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Federal
Aula 01

Professor: Pablo Rodrigues


Curso: Direito Tributário p/ Auditor da Receita
Curso: Direito Tributário p/ AFRFB
Teoria e Questões comentadas
Prof. Pablo Rodrigues - Aula 01

Aula 01 – Entenda o que você está estudando; Conceito de Tributo;


Espécies de Tributos; Classificação dos tributos segundo funções –
Parte 2

Assunto Página
1- Contribuição de melhoria 3
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2- Contribuições Especiais 7
2.1- Contribuições Sociais 12
2.1.1- Contribuição Social Residual 15
2.2- Contribuições de Intervenção no domínio econômico (CIDE) 16
2.3- Contribuições de interesse das categorias profissionais 17
2.4- Contribuição de Iluminação Pública 18
3- Empréstimos Compulsórios 19
4 - Classificação dos tributos segundo funções 22
4.1 – Extrafiscalidade e fiscalidade 23
4.2 – Tributo vinculado e não vinculado 25
4.3 – Tributo de arrecadação vinculada ou receita vinculada 25
4.4 – Tributo direto e indireto 25
4.5 – Tributos pessoais e reais 26
5- Questões comentadas 28
6- Lista de exercícios 44
7- Gabarito 53

É muito bom ter você aqui conosco em mais uma aula! Agradeço em
nome de toda a equipe do Exponencial Concursos pela sua confiança!
Antes de começar, saiba que essa é uma continuação da aula 00. Algumas
vezes faremos isso, porque acreditamos que o estudo melhora em aulas
pequenas. Você consegue “matar” a aula em menos tempo e ganha mais
motivação para seguir em frente. O excesso de conteúdo é tão prejudicial
quanto a falta dele ;) e eu já falei que cada minuto de estudo é precioso!
Nessa aula teremos os conceitos dos tributos restantes – lembra dos 5 da
pentapartite? – e classificações segundo funções. Outra parte fundamental do
direito tributário. Vamos retomar?

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1- Contribuição de melhoria

A contribuição de melhoria é um tributo um pouco peculiar.


Encontramos sua previsão legal no CTN nos artigos 81 e 82 e na CF art. 145,
III. Abaixo trago o art. 81 do CTN em forma de esquema:
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é instituída para fazer


face ao custo de obras
cobrada pela(o) União,
públicas de que decorra
Estados, DF ou
Municípios valorização imobiliária
(no âmbito de suas
respectivas atribuições)
A contribuição limite total a despesa
de melhoria realizada

limite individual o
acréscimo de valor que
da obra resultar para
cada imóvel beneficiado

Somente através da leitura do artigo já fica claro do que se trata. Quando


qualquer dos entes públicos realizar uma obra, se essa acarretar em
valorização da propriedade ou propriedades adjacentes, será devido pagamento
desse tributo.
Antes que você diga que acha totalmente injusto, deixe-me argumentar.
Imagine que o prefeito na sua cidade é dono de um terreno enorme, sem
nenhuma construção. Um terreno improdutivo longe do centro da cidade. Agora
imagine que o prefeito decide construir um parque, um metrô e uma biblioteca
pública, todos ao redor do terreno dele. Esse terreno irá se valorizar, não é?
Então, você não acha justo que o prefeito ajude a pagar um pouco dessas obras?
Afinal, o dinheiro público é de todos e deve servir a todos. Quando acontecer de
haver um benefício maior (valorização) para alguns poucos, esses deverão
pagar tributo. Bem, com esse exemplo, você aprende o raciocínio da
malandragem. Existem princípios de direito que se aplicam também, mas acho
que com esse exemplo você entende e não esquece mais :)
A contribuição de melhoria, portanto é considerado um tributo
vinculado, uma vez que decorre de uma contraprestação estatal. Aqui muita
atenção, pois embora seja um tributo vinculado, a sua arrecadação não é!
O pagamento da obra já ocorreu, certo? Então há uma reposição aos cofres
públicos, mas o valor pago não está diretamente vinculado à despesa ocorrida.
Tenha atenção a esse ponto!
Então, sabemos que o fato gerador, aquilo que faz nascer a
contribuição, é a valorização imobiliária. O pagamento serve para fazer face
ao custo da obra, mas quem pagará e quanto? Se é construída uma praça, até

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qual distância da mesma pode haver valorização? Quanto cada proprietário


deverá pagar? Bem, isso é algo que deverá ser estabelecido previamente, bem
como o valor da obra e outras coisas mais. Veja o art. 82 do CTN:

memorial descritivo do
projeto
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orçamento do custo da obra

determinação da parcela do
custo da obra a ser
publicação prévia dos financiada pela contribuição
seguintes elementos:
delimitação da zona
beneficiada
fixação de prazo não
A lei relativa à inferior a 30 dias, para
contribuição de impugnação pelos determinação do fator de
melhoria interessados, de qualquer absorção do benefício da
observará os dos elementos valorização para toda a zona
seguintes ou para cada uma das áreas
requisitos diferenciadas, nela contidas
mínimos regulamentação do
processo administrativo
de instrução e julgamento
da impugnação, sem
prejuízo da sua apreciação
judicial

§ 1º A contribuição relativa a cada imóvel será determinada pelo rateio


da parcela do custo da obra a que se refere a alínea c, do inciso I, pelos
imóveis situados na zona beneficiada em função dos respectivos fatores
individuais de valorização.
§ 2º Por ocasião do respectivo lançamento, cada contribuinte deverá ser
notificado do montante da contribuição, da forma e dos prazos de seu
pagamento e dos elementos que integram o respectivo cálculo.
Observe ainda os dois parágrafos acima que não coloquei em formato de
esquema. O custo será rateado entre os beneficiados, essa é a informação mais
importante dos parágrafos.
Agora que sabemos o porquê, o quê, quem e quanto desse tributo, quero
voltar ao art. 81 na questão dos limites.
 Limite total: a soma dos tributos cobrados de todos os particulares
que tiveram valorização em suas propriedades tem como limite o
próprio custo da obra.
 Limite individual: o máximo que pode ser cobrado de um particular
é a valorização em sua propriedade, decorrente da obra pública em
questão.

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Até que existe lógica, não é? Se o Estado realiza uma obra com o dinheiro
público do contribuinte, exige um tributo para o custeio da obra. Por que exigiria
mais do que o custo da obra? E mais do que o benefício obtido por algum dos
afetados? É uma questão de justiça. Portanto, o valor pago será o menor entre
o limite total e o individual! Agora observe a expressão “fatores individuais de
valorização” e “rateio”. Cada propriedade valorizada deverá pagar uma parte do
custo, sim? Essa parte é determinada por rateio através de valorização
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individual/valorização total das propriedades atingidas.

𝑣𝑎𝑙𝑜𝑟𝑖𝑧𝑎çã𝑜 𝑖𝑛𝑑𝑖𝑣𝑖𝑑𝑢𝑎𝑙
𝒇𝒂𝒕𝒐𝒓 𝒊𝒏𝒅𝒊𝒗𝒊𝒅𝒖𝒂𝒍 𝒅𝒆 𝒗𝒂𝒍𝒐𝒓𝒊𝒛𝒂çã𝒐 =
𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟𝑖𝑧𝑎çã𝑜 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 𝑑𝑎𝑠 𝑝𝑟𝑜𝑝𝑟𝑖𝑒𝑑𝑎𝑑𝑒𝑠 𝑎𝑡𝑖𝑛𝑔𝑖𝑑𝑎𝑠

Então o fator individual de valorização é multiplicado pelo custo e


pronto! Esse é o valor a ser pago por cada um que teve valorização em sua
propriedade. Se ficou complicado, leia novamente e veja o exercício abaixo. Se
ainda sobreviver alguma insegurança, por favor, me procure. A dúvida irá tirar
sua atenção e segurança de pontos mais importantes que esse.
E se eu, você ou quem quer que seja não concordar com o valor cobrado?
Bem, é isso que a palavra destacada impugnação significa: reclamar. Há o
direito de reclamar, desde que dentro do prazo indicado. Caso você entenda que
está sendo cobrado em valor maior, ou indevidamente, você tem um prazo para
fazer sua impugnação.
Aqui vai um ponto importante que pode fazer a diferença na hora da
prova: segundo o art. 3º tributo é toda prestação pecuniária compulsória, etc.,
instituída em lei, etc.. Então é lógico que para se cobrar a contribuição de
melhoria precisamos de lei que a institua. Acontece que, para cada obra
deverá ser editada uma lei, que corresponderá à específica contribuição. Leia
o art. 82 do CTN no esquema acima e você perceberá esse detalhe!
Para finalizar esse tributo, vamos ver um exemplo prático com questão?

(FCC/2014/SEFAZ-RJ/AUDITOR FISCAL DA RECEITA


ESTADUAL) O Estado do Rio de Janeiro decidiu realizar obras públicas para
conter as enchentes que assolavam um determinado município hipotético de
seu território. Essas obras consistiam em elevar as margens do rio que banhava
esse município e incluíam, em decorrência disso, a abertura de vias públicas
largas e modernas, recuperação da região degradada e, inclusive, a realização
de obras de paisagismo. As obras públicas a serem realizadas foram orçadas
em R$ 250.000,00, valor esse a ser integralmente financiado por contribuição
de melhoria. Estudos efetuados demonstraram que a zona a ser beneficiada
pelas obras abrangeria cinco imóveis da região, sendo que a valorização média
esperada desses imóveis seria de 20%. Com base nisso, o Estado promoveu o
lançamento da contribuição de melhoria, cobrando, de cada um dos cinco

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imóveis localizados na região beneficiada, contribuição de melhoria equivalente


a 20% do valor do imóvel, resultando na seguinte situação:

IMOVEL Valia Contribuição de Valor após a realização da


melhoria cobrada obra

I $100.000,00 $20.000,00 Não valorizou


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II $200.000,00 $40.000,00 Passou a valer $220.000,00

III $300.000,00 $60.000,00 Passou a valer $345.000,00

IV $400.000,00 $80.000,00 Passou a valer $480.000,00

V $500.000,00 $100.000,00 Passou a valer $625.000,00

Considerando as informações acima, é correto afirmar:


a) Considerando que a valorização do imóvel V (R$ 125.000,00) é equivalente
a 46,29% da soma total das valorizações individuais de cada imóvel (R$
270.000,00), o Estado poderá aplicar esse índice de 46,29%, sobre o valor do
imóvel antes da sua valorização, para fins de cálculo do valor da contribuição
de melhoria por ele devida.
b) Todos os cinco imóveis deveriam pagar contribuição de melhoria, pois as
obras realizadas trouxeram vários tipos de benefícios à região, como, por
exemplo, o fim das enchentes e o embelezamento da área.
c) O Estado poderá cobrar contribuição de melhoria de todos os imóveis que se
valorizaram em decorrência da obra em questão, tendo como único valor
máximo limite, para essa cobrança, o montante equivalente à valorização que
cada imóvel sofreu em decorrência das obras realizadas.
d) Embora os imóveis valorizados em decorrência da obra em questão tenham
tido uma valorização média de 20%, o Estado poderá cobrar, de todos eles,
linearmente, contribuição de melhoria calculada com base na aplicação do
percentual de 18% sobre o valor do imóvel antes da realização da obra.
e) Se o fator individual de valorização do imóvel II, apurado com base na
legislação própria, fosse igual a 0,074 (ou 7,4%), a contribuição de melhoria
relativa a esse imóvel poderia ser determinada e, posteriormente, lançada e
cobrada, mediante o rateio do custo total da obra por esse fator individual de
valorização.
Resolução:
Primeiramente, não se assuste com o tamanho da questão. A ESAF não
costuma cansar o candidado com o texto, isso é coisa da FCC. Mas ainda assim,
trago essa questão pois ela é bem didática e tranquila. Olha só:

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a) Incorreta. O tributo não será calculado dessa maneira, o fator individual de


valorização de 46,29% deve ser aplicado sobre o custo da obra.
b) Incorreta. O imóvel I não valorizou, portanto não ocorreu fato gerador para
o tributo.
c) Incorreta. São 2 limites para o valor da contribuição: total e individual.
d) Incorreta. Não deve cobrar linearmente, uma vez que houve valorização
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diferente entre cada imóvel. É prevista utilização de rateio através do fator


individual de valorização no art. 82, §1º.
e) Correta. Veja como é o cálculo do rateio do custo e consequente valor a ser
pago por contribuição.
Imóvel II: valorização individual / valorização total dos imóveis afetados
$20.000,00 / $270.000,00 = 0,0740 ou 7,4%
Custo total da obra X fator individual de valorização
$250.000,00 X 7,4% = $18.518,51
Gabarito letra E.
Viu! Você acaba de começar a estudar e já está resolvendo questão dos
concursos mais difíceis!

2- Contribuições Especiais

Nesse ponto, você já conhece os impostos e as taxas. E também a


Contribuição de melhoria, que é um tributo um pouco diferente, não é?
Acontece que, em certas situações, o Estado atua de forma concentrada
para alguns grupos de indivíduos. Nessas situações, que não são ações gerais
(que são custeadas por impostos, receita não vinculada) e nem serviços
específicos e divisíveis (custeadas por taxas), portanto, dentre os tributos que
já estudamos, nenhum deles serviria como “financiador” dessas despesas.
(OBS.: Você percebe que esse tributo possui receita vinculada?)
Para esses casos, a CF prevê as Contribuições Especiais. E que
despesas são essas? Elas estão previstas na CF nos artigos 149 e 149-A, que
transcrevo abaixo. Atente para os destaques, pois são pontos importantes que
são objetivos de questões em diversos concursos.
“Art. 149. Compete exclusivamente à União instituir contribuições
sociais, de intervenção no domínio econômico e de interesse das
categorias profissionais ou econômicas, como instrumento de sua
atuação nas respectivas áreas, observado o disposto nos arts. 146, III, e
150, I e III, e sem prejuízo do previsto no art. 195, § 6º, relativamente
às contribuições a que alude o dispositivo.

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§ 1º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão


contribuição, cobrada de seus servidores, para o custeio, em
benefício destes, do regime previdenciário de que trata o art.
40, cuja alíquota não será inferior à da contribuição dos servidores
titulares de cargos efetivos da União.
§ 2º As contribuições sociais e de intervenção no domínio
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econômico de que trata o caput deste artigo:


I - não incidirão sobre as receitas decorrentes de
exportação;
II - incidirão também sobre a importação de produtos
estrangeiros ou serviços;
III - poderão ter alíquotas:
a) ad valorem, tendo por base o faturamento, a receita bruta
ou o valor da operação e, no caso de importação, o valor
aduaneiro;
b) específica, tendo por base a unidade de medida adotada.
§ 3º A pessoa natural destinatária das operações de importação
poderá ser equiparada a pessoa jurídica, na forma da lei.
§ 4º A lei definirá as hipóteses em que as contribuições incidirão
uma única vez.
Art. 149-A Os Municípios e o Distrito Federal poderão instituir
contribuição, na forma das respectivas leis, para o custeio do serviço de
iluminação pública, observado o disposto no art. 150, I e III.
Parágrafo único. É facultada a cobrança da contribuição a que se refere o
caput, na fatura de consumo de energia elétrica. “

Primeiramente, preciso que você observe o esquema abaixo para saber


quais são as contribuições especiais, ok? Eu as destaquei dentro dos artigos,
mas acho que com o esqueminha fica mais fácil.

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Contribuições Sociais Contrib. da


Seguridade Social

Contrib. Sociais
Contribuições de Intervenção no
Gerais
Domínio Econômico (CIDE)
Contribuições
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Especiais
Contribuições do Interesse das
categorias profissionais

Contribuição de Iluminação
Pública

Então, observe bem os tipos e os nomes, porque já já vamos para a


análise de cada uma delas. E depois você terá um esquema com tudo o que
está em texto de lei, ok? Não se preocupe com o excesso de texto ;)
Se você resolver aprofundar seu estudo na matéria, encontrará esses
tributos também pela nomenclatura de “contribuições parafiscais” e também
“contribuições sociais”. Saiba que, segundo o professor Leandro Paulsen –
dentre outros – essa classificação não está mais correta. Chame de
“contribuições especiais” como está no tópico 3.5.
Dito isso, vamos entrar na análise dos artigos.
 Do art. 149, atente-se para a competência exclusiva da União para as
contribuições:
 contribuições sociais;
 de intervenção no domínio econômico (CIDE);
 de interesse das categorias profissionais ou econômicas.

Significa que somente a União instituirá essas contribuições! Veremos


na próxima aula com detalhes o que é a competência, mas por enquanto saiba
que é o poder de criar determinado tributo. E como instituirá essas
contribuições? Regra geral: através de lei ordinária.
Bem, a competência exclusiva é a principal informação do art. 146!
Aquelas referências aos outros artigos, por enquanto não nos interessam.
Somente uma delas é importante, a que referencia o art. 195. Esse artigo, em
seu caput, diz:
“Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade,
de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos
provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal
e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: (...)”

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Esse artigo é importantíssimo para o entendimento das Contribuições


Especiais. Elas possuem uma característica interessante que eu ainda não havia
mencionado: a referibilidade. Basicamente, podemos interpretar como “aquele
que paga, usufrui”. De uma maneira bem geral, é assim mesmo. Contudo, a
única contribuição que não é assim é a Contribuição Social para a
Seguridade Social, exatamente pela determinação do art. 195.
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Todas as outras Contribuições Especiais serão pagas por alguns


contribuintes, os mesmo que terão o benefício. Como eu havia escrito, o Estado
atua de forma concentrada para alguns grupos de indivíduos. Atenção!
Essa utilização não é necessariamente direta, mas necessariamente
relacionada a esse grupo. Guarde bem isso e você terá facilidade em entender
toda a lógica das Contribuições Especiais! Vou repetir:
 As Contribuições Especiais servem para financiar ações concentradas do
Estado para alguns grupos de indivíduos. Como regra geral, aquele que
paga, usufrui. Mas lembre-se do art. 195!

 Sobre o art. 149, §1º, o que é mais importante para você: Estados, o
Distrito Federal e os Municípios instituirão contribuição para o custeio do
regime previdenciário. A alíquota não será inferior à da contribuição dos
servidores titulares de cargos efetivos da União. Sobre esse parágrafo guarde
que:
 A União também tem competência para instituir contribuição para o
custeio do regime previdenciário.
 Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão instituir
contribuição para o custeio do regime previdenciário dos seus
servidores, custeado por eles e para seu benefício (regra geral: quem
paga usufrui).
 Alíquota não poderá ser inferior à essa mesma contribuição, porém dos
servidores da União. Poderá ser maior ou igual? SIM!

 Sobre o Art. 149, §2º, perceba que os incisos I, II e III somente valem
para as contribuições sociais e para as de intervenção no domínio econômico.
Aqui existem limitações e autorizações para essa tributação.
Regra geral, a exportação não deve sofrer tributação. Por quê? O povo
do país que receberá os benefícios, é que deve arcar com os tributos. Mas sobre
a importação sim, uma vez que você é o consumidor de um produto dentro do
seu país, seria incoerente tributar os produtos nacionais e não tributar os
produtos importados, não é? Lembre-se de todos os 3 incisos, eles costumam
cair em prova:
I - não incidirão sobre as receitas decorrentes de exportação;

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II - incidirão também sobre a importação de produtos estrangeiros ou


serviços;
III - poderão ter alíquotas:
a) ad valorem (% de uma operação/faturamento empresa), tendo
por base o faturamento, a receita bruta ou o valor da operação e,
no caso de importação, o valor aduaneiro;
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b) específica (R$/un), tendo por base a unidade de medida


adotada.
A pessoa natural é uma expressão antiga para denominar uma “pessoa
física”. Significando que, poderá haver momento em que se você importar
alguma mercadoria ou serviço, poderá ser cobrada contribuição especial como
se fosse uma empresa. Quem definirá isso será lei específica. Atente para esse
detalhe!

 Sobre o art. 149, § 4º A lei definirá as hipóteses em que as


contribuições incidirão uma única vez.
Você irá entender esse parágrafo com uma questão:

(ESAF/RFB/2005/AUDITOR FISCAL DA RECEITA


FEDERAL) Sobre as contribuições sociais gerais (art. 149 da Constituição
Federal), é errôneo afirmar-se, haver previsão de que
a) poderão ter alíquotas ad valorem ou específicas.
b) incidirão, também sobre a importação de produtos estrangeiros ou serviços.
c) incidirão, em todos os casos, uma única vez.
d) poderão ter por base, entre outras, o faturamento e a receita bruta.
e) não incidirão sobre as receitas decorrentes de exportação.
Resolução: No enunciado da questão, a banca anuncia as “contribuições sociais
gerais”. Você sabe que elas estão dentro das Contribuições Sociais e que são
trabalho para a União, certo? Então, quando lê as alternativas, podem até
parecer todas corretas. Mas leia melhor a letra C. Em algum momento a CF diz
que todas incidirão uma única vez? Nunca! O que está escrito é que uma lei
específica trará hipóteses de incidência única. Agora ficou fácil?!
Gabarito letra C.
Você notou que resolveu uma questão para Auditor da Receita Federal? ;)

Bem, como eu sei que essa parte é meio chatinha, eu trouxe esse
esquema, acho que vai ajudar. E mais uma vez, se ficar com dúvidas, escreva
no fórum!

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União
Contribuições
Sociais I. Não incide na
exportação
II. Incide na
Art. 149 §2º
Contribuições importação
de III. Alíquotas:
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Intervenção a. Ad valorem (%)


(CIDE) b. Específica (R$/um)
Contribuições
Especiais
Contribuições
Contribuição
das - Estados, DF e
Previdenciária
categorias Municípios deverão.
profissionais - Alíquota não menor
que federal

Contribuição
de
Iluminação
pública
DF e Municípios

Recomendo que você imprima esse esquema e faça adições e


comentários, da maneira que achar melhor. Use-o para revisão sempre. As
últimas páginas estão condensadas aqui.

2.1- Contribuições Sociais

Precisamos ir além do caput do art. 149 para entender um pouco mais


das contribuições sociais. Em sentido amplo, são contribuições instituídas para
que o poder público e entidades de utilidade pública (organizações de
particulares, serviços sociais autônomos) consigam efetivar os direitos
sociais, que estão no título II da CF.
Sobre a divisão, temos o seguinte:
 Contribuições sociais para a seguridade social: SPAS = saúde,
previdência e assistência social.

◦ Exemplo: antiga CPMF, para financiamento da saúde; a previdência


social para trabalhadores em geral, que é administrado pelo INSS; a
assistência social tende a cuidar de pessoas em situações de
carência, ou hipossuficiência, que necessitam de atenção especial, que
são idosos, crianças, adolescentes, deficientes, etc.
 Contribuições sociais gerais: outros direitos sociais que não os 3 acima
citados.

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◦ Exemplo: salário-educação, que é contribuição voltada para a


educação e que incide sobre a folha salarial de pessoa jurídica;
contribuições destinadas aos serviços sociais autônomos, que são as
entidades S(Senai, Sesi, Senac, Sesc). Agora todo o cuidado: a
contribuição devida ao SEBRAE é considerada CIDE pelo STF! E ainda
contribuições do empregador em caso de despedida sem justa causa
(10% sobre o FGTS pago pelo empregador).
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Observe agora que as contribuições sociais (SPAS) são, de acordo com


o caput do 149, de competência exclusiva da União. Contudo, no parágrafo
1º há a exigência de que os outros entes instituam contribuição
previdenciária dos seus servidores. Somente essa pequena parte de toda a
seguridade social configura como competência também dos outros entes. Não
esqueça desse detalhe! Se não havia percebido, veja no esquema anterior.
Você entende que há 2 partes na lógica das contribuições: uma parte é o
objetivo e a outra é o meio de chegar a ele. Os objetivos estão lá no título II,
enquanto os meios estão no art. 195, que agora reproduzo com todos os incisos.
Veja que para criar contribuições a CF dá alternativas.
Caput do art. 195: “A seguridade social será financiada por toda a
sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos
provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios, e das seguintes contribuições sociais:”

a folha de salários e
demais rendimentos do
trabalho à pessoa física
que lhe preste serviço,
mesmo sem vínculo
do empregador, da empresa e da empregatício
entidade a ela equiparada na
forma da lei, incidentes sobre
a receita ou o
faturamento
do trabalhador e dos demais
segurados da previdência social,
não incidindo contribuição sobre o lucro
aposentadoria e pensão concedidas
Contribuições pelo regime geral de previdência
Sociais social de que trata o art. 201

sobre a receita de concursos de


prognósticos. (LOTERIAS)

do importador de bens ou
serviços do exterior, ou de quem a
lei a ele equiparar

A referência ao art. 201 diz respeito às aposentadorias e pensões

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concedidas pelo Regime Geral de Previdência Social, que são casos de não
incidência a contribuições sociais. Simples assim.
Ainda o art. 195 tem 13 parágrafos. Trago os mais importantes e
cobrados em prova para que você saiba:
§ 1º - As receitas dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios
destinadas à seguridade social constarão dos respectivos orçamentos,
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não integrando o orçamento da União.


§ 7º - São isentas de contribuição para a seguridade social as entidades
beneficentes de assistência social que atendam às exigências
estabelecidas em lei.
Portanto, aquelas instituições que da seguridade se beneficiam, estão
isentas de contribuir para a mesma, desde que atenda às exigências da lei.
Imagine que uma instituição dessas é sustentada por um fundo assistencial. Por
que ela contribuiria? Seria somente para haver algum registro contábil, não é?
Assim fica fácil de você gravar. Não é o único motivo da isenção, mas é o que
mais ajuda a entender ;)
Então sobre todas as bases econômicas do art. 195 poderá haver
contribuições com finalidade de financiar a seguridade social. Esse é um artigo
importante que recomento que você guarde para constantes revisões. Questões
costumam pegar detalhes dele, como por exemplo, aquilo que está entre
vírgulas.

Olha como essa questão da ESAF fica tranquila:

(ESAF/PGFN/2007/PROCURADOR DA FAZENDA
NACIONAL) Contribuição previdenciária classifica-se como:
a) contribuição de intervenção no domínio econômico.
b) taxa vinculada à prestação de benefícios previdenciários de natureza
continuada.
c) contribuição corporativa.
d) contribuição social
e) contribuição de seguridade vinculada ao tesouro da União, em razão da
universalidade de cobertura e de atendimento
Resolução:
A contribuição previdenciária está dentro da Contribuição social, que se
divide em contribuições sociais gerais e contribuições sociais para a seguridade
social. Essa abrange SPAS: a saúde, previdência e assistência social. Gabarito
letra D.

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2.1.1 – Contribuição Social Residual

Você pode perceber que há bastante espaço para que a União atue para o
objetivo de garantir os direitos sociais da população, através de uma série de
contribuições sobre diversas bases econômicas. Contudo, se houver
necessidade de novas contribuições para a seguridade social, a União poderá
fazê-lo, desde que através de lei complementar! Isso é o que se chama de
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competência residual. Portanto guarde que:

Contribuições Sociais Contribuições Sociais


previstas novas (residual)

• Lei Ordinária • Lei Complementar


• Competência da União

A previsão para tal contribuição está no art. 195 § 4º - A lei poderá


instituir outras fontes destinadas a garantir a manutenção ou expansão da
seguridade social, obedecido o disposto no art. 154, I.
O art. 154 trata de impostos, mas a CF menciona ele nesse momento no
sentido de garantir o processo de aprovação, que será através de lei
complementar. Além do que, por entendimento do STF, o art. 154 deve ser
interpretado caso a caso, significando que o que está escrito como “impostos”
deve servir como “contribuições”. Portanto, sobre contribuição residual para a
seguridade social, guarde:

Não poderá ter fato


Sempre não gerador ou base de
cumulativas cálculo previsto para
outra contribuição

Lei Competência da
Complementar União
Contribuição
residual
para a
seguridade
social

Portanto, somente para destacar a jurisprudência, saiba que há


decisões do STF que afirmam que eventual nova contribuição não poderá ter
base idêntica a de outras contribuições, mas pode ter base de impostos!

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2.2- Contribuições de Intervenção no domínio econômico (CIDE)

O Estado possui previsão constitucional para exigir a contribuição de


intervenção no domínio econômico – Competência exclusiva da União através
da regra geral (Lei ordinária). Essa intervenção se dá em fiscalização (não
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confunda com as taxas de polícia) e fomento, de modo que o custo de ambas


atividades será suportado por essas contribuições. Vemos o caráter
intervencionista do Estado caracterizado nesse tributo, não é?
A contribuição de intervenção mais conhecida é a CIDE combustíveis,
que não esqueça, poderá ter alíquotas ad valorem ou específicas.
Além disso, as ações de intervenção por parte do Estado visam defender
os direitos do consumidor, a livre concorrência, o cumprimento da função social
da propriedade, a redução das desigualdades regionais e sociais; dentre outros
princípios que estão no art. 170 da CF. A aplicação dos recursos originários
dessas contribuições estão atreladas ao seu propósito, de modo que a receita
garantida pela CIDE combustíveis não poderá financiar escolas, por exemplo.
Portanto, trata-se de um tributo de arrecadação vinculada – deverá financiar
atividades ou investimentos de fomento ou fiscalização, previstos na lei
instituidora do tributo. Veja, como exemplo, o destino da arrecadação da CIDE
combustíveis, que você pode ver na CF no art. 177, §4º, II:

Pagamento de De gás natural,


subsídios a preços álcool ou derivados
ou transporte de petróleo

Os recursos Financiamento de Relacionados à


arrecadados serão projetos indústria de
destinados ambientais petróleo e gás

Financiamento de
projetos da infra-
estrutura de
transportes

O que você precisa saber sobre a CIDE?


 Competência exclusiva da União
 Instituído por lei ordinária
 Alíquotas ad valorem ou específicas (Art. 149, §2º)
 Conforme decisão do STF: A contribuição devida ao SEBRAE
classifica-se como CIDE! (RE 443449/PR, de 30/08/2011).
 Não incide sobre receitas de exportação (Art. 149, §2º)

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 Incide sobre importação (Art. 149, §2º)


 Tributo de arrecadação vinculada – previsão na lei instituidora
 Tributo não vinculado
 Lei ordinária poderá equiparar pessoa natural a uma jurídica na
importação
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 CIDE’s instituídas: CIDE-Royalties, SEBRAE, Adicional de Tarifa


Portuária(ATP), Adicional ao frete para Renovação da Marinha
Mercante (AFRMM).
Trago uma decisão interessante sobre a relação entre o contribuinte e a
aplicação dos seus recursos:
Jurisprudência, STF: “As CIDE podem ser criadas por lei ordinária e não
exigem vinculação direta entre o contribuinte e a aplicação dos recursos
arrecadados.” (RE 449233 AgR/RS, de 08/02/2011)

2.3- Contribuições de interesse das categorias profissionais

São chamadas também de contribuições profissionais ou corporativas.


Existem 2 tipos de contribuições:
 Contribuições para os conselhos de fiscalização
 Contribuição sindical
Os conselhos de fiscalização são autarquias que, como diz o nome,
fiscalizam o exercício de profissões regulamentadas. Por exemplo, os
engenheiros tem os CREA e os administradores tem o CRA. Veja, essa anuidade
tem natureza tributária! E você está decorando, se já não decorou, o conceito
de tributo: “prestação pecuniária compulsória”.
Já a contribuição sindical, como diz o nome, é uma das maneiras de
remuneração para os sindicatos, que representam as classes específicas. Essa
contribuição é também anual e tem o custo de 1(um) dia de trabalho.
Não confunda a contribuição sindical com a contribuição confederativa.
Aquela tem natureza de tributo, enquanto essa não, pois é não compulsória!
A confederativa poderá ser exigida pelos respectivos sindicatos, a ser paga
pelos filiados, e é fixada pela assembleia geral. Aquele profissional que optar
por não contribuir, continua exercendo suas atividades normalmente.

Jurisprudência, STF, Súmula vinculante 666: “A contribuição


confederativa de que trata o art. 8º, IV, da CF, só é exigível dos filiados ao
sindicato respectivo”.

Então, se você é engenheiro, contador, médico ou etc, pagará 2 tributos:

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a anuidade do seu conselho regional de fiscalização e 1 dia de trabalho para seu


sindicato. Isso não significa que você será filiado ao sindicato profissional. Caso
opte, você terá um terceiro pagamento, de natureza não tributária. Entendido?

Contribuições para
Contribuição Contribuição
os conselhos de
Sindical Confederativa
fiscalização
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• É tributo • É tributo • Não é tributo!


• Devido pelos • Devido por todos os • Natureza
profissionais às suas trabalhadores de facultativa, opcional
organizações classes • Valor fixado pela
sindicalizadas assembléia do
sindicato

Eu especificamente não mencionei a OAB, pois ela gera controvérsias e


sua contribuição não tem natureza tributária. Há decisões do STF a esse
respeito, que mesmo não declarando taxativamente, se alinha ao pensamento
do STJ: a OAB não se confunde com as demais autarquias de fiscalização, por
isso a contribuição paga pelos seus filiados não tem natureza tributária. Esse é
o entendimento atual, portanto tenha atenção caso apareça em sua prova.

2.4- Contribuição de Iluminação Pública

Como você já sabe tudo sobre taxas, essa vai ser tranquila de entender.
É possível que qualquer um dos entes institua taxa para custear serviços
públicos prestados, desde que esse serviço seja específico e divisível, não é?
Portanto, seria impossível cobrar uma taxa para o serviço de iluminação pública,
uma vez que ele não é divisível. Se a prefeitura instala um poste em frente a
sua casa, ele poderá iluminar somente a sua casa? Se alguém for passar
caminhando pelo poste, a luz apaga? Hehe, você entendeu, né?! A iluminação
púbica é um serviço indivisível. Então, para aliviar os gastos dos municípios com
esse serviço, foi criada uma contribuição especial, no art. 149-A da CF pela
Emenda Constitucional nº39 no ano de 2002,que traduzo no seguinte desenho:

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Custeio do serviço de
iluminação pública

Municípios e DF poderão Facultada a


instituir - respectivas leis cobrança na fatura
(ordinárias)
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COSIP

Agora preste atenção para não errar na prova: por duas vezes nesse
artigo há opção para os municípios. Eles poderão instituir a contribuição e
poderão cobra-la na conta de luz. E mais uma vez, as menções feitas a outros
artigos não são relevantes nesse momento, serão assunto de aula específica.
O art. 149-a faz menção ao art. 150, I e III diz respeito a limitações desse
tributo, que veremos na próxima aula.
Sobre a COSIP é isso que você precisa saber para a prova.

3- Empréstimos Compulsórios

Lembra que mais no início da aula eu trouxe uma regra geral para você?
Eu disse que, conforme o art. 3º todo o tributo deve ser instituído por lei, e que,
a não ser que haja alguma declaração explícita, presume-se que a lei ordinária
basta. Chegamos a outra exceção dessa regra! O empréstimo compulsório
só será instituído através de lei complementar. Essa é a primeira das
informações que você deve guardar. E por que ele precisa de lei complementar?
Porque assuntos de relevância merecem uma discussão maior. Esse tributo
serve para suprir uma necessidade de caixa imprevista, e como o nome diz,
será devolvido ao contribuinte. Por isso você imagina que é um assunto de
especial relevância, não é mesmo? Merece discussão maior no Congresso. Mas
e se ele acabará sendo devolvido ao contribuinte, ele é um tributo? SIM! Ele
entra na pentapartite, assunto já pacificado pelo STF.

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Para saber e lembrar: Diferenças entre lei complementar(LC) e lei


ordinária(LO)

Diferença Diferença
Formal Material LC: assuntos que a
LC: requer maioria
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CF prevê
absolula para
necessidade de LC
aprovação.
para regulação.
Maioria absoluta:
Assuntos de maior
mais da metade do
relevância, interesse
total dos membros.
geral.

LO: requer maioria


simples para
aprovação. LO: quando não há
previsão, basta lei
Maioria simples: ordinária.
mais da metade dos
presentes.

Agora um ponto de atenção! Já vi pegadinhas de concurso


exatamente assim! Se, por ventura, um tópico não reservado à lei
complementar for regulado por uma, essa se trata de uma lei materialmente
ordinária. Essa lei complementar, chamada de materialmente ordinária,
poderá ser alterada ou revogada por uma lei ordinária. Mantenha seus olhos
bem abertos quando aparecer uma questão sobre esse assunto.

O empréstimo compulsório somente poderá ser instituído pela União,


para atender despesas extraordinárias em casos de: guerra externa ou sua
iminência, socorro a calamidade pública, investimento público relevante. São
essas informações que você encontra no art. 148 da CF. Olhem só:

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Somente a União
Sua instituição
Mediante Lei Complementar

Empréstimo Despesas extraordinárias


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compulsório decorrentes de calamidade


pública

Guerra externa ou sua


Para? iminência

Investimento público urgente e


de relevante interesse nacional

Além do destacado acima, leia o parágrafo único do art. 148 da CF.


A aplicação dos recursos provenientes de empréstimo
compulsório será vinculada à despesa que fundamentou sua
instituição.
Um detalhe que muita gente confunde quando estuda pela primeira vez
esse tributo é o seu fato gerador. Não pense que o FG é a guerra externa ou
calamidade pública. Como seria isso na prática? Toda a vez que, durante a
guerra externa, um soldado atira seu fuzil alguém paga tributo? Não tem
sentido, né. Esse é o motivo pelo qual será instaurado o tributo, a sua
justificativa, e não seu fato gerador. A Constituição Federal não determina fatos
geradores, nem mesmo os sugere. Portanto, há liberdade para o legislador
criar um novo fato gerador ou até mesmo usar algum já existente. Aqui
há debates entre autores de direito tributário, mas para o concurso, guarde essa
informação destacada, ok? No último caso de empréstimo compulsório que
tivemos, em 1986, o FG era a aquisição de automóveis, que é FG de ICMS(venda
de mercadoria). Nesse caso, seriam pagos 2 tributos diferentes: um imposto e
o empréstimo compulsório.
Você percebe que esse tributo tem uma natureza transitória, provisória?
Primeiro, ele será devolvido ao seu contribuinte. Segundo, ele é instituído para
compensar despesas extraordinárias decorrentes de guerra externa ou sua
iminência, calamidade pública ou investimento público urgente e relevante.
Circunstâncias essas que naturalmente não durarão para sempre. Vejamos
então 2 detalhes que estão no CTN, mas não na CF:
Art. 15. Somente a União, nos seguintes casos excepcionais, pode
instituir empréstimos compulsórios:

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I - guerra externa, ou sua iminência;


II - calamidade pública que exija auxílio federal impossível de atender
com os recursos orçamentários disponíveis;
III - conjuntura que exija a absorção temporária de poder aquisitivo.
Parágrafo único. A lei fixará obrigatoriamente o prazo do empréstimo e
as condições de seu resgate, observando, no que for aplicável, o disposto
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nesta Lei.

Veja que o inciso III não foi levado para o texto constitucional.
O motivo não nos importa, somente saiba que atualmente ele não mais justifica
o empréstimo compulsório, ok?
Agora veja que coloquei o Parágrafo único em negrito e em verde,
também ficou de fora da CF, porém essa sim é condição válida.
Então, o que precisamos saber sobre o empréstimo compulsório?

Em casos de
•Calamidade
pública
•Guerra externa Arrecadação
ou iminência vinculada
•Investimento
público urgente
e relevante A lei fixará o
Somente a prazo e
União condição de
resgate

Fato
Instituído por
Empréstimo gerador:
Lei
Compulsório qualquer
Complementar
atividade

4- Classificação dos tributos segundo funções

Estamos chegando ao final da segunda aula, mas antes de terminar,


preciso passar para você mais algumas noções importantes. Esses conceitos são
base para todo o direito tributário, e para as próximas aulas você deve já te-los
assimilado. Nessa parte, evite decorar, como você inevitavelmente terá que
fazer com alguns artigos. Procure entender os conceitos e sua lógica. Esse
“investimento” irá facilitar o resto da matéria.

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4.1- Extrafiscalidade e fiscalidade

Ambos os conceitos têm relação com a finalidade do tributo, na visão do


Estado. O seu primeiro pensamento pode ser que todo o tributo tenha a
finalidade de arrecadar fundos. Porém, existem tributos que a sua razão de
existir não é a arrecadação, e sim outros objetivos extra arrecadatórios. Quando
você estudou direito constitucional, na sua primeira aula você provavelmente
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aprendeu o “So-Ci-Di-Va-Plu” e o “Conga Erra Pro”. E tenho certeza que seu


professor foi bem insistente para que você não confundisse esses 2 macetes,
sim? Bem, você sabe então que os objetivos fundamentais da República são, de
acordo com o art. 3º:

Promover o bem
Erradicar a
de todos, sem
probreza e a
Construir uma preconceitos de
Garantir o marginalizaçã
sociedade origem, raça,
desenvolvimento o e reduzir as
livre, justa e sexo, cor, idade e
nacional desigualdades
solidária quaisquer outras
sociais e
formas de
regionais
discriminação.

Pois bem, além desses, existem diversos objetivos e atividades


espalhados pela CF. Saiba, então, que os poderes atuam justamente para que
os objetivos sejam alcançados. E uma das maneiras de executar esse trabalho
é utilizando os tributos: tanto os arrecadatórios, ou fiscais, quanto os extra
arrecadatórios ou extrafiscais. O Estado influencia o comportamento das
pessoas, através da compulsoriedade, característica dos tributos.
Temos então a diferenciação:
 Tributos fiscais: tributos que existem com intenção de arrecadar.

◦ Exemplos: Imposto sobre a Renda(IR), Imposto Predial Territorial


Urbano(IPTU), Imposto sobre a propriedade de Veículos
Automotores(IPVA), Imposto sobre Transmissão por Doação ou Causa
Mortis(ITCD), Imposto sobre Circulação de Mercadorias e prestação
de serviços(ICMS), Imposto sobre Transmissão onerosa de Bens
Imóveis(ITBI), Imposto sobre serviço de qualquer natureza(ISS),
taxas, contribuições de melhoria, contribuições especiais,

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empréstimos compulsórios.

 Tributos extrafiscais: tributos que existem com intenção não


meramente arrecadatória. Auxilia o Estado a influenciar o
comportamento das pessoas.

◦ Exemplos: Imposto sobre a Importação(II), Imposto sobre a


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Exportação(IE), Imposto sobre Operações Financeiras(IOF), *Imposto


sobre Produtos Industrializados(IPI) e Imposto Territorial Rural(ITR).
Contribuições de intervenção no domínio econômico (CIDEs). A
classificação sobre o IPI não é tão pacífica, tendo em vista a alta
arrecadação do mesmo, mas aprenda que ele é originalmente um
tributo extrafiscal.
Essa influência por vezes tem objetivo de estimular e outras de
desestimular comportamentos, através da carga tributária. Muitas vezes o
governo baixo o IPI dos automóveis, tendo em vista que é uma indústria muito
importante para a economia do país. Esse ato tem a função de influenciar o
comportamento das pessoas através de estímulo ao consumo, tendo um efeito
dominó positivo na economia real. Em sentido contrário, o governo pode querer
desestimular algum comportamento das pessoas. Nesse raciocínio, poderia, por
exemplo, aumentar o IOF, tendo como resultado diminuição de aplicação em
instrumentos financeiros e aumento do investimento em ativos reais –
máquinas, prédios, estoques, etc.

Fiscais Extrafiscais
Intenção não
meramente
Função de
arrecadatória -
arrecadar
exercer
influência

Ex.: IR, IPVA,


IPTU, ICMS, ITCD, Ex.: CIDE, II, IE,
ITBI, ISS, TAXAS, IOF, ITR, *IPI
ETC

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4.2- Tributo vinculado e não vinculado

Já falamos sobre esse assunto, não é? Você já sabe que um tributo


vinculado significa contraprestação estatal, não é? E qual é o símbolo máximo
de um tributo não vinculado? Os impostos em geral. Lembre-se que o conceito
de tributo vinculado ou não vinculado está atrelado ao fato gerador do tributo,
ok?
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Vinculados: taxas, COSIP e contribuição de melhoria.


Não vinculados: todo o resto :)

4.3- Tributo de arrecadação vinculada ou receita vinculada

Sobre esse conceito também já falamos rapidamente, não é? As espécies


tributárias podem ou não ter o produto da sua arrecadação já destinada a algum
fundo ou despesa. Saiba que a regra geral é que os tributos não tenham
arrecadação vinculada.
 Tributos de arrecadação vinculada: imposto extraordinário de
guerra, contribuições especiais, empréstimos compulsórios.
Sobre a vinculação da arrecadação das taxas. Mesmo que não haja uma
previsão expressa na lei instituidora, deduz-se que a receita do tributo será
vinculada ao órgão prestador. Uma vez que não há impeditivos constitucionais,
a arrecadação poderá ser vinculada. O art. 167, IV é específico aos impostos.
Atenção! Não confunda os conceitos e nomenclatura do tributo vinculado e do
tributo de arrecadação vinculada!

4.4- Tributo direto e indireto

Para que você entenda essa classificação, primeiro preciso, rapidamente,


colocar aqui mais 2 conceitos básicos sobre o contribuinte.
Se o Estado é aquele que institui, arrecada e fiscaliza, na outra ponta da
relação está aquele que contribui. Acontece que há o contribuinte de direito
e o contribuinte de fato.
O contribuinte de direito é quem está na lei como contribuinte. Ele tem
o dever de pagar o tributo.
O contribuinte de fato é quem, na vida real, suporta o ônus do tributo.
É quem sente o impacto da carga tributária.
O tributo direto é aquele que concentra os 2 contribuintes em uma só
pessoa. Por exemplo, o IPVA é um tributo direto, pois o contribuinte de direito
– aquele que possui o automóvel – é também o contribuinte de fato – quem tem

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o desembolso financeiro.
O tributo indireto separa os 2 contribuintes. Exemplos: ICMS, ISS e IPI.
Veja que, quando você compra um produto no supermercado, o ICMS está de
fato sendo suportado por você. O supermercado é o contribuinte de direito, mas
ele somente faz o recolhimento desse imposto. O ônus financeiro recai no
consumidor, embutido no preço do produto. Assim é o IPI e o ISS, quando
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prestado serviço.
Então guarde assim:
Tributo direto: contribuinte de direito = contribuinte de fato

Contribuinte Contribuinte
de direito de fato

4.5- Tributos pessoais e reais

Tributos reais? E existe tributo imaginário? Nossa, que piada ruim! Mas
se servir pra você guardar que o nome “real” vem de res(coisa em latim) já
valeu! Os tributos reais recaem sobre coisas, produtos, nada tendo a ver com
a situação do contribuinte. Dei o exemplo lá no início da aula do Pedro e do
João, que compraram o mesmo carro zero KM, no mesmo dia, no mesmo local.
Lembra? Pois bem, embora um seja riquíssimo e o outro seja de classe média,
ambos pagarão o mesmo IPVA. Esse imposto recai sobre a coisa, nesse caso o
veículo.
Os tributos pessoais, por outro lado, consideram o indivíduo. O
exemplo maior é o Imposto sobre a Renda(IR). Quando temos 2 brasileiros com
a mesma renda, nada garante que sua declaração e pagamento será idêntico.
Critérios subjetivos entram no cálculo: dependentes, despesas médicas,
investimentos, etc.

Tributos Pessoais Tributos Reais

• Consideram o indivíduo. • Consideram somente a res, a


• Ex.: Imposto sobre a Renda. coisa.
•Ex.: IPVA.

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E acabou a segunda aula do seu curso de direito tributário! Espero que


não tenha fica com dúvidas! Caso contrário, você já sabe que estou esperando
no fórum ou através do e-mail ;) Vou repetir pela 19ª vez: não deixe dúvidas
persistirem, ok?
Além de dúvidas, eu gostaria de receber suas críticas e sugestões,
porque, a medida que você for me dando feedbacks, eu irei aperfeiçoando as
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

aulas e você vai ter um conteúdo cada vez mais completo e simplificado.
Então, espero vocês nas próximas aulas, combinado?
Abraços!

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5- Questões Comentadas

1. (ESAF/RFB/2014/AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL) Sobre a


extrafiscalidade, julgue os itens a seguir, classificando-os como certos ou
errados. Em seguida, assinale a opção correta.
I. Na medida em que se pode, através do manejo das alíquotas do imposto de
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importação, onerar mais ou menos ingresso de mercadorias estrangeiras no


território nacional, até o ponto de inviabilizar economicamente determinadas
operações, revela-se o potencial de tal instrumento tributário na condução e no
controle do comércio exterior.
II. Por meio da tributação extrafiscal, não pode o Estado intervir sobre o domínio
econômico, manipulando ou orientando o comportamento dos destinatários da
norma a fim de que adotem condutas condizentes com os objetivos estatais.
III. A extrafiscalidade em sentido próprio engloba as normas jurídico-fiscais de
tributação (impostos e agravamento de impostos) e de não tributação
(benefícios fiscais).
IV. Não existe, porém, entidade tributária que se possa dizer pura, no sentido
de realizar tão somente a fiscalidade ou a extrafiscalidade. Os dois objetivos
convivem, harmônicos, na mesma figura impositiva, sendo apenas lícito
verificar que, por vezes, um predomina sobre o outro.
a) Apenas I, II e IV estão corretas.
b) Apenas I e IV estão corretas.
c) Apenas II e IV estão corretas.
d) Apenas I, III e IV estão corretas.
e) Todas as alternativas estão corretas.
Resolução:
I. Correta. É prerrogativa do governo exercer seu interesse através do
imposto de importação.
II. Incorreta. Uma vez que a extrafiscalidade diz respeito exatamente em
exercer influência sobre os indivíduos através de tributos. Reescrevendo de
maneira correta teríamos:
Por meio da tributação extrafiscal, não pode o Estado intervir sobre o domínio
econômico, manipulando ou orientando o comportamento dos destinatários da
norma a fim de que adotem condutas condizentes com os objetivos estatais.
III. Correta. A extrafiscalidade pode exercer influência através de aumento
ou diminuição da tributação.
IV. Correta. Não há um tributo com somente uma característica. Ao mesmo
tempo que um tributo arrecada, ele acaba influenciando, mesmo que
minimamente, o comportamento da população.

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Gabarito letra D.

2. (FGV/2011/SEFAZ-RJ/AUDITOR FISCAL DA RECEITA ESTADUAL) A


respeito das espécies de tributos, é correto afirmar que
a) a União, os Estados e o Distrito Federal, e os Municípios poderão instituir,
exclusivamente, os seguintes tributos: impostos, taxas e contribuições de
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melhoria.
b) de acordo com o Código Tributário Nacional, considera-se imposto o tributo
vinculado a qualquer atividade estatal específica.
c) a taxa é um tributo não vinculado a uma atuação estatal específica e tem,
como possível fato gerador, o exercício regular do poder de polícia.
d) a instituição de contribuições sociais, de intervenção no domínio econômico
e de interesse das categorias profissionais ou econômicas, é de competência
exclusiva da União.
e) a contribuição de melhoria é o tributo cobrado em função da realização de
obras e prestação de serviços.
Resolução:
a) Incorreta. Há outros tributos previstos na CF. Veja que não há especificação
sobre CTN ou CF, portanto, pela classificação pentapartite, empréstimo
compulsório e contribuições especiais também são tributos.
b) Incorreta. Imposto é tributo não vinculado, não contraprestacional ou não
ressarcitivo.
c) Incorreta. Reescrevendo corretamente a letra C ficaria assim:
“taxa é um tributo não vinculado a uma atuação estatal específica e tem,
como possível fato gerador, o exercício regular do poder de polícia.”
d) Correta. Art. 149 da CF.
e) Incorreta. A contribuição de melhoria é cobrada em função da valorização de
propriedades, em consequência de obras realizadas pelo poder público. No art.
81 do CTN temos “(...) é instituída para fazer face ao custo de obras públicas
de que decorra valorização imobiliária (...)”.
Gabarito letra D.
3. (VUNESP/2012/SPTRANS/ADVOGADO PLENO) A instituição de
contribuições, na forma das respectivas leis, para custeio do serviço de
iluminação pública, é competência atribuída pela Constituição Federal somente
a) aos Municípios.
b) à União e ao Distrito Federal.
c) aos Estados e ao Distrito Federal.

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d) aos Municípios e ao Distrito Federal.


e) à União e aos Estados.
Resolução:
Segundo a CF em seu art. 149-A Os Municípios e o Distrito Federal poderão
instituir contribuição, na forma das respectivas leis, para o custeio do serviço
de iluminação pública.
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Gabarito letra D.

4. (ESAF/RFB/2012/AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL) Com


relação ao entendimento do STF sobre as contribuições sociais gerais, as
contribuições de intervenção no domínio econômico e de interesse das
categorias profissionais ou econômicas, assinale a opção correta.
a) Não se pode prescindir de lei complementar para a criação das contribuições
de intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias
profissionais.
b) Sua constitucionalidade seria aferida pela necessidade pública atual do
dispêndio vinculado e pela eficácia dos meios escolhidos para alcançar essa
finalidade.
c) No caso da contribuição devida ao SEBRAE, tendo em vista tratar-se de
contribuição de intervenção no domínio econômico, o STF entende ser exigível
a vinculação direta do contribuinte ou a possibilidade de que ele se beneficie
com a aplicação dos recursos por ela arrecadados.
d) A sujeição de vencimentos e de proventos de aposentadoria e pensões à
incidência de contribuição previdenciária constitui ofensa ao direito adquirido no
ato de aposentadoria.
e) Tais contribuições sujeitam-se à força atrativa do pacto federativo, pois a
União está obrigada a partilhar o dinheiro recebido com os demais entes
federados.
Resolução:
Essa é uma questão bastante complicada, pois faz referência a vários
julgamentos e não diretamente à CF e CTN.
a) Incorreta. Basta lei ordinária.
b) Correta. As contribuições especiais são tributos de arrecadação vinculada e
devem preservar sua essência, sendo impossível a destinação da receita a
outros fins.
c) Incorreta. Apesar de ser realmente uma CIDE, não há necessidade de
vinculação direta do benefício ao contribuinte.
d) Incorreta. Há um julgamento do STF dizendo que não há direito adquirido

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em tal situação. Guarde essa informação para sua prova.


e) Incorreta. Não há previsão de partilha da receita oriunda de contribuições.
Gabarito letra B.

5. (FCC/TRF3/2007/ANALISTA JUDICARIO) As contribuições sociais e de


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intervenção no domínio econômico instituídas por competência exclusiva da


União:
a) incidirão sobre as receitas decorrentes de exportação.
b) poderão ter alíquotas específicas, tendo por base a unidade de medida
adotada.
c) não incidirão sobre a importação de produtos estrangeiros ou serviços.
d) não poderão ter alíquotas, tendo por base no caso de importação, o valor
aduaneiro.
e) não poderão ter alíquotas ad valorem, tendo por base o faturamento, a
receita bruta ou o valor da operação.
Resolução:
a) Incorreta. Segundo CF no art. 149, §2º não incidirão sobre a exportação.
b) Correta. Literalidade do art. 149, §2º, III, b.
c) Incorreta. Segundo CF no art. 149, §2º incidirão sobre a importação.
d) Incorreta. Literalidade do art. 149, §2º, III, a:
“a) ad valorem, tendo por base o faturamento, a receita bruta ou o valor
da operação e, no caso de importação, o valor aduaneiro”
e) Incorreta. Poderão, ver citação acima.
Gabarito letra B.

6. (ESAF/RFB/2009/AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL) Segundo


o art. 195, caput, da Constituição Federal, a seguridade social será financiada
por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante
recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios, e das contribuições sociais que enumera. Sobre estas,
é incorreto afirmar que:
a) ao afirmar que o financiamento da seguridade social se dará por toda a
sociedade, revela-se o caráter solidário de tal financiamento. Todavia, as
pessoas físicas e jurídicas somente podem ser chamadas ao custeio em razão
da relevância social da seguridade se tiverem relação direta com os segurados
ou se forem, necessariamente, destinatárias de benefícios.

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b) a solidariedade não autoriza a cobrança de tributo sem lei, não autoriza


exigência de quem não tenha sido indicado por lei como sujeito passivo de
obrigação tributária, e não autoriza que seja desconsiderada a legalidade estrita
que condiciona o exercício valido da competência relativamente a quaisquer
tributos.
c) as contribuições de seguridade social, sendo tributos, submetem-se às
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normas referentes às limitações do poder de tributar, contidas no art. 150 da


Constituição Federal, com exceção da anterioridade geral, em face da norma
especial contida no art. 195, § 6o (anterioridade nonagesimal), especialmente
concebida para o condicionamento da instituição de contribuições de seguridade
social.
d) para a instituição de contribuições ordinárias (nominadas) de seguridade
social, quais sejam, as já previstas nos incisos I a IV do art. 195 da Constituição,
basta a via legislativa da lei ordinária, consoante o entendimento pacificado do
Supremo Tribunal Federal.
e) as entidades beneficentes de assistência social gozam de imunidade das
contribuições para a seguridade social.
Resolução:
a) Incorreta. Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade,
de forma direta e indireta. Chamado princípio da Solidariedade.
b) Correta. Não há exceção para a legalidade nas contribuições. Todas
necessitam de lei para sua instituição. A CIDE Combustíveis poderá ser
reestabelecida ou diminuída – dentro de uma faixa – por decreto. Ainda assim,
na sua instituição, é necessária lei.
c) Correta. A única exceção são as Contribuições sociais para a seguridade
social, que ainda se submetem à noventena.
d) Correta. Para as contribuições chamadas ordinárias, as elencadas na CF,
basta lei ordinária. Lei complementar se faz necessária na Contribuição Social
Residual.
e) Correta. De acordo com o art. 195, §7º. Faltou dizer que as entidades
somente serão isentas se cumprirem requisitos previstos em lei. Ainda assim, a
ESAF deu como correta, embora a redação prejudique quem estudou. Esse é o
tipo de questão polêmica, pode ter certeza que tem candidato até hoje sonhando
com ela.
Gabarito letra A.

7. (FGV/SEFAZ-RJ/2010/FISCAL DE RENDAS) Com relação à Contribuição


de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE), assinale a afirmativa incorreta.
a) Não poderá incidir sobre receitas de exportação.

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b) Não poderá incidir sobre a importação de produtos estrangeiros.


c) Poderá incidir sobre a importação de serviços.
d) Poderá ter alíquota ad valorem tendo por base o faturamento, a receita bruta
ou o valor da operação.
e) Poderá ter alíquota específica tendo por base a unidade de medida adotada.
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Resolução:
a) Correta. Segundo CF no art. 149, §2º.
b) Incorreta. Ela incidirá sobre a importação.
c) Correta. Considerada correta pela banca, apesar de que o verbo poderá não
seja perfeito. Veja a redação do art. 149, §2º, II:
II - incidirão também sobre a importação de produtos estrangeiros ou
serviços;
d) Correta. Ad valorem = % sobre alguma base. Por exemplo:
2%/faturamento.
e) Correta. Específica = unidade de medida. Por exemplo: centavos/kg.
Gabarito letra B.

8. (FGV/PGM-NITEROI/2014/PROCURADOR DO MUNICIPIO) Para


custear serviço de saúde em favor de seus servidores, o Município X institui, por
lei ordinária, contribuição compulsória equivalente a um dia de remuneração
dos funcionários públicos a seu serviço. A esse respeito, assinale a afirmativa
correta.
a) A lei municipal é inconstitucional, porque tal contribuição só poderia ser
instituída por lei complementar.
b) A lei municipal é constitucional, pois se insere no exercício da autonomia
político-administrativa do Município.
c) A lei municipal é inconstitucional, por violação à vedação de exigência de
tributo com efeito confiscatório.
d) A lei municipal é constitucional, pois compete ao Município instituir
contribuição, cobrada de seus servidores, para o custeio, em benefício destes,
do regime previdenciário próprio.
e) A lei municipal é inconstitucional, porque só à União compete instituir
contribuições sociais para custeio da seguridade social, que abrange os serviços
de saúde.
Resolução:
A seguinte lei em questão é inconstitucional, uma vez que a saúde faz parte da
seguridade social (SPAS = saúde, previdência e assistência social) e que

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somente a União possui competência para instituir tal contribuição, de acordo


com o art. 149.
Gabarito letra E.

9. (FGV/SEFAZ-RJ/2008/FISCAL DE RENDAS) No Brasil, em sede de


tributação, assinale a afirmativa correta.
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a) Os Estados, os Municípios e o Distrito Federal não têm competência para


instituir contribuição social, mesmo que para custeio do regime previdenciário
pertinente aos seus funcionários.
b) As taxas são instituídas para suportar os custos da realização de obras
públicas de que decorra a valorização imobiliária de particulares.
c) Os tributos intermunicipais, cobrados pelos Municípios, destinam-se a
estabelecer limitações ao tráfego de bens, tendo em vista o interesse público.
d) As contribuições de melhoria são devidas em função da prestação de serviços
públicos divisíveis.
e) Os Municípios podem instituir taxas em razão do exercício do poder de polícia,
com bases de cálculo diferentes das dos impostos.
Resolução:
a) Incorreta. A primeira parte está correta, uma vez que somente a União
possui competência para instituir Contribuição Social. Contudo os referidos
entes instituirão contribuição, cobrada de seus servidores, para o custeio,
em benefício destes, do regime previdenciário.
b) Incorreta. Essas são as contribuições de melhoria.
c) Incorreta. Não haverá limitação ao tráfico de bens e pessoas por meio de
tributos. Cf no art. 150, V.
d) Incorreta. Esta é a definição das taxas.
e) Correta. Em razão do regular exercício de polícia, todos os entes poderão,
cada um dentro da sua responsabilidade.
Gabarito letra E.

10. (ESAF/RFB/2005/AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL) Podem


os Municípios instituir contribuição para o custeio do serviço de iluminação
pública, cobrando-a na fatura de consumo de energia elétrica?
Podem os Estados cobrar contribuição previdenciária de seus servidores, para o
custeio, em benefício destes, de regime previdenciário, com alíquota inferior à
da contribuição dos servidores titulares de cargos efetivos da União?
As contribuições sociais de intervenção no domínio econômico e de interesse
das categorias profissionais ou econômicas, como instrumento de sua atuação

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nas respectivas áreas, poderão incidir sobre as receitas decorrentes de


exportação?
a) Não, sim, não.
b) Sim, não, sim.
c) Sim, não, não.
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d) Não, não, sim.


e) Sim, sim, não.
Resolução:
Pergunta 1: Sim, eles poderão instituir e poderão cobra-la na fatura. CF, art.
149-A.
Pergunta 2: Não. A alíquota não poderá ser inferior à da contribuição dos
servidores federais. CF, art. 149, §1º.
Pergunta 3: Não. Elas não incidirão sobre as receitas decorrentes de exportação.
CF, art. 149, §2º, I.
Gabarito letra C.

11. (FCC/SEFIN-RO/2010/AUDITOR FISCAL DE TRIBUTOS ESTADUAIS)


Sobre as características das espécies de tributos, é correto afirmar que:
a) o empréstimo compulsório é um tributo de competência comum e pode ser
instituído por medida provisória em caso de investimento urgente.
b) a contribuição para o custeio do serviço de iluminação pública é de
competência exclusiva dos Estados e Distrito Federal.
c) imposto é o tributo cuja obrigação tributária tem por fato gerador uma
atividade estatal.
d) taxa é o tributo cuja obrigação tributária tem por fato gerador uma obra
pública.
e) contribuição de melhoria é uma espécie de tributo vinculado a uma prévia
atividade estatal, qual seja, obra pública.
Resolução:
a) Incorreta. Somente a União. CF art. 148. Medida provisória não, somente lei
complementar.
b) Incorreta. Municípios e DF. CF art. 149-A.
c) Incorreta. Imposto é tributo não vinculado. CTN art. 16.
d) Incorreta. Taxa é tributo vinculado, porém ao poder de polícia ou a algum
serviço. CF, art. 145, II.

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e) Correta. Cf no art. 145, III. Não confunda o fato gerador da Contribuição de


melhoria. Esse será a valorização do imóvel.
Gabarito letra E.

12. (FCC/SEFAZ-RJ/2011/AUDITOR FISCAL DA RECEITA ESTADUAL) A


respeito das espécies de tributos, é correto afirmar que:
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a) a União, os Estados e o Distrito Federal, e os Municípios poderão instituir,


exclusivamente, os seguintes tributos: impostos, taxas e contribuições de
melhoria.
b) de acordo com o Código Tributário Nacional, considera-se imposto o tributo
vinculado a qualquer atividade estatal específica.
c) a taxa é um tributo não vinculado a uma atuação estatal específica e tem,
como possível fato gerador, o exercício regular do poder de polícia.
d) a instituição de contribuições sociais, de intervenção no domínio econômico
e de interesse das categorias profissionais ou econômicas, é de competência
exclusiva da União.
e) a contribuição de melhoria é o tributo cobrado em função da realização de
obras e prestação de serviços.
Resolução:
Olha só quanta pegadinha! Apesar de ser uma questão fácil, aposto que muitos
candidatos acabaram errado pela pressa.
a) Incorreta. Veja que, se houvesse menção ao CTN, essa alternativa estaria
correta.
b) Incorreta. Podemos resumir o CTN art. 16 como “considera-se imposto o
tributo não vinculado a qualquer atividade estatal específica.”
c) Incorreta. Taxa é tributo vinculado. Acabou por aí.
d) Correta. Veja, aqui temos o art. 149 da CF. Na primeira leitura você poderia
dar essa alternativa como errada, uma vez que ainda há as contribuições
sociais de exceção: as Estaduais, do DF e Municipais para a previdência. Uma
leitura mais atenta a todas as alternativas trará você a essa resposta.
e) Incorreta. A contribuição de melhoria é cobrada pela valorização imobiliária
decorrente de obra pública e nada tem a ver com serviços prestados.
Gabarito letra D.

13. (ESAF/RFB/2009/AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL) Em


relação aos empréstimos compulsórios, é correto afirmar que:
a) é um tributo, pois atende às cláusulas que integram o art. 3o do Código
Tributário Nacional.

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b) é espécie de confisco, como ocorreu com a retenção dos saldos de depósitos


a vista, cadernetas de poupança e outros ativos financeiros, por ocasião do
chamado “Plano Collor” (Lei n. 8.024/90).

c) o conceito de ‘despesa extraordinária’ a que alude o art. 148, inciso I, da


Constituição Federal, pode abranger inclusive aquelas incorridas sem que
tenham sido esgotados todos os fundos públicos de contingência.
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d) se conceitua como um contrato de direito público, com a característica da


obrigatoriedade de sua devolução ao final do prazo estipulado na lei de sua
criação.
e) se subordina, em todos os casos, ao princípio da anterioridade da lei que o
houver instituído.
Resolução:
a) Correta. De acordo com a teoria pentapartite o EC é sim um tributo. Não há
discussão sobre essa classificação. Ele não faz parte dos tributos elencados no
CTN, mas não é isso que a alternativa está dizendo, não crie uma pegadinha
para você mesmo!
b) Incorreta. O EC não configura confisco. É um tributo.
c) Incorreta. O referido artigo não faz menção a tal possibilidade.
Art. 148. A União, mediante lei complementar, poderá instituir
empréstimos compulsórios:
I - para atender a despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade
pública, de guerra externa ou sua iminência;
d) Incorreta. O EC configura uma prerrogativa do governo, nada de contrato e
sim um tributo.
e) Incorreta. Conforme interpretação dos arts. 148, I, e 150, § 1°, da CF, o
empréstimo compulsório para atender a despesas extraordinárias, decorrentes
de calamidade pública, de guerra externa ou sua iminência, não se subordina
ao princípio da anterioridade. Veremos esses princípios na próxima aula.
Gabarito letra A.

14. (CETRO/PREFEITURA DE SP/2014/AUDITOR FISCAL) De acordo com


o artigo 3º do Código Tributário Nacional (CTN), tributo é toda prestação
pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que
não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante
atividade administrativa plenamente vinculada. Sobre o conceito e a
classificação dos tributos, assinale a alternativa correta.
a) A entidade que vier a preencher os requisitos estipulados no artigo 3º do CTN
será, juridicamente, um tributo, a despeito da destinação que for atribuída aos
valores arrecadados.

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b) Pode-se definir taxa como o tributo que tem por hipótese de incidência um
fato alheio a qualquer atuação do Poder Público.
c) Quanto à finalidade do tributo, os classificados como extrafiscais submetem-
se ao princípio da anterioridade tributária e ao princípio da legalidade.
d) Os tributos classificados como parafiscais são aqueles arrecadados por
entidades públicas ou privadas, titulares da competência tributária.
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e) O imposto se caracteriza pela sua referibilidade, isto é, sua arrecadação tem


destino certo.
Resolução:
Primeiramente, veja que a questão está falando exclusivamente do CTN.
a) Correta. Segundo art. 4º
Art. 4º A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato
gerador da respectiva obrigação, sendo irrelevantes para qualificá-la:
I - a denominação e demais características formais adotadas pela lei;
II - a destinação legal do produto da sua arrecadação.
b) Incorreta. Taxa é um tributo vinculado, contraprestacional.
c) Incorreta. Os impostos extrafiscais não se submetem a anterioridade anual e
inclusive podem ser majorados através de decreto. Estudaremos essa
característica na próxima aula, fique atento.
d) Incorreta. A competência é característica indelegável dos entes políticos,
nunca uma entidade privada terá competência tributária.
e) Incorreta. Classificação doutrinária, que você encontra dentre outros autores,
nos livros de Leandro Paulsen, a referibilidade é característica das contribuições
especiais.
Gabarito letra A.

15. (CETRO/PREFEITURA DE SP/2014/AUDITOR FISCAL) As


contribuições de melhoria são de competência comum da União, dos Estados,
do Distrito Federal e dos Municípios. Acerca dessa espécie de tributo, marque V
para verdadeiro ou F para falso e, em seguida, assinale a alternativa que
apresenta a sequência correta.
( ) Cabe nos casos, por exemplo, de abertura, pavimentação, recapeamento,
arborização e alargamento de vias públicas.
( ) Não é a realização da obra pública que gera a obrigação de pagar contribuição
de melhoria. Essa obrigação só nasce se da obra pública decorrer valorização
do imóvel do contribuinte.

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( ) Feito o lançamento, cada contribuinte deverá ser notificado do montante da


contribuição, da forma e dos prazos de seu pagamento, bem como dos
elementos que integraram o respectivo cálculo.
( ) Entre os requisitos a serem observados antes do lançamento da contribuição
de melhoria está a fixação de prazo não superior a 30 dias para impugnação,
pelos interessados de qualquer dos elementos publicados previamente e listados
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no inciso I do artigo 82 do CTN.


a) F/ F/ F/ V
b) V/ F/ V/ F
c) F/ V/ V/ V
d) V/ V/ F/ V
e) F/ V/ V/ F
Resolução:
1º Falso. Decisão do STF diz que não poderá ser cobrada contribuição de
melhoria por obra de recapeamento asfáltico, visto que se trata apenas de obra
de manutenção. Apesar de ser um julgado antigo, poderá ser cobrado em sua
prova. Para sua consulta: STF, RE 116.148-5SP.
2º Verdadeiro. Art. 81 do CTN.
3º Verdadeiro. Art. 82 §2º do CTN.
4º Falso. Art. 82, II do CTN “(...) prazo não inferior a 30 dias (...)”
Gabarito letra E.

16. (FCC/SEFAZ-RJ/2014/AUDITOR FISCAL DA RECEITA ESTADUAL) Na


iminência ou no caso de guerra
a) externa, a União, mediante lei complementar, poderá instituir empréstimos
compulsórios, para atender a despesas extraordinárias, dela decorrentes.
b) civil ou externa, a União, mediante lei complementar, poderá instituir
empréstimos compulsórios, para atender a despesas extraordinárias, dela
decorrentes.
c) civil ou externa, a União, os Estados e o Distrito Federal poderão instituir, por
meio de lei complementar, tributos extraordinários, compreendidos ou não em
sua competência tributária, para atender a despesas extraordinárias, os quais
serão suprimidos, gradativamente, cessadas as causas de sua criação.
d) externa, a União, os Estados e o Distrito Federal, mediante lei ordinária,
poderão instituir empréstimos compulsórios, para atender a despesas
extraordinárias, dela decorrentes.
e) externa ou convulsão social de natureza grave, a União poderá instituir, por
meio de lei complementar, tributos extraordinários, compreendidos ou não em

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sua competência tributária, os quais serão suprimidos, gradativamente,


cessadas as causas de sua criação.
Resolução:
Basta sabermos os conceitos principais do art. 148 da CF:
Art. 148. A União, mediante lei complementar, poderá instituir
empréstimos compulsórios:
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I - para atender a despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade


pública, de guerra externa ou sua iminência;
(...)
Parágrafo único. A aplicação dos recursos provenientes de empréstimo
compulsório será vinculada à despesa que fundamentou sua instituição.
Gabarito letra A.

17. (ESAF/RFB/2005/AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL) Sobre as


contribuições para a seguridade social (art. 195 da Constituição), podemos
afirmar que
a) nenhum benefício ou serviço da seguridade social poderá ser criado,
majorado ou estendido sem a correspondente fonte de custeio, parcial ou total.
b) as contribuições do empregador sobre a folha de salários não poderão ter
alíquotas ou bases de cálculo diferenciadas em razão da atividade econômica a
que se dedique a empresa.
c) as receitas dos estados, do Distrito Federal e dos municípios destinadas à
seguridade social integrarão o orçamento da União.
d) são isentas de contribuição para a seguridade social as entidades
beneficentes de assistência social que atendam às exigências estabelecidas pelo
Poder Executivo.
e) somente poderão ser exigidas após decorridos noventa dias da data da
publicação da lei que as houver instituído ou modificado.
Resolução:
Essa questão exige o conhecimento mais aprofundado do art. 195 da CF.
a) Incorreta. Art. 195 § 5º “Nenhum benefício ou serviço da seguridade social
poderá ser criado, majorado ou estendido sem a correspondente fonte de
custeio total.”
b) Incorreta. Art. 195 § 9º “As contribuições sociais previstas no inciso I do
caput deste artigo poderão ter alíquotas ou bases de cálculo diferenciadas, em
razão da atividade econômica (...)”

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c) Incorreta. Art. 195, § 1º ”As receitas dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios destinadas à seguridade social constarão dos respectivos
orçamentos, não integrando o orçamento da União.”
d) Incorreta. Art. 195, §7º “São isentas de contribuição para a seguridade social
as entidades beneficentes de assistência social que atendam às exigências
estabelecidas em lei.”
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

e) Correta. Art. 195, §6º “As contribuições sociais de que trata este artigo só
poderão ser exigidas após decorridos noventa dias da data da publicação da lei
que as houver instituído ou modificado, não se lhes aplicando o disposto no art.
150, III, "b".” A ressalva quanto ao art. 150, III, b diz respeito à anterioridade
anual, à qual não se sujeitam as contribuições sociais para a seguridade social.
Tema da próxima aula ;)
Gabarito letra E.

18. (ESAF/MPOG/2010/ANALISTA DE PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO)


A extrafiscalidade é característica que possuem alguns tributos de permitirem,
al é m da pura e simples forma de ingresso de receitas nos cofres públicos,
também de intervirem na economia, incentivando ou não determinada atividade
ou conduta do contribuinte. Assinale, entre os tributos listados abaixo, aquele
que não possui caráter extrafiscal.
a) Imposto sobre produtos industrializados.
b) Imposto sobre importação.
c) Contribuição de intervenção no domínio econômico sobre combustíveis.
d) Imposto sobre produtos industrializados.
e) Taxa de iluminação pública.
Resolução:
Tributos extrafiscais: tributos que existem com intenção não meramente
arrecadatória. Auxilia o Estado a influenciar o comportamento das pessoas.
Exemplos: II, IE, IOF, IPI e ITR. Contribuições de intervenção no domínio
econômico (CIDEs). A classificação sobre o IPI não é tão pacífica, tendo em vista
a alta arrecadação do mesmo, mas aprenda que ele é originalmente um tributo
extrafiscal.
Gabarito letra E.

19. (FGV/SEFAZ-MT/2014/AUDITOR FISCAL DA RECEITA MUNICIPAL)


Determinado Estado da Federação aprova, por meio de lei complementar, uma
taxa que vem depois a ser modificada por lei ordinária em relação a dois de
seus comandos: alíquota e base de cálculo. Com base no exposto, assinale a
afirmativa correta.

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a) A lei ordinária é inválida, pois não pode alterar a lei complementar.


b) A lei ordinária é válida, pois a matéria por ela regulada não é reservada a
uma lei complementar.
c) A lei ordinária é válida em relação à alíquota mas não em relação à base de
cálculo.
d) A lei ordinária é válida em relação à base de calculo mas não em relação à
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alíquota.
e) A lei ordinária é inválida e sequer poderá ser convalidada por lei
complementar superveniente.
Resolução:
Essa lei complementar, chamada de lei materialmente ordinária, poderá ser
alterada ou revogada por uma lei ordinária.
Gabarito letra B.

20. (FCC/SEFAZ-SP/2009/AGENTE FISCAL DE RENDAS) Sobre as


espécies tributárias, é correto afirmar:
a) As receitas dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios destinadas a
contribuições sociais para a Seguridade Social constarão dos respectivos
orçamentos e integrarão o orçamento da União.
b) Na iminência ou no caso de guerra externa, a União, os Estados e os
Municípios poderão instituir impostos extraordinários.
c) A taxa é espécie de tributo vinculado a uma atividade estatal globalmente
considerada, bem como à capacidade econômica do contribuinte.
d) O tributo vinculado que tem por fato gerador a valorização de imóvel do
contribuinte, decorrente de obra pública, é a contribuição de melhoria.
e) A União, mediante lei ordinária, tem competência privativa residual para
instituir novos impostos, desde que sejam não cumulativos e não tenham por
fato gerador ou base de cálculo próprios dos demais impostos discriminados na
Constituição Federal.
Resolução:
a) Incorreta. Não constaram do orçamento da União. Art. 195, §1º da CF.
b) Incorreta. Somente a União poderá instituir empréstimo compulsório (art.
148 da CF) bem como imposto extraordinário de guerra (art. 154, II da CF).
c) Incorreta. As taxas são tributos vinculados a atividade estatal específica,
sendo ela o poder de polícia ou serviço.
d) Correta. Art. 145, III da CF.
e) Incorreta. A União, mediante lei complementar. Art. 154, I da CF.

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Gabarito letra D.
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6- Lista de Exercícios

1. (ESAF/RFB/2014/AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL) Sobre a


extrafiscalidade, julgue os itens a seguir, classificando-os como certos ou
errados. Em seguida, assinale a opção correta.
I. Na medida em que se pode, através do manejo das alíquotas do imposto de
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importação, onerar mais ou menos ingresso de mercadorias estrangeiras no


território nacional, até o ponto de inviabilizar economicamente determinadas
operações, revela-se o potencial de tal instrumento tributário na condução e no
controle do comércio exterior.
II. Por meio da tributação extrafiscal, não pode o Estado intervir sobre o domínio
econômico, manipulando ou orientando o comportamento dos destinatários da
norma a fim de que adotem condutas condizentes com os objetivos estatais.
III. A extrafiscalidade em sentido próprio engloba as normas jurídico-fiscais de
tributação (impostos e agravamento de impostos) e de não tributação
(benefícios fiscais).
IV. Não existe, porém, entidade tributária que se possa dizer pura, no sentido
de realizar tão somente a fiscalidade ou a extrafiscalidade. Os dois objetivos
convivem, harmônicos, na mesma figura impositiva, sendo apenas lícito
verificar que, por vezes, um predomina sobre o outro.
a) Apenas I, II e IV estão corretas.
b) Apenas I e IV estão corretas.
c) Apenas II e IV estão corretas.
d) Apenas I, III e IV estão corretas.
e) Todas as alternativas estão corretas.

2. (FGV/2011/SEFAZ-RJ/AUDITOR FISCAL DA RECEITA ESTADUAL) A


respeito das espécies de tributos, é correto afirmar que
a) a União, os Estados e o Distrito Federal, e os Municípios poderão instituir,
exclusivamente, os seguintes tributos: impostos, taxas e contribuições de
melhoria.
b) de acordo com o Código Tributário Nacional, considera-se imposto o tributo
vinculado a qualquer atividade estatal específica.
c) a taxa é um tributo não vinculado a uma atuação estatal específica e tem,
como possível fato gerador, o exercício regular do poder de polícia.
d) a instituição de contribuições sociais, de intervenção no domínio econômico
e de interesse das categorias profissionais ou econômicas, é de competência
exclusiva da União.

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e) a contribuição de melhoria é o tributo cobrado em função da realização de


obras e prestação de serviços.

3. (VUNESP/2012/SPTRANS/ADVOGADO PLENO) A instituição de


contribuições, na forma das respectivas leis, para custeio do serviço de
iluminação pública, é competência atribuída pela Constituição Federal somente
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a) aos Municípios.
b) à União e ao Distrito Federal.
c) aos Estados e ao Distrito Federal.
d) aos Municípios e ao Distrito Federal.
e) à União e aos Estados.

4. (ESAF/RFB/2012/AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL) Com


relação ao entendimento do STF sobre as contribuições sociais gerais, as
contribuições de intervenção no domínio econômico e de interesse das
categorias profissionais ou econômicas, assinale a opção correta.
a) Não se pode prescindir de lei complementar para a criação das contribuições
de intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias
profissionais.
b) Sua constitucionalidade seria aferida pela necessidade pública atual do
dispêndio vinculado e pela eficácia dos meios escolhidos para alcançar essa
finalidade.
c) No caso da contribuição devida ao SEBRAE, tendo em vista tratar-se de
contribuição de intervenção no domínio econômico, o STF entende ser exigível
a vinculação direta do contribuinte ou a possibilidade de que ele se beneficie
com a aplicação dos recursos por ela arrecadados.
d) A sujeição de vencimentos e de proventos de aposentadoria e pensões à
incidência de contribuição previdenciária constitui ofensa ao direito adquirido no
ato de aposentadoria.
e) Tais contribuições sujeitam-se à força atrativa do pacto federativo, pois a
União está obrigada a partilhar o dinheiro recebido com os demais entes
federados.
5. (FCC/TRF3/2007/ANALISTA JUDICARIO) As contribuições sociais e de
intervenção no domínio econômico instituídas por competência exclusiva da
União:
a) incidirão sobre as receitas decorrentes de exportação.
b) poderão ter alíquotas específicas, tendo por base a unidade de medida
adotada.

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c) não incidirão sobre a importação de produtos estrangeiros ou serviços.


d) não poderão ter alíquotas, tendo por base no caso de importação, o valor
aduaneiro.
e) não poderão ter alíquotas ad valorem, tendo por base o faturamento, a
receita bruta ou o valor da operação.
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6. (ESAF/RFB/2009/AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL) Segundo


o art. 195, caput, da Constituição Federal, a seguridade social será financiada
por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante
recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios, e das contribuições sociais que enumera. Sobre estas,
é incorreto afirmar que:
a) ao afirmar que o financiamento da seguridade social se dará por toda a
sociedade, revela-se o caráter solidário de tal financiamento. Todavia, as
pessoas físicas e jurídicas somente podem ser chamadas ao custeio em razão
da relevância social da seguridade se tiverem relação direta com os segurados
ou se forem, necessariamente, destinatárias de benefícios.
b) a solidariedade não autoriza a cobrança de tributo sem lei, não autoriza
exigência de quem não tenha sido indicado por lei como sujeito passivo de
obrigação tributária, e não autoriza que seja desconsiderada a legalidade estrita
que condiciona o exercício válido da competência relativamente a quaisquer
tributos.
c) as contribuições de seguridade social, sendo tributos, submetem-se às
normas referentes às limitações do poder de tributar, contidas no art. 150 da
Constituição Federal, com exceção da anterioridade geral, em face da norma
especial contida no art. 195, § 6o (anterioridade nonagesimal), especialmente
concebida para o condicionamento da instituição de contribuições de seguridade
social.
d) para a instituição de contribuições ordinárias (nominadas) de seguridade
social, quais sejam, as já previstas nos incisos I a IV do art. 195 da Constituição,
basta a via legislativa da lei ordinária, consoante o entendimento pacificado do
Supremo Tribunal Federal.
e) as entidades beneficentes de assistência social gozam de imunidade das
contribuições para a seguridade social.

7. (FGV/SEFAZ-RJ/2010/FISCAL DE RENDAS) Com relação à Contribuição


de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE), assinale a afirmativa incorreta.
a) Não poderá incidir sobre receitas de exportação.
b) Não poderá incidir sobre a importação de produtos estrangeiros.

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c) Poderá incidir sobre a importação de serviços.


d) Poderá ter alíquota ad valorem tendo por base o faturamento, a receita bruta
ou o valor da operação.
e) Poderá ter alíquota específica tendo por base a unidade de medida adotada.
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8. (FGV/PGM-NITEROI/2014/PROCURADOR DO MUNICIPIO) Para


custear serviço de saúde em favor de seus servidores, o Município X institui, por
lei ordinária, contribuição compulsória equivalente a um dia de remuneração
dos funcionários públicos a seu serviço. A esse respeito, assinale a afirmativa
correta.
a) A lei municipal é inconstitucional, porque tal contribuição só poderia ser
instituída por lei complementar.
b) A lei municipal é constitucional, pois se insere no exercício da autonomia
político-administrativa do Município.
c) A lei municipal é inconstitucional, por violação à vedação de exigência de
tributo com efeito confiscatório.
d) A lei municipal é constitucional, pois compete ao Município instituir
contribuição, cobrada de seus servidores, para o custeio, em benefício destes,
do regime previdenciário próprio.
e) A lei municipal é inconstitucional, porque só à União compete instituir
contribuições sociais para custeio da seguridade social, que abrange os serviços
de saúde.

9. (FGV/SEFAZ-RJ/2008/FISCAL DE RENDAS) No Brasil, em sede de


tributação, assinale a afirmativa correta.
a) Os Estados, os Municípios e o Distrito Federal não têm competência para
instituir contribuição social, mesmo que para custeio do regime previdenciário
pertinente aos seus funcionários.
b) As taxas são instituídas para suportar os custos da realização de obras
públicas de que decorra a valorização imobiliária de particulares.
c) Os tributos intermunicipais, cobrados pelos Municípios, destinam-se a
estabelecer limitações ao tráfego de bens, tendo em vista o interesse público.
d) As contribuições de melhoria são devidas em função da prestação de serviços
públicos divisíveis.
e) Os Municípios podem instituir taxas em razão do exercício do poder de polícia,
com bases de cálculo diferentes das dos impostos.

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10. (ESAF/RFB/2005/AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL) Podem


os Municípios instituir contribuição para o custeio do serviço de iluminação
pública, cobrando-a na fatura de consumo de energia elétrica?
Podem os Estados cobrar contribuição previdenciária de seus servidores, para o
custeio, em benefício destes, de regime previdenciário, com alíquota inferior à
da contribuição dos servidores titulares de cargos efetivos da União?
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As contribuições sociais de intervenção no domínio econômico e de interesse


das categorias profissionais ou econômicas, como instrumento de sua atuação
nas respectivas áreas, poderão incidir sobre as receitas decorrentes de
exportação?
a) Não, sim, não.
b) Sim, não, sim.
c) Sim, não, não.
d) Não, não, sim.
e) Sim, sim, não.

11. (FCC/SEFIN-RO/2010/AUDITOR FISCAL DE TRIBUTOS ESTADUAIS)


Sobre as características das espécies de tributos, é correto afirmar que:
a) o empréstimo compulsório é um tributo de competência comum e pode ser
instituído por medida provisória em caso de investimento urgente.
b) a contribuição para o custeio do serviço de iluminação pública é de
competência exclusiva dos Estados e Distrito Federal.
c) imposto é o tributo cuja obrigação tributária tem por fato gerador uma
atividade estatal.
d) taxa é o tributo cuja obrigação tributária tem por fato gerador uma obra
pública.
e) contribuição de melhoria é uma espécie de tributo vinculado a uma prévia
atividade estatal, qual seja, obra pública.

12. (FCC/SEFAZ-RJ/2011/AUDITOR FISCAL DA RECEITA ESTADUAL) A


respeito das espécies de tributos, é correto afirmar que:
a) a União, os Estados e o Distrito Federal, e os Municípios poderão instituir,
exclusivamente, os seguintes tributos: impostos, taxas e contribuições de
melhoria.
b) de acordo com o Código Tributário Nacional, considera-se imposto o tributo
vinculado a qualquer atividade estatal específica.
c) a taxa é um tributo não vinculado a uma atuação estatal específica e tem,
como possível fato gerador, o exercício regular do poder de polícia.

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d) a instituição de contribuições sociais, de intervenção no domínio econômico


e de interesse das categorias profissionais ou econômicas, é de competência
exclusiva da União.
e) a contribuição de melhoria é o tributo cobrado em função da realização de
obras e prestação de serviços.
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13. (ESAF/RFB/2009/AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL) Em


relação aos empréstimos compulsórios, é correto afirmar que:
a) é um tributo, pois atende às cláusulas que integram o art. 3o do Código
Tributário Nacional.
b) é espécie de confisco, como ocorreu com a retenção dos saldos de depósitos
a vista, cadernetas de poupança e outros ativos financeiros, por ocasião do
chamado “Plano Collor” (Lei n. 8.024/90).

c) o conceito de ‘despesa extraordinária’ a que alude o art. 148, inciso I, da


Constituição Federal, pode abranger inclusive aquelas incorridas sem que
tenham sido esgotados todos os fundos públicos de contingência.
d) se conceitua como um contrato de direito público, com a característica da
obrigatoriedade de sua devolução ao final do prazo estipulado na lei de sua
criação.
e) se subordina, em todos os casos, ao princípio da anterioridade da lei que o
houver instituído.

14. (CETRO/PREFEITURA DE SP/2014/AUDITOR FISCAL) De acordo com


o artigo 3º do Código Tributário Nacional (CTN), tributo é toda prestação
pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que
não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante
atividade administrativa plenamente vinculada. Sobre o conceito e a
classificação dos tributos, assinale a alternativa correta.
a) A entidade que vier a preencher os requisitos estipulados no artigo 3º do CTN
será, juridicamente, um tributo, a despeito da destinação que for atribuída aos
valores arrecadados.
b) Pode-se definir taxa como o tributo que tem por hipótese de incidência um
fato alheio a qualquer atuação do Poder Público.
c) Quanto à finalidade do tributo, os classificados como extrafiscais submetem-
se ao princípio da anterioridade tributária e ao princípio da legalidade.
d) Os tributos classificados como parafiscais são aqueles arrecadados por
entidades públicas ou privadas, titulares da competência tributária.
e) O imposto se caracteriza pela sua referibilidade, isto é, sua arrecadação tem
destino certo.

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15. (CETRO/PREFEITURA DE SP/2014/AUDITOR FISCAL) As


contribuições de melhoria são de competência comum da União, dos Estados,
do Distrito Federal e dos Municípios. Acerca dessa espécie de tributo, marque V
para verdadeiro ou F para falso e, em seguida, assinale a alternativa que
apresenta a sequência correta.
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( ) Cabe nos casos, por exemplo, de abertura, pavimentação, recapeamento,


arborização e alargamento de vias públicas.
( ) Não é a realização da obra pública que gera a obrigação de pagar contribuição
de melhoria. Essa obrigação só nasce se da obra pública decorrer valorização
do imóvel do contribuinte.
( ) Feito o lançamento, cada contribuinte deverá ser notificado do montante da
contribuição, da forma e dos prazos de seu pagamento, bem como dos
elementos que integraram o respectivo cálculo.
( ) Entre os requisitos a serem observados antes do lançamento da contribuição
de melhoria está a fixação de prazo não superior a 30 dias para impugnação,
pelos interessados de qualquer dos elementos publicados previamente e listados
no inciso I do artigo 82 do CTN.
a) F/ F/ F/ V
b) V/ F/ V/ F
c) F/ V/ V/ V
d) V/ V/ F/ V
e) F/ V/ V/ F

16. (FCC/SEFAZ-RJ/2014/AUDITOR FISCAL DA RECEITA ESTADUAL) Na


iminência ou no caso de guerra
a) externa, a União, mediante lei complementar, poderá instituir empréstimos
compulsórios, para atender a despesas extraordinárias, dela decorrentes.
b) civil ou externa, a União, mediante lei complementar, poderá instituir
empréstimos compulsórios, para atender a despesas extraordinárias, dela
decorrentes.
c) civil ou externa, a União, os Estados e o Distrito Federal poderão instituir, por
meio de lei complementar, tributos extraordinários, compreendidos ou não em
sua competência tributária, para atender a despesas extraordinárias, os quais
serão suprimidos, gradativamente, cessadas as causas de sua criação.
d) externa, a União, os Estados e o Distrito Federal, mediante lei ordinária,
poderão instituir empréstimos compulsórios, para atender a despesas
extraordinárias, dela decorrentes.

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e) externa ou convulsão social de natureza grave, a União poderá instituir, por


meio de lei complementar, tributos extraordinários, compreendidos ou não em
sua competência tributária, os quais serão suprimidos, gradativamente,
cessadas as causas de sua criação.

17. (ESAF/RFB/2005/AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL) Sobre as


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contribuições para a seguridade social (art. 195 da Constituição), podemos


afirmar que
a) nenhum benefício ou serviço da seguridade social poderá ser criado,
majorado ou estendido sem a correspondente fonte de custeio, parcial ou total.
b) as contribuições do empregador sobre a folha de salários não poderão ter
alíquotas ou bases de cálculo diferenciadas em razão da atividade econômica a
que se dedique a empresa.
c) as receitas dos estados, do Distrito Federal e dos municípios destinadas à
seguridade social integrarão o orçamento da União.
d) são isentas de contribuição para a seguridade social as entidades
beneficentes de assistência social que atendam às exigências estabelecidas pelo
Poder Executivo.
e) somente poderão ser exigidas após decorridos noventa dias da data da
publicação da lei que as houver instituído ou modificado.

18. (ESAF/MPOG/2010/ANALISTA DE PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO)


A extrafiscalidade é característica que possuem alguns tributos de permitirem,
al é m da pura e simples forma de ingresso de receitas nos cofres públicos,
também de intervirem na economia, incentivando ou não determinada atividade
ou conduta do contribuinte. Assinale, entre os tributos listados abaixo, aquele
que não possui caráter extrafiscal.
a) Imposto sobre produtos industrializados.
b) Imposto sobre importação.
c) Contribuição de intervenção no domínio econômico sobre combustíveis.
d) Imposto sobre produtos industrializados.
e) Taxa de iluminação pública.
19. (FGV/SEFAZ-MT/2014/AUDITOR FISCAL DA RECEITA MUNICIPAL)
Determinado Estado da Federação aprova, por meio de lei complementar, uma
taxa que vem depois a ser modificada por lei ordinária em relação a dois de
seus comandos: alíquota e base de cálculo. Com base no exposto, assinale a
afirmativa correta.
a) A lei ordinária é inválida, pois não pode alterar a lei complementar.

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b) A lei ordinária é válida, pois a matéria por ela regulada não é reservada a
uma lei complementar.
c) A lei ordinária é válida em relação à alíquota mas não em relação à base de
cálculo.
d) A lei ordinária é válida em relação à base de cálculo mas não em relação à
alíquota.
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e) A lei ordinária é inválida e sequer poderá ser convalidada por lei


complementar superveniente.

20. (FCC/SEFAZ-SP/2009/AGENTE FISCAL DE RENDAS) Sobre as


espécies tributárias, é correto afirmar:
a) As receitas dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios destinadas a
contribuições sociais para a Seguridade Social constarão dos respectivos
orçamentos e integrarão o orçamento da União.
b) Na iminência ou no caso de guerra externa, a União, os Estados e os
Municípios poderão instituir impostos extraordinários.
c) A taxa é espécie de tributo vinculado a uma atividade estatal globalmente
considerada, bem como à capacidade econômica do contribuinte.
d) O tributo vinculado que tem por fato gerador a valorização de imóvel do
contribuinte, decorrente de obra pública, é a contribuição de melhoria.
e) A União, mediante lei ordinária, tem competência privativa residual para
instituir novos impostos, desde que sejam não cumulativos e não tenham por
fato gerador ou base de cálculo próprios dos demais impostos discriminados na
Constituição Federal.

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7- Gabarito

1 2 3 4 5 6 7 8
D D D B B A B E
9 10 11 12 13 14 15 16
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E C E D A A E A
17 18 19 20
E E B D

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