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LISTA DE SIGLAS

IMC ÍNDICE DE MASSA CORPÓREA

PA PRESSÃO ARTERIAL

USF UNIDADE DE SAÚDE DA FAMÍLIA

ESF ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA

PNAB POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO BÁSICA

FC FREQUÊNCIA CARDÍACA

FR FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA

HAS HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA

DM DIABETES MELLITUS

HDL LIPOPROTEÍNA DE ALTA DENSIDADE

HDA HISTÓRIA DA DOENÇA ATUAL

ISDA INTERROGATÓRIO SOBRE OS DIVERSOS APARELHOS


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INTRODUÇÃO

Através do módulo de Práticas de Integração Ensino-Serviço-Comunidade


(PIESC) IV, um dos cenários de aprendizagem do curso de medicina da
Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), o aluno é inserido em atividades
de atenção básica à saúde, desenvolvendo ações e práticas de promoção de
saúde, prevenção de agravos, diagnóstico, tratamento, cura e reabilitação na
perspectiva de cuidado integral.

Os cenários de atuação do PIESC são as Unidades de Saúde da Família (USF)


que se configuram como a estrutura física integrante da Estratégia de Saúde
da Família (ESF).

Idealizada em 1994, a Estratégia de Saúde da Família surge como uma


iniciativa do Ministério da Saúde para a implementação da Atenção Primária
em Saúde e mudança do modelo assistencial vigente e faz parte do serviço de
atenção básica em saúde. No Brasil a atenção básica serve como principal
porta de entrada para os sistemas de saúde e se orienta pelos princípios da
universalidade, acessibilidade, vínculo, continuidade do cuidado, integralidade
da atenção, responsabilização, equidade, humanização e participação social.
(PNAB, 2012).

Nesse sentido, as práticas do Bloco de Saúde do Adulto do PIESC IV foram


voltadas para estratégias propostas pelo Ministério da Saúde, com foco na
prevenção de doenças crônicas, enfatizando o exercício da clínica ampliada e
buscando realizar as atividades junto aos usuários, famílias e comunidade. Tais
práticas foram realizadas na Unidade de Saúde da Família Aurivaldo Sampaio
do bairro São Lourenço no município de Itabuna-BA e serão descritas no
presente relatório.
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NARRATIVA DAS ATIVIDADES

SALA DE ESPERA

Tema abordado: Depressão

Objetivos: dialogar com os usuários a cerca dessas doenças, com o intuito de


orientar para o reconhecimento de seus sinais e sintomas, bem como para a
necessidade de procurar ajuda especializada, quando necessário.

Planejamento/metodologia: foi realizado um roteiro previamente elaborado e


enviado para a docente (ANEXO 1). Optou-se por fazer uma dinâmica de mitos
e verdades, onde foram feitas afirmativas sobre a temática. Para essa
dinâmica, os usuários presentes receberam placas com os dizeres: mito ou
verdade, e foram orientados a levantar essas placas para cada afirmativa com
base no que acreditam ser verdade ou não. Tais afirmativas envolveram
conceitos, sintomatologia da depressão, entre outras.

Resultados: havia cerca de 10 usuários no momento da atividade. Os


usuários, que ali estavam, demonstraram interesse e participaram de forma
satisfatória da discussão. Alguns aproveitaram o momento para compartilhar
um pouco as experiências familiares com a doença. Outros tiraram dúvidas. E
de uma forma geral demonstraram ter um certo conhecimento sobre a
temática.

Comentários e conclusões: conclui-se que a tarefa foi bem realizada. As


informações e orientações importantes sobre as doenças foram explanadas de
forma clara e objetiva, que é objetivo da sala de espera.

Impacto sobre o aprendizado: a depressão é algo que está aumentando cada


vez mais e isso justifica a necessidade de se abordar a temática. Além disso,
realizar uma sala de espera é uma oportunidade de buscar mais informações
sobre determinada doença e consolidar o conhecimento, preencher lacunas
que sempre ficam quando estudamos algo. Ademais, a realização de uma sala
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de espera é sempre uma oportunidade para exercitar a comunicação e a


educação em saúde, que é algo inerente a profissão médica.

VISITA DOMICILIAR

Identificação: J.S.P.S, 68 anos, aposentada, natural e residente de Itabuna-


BA.

QP: “dor na perna há um mês”.

H.D.A: Paciente hipertensa e diabética há mais de 10 anos. Faz uso de


losartana 50 mg 01 comprimido pela manhã, metformina 850 mg 01
comprimido após o almoço, insulina 25 UI, refere que os níveis glicêmicos não
estão controlando. Relata que há 4 meses atrás perfurou o pé com um prego e
após um mês o quadro se agravou, sendo hospitalizada para realização de
debridamento. Atualmente queixa-se de dor no membro inferior, que piora ao
sentar.

Antecedentes pessoais: nascida de parto normal a termo, domiciliar,


desenvolvimento e crescimento dentro do esperado, aleitamento materno
exclusivo até os 2 anos, menarca aos 15 anos, menopausa até aos 43 anos,
G8P7A1, imunização completa.

Antecedentes familiares: pai falecido, não sabe a causa, mãe falecida de


câncer de mama, um irmão com problema com álcool.

Hábitos de vida e história social: Mora em casa própria com mais quatro
pessoas, a casa possui 5 cômodos, embora seja arejada, possui bastante
sujeira, tanto dentro da casa como no quintal. Vive com um salário mínimo.
Nega etilismo e tabagismo. Sedentária. Alimentação hipossódica,
normocalórica.

Exame físico

 PA: 160/90 mmHg


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Paciente lúcida, orientada em tempo e espaço, eupnéica, hidratada. Crânio


normocefalico, mucosas oftálmicas normocrômicas, tórax simétrico, murmúrios
vesiculares audíveis em ambos os hemitórax, bulhas cardíacas rítmicas,
presença de sopro de regurgitação e desdobramento de segunda bulha,
abdome globoso, presença de hérnia umbilical, ruídos hidroaéreos presentes,
indolor a palpação, membros inferiores e superiores simétricos, pulsos pedioso
e tibial posterior diminuídos, extremidades frias, presença de ferida em fase de
cicatrização no pé direito.

Lista de problemas:

 Dor em membros inferiores


 Hipertensão
 Diabetes
 Ferida em membro inferior direito
 Sopro de regurgitação
 Desdobramento de segunda bulha
 Pulsos pedioso e tibial posterior diminuídos
 Extremidades frias
 Péssimas condições de higiene
 Baixas condições socioeconômicas
 Sedentarismo
 Histórico de câncer de mama na família.

Hipótese diagnóstica:

 Hipertensão arterial estágio 2 risco alto


 Diabetes Mellitus
 Neuropatia diabética
 Cardiopatia a esclarecer

CONDUTA
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Prescrito insulina NPH SC 25 UI em jejum e 12 UI após o jantar, pentoxifilina


400 mg 01 comprimido de 12 em 12 horas, metformina 850 mg 01 comprimido
após o almoço, amitriptilina 25 mg 01 comprimido as 17 horas. Solicitado
exames laboratoriais (glicemia em jejum, sumário de urina, colesterol total,
HDL, triglicérides, ureia, creatinina) e ecocardiograma. Encaminhada para o
angiologista e endocrinologista. Orientada a manter as mudanças alimentares.

DISCUSSÃO DO CASO

A paciente apresenta hipertensão arterial estágio 2 (classificada de acordo com


o nível pressórico) e risco alto (devido a fato de também apresentar diabetes).
O uso de losartana para tratamento da hipertensão é útil devido ao seu
mecanismo de ação, é um medicamento da classe dos antagonistas dos
receptores da angiotensina (MALACHIAS, 2016).

Para tratamento medicamentoso do diabetes, a paciente fazia uso de insulina


25 UI, porém sem controle. Foi realizada alteração da ´prescrição, passando a
utilizar 25 UI em jejum e 12 UI após o jantar. O efeito da insulina sobre a
diminuição da glicose sangüínea deve-se à absorção facilitada de glicose, após
a ligação da insulina aos receptores nos músculos e nas células gordurosas e
da simultânea inibição da produção de glicose pelo fígado. Em conjunto com a
insulina, a paciente faz uso de metformina. O uso combinado é benéfico, uma
vez que, a metformina promove uma redução da produção de glicose no fígado
(neoglicogênese), além de diminuição da absorção de glicose no trato
gastrointestinal e aumento na sensibilidade à insulina, devido ao maior uso da
glicose pelos músculos (RANG E DALE, 2016).

Além disso, a paciente já apresentava complicações decorrentes da diabetes.


Ao exame notou-se a diminuição dos pulsos pedioso e tibial posterior,
associado a dor dos membros inferiores e extremidades frias, tal quadro clínico
é compatível com neuropatia diabética (HARRISON, 2016).

Segundo o Harrisson (2016), na neuropatia diabética, ocorrem alterações


decorrentes do excesso de glicose fora da célula, que causa fluxo de glicose
aumentado para via poliol ou para via hexosamina, ativação excessiva ou
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inapropriada da fosfocinase de proteína-C, acúmulo de produtos finais


glicosilados, desequilíbrio do estado reduzido da via mitocondrial, e aumento
da formação de radicais superóxidos. Há também alteração da angiogênese,
com espessamento da membrana basal capilar, proliferação do endotélio
vascular e da musculatura lisa do vaso, alteração da permeabilidade capilar,
vasoespasmo, redução do fluxo sanguíneo do nervo e hipóxia do tecido neural.
Diante disso, foi prescrito pentoxifilina.

O uso de pentoxifilina, que é um vasodilatador periférico, nesse quadro é


justificado pois esse fármaco aumenta a deformabilidade eritrocitária
prejudicada, reduz a agregação eritrocitária e plaquetária, reduz os níveis de
fibrinogênio, reduz a adesividade dos leucócitos ao endotélio, reduz a ativação
dos leucócitos e o consequente dano endotelial (RANG E DALE, 2016).

O envolvimento de fibras finas é característica de neuropatias dolorosas. A


remissão da dor ocorre com controle metabólico ou quando há perda sensitiva
completa. o tratamento da dor neuropática exige o emprego de fármacos que
reduzam a hiperexcitabilidade neuronal (HARRISON, 2016). Nesse sentido, foi
prescrito Amitriptilina, que é um antidepressivo tricíclico que atua
primariamente como um inibidor da recaptação da serotonina-norepinefrina
(RANG E DALE, 2016)..

Foi solicitado exames laboratoriais que se justificam pela necessidade


investigação de possíveis lesões de órgãos alvo (MALACHIAS, 2016). Além
disso, a ausculta cardíaca mostrou presença de sopro de regurgitação e
desdobramento de segunda bulha. Os sopros cardíacos são gerados por um
fluxo turbulento do sangue, que pode ocorrer dentro ou fora do coração. Os
sopros podem ser fisiológicos ou patológicos. Os sopros anormais podem ser
causados por uma estenose que restringe a abertura de uma valva cardíaca,
causando turbulência ao fluxo sanguíneo que passa por ali. A insuficiência da
valva (ou regurgitação) permite o fluxo inverso do sangue quando a valva
incompetente deveria estar fechada (CECIL, 2010). Diante disso, o
ecocardiograma pode produzir uma imagem da válvula com vazamento e
mostrar a quantidade de sangue que vaza, de modo que a gravidade da
regurgitação possa ser determinada.
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PROJETO DE INTERVENÇÃO COMUNITÁRIA

Participação: em vista da mudança ocorrida no projeto comunitário, que antes


tinha como foco o planejamento familiar para adolescentes, e agora passa a
abordar o autocuidado de pessoas com doenças crônicas, se fez necessário a
confecção de um novo questionário. Realizou-se a confecção do questionário,
buscando abordar os principais aspectos que envolvem o cuidado com as
doenças crônicas, incluindo medicação, atividade física, alimentação, entre
outros (ANEXO 2).

Posteriormente, abordou-se alguns usuários, indagando se os mesmos


possuíam doenças crônicas, tais como diabetes mellitus e hipertensão arterial
sistêmica. Após explicação da atividade e consentimento dos usuários,
prosseguiu-se então a aplicação do questionário. Além disso, após o termino
das perguntas, realizou-se ainda a medição das medidas antropométricas e a
aferição da pressão arterial.

Experiências e vivências: a confecção de um questionário é sempre uma


forma de treinar o poder de síntese, tentando realizar perguntas objetivas e
claras. Além disso, a aplicação de um questionário também é uma forma de
treinar a comunicação com os usuários. Ademais, ao aplicar o questionário,
tem-se também a oportunidade de esclarecer possíveis duvidas quanto ao
tratamento da diabetes mellitus e da hipertensão arterial, de forma a impactar
positivamente na qualidade de vida desses usuários.

REFLEXÕES E SUGESTÕES

O bloco foi extremamente satisfatório. Apesar de já ter passado pelo PIESC IV,
acredito que refazer o módulo trouxe a oportunidade de consolidar
conhecimentos, preencher lacunas e acima de tudo buscar amadurecimento.
Além disso, houve a possibilidade de atender pacientes com doenças diversas,
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que contribui muita para a formação médica. Houve patologias que até então
só tinha vista em livros.

Outrossim, a oportunidade de conviver com outros colegas é sempre muito


proveitosa e ao mesmo tempo desafiadora. Essa convivência em equipe é um
treinamento para a vida profissional. Ademais, o instrutor da especialidade só
veio para somar, sempre critica com muito respeito e objetividade, e demonstra
interesse pelo aluno.

Por fim, o único aspecto negativo é com relação a atividade comunitária, pois
devido a baixa adesão das adolescentes, que era o público alvo do projeto,
tivemos que alterar a nossa atividade. Essa alteração foi realizada de uma
forma não muito apropriada. Não houve uma reunião do grupo para definição
exata do novo projeto e isso prejudica o andamento do mesmo.

CONSULTA INDIVIDUAL: CASO 1

Anamnese

Identificação: J.A.S, 52 anos, solteira, branca, evangélica, ensino fundamental


incompleto, diarista, natural e residente de Itabuna-BA. Informante a própria.
Grau de confiabilidade: bom

Queixa principal: “vim para pedir exames”.

H.D.A: paciente refere que não realiza exames há mais de um ano e


compareceu a consulta para pegar solicitação de exames. Paciente hipertensa
há cerca de 5 anos, faz uso de losartana 50 mg 01 comprimido pela manhã e
01 comprimido a noite e hidroclorotiazida 25 mg 01 comprimido pela manhã.

I.S.D.A

Estado geral: Nega fadiga, febre, icterícia, emagrecimento, náuseas e


vômitos.
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Crânio, Face e Pescoço: Nega alterações dos cabelos e pêlos, alterações dos
movimentos, alterações do pescoço (dor, tumorações, movimentos e pulsações
anormais).

Aparelho Ocular: refere dor ocular e diplopia. Relata que utilizava lente
corretiva para hipermetropia e perdeu os óculos. Relata que prurido e
hiperemia intermitentes, que piora ao se expor a ambientes com poeira, faz uso
lavagem com soro fisiológico com melhora do quadro. Nega vertigem ocular,
fotofobia, hemianopsia, sensação de corpo estranho, ardência, lacrimejamento,
nistagmo e escotomas.

Aparelho Auditivo: nega otalgia, otorréia, cerume, zumbido ou tinido;


hipoacusia e vertigem.

Nariz e Cavidades Paranasais: relata congestão nasal há um mês atrás sem


secreções, associada a dor na face, fez uso de descongestionante com
melhora do quadro. Nega epistaxes.

Cavidade Bucal e Anexos: Relata rouquidão há uma semana. Nega halitose,


inflamações, gânglios submandibulares e cervicais aumentados.

Aparelho Respiratório: Relata tosse seca há mais de um mês, persistente,


que piora ao ficar em ambientes úmidos, exacerbando a noite, sem fatores
associados, utiliza chás caseiros com melhora discreta do quadro. Nega
dispnéia, expectoração; hemoptise.

Aparelho Cardiovascular: nega dor precordial; palpitações, dispnéia, edema,


cianose e palidez.

Aparelho Digestivo: refere pirose após ingerir alimentos ricos em gorduras E


café, associada a dor abdominal e flatulência. Refere que faz uso de Luftal com
melhora do quadro. Nega alterações do apetite, alterações de forma e volume,
sialorréia, disfagia, odinofagia, regurgitação, náuseas e vômitos, hematêmese;
diarréia, disenteria, melena e enterorragia.
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Aparelho Renal e Urinário: nega edema, dor renal, disúria, febre e calafrio;
poliúria, oligúria, anúria, hematúria, piúria e incontinência.

Aparelho Genital Feminino: nega corrimento e prurido, disfunções sexuais


(erotismo, orgasmo, dispareunia, frigidez e vaginismo).

Sistema Ósteo-articular e muscular: refere dor na coluna há mais de 2 anos,


que se exacerbou nos últimos 2 dias, pulsátil, persistente, 10/10, com
irradiação para membros inferiores, que piora ao fazer esforços físicos e ao
deitar, sem fatores de melhora. Relata que passou por um médico sendo
prescrito Ibuprofeno, sem alivio do quadro. Relata ainda dor em ambas as
mãos, sobretudo nos dedos, pulsátil, 10/10, que piora ao realizar esforços
físicos, tais como lavar roupas. Nega manifestações sistêmicas (febre, astenia,
anorexia, perda de peso), atrofia muscular, miotonias, tetania e câimbras.

Sistema Hemolinfopoiético: nega hemorragias (petéquias, equimoses,


hematomas) e adenomegalias.

Sistema Endócrino: Nega sudorese, sensibilidade ao calor, taquicardia,


tremor, irritabilidade, insônia, astenia, diarréia, exoftalmia, hipersensibilidade ao
frio, diminuição da sudorese, apatia, sonolência, pele seca, e bradicardia.

Sistema Nervoso: nega distúrbios da motricidade involuntária e da


sensibilidade - hipogeusia ou ageusia, hiperestesia, hipoestesia, anestesia,
paralisias, hiperalgesia e parestesia; distúrbios da olfação - hiposmia ou
anosmia; distúrbios da audição - hiper ou hipoacusia ou acusia; distúrbios da
visão - amaurose, diplopia, ambliopia (olho preguiçoso), hemianopsia; equilíbrio
- tontura, vertigem, síncope, lipotímia; estado de consciência - ausência,
amnésia, confusão, agitação psicomotora e sonolência; distúrbios
esfincterianos - bexiga neurogênica, incontinência fecal; distúrbios do sono -
insônia, sonilóquio, sonanbulismo, etc.; distúrbios das funções cerebrais
superiores – disfonia, disartria, dislalia, disritmolalia, dislexia, disgrafia, afasia.

Exame Psíquico: nega desatenção, desorientação – autopsiquíca, tempo e


espaço; pensamento, memória, inteligência, sensopercepção, vontade,
psicomotricidade e afetividade.
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ANTECEDENTES PESSOAIS

Nascida de parto eutocico, domiciliar, a termo, sem intercorrências, refere


aleitamento materno exclusivo até os 2 anos de idade, crescimento e
desenvolvimento dentro do esperado, refere não ter sido imunizada durante a
infância.

ANTECEDENTES GINECOLÓGICOS-OBSTÉTRICOS

Menarca aos 13 anos, regular, fluxo intenso, associada a cólicas intensas que
melhoraram com o passar dos anos, telarca e pubarca também aos 13 anos,
sexarca aos 16 anos, teve um parceiro sexual por 20 anos, sempre utilizou
preservativo masculino. Atualmente não tem parceiro sexual. G3P3A0, partos
normais sem complicações a termos. Realizou histerectomia e salpingectomia
há 3 anos devido a miomatose uterina. Nega ISTs.

ANTECEDENTES MÓRBIDOS PESSOAIS

Refere varicela, sarampo e caxumba durante a infância. Nega traumas. Nega


alergias alimentares e medicamentos. Nega transfusão de sangue e
hemoderivados.

ANTECEDENTES MÓRBIDOS FAMILIARES

Mãe era hipertensa, não sabe ao certo a causa do óbito, pai tem 110 anos e é
hipertenso. Todas as seis irmãs são hipertensas, 1 irmão teve AVC ainda
jovem (20 anos) e faleceu, não sabe a causa exata. Nega doenças mentais,
problemas com álcool e drogas, câncer.

HÁBITOS DE VIDA E HISTÓRIA SOCIAL

Mora em zona urbana, casa alugada, de alvenaria, com 4 cômodos, pouco


arejada, relata que a casa tem bastante umidade, saneamento básico completo
(água encanada, rede de esgoto, coleta de lixo) e energia elétrica. Não possui
animais de estimação. Vive com a neta de 8 anos, com menos de um salário
mínimo (130 reais do bolsa família e faz faxinas sem renda fixa (cerca de 300
reais por mês). Relata que passa dificuldades, mas tem ajuda financeira da
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família. Sedentária, nega etilismo e tabagismo. Nega alergias alimentares,


refere alergia a dipirona.

Recordatório alimentar: Café da manhã: pão com café. Almoço: frango, carne
(1x na semana), ovo, arroz, macarrão. As vezes verduras (batata, chuchu,
abobora). Janta: café ou a sobra do almoço. Consome menos de 1 litro de
água por dia. Refere que o lazer é ver TV, ir à igreja e visitar seu pai.

EXAME FÍSICO

SINAIS VITAIS

 PA: 120/70 mmHg


 FC: 82 bpm
 FR: 16 inc/min
 Temperatura: 35,6ºC

ANTROPOMÉTRIA

 Peso:52 kg
 Altura:1,42 cm
 IMC: 25,8

ECTOSCOPIA: lúcida e orientada no tempo e no espaço. Ativo e colaborativo.


Postura atípica. Corada, hidratada, eupnêica, acianótica, anictérica e apirética.
Bom estado geral e nutricional. Fascies atípica.

EXAME FÍSICO CABEÇA E PESCOÇO: Crânio normocéfalo. Ausência de


movimentos involuntários, ausência de retrações, cicatrizes e abaulamentos no
couro cabeludo. Cabelos com implantação normal.Implantação das
sobrancelhas normal. Face simétrica com mímica preservada. Ausência de
lesões de pele. Implantação de olhos, nariz e orelhas normais. Ausência de
alterações em globo ocular. Movimentos oculares preservados. Abertura
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palpebral normal. Pupilas isocóricas e fotoreagentes. Reflexo fotomotor direto e


consensual preservados. Pavilhão auricular e conduto auditivo externo sem
lesões ou secreções. Narinas e vestíbulo nasal sem alterações. Lábios, língua,
gengiva e mucosa jugal sem alterações. Dentes em bom estado de
conservação. Pescoço com mobilidade ativa e passiva normais. Ausência de
lesões ou linfadenomegalias. Tireóide de tamanho normal, indolor, sem
nódulos e móvel à deglutição. Mobilidade da traquéia normal.

EXAME FÍSICO DO AP. RESPIRATÓRIO: Tórax atípico, eupnêica, sem


esforço respiratório. Expansibilidade preservada bilateralmente. FTV
uniformemente palpável bilateralmente. Som claro atimpânico à percussão.
Múrmurio vesicular universalmente audível sem ruídos adventícios.

EXAME FÍSICO DO AP. CARDIOVASCULAR: Precórdio normodinâmico.


Bulhas cardíacas audíveis em 2T, normofonéticas. Ausência de sopros.
Ausência de turgênia de jungular patológica (TJP).

EXAME FÍSICO DO ABDOME: Abdome plano, sem lesões de pele, cicatrizes,


circulação colateral ou hérniações. Pulsações arteriais e peristalse não
identificáveis à inspeção. Peristalse normal presente nos quatro quadrantes.
Abdome indolor a palpação superficial e dolorido a palpação profunda, dor
difusa. Ausência de massas.

EXAME FÍSICO DO AP. OSTEOARTICULAR: Mobilidade ativa e passiva das


articulações preservadas, phalen positivo e tinel negativo.

EXAME FÍSICO DOS MEMBROS: Membros simétricos sem sinais flogisticos.

EXAME FÍSICO NEUROLÓGICO: Lúcida e orientada no tempo e no espaço.


Ausência de déficits cognitivos. Marcha atípica. Estática sem anormalidades.
Força muscular preservada e simétrica em todos os grupos musculares.

LISTA DE PROBLEMAS

 Tosse seca
 Pirose
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 Rouquidão
 Dor abdominal
 Flatulência
 Histórico de congestão nasal
 Hipertensão
 Histórico familiar de hipertensão
 Dor na coluna
 Dor em membros inferiores
 Dor nas mãos
 Phalen positivo
 Sedentarismo
 Sobrepeso
 Dor ocular
 Prurido ocular
 Hiperemia ocular
 Diplopia
 Baixa ingesta hídrica
 Baixas condições econômicas

HIPOTÉSE DIAGNÓSTICA

 Hipertensão arterial sistêmica controlada


 Tosse alérgica
 Rinite alérgica
 Refluxo gastroesofágico
 Lombalgia a esclarecer
 Síndrome do Túnel do Carpo
 Lesão por esforço repetitivo
 Hipermetropia

CONDUTA
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Solicitado exames de rotina para HAS ((hemograma, colesterol total, HDL,


triglicérides, potássio, creatinina, sumário de urina, glicemia em jejum).
Prescrito Loratadina 10 mg 01 comprimido por 10 dias, Busonid 50mcg 1 spray
de 12 em 12 horas por 60 dias, lavar as narinas com 10 ml de soro fisiológico
4x ao dia. Encaminhada para o oftalmologista. Orientada a aumentar a ingesta
hídrica, mudanças alimentares e sobre os cuidados com a rinite alérgica.
Orientada a retornar após realização dos exames.

DISCUSSÃO DO CASO

Observa-se que a usuária apresenta uma sintomatologia rica, que nos leva a
pensar em varias hipóteses. Em virtude da numerosa quantidade problemas
apresentados, optou-se por tratar inicialmente os problemas decorrentes da
tosse e, em um novo retorno, investigarmos os problemas osteo-articulares.
Muitas vezes, fazemos uma inúmeras receitas e orientações que acabam
confundindo o paciente e dificultando a terapêutica. Nesse sentido, a
abordagem de tratar um problema por vez é benéfica para o paciente e
também ajuda a criar um vínculo, visto que se espera que a usuária retorne
para a próxima consulta a fim de solucionar o outro problema que a aflige.

A sintomatologia apresentada pela usuária, tais como a obstrução nasal


frequente, tosse persistente, dores de cabeça e presença de prurido ocular que
iniciam após exposição aos alérgenos como poeira (como relatado pela
paciente), ácaros, baratas, fungos, caspas de animais como cão e gato,
polens), e aos poluentes ambientais (como fumaça de cigarro) é sugestivo de
rinite alérgica. A rinite alérgica é uma inflamação da mucosa nasal mediada por
IgE que ocorre após uma exposição aos alérgenos (HARRISON, 2016).

O esquema geral de tratamento da rinite alérgica baseia-se no controle da


exposição aos antígenos e irritantes, chamado higiene ambiental. Quando esta
não é suficiente para controlar os sintomas, adicionamos a farmacoterapia. O
tratamento medicamentoso é feito com medicações que controlam a
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inflamação da mucosa nasal por longos períodos (LOPES, 2006). Nesse


sentido, a prescrição de Loratadina e Busonid é eficaz.

A Loratadina pertence a uma classe de medicamentos conhecidos como anti-


histamínicos, que ajudam a reduzir os sintomas da alergia. Ela age
antagonizando a ação da histamina nos receptores H1 com grande seletividade
para os periféricos, fazendo com que os efeitos da histamina, nos processos
alérgicos como a vasodilatação e o aumento de secreções sejam minimizados
(RANG E DALE, 2016).

Já abudesonida, é um glicocorticóide não halogenado com elevada ação


antiinflamatória local. Os corticosteróides têm vários mecanismos de ação,
incluindo atividade antiinflamatória, propriedades imunossupressoras e ações
antiproliferativas. Os efeitos antiinflamatórios resultam da redução da formação,
liberação e atividade dos mediadores inflamatórios (ex.: cininas, histamina,
liposomas, prostaglandinas e leucotrienos). Assim há redução das
manifestações iniciais do processo inflamatório. Sua utilização diminui os
espirros, a rinorréia e o edema dos cornetos, conseqüentemente a obstrução
nasal (RANG E DALE, 2016).

Ademais, a utilização de soluções salinas para lavagem nasal, quer isotônicas,


quer hipertônicas (3%), tem sido recomendada por diversos especialistas, pois
além de remover o muco nasal, secreções purulentas, restos de células e
crostas, diminui também a inflamação local da mucosa.

Levantou-se também a hipótese de tosse alérgica. A tosse alérgica é um tipo


de tosse seca e persistente que surge sempre que a pessoa entra em contato
com uma substância alergênica. Este tipo de tosse é mais comum na
primavera e no outono, embora possa surgir também no inverno, pois os
ambientes tendem a estar mais fechados nesta época do ano, gerando
acúmulo de substâncias alergênicas no ar. É normal que as pessoas que
possuem tosse alérgica sofram com rinite ou sinusite, por exemplo
(HARRISON, 2016).
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O tratamento para tosse alérgica deve ser feito com base na sua causa,
começando por evitar o contacto com a substância alergênica. O tratamento
medicamentoso também pode ser realizado com a Loratadina e Busonid devido
ao mecanismo de ação já explicado.

No entanto, essa tosse juntamente com os sintomas de azia, dor abdominal e


rouquidão, relatados pela paciente, também levanta a hipótese de refluxo
gastroesofagico.

Refluxo gastroesofágico é o retorno involuntário e repetitivo do conteúdo do


estômago para o esôfago. Os alimentos mastigados na boca passam pela
faringe, pelo esôfago (um tubo que desce pelo tórax na frente da coluna
vertebral) e caem no estômago, situado no abdômen. Entre o esôfago e o
estômago, existe uma válvula que se abre para dar passagem aos alimentos e
se fecha imediatamente para impedir que o suco gástrico penetre no esôfago,
pois a mucosa que o reveste não está preparada para receber uma substância
tão irritante (LOPES, 2006).

Segundo Lopes (2006), os fatores de risco incluem: obesidade: os episódios de


refluxo tendem a diminuir quando a pessoa emagrece; refeições volumosas
antes de deitar, aumento da pressão intra-abdominal e ingestão de alimentos
como café, chá preto, chá mate, chocolate, molho de tomate, comidas ácidas,
bebidas alcoólicas e gasosas (conforme foi relatado pela paciente os sintomas
pioravam após a ingestão de café).

No entanto, embora se tenha essa hipótese optou-se inicialmente por tratar o


quadro para rinite tosse alérgica e, caso não melhore, posteriormente investigar
para refluxo gastroesofágico.

A paciente ainda apresenta hipertensão arterial controlada. A hipertensão


arterial é uma doença crônica caracterizada pelos níveis elevados e
sustentados da pressão sanguínea nas artérias (MALACHIAS, 2006).

Segundo a 7ª diretriz brasileira de hipertensão (2016), o tratamento da


hipertensão inclui mudanças de estilo de vida, tais como realização de
atividade física e mudanças alimentares, além de medicamentos.
19

Compreender a fisiopatologia da hipertensão arterial é de suma importância


para entender a escolha do farmacoterapia. No caso, a paciente vem fazendo
uso de losartana 50 mg e hidroclorotiazida 25 mg.

Segundo Rang e Dale (2016), o uso da losartana no tratamento da hipertensão


é devido a interferência desse fármaco com a fisiopatologia da hipertensão.
Sabe-se que a angiotensina II, um potente vasoconstritor, é o principal
hormônio ativo do sistema renina-angiotensina e o maior determinante da
fisiopatologia da hipertensão. A angiotensina II liga-se ao receptor AT1
encontrado em muitos tecidos (por exemplo, músculo liso vascular, glândulas
adrenais, rins e coração) e desencadeia várias ações biológicas importantes,
incluindo vasoconstrição e liberação de aldosterona. A angiotensina II também
estimula a proliferação de células musculares lisas.

A losartana liga-se seletivamente ao receptor AT1. In vitro e in vivo, tanto o


losartan quanto seu metabólito ácido carboxílico farmacologicamente ativo (E-
3174) bloqueiam todas as ações fisiologicamente relevantes da angiotensina II,
independentemente da fonte ou via de síntese, controlando assim a pressão
arterial. Já o uso da hidroclorotiazida 25 mg, que é um diurético tiazídico, reduz
a capacidade dos rins em reter água. Inicialmente, a hidroclorotiazida reduz o
volume do sangue, levando a uma diminuição do retorno venoso e
consequentemente à redução do débito cardíaco. Não obstante, acredita-se
que a utilização a longo prazo baixe a resistência vascular periférica. A
combinação de losartana e hidroclorotiazida, segundo vários estudos, é
benéfica, produz um sinergismo do efeito hipotensor (RANG E DALE, 2016).

A paciente relatou também dor nas mãos e rigidez e ao exame físico se


constatou Phalen positivo. Esse quadro pode ser sugestivo de Síndrome do
Túnel do Carpo. A Síndrome do túnel do carpo é uma neuropatia resultante da
compressão do nervo mediano no canal do carpo, estrutura anatômica que se
localiza entre a mão e o antebraço. Através desse túnel rígido, além do nervo
mediano, passam os tendões flexores que são revestidos pelo tecido sinovial.
Qualquer situação que aumente a pressão dentro do canal provoca
compressão do nervo mediano e a síndrome do túnel do carpo. A causa
principal da síndrome do túnel do carpo é a L.E.R. (Lesão do Esforço
20

Repetitivo), gerada por movimentos repetitivos. As pessoas expostas a maior


risco são as que realizam trabalho manual, tais como a paciente que relatou
ser diarista. O tratamento dessa síndrome depende da gravidade e pode ser
feito com imobilização e injeção de corticoides, e até cirurgia em casos mais
graves. (HARRISON, 2016). Após retorno da paciente, buscaremos a melhor
conduta para o seu caso.

Ademais, a paciente apresentou ainda dor na coluna com irradiação para


membros inferiores. De acordo com Harrison (2016), a lombalgia provoca dor
no final da coluna, e pode ser acompanhada ou não de dor que se irradia para
uma ou ambas as nádegas ou para as pernas no mesmo sentido do nervo
ciático. As causas dessa lombalgia são várias, desde má postura até doenças,
como hérnia de disco ou artrose na coluna. Na sua abordagem, é necessária
solicitação de exames, tais como radiografia e ressonância magnética afim de
esclarecer e excluir possíveis causas. Seu tratamento é feito com a toma de
anti-inflamatórios e analgésicos e sessões de fisioterapia, que podem envolver
uso de bolsas de água quente, exercícios e alongamentos. No caso da
paciente, após o retorno, daremos seguimos a essa investigação.

Por fim, a paciente relatou ter sido previamente diagnostica com hipermetropia.
A hipermetropia, dificuldade em ver de perto, ocorre quando a imagem se
forma atrás da retina. O principal sintoma da hipermetropia é a visão embaçada
mais para perto, mas também podem existir queixas de dores de cabeça ou
cansaço ocular, sensação de peso ao redor dos olhos, ardor, vermelhidão
conjuntival e lacrimejamento ocular (HARRISON, 2016). A paciente relatou
alguns sintomas, tais como a diplopia, hiperemia e o prurido ocular. O
diagnóstico é feito por meio de um exame padrão feito no oftalmologista,
chamado de exame de refração. Nesse sentido, o encaminhamento para o
oftalmologista é extremamente fundamental.

CONSULTA INDIVIDUAL: CASO 2

ANAMNESE
21

Identificação: G.F.B, 31 anos, masculino, casado, negro, ensino médio


completo, porteiro, natural e residente de Itabuna-BA. Informante o próprio.
Grau de confiabilidade: bom.

Queixa principal: “estou com ferida na perna há 8 dias”.

H.D.A: Paciente relata que há 8 dias apareceu feridas em membro inferior


esquerdo, associada a ardência, dor em queimação ao palpar, 9/10, sem
fatores de melhore ou piora. Afirma que as lesões começaram como bolhas
que posteriormente abrem e exsudam material purulento, deixando uma crosta.
Nega HAS e DM.

I.S.D.A

Estado geral: Nega fadiga, febre, icterícia, emagrecimento, ganho de peso,


náuseas e vômitos.

Crânio, Face e Pescoço: Nega, cefaleia, alterações dos cabelos e pêlos,


alterações dos movimentos, alterações do pescoço (dor, tumorações,
movimentos e pulsações anormais)

Aparelho Ocular: Refere hiperemia ocular no olho esquerdo, associado a


prurido, ardência e dor. Nega lacrimejamento, sensação de corpo estranho e
lacrimejamento.

Aparelho Auditivo: nega zumbido, otalgia, otorréia, vertigem, otorragia,


hipoacusia e otorragia.

Nariz e Cavidades Paranasais: nega alterações da olfação normal, rinorréia e


obstrução nasal; espirro e epistaxes.

Cavidade Bucal e Anexos: nega halitose, alterações do paladar e lesões.

Aparelho Respiratório: nega dispnéia, tosse, expectoração; hemoptise e


cornagem.
22

Aparelho Cardiovascular: Relata que nos últimos 2 meses apresentou


episódio de dor precordial, intermitente, 7/10, sem irradiação, com duração de
aproximadamente 30 minutos, que melhorou após ficar em repouso e sem
fatores de piora. Nega dispnéia, edema e cianose.

Aparelho Digestivo: Nega pirose, obstipação, alterações do apetite,


odinofagia, náuseas e vômitos, hematêmese; diarréia, disenteria, melena e
enterorragia.

Aparelho Renal e Urinário: Nega edema, dor renal, disúria e febre; poliúria,
oligúria, anúria, hematúria, piúria e incontinência.

Aparelho Genital Masculino: Nega corrimento e prurido, dispareunia.

Sistema Ósteo-articular e muscular: Nega dores, sinais inflamatórios,


crepitação articular e atrofia muscular.

Sistema Hemolinfopoiético: nega hemorragias (petéquias, equimoses,


hematomas) e adenomegalias.

Sistema Endócrino: Nega perda de peso, taquicardia, tremor, irritabilidade,


insônia, astenia, exoftalmia, hipersensibilidade ao frio, apatia, sonolência, pele
seca, rouquidão e bradicardia.

Sistema Nervoso: nega distúrbios da motricidade involuntária e da


sensibilidade - hipogeusia ou ageusia, hiperestesia, hipoestesia, anestesia,
paralisias, hiperalgesia e parestesia; distúrbios da olfação - hiposmia ou
anosmia; distúrbios da audição - hiper ou hipoacusia ou acusia; distúrbios da
visão - amaurose, diplopia, ambliopia (olho preguiçoso), hemianopsia; equilíbrio
- tontura, vertigem, síncope, lipotímia; estado de consciência - ausência,
amnésia, confusão, agitação psicomotora e sonolência; distúrbios
esfincterianos - bexiga neurogênica, incontinência fecal; distúrbios do sono -
insônia, sonilóquio, sonanbulismo, etc.; distúrbios das funções cerebrais
superiores – disfonia, disartria, dislalia, disritmolalia, dislexia, disgrafia e afasia.
23

Exame Psíquico: nega desatenção, desorientação – autopsiquíca, tempo e


espaço; pensamento, memória, inteligência, sensopercepção, vontade,
psicomotricidade e afetividade.

Pele e fâneros: relata feridas no membro inferior esquerdo (VIDE HDA).

ANTECEDENTES PESSOAIS

Nascido de parto eutócico, hospitalar sem complicação, aleitamento materno


exclusivo até os 2 anos. Desenvolvimento neuropsicomotor dentro do
esperado. Calendário vacinal infantil e adulto atualizado. Pubarca aos 15 anos,
sexarca aos 14 anos, relata que teve cerca de 40 parceiras sexuais, nem todas
com uso de preservativo. Atualmente tem uma parceira sexual fixa, há 3 anos.
Tem 3 filhos. Nega ISTs.

ANTECEDENTES MÓRBIDOS PESSOAIS

Nega doenças da infância (varicela, sarampo, caxumba). Relata que foi


hospitalizado devido a parasitose quando tinha 9 anos. Nega traumas. Nega
alergias alimentares e medicamentosas.

ANTECEDENTES MÓRBIDOS FAMILIARES

Genitores hígidos. Nega DM e HAS na família. Nega câncer, doenças mentais,


problemas com álcool e drogas.

HABITOS DE VIDA E HISTÓRIA SOCIAL

Mora em zona urbana, casa de alvenaria, própria, tem 6 cômodos, arejada,


vive com mais seis pessoas com 3 salários mínimos, nega dificuldades
financeiras. Tem um cachorro e dois gatos que vivem no quintal. Tem energia
elétrica e saneamento básico completo. Refere que consome boa ingesta de
proteínas, alimentação hipossódica, as vezes consome gordura, consome
farinha e frituras todos os dias. Bebe bastante água (3 litros por dia). Nega
tabagismo. Etilismo moderado. Relata que pedala todos os dias por cerca de
20 minutos para ir ao trabalho. Refere que seu lazer é ir à praia.
24

EXAME FÍSICO

SINAIS VITAIS

 PA: 110/60 mmHg


 FC: 64 bpm
 FR: 16 inc/min
 Temperatura: 35,3ºC

ANTROPOMETRIA

 Peso: 76,200 kg
 Altura: 1,67 cm
 IMC: 27
 Circunferência abdominal: 93 cm

ECTOSCOPIA: lúcido e orientado no tempo e no espaço. Nutrido, hidratado,


anictérico, afebril, acianótico, facies atípica, marcha atípica. Em bom estado
geral, ativo e colaborativo.

EXAME FÍSICO CABEÇA E PESCOÇO: crânio normocéfalo, sem


abaulamento ou retrações, implantação de olhos, orelhas nariz e boca
adequados, face simétrica, com mimica preservada. Pupilas isocóricas e
fotoreagentes, reflexo fotomotor consensual e direto preservado, motricidade
ocular preservada, presença de hiperemia no olho esquerdo. Cavidade nasal e
vestíbulo sem alterações, conduto auditivo externo sem alterações. Lábios,
gengiva e mucosa jugal sem alterações, dentição completa. Pescoço móvel,
ausência de lesões ou linfadenomegalias. Tireóide de tamanho normal, indolor,
sem nódulos, móvel à deglutição.

EXAME FÍSICO DO AP. RESPIRATÓRIO: tórax atípico, com boa


expansibilidade, som claro atimpânico à percussão. Múrmurio vesicular
universalmente audíveis e bem distribuídos em ambos os hemitorax, sem
ruídos adventícios.
25

EXAME FÍSICO DO AP. CARDIOVASCULAR: precórdio normodinâmico,


bulhas cardíacas audíveis em 2T, normofonéticas. Ausência de sopros ou
extrassístoles. Ausência de turgênia de jungular patológica (TJP).

EXAME FÍSICO DO ABDOME: abdome plano, sem lesões de pele, cicatrizes,


circulação colateral ou hérniações. Pulsações arteriais e peristalse não
identificáveis à inspeção. Ruídos hidroaéreos presentes. Palpação profunda
dolorosa em todo o abdome. Ausência de massas.

EXAME FÍSICO DO AP. OSTEOARTICULAR: mobilidade ativa e passiva das


articulações preservadas, sem dor ou crepitações. Ausência de sinais
flogísticos ou deformidades articulares.

EXAME FÍSICO DOS MEMBROS: membros simétricos. Presença de ferida


exsudativa em membro inferior esquerdo, com aspecto de vesículas e crostas.
Extremidades perfundidas e aquecidas.

EXAME FÍSICO NEUROLÓGICO: lúcido e orientado no tempo e no espaço.


Ausência de déficits cognitivos. Marcha atípica.

LISTA DE PROBLEMAS:

 Hiperemia ocular
 Prurido ocular
 Ardência ocular
 Dor ocular
 Dor precordial
 Dor abdominal
 Palpação abdominal dolorosa
 Ferida em membro inferior esquerdo
 Erro alimentar
 Sobrepeso
 Relação sexual desprotegida
 Promiscuidade
26

HIPÓTESES DIAGNÓSTICAS

 Piodermite
 Hiperemia ocular a esclarecer
 Dor precordial a esclarecer

CONDUTA

Orientado a consumir alimentos menos gordurosos, diminuir a ingestão de


farinha e frituras. Prescrito Cefalexina 500 mg 01 comprimido de 6 em 6 horas
por 7 dias e Quadriderm para aplicar 3 vezes ao dia no local das feridas.
Solicitado exames laboratoriais (hemograma, colesterol total, HDL, triglicérides,
potássio, creatinina, sumário de urina, glicemia em jejum) e eletrocardiograma.
Encaminhado para o oftalmologista e nutricionista. Orientado a retornar após
realização dos exames.

DISCUSSÃO DO CASO

O paciente apresentou como queixa feridas na perna, conforme pode-se


observar na imagem.
27

Há presença de vesículas com secreção purulenta amarelada com área ao


redor edemaciada, posteriormente essas vesículas se rompem e dão lugar a
crostas de aspecto marrom-escuro, além de áreas de cicatrização. O paciente
relatou prurido e dor ao palpar a região. Tais características sugerem um
quadro de piodermite.

Piodermite pode ser definida como uma condição infecciosa, produtora de pus
(ou piogênica), de origem bacteriana que acomete o tegumento em qualquer
nível de profundidade. Estas lesões são principalmente causadas por S. aureus
e S. pyogenes e causa lesões na pele que formam crostas, bolhas, sendo bem
delimitadas ou extensas. São inúmeras as piodermites, as principais são:
impetigo, foliculite, celulite e furúnculos (SILVA E CASTRO, 2010).

Segundo Silva e Castro (2010), o tratamento das piodermites, de forma geral,


envolve o uso de antibiótico tópico e antibióticos orais. Para o paciente foi
28

prescrito Quadriderm. O Quadriderm possui quatro agentes com funções


diferentes, proporcionando ação antiinflamatória, bactericida e fungicida,
podendo então ser utilizado para o caso. Além disso, foi prescrito Cefalexina. A
cefalexina é um antibiotico β-lactâmico dentro da classe da primeira geração de
cefalosporinas, que pode tratar uma série de infecções bacterianas. Ela mata
bactérias gram-positivas e algumas bactérias gram-negativas, perturbando o
crescimento da parede celular bacteriana (RANG E DALE, 2016).

A cefalexina então age nas principais bactérias causadoras de piodermites que


são os Staphylococcus aureus e o Streptococcus pyogenes (SILVA E
CASTRO, 2010). A primeira é uma bactéria esférica, do grupo dos cocos gram-
positivos, frequentemente encontrada na pele e nas fossas nasais de pessoas
saudáveis, e, a segunda é uma espécie de bactérias Gram-positivas com
morfologia de coco, pertencentes ao género Streptococcus beta-hemolítico do
grupo A de Lancefield (SILVA E CASTRO, 2010).

Uma outra hipótese levantada foi a dor precordial referida pelo paciente. Tal
dor é uma queixa comum entre adultos jovens. A maioria das etiologias são
benignas e de origem não cardíaca.

Uma possível causa dessa pode ser devido a flatulência, tendo em vista o
histórico alimentar do paciente (alimentação com gordura, frituras e pouca
ingesta de verduras). A maioria dos gases fica estacionada no cólon transverso
e tende a se movimentar para cima. Com isso, há compressão nos órgãos que
ficam abaixo do diafragma. O movimento das bolhas gasosas causa essa
compressão e, portanto, podem surgir cólicas e dores nessa região do toráx
(HARRISON, 2016)..

No entanto, é importante descartar possíveis doenças, por isso foi solicitado o


eletrocardiograma. O eletrocardiograma é um exame que detecta a atividade
elétrica do coração. Cada contração do músculo cardíaco ou das válvulas do
coração é comandado por pequenos impulsos elétricos gerados no próprio
coração. O ECG consegue identificar os padrões normais de transmissão e
geração destes impulsos elétricos. Assim o ECG é o exame mais indicado para
avaliar arritmias cardíacas e para a investigação inicial da isquemia cardíaca.
29

O paciente referiu ainda uma hiperemia ocular associada a prurido, porém sem
lacrimejamento. A hiperemia ocular é um sinal de várias doenças nos olhos,
tais como a conjuntivite bacteriana, conjuntivites alérgicas, conjuntivites virais,
olho seco, uso abusivo de lentes de contato, presença de corpo estranho na
córnea ou na conjuntiva tarsal, uveítes, hemorragias sub conjuntivais,
esclerites, úlceras de córnea, herpes ocular, úlcera fúngica, fechamento
angular primário agudo, aumento da pressão intraocular, uso de drogas,
pterígio, entre outros (HARRISON, 2016).

Para examinar corretamente o olho, é necessária uma lâmpada de fenda


(instrumento que permite examinar o olho em alta resolução. Nesse sentido, o
profissional oftalmologista é o médico mais indicado por possuir o
conhecimento e as ferramentas, que não dispomos em uma unidade básica de
saúde, justificando assim, a necessidade de encaminhamento.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

a realização de uma consulta coletiva permite dialogar com as mães e orientar


a cerca de aspectos que são fundamentais para o bem estar das crianças,
além disso
30

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRASIL. Ministério da Saúde. Guia de alimentar para a população


brasileira. Brasília: Ministério da Saúde, 2014.

BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção Básica.


Brasília: Ministério da Saúde, 2012. (Série E. Legislação em Saúde).

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento


de Atenção Básica. Estratégias para o cuidado da pessoa com doença
crônica: hipertensão arterial sistêmica / Ministério da Saúde, Secretaria de
Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília: Ministério da
Saúde, 2013.128 p. : il. (Cadernos de Atenção Básica, n. 37).

HARRISON, Kasper, DL. et al. Medicina Interna, v.2. 16ª. Edição. Rio de
Janeiro: McGraw-Hill, 2006.

LOPES, ANTONIO CARLOS. Tratado de Clínica médica. São Paulo: Roca,


2006.
31

MALACHIAS, Marcus Vinícius Bolívar et al. 7ª Diretriz Brasileira de


Hipertensão Arterial. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, Rio de Janeiro, v.
107, n. 3, supl. 3, p. 1-104, set. 2016.

PORTO, C.C. Exame Clínico: Bases para a prática médica – 6. ed. – Rio de
Janeiro: Guanabara Koogan, 2008.

RANG, H. P. et al. Rang & Dale Farmacologia. 8. ed. Rio de Janeiro: Elsevier,
2016.

SILVA MR, CASTRO MCR. Fundamentos de dermatologia. 2. ed. Rio de


Janeiro: Atheneu; 2010.

UESC, Módulo PIESC IV, Colegiado de Medicina, Ilhéus – BA, 2012.

ANEXOS
32

ANEXO 1

ROTEIRO SALA DE ESPERA

 Explicar aos usuários os principais tópicos relacionados à depressão, por meio


de perguntas e respostas, através da dinâmica de mito e verdades, sendo elas:

DEPRESSÃO
 O que é depressão? Tristeza é sinônimo de depressão?
A depressão é um transtorno do humor que se manifesta por uma combinação de
sintomas físicos e emocionais, interferindo tanto na capacidade que o indivíduo possui
de apreciar as coisas prazerosas da vida, quanto nas habilidades de relacionamento
interpessoal.
Ela não é sinônimo de tristeza, a tristeza isolada é um sentimento humano esperado
diante de certas situações da vida, como a perda de um ente ou de um emprego, faz
parte da experiencia psíquica normal. Estar clinicamente deprimido é bem diferente do
sentimento de se estar meio "caído" que todas as pessoas experimentam de tempos em
33

tempos. Sentimento de tristeza ocasionais são uma parte normal da vida, e não é correto
referir-se a eles como depressão. Na depressão clínica esses sentimentos estão presentes
fora de proporção com causas externas. Existem coisas na vida de todos que são causas
possíveis de tristeza, mas as pessoas que não estão deprimidas lidam com essa situação
sem ficarem incapacitadas.
 . Você acha que a depressão é uma doença?
Sim, a depressão é uma doença, enquadrada entre os distúrbios de humor na psiquiatria.
É uma doença complexa, que afeta corpo e mente e provoca, pois, sintomas emocionais
e físicos. Dentre os sintomas emocionais destaca-se a perda de interesse pelas coisas que
antes o indivíduo tinha prazer em fazer, como assistir televisão; além de uma tristeza
prolongada, desesperança e pessimismo, sensação de culpa frequente e baixa
autoestima. Já os sintomas físicos podem aparecer com alteração do sono, baixa energia
pra realizar atividades, alterações do apetite e dores inexplicáveis pelo corpo (sem causa
clinica definida)
 A depressão é passada de pai pra filho?
Os filhos de pais com depressão têm uma tendência maior a desenvolverem a doença,
mas isso não significa que necessariamente o fará. O desenvolvimento da doença vai
depender da associação com outros fatores externos.
 Existe risco de suicídio em pessoas com depressão?
Sim, o risco de suicídio existe. No ano de 2015, no Brasil, o suicídio foi a quarta causa
de morte entre jovens de 15 a 29 anos, ficando atrás de violência e acidentes de trânsito.
Dentre as causas dessas mortes, a depressão se insere. Por ser hoje, um problema de
saúde pública, existem algumas redes de apoio, como o CVV, Centro de Valorização da
Vida, que oferece serviço de apoio por telefone para todas as pessoas que queiram ou
precisem conversar sobre suicídio, de graça, para todo o Brasil.
 Todo mundo pode ter depressão?
Sim, mas alguns fatores aumentam a predisposição à doença: – fator genético – história
familiar de depressão; – estresse crônico – situações repetidas de estresse; – perdas
parentais precoces – morte de um dos genitores na infância; – história de qualquer tipo
de abuso na infância
 Quando devo procurar ajuda?
A ajuda de um médico é necessária quando os sintomas de depressão aparecem sem
uma causa aparente, quando as reações emocionais são fora de proporção com os
eventos da vida, e especialmente quando os sintomas estão interferindo com as
atividades do dia a dia. Ajuda médica deve ser conseguida com urgência se existe
história de tentativa de suicídio.
 Onde devo procurar ajuda?
O ideal é buscar o auxílio de um médico psiquiatra, o profissional mais indicado para
diagnosticar e tratar a depressão. Atualmente o SUS oferece esse apoio por intermédio
do CAPS, Centro de Atenção Psicossocial.
34

 Vocês acham que a depressão tem cura?


Não. Ela é como uma doença crônica, como hipertensão e diabetes, que precisa ser
controlada pelo resto da vida.
 Vocês acham que há como tratar?
Sim, há tratamento. O objetivo do tratamento é a remissão dos sintomas, para que ele
possa voltar a desempenhar suas atividades normalmente. Esse tratamento é feito com
medicação e psicoterapia.

Referência bibliográfica
KAPLAN, HI; SADOCK,B. Compêndio de Psiquiatria, 9ªedição. Porto Alegre: Artes
Médicas, 2007.

ANEXO 2
QUESTIONÁRIO
Conhecimento e atividades de autocuidado dos usuários portadores de doenças crônicas
atendidos na Unidade de Saúde Aurivaldo Sampaio

1.Qual sua idade? ______


2. Qual o gênero? Masculino ( ) Feminino ( )
3. Qual o grau de escolaridade
( ) Ensino Fundamental ( ) Completo
( ) Ensino Médio ( ) Incompleto
( )Ensino Superior
( )Analfabeto

4. Quais as condições de saúde apresentam: HAS ( ) DM( ) Outras( )


Quais_____________

5. Há quanto tempo iniciou o tratamento para esta doença?_________

6. Compreensão da doença
A hipertensão arterial é uma doença pra vida toda? SIM ( ) NÃO( )
A Diabetes Mellitus é uma doença pra vida toda? SIM( ) NÃO( )
35

A hipertensão arterial pode ser controlada com dieta e/ou medicamentos? SIM( )
NÃO( )
A Diabetes Mellitus pode ser controlada com dieta e/ou medicamentos SIM ( ) NÃO(
)
Cite 2 orgãos que podem ser afetados pela pressão ou glicose
elavadas:__________________

7. Compreensão sobre os medicamentos prescritos?


Sabe o nome de todos os medicamentos prescritos? SIM ( ) NÃO ( )
Tem alguma dificuldade para tomar os medicamentos? NÃO( ) SIM( )
Qual?_____________
Quando se encontra bem, deixa de tomar seus medicamentos? SIM ( ) NÃO( )
Se alguma vez se sente mal, deixa de tomar seus medicamentos? SIM( ) NÃO( )

8. Você foi orientado sobre o uso correto de seus medicamentos? SIM ( ) NÃO( )
9. Você costuma tomar os medicamentos seguindo a receita médica? SIM( ) NÃO(
) Se não, por quê?_________________________________

10. Estilo de vida


Tabagismo
É fumante? SIM ( ) NÃO ( ) Idade que começou a fumar (anos)?_______
Quantidade de cigarros por dia:__________

Consumo de bebida alcoolica


Faz uso de bebida alcoolica? SIM( ) NÃO( ) Frequência (n x/semana) ______
Há quanto tempo?____________

Atividade física
Faz exercícios físicos? SIM ( ) NÃO( ) Tipo de atividade:________________
Frequência (n x/semana) _______Duração (minutos)___________

Alimentação
Você foi orientado sobre alimentação saudável? SIM( ) NÃO( )
Você costuma seguir uma alimentação saudável? SIM( ) NÃO( ) Se não, por
quê?____________

11. Medidas antropométricas


Peso: ___ Altura:___ Circunferência abdominal: ____ IMC:____
Classificação:_______

12. Aferição da pressão arterial


PA:______ Classificação:____________________________