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COLÉGIO VOZES UNIDAS

CURSO DE CIÊNCIAS ECONÔMICA E JURÍDICA

PROJECTO DE FIM DO CURSO

O REINO DE NHANECA-HUMBE

LUANDA
2019
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

PROJECTO DE FIM DO CURSO

O REINO DE NHANECA-HUMBE

Projeto apresentado ao curso de ciências


Econômica e Jurídica do Colégio Vozes
Unido, como requisito parcial para a
obtenção do título de técnico médio,
orientado pelo prof. XXXXXXXXXXX.

LUANDA
2019
Dedico este trabalho,

“Primeiramente а Deus, por ser essencial


em minha vida, autor do meu destino, meu
guia, socorro presente na hora da
angústia, аоs mеυs pais е irmãos.”
AGRADECIMENTOS

Agradeço primeiramente, a Deus pela vida, pela sabedoria, por todas as


minhas conquistas pessoais e profissionais, e por ter colocado em meu caminho
pessoas tão especiais, que não mediram esforços em me ajudar durante a
realização deste projecto. A estas pessoas esterno aqui os meus sinceros
agradecimentos.

Ao Professor pelos textos traduzidos, orientação, seu grande


desprendimento em ajudar-me e amizade sincera.

Aos amigos e colegas pelo incentivo e grande ajuda com o fornecimento


de material para a realização deste trabalho

Agradeço ao departamento de geologia pela disponibilização do material


necessário para as pesquisas técnicas.
RESUMO

Nhaneca-Humbe São essencialmente criadores e pastores de gado mas


também agricultores, os nyaneka-humbi encontram-se confinados à província da
Huíla. Embora ligados aos Ovimbundu, contrariamente a estes, os Nyaneka-
Humbi são fechados e pouco flexíveis. O tipo de alimentação destas populações
pastoris é a base de leite e de farinha duma variedade de cereal designada
massango. Tal como os agricultores do norte do país, os terrenos de cultivo não
constituem propriedade individual.

O cortejo anual do Boi Sagrado praticado em partes mais tradicionais da


região, tem de acordo com algumas fontes a sua origem no culto ao boi Ápis da
Mitologia Egípcia

As mulheres usam penteados de demorada e difícil execução, mas de


grande duração, muitas vezes artisticamente ornamentados de missangas. O
formato desses penteados é variável, estando em conformidade com a fase da
vida que a mulher atravessa. Podem, assim, distinguir-se pelo menos seis
formatos, que correspondem às seguintes fases: até à idade de doze anos; dos
treze aos catorze, sendo este um autêntico monumento; quando está prestes a
casar; quando casa; passado algum tempo depois de casar e, finalmente, depois
de ter filhos. Nesta última fase, a mulher usa pedaços de caniço no penteado,
consoante o número de filhos, pois cada pedaço de caniço representa um.

Pelo penteado pode, pois, distinguir-se se a rapariga é impúbere, púbere,


se está para casar ou se já casou e, neste último caso, se tem filhos e quantos
tem.

Nas cerimónias tradicionais as mulheres devem apresentar-se com os


penteados próprios e devidamente compostos. Por vezes a arte dos penteados
é melhorada através do uso de ornamentadas perucas.
INTRODUÇÃO

Este humilde trabalho vai de uma forma coerente e concisa espelhar as


mais diversas informações concernentes ao grupo etnolinguístico NYANEKA
HUMBE. O intento primordial deste trabalho é patentear as informações mais
pertinentes no que se refere ao povo NYANEKA HUMBE. Dentre estas
informações a que se referir com maior ênfase aos aspectos como:

A situação geográfica: nesse aspecto iremos fazer uma curta abordagem


sobre a localização geográfica desse mesmo povo, e veremos se o espaço
geográfico que eles hoje ocupam anteriormente foi eles, ou outros povos é que
foram os detentores desses espaços.

O termo Nhaneca-Humbe é utilizado para designar um conjunto


de etnias agropastoras do sudoeste de Angola.

Localizadas na sua maior parte na Província da Huíla, estas etnias


combinam a criação de gado bovino com uma agricultura geralmente destinada
mais à auto-subsistência do que à comercialização. Cada etnia (muíla, handa,
etc.) tem a sua identidade social e suas características culturais e linguísticas
próprias, e elas não se consideram como fazendo parte de um conjunto
abrangente.

A maior parte dos nhanecas e humbes aderiu ao cristianismo,


predominantemente à Igreja Católica, no decorrer do período colonial. A
escolarização fez progressos lentos e continua a baixo da média nacional. Uma
parte significativa passou a viver nas vilas e cidades, abandonando,
completamente ou em parte, o seu modo de vida tradicional.

O cortejo anual do Boi Sagrado praticado em partes mais tradicionais da


região, tem de acordo com algumas fontes a sua origem no culto ao
boi Ápis da mitologia egípcia.
OS NYANEKA-HUMBI

Essencialmente criadores e pastores de gado mas também agricultores,


os nyaneka-humbi encontram-se confinados à província da Huíla.
Emboraligados aos Ovimbundu, contrariamente a estes, os Nyaneka-Humbi são
fechados e pouco flexíveis. O tipo de alimentação destas populações pastoris é
a base de leite e de farinha duma variedade de cereal designada massango. Tal
como os agricultores do norte do país, os terrenos de cultivo não constituem
propriedade individual. O mesmo, aliás, se observa nos restantes povos
criadores. Também os pastos são comuns. Averiguamos, no entanto, entre os
Humbes, uma organização do espaço verdadeiramente notável, diz-nos José
Redinha.

Segundo Fernando Neves, em 1960, os Nyaneka-Humbi aproximavam-


se dos 129 mil habitantes, dos quais 100 mil eram Nyaneka. Considera-se que
os Nyaneka sejam dos mais antigos ocupantes da região, seguindo-se os Humbi.
A região dos Humbes foi atingida pela invasão dos Hotentotes do Sudoeste
Africano (actual Namíbia), que levou as suas incursões até às margens do
Cunene, a partir do ano de 1881. O esquema sociopolítico dos Humbi apresenta
um tipo de autoridade difundida no grupo que é orientada pelos chefes simples
ou por alguns seculo (mais idosos) e ainda por criadores de gado mais
importantes, segundo o princípio do primus inter pares.

Redinha refere também que no plano cultural expressam, à semelhança


dos Ambos e dos Hereros, influências da cultura camita oriental, levada até ao
Cunene pelas migrações dos pastores camíticos do Nordeste Africano. A essa
tradição se liga a instituição do gado sagrado nela incluída o cortejo do boi
sagrado, tido como reminiscência do culto do boi Ápis dos velhos altares do Nilo,
anualmente praticado entre Nhanhecas.

Do ponto de vista artístico, os Humbi cultivam o adorno do corpo e


curiosos penteados, produzindo vestuários e ornatos de natureza diversa,
incluindo a confecção de pulseiras metálicas cuidadosamente gravadas.

Na vida social dos Nyaneka-Humbi realizam-se ritos de puberdade


feminina e nos actos divinatórios praticam o aruspício. Os arúspices eram
sacerdotes romanos que faziam prognósticos consultando as entranhas das
vítimas. Ainda de acordo com José Redinha, na sua obra de investigação
intitulada Etnias e Culturas de Angola, editada, em Luanda, em 1974, os Humbes
revelam ao observador a existência de uma elite de tipo evoluído que se mostra
dotada duma notável inteligência prática.

Variantes linguísticas

Vatomene Kukanda refere-se a nove variantes linguísticas, que


abrangem, sobretudo, a província da Huíla e também uma parte da província do
Cunene. Na província da Huíla: o mwila, o ngambo, o humbi, o huanda (mupa),
o handa (cipungu), o cipungu, o cilenge-humbi e o cilenge-muso. Na província
do Cunene: o humbi, o ndongwela, o hinga e o konkwa.
CARACTERÍSTICAS DO POVO NYANEKA-HUMBI (MWILA)
Características físicas
Estatura: Geralmente é um povo de estatura alto. Os homens atingem na
maioria 1,80cm de altura, os mais altos 1,85cm. As mulheres chegam aos
1,60cm de altura. Tanto o sexo masculino como o feminino, ambos são altos e
estreitos.

Homens: os homens são altos e estreitos, olhos pequenos com a


esclerótica bem branca, o nariz comprido e estreito, orelhas grandes para alguns
e redondas, boca estreita com lábios finos dentes compridos e curtos. O cabelo
longo e ruim, o tórax elegante e não achatado, os membros superiores e
inferiores longos. Na sua maioria não cria abdómen grande.

Mulheres: as mulheres apresentam olhos grandes e arredondados com


a esclerótica branca, nariz estreito e curto, as orelhas são médias e não
abauladas, cabelo longo e rijo poucas vezes liso, com a excepção de mestiças,
os dentes curtos e branquinhos para muitas. Não criam ancas, raras vezes que
se verifica ancas largas, os pés são estreitos e curtos.

Principais actividades do Povo Nyaneka-Humbi (Mwila)

1. A criação de gado.
2. A caça.
3. A agricultura.

 Criação de Gado: Os bens materiais que constituem a riqueza, consistem


em primeiro lugar, na criação de gado. Cada chefe de família possui ao
menos algumas vacas, algumas cabras ou carneiros.

 A caça: Tudo o que a natureza oferece espontaneamente, são bens de


todos. Limitam-se a caçar pequenos antílopes, lebres, aves, ratos, etc. A
caça tem um fim de dar um contributo à alimentação humana caseira
(Estermann, 1960: 193).

 A agricultura: o cultivo dos cereais inicia-se logo que comecem a cair as


primeiras chuvas, isto é, princípios de Outubro. No princípio utilizavam
uma pequena enxada de ferro para cultivar, actualmente utilizam charrua,
enxada e tractor. Cultivam principalmente três cereais: milho, sorgo
(Massambala) e o massango (Ibidem: 175).

Quando o cereal está a formar-se surge um grande perigo-os pássaros. Para


enxotá-los, constroem-se estrados altos dentro dos campos, ou usa-se os
morros de salalé e troncos de árvores. Por cima destes postos lançam gritos
agudos e batem em objectos susceptíveis de produzir grande ruído, a fim de
afugentarem os pássaros. A noite os javalis, o porco-espinho, lebre e os
antílopes também atacam a seara. Ainda de dia os macacos, os elefantes
também prejudicam os cereais. No tempo da colheita, os homens constroem uns
estrados onde são lançadas as espigas que as mulheres colhem. Ao lado da eira
em terra batida, fazem uns fornos de secagem circulares. Aqui secam as espigas
para mais facilmente as debulharem. Quando está completa a tarefa, levam o
cereal para casa para o guardar nos celeiros

COSTUMES NYANEKA-HUMBI – PENTEADOS

Os Muílas são um povo que pertence à nação Nyaneka-Humbi. Habitam


a província da Huíla no Sul de Angola. No século XVI os Nyaneka-Humbi
repartiam-se por dois importantes e poderosos reinos: Reino da Huíla e Reino
do Humbi e que fizeram parte do célebre “Ciclo de Mataman” que compreende
a história de todos os povos angolanos que habitavam o que são hoje as
províncias da Huíla e do Namibe.
OS PENTEADOS

As mulheres usam penteados de demorada e difícil execução, mas de


grande duração, muitas vezes artisticamente ornamentados de missangas. O
formato desses penteados é variável, estando em conformidade com a fase da
vida que a mulher atravessa. Podem, assim, distinguir-se pelo menos seis
formatos, que correspondem às seguintes fases: até à idade de doze anos; dos
treze aos catorze, sendo este um autêntico monumento; quando está prestes a
casar; quando casa; passado algum tempo depois de casar e, finalmente, depois
de ter filhos. Nesta última fase, a mulher usa pedaços de caniço no penteado,
consoante o número de filhos, pois cada pedaço de caniço representa um.

Pelo penteado pode, pois, distinguir-se se a rapariga é impúbere, púbere,


se está para casar ou se já casou e, neste último caso, se tem filhos e quantos
tem.

Nas cerimónias tradicionais as mulheres devem apresentar-se com os


penteados próprios e devidamente compostos. Por vezes a arte dos penteados
é melhorada através do uso de ornamentadas perucas.
CONCLUSÃO
REFERENCIAS
http://poesiangolana.blogspot.com/2010/05/costumes-muilas-penteados.html
https://www.facebook.com/welcometoangola.guide/posts/594933973982356/