOS MINERAIS (DRM) - Projeto Implantação


do Núcleo de Prevenção e Análise de Desastres Geológicos do
Estado do Rio de Janeiro; Remapeamento das encostas nos
:~
j
municípios atingidos;

• ·EMPRESA DE ASSISTÊNCIA TÉCNICA E EXTENSÃO RURAL (EMATER) -,-


Uniformizar procedimentos junto ao Banco do Brasil para facilitar o
acesso dos produtores rurais às linhas de crédito disponibilizadas pela
instituição;

• EMPRESA DE OBRAS PÚBLICAS (EMOP) - Instalação de pontes


provisór.ias em muni.c/pios afetados pelas chuvas; locação de
máquinas, veículos e equipamentos utilizados nas ações de socorro;

• INSTITUTO ESTADUAL DE ENGENHARIA E ARQUITETURA (IEEA) -


Programa de Cooperação Técnica no atendimento dos desastres
nâturais que assolaram a Região Serrana;

• INSTITUTO ESTADUAL 00 AMBIENTE (INEA) - Projeto que prevê 'controle


de. cheias e recuperação ambiental dos municípios atingidos, vistoria
de imóveis e cadastramento de moradores para indenização via
compra assistida;

• SECRETARIA DE ESTADO DE AGRICULTURA E PECUÁRIA (SEAPEC) -


Inclusão dos produtores rurais em programas de reestruturação . ,'.
econômica das pequenas propriedades da região em parceria com a
SEASOH; facilitar o acesso dos produtores rurais às linhas de crédito
dispon íveis;

• SECRETARIA DE ESTADO DE ASSISTENCIA SOCIAL E DIREITOS HUMANOS


(SEASOH) - ações de assistência às vítimas e inclusão das famílias
vitimadas pela tragédia da região serrana no aluguel social, nos
programas habitacionais definitivos e demais projetos assistenciais;
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J. íAJ
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TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
GERAL DE CONTROLE EXTERNO TCE·RJ
Processo nO 215.638-1/2011
Rubrica Fls. 166 \~\l.n\c r.oQ:/~

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• SECRETARIA DE ESTADO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA (SECT) - Es;~do, e~'~77j i

parceria com a SEA, para ampliação da Rede Meteorológica no ERJ ...' .


com Radares Integrados ao Sistema Nacional de Vigilância
Meteorológica, bem como o Mapeamento de Áreas de Risco;

• SECRETARIA DE ESTADO DE OBRAS (SEOBRAS) - Gestão dos recursos


transferidos pelo Ministério da Integração Nacional, em decorrência
do estado de calamidade pública;

• SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE E DEFESA CIVIL (SESDEC) - Ações


de socorro à população atingida, tais como busca e salvamento,
primeiros-socorros, atendimento pré-hospitalar e atendimento médico-
cirúrgico de urgência;

• SECRETARIA DE ESTADO DE TRABALHO E RENDA (SETRAB) - Criação de


vagas em programas de qualificação profissional, como o Projeto
Jovem Trabalhador e o Bolsa-Qualificação em parceria com o
Ministério do Trabalho;

• SECRETARIA DE ESTADO DE TURISMO (SETUR) - Projetos para


revitalização do turismo na Região Serrana;

• SECRETARIA DE ESTADO DO AMBIENTE (SEA) - Estudo, em parceria com


a SECT, para ampliação da Rede Meteorológica no ERJ com Radares
Integrados ao Sistema Nacional de -Vigilância Meteorológica, bem
. como o Mapeamento de Áreas de Risco; .

• AGÊNCIA DE FOMENTO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (INVESTE RIO)


Programa de Apoio Solidário da Região Serrana que consiste em
Iinhas·de financiamento destinadas a recuperar os empreendimentos
afetados pelas tempestades;
( .
:, "-.0'

• UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIo DE JANEIRO (UERJ) - Cooperação


técnica objetivando assessorar a EMOP alravés de estudos e
pesquisas na sua tarefa de reconstrução da Região Serrana;

• SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO (SEEDUC) - Recuperação das


redes fisicas das escolas públicas estaduais afetadas pelas fortes
chuvas de 12 de janeiro.
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, .(il!( . TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTAOO DO RiO DE JANEIRO TCE·RJ


.. b-.) SECRETARIA GERAL DE CONTROLE EXTERNO Processo n Q 215.638-112011
Rubrica

2.5 Criação de órgãos e entidades


2.5.1 Subsecretaria Extraordinária da Região Serrana

Em virtude da necessidade de criar uma estrutura para a organização dos trabalhos de


apoio às vítimas e reconstrução dos municípios afetados pela tragédia decorrente das
fortes chuvas ocorridas na Região Serrana foi criada, por meio do Decreto
42.820/2011, a Subsecretaria Extraordinária da Região Serrana na estrutura da
Secretaria de Estado de Obras. O ex-Prefeito de Bom Jardim Affonso Monnerat, é o
titular da pasta.

2.5.2 Consórcio Intermunicipal


{~-> ..
\:....- No intuito de facilitar a reconstrução das cidades da região serrana devastadas pelas
chuvas e deslizamentos de terra, foi criado pelos Prefeitos dos Municípios de
Teresópolis, de Petrópolis e de Nova Friburgo um consórcio intermunicipal para ações
conjuntas entre as prefeituras, cujo principal objetivo, seria integrar ações coordenadas
para promover a retomada da atividade econômica mais rapidamente.

2:9.3 Cornitê Especial de Reconstrução Rural da Região Serrana

Foi -divulgada no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro (DOERJ) de 11.02.2011,


notíCia sobre a criação por Decreto pelo Governador Setgio Cabral, do Comitê Especial
de. Reconstrução Rural da Região Serrana. O grupo seria formado por técnicos de I

órgãos estaduais, municipais e federais, além de instituições da sociedade civil ligadas ,.


I,

ao, setor agrícola. O objetivo seria acompanhar a rotina das etapas da recuperação dos
municípios atingidos pelos temporais.

('.

2.6 Destaques

~.6~ 1 Licitação mua elabo-.!ação de um Plano de Reestruturação

Ressaltamos que até o presente momenlo não foi concluído o trabalho de mapeamento
e definição do calendário de obras para reconstrução dos municípios atingidos.

O Governo do Estado, através da Secretaria de Planejamento e Gestão, irá realizar


um a licitação, por Concorrência Pública (02/2011) do tipo técnica e preço, cujo objeto é
a "contratação de serviços de consultoria para realização de Plano de Reestruturação e
Desenvolvimento Sustentável dos Municípios da Região Serrana do Estado do Rio de
Janeiro", a ser realizada em 19.07.2011.
I
I

I'
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J. ,. I

rIV
rCE TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
SECRETARIA GERAL DE CONTROLE EXTERNO
TCE·RJ
Processo n(l 215.636·1/2011
Rubrica fls. 170 ~o,}\,i lp~d
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O Edital (Concorrência Pública 002/2011) veio ao TCE (Processo TCE·RJ 1 .303- ~7 '·.117_1
7/11), tendo sido conhecido e arquivado, com determinação para que fqssem adotadas ..
as seguintes medidas:

1 - incluir cláusula de Edital referente a item de critério de aceitabilidade de


preços unitários, mencionando que serão desclassificadas as propostas cujo
fator multiplicador "K" de custos de mão de obra for superior a 2,5:

2 • apresentar como anexo do Edital Cronograma trsico financeiro de


desembolso, expresso em percentuais e em valores mensais em (R$), que
totalizem o valor estimativo global orçado para o Edital de R$ 3.473.145,01:

3 . divulgar Errata contemplando as alterações procedidas no edital.

2.6.2 Empréstimo de R$ 1 bilhão com o BID


(,
Está previsto o empréstimo de um bilhão de reais pelo Banco Interamericano de
Desenvolvimento ao Estado do Rio de Janeiro, para ser aplicado nas estradas
estaduais. Um terço desses recursos seria utilizado na reconstrução da região serrana. ,
,

O 'anúncio foi feito em 30.03.2011, durante reunião entre o Governador do Estado e o


Presidente do BID, e divulgado no Diário Oficial do Estado no dia seguinte, na parte
"0.0. Noticias". I
I
2.6.3 Empréstimo de cem milhões de dólares com o CAF I
!
A Lei Estadual 5.963, de 29.04.2011, autorizou o Poder Executivo Estadual a fazer um
empréstimo de 100 milhões de dólares com Banco de Desenvolvimento da América I
Latina (CAF). Os recursos serão, de acordo com a lei.. destinados à recuperação das
cidades da Região Serrana, afetadas pelas chuvas de janeiro.
~
,
Dispõe o artigo 5 o da referida lei:

Art. 5'. O Poder Executivo enviará à Assembleia Legislativa do Estado do Rio


de Janeiro - ALERJ, em até 60 (sessenta) dias após a assinatura do contrato,
o plano de investimento nos 7 (sete) Municípios da Região Serrana alingidos
pelas chuvas de 11 e 12 de janeiro de 2011, especificando o local e lipo de
investimento, o valor, a possível data de início e conclusão.

2.6.4 Desapropriação de áreas para construção de unidades habitacionais

Em 11.05.2011 foram publicados no DOERJ, os Decretos Estaduais declarando de


utilidade pública para fins de desapropriação imóveis situados nos municípios de Areal,
Bom Jardim, Nova Friburgo, Petrópolis, São José do Vale do Rio Preto, Sumidouro e
Teresópolis, necessários à construção de unidades habitacionais para as famílias
desabrigadas na catástrofe de 12 de janeiro.
~~~ .... ,"
..tiO
.-; /
/

rC"rl' , TRIBUNAL DE CONTAS 00 ESTADO 00 RIO DE JANEIRO


. . '~ SECRETARIA GERAL DE CONTROLE EXTERNO
TCE-RJ
Processo Oi 215,638 -1/20 I I
Rubrica As. 171 1
~t,,,,\'\ C PCICI.
!/ -9,);l.

',il"l
-' & ~,
g
As empresas do ramo de construção civil foram convidadas pela Secretaria d:: Estado~:.2!
'o de Obras, por meio de Comunicados Públicos, a manifestarem interesse na ~~
apresentação de proposta para a produção de empreendimento imobiliário Social no
âmbito do Programa "Minha Casa Minha Vida".

Os terrenos declarados de utilidade pública pelo Estado do Rio de Janeiro serão


destinados ao reassentamento das famílias desabrigadas pela catástrofe da Região
Serrana, com renda no valor de até três Salários Mínimos, conforme publicação no
DOERJ de 09.06.2011.

2.6.5 Frente PRO-RIO

Em 09.05.11, o Núcleo de Auditoria, representado pelos servidores Alexandre Anglada


e Paula Jacqueline, esteve presente na reunião promovida pela Frente Pró-Rio, no
Clube de Engenharia, que teve como pauta informar sobre algumas atividades que
estariam ocorrendo em virtude do desastre ambiental em foco.

A Frente Pró-Rio Ué um movimento suprapartidário da sociedade civil do Rio de Janeiro


'-
que tem como objetivo lutar para garantir que o Estado e seus Municípios voltem a ser
contemplados com os justos recursos do orçamento da União e recebam atenção que
merecem dos órgãos federais", conforme sinalizado no seu sitio
(www.frenteprorio.com.br). São membros deste movimento 30 (trinta) instituições
dentre as quais o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ).

o
.
Nesta reunião estavam presentes os Deputados Federais Chico Alencar e Octávio I.
I
Leite; os Presidentes do Clube de Engenharia' e do CREAlRJ; representante do I!
TCM/RJ, dentre outros. ,t:

Durante o encontro for.a~ abordados os seguintes assuntos:


o'p:
,-, ~~
2.6.5.1 CRIAÇÃO DE UM ÓRGÃO FEDERAL DE GEOLOGIA E GEOTÉCNICA

Por entender que a maioria dos muniCÍpios não dispõe de recursos para manter em sua
estrutura um órgão técnico êspecializado em geologia e geotécnit:a, com a finalidade io
de atuar na prevenção dedesastre$ naturais,- o movimento Frente Pró-Rio defende a
criação de uma entidade federal nos moldes da Fundação GEO-RIO, para dar
assistência aos municípios na elaboração de mapas de risco e de políticas racionais de
ocupação do solo.

No intuito de tratar da criação deste órgão, o movimento vem solicitando, sem sucesso,
agendar audiência com os Ministros da Integração Nacional, Fernando Bezerra, e da
Ciência e Tecnologia, Aloísio Mercadante. Os Deputados Federais presentes, I
comprometeram-se a envidar esforços para intermediar tal encontro.

I
, /
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""Er
• 'wl
'I TRIBUNAL DE.comAS 0.0 .~$TADO DO RIO DE JANEIRO
~ SECRETARIA GERAl DE CONTROlE EXTERNO
TCE-RJ
Processo n9 215.638 -1/20 11
Rubrica As. 172 \~
't't-üi"l ... ';):./
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i
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<$
RI~COS
t::

2.6.5.2 SEMINÁRIO INTERNACIONAL SOBRE GESTÃO INTEGRADA' DE E<L':{J '!


DESASTRES ~~

o Seminário, promovido pelo Jv1inistério da Integração Nacional em parceria com o


Banco Mundial (reali?ado em Brasilianos dias 11, 12 e 13.04.11), teve como objetivo
debater e trocar exp~riências nacionais e internacionais com vistas à consolidação de
uma agenda brasileira. sobre gestão de riscos e desastres, discutindo as ocorrências
recentes de catástrofés naturaj~no Br(l$i1 ano mundo e as boas práticas de prevenção
e resposta. O material referente ao aludido seminário, disponibilizado através do sítio
da Secretaria Nacional de Defesa Civil (www.defesacivil.gov.brL foi arquivado em'"
nosso banco de dados.

2.6.5.3 CART ÃO DE PAGAMENTO DA DEFESA CIVIL

Durante o Seminário Internacional sobre' Gestão Integrada de Riscos e Desastres, o


Ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, anunciou que, a partir de
maio, a transferência de recursos federais para Estados e Municípios em situação de
emergência e calamidade pública, reconhecida, deverá ser feita exclusivamente por
meio do Cartão de Pagamento da Defesa Civil (CPDC).

o objetivo do Cartão, de acordo com o Ministro, é aumentar a transparência da


execução dos recursos relaciQn~dos a; ações de socorro, assistência e reabilitação,
proporclonando maior agilidade no processo de liberação de recursos, pois dispensa a
abertura de conta banáária,' e servindo como ferram~nta para acompanhamento e
. fiscalização de prestação de contas.
. ',
1-,.
\'~

2.6.5.4 RELATÓRIO CREAlRJ

o CREAlRJ realizou lev·antamento. em janeiro de 2011, intitulado "Relatórío Preliminar


da Insp~ção realizada em áreas de Teresópolis e Nova Friburgo afetadas pelas fortes
chuvas". .

Tal estudo foi realizado com o objetivo primordial de registrar o interesse da instituição
em participar de uma solução maior e permanente para" os municípios. Destacamos
-qüe cópia: dó referido relatório encontra':se 'disponível em nosso banco de dados.
'. '

i·S:.
,- . ..J

..~I!r.;j TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO RIO OE JANEIRO


--r:'.
• ....'W SECRETARIA GERAL DE CONTROLE EXTERNO

2.7 Parcerias

Em 08.02.2011 foi assinado pelo Governo do Estado e o Sistema FIRJAN, um


convênio para a criação do Plano Estratégico para a Reconstrução da Infraestrutura e
Recuperação Econômica da Região Centro-Norte e Serrana do Rio. O documento
prevê a participação do empresariado - por meio de recursos financeiros - na
implementação de estudos de diagnóstico da situação atual nas sete cidades atingidas,
entre outras medidas.

Com vigência de um ano e possibilidade de prorrogação, o projeto terá duas frentes: a


contratação de profissionais para a realização de diagnóstico das áreas atingidas no
que se refere à sua geologia, hidrografia, infraestrutura básica e necessidades
ürbanrsticas, e o desenvolvimento de laudos, pareceres e estudos, visando evitar a
ocorrência de novas tragédias.

2.8 Ações de outros órgãos de controle


2.8.1 Congresso Nacional
,
o

I,
A Comissão Representativa do Congresso Nacional recomendou que o, Poder I;

Legislativo crie uma Comissão Especial para estudar propostas e soluções preventivas I'
a catástrofes climáticas com o objetivo de prevenir tragédias como a ql,Je atingiu a
o

Região Serrana do Rio de Janeiro.

A comissão deverá examinar uma lista de projetos que tramitam na ,Câmara e no


Senado com o propósito de prevenir tragédias dessa natureza. A senadora' Marina
Silva (PV-AC) defendeu .9ue as matérias sejam analisadas em regime de urgência.

2.8.2 Câmara dos Deputados

r:i;} Foi criada uma Comissão Externa para acompanhar as ações realizadas no Rio de
-'6i-'~~ _. Ja~eiro apó~ a trag~~~a provo_~ad::t pela chuva. lla Serra F~urnine':l.s~. '____. ._

De acordo com o Deputado Hugo Leal, que integra a Comissão, o colegiado reuniu
dados sobre os repasses do governo federal e a real situação das localidades atingidas
--x. .
e aponta as prioridades, algumas delas baseadas no que foi feito em tragédias
semelhantes no Nordeste e Santa Catarina,

.-<",--0-
Os integrantes da Comissão visitaram os municipios atingidos e viram a situação das
estradas vicinais usadas para o suprimento e para o escoamento de produtos naquelas
localidades.
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:1/ 181 <;~~.


WI'fI!r:,'. TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO 00 RIO DE JANEIRO
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TCE-RJ , !,~ •
• 'r..I 41J SECRETARIA GERAL DE CONTROLE EXTERNO Processo n Q 215,638-1/201'1 '. • ~~ ",'
Rubrica Fls,17..{ ::. r~ ~ '>'
'-:'~~n\ Ip4J
,'íJO ~
I:'" q

ri 1:'/'& '
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Hugo Leal afirmou também que o principal papel da Comissão é acomp~nhar a....z.J'.r-1
aplicação dos recursos e as ações feitas pelos governos, além das principais . ~~
necessidades para a retomada da rotina daqueles municípios. O segundo passo seria a
recomposição econômica das cidades.

2.8.3 Assembleia Legislativa

A Assembléia Legislativa instalou no dia 24.02.2011 uma Comissão Parlamentar de


Inquérito (CPI) para investigar as responsabilidades de agentes políticos e públicos em
face da tragédia da Região Serrana. Os deputados pretendem ouvir as Secretarias de
Estado de Obras, Saúde e Defesa Civil entre outras.

Além das Secretarias, serão convidados também os representantes de órgãos públicos


como o Instituto Estadual do ambiente (INEA), a Empresa de Obras Públicas do Estado
(EMap) e o Departamento de Estradas de Rodagem (DEA/RJ). Os trabalhos devem se
estender pelos próximos 90 dias. prorrogáveis por mais 60.
!.
De acordo com o Deputado Luiz Paulo (PSDB), autor da proposta. o objetivo da CPI I

consiste em realizar um estudo profundo de todas as causas que levara,m a essa


grande tragédia. Pretende-se verificar as causas ligadas à estrutura ambiental do solo
urbano. às questões relativas ao desmatamento. à geologia, à geotécnica, à hidrologia,
à ocupação irregular do solo, à densidade demográfica e às políticas fundiárias e de
habitação, bem como as políticas de prevenção. '

a parlamentar afirmou, ainda, que serão exigidos o cumprimento e,a existência de


planos diretores. definindo tais usos e ocupações e, principalmente, a verit"icaçáo de
.
todos os investimentos na última década. . ~

. /.-.
~. '.
l",~'..... Além do deputado Llliz Paulo, a Comissão Parlamentar de InquéTito (CPI) contará
ainda com os parlamentares Nilton Salomão (PT), Sabino' (PSC),' Marcus Vinicius
(PTB), Rogério Cabral (PSB), Bernardo, Rossi (PMDB) e Clarissa Garotinho (PR).

!",
'.: "

:..........-J
2.8.4 Tribunal de Contas da União
..~~
C7----.'
,----- Gõ-nsla-ã-O:-l 7râoDOn'dé-oZ02:2011-;'publicação-do AcórdãoTCU 1GSf2011 ,-relalivo- -
ao Processo TC 000.919/2011-0 que trata de Relatório de Acompanhamento do uso
dos recursos federais repassados ao Governo e à Prefeituras do Estado do Rio de
Janeiro, com o objetivo de atender às situações emergenciais decorrentes de eventos
climáticos ocorridos neste mês na Região Serrana daquele Estado.

Desta forma, foi determinado à Casa Civil da Presidência da República e ao Ministério


do Planejamento, Orçamento e Gestão que, em síntese, informem o montante dos
recursos já transferidos e os que vierem a ser transferidos por qualquer órgão ou
~ .-.' entidade federal em função. das situações emergenciais decorrentes de eventos
climáticos ocorridos em janeiro de 2011 na Região Serrana do Estado do Rio de

. ~- .
",
..>

•"I .
"?:

~,

.. ~
."1.' 'I':?l TAlaUNAL DE CONfA$ DOE~TADO DO RIO DE JANEIRO
f~ SECRETARIA GERAL DE CONTROlE EXTERNO
TCE·RJ
Processo n9 215.638-112011
Rubrica Fls. 17S~'\}.J'\C $/~
'---------~---' ~~ i
."'f,/'>.
ff i'>Z : 1

Janeiro, discriminando o ente beneficiário, bem como as ações a serem


com os recursos repassados.
ImPlem:ntada~.I;~J
li
No intlJjto de orientar os gestores quanto ao uso dos recursos federais transf~riçJps para w
~)
';';.
h
,,)
';?
atender &s necessidades decorrentes da calamidade que se abateu sobrá a Região
Serrana do Aio de Janeiro, o TeU determinou o encaminhamento de cópia do Acórdão
3.238/2010, ao ~verno do Estado do Rio de Janeiro e às Prefeituras Municipais' de
Nova Friburgo, Teres6polis, Petrópolis, Sumidouro, Areal, Bom Jardim e São José do
I
~.:* Vale do Rio Preto.
i~··.
fJ~}m Tal Acórdão refere-se a processos de acompanhamento das ações, envolvendo
~.. recursos federais, engendradas pelos governos de Alagoas e Pernambuco para prestar
assisJêncla às vftimas das enchentes provocadas pelas extraordinárias precipitações
c'i
~J'
pluviomé,tricas ocorridas no final de junho de 2010 nesses dois Estaqos da Federação
f:}C':.- e reconstruir a Infraestrutura dos municfpios atingidos por essa.s enchentes.
~:"'\
~ 7'"
...~ Em 26.05.2011 foi publicado à fI. 132 do DOU, o Acórdão TCU 1264/2011. também
I;)
relativo ao' Processo TC 000.919/2011-0. por meio do qual foi as~inado prazo de 15
(quinze) dias para que o Governo do Estado remetesse aquele Tribunal, sob pena de
multa, documentélção relativa à prestação de constas dos recursos repas$ados pela
União com o objetivo de atender às situações emergenciais, bem como plano de
. '- trabalho relativos às ações de reconstrução nas áreas ating,das.

O TeU solicitou, ainda, que o Governo do Estado confirmasse informações contidas no


Ofício SSE/SEOBRAS 184/2011, por meio do qual o. ~resid~nte da EMOP teria sido
designado como interlocutor da Equipe de Auditoria, sendo que tal dirigente, por meio
do Ofício PAES/EMOP 178/2011, asseverou que as solicitÇl.ções da Equipe deveriam
ser direcionadas à SEOBRAS.

L
2.8.5 Ministério Público Federal
;:~ ()
u Em consulta ao DOU de 10.02.201 t, verificamos que foi determinado pelo Procurador
da República no Município de Teresópolis, Dr. Paulo Cezar Calandrini Barata, a
instauração de três Inquéritos Civis Públicos com as seguintes finalidades:

.c;----.-~o. o~--~------.---_ .. . - - acompannaJ~-moOiloTar e fiscalizara-âpltc;a-ção--U-o-s-re-curs"Qnmi"eiats--~~'


~} a serem enviados ao município de Teresópolis para a reconstrução da
~ estrutura urbana da cidade e reparação dos estragos causados pelas
tragédias; .
• apurar a história do processo de ocupação do município de
Teresópolis, principalmente dos bairros mais atingidos pela tragédia,
de forma a se identificar o papel de cada instituição, entidade e
agente público, diante da hipertrofia da desordem urbana provocada
pelo crescimento da cidade sem qualquer planejamento defjnido e por
um constante menosprezo às normas ambientais, justamente para
que se tenha como delinear a responsabilidade de cada elo da cadeia

r
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TRIBUNAL DE com AS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
SECRETARIA GERAL DE CONTROLE EXTERNO
TCE·RJ
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Processo n' 215.638·112011


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Rubrica As 176 <>,


. ~ul\ .. 'PaI(,
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-----------------------..,..----T,g:r-.~ _,."....;;õ.ll,'~ :~
causal de ações e omissões, e contribuições diretas e indIretas, ···~fj ~
'.-

aglutinadas na criação de um estado de caos propenso a permitir a ,.


deflagração de grandes catástrofes, ao se submeter populações '1

inteiras ao risco de inundações e desabamentos de dimensões


trágicas;
• expedir recomendação para que a Prefeitura de Teresópolis imponha
às empresas contratadas para a reconstrução. do Municfpio,
exigências que tenham por finalidade assegurar a retomada da
economia local e garantir aos cidadãos atingidos pela tragédia, o
resgate da dignidade de suas vidas.

Em 28.03.2011, foi instaurado pelo Ministério Público Federal, por meio da Portaria 6,
Inquérito Civil para fiscalizar a regularidade do Termo de Compromisso n 2 0002/2011
(SIAFI 666050) entre o Ministério da Integração Nacional e a Secretaria de Estado de
Obras, solicitando J ainda, cópia dos Relatórios do TCU e da CGU, conforme publicação
à fI. 121 do DOU de 11.04.2011.

2.9 Sonegação de documentos


Em cumprimento ao determinado por este Tribunal de Contas, comparecemos à sede
da Prefeitura Municipal de Nova Frlburgo em 11.04.2011, apresentados através do
Ofício GAP/SGE 274/2011, de 28.03.2011, tehdô.sido.o mesmo recebido pela Sra.
Cristina Mastrangelo Moreira, Chefe de Gabinete, matr. 24.669 (fls. 37).

Na reunião realizada com os membros do.' .governo municipal para indicar os


procedimentos q~e seriam realizados e os objetivos da auditoria, foi designado
verbalmente pela Chef13. de Gabinete, Sra.. Cristiná Mastrangelo Moreira, o Secretário
de Controle Interno, Sr. Jorge José da Silva Moura, para servir como interlocutor junto
à equipe, havendo aquiescência do mesmo. A função do referido servidor seria a de
promover a centralização dos documentos e informações solicitadas para posterior
envio à Equipe de Auditoria.
;~...~
--~J

. '.
<'~:j----- _... - A solicitação_de docu!"!!~ntos NFEl! 01/2011 foi recebida_ em 11 .04.2011 (fls. 3914.1) ..
Decorrido o prazo inicialmente concedido e não havendorespoSfã-a--so-licitação
~:~.j
formulada2 , a equipe de auditoria emitiu, por meio de correio eletrônico (e-mail), uma
reiteração do pedido anteriormente formulado (fls.42/43). Cabe salientar que a
utilização de correio eletrônico foi acordada com o jurisdicionado e vem sendo utilizado
pela equipe de auditoria de acompanhamento, como forma de dar celeridade aos
trabalhos desenvolvidos. O e-mail foi encaminhado em 03.05.2011. Posteriormente foi
feito contato telefônico com o Secretário de Conlrole Interno, a fim de asseverar se

2A Prefeitura de Nova Frlburgo encaminhou a esta Corte documenlação referente a duas conlratações:
VITAL ENGENHARIA AMBIENTAL S/A, R$ 4.320.136,08 (alo de dispensa, conlralo e lermo aditivo) e
TERRAPLENO TERRAPLANAGEM E CONSTRUÇÃO LTDA, R$ 2.0859.894,53 (contraio e termo
aditivo) (fls. 146/150). Tal encaminhamento, entretanto, não alende as solicitações feitas por esta equipe.
r.
\.

.,.

""rIr··, TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO


• ..,~ ~ SECRETARIA GERAL DE CONTROLE EXTERNO
TCE·RJ
Processo Oi 215.636-1/2011
Rubrica Fls. 177 l", '"
".,;~\lY t4J/ .
l-.. ~~;.~'---.J %.
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G '~I.J .
havia ocorrido o seu recebimento, havendo resposta positiva do jurisdicionado que-. . :~...~ J
informou estar providenciando o seu atendimento, o que não ocorreu até a presente 4ft::::
data.

De uma forma geral, o não atendimento de jurisdicionado às solicitações do TCE~RJ


impede o exercfclo constitucional do dever de fiscalização deste Tribunal e prejudica a
transparência da aplicação dos recursos públicos.

No cenário atual de tragédia, considerando que o TCE~RJ realizou outras ações


complementares a sua função de controle (como a atuação, voluntária de alguns
servidores que trabalharam em campo nas primei~as semanas de janeiro de 2011 e o
envio de diversos professores da ECG à Região Serrana para realizarem reuniões
técnicas e de orientação do TCE·RJ aos munlcfpios atingidos) e considerando o clamor
social pela boa aplicação dos recursos públicos, resta-se agravado o não atendimento
e entendemos que deva esta Corte reforçar os pedidos efetuados pela equipe de
auditoria e, ainda, chamar os responsáveis 'pela sonegação aos autos (Sra. Cristina
Mastrangelo Moreira, Chefe de Gabinete e Sr. Jorge José da Silva Moura, Secretário
de Controle Interno) paraI solidariamente, apresentarem suas razões de defesa pela
irregularidade praticada.

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'3.

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"I'4W!(- .. TRIBUNAl- DE CONTAS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO


• "I;')j) SECRETARIA GERAl DE CONTROLE EXTERNO

3 CONCLUSÃO
·_r ~
Consid/;uando que o presente relatório de Levantamento é parte da Auditoria de
Acompanhamento;

Considerando que as obrigações assumidas inicialmente foram destinadas às ações de .,

socorro, cuja quase totalidade dos recursos utilizados teve origem federal (97%); "
~
,
"t:.
I":
Considerando que as ações de fiscalização de responsabilidade do TCE-RJ tendem a ~
:'
se intensificar na medida em que os gastos estaduais e municipais em favor das ações r-
de reconstrução se avolumam; I'
!:"

Considerando que os dados descritos em sfntese no presente relatório estão '.


.-:"'. \.
(
- ..)
consolidados no Núcleo da. Auditoria de Acompanhamento da Região Serrana,
./
sugerimos, ao Egrégio Plenário; e

Considerando que a Prefeitura dé Nova Friburgo sonegou à equipe de auditoria


Informações sem as quais se torna impossfvel a tarefa de Acompanhamento,
sugerimos:

3.1. CIÊNCA ao Plenário do presente r~latório.

3.2. NOTIFICAÇÃO da Sra. Cristina' -Mastrangelo Moreira, Chefe de Gabinete da


Prefeitura Municipal de Nova -Fribuigo; com -fulcro no artigo 26 da Lei Complementar
n Q 63/1990, para que, no praz,? legal: -,

3.1 .1. apresente razões _de defesa pelo não atendimento à solicitação
efEttuada _pela equipe de auditoria por meio do termo de
solicitação de documentos NFRI_01/2011 (fls. 39/41). de
01.04.2011.
3.1.2. encaminhe ao TCE-RJ os documentos solicitados por meio do
termo de solicitação de documentos NFRL01l2ü11 (fls. 39/41).

~-~---'-i3:- NOTIFICAÇÃO -do Sr:--


jorgeJosé-di-Silva MoUra,' -Seàetario-de--ConfroIe-lnte"rrio~­
da Prefeitura Municipal de Nova Friburgo, com fulcro no artigo 26 da Lei Complementar
~ __ f
nº 63/1990, para que, no prazo legal:

3.2.1. apresente razões de defesa pelo não atendimento à solicitação


efetuada pela equipe de auditoria por meio do termo de
.....-....
solicitação de documentos NFRL01/2011 (fls. 39/41) .
3.2.2. encaminhe ao TCE·RJ os documentos solicitados por meio do
termo de solicitação de documentos NFRI_01/2011 (fls. 39/41).
'.;;i

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TRIBUNAL Df: CONTAS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
SECRETARIA GERAL DE CONTROlE EXTERNO
TCE·RJ

Processo nO 215.638-1/2011
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. Rubrica As. 179 ".~'C\\I; 5J/
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~ f:-Z ~l fi
____________________________-t~7---·~SUé:::.' [;
: ~ .I 3.4. COMUNICAÇÃO, nos termos do § 12 do artigo 6 2 da Deliberação TCE/RJ ~ J ~
n2 204/1996, a ser efetivada na forma do artigo 3º da Deliberação TCE/RJ nO 234/2006, ~ :;
~'. alterado pela Deliberação TCElRJ nO 24112007, ou, na impossibilid~de, nos moldes do
.". artigo 26 e s~Us incisos do Regimento Interno desta Corte de Contas. em face dpSr.
-: .. : OERMEVAL 8ARBOSA MOREIRA NETO, CPF nO 571.708.277-00, Prefeito Municipal
de Nova Friburgo em exercício, para que encaminhe ao TCE-RJ os documentos
solicitados por meio do termo de solicitação de documentos NFRI_01/2011 (fls. 39141).

3.5. COMUNICAÇÃO, nos termos do §1º do artigo 6° da Deliberação TCE/RJ


nO 204/1996,a ser efetivada na forma do artigo 39 da Deliberação TCEJRJ n!l 23412006,
alterado pela Deliberaç~o TCE/~J nl! 241/2007, ou, na impossibilidade, nos moldes do
artigo 26 e seus incisos do Regimento Interno desta Corte de Contas, em face do Sr.
JORGE MARiO 8EDLACEK. CPF nQ 445.480.017-00, atual Prefeito Municipal de
Teresópolls,deV(mdQ~lhe ser encaminhada, para tanto, cópia de Intelro·teor das partes
Indispensáveis deste Relatório determinando-lhe que promova a incorporação dos
R$ 4.018.795,88 (quatro mHhões, dezoito mil, setecentos e noventa e cinco reais e
oitenta e oito centavos).' destinados pelo Governo Estadual ao Município de
Teresópolis, ao Fundo Municipal de Saúde, conforme determina o artigo 22 da
Resolução SE8DEC nO 1484, de 17.01.2011.

3.6. CIÊNCIA ao Tribunal de Contas da União (TeU) e à Controladorla Geral da União


(CGU) dos fatos apontados no pres~nte relatório. I

3.7. CIÊNCIA ao Ministério Públic~ do Estado do Rio de Janeiro (MPERJ) dos fatos
apontados no presente Relátórlo.

3.8. CIÊNCIA à Câmara Municipal de Nova Friburgo dos fatos apontados no presente
I
,

Relatório. .'

Á Consideração de V.5a.
SGE, 01/08/2011
\:~-' c:!
(.:~ NúCleo da Auditoria de Acompanhamento da Região Serrana
()

o.:~_,-~-------~~~--~~------.-- ---------------
ALEXANDRE ANGLADA RODRIGUES ERIVALDO PEREIRA DE PAULA
Analista - Área de Controle Externo Inspetor
Matrícula 02/003734 Matrícula 02/002992

PAULA JACQUEUNE DE ALMEIDA FREITAS


Inspetor
Matrícula 02/002723
.'''-:.'
",
d
":I'I!(il TRIBUNAL DE CONTAS CO ESTADO DO AIO DE JANEIRO
. . . . . ~ SECRETARIA GERAL DE CONTROLE EXTERNO
TCE-RJ ~
Processon R 2t5.638-1/2011 iJ
Rubrica Fls. 180 11 ri_

L.- ----;ÇJ-,.:.:'\S\_u-Jll• 'P~Qf. ~

.i~ 7.fi $ j'


-----------~-----------------r,I.J;..--~~{'/ ,.
~. (
~
"
~~ o

Senhora Secretária Geral de Controle Externo t

Ratifico a conclusão do Núcleo da Auditoria de Acompanhamento da Região


Serrana l às fls. 1781179, na form~ proposta.

.'
,".

À Consideração de V.Sa.
. SGE, 22/07/2011

CARLOS ROBERTO DE FREITAS LEAL


Assessor
Matricula 02/3496

DE ACORDO, com a manifestação da Assessoria desta Secretaria Geral.


to
I-
Ao GAP, em prosseguimento, !los termos previstos no art.2º, do Ato Normativo n Q r
121, de 24/01/2011.
ii

SGE,01/08/2011

ELAINE F ARIA DE MELO


....:. Secretário-Geral
~.l ,,-3 Matrícula 02/002974

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~~~~~SSO NQ 215.638-1111 li.:
RUBRICA: FLS.~ 18.2_! :
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1.1; "$ i;
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. '~' .. ' TRIBUNAL DE CONTAS DO eSTADO DO RIO DE JANEIRO ,;5 ~<.& i fi
- ..... GABINETE DO CONSELHEIRO JosÉ GOMES GRACIOSA (-' .....~~J [~
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VOTO GC·2 90093/2011

PROCESSO TCE-RJ N° 215.63B-1/11


ORIGEM: TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO 00 RIO DE JANEIRO
ASSUNTO: RELA.TÓRIO DE AUDITORIA GOVERNAMENTAL - LEVANTAMENTO
ESPECIAL

Trata o presente processo de Relatório de Auditoria Governamental,


realizada nos órgãos estaduais e municipais envolvidos nos trabalhos de
recuperação da .Região ~errana do Estado do Rio de Janeiro. em decorrência das
fortes chuvas que ocorreram na região, abrangendo o período de 12/01/2011 a
12/07/2011. com os objetivos de identificar (1) a origem, o montante e a destinação
dos recursos previstos; (2) as ações emergenciais e de recuperação planejadas; (3)
os gestores responsáveis pela realização das despesas.

Com base na análise procedida, a Instrução, às tis. 176/179, sugere. em


conclusão:
l
. 1. CIÊNCA ao Plenário do 'presente relatório. ~
.2. NOTIFICAÇÃO da Sra. Cristina Mastrangelo Moreira, Chefe de Gabinete rI
da Prefeitura Municipal de Nova Friburgo, com fulcro no artigo 26 da Lei
. Compl.ementar nº 63/1990, para que, no prazo legal:

2.1.1: apresente razões de defesa pelo não atendimento à solicitação .,


"

efetuadê pela equipe de auditoria por meio do termo de solicitação de


. documéntos NFRL01l2011 (fls. 39/41), de 01.04.2011.
3.1.2. encaminhe ao TCE~RJ os documentos solicitados por meio do
termo de solicitação de documentos NFRL01/2011 (fls. 39/41).
r.'
C'i
() 3. NOTIFICAÇÃO do Sr. Jorge José da Silva Moura, Secretário de Controle
r-. Interno di! ~r~Jeitu.m_ M~njcipaLc!!LN.ova ftibU(Qo,.J::.illllJulem.ruLaI1igo 26 tla--
t:::r--.---~--~-,._--_._--.' - - - LeiComplementar nº 63/1990, para que, no prazo legal:

....... :
3.1. apresente razões de defesa pero não atendimento à solicitação efetuada
pela equipe de auditoria por meio do termo de solicitação de documentos
;,.
NFRL01/2011 (fls. 39141).
\... .. 3.2. encaminhe ao TCE-RJ os documentos solicitados por meio do lermo de
solicitação de documentos NFRI_01/2011 (fls. 39/41).
'..... -.

4. COMUNICAÇÃO, nos lermos do §1º do artigo 6º da Deliberação TCE/RJ


n 2 204/1996, a ser efetivada na forma do artigo 3º da Deliberação TCE/RJ
nº 234/2006, allerado pela Deliberação TCElRJ nº 241/2007, ou, na
impossibilidade, nos moldes do arligo 26 e seus incisos do Regimento Interno
'. 1792-111
j
.

I'
~~g~~s:O N· 215·~~S1~'1' &~J
TCE-RJ . \\ntc
1
desta Corte de Contas. em face do Sr. DERMEVAL BARBOSA MOREIRA ' ~ ~
NETO, CPF nll 571.708.277~OO, Prefeito Municipal de Nova Friburgo em <;>- !;
exercício, para que encaminhe ao rCE-RJ os documentos solicitados por ~:.
meio do termo de solicitação de documentos NFRI_01/2011 (fls. 39/41).

5. COMUNICAÇÃO. nos termos do §1 Q do artigo 6° da Deliberação rCElRJ


nO 204/1996, a ser efetivada na forma do artigo 311 da Deliberação TCElRJ
nO 234/2006, alterado pela DelibE:lração rCE/RJ nll 241/2007, ou, na
impossibilidade, nos moldes do artigo 26 e seus incisos do Regimento Interno
desta Corte de Contas, em face do Sr. JORGE MARIO 8EDlACEK, CPF
nO 445.480.017-00, atual Prefeito Municipal de Teresópolis, devendo-lhe ser
encaminhada, para tanto, cópia de inteiro teor das partes indispensáveis
deste Relatório determinando-lhe que promova a incorporação dos
R$ 4.018.795,88 (quatro milhões, dezoito mil, setecentos e noventa e cinco
reais e oitenta e oito centavos). destinados pelo Governo Estadual ao
Município de TeresópoJis, ao Fundo Municipal de Saúde, conforme determina
o artigo 2ll da Resolução SESDEC nO 1484, de 17.01.2011.

6. CIÊNCIA ao Tribunal de Contas da União (rCU) e à Contraladoria Geral da


União (CGU) dos fatos apontados no presente relatório.

7. CIÊNCIA ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPERJ) dos


fatos apontados no presente Relatório.

8. CIÊNCIA à Câmara Municipal de Nova Friburgo dos fatos apontados no


presente Relatório. .

.O Ministério' Público Especial, à fls. 181, representado pelo Procurador


Horaéio Maçnado Medeiros, manifesta-se no mesmo sentido.
,,o.
I

É o Relatório.

A tragédia da Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro, em razão das


fortes chuvas que assolaram o Estado, em janeiro deste ano, foi a maior provocada
-----por--GaysasflattJfais-na-Aistér-ia-do-Pai~·---- -- - - - - - - .- -----.---

Os temporais deixaram mais de 900 mortos e milhares de desab~jgados.


Bairros inteiros foram destruídos pela avalanche de terra e água. Com estradas
bloqueadas, moradores ficaram isolados, sem água, comida e luz elétrica.

Os Prefeitos dos Municípios mais atingidos, quais sejam, Areal, Bom Jardim.
Nova Friburgo, Petrópolis, São José do Vale do Rio Preto, Teresópolis e
; ."

Sumidouro, decretaram Estado de Calamidade Pública, dada as dimensões e seus


impactos social, econômico e ambiental.
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1792-111
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PROCESSO N!!215.63a·1/11 j'
R~8RICA: FLS.: 1 n1 lPOj
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De acordo com o apurado pela Instrução no pr~sente Relatório, o total doS':. I ~
danos sofridos pelos referidos Municípios, excluindo o de Nova Friburgo, que ainda 'P~ ~
não encaminhou valores, foi de R$ 614,627 milhões. Considerando cada Municfpio,
os prejufzos alcançaram em Areal (R$ 44,7 milhõesL Bom Jardim (R$ 54,439
milhões), Petrópolis (A$ 4,648 milhões), São José do Vale do Rjo Preto (R$ 23.240
milhões), Sumidouro (R$ 27,4 milhões) e Teresópolis (ffi$ 460,2 milhões).

Por essas razões, as três esferas do Governo e toda a sociedade


mobilizaram·se para ajudar as vítimas e reconstruir as cidades.
'(:
'~t''''y,
--:w:...~~· Segundo informado pelo Corpo Instrutivo no presente Relatório. até a data da
'@ feitura do presente Relatório, dos recursos efetivamente liberados para a região.

~
(. cerca de R$ 230 milhões são de fontes estaduais, R$ 200 milhões de fontes _. : _.
~ c) federais, R$ 14 milhões de municipais e R$ 7 milhões em doações, totalizando
cerca de R$ 444 milhões de recursos públicos. ~
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I~

Ü A partir daí, inúmeras notícias foram veiculadas na imprensa, denunciando j,


o esquemas de fraudes, corrupção e desvios de verbas públicas em todos os
Municípios atingidos pelas chuvas. Há fortes indícios de que, aproveitando-se do
t estado de calamidade instalado na Região, administradores e responsáveis usaram
A
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mecanismos para se locupletarem com a desgraça alheia. i::
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~) Investigação protegida por sigilo de Justiça, em curso no Ministério Público .
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1
.t i Federal, revela o pior do ser humano: enquanto equipes trabalhavam dia e noite I
--j.

b nas buscas por sobreviventes, um grupo de funcionários públicos e empresários


~ teria acertado o reajuste de propinas para aprovar contratos sem licitação,
/\:t'# desviando verba liberada para ajudar sobretudo os mais necessitados. A
.~ investigação mostra que o percentual da propina, que absurdamente era de 10%,
t~ na tragédia qulntuplicbu., passando para 50%.
L;

t~:~
't.;.?'<"

Dentre as diversas irregularidades mencionadas estão a fraude na utilização


do dinheiro público, obras inacabadas, a malversação de verbas, a utilização
inadequada de suprimentos, a celebração de contratos verbais, de contratos sem
lícitaç.ão acima dos valores de mercado e sem a formalização de atos de dispensa
de Iicifaçao, com erifpresas que reallzaríâm ações--emergenciaTS--ã,-pós a -Irà~iédia~n--­
além da falta de controle na execução contratual.

Em Teresópolis, por exemplo, a Câmara de Vereadores, em 02/08/2011,


decidiu, por unanimidade, pelo afastamento temporário do Prefeito Municipal, Jorge
Mario Sedlacek, acusado de corrupção que envolve as verbas recebidas pelo
Município para combater os estragos das chuvas na Região.
~. . . . . r

IN2·111
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,o.F'·: .\0_'

TCE-RJ
r. PROCESSO N2 215.638-1111 1\1 c/p~1
C RUBRICA: FLS..: 1 í

f~ . -~ ~
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(".\ VI
·C A situação é extremante grave. Apesar das verbas transferidas, conforme ,.~:
.. (; noticia o Jornal O Globo em 21/06/2011, mais de 5 (cinco) meses após as chuvas ~ ~
;t:) que castigaram a região Serrana do Rio, em Teresópolis, as obras de recuperação
:!"'n. do bairro Imbui, um dos mais atingidos, não tinham' começado, existindo ainda
diversos pontos com risco iminente de deslizamentos. ~
.,~,_

Em vista de tudo o que foi exposto acima, este Tribunal de Contas do Estado
do Rio de Janeiro, no cumprimento de seus deveres· constitucionais, adotou 3 (três)
linhas de atuação.

A primeira, consistiu no envio, à época, de 6 (seis) engenheiros civis lotados


na Subsecr~taria de Auditoria e Controle de Obras e Serviços de Engenharia
(SSO) , em caráter emergencial, para atuarem na região como voluntários junto à
~-.;; :-: .... Defesa Civil e demais órgãos envolvidos. .
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.0
~'~..... ~ A segunda, de caráter educativo. o Tribunal. por meio da Escola de Contas e
.l,} Gestão (ECG), promoveu cursos de orientação aos Prefeitos e técnicos dos sete
ô municrpios afetados. com 243 pessoas capacitadas :pela comissão do TCE-RJ,
~) formada por 9 técnicos, 3 deles professores da ECG.

A terceira, de cunho tiscalizatório, e com prevlSao de duração até


21/12/2011, refere-se à presente Auditoria Governamental. aprovada no Processo I:
I.
TCE/RJ nº. 304.864-4/10. que tem por objetivo garantir acarreta aplicação dos
recursos' destinados ao auxílio nos Municípios atingidos, ora sub~etida ao meu
Gabinete para a'predação e julgamento.

. Ao analisar.o presente Relatório. destaco que a primeira questão que merece


ser abordada diz respeito à ausência de remessa pela Prefeitura Municipal de Nova
Friburgo, dos dados solicitados pelo Núcleo de Auditoria deste Tribunal de Contas,
o que impede o exercicio constitucional do dever de fiscalização deste Tribunal e
prejudica a transparência da aplicação dos recursos públicos .
-_.
....

Neste ponto, transcrevo abaixo a manifestação do Corpo Instrutivo, de fls.


176/177:
::;-,. ~_.- •• ,-~-- ,o

"Em cumprimento ao determinado por este Tribunal de Contas,


comparecemos à sede da Prefeitura Municipal de Nova Friburgo em
11.04.2011, apresentados através do Ofício GAPISGE 27412011, de
28.03.2011, tendo sido o mesmo recebido pela Sra. Cristina
Mastrangelo Moreira, Chefe de Gabinete, matr. 24.669 (fls. 37).

Na reunião realizada com os membros do governo municipal para


indicar os procedimentos que seriam realizados e os objetivos da
auditoria, foi designado verbalmente pela Chefe de Gabinete, Sra.
Cristina Mastrahgelo Moreira, o Secretário de Controle Interno, Sr.
Jorge José da Silva Moura, para servir como interlocutor junto à
11'12·111
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(!.. 1."'BV''):
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TCE-RJ .
PROCESSO N9 215.638-1/11 ~ 01 Jp,
RUBRICA: FLS.: ~ -!lJ~
i'~ ;::-.

~feri~§~tçb. t~
equipe, havendo aquiescência do mesmo. A função do
seNidor seria a de promover a centralização dos documentos e ., _~ ~
Informações solicitadas para poster/or envio à Equipe de Auditor/a. ~ I
~'
A solicitação de documentos NFRL0112011 foi recebida· em ir~
11.04.2011 (fls. 39/41). Decorrido o prazo inicialmente concedido e não
havendo resposta à solicitação formulada, a equipe de auditoria emitiu,
por melo de correio eletrônico (e-maU), uma reiteração do pedido
anteriormente formulado (fls.42/43). Cabe saflentar que a utilização de
correio eletrônico foi acordada com o jurisdicionado e vem sendo
utilizado pela equipe de auditoria de acompanhamento, como forma de
dar celeridade aos trabalhos desenvolvidos. O e-mail foi encaminhado
em 03.05.2011. Posteriormente foi feito contato telefônico com o
Sf;Jcretário de Controle Interno, a fim de asseverar se havia ocorrido o
seu recebimento, havendo resposta positiva do jurisdicionado que
informou estar providenciando o seu atendimento, o que não ocorreu
até a presente data",

A Prefeitura de Nova Friburgo apenas en·caminhou a esta Corte


documentação referente a 2 (duas) c!?ntratações. A primeira refere-se ao Ato de
Dispensa de Lici~ação e Termo Aditivo (processos TCE/RJ nOs 201.565-8/11,
209.384-8/11 e 209.385-2/11) em favor da empresa Vital Engenharia Ambiental
, ·S/A, no valor de R$ 4.320.136,08 (quatro milhões, trezentos e vinte mil, cento e
. 'trinta e seis reais e oito centavos). A segunda diz respeito ao Ato de Dispensa de
. Licitação (processo TCElRJ nº. 208.919-2/11) em favor da empresa Terrapleno
'. Terraplenagem e Construção Ltda., no valor de R$ 2.059.894,53 (dois milhões,
, cinquenta e nove mil, oitocentos e noventa e qúatio· reais e cinquenta e três
.centavos). Ambos os 'pr:ocessos estão tramitando nesta Corte, ainda sem decisão
.definitiva.

Por tais razões, manifesto-me, neste aspecto, de acordo com o Corpo


Instrutivo e Ministério Público Especial no sentido de que os responsáveis devam
ser Notificados para apresentarem defesa pelo não-atendimento à solicitação
:<3~---·----Ie*'fetttada---pela-Eqtripe-'de-ltttditori~benrcomo---encaminharem--â.-e-ste--Tribunal os
documentos sóliéitados.

Outra questão, que entendo deva ser abordada, refere-se aos Contratos de
envio obrigatório, que, segundo a planilha de Controle de Gastos, anexada pelo
Corpo Instrutivo, às fls. 77/111 não foram encaminhados a esta Corte de Contas
J

pelas Prefeituras atingidas, pela SEOBRAS, SEA80H, INEA e DER até a data da
elaboração do presente Relatório. São eles:

.
1192-111
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TCE·RJ
PROCESSO N2 215.638-1I11 .' l\t~ip
RUBRICA: . FLS.: ~, tatu
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ÓRGÃO PROC. INSTRUMENTO FAVORECIDO OBJETO VALOR ,


AOM
Prefeitura de 146/11 Contraio de Prestação Posto de Serviço Uder Aquisição de Combustível 245.705,53
Areal de Serviços
Prefeitura de 290/11 Contrato de Prestação Prosan Engenharia Contratação de máquinas e 239.600,00
Areal de Serviços S/C caminhões para remoção de
entulhos
Prefeitura de 146/11 Contrato de Prestação Empreiteira M2 Uda Mãp de Obra de Transporte 276.100,00
Areal de Serviços de material oriundo da
enchente
Prefeitura de 9240/11 Nota de Empenho Posto de Sennço Aquisição de CombusUvel 53.597,49
BcmJardim Erth~ LIda. 63.28871
Prefellura de 946/11 Contrato de Prestação COMDEP, CIA Pessoal, máquinas e 4.000.000,00
Petrópolis de Servfços e Termo Mu nIclpal de Desenv. equipamenlos 1.000.000:00
Aditivo Petr6POlis
COI\IDEP - Cia 3622/11 Contrato de Prestação Prosplan Obras e locação de 10 caminhões 1,215.000,00
:~ de Desenv
PetrÓPOlis
de Serviços SeN.llda Truck

~C~ () COMDEP - Cla 3623/11 Contrato de Prestação Uwan Conslrutota loCação de 3 caminhões 364.500,00
de Oesenv de Serviços lida. Truck
;~c PetrÓPOlis
~:() CO~4DEP - Cla
de Desenv
3624/11 Contrato de Preslaçáo
de Serviços
Uwan
lida.
Construlora locação de 3 Retros 4x4 283.500,00

'() PetrÓPOlis
'1 . COMDEP - Cia 3625/11 Contraio de Prestação Construtora locação de 9 caminhões
·:C:· de Desenv de Serviços
Uwan
LIda. Toco
737.500,00

;() Petrópolis

:e, COMOEP - Cia


de Oesenv
3628111 Contrato de Preslação
de Serviços
prosplan Obras
Serv.ltda
e locação de 1 pá mecânica 297.000,00

~t:·
Petrópolis
COMOEP - Cia 3629/11 Contraio de Prestação Prósplan Obras e locação de 5 Relros 4 x4 472.500,00
lt: de Oesenv de Serviços Serv.ltda

tu
';:5L::-.
Petrópolis
COMOEP - Cia
de Oesenv
3634/11 Contrato de Prestação
de Serviços
Prosplan
SeN.ltda
Obras e lQCação de tratOr 270.000,00

-4-':"". ,• Pelrópolis
...,
~ COMOEP - Cla 3536/11 Contrato de Prestação Prosplan Obras e locação de 9 caminhões 789.750,00

~,~
de Oesenv de Serviços Serv.ltda Toco
Petrópolis
COMOEP - Cia 3640/11 Contraio de Preslação locadora de Locação de 5 caminhões 405.000,00
0( de Oesenv de'$~.rvIços Máquinas Alcides e Truck 17 m3
I~~C~ ~). Petrópolis Filhos lida-me
·..·U COMOEP - Cia 3641/11 Contraio de Prestação Prosplan Obras e locação de 2 escavadeiras 339.600,00
;C' de Oasenv
Petrópolis
de Serviços Serv.ltda hidráulicas

~C COMDEP - Cia 3644/11 Contrato de Prestação Uwan Construtora Locação de 3 escavadeiras 509.490,00
de Desenv de Serviços lida. hidráulicas
ir{) Petróoolis
··'cC·'· COMDEP - Cia 3645/.1 1 ContratClJle Preslaç!.o~ l-~erpav__~Ill" _ E • L(J.c~9~~~ de_o 3 caminhões ~~(){)().l~_~
:~.(:::;' ---- de--' -Oesenv- .------~--

do Serviços Pavimentação lida lruck 17 m3


----,'--- . -

Petrópolis
'C Prefeitura de 132/11 Contrato de Compras Posto Brasil de Aquisiçâo de combuslivel 179.960,00
_ ~C Sumidouro Sumidouro ltda. ---~

Prefeitura de 133/11 Nola de Empenho VT Cabral Ind c Com Aquisição de manilhas 26B.185.00
.:.:>t... Sumidouro Art. CimoUda
~'C. Prefeitura
Sumidouro
de 139/1t Contrato de Compras Marco A da Rocha ME Aquisição de pranchões e
viQas
311.255,00

';;(> Preleitura de 142/11 Contraio de Prestaçâo Tel1aplenagem Aluguel de trator. caminhão, 326.560.00
Sumidouro de Servicos Pereira de Barros lida Quindauto e escavadeira
.0 C Prefeitura de 173/11 Contrato de Prestação Quatro Cantos Mão se obra de servente 207.900,00
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Sumidouro de Serviços Conslruções LIda
Fundo 766/11 Ato de Telemedic Distr. Aquisiçao de med'cam€lltos 1.074.213,69
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TeresóPolis () oy
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rr..· Fundo 1445/11 Nota de Empenho Iplranga Produtos de Aquisição de combusUvel 273.750,00
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•. Municipal Petróleo ~
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Esp~cial de
T eresÓj)()lis
,;f': Fundo 3099/11 Nota de Empenho Olstr. da Aquisição das liras de teste 434.000,00
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MuniCipal medicamentos Brasil de glicose
I:spElC/al de Miracema LIda.
Teres600lis
Fundo 2805/11 Ato de Viação Dedo de Deus Aquisição de passes 276.000,00
Mljnlclpal ReronhecJm ento de LIda.
I;spEIC/a1 de Olvida
TeresÓOOlis
Fundo 8708/11 Ato de Contem Construções LocaÇão de equipamentos 2.168.906,36
Municipal Reconheclmento de e Comercio lida. com seus operadores para 1,334,218,85
I:speclal de DIvida remoção de barreiras
Teresópolis
Fundo 10225/1 Nota de Empenho Oell Construções e locação de rolos 367.526,25
Municipal 1 Terraplanagem LIda. compacladores
Especial de
Teres6polis
Fundo 11369/1 Contrato de Prestaçáo Agropecuária locação de máquinas 443.192,40
Municipal 1 de Serviços Chamonlx (motoniveladora, trator...)
I:specíaJ de
TeresóPOlis
SEASOH E23/ú00 Nota de Empenho Esmar Alimentos lida. Aquisição de material de 260.000,00
.076·11 limpeza
SEASDH E23/000 Nota de Empenho Masan Comercial Aquisição de Conchonetes e 390.000,00
.075·11 Distribuidora lancais
SEOaRAS E17/400 Termo de Ajuste de I:ngePrat Engenharia Ações ·.
emElrgenc,als dEi l, 108.603,27
.495-11 Contas e Serviços lida• Assistência às Vítimas
sEOaRAS E17/400 Termo de Ajuste de CHM Construtora Ações emergeflclals·. de 2.365.097,59
.476/11 Conta!:; LIda• AssistêncIa às VIUmas
SEoaRAS 1:17/400 Termo de Ajuste de DImensionai Ações o emergenclals de 1.479.849.30
•249/11 Contas Enaanharla lida. Assistência às Vitimas
SEOaRAS E 17/400 Termo da Ajuste de Sarcope Construção Ações emergenciais de 903,652,42
.239/11 Contas Civil lida. Assistência às Vítimas
SEOaRAS Elil400 Termo de Ajuste de Construtora Andrade Açpas ernargenclals de 820.883,14
.363/11 Contas Gutierrez S/A Assistência às Vitimas
SEOaRAS E 17/400 Termo de Ajusta de ConstruÇÕes e Ações emergenciais de 837.928,25
.369/11 Contas Comercio Camamo Assistência As Vítimas
.... Correa S/A
SEOBRAS E 17/400 Termo de Ajuste de Construlora NOIberto Ações · .
emergencIais de 2.085.668,36
.238/11 Contas Odebrecht S/A Assistência às Vitimas
· . ,...•
SEüaRAS E17/400 Termo de Ajuste de Construtora Cowan Ações emergencIais de 620.459,20
.25911t Contas SIA Assistência às Vítimas
SEOaRAS E 17/400 Termo de Ajuste de Rdens Engenharia AÇÕes ·.
emergenciaiS de 942,061,06
.517/11 Contas S/A Assistência às Vitimas
SEüBRAS E17/400 Termo de Ajuste de JBl Construtora LIda. AÇÕes ·.
emergenCIaIS de l. 179.51 1.70
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