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RESUMO PROVA DE NEURO II

RECEPÇÃO SENSORIAL

Potenciais de membrana  em repouso, potenciais de ação, potenciais graduados (PPS).


Sinapses  elétrica e química.

 As informações sensoriais são importantes para: percepção, controle da motricidade, regulação das funções
orgânicas, manutenção da vigília.
 Possui neurônios pseudo-unipolares.
 Sentidos: são diferentes modalidades sensoriais que advêm da tradução pelo sistema nervoso das diversas
formas de energia existentes no ambiente.
 Sistemas sensoriais: conjunto de regiões do sistema nervoso, conectadas entre si, cuja função é possibilitar as
sensações.
- Um sistema sensorial para cada sentido.
 Sensação: seqüência de eventos pela qual um estímulo é detectado e reconhecido seu aparecimento.
 Percepção: é a interpretação e a apreciação de uma sensação, uma resposta subjetiva.
 Níveis de integração neural: nível da célula receptora sensorial ou receptor, nível do circuito e nível da
percepção.
 Células receptoras sensoriais ou receptores sensoriais: são células especializadas em captar a energia
incidente.
- O estimulo pode ser um tipo de energia (mecânica, térmica, luminosa e química) e dor.
 O estímulo vai alterar indireta de diretamente o potencial de membrana em repouso.
 Essas células possuem um baixo limiar de ativação, com um pequeno estímulo elas são ativadas.
 Transdução: transformação da energia do estímulo ambiental em potenciais bioelétricos gerados pelas
membranas dos receptores.
- É a convenção de uma modalidade energética qualquer para uma linguagem do SNC.
 Potencial receptor: é uma alteração do potencial elétrico de membrana da célula receptora e é resultado da
transdução.
- O potencial receptor não produz diretamente um potencial de ação.
-É um potencial local e graduado.
- Se o PR chegar aos canais de Na e K e atingir o limiar, ele gera um PA.
- A amplitude do PR é proporcional a intensidade do estímulo que é proporcional a freqüência dos PA.
- A zona de disparo geralmente é o 1º nódulo de ranvier.
Processo de transdução:
1) Detecção de um estímulo pelo receptor sensorial;
2) Geração de um potencial receptor (potencial gerador);
3) A intensidade do potencial receptor atinge o limiar para gerar um potencial de ação;
4) A zona de gatilho é acionada e o potencial de ação é gerado
5) Esse potencial de ação gerado se propaga levando a informação ao SNC.

Tipo de estimulo detectado:


- Mecanorreceptores ou mecanoceptores: receptores que respondem a estímulos mecânicos (estiramento ou
tensão- deformação da membrana celular).
- Quimiorreceptores ou quimioceptores: receptores que respondem a estímulos químicos.
- Termorreceptores ou termoceptores: receptores que respondem a diferentes temperaturas.
- Nociceptores: receptores que respondem a estímulos nocivos (energias que põem em risco a integridade do
organismo).
 Podem ser mecanoceptores, quimioceptores, termoceptores ou os três juntos. Respondem a
estímulos mecânicos, dor, estímulos térmicos extremos e substancias químicas irritantes ou lesivas.
- Fotorreceptor ou fotoceptor: receptores que respondem a estímulos luminosos.

Tipo da célula (diferente mecanismo de transdução):


-Neurônio sensorial: um estimulo incidente ativa uma proteína receptora causando uma despolarização
denominada potencial gerador que dispara potenciais de ação no axônio do neurônio vizinho.
- Célula receptora: um estímulo incidente ativa uma proteína receptora na superfície da célula receptora,
desencadeando um potencial receptor. O PR abre canais de cálcio controlados por voltagem, resultando na
liberação de neurotransmissor sobre o neurônio aferente primário. O neurônio aferente estimulado gera
potenciais de ação que são conduzidos para centros integradores.

 Codificação:
 Transdução  Potencial receptor  Codificação  Potencial de ação.
Características do estímulo:
 Modalidade: é indicada pelos receptores sensoriais que são ativados e por onde as vias sensoriais
terminam no encéfalo, ou seja, determinada pela existência de sensações semelhantes mediadas por
um órgão sensorial particular.
- A maior parte das vias sensoriais passa pelo tálamo em seu trajeto para o córtex cerebral.
 Intensidade: é codificada por meio de dois códigos. O de freqüência e o populacional.
- Código de freqüência: Quanto maior a intensidade do estimulo, maior é a amplitude do potencial
receptor e maior a freqüência do potencial de ação.
- Código populacional: é o numero de células receptoras que são ativadas, ou seja, é a ativação do
maior numero de receptores.
 Duração: é a duração do potencial receptor que codifica-se de acordo com o tipo de receptor, pode ser
de adaptação lenta ou rápida.
- Adaptação lenta ou tônico: mantém o sistema nervoso informado sobre as alterações no receptor,
transmitindo a informação sensorial por muito tempo, ou seja, o potencial prolonga-se enquanto está
sendo aplicado o estimulo. São importantes para estímulos duradouros, como uma pressão na pele que
persista por muitos minutos.
- Adaptação rápida ou fásica: apresenta um potencial “duplo”, com um pico quando o estímulo começa
e outro quando termina, ou seja, o potencial é de curta duração e indica quando o estímulo é aplicado e
quando é retirado. São importantes para estímulos pulsáteis ou vibratórios e para estímulos em
movimento.
- Adaptação: é uma mudança na sensibilidade de um receptor com estímulo constante.
- Quanto maior a freqüência, maior a liberação de neurotransmissor
 Localização: codificada de acordo com quais campos receptivos são ativados.
- Campo receptivo: área especifica monitorada pelo receptor.
 Campos receptivos pequenos são encontrados em áreas mais sensiveis
Quando os dois pontos caem em campos receptivos diferentes fica mais fácil distinguir (discriminação
alta).
 A convergência forma campos receptivos grandes.
 Quando os dois pontos caem em campos receptivos iguais fica mais difícil distinguir (discriminação
baixa).
 Inibição lateral: aumenta o contraste entre os campos receptivos ativados e seus campos receptivos vizinhos
que estão inativos.
 Nível do circuito:
- Mecanorreceptor/proprioceptor  neurônio primário (aferente)  sinapse entre neurônios 1ª e 2ª no núcleo
colunar dorsal (ipsilateral)  Lemnisco medial  núcleo colunar dorsal (contralateral)  sinapse entre
neurônios 2ª e 3ª no Tálamo  córtex somatossensorial primário.
 Nível de percepção: interpretação consciente dos estímulos.

SISTEMA SOMATOSSENSORIAL

 Encarregados de transmitir a informação a partir da pele, dos músculos e das articulações.


 Somestasia: são os sistemas sensoriais do tato, sensibilidade térmica, dor, propriocepção (movimentos e
posição do corpo).
 O mecanismo de transdução sensorial é semelhante em todos os aferentes sensoriais somáticos.
1) Um estímulo altera a permeabilidade de canais de cátions nos terminais nervosos aferentes.
2) Geram um potencial receptor (corrente despolarizante).
3) Se a magnitude desse potencial receptor for suficiente ele alcança o limiar para a geração de potenciais de
ação na fibra aferente.
4) Os potenciais de ação se direcionam ao SNC e terminam no córtex somatossensorial (localizado no giro pós-
central).

Tipos de células receptoras sensoriais

 Célula receptora sensorial: são neurônios pseudo-


unipolares.
- Na face é o gânglio trigimenal (nervo trigêmeo-
V): dividido em três ramos que são o oftálmico,
maxilar e mandibular.
- No tronco e membros é o gânglio da raiz dorsal
(espinais e cranianos).
- O corpo do neurônio está localizado na célula
ganglionar da raiz dorsal.

 Receptores somestésicos:
Associação dos receptores
 Corpúsculo de Paccini: campo receptivo grande e de adaptação rápida.
 Corpúsculo de Meissner: está presente nas aeras de percepção tátil bem desenvolvida, já que possui campo
receptivo pequeno, adaptação rápida e se localiza superficialmente.
 Corpúsculo de Merkel: possui campo receptivo pequeno e adaptação lenta, é o mais superficial dos receptores
táteis.
 Terminações de Rouffini: possui campo receptivo grande e adaptação lenta, está localizado profundamente.
 Todos esses receptores acima apresentam fibras Aβ.
 Terminações nervosas livres: apresentam campo receptivo variável e adaptação variável, estão relacionados a
dor e temperatura.
Temperatura
 Sensações térmicas não dolorosas originam-se dos receptores da pele (entre outros locais). Diferentes
receptores fazem a transdução de calor e de frio.
- Receptores de frio estão ligados a fibras Aδ e C, responsivos em temperaturas entre 15 e 42ºC.
- Receptores de calor estão ligados a fibras tipo C, responsivos em temperaturas entre 31 e 45ºC.
Dor e nocicepção
 Dor é uma experiência emocional desagradável, associado a lesões reais ou potenciais. Nocicepção é o
processo sensorial que fornece os sinais que desencadeiam os estímulos de dor. Os nociceptores são
fibras do tipo Aδ e C.
- 1ª dor: é mais aguda, transmitida por fibras Aδ (maior velocidade de propagação).
- 2ª dor: mais retardada, duradoura e difusa, transmitida por fibras tipo C.
Adaptação lenta Adaptação rápida
Campo receptivo grande Terminação de Rouffini Corpúsculo de Paccini
Campo receptivo pequeno Disco de Merkel Corpúsculo de Meissner

 Mecanismo de transdução:
- Tato: fibras Aβ, nervo trigêmeo, gânglio do nervo trigêmeo, núcleo principal do trigêmeo, lemnisco medial,
tálamo (núcleo ventral posterior), córtex somestésico primário (S1).
- Dor e temperatura: fibras Aδ e C, nervo trigêmeo, gânglio do nervo trigêmeo, núcleo espinal do trigêmeo,
lemnisco espinal, tálamo, córtex somestésico primário (S1).
- Proprioceptiva consciente: fibras Ia, nervo trigêmeo, gânglio do nervo trigêmeo, núcleo mesencefálico do
trigêmeo, lemnisco medial, tálamo, córtex somestésico primário (S1).
 Somatotopia: representação da superfície cutânea ou do interior do corpo nas vias e núcleos somestésicos 
mapa do corpo no cérebro.

PROPRIOCEPÇÃO

o É a capacidade de percepção de cada parte do corpo no espaço (movimento e posição do corpo). A


propriocepção pode ser consciente ou inconsciente.
o É medida por receptores sensoriais presentes nos: músculos, tendões, articulações e sistema vestibular.
o Localização do estímulo: exteroceptores (pele), proprioceptores (músculos, tendões, articulações) e
enteroceptores (víceras).
o Tipos de estimulo detectado: quimiorreceotires, fotorreceptores, termorreceptores, mecanorreceptores
(proprioceptores- posição do corpo) e nociceptores.
o Mecanorreceptores são sensíveis a deformações físicas, como flexão ou estiramento.
o Proprioceptores informam sobre o grau de contração muscular, a quantidade de tensão nos tendões e sobre as
posições das articulações.
o Tipos de proprioceptores:
1. Fuso muscular
- São receptores de estiramento que enviam informações sobre o
comprimento muscular e suas alterações.
- Estão distribuídos entre as fibras musculares contrateis
extrafusais e em paralelo.
- Cada fuso muscular consiste em uma cápsula de tecido conectivo
que contem um conjunto de pequenas fibras intrafusais.
- As fibras intrafusais têm só os pólos contráteis.
- Na região central os axônios sensoriais do grupo Ia enrolam-se
nas fibras musculares do fuso.
- Os fusos e os axônios Ia são especializados em detectar
alterações do comprimento muscular.
- Existe 2 tipos de fibras intrafusais:
1. Fibra intrafusal em saco nuclear: é a maior fibra e seus
núcleos estão agrupados no centro.
2. Fibra intrafusal em cadeia nuclear: são as fibras que tem
seus núcleos dispostos em uma fileira.
- Os axônios tipo II inervam as fibras intrafusais em cadeia nuclear.
- Tem taxa de adaptação lenta.
2. Órgãos Tendinosos de Golgi (OTG)
- São receptores que monitoram a força de contração (
tensão muscular), ou seja, são estimulados pela tensão
no tendão.
- São inervados por axônios sensoriais do grupo Ib. Os
axônios Ib se entrelaçam com as fibras de colágeno
dentro de uma cápsula de tecido conectivo.
- Quando o músculo se contrai a tensão sobre as fibras
de colágeno aumenta.
- Tem taxa de adaptação lenta.

3. Receptores Articulares
- É terminações nervosas encontradas dentro e ao redor
da cápsula articular.
- As terminações de Ruffini e os Corpúsculos de Pacini do tecido conectivo externo à cápsula respondem ao
arranque e à parada brusca do movimento, e a posição da articulação.
- Tem taxa de adaptação rápida.
o Processamento das aferências sensitivas pela medula espinal:
1. Receptores sensitivos detectam um estímulo sensitivo;
2. Neurônios sensitivos transmitem a aferência sensitiva na forma de PA por seus axônios, que se estendem
dos receptores sensitivos até o nervo espinal e então até a raiz posterior.

A partir da raiz posterior os axônios podem seguir 3 caminhos:

3. Para a substância branca da medula espinal e ascender até o encéfalo como parte de um trato sensitivo.
4. Penetram no corno posterior e realizam sinapse com interneurônio, cujos axônios se estendem até a
substância branca, e então ascendem até o encéfalo como parte de um trato sensitivo.
5. Ou os axônios dos neurônios sensitivos podem entrar no corno posterior e realizar sinapse com um
interneurônio que, por sua vez, se comunicam com os neurônios motores sinápticos envolvidos com as vias
espinais reflexas.
o Vias centrais que transmitem a propriocepção:
Os impulsos proprioceptivos conscientes ascendem ao córtex cerebral atrás da via:
1. Via coluna dorsal e ou posterior – Lemnisco medial: tato, pressão, vibração e a propriocepção consciente
dos membros, troncos, pescoço e parte posterior da cabeça.

Os impulsos proprioceptivos originários da face chegam ao córtex cerebral através da via:

1. Via do nervo trigêmeo: transmite a informação proprioceptiva da face

Os impulsos proprioceptivos inconscientes chegam ao cerebelo através das vias:

1. Trato espinocerebelar posterior: levam informações sobre posição e movimento dos membros inferiores
para o cerebelo.
2. Trato cuneocerebelar: levam informação sobre posição e movimento dos membros superiores para o
cerebelo.
o Via proprioceptiva consciente (coluna dorsal ou posterior – Lemnisco medial):
- Os axônios aferentes mecanossensoriais cutâneo entram na medula espinal através das raízes dorsais e
ascendem ipsilateralmente através das colunas dorsais da medula espinal para o bulbo inferior onde
estabelecem sinapse com os neurônios dos núcleos da coluna dorsal (os que transmitem informação dos
membros inferiores situam-se no fascículo grácil. E os dos membros superiores situam-se no fascículo
cuneiforme), as fibras terminam em subdivisões diferentes dos núcleos da coluna dorsal (núcleo grácil e núcleo
cuneiforme) onde ascendem contra lateralmente passando pela ponte, mesencéfalo e chegando ao núcleo
ventral posterior lateral do tálamo onde fazem contato sináptico com o neurônio de terceira ordem e terminam
no giro pós-central no córtex somatossensorial primário.
- Fibras Aβ
o Via proprioceptiva da face – Nervo trigêmeo:
- Os axônios aferentes mecanorreceptores da face entram no núcleo trigeminal mesencefálico, ascendem
contra lateralmente em direção ao núcleo ventral posterior do tálamo, onde fazem contato sináptico com o
neurônio de segunda ordem que leva a informação ao córtex somatossensorial primário (S1).
- Os neurônios apresentam processo periférico que inervam os fusos musculares e os órgãos tendinosos de golgi
associados à musculatura facial.
o Via proprioceptiva inconsciente (trato espinocerebelar posterior):
- A informação proprioceptiva dos fusos musculares e dos órgãos tendinosos de golgi (fibras Ia, Ib e II) entram
na medula espinal ipsilateralmente, as fibras percorrem o fascículo cuneiforme até a L3, onde fazem sinapse no
núcleo de Clarke, as fibras percorrem o trato espinocerebelar posterior pela medula espinal e tronco cerebral,
no bulbo rostral as fibras espinocerebelar posterior percorrem o pedúnculo cerebelar inferior até o cerebelo
ipsilateral principalmente no lobo anterior do verme.
- Levam informação sobre posição e movimento dos membros.
o Via proprioceptiva inconsciente (trato cuneocerebelar):
- Fibras Ia, Ib e II, entram na medula espinal acima da C8 e percorrem o fascículo cuneiforme até o bulbo rostral,
as fibras cuneocerebelar fazem sinapse no núcleo cuneiforme acessório no bulbo rostral e então percorrem o
pedúnculo cerebelar inferior até o cerebelo ipsilateral, principalmente no lobo anterior, no verme e na zona
intermediaria.
- Carrega informações dos membros superiores para o cerebelo

ORELHA EXTERNA E MÉDIA

o A audição é nossa percepção da energia das ondas sonoras.


o Ondas sonoras são ondas de pressão com picos (compressão) de ar comprimido alternados com vales
(rarefação) onde as moléculas do ar estão mais afastadas.
o Som: são as vibrações percebidas, ou seja, aquelas capazes de estimular o sistema auditivo provocando uma
percepção. É a interpretação do cérebro da freqüência, amplitude e duração das ondas sonoras que chegam até
as nossas orelhas.
o Propriedades do som:
1. Amplitude: quantidade de energia contida na onda sonora em cada ponto do ciclo (dB).
- Tem relação com a Intensidade do som (forte/fraco)- volume.
2. Freqüência: é o numero de picos das ondas que passam em um determinado ponto a cada segundo.
- Tom de um som baixo = grave, alto= agudo.
- Sons audíveis: são sons com freqüência perceptíveis ao ser humano de 20 a 20.000 Hz.
- Ultrassom: é um som acima do limite de 20.000 Hz.
- Infrassom: é um som abaixo do limite de 20 Hz.
- Som puro: onda com uma só freqüência. Ex: produzido por um diapasão.
- Som complexo: onda com varias freqüências. Ex: som produzido por instrumentos musicais e pelas pregas
vocais.
o Orelha: é um órgão sensorial especializado na audição e no equilíbrio.
o A orelha é dividida em três regiões principais:
1. Orelha externa: capta as ondas sonoras e as direciona para dentro.
2. Orelha média: conduz as vibrações sonoras para a janela do vestíbulo (oval).
3. Orelha interna: armazena os receptores para a audição e para o equilíbrio.
o Orelha externa:
- Composta pelo pavilhão auricular e meato acústico externo (MAE).
- Função: coleta a energia sonora e a concentra na membrana timpânica.
-Pavilhão auricular: captura o som oriundo de uma extensa área.
-MAE: proteger a membrana timpânica contra danos mecânicos e promover a captação e a condução da onda
sonora em direção a membrana.
- Estende-se cerca de 2,5 cm para o interior do crânio até terminar na membrana timpânica.
o Orelha média:
- Composta pela membrana timpânica, ossículos, tuba auditiva (Eustâquio) e músculos.
- A orelha media é uma cavidade preenchida com ar, contendo os primeiros elementos que vibra em resposta
ao som.
- Membrana timpânica: responsável pela transmissão de vibração para orelha média.
- Ossiculos (martelo, bigorna e estribo): amplificam a energia sonora da membrana timpânica para a orelha
interna.
- Músculos (estapédio e tensor do tímpano): amortece os movimentos dos ossículos em resposta a sons
intensos, o que serve como um mecanismo de proteção.
- Músculo estapédio: se insere no estribo e é inervado pelo nervo facial.
- Músculo tensor do tímpano: se insere no martelo e é inervado pelo nervo trigêmeo.
- Tuba auditiva: auxilia no equilíbrio da pressão na orelha média.
o A transmissão sonora na orelha:
1. As ondas sonoras atingem a membrana timpânica e se tornam vibrações;
2. A energia da onda sonora é transferida para os três ossículos da orelha media, os quais vibram;
3. O estribo está conectado a membrana da janela oval (do vestíbulo). As vibrações da janela oval geram ondas
no liquido interior da cóclea;
4. As ondas do liquido empurram as membranas flexíveis do ducto coclear. As células pilosas (ciliadas) se
curvam e os canais iônicos se abrem, gerando um sinal elétrico que altera a liberação do neurotransmissor.
5. O neurotransmissor liberado nos neurônios sensoriais gera potenciais de ação que trafegam pelo nervo
coclear até o encéfalo.
6. A energia das ondas é transferida do ducto coclear para a rampa do tímpano, e se dissipa de volta para a
orelha media na janela redonda (da cóclea).

ORELHA INTERNA

Cóclea: faz parte do sistema auditivo.

 Função: transformar o som em sinal neural.

Labirinto: faz parte do sistema vestibular.

 Função: auxilia a manter o equilíbrio corporal.

A orelha interna é dividida em labirinto ósseo e labirinto membranáceo (que está dentro do labirinto ósseo).

 Labirinto ósseo se divide em 3 partes: canais semicirculares  equilíbrio, vestíbulo  equilíbrio , cóclea 
audição.
 Labirinto membranáceo se divide em 3 partes: ductos semicirculares  equilíbrio, utrículo e sáculo 
equilíbrio, ductos cocleares  audição.

O labirinto ósseo envolve e protege o labirinto membranáceo.

 Contem a perilinfa, e é dividido em canais semicirculares, vestíbulo e cóclea.


 Os canais semicirculares anterior e posterior são orientados verticalmente e canal lateral horizontalmente.

O labirinto membranáceo fica localizado dentro do labirinto ósseo e abriga os receptores para a audição e o equilíbrio.

 Contem a endolinfa (rica em íons potássio K), é dividido em ductos semicirculares, sáculo e utrículo e ducto
coclear.
 Os íons de potássio desempenham um papel de geração dos sinais auditivos.

Cóclea:

 É um tubo ósseo e oco.


 A cóclea tem a sua base mais ampla e o ápice mais estreito. Na base, existem 2 orifícios cobertos por uma
membrana: a janela oval e a janela redonda.
 A cóclea é dividida em 3 câmaras que são preenchidas por fluido: a escala média (ducto coclear), escala do
vestíbulo, escala do tímpano.
 A membrana de Reissner separa a escala vestibular da escala média e a membrana basilar separa a escala
timpânica da escala média.
 Apoiado na membrana basilar está o órgão de Corti (que contem as células receptoras auditivas) e suspensa
sobre o órgão de Corti está à membrana tectorial.
 A escala vestibular e timpânica é preenchida com perilinfa (rica em Na) e a escala média está preenchida com
endolinfa (rica em K).
 Estria vascular: reabsorve o sódio da endolinfa e secreta potássio.
 Propriedades estruturais da membrana basilar:
- O ápice da lamina basilar é largo e flexível, está apta para baixas freqüências (grave).
- A base da lamina basilar é estreita e rígida, está apta para altas freqüências (agudo).

Tonotopia: é a organização de freqüências características em uma estrutura auditiva.


Mapas tonotópicos: existem na membrana basilar em cada um dos núcleos de retransmissão auditivo.

Órgão de Corti:

 Parte do sistema que os neurônios estão envolvidos.


 O órgão de Corti se localiza dentro da rampa média sobre a membrana basilar.
 É constituído por:
- Células ciliadas: 1 linha de células ciliadas internas (CCI) e 3 linhas de células ciliadas externas (CCE).
-Pilares de Corti.
- Células de sustentação.
 Os receptores auditivos são as células ciliadas convertem a energia mecânica em uma alteração na polarização
da membrana.
 As células ciliadas são responsáveis pela transdução do sinal.
 O evento critico na transdução do som em um sinal neural é a inclinação dos estereocilios.
 As células ciliadas fazem sinapses com os neurônios cujos corpos estão no gânglio espiral, dentro do modíolo. E
os axônios do gânglio espiral entram no nervo coclear, um ramo do nervo vestibulococlear (VIII).

Transdução pelas células ciliadas:

 Quando a membrana basilar se move em resposta a um movimento do estribo, ta a estrutura que sustenta as
células ciliadas se movimenta, pois a membrana basilar, os pilares de Corti, a lâmina reticular e as células
ciliadas estão rigidamente conectadas entre si; essas estruturas se movem como uma unidade, em direção a
membrana tectorial ou afastando-se dela.
 As extremidades dos estereocilios das células ciliadas externas estão conectados à membrana tectorial.
 Os estereocílios contem filamentos de actina alinhados, que os mantêm como bastões rígidos, de modo que
eles se inclinam aapenas pela articulação na base, onde se ligam a porção apical da célula ciliada.
 Os filamentos mantem os estereocílios ligados entre si, assim eles se movem juntos como uma unidade.
 Os canais iônicos se abrem quando os ligamentos que unem os estereocílios são estirados.
 A entrada de K despolariza a célula ciliada, a qual abre canais de cálcio dependentes de voltagem. O influxo de
Ca² leva a liberação de neurotransmissor das vesículas sinápticas que se difunde às terminações pós-sinápticas
dos neuritos do gânglio espiral.
 As células ciliadas internas que formam sinapses com 90 a 95% dos neurônios sensitivos de 1º ordem no nervo
coclear, e são elas que transmitem a informação auditiva para o encéfalo.
 Caminho da via auditiva:
- Cóclea, nervo vestibulococlear (VIII), núcleo coclear (bulbo), complexo olivar superior (ponte), colículo inferior
(mesencéfalo), núcleo genículado medial (tálamo), córtex auditivo primário (lobo temporal).
 Transdução do som:
O estribo se movimenta e causa a movimentação do liquido perilinfático da escala vestibular (através da janela
oval), existe a movimentação na membrana basilar e nas células ciliadas internas e externas que se movem para
frente e para trás (cima e para baixo), movimentando a membrana tectorial que se encontra acima dos
estereocilios. As células ciliadas podem se despolarizar ou hiperpolarizar, gerando um potencial pós-sináptico
no axônio aferente ligado a elas. Os estereocilios têm canais catiônicos na sua ponta apical que se abrem ou se
fecham conforme a inclinação da célula, gerando a mudança no potencial da célula ciliada. Cada esteriocílio esta
ligado por um ligamento apical, de modo que todos abrem sempre para o mesmo lado, facilitando a entrada de
potássio da endolinfa. Os canais de cálcio sensíveis a variação de voltagem se abrem e a um aumento de Ca²
intracelular que estimula a liberação do neurotransmissor na membrana pós-sináptica das terminações
nervosas do nervo vestibulococlear, gerando potenciais de ação.
 Se os estereocilios se curvam em sentido do maior estereocilios ocorre uma despolarização.
 Se os esteriocílios se curvam no sentido do menor esteriocílio ocorre uma hiperpolarização.
 Emissões otoacústicas (EOA): as orelhas podem emitir sons. Basta um breve estimulo sonoro, que gera um
“eco” em uma orelha com audição normal, que pode ser captado por um microfone sensível.
- Se as emissões otoacústicas forem muito altas, elas podem causar um zumbido nas orelhas.
- O teste da orelhinha é feito com a emissão otoacústica.

Núcleo
Colículo inferior geniculado
Dorsal
medial
Células ciliadas
da cóclea. VII par craniano Núcleo coclear
Ventral Complexo olivar Córtex 1º
superior
 Ondas complexas apresentam características físicas especificas:
- Frequência (Hz)  substrato para o tom.
- Amplitude  substrato para intensidade.
- Harmônicos  substrato para o timbre.
 A perda auditiva unilateral só pode ocorrer na cóclea, células ciliadas, núcleo coclear, gânglio espiral ou no
nervo VIII, porque depois as informações são transmitidas ipsilateralmente e contralateralmente.
 O complexo olivar superior: papel importante na localização da fonte sonora no plano horizontal.
 Colículo inferior: controle de reflexos desencadeados através de informações auditivas.
 Colículo superior: representação do espaço através de informações visuais.
 Córtex: neurônios organizados em camadas.
 O neocórtex está organizado em 6 camadas.
- OO recebe das duas orelhas e informações excitatórias.
- OI recebe da orelha oposta e informações inibitórias.
 Áreas de associação:
- Área associativa pré-frontal, área associativa temporal e área associativa parietal.
- A2 pode receber informações do núcleo genículado medial. Pode ter organização tonotópica, área onde
começa a se juntar as informações que chegaram separadas.
- A1 primeira que recebe informações da periferia. Área aonde as informações chegam separadas.

LOCALIZAÇÃO DO SOM

 A estratégia de localização do som vai depender da freqüência da onda sonora.


 No plano horizontal existem duas formas de localização:
- Quando é abaixo de 3.000 Hz= diferença de tempo interauriculares (coincidência de fase)  ocorre na oliva
superior medial. O som é recebido primeiro do lado ipsilateral e depois do lado contralateral, fazendo com que
possamos detectar de onde ele vem pela diferença de tempo entre os dois lados.
- Quando é acima de 3.000 Hz = diferença de intensidade  ocorre na oliva superior lateral. O som vem do lado
contralateral e causa um potencial inibitório e do lado ipsilateral causa um potencial excitatório. O complexo
olivar do mesmo lado que vem o som vai ter uma excitação maior.
 Há neurônios com diferentes tamanhos de prolongamentos.
 Diferença de tempo interauriculares: a diferença de tempo é a compensação na oliva superior.

 No plano vertical: vai depender de questões anatômicas do pavilhão auricular.


 Teste com diapasão para detectar surdez:
Método Normal Surdez de condução (de Surdez neurossensorial (de
um lado) um lado)
Weber Base do diapasão Ambas as O Som fica mais alto na Som mais alto na orelha
em vibração sobre orelhas escutam orelha com distúrbio normal.
o vértice do crânio. de forma igual. devido à ausência, para
esta orelha do efeito da
interferência dos ruídos.
Rinne Base do diapasão Som da vibração As vibrações no ar não Som da vibração no ar é
em vibração sobre no ar é são ouvidas após ter se percebido por mais tempo
o processo percebido por extinguido o som pela do que por condução óssea
mastóide até a mais tempo do condução óssea apenar quando a lesão
extinção do som e que por neural for parcial.
então transferência condução óssea
para a abertura da
orelha
Schwabach Comparação da A condução óssea é Condução óssea é pior do
condução óssea do melhor do que no que no individuo normal.
paciente com a de individuo normal (o
individuo normal defeito de condução
exclui o ruído ambiente).

APARELHO VESTIBULAR

Dinâmico: fornece informações sobre nosso movimento no


espaço.

2 componentes
Estático: que nos diz se a nossa cabeça está em posição
vertical normal

 A orelha interna, proprioceptores e visão, comunicam o encéfalo a localização das diferentes partes do nosso
corpo, umas em relação às outras, e em relação ao meio externo.
 Aparelho vestibular é composto de 2 órgãos otolíticos (utrículo e sáculo) e 3 canais semicirculares.
 O sistema vestibular é responsável pela percepção dos próprios movimentos, da posição da cabeça e da
orientação espacial.
 Células ciliadas da orelha interna: respondem a mudanças na aceleração rotacional, vertical e horizontal, e no
posicionamento.  A força que move os estereocílios é a gravidade e aceleração.
 A perilinfa fica externamente do labirinto membranoso.
 Os sacos membranosos são preenchidos de endolinfa.
 As células ciliadas dos canais semicirculares se encontram na ampola.
 No sáculo e no utrículo as células ciliadas se encontra no assoalho.
 A diferença das células ciliadas do vestíbulo é que apresenta um cílio verdadeiro que é o seu maior cílio
(cinocílio).
 Sáculo e utrículo (órgão otolítico)
- As células ciliadas são envolvidas por uma gelatina e acima apresenta umas pedrinhas de cabonato de sódio
(otocônias).
- Membrana gelatinosa + otocônias = membrana otolítica.
 Ampola
- As células ciliadas são envolvidas por uma gelatina em forma de cúpula que vai do assoalho até a parede
adjacente.
- Cúpula+ células ciliadas = crista copular.
 Órgãos otolíticos (Utrículo e Sáculo)  membrana otolítica envolvendo os cílios das células receptoras
(gelatina+ otocônias)
 3 canais semicirculares, cada um deles com sua ampola  dentro da ampola está a crista ampular (gelatina-
cúpula + células receptoras).
 Dentro do utrículo existe a mácula que é onde ficam as células ciliadas.
 A gelatina tem a função de mover os cílios.
 Na ampola todas as células tão na mesma direção, apontando para o utrículo.
 Utrículo (horizontal) e Sáculo (vertical): são responsáveis por detectar aceleração linear e gravitacional.
- Utrículo: células receptoras no assoalho  detectam acelerações no plano horizontal.
- Sáculo: células receptoras no assoalho  detectam aceleração no plano vertical.
 Os canais semicirculares trabalham em pares.
- Detectam aceleração rotacional ou angular.
- Superior para responder “sim”  ele trabalha de um lado com o superior e do outro o posterior.
- Horizontal/ lateral para responder “não”  do outro lado ele trabalha com o horizontal mesmo.
- Posterior para o movimento da cabeça para direita ou esquerda  do outro lado ele trabalha com o superior.
 Se a pessoa movimenta para um lado a cabeça as células ciliadas giram para o sentido contrario.
 Fibras aferentes vestibulares terminam nos núcleos vestibulares do bulbo e no cerebelo.
 Vias do equilíbrio:
- Ramo vestibular do nervo vestibulococlear, cerebelo e núcleos vestibulares do bulbo (vai para os neurônios
motores somáticos que controlam o movimento do olho e para o cerebelo), formação reticular, tálamo, córtex
cerebral.
 Nistagmo: movimentos oculares com a movimentação da cabeça.
- Movimento lento dos olhos na direção contraria ao movimento da cabeça (aparelho vestibular)
- Movimento rápido dos olhos na mesma direção do movimento da cabeça (córtex cerebral)
 Reflexos vestibulares: auxilia a manter o centro de gravidade e postura.
 Mecanismo de transdução:
O mecanismo de transdução das informações recebidas no aparelho vestibular é muito semelhante ao
mecanismo de transdução do som, no aparelho auditivo, pois ambos possuem o mesmo tipo de célula
receptora. Assim, o deslocamento dos cílios para a direção do cinocílio (maior cílio, cílio verdadeiro) provoca a
abertura de canais de cátion, o que leva as células ciliadas a despolarizarem com a entrada de K+ proveniente
da endolinfa, o que causa a liberação do neurotransmissor na fenda sináptica e uma sucessão de potenciais de
ação que levam a informação até o sistema nervoso central. Caso o deslocamento ocorra para o lado oposto, há
o fechamento desses canais, o que implica a hiperpolarização de tais células. A diferença da transdução
mecanoelétrica dos órgãos do equilíbrio em relação à cóclea está no arranjo histológico e na disposição
anatômica dos receptores, adaptados a captar estímulos diferentes das ondas sonoras que estimulam o sistema
auditivo.

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