Você está na página 1de 36

MANUAL DO CADERNO

MEDICINA IV

1
FRENTE

PORTUGUÊS
Caro(a) leitor(a),

Este manual é uma importante ferramenta para a utilização dos cadernos de sala
do Sistema de Ensino Poliedro, voltados para as turmas de 3ª série do Ensino Médio
e Pré-vestibular.
Nele, descrevemos a estrutura e as seções dos cadernos, fornecendo observa-
ções que auxiliam no trabalho a ser desenvolvido em cada disciplina. Apresentamos,
também, as resoluções das questões presentes na seção “Exercícios de sala” e dos
possíveis exercícios opcionais – os quais servem como uma oportunidade de aprofun-
dar e complementar o tempo despendido para as aulas.
Os cadernos possibilitam uma prática efetiva do aprendizado em sala e, quando
utilizados em consonância com a fundamentação teórica contida nos livros de teo-
ria, oferecem uma formação ainda mais ampla e completa.
Os temas de abertura dos capítulos e os textos da seção “Texto complementar”
dos livros podem ser usados como ponto de partida para discussões em aula e
como fonte de conhecimento e curiosidades acerca dos assuntos da teoria.
Indicamos, também, o acesso a diversos recursos disponíveis no portal do Siste-
ma Poliedro (<www.poliedroeducacao.com.br>), os quais complementam o caderno
e ampliam as possibilidades de aprendizado, tais como:
• Resoluções das questões dos livros;
• Informativo mensal Leia Agora;
• Balcão de Redação PV;
• Balcão de Redação Enem;
• Banco de Questões Enem (para professores);
• Videoaulas dos autores; e
• Aulas-dica do Zoom Poliedro.

Todas essas ferramentas buscam garantir a formação do aluno e o rigor acadê-


mico almejado pelas escolas parceiras. Vale ressaltar que o professor se mantém
como principal protagonista da prática pedagógica, tendo total autonomia na utili-
zação dos recursos oferecidos.
Esperamos que se explore todo o material disponibilizado e estamos à disposi-
ção para quaisquer esclarecimentos.

Sistema de Ensino Poliedro

2 MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV


SUMÁRIO

Estrutura geral dos cadernos ....................................................................... 4


Estrutura das aulas ....................................................................................... 6
Exercícios de sala ..........................................................................................7
Guia de estudo ..............................................................................................8
Orientações específicas ................................................................................9

Orientações: Aulas 49 e 50
Resoluções .......................................................................................... 14
Orientações: Aulas 51 a 54
Resoluções .......................................................................................... 21
Orientações: Aulas 55 a 58
Resoluções .......................................................................................... 28
Orientações: Aulas 59 e 60
Resoluções ........................................................................................ 35

MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV 3


ESTRUTURA GERAL DOS CADERNOS

Os cadernos de sala, usados em conjunto com os livros de teoria, sintetizam e facilitam a compreensão dos
assuntos estudados. Todas as aulas apresentam os principais tópicos de cada tema abordado e oferecem exercí-
cios que permitem enriquecer a discussão em sala de aula e contribuir para a fixação do aprendizado.
Assim como nos livros, as disciplinas nos cadernos são divididas em frentes, que devem ser trabalhadas pa-
ralelamente. Essa divisão não só facilita a organização dos estudos, mas também permite uma visão ainda mais
sistêmica dos tópicos abordados em cada disciplina.

:49)
7 (08
10-201
/ 11-
AULO
TON.P
LLING
/ WE
AS : 432
/ PAGIN
PIRAL
/ ES
275
RA:
/ ALTU
A: 205
RGUR
1 / LA
DICINA
1 > ME
RNO
CADE
LA >
DE SA
RNOS
> CADE
ULAR
É-VESTIB
8 > PR
> 201
/ 11-10-2017 (08:49)
432 / WELLINGTON.PAULO
275 / ESPIRAL / PAGINAS:
1 / LARGURA: 205 / ALTURA:
> CADERNO 1 > MEDICINA
R > CADERNOS DE SALA
> 2018 > PRÉ-VESTIBULA

> 201
8 > PRÉ
-VESTI
BULAR
> CAD
ERNOS
> 20 DE SAL
18 A > CAD
> PR ERNO
É-VE 1 > ME
DICINA
ST 1 / LAR
IBU
LA GURA:
R> 205 /
CA ALTURA
DER : 275
/ ESP
NO IRAL
SD / PAG
E SA INAS:
432 /
LA WELLI
>C NGTON
AD .PAULO
ER / 11-1
NO 0-2017
1> (08:49)
MED
ICIN
A1
/ LA
RG
UR
A:
20
5/
ALT
UR
A:
27
5/
ES
PIR
AL
/ PA
GIN
AS:
43
2/
WEL
LIN
GTO
N.P
AU
LO
/ 11
-10-
20
17
(08:
49
)

4 MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV


O sumário conta com um controle no qual o aluno pode organizar sua rotina de aulas e estudos, tendo uma
visualização rápida de seu avanço pelos tópicos estudados.

ROTEIRO DO ALUNO MEDICINA

Linguagens, Códigos e suas Tecnologias

PORTUGUÊS INTERPRETAÇÃO DE TEXTO

1 Prof.: Aula Estudo 2 Prof.: Aula Estudo Prof.: Aula Estudo


Controle para anotar
Aulas 1 e 2 ................ 8  
Aulas 3 e 4 .................. 11  
Aulas 1 e 2 ................ 46  
Aulas 3 e 4 .................. 49  
Aula 1 ....................... 72
Aula 2 ....................... 75



 as aulas já dadas e o
estudo já realizado
Aulas 5 e 6 ................ 16   Aula 5 ....................... 51   Aula 3 ....................... 78  
Frente Única

Aulas 7 e 8 .................. 21   Aulas 6 a 8 .................. 53   Aula 4 ....................... 83  


Frente 1

Frente 2

Aula 9 ....................... 25   Aulas 9 e 10................ 57   Aula 5 ....................... 87  


Aula 10 ....................... 28   Aulas 11 e 12.............. 59   Aula 6 ....................... 91  
Aulas 11 e 12.............. 31   Aulas 13 e 14.............. 62   Aula 7 ....................... 95  
Aulas 13 e 14 ............ 34   Aulas 15 e 16 ............ 65   Aula 8 ....................... 99  
Aula 15 ....................... 37   Aulas 17 e 18.............. 68   Aula 9 ....................... 104  
Aula 16 ..................... 40  
Aulas 17 e 18.............. 42  

Matemática e suas Tecnologias Ciências Humanas e suas Tecnologias

MATEMÁTICA HISTÓRIA GEOGRAFIA


Prof.: Aula Estudo Prof.: Aula Estudo Prof.: Aula Estudo Prof.: Aula Estudo Prof.: Aula Estudo Prof.: Aula Estudo Prof.: Aula Estudo
Aulas 1 e 2 ................ 108   Aulas 1 e 2 ................ 136   Aulas 1 e 2 ................ 162   Aulas 1 e 2 ................ 186   Aulas 1 e 2 ................ 226   Aulas 1 e 2 ................ 272   Aulas 1 e 2 ................ 310  
Aulas 3 e 4 .................. 110   Aulas 3 e 4 .................. 138   Aulas 3 e 4 .................. 164   Aula 3 ....................... 189   Aula 3 ....................... 230   Aulas 3 e 4 .................. 277   Aulas 3 e 4 .................. 313  
Aulas 5 e 6 ................ 113   Aulas 5 e 6 ................ 140   Aulas 5 e 6 ................ 166   Aulas 4 e 5 ................ 191   Aula 4 ....................... 233   Aulas 5 e 6 ................ 281   Aulas 5 e 6 ................ 317  
Frente 3
Frente 2
Frente 1

Aulas 7 e 8 .................. 116   Aulas 7 e 8 .................. 143   Aulas 7 e 8 .................. 168   Aula 6 ....................... 197   Aula 5 ....................... 236   Aulas 7 e 8 .................. 286   Aulas 7 e 8 .................. 320  
Aulas 9 e 10 .............. 119   Aulas 9 e 10 .............. 146   Aulas 9 e 10 .............. 170   Aulas 7 e 8 .................. 199   Aula 6 ....................... 239   Aulas 9 e 10 .............. 290   Aulas 9 e 10 .............. 324  
Aulas 11 e 12 ............ 123   Aulas 11 e 12 ............ 149   Aulas 11 e 12 ............ 173   Aula 9 ....................... 202   Aula 7 ....................... 241   Aulas 11 e 12 ............ 294   Aulas 11 e 12 ............ 328  
Aulas 13 e 14.............. 126   Aulas 13 e 14.............. 152   Aulas 13 e 14.............. 176   Aula 10 ....................... 205   Aula 8 ....................... 244   Aulas 13 e 14.............. 299   Aulas 13 e 14.............. 331  
Frente 1

Frente 2

Frente 1

Frente 2
Aulas 15 e 16 ............ 130   Aulas 15 e 16 ............ 154   Aulas 15 e 16 ............ 179   Aula 11 ..................... 207   Aula 9 ....................... 247   Aulas 15 e 16 ............ 301   Aulas 15 e 16 ............ 335  
Aulas 17 e 18 ............ 133   Aulas 17 e 18 ............ 157   Aulas 17 e 18 ............ 182   Aula 12 ..................... 210   Aula 10 ..................... 250   Aulas 17 e 18 ............ 305   Aulas 17 e 18 ............ 340  
Aulas 13 e 14.............. 213   Aula 11 ..................... 253  
Aula 15 ..................... 217   Aula 12 ..................... 255  
Aula 16 ..................... 220   Aula 13 ..................... 257  
Aulas 17 e 18.............. 222   Aula 14 ..................... 259  
Aula 15 ..................... 261  
Aula 16 ..................... 264  
Aula 17 ..................... 266  
Aula 18 ..................... 268  

Ciências da Natureza e suas Tecnologias

BIOLOGIA

Prof.: Aula Estudo Prof.: Aula Estudo Prof.: Aula Estudo Prof.: Aula Estudo
Aulas 1 a 4 ................ 344   Aula 1 ....................... 378   Aula 1 a 3 .................. 424   Aulas 1 e 2 ................ 458  
Aulas 5 e 6 .................. 352   Aula 2 ....................... 381   Aulas 4 a 6 .................. 428   Aulas 3 e 4 .................. 461  
PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / KLEBER / 10-01-2017 (08:50) Aulas 7 a 9 ................ 356   Aula 3 ....................... 385   Aula 7 e 8.................. 436   Aulas 5 e 6 ................ 465  
Frente 2

Frente 3

Frente 4
Frente 1

Aulas 10 e 11.............. 360   Aulas 4 a 6 .................. 389   Aula 9 ....................... 439   Aulas 7 a 9 ................ 469  
Aulas 12 a 15............. 364   Aulas 7 e 8 ................ 396   Aulas 10 e 11.............. 442  
Aulas 16 a 18............. 370   Aulas 9 e 10 .............. 400   Aulas 12 a 18............. 447  
Aulas 11 e 12.............. 405  
Aulas 13 e 14 ............ 409  
Aulas 15 e 16 ............ 413  
Aulas 17 e 18 ............ 418  

FÍSICA
Prof.: Aula Estudo Prof.: Aula Estudo Prof.: Aula Estudo Prof.: Aula Estudo
Aulas 1 a 3 ................ 476   Aulas 1 a 4 ................ 496   Aulas 1 e 2 ................ 520   Aulas 1 a 5 ................ 544  
Aulas 4 a 6 .................. 478   Aulas 5 e 6 .................. 500   Aulas 3 e 4 .................. 522   Aulas 6 a 9 ................ 547  
Aulas 7 a 9 ................ 480 Aulas 7 e 8 ................ 504 Aulas 5 e 6 ................ 525
Frente 3

Frente 4
Frente 1

Frente 2

     
Aulas 10 a 12.............. 483   Aulas 9 a 12 .............. 507   Aulas 7 a 10 ................ 528  
Aulas 13 e 14 ............ 486   Aulas 13 e 14.............. 510   Aulas 11 e 12 ............ 531  
Aulas 15 e 16 ............ 489   Aulas 15 e 16 ............ 513   Aulas 13 e 14.............. 534  
Aulas 17 e 18.............. 492   Aulas 17 e 18 ............ 517   Aulas 15 e 16 ............ 537  
Aulas 17 e 18 ............ 539  

QUÍMICA
Prof.: Aula Estudo Prof.: Aula Estudo Prof.: Aula Estudo Prof.: Aula Estudo
Aulas 1 a 3 ................ 552   Aulas 1 a 3 ................ 580   Aulas 1 a 4 ................ 600   Aulas 1 e 2 ................ 616  
Aulas 4 a 6 .................. 555   Aulas 4 a 6 ................ 583   Aulas 5 a 7 ................ 603   Aulas 3 a 5 ................ 618  
Frente 1

Frente 2

Frente 3

Frente 4

Aulas 7 e 8 .................. 559   Aulas 7 a 9 .................. 586   Aulas 8 a 10 .............. 606   Aulas 6 e 7 ................ 621  
Aulas 9 a 11 .............. 563   Aulas 10 e 11 ............ 589   Aulas 11 a 13............. 608   Aulas 8 e 9 ................ 623  
Aulas 12 a 14............. 566   Aulas 12 e 13.............. 592   Aulas 14 a 16............. 610  
Aulas 15 e 16 ............ 570   Aulas 14 a 16............. 594   Aulas 17 e 18 ............ 612  
Aulas 17 e 18 ............ 575   Aulas 17 e 18 ............ 597  

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / FRANCISCO.SILVA / 28-10-2016 (10:28)

MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV 5


ESTRUTURA DAS AULAS
 RESUMO TEÓRICO

Respeitando o Planejamento de aulas disponibilizado no Portal Edros, todas as aulas apresentam um resumo
esquemático do tópico trabalhado no livro, sintetizando os principais conhecimentos estudados. A organização das
atividades foi elaborada para aumentar a eficiência do trabalho em sala.

Cada disciplina tem marcação em uma Nome da aula


posição para melhor manuseio do material

Frente 1

Aulas Frente e número


E�������� �
�������� �� �������� 7e8 de aula

Trata-se da segunda parte da morfologia. Estudo dos mor- Radical Frente 1


femas – elementos que constituem o vocábulo – e de um dos
processos de formação de palavras – a derivação (prefixal, su- Aulas
O radical é a base significativa da palavra; raiz é o morfe-
ma originário que contém o núcleo significativo comum a uma

1e2 I���������
fixal e parassintética). família linguística.
Para os exames modernos, o destaque é para o emprego
dos neologismos (palavras inventadas), sua formação e funcio-
nalidade para o texto. (Sua presença é marcante no Modernis-
Prefixo
Os prefixos de nossa língua são de origem latina ou grega.
� ������ ��� ���������
mo brasileiro.) Alguns apresentam alteração em contato com o radical. As-
sim, o prefixo an,, indicador de privação, transforma-se em a
 Morfemas diante de consoante. Ex.: amoral, anaeróbico.
Além das desinências, do radical, da vogal temática, te- Os prefixos possuem mais independência que os sufixos,
mos como morfemas os afixos (prefixo e sufixo); são eles que
 Conceitos básicos da teoria dos
pois se originam, em geral, de advérbios ou preposições, que
 Interseção e diferença entre
possibilitam a formação de novas palavras (morfemas deri- têm ou tiveram vida independente.
conjuntos conjuntos
Os entes primitivos da teoria dos conjuntos são: o ele- Indicada por A ∩ B, a interseção entre os conjun-
vacionais). Os afixos que se antepõem ao radical chamam-se
mento, o conjunto e a relação de pertinência. O diagrama tos A e B é o conjunto formado apenas pelos elementos
prefixos; os que se pospõem denominam-se sufixos; os afixos Sufixo
que pertencem simultaneamente aos dois conjuntos,
possuem uma significação maior que as desinências. Já a vogal Os sufixos podem ser nominais, averbais
seguir representa uma situação em que x1 é elemento do
ou adverbiais.
conjunto A, mas x2 não é. A e B.
de ligação e a consoante de ligação são morfemas insignifica- Formam, respectivamente, nomes (substantivos, adjetivos),
Indicamos por A – B o conjunto dos elementos de A
tivos, servem apenas para evitar dissonâncias (hiatos, encon- verbos e advérbios (a partir de adjetivos). Ex.: anarquismo,
A x2 que não pertencem ao conjunto B, e por B – A o conjunto
tros consonantais), sequências sonoras indesejáveis. Veja: malufar, rapidamente..
dos elementos de B que não pertencem ao conjunto A.
x1
Re fazer Cinz eiro  Derivação
• Derivação prefixal: cria-se uma palavra derivada a partir
Prefixo Radical Radical Sufixo de um prefixo. Ex.: disenteria.
A B
• Derivação sufixal: cria-se uma palavra derivada a partir de
Cant a r Cha l eira um sufixo. Ex.: doutorado.
x1 ∈A
U A–B A∩B B–A
• Derivação parassintética: cria-se uma palavra derivada x2 ∉A
Radical Vogal Desinência Radical Sufixo por meio do acréscimo simultâneo de um prefixo e um
O conjunto vazio é aquele que não possui elementos:
temática Consoante sufixo. Se retirarmos qualquer um dos afixos, não tere-
de ligação A = ∅ ⇔ n(A) = 0.
mos palavra. Ex.: adoçar.
O conjunto universo é aquele que possui todos os ele-
Quando um grupo de palavras possui o mesmo radical, • Derivação prefixal e sufixal: acréscimo não simultâneo de
mentos que podem estar relacionados a um determinado
diz-se que o grupo é formado de palavras cognatas (pedra/ prefixo e sufixo. Retirando-se um dos afixos (ou os dois), n(A – B) = n(A) – n(A ∩ B)
conjunto A, tanto aqueles que pertencem ao conjunto A
pedreiro/pedreira); quando as palavras irmanam-se pelo ainda teremos palavra. Ex.: deslealdade. Obs.: Alguns lin-
quanto aqueles que não pertencem a ele. Para diferenciar n(B – A) = n(B) – n(A ∩ B)
sentido, temos a série sinonímica, a família ideológica: guistas não consideram esse tipo de derivação.
o conjunto universo dos demais conjuntos em um diagra-
casa, moradia, lar, mansão, habitação etc.
ma, usamos a figura de um retângulo. Esse retângulo deve Observação: dois conjuntos A e B são chamados de
cercar completamente tanto o conjunto A quanto todos os disjuntos quando A ∩ B = ∅.
EXERCÍCIOS DE SALA demais conjuntos que possam ser estabelecidos em um
determinado problema. Feito isso, a região exterior ao con-  União de conjuntos
junto A passa a representar o conjunto complementar de A. Indicada por A ∪ B, a união dos conjuntos A e B é o
► Texto para a questão 1. possível: ficar 99 dias sem dar nem uma “olhadinha” no
Há várias opções para a representação do complemen- conjunto formado por todos os elementos de A e todos os
Você conseguiria ficar 99 dias sem o Facebook? Facebook. O objetivo é medir o grau de felicidade dos usuá-
tar de um conjunto A em relação ao conjunto universo. elementos de B.
rios longe da rede social.
Todas elas designam o conjunto dos elementos que não
Uma organização não governamental holandesa está O projeto também é uma resposta aos experimentos
pertencem ao conjunto A.
propondo um desafio que muitos poderão considerar im- psicológicos realizados pelo próprio Facebook. A diferença ,
A = Ac = A = UA = {x ∈ U| x ∉ A} A B
PORTUGUÊS | MEDICINA I 21
U A∪B
A
PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / KLEBER / 10-10-2016 (17:44)
U A

n(A ∪ B) = n(A) + n(B) – n(A ∩ B)


n(A) + n(A) = n(U)

108 MATEMÁTICA | MEDICINA I

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / FRANCISCO.SILVA / 21-10-2016 (10:52) PDF FINA

Disciplina e caderno

6 MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV


 EXERCÍCIOS DE SALA

EXERCÍCIOS DE SALA

Além das questões do livro, é apresentada uma seção de exercícios específicos sobre o assunto das aulas, os
quais possibilitam a fixação dos conteúdos estudados e oferecem preparação adicional aos alunos.
Em cada aula, há a proposta de o professor resolver as questões com toda a classe ou pedir aos alunos que as
respondam individualmente. Nesse momento, aspectos relevantes da aula são retomados, dando oportunidade
ao professor e aos alunos de discutirem possíveis dificuldades. Todos os exercícios têm sua resolução apresentada
neste manual.

AL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / FRANCISCO.SILVA / 21-10-2016 (10:52)

As questões são de
importantes exames
vestibulares de todo o
Brasil ou autorais, em
momentos nos quais a
explicação exige.

MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV 7


 GUIA DE ESTUDO

Ao final de cada aula, o caderno de sala oferece um guia que orienta o aluno para os estudos que serão reali-
zados em casa. A seção “Guia de estudo” direciona a leitura, no livro de teoria, dos assuntos que foram tratados e
indica exercícios pertinentes a serem resolvidos, visando consolidar o conhecimento adquirido em sala.
Levando em conta que o tempo de estudo em casa deve ser cumprido de forma satisfatória, esse guia é pensa-
do com bastante cuidado. Ao especificar o número de exercícios a serem feitos, consideram-se o tempo destinado
à leitura da teoria e também o tempo que será despendido para a resolução das questões. Assim, o resultado é a
satisfação do aluno, que consegue cumprir suas metas diárias de estudo em um tempo possível.

GUIA DE ESTUDO
1 Química | Livro 1 | Frente 3 | Capítulo 3
I. Leia as páginas de 282 a 284. 2
3 II. Faça os exercícios 5 e 6 da seção “Revisando”.
III. Faça os exercícios propostos 38, de 40 a 42 e de 44 a 46.

GUIA DE ESTUDO
Português | Livro 1 | Frente 1 | Capítulo 1
I. Leia as páginas de 7 a 15.
II. Faça os exercícios de 1 a 3 da seção “Revisando”.
III. Faça os exercícios propostos de 4 a 9

GUIA DE ESTUDO
Geografia | Livro 1 | Frente 1 | Capítulo 1
I. Leia as páginas de 12 a 18.
II. Faça os exercícios 10 e 11 da seção “Revisando”.
III. Faça os exercícios propostos 48, 56, 70, 71, 78, 80, 81 e 83.

GUIA DE ESTUDO
História | Livro 1 | Frente 2 | Capítulo 3
I. Leia as páginas de 131 a 134.
II. Faça o exercício 2 da seção “Revisando”.
III. Faça os exercícios propostos 10, 12, 14, 16 e 19.

GUIA DE ESTUDO
Biologia | Livro 1 | Frente 2 | Capítulo 3
I. Leia as páginas de 117 a 120.
II. Faça os exercícios 1 e de 3 a 5 da seção “Revisando”.
III. Faça os exercícios propostos de 5 a 10.

1 Indicação de disciplina, 2 Localização das 3 Seleção de


livro, frente e capítulo páginas do livro com exercícios.
correspondente à aula. a teoria estudada.

8 MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV


ORIENTAÇÕES ESPECÍFICAS

O ensino de Língua Portuguesa, como um todo, vem sofrendo paulatina revolução em


sua abordagem. Começa-se a polêmica a partir de uma pergunta: como chamar o trabalho
do professor de Português de “ensino” quando seus alunos já a possuem como língua ma-
terna e, linguisticamente, são competentes para se comunicar em português? A resposta a
essa pergunta vem com uma nova abordagem em relação à língua. Não mais a ensinamos, e
sim a sistematizamos; nós a aplicamos nos mais diversos contextos comunicativos e, aí sim,
ensinamos nossos alunos a como lidar com o texto: seja verbal, visual, musical ou sincréti-
co. Daí o porquê de lidar com a Língua Portuguesa como integrante de um universo maior,
chamado Linguagens e Códigos.
Mas o que é, afinal, linguagem? Linguagem não se resume a determinada língua na-
tural (no caso, o Português), mas a qualquer meio sistemático capaz de comunicar ideias,
valores e discursos por meio de signos verbais, gestuais, sonoros, gráficos etc. Ou seja, lin-
guagens geram textos. Texto é qualquer todo de sentido – texto é aquilo que significa. Não
é de se espantar que, não raro, ultimamente, são cobradas comparações entre pinturas e
textos literários; gráficos e matérias jornalísticas; propagandas e atualidades. Tudo isso é
texto. Tudo isso significa, e cabe ao aluno/candidato ser capaz de acessar tal significação.
O material do Sistema de Ensino Poliedro vem ao encontro dessa nova tendência, com
uma proposta metodológica capaz de responder a contento os questionamentos da nova
forma de se abordar a linguagem e propiciar o desenvolvimento das competências neces-
sárias para o estudo de Linguagens e Códigos.
Dividido em duas frentes, o livro de Português do Sistema de Ensino Poliedro traz a
gramática, contemplada na Frente 1, contextualizada, não mais desenvolvida em sistema de
exercícios maçantes e fora da realidade do aluno e dos vestibulares. Morfologia, sintaxe, or-
tografia e demais conteúdos tradicionais são introduzidos de maneira inovadora, em abor-
dagem teórica afinada aos mais modernos arcabouços teóricos do estudo da linguagem.

MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV 9


Frente 1

Aulas
49 e 50 C����������� �������

A concordância nominal estuda as relações de b) um adjetivo (na função de predicativo) para dois ou
gênero e número estabelecidas entre o substantivo e seus mais substantivos:
satélites. Entre as regras, destaca-se o emprego das palavras
meio, bastante, caro, anexo, em anexo e alerta. Vale também ordem direta (substantivos + adjetivo): nesta ordem, o
ressaltar a concordância com as expressões é ótimo, é bom, é adjetivo concorda com a soma (concordância gramatical).
proibido. Não se esqueça, ainda, da leitura do texto comple- O professor e o aluno estavam atônitos.
mentar, pois nele estão as explicações referentes a quatro ví-
cios de linguagem: a ambiguidade, o barbarismo, a cacofonia ordem indireta (adjetivo + substantivos): nesta ordem, o
e o pleonasmo vicioso. adjetivo pode concordar com o mais próximo (conc. atra-
A seguir, você lerá uma síntese do assunto, com as tiva) ou com a soma (conc. gramatical).
principais regras, as de maior emprego no cotidiano e nos Estava atônito o professor e o aluno.
exames atuais. Estavam atônitos o professor e o aluno.

O substantivo e seus satélites Dois adjetivos para um substantivo


A regra geral diz que o artigo, o pronome, o numeral e a) Se o substantivo estiver no plural, não haverá artigo
o adjetivo concordam em gênero e número com o substan- diante do segundo adjetivo.
tivo ao qual se referem.
Brasil vence as seleções alemã e inglesa.
Braços feridos e almas abaladas decoravam o triste cenário.

Dois substantivos para um adjetivo b) Se o substantivo estiver no singular, haverá artigo dian-
Para uso correto das primeiras regras especiais, leve te do segundo adjetivo.
em conta os dois tipos de concordância:
– concordância gramatical Brasil vence a seleção alemã e a inglesa.
s. masc. + s. masc. = adj. masc. plural
s. fem. + s. fem. = adj. fem. plural
s. masc. + s. fem. = adj. masc. plural Meio, bastante, caro, barato, muito, pouco, só, longe

– concordância atrativa ao substantivo, ao pronome substantivo:


o adjetivo refere-se aos dois substantivos, mas concor- variam (concorda).
da com o mais próximo (o critério é a eufonia). Referem-se É meio-dia e meia (hora).
substantivo
a) um adjetivo (na função de adjunto adnominal) para ao verbo, ao adjetivo, ao advérbio:
dois ou mais substantivos: não variam (masc./sing.).
Elas estavam meio bobas.
ordem direta (substantivos + adjetivo): nesta ordem, adjetivo
o adjetivo pode concordar com o mais próximo (con-
cordância atrativa) ou com a soma (concordância gra- Verbo ser + adjetivo
matical). As expressões é bom, é ótimo, é necessário, é proibido
Compraram granada e tanque japonês (ou japoneses). etc. (verbo ser + adjetivo) são variáveis se precedidas de
determinante; são invariáveis quando desacompanhadas
ordem indireta (adjetivo + substantivos): nesta ordem, de determinante.
o adjetivo concorda com o mais próximo (concordância
atrativa). É proibido viagens ao exterior.
Viram lindas baleias e golfinhos. São proibidas as viagens ao exterior.

8 PORTUGUÊS | MEDICINA IV

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / PATRICIA.MONTEIRO / 15-06-2018 (15:55)

10 MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV


Aulas 49 e 50

Adjetivo com valor de advérbio Anexo, em anexo


Os adjetivos que se transformaram em advérbios (li- O primeiro varia, concorda com o substantivo
gados ao verbo) permanecem invariáveis (como adjetivos, (o que está sendo anexado); o segundo não varia, é locução
variam). adverbial. Utiliza-se “em anexo” quando não é preciso es-
pecificar a que está anexado.
Elas desfilam bonito. Elas são bonitas.
função adverbial função
Seguem anexas ao bilhete adjetiva
as instruções.
verbo Seguem em anexo as instruções.

Mesmo, próprio
Variam quando ligados ao nome, não variam quando
Elas são bonitas. ligados ao verbo (“mesmo” como “de fato”).
função adverbial função adjetiva

Elas mesmas escreveram o recital.


Elas cantaram mesmo.

EXERCÍCIOS DE SALA

► Texto para a próxima questão. 2 UFF Assinale a opção em que ocorre ERRO de concor-
dância nominal:
[...] A Parecia meio aborrecida a mulher de mestre Amaro.
Chorava us campu, B Pagando cem mil réis, ele estaria quites com o velho.
As foia, as ribeira, C O seleiro sentiu o papel e a nota novos no bolso.
Sabiá também chorava, D Floridos montes e várzeas se sucediam na paisagem.
Nos gaio a laranjera, E Os partidos de cana mostravam tonalidades verde-
[...] -esmeralda.
Catulo da Paixão Cearense.
3 Leia o texto a seguir e fique atento com relação à con-
1 A composição de Catulo da Paixão Cearense apresenta cordância.
infrações à norma, como erros de ortografia e concordância.
Com relação a esse procedimento linguístico, explique se ele Lia,
é aceitável ou não e justifique. Vejo você no intervalo em frente da
lanchonete, meio-dia e meio em ponto!
O professor de física deu umas dicas
da prova, anexo ao bilhete há uma
folha com a resolução da questão 3
da prova, no intervalo explico, mas
vai lendo. Bastantes beijinhos na
ponta do cotovelo.
Betinho, seu docinho

No bilhete acima, observa-se erro de concordância:


A apenas em “bastantes” e “meio-dia e meio”.
B apenas em “bastantes” e “ anexo”.
C apenas em “meio-dia e meio” e “anexo”.
D apenas em “meio-dia e meio”.
E apenas em “bastantes”.

PORTUGUÊS | MEDICINA IV 9

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / PATRICIA.MONTEIRO / 15-06-2018 (15:55)

MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV 11


Aulas 49 e 50

4 Leia os textos a seguir. 5 Unifesp (Adapt.) Se a frase “O quarentão é o amoroso


refinado, capaz de sentir poesia onde o adolescente só vê o
Texto 1 embaraçoso cotidiano...” for para o plural e o termo desta-

Rob Owen-Wahl/stock.xchng
cado substituído por um sinônimo, obtém-se:
Coma o verde sem dó Os quarentões são os amorosos refinados,
A capazes de sentirem poesia onde os adolescentes só
vem o confuso cotidiano...
B capaz de sentirem poesia onde os adolescentes só
vêem o atribulado cotidiano ...
C capazes de sentirem poesia onde os adolescentes só
vêm o enganoso cotidiano...
D capaz de sentir poesia onde os adolescentes só vêm o
encrencado cotidiano...
E capazes de sentir poesia onde os adolescentes só veem
o complicado cotidiano.

6 Leia a manchete a seguir e faça o que se pede.

Texto 2
ALEMANHA SUPERA SELEÇÃO FRANCESA
E BRASILEIRA E CONQUISTA A COPA
É proibido entrada de pacientes
neste recinto.

Explique por que as frases dos dois textos estão corretas do


ponto de vista da concordância nominal, apesar de os adje-
tivos “bom” e “proibido” não estarem em concordância (no
gênero) com os substantivos aos quais se referem.

a) Desconsiderando nosso conhecimento de mundo, que


interpretação poderíamos ter?

b) Reescreva a manchete em duas versões de modo a tor-


ná-la coerente.

10 PORTUGUÊS | MEDICINA IV

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / PATRICIA.MONTEIRO / 15-06-2018 (15:55)

12 MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV


Aulas 49 e 50

7 UFRGS 1Apesar de não termos ilusões quanto ao caráter


das nossas elites, existia uma certa resistência a essa espécie
de niilismo a que o Brasil nos leva. 2Os escândalos na área
financeira estão acabando até com isso. 3Fica cada vez mais
difícil espantar os burgueses. 4Os burgueses não se espan-
tam com mais nada. 5Alguns talvez se surpreendam quando
ouvem um filho pequeno ou um neto repetindo uma letra dos
Mamonas, mas nestes casos o espanto é divertido, ou pelo
menos resignado.
6
A necessidade de se ser absolutamente claro sobre
que tipos de atividade sexual causam Aids e como fa-
zer para preveni-la acabou com qualquer preocupação
da imprensa e da propaganda com o pundonor (grande
palavra) alheio, embora ainda façam alguns rodeios.
7
A linguagem ficou mais leve, ficamos menos hipócritas.
8
Burgueses epatáveis ainda existem, mas o acúmulo de
agressões a seus ouvidos e pruridos os insensibilizou e hoje,
se reagem, não é em público.
Luis Fernando Verissimo. Conluio. Porto Alegre:
Extra Classe, jun./jul. 1996, p.3.

Observe as seguintes afirmações sobre concordância.


I. Caso a palavra “alguns” no 5o período fosse substituída
por “alguém”, apenas dois verbos deveriam sofrer ajus-
tes para fins de concordância.
II. Caso tivéssemos o “burguês” ao invés de “burgueses”
no 8o período, quatro outras palavras deveriam sofrer
ajustes para fins de concordância.
III. Caso a sequência da “imprensa” e da “propaganda”
(6o período) fosse substituída por “da mídia”, o verbo
“façam” (6o período) deveria sofrer ajuste para fins de
concordância.

Está(ão) correta(s):
A apenas I.
B apenas I e II.
C apenas I e III.
D apenas II e III.
E todas.

GUIA DE ESTUDO
Português | Livro 4 | Frente 1 | Capítulo 17
I. Leia as páginas de 7 a 11.
II. Faça os exercícios de 1 a 3, 9 e 10 da seção “Revisando”.
III. Faça os exercícios propostos 9, 11, 13, 14, 16 e 20.

PORTUGUÊS | MEDICINA IV 11

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / MARCELO.ACQUILINO / 19-06-2018 (10:01)

MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV 13


 Orientações
Explicar que a concordância nominal estuda as relações de gênero e número estabelecidas entre o substantivo e
seus satélites. Destacar o emprego das palavras meio, bastante, caro, anexo, em anexo e alerta. Ressaltar a concordância
com as expressões é ótimo, é bom, é proibido.

RESOLUÇÕES | EXERCÍCIOS DE SALA

1 O erro é aceitável por se tratar de obra poética e por estar de acordo com o contexto e grupo social retratados. A linguagem,
nesse caso, identifica o espaço geográfico e o indivíduo que o habita.

2 Alternativa: B.
A palavra “quite” deve concordar com o sujeito: [...] ele estaria quite com o velho..

3 Alternativa: C.
O correto seria “anexa” (a folha) e meio-dia e “meia” (hora).

4 Embora “alface” e “entrada” sejam palavras femininas, os dois substantivos estão desacompanhados de determinante; nessa
circunstância, verbo e adjetivo permanecem no singular (o adjetivo no masculino).

5 Alternativa: E.
Pluralizando-se a frase, tem-se duas alterações significativas:
1. O qualificador “capaz” deve concordar com o substantivo plural “quarentões”, portanto “capazes”.
2. A forma verbal “vê” deve ser conjugada na 3ª pessoa do plural, concordando com o sujeito “adolescentes”.
Além disso, a palavra “embaraçoso” tem como sinônimo, dentre os dados, o vocábulo “complicado”.

6 a) A interpretação de que havia uma seleção mista, composta de jogadores franceses e brasileiros.
b) 1. Alemanha supera a seleção francesa e a brasileira (o que aconteceu).
2. Alemanha supera a seleção francesa e brasileira, um misto de jogadores de ambas as nações.

7 Alternativa: E.
I. surpreenda...ouve
II. epatável...existe...o...reage
III. concorda com “mídia”.

ANOTAÇÕES

14 MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV


ANOTAÇÕES






















































MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV 15


Frente 1

Aulas
51 a 54 C����������� ������

A concordância verbal estuda, principalmente, as Pronomes de tratamento: Vossa Excelência,


relações estabelecidas entre o verbo e o sujeito. O aluno deve Vossa Santidade etc.
priorizar, além da regra geral, a concordância do verbo haver, O verbo e os pronomes devem estar na terceira pessoa.
da palavra se, do sujeito composto, do sujeito oracional e do – Vossa Excelência deseja o seu café na cama?
substantivo coletivo. Lembre-se, ainda, da leitura do texto
complementar, pois há a sequência dos vícios de linguagem: Substantivo coletivo e expressões partitivas
• o estrangeirismo (grande parte, grande maioria etc.)
• o solecismo
• a colisão Grande parte das vítimas fugia (ou fugiam) da guerra.
• o arcaísmo
Verbos haver e fazer
Veja agora a síntese do assunto. a) haver como sinônimo de existir, acontecer: é impes-
soal, empregado na terceira pessoa do singular (oração
Sujeito simples sem sujeito).
O verbo concorda em número e pessoa com o sujeito. – Devia haver outros doces naquela festa.
Pássaros raros colorem o céu do Pará. – Sim, havia tortas.
– Só se for de chocolate!
Sujeito composto
a) em ordem direta: se os sujeitos estiverem na terceira b) haver e fazer com o sentido de tempo decorrido: im-
pessoa, o verbo vai para a terceira do plural. pessoais, empregados sempre no singular (oração sem
Crianças e mulheres temem o pior. sujeito).
Faz vinte anos que não volto à minha terra.
b) em ordem indireta: pode ir para o plural ou concordar Há vinte anos que vivo longe de meus pais.
com o mais próximo.
Brinca (ou Brincam) um velhinho e seu netinho.
A T E N Ç Ã O
c) núcleos que são (quase) sinônimos ou há gradação: pode Em locução verbal, o auxiliar também permanece
concordar com o mais próximo ou ir para o plural. no singular.
O esforço, a dedicação e o empenho garante (ou
garantem) o sucesso.
Verbos que denotam tempo ou fenômeno
d) sujeito composto seguido de aposto recapitulativo: con- da natureza
corda com o aposto (tudo, nada etc.). a) indicação de horas: o verbo concorda com o número
Sombra, mar, água fresca... nada suaviza o calor cea- de horas.
rense. São duas horas em Brasília.

Sujeito oracional b) fenômeno da natureza: o verbo é impessoal, usado


Quando o sujeito for oracional, o verbo da oração princi- apenas na terceira pessoa do singular.
pal deve permanecer na terceira pessoa do singular. Chove na capital federal.
Parece que os alunos receberão as notas no sábado.
A T E N Ç Ã O
Obs.: O sujeito de “parecer” tem início a partir da pa-
No sentido figurado, esse tipo de verbo aceita fle-
lavra “que”.
xão, pois possui sujeito.
Chovem acusações no Congresso.

12 PORTUGUÊS | MEDICINA IV

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / PATRICIA.MONTEIRO / 15-06-2018 (15:55)

16 MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV


Aulas 51 a 54

A palavra “se”
a) partícula apassivadora: o verbo concorda com o sujeito. b) índice de indeterminação do sujeito: o verbo
Roubam-se os cofres enquanto a rádio prevê bom tempo. permanece no singular.

A T E N Ç Ã O Precisa-se de livros para a população enxergar.

Para saber se a palavra “se” é partícula apassiva-


dora, basta transformar a estrutura dada para a
passiva analítica (Compram-se cartões./Cartões
A T E N Ç Ã O
são comprados.). Essa estrutura ocorre com verbos Essa estrutura só é possível com verbos transitivos
transitivos diretos e com transitivos diretos e indi- indiretos ou intransitivos.
retos.

EXERCÍCIOS DE SALA

1 Um conhecido narrador de eventos esportivos costuma 2 UFSM A partir da eleição deste ano, a votação portan-
usar em suas transmissões um bordão que se tornou famo- do a bandeira do partido ou estampando a camiseta com o
so, trata-se da frase “É hoje que eu se consagro”. Do ponto nome e o número do candidato está _____ pela Justiça Elei-
de vista gramatical, a frase não está correta, mas o erro é toral. As novas regras, em razão da minirreforma eleitoral
intencional. Pensando nele, responda ao que se pede. _____ pelo TSE, deixaram a campanha mais rígida e _____
resultar em cidades mais limpas.
a) Por trás de um erro de concordância, o enunciador Assinale a alternativa que contemple as formas adequadas
pode ter uma intenção implícita. Explique o que o bor- para completar as lacunas.
dão deixa subentendido. A proibida – aprovada – vão
B proibido – aprovado – vão
C proibido – aprovada – vai
D proibida – aprovadas – vão
E proibida – aprovado – vai

3 Unifesp 2014

b) Esclareça por que, do ponto de vista da norma-padrão,


Folha de S.Paulo, 17.08.2013. Adaptado.
a frase não é aceitável.
Mantida a norma-padrão da língua portuguesa, a frase que
preenche corretamente o segundo balão é:
A Todos os dragões têm isso.
B Sofre disso todos os dragões.
C Todos os dragões o tem.
D Os dragões todos lhe tem.
E Sempre se encontra dragões com isso.

PORTUGUÊS | MEDICINA IV 13

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / PATRICIA.MONTEIRO / 15-06-2018 (15:55)

MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV 17


Aulas 51 a 54

4 UFPR Assinale a alternativa que reescreve o texto a se- ► Texto para a próxima questão.
guir de acordo com a norma culta, mantendo-lhe o sentido.

Os presídios não é uma forma de mudar o ponto de


vista de qualquer pessoa que esteja lá presa, um marginal
que já fez de tudo na vida não é que vai preso que ele vai
mudar totalmente.

A Os presídios não é uma forma de mudar o ponto de


vista de qualquer pessoa que esteje lá preso. Um
marginal que já fez de tudo na vida não é porque vai
preso que ele vai mudar totalmente.
B Os presídios não são uma forma de mudar o ponto de
vista de qualquer pessoa que esteja lá presa, um margi-
nal que já fez de tudo na vida não é que vão preso que Pegamos os nossos 24.253 km de fronteiras e os esti-
vão mudar totalmente. camos em uma linha reta. Assim, fica possível entender o
C Os presídios não são uma forma de mudar o ponto de que acontece em cada canto desse Brasilzão: __________
vista de quem esteja lá preso. Não é porque foi preso invasões de terra, __________ de drogas e cenários de tirar
que um marginal que já fez de tudo na vida vai mudar o fôlego.
totalmente. (http://super.abril.com.br. Adaptado.)
D Presídio não é uma forma de mudar o ponto de vista das 5 Unifesp 2014 As lacunas do texto são preenchidas, cor-
pessoas presas, um marginal não vai mudar totalmente reta e respectivamente, por:
por tudo que já fez na vida e então vai preso. A acontece – tráfico.
E Os presídios não são uma forma de mudar o ponto de B existe – tráfego.
vista de qualquer pessoa presa. Um marginal que já fez C se vê – tráfego.
de tudo na vida vai preso e vai mudar totalmente. D há – tráfico.
E ocorre – tráfego.

6 Fatec Assinale a alternativa em que é observada a norma


culta de concordância, regência e emprego de pronomes.
A Há uma porta para um mundo virtual, o qual os
internautas gostam e nele vive uma vida paralela.
B Pode existir mundos povoados por avatares, os quais
não é permitido a baixa autoestima.
C Trata-se de verdadeiras materializações de imagens
projetadas, as quais se encontram fora da mente das
pessoas; chamam-nas de avatares.
D A psicanálise detectou, fazem muitos anos, a essa
prática, cuja é comum à várias pessoas.
E É possível haverem pessoas que aspiram ser fortes e
atraentes ou, até, personagem de desenho animado.

14 PORTUGUÊS | MEDICINA IV

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / PATRICIA.MONTEIRO / 15-06-2018 (15:55)

18 MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV


Aulas 51 a 54

7 FGV (Adapt.) Observe a charge. 8 Insper 2011 Na edição 2.177, de 11/08/2010, a revista
Veja publicou a reportagem Falar e escrever bem: rumo à

<www.chargeonline.com.br>
vitória, com dicas para não “tropeçar” no idioma durante
uma entrevista de emprego.

10 ERROS DE PORTUGUÊS QUE ACABAM COM


QUALQUER ENTREVISTA DE EMPREGO
a Deixei meu emprego porque houveram algumas dificuldades
na empresa em que eu trabalhava.
b Inclusive, o chefe reteu meu último pagamento.
c Segue anexo aqui, com meu currículo, dois trabalhos
que fiz.
d Agora já fazem cinco anos que trabalho nesta
área.
e Tenho certeza de que, se eu dispor de
uma boa equipe, poderei
trazer mais clientes
para a companhia.

Identifique a alternativa que apresenta uma explicação ina-


I. Em discurso direto, quanto à concordância, a primeira dequada para a correção feita.
fala da charge estaria corretamente redigida da seguin- A Houve algumas dificuldades: o verbo “haver”, no sen-
te forma: Depois dizem: “Os brasileiros não têm incen- tido de “existir”, é impessoal e não admite flexão.
tivo ao esporte”. B O chefe bloqueou meu último pagamento: deve-se em-
II. Na primeira fala, a primeira oração, “Depois dizem” po- pregar um sinônimo, pois o verbo “reter” é defectivo.
deria ser substituída por “Depois se diz”, sem que se C Seguem anexos dois trabalhos: é preciso estar atento à
transgrida a norma. concordância verbal e nominal.
III. Na segunda fala, a forma verbal está no plural, concor- D Já faz cinco anos: quando indica tempo decorrido, o
dando com o sujeito 200 toneladas. verbo “fazer” deve permanecer no singular.
E Se eu dispuser de uma boa equipe: o verbo “dispor”
Está correto o que se afirma em: deve seguir a conjugação do verbo “pôr”.
A I apenas.
B III apenas.
C I e II apenas.
D II e III apenas.
E I, II e III.

PORTUGUÊS | MEDICINA IV 15

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / PATRICIA.MONTEIRO / 15-06-2018 (15:55)

MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV 19


Aulas 51 a 54

9 Leia a passagem a seguir. 10 Unifesp 2015 Assinale a alternativa cujo enunciado


atende à norma-padrão da língua portuguesa.
Hoje temos mulheres no comando de muitas nações; A Durante a leitura do livro, surgiram várias dúvidas. O
elas conseguiram um posto que até então era território enredo e a temática abordada, que causou muita polê-
masculino, mas não é isso que as fazem vencedoras, e sim a mica, mostraram a atualidade da obra. Vislumbraram-se
sua competência, seu carisma, seu suor, sua persistência. A vieses interessantes na construção das personagens.
mulher está no poder, não por ser mulher, mas, sobretudo, B Durante a leitura do livro, houve várias dúvidas. O en-
por sua astúcia. Afinal, quem manda no lar é ela. redo e a temática abordada, que causou muita polê-
mica, mostraram a atualidade da obra. Vislumbrou-se
a) Identifique uma passagem em que há erro de concor- vieses interessantes na construção das personagens.
dância verbal. C Durante a leitura do livro, ficou várias dúvidas. O enre-
do e a temática abordados, que causou muita polêmi-
ca, mostrou a atualidade da obra. Vislumbrou-se vieses
interessantes na construção das personagens.
D Durante a leitura do livro, houveram várias dúvidas. O
enredo e a temática abordada, que causou muita polê-
mica, mostrou a atualidade da obra. Vislumbraram-se
vieses interessantes na construção das personagens.
E Durante a leitura do livro, ficaram várias dúvidas. O en-
redo e a temática abordados, que causou muita polê-
mica, mostraram a atualidade da obra. Vislumbrou-se
b) Corrija a passagem com o erro e explique a regra. vieses interessantes na construção das personagens.

GUIA DE ESTUDO
Português | Livro 4 | Frente 1 | Capítulo 18
I. Leia as páginas de 22 a 28.
II. Faça os exercícios de 1 a 9 da seção “Revisando”.
III. Faça os exercícios propostos 1, 4, 5, 7, 8, 12, 15, 20 e de
22 a 24.

16 PORTUGUÊS | MEDICINA IV

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / PATRICIA.MONTEIRO / 15-06-2018 (15:55)

20 MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV


 Orientações
Ensinar a regra geral e tratar dos principais casos de concordância (haver, palavra se, coletivo, sujeito composto etc.),
bem como dos casos particulares (concordância com o verbo ser, sujeito oracional etc.).

RESOLUÇÕES | EXERCÍCIOS DE SALA

1 a) A intenção do narrador é brincar com o estereótipo do jogador de futebol brasileiro, que muitas vezes se esquece de usar
as regras gramaticais adequadamente.
b) O pronome reflexivo “se” é de terceira pessoa e exige um sujeito também na terceira pessoa. Portanto, se a forma verbal
“consagro” está na primeira pessoa do singular, o pronome a ser usado é “me”.

2 Alternativa: A.
O adjetivo “proibida” concorda com “votação”; o particípio “aprovada” concorda com “minirreforma” e a forma verbal
“vão” concorda com “novas regras”.

3 Alternativa: A.
Apenas na alternativa A, manteve-se a concordância do verbo plural têm com o sujeito plural “Todos os dragões”. Em todas
as outras alternativas, os verbos estão empregados no singular e o sujeito encontra-se no plural, configurando casos de
discordância verbal.

4 Alternativa: C.
No que diz respeito à norma culta, o período em questão possui os seguintes problemas:
Os presídios não é uma forma de mudar o ponto de vista de qualquer pessoa que esteja lá presa, um marginal que já fez de
tudo na vida não é que vai preso que ele vai mudar totalmente.
Para garantir o respeito à concordância e garantir-se a clareza, são necessárias as seguintes alterações: corrigir o verbo “ser“
para concordar com o sujeito “Os presídios”; trocar a expressão “de qualquer pessoa que esteja lá presa” por uma menor e
mais concisa; quebra o período em dois, reordenando o segundo período. Dessa forma temos:
Os presídios não são uma forma de mudar o ponto de vista de quem esteja lá preso. Não é porque foi preso que um marginal
que já fez de tudo na vida vai mudar totalmente.

5 Alternativa: D.
Para se chegar à resposta da questão, bastaria averiguar o preenchimento da primeira lacuna, pois os verbos das alternativas
A, B, C e E apresentam erros de concordância verbal, uma vez que nenhum está concordando com o sujeito invasões. Na
alternativa D, empregou-se o verbo haver, que é impessoal quando é sinônimo de existir. Corrobora, ainda, a alternativa D
com o emprego do substantivo tráfico, e não seu parônimo tráfego.

6 Alternativa: C.
Observe as correções.
(a) Há uma porta para um mundo virtual, do qual os internautas gostam e nele vivem uma vida paralela.
(b) Podem existir mundos povoados por avatares, aos quais não é permitido a baixa autoestima.
(d) A psicanálise detectou, faz muitos anos, essa prática, que é comum a várias pessoas.
(e) É possível haver pessoas que desejam ser fortes e atraentes ou, até, ficcionais, como personagens de desenho animado.

7 Alternativa: C.
Ao colocarmos “Diz-se”, teremos na sequência um sujeito oracional que pedirá verbo da oração principal; “Diz” no
singular; o sujeito de “conseguir” é “vocês”.

8 Alternativa: B.
Na verdade, o verbo “reter” não é defectivo. Como é derivado de “ter”, deve seguir as mesmas desinências de sua forma
primitiva, portanto, no contexto empregado, a forma deveria ser “reteve”. As demais explicações estão corretas.

MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV 21


9 a) A passagem é: “não é isso que as fazem vencedoras”.
b) “Não é isso que as faz vencedoras”. O relativo “que” retoma o pronome demonstrativo “isso” e é o sujeito da oração.
Nesse caso, o verbo da oração em que o relativo está presente (“faz”) concorda com o antecedente (“isso”), portanto
o verbo deve estar no singular para concordar com o pronome.

10 Alternativa: A.
Alternativa b: incorreta. De acordo com a norma-padrão, o trecho “Vislumbrou-se vieses interessantes...” deveria ser
redigido desta forma: “Vislumbraram-se vieses interessantes...”.
Alternativa c: incorreta. De acordo com a norma-padrão, o trecho “ficou várias dúvidas” deveria ser redigido desta
forma: “ficaram várias dúvidas”. Além disso, o verbo mostrar deveria estar no plural (“O enredo e a temática abordados
mostraram...”), assim como vislumbrar (“Vislumbraram-se vieses interessantes...”).
Alternativa d: incorreta. O verbo haver com sentido existencial não se flexiona no plural. Além disso, o verbo mostrar deveria
estar no plural (“O enredo e a temática abordados mostraram...”).
Alternativa e: incorreta. De acordo com a norma-padrão, o trecho “Vislumbrou-se vieses interessantes...” deveria ser
redigido desta forma: “Vislumbraram-se vieses interessantes...”.

ANOTAÇÕES

22 MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV


Frente 1

Aulas
A��������� 55 a 58
Nestas aulas, serão estudadas as regras de acentua- ja-ca = fruta ja-cá = cesto
ção. Sempre que possível, utilize frases mnemônicas para
as principais regras: paroxítona oxítona
• monossílabos tônicos
• oxítonas cá-qui = cor de poeira ca-qui = fruta
• paroxítonas
• regra dos hiatos paroxítona oxítona
• regra dos ditongos abertos tônicos
Veja a seguir as principais regras. III. Mudança de classe gramatical na
alteração da sílaba tônica
I. Posição da sílaba tônica A alteração da posição da sílaba tônica também pode
A sílaba tônica é a mais forte (pronunciada com mais alterar a classe gramatical:
intensidade). De acordo com sua posição, temos a seguinte fá-bri-ca = substantivo
classificação: fa-bri-ca = verbo
a) última: oxítona
ca-fé IV. Regras de acentuação
1. acentuam-se todas as proparoxítonas
b) penúltima: paroxítona es-pé-ci-me mu-ní-ci-pe no-tí-va-go
pa-ne-la ê-xo-do an-tí-do-to

c) antepenúltima: proparoxítona 2. acentuam-se os monossílabos tônicos terminados em:


lím-pi-do -a(s) -e(s) -o(s)
há pás é pés mês pó nós vós pôs
Observe a sílaba tônica das palavras a seguir:
no-bel a-va-ro ru-bri-ca 3. acentuam-se as oxítonas terminadas em: -a(s)
-e(s) -o(s) -em(ens)
oxítona paroxítona paroxítona gam-bá te-rás a-xé pa-jés a-vô a-vós
re-cém re-féns
ín-te-rim
4. acentuam-se as paroxítonas terminadas em:
proparoxítona -ps -um(uns) -x -u(s) -r -i(s) -n -ão(s) -l -ã(s) -ditongo(s)
oral(ais) -ons
A T E N Ç Ã O fór-ceps fó-rum lá-tex bô-nus re-vól-ver
Deslocar o acento tônico para sílaba inadequada ra-vi-ó-li lá-pis pó-len ór-gão a-má-vel
consiste em um erro de prosódia (pronunciar a pa- í-mã fa-lên-cia pró-tons
lavra “rubrica” como proparoxítona, por exemplo).
5. acentuam-se os ditongos abertos tônicos -éu(s) -éi(s)
-ói(s), exceto em palavras paroxítonas:
II. Mudança de significado na alteração da réu véu céu do-dói pas-téis tro-féu
sílaba tônica
A mudança de sílaba tônica pode, em alguns Nos termos da Reforma Ortográfica, não mais se acentuam:
casos, gerar mudança de sentido: geleia, paranoico, ideia, plateia, ele apoia (verbo apoiar),
eu apoio (verbo apoiar)

PORTUGUÊS | MEDICINA IV 17

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / PATRICIA.MONTEIRO / 15-06-2018 (15:55)

MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV 23


Aulas 55 a 58

6. acentuam-se o “i” e o “u”, quando: 8. principais acentos diferenciais


a) forem tônicos; • verbo ter e vir (e derivados):
b) fizerem hiato com a vogal anterior; singular plural
c) estiverem sozinhos na sílaba ou com “s”; ele tem eles têm
d) não seguidos de “nh”; ele detém eles detêm
e) não antecedidos de ditongo decrescente em pala- ele vem eles vêm
vras paroxítonas: ele intervém eles intervêm
Ataíde cafeína Esaú ciúme atraí-los

Mas, nos termos da Reforma Ortográfica, não mais se A T E N Ç Ã O


acentuam: Lê, crê, dê, vê (3ª pessoa do singular) = leem,
baiuca, bocaiuva, feiura, taoismo creem, deem, veem (3ª pessoa do plural).

As palavras “xiita” e “juuna” não são acentuadas por-


que fazem hiato com a própria vogal. • por/pôr
preposição (átona)
7. Verbos terminados em “guar”, “quar” e “quir” – como Saiu por aí.
a-guar, a-ve-ri-guar, de-sa-guar, en-xa-guar, o-bli-quar, verbo (tônico)
de-lin-quir – admitem duas pronúncias em algumas Pôr os pés pelas mãos.
formas do presente do indicativo, do presente do sub-
juntivo e do imperativo. Há duas possibilidades: • pode/pôde
a) se pronunciadas com “a” ou “i” tônicos, essas for- presente
mas devem ser acentuadas. Você quer, você pode.
b) se pronunciadas com “u” tônico, essas formas dei- passado
xam de ser acentuadas. Ele pôde sentir o gosto da derrota.

A T E N Ç Ã O A T E N Ç Ã O
No Brasil, a pronúncia mais correta é deixar tônicos para (verbo parar), pelo (substantivo), pera (subs-
o “a” e o “i” (primeiro caso). tantivo), polo (substantivo).

EXERCÍCIOS DE SALA

► Texto para a próxima questão. de Portugal, assim como o hífen, o trema e os acentos
diferenciais. [...] De que adianta o “acordo” criar uma escrita
Mãe galinha comum se as pronúncias continuam diferentes, além da par-
Tente uniformizar o design dos aviões sem ouvir os co- ticularidade de milhares de conteúdos? No Brasil, uma mãe
mandantes, os controladores de voo, os engenheiros, o que se orgulha dos filhos e os protege é uma mãe coruja. Em
pessoal de terra, os meteorologistas e as aeromoças. As tur- Portugal, é uma mãe galinha. Vá dizer aos portugueses que
binas acabarão no lugar das rodas e as asas sairão do nariz eles deveriam mudar isso. [...] A magia da língua portuguesa
do avião, como bigodes. Foi o que aconteceu à língua por- é a de que, não importa a variedade de grafias ou pronún-
tuguesa com o “Acordo” Ortográfico imposto pelo Brasil e, cias, ela é sempre compreensível para os que a falam e leem,
até hoje, não aceito nem assimilado por Portugal. Há dias, sejam portugueses, brasileiros ou africanos. “A língua é viva,
o ministro da Cultura, Juca Ferreira, admitiu que “talvez te- e temos a vida inteira para aperfeiçoar o Acordo Ortográfi-
nhamos errado no processo de normatização, que teve um co”, disse o ministro. Eu não tenho. Por isso, não aderi a ele.
caráter tecnicista e não envolveu os criadores de todos os Continuo escrevendo lingüiça e, se quiserem, me corrijam.
países”. Exatamente: esqueceram-se de combinar conosco, Disponível em: <www1.folha.uol.com.br/colunas/
ruycastro/2015/08/1675694-mae-galinha.shtml>.
que lidamos com a língua nas escolas, nos livros, nos jornais e Acesso em: 16 abr. 2016. (Adapt.).
na publicidade. Sem necessidade, baniram grafias seculares

18 PORTUGUÊS | MEDICINA IV

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / PATRICIA.MONTEIRO / 15-06-2018 (15:55)

24 MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV


Aulas 55 a 58

1 Insper 2016 Embora o autor afirme, no último parágra- 3 Unesp O acolhimento que dispensou aos seus projetos o
fo, não ter aderido ao Acordo Ortográfico, é possível en- excelentíssimo senhor ministro do Fomento Nacional, ani-
contrar, ao longo de seu texto, palavras que sofreram al- mou o russo a improvisar novos processos que levantassem
terações, mas que estão escritas em conformidade com as a pecuária no Brasil. Xandu, com o cotovelo direito sobre
novas regras. Isso ocorre, por exemplo, em: a mesa e a mão respectiva na testa, considerava Bogóloff
A “voo” C “hífen” E “lingüiça” com espanto e enternecido agradecimento. [...]
B “talvez” D “vá” – Ah! Doutor! disse ele. O senhor vai dar uma glória
imortal ao meu ministério.
2 Unesp 2013 (Adapt.) – Tudo isso, Excelência, é fruto de longos e acurados
Mai Bróder estudos.
Xandu continuava a olhar embevecido o russo admirá-
vel; e este aduziu com toda convicção:
– Por meio da fecundação artificial, Excelência, injec-
tando germens de uma em outra espécie, consigo cabritos
que são ao mesmo tempo carneiros e porcos que são cabri-
tos ou carneiros, à vontade.
Xandu mudou de posição, recostou-se na cadeira; e,
brincando com o monóculo, disse:
– Singular! O doutor vai fazer uma revolução nos méto-
dos de criar! Não haverá objecções quanto à possibilidade,
à viabilidade?
– Nenhuma, Excelência. Lido com as últimas descober-
tas da ciência e a ciência é infalível.
– Vai ser uma revolução! ...
[...]
Afonso Henriques de Lima Barreto. Numa e a Ninfa.
No quinto parágrafo do texto de Lima Barreto ocorre a pa-
lavra “germens”, paroxítona terminada em “-ns”, que apa-
rece grafada corretamente sem nenhum acento gráfico.
Tomando por base esta informação:

a) explique a razão pela qual se escreve no plural “ger-


mens” sem acento gráfico, enquanto a forma do singu-
lar “gérmen” recebe tal acento.

Henfil. A volta do Fradim: uma antologia histórica: charges, 1994.


Tomando como referência o sistema ortográfico, explique
por que o cartunista Henfil, ao aportuguesar, com intenção b) apresente outro vocábulo de seu conhecimento em
irônica, a expressão inglesa my brother, colocou o acento que se observa essa mesma diferença de acentuação
agudo em “Bróder”. gráfica entre a forma do singular e a forma do plural.

PORTUGUÊS | MEDICINA IV 19

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / PATRICIA.MONTEIRO / 15-06-2018 (15:55)

MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV 25


Aulas 55 a 58

4 Leia a charge a seguir. 5 Unifesp O Museu da Língua Portuguesa foi inaugurado


em São Paulo, em março de 2006. Na ocasião, houve um
erro num painel, conforme a imagem.

a) O que a charge deixa implícito?

Sobre isso, Pasquale Cipro Neto escreveu:


Na última segunda-feira, foi inaugurado o Museu da
Língua Portuguesa. Na terça, a imprensa deu destaque a
um erro de acentuação presente num dos painéis do museu
(grafou-se “raiz” com acento agudo no “i”). Vamos ao que
conta (e que foi objeto das mensagens de muitos leitores):
por que se acentua "raízes", mas não se acentua “raiz”?

a) Considerando o contexto social, cultural e ideológico, por


b) Dê um exemplo de palavra que sofreu alteração na que o erro do painel teve grande repercussão?
acentuação que envolva:
b.1) ditongo aberto

b) Responda à pergunta que foi enviada ao professor Pas-


quale por seus leitores.

b.2) i e u tônicos

6 Considere o período a seguir, em que há uma infração


à norma.
Quem negocia filhotes de leão e leoa não tem, de al-
gum lugar lhes vem.
a) No período acima, o erro de acentuação gera um erro de
concordância. Identifique o erro e faça a correção.

b) Explique o erro cometido pelo autor de acordo com a


interpretação.

20 PORTUGUÊS | MEDICINA IV

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / PATRICIA.MONTEIRO / 15-06-2018 (15:55)

26 MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV


Aulas 55 a 58

7 Unesp Leia o texto a seguir. Os próprios moradores descreveram a algazarra à re-


portagem. “Eu gritei: Está nervoso e perdeu a cabeça?”,
O que eu lhe dizia relatou um motoboy que pediu para não ser identificado,
Não sei se é certo ou não o que eu li outro dia, enquanto um estudante admitiu ter rido e feito piada ao
Onde, já não me lembra, ó minha noiva amada: ver que o coração e os intestinos de uma das vítimas tinham
– ”A posse faz perder metade da valia sido retirados e expostos por seus algozes.
À cousa desejada.“ “Ri porque é engraçado ver um corpo todo picado”, res-
pondeu o estudante ao ser questionado sobre a causa de
Não sei se após haver saciado no meu peito, sua reação.
Quando houver de possuir-te, esta ardente paixão, O crime em si já seria uma clara evidência de que bes-
Eu sentirei em mim, de gozo satisfeito, tas-feras estão à solta e à vontade no país. Mas ainda daria,
Menor o coração. num esforço de auto-engano, para dizer que crimes bestiais
ocorrem em todas as partes do mundo.
Sei que te amo, e a teus pés a minh'alma abatida Mas a reação dos moradores prova que não se trata de
Beija humilde e feliz o grilhão que a tortura; uma perversidade circunstancial e circunscrita. Não. O país
Sei que te amo, e este amor é toda a minha vida, perde, crescentemente, o respeito à vida, a valores básicos,
Toda a minha ventura. ao convívio civilizado. O anormal, o patológico, o bestial,
vira normal. “É engraçado”, como diz o estudante.
Talvez haja entre mim que os passos te acompanho, O processo de animalização contamina a sociedade, a
E a abelha que a zumbir vai procurar a flor, partir do topo, quando o presidente da República diz que
– Alma ou asas movendo – o mesmo fluido estranho, seu partido está desmoralizado, mas vai à festa dos des-
seja instinto ou amor; moralizados e confraterniza com trambiqueiros confessos.
Também deve achar “engraçado”.
Talvez o que eu presumo irradiação divina, Alguma surpresa quando é declarado inocente o co-
Minha nobre paixão, meu fervoroso afeto, mandante do massacre de 111 pessoas, sob aplausos de
Por sua vez o sinta o verme da campina, parcela da sociedade para quem presos não têm direito à
O inseto ao pé do inseto... vida? São bestas-feras, e deve ser “engraçado” matá-los. É
Alberto de Oliveira. Poesias – segunda série (1898-1903). a lei da selva, no asfalto.
Rio de Janeiro: H. Garnier. 1906, p.20-1. Clóvis Rossi. Folha de S.Paulo, 21 fev. 2006.
No terceiro verso da quarta estrofe, o eu poemático escreve
“o mesmo fluido estranho”. Considerando que o vocábulo O texto apresenta diversas palavras em que se pode notar
“fluido” foi adequadamente empregado, explique por que a presença do acento gráfico. Em algumas delas, a ausência
o poeta não poderia ter usado a forma acentuada “fluído”. do acento provocaria mudança de sentido.
Assinale a alternativa em que todas as palavras mudariam
de sentido, caso estivessem sem acento.
A sóbrio, história, está.
B vários, vítimas, matá-los.
C é, já, país.
D é, está, país.
8 PUC-SP Leia o texto a seguir. E têm, matá-los, sóbrio.

A animalização do país
SÃO PAULO – No sóbrio relato de Elvira Lobato, lia-se
ontem, nesta Folha, a história de um Honda Fit abandona-
do em uma rua do Rio de Janeiro “com uma cabeça sobre
o capô e os corpos de dois jovens negros, retalhados a ma-
chadadas, no interior do veículo”. GUIA DE ESTUDO
Prossegue o relato: “A reação dos moradores foi tão Português | Livro 4 | Frente 1 | Capítulo 19
chocante como as brutais mutilações. Vários moradores I. Leia as páginas de 40 a 44.
buscaram seus celulares para fotografar os corpos, e os II. Faça os exercícios de 1 a 6 da seção “Revisando”.
III. Faça os exercícios propostos de 1 a 15.
mais jovens riram e fizeram troça dos corpos”.

PORTUGUÊS | MEDICINA IV 21

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / PATRICIA.MONTEIRO / 15-06-2018 (15:55)

MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV 27


 Orientações
Falar da regra das proparoxítonas, paroxítonas, oxítonas, monossílabos tônicos, regras especiais e acento diferencial.

RESOLUÇÕES | EXERCÍCIOS DE SALA

1 Alternativa: A.
A palavra “voo” outrora era acentuada (vôo).

2 Segundo a lógica por trás das leis que regem a prosódia do português, palavras que terminam com a consoante “r” geralmente
são oxítonas (e.g.: todas as formas verbais infinitivas, como “amar”, “vender” e “partir”, e substantivos, como “calor” e
“torpor”). Dessa forma, “bróder” foge a essa tendência, pois, em vez de ser oxítona como esperado, é paroxítona (/broder/);
portanto, essa quebra de expectativa deve ser marcada na escrita (o que ocorre por meio da acentuação), pois, do contrário,
tal palavra poderia ser lida como oxítona (/broder/), e não como paroxítona.

3 a) Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em “-n”; por isso, acentua-se “gérmen”. As palavras terminadas em “-ns”,
porém, acentuam-se quando são oxítonas (“parabéns”, por exemplo). Observa-se que as palavras terminadas em “-ens”
são quase sempre formas de plural das palavras que, no singular, terminam em “-em”. A regra de acentuação das oxítonas
estabelece que elas sejam acentuadas quando terminadas em “-em” seguido ou não de “-s”. Conclusão: a regra para
acentuar “gérmen” é uma e a que faz com que não se acentue “germens” é outra.
b) Hífen – hifens.

4 a) Deixa implícita a ideia de que a reforma é considerada difícil para a pessoa ou de que não há interesse em aprendê-la.
b) 1. Acentuam-se os ditongos abertos tônicos -éu(s) -éi(s) -ói(s), exceto em palavras paroxítonas: substantivos como “réu”,
“véu”, “céu”, “dodói”, “pastéis”, “troféu”, “troféus” continuam tendo acento, mas “geleia”, “paranoico”, “ideia”, “plateia”,
ele “apoia” (verbo “apoiar”), eu “apoio” (verbo “apoiar”) deixam de ter acento.
2. Quanto à regra do “i” e “u” tônicos, se estes forem antecedidos de ditongo decrescente em palavras paroxítonas
deixarão de receber acento, como “Bocaiuva”, “cauila” (avaro), “feiura”, outrora com acentos.

5 a) Por se tratar do Museu da Língua Portuguesa.


b) A palavra “raiz” não deve ser acentuada por ser uma oxítona terminada em “z” – ra-iz. No caso de “raízes”, há o acento
por haver um “i” tônico, formando hiato, sozinho na sílaba – ra-í-zes.

6 a) ...O erro está em “lhes vem”, e o correto é “ lhe vêm”.


b) O pronome “lhe” é empregado comumente para referir-se aos seres humanos e, no contexto, refere-se ao sujeito “quem”;
o verbo vir tem como sujeito elíptico “filhotes de leão”, portanto o verbo deve apresentar-se no plural.

7 O poeta não poderia ter usado a forma “fluído”, pois esta é o particípio do verbo “fluir”, que também pode ser usado como
adjetivo. Assim, pelo contexto do verso, a forma acentuada estaria incorreta. No verso, temos “fluido”, sem o acento, pois
se trata de um substantivo que designa algo “que corre como um líquido; fluente” – uso adequado ao contexto do verso.

8 Alternativa: D.
Sem o acento, “é” deixaria de ser o verbo “ser” conjugado na terceira pessoa do singular e passaria a ser a conjunção “e”;
“está” deixaria de ser a forma verbal do verbo “estar” na terceira pessoa do singular e passaria a ser o pronome demonstrativo
“esta”; e o substantivo “país” passaria a ser outro substantivo, “pais”.

28 MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV


ANOTAÇÕES






















































MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV 29


Frente 1

Aulas
59 e 60 A������� ���������� ��
������������ ����������
O estudo da palavra que possibilitará ao aluno rever os introduzindo adjetivas (= pelo qual, pela qual...)
valores semânticos das conjunções coordenativas e subor- “Só eu sei as esquinas por que passei.”
dinativas. Quanto ao estudo das palavras denotativas de ex-
clusão, inclusão etc., trata-se de matéria importante para os 8. por quê
exames modernos. A semântica dessas partículas tem sido antes da interrogação
objeto de investigação por parte dos linguistas. Não se es- Por quê? Por que você insiste?
queça de que o importante não é decorar, mas interpretar.
Observe a síntese a seguir. antes do ponto
Não sei por quê.
1. situação: afinal, então, mas
Afinal, a guerra acabou? 9. porquê
Então, o verdão está na final? precedido de artigo
Mas o governo cederá? Não sei o porquê.

2. realce: cá, lá, só, mesmo 10. senão (principais casos)


Eu cá me viro, Maria! – Saia, senão eu grito! (caso contrário)
Veja só! – Todos cantavam, senão José. (exceto)
É isso mesmo, beija a moça!
Eu sei lá! 11. se não
– Se não contar, será preso. (caso não)
3. limitação: só, apenas, somente
Só ele sabia velejar. 12. que
Somente o São Paulo é tri. A palavra “que” pode assumir várias funções morfoló-
Apenas duas moscas pousaram na sopa. gicas, por essa razão, sua funcionalidade é plural. Veja-
mos cada uma das ocorrências.
4. inclusão: ainda, ademais, além disso, também, até, in-
clusive 1) Substantivo
Cantou e ainda fez malabarismo. É precedido de artigo e recebe acento circunflexo:
Ademais é insano. – Há um quê de covardia nessa tua atitude;
Até o sol se pôs.
2) Pronome relativo
5. exclusão: salvo, exceto, menos, fora, tirante Recupera o antecedente e é permutável por o qual, a
Tirante os olhos perversos, tudo era luz. qual, os quais, as quais:
Fora o deputado federal, todos votaram contra.
Os políticos que comem caviar por conta do povo se-
6. porque rão são abutres que só pensam na carniça.
nas respostas e justificativas (= pois)
Cante, porque está frio e perigoso. Sempre que você estiver diante do relativo, é preciso
retomar a(s) palavra (s) que ele substitui.
7. por que
nas interrogativas em início de frase 3) Advérbio de intensidade
Por que você me olha assim? A palavra “que” pode funcionar como um intensifica-
dor, quando ligado ao adjetivo ou ao advérbio:
introduzindo substantivas (interrogativas indiretas) – Que feio, furando fila?! E a cidadania? Não é só que-
Não sei por que a cobiça existe. rer, é também dever, irmão!

22 PORTUGUÊS | MEDICINA IV

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / PATRICIA.MONTEIRO / 15-06-2018 (15:55)

30 MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV


Aulas 59 e 60
No diálogo anterior, a palavra “que” intensifica o adje- • Explicativa
tivo “feio”. – Saia, que amo a solidão.

4) Pronome adjetivo interrogativo No texto anterior, a palavra “que” pode ser substituída
Acompanha o substantivo (pronome adjetivo interro- por “porque”, conjunção coordenativa sindética ex-
gativo): plicativa; no contexto, o conectivo “que” introduz um
– Em que corrupção você se meteu? argumento favorável em relação ao que foi dito ante-
– Embolsei a doação para o partido! riormente.

Na frase anterior, a palavra “que” introduz uma frase • Alternativa


interrogativa, pode ser permutada por “qual”. – Que xingue, que esbraveje, o importante é que ele
saiba de tudo.
5) Pronome adjetivo exclamativo
Acompanha o substantivo (pronome adjetivo exclama- (que...que = ou...ou)
tivo):
– Que comoção! Isso foi lindo!! 10) Conjunção subordinativa
Como conjunção subordinativa, a palavra “que” pode
Esse tipo de pronome costuma intensificar o substanti- integrar as subordinadas substantivas e as subordina-
vo que o acompanha. das adverbiais; nestas, o que possui valor semântico.

6) Pronome substantivo interrogativo • Integrante


Substitui o substantivo: – “Dizem que sou louco, mais louco é quem me diz e
– Que acorreu com Messi? não é feliz” (Mutantes)
– Tocaram um tango e ele se distraiu!
A conjunção integrante está presente apenas nas ora-
Na frase anterior, o pronome substantivo “que” pode ções subordinadas substantivas, as quais são permutá-
ser permutado por “algo”. veis por isto (Eu quero isto). Como conjunção integran-
te, a palavra “que” não é semantizada, funciona apenas
7) Pronome substantivo indefinido como elemento de coesão.
Substitui o substantivo:
– Comentaram não sei o quê. • Adverbial consecutiva
– Foi tão impactante a notícia que o dólar disparou.
A frase anterior poderia ser assim parafraseada: “Co-
mentaram alguma coisa”. Essa conjunção está presente nas orações subordina-
das adverbiais consecutivas, normalmente precedida
8) Interjeição de tal, tamanho, tanto. Do ponto de vista semântico,
A interjeição expressa uma reação emocional: introduz a consequência.
– Você ganhou!
– Quê! • Adverbial concessiva
– Já ouviu falar em loteria esportiva? – Corria muito, machucado que estivesse.

9) Conjunção coordenativa A conjunção subordinativa adverbial concessiva intro-


Como conjunção coordenativa, a palavra “que” pode duz as orações subordinadas adverbiais concessivas, as
passar as ideias de adição, oposição, explicação e alter- quais indicam uma ressalva (que = ainda que).
nidade; veja um exemplo de cada caso.
• Adverbial condicional
• Aditiva – Que ele fosse o presidente da câmera, não aguentaria!
– O lustre mexe que mexe, é o terremoto!
Na frase anterior, a palavra “que” pode ser substituída A conjunção adverbial condicional introduz as orações
por “e”, conjunção coordenativa aditiva; a ideia é de subordinadas adverbiais condicionais, as quais passam
sobreposição. uma ideia de condição, dependência (que = se).

• Adversativa • Adverbial final


– Delegado, prenda-os, que não o senhor de idade. – Limpou que ele pudesse trabalhar.
No diálogo anterior, a palavra “que” pode ser substi-
A conjunção adverbial final introduz as orações subor-
tuída por “mas”, conjunção coordenativa adversativa;
dinadas adverbiais finais, as quais passam uma ideia de
no contexto, o conectivo “que” introduz uma ressalva.
finalidade, intencionalidade (que = para que)
PORTUGUÊS | MEDICINA IV 23

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / PATRICIA.MONTEIRO / 15-06-2018 (15:55)

MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV 31


Aulas 59 e 60

• Adverbial temporal – Que que você disse? É delação premiada!!


– Agora que o Congresso iria aprovar as leis anticor-
-rupção? A palavra “que” poderia ser retirada: Que você falou?
Essa conjunção introduz as orações subordinadas ad- Contudo a frase seria menos enfática. Veja outro exemplo:
verbiais temporais (que = quando)
– Quase que fui assaltado! (Quase fui assaltado!)
• Adverbial causal
– Não farei a prova que não estudei. Há também a locução de realce é que, a qual possui a
mesma função do “que”. Veja o exemplo a seguir.
Essa conjunção introduz as orações subordinadas ad-
verbiais causais, as quais passam o motivo, a causa. – Os deputados é que riem do povo.

11) Partícula de realce/ locução de realce A exemplo da partícula de realce “que”, a locução “é
Serve como instrumento de ênfase, pode ser retirada que” pode ser retirada da frase sem prejuízo para a sin-
da frase: taxe: Os deputados riem do povo.

EXERCÍCIOS DE SALA

► Texto para a próxima questão.

Vou confessar um pecado: às vezes, faço maldades. Mas não faço por mal. Faço o que faziam os mestres zen com seus
“koans”. “Koans” eram rasteiras que os mestres passavam no pensamento dos discípulos. Eles sabiam que só se aprende o
novo quando as certezas velhas caem. E acontece que eu gosto de passar rasteiras em certezas de jovens e de velhos...
Pois o que eu faço é o seguinte. Lá estão os jovens nos semáforos, de cabeças raspadas e caras pintadas, na maior ale-
gria, celebrando o fato de haverem passado no vestibular. Estão pedindo dinheiro para a festa! Eu paro o carro, abro a janela
e na maior seriedade digo: “Não vou dar dinheiro. Mas vou dar um conselho. Sou professor emérito da Unicamp. O conselho
é este: salvem-se enquanto é tempo!”. Aí o sinal fica verde e eu continuo.
“Mas que desmancha-prazeres você é!”, vocês me dirão. É verdade. Desmancha-prazeres. Prazeres inocentes baseados
no engano. Porque aquela alegria toda se deve precisamente a isto: eles estão enganados. Estão alegres porque acreditam
que a universidade é a chave do mundo. Acabaram de chegar ao último patamar. As celebrações têm o mesmo sentido
que os eventos iniciáticos – nas culturas ditas primitivas, as provas a que têm de se submeter os jovens que passaram pela
puberdade. Passadas as provas e os seus sofrimentos, os jovens deixaram de ser crianças. Agora são adultos, com todos os
seus direitos e deveres. Podem assentar-se na roda dos homens. Assim como os nossos jovens agora podem dizer: “Deixei o
cursinho. Estou na universidade”.
Houve um tempo em que as celebrações eram justas. Isso foi há muito tempo, quando eu era jovem. Naqueles tempos,
um diploma universitário era garantia de trabalho. Os pais se davam como prontos para morrer quando uma destas coisas
acontecia: 1) a filha se casava. Isso garantia o seu sustento pelo resto da vida; 2) a filha tirava o diploma de normalista. Isso
garantiria o seu sustento caso não casasse; 3) o filho entrava para o Banco do Brasil; 4) o filho tirava diploma.
O diploma era mais que garantia de emprego. Era um atestado de nobreza. Quem tirava diploma não precisava traba-
lhar com as mãos, como os mecânicos, pedreiros e carpinteiros, que tinham mãos rudes e sujas.
Para provar para todo mundo que não trabalhavam com as mãos, os diplomados tratavam de pôr no dedo um anel com
pedra colorida. Havia pedras para todas as profissões: médicos, advogados, músicos, engenheiros. Até os bispos tinham
suas pedras.
(Ah! Ia me esquecendo: os pais também se davam como prontos para morrer quando o filho entrava para o seminário
para ser padre – aos 45 anos seria bispo – ou para o exército para ser oficial – aos 45 anos seria general.)
Essa ilusão continua a morar na cabeça dos pais e é introduzida na cabeça dos filhos desde pequenos. Profissão honrosa
é profissão que tem diploma universitário. Profissão rendosa é a que tem diploma universitário. Cria-se, então, a fantasia de
que as únicas opções de profissão são aquelas oferecidas pelas universidades.

24 PORTUGUÊS | MEDICINA IV

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / PATRICIA.MONTEIRO / 15-06-2018 (15:55)

32 MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV


Aulas 59 e 60

Quando se pergunta a um jovem “O que é que você vai fazer?”, o sentido dessa pergunta é “Quando você for preencher
os formulários do vestibular, qual das opções oferecidas você vai escolher?”. E as opções não oferecidas? Haverá alternativas
de trabalho que não se encontram nos formulários de vestibular?
Como todos os pais querem que seus filhos entrem na universidade e (quase) todos os jovens querem entrar na univer-
sidade, configura-se um mercado imenso, mas imenso mesmo, de pessoas desejosas de diplomas e prontas a pagar o preço.
Enquanto houver jovens que não passam nos vestibulares das universidades do Estado, haverá mercado para a criação de
universidades particulares. É um bom negócio.
Alegria na entrada. Tristeza ao sair. Forma-se, então, a multidão de jovens com diploma na mão, mas que não conseguem
arranjar emprego. Por uma razão aritmética: o número de diplomados é muitas vezes maior que o número de empregos.
Já sugeri que os jovens que entram na universidade deveriam aprender, junto com o curso “nobre” que frequentam, um
ofício: marceneiro, mecânico, cozinheiro, jardineiro, técnico de computador, eletricista, encanador, descupinizador, motorista
de trator... O rol de ofícios possíveis é imenso. Pena que, nas escolas, as crianças e os jovens não sejam informados sobre
essas alternativas, por vezes mais felizes e mais rendosas.
Tive um amigo professor que foi guindado, contra a sua vontade, à posição de reitor de um grande colégio americano
no interior de Minas. Ele odiava essa posição porque era obrigado a fazer discursos. E ele tremia de medo de fazer discursos.
Um dia ele desapareceu sem explicações. Voltou com a família para o seu país, os Estados Unidos. Tempos depois, encontrei
um amigo comum e perguntei: “Como vai o Fulano?”. Respondeu-me: “Felicíssimo. É motorista de um caminhão gigantesco
que cruza o país!”.
Rubem Alves. Diploma não é solução, Folha de S.Paulo, 25 maio 2004.

1 ITA 2016 No trecho “Até os bispos tinham suas pedras.”, 3 Observe a seguinte passagem extraída de uma canção.
a palavra sublinhada expressa ideia de [...]
A inclusão. Que bonito é
B tempo. As bandeiras tremulando
C modo. [...]
D quantidade. Luiz Bandeira. “Na cadência do samba”.
E qualidade A palavra “que” no excerto citado possui a função de:
A enfatizar um substantivo.
2 Unicamp 2013 Millôr Fernandes foi dramaturgo, jorna- B intensificar um adjetivo.
lista, humorista e autor de frases que se tornaram célebres. C dar uma circunstância de modo à frase.
Em uma delas, lê-se: D estabelecer uma oposição semântica.
E retomar um antecedente implícito.
Por quê? é filosofia. Porque é pretensão.
4 Leia o excerto a seguir.
a) Explique a diferença no funcionamento linguístico da ex-
pressão “porque” indicada nas duas formas de grafá-la. Estabeleceu-se ainda no mesmo acordo que o
sr. Tadayoshi Umetsu não causará nenhum “óbice ou em-
bargo à liberação do projeto de supressão junto aos órgãos
competentes, seja judicial seja extrajudicialmente” (item 6
do acordo). [...]
Quanto à falsa denúncia de que houve falsificação de
assinatura em contrato com o senhor Tadayoshi Umetsu,
b) Explique o sentido do segundo enunciado do texto não passa de mais um factoide que foi objeto de denúncia
(Porque é pretensão), levando em consideração a for- do senhor Paulo Leite junto à Corregedoria da Polícia Civil,
ma como ele se contrapõe ao primeiro enunciado. que atestou a farsa perpetrada.
Ademais, o senhor Tadayoshi Umetsu fez o acordo judi-
cial que pôs fim a desavença negocial entre o proprietário
das terras e o arrendatário, encerrando também qualquer
disputa em torno das terras, conforme acordo [...].
“Juiz manda Estado cumprir acordo e derrubar floresta”.
Diário do Pará (Direito de resposta).

PORTUGUÊS | MEDICINA IV 25

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / PATRICIA.MONTEIRO / 15-06-2018 (15:55)

MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV 33


Aulas 59 e 60

O vocábulo “ademais”, último parágrafo, cumpre função ► Texto para a próxima questão.
coesiva e possui valor semântico de:
A acréscimo. Quando vejo, Senhor, que às alimárias
B oposição. Da terra, da água, do ar, – peixe, ave, bruto –,
C condição. Não lhe esquece jamais o alto estatuto
D consequência. Das leis que lhes pusestes ordinárias;
E finalidade.
E logo vejo quantas artes várias
5 UFU Assinale a única alternativa em que o termo em O homem racional, próvido e astuto,
destaque expressa exemplificação. Põe em obrar, ingrato e resoluto,
A “... conseguiram dividi-los em cinco grupos étnicos Obras que a vossas leis são tão contrárias:
cujos ancestrais estiveram isolados por barreiras
geográficas, como desertos extensos, montanhas Ou me esquece quem sois ou quem eu era;
intransponíveis ou oceanos...”. Pois do que me mandais tanto me esqueço,
B “Como descendemos de um pequeno grupo de homi- Como se a vós e a mi não conhecera.
nídeos africanos e o isolamento favorece o acúmulo de
semelhanças genéticas, traços externos como a cor da Com razão logo por favor vos peço
pele, dos olhos e dos cabelos tornaram-se característi- Que, pois homem tal sou, me façais fera,
cos de determinadas populações...”. A ver se assi melhor vos obedeço.
C “Nos Estados Unidos, são classificadas como negras A tuba de Calíope, 1988.
pessoas que no Brasil consideramos brancas...”.
D “... ninguém é louco de escolher um doador apenas alimária: animal irracional;
arte: astúcia, ardil;
por ser fisicamente parecido ou por ter cabelo crespo próvido: providente, que se previne, previdente, precavido.
como o do receptor”.

6 Unifesp (Adapt.) A reescrita da informação implica alte- 7 Unesp 2016 No primeiro verso, a que classe de palavras
ração de sentido em: pertence o termo “que” e qual sua função na frase? No
A Só mesmo dizendo um palavrão. (Só dizendo um mes- quarto verso, a que classe de palavras pertence o termo
mo palavrão.) “que” e qual sua função na frase?
B Ela era Dercy até dormindo. (Até dormindo ela era Dercy.)
C ... e no polêmico túmulo em pé, em forma de pirâmide.
(... e no polêmico túmulo, em forma de pirâmide, em pé.)
D No palco e na vida, ela não gostava de drama. (Ela não
gostava de drama, no palco e na vida.)
E Das dores de Dolores, seu nome de batismo, ela não
tinha nada. (Das dores de seu nome de batismo, Dolo-
res, ela não tinha nada.)

GUIA DE ESTUDO
Português | Livro 4 | Frente 1 | Capítulo 20
I. Leia as páginas de 55 a 57.
II. Faça os exercícios 2, 3 e de 8 a 10 da seção “Revisando”.
III. Faça os exercícios propostos de 11 a 18.

26 PORTUGUÊS | MEDICINA IV

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / PATRICIA.MONTEIRO / 15-06-2018 (15:55)

34 MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV


 Orientações
O estudo da palavra que possibilitará ao aluno rever os valores semânticos das conjunções coordenativas e subor-
dinativas. O estudo das palavras denotativas de exclusão, inclusão etc. é matéria importante para os exames modernos.

RESOLUÇÕES | EXERCÍCIOS DE SALA

1 Alternativa: A.
O autor usa a preposição até para incluir os bispos na categoria dos profissionais que não trabalham com as mãos, os quais
“tratavam de pôr no dedo um anel com pedra colorida”. Havia pedras para todas as profissões: médicos, advogados, músicos,
engenheiros. Inclusive os bispos tinham suas pedras.

2 a) Na primeira ocorrência, funciona como pronome interrogativo em frase interrogativa; na segunda, exerce o papel de
conjunção coordenativa explicativa em frase que deve ser entendida como uma declaração (a palavra “porque” usada nas
respostas, nas explicações, é uma pretensão).
b) O pronome interrogativo “por quê” liga-se à ideia da indagação. Essa relação semântica está relacionada, no contexto, à
filosofia, ciência que vive de questionamentos. A conjunção explicativa “porque” está relacionada à justificativa, à resposta,
à explicação do ser e do mundo; nesse caso, contrapondo-se ao questionamento filosófico, dar uma resposta, ou uma
explicação às coisas, é presunção, pois não temos ainda o acesso à verdade; achar que a possuímos é vaidade humana.

3 Alternativa: B.
A palavra “que” exerce o papel de advérbio de intensidade em relação ao adjetivo “bonito”.

4 Alternativa: A.
Poderia ser substituído por “além disso”.

5 Alternativa: A.
Desertos e montanhas são exemplos de barreiras geográficas.

6 Alternativa: A.
Na frase “Só mesmo dizendo um palavrão”, a palavra “mesmo” enfatiza o termo “só”; já na frase “Só dizendo um “mesmo”
palavrão”, a mudança de posição do termo “mesmo” dá um sentido de repetição à palavra “palavrão”.

7 A palavra que presente no primeiro verso é uma conjunção integrante, cuja funcionalidade é fazer a interligação entre a
oração principal (“Quando vejo, Senhor, [...]”) e a oração subordinada substantiva objetiva direta (“[...] que as alimárias [...]”).
No quarto verso, a palavra que, por sua vez, é um pronome relativo, que exerce a função sintática de objeto direto e cuja
funcionalidade é introduzir a oração subordinada adjetiva restritiva (“[...] que lhes pusestes ordinárias [...]”).

Observação: Vale lembrar que não são as conjunções que exercem funções sintáticas, mas sim as orações subordinadas
introduzidas por elas.

ANOTAÇÕES

MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV 35


ANOTAÇÕES






















































36 MANUAL DO CADERNO MEDICINA IV