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Eugénio de Andrade
(1923-2005)
ppt adaptado

Escultura de Eugénio de Andrade


no Parque dos Poetas, em Oeiras.
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• Eugénio de Andrade é o pseudónimo de José Fontinhas.

• Nasceu na Póvoa da Atalaia (Fundão), a 19 de janeiro de 1923.

• Quando tinha 9 anos, foi viver com a mãe para Lisboa.

• Aos 12 anos, descobriu o prazer de ler poesia e ficção.

• Trabalhou no Ministério da Saúde desde 1947,


tendo sido depois transferido para o Porto,
cidade onde viveu até 2005, ano da sua morte.
• Escreveu poesia, prosa, livros para crianças, traduções
e antologias.
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Viveu largos anos no número 111 da Rua Duque de Palmela, mas desde
1994 até à sua morte habitou na Casa Serrúbia, na Rua do Passeio Alegre, na
Foz do Douro. Esta casa viria a ser a sede da Fundação Eugénio de Andrade,
entretanto extinta. Os seus manuscritos e outra documentação estão
atualmente na Sala de Coleções Especiais da Biblioteca Pública Municipal do
Porto.
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• A sua poesia encontra-se publicada em obras como As mãos e os frutos


(editada em 1948, ano da sua estreia literária), Os amantes sem dinheiro,
Ostinato rigore e O sal da língua.
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Características temáticas da poesia de Eugénio de Andrade

• São temas centrais:


— a reflexão sobre a passagem do tempo e o regresso à infância, na qual surge
a figura materna;
— a natureza e a ideia de harmonia e comunhão com os vários elementos;
— a vitalidade, que se exprime na juventude, no amor e no corpo.

• Enquanto reflexão sobre a poesia, os seu poemas sugerem que:


— o poeta é um «artesão» ou «construtor», combinando palavras de um modo
que busca uma linguagem poética depurada;
— a poesia é um trabalho rigoroso da linguagem.
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Principais características formais da poesia


de Eugénio de Andrade

• Formalmente, assinala-se:
— a irregularidade estrófica e métrica;
— o uso frequente do verso branco.
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Ver claro
Toda a poesia é luminosa, até
a mais obscura.
O leitor é que tem às vezes,
em lugar de sol, nevoeiro dentro de si.
E o nevoeiro nunca deixa ver claro.
Se regressar
outra vez e outra vez
e outra vez
a essas sílabas acesas
ficará cego de tanta claridade.
Abençoado seja se lá chegar.

Eugénio de Andrade,
Os sulcos da sede (2001).
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Isabel Nunes, Eugénio de Andrade o poeta,


Biblioteca Municipal Eugénio de Andrade, Fundão, s. d.
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Bottelho,
Eugénio de Andrade
(2010).

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