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2017

Curso de formação
profissional em
HIPNOTERAPIA
Primeiro curso de formação profissional no Brasil reconhecido e aprovado pelo
Conselho Brasileiro de Psicanálise e Psicoterapias - CONBRAPSI

Prof. Rogério Castilho


IAIS – Instituto Acadêmico de Interação Social
05/03/2017
ÍNDICE
1 -Índice

2 - Aspectos Neurofisiológicos da hipnose & Hipnose como coadjuvante nos tratamentos de


ansiedade

3 -Palestra Introdução à Hipnose Clínica

4 - Aspectos Neurofisiológicos da Hipnose, Introdução

5 - Suscetibilidade APA

6 - Metodologia, Resultados, Hipnose

7 - Grandes nomes

8 - Anatomofisiologia do sistema nervoso

9 -Sistemas simpático e parassimpático

10 - Cérebro trino, Bases Neurofisiológicas da Hipnose

11- Ciclos do sono

12 - Conclusão

13 - Referências

15 - Áreas cerebrais para colorir

16 - Hipnose como Coadjuvante nos Tratamentos de Ansiedade

17 - O que é ansiedade? Como surge? Como é a normal? Quando é anormal?

18 - Diferença entre medo e ansiedade; O que é fobia? O que causa uma fobia?

19 - Quais os principais distúrbios de ansiedade? O que é distúrbio de ansiedade generalizada?

20 - Ansiedade induzida por drogas; Principais distúrbios fóbicos; Agorafobia; Fobia social.

21 - Fobias específicas; Transtorno do Estresse Pós-Traumático

22 - Transtorno Obsessivo Compulsivo

23 - Ansiolíticos, Antidepressivos, Exercício ilegal da medicina

24 - Ansiedade Generalizada; Fobia Social; Agorafobia; Fobias Específicas; Pânico; Ansiedade


por Substâncias; TEPT; TOC

25 - Revisão

28 - Anotações

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ASPECTOS NEUROFISIOLÓGICOS DA HIPNOSE

e
HIPNOSE COMO COADJUVANTE NO TRATAMENTO
DOS TRANSTORNOS DE ANSIEDADE

Prof. Dr.h.c. Rogério Castilho

Apostila integrante do curso de formação profissional em Hipnoterapia,


ministrada pelo Instituto IAIS, de Fortaleza, Ceará, sendo proibida a
reprodução por qualquer meio, sem expressa autorização dos autores.

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Palestra
INTRODUÇÃO À HIPNOSE CLÍNICA

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ASPECTOS NEUROFISIOLÓGICOS DA HIPNOSE

1. INTRODUÇÃO

A década de 90 foi declarada como sendo a Década do Cérebro. O desenvolvimento e o


aprimoramento de tecnologias e de técnicas de imageamento cerebral, microscopia,
identificação celular por marcadores específicos, eletrofisiologia, engenharia genética,
dentre outras, propiciaram avanços significativos na compreensão do funcionamento do
cérebro humano e de sua importância em relação à cognição e às emoções (LENT, 2005).

Com o desenvolvimento das técnicas de neuroimagem, abriu-se uma nítida base de


desenvolvimento neurocientífico para se explicar como bilhões de neurônios, interligados
em infinitas possibilidades, constituem o mais avançado encéfalo já conhecido (CARTER,
2003).

A aceitação crescente da consciência como um campo legítimo de investigação e a


disponibilidade de imagens funcionais reacendeu o interesse em pesquisas sobre o uso da
hipnose e da sugestão para manipular a experiência subjetiva e para obter insights sobre o
funcionamento cognitivo saudável e patológico (FERREIRA,2013).

Como hipnose entende-se o uso de sugestão e de atenção focalizada, em um


relacionamento terapêutico, para auxiliar o paciente a modificar a percepção, emoção e/ou
comportamento (COVINO; BOTARRI, 2011 apud FERREIRA, 2013).

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Para a Associação Americana de Psicologia, Divisão de Hipnose Psicológica, a hipnose
consiste em:

“(...) um procedimento durante o qual um profissional de saúde ou pesquisador sugere que


um cliente, paciente, ou um sujeito experimente mudanças de sensações, percepções,
pensamentos e comportamentos. O contexto hipnótico é geralmente estabelecido por um
procedimento de indução. Embora haja muitas induções hipnóticas diferentes, a maioria
inclui sugestões de relaxamento, calma e bem-estar. Instruções para pensar sobre
experiências agradáveis são também comumente incluídas em induções hipnóticas” (APA,
2004, p.7).

R
SEGUNDO A APA (2005):
98% SUSCETÍVEIS e 2% NÃO SÃO
Desde os tempos mais remotos os homens conhecem técnicas para induzir estados de
“transe” em si mesmos e em outros (PINCHERLE, 1985). E desde os anos 50, a hipnose
tem sido utilizada com ampla variedade de aplicações na medicina, na psicologia e na
odontologia. Cita-se a sua aplicação para alívio da dor, tratamento de patologias
gastrointestinais, dermatológicas, depressão, estresse, ansiedade, mudança de hábitos,
tratamento de fobias e traumas, dentre outras aplicações (FERREIRA, 2013).

Recentemente, dentre as técnicas para o estudo da hipnose, o imageamento cerebral tem


sido de grande utilidade, por permitir a verificação das áreas cerebrais ativadas durante o
estado hipnótico (FERRETTI, 2011).

Nesse sentido, esta pesquisa feita por Hellen Cristina Oliveira Alves, psicóloga,
especialista em Neuropsicologia e revista por mim, pretende colaborar com o meio
científico, elucidando maior entendimento sobre a maneira que a hipnose, enquanto
intervenção terapêutica atua sobre o cérebro. Esse trabalho busca responder quais as
áreas cerebrais mobilizadas durante o processo de hipnose e sua relação com as áreas
cerebrais envolvidas em processos de vivências reais.

Para isto, o objetivo deste estudo é realizar uma revisão bibliográfica sobre as bases
neurofisiológicas da hipnose.

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2. METODOLOGIA

Trata-se de uma revisão bibliográfica utilizando-se livros e bases de dados eletrônicas, tais
como Sistema Online de Busca e Análise de Literatura Médica (MedLine), Scientific
Eletronic Libray Online (Scielo) e Literatura Latino-Americana em Ciências da Saúde
(Lilacs).
Foram incluídos artigos publicados no período de 2004 a 2014, com texto completo
disponível e publicado em língua portuguesa, espanhola e inglesa. Foram utilizados os
descritores: “hipnose”, “neurofisiologia” e “fenômenos fisiológicos do sistema nervoso”. A
busca pelos artigos foi realizada de agosto de 2013 a janeiro de 2014.

3. RESULTADOS

3.1 Hipnose

O estado hipnótico dentro de um enfoque fisiológico é a inibição das estruturas corticais,


menos uma delas que serve de ponte entre a pessoa hipnotizada e o hipnotizador. Chertok
(apud Tolipan, 2002) classificou a hipnose como sendo “o quarto estado de consciência”,
diferenciando-os dos três conhecidos fisiologicamente: vigília, sono lento e sono REM.

O estado hipnótico é alcançado por meio da concentração sobre um determinado estímulo.


Geralmente, é um estímulo monótono, repetitivo e persistente. A motivação do sujeito é,
por sua vez, relevante para que o estímulo hipnogênico seja isolado na consciência com
exclusão de todos os outros estímulos. Este fenômeno é denominado de atenção seletiva.

A indução hipnótica percorre etapas diferentes de profundidade que se iniciam na esfera


muscular, depois sensitiva e sensorial, para atingir a esfera cognitiva e afetiva. São elas:

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etapa hipnoidal; etapa leve; etapa média; etapa profunda; e etapa sonambúlica (PASSOS;
LABATE, 1998).

Pavlov, em seus trabalhos, verificou que a repetição de um estímulo condicionado sem o


adequado reforçamento determinava um estado de sonolência em vários de seus animais,
sendo que alguns dormiam. Estas observações conduziram-no à teoria que a parte do
cérebro mais diretamente afetada pelo estímulo (ponto vígil) torna-se o centro de um
processo inibitório, que se irradia, desde que o estímulo seja débil, rítmico, monótono,
persistente e sem o reforçamento adequado. A inibição tenderia a se difundir através dos
hemisférios cerebrais e a etapa final seria o sono. A hipnose seria o estado imediatamente
anterior ao sono (PASSOS; LABATE, 1998).

Conforme Faria (1979), a princípio a hipnose era exercida como se fosse um mito
religioso. Aviam os clássicos “templos do sono” no antigo Egito, onde sacerdotes usavam
o poder hipnótico para tratar os crentes, fazendo-os adormecerem suavemente e
ministrando-lhes passes mágicos.

Hipócrates, precursor da medicina, acreditava que as dores de que padecem o corpo e a


alma podem ser vistas fechados, fazendo, assim, clara referência ao estado ampliado de
consciência, no século III A.C. Em 1734, o médico austríaco Franciscus Antonius Mesmer
(Franz Mesmer) lançou uma doutrina que ficou conhecida como mesmerismo, que
defendia a influência dos astros no aparecimento e na cura de doenças e utilizava o
magnetismo animal com metais para fins terapêuticos. Porém, o padre José Custódio
Faria (1756-1819) acreditava que o magnetismo animal não tinha interferência de fluidos,
pois era o sujeito em transe o único agente ativo. Estabeleceu, assim, a influência da
cognição neste estado (RODRIGUES, 2007).

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Mas somente em 1842, a palavra hipnose começou a ser utilizada. Cunhada por James
Braid, derivada da palavra grega "hypnos", significa "sono" e “ose”: estado ou situação.
Braid defendia que os fenômenos mesméricos nada mais eram do que um estado
decorrente da fadiga sensorial, ou seja, um fenômeno neurofisiológico (RODRIGUES,
2007).

Contudo, com o desenvolvimento e utilização das técnicas de imageamento cerebral e


eletroencefalografia, já se sabe que a hipnose é um estado de consciência diferente do
sono, mas semelhante ao de um relaxamento profundo, onde há redução da atenção aos
estímulos externos e há concentração maior nos processos mentais (FERREIRA, 2013).

Após o abandono da técnica de hipnose a favor da psicanálise e da psicoterapia dinâmico-


analítica e o surgimento dos anestésicos químicos, ao mesmo tempo em que aumentavam
demasiadamente as demonstrações de palco, a hipnose voltou a ser vista como coisa
mágica, misteriosa.

O interesse pela hipnose ressurge durante a I Guerra Mundial (1914-1918), sendo utilizada
no tratamento das neuroses de guerra (TEPT). Desde então, ela é utilizada com vasta
variedade de aplicações na medicina, na psicologia e na odontologia, seja para alívio da
dor, tratamento de patologias gastrointestinais, dermatológicas, depressão, estresse,
ansiedade, mudança de hábitos, tratamento de fobias e traumas, redução de conflitos,
dentre outros (FERREIRA, 2013).

No entanto, no Brasil o crescimento da hipnose não tem acontecido com o mesmo


dinamismo observado em outros países, sendo a odontologia a maior representante
direcionando sua atuação a ensaios clínicos voltados à analgesia odontológica. A prática
clínica da hipnose é realizada por profissionais de diferentes áreas como instrumento
terapêutico. Entretanto, não há uma preocupação em relação à publicação dos resultados
advindos dessa prática.

3.2 Anatomofisiologia do Sistema Nervoso

Para responder quais são as bases neurofisiológicas da hipnose, tornam-se necessárias


algumas informações relativas ao sistema nervoso humano.

Do ponto de vista funcional, o sistema nervoso divide-se em somático e autônomo, cujo


objetivo principal é manter o equilíbrio do meio interno. Segundo Machado (1991), o
sistema nervoso somático é responsável pela função de relacionar o organismo com o
meio, através da parte aferente do sistema nervoso somático, que conduz aos centros
nervosos impulsos originados em receptores periféricos, informando o que se passa no
meio ambiente, e por outro lado, a parte eferente do sistema nervoso somático leva aos
músculos esqueléticos o comando dos centros nervosos, resultando em movimentos que
integram o ser humano ao meio em que vive.

O sistema nervoso autônomo divide-se em: simpático e parassimpático. O sistema


simpático tem ação antagônica à do parassimpático em um determinado órgão. Enquanto
o simpático excita, o parassimpático relaxa, mas embora isso ocorra na maioria dos casos,
colaboram e trabalham harmonicamente na coordenação da atividade visceral. Uma das
diferenças fisiológicas entre o simpático e o parassimpático é que o parassimpático tem
ações sempre localizadas a um órgão ou setor do organismo, enquanto que as ações do
simpático, embora às vezes possam ser localizadas, tendem a ser difusas e atingindo
vários órgãos (Lent, 2005).

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Em determinadas situações, todo sistema simpático é ativado, produzindo uma descarga
em massa na qual a medula da suprarrenal (adrenal) é também ativada, lançando no
sangue a adrenalina que age em todo organismo. Esta é uma clássica reação de alarme
que ocorre em certas manifestações emocionais e situações de emergência. Imagine um
indivíduo sendo surpreendido em um campo por um boi bravo que vem em sua direção.
Os impulsos nervosos resultantes da visão do boi são levados ao cérebro, resultando no
medo. Do hipotálamo, partem impulsos nervosos que descem pelo tronco encefálico e
medula, ativando os neurônios pré-ganglionares simpáticos, de onde os impulsos nervosos
ganham os diversos órgãos iniciando uma reação alarme, preparando o corpo para um
esforço físico, caso seja necessário (Lent, 2005). [Eixo H-P-A]

Ao longo de sua evolução, o cérebro humano adquiriu três componentes que foram
surgindo e se superpondo, tal qual em um sítio arqueológico: o cérebro primitivo situando-
se embaixo, na parte infero-posterior, constituído pelas estruturas do tronco cerebral -
bulbo, cerebelo, ponte e mesencéfalo, pelo mais antigo núcleo da base - o globo pálido e
pelos bulbos olfatórios, e corresponde ao cérebro dos répteis; o cérebro intermediário, que
é formado pelas estruturas do sistema límbico, corresponde ao cérebro dos mamíferos
inferiores e localiza-se na parte intermediária, entre a base e a parte superior do cérebro; e
o cérebro superior ou neocórtex, quase localiza na parte superior, compreendendo a maior
parte dos hemisférios cerebrais e alguns grupos neuronais subcorticais (AMARAL;
OLIVEIRA, 1998). [Cérebro trino]

Este é o cérebro dos mamíferos superiores, aí incluídos os primatas e, consequentemente,


o homem. Essas três camadas cerebrais foram aparecendo, uma após a outra, durante o
desenvolvimento do embrião e do feto (ontogenia), recapitulando, cronologicamente, a
evolução (filogenia) das espécies, do lagarto até o homo sapiens (AMARAL; OLIVEIRA,
1998).

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O sistema límbico, localizado na superfície medial do cérebro dos mamíferos, é a sede das
emoções e seus estereótipos comportamentais, enquanto a expressão visceral delas é
mediada pelo hipotálamo, que controla as vísceras e o comportamento instintivo por meio
dos sistemas nervoso autônomo e neuroendócrino.

Conforme Lent (2010), o sistema límbico é composto pelas seguintes estruturas: córtex
cingulado, hipocampo, hipotálamo, núcleos anteriores do tálamo e amígdala. A amígdala
revelou-se uma estrutura de enorme relevância, modulador de toda experiência emocional.
O hipotálamo foi reconhecido desde o início como a região de controle das manifestações
fisiológicas que acompanham as emoções.

O sistema límbico e o hipotálamo interligam-se com o neocórtex pela formação reticular


ascendente (FRA) [SARA]. Esta é composta de neurônios distribuídos através da medula,
da ponte e do mesencéfalo e dividida ao longo do eixo medial ao lateral, sendo que as
células grandes da FR geralmente estão agrupadas em núcleos da linha mediana e as
células menores estão mais lateralmente. Algumas regiões da FR contem células que
enviam seus axônios rostralmente as mais altas regiões do cérebro ou caudalmente à
medula. As conexões aferentes da FR advêm de todas as vias sensoriais, sensitivas, da
sensibilidade visceral, do córtex cerebral, do cerebelo. Em suma, não há parte alguma do
sistema nervoso que não esteja conectada com a FR (PASSOS; LABATE, 1998).

Toda informação sensorial é percebida pelo córtex consciente e esta informação também
vai à formação reticular através de fibras colaterais oriundas das vias sensoriais
ascendentes. Por meio da FRA as informações sensoriais são também comunicadas ao
sistema límbico e ao hipotálamo, e aí as emoções associadas e as reações viscerais e
instintivas são elaboradas, sendo então adicionadas à experiência cognitiva do córtex,
interando o colorido emocional e as motivações básicas. O córtex tem a possibilidade de
retroagir sobre esta energia afetiva motivacional e modular cognitivamente o
comportamento (SILBERFARB, 2011).

3.3 Bases Neurofisiológicas da Hipnose

Recentemente, dentre as técnicas para o estudo da hipnose, o imageamento cerebral tem


sido de grande utilidade por possibilitar a verificação das áreas cerebrais ativadas durante
o estado hipnótico. A literatura apresenta dados consistentes sobre os mecanismos
neuroanatômicos e neurofisiológicos da hipnose, estudadas por métodos de imageamento
cerebral.

Conforme Silberfarb (2011) existem cerca de vinte estados de consciência atualmente


descritos, mas apenas três são objetivamente definidos com base em parâmetros
eletroencefalográficos (EEG), comportamentais e introspectivos. Estes três estados são:
vigília; sono lento ou sincronizado; e sono rápido (sono REM) [Sono paradoxal].

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O EEG é, entretanto, limitado, pois só capta atividade elétrica em grupos de neurônios das
camadas I e II do córtex que se difundem na camada dendrítica, embora as células do
neocórtex sejam arranjadas numa série de seis camadas, que vão de superficial para
profunda: I (camada molecular); II (camada granular externa); III (camada piramidal
externa); IV (camada granular interna); V (camada piramidal interna); VI (camada
fusiforme) (LENT, 2010).

Embora o estado hipnótico se assemelhe comportamentalmente ao estado de sono REM,


exames de EEG não distinguem o estado hipnótico dos estados de vigília, ainda que
características típicas como a sugestionabilidade, alucinabilidade, regressões, amnésias e
analgesias, nos permitam classificá-lo como um estado alterado da consciência, mesmo
sem parâmetros bioelétricos específicos para caracterizá-lo. Os fenômenos deste estado
evidenciam apenas uma modificação subcortical relacionada à atividade límbico-
hipotalâmica (PAVLOV, 1961 apud SILBERFARB, 2011).

A atenção seletiva que possibilita a supressão de todos os outros estímulos em detrimento


do estimulo hipnogênico é gerada pela FRA, a qual também é responsável pelo estado de
consciência desperta, assim como pelas atividades do hipotálamo e sistema límbico.
(BURZA, 1986; GILMAN, 1992 apud SILBERFARB, 2011).

Portanto, no estado hipnótico os fenômenos observados são tipicamente de origem


límbica, região responsável pela formação da memória, pela aprendizagem, pelo esquema
corporal e pela regulação do sistema imunológico.

Para Silberfarb (2011), a hipnose favorece, ainda, o relaxamento e a consequente


recuperação do tônus muscular normal, assim, regularizando a atividade da amígdala,
núcleo associado ao hipocampo e funcionalmente ligado ao hipotálamo e sistema nervoso
autônomo. A amígdala, quando hiperativada, produz medo, ansiedade, ira, comportamento
agressivo, e alterações no comportamento sexual. A neutralização desta irritação produz
uma reação parassimpática global do organismo, que também amortece a hiperatividade
cortical, produzindo uma tranquilização geral na esfera mental.

Alguns estudos comparativos realizados com o auxílio de técnicas de imageamento


cerebral podem ser úteis para a avaliação das áreas cerebrais ativadas durante a hipnose.

O estudo realizado por Henry Szechtman et al. (1998), utilizou imagens obtidas por
PETScan (tomografia por emissão de pósitrons) para mapear a atividade cerebral de
indivíduos sob hipnose que, após sugestão para imaginar um cenário, experimentaram

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uma alucinação. Os pesquisadores descobriram que a alucinação auditiva e o ato de
imaginar um som são autogerados e que, como a audição real, uma alucinação é
experimentada como se viesse de uma fonte externa. Através do monitoramento do fluxo
sanguíneo nas áreas ativadas durante a audição real e a alucinação auditiva, mas não
durante a simples imaginação, os pesquisadores descobriram que a região do córtex
cingulado anterior direito mantinha-se igualmente ativa enquanto os voluntários tinham
alucinação e enquanto ouviam de fato o estímulo. A mesma região cerebral, contudo, não
era ativada enquanto os indivíduos apenas imaginavam que estavam ouvindo o estímulo.
De algum modo, a hipnose induziu esta área do cérebro a registrar o som proveniente da
alucinação como algo real.

Em outro estudo, Faymonville et al. (2006) realizaram um estudo comparativo, utilizando o


PET, onde obtiveram os seguintes resultados. Comparado com o grupo controle, nos
sujeitos em hipnose, foi observada uma ampla ativação envolvendo os córtices occipital,
parietal, pré-central, pré-frontal e cingulado. Esta ativação difere de uma simples evocação
de memória episódica ou de sugestão.

A imagem mental visual, geralmente leva em conta a ativação de áreas occipitais. Mais
anteriormente, a ativação dos córtices pré-central e pré-motor foram similares ao que foi
observado durante imagens motoras, as quais podem ter participado na ativação parietal.
A ativação do córtex pré-frontal ventrolateral também foi observada em tarefas imaginadas
mentalmente nos sujeitos em hipnose. Verificou-se no grupo em estudo, que a ativação do
córtex cingulado anterior poderia refletir um efeito atencional necessário para o sujeito
internamente gerar imagens mentais (FAYMONVILLE et al., 2006).

Faymonville et al. (2006) constatou ainda que durante a indução da hipnose, praticamente
todo hemisfério cerebral esquerdo é ativado e, nas fases de sugestão, analgesia e
alucinação, existe visível ativação da porção anterior do giro do cíngulo à direita.

4. CONCLUSÃO

Mediante os dados encontrados, acredita-se que o estado hipnótico difere do sono e do


estado de vigília e que o sistema límbico está diretamente relacionado às mudanças nas
esferas muscular, sensitiva, sensorial, cognitiva e afetiva que ocorrem durante a hipnose.
Ressalta-se, ainda, que as áreas cerebrais ativadas durante alucinações visuais e
auditivas são semelhantes às áreas cerebrais ativadas em situações reais, diferentemente
das áreas cerebrais ativadas durante o processo de imaginação.

Portanto, estudos neurofisiológicos indicam efeitos mensuráveis e específicos da hipnose


sobre áreas cerebrais e sistemas orgânicos.

A presente apresentação fez uso de muitos livros em detrimento de artigos científicos


sobre o assunto, dada à escassez de publicações científicas na área. Consideramos que
as limitações impostas pelos métodos utilizados em neurociências atualmente dificultam a
abordagem do tema. Alguns trabalhos referidos são antigos, como um que data de 1979, o
que confirma a escassez de investigação na área. Livros ainda constituem os principais
veículos de divulgação de ideias não legitimadas pela ciência.

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Reafirma-se, por conseguinte, a necessidade de publicação de artigos científicos de
controle médico experimental sobre a hipnose. A utilização de técnicas de imageamento
cerebral será, sem dúvida, relevante para a reprodutibilidade de achados e a minimização
das limitações peculiares.

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HIPNOSE COMO COADJUVANTE NO TRATAMENTO
DOS TRANSTORNOS DE ANSIEDADE

Prof. Dr.h.c. Rogério Castilho

Apostila integrante do curso de formação profissional em Hipnoterapia,


ministrada pelo Instituto IAIS, de Fortaleza, Ceará, sendo proibida a
reprodução por qualquer meio, sem expressa autorização dos autores.

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O que é ansiedade ?

A ansiedade é um sinal de alerta, que permite ao indivíduo ficar atento a um perigo


iminente e tomar as medidas necessárias para lidar com a ameaça. Portanto é um
sentimento útil. Sem ela estaríamos vulneráveis aos perigos e ao desconhecido. É algo
que está presente no desenvolvimento normal do ser humano, nas mudanças e nas
experiências novas e inéditas. A ansiedade permite a um ator que estreará uma nova
peça, ensaiar o suficiente para ter maior segurança e, consequentemente, menor
ansiedade; ou então que um jovem se prepare demoradamente e até com vários detalhes
irrelevantes para um encontro amoroso. Após algum tempo, a preparação para o encontro
com uma antiga namorada se torna quase desnecessária, já que não há mais ansiedade.

Como surge a ansiedade?

A ansiedade pode surgir repentinamente, como no pânico, ou gradualmente, ao longo do


tempo, que pode variar de minutos a dias. A duração da ansiedade pode variar de alguns
segundos a anos e sua intensidade pode variar do muito leve ao gravíssimo. A ansiedade
pode ser aumentada por um sentimento de vergonha: “Os outros notaram que estou
nervoso”. Alguns ficam surpresos ao notarem que os outros não perceberam sua
ansiedade ou não notaram a sua intensidade.

Como é a ansiedade normal?

A ansiedade normal é uma sensação difusa, desagradável, de apreensão, acompanhada


por várias sensações físicas: mal estar epigástrico, aperto no tórax, palpitações, sudorese
excessiva, cefaleia, súbita necessidade de evacuar, inquietação etc. Os padrões
individuais físicos de ansiedade variam amplamente. Alguns indivíduos apresentam
apenas sintomas cardiovasculares, outros apenas sintomas gastrintestinais, há aqueles
que apresentam apenas sudorese excessiva. A sensação de ansiedade pode ser dividida
em dois componentes:

1. a consciência de sensações físicas, e


2. a consciência de estar nervoso ou amedrontado.

Quando a ansiedade é anormal?

A ansiedade anormal ou patológica é uma resposta inadequada a determinado estímulo,


em virtude de sua intensidade ou duração. Diferentemente da ansiedade normal, a
patológica paralisa o indivíduo, traz prejuízo ao seu bem estar e ao seu desempenho e não
permite que ele se prepare e enfrente as situações ameaçadoras.

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Qual a diferença entre medo e ansiedade?

A diferença entre medo e ansiedade é questão teórica. Como citado anteriormente, a


ansiedade é uma sensação vaga e difusa que nos leva a enfrentar com sucesso as
situações agradáveis ou não. Já o medo, que também é uma reação normal, difere da
ansiedade porque é ligado a uma situação ou objeto específico que apresenta perigo, real
ou imaginário, e nos leva a evitá-lo. Um exemplo é o medo de assalto. Todos evitamos as
situações que possam nos deixar mais vulneráveis.

O que é a fobia?

A fobia envolve uma ansiedade persistente, intensa e irrealística, em resposta a uma


situação específica, como por exemplo altura. A pessoa fóbica evita a situação que
desencadeie a sua ansiedade ou suporta-a com grande sofrimento. Entretanto, ela
reconhece que sua ansiedade é excessiva e consciente que tem um problema. Uma fobia
é caracterizada por:

1. Medo excessivo, imensurável de um objeto ou situação;


2. Comportamento de esquiva em relação ao objeto temido;
3. Grande ansiedade antecipatória quando próximo do objeto em questão; e
4. Ausência de sintomas ansiosos quando longe da situação fóbica.

O que causa uma fobia ?

Existem diversas teorias para o aparecimento de uma fobia como a psicanalítica, a


comportamental, a existencial e a biológica.

Segundo as teorias psicanalíticas, a fobia é um sinal para o ego de que um instinto


inaceitável está exigindo representação e descargas conscientes (sintomas de ansiedade
ou fobias). A ansiedade desperta o ego para que tome medidas defensivas contra as
pressões interiores. Se a repressão não for bem sucedida, outros mecanismos
psicológicos de defesa podem resultar em formação de sintomas.

Segundo as teorias comportamentais, a fobia é uma resposta condicionada a estímulos


ambientais específicos. Uma pessoa pode aprender a ter uma resposta interna de
ansiedade após uma experiência negativa ou imitando respostas ansiosas de seu meio
social. A teoria cognitiva da fobia sugere que padrões de pensamentos incorretos,
distorcidos, incapacitantes ou contra-producentes acompanham ou precedem os
comportamentos desadaptados. Os pacientes que sofrem de fobia tendem a superestimar
o grau e a probabilidade de perigo em uma determinada situação e a subestimar suas
capacidades para lidar com ameaças percebidas ao seu bem-estar físico ou psicológico.

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De acordo com as teorias existenciais, as pessoas ficam fóbicas ao se tornarem
conscientes de um profundo vazio em suas vidas. A ansiedade é a resposta a este imenso
vazio de existência e significado.

Pelas teorias biológicas, a fobia é definida como uma função mental e essas teorias criam
hipóteses para sua representação cerebral. Essas teorias são baseadas em medições
objetivas que comparam a função cerebral de pessoas normais com indivíduos com fobias,
principalmente através do uso de medicamentos ansiolíticos (tranquilizantes). É possível
que certas pessoas sejam mais suscetíveis ao desenvolvimento de um transtorno de
ansiedade, com base em uma sensibilidade biológica. Os três principais
neurotransmissores associados às fobias são a noradrenalina, o ácido gama-aminobutírico
(GABA) e a serotonina.

Quais são os principais distúrbios de ansiedade?

Os principais distúrbios de ansiedade são: ansiedade generalizada, ansiedade induzida


por drogas ou problemas médicos, ataque de pânico, distúrbio do pânico, distúrbios
fóbicos (agorafobia, fobia social, fobia generalizada etc.), transtorno obsessivo-compulsivo.

O que é o distúrbio de ansiedade generalizada?

O distúrbio de ansiedade generalizada é a ansiedade e preocupação excessiva, quase que


diária, sobre uma série de atividades ou eventos, e que dura 6 meses ou mais. A
ansiedade e a preocupação são intensas e de difícil controle, desproporcionais à situação
e podem ser sobre as mais diversas questões como dinheiro, saúde etc. Nesse distúrbio,
pelo menos três dos seguintes sintomas estão presentes: inquietação, fatiga, dificuldade
de concentração, irritabilidade, tensão muscular e sono de má qualidade. O tratamento é
realizado com a a associação de medicamentos (antidepressivos ou benzodiazepínicos) e
psicoterapia comportamental.

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O que é a ansiedade induzida por drogas ou doenças?

Neste distúrbio, a ansiedade é decorrente de problemas médicos ou uso de drogas lícitas


ou ilícitas. As doenças que podem causar ansiedade são: infecções cerebrais, doenças do
labirinto, distúrbios cardiovasculares (insuficiência cardíaca, arritmias), distúrbios
endócrinos (hiper-atividade das glândulas tireoide ou supra-renal) e distúrbios respiratórios
(asma, doença obstrutiva crônica do pulmão). Entre as drogas que podem causar
ansiedade têm-se: álcool, cafeína, cocaína e diversas drogas medicamentosas. A
ansiedade também pode ser causada quando se para de tomar determinados
medicamentos ou drogas ilícitas.

Quais são os principais distúrbios fóbicos?

Os principias distúrbios fóbicos são agorafobia, transtorno do estresse pós traumático,


fobia social, fobias específicas.

O que é a agorafobia?

O termo “agorafobia” significa medo de lugares abertos. Na prática clínica designa medo
de sair de casa ou de situações onde o socorro imediato não é possível. O termo, portanto,
refere-se a um grupamento inter-relacionado e frequentemente sobreposto de fobias que
abrangem o medo de sair de casa, medo de entrar em lugares fechados (aviões,
elevadores, cinemas etc.) multidões, lugares públicos, permanecer em uma fila, viajar de
ônibus, trem ou automóvel, de se distanciar de casa e de estar só em uma destas
situações. A agorafobia é uma complicação frequente no transtorno de pânico, onde todas
as situações temidas têm em comum o medo de passar mal e não ter socorro fácil ou
imediato.

O que é a fobia social ou transtorno de ansiedade social?

A fobia social é o medo patológico de comer, beber, tremer, enrubescer, falar, escrever,
enfim, de agir de forma ridícula na presença de outras pessoas. Uma característica
importante da fobia social é a ansiedade antecipatória e o sofrimento durante a exposição.

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O que são fobias específicas?

São fobias restritas a situações altamente específicas, como determinados animais, altura,
trovão, escuro, espaços fechados, visão de sangue ou medo de exposição a doenças
específicas. Apesar de a situação temida ser limitada, a iminência ou o contato com ela
pode provocar um ataque de ansiedade aguda. Fobias específicas surgem na infância e
podem persistir por toda a vida se permanecerem sem tratamento, como ocorre na maioria
dos casos. O tratamento indicado é a terapia comportamental, com uso de técnicas como
a dessensibilização ou “flooding”, associadas a técnicas de relaxamento. Em alguns casos,
o uso de benzodiazepínicos, por período limitado, pode ser útil.

O que é o Transtorno de Estresse Pós-Traumático?

É um distúrbio de ansiedade que se desenvolve em pessoas que experimentaram estresse


físico ou emocional de magnitude suficientemente traumática para um ser humano comum.

As principais características deste distúrbio são:

1. a re-experiência do trauma através de sonhos e pensamentos em vigília (“flash


back”);
2. torpor emocional para outras experiências relacionadas; e
3. sintomas físicos de ansiedade, depressão e dificuldades cognitivas.
A ansiedade e depressão estão comumente associadas e a ideação suicida pode ocorrer.
Como exemplo, há as experiências de guerra, catástrofes naturais, estupro, acidentes
sérios etc. Fatores predisponentes, como traços de personalidade ou presença de outros
transtornos mentais, podem facilitar o aparecimento do transtorno ou agravar o seu curso,
mas não são necessários nem suficientes para explicar a sua ocorrência. O início do
quadro segue o trauma com um período de latência que pode variar de poucas semanas a
meses, raramente excedendo a 6 meses. O curso é flutuante e a recuperação ocorre na
maioria dos casos. O tratamento com psicoterapia de orientação psicanalítica, terapia
cognitiva e a associação a psicofármacos, ansiolíticos ou antidepressivos, conforme a
síndrome predominante, parecem trazer bons resultados.

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O que é o transtorno-obsessivo compulsivo?

O Transtorno Obsessivo Compulsivo, ou simplesmente TOC, é uma doença crônica


caracterizada pela presença involuntária e intrusiva de obsessões e/ou compulsões.
Obsessões são pensamentos, sentimentos, ideias, impulsos ou representações mentais
vividos como intrusos e sem significado particular para o indivíduo. As obsessões mais
comuns são as de limpeza e contaminação (por sujeira e doenças), verificação,
escrupulosidade (moralidade), religiosas e sexuais.

De maneira geral, ainda cuidamos mais do corpo do que das emoções. “A ansiedade é um
dos nossos exageros. Todos esses obstáculos que a vida nos dá podem ser vistos como
um impedimento que tem que ser tirado do caminho ou como um impulso para o seu
crescimento. Mas a cultura muitas vezes quer vender o fim do sofrimento como um
produto! Eu vejo que o maior problema é a ansiedade em ter ansiedade, ou seja: a
impotência em lidar consigo mesmo. Esse é um grande problema”, diz a filósofa Viviane
Mosé.

Por isso mesmo, Viviane defende que não se medicalize em excesso as características
humanas que nos ajudam a sobreviver, principalmente se levarmos em consideração que
um traço marcante da sociedade atual é querer “evitar a qualquer custo lidar com suas
angústias”. Só assim, lembra ela, a ansiedade pode cumprir um pouco seu propósito
transformador.

Da mesma maneira que pessoas desatentas podem potencializar a habilidade de serem,


por exemplo, multitarefa, ansiosos também podem se beneficiar da ansiedade moderada
se precavendo de situações desgastantes.

Mas então, qual a fórmula do equilíbrio? Ninguém sabe ao certo. Pedir a um ansioso que
ele simplesmente controle seus sentimentos ou que se acalme é tarefa ingrata e ainda
pode agravar o estresse. Quem sofre demais precisa procurar ajuda: tratar ansiedade em
grau alto é tarefa para um médico, sem dúvida. “Muita gente ainda não admite buscar
tratamento e, no caso da ansiedade, é muito mais comum a pessoa chegar ao nível mais
grave antes de se tratar”, diz o psiquiatra Wilson Joaquim. Para quem está no grau leve,
um certo trabalho de “conformação da ansiedade” pode ser benéfico, lembra Frederico
Mattos.

Para quem nasceu numa época cada vez mais parceira – para o bem e para o mal – de
toda essa ansiedade, talvez valha como estratégia adotar o “primeiro passo” mais
universal já inventado: pense em um problema de cada vez. Pensou e chegou a uma
solução? Aplique a solução. Resolvido? Vá para o próximo problema. E leve a vida,
ansiosa ou não, em frente.

Consultoria: Dr. Antonio Egidio Nardi/Maria Beatriz Gonçalves

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Hipnose como coadjuvante nos tratamentos
dos transtornos de ansiedade

Nos casos de diagnóstico fechado de Transtornos de Ansiedade, usualmente são


recomendadas a psicoterapia e a administração de medicamentos de uma destas
“famílias”:

Ansiolíticos Antidepressivos
Diazepam Fluoxetina
Flurazepam Sertralina
Amitriptilina
Triazolam
Venlafaxina
Lorazepam

A hipnose entra como coadjuvante no tratamento. O profissional hipnoterapeuta jamais


recomenda a suspensão de medicação ou de qualquer outro tratamento que esteja em
curso. Além de antiético, é ilegal; pode configurar exercício ilegal da medicina, correndo o
risco de sansões penais:

DOS CRIMES CONTRA A SAÚDE PÚBLICA: CHARLATANISMO, CURANDEIRISMO E EXERCÍCIO ILEGAL DA


MEDICINA, ARTE DENTÁRIA OU FARMACÊUTICA

Art. 282 CP - Exercer, ainda que a título gratuito, a profissão de médico, dentista ou
farmacêutico, sem autorização legal ou excedendo-lhe os limites:

Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos.

Parágrafo único - Se o crime é praticado com o fim de lucro, aplica-se também multa.

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ANSIEDADE GENERALIZADA

FOBIA SOCIAL

AGORAFOBIA

FOBIAS ESPECÍFICAS

TRANSTORNOS DO PÂNICO

ANSIEDADE INDUZIDA POR SUBSTÂNCIAS

TEPT

TOC

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REVISÃO
1) Vimos grandes nomes da história da hipnose. Cite os que você conhece ou
lembra.

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2) Quais Conselhos Federais reconhecem a hipnose como ferramenta


terapêutica?

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3) Explique o cérebro trino

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4) Sobre as ondas cerebrais, quais você se lembra?

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5) Nomeie os lobos:

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REVISÃO
6) De quais partes é formado o encéfalo?

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7) Segundo a APA, qual o percentual de suscetíveis e de não suscetíveis?

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8) Quais os 3 estados fisiologicamente conhecidos de consciência?

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9) O que significa REM e como ele é chamado?

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10) O que significa SARA e qual sua função?

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11) Defina ansiedade.

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12) Quais as diferenças entre a ansiedade normal e a patológica?

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13) O que é fobia?

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14) Cite pelo menos 3 distúrbios de ansiedade:

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15) Terapeutas podem prescrever ou suspender o uso de medicamentos?


Por quê?

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16) Qual a sua definição de hipnose?

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17) Como você trataria uma pessoa com diagnóstico de TOC?

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18) Quem está habilitado a praticar hipnose no Brasil?

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