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RITUAIS DA UMBANDA
“Tu sabes o que é CARIDADE?”.
Caridade é...
Apartar a pedra do caminho para que ninguém nela venha a tropeçar;
Preparar o espírito para ajudar a qualquer momento;
Não te maldizer daquilo que não te parecer justo;
Não esperar que o necessitado te procure, vá ao encontro dele;
Perdoar sempre, humilhar nunca;
Não praticar atos contrários à consciência universal;
Não falar mal de ninguém, SERVIR SEMPRE E DE BOA VONTADE!
(extraído do 2º número do Jornal a Caridade, julho de 1956).

Não se concebe umbanda sem ritual. É fundamental oferecer às entidades um ambiente


propício aos seus gostos. Para os caboclos, oferecem-se charutos, velas; para os pretos velhos,
banquinhos, café, cachimbos, fumo; para as crianças doces e refrigerantes. Entre esses rituais,
destacamos alguns elementos básicos para o perfeito transcorrer dos trabalhos, a seguir:

CORRENTE MAGNÉTICA
Muita gente ainda não sabe por que não se devem cruzar braços e pernas quando se assiste a
uma gira de Umbanda. Para quem desconhecem isso parece estranho.
Ao redor do corpo humano existem correntes de energia circulando, uma em sentido contrário
à outra; enquanto uma sobe, a outra desce, sem, contudo se chocarem. Ao cruzarmos braços e
pernas, misturamos a trajetória destes fluidos e conseqüentemente as linhas se chocam,
resultando desequilíbrio no fluxo magnético, com dispersão da energia vibratória, cortando a
corrente formada entre os presentes.
Semelhante ação ocorre no plano físico, quando cruzamos o circuito da corrente elétrica. Se
encostarmos dois fios de luz, haverá o curto circuito, com prejuízo para algum aparelho elétrico
ou fusível, queimando-os e cortando o fluxo eletrônico.
Como vemos, tudo obedece a leis lógicas e naturais, tanto no plano material quanto no
espiritual, logo tomemos cuidados para mantermo-nos harmoniosos com a corrente magnética,
NÃO CRUZANDO BRAÇOS, NEM PERNAS.

DEFUMAÇÃO
A queima de ervas é um recurso usado para afastar fluidos perturbadores de lugares e de
pessoas, muito usado em quase todas as religiões. É obrigatório no início dos trabalhos de
terreiros em que se queiram limpar as energias do ambiente. Para defumação, usam-se em
geral plantas e ervas específicas. As mais recomendáveis são: alecrim, arruda, benjoim,
alfazema, guiné, sândalo, incenso e mirra, podendo ser apenas UMA, TRÊS, CINCO OU SETE DELAS.
As defumações podem também ser utilizada para casas, carros, etc., eliminando os maus
fluidos; para este tipo de ritual, pode-se utilizar os defumadores em cubo ou os que queimam
em braseiro. Igualmente aos banhos, os restos das defumações devem ser despachados em
água corrente.
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PONTOS CANTADOS
São hinos de relevante importância na Umbanda, para a evocação das entidades. Estes cânticos
permitem ao médium manter-se em equilíbrio real, e funcionam como verdadeiras preces. Sob
suas vibrações é que o indivíduo percebe de maneira eficaz a aproximação das entidades,
conseguindo melhor concentração para o trabalho espiritual.
O ponto cantado possui várias finalidades, apresentando-se como: PONTO DE CHAMADA, aquele
que é cantado apenas para evocar a entidade de trabalho daquela sessão; o PONTO DE SUBIDA,
com o qual o guia se despede dos trabalhos daquele dia; há também os PONTOS DE ABERTURA e
ENCERRAMENTO DOS TRABALHOS, OS DE DEFUMAÇÃO, etc.
Em alguns casos, os pontos cantados podem ser acompanhados de palmas.

BANHOS
Os banhos se firmaram como sendo parte de uma liturgia religiosa. SENDO O MÉDIUM UM
RECEPTÁCULO DE VIBRAÇÕES BOAS E MÁS, DEVE ZELAR CUIDADOSAMENTE PELA SAÚDE DE SEU CORPO FÍSICO
E ESPIRITUAL. É muito comuns, também os filhos de fé tomarem banhos de descarga e de
defesa, receitados pelas entidades. Há banhos que possuem sal grosso e ervas em sua
composição, que devem ser preparados em infusão de água fervente pôr volta de 15 minutos,
abafando o recipiente. Quando a água estiver morna, derrama-se sobre o corpo, DO PESCOÇO
PARA BAIXO, sem banhar a cabeça. Não se deve molhar a cabeça porque muitas ervas se
prestam para facilitar o desenvolvimento da mediunidade, "abrindo a mente". As ervas usadas
no banho devem ser despachadas em água corrente, e devem ser usadas, de preferência, mas
obrigatoriamente (ervas desidratadas), em seu estado verde, para não perderem as suas
propriedades vibratórias.

GUIAS (COLARES)
As guias usadas para defesa ou para trabalhos nos terreiros são colares feitos de materiais
facilmente imantáveis, condutores de correntes magnéticas.
Ajudam na invocação dos protetores, na concentração, captam bons fluidos, formando um
círculo de vibrações benéficas ao redor da pessoa que os usa. Após um processo de
'cruzamento', ficam em ligação fluídica com as entidades espirituais. Uma guia só terá valor
quando for cruzada por uma entidade incorporada.
A guia é usada praticamente em todo tipo de ritual, é um objeto sagrado.
Normalmente quando o filho de fé dá seus primeiros passos dentro da Umbanda, este fica com
a primeira guia, que também é a mais importante. Ela é constituída de pedras de cerâmica,
geralmente miçanguinha de cor branco leitoso, podendo ser diferente de acordo com a
orientação recebida de um guia para o consulente.
Para tanto, as guias devem ser confeccionadas de matéria natural, não de plástico, pois este
não é substância imantável. Cada linha possui seu material e cores apropriadas.
Se uma guia quebra, procura-se recuperar o máximo de contas e depois devemos montá-la e
CRUZÁ-LA NOVAMENTE. Para cuidar bem das guias, devemos lavá-las de vez em quando com água
do mar ou água e sal grosso, ou conforme solicitação do guia.

VELAS
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O uso das velas é um ritual simples para qualquer religioso. O único pré-requisito para o ritual
com uma vela é a crença no que se está praticando.
Muitas são as pessoas que têm o costume de acender velas para seus anjos de guarda, ou
mesmo para parentes e amigos já falecidos. Entendemos que é fundamental oferecer velas a
estes, porém é aconselhável não fazer no interior de casa, pois além de evitar possíveis
incêndios, também se evita a presença de quiumbas, que só prejudicam.
Os lugares adequados para acender velas são os velários de igrejas, com exceção de trabalhos
feitos pelos guias, onde eles determinam como e onde se devem acender as velas.
O trabalho com velas é fundamental em um terreiro. É através delas que as entidades auxiliam
os filhos de fé na resolução de seus problemas. Na maioria dos trabalhos com velas é utilizada
a de cor branca; porém ao uso de velas coloridas, deve-se possuir o consentimento do chefe do
terreiro.

PATUÁS
O patuá é um objeto consagrado que traz em si a força protetora dos guias, a quem ele é
consagrado.
É considerado um amuleto de proteção e sorte, porém só terá valor se for preparado por
entidades incorporantes. Após o cruzamento do patuá, o mesmo é entregue ao filho de fé, que
deverá guardá-lo em lugar próprio. Vale ressaltar que cada patuá é feito para apenas uma
pessoa.
Os ingredientes mais utilizados na confecção de patuás são: figas de guiné, olhos de boi, cruz
de caravaca, sementes variadas, ervas, etc.

ROUPA BRANCA
As roupas de um umbandista, quando em atividade dentro do terreiro, devem ser BRANCAS e
muito limpas. Elas devem ser guardadas em local sempre determinado. Não devem possuir
nenhum luxo, apenas o essencial. CALÇAS FOLGADAS, CAMISETAS NÃO APERTADAS PARA DEIXAR À
VONTADE MÉDIUNS E CAMBONOS.
As meias e peças íntimas também brancas são fundamentais. Os sapatos brancos devem ser de
sola de borracha (de preferência, tênis).
Essas roupas devem ser somente de USO NAS GIRAS, NÃO PODENDO EM HIPÓTESE ALGUMA SER
UTILIZADAS EM LOCAIS OU ATIVIDADES DIFERENTES.

Toda a Prática de umbanda é gratuita, dentro do principio das leis de Deus: "Dai de graça o
que de graça recebestes".
A prática Umbandista é realizada conforme Cristo disse: "Onde estiver um ou mais falando de
Deus ali estarei".

UMBANDA

“Umbanda é a montanha”.
Que todos terão que galgar.
Muitos serão os chamados
Poucos conseguirão chegar...!"
(extraído do boletim mensal nº. 1 'A Caridade', da Tenda Nossa Senhora da Piedade).
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A palavra "Umbanda" ainda é uma dúvida, mas ela poderia vir do sânscrito AUM-BANDHA, o
que significa 'o limite do ilimitado', ou 'o conjunto das leis divinas'.
Antes do surgimento da Umbanda propriamente dita, existiam os chamados cultos de nações,
que não permitiam que médiuns desenvolvidos incorporassem "eguns" (espíritos de mortos), e
caso isto acontecesse, repeliam-nos, pois não os aceitavam em lugar dos Orixás (espíritos de
encantados, entidades que nunca encarnaram).
Também nessa época, o Kardecismo não admitia que espíritos de índios, pretos velhos e
crianças incorporassem em médiuns à mesa: ou mudavam seus hábitos peculiares, ou seriam
expulsos do local.
Os pretos velhos e índios, por sua vez, acostumados a seus hábitos característicos, não
poderiam mudá-los, por isso eram deixados de lado; não podiam baixar em cultos afros nem
em mesas kardecistas, porém necessitavam das comunicações e ensinar ao povo seus
costumes, suas tradições.
Assim, a primeira incorporação de Umbanda se deu no dia 15 de Novembro de 1908, através
do médium Zélio Fernandino de Morais, pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, quando nesta
data veio manifestar-se em mesa kardecista, solicitando que o 'cavalo' (médium de
incorporação) preparasse no dia seguinte, na casa do médium, "uma mesa posta e toda e
qualquer entidade que queira ou precise se manifestar pudesse ser ouvida e orientada". O local
seria batizado por "Tenda Nossa Senhora da Piedade", pois da mesma forma que MARIA AMPARA
NOS BRAÇOS O FILHO QUERIDO, TAMBÉM SERÃO AMPARADOS OS QUE SE SOCORREM NA UMBANDA, RICOS E
POBRES, NEGROS OU BRANCOS, inaugurando a primeira tenda de Umbanda no Brasil, no Rio de
Janeiro, em 16 de Novembro de 1908. Aí então surgem manifestações em massa... Hoje, a
Umbanda conta com mais de 40 milhões de adeptos só no Brasil.

AS SETE LINHAS DA UMBANDA


As linhas de proteção da Umbanda são baseadas em sete cores, à seguir:
- Cor Ouro: Iansã, Orixá guerreiro que domina raios, chuvas e ventos Sincretizada com Santa
Bárbara.
- Cor Rosa: Ibejis (erê), Espíritos de crianças Sincretizado com Cosme e Damião.
- Cor Azul: Iemanjá, Vida gerada no útero materno - "Mãe Peixe" Sincretizado com Nossa
Senhora da Conceição.
- Cor Verde: Oxossi, Natureza, as matas Sincretizado com São Sebastião.
- Cor Vermelha: Ogum, Patrono da força e garante a execução da lei, Sincretizado com São
Jorge.
- Cor Marrom: Xangô, Força da justiça, Sincretizado com São Jerônimo.
- Cor Roxa: Nana, Representa o elemento senil, Sincretizado com Sant'Ana.
Zélio Morais explica que as cores branco e preto não fazem parte das Sete linhas, pois o branco
é presença da luz e existe em todas as outras cores, e o preto é justamente a ausência da luz:
- Cor Branca: Oxalá, O supremo, o chefe. A síntese de todas as cores irmanadas. Sincretizado
com Jesus Cristo
- Cor Preta: Obaluaiê (omulu), Chefe da falange dos mortos, sincretizado com São Lázaro.
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ENTIDADES DA UMBANDA
A Umbanda sustenta-se em três pilares: pretos velhos, caboclos e crianças.
São as entidades que os médiuns incorporam:
- CABOCLOS: espíritos de índios e mestiços que viveram antes e depois da descoberta do Brasil.
- PRETOS VELHOS: almas de negros que morreram à época de cativeiro.
- CRIANÇAS (ERÊS): espíritos de crianças que morreram em tenra idade.
Além dessas três entidades, manifestam-se ainda:
- BAIANOS: povo que faleceu quando habitantes do Nordeste brasileiro.
- MARINHEIROS: pessoas que faleceram nos mares e realmente eram marinheiras.
- BOIADEIROS: vaqueiros
- Povo d'água: espíritos que não falam e emitem um canto triste.
- CIGANOS: pertencentes à alma de ciganos. Fazem cura.
- EXUS: entidades neutras, que são invocadas para desmancharem trabalhos e magias.

Toda a Prática de umbanda é gratuita, dentro do principio das leis de Deus: "Dai de graça o
que de graça recebestes".
A prática Umbandista é realizada conforme Cristo disse: "Onde estiver um ou mais falando de
Deus ali estarei".
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MEDIUNIDADE

“Decálogo do Umbandista”
Responder:
Ao mal com o BEM;
À intolerância com a FRATERNIDADE;
À calúnia com o PERDÃO;
À incredulidade com a FÉ;
À indiferença com a CARIDADE;
À arrogância com a HUMILDADE;
À intriga com a COMPREENSÃO;
À descrença com a ESPERANÇA;
À perseguição com a TOLERÂNCIA;
Ao ódio com AMOR!"

Mediunidade é o dom que tem o indivíduo de se comunicar com o plano espiritual, recebendo
doutrinas, lições e informações dos espíritos de pessoas que já morreram e se encontram em
plano diferente do nosso. É um dom que a pessoa recebe de Deus para trabalhar em benefício
de pessoas que necessitam de ajuda, orientação, preces. A mediunidade não escolhe sexo,
etnia, ou qualquer personalismo humano para ajudar. São vários os tipos de mediunidade:
- Vidente - vê espíritos
- Clarividente - vê acontecimentos futuros
- Auditiva - ouve os espíritos
- de efeitos físicos - barulhos, quebra de objetos, etc.
- Curadora - faz cura de doenças
- Psicografia - escreve mensagens de espíritos
- Intuitiva - pressentimentos
- Incorporação (o mais comum) - incorporação de entidades.
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A verdadeira mediunidade não é exclusiva de pessoas ricas; ela pode manifestar-se em pessoas
de diversas classes sociais, de diversas culturas, espiritualistas ou ateus, sábios ou ignorantes.
Para desenvolver a mediunidade é necessário estar ciente do que está praticando e
principalmente ter vontade própria em fazê-lo. É necessária freqüência nas giras em um único
terreiro (pode-se visitar outros terreiros, entretanto a ligação espiritual – guias e entidades com
quem se trabalha – está afinizada, sintonizada com o terreiro de origem) para que as entidades
possam explicar-lhe todas as mirongas da Umbanda.
Freqüentar diferentes terreiros mistura a energia vibracional das entidades, facilitando o
recebimento (interferência) de quiumbas (entidades más) que podem confundir o médium,
principalmente durante o seu desenvolvimento. Além de cada terreiro seguir uma linha de
trabalho que não deve ser misturada ou confundida. Em outras palavras o médium deve
permanecer sob vigilância e sob regime de disciplina.
Os médiuns de Umbanda não trabalham com Orixás, e sim incorporando guias e entidades que
estiveram encarnados entre nós, ou seja, caboclos, pretos velhos, crianças, baianos, etc.
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Aos médiuns também é aconselhada a alimentação frugal nos dias de trabalho, ou seja, estar a
24h com alimentação leve, uma vez que carnes e alimentos gordurosos e pesados são de difícil
digestão, dificultando a ação dos guias, além do próprio desenvolvimento do trabalho
mediúnico. Quanto à “alimentação espiritual” o médium pelo menos no dia de TRABALHO, deve
se manter tranqüilo, longe de vibrações e energias negativas, é um trabalho árduo, mas vale
tentar.
Também se deve ressaltar que o médium deve se abster de relações sexuais 24h antes do
trabalho mediúnico, para que as energias básicas, envolvidas na relação sexual, não se
misturem com os eflúvios magnéticos necessários para o trabalho.
Os problemas espirituais que afetam a humanidade são de quatro espécies:
- Mediunidade
- Obsessão
- Trabalho feito
- Provação

Obsessão: um dos casos espirituais que mais oprimem o ser humano, que é o fato de um
espírito desencarnado 'encostar' em uma pessoa, permanecendo ali devido às atitudes de
baixas vibrações dela, sugando tudo o que resta de boas vibrações e bons pensamentos. Isto
traz perturbações mentais e alterações de comportamento.

Trabalho feito: também conhecido como macumba, é praticado por pessoas fúteis e
inconseqüentes que desejam realizar seus desejos a qualquer preço. Em geral, é feito de modo
verbal, quando rogamos pragas, invejamos algo, etc. Há também o feitiço criado por entidades
de má fé ou pessoas que só praticam atos inescrupulosos.

Provações: “... somos livres para plantar; porém, uma vez plantado, teremos de colher os
frutos da semeadura. Se plantarmos o bem, colhê-lo-emos no futuro; se semearmos o mal, tê-
lo-emos no porvir...”.
Quando alguém tem de passar por provações ('pedras' no caminho, como dizem as entidades),
ninguém pode tirá-las ou cancelá-las. Elas se executam de uma ou outra forma. Quem procura
terreiros na ânsia de livrar-se delas, está cometendo tolice. O que os guias podem fazer é
amenizar o sofrimento, pedindo à pessoa paciência, fé e esperança em superar a má fase,
dando conselhos e orientações, pois estas provações provavelmente venham de vidas
anteriores.

Todo médium deve seguir à risca alguns ensinamentos:


NÃO PODE SER INVEJOSO
DEVE FUGIR AO DESPEITO E AO CIÚME
DEVE TER CUIDADO COM SUA LÍNGUA (CUIDADO NA MANEIRA DE FALAR)
Deve respeitar as refeições à mesa
DEVE EVITAR ÁLCOOL, BARES, CABARÉS, ASSIM COMO QUALQUER OUTRO LUGAR DE INFLUÊNCIAS NEGATIVAS;
DEVE SER HONESTO CONSIGO MESMO
DEVE MANTER A HIGIENE DO LAR
DEVE MANTER A HIGIENE DO PRÓPRIO CORPO
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DEVE CUIDAR DE SUAS ROUPAS DE TRABALHO NO TERREIRO E SEGUIR TODAS AS REGRAS DOS RITUAIS DA
UMBANDA
DEVE SABER O VALOR DA PRECE.
E ASSIM ESTAR CIENTE QUE A MEDIUNIDADE É O DOM DE BENEFICIAR PESSOAS, ATRAVÉS DAS ENTIDADES,
QUE NECESSITAM DE AUXÍLIO MATERIAL E ESPIRITUAL.
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FESTIVIDADES DA 13/05 – Pretos-Velhos 27/09 – Ibejis (erê)


UMBANDA 24/05 – Ciganos 30/09 – Xangô
24/06 – Linha do 12/10 – Oxum
11/01 - Baianos Oriente 02/11 – Omulu
20/01 – Oxossi 29/06 – Exu 04/12 – Iansã
02/02 – Yemanjá 26/07 – Nana 08/12 – Yemanjá
23/04 – Ogum 24/08 – Oxumarê 25/12 – Oxalá
Toda a Prática de umbanda é gratuita, dentro do principio das leis de Deus: "Dai de graça o
que de graça recebestes".
A prática Umbandista é realizada conforme Cristo disse: "Onde estiver um ou mais falando de
Deus ali estarei".
O Cumprimento

Os religiosos umbandistas devem se cumprimentar sempre da maneira tradicional


religiosa, que deve se iniciar com um cumprimento de mãos envolvendo-se o polegar um do
outro com um rápido fechamento das mãos, complementado com a volta da posição normal de
um cumprimento feito com as mãos.
Conta a história de nossa religião que este cumprimento era como se fosse um código
entre os escravos que o usavam para significar, que naquela noite haveria trabalho espírita, que
como sabemos eram realizados às escondidas, dado o fato de sua prática ser proibida pelos
senhores seus donos, que então dormiam enquanto os rituais se desenvolviam.

O Pedido de Benção

O religioso espírita e umbandista devem sempre que entrar ou sair de sua Casa
Sagrada, saudar e tomar a bênção de seus Sacerdotes, tomando entre suas mãos a mão de seu
Pai Espiritual beijando-a respeitosamente, levando-a até sua testa e trazendo-a de volta à
posição normal.

Quando isto ocorre o filho está reconhecendo em seu Pai ou Mãe Espirituais, o seu
orientador que o conduzirá dentro da doutrina religiosa. Ao levar sua mão até a própria testa,
representa neste ato, seu desejo de que aquelas mãos preparadas o conduzam nos serviços de
Deus, representando ainda a humildade de que se serve para prosseguir em seu aprendizado e
iniciação religiosa.

Ao tornar beijar essa mesma mão, de seu Sacerdote, está admitindo que o respeita
como intermediário entre ele e os Orixás, bem como os espíritos que o assistem, manifestando
seu desejo de ser abençoado pelos Orixás responsáveis pelos seus Sacerdotes e da Casa onde
está se iniciando.

O Ritual da Toalha

Este momento, que é desenvolvido pelo ato de bater a cabeça, colocando-se de bruços
e deitado em frente e aos pés de seu Sacerdote, com a cabeça voltada e prostrada na toalha,
significa a solicitação da benção do seu Pai Espiritual e do seu Orixá, significando num ato de
humildade a obediência e resignação aos preceitos religiosos, devendo significar a aceitação
daquela Casa e seus Mentores como seus condutores no caminho dos serviços de Deus e de
nossa religião. É a submissão aos ordenamentos divinos e o reconhecimento de sua opção
religiosa.
As mãos voltadas com as palmas para cima neste momento, no mesmo nível que a
cabeça, é que vão complementar o recebimento das emanações vibratórias positivas de Deus,
dos Orixás cultuados na Umbanda e dos Orixás da Casa Sagrada daquele filho de fé. Neste
instante deve o filho e médium, em uma prece mental rápida, pedir auxílio aos Mentores
espirituais, a Deus e aos Orixás, para um melhor desempenho de suas funções mediúnicas,
recebendo o axé dos Orixás donos daquela Casa e Templo Sagrado. O respeito aos seus
Sacerdotes é fundamental e definitivo no caminho da espiritualidade, pois são eles que vão ser
os condutores de sua vida espiritual e religiosa.

Não insista em se achar uma exceção, porque não há exceções no caminho onde a
humildade deve ser seu precursor em busca do aprendizado religioso.

O Batismo na Umbanda

Batismo é o sacramento por onde se pretende afastar o pecado original, trocando o


vinho pela água. Na Umbanda não é diferente e carrega o mesmo ônus, de se escolher a fé que
o conduzirá ao Pai num ritual de opção pela adoção divina.

Assim, tem o Batismo o condão de iniciação onde no ato batismal se reconhece a


aceitação da religião umbandista como sua condutora nos caminhos divinos, é a aceitação
definitiva, a opção e a integração religiosa que abrirá suas portas para as obrigações e
iniciações, que se seguem a partir deste momento.

Não tem o Batismo uma relação de obrigatoriedade ou de compromisso irreversível,


face seu caráter religioso, contudo, recebe o iniciante e iniciado naquele ato a benção dos
Orisas e dos Mentores de Luz do contexto espiritual umbandista que lhe abrirão as portas da
evolução no caminho de nossa fé. É o florescimento e a coroação do umbandista como prova
de sua religiosidade e dedicação.

Assim, trata-se da primeira obrigação, um passo à frente e um degrau a mais na nossa


causa e na nossa religião.
Extraído do site: http://folhaguardioes.sites.uol.com.br/

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