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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA

CENTRO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS


DEPARTAMENTO DE PSICOLOGIA

PLANO DE ENSINO
I. IDENTIFICAÇÃO
Curso: Psicologia Semestre: 2012.1
Código: PSI 5510 Horário: 210102/510102
Disciplina: Psicologia do Excepcional Horas/aula semanais: 4
Professor: Adriano Henrique Nuernberg E-mail: adrianoh@cfh.ufsc.br
Pré-requisitos: PSI 5147 (Psicologia do Sala: CFH 317
Desenvolvimento III) Turma: 07319

II. EMENTA
O significado histórico-cultural da deficiência. Políticas Públicas e pessoas com deficiência. Terminologia e conceituação
da deficiência. Principais deficiências e seus aspectos etiológicos, funcionais e sociais. Intervenção do psicólogo junto às
pessoas com deficiência, suas famílias e comunidade.

III. TEMAS DE ESTUDO


A relação deficiência e normalidade: seu significado histórico-cultural. A transversalidade das questões de gênero,
classe, geração, etnia, região e deficiência. Políticas públicas, movimentos sociais e pessoas com deficiência. O campo
de estudos sobre deficiência. Aspectos etiológicos, funcionais e sociais das deficiências físicas, intelectuais e sensoriais.
O diagnóstico da deficiência intelectual: aspectos éticos, educacionais e conceituais. Documentos e procedimentos de
classificação e diagnóstico das deficiências. Família e pessoas com deficiência. Trabalho e deficiência. Educação e
deficiência. Intervenção e reabilitação junto às pessoas com deficiência nos campos da saúde, educação e trabalho
numa perspectiva inclusiva. Acessibilidade e suas múltiplas dimensões. Ajudas técnicas. Desenho universal.

IV. OBJETIVOS

1. Avaliar as políticas públicas voltadas às pessoas com deficiência;


2. Caracterizar o campo de estudos sobre deficiência e o modelo social de deficiência
Caracterizar os aspectos etiológicos, funcionais e sociais de deficiências que possuem uma presença significativa
3.
na população brasileira;
4. Avaliar possibilidades de intervenção do psicólogo junto às pessoas com deficiência, suas famílias e comunidade

V. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO E CRONOGRAMA

AULA DATA ATIVIDADES


1 05/03 Apresentação do professor, turma e plano de ensino.
2 08/03 Terminologia da área e seus contextos. História da deficiência Texto: Sassaki, R. Como chamar as
pessoas com deficiência?
3 12/03 Semana Pedagógica do Curso de Psicologia
4 15/03 Idem
5 19/03 A relação normalidade e deficiência. Atitudes, preconceitos, estereótipos e deficiência Texto: Silva, L.
O estranhamento causado pela deficiência: preconceito e experiência
6 22/03 Movimentos sociais e pessoas com deficiência. A organização política das pessoas com deficiência
no Brasil. Texto : BRASIL, SDH. O movimento político das pessoas com deficiência.
7 26/03 O modelo social de deficiência. A transversalidade da deficiência. Livro: Diniz, D. O que é deficiência?
8 29/03 Saúe e Pessoas com deficiência. A Classificação Internacional das Funcionalidades (CIF/OMS).
Texto: Farias, N. & Buchalla, C. A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e
Saúde da Organização Mundial da Saúde: Conceitos, Usos e Perspectivas.
9 02/04 Políticas públicas de educação e pessoas com deficiência no Brasil. Inclusão escolar. Texto: Ferreira,
W. Entendendo a discriminação contra estudantes com deficiência na escola
1
10 05/04 Trabalho e empregabilidade de pessoas com deficiência. Texto:Vasconcelos, F. O trabalhador com
deficiência e as práticas de inclusão no mercado de trabalho de Salvador, Bahia
11 09/04 A dinâmica das relações familiares na presença da deficiência: luto e resiliência Texto: Fiamenghi Jr &
Messa, A. Pais, Filhos e Deficiência: Estudos Sobre as Relações Familiares.
12 12/04 Gênero, sexualidade e deficiência. Texto: Soares et al, Jovens portadores de deficiência: sexualidade
e estigma
13 16/04 Deficiência intelectual. Texto: Carvalho e Maciel, Nova concepção de deficiência mental segundo a
AAMR
14 19/04 Síndrome de Down: Texto: Silva e Dessen, Crianças com síndrome de Down e suas interações
familiares
15 23/04 Primeira avaliação escrita
16 26/04 Aspectos sociais da síndrome de Down. Vídeo: Do luto à luta.
17 03/05 Orientação do trabalho de campo da disciplina
18 07/05 Paralisia Cerebral. Texto: Melo e Martins. Acolhendo e atuando com alunos que apresentam paralisia
cerebral na classe regular: a organização da escola
19 10/05 Filme : Gaby uma história verdadeira.
20 14/05 Aula reservada para avaliação da disciplina pela turma sem a presença do professor.
21 17/05 Aula reservada para o debate coletivo sobre a disciplina com o professor.
22 21/05 Transtorno Invasivo do Desenvolvimento. Texto: Bosa, C. Autismo: intervenções psicoeducacionais.
23 24/05 Filme: Temple Grandin
24 28/05 Aspectos etiológicos e funcionais da surdez. Língua de Sinais Brasileira. Texto: Santana, A. P. &
Bergamo, A. Cultura e identidade surda: encruzillhada de lutas sociais e teóricas.
25 31/05 Surdez, Língua de Sinais e Cultura Surda. Surdos Oralizados.
26 04/06 Cegueira e baixa visão. Texto: Nuernberg, A. Contribuições de Vigotski para a educação de pessoas
com deficiência visual
27 11/06 Continuação da aula sobre cegueira e baixa visão.
28 14/06 Multideficiência, Cegosurdez e Surdocegueira. Texto: Cader-Nascimento, F. e Costa A prática
educacional com crianças surdocegas..
29 18/06 Sindrome de Usher e surdocegueira adquirida.
30 21/06 Entrega e discussão dos trabalhos de campo.
31 25/06 Continuação da discussão dos trabalhos de campo
32 28/06 Reabilitação de pessoas com deficiência adquirida. Texto: Murta e Guimarães. Enfrentamento à lesão
medular traumática.
33 02/07 Fechamento e avaliação geral da disciplina entre professor e alunos
34 05/07 Prova de avaliação final (nova avaliação) para alunos que não obtiveram média de aprovação
35 09/07 Publicação das notas finais via sistema acadêmico e período de feedback do professor aos alunos
Obs: Todos os textos estão disponíveis no "DVD Tabajara Psicologia do Excepcional" ou podem ser baixados na internet.

VI. MÉTODOS E TÉCNICAS DE ENSINO

a) Aulas expositivas dialogadas


b) Leituras de textos científicos como preparação conceitual às aulas
c) Leituras e discussão de textos em pequeno e grande grupo durante as aulas
d) Uso de recursos audiovisuais, em especial, filmes e documentários como base para a promoção de debates em
sala de aula.
e) Palestra com profissionais com e sem deficiência

VII. AVALIAÇÃO
Serão utilizadas as seguintes verificações de aprendizagem:
1) Freqüência nas aulas e participação nas atividades.
2) Avaliação escrita sobre o conteúdo ministrado, realizada em sala de aula. As questões poderão ser dissertativas e/ou
de assinalar. Será observada a qualidade de expressão e redação das respostas, bem como sua coerência com os
2
argumentos discutidos em aula e dos textos.
3) Trabalho de campo versando sobre o mapeamento de barreiras à participação social da pessoa com deficiência, em
grupos de até 3 pessoas. Esse trabalho e seus critérios de avaliação serão detalhados em documento à parte
disponibilizado no fórum da graduação (www.cagr.ufsc.br).
Obs: Além da nota, ter 75% de presença nas aulas constitui-se como requisito indispensável para aprovação, cabendo
ao aluno acompanhar junto ao professor o registro da sua freqüência às aulas.

VIII. NOVA AVALIAÇÃO


Conforme previsto no artigo 70, parágrafo 2° da Resolução 017/Cun/97, a qual dispõe sobre o Regulamento dos Cursos
de Graduação da UFSC, terá direito a uma nova avaliação, no final do semestre, o aluno com freqüência suficiente (FS)
e média das notas de avaliações do semestre entre 3,0 (três) e 5,5 (cinco vírgula cinco), exceto nas disciplinas que
envolvam Estágio Curricular, Prática de Ensino e Trabalho de Conclusão do Curso ou equivalente, ou disciplinas de
caráter prático que envolvam atividades de laboratório ou clínica definidas pelo Departamento e homologados pelo
Colegiado de Curso, para as quais a possibilidade de nova avaliação ficará a critério do respectivo Colegiado do Curso.
A nota final do aluno considerando a nova avaliação, de acordo com Artigo 71, parágrafo 3o, será calculada através da
média aritmética entre a média das notas das avaliações parciais e a nota obtida na Nova Avaliação.

IX. REFERÊNCIAS BÁSICAS


BAPTISTA, C. & BOSA, C. Autismo e Educação: reflexões e propostas de intervenção. Porto Alegre: Artmed, 2002.
BRASIL, Secretaria de Direitos Humanos. História do Movimento Político das Pessoas com Deficiência no Brasil
/compilado por Mário Cléber Martins Lanna Júnior. – Brasília:. Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa
com Deficiência, 2010.
CADER-NASCIMENTO, F. A. A. & COSTA, M. P. R. A prática educacional com crianças surdocegas. Temas em
Psicologia. Vol. 11, no 2, 2003, p. 134-146.
CARVALHO, E. N. S. & MACIEL, D. M. M. Nova concepção de deficiência mental segundo a American Association on
Mental Retardation - AAMR: sistema 2002. Temas em Psicologia. N. 2, 2003, Vol. 11, p. 147-156.
DINIZ, D. & BARBOSA, L. Direitos Humanos e as pessoas com deficiência no Brasil. In: BRASIL. Presidência da
República. Direitos humanos : percepções da opinião pública: análises de pesquisa nacional / organização Gustavo
Venturi. – Brasília : Secretaria de Direitos Humanos, 2010.
DINIZ, D. O que é deficiência: São Paulo: Coleção Primeiros Passos, Brasiliense, 2007.
DINIZ, D. & MEDEIROS, M. Envelhecimento e deficiência. Em: CAMARANO, Ana A. Os novos idosos brasileiros: muito
além dos 60? - Rio de Janeiro : IPEA, 2004.
VASCONCELOS, F. O trabalhador com deficiência e as práticas de inclusão no mercado de trabalho de Salvador, Bahia.
Revista Brasileira de Saúde Ocupacional n. 35 (121): 2010, p. 41-52.
FARIAS, N. & BUCHALLA, C. M. A classificação internacional de funcionalidade, incapacidade e saúde da organização
mundial da saúde: conceitos, usos e perspectivas. Revista Brasileira de Epidemiologia. [online]. 2005, vol. 8, no. 2, pp.
187-193.
MELO, F. R.L MARTINS, L. A. R.. Acolhendo e atuando com alunos que apresentam paralisia cerebral na classe
regular: a organização da escola. Revista Brasileira de Educação Especial. 2007, vol.13, n.1, p. 111-130
NUERNBERG, A. H. Contribuições de Vigotski para educação de pessoas com deficiência visual. Psicologia em Estudo,
v. 13, n. 2., 2008. p. 307-316.
SACKS, O. Um antropólogo em Marte São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
SACKS, O. Vendo Vozes: Uma viagem ao mundo dos surdos. Companhia das Letras: São Paulo, 1998.
SANTANA, A. P. ; BERGAMO, A. . Cultura e identidade surda: encruzilhada de lutas sociais e teóricas. Educação e
Sociedade, v. 26, n. 91, 2005. p. 565-582.
SILVA, L. O estranhamento causado pela deficiência: preconceito e experiência. Revista Brasileira de Educação v. 11 n.
33, 2006. p. 424-561.
VASH, C. L. Enfrentando a deficiência. São Paulo: Pioneira/EDUSP, 1988.

X. REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
AMERICAN ASSOCIATION ON MENTAL RETARDATION, Retardo mental: definição, classificação e sistemas de apoio.
Porto Alegre: Artmed, 2006.
BARTON, L. (org.) Discapacidad y sociedad. Madrid: Ediciones Morata/Fundación Paidéia,1998.
DINIZ, D. O que é deficiência? São Paulo: Brasiliense, 2007. (Coleção Primeiros Passos).
SASSAKI, R. Terminologia sobre deficiência na era da inclusão. Em: VIVARTA, V. Mídia e Deficiência. Brasília:
Andi/Fundação Banco do Brasil, 2003. p. 160-165
VYGOTSKI, Lev S. Obras Escogidas V: fundamentos de defectologia. Visor, 1997.

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