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Cláudio da Silva Pinheiro Júnior

Resumo do artigo A ORIGINALIDADE NA PRODUÇÃO CIENTÍFICA feito para


a matéria de Metodologia Científica (INF0307) da UFG.
Professora: Nádia Félix Felipe da Silva

A ORIGINALIDADE NA PRODUÇÃO CIENTÍFICA


Introdução:
Segundo Rodrigo Moura Lima de Aragão, a originalidade é característica
essencial para a publicações de artigos científicos e constitui traço indispensável que o
trabalho perduro no meio acadêmico. Além do mais, segundo o autor há uma crescente
disponibilidade de informações e textos na internet, que permitem aos usuários facilmente
copiar partes ou trechos de determinados trabalhos fazendo, assim, a reapresentação do
velho – o que é contra o espírito científico.

Objeto e problema de pesquisa


Primeiramente, o autor fala em duas vias para alcançar a originalidade, mas antes
ele discorre sobre dois elementos fundamentais da pesquisa e da escrita científica:
1. O primeiro é o objeto que é, basicamente, o tema ou o assunto de uma
investigação, quando expresso de maneira específica. Em geral, o objeto não
coincide com o material, fenômeno, grupo de indivíduos ou organização que é
alvo do exame do pesquisador.

2. O segundo é o problema, isto é, o quebra-cabeça em que o objeto está enredado


corresponde ao problema de pesquisa. Em geral, é comum que o problema ganhe
contornos com a associação do objeto a outros elementos da investigação.

Vias para a originalidade


Há o reconhecimento de três vias para atingir a originalidade. A primeira consiste
em examinar um objeto não pesquisado, a segunda envolve examinar um problema até
então ignorado a respeito de um objeto já conhecido e a terceira é aquela que investiga
um objeto e um problema conhecidos com uma abordagem, método ou técnica nova.
1. Para a primeira via, não é difícil identificar objetos inexplorados, dado as novas
tecnologias que surgem frequentemente. Segundo o autor, são praticamente
infinitos os temas não investigados. Com isso, esse caminho é o mais simples para
gerar o novo. Além da simplicidade, esse caminho permite assumir uma posição
de autoridade ao pesquisador adquirindo um status privilegiado. Por isso, é
comum receber tributos na forma de citações.
2. Para a segunda via, elaborar algo novo envolve examinar um problema até então
ignorado a respeito de um objeto já conhecido fazendo, assim, manutenção do
objeto. Dessa forma, essa via conduz à geração do novo com menor risco que a
anterior, já que há existência de trabalhos finalizados sobre o objeto, além de ser
um indicativo de relevância sobre tema.

3. Por fim, a terceira via é aquela que o pesquisador investiga um objeto e um


problema conhecidos com uma abordagem, um método ou uma técnica nova,
dessa forma, a continuidade se faz presente nessa rota pela manutenção tanto do
objeto quanto do problema. Esse caminho é eficaz se considerar sua ligação com
as pesquisas anteriores e o risco de abordar um tema relevante é menor. No
entanto, há o perigo de gerar pouca novidade, uma vez que apenas os meios são
novos em relação aos que já foram produzidos.

COMO IMPULSIONAR A ORIGINALIDADE?


São consideradas aqui três esferas relacionadas ao assunto: a do indivíduo que
pesquisa, a das instituições em que as investigações são realizadas e a dos organismos
que financiam os projetos de pesquisa.

1. Quanto ao indivíduo, dois traços parecem determinantes para que ele percorra as
vias expostas: sensibilidade e inventividade. É preciso ser sensível para enxergar
um objeto ou um problema ignorado; é necessário ser inventivo para propor
estratégias novas de pesquisa.

2. Quanto às instituições, seu papel é acolher as propostas originais de investigação


dos indivíduos. Se houver, por exemplo, linhas de pesquisa, é importante que
exista a alternativa de não se vincular a elas na instituição.

3. Quanto aos organismos que financiam os projetos de pesquisa, sua função


primordial é permitir que estudos originais sejam levados a termo. Além disso,
flexibilização é um traço necessário a esses organismos, a fim de que propostas
investigativas novas tenham espaços, além de não propor restrições temáticas,
teóricas ou metodológicas excessivamente rigorosas.

REFERÊNCIAS:

ARAGÃO, R. L. de. A Originalidade na Produção Científica. REVISTA EDUCAÇÂO –


UNG - SER. V. 10, N. 1 (2015), p 78-82.

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